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CONèlESSO
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DE
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BRASILEH»)
BRASlLEHid;

Bl^iOTECONOMlA
BlBLlOTiCONOMlA
POCUMiHTACAO
DOCUMENTAÇÃO

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VOLUME I
TEMA CENTRAL E SUB-TEMAS
JOÃO
PESSOA-Pb"'^'
JOÄO PESSOA-PB
‘associação
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL
profissional de
DE bibliotecários
BIBLIOTECÁRIOS da
DA paraíba
PARAI'BA
1982
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I GereocUupvnto

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XÍ CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
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E

DOCUMENTAÇÃO

Pessoa^ 17 a 22 de janeiro de 1982
Pessoa,

Volume

1

TEMA CENTRAL E SUB-TEMAS

JoÃo Pessoa-PB
AssociacÃo Profissional de Bibliotecários da Paraíba
19 8 2

Digitalizado
gentilmente por:

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 11., João Pessoa, 1982.
Anais. João Pessoa, Associação Profissional de
Bibliotecários da Paraíba, 1982.
2v.
Conteúdo: v.l Tema central e sub-temas. v.2 Tra
balhos oficiais e recomendações.
1. BIBLIOTECONOMIA - CONGRESSOS. I Associação Pro
fissional de Bibliotecários da Paraíba. Tl
II Titulo.
CDU: 02:374.9
02:374.9(81)
(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�Sumário
Volume 1
TEMA CENTRAL: BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE
BIBLIOTECA POBLICA E BIBLIOTECA ESCOLAR - UMA INTEGRAÇÃO NE
CESSÄRIA, por Cléa Dubeux Pinto Plmentel
CESSAria,
Pimentel

1

RECURSOS BIBLIOGRÁFICOS E EDUCAÇÃO CONTINUADA, por Lella
Leila Ma
galhães Zerlotti Mercadante e Tereza da Silva Freitas Oli'
OM
veira

17

A BIBLIOTECA.
BIBLIOTECA UNIVERSITÄRIA
UNIVERSITARIA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DF EDU
CAÇÃO FORMAL; ESTUDO PARA AVALIAÇÃO DE HABITO
HÄBITO DE LEITURA,
por Lúcia Helena Pimenta Lima e Maria Piedade F. Ribeiro
Leite
I
BRINCANDO COM O TEXTO, por Maria Cecilla
Cecilia M. R. A. da Silva
e Maura Duarte Moreira Guarido

54

A importAmcia
IMPORTÃICIA das
DAS BIBLIOTECAS
bibliotecas no
NO processo
PROCESSO EDUCACIONAL,
educacional,
Paul Kaegbein

71

A BIBLIOTECA ESCOLAR E 0O SEU PAPEL NO
por Raimunda Augusta Queiroz

cm

t

29

por

SISTEMA EDUCACIONAL,
81

A BIBLIOTECA INFANTO-JUVENIL COMO ALICERCE DO FUTURO USUÄ
USUA
RIO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E UNIVERSITÃRIAS,
UNIVERSITARIAS, por Roseli Te
reza Silva Leme e outros
j

95

BASES PARA UMA POLItICA
POLlTICA EDUCACIONAL PARA AS BIBLIOTECAS PO
BLICAS; ALGUMAS CONSIDERAÇÕES, por Suzana Pinheiro Machado
Mueller

116

BIBLIOTECA, COMUNIDADE E INFORMAÇÃO UTILITARIA;
UTILITÁRIA; UM ESTUDO
DE COMO CIRCULA A INFORMAÇÃO UTILITARIA
UTILITÁRIA NO BAIRRO DE POM
PÉIA EM BEIX3
BEID HORIZONTE, por Ana Maria Athayde Polke e ou
tros

131

BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE'
PERMANENTE - BANCO DE DADOS CULTURAIS,
por Angela Maria íiinaral
Aimaral Rébula

160

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NUMA COMUNIDADE
DE INTERNAÇÃO PEDIAtrica,
PEDIÁTRICA, per
por Anna Franclsca Martlnez
Martinez Pas
Pa£
sos

179

CARRO-BIBLICTECA DA ESCOLA DJ BIBLIOTECONOMIA DA UFMG; UMA
ANAlise DA
ANÁLISE
da demanda
DEMANDA DE
de MATERIAL
material de
DE LEITURA, por Jeannete M.
Kremer

190

2

3

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0

11

12

13

�CAIXAS-ESTANTES; INSTRUMENTOS A SERVIÇO DA CULTURA E DO LA
ZER NA EMPRESA MODERNA, por Liana Marya Abdala Oliveira ...

209

A BIBLIOTECA POBLICA E O ATENDIMENTO AO IDOSO, por Maria da
Conceição Carvalho

218

A ATUAÇÃO DO GRUPO DE BIBLIOTECÄRIOS
BIBLIOTECÃRIOS EM INFORMAÇÃO E DOCÜ
DOCU
MENTAÇÃO TECNOLOGICA DO PARANÃ
PARANÄ VISTA PELAS CHEFIAS DAS BI
BLIOTECAS PARTICIPANTES, por Beatriz Moura e outros

233

AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA PELOS USUÃRIOS,
USUÄRIOS,
Beatriz Marçolla Lott e Maria de Lourdes Rodarte

252

por

BIBLIOTECA POBLICA BRASIIíIIRA;
BRASILEIRA; OBJETIVO E MISSÃO
SOCIAL,
por Carolina Angélica Barbosa Saliba e Ann Marta Pinheiro .

273

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO,
no Vieira

por Cila Mila
287

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO,
das Chagas de Souza

por Francisco
299

INFORMAÇÃO INDUSTRIAL; SITUAÇÃO ATUAL E ALTERNATIVAS
TRABALHO, por José Rincon Ferreira

DE
306

A BIBLIOTECA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO.
O SISTEMA DA BIBLIOTECA DA FUNDAÇÃO OSVALDO CRUZ; UMA EXPE
RIÊNCIA, por Lucilia Meyer Friedmann e Nelson Chagas
■

332

BIBLIOTECAS pOBLICAS
PÚBLICAS NA PARAlBA:
Neusa de Morais Costa

347

UM DIAGNÖSTICO,
DIAGNOSTICO, por Maria

EXPERIÊNCIAS INOVADORAS NA BIBLIOTECA MINSSEN,
Zietlow Duro

por

Yvette
367

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE FÉRIAS; UMA EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTE
CA INFANTIL MONTEIRO LOBATO, por Aldérica S. Ferrari

379

REFLEXÕES SOBRE IDEOLOGIA E BIBLIOTECAS,
doso de Andrade

391

por Ana Maria Car

BIBLIOTECA POBLICA:
PÚBLICA: AÇÃO COMUNITÃRIA,
COMÜNITÃRIA, por Célia Mediei Be
zerra Silva e outros

398

A ATIVIDADE DE EXTENSÃO DA EBC/üFBA
EBC/UFBA NA BIBLIOTECA PÚBLICA
"ERNESTO SIMÕES FILHO" DA CIDADE DE CACHOEIRA, por Esmerai
da Maria de Aragão

417

BRASILIA TEIMOSA; UMA BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL EM ÄREA
BRASlLIA
ÃREA
CARENTE, por Margarida Maria de Andrade Matheos de Lima ...

430
4 30

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�A TRANSFORMAÇÃO
TRANSFORKAÇÃO DA BIBLIOTECA PÜBLICA DE MINAS GERAIS
NO
ATUAL CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE, por Maria de Lourdes
Cortes Romanelli e outros

442

DIVULGANDO O0 FOLCLORE EM MINAS GERAIS, por Marília
Marllia
Gontijo

462

Salgado

AUDIOVISUAL PARA TREINAMENTO DE USUÃRIO EM BIBLIOTECAS ESCO
LARES, per Enriqueta Graclela Cuartas e Gilca Martins Gatti

469

INTERESSES DE LEITURA DE USUÃRIOS
USUÄRIOS DA SEÇÃO CIRCULANTE DA BI
BLIOTECA PÚBLICA
POBLICA ESTADUAL "PRESIDENTE CASTELO BRANCO", por
Maria das Graças de Liitia
Liita Melo

482

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13

�DA CULTOR?. : IX
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Mm«« de Morel» «coe-ca ....

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�APRESENTAÇÃO
O XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Doou
Docu
mentação teve como objetivos principais despertar o bibliotecário
brasileiro para o papel que a Biblioteca pode e deve desempenhar
no sistema formal e não-formal de educação e conscientizar os pro
flsslonals da área de educação de que sem bibliotecas o processo
educativo não atingirá a sua eficácia.
0O evento teve como tema central "BIBLIOTECA E EDUCA
ÇÃO PERMANENTE" e OS seguintes sub-temas: Biblioteca na Educação
Formal, Biblioteca nos Programas de Alfabetização e de
Fomal,
Educação
de Adultos, A Biblioteca no Processo de Desenvolvimento,
Blbllo
Biblio
teca e Cultura Local e Os Meios de Comunicação de Massa e o Háb^
Hábl
to de Leitura.
Os Anais do XI CBBD reúnem os trabalhos oficiais soli
soll
citados pela Comissão Diretora e os trabalhos selecionados
pela
Comissão Técnica, para serem apresentados nas Sessões Plenárias.
Neste 19 volume estão reunidos todos os trabalhos se
lecionados referentes ao tema central e aos sub-temas. No segundo
serão publicados os trabalhos oficiais e as recomendações do Con
gresso.
A idéia
Idéia de publicar apenas os trabalhos relacionados
com o tema central e seus sub-temas constituiu uma tentativa de
dirigir a produção cientifica dos congressistas, de modo a subsl
dlar os debates, recomendações e conclusões do evento, bem como,
diar
de criar ou formalizar uma visão global da influência
Influência das blbllo
biblio
tecas nos diversos nlvels
níveis da educação nacional.
A Idéia refletiu, ainda, o desejo de evitar a disper
dlsper
são, a fim de concentrar esforços no sentido de conscientizar as
autoridades e os profissionais da área para a importância
Importância das BI
Bi
bllotecas, especlalmente públicas e populares, na educação do po
vo e, consequentemente, para o progresso cientifico e tecnológico
de uma região em vias de desenvolvimento: o Nordeste brasileiro.
Oonlssão MxeLaca
Rrasnelro
OoBlssão
Diretora do XI Congresso Brasileiro
Blblloteccncnla e Docwentação
Docunentação
de Blblioteccncnia

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�uX’^ATOSBaHTA
gaoC 3 Biiao«oo»iöiXdia 9b oiiaiiseia oaaöTpno'J IX O
Oi-*âo9íoi liicJ o leiiaqsab «i»ql3fi.íaq aoviiatdo o.uot) ■»voi o«?B.Jfi9m
»»rinsq»i9«ab 9vs£) 9 aboq eosJoildifl ß mjp laqa-i o fti«q a-ii»XiBßia
Oaq ao ißSiinsXoanoo a oiyßoub» ab í&amp;m^oi-oêfi a Xí.«*toi anadaie on
oaaaoüTq o esoaíoUdid rnse aup »b oÍ7K0«jb9 sib taiß ßt&gt; ai^ncisai"!
.ßtoßolla Bij» ü Siipniiß o£n ovxísoubíf
^XKB a A3HTOIJ8I€" Xßiüiso *m9í omoo avsj oínava
oiçMübJ en ßoaJoUdxa ;aeras-J-dua «-»JnXwçsB ao a "3T431íâ&gt;WSS OÃ:^
oiqasüfaa«
ab a osjRx.tíadslXA ab asmßipo-x'l sort &amp;rsoioi ídia ,X8r-no'ä
2ildia
.-i’
,aSn»íiilvíovn9s9&lt;j 9b oeasooi"! on eoa.toiXdxa A ,ao3ixíbA ab
o a Bea«K ab oßpßoXouffKaO sb aoXaM aC a Xso-t^I
9 ;,-oad
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*oí&gt;Ânolo©í98 sodXßdßii ao 9 cxods'ild o£b®-í?kk)3 6j.sq acifojidixmmi3t 8908*92
II
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asn aob&amp;dn»s9-i&lt;ja msTtaa siaq ,e-ino5T :&gt;Se«.ijs-oD
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^ gvXil^iMi ^nttJ i/iudiianoo eaioí-clt/s aose » Xsidn»o Euad o "'jeJtadua B obo® 9b ^aßdaXaaeip/ioo sob ßolXldnaxo oftçuboiq ß
,Ofl»o asd ,odn»v9 ob aaösoXonoo « agöjßbnwiBcoert »asdedac s«;’ i-'.tb
giXdid BBb ßiofÄulini ßb XßdoXp oXeiv ßati ibsXXamioi uo "SBixo sb
■ XßfjoioßR oBjsoübs «b Bxsvtn ioeiavib son e.Ao*-'
a*qäX&amp; ft xodlws «b ot^esb o ,ßbnxß .oxJaiiai ßiäfai A
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�Tema Central:
EDUCACÂO PEP/iANENTE
PEP/lANENTE
BIBLIOTECA E EDUCACÃO

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�CDD 021.3
CDU 027.4:371.64

BIBLIOTECA PÚBLICA E BIBLIOTECA ESCOLAR
- UMA INTEGRAÇÃO NECESSARIA
NECESSÄRIA -

CLÉA DUBEUX
DUBEÜX PINTO PIMENTEL
. Professora Adjunta do De
partamento de Biblioteco
nomia da Universidade Fe
deral de Pernambuco.
. Bibliotecária CRB-4/61

RESUMO
Sugere a necessidade de integração das
das" bibliotecas escolares e públicas e da introdução de uma nova
filosofia
de trabalho cooperativo entre essas bibliotecas, vinculado
ao
programa de extensão da biblioteca pública, de tal maneira que
seja possível ajudar aos alunos e demais membros da comunidade a
aprenderem como descobrir o conhecimento e assim
assim, se tornarem capazes de acompanhar a educação permanente.
Considerando que as bibliotecas públicas desenvo_l
desenvoj.
vem atualmente atividades próprias de biblioteca escolar, e que
a maioria das escolas não possuem bibliotecas, são feitas recomendações para criação de um programa de extensão na biblioteca
pública destinado às escolas locais, envolvendo, além dos alunos
e professores, todos os demais membros da comunidade.

1

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�1.

INTRODUÇÃO

E condição essencial para o desenvolvimento harmônico de uma
vima comunidade que haja uma maior integração entre todos os equipamentos educacionais existentes numa mesma localidade .
A tendênci?
tendência atual é a de encarar a educação como
uma vasta rede de atividades na qual o tipo comum de educação não
é, senão, um dos elementos. O conceito de educação permanente,
a integração gradual da educação formal com atividades culturais
e o papel cada vez mais importante desempenhado pela biblioteca
pública, constituem algumas provas desta tendência.
De um modo geral, os serviços bibliotecãrios
bibliotecários entre nós
nôs não se acham integrados aos planos nacionais e setoriais
de educação, seja pelo seu número reduzido, seja — o que é mais
importante — pelo conceito errôneo que ainda persiste de se que
rer separar, no Brasil, a biblioteca pública da biblioteca escolar, e considerar a biblioteca somente como um "posto de empréstimo" de publicações, sem usâ-la
usá-la de acordo com as reais possibilidades que oferece para a promoção da educação individual e de
grupos, além de ser o principal Instrumento
instrumento para fomento de
um
programa de educação permanente.
Há um forte argumento em favor da integração
Hã
da
biblioteca pública e da biblioteca escolar, como forma de resolver o angustiante problema da biblioteca pública que, na prática, costuma substituir a biblioteca escolar, que quase não existe. O0 caminho mais econômico e efetivo é, sem dúvida, a concentração de recursos por parte dos governos, adotando-se a centralização de atividades educativas através do estabelecimento
de
uma política de bibliotecas públicas e escolares que permita um
uso mais racional dos serviços bibliotecãrios
bibliotecários e atue de forma ocrj
ocm
pleta para a disseminação do conceito de educação permanente.
A educação adequadamente orientada é um investimento necessário ao crescimento econômico, e não slitçilesmente
simplesmente um
2

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�serviço de consumo. Para os educadores, assim como para os governos aos quais o sistema educacional estiver vinculado, os recursos destinados àã educação precisam ter um beneficio
benefício bem calculado. Dentro dessa expectativa os recursos educacionais, colo
cados ã disposição do Sistema, não podem ser usados exclusivamen
te por um grupo de usuários bastante limitado. Esses
recursos
(escolas, oficinas, centros culturais, bibliotecas) devem serdes
ser d^
tinados a toda comimidade
comunidade com atividades que se desenvolvam complementarmente ãs das escolas, vinculadas ou não ãs
âs disciplinas
curriculares, procurando propiciar maiores oportimidades
oportunidades de educação aos alimos
alunos e professores, assim como aos seus pais, famiU
family
ares e demais membros da comunidade que residam em suas proximidades .
Dentro dessa nova concepção, e considerando que a
verdadeira biblioteca escolar ainda é irnia
uma utopia no Brasil, a b^
blioteca pública deverã
deverá fimcionar
funcionar integrada ã rede escolar da c^
dade, com atividades vinculadas ao planejamento curricular
das
escolas, enriquecendo-as e tornando-as mais dinâmicas,
através
de oportunidades educativas proporcionadas aos alunos
alimos e professo
res, além das atividades culturais próprias da biblioteca públiconstituir
ca destinadas ã comunidade.
comimidade. Essas atividades devem
parte rotineira do Programa de Extensão da Biblioteca Pública.

2.

0 PROGRAMA DE EXTENSÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA

Uma das características do trabalho de
extensão
da biblioteca pública é a criteriosa programação das atividades
a serem realizadas junto
j\mto ãs comunidades. Esse Programa
const^
tui-se na razão de ser do próprio sistema de atuação bibliotecátul-se
ria, devendo ter as seguintes características:
- ser baseado na realidade local;
- estar voltado para as necessidades da comunidacomimidade;
- ser permanente e flexível;
- ser educacional, continuo
contínuo e evolutivo;
3

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�- ser cooperativo;
cooperativo:
- possibilitar a avaliação dos resultados alcança
dos.
Extensão é, essencialmente, cooperação entre todos. Assim, um bom Programa de Extensão deve estabelecer as oportunidades e formas dessa cooperação. Não sendo possível
ãs
entidades que atuam no mesmo lugar resolverem por si só suas dificuldades, é necessário que o Programa de Extensão preveja a co
operação entre todas, estabelecendo o papel que cada uma
vmia desempenhará.
2.1.

Elaboração do Programa de Extensão

0O conhecimento das necessidades mais prementes da
comunidade em relação ã educação e cultura, oferecem subsídios
ao bibliotecário para definição das formas mais adequadas de atu
ação da Biblioteca Pública
Publica jianto
junto ã comunidade. Considerando que
o Programa de Extensão
Exrensão representa um entendimento dos membros de
lama comunidade com a Biblioteca em relação ã situação enqontrauma
da, aos objetivos visados e ãs soluções para alcançá-los, o Programa de Extensão, em todas as fases, estará na dependência
de
uma atitude receptiva da comunidade, que
q\je deverá evoluir para o
plano de uma participação ativa e até entusiástica.

3.

A ATUAÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA JUNTO ÃS ESCOLAS

Ê inegável que os serviços de uma biblioteca púespecíficos
blica possuem objetivos comuns a alguns objetivos
das bibliotecas escolares. Assim, os serviços prestados
pelas
bibliotecas públicas devem estar i.nber-relacionados
i.nter-relacionados ãs atividades
das escolas locais para que seja possível oferecer um melhor atendimento aos alunos que costumam ser os seus principais usuários .
Essa inter-relação, entretanto, será mais produti
va se a Biblioteca Pública desenvolver um Programa de Atividades
4

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�Educativas, como trabalho de Extensão da Biblioteca, envolvendo
todas as Escolas, sejam elas públicas, particulares, grandes ou
pequenas, com os seguintes objetivos;
a)
b)

c)

d)

e)

f)

Cooperar com as escolas para satisfazer as ne
cessidades de aprendizagem dos alunos,
dos
professores e demais membros da comunidade;
Estimular e orientar os alunos, em todas
as
etapas do seu aprendizado, para que façam le^
satisfaturas adequadas e possam encontrar
ções crescentes em estudar;
Dar oportunidade aos jovens para que desenvol
vam os conhecimentos adquiridos na escola, ga
rantindo-lhes a oferta de programas culturais
rantlndo-lhes
específicos;
Ajudar, tanto as crianças como aos demais mem
bros da comunidade, a usarem com habilidade e
discernimento os materiais da biblioteca, tan
to impressos como audiovisuais e cartográficos ;
Habituar as crianças a encontrarem respostas
para suas tarefas escolares na biblioteca,de£
biblioteca,des
de as primeiras Idades,
idades, e a cooperarem
com
seus esforços para estimular a continuidade de
de sua educação quando estiverem fora da esco
la;
Trabalhar conjuntamente com os professores na
elaboração de programas educativos que visem
ao contínuo aperfeiçoamento profissionale cul
tural do próprio corpo docente dos jovens que
já deixaram as escolas e dos demais membros da
comunidade que desejam manter-se informados.

Estes objetivos focalizam diretamente a função
mais importante da atuação da biblioteca na escola: o trabalho
conjunto
conjvinto com os professores em benefício
beneficio da comunidade como tm
um
todo. Cada um dos objetivos pode ser dividido em muitas partes
e cada vim
um deles envolve diretamente a ação da biblioteca pública como instrumento eficaz da educação.
3.1.

0 alcance do Programa de Atividades Educativas

^
A Biblioteca Pública deverá desenvolver um Progra
ma de Atividades Educativas que seja típico de biblioteca escolar. Para isso será necessário adotar os seguintes princípios:
5

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^Scan

ÉÊ^
0

11

12

13

�a)
b)
c)

3.2.

Despertar o interesse dos dirigentes de escolas pará
para o programa preparado pela Biblioteca
Pública;
Influenciar os professores para que façam uso
da biblioteca escolar, após a implantação do
programa em cada escola;
Criar um Grupo de Trabalho para coordenar e
supervisionar o Programa de Atividades Educativas .

0 Grupo de Trabalho
0 Grupo de Trabalho deverá ser formado por:
. 1 bibliotecário - representante da Biblioteca Pú
blica
. 1 professor - representante da Secretaria de Edu
cação
. 1 professor - representante das Escolas do 19
Grau
. 1 professor - representante das Escolas do 29
Grau

Competirá ao referido Grupo de Trabalho a superintendência geral
do Programa, promovendo a integração das escolf 3s com a Biblioteca Pública.
Todos os membros do Grupo de Trabalho devem
se
conscientizar de que todas as crianças, jovens e toda a comunida
de têm direitos iguais às bibliotecas a a uma educação que lhes
permitam aspirar a melhores níveis de vida. Dessa forma, o Gruum
po de Trabalho deve elaborar irai Plano global que proporcione irai
tipo próprio de serviços e recursos bibliotecários para cada cr^
cri
ança, jovem e adulto, baseado em disposições q\je
q\;fâ compreendam:
a)

b)
c)

Normas sobre coleção de materiais, acervo e
locais para funcionamento das bibliotecas escolares já existentes e outras que poderão ser
criadas;
Requisitos necessários para o pessoal que atu
ará nas bibliotecas escolares e na própria b^
bJL
blioteca pública;
Requisitos necessários para os professores
dos quais sejam exigidos, como parte de
sua
preparação profissional, conhecimentos de uW
uti
lização de materiais impressos e audiovisuais

6

iJL..
cm

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-

�d)

adequados aos diferentes tipos de idades dos
alunos;
Conhecer as necessidades existentes quanto aos
recursos bibliotecários disponíveis e
atuar
para que seja obtido apoio financeiro suficiente para execução do Programa.

O0 Grupo de Trabalho deverá orientar-se para execução dos Planos de Trabalhos, de acordo com os segmntes
seguintes princípios :
a)

b)

c)

d)

3.3.

bibli
Incentivar a criação e funcionamento da bibU
oteca escolar junto ã direção de cada Escola.
Dessa forma, a responsabilidade pela organiza
ção das bibliotecas escolares será do Grupo
de Trabalho e não da Biblioteca Pública;
A responsabilidade do Grupo de Trabalho deverá ser estendida também ãs
ás pequenas
escolas
que, devido ãs
ás condições de funcionamento,não
necessitam possuir gma
úma biblioteca própria.Ne£
própria.Nes
se caso, o Grupo de Trabalho prestará uma assessoria para estabelecimento de planos coope
rativos com a Biblioteca Pública;
Para que
gue o Grupo de Trabalho possa atuar com
eficiência, todos os seus membros deverão ter
conhecimento de como se desenvolvem bons serviços bibliotecários pelas bibliotecas escola
res. Para isso, a Biblioteca Pública promove
rá palestras, seminários, mesas redondas etc.,
com especialistas, de forma a permitir um melhor engajamento de todos os participantes do
Programa e permitir que os objetivos visados
sejam alcançados;
0O Grupo de Trabalho também deverá conhecer os
métodos cooperativos sobre centralização dos
processos técnicos, centros de recursos audio
processes
visuais, centros interescolares de atividades
artísticas etc., para utilização pelo Sistema.

Supervisão das bibliotecas escolares

Todo trabalho escolar necessita ser, perlodicamen
periodicamen
te, supervisionado para melhorar a qualidade do programa docente. A supervisão junto ás
ãs bibliotecas escolares visa a melhoria
dos serviços prestados pela biblioteca em cada escola. Os princípios básicos para a execução dos trabalhos de supervisão
das
7

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�bibliotecas escolares são os seguintes:
a)

b)
c)

d)
3.4.
3,4,

Fazer visitas com a finalidade de observar o
funcionamento das bibliotecas, observar
os
planos de ensino dos professores, informar-se
acerca do planejamento didático e assessorar
os professores quando necessário;
Promover o entrosamento das atividades docentes com a biblioteca, colaborando na programa
ção a ser cumprida;
Estreitar o relacionamento com os pais dos alunos, participando das reuniões sociais das
escolas e oferecendo programas especiais para
os mesmos;
Programar atividades com a participação dos
alunos.
alunos,

Coordenação dos planos de ensino e os programas da blblioteca

Para que haja perfeita sincronia entre os planos
de ensino dos professores e os programas de atividades da biblio
teca escolar, o Grupo de Trabalho deverá coordenar o trabalho através das seguintes atividades:
a)

b)
c)

Implantar programas educativos conjuntos para
as escolas por meio dos quais diversos tipos
de livros, filmes e outros materiais
possam
ser usados por diferentes alunos e professores ;
Adotar um plano anual, amplo, que proporcione
os mesmos serviços e recursos bibliotecários
a todas as escolas;
Estabelecer um programa cultural como complementação didática.

Tanto os professores como o Grupo de Trabalho deverão trocar informações relacionadas com os interesses, necess^
dades, habilidades, comportamento, aproveitamento e execução de
atividades pelos alunos. Isto proporcionará um maior incentivo
aos que estiverem ainda distanciados, ao mesmo tempo que obterá
o reconhecimento dos professores pelos bons resultados alcançados ,.
R

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�4.

0 PROGRAMA DE ATIVIDADES EDUCATIVAS

O Programa de Atividades Educativas deverá ser de
senvolvido inicialmente com vistas ao atendimento integrado
da
Biblioteca Píiblica
Pública com as escolas existentes.
4.1.

Pessoal
Devem ser adotados os seguintes princípios:
a)

b)
c)

d)

4.2.

1T
As escolas pequenas que possuem bibliotecas
poderão designar um dos seus professores para
atuar na biblioteca sob a responsabilidade do
Grupo de Trabalho;
As grandes escolas deverão possirLr
possuir um bibliotecário que receba um treinamento especializa
do em bibliotecas escolares;
As escolas que não tiverem condições de colocar um professor ã disposição na biblioteca,
contarão inicialmente com o auxílio da Biblio
teca Pública, que designará um
um. bibliotecário
para que, ao menos uma vez por semana,
seja
encarregado dos trabalhos com grupos de alunos e participe, juntamente com os professores, do planejamento didático;
0 número de escolas que poderão ser beneficia
das inicialmente
Inicialmente com a programação dependera
não apenas do número de alunos existentes em
cada escola, mas do tempo necessário para locomoção de uma a outra escola e da proximidade com a Biblioteca pública.
Pública. Desta forma, de
verão ser feitos estudos iniciais para determinação das metas a serem alcançadas, ou seja, da fixação do número de escolas integrantes do sistema, na primeira fase e nas sucessivas .

Materiais

Cada escola deverá possuir sua própria biblioteca
cuja organização permita o fácil acesso dos alunos e
professores. Essa biblioteca deverá ter um acervo moderno e apropriado,
podendo ser constantemente complementado com materiais da Biblio
teca pública,
Pública, cedidos por empréstimo a curto e longo prazo.

9

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�&lt;k

A parte fundamental da coleção de materiais
que deverão contar as escolas será formada pelo seguinte:
a)

b)
c)

d)

e)

f)

4.3.

com

Uma coleção básica
bãsica de livros textos e outros
complementares que sejam freqüentemente utili^
util^
zados pelos alunos e professores durante oano
escolar. A quantidade de exemplares e o tamanho do acervo poderá variar dependendo
do
número de matriculas,
matrículas, recursos financeirosdi£
financeirosdis
poniveis, teto orçamentário e convênios
que
sejam estabelecidos;
Uma coleção de 10 a 15 revistas, no mínimo,pa
ra atender aos planos de estudos e das pesquT
sas escolares dos alunos;
Uma moderna coleção de obras de consulta, alguns dicionários lingülsticos
lingüísticos e de
assuntos
específicos, uma enciclopédia moderna, um atlas_universal
tlas
universal e mapas avulsos;
Uma coleção de recortes, folhetos,ilustrações
diversas, trabalhos selecionados
preparados
pelos alunos como atividade escolar, fotografias etc., para constituir um arquivo
vertical;
Discos, filmes, "slides" que serão usados com
freqüência durante o ano escolar e que poderão estar disponíveis na Biblioteca
Pública
para circulação em todas as escolas do sistema;
Brinquedos, quebra-cabeças, bonecas, instrumentos musicais deverão também fazer parte da
coleção depositada na Biblioteca Pública, para circulação entre todas as escolas.

Localização

Serão feitas recomendações âs
ãs escolas quanto ã lo
calização da biblioteca para que fique situada em área
ãrea central e
seja suficientemente grande que permita a todos os alunos de uma
mesma classe visitá-la todos jimtos
juntos e sentarem-se em suas mesas.
Deverá dispor, ainda, de espaço suficiente para a coleção bãsica
básica
e outros materiais cedidos por empréstimo pela Biblioteca Pública.
Entretanto, se a escola não puder dispor de
uma
ãrea especial para a biblioteca, deverá ser adaptada uma
área
ãrea
área
qualquer para guardar os materiais ou mesmo em armários na coor10

cm

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�deriação. Neste caso, o planejamento será diferente porque as atividades terão que ser realizadas n'a
na própria sala de aula.
4.4.
4.4,

Participação da Biblioteca Pública como biblioteca central
do sistema

A participação da Biblioteca Pública como biblioteca central poderá ser realizada da seguinte forma:
a)

b)

4.4.1.

A Biblioteca Pública deverá destinar uma área
para reunir todo material'
material destinado às Escolas. Deverá, também, destinar uma sala para
reunião do Grupo de Trabalho cojn os bibliotecários das escolas, diretores,
professores
etc.;
A Biblioteca pública,
Pública, inicialmente, deverá ter
vim bibliotecário encarregado de atuar
um
junto
às escolas e coordenando os trabalhos técnicos que serão realizados. Tanto quanto possível, os serviços de preparação dos_
dos livros,
como sejam, classificação, catalogação^
catalogaçãoprep»
prep»
ração de bolsos, etiquetas etc., deverão ser
realizados por alunos, nas próprias escolas,
como atividade programada pelo professor
de
Comunicação e Expressão, devidamente assistidos pelo bibliotecário.

Processos Técnicos

O tratamento técnico bibliográfico do acervo deve
rà obedecer a critérios bem simplificados, contando sempre com a
rá
participação efetiva dos alunos e professores, de forma que eles
possam sentir-se integrados ao sistema e possam aprender muito
mais sobre os autores e suas obras.
4.4.2.

Cooperação

A Biblioteca pública
Pública desenvolverá um programa coo
perativo a ser realizado junto ás
peratlvo
às escolas, da seguinte maneira:
a)

Estabelecimento de convênios com órgãos públ^
COS e grivados
privados para intercâmbio de documentos
e doaçao
doação de coleções básicas para as escolas
e a Biblioteca Publica;
11

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-

�b)

c)

d)

e)

Formação de coleções do tipo profissional para os professores e para os bibliotecários.E£
bibliotecários.E^
sas coleções deverão ficar na Biblioteca Pública ã disposição de todos que estiverem interessados ;
As coleções de catálogos e materiais didáticos, catálogos de editoras etc., serão formados na Biblioteca Pública e providenciada sua
circulação entre todas as escolas para que os
professores tomem conhecimento dos seus conte
údos;
A Biblioteca Pública reunirá de forma centralizada os livros e outros materiais descartados pelas escolas, e que possuam valor informativo e cultural, permitindo assim que
outras escolas possam consultá-los, quando necessário;
Deverá haver, de forma centralizada na Biblio
teca Pública, coleções de livros especiais e
materiais audiovisuais para empréstimo a curto prazo às Escolas. Essas coleções poderão
incluir os seguintes tipos de materiais:
materiais;
- livros e audiovisuais de pouca consulta e
de custo elevado;
- filmes, discos e outros materiais sonoros;
- álbuns seriados, cartazes, fotografias;
- instrumentos musicais e. partituras;
- bonecas, jogos e brinquedos;
- equipamentos
eqxiipamentos de projeção e gravação, aparelhos de televisão, máquinas fotográficas
etc.;
- materiais de ensino para os professores;
- textos suplementares e textos básicos
não
obrigatórios;
- obras gerais de consultas;
- literatura infantil, juvenil e clássicos di
versos.

Algumas atividades cooperativas poderão ser desen
volvidas pela Biblioteca Pública visando a integração de
todas
as escolas e bibliotecas. São as seguintes:.
-

-

Promover o empréstimo interescolar referente ã
exposições de materiais que tenham sido preparadas pelos alunos e professores;
Servir como promotora de festivais, para -presentação de Corais, Conjuntos musicais, compositores e outras manifestações culturais;
Preparar exposições de artesanato feito pelos
alunos dos cursos promovidos, tanto para
par^ ''s aItinos da própria escola como para a comu iade.
lade,

12

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-11/ .00

11

12

13

�com_a finalidade de incentivar sua comercialização;
Promover exibições de filmes,
filmes^ dentro de um pro
profes
grama educativo, destinados aos alunos, profeF
sores e demais membros da comunidade;
~
Organizar palestras, conferências e seminários
nas escolas, em datas comemorativas, dentro do
planejamento escolar anual, com a participação
dos lideres comunitários, professores, pais de
alunos, autoridades, convidados etc.;
Promover programas especiais para os pais dos
alunos oferecendo cursos de curta duração, den
tro dos interesses dos mesmos. Preparar concursos e atividades em grupos, como Clubes
e
Centros de Pesquisas, para participação tanto
de alunos como dos pais dos alunos e outros itan
mem
bros da comunidade.
comiinidade, Podem ser organizados;
organizados: ~~
- Clube de Filatelia
- Clube de Aeromodelismo
Clube de Cinema
- Clube de Fotografias
- Clube Agrícola
- Clube de criação de pequenos animais e aves;
Preparação e divulgação de boletins, folhetos
e© noticiários sobre as atividades da comunida—
Pt’Gpärados pelos alunos das classes mais a
P^spâtados
diantadas das escolas dentro de um sistema dê
rodízio permanente;
Manutenção de ima
uma serie
série de oficinas, principal
mente_de pequena mecânicaj^
mecânica^ de eletricidade, dê
mente^de
®I®tronica, de encadernaçao, de tipografia, de
®í®hronica,
hidráulica, de trabalhos em ferro, couro, carpintaria, marcenaria etc., destinadas aos alunos das escolas, preparando-os profissionalmen
te, e® também
também para
para os
os ex-alunos
ex-alunos ee toda
toda aa comuni
comunT
dade. Essas Oficinas deverão ser centraliza-“
centraliza-~
Centrç Interescolar, se possível,
ou
das num Centro
mesmo, numa área de alguma escola que disponha
dependênde espaço suficiente e, ainda, nas
cias da Biblioteca Publica,
Pública, se for o caso. As
Oficinas deverão atender;
atender:
- ã reparação e conservação das escolas;
- a conservação da Biblioteca Pública;
a todas as disciplinas curriculares para de
monstraçoes e©^preparação
preparação de material didátl
didáti
CO destinado as
às mesmas;
“
~
para
- ã fabricação de objetos de utilidade
os alunos;
- ã realizaçao
realização de trabalhos sob encomenda, co
mo forma
for^ de iniciar os alunos na realidade~
realidade“
economica, destinando-se os lucros para
a
melhoria das oficinas, gratificação dos pró
prios alunos.
—
13

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♦

�5.

CONCLUSÃO

Está evidenciado que o fato das escolas possuirem
coleções de livros e recursos audiovisuais não êé suficiente.
Ê
preciso dinamizar as coleções, dar sentido novo ao trabalho educacional, tornando a aprendizagem um fato rotineiro. 0 reconhecimento da importância das atividades bibliotecárias decorre mais
da convicção de que a personalidade não se desenvolve somente através do intelecto, mas, através de todos os aspectos da vida
mental, notadamente o afetivo. Mas, ainda, que os alunos podem
diferir na maneira de melhor desenvolver e firmar a sua personalidade, podendo processar-se em uns, com mais ênfase por meio do
aspecto intelectual; em outros, por meio do sensório-motriz;
sensõrio-motriz;
e
em outros, por meio do emotivo. Isto ê, o desenvolvimento
da
personalidade pode ser favorecido por aquelas práticas e situações que provoquem maiores vivências e proporcionem maior identi^
identi
ficação dos alunos com as mesmas.
Considerando que a promoção social do
indivíduo
na comunidade e da própria comunidade, num contexto mais amplo,
ê conseqüência direta do seu grau de informação, a Biblioteca Pú
PÚ
blica
bllca assime
assume um papel altamente educativo que visa a formação do
homem integral, de modo a propiciar-lhe a participação como agen
te e beneficiário — no processo de melhoria da qualidade de vi
da — no seu próprio ambiente.
Pelas suas características de atuação,
atviação, a Bibliote
ca Pública deverá assegurar a manutenção de atividades de extensão em caráter permanente, contribuindo para proporcionar
aos
membros da comunidade o seu aperfeiçoamento contínuo,
continuo, possibilitando-lhes acompanhar a transformação social sem ser marginalizado, representando assim um forte fator de mobilização para os
programas pedagógicos.

14

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-

11

12

13

�Bibliografia consultada

AGUAYO, A. M. Didática da escola nova. São Paulo, Cia. Editora
Nacional, 1968.
AZEVEDO, F. A educação e se\is
seus problemas. São Paulo, Cia. Edito
ra Nacional, 1937.
BRASIL. Miilistério
Mlrflstérlo da Educação e Cultura. Ensino do 19 e 29
Graus (atualização e expansão). Brasília, 1970.
CARVALHO, D.Q. Bibliotecas escolares. Brasília, FENAME, 1972.
DOUGLAS, M. P. A Biblioteca da escola primária e suas funções.
Pxjbllcado de acordo com a UNESCO. Rio de Janeiro, INL/Conse
Publicado
Iho Federal de Cultura, 1971.
LANCOUR, H. The School library
llbrary supervisor. Chicago, ALA, 1956.
LIMA, L. O. Mutações em educação segundo McLuhan. Petrópolls,
Petrõpolis,
1973.
Vozes, 19
73.
MARTINS, M. G. Planejamento bibliotecário. São Paulo, Pioneira
em convênio com INL, 1980.
PENNA, C. V. et alii.
alll. Serviços de Informação e Biblioteca; tm
um
manual para planejadores. São Paulo, Pioneira em convênio
com INL, 1979.
TAVARES, D. F. A Biblioteca escolar. São Paulo, LISA em convênio com INL, 1973.
YUSPA, I. N. .La
La biblioteca escolar. Buenos Aires, EUDEBA, 1968.

15

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�Abstract

It is suggested an integration of school and public
librarias being introduced a new philosophy of cooperativa
libraries
cooperative
Work
work between these librarias,
libraries, as part of an extension program
in the public iibrary. In this way it will ba
be possible to help
students and other members of the community to learn how to
gain knowledge, and consequently to make possible a process of
permanent education. As public libraries carry out now some
activities suitable to school libraries and most of schools
don't have libraries, it is recommended the implementation of
extension programs in the public
pi±)lic library
Iibrary for local schools,
including not only students and teachers but also the whole
community.

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�CDD 370
CDU 37: (05)

RECURSOS bibliográficos
BIBLIOGRÄFICOS E EDUCAÇÃO CONTINUADA

*Leila
*Ueila Magalhães Zerlotti Mercadante - Diretora da Bilrlio
Bürlio
teca Central da IJNESP
UNESP e Professora do Curso de Biblioteconomia, da Faculdade de Edu
cação.
cação, Filosofia, Ciências So
ciais e da Documentação de Ma
rília - UNESP.
rilia
**Tereza da Silva Freitas Oliveira - Diretor Técnico
do
Serviço de Documentação e Informática da Biblioteca Cenformãtica
tral da UNESP e Professora do
Curso de Biblioteconomia, da
Faculdade de Educação, Filoso
fia. Ciências Sociais e
da
Documentação de Marí
Marllia-UNESP.
lia-UNESP.

RESUMO
Os "Alertas Bibliográficos" e/ou “Sumários
"Sumários de Periódicos Correntes" como dispositivos bibliográficos para a Educação Continuada.
As vantagens e desvantagens desses recursos a serem oferecidos
pelas bibliotecas universitárias como meios de atualização e qualificação de profissionais, associações de classes e entidades em
era geral. O modelo de estruturação dessas publicações, adotado para a re
de de bibliotecas da UNESP.
17

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�1 - INTRODUÇÃO
Consequência do desenvolvimento educativo operado em praticamen
te todos os países nas últimas décadas, os limites da educação foram alargados, aceitando-se hoje como verdadeira a afirmaçãcy
afirmaçãc? de que
a educação é um processo contínuo que ocorre durante toda a vida do
indivíduo, e não somente nos bancos escolares.
Fonte dessa nova visão do processo educativo encontra-se na geração constante e acelerada de novos conhecimentos, e na impossibilidade da sua transmissão completa no intervalo de cursos formais,
aliadas ã imperiosa
inperiosa necessidade de atualização profissional e
ao
fenômeno do rápido envelhecimento dos conhecimentos.
Assim vista, a educação contínua ou educação permanente tem o
objetivo de continuar o trabalho das escolas e estender a formação
profissional daqueles jã não mais participantes do processo regular
de escolarização.
Reconhecida a educação continuada como requisito para habilitação e manutenção da qualidade dos serviços profissionais, os países
mais desenvolvido
desenvolvido-, têm destinado maciços recursos materiais e humanos para sua realização. Analisada sob esse aspecto, a
educação
continuada torna-se inprescindível
imprescindível em uma sociedade em evolução, im
portante tanto para o profissional, o professor e o especialista,co
mo para a proteção da sociedade.
Dois veículos podem ser considerados no processo da
educação
continuada: cursos de reciclagem, extensão, etc, e recursos bibliográficos colocados ã disposição dos profissionais.
0O aspecto que focalizamos está exatamente na proposta de oferecimento de recursos bibliográficos como instrumento de educação con
tinuada (EC), e que poderia ser incluído nos programas das Bibliote
cas Universitárias, pelos setores de referência, destinando
tais
serviços aos profissionais, mesmo não pertencentes aos quadros
da
Universidade.
Trata-se dos Sumários de Periódicos Correntes ou Alertas Biblio
gráficos já publicados, regularmente, por algumas Bibliotecas e Ser
viços de Documentação e que, normalmente, atendem ãâ demanda apenas
18

cm

2

3

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�dos seus próprios usuários.
Ê óbvio que para que essa publicação seja manipulada como
uma
estratégia para a EC, deve extravasar dos limites da clientela esco
lar. Então, o que preconizamos éê a oferta e extensão desse tipo de
publicação ã comunidade em geral: associações de classes, sociedades, sindicatos, pesquisadores individuais, indústrias, etc.
Scibemos que a prestação de serviços pelas bibliotecas universitárias está normalmente condicionada ao tempo de escolarização, ou
seja, atende ao usuário enquanto aluno ou docente daquela instituição. A prorrogação do atendimento deveria ser estendido àqueles já
não mais submetidos ao processo regular de escolarização, de tal mo
do que esse privilégio perdure para os que, na condição de ex-alunos ou profissionais categorizados em diferentes graus, necessitem
de constante atualização.
Para a efetivação desse tipo de serviço tomou-se como modelo a
estruturação dos Sumários de Periódicos Correntes da UNESP (SPC),pu
blicados pelo Serviço de Documentação e Informática da Biblioteca
Central dessa Universidade. E importante esclarecer que, no presente momento, esses sumários não funcionam como um instrumento de edu
cação permanente, pois se destinam apenas ãâ comunidade filiada
ã
Universidade. No entanto, a demanda por parte de associados e profissionais de classe já é bastante grande, levando-nos a estudar es
e£
sa possibilidade.
Aspecto positivo para a extensão de tais serviços é que
seria
empregada técnica idêntica ã já adotada por esta Universidade, com
pequenas modificações do sistema, requerendo apenas o acréscimo do
número de cópias xerográficas e adaptação ãs necessidades dos usuários .
2 - "SUMÃRIOS DE PERIÕDICOS
PERlOPICOS CORRENTES DA UNESP"
2.1 - Atribuições da Biblioteca Central
2.1.1 - Fornece a cada biblioteca da rede a lista seletiva dos títulos das revistas, cujas tcibelas
tabelas de con
teúdos devem ser xerocados, ã medida que os fascl
fasc^
culos chegam ãs unidades.

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�2.1.2 - Providencia/ no esquema inicial, a cada
chefia
de Departamento (DP) a relação das revistas assinadas para toda a UNESP, devendo cada chefe,
de
comum acordo com
cora os demais
deraais membros, assinalar ape
nas os títulos dos quais desejam receber os respectivos sumários.
inicio de cada ano, a lista das novas
2.1.3 - Fornece, no início
, assinaturas, a fim de serem eliminados e/ou inclu
Idos os títulos de interesse.
2.1.4 - Atribui, a cada unidade departamental, um número
sob o qual esta será identificada.
2.1.5 - Mantém atualizado o Catálogo de Desiderata,
por
ordem alfabética dos títulos das revistas, com a
indicação dos números correspondentes aos DPs que
desejam o recebimento daqueles sumários.
2.1.6 - Recebe as cópias dos sumários das publicações periódicas que deram entrada em cada biblioteca da
rede e, mediante catálogo de desiderata, acrescen
ta no verso os números dos DPs e o total das cópias a serem reproduzidas.
2.1.7 - Envia esse material ã Seção de Reprografia, para
serem duplicadas tantas cópias quantas são as un^
dades departamentais interessadas.
2.1.8 - Distribui o total de cópias de cada título
titulo respec
tivamente em pastas numeradas para os DPs.
2.1.9 - Ao final do més reúne, por ordem alfabética
de
títulos, as cópias arquivadas em uma mesma pasta,
formando o "Sumário Especial"
2.1.10- Remete o "Sumário Especial" ãs chefias dos
para consulta e circulação.

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DPs

�Ui(0
éS

Princípios Ativos
te Toxicolpgia
Ibxicolpgia

^
oOdá.*
“
~

Horticulturo
Horticultura
Agricultura eé
Silvicultura
Sílviculturo

ád N
0»
^Q Oí

Botânica

“o 0&gt;

Botânica

dm
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o&gt;

FItotscnia
Fitotscnio

ot

Bíoquimica
Bioquímico

om
&lt;A
iio
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&gt; «&gt;
'»
c?!

Defeso
Defesa
Fitossanítdrío
rítastanítdrla
Ciènckit
Ciências
Agrdrias
Agrárias
Bíolagío aplicada
Biologia
a Agropecuòrla
Agraptcudrío

é*
\é^

Defeso
Defesa
Fítossonítdrio
Fitossanitória

Ä»
éio

Botânica

p 3 .
I
21

cm

2

3

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�2.2 - Atribuições das Bibliotecas da Rede
2.2.1 - Enviam bimensalmente (la. quinzena do mês até dia
20 e 2a. quinzena até dia 5 do més
mês segulnté)
seguinté)
ã
Biblioteca Central, mediante lista seletiva, cópias xerox dos sumários das revistas assinadas e
recebidas.
2.2.2 - Fixam em cada tabela de conteúdo ao alto e ao lado direito, o carimbo da biblioteca e a data de
recebimento do fasciculo
fascículo
2.3 - Atribuições das Chefias dos DPs
2.3.1 - Remetem ã BC lista devidamente assinalada dos títulos de revistas, de que gostariam de consultar
os sumários.
2.3.2 - Recebem diretamente da BC os fasciculos
dessa
publicação e colocam ã disposição dos
interessados .
Demonstrativo da demanda dos "Sumários de Periódicos Correntes
da UNESP" pelóò
peloõ departamentos que integram os campi.
de Departamentos—
Departamentos
Campi Unlversitáricfs
Universitáricfe N9, de.
Campl
^%
N9 de SPC fornecidos
Araçatuba
8/8
100,00
Araraquara
24/19
79,16
40.00
Assis
5/2
40,00
Botucatu
35/30
85,71
Franca
3/3
100,00
Guaratinguetá
Guaratlnguetá
6/6
100,00
50.00
Ilha Solteira
12/6
50,00
Jaboticabal
15/15
100,00
Marllia
Marllla
8/7
87,50
40.00
Pres. Prudente
5/2
40,00
Rio Claro
10/10
100,00
Inst.Artes Planalto
2/2
100,00
S.J. dos Campos
8/7
87,50
75.00
S.J. do Rio Preto
8/6
75,00
TOTAL

149/123

22

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82,54

�«Õ-M w ♦(!!• N ••$ -M wS^S ^8
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Assis
Botucotu
Franco
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Ilho Solteiro
Joboticobol
Morilio
Pret. Prudente
Rk) Ctoro
Inetituto de Artes
do Ptonolto
S.J.doe Campos
S.J.do R, Preto

23.

cm

1

1
2

I

I
3

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.0

11

12

13

�3 - CONSIDERAÇÕES GERAIS
O sistema foi implantado em dezembro/77 com estruturação bastan
te diferente da atual. A publicação dos sumários obedecia ã divisão
em três grandes áreas: Ciências Biomêdicas,
Biomédicas, Ciências Exatas e Tecno
logia e Ciências Humanas, ficando sob a responsabilidade dos biblio
tecârios-chefes a circulação entre os DPs de cada campus.
tecários-chefes
Mediante avaliação de questionários e sugestões dos próprios usuários, em julho/79 os sumários foram reestruturados, adquirindo a
forma atual e atingindo um número maior de usuários.
A preocupação, que não é somente nossa, mas sim de todo profissional, em saber se o que se oferece satisfaz ã necessidade e desejo dos usuários, fica amenizada, pois tais serviços não representam
qualquer imposição da Biblioteca Central, e são montados a partir
das decisões tomadas a nível de Departamento, menor unidade dentro
da estrutura universitária.
4 - CARACTERÍSTICAS DOS SPC E/OU AB
4.1 - Âmbito da UNESP
Podemos evidenciar algumas características, que considera
mos bastante significativas, especialmente para os usuários
da
UNESP.
4.1.1 - A relevância da informação está assegurada,
uma
vez que o Sumário éê montado ã partir das necessidades do Departamen
to, não se publicando atualmente senão sumários completamente diferentes entre si.
4.1.2 - Como não se condiciona a escolha ã área de atuação dos pesquisadores, ficam esses livres para indicar as revistas
das quais desejam os sumários, sejam elas especificas,de
específicas,de
formação
geral ou áreas correlatas.
4.1.3 - Ainda&gt;
Ainda', a escolha é feita entre todos os periódicos assinados pela Universidade, independente do Campus que os rece
be, aumentando portanto o leque de ofertas.
4.1.4 - Outro parâmetro fundamental está nos subsídios que
esse serviço vem oferecendo para a avaliação das assinaturas
na
24

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�UNESP. A partir da freqüência dos pedidos dp
äß sumários de uma mesma
revista, justificamos a aplicação da verba.
4.1.5 - Um outro aspecto é a retroalimentação
contínua
que essa notificação propicia ao Serviço de Comutação Documentária,
pois o fluxo dos pedidos de artigos científicos no âmbito da UNESP
é muito intenso no período subseqüente e imediato ã publicação
de
cada fascículo dos SPC.
4.1.6 - Ainda no que se refere ao Serviço de
Comutação
Documentária, essa publicação vem possibilitar o intercâmbio direto
entre as bibliotecas da rede em termos de solicitar e receber artigos científicos.
4.2 - Âmbito Extra-UNESP
Ê óbvio que as vantagens descritas para o âmbito da Universidade são extensivas àqueles profissionais não vinculados ãâ me£
mes
ma e que encontram nesse tipo de publicação uma alternativa de EC.
Não obstante, outras variáveis podem ser analisadas:
4.2.1 - Oportunidade de tornar acessível a consulta ãs re
vistas estrangeiras, pois, em uma enquete sobrè meios e recursos de
atualização e qualificação de profissionais de diversas categorias
assina
no Brasil, verificou-se
verlflcou-se que um número muitissímo
muitíssimo reduzido
revistas, e mesmo assim as aquisições são de periódicos nacionais,
em pequeno número.
A ausência
ausincia das revistas estrangeiras é justificável. Sabe
mos das dificuldades em se proceder a assinaturas individualmente ,
das taxas bancárias bastante elevadas, superando por vezes o preço
da revista em sl,
si, e da transação cambial por demais burocrática.
4.2.2 - Outra expectativa para os usuários de um serviço
ou*no
como este, está na possibilidade de reciclagem em casa ou'no
próprio local de trabalho, em tempo e horários convenientes âs
ãs ativida
des de cada um.
Sob esse particular, são feitas críticas âs
ãs entidades patrocinadoras de.
de Cursos de Educação Continuada, as quais os promovem
na maioria das vezes apenas nas grandes,
grandes capitais, exigindo transpor
te a grandes distâncias, e oferecendo horários inoportunos e escolhidos em função dos ministradores e não dos frequentadores.
25
/

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�4.2.3 - Há ainda os que dão preferência aos sumários como
instrumentos de atualização pelos preços mais acessíveis, pois
os
cursos forma:\s resultam em despesas com inscrições, transportes, es
tadia, alimentação, etc.
tadla,
Para fins de determinação dos custos podemos efetuar estu
dos considerando os gastos despendidos por um profissional da cidade de Marilia,
Marxlia, SP, para frequentar um Curso de EC, ministrado
na
Capital e, paralelamente, os.gastos desse mesmo profissional com a
opção de EC, através dos SPC e/ou AB.
Há no entanto, a considerar, desfavoravelmente aos

sumã
sumá

rios:
4.2.4 - Essa alternativa de EC não concede créditos e/ ou
certificados, de maneira que não há equivalência cora
com cursos
formais. Considerando porém que, em nosso país, os cursos EC não são
reconhecidos como requisitos para o ingresso em sociedades clentíf^
cientlf^
cas, nem para a obtenção da licença para a prática profissional, es
e£
se argumento se atenua consideravelmente. Ainda, cursos de pequena
duração, ainda que com certificados, pouco representam num currículo.
4.2.5 - Outra falha desse recurso de EC estaria na ausência das orientações práticas e o predomínio da fundamentação teórica. A este respeito, lembramos que considerável parcela das
revi£
revis^
tas publicadas atendem não somente às prerrogativas do conhecimento
especulativo, mas principalmente às
ãs técnicas laboratoriais clínicas
e essencialmente
essenclalmente práticas.
prãticas.
A propósito, parece-nos que do mal da teoria também sofrem os Cureos
Cursos formais, uma vez que, conforme afirmam
estudiosos
no assunto, as recomendações dominantes são no sentido de torná-los
mais práticos e menos teóricos, mais objetivos e tanto quanto poss^
poss£
vel, de aplicação imediata.
4.2.6 - Os recursos bibliográficos favorecem a EC individualista, ao contrário dos cursos acadêmicos, que concorrem para au
mentar o convívio e a união das classes. Essa característica acentuar-se-ia, âã medida que esses mecanismos fossem fornecidos somente
tuar-se-la,
aos profissionais em particular. No entanto, as associações de cla^
cla£
ses, sociedades, clubes e sindicatos, requisitam esse tipo de publi
26

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�cação a fim de colocá-lo ã disposição de seus associados e membros,
por ocasiões de reuniões, encontros, horas de lazer e outras atividades .
4.2.7 - Teríamos
Terlamos ainda que examinar o argumento de que as
bibliotecas universitárias em nosso pais
país não são capazes de atender
às
ãs necessidades reais dos próprios usuários, quanto mais de reverter recursos a outros leitores, em detrimento do sistema normal de
atendimento.
Parece-nos que esse temor se desfaz, ã proporção que
as
bibliotecas universitárias passam a agilizar os seus acervos hemero
gráficos, fornecendo cópias de
cie artigos científicos, gerando
assim
recursos que poderiam ser enpregados
enç&gt;regados na melhoria dos serviços
usuais.
5 - CONCLUSÃO
ÊE necessário frisar que tais mecanismos constituem mais uma opção de EC, e que, apesar de não concederem créditos ou certificados,
concorrem para o processo de reciclagem, atualização e especializa
ção de cada profissional em nosso pais.
A nosso ver, caberia, além da extensão de tais serviços
aos
profissionais fora dos quadros da Universidade, um estudo dos usuários recém-egressos das faculdades e institutos, no sentido de manãs bibliotecas.
ter os novos profissionais vinculados às
Finalmente, diriamos que as bibliotecas universitárias podem e
devem compartilhar da responsabilidade da EC em nosso pais,
ofere
cendo recursos bibliográficos do teor dos SPC ou Alertas Bibliográficos aqui expostos. Através desses meios, as bibliotecas universitárias estarão contribuindo para a manutenção e melhoria do desençie
desempe
nho profissional, e cumprindo uma de suas finalidades, que é a de
prestação de serviços de informação ã comunidade. Isso poderia ser
realizado tão somente com a exploração adequada dos recursos já existentes, não irtf)licando
irtçjlicando em alocação de outras veriaas.
verbas.
ABSTRACT
"Bibliographic Alertings" and/or "Summaries of Current Periodicals" as bibliographic resources to Continuing Education.
The
27

r
cm

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-

Q

II

12

13

�advantages and disadvantages of these resources to be offered
by
the universlty
university librarias
libraries as a means of updating and
qualifying
professionals, class associations and entities in general.
The
library
structure model of such publications adopted for use in the librarynetwork of UNESP.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS
BIBLIOGRÁFICAS
BELL, Joan.
The role of library schools in providing continuing
education for the profession.
J.Education for Librarianship,
p. 248-59, Winter, 1979.
CARVALHO, A.C.P. &amp; MADEIRA, M.C.
Enquete sobre cursos dè
de educação continuada Ars Cvrandi em Odontologia, 7(8):364-7, 1980.
CASEY, G.M.
A educação continuada na área de
Biblioteconomia
nos Estados Unidos. R.bras.Bibliotecon. e Doc. 13(1/2):79-83,
jan./jun. 1980
FURTER,P.
Educação Permanente e desenvolvimento cultural. Trad.
Trad,
FORTER,P.
de Teresa de Araújo
Araujo Penna. 2.ed. Petrõpolis, Vozes, 1975.
224p.
STIEG, M.F. Continuing education and the reference librarian in
the academic and research library.
Library Journal, (15) :
2547-51, dec. 1980.
TANURI, Leonor Maria.
datilografadas.

Ensino supletivo.

28

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Trabalho Inédito.
inédito. 20 pãgs.

�CDU: 028:027.7
CDD: 028.9072
A BIBLIOTECA UNIVERSITÄRIA
UNIVERSITÁRIA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DE EDUCAÇÃO
FORMAL; ESTUDO PARA AVALIAÇÃO DE HÄBITO
HÃBITO DE LEITURA

Lúcia Helena Pinentã
Piirentã Lima CRB
6/27 3 - bj.bliotecária
6/273
ü.'.bliotecäria do Depar
tamento de Ciência Política FAFICH - UFMG
Maria Piedade F. Ribeiro Leite
CRB-6/601 - Bibliotecária
da
Faculdade de Medicina da UFMG

Caracterização de usuários de duas bibliotecas especializadas atendendo a cursos de pós-graduação, nas áreas
Biomédicas e de Ciências Sociais, objetivando o estudo
do hábito de leitura e traçar o perfil do usuário,
no
que se refere a utilização de dados informacionais.

1. INTRODUÇÃO
Pensando em uma verificação do grau de utilização do acervo de Bibliotecas Universitárias Especializadas, ê que resolvemos
fazer um estudo do perfil e hábito de leitura do usuário de duas
áreas diferentes, isto ê. Ciências Sociais e Ciências Biomédicas.
Procuramos levantar o maior número de dados possível, sendo para isto, aplicado um questionário na população investigada.
Nosso trabalho de pesquisa e tabulação de dados foi desenvolvido no período de março a agosto do ano em curso.
Um dos nossos objetivos, ê detectar os obstáculos ãâ acessi
acess^
bilidade de documentos, levando-se em conta fatores que
direta
ou indiretamente, interferem no processo de recuperação da infor
29

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�mação. Conhecendij
Conhecendö a precaritíade
precarisdade dos recursos humanos, alocados
em nossas bibliotecas e centros de informação; a localização de
documentos, ou seja, o desconhecimento das formas e locais em que
estão armazenados os mesmos; o prazo para atendimento de pedidos de busca; a necessidade premente de um catálogo coletivo na
cional; a carência de programas objetivos e práticos de subvenção ã educação e mais especificamente
especificamente,, a subvenção e o incentivo ao
maior veículo
veiculo de comunicação e divulgação da cultura de um povo
que é a biblioteca.
Outro objetivo é verificar se existem diferenças substanciais quanto ao número e tipo de material utilizado para estudo,
ensino e pesquisa e estabelecer um paralelo das duas áreas. Se
esta colocação estava ao nível da hipótese, podemos agora dizer
que ela não encontra razão, uma vez que nio
não identificamos diferenças, a não ser com relação a própria especificidade da área
médica. Quanto ao material bibliográfico, os jornais e revistas
são ainda os mais procurados, sendo logo seguidos pielos livros
(V. TABELA 11).
11) .
Embora conhecendo alguns fatores, resolvemos testá-los e
fazer uma avaliação dos serviços prestados na Biblioteca da Fa
culdade de Medicina, no que diz respeito ao Curso de
Cirurgia
Abdominal e na Biblioteca do Departamento de Ciência Política,
ambas vinculadas âã Biblioteca Central da Universidade
Federal
de Minas Gerais.
Sendo duas Bibliotecas de áreas e tipos diferentes de cli
enteia, acreditamos ser necessária uma melhor caracterização das
dois departamentos ora estudados.
1.1. CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA POLlTICA (DCP)
0O Departamento de Ciência Política (DCP) está subordinado ã Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais. Mantêm
Mantém o curso de mestrado em Ciência Política desde 1967. Tem como objetivo aprimorar a formação do estudante, a
produtividade intelectual, o treinamento profissional na área
de Ciências Sociais. Possue mais de 30 (trinta) teses já defend^
defendJ.
das em suas cinco áreas de concentração:
1. Análise Política: Teoria e Métodos;
30

cm

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�2.
3.
4.
5.

Política BrasileirajBrasileira)•
Políticas Públicas;
públicas;
Política Comparada Latino-Americana;
História do Brasil.

A Biblioteca do DCP foi criada também em 1967, para atender ã demanda de dados informacionais exigida por professores e
alunos do mestrado em curso. Atualmente conta com um acervo aperló
proximado de 11.000 volumes de livros e de 306 títulos de perió
dicos, além de 4.000 textos, separatas
separates e fotocópias.
Esta Biblioteca está vinculada ã Biblioteca Central da UF
MG, seguindo portanto todas as instruções daquele órgão no que
se refere a procedimentos técnicos da área.
ÊÉ importante informar que é uma Biblioteca Departamental
e seu acervo concentra-se basicamente nas áreas acima citadas.
Com relação a Laboratórios de Pesquisa, embora com consti
const^
tuição e características diferenciadas, o DCP possue entre outros: - Laboratório de Estudos Latino Americanos;
- Laboratório de Estudos Sociais e Urbanos;
- Laboratório de Estudos Internacionais;
- Laboratório de Estudos de Eleições Brasileiras.
1.2. CURSO DE MESTRADO E DOUTORADO EM CIRURGIA ABDOMINAL
(CCA)
O Curso de Pós-Graduação em Cirurgia Abdominal da Fa
culdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, foi
criado em 1972, com o objetivo de formar professores unlversitâ
universitá
rios e de preparar médicos para o exercício profissional. Possue
mais de 10 teses defendidas na ârea.
área. Tanto o mestrado quanto o
doutorado estão assim divididos:
1.
2.
3.
4.

Areas de Concentração;
Âreas
Areas Conexas;
Areas Especiais;
Areas Suplementares.

Possue um total de 18 disciplinas sendo que o aluno deverá obter 9 créditos ãà sua escolha entre as disciplinas da ârea
área
conexa. Deixamos de apresentar as disciplinas enumeradas nos íI,31

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�tens 2, 3, 4 pelo grande número das mesmas. Citamos portanto,so
mente a área de concentração para fornecermos uma visão da espe
cialização da comunidade estudada.
Area de Concentração:
A- Cirurgia do Aparelho Digestivo;
B- Cirurgia Urolõgica Abdominal;
C- Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental.
Com relação a Biblioteca, este curso utiliza-se dos servi
ços da Biblioteca Central do Campus da Saúde, não possuindo por
tanto, uma Biblioteca só desta área. Cabe-nos ressaltar que
a
Biblioteca acima citada possue mais de 25.000 livros textos; aproximadamente 1.800 títulos de periódicos e mais de 3.000 teses e dissertações. Contando ainda com um moderno equipamento e
instalações para a utilização de material audio-visual, entre e
les aparelho de televisão para projeção de video-cassetes. Sua
construção é moderna, funcional e dentro de padrões técnicos es
e^
tabelecidos.
Outro dado de suma importância é que os laboratórios
de
estudo e pesquisa oferecidos aos pós-draduandos
pós-qraduandos são de elevada
categoria técnica, pois estão adequadamente equipados.

2. METODOLOGIA
Para coleta de dados foi aplicado um questionário nos pro
fessores e alunos dos dois departamentos da UFMG. O tipo de amostragem adotada foi a Randómica e o contato direto com os entrevistados foi relativamente pequeno, visto que, as
informaforam fornecidas pelo questionário 1V. ANEXO 1).
ções necessárias fcram
Inicialmente fizemos um levantamento de 50 questões e após o pré-teste
prê-teste e ouvidas algumas autoridades em pesquisa, conseguimos reduzi-las ao máximo de 23 perauntas.
perguntas.
Análise des dados
Houve coincidência na porcentagem de respostas obtidas,ou
seja, cerca de 32% em cada departamento, devolveram o questiona
rio. O0 universo da comunidade estudada ê composto de 220 pessoas
entre professores, alunos e pesquisadores. O retorno total
de
32

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^

11

12

13

�.questionários foi de 32%. Constitue para nós ur
urti quadro sicnificativo, dada a dispersão de local de trabalho, as dificuldades
de localizar os médicos nos hospitais, no curso ou consultórios
de'localizar
particulares. 0 mesmo não aconteceu com o Departamento de Ciên
cia Política onde os usuários estavam m.ais
mais próximos da Bibliote
ca, mas a mudança de prédio e a entreaa de trabalhos exerceram
influência na fase de coleta de dados.
Cumpre-nos colocar que, quando se pensa em
em. fazer uma pesquisa, deve-se ter em
em. mente a época certa, pois, como m.uitos são
estudantes, a aplicação do questionário não deve coincidir com
entreaa de trabalhos. É este um fator que
provas ou prazo para entrega
retarda a obtenção dos
doS’ dados.
Na tabela 1 observamos a diversidade de áreas de formação
profissional da comunidade investigada. Encontramos no curso de ci
rurgia Abdominal 50% de pessoas com a mesma formação profissional, uma vez que ê uma área privativa do médico. O mesmo não se
dá, com o Departamento de Ciência Política, cuja área está indâ,
terligada com outras áreas do conhecimento humano. Um médico po
de fazer dó mestrado em Ciência Política, mas a recíproca
reciproca não ocorre. O maior afluxo de pessoas ao DCP vem do curso de Sociolo
gia e Antropologia 16%; seauido
seouido de História 9%; e de Economia 7%. Nos próximos anos, estes dados, devem tomar outro rumo, já
que foi criado, no ano em curso, o mestrado em Sociologia e Antropologia. A tabela 1 esclarece a distribuição dos usuários por
áreas de formação profissional {V.
(V. TABELA 1).
Como na maioria das pesquisas realizadas na última década,
encontramos 50% de pessoas na faixa etária de 20 a 30 anos; 37%
na. de -dL
31, a 40 anos e somente 13% com mais de 41 anos. A explica
na.de
ção para o fato de 50% estar entre 20 e 30 anos deve-se àá neces
sidade do mercado de trabalho, exigir cada vez mais, um
alto
grau de especialização do ser humano. Estes 50% incluem estudan
tes e alguns professores e nos 37% predominam os professores.
Se considerarmos a clientela total investigada teremos os
dados acima, mas, se quizermos saber qual departamento
possue
maior, contingente de jovens vamos encontrar o DCP com 57%, contra o CCA com 43%.
Na classificação do usuário segundo o sexo, encontramos:
33

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�CC?i dä
CCíi
da totalidade pertencente ac
ao sexo masculino e 34% ao feminino. Detalhando a clientela vamos encontrar no DCP 46% do sexo fe
minino contra 54% do sexo m.asculino,
masculino, não existindo portanto
no
DCP uma enorme diferença como
com.o no caso do CCA, ou seja, 77% do se
xo masculino e 23% do sexo fem.inino.
Verificando a titulação da comunidade investigada
investioada encon tramos: 37% possuindo somente o titulo
título de bacharel; 25% já com
os créditos do m.estrado
mestrado concluídos, porém, sem tese defendida; é
relativamente pequeno o número de usuários com tese defendida ou
seja, que tenha preenchido todos os requisitas para a obtenção
do grau
qrau de mestre. £É mais baixo ainda o número de doutores (V.TA
BELA 2) .
Quanto ã qualificação profissional e/ou cargos exercidos
encontramos: 49% dos investigados como estudantes de pós-graduap5s-graduação; 24% são professores Adjuntos; 21% são professores Assistentes; é baixo, ou seja, 1% o número dos Titulares investigados (V.
TABELA 3) .
Outro dado relevante quando se estuda hábito de leitura e
ainda para traçar um perfil de usuário, êé o conhecimento de línguas. Encontramos portanto:39% no DCP conhecendo bem o espanhol;
22% o inglês e 31% o francês; 37% do CCA conhecendo bem o inglês
e o espanhol; 19% o francês.
No total investigado 38% das pessoas conhecem e preferem
o espanhol; 30% o inglês; 24% o francês. Somente 5% do total co
nhecem o italiano (V. TABELA 4).
Quanto às atividades desempenhadas pelos usuários encontramos: 33% ligados àã área de pesquisa; 30% ao ensino e 21% envolvidos com projetos de tese. Considera-se 21% um número bastante razoável se levarmos em conta que em 14 anos o DCP publicou somente 30 teses. O CCA em 10 anos publicou 10 teses. Este
crescimento de produção literária beneficiará os departamentos
bem como nossas bibliotecas (V. TABELA 5).
Quando questionamos, os objetivos de estudos e os interesses particulares por alguns assuntos, obtivemos a confirmação para a tabela acima citada, ou seja, 42% visam obter informações para o desenvolvimento de projetos de teses, 30% visam a
pesquisa, 13% visam o magistério e 15% visam a atualização
de
34

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Q

11

12

13

�conhecimentos. Se particularizarmos encontraremos: no DCP, 33%
envolvidos com as teses, 36% com pesquisas, 17% com o magistémagisté-'
rio e 14% preocupados com a atualização de conhecimentos.NO CCR,
OCR,
51% é o número de usuários cujos objetivos de estudos são as te
ses, 23% visam as pesquisas, 10% visam o magistério e 16% a atu
alização de conhecimentos.
Para verificação dos meios de atualização encontramos co
mo veículos: 26% do total consultando bibliografias; 24% consu^
tando bibliotecas; 22% participando de congressos e reuniões.
Através destes dados podemos ressaltar a importância das
bibliotecas na formação da comunidade acadêmica dos dois depar6)..
tamentos (V. TABELA 6)
Quanto às
ãs razões que influenciaram a leitura do último
livro temos: 24% lendo o último livro por influência de um professor e 23% por interesse pelo assunto; 16% lendo porque
são
leituras obrigatórias ou seja,para cursos frequentados ou mini^
mini£
trados e 11% lendo o livro por simples interesse pelo autor (V.
TABELA 7) .
Quanto a fatores indicadores da leitura de artigo de periódico temos: 42% dos investigados lendo artigos influenciados
pelo assunto; 19% motivados pelo autor; ressalta-se a importância das citações bibliográficas jâ que 13% indicaram-nas como
fator de influência para a leitura e 11% são as leituras dirigj.
dirig^
das, isto ê, indicadas por especialistas (V. TABEIA
TABELA 8).
Verificando as razões que influenciam a procura de infor
mações cientificas,
científicas, encontramos: 20% procurando informações cientificas para realização de suas teses, relatórios; 16%
entíficas
para
pesquis^as,
pesquisas, e ainda 14% preocupando-se, entre outras coisas, em
alargar os horizontes do conhecimento pessoal; 13% procuram as
cientificas para preparar discussões e debates e a
informações científicas
mesma porcentagem, isto é,
ê, 13% fazem esta busca quando da elabo
ração de trabalhos científicos (V. TABELA 9).
várias são as formas de obtenção de informações, entre
elas, temos: 20% confirmando a importância do especialista e/ou
professor para obtenção de informações, outros 20% consultando
bibliografias, índices e resumos; 18% obtendo informações através dos periódicos e finalmente 17% recuperando através da Bi35

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�blioteca do Curso, os dados informacionais necessários para suas
várias atividades (V. TABELA 10).
Sob o aspecto do tipo de dqcumentos
dqcunientos e frequência de uso
pela comunidade investigada temos: 34% no DCP e 43% no CCA utilizando muito os jornais e revistas; 24% no DCP e 29% no CCA utilizando muito os livros; 10% no DCP e 7% no CCA utilizando
utilizandorrai
rrai
to as teses; 15% no DCP e 3% no CCA utilizando muito os textos,
separates, fotocópias em geral (V. TABELA 11).
separatas,
Sob o aspecto do tipo de documentes raramente usados, te
mos: 29% no DCP e 10% no CCA utilizam raramente os manuais; 21%
no DCP e 29% no CCA utilizam raramente as teses. EÉ importante
notar que nos dois departamentos não encontramos pessoas que rar
ramente utilizam livros, isto é, o livro ainda se constitue
a
uma mola mestra do ensino (V. TABELA 11).
Sob o aspecto do tipo
dos, .temos:
temos: 46% no DCP e 26%
rial'audiovisual; 21% no DCP
e folhetos; 12% no DCP e 26%
BELA 11) .

de documentos que nunca foram usano CCA nunca utilizaram-se do mate
e 22% no CCA nunca usaram catálogos
no CCA nunca usaram manuais (V. TA

Sob o aspecto dos tipos de fontes de informações e
sua
frequência de uso temos: 18% no DCP e 13% no CCA utilizam muito
multo
os contatos pessoais para a obtenção de informações; 16% no DCP
e 14% no CCA utilizam multo bibliografias e'índices
e índices como fonte
de informações; 14% no DCP e 17% no CCA utilizam multo
muito artigos
originais (antes de serem publicados); 8% no DCP e 15% no
CCA
utilizam multo as revisões de literatura (reviews) (V. TABELA 12).
Sob o aspecto dos tipos de fontes de informações e sua
frequência de usos temos: 14% no DCP e 15% no CCA raramente usam
os resumos analíticos como fonte de informação; 14% no DCP e 12%
no CCA raramente usam o serviço de informações da Biblioteca; 9%
no DCP e 18% no CCA raramente usam teses como fonte de informação; 9% no DCP e 12% no CCA raramente usam apostilas como fonte
de informação (V. TABELA 12).
Sob o aspecto dos j:ipos
tipos de fontes de informações
frequência de uso temos:
41% no DCP e 35% no CCA nunca utilizam
utilizara as conferências.
Na verificação do grau de frequência ã Biblioteca
36

cm

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e

sua

vamos

�encontrar: 42% frequentando várias vezes por semana, 16% várias,
vãriasi
por mês. Entretanto, encontramos 12% utilizando a Biblioteca 1
vez por dia e a mesma porcentagem, isto é, 12% mais de 1 vez por
dia sendo ainda 12% a porcentagem dos que usam a Biblioteca 1 vez
por semana. Particularizando os 2 departamentos encontramos um
dado significativo que é: no DCP 58% frequentam a Biblioteca vã
rias vezes por semana e somente 23% do CCA o faz. Em. compensação a utilização da Biblioteca em. pelo menos 1 vez por semana en
contra maior ressonância no CCA, cuja porcentagem
porcentaaem éê de 23% contra 3% do DCP (V. TABELA 13).
Com relação aos propósitos para utilização do material a
locado nas bibliotecas encontramos no CCA 40% dedicando-se a um
trabalho científico e/ou pesquisa, enquanto que no DCP a porcen
tagem é de 22%. Vamos encontrar no DCP 30% de usuários utilizan
utllizan
do material para leitura básica de curso e no CCA apenas 15%.Na
leitura geral feita para os cursos frequentados encontramos 24%
do DCP e 9% no CCA. Acreditamos que esta alta porcentaaem tanto
para leitura básica como para leitura oeral encontrada no
DCP
deve-se ao fato de que nas Ciências Sociais os cursos são mais
teóricos que -a área biomédica.
blomêdica.
Quanto as razões da utilização da biblioteca encontramos:
a biblioteca do DCP é mais utilizada para estudos individuais
com o material da biblioteca que a biblioteca do CCA, isto é,
23% contra 18%. No DCP encontramos 22% fazendo uso do Serviço
de empréstimo domiciliar
dom.icillar enquanto'que
enquanto que no CCA encontramos apenas
9%. No CCA êé grande a utilização da biblioteca com
cor o pronósito
prooósito
de realizar pesquisas, ou seja, 20% contra 14% no
nc DCP (V. TABELA 14) .
A respeito do grau de frequência mensal de leitura vamos
encontrar no DCP 45% com a média de leitura de 6 a 10 documentos por mês, contra 29% no CCA com o m.esmo
mesmo número de leituras.
Encontra-se ainda no DCP 29% de pessoas que lêem mensalraensalmente de 11 a 15 documentos contra 20% do CCA. Enquanto isso no
CCA encontramos 29% que lêem de 1 a 5 documentos mensais contra
10% no DCP. Verificamos ainda que 14» do CCA lêem de 16 a 20 do
cumentos mensais contra 10% no DCP. Somente
Som.ente 6% no DCP e 3%
no
CCA lêem mais de 25 documentos mensais. Se considerarmos o grau
de maior frequência mensal de leitura vamos observar que 36% da
37

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gentilmente por:

�comunidade estudada lêem de 6 a 10 documentos por mês (V. TABELA 15) .
Ao questionarmos as dificuldades na localização de material, 77% responderam que não encontraram problemas na recupera
ção de dados informacionals.
informacionais. Apenas 23% responderam que sentent
sentem,
dificuldades. Uma vez que a maioria encontra facilidade na loca
lização de material, resolvemos investigar se também conheciam,
e utilizavam os serviços das bibliotecas em questão. Para nossa satisfação 81% conhecem e utilizam os serviços, contra apenas
19% que demonstraram desconhecimento. Foi importante para nós a
constatação de cjue
tjue 69% saem parcialmente satisfeitos com relação ã obtenção de material nas bibliotecas investigadas; 23% saem
totalmente satisfeitos e somente em 8% o grau de satisfação é ne
gativo.
As razões da insatisfação no tocante ã obtenção de material informacional situam-se no fato de: 38% no DCP e 37% no&lt;XA
no CEA
não terem encontrado o livro, quando da busca do mesmo; em segui
da 43% no DCP e 13% no CCA saíram insatisfeitos das bibliotecas
porque o livro estava emprestado, logo concluímos a insuficiência de exemplares de um mesmo livro em ambas bibliotecas. fiE relevante a situação do periódico, pois 29% no CCA e 14% no DCP sa
iram insatisfeitos porque as bibliotecas investigadas não possu
iam a revista desejada (V. TABELA 16).
Investigando as razóes
razões da insatisfação quanto ao material que as bibliotecas possuem, vamos encontrar 88% no CCA e 35%
no DCP de pessoas insatisfeitas com o acervo devido a sua desatualizaçãoj somente no DCP encontramos criticas quanto ao número de exemplares e com relação a livros que cobrem campos muito
específicos (V. TABELA 17).
Indagando sobre os problemas relativos ã utilização
da
biblioteca encontramos: 33% no CCA e 16% no DCP de pessoas que
reafirmam a desatualização do acervo; 32% no CCA e 16% no
DCP
colocam como empecilho ao estudo no recinto das bibliotecas, o
excesso de barulho; 21% no DCP e 16% no CCA acusam como proble-,
ma a horário insuficiente. Somente 10% no DCP e 8% no CCA apontaram como problema a demora na localização do material (V. TA-"
TABELA 18) .
Na busca de sugestões para melhorar o acervo bibliogrâfJL
bibliogrãf^
38

Digitalizado
gentilmente por:

*

�CO, vamos encontrar: 32% no CCA e 28% no DCP sugerindo a aquis^
aquisi
ção de mais obras especializadas; 30% no CCA e 23% no DCP solicitando um maior número de periódicos dentro da especialidade
das áreas inquiridas; 18% no DCP e 14% no CCA apontam como sugestões a assinatura de bibliografias correntes. Após estas colocações que serão transmitidas aos interessados da área conclu
Imos ser de enorme impoptância
impoftância as sugestões recebidas, já
que
se espera acompanhar o desenvolvimento das duas áreas em questão (V. TABELA 19).
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os objetivos propostos foram alcançados. O trabalho levou-nos a uma leitura direcionada e ao mesmo tempo despertou-nos
para a realidade, que é, a necessidade de se fazer periodicamen
te uma análise da utilização das coleções de nossas bibliotecas
e dos serviços prestados, além da.parada
da parada obrigatõria
obrigatória para a atu
alização de conhecimentos. Sempre pareceu-nos muito clara a ado
ção destas medidas, que aliás, não são novidades para nós, mas,
fatores diversos contribuiram para o adiamento e efetivação do
fatcres
estudo.
Quando analisamos o conhecimento de línguas nos dois cur
sos de pós-graduação o fizemos para verificação e questionamento de, até que ponto o acervo é composto por material bibliográ
bibliogrâ
fico nas línguas já citadas. Foi curioso chegarmos a conclusão
que o Espanhol êé mais utilizado, isto é, 38% contra o inglês oan
30%, muito embora nossas bibliotecas possuirem farto materialem
material em
inglês (60%) e pouca coisa em Espanhol
Espanhol{10&lt;).
(10&lt;) .
Em seguida, indagando sobre os meios de atualização utilizados pelos usuários em questão, encontramos um forte motivo
para justificar novos projetos de aquisição. Ora, se 26% atuali
atual^
zam-se através de consultas a bibliografias e 24% quando frequen
frequ^
tam as bibliotecas, fica assim, patente a importância destes ser
viços dentro de uma instituição, dispensando até maiores comenviçps
tários em torno do assunto.
Encontramos entre as duas comunidades estudadas uma certa homogeneidade nas respostas obtidas. As duas bibliotecas são
muito frequentadas, mas, uma das maiores e mais sérias críticas
criticas
são relativas ã'desatualização
â'desatualização dos acervos.
39

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�Enquanto os serviços prestados para a disseminação da in
In
formação estão se tornando cada vez m.ais
mais conhecidos, os recursos audiovisuais estão muito aquém do que poderiam oferecer aos
usuários.
Averiguando o grau de frequência mensal de leitura temos
que considerar como acima da média (de acordo com algumas estarealizadas).. 0 maior grau de leitu’"a
leitura obtido é o de 6 a
tísticas realizadas)
10 documentos ao mês.
EÉ alto o grau de satisfação em torno da obtenção do mate
rial necessário mas, temos ainda que lutar muito para a obtenção de, no mínimo, cinco exemplares dos livros mais consultados.
A insatisfação aflora quando o usuário busca o material e o mes
mo está emprestado ou desaparecido. Urgem soluções rápidas e efetivas.

«I PI

Finalizando, os usuários consideraram como indispensável
o papel da biblioteca para o acompanhamento dos cursos, isto ê,
é,
76%, tendo o restante colocado a biblioteca como bastante nece
nece^
sária. Agora, motivados pelos usuários, ou seja, através das su
s
gestões oferecidas, estamos ao mesmo tempo terminando este estu
do e empreendendo dois outros com relação â utilização do acervo e que divulgaremos brevemente.
Agradecemos aos que direta ou indiretamente colaboraram
para a realização deste trabalho.

40 ._

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♦

�ABSTRACT

Characterization of users of two specialized libraries of
Federal University of Minas Gerais in Graduate levei
level courses in
Biomedical
Biomedioal and Social Science areas aiming at knowing the reading
habits and tracing the users profile.

4. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. ACOSTA HOYOS, L.E. Características
Caracteristioas do processo de comunica
comunioa ção entre pesquisadores agríoolas
agrícolas brasileiros. In: REUNIÃO
BRASILEIRA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2, Rio de Janeiro,
1979. 41p. mimeogr.
2. AH-TIN AH TON &amp; VALERIO,
VALE RI 0, D.H. A formação dos usuários nomeio
universitário: uma revisão bibliográfica (1974-1978). In:
CONGRESSO B. B. E DOCUMENTAÇÃO, 10, Curitiba, 1979. Anais
... Curitiba, 1979. p. 177-200.
3. ALMEIDA, M.C. de &amp; FALKENBACK, A.B. Estudo do perfil do usuâ
rio das empresas de energia elétrica...
elétrioa... Rev. Bibliotecon.
Brasília, Brasília, 3(2): 163-75, jul./dez. 1975.
4. BRAGA, G.M. Distribuição da Informação. In: REUNIÃO B. DE C.
DA INFORMAÇÃO, 1, Rio de Janeiro, 1975. Anais... Rio de Ja
neiro, IBICT, 1978. v. 1, p. 195-200.
5. FERREIRA, S.C. Avaliação da coleção
ooleção bibliográfica da B. Central da UFRN. Rev. Bibliotecon. Brasília, Brasília, ^(1):
44-51, jan./jun. 1980.
6. FIGUEIREDO, N.M. Avaliação da coleção e estudo de usuário.
41

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�Brasília, ABDF, 1979.
Evaluation In
in a user education programme.
7. FJALLBRANT, N. Evaluatlon
programitie. J.
librarlanshlp, London, 9^(2):
llbrarlanshlp,
9^(2) x 83-95, 1977.
8. KREMER, J.M. A técnica do incidente crítico. R. Esc. BiblioBibllotecon. UFMG, Belo Horizonte, ^(2):
9^(2) x 165-76, set. 1980.
9. LANCASTER, F.W. Acessibilidade da Informação em pesquisa ci
c^
entifica em processo. Cien. Inform., Rio de Janeiro, _4(2):
entíflca
^(2):
109-17, 1975.
10. MALLEN, M.C. Une methode
méthode pour I'etude
l'étude des besoln des utlllsa
utllisa
teurs: l'enquête
I'enquete par questlonalre.
questionaire. Documentaliste,
Docuroentaliste, Paris,
11(4): 116-70, déc.
dec. 1974.
11. SPINELLI, L.G. et alll.
alii. Perfil do usuário de uma_biblioteca
especializada em pesquisa educacional. In: CONGRESSO B. DE
B. E DOCUMENTAÇÃO, 9, Porto Alegre, 1977. Anais... Porto
Alegre, 1977, p. 140-54.

42

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�TABELA 1
formaçAo profissional da comunidade investigada
B«lo Horitonta
Horisenta —- 1961
1981
(Em porc*nt«o«m)
poreantagam)
As$lft«ntt social
Asaiftanta
focial
Comunicaçffo
Comunieaçfo
Diraito
DIralto
Economia
Enfarmagam
Filosofia
Filoaofía
Hiitórla
História
Jornalismo
Madicina
Padagogta
Padagogia
Psicologia
Sociologia
FONTE: P9tqul$ê
Ptiquiê» com u$uárÍos
usuários ds
dê duês
duss bibUotêCêt
blbllotscss êspêciêíizêdêt
ospsclollzados do
dê UFMG.
TABELA 2
titulaçAo da populaçAo investigada
Balo Horizonta
Horlxonta — 1981
1661
(Em Poreantagam)
Pereantagam)
oiscriminaçAo
OISCRIMINAÇAO
6acharal
Bacharal
ücanciatura
Ueandatura
Mastra (com tasa dafandida)
dafandidal
Mastra (sam tasa dafandida)
Doutor
TOTAL

OCP
■ Wda—
N9~dã
Raspe stas
ftas
Raspo
24
8
6
6
4

CC A
—Fpraã—r
FWTi r
Raspostas '|
Ra^Mstas
50
17
12
12
9

7
0
10
16
3

I
I
I'
'

TOTAL GERAL
N? da
NV
Raspo ftas
Raspostas
20
290
29
43
86
100

37
10
19
18
26
89

31
8
16
21
7

FONTE: Fosquísê
PêêQuiêê com usuários
uêuérioi dê
do duêi
duos bibllotocês
b/bdotêCê$ ospoclollzodés
êtpêciêUiêdêt do
dê UFMG.

TABELA 3
QUALIFICAÇAO da pofulaçAo
qualificaçAo
POPULAÇAO INVESTIGADA
investigada
Bab Horizonta
Balo
Horixonta -—1661
1981
(Em poreantagam)
OCP
“KTTi
wa#' »
“NT“da
n4 da
Raspostas I
Raapostas
Raspostas
Raapostas
Professor
Profassor Titular
1
0C ,
0
Profsaaor Adjunto
Profassor
14
30
86
Profassor Asalstanta
Profaasor
Assistants
86 '
13
12
Pasquisador
1
3 I,
6
Estudanta da Curso da Pós-graduaçSc
Pós-graduaçio
24 '
61
17
-I-r
TOTAL
47
100
FONTE: Pêsçulsê
Pêêçultê com usuários
usuáriot dê
do duês
duos bfbUotêCês
blbllotocos ospoclollzodos
ê$pêclêllzêdê$ do
dê UFMG.
qualificaçAo
OUALIFICAÇAO

3
16
32
3
46
48

total oeral
TOTAL
GERAL
N&lt;f
W da
Raspostas
1
1
20
I 24
21
18
4
I
6
41
I 49
84

43

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�TABELA 4
CONHECIMENTO DE LÍNGUAS DA POPULAÇAO INVESTIGADA
Btlo Horizonta
Balo
Horizont« — 1961
1981
(Em porcantagaml
porc«ntag«m)
M d«
daDCPT“
NP
Raspoftas I
Rvspoftai
19
26
33
2
4
1

inglls
lngl£i
Francês
Espanhol
Alemêo
italiano
Italiano
Latin
Latín
TOTAL

CC A
' N*? da
d«
Raspo ttat
Rttpottai
35
16
18
351
6
0

22
31
39
2
6
1

TOTAL GERAL
NP d«
NV
da
j 9
Raspo stat
Rtipoft««
54
30
44
24
66
68
38
3
2
10
5
1
1

37
19
37
1
6
0

FONTE: Ptsquisê
Pêsquis» com usuários
utuiriot de
dt dues
du9s bibUotecet
bibUotccts tsptckííisdts
especieUiedes de
d» UFMG.

TABELA 5
distribuição oas
das atividades desempenhadas pelos usuArios
Balo Horizonta
Horizont« — 1BB1
1981
(Em porcantagam)
DCP
OCP
■NPTa
NTTa I”
1“
Raapostas j,
Raspostas
4
7
16
25
33
21
17
27
1
2
4
6
0
0

ATIVIDADES

fW da
FJTTã
Raspoftas
Raapostas
3
11
22
22
7
0
1

AdmInIstrsçSo «a planajamanto
Administraçêo
Projeto da Tcm
Projato
Tasa
Pesquisa
Pasquisa
Ensino
Orientaçfo da
Oríantaçfo
de Tasa
Tese
Estudo
Cirurgia
TOTAL:
FONTE: Ptsquis*
Pesquise com usuérhs
usuários da
de duês
dues bibllotccês
bibiioteces aspac/a//zadas
especieilzedes da
de UFMG.

TOTAL GERAL
NP da
N9
Raspoftas ■;—
Raapostas
7
6
27
21
43
33
30
39
6
6
3
1
I 100

5
17
33
33
11
0

TABELA 6
TABELAS
MEIOS DE ATUALIZAÇAO UTILIZADOS PELA COMUNIDADE INVESTIGADA
Balo Horizonta
Horizonte - 19B1
1981
(Em porcantagam)
porcontagom)
MEIOS DE ATUALIZAÇAO
Assistindo Aulas '
Participando da
de congrasso
congresso a raunISas
reuniOes
Frequentando a bibliotaca
Fraqúantando
biblioteca
Serviços de
Sarviços
da resumo
rasumo
Consultando bibliografias
Consultando ravistas
revistas ae Jornais
Assinatura de
Aulnatura
da revistas
ravlstas
TOTAL:

DCP
NP da—'—
da
Raspoftas I
Respostas
20
17
20
6
24
6
0

21
18
21
7
26
7
0

CC A
NP da
N?
do ^
^
Raspoftas I
Respostas
12 '
22
23 '
4
23 'I
0
52 -I'
88

%14
25
27
56
27
0
2

TOTAL GERAL
NP do I1
Raspoftas
Respostas
32
18
39
22
43
24
10
6
47
26
6
3
2
1

FONTE: Fcsquisê
Pesquise com usuários de
da dues
duês bibiioteces
bibliotecas especlen^edes
especíeff^êdes de UFMG.

44

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�TABELA 7
razOes
RAZÕES oue
QUE influenciaram
INFLUENCIARAM NA
na LEITURA
leitura do
DO último
ÚLTIMO livro
LIVRO
Belo Horitont* — 1981
B«io
1991
(Em porc«nt*gam)
porecntagtm)
RAZÕES
razOes

DCP
N9
NQJ-Cid&lt;
d*
R«tportat
RMpoitat
13
2
10
3
2
11
3
0
2.
11
2

CCA
N9 d«
d&lt; I
R«tpoftat ‘
Ropoftas
3
98
5
12
1
2
0
0
1
2
13
31
1
2
0
0
0
0
14
33
3
98
1
2

Livro par«
para o curto ministrado
Através da
de catálogos
Intarasse
Interesse paio
pelo autor
Encontrei na astanta
Encontrai
estante por acaso
acato
Li a primeira
primaira página ae gostei
gostai
interatsei paio
Intaratsai
pelo assunto
Gostei do titulo
Gostai
título
IndicaçSo do(a) bibliotacárlo(a)
Indicaçfo
bibliotecério(a)
Indícaçfo da
Indicaçfo
de um emigo
amigo
Irtdicaçlò da
Indica^
de um profatsor
professor a/ou
e/ou colaga
colega
LíLi o0 sumário ea gostai
gostei
Frequentando livrarias
Fraqüantando
TOTAL
FONTE: PtSQuisa
Pttquisã com usuários
usuérhs d»
dê duas
duêt bibliotecas
b/bliotecê aspecialiiadas
êspêciê/izêdêt da
dê UFMG.

TOTAL GERAL
N9
d« ^ ^
N9di
R«tportat
R«»poftai
16
16
7
7
11
11
3
3
3
3
24
23
4
4
0
0
2
2
24
25
5
5
2
2

TABELAS
9 DE UM^ARTIGO DE PERIÓDICO
FATORES OUE
QUE INFLUENCIARAM TABELA
A LEITURA
Belo Horizonta
Balo
Horizonte —- 1991
1961
porcentagem)
(Em porcantagam)
DCPP
DC
“MTBã
W de
Respostas
Raspo
stas
21
9
9
11
56
28
29

CC A
N9 da
de
;■
Raspo stas
Respostas
4
98
9
19
18
4
98
4
8
4
2
54
28
29

Autor
25
CitaçOas
11
CitaçSes bibliográficas
' ??
Revista am
Ravista
em qua
que á publicado
' 11
Irtdicaçio de
Indicaçlo
da especialistas
aspadallstas
13
Título
■ 56
Assunto
34
^^
TOTAL
! 100
FONTE: Pêêquitê
Paaguisa com usuários dê
da duês
duas bibllo
bibUotacas
facas êspêciêlizêdês
aspacialUadas dê
da UFMG.

TOTAL GERAL
■“NW
"NV da
Respostas
Raspo
stas
25
19
18
19
13
13
10
11
15
7
5
56
42

TABELA 9
RAZÕES QUE
OUE INFLUENCIARAM A PROCURA DE INFORMAÇÕES CIENTIFICAS
CIENTi^lCAS
Balo Horizonta
Horizonte — 1881
1981
(Em porcantagam)
porcentagem)
RAZÕES

W de
m
&lt;u
Raspo stas
Respostas
12
9
17
13
21
24
20
13

CC A
-JK 6ã :
Raspostas
Respostas i
98
2
4
15
22
12
9
19

Preparar cursos
9
Praparar
7
Realizar provas ou exames
Raallzar
axamas
Realizar saminários
Raalizar
seminários
13
Elaborar trabalhos clantíficos
científicos
10
Elaborar tasM.dlstartaçOas.ralatórlos
teses, dissertaçdss, relatórios
16
19
Raallzar
Realizar pasquhas
pesquisas
19
Preparar dIscuasOas
dIscuasSas ae dabatas
debatM
16
19
Praparar
Alargar os horizontas
horizontes passoais
pessoais
10
TOTAL
FONTE: Pêêquisê
Paaguisa com usuários da
dê duas
duês bibUotacas
bibllotêcês espêclêliudês
espacializadas da
dê UFMG.

Ò
2
4
17
25
13
10
20

TOTAL GERAL
NV da
Raspostas
Respostas
20
9
11
5
21
10
13
28
43
20
16
19
36
29
13
14
31

45

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABE^ 10
TABELA
FORMAS DE DBTENÇAD
OBTENÇÃO OE
DE INFORMAÇAO
INFDRMAÇAO
B«io Horiúint«
B«Ío
HoriMnta — 1981
(Em porcfitagtm)
porcufOfn)
-frrsi—I
M d«
9T
W d«
N9
da r
RMpottat
RMpOttM I
Rttpoftai
,RMpetu&gt;
EapKialItta da éraa a/ou profanor
EtpKialItta
27
30 .
Convtrtando com o bibliotecário
Convarundo
bibliotacário
7
8
Na lua
tua biblioteca
bibllotaca particular
8
89
Contultando a bibliotaca
Consultando
biblioteca da atcola
eecoia
19
16
20
16
15
Consultando
Contultando bibliografias, fndicei,
fndices. resumos
ratumoi
17
15
24
pariódicot
Em periódicos
20
18
16
Em livros a manuais
lí
lf
9
4
Sarviço de
da computador9IREME
computador —| BIREME
Serviço
0
0
1
TOTAL
FONTE: Ptiquim
Pttquim com usuários
usuiriot dê duês
dum bibllotêàaê
bibiiotêiês êspêciêiixêdês
mpêeiêUiêdêt dê UFMG.

13
89
9
21
26
17
4
1

TOTAL QERAL
GERAL
—f¥rsi—I"—%~Wf
6ê i
RMpOfUS
RttpOftM
42
20
17
8
18
19
9
36
17
41
20
36
18
19
16
15
7
1
1

%
0
10
29
20
22
19
0

~0CP
DCP '%%
0 0
4 12
3 9
7 21
4 12
15 46
0 0

discriminaçAd
discriminação

TABELA 11
TIFOS
TIPOS DE OOCUMENTD9
DOCUMENTOS
E FREQUÊNCIA
DE USD
U80
Balo Horizonta
Horlzonta
-— 1981
1961
(Em porcentagem)
porcarrtagam)
MUITO
RARAMENTE
DCP ^%
ték %
òéA
DCP %
ÍCA
Livros
38 24
39 29
0 0
0
Manuais
15 10
10 8
19 29
98
Tasas
15 10
9 7
14 21
25
Catálo0os a Folhatos
Catálogos
Folhetos
9 6
3 2
12 18
17
Taxtt&gt;s, saparatas,
Textos.
separatM. fotocófotocó*
pias am geral
garal
24 '! 5
4 3
10 15
19
Material audiovisual
2 1
10 8
9 14
15
16
Jornais a ravistas
revistas
53 34
58 43
0
TOTAL
FONTE: Fêsguisê
Pê$quitê com
eom usuários dê duês
duss bibiiotêCês
bibiiotêcês êspêciêiiiêdês dê UFMG.
TIPOS
TIFOS

~^C A
0
8
3
7
5
8
0

%■
0
26
10
22
16
26
0

TABELA 12
TIPOS DE FDNTES
TIFDS
FONTES DE
OE INFDRMAÇÔES
INFORMAÇÕES E FREQUÊNCIA DE USO
Balo Horizonta
Horizonts — 1981
1991
(Em porcentagem)
porcantagam)
RARAMENTE
TIFOS
TIPOS
DCP %K |CCA
[CCA % DCP % ICC AA~%% DCP % ]C6A
Tc CA ^
Rasumoa analíticos — (abstracts)
Resumoé
10 7 ' 17
107
1799 15 14 17 15 3 7,00
Ravisóas da literatura
RavisOesda
litaratura (revIeMs)
(raviaws)
12 98 I 27 15 14 13 ' 4 3 19 41 ■&gt; 11 19
Bibliografias, fndices
fndioas
24 16 , 26 14
6 6,
6,32
32 2 4 4 7
Artigos originais
22 14 ' 32 17
98 7*54
7 ' 5 4 0 0 Ii 0 0
Confarêneias, raunióee.
Conferências,
rauniôas, seminários
saminários
16 10 I 23 13 10 9 , 76
19
7
6 0 0 5 9
Sarviço da
Serviço
de informaçlò
informaçfo da bibliotaca
biblioteca
89 96 ., 12 7 15 14 I 14 12 6 13 I1 4 7
Contatos pessoais
passoais
28 1B
29
18 I 23 13
3 3
9 98 0 0 0. 0
Apostilas
13 9.9
8,6 3 10 9 I 14 12 4 9 I 11 19
Tasas
Teses
15 10 ' S8 3 10 9 , 21 19
18 0 0 5 9
Procaadings
Proceediitgs
0 0(0
0 I 0 0
I 14 24
Saparatas
Saperatas
4 3 11
143 133 I1 176 15
165 75 15
11 I 3 I 6
-+~
“T“
TOTAL
163
153 100 ,193
,183 100 108 100 I 117 100 46 100 .^ 57 100
FONTE: Pêsquisê com usuários dê duês bibUotêcêS
blbUotêCês êSpêciêiixêdês
êspociêiliêdm dê UFMG.

.46

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 13 •
TAftELA
GRAU DE FREQUÊNCIA
PREQUiNCIA A BIBLIOTECA
Mo HorlMifta
B*lo
HorteeiM - 1BB1
1M1
(Em porpwrtium)
porwntigtm)
GRAU DE FREQUÊNCIA

DCF
~m~si—
RMpovtat
4
6
1
22
0
2
4

üj
. . m aa
Rmpomm

Uma vaz por dia
10
Mai« da uma vaz por dia
13
Uma vaz por lamana
3
Vériaa vazaa por tamana
58
Manof da uma vaz por mli
0
Uma vaz por mit
Vériaa vazaa por mia
TOTAL
FONTE: Pnquím eom umjéiios d» dum bEtlhfcm mpêcMítãdm dt UFMG.

TOTAL GERAL
~fmr
15
12
23
23
6
0
21

9
9
9
30
2
2
11

12
12
12
42
3
3
16

TABELA 14
RAZÕES da
RAZOES
DA UTILIZAÇAO
UTILIZAÇAD DA
da BIBLIOTECA
Bale beriMnta
8alo
bgrizonta —1981
-1981
(Em percantagaml
poreantagam)
RAZÕES
razOes

N9 da Ir
W
“W da
“NÇ'da
Raapoftaa i
RaapotUt
Haapoatai
Raapoataa
astudot individuaii
mu próprio matarial
Para astudoa
individuaia com
côm aau
16
15
15
4
Para aatudoa iridividuait
Pwa
irKiividuaia eom
com matarial da bibiiotaca
23
23
18
Mrviçoa prastadoa
Para raquarar aarviçoa
praatadoa pA&gt;ibliotaca
pAiibliotaca
7
7'
17
Para aatudoa am grupo
4 .1 4
1
Para raaliar paaquiMS
Pararaallzar
paaquisaa
14
14
20
I lí
Para praparar aulaa
5
5
16
15
atualixaçlo
Para atualizaçlo
10
10
16
18
Raaliar ampiiatlmo
Raaiizar
ampfóatimo
23
22
9
TOTAL
101
I 100
F»$qul$ê eom.
com usuários
uêuériot do
FONTE: F»$qulm
dê duos
dum bibllotoeot
btbUotêCês aapac/a//zadaa
êspêcMhêdês da
dê UFMG.

4
18
17
1
20
16
15
16
9

TOTAL GERAL
W da
NT
Raapoataa
Raapoflas
19
9
41
20
24
12
5
3
34
17
20
10
26
13
32
16

TABELA 15
16
GRAU DE FREQUÊNCIA MENSAL DE LEITURA
Balo Horizonta—
1981
Horisenta ~ 1081
(Em pereantagam)
poreantagam!
NUMERO DE DOCUMENTOS
jI NÚMERO

N9 da
Raapoataa
H3
14 &gt;
9 I
3 1
0
2

CC A
NV
N9 da Ir
Raapoataa
10
I'
10
7
I
5
2
I
1

1 a 56
10
6a 10
45
11a 15
29
29
16a20
10
21 a 25
0
Mala da 25
Maiada25
6
TOTAL
FONTE: Pêsqulsê
FONTE;
Fatquiaa com usuários
uauéríoa dê
da dum
duas blbllotêcês
bibUotacat mpêclêlliêdês
atpaclalizadaa da
dê UFMG.

S~
29
29
29
20
14
®53

TOTAL GERAL
“TW
Raapoataa
13
20
24
36
16
18
24
8
12
2
13
3
5

47

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 16
RAZÕES DA ÍNSATÍSFAÇAO
INSATISFAÇAO NA OBTENÇAO 00 MATERIAL BIBLIOGRÁFICO
B«lo Horizont#
Btlo
Horizontt — 1881
1981
(Em porcontagtm)
pore«ntagtm)
DA INSATISFAÇAO
RAZÕES OA

W do
Nü"dt
Rtspoftai
Rtipoftts

W dt
N?
do I[
Rtfpottis I
Rtspottai

Faltou t8 ajuda do blbllotacárlo
bibliotacário
0
38
NSo tinha o livro
Nfo
43
Tinha o livro mas estava
astava emprestado
amprastado
14
Nio tinha a ravista
N8o
revista
Tinha a revista
ravista mas
mai estava emprestada
amprestada
5
TOTAL
I 100
FONTE: Pttquíu
Pêsquitt com usuários d%
d&amp; duos
duas bibliotecas
bibUotacas aspacmlizadas
aspocia/izadas da UFMG.

8
37
13
29
13

TOTAL GERAL
~vrr
NU dt
R«ipoftai
Rtipoftt*
2
17
38
12
27
22
10
4
9

TABELA 17
RAZflES OA
razOes
oa INSATISFAÇACCQUANTO
insatisfaçAccquanto AO
ao MATERIAL
material QUE
que Aa BIBLIOTECA
biblioteca possui
POSSUI
Belo Horionzte
Baio
Horíonzta — 1981
1881
(Em porcantagam)
porcentagem)
RAZÕES OA
RAZÕE8
DA INSATISFAÇAO
ÍNSATÍSFAÇAO

OOP
DCP
NU
da 1
W de
Respostas |I

Cobram campos muHo
Cobrem
muKo amplos
0
Cobrem campos muKo
Cobram
muito aspacifloos
específicos
30
Poseuem indicas
indices ruins
Possuam
0
Nio sio atualizados
NSo
36
35
Poucos axam
exemplares
piaras
36
35
TOTAL
FONTE: Pasquisa com usuários da duas bibUotacas
bibliotecas aspaclallzadas
aspaciaiizadas da UFMG.

N9 de
“N9“da
Respostas
2
0
23.1
0

I
I
I
'
I

8
0
J

TOTAL GERAL
“N9 da 1 %Respostas
2
5
5
12
1
2
29
67
B
14

tabela 18
TABELA
PROBLEMAS QUANTO ÁA UTILIZAÇAO
UTILIZACAO DA BIBLIOTECA
Belo Horizonte »— 1981
Balo
19B1
(Em porcantagam)
porcentagem)
PROBLEMAS

W do J
Raspostas |
Respostas
4
7
9
16
6
10
0
0
3
6
86
10
9
16
18
21
12
4
2
6
10

“TWTã“
U'i~aa~
Respostas
Raspo
stas
1
19
18
1
1
0
5
20
10
2
1

Muita gantana
gente na biblioteca
Multo
Muito baruiho
barulho
Difícil compreender a organizaçfo
Oiffcll
organizaçSo
Pessoai
Pessoal nfo atencioso
Bibliotecário nfo conhecia o auunto
assunto
Demoraram muito para encontrar
Acervo desatualizado
Horário Insuficiente
insuficiente
Nio tiveram problemas
problenrtas
NSo
Nlo responderam
Nfo
TOTAL
Pasquisa com usuários da duas bibliotecas
bibUotacas aspeeíallzadas
aspaciaiizadas da UFMG.
FONTE: Pesquisa

48

Digitalizado
gentilmente por:

2
32
2
2
0
8
33
16
3
2

TOTAL GERAL
N4 da
de
N9
Respostas
4
5
24
28
7
6
1
1
3
3
11
89
25
29
22
19
18
4
3
7
6

�TABELA 19
TA8ELA
SUGESTÕES PARA MELHORAR O ACERVO BIBLIOGRÁFICO
SISLIOGRAFICO
B«lo Horiiont*
8«lo
Horizonte — 1981
(Em porc*nt«g«m)
porctntagtm)
SUGESTÕES

N«
fi9 d«
óê
Rêtpotíêt
Rtfpottaf
26
22
3
9
5
17
8
1
2
1
0
0

Mail
Msit obras
obrai especializadas
Mpacíalizadai
Mais pariódicoi
Maii
periódicos daiua
de sua aipeciatidade
especialidade
Biografias
Siografiai
Obras de
Obrai
da referértcia
rafaráncla
Dicionários especializados
Dicíonárioi
aipecializadoi
Bibliografias correntes
Siblíobrafiai
corrantai
Obras de
Obrai
da outros
outroí auuntos
aiiuntoi
Manter o acarvo
Mantar
acervo atualizado
número da
de axampiarei
exemplares
Maior nCimaro
AtuaiizaçSo
Atualizaçáo doi
dos iivroí
livros importadoi
importados
Náo tiam
NSo
tiem lugaitffo
sugestfo
Na'o responderam
Náo
raipondaram
TOTAL
FONTE: Pêsquitê
Pesquitê com usuár/os
usuários dê
d» duês
duos bibiiotêCãs
biblhtêCês êtpêciêlizêdêt
ospociê/iiêdês dê UFMG.

N9 dt
dê .
R«tpoM«l ' I
RMpostit
21
32
20
30
0
0
4
6
4
3
14
9
0
0
4
6
0
0
0
0
•1
2
4
6

TOTAL GERAL
N9 d«
dê
RMpofUi
RMpOfU*
47
26
29
42
26
3
2
8
13
5
8
16
26
8
6
3
5
1
2
1
1
1
1
3

49

Digitalizado
gentilmente por:

*

�ANEXO 1
PERFIL E HÄBITO
USUÄRIO DE BIBLIOTECA ESPECIALIZA
HABITO DE LEITURA DE USUARIO
DA
Estamos realizando uma pesquisa para que possamos planejar e melhorar os serviços da nossa biblioteca.
Contamos com a sua cooperação ao responder estas perguntas que não tomarão mais de 10 minutos de seu tempo.
Agradecemos seu Interesse
interesse e a oportunidade de
de obtermos um
verdadeiro quadro do uso e* utilidade da biblioteca.
.•1.
1.
1.1.
1.2.
1.3.

Identificação
Formação profissional
Especialização atual
Títulos que possui:
—^
( ) Bacharel
( ) Licenciatura
( ) Mestre (com tese defendida)
( ) Mestre (sem tese concluída)
( ) Doutor
( ) Outros. Especifique:
2.
Idade: de 20 a 30 anos ( )
de 31 a 40 emos
cmos ( )
mais de 41 anos ( )
2.1. Sexo: Feminino
( )
Masculino
( )
3.
Qual é a sua qualificação?
( ) Professor titular
( ) Professor adjunto
( ) Professor assistente
( ) Pesquisador
( ) Estudante de curso de pós-graduação
( ) Outros. Especifique:
4.
Quais os Idiomas
idiomas que você lê?
( ) Inglês
( ) Chinês
( ) Francês
( ) Russo
( ) Espanhol
( ) Italiano
( ) Alemão
( ) Japonês
Outtos.
Outitos.
Especifique:
5.
Que atividades ocupa maior parte de seu tempo?
Enumere de acordo com a prioridade.
( ) Administração e planejamento
( ) Projeto de tese
( ) Pesquisa
( ) Ensino
( ) Orientação de tese
( ) Outros. Especifique:
6.
6eu objetivo mais imediato de estudos e interesse ê:
( ) Tese
( ) Pesquisa
( ) MagisÇêrio
MagisÇério
( ) Atualização de conhecimentos
( ) Outros. Especifique:
50

Digitalizado
gentilmente por:

-JL?

�7.

8.

9.

10.

11.

12.

Como você toma conhecimento dos trabalhos científicos recentemente publicados?
( ) Assistindo aulas
( ) Participando de congressos e reuniões
( ) Frequentando a biblioteca
( ) Serviços de resumo
( ) Consultando bibliografias
({ ) Não tem necessidade
({ ) Outras fontes:
fontes;
Como você se tornou interessado pelo último livro que leu?
( ) Livro para curso ministrado
( ) Através de catálogos
( ) Interessei pelo autor
( ) Encontrei na estante por acaso
( ) Li a primeira página e gostei
( ) Interessei pelo assunto
titulo
( ) Gostei do título
( ) Indicação doía)
do(a) bibliotecário(a)
( ) Indicação de um amigo
( ) Indicação de um professor e/ou colega
( ) Li o sumário e gostei
( ) Outros;
Qual o fator que o leva a leitura de um artigo?
( ) Autor
( ) Citações bibliográficas
( ) Revista em que éê publicado
( ) Indicação de especialistas
( ) Título
Titulo
({ ) Assunto
( ) Outros: Especifique:
Porque procura informações científicas?
cientificas? Para.'..
Para...
( ) Preparar cursos
( ) Realizar provas ou exames
( ) Realizar seminários
( ) Elaborar trabalhos científicos
( ) Elaborar teses, dissertações, relatórios
( ) Realizar pesquisas
( ) Preparar discussões e debates
( )Alargar os horizontes pessoais
( ) Outros;
Outros: Especifique:
Onde costuma gedlr
gedir auxilio
auxílio para conseguir os livros e outras informações para seu trabalho?
( ) A um es^cialista da área e/ou professor?'
( ) Conversando com o bibliotecário
( ) Na sua biblioteca particular
( ) Consultando a biblioteca da Escola
( ) Consultando bibliografias, índices, resumos.
( ) Em periódicos
( ) Diretamente em livros ee.manuais
manuais
( ) Outros;
Outros
Quais os tipos de documentos você está mais acostumado a
usar? Classificar de acordo com o grau de utilização.
M = Muito
R = Raramente
N = Nunca
( ) Livros
( ) Manuais
51

Digitalizado
gentilmente por:

�( • ) Teses
( ) Catálogos e folhetos
( ) Textos, separatas,
separates, fotocópias em geral
( ) Jornais e Revistas
Outros;
( ) Outros:
^
13. Quais as fontes de informação que você mais usa para sua a
tualização? classifique de acordo com o grau de utilização.,
utilizaçãõ._
M = Muito
R = Raramente
N = Nunca
( ) Resumos analíticos (abstracts)
( ) Revisões de literatura (reviews)
( ) Bibliografias, índices
( ) Artigos originais
( ) Conferências, reuniões, seminários
( ) Serviço de informação da biblioteca
( ) Contatos pessoais (com colegas de trabalho)
( ) Apostilas
( ) Teses
( ) Proceedings
( ) Separatas
Separates
( ) Outros;
14. Com que frequência você usa a biblioteca?
( ) Uma vez por dia
( ) Mais de uma vez por dia
( ) Uma vez por semana
( ) Várias
várias vezes por semana .
( ) Uma vez por mês
( ) Menos de uma vez por mês
( ) várias vezes por mês
15. Com quais propósitos você tem utilizado os materiais da bi
• blioteca? Para...
( ) Reciclagem
( ) Obter conhecimento adicional por iniciativa própria
( ) Leitura geral para cursos
( ) Realização
Realizaçao de um trabalho científico e/ou pesquisa
( ) Por recomendação do professor e/ou colega
( ) Outros:
Outros;
16. Com que propósito você usa geralmente a biblioteca?
( ) Para estudos individuais com seu próprio material
( ) Para estudos com material da biblioteca
( ) Para requerer serviços prestados pela biblioteca
( ) Para estudos em grupo
( ) Para realizar pesquisas
( ) Para preparar aulas
( ) Para atualização
( ) Realizar empréstimo
( ) Outros
( ) Não uso a,
a biblioteca
17. Quantos documentos de interesse em sua área (artigos, tese,
etc) lê usualmente por mês?
( ) 1 - 5
( ) 6 - 10
( ) 11 - 15
,,
( ) 16 - 20
( ) 21 - 25
( ) Mais
52

Digitalizado
gentilmente por:

�18.

Sente dificuldade em localizar o material em sua biblioteca?
( ) SIM
( ) NÃO
nSo
( ) Por que?
19.
19 . Você conhece e utiliza os serviços prestados pela blbliote
bibliote
ca?
“
~
( ) SIM
( ) NÃO
( ) Por que?
20. Quando você vai ã biblioteca obter informação ou material
você geralmente sai:
( ) Totalmente satisfeito
( ) Parclalmente
Parcialmente satisfeito
( ) Não satisfeito porque?
( ) Faltou ajuda do bibliotecário
( ) Não tinha o livro. Assunto
( ) Tinha mas estava emprestado
( ) Não tinha a. revista. Qual
( ) Tinha mas estava emprestada
21. Está satisfeito com o material que a biblioteca possui?
( ) SIM
( ) NÃO
( ) Por que?
( ) Cobrem campos multo
muito amplos
( ) Cobrem campos multo específicos
( ) •ossuem
.ossuem índices ruins
( ) Não são atualizados
22 . Alguma vez teve problemas em utilizar a biblioteca?
22.
Assinale os motivos:
( ) Muita
Multa gente na biblioteca
( ) Muito barulho
( ) Difícil compreender a organização
( ) Pessoal não atencioso
( ) Bibliotecário não conhecia o assunto
muito para encontrar
( ) Demorou multo
( ) Acervo desatualizado
({ ) Horário insuficiente
( ) Outros
23. Sugestões para melhorar a biblioteca
( ) Mais obras especializadas
({ ) Mais periódicos de sua especialidade
( ) Biografias
( ) Obras de referência
( ) Dicionários especializados
( ) Bibliografias correntes
( ) Obras de outros assuntos. Especifique:
( ) Outros. Especifique:

53

Digitalizado
gentilmente por:

-

�CDD- 028.9
CDU- 028.6
PROJETO: " BRINCANDO COM O TEXTO "
* Maria Cecília Mattoso Ramos Alves
da Silva
** Maura Duarte Moreira Guarido
RESUMO
•Este projeto refere-se ã criança e aplicação de leitura,cu■Este
jo pressuposto fundamental é a leitura prévia de um texto.
Os
ob^jetivos
ob'jetivos básicos dos jogos dizem respeito a: - desenvolver e/
ou avaliar habilidades de leitura compreensiva - desvincular o
ato.de ler de atividades aversivas'que via de regra, se lhe seguem. Os jogos de leitura propostos constituem material inédito
e, orientando-se pela classificação de jogos estabelecidos por
Jean Piaget, distribuem-se em operatórios,
operatórlos, dramáticos e regulados. A área de atuação deste projeto abrange cinco(5)
escolas
públicas e uma(l) escola particular da cidade de Marllla(SP).Os
sujeitos são alunos de 3a. série do 19 Grau. Pré-teste e pós—
teste de leitura oral e leitura compreensiva, avaliados por (3)
trés
três professores estranhos ao projeto, constituem limites
de
uma série de dados intermediários colhidos através de gravações
fita magnética e registradas, em fichas de avaliação. Estes
em fita-magnética
últimos dadds
dadãs receberão tratamento estatístico e serão analisados pelos pesquisadores.
*
Professora do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação ,
Filosofia, Ciências Sociais e da Documentação de Marllla- UNESP
** Bibliotecária-Chefe do Catálogo Coletivo da Biblioteca Central da UNESP e Professora do Curso de Biblioteconomia da Facul
Facu]^
dade de Educação, Filosofia, Ciências Sociais e da Documentação
de Marllla
Marilia - UNESP.

•s*
'5«

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�1 - INTRODUÇÃO
Refere-se o presente projeto à aplicação de um conjunto
conjimto de
jogos de leitura destinados a desenvolver e a avaliar hablllda
habilida
des de leitura compreensiva. A principal característica de novidade dos jogos de leitura está no pressuposto básico da leitura prévia de um texto qualquer, sem o que se torna impossível a participação no jogo.
Sabe-se, que nos dias de hoje, a existência
existSncia de vários meios de comunicação de massa, que transmitem informações através
de abundante apoio visual, contribui para
çara o decréscimo dos
dosí índices de leitura de textos compactos, cuja decodlflcação
decodlficação exige
imia
uma série de habilidades. Como, nem sempre o-leitor
o leitor domina .tais habilidades, tende.a
tende a afastar-se do texto escrito que lhe po
pD
deria oferecer informações muito
derla.oferecer
multo mais consistentes e duradouras do que as obtidas através de meios audio-visuais, pois estes últimos, via-de-regra,
vla-de-regra, não oferecem oportunidades de rele^
tura ou revisão da informação.
A fim de promover o desenvolvimento da capacidade de ler e
de, consequentemente, minizar a distância leitor-texto, criar'
cria—'
mos uma série de jogos cujo objetivo principal é o de favorecer a aquisição e a avaliação das habilidades de leitura compreensiva. Acreditamos que tais jogos contr£buem
contribuem para acelerar
a aquisição das habilidades de leitura compreensiva,,
compreensiva, necessária ã decodlficação
decodificação de qualquer texto - recreativo ou informar
tivo - o que significa economia de tempo no que se refere
ã
aquisição do próprio conhecimento.
Sob o ponto de vista pedagógico, tais jogos, além de irem
ao encontro de necessidades e interesses de pequenos leitores,
oferecem significativa contribuição ao desenvolvimento do in&lt;Ü
indl
vlduo como pessoa humana pois:
viduo
a) colocam-no em situação de treino para a aceitação da vi
tória e da derrota;
b) exigem rapidez de raciocínio e prontidão de respostas,
além de precisão de gestos e palavras;
c) propiciam o desenvolvimento de operações de pensamento
e de linguagem;

66
55

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♦

11

12

13

�d) oferecem oportunidades para a expressão de sentimentos e
emoçSes;
emoções;
e) favorecem a socialização do leitor, mediante a realização de atividades cooperativas.
Utilizando textos como ponto de partida e fichas como estimulo, é possível realizar uma série de jogos que, de acordo
tímulo,
com sua natureza e forma de desenvolvimento, agrupam-se
em:
dramáticos, operatérios e regulados. Podem também combinar -se
entre si, quando se objetiva a realização de atividades
mais
complexas, como as que se configuram nos jogos de síntese.
2 - OBJETIVOS
2.1 Geral: Despertar e/ou desenvolver o gosto pela leitura de narrativas.
2.2 Específicos: desenvolver habilidades características da
leitura compreensiva.
2.2.1 Identificar personagens
2.2.2 Relacionar personagens com as respectivas ações:
ações;
2.2.3 Relacionar personagens com os respectivos atribu
tos;
2.2.4 Interpretar personagens;
2.2.5 Julgar ações ou atitudes de personagens;
2.2.6 Relacionar ações com o local de sua ocorrência;
2.2.7 Relacionar ações com a época de sua ocorrência;
2.2.8 Ordenar personagens segundo determinados critérios (importância, ordem de aparecimento, etc.);
2.2.9 Ordenar fatos de acordo com o critério cronolõgi
cronológi
co;
2.2.10 Emitir juízos apreciativos sobre a leitura
da
obra.
3 -

Area de atuação

o projeto "Brincando com o texto" está sendo desenvolvido
junto a cinco escolas públicas de 19 grau da cidade de Marília
Marilia
SP, e a uma escola particular, "Colégio Cristo Rei".
Para a determinação das escolas públicas, foram estabelecidos contatos com a XI Divisão Regional de Educação de Marília
Marilia
66
56

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Q

II

12

13

�e com a Delegacia de
dé Ensino de Marllia,
Marilia, que se comprometeram a
fixar critérios para a escolha, apresentando—nos um total, de
dez(lO) escolas, dentre as quais escolhemos cinco (5)
Relação das escolas:
E.E.P.S.G. "Prof. Amilcare Mattel";
Mattel":
E.E.P.G.
"Prof. Antonio Augusto Neto";
E.E.P.G.
"Prof. Antonio Reginato";
E.E.P.G.
"Bento de Abreu Sampaio Vldal";
Vidal";
E.E.P.G.
"Profa. Carlota de Negreiros Rocha";
Colégio Cristo Rei
4 - POPULAÇÃO ABRANGIDA
O projeto destina-se a alunos de 3^. série de 19 Grau de
cinco (5) escolas públicas da cidade de Marllia“,
Marllia", e *de
“de. uma escola particular, "Colégio Cristo Rei".
O0 número de participantes não será determinado, pois os alunos serão convidados. Não há nenhuma obrigatoriedade e
os
leitores podem freqüentar a sala de leitura quanto lhe apraz.
5 - RECURSOS
5.1 Humanos
O projeto conta com a participação de dois (2) professores - supervisores, um (1) coordenador e doze (12)
alunos
estagiários. Estes últimos foram orientados quanto:
a) âã condução do processo de leitura èé respectiva cole
ta de dados;
b) ã aplicação dos jogos de leitura e coleta de dados
relativos aos mesmos.
Os alunos estagiários receberam um treinamento de dois
(2) meses, cujo cronograma segue em anexo.
5.2 Materiais
A execução do projeto requer quinze (15) exemplares de
cada obra de Literatura Infantil selecionada, e mais os jogos
de leitura derivados dos textos.
A Biblioteca Central da Universidade Estadual Paulista
colocou os serviços de gráfica
grafica e reprografia âã disposição
do
projeto.

67
57

cm

2

3

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-

�Os ejcemplares
exemplares das obras de Literatura Infantil foram
adquiridos pelo Campus de Marilia.
Relação das obras■utilizadas:
obras utilizadas:
ALMEIDA, Fernanda Lopes de. Pinote, o fracote e Janjão o fortão.
são Paulo, Atica, 1980.
CARR, Stella.
Três voltas ã esquerda.
São
são Paulo, Pioneira
1973.
ALMEIDA, Fernanda Lopes de. A fada que tinha idéias. São Pau
lo, Atica, 1978.
NUNES, Lygia Bojunga. Os colegas.
Rio de Janeiro, José Olym
pio, 1971.
. Angélica.
Rio de Janeiro, Agir, 1978.
Tanto as obras de Literatura Infantil, quanto os jogos
de leitura delas derivados serão, ao final do projeto, doados
ãs
às escolas públicas.
Quanto ao "Colégio Cristo Rei" os alunos fizeram a aquisição do material, com recursos próprios.
6- CRONOGRAMA
Como a leitura lúdica respeita o ritmo individual
do
leitor, não serão fixados prazos. Previmos apenas a realização
de duas (2) sessões semanais de leitura, com a duração variável de até três
tris (3) horas, em horário diferente do período nor
mal de aulas.
O0 trabalho total compreende três etapas:
1^. - aplicação do projeto e coleta de dados (8 meses)
1®.
2®.
2^. - transcrição das gravações e análise dos
(01 ano) :;

dados

3®.
3^. - redação das conclusões finais.
7 - obstAculos previstos
Os
a)
b)
c)

obstáculos previstos diziam respeito:
ã receptividade dos alunos;
ã receptividade dos professores;
professores?
ã disponibilidade e adequação dos locais em que serão desenvolvidas as atividades;
d) ã locomoção dos alunos para a escola, fora do perío
perlo

58

cm

2

3

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�do normal das aulas.
A fim
flm de neutralizar a ação desses obstáculos propomos
a) realizar um trabalho de preparo psicológico dos alu
nos a fim de que se sentissem motivados a participar
das atividades;
b) realizar palestras com os professores, com o intuito de inteirá-los dos objetivos do projeto.
c) estabelecer contatos prévios com o Diretor da
XI
D.R.E., o Delegado de Ensino e com os Diretores das
escolas para verificar a viabilidade de se
contar
com um local fixo para a realização das sessões de
leitura, após o que buscamós
buscamos soluções de emergência
para resolver problemas que se colocaram (disposi-/
ção de carteiras, luminosidade, etc.)
d) realizar as sessões de leitura em horários fixos ,
com a duração elástica, a fim de diminuir o número
de deslocamentos necessários,
8 - MATERIAL
8.1 Gravadores;
60 minutos;
8.2 Fitas K.7 de 6Q
8.3 Obras de literatura infantil;
8.4 Fichas de avaliação e testes de leitura,;
leitvjr^;
8.5 Jogos de leitura.
8.5.1 Descrição dos Jogos de Leitura
8.5.1.1 Jogos Operatõrios
Os jogos operatõrios privilegiam a ativi
dade individual e o desenvolvimento intelectual
pois treinam, cada uma a sua vez, babllldades
babllidades es
pecificas
peclflcas de leitura, respeitando o ritmo de a—
aprendizagem do leitor.
Empregam-se diversos tipos de fichas con
tendo nomes ou figuras de personagens e cenários
ou ainda, frases relativas ao conteúdo do texto
lido. O conteúdo das fichas varia de acordo com
o texto-base no qual se apoiam as propostas de a
tividades lúdicas. As fichas devem ser classifi59

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0

11

12

13

�cadas, ordenadas, relacionadas ou distribuídas
sobre carteias ou tabuleiros ou, ainda, combinadas entre si, segundo determinados critérios orientadores da atividade lúdica.
Seguem-se alguns example's
exemplos de jogos opera
tórios de leitura.
-Baralho Narrativo
0 baralho narrativo "Brincando com o tex
to" constltul-se
constitui-se de fichas distribuídas em cinco
grupos: A.B.C.D.E. As fichas do grupo A, contém
figuras de personagens; as do grupo B,
frases
que descrevem ações de personagens; as do grupo
C, adjuntos adverbiais que localizam as ações no
espaço (lugar): as do grupo D, adjuntos adverb^
ais que indicam a época da ocorrência dessas ações e as do grupo E, adjuntos adverbiais
que
indicam a causa determinante das ações.
Os leitores, após a leitura do texto, ba
ralham os diversos grupos de fichas (A,B,C,D eE)
e tentam formar sequências, relacionando inicial
mente dois grupos de fichas e acrescentando, aos
poucos, novos grupos até alcançar a
seqüência
completa:
Personagem + Ação + Espaço + Tempo + Causa.
Avalia-se a atividade, mediante consulta
Avalla-se
a uma chave de correção (auto avaliação). 0O professor, ou bibliotecário - supervisor da ativida
atlvida
de - interfere apenas para esclarecer possíveis
dúvidas. Os baralhos serão utilizados nos seguin
tes jogos: "Onde Foi?", "Quando Foi?","Por que
Foi?" e,
e "Ampliando a Estrutijra",
Estrutura",
-Dominó Narrativo
-Domi.nó
As fichas do dominó natrativo
narrativo são retangulares' e divididasgulares
divididas ao meio, de moiío
modo a formar do
is quadrados. A ficha Inicial
inicial do jogo tem o qua-

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Q

II

12

13

�drado do lado esquerdo vazio; do lado direito da
ficha há uma legenda que se inicia com letra mâl
mâi
úscula e termina com reticências.
há legendas nos
dois
Nas demais fichas hã
quadrados: as do lado esquerdo começam com reticências e terminam com ponto final. As fichas de
vem ser agrupadas de tal modo que se formem frases condizentes com o conteúdo do texto lido.
A ficha final do jogo apresenta o
drado direito vazio.

qua-

0O leitor procura relacionar* as fichas de
modo a obter sempre frases cujo conteúdo não con
trarie oO texto lido.
A avaliação da atividade eletua-se
eíetua-se
mediante a consulta a uma chave de correção, pre—
pre- .
vendo-se a presença de .terceiros
terceiros (professores ou
bibliotecários), apenas para dirimir dúvidas.
-Seqüência Narrativa
-Seqflência
As fichas sequenciais apresentam, na sua
parte da frente, pequenas frases relacionadas oom
os fatos mais significativos do texto. No verso,
estão presentes elementos orientadores da ordena
ção dos fatos: letras do alfabeto, números ou co
res.
Durante a atividade, que prevê a ordenação dos fatos de acordo com a época de sua ocor
rência, os leitores trabalham com as fichas, com
rêncla,
a face que contêm as inscrições,
Inscrições, voltada para ci
c^
ma. Para avaliar a tarefa, vira as duas primeiras fichas: se a seqflência
seqüência (alfabética, númerica
númerlca
ou cromática)
for
mantida
é
porque
a
ordenação
/
cromãtlca)
está correta. A quebra da seqflência
seqüência significa er
ro. Repete-se a operação com todas as outras fichas .

61

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�-Tombola Narrativa
-T&amp;nibola'
As ^Ichas'
fichas da Tômbola
Tombola Narrativa "BRINCAN
DO. ÇOM O TEXTO..." apresentam figuras ou pala
DO
vras'relativas aos elementos básicos da narratl
narrati
va. Tais fichas devem ser encaixadas em
carte
las que apresentam
Ias
apresentara subdivisões, em
era cada uma das
quais há uma frase incompleta.
Incompleta. O preenchimento
das lacunas requer um dos elementos básicos da
narrativa (Personagem, Ação, Tempo, Espaço,etc)
Durante a atividade o leitor toma
uma
das carteias e fichas de Tipo 4 e procura encal
xar as fichas nos claros existentes na carteia,
de modo a completar as frases.
Sempre que possível, as questões propos
propo£
tas pelas fichas dos jogos operatórlos
operatõrios
devem
admitir respostas objetivas, a fim de que o pró
prio leitor proceda ã avaliação de seu desempe
nho, consultando a chave de correção.
Existe uma hierarquia dos jogos operató
Existe'
operatõ
rios, de acordo com o grau de complexidade das
operações envolvidas. A passagem de um tipo de
jogo a outro depende da obtenção de determinado
nível de rendimento considerado aceitável.
8.5.1.2.Jogos Dramáticos
Os jogos dramáticos, ou jogos de faz-de
conta, desenvolvem-se em grupo e funcionam como
meio de expressão utilizados pelo leitor para
melo
exteriorizar sua interpretação da realidade retratada pelo texto. Traduzem-se em pantominas e
dramatizações: enquanto as primeiras baseiam-se
apenas na expressão corporal, as últimas aliam
a esta a expressão verbal.
Através dos jogos dramáticos "BRINCANDO
COM O0 TEXTO..." que utilizam textos como ponto

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♦

.0

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12

�de partida ,ee fichas com textos e figuras
estímulo, os leitores:

como

a) relacionara-se
relaoionam-se afetivamente com personagens e
situações;
b) identificam personagens;
c) caracterizam personagens;
o)
d) relacionam personagens com as respectivas ações;
e) relacionam ações ou fatos com locais e épocas de sua ocorrência.
Os jogos dramáticos são comandados por
fichas contendo figuras ou textos que
indicam
personagens e/ou ações que o jogador deve repre
sentar ou evocar. As tarefas contidas nas
fichas aumentam de complexidade ã medida que
o
leitor revela-se capaz de realizá-las, ou seja,
há diversos tipos de fiohas-tarefa,
fichas-tarefa, cada um dos
quais constitui pré-requisito para a passagem ao
tipo imediatamente posterior.
As fichas dos jogos dramáticos "BRINCAN
DO COM 0 TEXTO..." dividem-se em cinco grupos:
A,B,C,D, e E. As fichas do grupo A preveem a es
colha livre de determinado tipo de personagem a
ser representado pelo leitor. Assim, por exemplo
pede-se ao jogador-leitor que escolha a persona
gem de que mais gostou, imitando-a em seguida
para que os companheiros, todos leitores do mes
mo texto, a identifiquem.
Identifiquem. As fichas podem prever vários critérios orientadores da escolha oo
co
mo, por exemplo:
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem

mais
mais
mais
mais
mais
mais

simpática;
antipática;
agradável;
desagradável;
falador:
falador;
alegre, etc.
.63
63

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�As fichas do grupo B propõem a imitação
de determinada personagem, deixando a cargo do
leitor a escolha da ação a ser representada para que os participantes a identifiquem: " Faça
de conta que você ié a Personagem X e imite uma
de suas ações para que os colegas adivinhem quan
você está imitando".
As fichas do grupo C, orientam o pensa
mento do leitor em relação a determinada perso
gern e propõem sua representação com base
gem
nas
características mais acentuadas. Exemplo:"Pense
na Personagem X e interprete-a, procurando, através de gestos mostrar como ela é".
travês
As fichas do grupo D, solicitam a inter
pretação de determinada personagem, mediante a
seleção de suas principais ações. Exemplo:"Pense na Personagem X e imite as principais ações
praticadas por ela, para que seus colegas a i1dentlfiquem".
dentifiquem".
As fichas do grupo E, ao invés de deixa
rem o leitor para escolher quais as ações ou atributos que deseja imitar, contém
contêm a indicação a
ser representados. Exemplo: "Imite a ação
ou
características X do Personagem Y.
Os diferentes grupos de fichas correspondem a cinco diferentes níveis de jogo, cada
um dos quais constitui pré-requisito para o seguinte. Os jogos dramáticos desenvolvem-se
da
seguinte maneira.
8.5.1.3 Jogos Regulados
são jogos de sínteses que servem para
avaliar, em situação grupai, todas as habilidades de leitura treinadas através dos jogos operatórios e dramáticos.
Desenvolvem a socialização do individuo
indíviduo

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-11/

�e ofejrecejn-lhe
oferecejn-lhe oportunidade para defrontar- se,
de modo equilibrado, com situações que envolvem
tanto o ganhar quanto o perder.
Podem utilizar o mesmo material dos jogos operatõrlos
operatórios (baralho, dominó, seqüência,tôm
seqflência,tôm
bola) e dramáticos porém abrigara
bola]
abrigam um novo componente-- um conjunto complexo de regras nente*que
tanto pode resultar da aceitação de todo o grupo que a elas submete voluntariamente,
voluntaricimente,
quanto
representar o resultado de discussões do grupo.
Em outras palavras, os jogadores ou aceitam regras prontas ou criam
cricim suas próprias regras.
Os jogos regulados desenvolvem-se de acordo com diversos-tipos de comandos(piões, dados, etc.) e supõem a atribuição de pontos aos
participantes, de acDrdo
acOrdo com a complexidade da
tarefa exigida do jogador.
pelo
A avaliação das jogadas é feita
próprio grupo, prevendo-se a intervenção do supervisor de leitura nos casos polêmicos.
Os jogos de leitura podem aplicar-se a
textos de qualquer natureza, porém os textos in
formativos e/ou científicos não admitem várias
interpretações como ocorre, por exemplo,
com
textos literários.
0 jogo de síntese utilizado constava do
seguinte material:
a) um tabuleiro com um trajeto dividido
em casas numeradas.
b) marcos individuais que servem para
indicar a posição dos jogadores no tabuleiro.
c) comandos (dados óu piões)
d) fichas de valores unitários decenais
ou centenãis
centenáis que o jogador recebe ou paga após
cada jogada.
e) fichas de questões sobre o texto li65

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0

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13

�do, cujo valor varta de acordo com a dificuldade da íarefa
-Carefa a executar. Tais fichas referem-se
ãs seguintes habilidades baslcas
às
basicas de leitura: es
tabelecimento da seqüêncla
tabeleclmento
seqüência básica de fatos; relacionamentos-personagem-ação, ação-lugar, ação
tempo, ação-causa. Interpretação não verbal de
ações e personagens; julgamento de ações è personagens; julgamento de ações ou atitudes •. de
personagens, e flnalmenté,
finalmente, apreciação da obra.
9 - Método
9.1 Escolha das obras de Literatura Infantil.
Os critérios adotados para selecionar as obras de Literatura Infantil, Integrantes
integrantes do projeto foram os de aumento
do texto e das dificuldades' de leitugradativo da extensão do.texto
ra; além disso, ã medida que esses fatores se acentuõim,
acentuam, diminui o número de ilustrações.
Ilustrações.
0O programa se inicia
Inicia com um texto de estrutura extremaorganização
mente simples, até chegar ao último livro, cuja organização_
narrativa é bastante complicada, chegando mesmo a Inserirno
inserlrm
enredo um texto teatral.
9.2 Constituição dos Grupos (Experimental-e de Controle).
Os alunos que se apresentaram voluntariamente para participar do projeto foram divididos em dois grupos,
cuja
composição levou em conta algumas variáveis.
9.2.1 Variáveis controladas.
9.2.1.1
9.2.1.2
9.2.1.3
9.2.1.4

Sexo;
Idade;
Nível Sócio Econômico;
Rendimento Escolar no ano anterior»
anterior.

9.3 Procedimentos Comuns aos dois Grupos.
9.3.1 Pré-teste:
P ré-teste;
Como pré-teste, cada aluno após leitura
leitora silenciosa com a duração de quinze (15) minutos fez uma leitura
.66

cm

2

3

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12

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�oral 4e
(Je três minutos
miautoa e respondeu oralmente, a uma
vma série
or^l
de questões aohre
sohre um texto de aproximadamente quarénta
(401
C40) linhas que constituía
constituia uma célula narrativa comple-^
conçle-^
(P mesino
ta. (0
mesmo texto da leitura oral)
orall Tais questões referlam-se ãs habilidades a serem treinadas pelos jogos.
riam-se
As fitas gravadas foram avaliadas por três
professores não envolvidos no projeto. As notas foram somadas e verificou-se a média aritmética.
9.3.2 Sessões de leitura.
As sessões de leitura foram realizadas uma
vez
por semana, em horário diferente do horário dè
de aula, e
tiveram duração variável de até três horas. 0O aluno teve liberdade de entrar e sair quando queria, porém
o
tempo de permanência na sala de leitura foi controlado.
Durante todo o desenvolvimento do projeto houve gravado
res na sala de leitura, a fim de registrar os
principais eventos.
9.3.3 Põs-teste,
Pós-teste, que seguirá a mesma orientação do prête.
Observações: 1) Gravadores estiveram próximos aos aluObservações;
nos, desde o momento da inscrição dos alunos voluntários
que podiam manipulá-los e "brincar com eles" . Este procedimento objetivava a evitar que os gravadores
cons
tituissem fator de inibição.
2) 0 estagiário devia observar (e anotar) durante os jogos regulados, mas não interferir na avaliação.
9.4 Procedimentos específicos para o Grupo
Griç&gt;o Experimental.
Após a leitura de cada livro, os alunos realizaram,
realizarõim, indi
vidualmente, uma série de jogos operatórios, segundo a
seguinte hierarquia: Seqüência
Seqflência Narrativa, Quem Foi?, Onde Foi?
Quando Foi?, Por que Foi?
Cada Alimo,
Aluno, após concluir o jogo recebeu do estãgiario u
auto—avaliação.
ma chave de correção e fichas de auto-avaliação.
A fim de garantir a fidedignldade
fidedignidade dos dados colhidos através dessa ficha de auto avaliação, havia, em cada sala ,
travês
;67

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�apenas!
1 (um) es
apenaá mna
uma chave de corjreção, de modo que sempre l(um)
tagi,á»£o superviiS'á;onava
tagi^ãBio
supervte'i;onava o preenchimento da ficha.
Se o aluno conseguia, em cada jogo operatõrio,
operatório, mais de
50% de acertos, podia passar ao jogo seguinte. Caso contra
rio repetia o jogo,'
jogo, devendo, antes, consultar novamente o
texto.
Depois de ter realizado todos os jogos operatórios, o
aluno passava a jogar com companheiros, segundo regras pre
viamente estabelecidas.
No caso dos jogos regulados, a ficha de avaliação foi
preenchida pelo próprio aluno, mas as jogadas eram avalia
das pelo grupo. OO,orientador
orientador da atividade Cestágiario)
(estãgiario) intervinha apenas para resolver casos pendentes.
O orientador de leitura só interferia diretamente
na
avaliação dos jogos de síntese, quando solicitados; grupos
constituid •}5 de cinco (5) alunos participavam deles depois
de terem passado por todos os jogos regulados.
Após isso, os alunos eram submetidos a uma avaliação de
leitura compreensiva atravis
através de entrevista com o estagiário
cujo roteiro incluia questões relativas às habilidades de
leitura treinadas pelos jogos. As entrevistas gravadas serão transcritas posteriormente, para facilitar a avaliação.
Teve-se o cuidado de formular perguntas que admitissem res
postas precisas, mas que obrigassem o aluno ã articulaçãode suas idéias.
Idéias.
O resultado dessa entrevista será lançado em fichá
ficha a—
propriada, cuja elciboração
eleiboração será discutida oportunamente.
Esses mesmos procedimentos se repetem ao final da leitura de cada um dos livros integrantes do projeto.
9.5 Procedimentos específicos para o Grupo de Controle.
Os alunos do grupo de controle, terminada a leitura de
cada um dos livros, submetem-se ã mesma avaliação de leitu
ra compreensiva, porém antes de realizarem as atividades ^
dicas.
68

cm

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�0o projeto está em desenvolvimento e, até a época
da
realização do Congresso, já disporemos de resultados parciais a serem relatados.
0 material utilizado será também apresentado em painéis ou através de transparências. Aproveitaremos a oportunidade para apontar alguns problemas que já identificamos no material e esperamos contar com a colaboração dos
colegas para aperfeiçoá-lo.
A realização das atividades lúdicas após
ap5s a leitura tem
funcionado como fator ou motivação para o ato de ler. Per
cebendo o jogo como atividade agradável e gratificante, o
aluno tem-se dado conta de que o não ler o impede de participar de momentos felizes.
Motivos circunstanciais levaram-nos a desenvolver o
projeto junto a escolas, mas entendemos que o ideal seria
que esse tipo de atividade se desenvolvesse em locais ane
xos ã Biblioteca Infantil, num trabalho integrado
entre
professores e bibliotecários. Estes deveriam,
deveríam, em conjunto
determinar os objetivos da atividade lúdica, a fim que o
bibliotecário, que vai supervisionar a leitura, esteja em
condições de orientar os usuários que se refere ãá consecu
ção das metas pretendidas. Além disso, estando inteirado
e integrado no trabalho, poderá observar as dificuldades
encontradas pelos pequenos leitores, e apresentar sugestões para o aperfeiçoamento do material lúdico.
ABSTRACTS
This project refers to the formulation and application
Thls
of reading games based on a preliminary reading of a text.
The essential purposes of such games are;
are:
a) to develop and/or evaluate reading comprehension abilities .
tles.
b) to dlsentail
disentail the reading act from the unpleasant activities usually associated with it.
The reading games here are a novel material and,following Jean Piaget's game classification, they can be
.69
69

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-11/

�operatory, dramatlc
dramatic and regulated. Th,e
The application
area
of tUis
this project comprises five public schools and one
private school in th.e
the city of Marília,
Marilia, State of São Paulo.
The subjects are third grade students of Elementary School
A pre-test and a post-test on oral and written reading
comprehension, evaluated by three teachers who did not
_take part In
in the project, provided the elements for a
series of intermediáte
intermediate data collected through recordings
on magnetic tape and registered in evaluation cards. These
last data will first be interpreted statiscally and then
analysed by the researchers.

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-li/ Q

II

12

13

�A IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTRCA
BIBLIOTECA NO PROCESSO EDUCACIONAL
Paul Kaegbein
Univeraidade de Colônia
Universidade
República Federal da Alemanha

RESUMO
dos critérioa
critérios da"
da moderna aociologia
sociologia aobre
sobre
Partindo doa
a importância da comunidade local para cada indivíduo, analisa-se o papel e aa
liaa-ae
as influênciaa
influências poasíveia
possíveis daá
das bibliotecaa
bibliotecas
dentro doa
dos diversos
diveraoa graus
graua de educaçio
educação e de instrução.
inatrução. Examina-ae.
mina-se. tanto oa
os problemaa
problemas especiais
eapeciaia daa
das regiõea
regiões de alta
densidade demográfica como também aa
denaidade
as poaaibilidadea
possibilidades que
ocorrem naa
nas éreaa
áreas menoa
menos habitadaa.
habitadas. São conaideradaa
consideradas aobresobretudo aa
as condições
condiçõea naa
nas regiõea
regiões não altamente induatrializaindustrializadas e noa paíaea
daa
países com um aumento populacional progresaivo,
progressivo,
nos quais
noa
quaia as
aa questões
queatõea de alfabetização, formação primária
profissional estão em primeiro plano nos interesses para
e profiaaional
o0 desenvolvimento. Neata
Nesta perspectiva o livro aaaim
assim como outros meioa
meios de comunicação eatão
estão incluidoa
incluídos como elementos
das atividades bibliotecárias. Discute-ae
daa
Discute-se aa
as condiçõea
condições
ideais da aua
ideaia
sua utilização com base noa
nos resultados daa
das pesquisas sobre
aobre o usuário. A partir destes
deatea critérios
critérioa foram
formuladas aa
as teses
teaea conclusivas a serem
aerem discutidas no grupo
de trabalho "A biblioteca na educação formal."

.71
71

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^Q

II
11

12
12

13
13

�Uma pesquisa Delphi sobre "The impact of a
paperless society on the research
r.psearch library of the future",
futurs",
dirigida pelo Library Research Center da Universidads
Universidade ds
de
Illinois, afirma, entre outras ooiaas,
Illinoia,
coisas, que mesmo no ano 2000
vão continuar existindo
exiatindo publicações impressas no csmpo
campo cultural e recreativo. Assim, aa
as tarefas atuais das bibliotecas
nestes astores,
setores, entre as quais se
neates
ae inclui também
tambsm o ensino,
snaino,
podem aer
ser consideradas a longo prazo como de importância fundamental para a sociedade. 0 prognóstico de um tal desenvoldsssnvolvimento justifica
Justifica a atenção especial que se pode dar àè posidas bibliotecas dentro do sistema
ção daa
sistsma da educação.
sducação.
Também do lado sociológico existem argumentos neste
nests
sentido. Segundo importantes especialistas deste campo, o futuro estilo de vida de cada indivíduo, dsterminado
determinadí) pelo
pslo rapirspidíssimo aumento da população global, vai depender
dísaimo
dependsr essencls].ssssncisjmente daa
das possibilidades culturais se sducscionaia
educacionais oferecidas
pelo meio ambiente. Isso pode ocorrer principslmente
principalmente noa
nos centros de alta densidade demográfica, mas o problema
problsma ae
se apresen
aprsaen
ta também nas regiões do interior. Nsste
Neste contexto, ao lado de
tem um pspel
papel
outras instituições sobretudo a biblioteca local tsm
predominante e a asguir
seguir será analisada sob o aspecto da sua
aus
função educadora.
Inioialmente, a fim de qus
Inicialments,
que o assunto seja delimitado, aeguem-ae
seguem-se aa
as palavras do conhecido professor de letras
clássicas e de retórica Walter Jens
Jans (Universidade
(Univsrsldads de
ds Tübinger.)
ele
sobre como
sle
considera uma biblioteca: "Para mim, uma
biblioteca é como o centro espiritual ds
de uma cidads,
cidade, um lugsr
lugar
de encontro sincero: de
da crianças, de
ds velhos, de pessoas
psssoas multo
muito
frágeis. Ninguém áé ridicularizado se domina o sentimento humanitário; aa
as crianças passeiam, uns conversam com os outros,
outroa,
alguém tira um livro, examina-o com curiosidads,
curiosidade, verificando
ainda alguma coisa, dá uma volta, fala. A biblioteca
bibliotecs s,
á, por
assim dizer, um centro de comunicação, a nossa prefsiturs.
aaaim
prefeitura,
das pessoas simples... Por iaso
isso se deve apoiá-la, poia,
pois, na
verdade, é ali o centro ds
de comunicação mais
maia perto do povo,
onde as pessoas se encontram sempre
aemprs com a possibilidade de
onda
obterem uma ligação objetiva com as riquezas do passado, onds
72
72.

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�36 cultiva e6 ae
se
se vive as
aa heranças
herançaa culturais es onde domina
domins
ums verdsdeirs
uma
verdadeira oomuniosçso
comunicação sem fronteirsa
fronteiras hierárquicas, um
intercâmbio amistoso, as amizade no sentido de Brecht, qual
intercSmhio
seja o0 sentido que ele deu à amizade. Assim deve aer,
ser, para
mim e acho que para muitos,
muitoa, as biblioteca."
Bando-se ênfase sa eate
este pspel
papel da biblioteca como um
Dando-ae
centro de
ds comunicação,
oomuniosçso, isto é, um lugsr
lugar atraente
strsente para
psra muitos
e especialmente para as pessoas
pesaosa msia
mais Jovens,
jovens, ficam bem clsclaTsa
ras as
sa possibilidades de influência que pode exercer
sxeroer no campo da educação. Assim, a questão
queatso é em que âmbito
êmbito e de que maneira sa biblioteca deve realizar as
as-tarefas
tarefas então decorrentes.
Deve-se tomar
os resultados
Dsve-se
tomsr em consideração
oonaidersção que, segundo oa
resultsdoa de n£
n^
vas pesquises,
vsa
pesquisas, oriançss
crianças e jovens
Jovens até 15 anos
snoa representam
representem cerca
oeros
de 20^ do totsl
total dos usuários das biblioteosa
bibliotecas públioss,
públicas, enquanto que o grupo dos que estão estudando represente
representa cerca
oeros de 43^(
439^1
isto corresponde mais ou menos sà porcentagem dos usuários entre
anos e sasim
assim oeros
cerca de 60^ dss
das tsrefsa
tarefas dsa
das biblioteoss
bibliotecas
15 e 25 snoa
públicas se
setor ds
da educação.
públioss
ae concentram no astor
Trsdioionalment-e
Tradlcionalmente ae
se pode dividir todo o osmpo
campo da educação e do ensino em quatro fases:
Prá-escolar/Jardim de infSnois
infância
Prá-esoolsr/Jardim
Escola (primaria
Eaools
(primária e secundária)
Formação profissional (terciária)
(teroiáris)
Aperfeiçoamento profissional
Em todas
todss estas
eatss fsses
fases não só o exemplo de
ds outras pessoas como também sa
as próprias leituras têm um papel importante
no processo do aprendizado. A importância ds
da leitura eatá
está há
muito reconhecida e muitas instituições em nível nacional e
mesmo internacional estabeleosrsm
estabeleceram como objetivo sa luta contra
o0 analfabetismo es o apoio à leitura. Neste contexto sa biblioteca tem, Juntaments
juntamente com as escola, um papel
pspel preponderante, atraatrevés de aslaa
ves
salas de leiturs
leitura strsentes
atraentes para oriançss
crianças e outroa
outros meios
de comunicação psrs
para intensificar a capacidade de ler e compreender. Horas
Horss pars
para ouvir histórias,
hiatóriss, concursos, apresentação
spreaentsção
de peças ds
d#
de tsstro
teatro e exposições são
aão algumas
algumss das
dsa stividsdes
atividades que
podea *er
aer oitsdsa
citadas as j..i,
;vi, p.
'cipalmente psrs
para os lugsres
lugares de baipodeá
pr '.oipalmente
xa dsneidads
xe
densidade demográfica, nos qusis
quais os soonteoimentos
acontecimentos culturais
oultursis
73

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-

Q

II

12

13

�não sio'täo
aão‘tão variadoa
variados como
oomo naa
nas .cidades.
cidades.
Crianças e jovens
Criançaa
jovana podem aprofundar as suas
auaa experiências diárias
oiaa
diáriaa com
oom livroa
livros de leitura e de figuras.
figuraa. Atravéa
Através da
leitura a criança aprande
aprende a comparar, a ampliar oa
os horizontea
horizontes
do seu ambiente local ou regional e a se
ae comportar, completando aasim
assim as
aa experiências
experiSnciaa oferecidas
ofereoidaa em casa, na escola e na vizinhança. Prinoipalmente para aa
as famílias oom
com muitas criançaa
crianças
é em geral difícil adquirir individualmente livros
livroa infantis
infantía para ajudar a ampliar oa
os horizontes dos
doa filhoa,
filhos, salvo
aalvo oom
com raraa
raras
exceções.
Aaaim,
Assim, sobretudo as
aa bibliotecas públicas com
oom ooleçõea
coleções
infantis devam
devem garantir uma oferta deate
deste gênero, sede livros infantía
lecionando, dentro da grande
granda variedade de novaa
novas publihaçõaa,
publihações, M
vros utilizáveis no campo da pedagogia. Aqui a estrutura social
vroa
aooial
e a situação cultural da população local deve ser
aer tomada em con
oon
sideração.por
aideração
..por cada biblioteca destinada a uma determinada região. Para as
aa crianças
criançaa em idade pré-eaoolar,
prá-escolar, maa
mas também para aa
es
que já estão no primário, os
oa jogos têm um papel importante alám
além
livros e devem aer
ser oferecidoa
oferecidos pela biblioteca. Até hoje em
dos livroa
dia aprender brincando á,
é, sob
aob o ponto de viata
vista pedagógico, um
dos caminhos que merece a mais alta atenção.
doa
Em geral aa
as crianças não têm possibilidade, em casa,
caaa,
de entrar em contato oom
com outroa
outros meioa
meios de comuniçação,
comunicação, como fitas oaasete
cassete e disooa,
discos, porque não existem aa
as condições técnicas
pressupostas. Aqui também a biblioteca pode entrar como
oomo elemento educador, não aó
só para tranamitir
transmitir oa
os textoa
textos e as múaioaa,
músicas, cooomo também para enainar
ensinar o manejo técnico doa
dos aparelhoa
aparelhos neoeaaánecessárioa.
rios. Artoteoaa
Artoteoas como uma aeção
seção aapeoial
especial da biblioteca publica
pública
incentivannos jovens a compreensão pela arte.
inoentivannos
Desta maneira, crianças
criançaa como usuários
uauárioa de bibliotecas
podem exercitar sem pressão
podam
preasão a sua
aua capacidade de ler ea compreender ae asaim
assim se
ae prepararem para as
aa exigências que são
aão feitas
faitaa naa
nas
escolas neste
neate sentido.
Os livros eaoolarea
escolares aão
são importantes para aa
as aulas
Oa
em quase todas aa
as matérias - primeiro, aervam
servem para aprofundar
os conhecimentos
que já foi ensinado; aeseoa
oonheoimentoa e para relembrar o qua
gundo, servem
guiído,
aarvem para praparar
preparar um novo tema. Quando oa
os alunoa
alunos
meios para comprar seus
livros escolares,
não têm meioa
seua livroa
aaoolarea, a biblioteca,
74

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�e neste caso sa ■biblioteca
biblioteca eaoolsr,
escolar, deve procurar adquirir
o0 material neoeaasrio
necessário em quantidade suficiente para cada
classe e fszer
fazer um empréstimo de um ano a todos os alunos,
alunos. No
caso em que o material escolar
osso
eaoolsr já é oferecido gratuitamente
grstuitamente
pela escola os
pels
oa livros podem ae
se tornar propriedade dos alunoa.
alunos.
Es^ts
Esta atividade
stividsde do lado da biblioteca aó
só funoions
funciona
com uma
ums cooperação decisiva entre sa biblioteca e oa
os professores 0 programa de ensino e o material a ser utilizado devem
ras
ser oomuniosdoa
comunicados sa biblioteca a tempo, a fim de que todo o necessário aejs
seja adquirido e o planejamento financeiro aejs
seja feito de acordo.
Ao lado
Isdo dos materiais tradicionais de aula, sos
aos
quais pertencem outros meios alem dos livros, como
qusia
como'filmes,
filmes,
mapas, "slidea",
"slides", etc., existem, prinoipalmente
prinoipslmente pars
para as olasclasses msis
aea
mais adiantadas,
sdisntsdas, uma série
aérie de materiais informativos pars
para
assuntos específicos, que podem ser necessários para
pars consultas dos slunos
alunos e pars
para o uso dos professores também.
tsmbém. Aqui se
deve prever a diaponibilidade
disponibilidade de literatura especial para aprofundar cada matéria enainada
ensinada nas escolas - desde
deade as
ss ciências naturaia
naturais e as geografia, paasando
passando por questões da
ds vida
prática de csda
cada dia
dis até todos
todoa os campos sobre a herança cultural de um povo e sobre
aobre conhecimentos análogos do desenvolespecialmente importante eé
vimento de outros
outroa países. Um campo espeoialmente
o que se refere ,so
ao aprendizado dss
das línguas estrangeiras, que
não deve ae
se apoiar
spoisr somente naa
nas aulss
aulas e nos vocabulários, mas
também em outroa
outros meios fornecidos pels
pela biblioteca.
Para os slunos
Pars
alunos de todas as faixas de idsde
idade sa biblioteca tem ainda
sinds uma outrs
outra função importante sa cumprir. Ela pode estimular por assim dizer as auto-confiança para
pars se lidsr
lidar
com livros e outros meios, familiarizando cada um com aa
as possibilidades da biblioteca e sinda
ainda introduzindo o uao
uso dos
apoios bibliográficos para a busca ds
spoioa
da litersturs
literatura - como ostscatálogos e bibliografias. Independentemente de qual o caminho
logoa
profissional que cada um seguirá maia
mais tarde, seja como oper^
oper£
rio, comerciante, administrador ou como um profissional aoad£
acad£
mico, de algums
alguma forma ele vsi
vai preciasr
precisar um dis
dia de uma informação no aeu
seu ramo. 0 próprio aluno não pode em gersl
geral adqu^
75

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�rir as obraa
obras que contém estas informações e deve procurá-las
procurá-laa
nas bibliotecas
bibliotacaa respectivas.
Também se deve aqui chamar a atenção
atençio para o fato de
que na atual
stual geraçio
geração de alunos de colégio existem futuroa
futuros
líderes que mais tarde deverão tomar decisões, como questões
provenientes dos órgãoa
órgãos que subvencionam as
aa bibliotecas ou
de várias
categorias de. grêmios, sobre os orçamentos das
daa
bibliotecas e a política a aer
ser adotada. A impressão que um
aluno sdquire
adquire quando jovem sobre os serviços bons ou sobre
08 poucos serviços bons da "sua" biblioteca e que ao longo
os
dos anos pode ser sedimentada será, sem dúvida, um fator
para a sua atitude em relação à biblioteca em geral.
decisivo -psra
Esta experiência pode ser confirmada quando se observa os
exemplos dos países que já têm uma longa tradição de biblioteca pública.
^o
^o campo da formação terciária (profissional)
(profisaional) deve-se
dave-se
tomar em consideração diferentes pontoa
pontos de viata
vista de acordo com
os diversos ramos específicos. Alem
Além das
daa escolas profissionais
de nível médio e nível superior exiatem
existem as faculdades que
oferecem diferentes eatiloa
estilos de formação e cujas bibliotecas
devem colocar à disposição o material correspondente. Isto é
válido psra
para os
oa dois tipos de usuários,
uauárioa, tanto para oa
os professores como para os estudantes.Para
estudantes.Fara os primeiros,
primairos, o material considerado é daatlnado
destinado ao preparo das aulas e deve
dave ser
aer adquirido
com uma boa margem, correspondendo àa
às necassidadea
necessidades de cada
'inclui, eventualmente,
matéria. Aqui também se •inclui,
eventualmenta, a literatura
estrangeira mala significativa.
algnifIcativa. Do lado dos
doa estudantes se
espera, para os alunos dos
doa primeiros semestres, em primeiro
lugar que os livroB
livroa básicos mais importantes sejam
aejam colocados
à disposição em quantidade suficiente. As exigências do grupo
de estudantes dos semestres mais adiantados se aproxima à.a
à.s
dos professores no que concerne à especialização; para o preparo dos trabalhos escritos do semestre e doa
dos examea
exames é necessário uma literatura especial de acordo com o tema, o que só
pode ser conseguido através da biblioteca.
Aqui a biblioteca tem uma tarefa no campo de cada
formação profissional específica, isto é, a de facilitar a
obtenção de literatüra
literatura e de informação mesmo quando ela
76

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�própria não tem os meios para adquirir este material e
também quando não tem as condições ideais financeiras, de
espaço ou de pessoal, o que na maioria das vezes acontece.
eapaço
Neste caso
Neate
caao cresce o dever da biblioteca no sentido de descobrir meios e soluções para também obter o material nos casos em que a literatura necessária não esteja diretamente à
disposição no aeu
seu acervo.
Por outro lado, iato
isto aó
só pode acontecer em cooperação
com outras bibliotecas que possuam já o material requisitado.
A condição prévia para uma cooperação eficiente é, em primeiro lugar, a existência de meios auxiliares que possam informar sobre os acervos de outras bibliotecas, como os catácataloges coletivos de livros ou de periódicos. Partindo daí se
logos
pode também considerar o sistema de coleções concentradas em
campos específicos, segundo o qual certas bibliotecas têm uma
responsabiblidade específica em determinado assunto, alivianrsaponsabiblidade
do assim as tarefa de outras bibliotecas com um sistema de empréstimo que funcione reciprocamente
reoiprocamente com este objetivo.
No campo do aperfeiçoamento profissional, que interessa de uma ou de outra maneira todaa
todas as camadas da população, 8a biblioteca não tem só a tarefa de colocar à disposição
obras ds
de interesse profissional. Com o objetivo de um fornecimento básico de livros estabelece-se
estabelece-ae uma unidade de comunicação por habitants;
habitante; para aa
as necessidades em níveis superiores a orientação seria a de duas unidades por habitante. Na
era da comunicação de massas se
ae deve dar uma ênfase particular a este objetivo ideal', pois segundo as novaa
novas pesquisas
sobre o nauário
usuário em 37^ doa
dos casos a leitura de um livro é estimulada pela televisão. Neate
Neste contexto um aspecto essencial
se fornecer determinadas informaé também a possibilidade de ae
ções que são de interesse atual para a população. Para aqueles que devem fazer uma pesquisa especial o resultado maiaim
mais im
portante é, finalmente, uma informação concreta sobre o assun
to. Uma simples indicação da biblioteca sobre os
oa passos inter
mediários para se chegar a uma resposta é, em muitos casos,
apenas um meio caminho andado. Frequentemente a biblioteca
spenaa
pode pesquisar a informação concreta e transmiti-la direta77

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�mente ao usuário. Eate
Este procedimento áé aempre
sempre razoável quando ae-trata
se-trata de dados e fatoa
fatos que poasam
possam aer
ser rapidamente vemais alto deste
rificados. 0 grau maia
deate tipo de atividade de inforser visto nos
mação pode aer
noa serviços
aerviçoa de fornecimento de dados
dadoa e
fatos dos bancos de dados nacionais e internaoiojiaia
internacionais em diver
sas especialidades, e isto com a ajuda db
aas
de terminaia.
terminais. Eata
Esta at^
vidade, porém,
porám, até agora aó
só foi realizada por um número relativamente pequeno de bibliotecas, uma vez que a procura ainda
não á aufioientemente
sufioientemente intensiva.
Considerando-se a função educativa e instrutiva das
Conaiderando-se
bibliotecas, a tendência final deve ser a criação de redea
redes
de bibliotecas em nível local, regional e inter-regional. Uma
rede deate
deste tipo torna o aerviço
serviço muito maia
mais fácil, pela possipoaaibilidade da diviaão
divisão do trabalho e do apoio reoíprocro
recíproo-o entre aa
as
bilidada
bibliotecas. Pela multiplicidade de exigências que o campo da
educação faz em diversos níveis
se pode trabalhar maia
mais intenníveia ae
intansivamente em colaboração do que ae
aivamente
se cada biblioteca funcionar
das outras.
isoladamente daa
Com base em todaa
todas essas
essaa observações geraia
gerais pode-se
poda-se
formular aa
as aeguintaa
seguintes teses
teaea para o trabalho de bibliotecas no
campo geral da educação
aduoação e da cultura:
1. Na luta contra o analfabetismo e para a intensificação da capacidade de ler
lar e compreender,os
compreender,oa livroa
livros para
crianças e jovena
jovens podem prestar uma grande ajuda com um material viaual
visual bem selecionado.
2. Além doa
dos livros para crianças ae jovena,
jovens, sobretudo
oa jogos
os
jogoa e os
oa meios
maioa auditivos, visuais
viauaia e audio-viauaia
audio-vlsusis contribuem para que oa
os jovena
jovens se
ae sintam
aintam em caaa
casa na biblioteca.
os alunoa
alunos de colégio todos os
3. Para oa
oa livros
livroa didáticos necessários
neceasárioa para ceda
cada matéria assim
aaaim como materiais eapeespeciais de informação devem estar
oiaia
eatar à disposição
diapoaição nas
naa bibliotecas
escolares.
eacolarea.
4. Se poaaível,
possível, as bibliotecas escolares
eacolarea devem prolaboratórios de línguas para facilitar o
curar instalar laboratérioa
78

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Q0

II
11

12
12

13
13

�aprendizado. Deve ser então garantida uma colaboração eaestreita com os professores.
professores,
5. A biblioteca escolar é o lugar adequado para
familiarizar os
oa alunoa
alunos com o manejo de catalogos
catalogoa e bibliografias, para aaaim
assim facilitar metodicamente as
aa suas futuras
pesquisas literárias.
6. A ajuda que as bibliotecas escolares prestam
preatam
deve aer
ser acoessivel
acoeasivel a todos os alunoa
alunos igualmente. 0 capital
investido neata
nesta área é bem aproveitado levando-ae
levando-se em conta
inveatido
as consequências no futuro.
7. Naa
Nas escolas
eaoolas superiores em todos os níveis e todos os campoa
campos a biblioteca deve considerar igualmente a necessidade dos professores e doa
dos estudantes. Espeoialmente oa
os
livros básicos e as
aa obras
obraa de referência,necessários
referência.necessários para os
primeiros aemeatres,devem
semestres,devem ser colocados a disposição em núnumero suficiente.
As necessidades especiais para a pesquisa e o
8. Aa
aperfeiçoamento profissional aó
só podem ser satisfeitas pela
biblioteca através de uma cooperação; com esta finalidade devem aer
ser preparadas listas de acervos correspondentes aasim"
assim
como coleções concentradas em campoa
campos específicos, a fim de
que o intercâmbio posaa
possa funcionar com o princípio da reciprocidade .
9. No campo da educação aa
as bibliotecas não têm só
aó
o0 papel de fornecer literatura, maa
mas também informações e respostas preciaaa.
precisas. Um acervo suficiente em obras de consulta
geral e especializada serve aqui como base.
10, Através de atividades de relações públicas,
10.
publicas, as
bibliotecas de todos os níveis, que representam um grupo de
instituições importantes para o futuro cultural, econômico
seu povo, devem agir de maneira que os órgãos
e técnico do aeu
79

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�mantenedorea forneçam aa
mantenedores
as verbas neoeasáriaa
neoessarias para poderem
cumprir as auaa
suas tarefas.
Detalhes sobre
aobre essas
easaa teaes,
teses, que aão
são oa
os preasupoapressupostos para as medidas aqui mencionadas,e
menoionadaa,e oa
os metodoa
métodos para ae
se
os objetivoa
objetivos aqui poatulados
postulados podem aar
ser diaoutidos
discutidos no
obter oa
grupo de trabalho "A biblioteca na educação formal."
(Tradução do alemão: Rosa
Roaa Maria Müller-Bochat)
Müller-Boohat)

8(
a

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11

12

13

�CDD : 027.8
CDU : 027.8:371
A BIBLIOTECA ESCOLAR E O SEU PAPEL NO SISTEMA EDUCACIONAL

RAIMUNDA AUGUSTA DE QUEIROZ
Professora do Departamento
de Biblioteconomia da Uni^
Un^
versidade Federal do Esp^
rito Santo
CRB - 7/2047

Questiona o papel da biblioteca escolar
junto ao sistema educacional brasileiro.
A sua importância para a aquisição do há
hã
bito de leitura. Aponta alguns problemas
decorrentes da ausência da biblioteca jm
to ã escola. Sugere como medida para

so

lução desses problemas inna
uma ação conjunta
de professores e bibliòteoários.
bibliotecários.

81

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-11/

�1. INTRODUÇÃO

Embora seja lugar-comum em quase toda introdução,
queremos deixar explicita aqui a despretensiosidade deste

traba

Iho.
Na verdade, não obstante ele resultar da
preocupação para com os problemas das nossas bibliotecas

nossa
escola

res,nada traz de original e tampouco apresenta soluções para

es

ses problemas.
Tão complexos eles se apresentam que acreditamos
ser necessário muito mais que uma forte dose de idealismo

para

solucioná-los. Suas raízes extrapolam os limites da ■ Bibliotecono
mia, pois vamos encontrar suas ramificações nas malformações
sistema educacional brasileiro, nos interesses políticos e

do
econõ
econô

micos, enfim, em todo um emaranhado contexto sõcio-cultural.
sócio-cultural.
Longe de nós porém, a intenção de nos omitirmos,
deixando que o problema seja repassado a outrem, ou mesmo
gá-lo por nos faltar o ânimo de

rele

batalhar pela sua causa. Temos a

clara ciência de que esta é uma luta de aliados e só nos restajun
tar esforços, emprestando a nossa cooperação,cumprindo assim

com

a nossa parte, a nossa responsabilidade.
Eis porque aqui estamos,com esta modesta

contr^
contri

buição,cujo
buiçãojcujo objetivo não vai além de questionar alguns pontos cru
ciais que afetam as nossas bibliotecas escolares.Pontos esses,que
sabemos, já
jâ foram por demais debatidos,mas que nunca é demais

re

petir,pois esperamos com isso angariar mais e mais adeptos e

for

talecer as nossas fileiras de luta em prol das bibliotecas
lares.
8?

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gentilmente por:

esco

�2. 0 bibliotecário
BIBLIOTECÄRIO Ee 0o SEU
seu PAPEL
papel DE
de EDUCADOR
educador

Partindo da premissa de que educar não éescolar^
zar,deveriam ser proporcionados ao educando instrumentos que

lhe

facultassem um outro tipo de educação. Uma educação que fugisse ã
tradicional organização constituída de currículos,exames,notas,oer
tificados, etc. (3)
Essa modalidade de educação (que resultaria de uma renovação
escola atual) daria ênfase maior aos interesses, aptidões e

da
habi
hab^

lidades de cada indivíduo. Entre os educadores já existe uma preo
cupação a respeito dessa renovação da escola e a constatação

da

necessidade de se criar outras instituições que propiciem a

ut^

lização de nov.
nov s e diversificados recursos educativos. A bibliote
ca escolar figura sem dúvida como uma dessas instituições e

pode

Icomo também deveria) ter um papel de destaque no processo
ria (como
ducativo,dada a imensa gama de instrumental que ela poderia
ducativo(dada

e
ofe

recer. No entanto, temos consciência de que para assumir esse
pel a biblioteca escolar teria que passar por uma séria

pa

modifica

ção (como que uma
\ima metamorfose),
metamorfose) , que lhe imprimisse um novo

cará

ter, uma nova feição e conceituação.Desenvolvendo novas

funções

e atividades,a biblioteca escolar seria um elo entre a

educação

formal e a não-formal, ou permanente.
Paralelamente a essa preocupação dos educadores
nota-se entre os bibliotecários uma tomada de consciência quanto
a sua responsabilidade social no processo educacional.O
educacional.0

bibliote

cário, cujo papel é e deve ser sempre o de um agente educador, e^
es
tá no momento empenhado em revelar ã sociedade esta face de

suas

funções que, por incompreensão (ou desconhecimento) em relação
sua profissão, permaneceu até agora oculta ou despercebida.

a

Para
83 .
83.

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�fazer emergir de si essa nova imagem ele deverá transformar

a

sua atuação,de modo que ela reverta em contribuição concreta

e

evidente para a comunidade ã qual sua ação está afeta.Tornar per
ceptivel o fruto do seu trabalho, eis o que cabe ao

bibliote
biblioté

cário fazer (particularmente o bibliotecário escolar).
A biblioteca escolar, um campo de ação que

re

clama a presença do bibliotecário, é p local por excelência onde
este poderá desempenhar plenamente seu papel de educador

junto

ã comunidade, visto que ela propicia o contato com a clientela
mais adequada ao tipo de trabalho que ele necessita desenvolver
e que esta mesma clientela é também carente desta ação.Em outras
palavras, ambos se necessitam mutuamente.
mutucimente.

3. NECESSIDADE E IMPORTAnCIA
IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA NA ESCOLA
Existem poucos estudos sobre a situação
das bibliotecas escolares

no Brasil. E estes poucos que

atual
existem

não são feitos em profundidade.Por falta de dados fidedignos

so

bre o assunto,sabe-se quase que empiricamente, ou como resultado
de observações, que a biblioteca escolar é, quase sempre,um
gão sem vida dentro do ofganismo
otganismo escolar, quando não é

õr

constata

da a sua ausência. Essa inexistência,segundo Leny Wemeck(13)não
Wemeclt (13)não
chega a ser generalizada, nem chega a ser um fato real, pois, em
bora incipientes e em condições precárias dp funcionamento,
bibliotecas

as

escolares existem. E, ainda segundo a mesma autora,

elas "surgem, crescem e ás vezes desaparecem aleatoriamente".

O

que nos falta, na realidade, são dados(oficiais) que comprovem a
sua existência, prova evidente do descaso a que estão fadadas.
84

Digitalizado
gentilmente por:

V

�Entretanto, pelo menos teoricamente, é

reconhe

cida a importância e necessidade da biblioteca escolar para que
a escola proporcione uma educação de alta qualidade.Alguns

edu

cadores referem-se ã necessidade de uma rede de bibliotecas,

pa

ra servir, não somente a professores e estudantes, como tambémao
público. De fato, estender os serviços e recursos da biblioteca
escolar ã comunidade seria a

concretização da nossa filosofiaem
filosofiaan

relação ã educação permanente. Pois, os benefícios
benerícios advindos

do

uso da biblioteca não se restringiriam àqueles que frequentassem
a escola o que, muitas vezes, já se constitui um privilégio.Ser^
privilégio.Seri
am estendidos àqueles que, mesmo tendo deixado a escola,

pro^
pro£

seguem com a sede de conhecimentos, em busca de lazer, ou da sua
realização pessoal.
Através do programa de co-edições e distribuição
de livros da FENAME o governo canaliza alguns milhões de

cruze^
cruzei

ros em livros didáticos para as escolas. Seria isso talvez

um

indicio de que a presença do livro êé necessária na escola.Porém,
indício
só o livro didático seria necessário? Supriria ele todas

as

necessidades intelectuais do educando e do professor?
Se se pensa em termos de educação através

da

leitura, o livro de literatura é igualmente necessário nas

esco

Ias. Entretanto, a sua produção (através de co-edições) e distr^
buição encontram-se quase estagnadas. Pode-se constatar este

f^

to com um simples confronto das estatísticas relativas âã

distri
distr^

buição de um e de outro tipos de livros. Isso nos leva a

dedu

zir que, muito embora a escola de hoje tenha incluído em sua po
lltica preocupações para com o desenvolvimento pessoal do
lítica

edu

cando, e outras típicas da filosofia da educação centrada no
divlduo,ensino individualizado, etc., ela continua jogando
dividuo,ensino

in
com
85

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ Q

II

12

13

�os
OS mesmos instrumentos do ensino tradicional: o professor e

o

livro didático. Falta não somente a coleção de materiais

educa

tivos (biblioteca escolar), como também a criação de uma

in

fra-estrutura na escola para assegurar o uso mais racional desse
material e,

evidentemente, o máximo aproveitamento dos

recur

sos investidos. E, todos nós sabemos, a melhor
melhcr maneira de
atingir

se

esses objetivos seria através de um sistema de bibliote

cas escolares.
A ausência deste sistema traz como consequência
prejuízos não só para o público ao qual se destinaria diretamente, mas também para alguns outros segmentos da população.Citando
novamente Leny Werneck: ... "Todos perdem. Perdem os

editores

que deixam de vender livros para um público existente e carente.
Perdem educadores

e administradores pela falta de meios

quados para alcançar os fins a que se propõem.
pró^õem. Enquanto o
didático ê

ade
livro

ainda o instrumento natural para uma atividade cole

tiva proposta pelo professor, o de referência, o de ficção,

poe

sia ou informação, componente da biblioteca escolar,significa

a

leitura como opção ou ato individual ou de pequenos grupos.E

éê

este tipo de leitura que alicerça o hábito de ler. Perdem, sobre
tudo e irremediavelmente as crianças, que sem outros livros além
dos didáticos para cultivar o prazer da imaginação e o gosto

da

curiosidade intelectual, deixam de desenvolver a técnica

re

cém-adquirida
cêm-adquirida

da leitura". A criação do hábito de leitura viria

certamente romper o inevitável círculo
circulo vicioso da baixa demanda
e oferta escassa,pois formaria

um público numeroso e estável pa

ra a indústria editorial, que por sua vez, estimularia os
res, fomentando a sua vocação e criação.
86

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

auto

�4. FUNÇÃO POLlTICA
POLITICA DA BIBLIOTECA ESCOLAR
Vejamos primeiramente qual a função básica

da

biblioteca escolar. Citando C.V. Penna(9), a biblioteca escolar
tem como função precipua "tornar livros e outros materiais

didá

ticos acessíveis a professores e alunos, em apoio ao programa de
ensino, e promover o desenvolvimento intelectual geral de um e^
es
tudante, era
em especial desenvolvendo a habilidade no uso de livros
e bibliotecas. Deve desempenhar papel ativo no processo educacio
nal»persuadindo corpo docente e discente a ler e usar livros,dan
nal,persuadindo
do orientação na leitura, e encorajando leitura de qualidade mais
mis
elevada e a formação do hábito de leitura por prazer e auto- edu
cação. Pode também, eventualmente, atuar como biblioteca

públi

ca, em especial no atendimento de todas as crianças de uma

comu

nidade".
A biblioteca escolar tem, portanto, uma

respon

sabilidade perante a sociedade, que pode ser resumida em apenas
três vocábulos, por si só
s5 tão abrangentes: informar»instruir,edu
informar,instruir,edu
car. Para que ela leve a cabo essa responsabilidade seria neces
nece^
sârio- uma mudança de atitude por parte da empresa educativa, com
sáriorelação às técnicas de ensino-aprendizagem. Tanto na educação for
mal como na extra-escolar a escola deveria aplicar métodos

peda

gógicos que favoreçam a busca do conhecimento,estimulem a

refle

Xão e levem o indivíduo
xão

ao pensamento crítico e construtivo. A

través de atividade^s
atividades deste tipo ela conseguiría incentivar e

in

cutir nos alunos o gosto pela leitura,sem o que a escola não

en

sinaria a ler. Nesse trabalho a biblioteca escolar teria a

sua

participação,constituindo-se numa verdadeira força educativa den
tro da escola e aí o trabalho do bibliotecário como

complementa
87

Digitalizado
gentilmente por:

�ção do trabalho do educador é fundamental. Colocada desse

modo,

a "função da biblioteca na educação é subsidiária e complementar,
mas indispensável" (4)
Se a biblioteca escolar tem uma função

educati^
educati

va, infere-se que ela deveria ser parte indispensável do

siste

ma educacional atual. A biblioteca escolar e o planejamento

edu

cacional devem ser interdependentes, unos e inseparáveis,
diz M.A.Barroso(2).
M.A.Barroso (2) .

como
’

4.1 - A educação como fator de desenvolvimento
Considerada a educação como fator de desenvolv^
desenvolví^
mento e como requisito básico para a vigência do regime democrático,ela deve ser entendida como uma oportunidade ao alcance
todos, para que cada pessoa consiga através do domínio das

de
téc

nicas da leitura e da escrita, colocar-se numa posição vantajosa
no processo de criação de riquezas. ÉE ainda a educação que
assegurar ao indivíduo uma participação mais efetiva nos

vai
desti
dest^

nos políticos da Nação e habilitá-lo ao pleno exercício de

sua

cidadania. Num esquema de desenvolvimento ela funcionaria ainda
_
II
como fator de distribuição mais justa e mais eqüitativa
equitativa da rique
za criada(11).
criada(11) .
Acrescente-se aqui o pensamento de FlorestanFer
nandes, citado por 0.Romanelli(11),
O.Romanelli(11), sobre a necessidade que
países subdesenvolvidos têm da educação:...
educação: . . . "Tais países

os
prec^
preci^

sara da educação para mobilizar o elemento humano e inserl-lo
sam
inserí-lo

no

sistema de produção nacional; precisam da educação para alargar
o horizonte cultural do homem, adaptando-o ao presente e a

uma

complicada trama de aspirações, que dão sentido e continuidadeãs
continuidade às
tendências de desenvolvimento econômico e de progresso social; e
88

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�precisam da educação para formar novos tipos de personalidade

,

fomentar novos estilos de vida e incentivar novas formas de rela
ções sociais, requeridas ou impostas pela gradual expansão

da

ordem social democrática. Todavia, esses países não encontram,na
situação sõcio-cultural herdada, condições que favoreçcun
favoreçam
uma boa

quer

compreensão dos fins, quer uma boa escolha dos meios pa

ra atingí-los.
atingl-los. Mesmo os recursos materiais,himanos
materiais,humanos e técnicos,mo
bilizados efetivamente, acabam sendo explorados de maneira exten
samente irracional e improdutiva."
4.1.2 - A educação no Brasil
Observando-se a educação no Brasil no momento a
tual vamos constatar que ela não foi planejada para atingir
fins propostos acima.Em primeiro lugar, porque não se

os

pode

con

siderar ensino democrático um sistema de ensino que privilegia u
ma pequena parte da população e marginaliza a sua grande

maio

ria. Em segundo lugar porque,por motivos vários,ao sistema

edu

cacional vigente não são assegurados os meios que o levem

a

atingir tais fins. Quando Florestan Fernandes refere-se ã herança sõcio-cultural
sócio-cultural dos países subdesenvolvidos para explicar

as

falhas do sistema educacional, na verdade, podemos incluir
Incluir aí
ma série de fatores que irão influir nesse contexto.Dentre

u
es

tes,destaca-se a incapacidade dos nossos políticos de compreende
tes,deStaca-se
rem a educação como um fator de desenvolvimento.Daí as
ções da legislação do ensino no Brasil, que foram sempre

malforma
refle

xos das lutas ideológicas reinantes. Os interesses políticos aca
bavam sempre por ditar os destinos da educação,em detrimento das
reais necessidades que o contexto sõcio-econõmico
sócio-econõmico reivindicava.
89

Digitalizado
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�Otaíza Romanelli(11) nos mostra com clareza
Otaiza
aberrantes contradições existentes entre a nossa legislação

as
do

ensino e a adequação do conteúdo e dos objetivos dessa

legis
legis^

lação âs
ãs necessidades reais do nosso contexto social. E

ainda

entre esse

conteúdo e a sua aplicação prática. Vale lembrar ain

da que para que a lei seja aplicada áé necessário que haja

condi^
cond^

ções de infra-estrutura. Para tanto,seria necessário,por

sua

vez, que essa legislação•fizesse
legislação • fizesse parte
parte, de um plano geral de
formas. Ilustrando a tese

da autora

re

poderícimos
poderiamos desfiar um ver

dadeiro rosário de depoimentos de educadores,cujas críticas

e

preocupações com relação ao sistema educacional vigente nos

pro

porcionam

uma visão pouco alentadora dos problemas da educação

no Brasil.
Numa interpretação grosseira da análise da auto
ra citada, pode-se afirmar que a educação no Brasil tem sido tra
tada como um órgão

apendicular no corpo da vida social do país,

quando, na realidade, ela é um órgão motor de vital importância
para esse corpo.
Levando em conta todas as distorções do
sistema educacional é fácil

nosso

concluir-se qual o produto que este

nos oferece. Fala-se atualmente de escola renovada,de ensino

ba

seado na pesquisa,de ensino profissionalizante,etc. No entanto,a
escola não foi aparelhada, era termos de recursos humanos e

mate

riais,para levar a cabo as tarefas decorrentes dessas renovações.
Reportando-nos apenas ao aspecto que nos
respeito mais de perto: como pode a escola levar o aluno a

diz
pes
pes^

quisar se ela não lhe oferece os meios para isso? Onde iriam os
alunos pesquisar? No livro texto adotado pelo professor?Nos seus
cadernos de anotações? São esses os meios com que,em suma,contam
90

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�OS estudantes das nossas escolas de 19 e 29 graus. Porque,
os

co

mo já afirmamos, a biblioteca escolar quando existe é uma exce
ção (e raral).
Poderemos ver no nosso estudante egresso da e^
cola de 19 ou 29 grau

esse indivíduo preparado para o pleno e

xercício de sua cidadania, capaz de participar efetivamente nos
destinos políticos da nação, etc., conforme citação acima?
deríamos levantar mais questões a respeito. Entretanto,

Po
como

diz Lauro de 0.
O. Lima, se a escola fosse preparar os jovens
hoje para a vida que os espera, teria que revolucionar

de

tota^

mente os modelos dos projetos educacionais, pois o que a

esco

la forma atualmente são indivíduos totalmente sem‘imaginação.
Realmente, a nossa escola não produz

indiv^
indivl

duos dotados de imaginação criadora porque ela teria antes de
^*
^^^
••
tudo, que ensina-los
a ler, isto e,
a cultivar o hábito
de leJ^
le^
tura, sem o qual é impossível o desenvolvimento do intelecto.
E o resultado dessa omissão do sistema acha-se muito bem

ex

presso nessa passagem do artigo de Leny Werneck;
Werneck: "A falta

de^
des

se hábito (de leitura), um imenso contingente humano emerge * ,
cresce e vive com seus valores e comportamentos sociais
lados. Os resultados imediatos da dificuldade de acesso ã

estio
in

formação contida no livro são a não oportunidade do exercício
do pensamento crítico e da imaginação, alêm da fragmentação da
expressão desse pensamento. Todo um processo de comunicação hu
mana prejudicado, com graves e irrecuperáveis consequências."
5. CONCLUSAO
CONCLUSÃO
A biblioteca junto ã escola é fundamental para

91

Digitalizado
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�a criação de um público consciente dos recursos disponíveis

nos

livros e outros materiais que a compõem e para que esse

público

adquira prática em utilizá-los. O0 hábito da leitura,como

tantos

outros de comportamento

diante da vida,é formado na primeira in

fância.Dal a necessidade de um trabalho conjunto do professor e
do bibliotecário para incutir e incentivar no educando o gostope
la leitura.
Não é fato recente o reconhecimento da bibliote
ca escolar como única instituição capaz de desempenhar esse

pa

pel no sistema educacional.Do mesmo modo que não é recente( infe
lizmente) a constatação da sua quase inexistência.Hoje,como

há

40 (quarenta) anos atrás, as nossas escolas prescindem de uma

fon

te de recursos como a biblioteca,que ser-lhes-ia de imensurável
ajuda no processo de desenvolvimento intelectual do educando.
O próprio Ministério da Educação reconhece
mo falho o sistema educacional brasileiro.Os educadores da

co
1^
li^

nha liberal estão cientes de que o sistema educacional vigente
visa principalmente dar continuidade (ou manter) um sistema

r^
r£

gido e seletivo,onde o ensino deixa de ser uma oportunidade

co

locada ao alcance de todos para ser privilégio de uma minoria e
litista.
Tendo a biblioteca escolar uma função

educate
educat^

va e sendo reconhecida a sua necessidade dentro do sistema edu
cacional,como se justificaria a sua constatada ausência?

Certa

mente,esse não existir tem a mesma finalidade atribuída ao nos
so atual sistema educacional,segundo Lauro de O.Lima:"

deixar

Imensa rigidez, para
que a escola forme uma raça intelectual de imensa
que sejam eliminadas do poder as inteligências criadoras."
It questions the role of the school libra
ry on the edu^ational
educational process in Brazil.
92

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�Analyses its importance for the acquJ^
acqui
sition of reading habits.Some

losses

resulting from the failure of

the

library in the learning process

are

pointed. It is .-uggested a joined action
among teachers,and
teachers and librarians for the
solution of these problems.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1 - ALA. AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS. Normas

para

las bibliotecas escolares. Washington, Uni5n
Ias
Union Panamericana,
1963. 131 p.
2 - BARROSO, M.Alice. A biblioteca escolar: laboratório de

apren

dizagem. Comunicação, 7(25): 16 - 9, 1978.
3 - CERDEIRA, Theodolindo. A biblioteca escolar no planejamento e
ducacional. R. Blbliotecon.
Bibllotecon. Brasília,
Brasilia, ^ (1):35-43,jan/jun.
1977.
4 - CARVALHO, Carmem P. de. A biblioteca e os estudantes. R. Esc.
Blbliotecon.
Bibliotecon. UFMG, n2)
1_(2) •.: 196-211, set. 1972.
5 - CUNHA,. Luís
Luis A. Educação e desenvolvimento social no Brasil.
3. ed. Rio de Janeiro, F. Alves, 1978. 291 p.
6 - A ESCOLA- pouco risonha e menos franca. A Gazeta, Vitória,

3

mar. 19 77. p.
p.22
7 - OLIVEIRA LIMA, L. de. Mutações
Mutaçóes em educação.Petrópolis,

Vozes,

1978, 64 p.
93

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gentilmente por:

�8 - PENNA, C.Victor. La interación-educaciõn
interación •educación -biblioteca-comuni
-blblioteca-comuni
caciõn social, vista por un' bibliotecário. B.Unesco Bibl.
cación
^
28 (6):
(6); 336-40, nov./dic. 1974.
9 - PENNA, C.V, et alii. Serviços de informação e biblioteca.
são Paulo, Pioneira/INL, 1979.
São
10 - POLKE, Ana M.A. A biblioteca escolar e o seu papel na forma
ção do hábito de leitura. R.Esc.Bibllotecon.UFMG,2
R.Esc.Bibliotecon.UFMG,2 (1) :
60-72, mar. 1973.
11 - ROMANELLI, Otalza de O. História da educação no Brasil(1930/
1973). Petrópolis, Vozes, 1978.
19 78. 267
26 7 p.
12 - SINGER, Paul. A crise do "milagre". 2 ed. Rio de Janeiro
Paz e Terra, 1976. 168 p.
13 - WERNECK, Leny. Eles são 20 milhões e não têm o que ler;

to

dos perdem com a falta das bibliotecas escolares. Jornal
do Brasil, Rio de Janeiro, s.n.t.

94

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD 027.625
CDU 001.8]:378

A BIBLIOTECA INFANTO-JUVENIL COMO ALICERCE DO FUTURO
USUÄRIO das
usuArio
DAS bibliotecas
BIBLIOTECAS pOblicas
POBLICAS eE universitArias
UNIVERSITARIAS

Roseli Teresa Silva Leme * (Coordenadora)
Vera Lucia Janela *
Izilda Santos Silva *
Maria Luiza Gomes de Matos *
Maria de Lourdes Del Nero Segall *
Maria Rejane Lima Holanda *
Míriam Edith Bolsoni Pesce *

RESUMO

O trabalho procurou conhecer os hábitos, interesses específicos e di
d^
ficuldades de usuários, que são alunos de 79 e 89 série das Escolas
da Rede Estadual de Ensino de São Paulo.
Os dados para o estudo foram coletados através de questionários, que
foram respondidos pelos alunos das Escolas Estaduais situadas nas Re
giões Administrativas de Vila Mariana e Ipiranga, na cidade de
São
Paulo.
Os objetivos do trabalho são: avaliar a necessidade de melhor
ade
quação das Bibliotecas a seus leitores e programar um serviço formal
e sistemático de educação e treinamento dos usuários.
Visa-se então criar condições para que os atuais usuários
superem
suas dificuldades e possam futuramente estar aptos a frequentar, com
alto aproveitamento, qualquer tipo de biblioteca.
*

Bibliotecária do Departamento de Bibliotecas Infanto-Juvenis
Município de São Paulo.

do

. 95

Digitalizado
gentilmente por:

-

11

12

13

�SUMÄRIO
sumArio

1

INTRODUÇÃO

2

METODOLOGIA

2.1

Planejamento da Pesquisa

2.2

População e Amostra

2.2.1

Quadro da População e Amostra

2.3

Instrumento de Coleta de Dados

3

ANÃLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

4

CONCLUSÃO

5

PROPOSTA

5.1

Itens básicos para implantação do programa
de treinamento bibliográfico
BIBLIOGRAFIA

Digitalizado
gentilmente por:

�1

INTRODUÇÃO
Pouco se tem escrito sobre a função educativa das Bibliotecas

Infanto-Juvenis de São Paulo.

Alguns trabalhos, entre outros,

abor

daram este assunto de primordial importância em bibliotecas escola 9.
res^2 e universitárias
universitárias^.
res
O presente trabalho é um estudo piloto e tem por objetivo ava
liar uma situação para formulação de hipóteses que orientarão possíveis trabalhos, fornecendo subsídios necessários para tal.
Não estamos verificando hipóteses sobre hábitos de leitura
não há a preocupação de se conhecer a percentagem da população

e
que

não frequenta bibliotecas e os motivos pelos quais não o faz.
O objetivo central do estudo é determinar, cora
com base nas res postas dos entrevistados, quais suas necessidades, interesses espec^
ficos e ainda quais as dificuldades que encontram quando

procuram

utilizar o acervo das Bibliotecas Infanto-Juvenis mais próximas.
2
,2.1

METODOLOGIA
Planejamento da Pesquisa
A área delimitada para estudo está situada nas Administrações

Regionais de Vila Mariana e Ipiranga, no Município de São Paulo.
A escolha recaiu nesta área porque há três Bibliotecas Públicas Infanto-Juvenis e um potencial de usuários significativo, representado pelos alunos de estabelecimentos de Estado da Rede Oficial.
•3
Para a realização da pesquisa foram escolhidas as dez escolas
mais próximas das três bibliotecas mencionadas.
Na Fig. 1, estão representadas as Administrações Regionais de
Vila Mariana e Ipiranga, bem como a área delimitada para estudo e

a

97

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�distribuição de bibliotecas e escolas estaduais.
2.2

População e Amostra
A apopulação alvo da pesquisa é formada pelo total de alunos

de 79 e 89 séries do período diurno dos 10 estabelecimentos de ensino englobados pela área delimitada.

tFlg.
tFig. 1)

Foram escolhidos apenas os alunos de 79 e 89 séries

porque

constituem uma população que mais provavelmente frequentou de maneira sistemática uma ou várias bibliotecas durante sua vida escolar.
2.2.1

Quadro:

População e Amostra
POEULAÇSO
POEULAÇSD E AMDSTRA
Ibtal Quest.
Oiest.
Respondidos
Pespondidos

Total Alunos
Matrlculcrios
Matriculados

Porcentagem
Porcentagem

1. Escola E.stadual
E.stad\MT de I Grau
"Fabiane Lozano"
"Fabiano

147

168

87.5
87,5

2. Escola Estadual de I Grau
"Marefchal Floriano"
Floriane"

136

175

77,7
77.7

3. Escola Estadual de I Grau
"Lasar Segall"
"lasar

194

231

84,0
84.0

4. Escola Estadual de I Grau
"Professor Pedro Voss"

97

108

89,8
89.8

5. Esoola
Escola Estadual de I Grau "Profa.
Vfeldcmira CoUaço Balrão"
Vfaldcmira
Bairão"

50

59

84,7
84.7

6. Escola Estadual
E.stadual de I Grau "Cel.
Pau
Rau Humaitá Villa
Vllla Nova"

110
UO

184

59,8
59.8

7. Escola
Esoola Estaducú.
RqtadiHl de I e II Grau
"Antonio Alcântara Machado"

88

320

27,5
27.5

8. Escola Estadual
F.stadiial de I Grau
"Erico de Abreu Sodré"
"firlco

136

149

91,3
91.3

9. Esoola
Escola Estadual de I e II Grau
"Prof. Poldão
Roldão Lopes de Barros"

175

224

78,1
78.1

85

102

83,3
83.3

1218

1720

70,8

Ncme das Escolas

10. Esoola Estadual de I Grau
"Professor Gemes Cardim"
TCTAL
TCrCAL
98

Digitalizado
gentilmente por:

III
-li/ 0

11

12

13

�CIDADE DE SAO
SAD PAULO
ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS DE VILA
MARIANA E IPIRANGA
BIBLIOTECAS INFANTO-JUVENIS E ESCOLAS PRÓXIMAS

SANTO
AMARO

CONVENÇÕES
■
□
■
O

Divisa
Diviso de Administrações Reglanais
Regionais
Areo delimitado
delimitodo pelo estudo
Bibliotecos Infonto-Juvenis
Bibliotecas
Infonto - Juvenis
Escolas Estaduais de 1^ e 2^ graus

gg
99

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gentilmente por:

-li/

�2.3

Instrumento de Coleta de Dados
Para obtenção de dados foi montado um questionário, que

foi

preenchido pelos próprios alunos de 79 e 89 séries, das Escolas

da

rede estadual de Ensino.
Os questionários foram entregues aos alunos através da Orientadora Pedagógica de cada estabelecimento.
As questões em sua maioria contém perguntas de alternativas
fixas.

Algumas questões foram elaboradas na forma de questão aberta,
•
para que o entrevistado pudesse dar sua opinião pessoal sobre Itens
considerados importantes para atender aos objetivos do trabalho.
3

anAlise e discussão dos resultados
Para efeito de análise optamos pela apresentação dos resulta-

dos em forma de tabelas e os resultados obtidos para cada questão re
ferem-se ao total de amostra, representado pelo somatório dos alunos
de 79 e 89 séries dos estabelecimentos de ensino pesquisados.
Para facilitar a composição dos quadros, foram empregadas abre
viaturas.*
Questão 1 - Você frequenta bibliotecas?
Séries
séries

não

s.r.

N

%

N

%

N

%

593

89,6

68

10,3

1

0,1

89

516

92,8

36

6,5

4

0,7

TOTAL

1109

91,0

104

8,5

5

0,4

79

BIJs
L
KN
n.s.a.
s.r.

sim

-

bibliotecas infanto-juvenis
leitura
número de respostas obtidas
não se aplica
sem resposta

100

Digitalizado
gentilmente por:

�0o quadro acima mostra um percentual bastante elevado de

re£
res

postas afirmativas, o que dá uma indicação segura de importância

da

Biblioteca Pública Infanto-Juvenil na vida do estudante da comunidade.
Os 1218 questionários respondidos indicam que 91,0%

desses

alunos entrevistados frequentam as três Bibliotecas Infanto- Juvenis
escolhidas para o estudo.
Questão 2 - Com que finalidade?
Series
79

Atividades

89

total
TOTAL
%

N

%

6

1,1

20

1,6

4,7

17

3,1

48

3,9

462

69,7

424

76,2

886

72,7

pesquisa e 1. livre

45

6,8

32

5,7

77

6,3

1. livre e recreação

7

1,1

2

0,4

9

0,7

pesquisa recreação

10

1,5

14

2,5

24

2,0

todas alternativas

21

3,2

24

4,3

45

3,7

4

0,6

1

0,2

5

0,5

68

10,3

36

6,5

104

8,5

N

%

recreação

14

2,1

1. livre

31

pesquisa

s.r.
n.s.a.

N

As Bibliotecas Infanto-Juvenis, do Departamento de Bibliote cas Infanto-Juvenis da Prefeitura Municipal de São Paulo, oferecem a
seus usuários várias atividades ligadas â leitura e outras ligadas âã
receração.
Verifica-se que um dos motivos mais fortes que levam o entrevistado a frequentar bibliotecas é a necessidade de fazer suas pes quisas escolares.
101

Digitalizado
gentilmente por:

-

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102

Digitalizado
gentilmente por:

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JJJJ.
Clereaclaracnto

Questão 3 - Em que época mais a frequentou?*

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Dj^O s
P
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P|5?

�Questão 4 - Você vai ã biblioteca por quais motivos?
Series
79

Motivos
não disponho de material
éê mais agradável
posso trabalhar em grupo
outros motivos

TOTAL

89

N

%

N

%

N

%

288

43.4

262

47,1

550

45,1

96

14.5

59

10,6

155

12,7

148

22,4

139

25,0

287

23,6

62

9,4

60

10,8

122

10,0

68

10,3

36

6,5

104

8,5

A importância das bibliotecas para os estudantes é evidencia
da pelos resultados que este quadro apresenta.
Portanto, orientá-los para que possam usufruir mais proveito
samente de tudo o que elas lhes oferecem é tarefa que merece espec^
al atenção.
Alé, dos Itens citados no quadro acima resumiu-se outros

mo

tivos que levam a criança ã biblioteca.
- a tranquilidade e o silêncio
- um acervo maior âã disposição
- recreação

103

Digitalizado
gentilmente por:

�Questão 5 - Quando você vai ã biblioteca fazer uma pesquisa
informe quais os assuntos mais frequentes.
Series
7&lt;?
79

Assuntos

89

N

%

N

%

ciências

245

19,2

208

18,8

história

400

13,4

312

28,2

geografia

222

17,5

238

21,5

O.S.P.B.

-

-

70

6,3

ed. trab.

18

1,4

19

1,7

mat./port.

66

5,2

46

4,1

literat.

26

2,0

15

1,3

6

0,5

6

0,5

biografia

28

2,2

10

0,9

datas cívicas

36

2,8

4

0,4

100

7,9

113

10,2

artes

21

1,6

20

1,8

s.r.

38

3,0

11

1,0

n.s.a.

68

5,3

36

3,2

atualidades

assuntos variados

1274

TOTAL

1108

De grande importância são os dados constantes neste quadro co
mo subsídios para melhor adequação do acervo às
ãs necessidades dos con
sulentes.
Conclui-se também que o acervo atual éê adequado, porque

in

clui ampla variedade de assuntos de interesse imediato dos usuários.
Quase sempre os assuntos buscados referem-se a pesquisas
riculares solicitadas.
104

Digitalizado
gentilmente por:

cur

�Questão 6-0 material (enciclopédias,
{enciclopédias, livros didáticos,
nuais, recortes) necessário ã sua pesquisa ou

ma
e£
es

tudo, você encontra na bibliotecas
Series
Séries
Alternativas

TOTAL

89

79
N

%

N

%

N

%

sempre

282

42,6

201

36,1

483

39,6

frequentemente

266

40,2

290

52,2

556

45,6

38

5,7

26

4,7

64

5,2

nunca

2

0,3

-

2

0,2

s.r.

6

0,9

3

0,5

9

0,7

68

10,3

36

6,5

104

8,6

raras vezes

n.s.a.

Possuir aceirvo
acervo adequado às
ãs exigências'
exigências de seus usuários êé

fa

tor principal para que a biblioteca seja eficiente e cumpra sua

fun

ção social.
O0 acervo das B.I.J.s, objeto de estudo, está satisfazendo qua
se que plenamente as necessidades dos leitores, como mostra o quadro
acima.
Questão - Você recebe instrução na escola de como proceder pa
ra fazer sua pesquisa na biblioteca?
Alternativas

Series
79

89

TOTAL

N

%

N

%

N

%

sim
Sim

80

12,1

62

11,1

142

11,6

não

259

39,1

284

51,1

543

44,6

ãs vezes

300

45,3

205

36,9

505

41,5

23

3,5

5

0,9

28

2,3

s.r.
S.r.

105 .

cm

i

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

can
2yst e m
0

11

12

�A falta de correta orientação bibliográfica dos

professores

aos alunos, com referência às pesquisas a serem feitas, faz com que
caiba ãs bibliotecas o encargo de orientar seus consulentes na real^
reali
zação de seus trabalhos.
Questão 8 - Assinale com um X o tipo de orientação que é dada:
Séries
Tipos de Orientação

8&lt;?
89

79
7&lt;?

TOTAL

fornecem nome do autor

77

11,6

45

8,1

122

10,0

fornecem somente assun
to da pesquisa
tnfpLquisr
“

^85
285

,
43,1

...
204

,, _
36,7

...
489

.. ,
40,1

orientam como encontrar material na bibl.

40

6,0

21

3,8

61

5,0

não fornecem orientaorieiii-ações

208

31,4

216

38,8

424

34,8

52

7,8

70

12,6

122

10,0

.

Pode-se concluir que os alunos vêm das escolas sem uma orien-

tação bibliográfica, por mínima que seja, e que lhes permita um ra zoável aproveitamento dos recursos disponíveis na biblioteca.
Questão 9 - Você é capaz de encontrar sozinho o assunto
sua pesquisa?
Series

Alternativas

79
7&lt;?

89
8&lt;?

TOTAL

N

%

N

%

N

%

sim

195

29,5

.218
218

39,2

413

33,9

não

&gt; 48

7,2

45

8,1

93

7,6

ãs vezes '390
390

58,9

278

50,0

668

54,8

4,4

15

2,7

44

3,6

s.r.

29

106

Digitalizado
gentilmente por:

de

�A maior parte dos alunos entrevistados demonstrou insegurança
insegurançar
na sua capacidade de localizar sozinho o assunto de sua pesquisa. Es
E£
ta insegurança vem do fato de não conhecerem os procedimentos bási COS para localização do assunto do seu interesse.
Questão 10 - Como você faz para localizar o assunto de

suas

pesquisas?
Séries
Alternativas

79

pelo guia de assuntos
das estantes
pede ajuda aos
funcionários
através dos catálogos

89
N

%

93

14,0

111

20,0

2,04

16,7

383

57,8

295

53,0

678

55,7

19

2,9

39

7.0
7,0

58

4,8

7

1,3

7

0,6

4,1
4.1

64

5,2

10

0,8

197

16,2

outros meios
pelo guia das estantes
e ajuda do funcionário

41

6,2

23

s.r.

10

1,5

-

116

17,5

81

n.s.a.

TOTAL

14,6

A maioria dos estudantes consultados (55,7%) optou pela ajuda
dos funcionários quando da localização do assunto de sua pesquisa, o
que demonstra desconhecimento das normas básicas para consulta

numa

biblioteca.
Ressalte-se que a utilização dos catálogos, para o que é

im

prescindivel uma orientação de base, denotou o menor índice percentu
prescindível
al (4,8%) que éê pouco significativo em relação ãâ alternativa

"pede

ajuda aos funcionários".
A falta de iniciativa da criança em valer-se do guia das

es

tantes está perfeitamente indicada no baixo percentual (16,7%).
107

Digitalizado
gentilmente por:

�Estes resultados tornam-se mais alarmantes considerando-se se
rem as séries consultadas (79 e'
e 89) as duas últimas que permitem

a

frequência do estudante ã biblioteca infantil e consequentemente

a

ajuda do funcionário.
ajuda'
Questão 11 - Você sabe o que êé um catálogo ou fichário
fichãrio de uma
biblioteca?
Series

sim

s.r.

nao

N

%

N

%

N

%

79

315

47,6

322

48,6

25

3,8

89

293

52,7

248

44,6

15

2,7

TOTAL

608

49,9

570

46,8

.40

3,3

Pelo resultado acima obtido, verifica-se que um considerável
fichário ou catálogo, mas 46,g%
46,8% ainda o des
de£
contingente sabe o que êé fichãrio
conhece, ou seja, apenas metade dos usuários entrevistados

conhece

um fichãrio.
fichário.
Questão 12 - Você sabe consultar os catálogos (fichârios)
(fichários) das
bibliotecas?
Series

sim

nao

n • s «'â •

s.r.
S.r.

N

%

N

%

N

%

N

%

79

251

37,9

67

10,1

322

48,6

22

3,3

89

244

43,9

57

10,2

248

44,6

7

1,3

TOTAL

495

40,6

124

10,2

570

46,8

29

2,4

Da questão 11 verificou-se que aproximadamente 50,0% dos
nos conhece fisicamente os catálogos.

alu

Por esta questão, (n9'12), vê

-se que apenas cerca de 40,0% do total de usuários sabe consultar os
catálogos.
108

Digitalizado
gentilmente por:

�Questão 13 - Onde aprendeu a usar os catálogos?
Series
Séries

escola
biblioteca
esc/bibl.
escola
biblioteca
esc/bibl.
s.r.
n.s.a
%
N%N%N%N%N%
%
N
%
N
%

79

34

5,1

219

33,1

89

18

3,2

220

39,6

4

0,7

9

TOTAL

52

4,3

439

36,0

4

0,3

29

20'
20
3,0

*

389

58,8

1,6

305

54,9

2,4

694

57,0

Na questão 12 ficou evidenciado que apenas cerca de 40,0%

do

total de usuários sabe utilizar o catálogo.
Observa-se pela tabela desta questão que 36,0% do total

de

usuários aprendeu a consultar os catálogos na própria biblioteca.
Isto significa que a atuação das bibliotecas, no tocante ao

ensino

da técnica de utilização dos catálogos, é preponderante, porque 88,7%
dos alunos que- usam normalmente os ficháriòs
ficháriós aprenderam a fazê-lo na
biblioteca.
Questão 14 - Qual sua opinião sobre os catálogos (ficháriòs)
(ficháriós)
das bibliotecas?
Series
Séries
Alternativas

79

TOTAL

89

N

%

N

%

N

%

231

34,9

217

39,0

448

36,8

64

9,7
9.7

44

7,9

108

8,9

6

0,9

4

0,7

10

0,8

opinião pessoal

21

3,2

19

3,4

40

3,3
3.3

s.r.

18

2,7
2.7

24

4,3

42

3,4
3.4

322

48,6

248

44,6

570

46,8

melhor melo
meio de se chegar ao assunto desejado
difíceis db
dh consultar
não sei para que servem

n.s.a.

Pode-se observar que, entre aqueles que sabem usar os catâlocatálo109
.109

Digitalizado
gentilmente por:

�gos, a grande maioria conhece também a sua utilidade
utilidade.
Isto demonstra que receberam a orientação correta e completa
sobre este meio de recuperação da informação.
Questão 15 - Você acha necessário que se dê uma orientação
prévia sobre a melhor maneira de se usar os re cursos da biblioteca?
sim

Series

s. r.
s.r.

nao

N

%

N

%

N

%

79

605

91,4

31

4,7

26

2,9

89

526

94,6

22

4,0

8

1,4

1131

92,9

53

4,3

34

2,8

TOTAL

O grande percentual de respostas afirmativas demonstra a

ne

cessidade urgente de orientação para os usuários, sobre técnicas

de

recuperação de informação.
Questão 16 - Em que lugar deveria ser dada esta orientação?
Séries
Siries

escola
N%

biblioteca

esc/bibl.
escAiibl-

s.r.

n.s.a.

N%N%N%N%

79

362

54,7

209

31,6

40

6,0

20

3,0

31

4,7

89

333
33359,9

166

29,8

33

5,9

2

0,4

22

4,0

TOTAL

695

475

30,8

73

6,0

22

1,8

53

4,3

57,1

As respostas
resfjostas a este quesito indicam a preferência dos interes
intere£
sados em receber, na escola, a orientação sobre como utilizar o mate
rial da biblioteca.
Esta percentagem (51,0%) revela a importância que o

escolar

desta faixa etária atribui ã entidade escola, como fonte de informação e orientação.
110

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�A perfeita integração educacional do usuário é atingida quan
do há um entrosamento entre a escola como elemento básico e a biblio
teca como elemento complementador indispensável.
Questão 17 - A biblioteca é importante para você?
Séries

sim
N

%

79

620

93,6

89

535
1155

TOTAL

s .r.
s.r.

nao
%

N

%

23_
23,

3,5

19

2,9

96,2

20

3,6

1

0,2

94,8

43

3,5

20

1,6

N

Entre os motivos pelos quais a biblioteca é importante

para

Ds
3S entrevistados, compilou-se os principais:
1) Possui no seu acervo, os livros necessários ãs consultas ,
leituras e demais trabalhos e que são de difícil aquisição.
2) Auxilia aos alunos nas pesquisas e demais trabalhos escola
res.
3) Dispõe de um acervo completo, incluindo recortes de jor
nais, gravuras, que complementam suas pesquisas.
4) Proporciona divertimento, estudo, pesquisa e leitura.
5) Permite fazer reuniões de grupo.
6) Gozjí-se
Goz{i-se de um ambiente ideal para se estudar por ser tranquilo e silencioso.
7) Empresta livros, permitindo a leitura e. consulta em casa.
8) Enriquece os conhecimentos daqueles que a frequentam e

os

desenvolve intelectualmente.

111

Digitalizado
gentilmente por:

�4

CONCLUSÃO
Fatos constatados:
1) Há grande procura das B.I.J.s. por parte dos estudantes
das escolas estaduais próximas.
2) As bibliotecas escolares da área são deficientes.
3) Os estudantes não recebem orientação básica para poder

fa

zer suas pesquisas bibliográficas.
4) Metade dos estudantes pesquisados nem sequer sabe o que

é

catálogo ou fichârio
fichário de biblioteca.
5) Os estudantes foram quase unânimes em expressar o

desejo

de receber uma orientação prévia para a realização de suas
pesquisas curriculares.
6) 0 atual acervo das B.I.J.s. revelou-se satisfatório

pela

sua variedade e abrangência.
'sua
7) Os estudantes que receberam orientação nas B.I.J.s., mesmb
e em caráter informal, revelaram alto aproveitamento

e

grande desenvoltura na utilização dos recursos da bibliote
ca.

Por outro lado, aqueles ainda não orientados sentem
senbem -

se perdidos e dependem exclusivamente dos funcionários.
5

PROPOSTA

As B.I.J.s. públicas estão suprindo a deficiência da rede ofi
2
ciai de bibliotecas escolares .
Tendo em vista que as B.I.J.s. têm condições de colaborar
suprir as deficiências das bibliotecas escolares, somos de

e

opinião

que esta participação no processo educativo da criança seria

ainda

mais eficiente se os leitores viessem até elas já de posse de conhe112

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

�cimentos básicos de pesquisa bibliográfica.
Propomos, então, um programa de treinamento bibliográfico dos
estudantes e usuários.
O programa de treinamento seria executado por bibliotecários
da rede de Bibliotecas Infanto-Juvenis, com a participação e colabo
às áreas da Educaração dos órgãos estaduais e municipais, ligados ãs
ção e Cultura.
5.1

Itens básicos para a implantação do programa de treinamento
bibliográfico
1) Elaboração de um programa padrão de trabalho, criado

de

modo a manter a homogeneidade das atividades a serem desen
volvidas pelas várias equipes.
2) Designação de equipes móveis de bibliotecários da rede

de

Bibliotecas Infanto-Juvenis do Município de São Paulo, que
iriam até as escolas e ministrariam as aulas teóricas.
3) Autorização das Secretarias de Educação Estadual e Municipal, para que fósse possível ministrar pelo menos 4 horasaulas, a cada inicio
início de semestre, nas próprias escolas.
escolas, 'ès
E£
tas aulas constituiríam a base teórica.

Após esta fase

o

aprendizado seria completado com aulas práticas nas biblio
blblio
tecas, onde haveriam
tÊcas,
haveríam condições para que todos os leitores
pudessem por em prática os ensinamentos recebidos.
4) Fornecimento de instrumentos de trabalho constituídos

por

Filme Super-8 sobre o Departamento de Bibliotecas InfantoJuvenis, slides e cartazes padronizados.
5)

’ Autorização das B.I.J.s. para que est
fosse aplicado nas próprias bibliotecas da rede, aos usuáãs
rios que não tivessem participado ou assistido âs

aulas
113 .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�nas escolas.
6) Uma divulgação eficiente e metódica do programa de treinamento do usuário, para que houvesse conscientização da sua
importância por parte dos estudantes e usuários em geral.
ABSTRACT
This paper searches to determine the habits, specific interests
and difficulties of young readers, who are 7tt
7tb and 8th grade high
school students of the São
são Paulo State High School Network.
NetWork.
Data for the study were
wete gathered
gathefed through
t^rough questionnaires
questionnaireS that
were filled in by the students of State High Schools located in Vila
Mariana and Ipiranga Municipal Districts of the City for são
São Paulo.
The purpose of the paper was to assess the need of a better
suitability Of Libraries to its readers and to plan a formal and
sistematic training program for users.
It was meant to creat conditions so present users could
overcome their difficulties and be able to attend and take full
advantage of any kind Library in the future.
BIBLIOGRAFIA
1. AGUIARI, C.S.A.L. et alii.
gráfica:
gráfica;
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Curso de técnica de pesquisa biblio-

programa - padrão para a Universid2Kie
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CONGRESSO BRASILEIRO, 99

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114 .

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

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infanto-juvenis de ho

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115

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�CDD
CDU 027.000.37
BASES PARA UMA POLITICA
POLÍTICA EDUCACIONAL PARA AS BIBLIOTECAS
PÚBLICAS: algumas
POBLICAS:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
SUZANA PINHEIRO MACHADO MUELLER
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA
UNIVERSIDADE DE BRASIlIA
BRASÍLIA
RESUMO:
RESUMO;

A educação pode ser vista como um instrumento para

desenvolvimento e para tanto ser dirigida.

Ao aceitarmos

o

como

própria a função educativa para as bibliotecas públicas teremos
que, necessariamente, considerá-las como parte

integrante

do

sistema educacional do país.
pais. Tal ação educativa exigirá definição de seus objetivos maiores, e planejamento, pois ações isola
das, por mais bem intencionadas, não terão significado

social.

A definição de objetivo^
objetivos por sua vez, exige uma tomada de

posi-

ção em relação ã educação em geral. Exige tcimbém
também uma interpreta
ção de necessidades, o que no caso de clientelas de baixa renda
reenforça a necessidade daquela tomada de posição, tendo-se

em

vista a relação existente entre a educação, a economia e a

es-

trutura social. A política educacional brasileira tem apresenta
do contradições que emergem de choques de interesses econômicos
e políticos, contradições óbvias entre as intenções oficiais co
mo.expressas
mo expressas nos planos de desenvolvimento e leis sobre

educa-

ção, e a realidade.
realidade, Éfi destas contradições que se pode

tirar

espaço para a atividade educacional bibliotecária.

política

A

o

de ação educativa para as bibliotecas não
nao pode ser desvinculada
da política educacional total, assim como esta não pode ser entendida independentemente da política econômica e da

estrutura

do poder. Embora educação por si só não seja capaz de nos levar
a uma sociedade mais jus'ta,
jus-ta, pode contribuir muito para a formação de um cimbiente
ambiente mais propício
propicio para que cheguemos lã.
lá.
116

Digitalizado
gentilmente por:

�BASES PARA UMA POLITICA EDUCACIONAL PARA AS BIBLIOTECAS
PtjBLICAS: algumas
POBLICAS:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

1.

INTRODUÇÃO
introduçKo
A aceitação da função educativa da biblioteca está

plícita no temário deste Congresso,
Congresso. Se aceitarmos

esta

im-

função

como própria da biblioteca pública, seus programas e atividades
deverão ser considerados de acordo com os objetivos educacionais
que vê a educação
a que se propõe. Isto é, através de um prisma
prisma'que
como instrumento
Instrumento de desenvolvimento individual e nacional, e no
nosso caso, a partir da perspectiva das necessidades

brasilei-

ras, sobretudo das populações urbanas mais pobres, já que éê eses
ta a realidade que nos interessa. Pois assim como a educação e£
colarlzada pode ser considerada como instrumento para o
colarizada

desen-

volvimento e para tanto ser dirigida, também a educação

extra-

escolar como a que se poderia oferecer através da biblioteca po
r
de ser mainlpulada
mcinipulada segundo os objetivos que se queira conseguir.
Desta forma, um conhecimento inicial do sistema educacional bra
sileiro
slleiro apoiado em conhecimento teórico da relação entre educação e desenvolvimento se faz absolutamente necessário como base
para qualquer planejamento de serviços bibliotecários com fins
educativos específicos, como os implícitos pelo

temário'
temário deste

Congresso.
2.

BIBLIOTECA POBLICA E EDUCAÇÃO
Hlstoriccunente foi a crença nas possibilidades
Historicamente

da bi-

blioteca como agente da educação que motivou o aparecimento das
117

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�bibliotecas públicas como entidades sustentadas pelo Estado e
"dirigidas
dirigidas às camadas mais pobres da população urbana.

O ponto

que se quer dar ênfase neste trabalho ficará mais claro

com o

exemplo da biblioteca pública Inglesa,
inglesa, cuja autorização oficial
pelo Parlamento se deu em 1850. Ao lado dos sentimentos altruls
tas que motivaram os pioneiros de uma biblioteca aberta
2d}erta pãba
pata o
povo, outros sentimentos, de natureza bem diversa, contrlbulrcun
contrlbulrêun
com Igual,
igual, senão maior peso para a sua aprovação. Pois a propo£
ta teve como defensores não só aqueles que viam na educação

e

no acesso ãâ informação
Informação um direito de todos os cidadãos, mas tam
taim
bêm aqueles que viam na biblioteca pública uma alternativa mebém
nos drástica para a lel
lei da universalidade do ensino.^

Para es-

tes, a biblioteca oferecia ainda a vantagem de permitir um ace£
so ã informação
Informação estrltamente
estrltcunente controlado e dirigido para a fom^
ção de uma faixa de tr2d&gt;alhadores
trabalhadores necessária para a

indústria,
Indústria,

além de, esperavam, contribuir para a melhoria do comporteunento
comportamento
público. Mesmo,
Mesmo o penséunento
pensamento liberal de auto-ajuda e

liberdade

de escolha que tanto impulsionou
Impulsionou o desenvolvimento da blblloteca pública no seu Iniclo,
inicio, nos parece hoje um tanto Ingênuo.
ingênuo.
Keste tr2d&gt;alho
Neste
tr€d&gt;alho pretendemos apresentar alguns pontos relativos ãâ educação como função das bibliotecas públicas, com a
finalidade de alertar para necessidade de uma definição

clara

dos objetivos que se pretenda conseguir. Achcunos que um planeja
inicial, flexível, mas entrosado no contexto maior do pro
mento Inicial,
pzo
blema educacional êé essencial a qualquer ação educativa pelas bi
U
bllotecas. Pois ações Isoladas, por mais recomendáveis

em sl,
si,

não terão efeito social significativo. Para que haja alguma dian
chan
ce de sucesso ê necessário sobretudo a compreensão ampla da fun
ção a ser desempenhada, dentro dos limites Impostos
impostos pela nature
118

Digitalizado
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-li/

�integremte do sl£
si£
za de uma biblioteca, agora considerada parte Integreinte
tema educacional e cultural do pais.
país. Portanto, como parte deste
sistema, a ação educativa da biblioteca, assim como a

da esco-

la, será dirigida para atingir determinadas metas. Seus serviços deverão corresponder às necessidades de suas clientelas. No
país marcado por diferenças geográfi
geográf^
entanto, sendo o Brasil um pais
cas e sociais tão grandes, as bibliotecas públicas
reconhecer e Interpretar
interpretar necessidades das clientelas
cas a que Irlam servir. E é justcimentè nesta

terlam que
específiespecifi-

Interpretação
interpretação

de

necessidades, especlalmente quando consideramos as camadas
ccimadas mais
pobres, que está o ponto crucial para as decisões que serão tomadas. A Interpretação
interpretação das necessidades de informação
Informação e os obje
ti VOS dos serviços
tlvos
seirvlços que seriam prestados, vai exigir uma

tomada

de posição com relação aos objetivos da educação em geral. Embo
ra mais flexíveis quando comparados a programas

escolares,

serviços bibliotecários não podem se Isentar de uma
xima

os

definição

dos seus objetivos sociais, sob pena de se tomarem
tornarem irrelevantes.
3.

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
EDUCAÇXO
A relação fundamental que existe entre educação, a eco-

nomia e a estrutura social é hoje levada em consideração

pela

maioria dos países, industrializados ou não. Nos países em desenvolvimento tem se tentado aplicar a educação como instrumento para o desenvolvimento e transformação social, prlnclpalmenprincipalmente voltado
voLtado para a formação de mão de obra e- a modernização

só-

cio-cuitural.
clo-cuitural. Tradicionalmente, porém, a educação tem desempenhado um papel de seleção e um meio
melo de ascensão social.^
De qualquer forma, quase todos os países tem atribuído
119

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�ã educação o papel de fomentar e possibilitar o desenvolvimento
social e econômico. Segundo Cunha, a educação tem sido reconhecida como uma variável política estratégica, podendo ser usada
para itensificar o crescimento da renda nacional, para produzir
a modernização, ou para construir uma sociedade mais justa. 4
Como fator intensificador da renda nacional, a educação
seria dirigida para formar recursos humanos qualificados, nece^
neces
sários ãà produção. Já os teóricos da modernização, que considesârios
ram o estágio cultural e educacional de uma sociedade como

fa-

tor responsável pela possibilidade de modernização, viram na educação o meio de forçar a evolução de um estado primitivo, tra
t
dicional não industrializado, para um estado mais adiantado, in
dustrializado. A educação teria o papel de criar novas atitudes
e comportamentos "favoráveis" àã modernização, erradicando hábitos tradicionais,
tra(Jicionais, não desejáveis. Para Cunha, aquele seria o "es
"e£
pírito de empresa".^
pirito
Na terceira alternativa, a educação é vista como um ins
trumento capaz de produzir alterações na estrutura da sociedade,
reorganizando-a de forma mais justa, de forma que cada

indiví-

duo teria a oportunidade de se desenvolver conforme seus
tos e motivações. Uma das correntes que vê este como

méri-

sendo

papel principal da educação, a corrente liberal, cujas

o

origens

vêm dos ideólogos da Revolução Francesa, atribui ã educação um
papel equalizador da sociedade. Ainda segundo Cunha, este seria
o pensamento que mais se aproxima da política educacional
cialmente adotada no Brasil, como expressa em seus

ofi-

documentos.

As razões da contradição evidente entre o que ê proposto oficioflcialmente e a realidade, êé interpretada como o resultado de

cho-

ques de interesses entre o poder político e interesses econõmieconômi120

Digitalizado
gentilmente por:

�cos, Se as bibliotecas públicas pretendem contribuir para
COS.
nar a educação de fato acessível à maior parte dos

tor-

brasileiros

sig_
em qualidade e duração, se pretendem participar ativamente e sig.
nificantemente do sistema educacional, então se faz

necessária

a formulação clara de seus objetivos, emanados de um entendimen
to e posicionamento em relação ã estrutura educacional. 0O conhe
cimento das características principais desta estrutura se

tor-

na, portanto, necessário.
4.

A EDUCAÇSO
EDUCAÇÃO NO BRASIL
A história da educação no Brasil tem suas

origens

nos

tempos coloniais, e, segundo alguns autores, pouca coisa foi mu
dada na maneira de encará-la que nos foi legada pelos jesuítas.
jesuítas,
A evolução de nosso sistema de ensino está intimamente

ligada,

como não poderia deixar de ser, ã nossa herança cultural, è evo
lução econômica do país
pais e ãâ estruturação do poder político.®
político.^
Ao longo de sua história, a educação brasileira tem sido objeto de várias
vãrias reformas e definições, numa tentativa de can
cm
ciliar forças opostas que a influenciam. Em tempos mais

recen-

tes, o ensino brasileiro tem passado por várias
vãrias crises, que ta^
tal.
vez sejam melhor entendidas se consideradas como parte dos acon
tecimentos políticos e econômicos ocorridos desde

1930.

evolução se pode perceber a disputa de facções opostas,

Nesta
cujos

interesses às vezes convergem, mas onde, de forma geral, tem pra
pre
valecido o ponto de vista conservador, favorável a ura
um

controle

quantitativo e qualitativo da expansão do sistema. Assim, através de dispositivos legais diversos, o sistema se tomou
do, seletivo e discriminante, socialmente falando,

rígi-

favorecendo

um conteúdo voltado para o ensino acadêmico que inibiu a expan121

Digitalizado
gentilmente por:

�são do ensino técnico.^
técnico. 7

A crescente Insatisfação
insatisfação despertada pe

lo sistema provocou, já no final da década de 50, pressões forespecial
tes a favor de mudanças. Mas foi a partir dos anos 60, especia^
mente após 1964, com o remanejamento do poder político e a adoçao de um novo modelo econômico, que estas mudanças começaram
ção
começar^ a
ser propostas. O sistema de ensino foi então repensado, numa ten
tativa de adequação aos novos objetivos de modernização e
lhor integração do país
pais no capitalismo ocidental.

As

me-

reformas

sofrereun influência bastante grande dos Estados Unidos
sofrercun

através

de acordos de cooperação para o seu planejamento, mas os resultados e decisões finais obedeceram também aos interesses nacionais como interpretados pelo Governo.
O sistema educacional de um pais, para que possa ser en
tendido com alguma clareza, deve ser considerado no

seu

todo,

isto ê, nos seus diversos níveis e modalidades. Mesmo quando te
mos em mente uma clientela de ensino básico, como ê o nosso caso, se faz necessário um conhecimento da estrutura geral do si£
sis
tema, para que se possa entender as causas prováveis e as impl^
cações das leis e regulamentações que o regem, ou da forma real
que tomam. Por sua vez, o entendimento do sistema como um

todo

exige que o consideremos dentro de um contexto maior, da pollti
pollM
ca econômica e da organização do poder político.

Desta

embora nos limitemos aqui a alguns comentários sobre o

forma,
ensino

básico que nos parecem mais relevantes para este trabalho, deve
ficar claro que o planejamento de serviços bibliotecários
os pretendidos, não poderia ser considerado fora

da

como

estrutura

geral do sistema.
A obrigatoriedade e gratuidade do ensino básico foi determinada pela Constituição de 1949 em 4 anos,

para

todos

os

122

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�brasileiros. Ein
Em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases, e mais
mals

tar-

de, a Constituição de 1969 reformularam
reformulareim esta obrigatoriedade, es
e£
peclflcando as faixas etárias que deveriam
deveríam ser atendidas, atrapecificando
vés do ensino gratuito. Finalmente a Lei de Diretrizes e
de 1971 extendeu a escolaridade obrigatória de 4 para
Esta ampliação trouxe consigo uma extensão da

Bases

8.
8 anos.

responsabilidade

do Estado pelo oferecimento de ensino gratuito em quantidade tal
que nio
não seria possível atender, conforme exigia a lei,
lel, em curto
prazo. No entanto, esta ampliação da obrigatoriedade do

ensino

para 8 anos também
tcimbêm significou uma vontade do estado em aumentar
as possibilidades de acesso e continuidade do ensino, agora vo^
tcunbém para a formação de habilitação profissional, nas
tado tcimbém
tlmas séries do 19 e 29 Graus.
A estrutura do ensino regular não podería absorver o au
mento da demanda ocasionada pela reforma. Havia também o proble
ma representado pelos adultos analfabetos, que o Governo por ra
zões diversas parecia disposto a encarar. Assim, medidas parale
Ias ãà escolarização
escolarlzação regular foram tomadas, com a finalidade

de

expandir a oferta de ensino, através de meios alternativos como
o Movimento Brasileiro de Alfabetização — MOBRAL — o projeto Mi
nerva (rádio) e as televisões educativas. A estrutura atual

do

sistema oficial de ensino básico, com a qual a biblioteca públ^
sls£ema
ca irá
Irã interagir,
Interagir, deve portanto ser entendida como compreendendo o ensino regular através das escolas; e os meios
do_o

alternati-

vos promovidos e sustentados pelo Estado.
Apesar das intenções
Intenções da reforma do ensino de 19

e

29

Graus,^ e do esforço que possa ter sido feito, os dados dispon^
vels mostram
veis
mostreun que estamos ainda longe de alcançar metas

propos-

tas ao sistema educacional. Mesmo uma visão superficial da

si123

Digitalizado
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♦

�tuação escolar aponta desníveis incríveis no acesso e na qualidade do suprimento oficial de ensino. Estes desníveis se refletem no comportamento dos alunos em r'elação ã freqflência,
freqüêncla, àâ época de início,
inicio, desempenho, e evasão escolar. Também não é necessário muito para perceber que as piores escolas e os piores desempenhos ocorrem nas regiões mais pobres das cidades e nos meJos
meios
rurais.
5.

’

BASES PARA A PROGRAMAÇSO
PROGRAMAÇÃO DA AÇXO
AÇÃO EDUCATIVA DAS BIBLIOTECAS
Até agora nos limitamos
limitcimos a uma tentativa de expor certos

aspectos da educação em geral. Principalmente frisou-se o

fato

de que o setor educação não pode ser visto como Independente
independente de
fatores políticos e econômicos, nem a política educacional pode
ser entendida fora deste contexto. Na maior parte das vezes,

e

assim tem sido no Brasil, a política educacional serve a objet^
objetl
vos políticos e econômicos, cedendo ãs
às pressões mais fortes. O0ra é instmmento
Instrumento perpetuador da situação vigente, ora é dirigida a conseguir determinadas mudanças de comportamento e atitude
que se julga política — ou economiccimente
economicamente desejáveis. Sendo que
o tema deste trabalho diz respeito a uma camada
Ccimada especifica
específica
sociedade, junto a qual a biblioteca terla
teria uma função

da

educati-

va, ela, como a escola, estará sujeita as mesmas Influências
influências

e

fatores que determinam o sistema como um todo. As bases para um
programa de ação para estas bibliotecas não poderão,
progrcima

portanto,

ser desvinculadas da política educacional, sob pena de não
brevivência.

so-

'

Assim, como ponto de partida, voltcunos
voltcimos a chamar a atenção para a importância de um estudo preliminar da política
desenvolvimento nacional, fi das contradições entre os piamos
piemos
124 .

Digitalizado
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de
e

�intenções declaradas para o setor educação, e a forma como dela
se servem os outros setores para criar condições favoráveis para atingir suas metas que surgirão os pontos de apoio para a de
finição da ação educativa para as bibliotecas, inclusive a iden
tificação de objetivos prioritários.
A existência de documentos oficiais cujos conteúdos são
consonantes com alguns dos objetivos que se pensa possível e de
sejável conseguir através das bibliotecas públicas, dá às bibl^
otecas a possibilidade de legitimar, junto ã administração

na-

cional, um plano de ação, como se deles decorrente. Um bom exem
pio de tais documentos são os Planos Nacionais de Desenvolvimen
to. 0O III Plano Nacional de Desenvolvimento explicitou os objetivos e linhas de atuação governamental para o período de 19801985.^^
1985.^®

Ainda que este plano seja apenas documento de

inten-

ções, não oferecendo maior compromisso para execução do exposto, seu conteúdo com relação ao setor educação poderia ser bem
explorado como uma base oficial necessária ao plano de ação das
bibliotecas, possibilitando reivindicações de apoio. Veja-se,
por exemplo, que entre as cinco prioridades fundamentais listadas pelo III PND para o setor educação, cultura e desportos, e^
tão:
" - educação nas periferias urbanas, procurando

condi-

ções mais efetivas de democratização das oportunidades, bem como visando àã redução de tendências seletivas contrárias às popu
lações pobres urbanas, especialmente quando migrantes."
" - desenvolvimento cultural, inclusive,
inclusive como cimbiente
ambiente
próprio de educação em sua dimensão permanente,

privilegiando-

-se as manifestações de criatividade comunitária de estilo

não

elitista."
125

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�o0 documento declara também que "...as
"... as prioridades se con
centram na educação básica eé na promoção cultural" e que a política do setor será vista e administrada como atividade comprometida com a cultura brasileira, "instrumento
"Instrumento de democratização de
oportunidades e de melhoria de distribuição de renda, com ênfase
voltada para os objetivos da universalidade de ensino básico e
qualificação de recursos humanos para o desenvolvimento nos
quallflcaçáo

di-

versos níveis e áreas."
6.

CONCLUSÃO
É claro que no momento em que se aceita e se toma a dec^

são de desenvolver ação educativa através da biblioteca, assume-se também uma posição em relação ãà educação como instrumento
Instrumento pa
ra o desenvolvimento individual e nacional, ainda que tal tomada
de posição não seja formulada. Ao se pensar nas atividades

pro-

priamente ditas que seriam
sericim desenvolvidas, a consciência deste po
sicionamento se tomará indispensável. A biblioteca, pela sua na
slclonamento
tureza, tem a capacidade de ultrapassar as ações mais

limitadas

do ensino regular fornecido pela escola, porque não se atém a cvm
cur
rículos ou conteúdos prê-estabelecldos.
prê-estabelecidos. Por isto mesmo, se toma
mais importante ainda que seus objetivos educacionais maiores se
jam identificados com multa
muita clareza. Fará multa
muita diferença para a
orientação que se pretende dar às atividades da biblioteca se as
prioridades forem, por exemplo, a preparação para o trabalho,
mudança de hábitos e adoção de novos valores e atitudes

a

visando

determinados objetivos econômicos ou políticos, ou a reorganização da vida social através da aprendizagem, da participação Ind^
vidual nas decisões nacionais,
vldual

da tomada de consciência de

seu

próprio valor, do estimulo
estímulo àã criatividade e a formulação de asp^
aspi
126 .

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�rações individuais e coletivas.
fi evidente que grandes mudanças sociais, ou mesmo a ascensão social ou a renda não se dará

somente

pela

preparação

profissional, pelo acesso àã educação ou a informação.
informação, fiÉ evidente que tanto a escola quanto a biblioteca não resolverão os pro
blemas sociais. Mas nem tão pouco serão estes problemas resolv^
dos por decisões de governo, apenas. Segundo Pedro

Demo^^,

"a

história dos países industrializados revela que o projeto de re
dução da pobreza teve como característica maior a

articulação

política do trabalhador... estabelecendo o ambiente democrático
da negociação conjunta."

Ora, a aquisição da capacidade de de-

fender seus direitos e expressar aspirações depende, em boa par
-^ducação e ã informação.
te, de acesso a ■'ducação
0 que nos interessou neste trabalho, foi introduzir alguns tópicos que nos parecem importantes quando se pensa na biblioteca pública como capaz de desenvolver uma ação

educativa.

Tradicionalmente se tem considerado a biblioteca como neutra, e
de certa forma, a própria informação tem assim sido considerada.
Mas no momento em que se aceita uma responsabilidade educativa,
tal neutralidade não é mais possível.
A proposta para uma política de ação educativa da bibli
oteca, além de se condicionar ao âmbito de ação próprio

ã

sua

natureza, deve estar condicionada às possibilidades

e

do sistema educacional, assim como este sistema

condiciona

se

limites

ao sistema econômico e político.
político.’ Mas dentrò destes limites,

e

principalmente, das contradições encontradas é que, nos parece,
poderiamos buscar espaço para a ação das bibliotecas. Ainda que
não seja possível, realisticamente, atingir metas de uma sociedade inteiramente justa e equalitãria, a biblioteca, como a es127

Digitalizado
gentilmente por:

�cola, pode contribuir com seus serviços para que as chances de
autovalorização, acesso à renda e ascensão social, sejam mais
bem distribuídas.

128

Digitalizado
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�BIBLIOGRAFIA E NOTAS
1. A lei da educação universal sõ
só foi aprovada na Inglaterra no
final do século XIX.
2. A este respeito veja, por exemplo, Jevons Stanley. The ratio
nale of Free Public Libraries. In. GERARD, David. Libraries in society. London, Bingley, 1978. p. 16-20. Jevons,
rias
em um artigo datado de 1881, defende as bibliotecas públicas como bom investimento, cujos dividendos em forma de um
melhor comportamento público, iria significar menores gastos com policia, prisões, asilos e cortes de justiça, com
a vantagem de oferecer um "divertimento sadio, inocente".
3. ECHEVARRIA, Jose
José Medina. Funções ,da
da educação no desenvolvimento. In: PEREIRA, LUIZ. Desenvolvimento, Trabalho e Educagão. 2.ed. Rio de Janeiro, 1974, p. 17-29.
ducação.
4. CUNHA, Luiz Antonio. Educação e desenvolvimento social
no
Brasil. 5.ed.
S.ed. Rio de Janeiro, F. Alves, 1980. 218p. p.l623.
5. CUNHA, L. A. op.cit., p. 13.
6. ROMANELLI, Otalza de Oliveira. Histõria
História da educação no Brasil, 1930/1973. Petrõpolis, Vozes, 1978, 276p. p.l3.
7. ROMANELLI, O. de O. op.cit., p. 16.
• 8. ROMANELLI, O. de O. op.cit., p. 257.
9. ROMANELLI resumiu os principais pontos da reforma de 1971 nos
seguintes itens:
itens; extensão da obrigatoriedade escolar para 8
anos; eliminação de parte do esquema seletivo das escolas;
eliminação do dualismo educacional (ensino secundário x ensino profissional; profissionalização em nível médio; coope
ração das empresas na educação; Integração geral do sistema
educacional desde o 19 grau aò
ao superior. ROMANELLI, O. de O.
op.cit., p. 253.
10. BRASIL. Presidência. Plano Nacional de Desenvolvimento, III.
1980/1885. Rio de Janeiro, IBGE, 1980. p. 67.
129

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�11. DEMO, Pedro. Política social de educação e cultura. Educação, Brasília,
Brasilia, MEC, £9^ (33): 65-80, jan/mar. 1980.

Abstract: The educational function as a pviblio
public libray activity
will require a definition of purposes in relation with the
wider objectives of education itself. In its turn, this
identification is possible only when educational policies are
Identification
seen as a result of the economic and political interests of
the Government, responsible for administering education.
Educational policies in Brazil presents incongruências
incongruencies which
can only be understood when seen as part of the whole
national context, cultural, political and economic. Public
libray policies may find bases and inspiration in the
differences between Government intentions and the real
situation.

130

Digitalizado
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�CDD - 307.76072
CDU - 02:303.425.3
UTILITÄRIA;
BIBLIOTECA, COMUNIDADE E INFORMAÇÃO UTILITARIA;
um estudo de como circula a informação
utilitária no bairro da Pompéia em Belo Horizonte
Ana Maria Athayde Polke/CRB-6/4
Prof. Adjunto da Escola de Bibliot£
conomia da UFMG
Deisa Chamahum Chaves
Madalena Sofia Hitiko Wada/CRB-8
Selma Azevedo de Carvalho Alcici/CRB-6
Alunas do Curso de Pós-Graduação em
Administração de Bibliotecas da E£
cola de Biblioteconomia da UFMG.

Estudo exploratório realizado no Bairro Pompéia,
Belo Horizonte, tendo o objetivo de verificar como
a informação utilitária circula na comunidade,quais
são as informações
informaçóes necessárias ao seu dia-a-adia e
nue tipos de dificuldades enfrentam na sua busca.
respostas mostraram que a informação mais u
As respostas,
tilizada por essa população ê a informação
oral,
obtida de vizinhos, amipos e parentes. Nas camadas
de nível sício-econômico
sácio-económico mais alto, a informação
registrada ou impressa ê utilizada para comnlemen
tar a informação oral. Nos níveis mais baixos i£
so
não ocorre por causa do analfabetismo, falta de
so.não
hábito de leitura e baixo poder aquisitivo. A ob
tenção da informação ê tanto mais difícil e penosa
quanto mais baixo o nível sócio-econômico do ind£
indi^
víduo que a busca.
A demanda por informação na área de emprego i£
velou ser a mais premente, e onde a comunidade e£
barra em inúmeros obstáculos. Existem instituições
emprego),mas
que prestam assistência (balcão de emprego)
,mas ,na
opinião dos que as utilizam,não atendem as suas n£
cessidades.
O0 vasto "não público" de biblioteca da Pompéia
indica para o bibliotecário as possibilidades de_a
de a
tuação no que se refere ãâ provisão de
informação
utilitária.

INTRODUÇÃO
A crescente literatura estrangeira sobre Biblioteca e Co
munidade, e principalmente um dos seus aspectos - Biblioteca e
131

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�Informação utilitária - vêm influenciando os
bibliotecários
brasileiros que também começam a se ocupar do tema.
Um ponto a ser considerado éê se tentaremos reproduzir no
País as experiências alienígenas, repetindo o mimetismo tantas
vezes cometido no passado ou se assumiremos uma posição
mais
criticar, á
crítica:,
à de situar o tema Biblioteca e Comunidade dentro do
processo histórico e de referí-lo ao conceito de ação cultural
ligada a métodos e teorias de inspiração nacional.
Durante as discussões do tema biblioteca-comunidade-in_
biblioteca-comunidade-i^
formação utilitária em nosso curso de Biblioteca Pública
do
Curso de Mestrado da Escola de Biblioteconomia da UFMG reconhe
ceu-se que o maior ou menor acesso ã informação registrada es
e^
tá diretamente ligado ao nível sócio-econômico
sõcio-econômico do indivíduo. A
comunicação oral, informal, é intensificada para obtenção
de
informação utilitária na medida em que o acesso Eâ informação
l^egistrada
registrada é dificultada porque o iniJivíduo
indivíduo não sabe ler, não
interpreta o que lê por falta de hábito de leitura ou escolari^
escolari
dade deficiente ou porque não
nao tem recursos para comprar
jornais, revistas, etc. Reconheceu-se, por outro lado, que as bi^
bliótecas públicas têm tradicionalmente coletado a informação
bliòtecas
registrada em materiais bibliográficos e audiovisuais e têm or
ganizado esta informação para disseminação a pessoas alfabetisõcio-econômico médio e alto.
zadas e de nível sócio-econômico
A preocupação em torno das vastas camadas da
população
que deixam de receber qualquer tipo de serviço bibliotecário,
pela marginalização em que se encontram, nos levou ãâ
questão
da possível intervenção 'do profissional bibliotecário nessa si^
tuaçâoj Reconhècendo
tuaçâo;
Reconhecendo que não êé possível desenvolver qualquer a
ção de intervenção sem que se conheça a realidade,
decidimos
empreender um estudo no sentido de conhecer como circula a in
formação utilitária entre um grupo de pessoas, numa determine
determina
da região geográfica. Tivemos presente que, mesmo em se tratan
do apenas de informação utilitária, do tipo: a que serviços mê
mé
dicos tenho acesso, onde procurar emprego, que documentos são
necessários para se obter carteira de trabalho, estão
estãoem
em jogo
um certo nível de crítica e discernimento, um certo elenco de
alternativas e possibilidades. A indagação então êé se a comu
nicação "informal,
informal, veiculada oralmente por vizinhos, parentes e
132

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�amigos, num meio culturalmente
culturalraente carente, é satisfatória
to de dispensar outras formas de comunicação.

ao pon

METODOLOGIA
Dentre as chamadas categorias de informação utilitária^^^
utilitária^ ^ ^
selecionamos para o nosso estudo as seguintes: saúde, emprego,
legislação, educação, lazer e moradia. Vários autores
citam
outras categorias mas estas nos pareceram a.s
as essenciais para u
ma primeira abordagem.
Escolhidas as categorias a serem investigadas no trabalho
de campo, tentamos explicitá-las para estabelecerão itinerário
das entrevistas. Esta etapa do trabalho ocorreu quando já tí
nhamos ouvido a história do bairro da Pompéia contada por seus
antigos moradores e líderes. Tínhamos também a amostra de 50
familias do bairro, constituída a partir dos registros do Gru
po Escolar São Rafael com indicadores sócio-econômicos, o que
éê apresentado em outra parte do trabalho.
As nossas categorias podem ser descritas assim:
SAODE:
Problemas com: assistência médica, hospitalar e dentária ,
como, onde e a quem recorrem para a solução de
problemas
ligados ã saúde; planejamento familiar, prevenção
|Jrevenção de doen
ças, vacinação.
EMPREGO:
Problemas de obtenção de emprego, estabilidade ou
flutua'
ção no emprego, agências de emprego, a conciliação do tra
balho fora de casa com as tarefas domésticas.
LEGISLAÇÃO:
Problemas com: obtenção de documentos,
conhecimento de
direitos e deveres legais, assistência jurídica,existência
de associação de moradores, aposentadoria e obtenção de b£
nefícios.
EDUCAÇÃO:
EDUCAÇAO:
Problemas com: obtenção de vagas no Grupo Escolar, abandono da escola pelos filhos, repetência, alfabetização de ^a
dultos, educação profissionalizante, obtenção de bolsas de
estudo, orientação sexual para os filhos, educação
para
13?

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�adultos (escola de pais, trabalhos’manuais, artesanato).
LAZER:
Problemas relacionados ao lazer, quais os tipos preferidos
de distração, obstáculos ao lazer, papel da televisão e do
rádio, leitura de lazer (o quê, como, para quê se lê), co
c£
nhecimento do carro-biblioteca do Centro de Educação Perma
nente "Prof. Luis de Bessa".
MORADIA:
Problemas com posse de terra, aluguel, desfavelamento, in
vasão de terrenos, serviços de água, esgoto e luz, condições da residência, vizinhança.
Optamos pela entrevista não-estruturada, dado o caráter ex
ploratório da pesquisa e a diversidade das pessoas a serem en
ploratõrio
trevistadas.
As entrevistas duraram em média 1 (uma) hora cada. Procura
mos incentivar a livre expressão do entrevistado,
entrevistado,- permitindo a
digressão até níveis toleráveis, buscando com certa cautela, r£
conduzir a conversa ao assunto da pesquisa. 0 nosso
intuito
era estabelecer um clima de diálogo que favorecesse o processo
de interação entrevistador-entrevistado.
Através das entrevistas procuramos:
. observar como circula a informação utilitária na comunidade
da Pompéia, no que se refere ãs categorias: saúde.emprego,l£
gislação, educação, lazer e moradia.
. observar o nível de percepção e a forma de expressão da popu
lação entrevistada quanto ãs suas necessidades de informaçãa
informaçâcn
. conhecer as possibilidades de lazer, tomo
como as pessoas utilizam seu tempo livre e se a leitura se inclui entre as formas
de lazer da comunidade.
0 maior entrave na obtenção de respostas esteve.justamente,
na dificuldade de explicar aos entrevistados a finalidade
do
estudo, já que não podíamos adiantar um aproveitamento das in
formações ouvidas para algum tipo de aplicação que as
beneH
benef£
ciasse.
Outra dificuldade surgiu a partir de suposições a respeito
de nossa possível vinculação com órgãos ou instituições
mal
vistas pelos entrevistados. Este fato causou mal-estar e
um
134

2

3

Digitalizado
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�certo receio nas pessoas, podendo ter influenciado nas respo^
tas.

0 AMBIENTE DA PESQUISA
Para melhor compreensão da população a ser entrevistada,
consideramos importante conhecer a história da
formação do
bairro, de onde vieram as pessoas que hoje moram na Pompéia,
como ocupam o espaço e como se organizam para viver. Neste
sentido entrevistamos moradores antigos e líderes do bair
bai£
ro. Os líderes que
nos foram apontados estão ligados
a
instituições assistenciais (médicos,’
(médicos, enfermeiros, assisten
tes sociais).
Aparentemente não existe na Pompéia uma 1^
derança no interior das camadas mais pobres. Na impossib^
lidade de ouvir a história da formação da favela, através de
seus próprios moradores, recorremos ao estudo de Le Ven
que
nos ofereceu um referencial para a compreensão desta parte do
Kbairro.
•
(8)
bairro.^
^ '
0 bairro Pompéia resultou, há 45 anos aproximadamente,
de um loteamento do antigo Banco da Lavoura de Minas
Gerais, através de seu presidente na época, Dr. Clemente
de Faria. Com o nome de Vila Parque Cidade Jardim, apresentava ruas encascalhadâs
encascalhadãs e pequenas casas de três cômo
dos (quarto, sala e banheiro) em que havia luz,
embora
nas ruas não houvesse. Muitas famílias compravam as
casas
â vista e outras, ã prestação: os que não pagavam em dia,
com
eram obrigados a deixar o imóvel, o qúe ocorria
frequência.
Entre as famílias que vieram do interior, apenas perman£
perman^
ce no local a Família Dutra, cujo chefe, Sr. João Dutra, fal£
fale
ceu'há pouco tempo, deixando família numerosa: seus onze filhos, com exceção de um (que é contador), inclusive as moças,
são dentistas, como ele, e vários mantêm consultório na Pom
pêia e participam de todos os movimentos comunitários da Paro
Paró
quia, vivendo com simplicidade no bairro que os viu nascer. Ou
135

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�tras famílias que evoluiram, não permaneceram e buscaram locais melhores.
0 bairro, predominantemente médio e pobre, apresenta de^
níveis sociais, desde favelas (Pedreira, do Arrudas, da Avenj^
Aveni^
da Belém e algumas de fundo de quintal) até casas
confortáveis e com bom aspecto arquitetônico, embora em pequena quan
tidade.
A população é de aproximadamente 37.000 habitantes. Os an
tigos moradores se lembram do início do bairro, quando as pe^
pe£
soas andavam a pé ou a cavalo por longas distâncias e os pou
COS veículos existentes circulavam por estradas precárias
e
poeirentas. Uma pequena farmácia foi o primeiro estabeleci mento comercial, ao qual se seguiram outros. Hoje, a Pompéia
conta com comércio relativamente bom, moderno super-mercado e
lojas variadas. A indústria, em bases artesanais, não
é ex
pressiva e há uma usina de asfalto e exploração de pedreiras
por parte de firmas de engenharia.
Em 1938, chegaram os Padres Capuchinhos que se estabelece
estabelec£
ram em mod.’Stos
mod.’stos barracões e eram apoiados pelas famílias. C£
lebravam na capela da Abadia e nas regiões citadas, iniciando
seu apostolado, até que, em 1950, foi lançada a pedra
funda
mental da atual Igreja de Nossa Senhora da Pompéia. As obras
sociais subsequentes foram feitas em grande parte pela Congregação dos Capuchinhos, sem grande comprometimento da comu
nidade, o que levou o povo a certa dependência. As Obras Sociais Nossa Senhora do Rosário de Pompéia foram fundadas
em
1949. Estão localizadas em uma área anexa âã Paróquia
e con
tam com dez salas de aulas equipadas, cada uma atendendo
ãs
características próprias dos cursos, uma secretaria, um almo
xarifado, seis instalações sanitárias e um galpão, onde os a
lunos aguardam seus instrutores e se confraternizam.
Em convênio com a UTRAMIG (Fundação Universitária do Tra
balho de Minas Gerais) PIPMO (Programa Intensivo de Preparação de Mão de Obra) SENAC e SETAS (Secretaria do Trabalho
e
Assistência Social) são oferecidos os seguintes cursos: Aux£
Auxd^
liar de Contabilidade, Eletricista Instalador, Comandos Elétricos, Bombeiro Hidráulico, Solda Elétrica, Corte e Costura,
Calceiro e Camiseiro, Cabelereiro, Manicure e Pedicure, Esté
Este
136

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�tica Facial e Datilografo. A taxa dos cursos é modesta e há
bolsa para ferramentas. Até 1979, haviam passado pelos
cur
sos 11.215 alunos.
Como há saturação no mercado de trabalho para a maioria
destas profissões, o que não ocorria antes, pensa-se na orga
nização de cooperativas em que as pessoas trabalhariam no pró
prio bairro para grandes firmas. As cooperativas em Governa
dor Valadares, área de atuação dos Padres Capuchinhos, estão
funcionando bem, o que os estimula a repetir a experiência em
Belo Horizonte.
No Centro Comunitário, há ainda clube de mães e outras a
tividades da LBA, tais como centro de informações operado por
assistentes sociais, sala de costura, assistência aâ velhos. U
ma unidade móvel odontolõgica,
odontológica, atende irregularmente
e foi
doada pela Associação Cristã de Moços.
0 local do antigo cinema foi alugado ao Super Mercado Epa,
ficando o lazer reduzido a um clube que -funciona
funciona nos terrenos
da paróquia e tem sócios pagantes. Também o local
construí
constru^
do para Hospital foi alugado a particulares, em convênio com
o INAMPS. Ouvimos que os padres "estão muito comercializado^,'
arrecadando recursos para a expansão de suas óbras,
obras, inclusive
no interior.
0 Posto de Saúde, localizado em prédio da Sociedade
São
Vicente de Paulo, apresenta serviços médicos, odontológicos,
psicológicos e de assistência social, além de enfermagem com
programa intensivo de vacinação. Este posto pertence ao Est£
do, e o serviço pré-natal,
prê-natal, ao INAMPS. A LBA atua com programação auxiliar.
No Posto, são atendidos os moradores da Zona II, que in
clui.alêm
clui,além da Pompéia,
Pompêia, outros 11 bairros. 0 Posto atua intensamente e vai ampliando cada vez mais sua prestação de servi^
ços. Para uma população de cerca de 79.000 habitantes, há 5
equipamentos de saúde, inclusive o Posto, sendo a
população
infantil a mais beneficiada, contando também com tratamento
ambulatorial e internamento especializado. O Posto de Saúde
faz encaminhamento para outros locais, conforme percebemos a
través das entrevistas.
Uma creche, mantida pelos Vicentinos da Paróquia
encon137

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-

Q

II

12

13

�tra-se ao lado do posto e as Irmãs Batistinas mantêm um • Orf£
tja-se
Orfa
nato, próximo da Igreja.
0 bairro é muito bem servido de transportes, havendo várias linhas de ônibus que se dirigem aos bairros vizinhos,pa£
vizinhos,pa^
sando pela Pompéia.
Não há
hã posto policial na Pompéia e apenas policiamento 0£
tensivo ã noite. A popplação é ordeira e não se caracteriza
por altos índices de criminalidade, e, como em todos os bair
ros, muitos jovens fazem uso da maconha.
Há um grande número de escolas particulares (entre
Hã
jardins de infância e de 1’ e 2'
2’&gt; graus) e dois grupos escolares
do governo, com 1’ grau incompleto. Um dos três colégios se
cundários, com cursos profissionalizantes, tem cerca de 2.300
cundârios,
alunos. O Grupo Escolar Municipal São Rafael, de onde retira
mos nossa amostra, presta muitos serviços ã comunidade, inclu
sive informando sobre campanhas, ajudando aos favelados, ofe
of£
recendo inúmeros serviços além das atividades escolares.
Já houve várias enchentes que atingiram principalmente as
Jã
favelas. Em épocas de calamidade, as lideranças do bairro,par
ticipantes da Sociedade de São Vicente de Paulo, da Paróquia,
Assembléia de Deus, Adventistas do !’&gt;
7’ Dia se unem na assistên
cia aos necessitados. Muitos favelados foram indenizados, ou
tros permaneceram no local e reivindicam melhorias
para as
ruas e casas.
Le Ven que estudou 6 favelas e 4 bairros populares de Belo
Horizonte com o objetivo de conhecer as estratégias de sobr£
sobre
vivência de classes baixas no meio urbano, mostra que as fave
Ias de Belo Horizonte foram formadas pari passu com a própria
cidade, desde a sua fundação no fim do século passado. A ocupação do espaço ocorreu por permissão temporária
tempofária quando
se
tratava de propriedade pública, ou por "invasão”
"invasão" de
proprie
dades particulares. Esta ocupação não se fez por opção, mas
na análise de Le Ven"obedeceu a critérios objetivos, originários tanto das condições estruturais de vida dessas
populações (renda,tipo de ocupação) e dos padrões impostos pela e^
trutura jurídica da própria cidade (leis da prefeitura, espa
ços vazios onde se dá certa tolerância por parte dos orgãos
públicos com relação ã ocupação) quanto das necessidades
im
138

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�postas pela origem de classe ou pelo posicionamento na escala
de estratificação social".^r 81'^
As favelas tendem a desaparecer por imposição do progre^
so e muitas já não existem mais. A Ação Comunitária do Bai£
ro da Pompéia conseguiu junto Es
ãs autoridades a retirada da
ã,a re
presa do Rio Arrudas, o que ainda não eliminou totalmente
o
problema da poluição. Com a canalização do Rio Arrudas, que
vem sendo feita gradativamente, as famílias serão fatalmente
fatalraente
removidas para outros locais;
locais.
Estes dados foram obtidos através de entrevistas com:
1. Dra. Marina Nogueira de Rezende Santos, Diretora do Posto
de Saúde da Pompéia.
2. D. Terezinha Mendonça Caldeira, Enfermeira-Chefe do Posto
de Saúde da Pompéia.
3. D. Dedamina Gomes de Oliveira, Chefe da Ação Social Comuni^
târia da Paréquia
tãr.ia
Paróquia de Nossa Senhora do Rosário da Pompéia.
4. Frei Cássio de Carvalho, da Congregação dos Frades Capuch^
nhos e da Ação Social Comunitária da Paréquia
Paróquia de Nossa S£
nhora do Rosário da Pompéia.
5. Cecília Maria dos Santos Rocha, Secretária do Grupo
Esco
lar São Rafael.
6. Efigênia Isabel Teodoro dos Santos, Supervisora do Grupo
Escolar São Rafael.
7. Dr. Hélio Fontoura Dutra, Presidente da Associação dos Mo
M£
radores da Pompéia. Antigo morador do Bairro.
8. D. Maria Fontoura Dutra, moradora mais antiga do Bairro.
9. D. Carolina Fontoura Gomes, moradora antiga do Bairro.
As tabelas seguintes oferecem dados sécio-econômicos
sócio-econômicos
amostra de nosso estudo.

da

139

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�TABELA 1
NfVEL DE INSTRUÇÃO DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS
NlVEL
RESPONSÃVEIS
N = 50
PAIS FAti
FA^4&lt; FAit
FAít MAES
MÃES FAt
FA^ i FA tI f
NTVEIS
NlVEIS
Analfabeto
Semi-analfabeto
la./4a.Série incompleta,
la.^/4a.Série completa...
la.-/4a.Série
5a./8a.série incompleta.
5a./8a.série completa...
2’ grau completo
Sem informação
TOTAL

5
1
19
11
5
1
4
4
50
"sõ”

10
12
50
72
82
84
92
100

100
90
88
50
28
18
16
8

14
2
15
10
4
2
1
2
“sõ”
~5Õ~

28
32
62
82
90
94
96
100

100
72
68
38
18
10
6
4

A tabela 1 mostra que 50i dos pais ou responsáveis do se
xo masculino não completaram a 4a. série e esta
porcentagem
sobe a 624
62% em relação ãsí
ãs mães. Somente 84
8Í dos pais e 44
4i das
mães completaram o 2’ grau (nível de educação
fundamental
e compulsório). Não ocorreu nenhum caso de ' escolarida
de superior.
O analfabetismo entre os homens chega a lOí
104 e sobe a 14i
144
entre as mulheres. Salta ã vista a menor escolaridade
das
mães em relação aos pais. Os quatro casos sem informação para
os pais referem-se a mães solteiras. A moda dessa distribu^
ção é la. a 4a. série incompleta.
TABELA 2
PROFISSÃO DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS
RESPONSÃVEIS
N = 50
NÍVEIS*
NÍVEIS'

MÃES
PAIS FAí4/
FA4j&gt; FA41' MAES

FA4 4&lt;
FA4T
FAi
4&gt; FA\T

1. Ocupações não qualifi100
45'
46 100
23
cadas
45** 90
2. Ocupações de nível in54
16
78
ferior de qualificação
qualificaçao
3. Ocupações de nível mê
mé
10
96
22
3
dio
7
6
90
100
4
2
1
92
10
4. Ocupações superiores..
4
Sem informação
100
8
50
TOTAL
50
* Foi utilizada a escala ocupacional de Guide § Gerra IXiarte,
Duarte, publicada
nr»
1 Al T*Q de PcfllrInQ
PaH» Onffl
^ 9 Tl 1 ! fií ••82 jul./set.
na Revista Rt*oci
Brasileira
Estudos Pedagógicos,
52(115):65-82,
1969.
**Incluímos
"Incluímos nesta categoria as que declararam ser ”doméstica_do
"doméstica_do lar"pois
a grande maioria contribui para a renda familiar com lavação de roupas, faxina, etc.
140

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♦

�0 nível de qualificação tanto da raie
mãe como do pai é baixo.
781
784 da amostra atinge o nível 2 da escala ocupacional citada.
Embora a escala compreenda 5 níveis, na amostra somente
um
pai pôde ser considerado do nível 4 e nenhuma mãe atingiu e£
e^
te nível. Enquanto 6 pais atingiram o nível 3, somente duas
mães o atingiram. Os outros níveis, pelo número de casos,são
inexpressivos em termos gerais. 0 nível 1, o de maior incidência, compreende profissionais como: pedreiros,carpinteiros,
bombeiros hidráulicos e serventes. Também lavadeiras, cozinheiras, costureiras e faxineiras foram incluídas no nível 1.
Assim, em 90í
904 dos casos, as mulheres realizam tarefas qüe não
exigem qualquer qualificação, sendo mais baixo o
percentual
para homens (401)
(4043 nesta mesma condição. Para garantir
esses
dados, indagamos durante as entrevistas sobre cursos
profÍ£
sionalizantes ou sobre treinamento específico. A maioria nun
ca fez qualquer curso, aprendeu em serviço, "com o tempo".
TABELA 3
RENDA FAMILIAR DOS ENTREVISTADOS
N = 50
RENDA*

famílias

FAU
FA41

FAt
FA^

Menos^de 1 salário mínimo
1 salário mínimo
1 salário mínimo e meio..
2 salários mínimos
mínimos..
2 salários mínimos e meio
3 salários mínimos
4*-6 salários mínimos
4l-6
8 salários mínimos
10 salários mínimos
Sem informação

10
7
5
10
1
6
6
2
1
2

20
34
44
64
66
78
90
94
96
100

100
80
66
56
36
34
22
10
6
4

50
TOTAL
*0 salário considerado ê sempre o salário mín^
mo vigente na região.
64%
cerca
de
644 recebem até 2 salários mínimos, isto é,
Cr$ 17.000,00 mensais. Encontrou-se apenas um caso em que a
Cf$
renda atingiu 10 salários mínimos. Dada a disparidade de ren
das não calculamos a "renda média". Na situação observada e^
e£
te tipo de cãlcula
cálculo serviria para diluir as diferenças existen
tes e mascarar a realidade.
141

Digitalizado
gentilmente por:

�I

A distribuição é bimodal: "menos de um salário" e "2 salä
salá
rios", com 10 respostas cada. Através destes dados é eviden
te o baixo nível sócio-econômico da população considerada.
Qualquer destes dois níveis de renda confrontados com o cus
cu£
to de vida não permite condições mínimas de subsistência,prin
cipalmente se considerarmos o número de filhos das famílias,
o que veremos a seguir.
TABELA 4
nOmero de filhos por família
N = 50

O0 número de filhos por,família
por família é alto,considerando-se que
66% tem entre 3 e 8 filhos e que 40Í
40t tem entre 6 e 14 filhos.
661
A moda é de 3 a 5 filhos, com 20 casos.
O cruzamento entre número de filhos e renda familiar será
distorcido se considerarmos que nem todos vivem com os pais.
Considerando-se em termos absolutos,o nível de renda da maio
ria das famílias,
famílias,oo número de filhos sé
só tenderá a melhorar ou
piorar o quadro, mas não o alterará fundamentalmente, ou seja,
"2 salários" ou "menos de um salário" é insuficiente para qual^
quer indivíduo se manter, quanto menos para manter uma
famí
famf
lia.
A precariedade das condições de vida da população se tor
to£
na explícita, quando se examina o tipo de moradia onde habita .

142

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�TABELA 5
TIPO DE MORADIA DAS FAMÍLIAS
N = 50
MORADIA
FA^t
famílias FAU
FA44, FAít
Favela
Cortiço
Barracão
Casa pequena
Casa pequena
Casa grande
Casa grande

alugada
própria
dlugada
própria

TOTAL

14
9
5
6
7
1
8

28
46
56
68
82
84
100

100
72
54
44
32
18
16

50

Utilizamos o conceito de "casa grande" para qualquer mora
dia coni 5 ou mais cômodos, incluindo banheiro. Se considerar
mos que em situações normais ninguém dorme no banheiro ou na
cozinha, na realidade estamos falando de qualquer casa com 3
ou mais cômodos "úteis" e que não é tão grande como parecia ã
primeira vista. "Casa pequena" se refere a qualquer moradia
com menos de 5 cômodos inclusive o banheiro.
De acordo com os dados apresentados , a maioria vive em fa
velas, cortiços,
cortiços , barracões e casas pequenas, em condições mu^
to precárias. Essas famílias constituem 84i
841 da amostra, isto
é, uma esmagadora maioria. Nas favelas ê comum que a cozinha
sirva também de dormitório e que um grande número de pessoas
tenha que se acomodar em espaços reduzidíssimos.
A amostra de famílias da Pompéia, apesar do bairro se ca
racterizar por contrastes na aparência das moradias,
tendeu
para os mais baixos níveis de renda/profissão, escolaridade e
tipo de moradia. 0 Grupo Escolar São Rafael, de onde retira
retir£
mos a amostra, localiza-se em frente ãE favela da Pedreira, o
que explica em parte essa tendência. Por outro lado essa amostra veio ao encontro do desejo dos entrevistadores, o de
estabelecer contato com a população mais marginalizada social^
mente, e por suposto, mais carente de informação.
Como as famílias da Pompéia se informam sobre a saúde
e
outros itens vitais, é o nosso próximo relato. Tentamos sinte
sint£
tizar o qúe
que o grupo ouviu e percebeu durante as entrevistas.
143

Digitalizado
gentilmente por:

-

�RESULTADOS DA ENTREVISTA
SAODE:
. Em caso de doença, todos os entrevistados sabem aonde ir
e a quem recorrer. Geralmente as informações são dadas
por
amigos, vizinhos, ou no próprio emprego. Para os casos crôn^
crônj^
COS ou de rotina, procuram, de preferência, os postos
do
INAMPS mas, para os casos de urgência recorrem a
hospitais,
tenham eles convênio ou não com o INAMPS. 0 grande problema
são as longas filas que exigem tempo e disposição das pessoas.
Nem todos têm conhecimento muito claro sobre o Centro de
Saúde da Pompêia,
Aqu£
Pompéia, mas ouviram falar que é "muito bom".
les que o frequentam confirmam a boa qualidade de seus serv£
servi^
ços, especialmente com relação ao pré-natal e casos mais sim
pies. Quando há necessidade, o próprio Centro encaminha
as
pessoas para outros locais, como Hospital das Clínicas,
Cen
tro de Saúde Carlos Chagas ou mesmo, INAMPS. Poucas pessoas
procuram médicos particulares, sempre com a ressalva de
que
são parentes ou barateiros.
Outras instituiçóes
instituições ligadas ao emprego das pessoas foram
citadas, tais como IPSEMG, Hospital Militar, Serviço Médico
de Sindicatos, Cooperativa do DER, serviços de firmas comerciais, Funrural.
Algumas doenças foram citadas com maior frequência: "ner
voso", "sofro da cabeça" (geralmente homens e crianças), "fra
queza" e "desânimo" (mulheres e crianças)
crianças),, "inflamações"
e
"hemorragias" (mulheres)
(mulheres),, "Pressão alta" (homens e mulheres).
Citam nomes de remédios de maneira truncada e a maioria para
nervos. As mulheres entrevistadas nem sempre têm noções cia
ras das doenças de que sofrem e nem do tratamento a que
se
submetem. "Já
"Jâ fui operada seis vezes, mas não sei
explicar
bem porque".
Já a assistência dentária oferece um outro quadro. Entre
os de baixa renda, nota-se o mau estado dos dentes e a maio
ria não os trata. Parece haver uma deficiência nos serviços
públicos,
públicos , tanto no INAMPS como nos postos de saúde em que se
dá preferência ã extração de dentes em vez de tratamento,
dã
o
que ãs vezes é uma opção pelo preço mais baixo.
Foram ouvidas observações como "estou pelejando para fazer ficha", significando que não há vaga ou que a fila de e£
144

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gentilmente por:

■LJ

�pera já dura meses. Houve quem recorreu a dentista,"baratei_
dentista."baratei^
ro" por indicação de amigos, mas quando lhe foi exigido pelo
dentista o atestado de saúde, desistiu. Obter
o atestado
significaria passar uma noite na fila, o que "não aguento ,
sou cardíaca".
As pessoas de nível melhor recorrem mais a clínicas particulares, buscando dentistas
"que cobram mais
barato",
ou
que "são amigos e dão prazo
para pagamento" .
As crianças, em grande parte,
são atendidas
pelo
posto dentário do Grupo São Rafael, mas sabe-se
que
esse posto faz apenas tratamentos mais simples,
não
tira radiografias e nem trata canais.
Verificou-se que a maioria entrevistada
não conside.ra
consid.e_ra
tratamento dentário algo essencial, provavelmente devido ã
oferta insuficiente de assitência dentária e ao baixo nível
de informações evidenciado através das versões
contraditórias sobre o mesmo serviço e a mesma instituição, ouvidas du
rante as entrevistas.
Quando a dor de dentes aperta, usam poções
preparadas
por pessoas "entendidas" da própria vizinhança e assim, nas
favelas e nos cortiços, as pessoas vão perdendo seus dentes
por falta de tratamento.
Notamos a existência de "gate keepers" e usamos a expreß
expre^
são por ser mais conhecida dos bibliotecários, e que são as
pessoas a quem recorrem para ler bula de remédio, ler cartas,
aplicar injeções, fazer curativos, benzer, preparar poções,
emprestar dinheiro, informar sobre empregos.
Quanto ao planejamento familiar, percebemos que óé mais
fácil tratar do assunto com pessoas de baixa renda que falam
espontãneamente sobre o assunto, como o caso de uma entrevi^
espontaneamente
tada que, exibindo sua barriga, declarava: "este será o último". Através da médica do Posto de Saúde, já está encami^
nhada para ligar as trompas após o parto.
Quando há orientação, corre, em grande parte, por

conta

. 145

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gentilmente por:

�dos médicos e enfermeiras das instituições hospitalares e não
notamos dificuldades de aceitação do planejamento familiar a
não ser em três casos, por motivos religiosos. Algumas mulh£
res se informam com as próprias amigas e houve quem dissesse
que "dá o seu jeito", sem maiores explicações.
EMPREGO:
As informações sobre empregos parecem ser as mais
difíceis de serem obtidas. Em geral, ficam sabendo de vagas atra
vés de vizinhos e amigos, e quanto mais conhecidos no bairro
são, mais possibilidades de serem procurados. Ainda assim,n£
assim,no
ta-se uma dificuldade generalizada, pois nem sempre as info£
mações levam a obtenção do emprego desejado. Há casos em que
as pessoas desanimam logo no início, prevendo os gastos
com
passagens de ônibus, a incerteza da informação, a perda
de
tempo. "Se eu souber que há um emprego de lavação
lavaçâo de
roupa
certo, eu vou. Procurar s5,
só, não". No entanto, a maioria^ em
nossa pequena amostra,que tem emprego, tem estabilidade e não
notamos flutuação. Esta não flutuação de emprego se explica
porque o biscate, a construção civil e o trabalho
doméstico
de faxina e lavação
lavaçâo de roupa ocupam a maioria de homens e mu
lheres da Pompéia. São ocupações não qualificadas e de mais
baixa remuneração. Muitas mães trabalham e mesmo, avós;
os
irmãos , quando maiores, trabalham também.
irmãos,
Quando hã
há necessidade de emprego, um ou outro recorre
a
jornais, quase sempre emprestados, mas a dificuldade se colo
ca pelo fato de nem sempre o jornal ser do dia, pelo
grande
número de pessoas que comparecem, muitas vezes possuindo qua
lificação acima da exigida no anúncio. A pouca especificação
de exigências requeridas, nos anúncios, faz com que as
pessoas compareçam sem as devidas qualificações também.
Outros
fatores que influem sobre a rejeição do jornal, como fonte de
informação: a dificuldade na leitura e o preconceito generali.
generali_
zado, especialmente em se tratando de domésticas, de que nem
sempre os empregos de jornal, embora muitas vezes ofereçam al^
tos salários, são bons. "Vai ver que estão botando no jornal
é porque tem algum problema, não está parando gente lã".
lá”.

Digitalizado
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♦

�Poucas pessoas têm conhecimento de agências
especializa
das de empregos, tendo sido citado apenas um caso de sucesso.
Foi mencionado, por uma familia de classe média, a Adservice,
uma agência que entrevista, aplica testes e encaminha para em
pregos variados.
Alguns disseram que recorrem aos guardas;"eles
guardas:"eles não mentem
e sempre sabem tudo". "0 guarda ê a própria informação".disse
informação",disse
uma dona de casa.
Um dos grandes entraves ãâ obtenção de empregos se prende
ao fato de que o nível de qualificação é baixíssimo. Todos
querem emprego, mas não se acham preparados e a maioria acaba
aprendendo o ofício no próprio local de trabalho. Uma "salga
deira" desempregada havia aprendido o ofício na fábrica que a
dispensara. £E mãe solteira e até o momento da entrevista
o
único emprego que aparecera era para o estado do Espírito San
to.
Há pouca citação para cursos profissionalizantes e mesmo
Hã
cursos considerados bons, como os do Centro Social Comunitá
rio da Igreja da Pompêia, são desconhecidos pela maioria dos
entrevistados.
Percebe-se, ainda, uma descrença generalizada quanto âã £
ficácia dos meios oficiais (Ministério do Trabalho, Abrigo da
ficãcia
Cidade, Secretaria do Trabalho e Assistência Social) com rela
çâo ã obtenção de empregos.
ção
Independentemente do nível sócio-econômico dos entrevista
dos, ê a informação oral,irifomal
oral, irifomal que realmente predomina e,
apesar das ínfimas possibilidades oferecidas pela informação
de "vi
vi zinhos e amigos, ê ainda nesta que confiam mais para ob
ter emprego.
LEGISLAÇÃO
Muitas famílias estão com problemas de remoção (desfávela
(desfàvel£
mento ou desapropriação para a construção da Via Expressa) e
vivem em situação de insegurança. Apesar disto, poucas sabem
que existem instituições que trabalham pelos favelados - a Igreja e a Associação dos Moradores do Bairro. Algumas
pessoas afirmam que jã
já participaram de reuniões, mas deixaram de
ir porque "não adianta". Mesmo os que tiveram suas casas ma£
mar
147

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�cadas pela Chisbel, ainda dizem;
dizem: "Não vai acontecer nada. Vi£
ram aqui há muito tempo e até hoje estamos aqui". A maioria
não tem a mínima idéia de seus direitos e de como lutar.
Na
verdade, sentem-se totalmente impotentes frente ãE situação. U
ma dona de casa disse;
disse: "Ninguém diz coisa com coisa". Parece
que o prolongamento da situação leva âã descrença na eficácia
de qualquer movimento. "Estou aqui há vinte anos e nunca aconteceu nada".
Quanto a documentos, não há problemas pois de qualquer ma
neira, conseguem informação, sempre oralmente. Houve comentários de que se perde muito tempo andando mas "quando a gente
precisa de documento, tem que ficar por conta mesmo".
Houve
sugestões de que se montasse um posto no bairro para
tirar
documentos, pois ficam rodando pela cidade, perguntando a um
e a outro, e muitas vezes têm que ir mais de uma vez.
era
A maioria declara que nunca teve problemas legais no
em
prego, mas um recorreu a advogado indicado por colega. "Um ad
vogado muito bom, pois sé cobra se ganha a causa". No seu ca
so, ganhou e recebeu. Também um caso de usocapião foi reso^
resol,
vido por advogado conhecido da família (classe média baixa).
Na amostra, os policiais, os bancários e os funcionários
públicos têm assistência jurídica institucionalizada.
Nota-se um grande respeito pelos policiais, muito
especialmente como fonte de informação: "são sérios, falam sempre
a verdade".
Poucas mulheres têm todos os documentos, mas os
maridos
têm todos. 0 que as mães valorizam muito são as carteiras de
INAMPS,Cruz Vermelha, Posto de Saúde ou Hospital das Clínicas,
considerando-as como documentos. As certidões de idade
são
guardadas com cuidado, "são muito importantes".
EDUCAÇÃO
EDUCAÇAO
Embora a grande maioria dos pais seja de nível primário,
notou-se muito interesse pela educação e instrução dos
filhos . Somente em uma familia, nem todas as crianças em idade e£
colar estavam matriculadas em alguma escola. Em alguns casos,
a necessidade de trabalhar impede a continuação dos estudos,o
que é lamentado. Na verdade, as escolas públicas da comunida
quê
148

cm

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�de atendem somente da la. ã 4a. série do 1'^ grau. De 5a. ã 8a
8a.
as crianças devem buscar bolsas de estudo ou, então, as esco
Ias da rede particular.
Entre os favelados e famílias de renda mais baixa, surg^
surgi^
ram muitas referências ao problema de repetência e do
atraso nos estudos.
Eé explicado que a criança "não dá
para o estudo",
"sua cabeça não ê boa"
ou
"não ê mu^
to ligado nessa coisa de estudo".
No entanto, a escola
ê percebida como o mei-o
raei*o de
de. ascensão social mais acessível a essas camadas.
Nas casas de classe média, as crianças vão
muito
bem, são adiantadas.
"0 Leonardo até trouxe para casa
uma ficha com o nome de 3 colégios prá gente marcar
qual queria para continuação dos
estudos
dele.
Isto
porque era muito adiantado. Hoje está fazendo a 5a. s£
sê
rio do IMACO".
0 Grupo Escolar "São Rafael" éê muito
conceituado
entre as famílias, pois dá alimento ãs
Es crianças, além de
liberar as mães parte do dia, para o trabalho.
Surge
como centro de informações básicas para a população que
o0 circunda.
Avisa sobre a época de vacinação
das
crianças, sobre a necessidade de exames
laboratoriais
(fezes, urina) indicando, inclusive, o local onde
os
mesmos podem ser feitos.
A participação das mães
nas
reuniões convocadas pelo Grupo é freqUente, principalmen
te entre aquelas que moram próximo ã Escola. Como ju£
tificativa para não participação, foram colocados: a fal^
ta dé tempo, o horãrio
horário das reuniões que coincide com o
trabalho, principalmente das mães.
Além disso, o Grupo dá cursos de educação sexual, tan
to para os pais quanto para as crianças (^é
(çle' 3a. e 4a.
séries somente).
Outra instituição que tem penetração na
comunidade
através do Grupo êé a "Escola de Pais".
Quando ela
sur
giu, foi sempre através do Grupo "São Rafael”.
Rafael".
Algumas
149

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�pessoas fizeram
questão de mostrar o certificado
de
participação. Outras ouviram falar da Escola de Pais mas
não participam das suas atividades por falta de tempo, ou
a existência de crianças pequenas as quais não têm com
quem deixar.
Quanto aos que se declararam analfabetos ou incapazes de
ler (apesar de terem frequentado escola), a maioria sabe onde
pode frequentar o MOBRAL, mas justifica sua não matrícula
a
fatores como idade "já estou velha para o estudo", dificulda
des de conciliar o estudo com tarefas domésticas, e di£
di^
tância.
tãncia.

LAZER
A maioria da população entrevistada ocupa seu tempo livre
em frente da televisão, ou ouvindo rádio. A existência de a
parelhos de TV nas casas pode surpreender num primeiro momen
to, face ã pobreza e carência quase generalizada dessas famí
lias. ÉE preciso lembrar, entretanto, que o favelado tem seu
barraco em terrenos da Prefeitura ou de outrem. Vive na ihs£
gurança esperando ser removido ou ter que remover-se a qua^
qual^
quer momento. Nestas circunstancias,
circunstâncias, o bem que procura adqu^
rir é aquilo que pode levar consigo, quando tiver que mudar
ou levar para lugar mais seguro, para proteger das enchentes.
Naquelas casas onde a pobreza ê absoluta, não há TV ou rádio,
se havia anteriormente, foi vendido para suprir as necessida
des mais prementes.
0 Parque Municipal apareceu como opção de lazer para algu
mas pessoas. Disseram que "não vão muitas vezes, porque
a
condução está cara". Fundamentalmente é a situação finance^
ra que determina as formas de lazer. Em famílias de classe
média, apareceram passeios de carro,viagens (a Cabro Frio,São
150

Digitalizado
gentilmente por:

^Q

II
11

12

13

�Paulo, a sítios no interior do Estado).
Por essa razão é que a TV surge tão maciçamente. 0 indiví
indiv^
duo pode, sem sair de casa, divertir-se durante algumas horas.
No entanto, não foram citados somente programas de entretenimento. Alguns entrevistados assistem noticiários e outros têm
essas informações através do rádio. Dessa forma suprem nece£
sidade de informações normalmente veiculadas por jornais que,
como vimos, são de difícil acesso.
Outra forma de preencher o tempo livre, bastante citada,
êé visita ã casa de parentes. A frequência dessas visitas tam
bém não é maior, devido ao custo do transporte.
bêm
A leitura foi pouco mencionada. A maioria dos que lêem, o
fazem esporadicamente. Leituras mencionadas: "Histórias
em
quadrinhos, livros infantis (mais para o cumprimento de tar£
fas escolares)
escolares),, os produtos de "evasão" ou leitura de "escapé'
"escapd'
novelas, revistas ("Amiga", "Carícia", "Carinho"),romances e a
Bíblia. Os quo
que têm mais recursos compram, inclusive,enciclopédias,
pédias , os outros trocam, emprestam. 0 acesso ao jornal foi
mais frequente nas famílias de nível econômico mais alto.Quan
alto.Ouan
to aos livros infantis, as crianças retiram mais na Biblioteca do Grupo Escolar São Rafael. As crianças que já
jâ sabem ler^
ler
afirmaram usá-la de vez em quando para leitura recreativa.
Ouvimos algumas expressões relativas ã leitura: "Não go£
to de ler. Quem gosta é o meu tio. Ele lê tanto que já
está
meio doido", "Eu não retiro livros no carro-biblioteca. Quem
retira são as meninas ali de frente. Elas estudam", "A Silva
na não gosta de ler, mas eu obrigo. Na língua portuguesa,
o
que manda mesmo é a leitura".
Houve casos de regressão ao analfabetismo, como o de uma
senhora de meia idade: "Já gostei muito de ler. Li muitas coi^
co£
sinhas. Agora esqueci, não sei mais ler", e de problemas com
a vista: ãs vezes tento ler, mas a vista doi muito
e tenho
que parar". A leitura de jornais ê limitada pelo baixo poder
aquisitivo. "Está muito caro, ãs vezes compro aos domingos".
Sendo o .bairro
bairro da Pompêia servido por um carro-biblioteca
do Centro de Educação Permanente "Professor Luis de Bessa" ,
procuramos saber se retiram livros no mesmo. A maioria nunca
ouviu falar. Os que já ouviram, ou perceberam o carro
esta
161
1B1

cm

1
i

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gentilmente por
por:

Sc a n
st e m
GeraMancnto

^

^

�citinado
ci'onado ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Pompéia, tinham
muitas informações incorretas sobre^ o mesmo. 0 desconhecimen
to é geral, ocorre tanto entre pessoas de favela quanto entre
os de classe média. Na verdade, o conhecimento da existência
do carro parece estar muito ligado ã proximidade da moradia
do local onde ele fica. As informações incorretas dizem re£
peito ãà questão de pagamento para o uso, da documentaç^ão
documentaçtro necessária para obter o cartão de matrícula, do tipo de usuário
permitido: "pensei que era só para estudante".
Quanto aos problemas detetados, no uso do carro,citamos:
1) A sua localização num ponto "elitista'*’, em termos do bai£
bair
ro. Além disso, a existência de uma Escola ao lado, realmente
leva as pessoas a pensar que é só para estudante; 2) o seu
horário de permanência no bairro, de 15 em 15 dias,
somente
das 14:30 Es
ãs 17:30 horas. Uma das garotas que lê (é
(ê da fave
fav£
laj disse que se inscreveu duas vezes, mas desistiu
porque
la)
nesse horário está na escola e não há ninguém que possa tirar
os livros para ela.
O0 único caso em que há
hâ uso sistemático do carro-bibliotecarro-bibiioteca, é numa família de classe média, em que as moças e um garo
gar£
to retiram romances e livros didáticos, provavelmente pela fa
cilidade de acesso, já que moram a cerca de 3 quadras da Igr£
ja.
pe
A aparente falta de divulgação dos serviços prestados p£
lo carro-biblioteca limita ainda mais o seu uso.
P0 lazer é pobre e pouco variado. A leitura é vista
como
como'
algo estranho ou associado exclusivamente ã escola.
MORADIA
As moradias dos entrevistados incluem desde barracos pr£
pre
caríssimos em favelas, até casas de tijolos muito boas, em
era l£
lo
cais predominantemente de classe média. O problema cruciai de
muitos entrevistados é a não posse da terra, nas favelas, e a
exploração nos cortiços. As terras são invadidas e pertencem
ã prefeitura ou a particulares, que mais dia, menos dia, ex^
ex£
gern a retirada dos invasores. No desfavelamento, as pessoas
gem
acabam ^endo
pendo empurradas para longas distâncias, com condução
cara e difícil. Nota-se a exploração, nos cortiços, que é fei
fe^
152

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gentilmente por:

-

Q

II

12

�ta pelo dono dos cômodos ao cobrar alto aluguel dos inquilinos, considerando-se as precárias condições oferecidas. As ca
sas e cortiços próximos da favela têm péssimo aspecto, geralmente escuros e fétidos, muitas roupas e cobertas amontoadas
nas camas'
camas'-‘ee sujeira aparente. Em muitas casas, nota-se a ausência prolongada da dona da casa, que é obrigada a passar
grande parte do dia fora, ficando os cuidados da casa e ali^
mentação por conta das próprias crianças.
e
A informação sobre áreas para serem ocupadas nas favelas
e em regiões banhadas pelo Arrudas, cômodos para alugar, são
fornecidas por parentes e amigos, muitas vezes vindos do me£
me^
mo local no interior. A expressão "colegas"
"colegas” é frequentemente
usada mais com o sentido de companheiros na marginalização so
ciai. do que como entendemos, com relação a escola, serviço ou
profissão.
Alguns favelados ouviram dizer que no Rio muitas pessoas
estão resolvendo o problema da posse da terra, mas não sabem
detalhes e poucos conhecem a UTP (União dos Trabalhadores da
Periferia) ou frequentam congressos de favelados. Não
vimos
nas casas visitadas, as publicações que estão sendo feitas e^
e£
pecialmente para os marginalizados sociais, onde o
problema
da posse da terra e outros são expostos em linguagem fácil.Há
uma certa descrença e acomodação. Não pensam em melhorar o a£
pecto ou criar condições melhores de habitação (não 'têm
têm esgo
to, água encanada, luz própria) pois a insegurança de permanencia ou nao no local os persegue. Nos cortiços, a situaçao
não iS muito agradável e visitamos alguns em que existem
ap£
nas dois banheiros para oito ou 12 famílias.
Segundo pudemos perceber o que caracteriza o cortiço
é
ser ele uma habitação coletiva, que tem proprietário, ao qual
os Inquilinos pagara
pagam aluguel, e são por ele muitas vezes ‘expio
expl£
rados. 0 controle sobre a luz e a água chegam a ser irritan
tes e o terreno é pequeno para tantas moradias (que têm ’ um
número só, na rua) e que se voltam para uma área central, um
beco cimentado alongado ou circular. Ao contrário do barra
barr£
CO de favela, que é geralmente de tábuas, o cortiço é de■àlv£
de alv£
naria.
•
' '
Os barracos de favela são localizados em terrenos invad^
invadi.
153

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Q

II

12

13

�(terras desvalorizadas, de preferência na beira de córr£
corre
dos Ctsrras
gos) que pertencem ã Prefeitura ou a particulares. Além
de
minúsculos e sem nenhum conforto, não oferecem segurança pela
não posse da terra. A água provem de uma torneira comum a to
dos e a luz éê ligada em bico coletivo. Não têm esgoto e as
ruelas irregulares e sujas, são densamente povoadas, especia]^
especia^
mente por crianças que brincam, ou pessoas que se encontram para
conversar no fim do dia. 0 boteco é ponto de reunião e de in
formação também. A proximidade das casas faz com que
todos
se conheçam e busquem uma maneira de viver mais solidária.
0 barracão de fundo de quintal se localiza, muitas vezes,
ao lado de residências boas em flagrante contraste.
Oferece
mais privacidade, embora muitas vezes tenha condições
precá
rias.
Na escala social, o barracão de fundos precede o cortiço,
enquanto o barraco de favela seria a última e mais
humilde
condição de moradia.
SERVIÇOS DE BIBLIOTECA QUE SERVEM 0 BAIRRO
Em Belo Horizonte, o Centro de Educação Permanente "Professor Luís de Bessa" ocupa um local privilegiado da zona re
sidencial de alto poder aquisitivo. 0 Centro tem um Carro-b£
Carro-b^
blioteca que atende a 17 (dezessete) bairros da cidade com u
ma capacidade de 5.000 volumes, circulando com uma média
de
3.000 volumes. Visita as comunidades a cada sete ou
quinze
dias, conforme escala prévia.
Uma anãlise
análise dos títulos emprestados no bairro da Pompéia,
alvo de nosso estudo, mostrou a predominância absoluta de tex
tos didáticos e a análise de fichas de leitores evidenciou a
quase totalidade de estudantes de 1’ grau. De acordo com si£
temática do carro-biblioteca são os seus leitores
divididos
entre menores e maiores, abaixo e acima de 18 anos, respecti334
vamente. Há, na Pompéia,425 leitores inscritos; sendo
menores e91
e 91 maiores. Dos menores, 321 são estudantes e dos
maiores, 30 também o são. De uma amostra de livros
emprestados no dia 04/06/81, tivemos: maior incidência dê
dé emprésti^
emprést^
mos de textos infatis e .didáticos,sendo
didáticos,sendo que muitos dos livros
infantis são leituras requeridas pelos programas escolares.
154

Digitalizado
gentilmente por:

4^
♦

�Hä indicações de que o Carro-Biblioteca do Centro de Edu
Hâ
cação Permanente Prof. "Luis de Bessa”
Bessa" está,
principalmente,
sendo usado como apoio escolar. Notamos que, a partir da es
timativa de 37.000 habitantes para o bairro Pompéia, o carrobiblioteca atende, teoricamente, a apenas l,lí da populaçãoalvo. A visita quinzenal pode ainda reduzir este pequeno nú
mero de atendidos.
■'Descontados
Descontados os analfabetos adultos e as crianças
ainda
não alfabetizadas, este índice de l,li
1,1^ continua sendo
muito
baixo. ■

CONCLUSÃO
Em todos os temas trabalhados neste estudo observou-se a
quase total predominância da informação não formal, ou.
ou
vida de■vizinhos,
de vizinhos, parentes e amigos.
As informações sobre o
emprego que ocupam, o terreno onde ergueram o barraco, a
escola dos filhos, o endereço do Posto Medico foram con
seguidos através de comunicação oral.
Nas famílias
de
rendas mais altas êé também muito comum a informação o
ral, mas ê complementada ou validada pela informação es
crita a que têm acesso pelo domínio
da leitura
leiturr e pelo
maior poder aquisitivo.
A informação circulada se reveste de um certo grau de a
cidentalidade, e ê muitas vezes fragmentada ou incorreta. Es
pelha as carências do proprio
próprio meio onde circula. Por outro la
do éê baixo o nível de percepção coletiva das dificuldades de^
des
necessariamente enfrentadas. Tendem a situar as dificuldades
em termos de obtenção/não obtenção do que necessitam. Em ou
tras palavras, o tempo consumido com idas e vindas, o dinhei
ro gasto com a condução não contam, se no final, o documento,
por exemplo foi obtido.
A falta de informação contribui para a não
participação
em movimentos comunitários quando são discutidos temas como
"desfavelamento" e "alta de custo de
de.vida".
vida". Na Pompéia, onde
esses movimentos parecem vir exclusivamente de fora, ouvimos
155

Digitalizado
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�dizer "é sempre a mesma coisa", significando que não há infor
mações novas, ou ainda como se expressou uma favelada em rela
ção ã.
ã CHISBEL (órgão encarregado do desfavelemento em .Belo
Belo Ho
rizonte) - "não dizem coisa com coisa".
coisa",.
Entre as categorias estudadas, as informações'sobre
informações sobre oferta
de emprego são as mais difíceis de serem obtidas. As entre^vistas
entrevistas
com os moradores confirmaram a preocupação da assistente sòcial
social do Posto
Médico da Pompéia, que procura coordenar a demanda e a oferta
de .empregos
empregos no bairro, enfrentando muitas dificuldades. A aconjugados
tual recessão econômica e o crescente desemprego,
com a baixa qualificação dos moradores da Pompéia, configuram
um quadro que aponta para a urgente necessidade de algum
com
promisso por parte da biblioteca pública na organização e di£
seminação de informação no setor. Este pode ser, talvez,
na
Pompéia, o núcleo gerador de informação utilitária ‘organizada
para a comunidade e com a comunidade. A transmissão oral de^
de£
sa informação é uma dimensão com a qual os bibliotecários terão que,conviver.
Conhecendo de perto as carências de uma população da per^
feria urbana e tentando identificar o que está ligado ã informação/desinformação, emergem para o bibliotecário as possibiH
dades de atingir o "não público" de nossas bibliotecas, na ex
pressão de Flusser.^
ainda
A nossa observação do carro-biblioteca na Pompéia,
que superficial, nos leva a reconhecer que ê relativo o conce^
concei_
to, tão generalizadamente aceito, de que o livro é levado
ao
leitor através do carro-biblioteca. Há limitações quanto
ãâ
frequência de visitas do carro, do seu tempo de
permanência
nos locais e no próprio tamanho do acervo que pode ser
tran£
portado em cada visita. Estas são as questões objetivas.
Há
função
ainda as subjetivas, como no caso da Pompéia, onde,em
do local de parada do carro, (junto ao colégio) ele passa
a
ser visto como algo ligado apenas ao
ao,ensino,
ensino, o que é reforçado
pelos alunos uniformizados, seus leitores quase que exclusivos.
Essas limitações talvez expliquem'
expliquem a pouca divulgação do carrobiblioteca entre os moradores da Pompéia.
Este nosso estudo na Pompéia sofreu os limites de ter sido
isolado e não articulado com outros movimentos de ação social
156 ■

Digitalizado
gentilmente por:

�no bairro, e de ter sido uma aproximação de fora para dentro,
sem uma demanda explícita dos moradores do bairro.
Se foi possível vislumbrar um caminho, este pareceu-nos so
bretudo um caminho a ser trilhado passo a passo
com as pró
prias pessoas que alí vivem. Desde o incentivo ã
elaboração
de necessidades de informação por elas próprias, até as formas
de organização para provê-las.
E preciso ter em mente que não se trata apenas de articular pessoas e instituições, como se as primeiras fossem objeto
das segundas. Para explicitar este ponto, pode-se tomar como
quadro de referência as experiências de bibliotecas estrange^
ras no que se refere ã provisão de informação utilitária. Segundo Childers^^^
Childers (1) visualizamos dois níveis de atuação nas bi^
b^
bliotecas americanas. Num primeiro nível, temos a provisão de
informações simples (telefone, endereço) até a provisão de in
formações que envolvem negociações, inclusive
auxílio ativo
por parte da biblioteca contactando fontes externas. Num segun
do nível, as bibliotecas avaliam as fontes externas, trabalham
para remover obstáculos que se interpõem, acompanham o proce£
proce^
so de obtenção, retroalimentam com dados as agências sociais e
planejadores, e ainda ajudam as pessoas a solucionarem
seus
problemas pessoais sem recorrer a outras fontes.
Parece-nos que, neste quadro de atuação, fica bastante re^
r£
forçada a biblioteca como um meio unilateral de comun^
comuni^
cação.
A seleção de fontes externas e sua avaliação,
o
encaminhamento do usuário e todo o processo que
se s£
gue são prerrogativas absolutas da biblioteca. Não se vi£
lumbra nesta relação de comunicação a bi-lateralidade que
possibilite ao usuário tornar-se ele próprio um
informante e vice-versa.
Se os recursos materiais de
uma
sociedade, como a americana, possibilitam enorme alcance
na
nas facilidades o
provisão de informações utilitárias e _nàs
ferecidas ao usuário, diminuem as possibilidades de comunicação bilateral, pois todos os problemas são resolvidos a nível
da biblioteca apenas.
•Estas observações procedem, pois o quadro de referência de
que falamos acima pode vir a ser o modelo inspirador de futuras ações de bibliotecas brasileiras, ainda que não se possa
157

Digitalizado
gentilmente por:

V

�reproduzir localmente as facilidades materiais do modelo. E o
portuno ressaltar que qualquer movimento que se inscreva
no
conceito de ação cultural deve visar a continuidade autônoma
do processo, e isto s5
só é possível quando os usuários são su- ■
jeitos e não objetos do processo.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1 CHILDERS, T. Trends in public library í § R Service.
service. Library
Journal. 104(17):2035-39 , Oct. 1979.
Journal,
2 COSTA PINTO, L.A. As classes sociais no Brasil. In:
Sociologia e desenvolvimento. Rio'de Janeiro, Civilização
Brasileira, 197Õ.
197Ö.
3 ESTABROOK, L. Emerging trends in community library Services.
services.
Library Trends,
Trends. 28(2):151-64
28(2) : 151-64 , Fali
Fall 1979.
4 FREÍRE,
FREIRE, Paulo et alii. Vivendo £
e aprendendo. São Paulo, Brasiliense, 1980. 128p.
síliense,
5 FLUSSER, Victor. Uma biblioteca verdadeiramente pública.
R.Esc.Bibliotecon.UFMG,
R.Esc.Bibliotecon.UFMG. 9(2):131-8, set. 1980.
6 GUIDI
GUIDI,, M.L.M. § GUERRA DUARTE, S. Um
Urn esquema de caracteriza.ção sõcio-econômica. Rev. Bras. Est. Pedagógicos, (52(115):
65-82, jul./set. 1969.
7 KOCHEN, M. § DONOHOE, eds. Information for
for.the
the community. Chicago, American Library Association, 1976. Z82p.
8 LE VEN, Michel Marie. Estudo de 6 favelas e 4 bairros populares de B.H. Praxis,Belo
Praxis.Belo Horizonte: 19-39.'
'99 LEVANTAMENTO de ações sócio-educativas e culturais desenvolvidas por instituições públicas e privadas junto às populações
carentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Belo Ho
rizonte. Universidade Federal de Minas Gerais,,
Gerais^, Pró-Reitaria
Prõ-Reitaria
de Extensão, 1980. 76p.
10 THIOLENT, Michel J. M^ Crítica metodológica, investigação
in-vestigação sor
sot
ciai ^e enquete operária^ Eãõ
São Paulo, Polis, 1980. 2270'p.
70J).

158

Digitalizado
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-

Q

II

12

13

�ABSTRACT
Exploratory study conducted in Bairro Pompéia, Be
lo Horizonte, with the aim o£
of verifying how vital in
formation flows in that community and detecting
the
of the required
barriers that might hinder the search o£
information.
The results showed that vital in£ormation
information obtained
through neighbors, friends
£riends and relatives is £ar
far more
used than printed in£ormation.
information. Witli
With regard
to the
higher social strata printed in£ormation
information is used
to
complement oral in£ormation
information whereas printed in£ormainformation is not used by the lower social classes due to
illiteracy, lack’o£
lack'of reading and low economic resources.
It was veri£ied
verified that the lower the socio-economic class
cl^s
the harder the process of
o£ acquisition of
o£ information
in£ormation
is.
The category employment was proved to be the most
troublesome for that community. In spite o£
of the exis
tence o£
of agencies that provide information about joE
joF
offers the users of such agencies stated the services
óffers
Services
were not efficient.
The^great
The_great number of non-users of library Services
services
in Pompéia area indicates to J.ibrarians
librarians the
various
possibilities of working towards ■■nieeting
laeeting the needs of
that community with regard to vital information.

159

Digitalizado
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�cdu: 061.68:37:621.3»
cdd: 025.0037
621.38
"BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE - BANCO DE DADOS CULTURAIS"
Angela Maria Amaral Rébula - Chefe do
Setor de Documentação e
Informações
Administrativas da Fundação MOBRAL.
Membro do Conselho Regional de Biblio
teconomia - 7a. Região.
RESUMO
Baseado na evolução tecnológica e utilizando os meios de comunicação como recurso, apresenta toda a operacionalização do projeto "Banco de Dados Culturais MOBRAL-TELERJ". O referido projeto
é o resultado de um convênio celebrado entre a Fundação Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL e Telecomunicações
do
Rio de Janeiro S.A. - TELERJ, que desenvolveram juntas um siste
ma de atendimento educacional por telefone. Seu objetivo
funda
menta-se na popularização da informação proporcionada pela faci
lidade e simplicidade da rêde telefônica existente ao alcance de
todos. Para \iabilizpVj.abilizf&gt;- ,.,ce
,^ce sistema cabe a Fundação MOBRAL através do Setor de Documentação e Informações Administrativas
SEDIN, prover a montagem do projeto, utilizar o seu acervo
na
área de Ciências Sociais, fornecer salas e mobiliário. Quanto a
TELERJ cabe prover todo o equipamento técnico necessário
para
sua implantação. Os recursos humanos são fornecidos por ambas as
partes conveniadas. Este sistema visa proporcionar a população ,
em sua primeira fase, conhecimento relativos aos conteúdos
de
História do Brasil da Area de Estudos Sociais do 19 Grau e
do
MOBRAL, bem como estimular o mecanismo de leitura e pesquisa, a
fim de ampliar o universo cultural da comunidade. A partir dessa
fase o Setor de Pesquisa do MOBRAL, através de um instrumental de
"Pesquisa e Avaliação", fará o registro de freqüência de assuntos para possibilitar a extensão do projeto âã outras áreas
de
estudo.
1 - INTRODUÇÃO
A execução deste trabalho, foi motivada não só pela

experiência

obtida nestes três meses de atuação do Banco de Dados

Culturais

MOBRAL-TELERJ, como também pelo conhecimento acumulado

durante

um ano, desde que iniciamos os estudos do projeto, e a

vontade

160

Digitalizado
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�de compartilhar nosso enriquecimento na área de Documentação

e

Comunicações.
Localizado no Setor de Documentação e Informações Administrativas - SEDIN da Fundação MOBRAL, o Projeto Banco de Dados Cultu rais, é a mais nova área do referido Setor que é composto

pelas

áreas de Correspondência, Arquivo Central, MicrofiImagem,
Microfilmagem. Centro
de Memória, Biblioteca e Documentação.
Podemos afirmar, que iniciamos nossos estudos partindo do univer
so de nossa área de Biblioteca e Documentação, ou seja, uma
blioteca tradicional de empresa, com sua área de

Bi-

especialização

voltada para o campo '^■•'s
'’■“s Ciências Sociais.
Empenhados, passamos a conhecer e a pesquisar profundamente

uma

forma de dinamizai nossos serviços, utilizando conhecimentos

de

igação de informações documentárias,
sistemas de div igeção

aliando-os

ao desenvolvime,:to da área de telecomunicações. A finalidade
era chegar a um sistema de informações educacionais não só
patível com a realidade da organização MOBRAL, onde a

com

responsa-

bilidade maior da Educação Pc:Pc - .^nente
.^r.ente ê a tônica constante, como
támbêm
também a um compromisso com uma clientela maior, definida
carente, já usuária dos demais programas do MOBRAL. Uma

como
outra

vertente, seria a comunidade em geral, que em dado momento

vi^
vi£

lumbramos atingir, utilizando um acervo até
atê então voltado princJ.
princ^
palmente para o desenvolvimento funcional de nossos

técnicos.

Nosso objetivo maior, era levar a uma clientela mais ampla

as

informações de um acervo rico e desconhecido na área de Ciências
161

Digitalizado
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�Sociais e até então restrito aos servidores da Fundação e pesqui
sadores de entidades afins.
Passamos a abordar, portanto, alguns tópicos referenciais
nos levaram a somar duas ãreas
áreas básicas. Documentação e

que

Comunica

ção e que propiciaram uma coerência interna necessária ã

implan

tação e operação do nosso Banco de Dados:
-

A filosofia da Educação Permanente, norteadora dos

programas

e projetos do MOBRAL, que se baseia na interpretação da

educa

ção "como um processo que deve prolongar-se durante toda a vida
adulta";
- O avanço da tecnologia, a era da comunicação, e o ser

huma

no, com a gama de conhecimentos que lhe é ofertado, com a neoe£
neces^
sidade de continuamente se reciclar, tanto para seu

desenvolví
desenvolví^

mento profissional, como para seu crescimento social;
-

A necessidade da constante atualização já sentida em todas as

camadas sociais e nas mais diversas faixas etárias, por

todos

que desejam aproveitar plenamente seu potencial intelectual;
- As mais avançadas concepções de Bibliotecas e Centros de

Do

cumentação, que hoje espelham o repositório da cultura nacional,
oumentação,
em sua% diversas ãreas
áreas de especialização e prlncipalmente
principalmente

sens^

blllzadas
bilizadas para os aspectos das mudanças sociais numa tentativa de
acelerar o processo de interação Biblioteca/Comunidade em geral;
- A necessidade de cada vez mais veicular nosso produto "ã

in-

formação", dinamizando os serviços-fins de bibliotecas;
- A popularização da informação;
A facilidade e simplicidade proporcionada pela utilização
rede telefônica existente ao alcance de todos, não só
dos telefones particulares, como públicos.
162

Digitalizado
gentilmente por:

da

através

�2.

PROJETO BANCO DE DADOS CULTURAIS MOBRAL-TELERJ

2.1 - Justificativa:
Considerando que:
.

o MOBRAL é um órgão de educação de massa empenhado em

perse

guir a concretização da filosofia da educração
educação permanente;
.

a educação deve procurar beneficiar-se da evolução

tecnológ^

ca, utilizando-se dos meios de comunicação como recursos;
.

a TELERJ dispõe de uma infra-estrutura capaz de suportar

a

operacionalização de um Projeto que se utiliza do telefone co
mo recurso informativo;
.

a utilização dessa tecnologia tornará a aprendizagem

mais

acessível ã clientela, permitindo um atendimento individualizado com melhor rendimento, e a garantia da mensagem

direta

em resposta ãs expectativas da população;
.

a oportunidade de educar e ser educado apresenta-se em

todos

os eventos, momentos e situações.
Optou-se por Instituir
instituir um Projeto que se utilize do telefone

co

mo melo
meio informativo e recurso didático, para ampliação do univer
so de conhecimentos da população.
2.2 - Objetivo Geral;
Constituir um Banco de Dados Culturais que através da

utiliza

ção de um sistema de informações pelo telefone, propiciará ã po
pulação, conhecimentos relativos aos conteúdos das
diferentes
163 .

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�aréas
areas do ensino de 19 grau e do MOBRAL.
2.3 - Objetivos Específicos;
.

Prestar informações específicas
especificas sobre os programas e.
e ativida
des do MOBRAL e os serviços que ele oferece ã comunidade;

.

Proporcionar conhecimentos relativos ãs
às áreas de Estudos
ciais, Ciências Físicas e Biológicas, Comunicação e

So

Expre£
Expres

são, a nível de 19 grau;
.

Estimular, na clientela, mecanismos de leitura e pesquisa,

a

fim de ampliar o seu universo cultural;
.

Constituir a médio prazo um banco de dados sobre os

assuntos

de maior interesse da comunidade;
comunidade:
.

Implantar um sistema de acompanhamento, controle e

avaliação

do Projeto, visando verificar principalmente o desempenho

do

Banco de Dados e da clientela.
2.4 - Abrangência;
O Banco de Dados Culturais está atingindo o município do Rio

de

Janeiro e áreas periféricas.
2.5 - Clientela;
Clientela:
O Banco de Dados Culturais está atendendo ãà clientela do MOBRAL
e ã comunidade em geral.
3. - Operaclonallzação!
Operacionalização;
164

Digitalizado
gentilmente por:

�3.1 - Capacitação dos Recursos
ReCursos Humanos:
Cabe ao MOBRAL, o treinamento e orientação dos elementos envolv^
dos no Projeto abordando os seguintes aspectos:
.

formas de operação do sistema;

.

conteúdos das diversas áreas;

.

mecanismos de acompanhamento e avaliação.

3.2 - Implantação:
Na fase de implantação,
Implantação, o Projeto está
estã abrangendo informações
Informações re
lativas ao MOBRAL, e conteúdos de História do Brasil da Area
latlvas

de

Estudos Sociais do 19 grau.
A partir dessa fase o Setor de Pesquisa do MOBRAL, através

de

um instrumental
Instrumental de "Pesquisa e Avaliação" (em anexo), registrará
a freqüêncla
freqüência dos assuntos, possibilitando assim que o Projeto se
estenda a outros conteúdos relativos áâ mesma área de estudo

e

gradativamente ã outras áreas.
gradatIvamente
3.3 - Divulgação:
Cabe ã TELERJ, em conjunto com a Gerência de Comunicação

Social

do MOBRAL-GECOM, a divulgação do Programa.
3.4

Montagem do Banco de Dados:

0O Setor de Documentação e Informações Administrativas - SEDIN
165

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�em um prazo de 3 meses:
etn
Promoveu a montagem do acervo de referência da área de estudo
escolhida para la. fase;
Efetuou o cadastro das informações básicas referentes aos con
teúdos de História do Brasil, 19 grau;
Efetuou o cadastro das informações básicas referentes aos Pro
gramas do MOBRAL;
Executou a formatação, tratamento e montagem do Banco de

Da

dos Culturais.
3.5 - Estrutura do Sistema;
3.5.1. - Fluxo de atendimento
Para a fase de implantação do Projeto, cada conjunto de duas
nhas tem, como responsáveis: 1 técnico pesquisador e 1

1^

estagia

rio (na área de Comunicação, Pedagogia ou Biblioteconomia).
3.5.2. - Seqüência
Seqflência do Atendimento;
-

O0 estagiário atende ã chamada telefônica, pelo fone de telefo
nista.

-■-&gt; A pergunta, é ouvida pelo técnico pesquisador ao mesmo

atra

vés do fone normal;
vês
Paralelamente, enquanto o pesquisador inicia a pesquisa,

no

Banco de Dados, ou diretamente em obras de referência, ou

pu

blicações didáticas (caso ãa pergunta ainda não se encontre ca
dastrada) o estagiário dará continuidade ao atendimento,

for

166

Digitalizado
gentilmente por:

I
^Q

I
II
11

I
12

13

�mulando ao cliente as questões contidas no instrumental de pes
quisa e avaliação (nome, endereço, escolaridade, etc)
qulsa
- A resposta poderá ser:
a) Imediata
imediata

- por parte do estagiário
- por parte do pesquisador

b) posterior

- pergunta não cadastrada no Banco de Dados, que
requeira pesquisa complementar por parte

dos

responsáveis pelas respostas.
A resposta será dada por qualquer um dos

ele

mentos cujo ramal se encontre disponível.
A pergunta/resposta se identificará por um cõ
digo, dado ao cliente quando da formulação

da

pergunta;
c) remlsslva
remissiva

- pergunta com grau de complexidade que requeira
pesquisa complementar, por parte do cliente

,

em Bibliotecas Públicas ou Particulares, Inst^
insti
tulções especializadas no assunto questionado,
em nossa Sala de Estudos^etc.

3.6. - Horário de Funcloncimento:
Funcioncimento;

Na fase de implantação, o projeto está funcionando em regime

de

dois expedientes imeuihã/tarde)
imcuihã/tarde),, tendo em vista que se condensarmos o atendimento num dos dois expedientes, parte da
19 grau, pela diversidade de horário, deixará de ser
de 1&lt;?

clientela
atendi
atendí

da.
Horário da Manhã:
Meuihã: 9:00 às 12:00
167

Digitalizado
gentilmente por:

�Horário da Tarde: 14:00 às 18:00
3.7 - Recursos Humanos:
Os recursos Humanos na fase de implantação do Projeto são os

se

guintes:
3 Pesquisadores 1 - Pesquisador Historiador
1 - Pesquisador Professor de 19 grau
1 - Pesquisador Bibliotecário
- 8 estagiários em tempo parcial 4 - estagiários no turno da Manhã
4 - estagiários no turno da Tar
de
- 2 bibliotecários para controle da linguagem, atualização,
matação e arquivamento das informações
datilõgrafos.
- 2 datilõgrafos.^
3.7.1. - Caberá ao MOBRAL:
Fornecer os seguintes elementos:
- 3 Pesquisadores
- 2 Bibliotecários
- 2 Datilógrafos.
Datilõgrafos.
3.7.2. - Caberá a TELERJ:
TELERJ;
Fornecer os seguintes elementos:
- 8 estagiários
168

Digitalizado
gentilmente por:

for.

�3.8.

Recursos Materiais:

3.8.1. - Cabe ao MOBRAL:
MOBRAL;
Prover o Projeto de todos os recursos materiais necessários

a

sua implantação, e desenvolvimento:
.

Salas para o funcionamento do sistema.

- .&lt;&gt;
O'

.

Mobiliário e Equipamentos de Escritório.

.

Promoção da montagem e atualização do acervo de obras de

re-

ferência e material didático.
3.8.2. - Cabe a TELERJ:
Prover o Projeto de todo o equipamento técnico necessário a

sua

implantação, a saber:
.

sistema KS GTE 829 com três aparelhos - duas teclas por apare
Iho e uma tecla de conversação interna.

.

seis linhas tronco de entrada em consecutivo com busca aleatõ
aleató
ria.

.

uma linha em aparelho comum bidirecional para consultas exter
nas.

.

cada aparelho terá um fone de telefonista em paralelo ao fone
normal.

4. - Acompanhamento e Avaliação:
Cabe ao MOBRAL através do Setor de Documentação e

Informações.
Informaçõesf

169

Digitalizado
gentilmente por:

�Administrativas - SEDIN, o acompanhamento do Projeto,

bem como

a realimentação imediata dos técnicos nele envolvidos.
Os responsáveis pela execução deverão, ao final de cada mês, rea
lizar as seguintes tarefas:
.

auto-avaliação de seu desempenho;

.

avaliação cooperativa com os demais elementos envolvidos

no

Projeto sobre a incidência das perguntas:
perguntas; a utilização e

a

adequação das fontes bibliográficas para atendimento aos inte
resses e necessidades da clientela;
replanejamento e realimentação tendo em vista as

avaliações

feitas.
O0 Setor de Pesquisa xlo
do MOBRAL com a colaboração do SEDIN,

elabo

rarã um plano de avaliação do Projeto, procurando verificar:
rarâ
.

a receptividade da comunidade em relação ao Projeto;

.

a contribuição do Projeto para ampliação e aquisição de conhe
ciinentos por parte da clientela;
cimentos

.

a utilização e eficiência dos diversos materiais de consulta;

.

outros aspectos relacionados ao desenvolvimento do Projeto

,

visando subsidiar a sua expansão.
5. - CONCLUSÃO
Criado através de um convênio entre a Fundação Movimento
lelro de Alfabetização - MOBRAL e a Telecomunicações do Rio
leiro
Janeiro S.A. - TELERJ, assinado em 30 de março de 1981, o
ma começou a operar a 6 de abril, pelo telefone 2665522, de

Brasi
de
siste
se

170

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�gunda ã sexta, de 9 ãs 12 e de 14 ãs 18 horas.
Funcionando há três meses, o crescimento das chamadas faz sentir
nitidamente o Interesse
interesse despertado na comunidade:
Abril

6 97
697

Maio

923
92 3

Junho

1.189

Preparado para atender Inlclalmente
inicialmente História do Brasil, a

nível

de 1?
19 grau, e atividades do MOBRAL, o Banco de Dados tem respon
dido também a outras áreas que nos tem sido solicitadas pelos
dldo
suárlos
suãrios tais como História Geral, Geografia, Ciências e

u

Conhecí
Conhec^

mentos Gerais.
Estas respostas são fornecidas utilizando nosso material de refe
rência e prlnclpalmente
rêncla
principalmente acervos de Bibliotecas e Centros de Docu
mentação especializados, tais como "Centro de Documentação
Casa de Rui Barbosa", Biblioteca do IBGE, Biblioteca da

da
Petro

brás. Biblioteca de Furnas e as Regiões Administrativas do
brãs.

Rio

de Janeiro.
As respostas, são fornecidas, ao nível mais simples, sintéticas,
sempre Informando
informando nossa fonte de consulta, quer seja uma publica
ção ou uma entidade como fonte externa.
0 nível que denominamos "Remlsslvo"
"Remissivo" é caracterizado pelo

pesqui

sador, quando o mesmo detecta que o cliente quer desenvolver
trabalho mais complexo, ou seja nas áreas iniciais
Iniciais de

um

atendi
atendí

mento do projeto, onde Incentivamos
incentivamos o usuário a vir pesquisar em
171 .

Digitalizado
gentilmente por:

�nossa Sala de Estudos, ou seja em outras áreas, pois estamos man
tendo atualizado um cadastro de Bibliotecas Regionais, de Biblio
tecas Especializadas, de Centros de Documentação, de Serviços de
Comunicação Social de Empresas, que fornecemos aos Clientes;

o

nome do órgão, seu endereço, seu telefone.
Nossa meta tem sido atingida, pois temos alcançado os

objetivos

propostos no projeto tais como:
- Atingir a faixa de clientela de 19 grau, havendo portanto
encaixe com a política global do MEC, a prioridade do

um

ensino

de 19 grau;
-

Seguir a filosofia do MOBRAL, de proporcionar ã

comunidade

oportunidades de ampliar o seu universo cultural;
- Otimizar a utilização do acervo da Biblioteca do MOBRAL acumu
lado ao longo de dez anos;
-

Promover o intercâmbio de informações educacionais entre

Bi

bllotecas e demais órgãos especializados;
-

Incentivar a utilização educacional de um recurso da área de
Telecomunicações;

- Acompanhar a evolução das áreas de Documentação, Informação e
Telecomunicações.
6. - ABSTRACT
Operacionalização do projeto "Banco de Dados Culturais

MOBRAL-

TELERJ" que visa proporcionar a população conhecimentos

relat^
relati

vos aos conteúdos das diferentes areás do ensino de 19 grau
do MOBRAL.
172

Digitalizado
gentilmente por:

e

�INCIDÊNCIA
INCIOÉNCIA
A
500 --

ATENDIMENTO SEGUNDO FAIXA ETXRIA

450 --

400--

350--

. MESES
LEGENDA
7 A 14 ANOS
15 A 21 ANOS
22 A 35 ANOS
+ DE 35 ANOS
,73.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4&gt;

�INCIDÊNCIA DE CHAMADAS SEGUNDO GRAU DE ESCOLARIDADE
INCIDÊNCIA
II
1000 --

JAN

-+—
FEV

f-

MAR

ABR

MAI

OUN

LEGENDA
|9 GRAU
29 GRAU
SUPERIOR
174

1
2

I

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

jÁ Sc a n
GeraMancnto

^

.0

11

12

�ASSUNTOS ATENDIDOS
INCIDÊNCIA
1000--

900--

800 - -

700--

600--

500--

400 --

300--

200--

I00--

0 I

JAN
JAN.

j

FEV

MAR.

LE6EN0A
LEGENDA
HISTÓRIA 00
DO 8RASIL
BRASIL
CONHECIMENTOS GERAIS
OUTROS ASSUNTOS

cm

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

ABR

MAI.

JUN.

�NÚMERO DE CHAMADAS TELEFÔNICAS
INCIDÊNCIA
2.000 --

l.800--

1.600 --

1,400 - -

1200--

176

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�CADASTRO DE INFORMAÇÕES MOBRAL/TELERJ
MobrdL
MobrjL
ABBUNTO
[ZZ
c

cdplBO
cdoiBo
DATA
TIMFO
TEM^O Ot
OE DITIUÇAO
RETIRCAO
i-U.I I' II ■' J!,
I, I I iI 1I II Jif'
JF■ II ill
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Ifi.".».. 1^1
ÍJ
AOiTENtOl
FRtIHCNIOO FOR
RREERCRIOO

lOW NOVAMENTE
HOVAIttHTC IK
cLIAM
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178

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD - 028.5
CDU - 027.6
A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NUMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIATRICA.
TERNAÇSO
PEDIÄTRICA.

Anna Francisca Martinez Passos
CRB-10/375
Bibliotecária Chefe do Serviço de
Biblioteca, Documentação e Infor
mação Científica do Hospital de
Clínicas de Porto Alegre.

RESUMO
O trabalho apresenta uma das atividades

desenvolvidas

pela Biblioteca do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, junto a
Unidade de Internação Pediátrica, servindo de elo entre a Biblio
teca e o paciente, visando facilitar a sua recuperação.

179

Digitalizado
gentilmente por:

�1 - INTRODUÇÃO
A fábula e o conto surgiram como as primeiras manifestações do psiquismo social, como animadores da vida e, assim, ca
minharam ao longo da evolução dos povos.
Através dos tempos, foram se expandindo; através da di
dJL
vulgação oral, foram enriquecidos pela imaginação, na busca

de

realismos simbólicos.
Paralelamente aos contos, fábulas e outras

formas

de

literatura, a sociedade cresceu numa evolução que acompanhou uma
a outra.
Sempre que se fala em fábulas, contos, automaticamente,
surge, ã nossa frente, a imagem infantil, ou seja,
criança.

a

imagem

da

Daquela que, através da sua imaginação limitada,se tor

nou a razão maior da existência desta expressão literária.
A criança dá crédito ã história e ao mito. Nas asas da
fantasia, ela viaja por mundos misteriosos.

E, mais tarde,

se familiarizando até o ponto de alcançar o equilíbrio

vai

completo

de suas faculdades.
A história nasceu da necessidade de fantasia.

Na sua

fase didática, a história éê necessária para a criança, pois vem
a ser o sonhar acordado;
de fantasia;

o encontro da criança com o seu mundo

a busca do equilíbrio.

As histórias são, para o psiquismo infantil, como o alimento êé para o organismo;
ê:
é:

como o ar é para os pulmões.

Isto

"coisa vital".
Por tudo isso, se deve dar ã criança a história cuida-

dosamente preparada, principalmente para a criança doente.
As restrições impostas pela doença e pelo ambiente hos
180

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�pitalar, levam a criança doente a uma necessidade básica de car^
cari
nho e atenção, por parte dos adultos, a fim de sua pronta recupe
ração.
A recuperação estâ
está relacionada ao cimbiente onde a cri^
criM
ça se encontra.

Uma criança enferma que desfruta de um local de

prazer e lazer, associados ã ventura, onde possa ver coisas, falar com pessoas, perguntar e obter respostas ãâ altura de sua com
preensão, ler, cantar, contar, fazer projetos e, muitas

vezes,

torná-los realidade, dependendo de cada caso clínico específico,
tornã-los
e assim terá amenizadas suas limitações que as condições de

en-

ferma lhe impõe.
As restrições impostas pela doença e pelo ambiente hos
pitalar, devem ser previstas em um planejamento de programa.
Um traualho desta natureza exige seriedade e deve ser
desenvolvido num clima de harmonia, despreocupação, entretimento
e alegria entre os participantes do programa.
AÄ criança que se encontra hospitalizada e usa os servi
serv^
ços da Biblioteca, chamamos de paciente e leitor.

Daí, a termi-

nologia leitor-paciente que iremos aplicar no desenvolver deste
trabalho.
O sucesso desse programa depende da observação da seguinte formação:
- Respeitar a sua própria personalidade e a do leitor
-paciente;
- Reconhecer suas limitações;
- Conhecer o desenvolvimento intelectual

e

emocional

do leitor-paciente;
- Ter sensibilidade aos elementos sutis de comunicação;
- Suportar hostilidades, sem reagir;
181

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�Ser bom observador.

2 - OBJETIVO
Pensando em tudo Isso,
isso, foi que a Unidade de Internação
Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre,juntamente com
a equipe de profissionais que trabalham nessa Unidade,

criou o

Serviço de Recreação.
Sendo a Biblioteca do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, integrante do Grupo de Apoio Assistencial, dividimos

as

nossas atividades com o Serviço de Recreação.
O0 nosso objetivo a esse Serviço é educar, instruir, atender as dificuldades individuais, desenvolver e despertar o gos
to pela leitura e principalmente, preencher as horas ociosas com
amor e carinho, oferecer um pouco de alegria, ao leitor-paciente,
que passa seus dias dentro de um hospital.
Não são contadas, ao leitor-paciente, histórias que ve
nham, de alguma forma identificá-lo
identificâ-lo a alguns de seus problemas,
de seus complexos, bem como história onde se possa transmitir me
do, ou impor determinados tipos de condutas, como punir a curiosidade,, a desobediência, impor horário de comer ou de dormir. Tam
sidade,,a
bém não são recomendadas histórias com enredos e finais tristes.

3 - POPULAÇÃO - ALVO
Crianças baixadas em uma Unidade Pediátrica.
Estamos realizando este trabalho, que não chega a com182

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�pletar 2 (dois) anos de funcionamento.

Neste período foram in-

ternados 1.900 pacientes.
Em uma Unidade de Internação Pediátrica, a faixa
ria dos pacientes é de zero aos 12 (doze) anos.
no hospital é muito variável.
torze) dias.

etá-

Sua permanência

A média é de 4 (quatro) a 14 (qua

Há porém, casos excepcionais, em que os

pacientes

permanecem por longos meses.
O leitor-paciente que é baixado nessa Unidade, ele vem
em média de um nível sócio-econômico
sõcio-econômico baixo.
ciência de alfabetização.

Crianças com

defi-

Elas são oriundas da periferia da ci-

dade ou do interior do Estado.

4 - METODOLOGIA
Quando se tem um público certo para ouvir, ler e

con-

tar história, pode7se
pode-se fazer uma introdução que antecede ã narração, cantando uma música, batendo palmas, etc.
As crianças, no caso os leitores-pacientes,ficam ãâ von
tade, sentadas no chão, ou num colchão, em circulo,
círculo, ou semi-cir
semi-cír
culo, ou, ainda, em
era torno de mesinhas especiais

para

crianças,

de modo que elas possam se sentir confortáveis e possam ver a pe£
soa que irá lhes contar a história.
Na hora do conto, ilustramos a história
bem coloridos.

com

cartazes

Eles têm uma seqüência de exposição semelhante a

de uma história em quadrinhos.

Estes cartazes são colocados mm
num

flanelógrafo, a fim de despertar maior interesse no leitor-pacien
te.
Todas as histórias devem atingir o final esperado.

É
183

Digitalizado
gentilmente por:

*

�preciso observar a expressão dos olhos da criança, para que possamos captar suas expectativas.
Um conto infantil é considerado bom, quando

a

reação

da criança é positiva.
0O ideal é contar história simples, curta, de no máximo
5 (cinco) minutos de duração.
COS em gravuras.

Os livros utilizados devem ser ri
ri^

Seus temas devem versar sobre palhaços,animais

domésticos, tais como:

patinhos, pintinhos, gatinhos, burrinhos,

porquinhos, etc.
Segundo Doris Hasler, "As crianças enfermas gostam de
histórias rimadas e humorísticas".

Gostam de rir dos

aconteci-

mentos cômicos.
Não são contadas, ao leitor-paciente, histórias que ve
nham, de alguma forma, identificá-lo a alguns de seus problemas,
de seus complexos.

Bem como história onde se possa

transmitir

medo ou impor determinados tipos de condutas, como punir a curio
sidade, a desobediência, impor horário de comer ou de dormir. Tam
bém não são recomendadas histórias com enredos e finais tristes.
Para crianças alfabetizadas, emprestam-se livros.
tes empréstimos seguem também um certo critério, quanto ã

Esrela-

ção história e leitor-paciente.
As principais características que uma história

infan-

til deve ter são as seguintes:
- repetir - esta característica da história infantil,vi
sa levar o auditório a intervir e participar;
- ficção - humanização dos personagens;
- imaginação - constitui todo o enredo da história, detalhes e o final.

EÉ a história em si;

- clareza-o
clareza - o enredo deve ser simples e claro;
184

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�- rapidez de ação - quando não há descrição. A

histó-

ria ritmada tem mais ação;
- alegria - deve caraterizar sobretudo no final.
Aos leitores-pacientes, residentes na cidade, que freqüentam a escola, a Biblioteca empresta livros didáticos,

para

que possam fazer seus trabalhos escolares, trazidos por seus pais.
Uma vez feitas as lições, estas são devolvidas ã escola.
Realizamos também atendimentos individuais com
res-pacientes em isolamento.

Esse atendimento consiste

leitoem

em-

préstimos de livros didáticos e leitura infanto-juvenil. Para os
menores emprestamos livros para que seus familiares
as histórias.

lhes

leiam

Estes também participam da hora do conto.

Todos os materiais utilizados imprescindem de um trata
mento especial.

Para isolamento protetor, o material éê estiril^
estirili

zado antes do seu uso e depois que foi utilizado, quando se trata de material contaminado.
Os livros que vão para o isolamento devem
uma encadernação resistente.
grampeados ou com tima

ser

livros

Pois,como já foi

exposto acima, após o seu uso, eles são recolhidos e encaminhados, devidamente preparados ao Centro de Esterilização.
Tendo em vista a pequena permanência do paciente hospi_
hosp^
talizado não êé necessário'
talizadp
necessário’um
um acervo tão grande e que pode perfe^
tamente satisfazer a demanda.
Vimos, com a nossa experiência a falta do hábito
hãbito de le^
lej.
tura familiar, e de formação cultural.

Portanto, mostramos aos

pais, o quanto ê importante a formação do hábito
hãbito de leitura. De£
de cedo, deve-se lèvar
levar a criança a ter contato direto com os livros e procurar desenvolver o hábito
hãbito de ler.
senvolvimento de pensar,

Isto permite o de-

leva a tima
uma reflexão rápida do que leu.
leu,
185

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�desenvolve o raciocínio e estimula a imaginação.
Os interesses pela leitura devem ser estimulados

con-

forme a idade que pode ser:
2 a 4 anos - Gostam de ficar folhando

as

páginas

de

qualquer livro bem ilustrado. Seu interesse prin
cipal nos livros são reconhecer os objetos
lhe são familiares.

que

Gostam de animais, de olhar

gravuras sobre trem, automóveis, avião, isto

é,

coisas que tenham movimentos.

Repetição das i-

déias mesmo mudando a imagem.

Nessa fase gostam

de um companheiro imaginário, por isso

apreciam
aprecicim

histórias de animais que se comportam como gente.
Possuem interesse por outras crianças e pessoas
de fora de sua casa.
5 a 7 anos - Adoram histórias em que a criança, como e
la, tem aventura imaginária.
fasia.

São ávidas por fan

Está ainda mais interessada no que se pa£
pas

sa a sua volta.
7 a 9 anos - Nessa faixa de idade inicia-se a diversificação de interesses entre os meninos e as men^
nas.

As meninas preferem histórias de fadas, de

reinos encantados, princesas, etc.

Os

meninos,

ação, heroísmo, aventuras emocionantes.
10 a 12 anos - Os meninos preferem fatos,histórias ver
dadeiras, ficção científica, como Tarzan,
rix, Lucy Luche, Júlio Verne, etc.

As

Astemeninas

tendem para o lirismo, novelas românticas, sent^
mentais, e ainda aventura policial.
186

Digitalizado
gentilmente por:

Q0

II
11

12

13

�5 - IMPLEMENTAÇÃO
Os leitores-pacientes recebem desde o início,até o fim
de sua permanência, uma carga de conhecimentos, que nem
nemoo seu lar
e nem a sua escola podem proporcionar.
Paralelamente ao trabalho que realizamos com os nossos
leitores, pacientes recebem outras atividades, que vão desde cinema, teatro de fantoches, jogos, discos, etc.
Além da Bibliotecária, essas atividades envolvem um grji
grja
po de multi-profissionais, tais como, psicólogas, assistentes so
ciais, grupo de enfermagem, recreacionistas, etc.

6 - CONCLUSÃO
Um dos principais fatores para a recuperação de crianças doentes êé mantê-las ocupadas e alegres.
Ociosidade e tristeza, são os maiores aliados da doença.

Daí a importância do trabalho da Biblioteca, numa

Unidade

de Internação Pediátrica.
Aos pais, cabe o importante papel de colaborar
esforço de recuperação.

neste

Por isso, mostramos aos pais quanto é im

portante a continuação do hábito da leitura.

Importa desde cedo,

levar a criança a ter contato direto com os livros e a

procurar

desenvolver o gosto de ler.
Que cada resultado de nossa experiência, onde todos aprendem e crescem, seja uma constante, e a criança hospitalizada,
a beneficiada.
Com o decorrer do tempo, muitas coisas poderão

sofrer
187

Digitalizado
gentilmente por:

�modificações, novos programas, trabalhos, métodos, surgirão.
Ê muito importante salientar que o nosso processo

de

desenvolvimento cultural, numa Unidade de Internação Pediátrica,
não é esporádico, mas, um trabalho diário.
Achamos que uma Biblioteca Hospitalar, além de atender
a seu corpo médico, como também a administração e funcionários,
pode dedicar algumas horas a pacientes, entretanto, sem intervir
nas atividades médico-enfermagem, ou outros serviços prestados.
Por mais simples e despretencioso que seja o que possa
mos oferecer, poderá se tornar um grande benefício a um ser huma
no hospitalizado.
Pelo exposto, fica evidente, que a Biblioteca Hospitalar êé um setor que exerce grande influência na vida do hospital,
quer se considere a Biblioteca médica, quer se considera

a

Bi-

blioteca dos pacientes.
Muitos hospitais poderiam oferecer uma assistência mais
duradoura se na sua organização dessem ã Biblioteca o seu valor
real.

ABSTRACT
The work
Work presents one of the activities
activlties developed by
the Hospital de Clínicas de Porto Alegre Library, along with
the Pediatric Internation Unit, working as a bond between the
Library and the patient aiming to make faster his recuperation.

188

Digitalizado
gentilmente por:

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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fev.,, 1967.

0 Globo,

Reolita Paulli-

189

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�C.D.D. 021.2
C.D.U. 021.2(815.1)
CARRO-BIBLIOTECA DA ESCOLA DE BIBLIOTECONOMIA DA UFMG: DMA
UMA ANÄLI
ANALI
SE DA DEMANDA DE MATERIAL DE LEITURA

Jeannette M.Kremer
B^ '
Professora da Escola de Bi
blioteconomia da UFMG
Associação dos Bibliotecárics
Bibliotecárice
de Minas Gerais
CRB/6 n9 123

Com o objetivo de verificar os princ^
princi.
pais fatores que influem na demanda '
feita ao Carro-Biblioteca da
Escola
de Biblioteconomia da UFMG, foram ana
lisadas algumas características
dos
seus usuários, suas preferências
a
respeito de material de leitura, razões para escolha de obras e
outras
alternativas existentes nos locais pa
ra obtenção de material de leitura por
empréstimo. Foi dado destaque aos títulos de obras mais citados pelos usu
ãrios, com ênfase especial para
os
contos de fadas. Foi feita uma critica âã atuação das bibliotecas públicas
locais.
1- A PESQUISA NO CARRO-BIBLIOTECA
O Centro de Extensão da Escola de Biblioteconomia da UFMG, através de um convênio com o Instituto Nacional do Livro, mantém desde 1973 um serviço de carro-biblioteca. Cinco localida
têm
des da região metropolitana de Belo Horizonte (cidades de Contagem, Ibiritê,
Ibirité, Raposos, Santa Luzia e distrito de Sarzedo)são
atualmente atendidas por esse serviço. Cada cidade é visitada'
uma vez por semana. Os empréstimos são feitos por um estagiário da Escola de Biblioteconomia.
190

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�0 objetivo desta pesquisa é analisar a demanda de material de
leitura em cada uma das cidades visitadas pelo carro-biblioteca. Com esta finalidade foram entrevistados duzentos e quatro
usuários no período de 7 de abril a 19 de junho de 1981. 0 roteiro de entrevista é apresentado em anexo.
Através das respostas obtidas durante as entrevistas procurouse analisar os seguintes aspectos diretamente ligados ã demanda: a) características dos usuários; b) características das obras do carro-biblioteca que mais atraem os usuários; c) prefe
rências dos usuários a respeito dos vários tipos de material '
de leitura; d) alternativas para obtenção de material de leitu
ra: bibliotecas locais e obras existentes nas residências dos
usuários.
Este estudo apresenta um caráter eminentemente descritivo e ex
ploratório, mas com algumas tentativas para analisar em profun
didade alguns dos aspectos pesquisados. ÊE importante mencionar
que procurou-se apenas analisar a demanda ao carro-biblioteca,
sem maiores pretensões de verificar as necessidades de informa
ção dos usuários.
Os dados obtidos através das entrevistas foram inicialmente analisados separadamente por localidade. Como não foram encontradas diferenças significativas entre os resultados de cada '
lugar, foi julgado conveniente apresentar aqui apenas os números e percentagens totais.
2- A POPULAÇÃO ESTUDADA
As características dos usuários do carro-biblioteca que se pro
curou verificar foram: o número real de pessoas atendidas
em
cada local durante o período da pesquisa, sexo, idade, número
de volumes que os usuários costumam levar por empréstimo, núme
ro de pessoas que lêem as obras emprestadas, tempo de uso e co
mo os usuários ficaram sabendo da existência do carro-bibliote
ca.
A tabela 2.1 indica a média de usuários atendidos em cada visi^
visi
ta do carro-biblioteca em cada localidade no período da pesqui
pesqui.
sa, mostrando que o número médio total de usuários foi de 317.
Desses usuários 204 forcim
foram entrevistados, sendo 30,9% do
sexo
masculino e 69,1% do sexo feminino, que é portanto o sexo predominante .
191

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 2.1Usuarios; do carro-blblioteca
UsuáriOE
carro-biblioteca no período de 07/04/1981 a 01/06/1981
Média de usuários
atendidos
ContageiT!
Contagem
Ibirité
Raposos
Santa Luzia
Sarzedo
Total

Usuários
entrevistados

34
77
4444
86
76

37
48
36
42
41

317

204

A média de usuários atendidos foi baseada nas estatísticas of^
ciais do carro-biblioteca, coletadas pelos estagiáfios que rea
lizam o serviço de empréstimo. Verificou-se que esses
egses números
são obtidos através da simples contagem do número de cartões ds
de
leitores em cujo nome foram feitos os empréstimos. No entanto,
analisando-se o número de volumes levados por empréstimo por
cada usuário entrevistado, chegou-se ã conclusão que apenas 79%
dos usuários levaram por empréstimo até dois volumes
(máximo
permitido por pessoa) e que, portanto, 21% deles levaram obras
emprestadas utilizando-se dos cartões de leitores de outras pe£
soas que não tinham comparecido (geralmente parentes).
Os 204 entrevistados tinham-se
tlnham-se utilizado do nome de 70 outras
pessoas (28 em Santa Luzia) para poderem retirar mais
livros
por empréstimo, o que não deixa de ser uma prova do seu gosto
e interesse por leitura. Subtraindo-se esses 70 nomes dos 317
oflcialmente atendidos, pode-se verificar que não mais de 247
oficialmente
pessoas foram realmente atendidas, das quais 82,6% foram entre
vistadas. Isso torna bastante significativos os resultados de£
des
ta pesquisa.
A tabela 2.2 mostra a idade dos usuários entrevistados. A moda
se apresentou na faixa de 10 a 12 anos, com 50, 49% dos usuários, o que demonstra que essa é a idade áurea para leitura.Se
nessa idade fossem criados mais incentivos ã leitura, quem sabe se os adultos de amanhã estariam mais interessados em ler '
livros?
192

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 2.2
Idade dos usuários entrevistados
Anos de idade

N9 de usuários

%

Freqtlência acumulada (%)

36
103
37
11
5
12

17,65
50,49
18,14
5,39
2,45
5,88

17,65
68,14
86,28
91,67
94,12
100,00

Total

204

100,00

Moda
Idade mínima
Idade máxima

10 - 12 anos
7 anos
64 anos

1
10
13
16
19

&gt;

9
12
15
18
21
21

A população atendida pelo carro-biblioteca apresenta um
ura caráter bastante flutuante, como pode ser verificado pela tabela
2.3. A maioria das pessoas (70,59%) eram usuários há não mais
TABELA 2.3
Tempo de uso do carro-biblioteca pelos usuários
Tenpo
Taipo de uso

N9 de usuários

la. vez
Menos de 1 mês ....
1-2 meses
3-4 meses
5-6 meses
&gt; 6 meses &lt; 1 ano
1 ano
2 anos
3-4 anos
&gt; 4 anos
Total

%

Frecjüência acumulaaa (1)
(',)

2288
28
30
14
18
3
23
2288
18
14

13,73
13,73
14,71
6,86
8,82
1,47
11,27
13,73
8,82
6,86

13,73
27,46
42,17
49,03
57,85
59.32
59,32
70,59
84.32
84,32
93,14
100,00

204

100,00

do que um ano e desses 27,46% o freqüentavam havia menos
de
um mês. Não se conhecem exatamente as causas dessa grande flu
193

Digitalizado
gentilmente por:

�tuação, mas sabe-se que esse fenômeno vem ocorrendo desde o
início dos serviços.
Sendo tão flutuante a população atendida, foi
interessante
verificar como os atuais usuários descobriram a existência '
do carro-biblioteca. O resultado é que 38,73% foram informados por um colega, amigo ou vizinho; 25,98% por um parente,
geralmente um irmão; 24,51% descobriram o tarro por livre iniciativa; 4,41% receberam essa informação de uma professora
ou diretora de escola e 6,37% não se lembravam. Em vista dis
di£
so, seria bom empreender uma campanha de esclarecimento nas
cidades atendidas, para que o conhecimento dos serviços pres
tados pelo carro-biblioteca não ficasse mais tão ao acaso.
Aparentemente, não é muito grande o número de pessoas atualmente atendidas pelo carro-biblioteca. Para verificar
esse
fator, perguntou-se aos usuários quem iria ler as obras leva
das por empréstimo. Os resultados não deixaram de
dO surpreender. Das 204 pessoas entrevistadas, 201 pretendiam elas me£
rae^
mas ler as obras, mas essas obras seriam lidas também
por
178 irmãos dos usuários, 26 mães, 12 vizinhos e outros paren
tes, 10 filhos e 8 pais, num total de 435 pessoas, o que
éê
um número bastante elevado e que poderá aumentar mais ainda
no futuro próximo.
3- CARACTERÍSTICAS DAS OBRAS EMPRESTADAS
Durante as entrevistas foi anotado que obras cada pessoa ti
ti^
nha retirado por empréstimo e procurou-se saber por quais mo
tivos essas obras tinham sido escolhidas.
A tabela 3.1 apresenta a classificação das obras emprestadas,
mostrando que 72,84% são obras da literatura infanto-juvenil
em geral, o que está bem de acordo com a média da idade
da
população atendida. A isso pode-se somar ainda 7,32% de empréstimos de contos de fadas clássicos (de Andersen, Perrault
e irmãos Grimm), o que eleva esse total para 80,16% dos em '
préstimos. As menções a contos de fadas clássicos são sempre
apresentadas separadamente neste estudo para chamar a atenção para a sua enorme importância. São obras que estão sempre emprestadas e que se destacariam ainda mais se no acervo
tivesse mais exemplares delas.
Os leitores de literatura infanto-juvenil não são apenas cri^
cr^
194

Digitalizado
gentilmente por:

�anças. Os aaultos
adultos maiores de 18 anos retiraram 31 obras

as-

TABELA 3.1
Número e classificação das obras levadas por empréstimo
Classificação das obras

N9 de obras enprestadas

%

Infantil (geral)....
(gorai)....
(geral)....
Juvenil (geral)
....
Ficção brasileira...
Contos de fadas
Ficção estrangeira..
Poesia, Teatro
Outras

211
167
42
38
35
13
13

40,66
32,18
8,09
7,32
6,74
2,50
2,50

Total de obras.

519

100,00

N

202 *

usuários

Média de anpréstlmos
anpréstimos por usuário

2,6

* Dois usuários não levaram obras por empréstimo.
sim classificadas, das quais 21 eles mesmos pretendiam ler,
sendo as outras dez obras retiradas para filhos ou irmãos me
nores. Entre essas obras figuravam seis contos de fadas, cin
ein
co dos quais seriam lidos pelos adultos. Esses adultos levaram outras 24 obras por empréstimo, classificadas como ficção brasileira e estrangeira, poesia e teatro. A preferência
é portanto pela literatura Infanto-juvenil
infanto-juvenil mesmo entre os adultos. Entretanto, uma das causas disso não deixa de ser o
carro-biblioteca é mais rico em llte
lite
fato de que o acervo do carro-blblloteca
ratura infanto-juvenil do que noutras áreas, de forma que po
de-se suspeitar que é a oferta que realmente causa esse tipo
de demanda e que também atrai mais crianças e menos adultos.
A tabela 3.2 mostra quais são os fatores que mais atraem os
usuários quando estão escolhendo livros para levar por
empréstimo. 0O mais forte fator de atração está na apresentação
física dos livros (ilustrações e capas atraentes), que correspondeu a 37,92% dos motivos de escolha de um livro. ÊE interessante notar também que 8,21% dos livros foram escolhidos porque havia um bicho qualquer numa ilustração ou no tl195

Digitalizado
gentilmente por:

�tulo. Poucos livros (4,90%) foram escolhidos porque foram re
TABELA 3.2
Motivo da escolha das obras levadas por empréstimo
Motivo da escolha *

N9 de motivos relatados

%

Ilustrações
Capa
Assunto
Titulo
Tipo de obra
Bichos
Recomendação
Autor
Releitura, renovação.
série
Outro

139
101
89
75
58
52
31
29
24
7
28

21.96
15.96
14,06
11,85
9,16
8,21
4,90
4,58
3,79
1,11
4,42

Total de motivos.

633

100,00

202
* Podia ser dado mais de um motivo de escolha por obra.
comendados por alguém, sendo que apenas 0,79% foram recomendados pelo estagiário do carro-biblioteca, o que éê muito pou
CO, pois orientar os usuários deveria ser uma das suas principais funções.
É interessante notar que uma das principais características'
das obras emprestadas é que elas se destinam ao lazer dos ,uusuários que é, além do fator educativo que lhes é inerente,
suãrios
uma prova do grande valor social do carro-biblioteca.
4- PREFERÊNCIAS A RESPEITO DE MATERIAL DE LEITURA
Para poder-se determinar as preferências dos usuários a respeito de material de leitura, foi-lhes perguntado que
tipo
de livro mais apreciavam, qual era o seu livro predileto
e
como tinham conseguido esse livro para ler, quais eram
as
suas revistas prediletas e se o carro-biblioteca sempre trazia o que desejavam ler.
A tabela 4.1 mostra as preferências dos usuários a respeito'
196

Digitalizado
gentilmente por:

�de várior tipos de livros. A principal preferência é pela 1^
li^
teratura infantil (52,72%), sendo interessante notar que
'
16,32% dessas pessoas preferem contos de fadas. As crianças
mais novas gostam muito de livros que falam de bichos. Roman
TABELA 4.1
Preferências a respeito de tipos de livros
Tipos de livros

N9 usuários

Infantis
- em geral
- contos de fadas.
- bichos
Romances
Aventuras
Policiais, espionagem,
suspense, terror
Juvenis (geral)
Didáticos
Poesias
Sem opinião
Total.

76
39
11
33
29

52,72

18
11
10
8
4
239

100,00

ces e histórias de aventuras estão em segundo e terceiro lugares de preferência. Ê curioso que alguns usuários citaram
livros didáticos (geralmente de História do Brasil) como sen
do seu tipo predileto, em vez de alguma obra mais amena, mais
adequada ao lazer. ÊE possível que essas pessoas ainda não t^
ti
vessem lido um número suficiente de livros para formar
uma
melhor opinião a respeito do que gostam de ler.
Baseando-se nas respostas ã pergunta de qual livro
tinham
mais gostado, foi possível listar os dez livros prediletos '
dos usuários, que são:
19 lugar: Branca de Neve e os Sete Anóes, dos
Irmãos Grimm (14 votos).
29 lugar: A Ilha Perdida, de Maria Josê Duprê'
(10 votos).
197

Digitalizado
gentilmente por:

�39 lugar: Pinocchlo,
Plnocchlo, de Carlo
Cario Collodi (7
{7 votos).
49 lugar: A Montanha Encantada, de Maria José
Dupré {6
(6 votos).
59 lugar: Atlrla,
Atirla, a Borboleta, de Lúcia MacliaMachado de Almeida; Joãozinlio
Joãozinho e Maria, dos
Irmãos Grimm; Chapeuzinho
Cliapeuzinlio Vermelho,'
Vermellio, '
de Ctiarles
Charles Perrault (5 votos cada).
69 lugar: All-Babá
Ali-Babã e os 40 Ladrões; A Gata Borralheira, de Ctiarles
rallieira,
Charles Perrault;
Meu
Pé de Laranja Lima, de José Mauro de
Vasconcelos (4 votos cada).
Realmente, o número de votos dados (64) para esses dez
livros não parece muito significativo, mas corresponde a
25%
dos livros citados como os prediletos dos usuários. Os outros
75% dos votos foram para um número bastante grande de livros,
nenhum consenso.
consenso, Efi interessante not^r que a maioria dos
sem nenlium
livros citados são clássicos da literatura infanto-juvenil e
que quatro deles são contos de fadas.
Analisando-se as respostas dadas sobre os livros prediletos,
foi interessante ver que a grande maioria (90,35%) dos usuários foi capaz de citar os títulos dos livros de uma
forma
quase sempre correta, enquanto que o nome do autor só
foi
lembrado por 11,2% dos usuários (tabela 4.2).
TABELA 4.2
Tipo de recordação dos livros de que os usuários mais gostaram
Usuários se lembravam de:
Usuáries
SÓ do
Autor
SÓ do
SÓ da
SÓ do

título
e título
assunto
série
autor

Total

N9 livros citados

%

208
26
17
5
3

80,31
10,04
6,56
1,93
1,16

259

100,00

Treze pessoas não foram capazes de dizer qual é o seu livro
predileto. Dessas, 92,31% usavam o carro-biblioteca liá
há menos
198

Digitalizado
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�de 2 meses, sendo que 53,85% estavam retirando livros
pela
primeira vez. Isso mostra de uma forma indireta
Indireta que é o ser
viço do carro-blblloteca
carro-biblioteca que molda o gosto pela leitura
na
população atendida. Aliás, isso
Isso é confirmado na tabela 4.3,
pois 63,71% dos livros prediletos tinham sido emprestados pe
lo carro-biblioteca.
carro-blblloteca. A segunda melhor alternativa é a compra
de livros, coisa difícil para esse tipo de população, const_i
constl
tuída na sua maioria por pessoas cujo nível sõcio-econômico'
sócio-econômlco'
é geralmente baixo. EÊ espantoso o triste papel das bibliotecas públicas, nas quais s5
só 2,7% dos livros de que os usuários
gostaram foram encontrados.
TABELA 4.3
Medo de obtenção dos livros de que os usuários mais gostaram
Modo
Modo de cbtenção
obtenção dos livros

N9 livros citados

%

Htpréstimo do carro-biblioteca..
Elrpréstimo
carro-blblloteca..
Coipra *
Ccnpra
Orpréstimo de parente, colega &lt;
Elrpréstimo
amigo
Bipréstimo de biblioteca escolar
Elrpréstimo
Presente recebido.
BiÇiréstimo de biblioteca pública
Bipréstimo

165
35

63,71
13,51

27
15
10
7

10,42
5,79
3,86
2,70

Total.

259

100,00

* Livro comprado pela própria pessoa ou por alguém da família.
A tabela 4.4 mostra as preferências dos usuários a respeito'
de revistas. As mais lidas são da Mónica
Mónlca e da sua turma (86
votos), do Walt Disney (78 votos) e Capricho (21 votos).
E
interessante notar que as revistinhas da Mónica
Mónlca e de sua tur
ma derrotaram Walt Disney na preferência dessa população. Não
êé motivo de espanto que uma população constituída na sua maio
ria de crianças prefira revistas Infantis
infantis em quadrinhos, nem
de que as fotonovelas têm a preferência das adolescentes. Mas
foi curioso verificar que 13% das crianças de 7 a 12 anos ci^
c^
taram algum título de fotonovela como sendo sua revista predileta e ainda três dessas crianças são do sexo masculino. O
que provavelmente ocorre éê que essas crianças não dispõem de
199

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�TABELA 4.4
Preferências a respeito de tipos de revistas
Tipos de revistas

N9 de_
citações

Revistas
N9 de
mais citadas citações

Infantis em quadrinhos....
Fotonovelas, histórias de
anor
amor
Juvenis em quadrinhos
Honem, mulher, sexo, fiHctnem,
lhos, decoração, culinária, moda, etc
Notícias

190

64,19

Monica.

63

66
17

22,30
5,74

Capricho.
Fantasma.

21
5

13
10

4,39
3,38

Claudia.
Manchete.

6
6

Total.

296

100,00

revistas infantis para ler em casa, talvez porque a mãe, vizinhas e irmãs maiores só
sô compram fotonovelas. Isso é provavelmente a razão porque várias crianças declararam que
não
liam revistas porque não gostavam de fotonovelas. Aliás 28
pessoas (13,73% dos usuários entrevistados) declararam que
não gostam de ler revistas. Metade dessas pessoas são de Ibi
Ib£
rité, onde o número de crianças entrevistadas foi maior.
Examinando-se a tabela 4.5 nota-se que os usuários
parecem
estar satisfeitos com o acervo do carro-biblioteca,
pois
54,37% sempre encontraram o que procuravam e, entre aqueles
que não encontraram determinada obra, 20,87% resolveram
o
problema levando outro livro. Isso demonstra que a coleção é
mais usada para lazer, pois proporcionalmente são em menor
número os que procuram livros para trabalho de escola, sendo
estes últimos mais persistentes para achar uma obra e chegam
mesmo a comprá-la
comprâ-la quando não a conseguem logo por empréstimo.
Analisando-se as características dos usuários que sempre en
contraram o que procuravam, foi interessante constatar
que
65,17% deles tinham menos de um ano que usavam o carro-biblio
teca. Isso explica em parte porque ainda não tinham sofrido
nenhuma frustração.
As obras procuradas e não encontradas podem ser classificadas como: a) ficção brasileira e estrangeira (30,43%); b) ccn
con
200

cm

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�TABELA 4.5
Capacidade do carro-biblioteca em atender ã demanda
denanda
Declarações dos usuários
Senpre acharam o que procuravam

Número de usuários
112

Não encontraram o que procuravam e:
a) Levaram outra c±ira
dara
43
b) Esperaram que o carro-biblioteca'
trouxesse a obra
ctora desejada
21
c) Pediram a obra ertprestada noutro'
6
lugar
d) Desistiram de ler a obra desejada
5
e) Coipraram a obra
'Caipraram a obra 2
17
f) Não disseram que atitude tarariam
tonariam
Total

206

%
54,37
20,87
10,19
2,91
2,43
0,97
8,25

2

100,00

Nota: alguns usuários citaram,
citaram mais
rrais de um caso de frustração.
tos de fadas clássicos (22,83%); c) obras didáticas, dicioná
dicionâ
rios (15,22%); d) infantis (13,04%); e) juvenis (6,52%); f)poe
sias (6,52%); g) revistas (5,43%). Os títulos mais citados '
foram: 19 - Chapeuzlnho
Chapeuzinho Vermelho (8 citações); 29 Branca
de Neve e os Sete Anões (7 citações); 39 - Coleção Para Gostar de Ler (4 citações); 49 - Pinocchio; Gata Borralheira; '
Meu Pi
Pé de Laranja Lima (3 citações cada). A grande
maioria
das outras obras mencionadas não foi citada por mais de uma
pessoa.
5- ALTERNATIVAS PARA OBTENÇÃO DE MATERIAL DE LEITURA
Outro fator que pode influir na demanda de material de leitura ao carro-biblioteca ê a existência ou não de outras alternativas para obtenção de empréstimos,
empristimos.de
de obras.
A tabela 5.1 mostra que a maioria dos usuários (61,5%)
não
tem ou não conhece outras alternativas. Os que dispõem de bi.
bliotecas públicas geralmente não as usam e, quando as usam,
só o fazem esporadicamente para fazer um trabalho de escola.
sõ
Alguns usuários expressaram bem porque as bibliotecas públicas são tão pouco usadas por eles:
201

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�TABELA 5.1
Alternativas para obtenção de enpréstimos
enpréstlmos de obras se o
carro-biblloteca não atendesse no local
carro-biblioteca
CUtro local para obtenção
Outro
empréstimos
de enpréstimos

N9 de usuários

Nao tem
Biblioteca pública local
- usada
- não usada
Biblioteca escolar
- usada
- não usada
Colegas, amigos, parentes..
CJolegas,
Biblioteca do MOBRAL
MCBRAL
Biblioteca em outra cidade.
Biblioteca particular
- an
em casa
- noutro lugar...

131

61,50

14
29

6,57
13,62

20,19

11
7
7
6
4

5,16
3,29
3,29
2,82
1,88

8,45

3
1

1,41
0,47

Itotal.
Total.

213

100,00

"Não gosto porque os livros de lã são chatos, não entusiasmam a gente, têm gravuras feias" (Roseli, 11 anos,
Ibirité).
Ibiriti).
"Lã tem de pagar taxa, só
s5 pode ficar dois dias cora
com o H
1^
vro" (Elza, 31 anos. Santa Luzia - nunca entrou na Biblioteca Pública de Santa Luzia).
"Biblioteca só tem livros grossos e só deixa um dia" '
(Jaime, 10 anos, Raposos).
Todos os usuários do carro-biblioteca o preferem, mesmo quan
do existem alternativas. As razões dessa preferência
são
óbvias: acervo de literatura infante-juvenil
infanto-juvenil bem melhor
do
que nas bibliotecas públicas locais, mais liberdade para escolher obras, prazo flexível (7 dias prorrogáveis), livro le
vado para perto deles (fator acessibilidade), não ficam de-

202

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�vendo favor a ninguém (como seria o caso se tomassem livros
emprestados com amigos), serviço gratuito.
0 fator acessibilidade é ainda mais importante em Santa Luzia, onde o carro-biblioteca atende ao bairro Carreira Compri^
Compri
da, que fica bastante afastado da parte alta da cidade, onde
se localiza a Biblioteca Pública. Para as pessoas desse bair
ro é como se a Biblioteca Pública de Santa I.uzia nem existis^
existis
se. Bibliotecas públicas em outras cidades, como Belo Horizon
te, são ainda mais Inacessíveis.
inacessíveis. As bibliotecas escolares, '
oquando existem, costumam ser pobres ou então têm apenas
bras de referência. Uma única biblioteca do MOBRAL foi encon
trada, localizada no prédio da Prefeitura de Raposos. Só
Sõ em
Sarzedo foram mencionadas bibliotecas particulares, com mais
ou menos cem obras em cada acervo.
Outras alternativas para obtenção de material de leitura seriam obras existentes nas residências dos usuários.
A tabela 5.2 apresenta uma estimativa da quantidade de
lirevi tas existentes nas residências dos usuários. Povros e revi'tas
de-se verificar que são poucos que têm uma quantidade razoável de obras, pois 62,26% tim
têm no máximo dez livros e 85,29%
têm no máximo dez revistas em casa. Dos livros
existentes,
75,98% dos usuários têm livros didáticos e apenas 40,2% têm
livros que não foram comprados por exigência de escola.
Em
relação aos periódicos, 38,73% dos usuários possuem revistas
infantis, 25% fotonovelas e 8,82% indicaram revistas juvenis
em quadrinhos.
Os modos de aquisição das obras foram os seguintes:
81,37%
(ê bom mencionar que livros d^
di.
dos usuários compraram livros (é
dáticos são geralmente sempre comprados); 20% ganharam
livros de presente e 3,9% tim
têm livros emprestados em casa. Dos
revistas
usuários, 50% compraram revistas, 20,59% ganharam
de presente e 9,8% indicaram revistas que tomaram empresta '
das.
Também foi incluída no estudo uma análise dos hábitos de le^
tura de jornal dos usuários. Foi interessante notar aue 45,1%
dos entrevistados lêem jornais e 54,9% não lêem.
liem. Os jornais
mais lidos são Estado de Minas (27,94%
(27,'94% dos usuários entrevis
entrevi^
tados) e Diário da Tarde (13,24%). Os jornais locais são 11^
l_i

Digitalizado
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0

11

12

13

�TABELA 5.2
Estimativa de quantidade de material de leitura existente
nas residências dos usuários

dos por apenas 4,4% das pessoas. A forma de aquisição
mais
comum é por compra (34,31% dos usuários). A conclusão
mais
significativa é que o hábito de leitura de jornal
aumenta
proporcionalmente ã idade, pois a percentagem de leitores de
jornais em cada faixa de idade é a seguinte:
7 - 9 anos:
30,55%
10 - 12 anos:
36,89%
13 - 15 anos:
54,05%
16 - 18 anos:
63,64%
19 - 21 anos:
80,00%
Mais de 21 anos
anos:: 100,00%

204

cm

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�6- CONCLUSÕES
O acervo do carro-biblioteca é formado de aproximadamen-te .
5.000 livros, mas em cada viagem pode carregar apenas 1.500
obras. Cada localidade é visitada apenas uma vez por semana
e o carro não pode geralmente permanecer lá por mais de duas
horas, por causa da distância de Belo Horizonte. As despesas
com manutenção do carro, pagamento do motorista e principalmente com a gasolina são pesadas. Por quanto tempo esse serviço poderá ser mantido?
O carro-biblioteca não é a solução ideal para resolver
os
problemas de acesso a materiais de leitura nas cidades onde
presta serviço, mas apenas um pobre paliativo. O ideal é uma
biblioteca pública local, com sucursais fixas em bairros afastados, e com uma coleção que não seja só formada de obras
didáticas e de referência. Literatura para lazer é tão impor
tante quanto obras didáticas, e tem o mesmo valor educativo.
Pessoas com
cora baixa renda, mesmo que gostem de ler, não poderíam fazê-lo nessas localidades se não fossem servidas pelo
carro-biblioteca. Não se pode esperar que fiquem dentro
de
uma biblioteca pública onde os livros "são chatos, não entusiasmam a gente, têm gravuras feias" como explicou uma menina de Ibirité.
Ibiritê. "Para que uma estória realmente prenda a aten
ção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade.
Mas para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e tornar
claras
suas emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspira
çõe^; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tem
po, sugerir soluções para os problemas que a perturbam."(1)
perturbam." (1)
Nesta pesquisa o resultado mais fascinante foi constatar
o
grande prazer experimentado pelos usuários quando descobrem'
as- obras clássicas da literatura infanto-juvenil universal,
algumas delas versões que descendem de contos que existem há
algumas centenas de anos. Entre elas destacaram-se os antigos contos de fadas, que geração após geração, há tantos anos, encantam crianças do mundo inteiro. Para finalizar, nada mais conveniente do que a seguinte explicação de Bettelheim:
^BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Tradução de Arlene Cae
tano. 3.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980. p.l3
205

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�"...
... os
OS contos de fadas ensinam rouco
pouco
sobre
bobre
as condições específicas da vida na moderna so
ciedade de massa; estes contos foram inventados muito antes oue
aue ela existisse. Mas através deles pode-se aprender mais sobre os problemas interiores dos seres humanos, e sobre
as soluções corretas para seus predicamentos'
em qualquer sociedade, do que com qualquer ou
tro tipo de estória dentro de uma compreensão
infantil." (2)
7- AGRADECIMENTO
As alunas do Curso de Pós-Graduação em Administração de Bibliotecas da Escola de Biblioteconomia da UFMG: Ana
Maria
Silveira Barone, Deisa Chamahum Chaves, Madalena Sofia
Mitiko Wada, Maria Cecília Diniz Nogueira e Vera Lúcia
Fürst
Furst
Gonçalves Abreu, pela valiosa ajuda na aplicação das entre
vistas.
The objective of this study is to verify the
main factors which determine the demands made
to the Bookmobile of the Library
Librarv School of the
An
Universidade Federal de Minas Gerais.
analysis is made of some of the users'
characteristics, of their reading preferences,
of their reasons for choosing a book and of
the other local alternatives for
obtaining
books and periodicals. The most popular titles
of books and periodicals are presented, with
special emphasis on falry
fairy tales. The role of
the local public libraries is criticized.

^Ibid., p.l3.
206

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�8- ANEXO
Local:
N9 de seqüência:
.Data:
Data:
Entrevistador:
ROTEIRO DE ENTREVISTA
Fazer estas perguntas após
apôs os usuários teren
teren&gt; sido atendidos no
carro-biblioteca.
Nome:
Idade:

anos

Sexo:

(
({

) masc.
) fem.
fern.

A - Se o usuário não estiver levando nenhuma obra por empréstimo, perguntar a razão disso:
Saltar para a questão 3.
B - Anotar obras levadas por empréstimo (autor, título e class^
classi
flcação):
ficação):
1. Por que você
vocé escolheu esse(s) livro(s) (e/ou revistas)?
(0 que mais lhe chamou a atenção em cada um deles: autor, t^
tí.
tulo, capa, ilustrações, assunto?)
2. Você
Vocé mesmo(a) vai ler esses livros (e/ou revistas) ou esco '
lheu para outra pessoa? (Neste caso, para quem?)
3. Qual éê o tipo de livro de que vocé
você mais gosta? (Procurar ano
tar palavras do informante)
você já leu na sua vida, de quais
4. De todos os livros que vocé
'
mais gostou? (Se não lembrar de nenhum título, perguntar assunto)
5. Como conseguiu esses livros? (Comprou, emprestou, carro-b^ '
blioteca, outra biblioteca?)
207

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�6. Tem livros na sua casa? Quantos? Que livros são esses? Foram
comprados, emprestados ou ganhou
cjanhou de presente?
7. De que revistas você mais gosta?
8. Tem revistas na sua casa? Quantas? Quais? Foram compradas,
emprestadas ou ganhou de presente?
9. Vocè
Voce lê jornal? Qual? E comprado ou emprestado?
10. Desde quando você usa o carro-biblioteca? Como ficou sabendo
do carro-biblioteca?
11. Já procurou alguma coisa no carro-biblioteca e não
trou? O que era? O que fez então?

encon-

12. Se não tivesse carro-biblioteca, você teria outro lugar para
conseguir livros e revistas?

208

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�CDU 021.65
CDD 021.62

CAIXAS-ESTANTES
INSTRUMENTO A SERVIÇO DA CULTURA E DO LAZER NA EMPRESA MODERNA

Liana Marya Abdala de Oliveira
Bibliotecária do Serviço Social
da Indústria - Departamento Regional do Paraná
CRB - 9/210

RESUMO
Visa o presente trabalho oferecer uma visão objetiva
da atividade que vem sendo desenvolvida pela Biblioteca da Divisão de Educação do Serviço Social da Indústria - Departamento Regional do Paraná, através do serviço de caixas-estantes.
Essa atividade desempenha papel relevante no meio em que atua,
proporcionando, por meio do contato com bons livros, especialização, lazer e auto-didatismo aos industriários.
industriãrios.

209 ■':

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�"Sem a escrita, privilégio do homem, cada indivíduo
estaria reduzido a sua própria experiência e seria forçado a
recomeçar a carreira que seu antecessor tivesse percorrido".
Diderot

210

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11

12

13

�1 - INTRODUÇÃO
O livro é instrumento cultural de grande significado
para o desenvolvimento intelectual dos povos.
Esta afirmação reflete a importância da biblioteca,
considerando que grande parte das obras editadas são inacessíveis em decorrência do preço.
O0 SESI, entidade de âmbito nacional, demonstrando alta
compreensão do valor da leitura, procurou, desde a sua fundação,
criar bibliotecas destinadas ao trabalhador, objetivando a promoção do ser humano como pessoa, sempre mais aperfeiçoado na
arte de bem viver e de saber conviver, numa sociedade em continua evolução.
O Departamento Regional do SESI do Paraná, através da
Biblioteca da Divisão de Educação, mantém
mantêm o serviço de calxascaixasestantes, com a finalidade de atingir o maior número de beneficiários, pr■porcionando
pr porcionando aos trabalhadores fácil acesso a
obras necessárias ao seu desenvolvimento técnico-cultural.
têcnico-cultural.
"As bibliotecas do SESI representam investimento dos
mais produtivos, cujos lucros são somas significativas de Humanidade, Esclarecimento e Progresso". Theobaldo De Nigris
2 - OBJETIVOS
-

Difundir a boa leitura;
fazer da literatura um bom passatempo;
incrementar o hábito da leitura;
facilitar o acesso a bons livros;
possibilitar o aperfeiçoamento têcnico-profissional;
técnlco-profissional;
fornecer subsídios objetivando o crescimento cultural..
ral

211

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�3 - FUNCIONAMENTO
Mediante o recebimento de um oficio da empresa, endereçado ã chefia da Divisão de Educação, solicitando o recebimento da caixa-estante, são tomadas as seguintes providências:
- Contato pessoal:
pessoal; bibliotecária e assistente social
Através desta entrevista são esclarecidos os seguintes pontos: número de funcionários que a empresa possui, níveis de escolaridade dos funcionários, setor da economia em
que a empresa
emp'resa atua.
- Perfil de interesse do futuro usuário
Com base nos dados colhidos, através da entrevista, é
elaborado um questionário, a ser distribuído entre os industriários, que servirá de apoio na seleção de livros para a organização da caixa-estante.
- Organização
A caixa-estante ê organizada, levando-se em consideração os resultados obtidos através dos questionários.
A média de livros enviados varia entre setenta e cem
livros.
0O acervo, criteriosamente selecionado, ê dotado de
obras clássicas e inúmeras outras, considerando-se que as indústrias possuem funcionários em todas as faixas de escolaridade.
Posteriormente, de acordo com as necessidades dos
•leitores
leitores que a freqüentam, há acréscimo continuo de obras.
Ê organizado um fichário
fichãrio individual da empresa,
através do qual êé feito o controle de empréstimos e as inscrições dos leitores.
Acompanha a caixa-estante uma pasta contendo: manual
de funcionamento, folha de estatística a ser preenchida e devolvida no final do semestre, ficha na qual devem ser anotadas sugestões de livros e assuntos do interesse dos leitores e
impressos para utilização em empréstimos avulsos.
No lado interno da porta da caixa-estante são afixados :

212

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�Regulamento; relação alfabética, por sobrenome de autor,
dos livros contidos na caixa-estante;data de retorno da caixaestante ã biblioteca.
A caixa-estante é trocada periodicamente, e há rigoroso
controle de livros afim de que a empresa não receba obras já enviadas .
viadas.
A pessoa encarregada do controle dé.
de. empréstimos na empresa é a assistente social, com a qual é mantido contato permanente .
Considerando-se que a caixa-estante visa ap
ao empregado e
seus familiares, nela são inseridos livros que interessam a todos os membros da família.
A biblioteca presta, por conseguinte, relevante contribuição ao aperfeiçoamento profissional do empregado, articulando-se a inúmeras atividades, especialmente ãs educativas.
Anualmente, com base nas estatísticas recebidas e nas
opiniões dos encarregados, é realizado um levantamento,
levantcimento, cujo
resultado permite conhecer as condições de funcionamento
funcioneimento das
caixas-estantes nas empresas, e revela, ainda, as preferências
dos leitores, caracterizando-os quanto a faixa etária e grau de
escolaridade, permitindo que os livros sejam selecionados de
acordo com os interesses e necessidades da clientela.
4 - ATUAÇÃO SOCIO-CULTURAL
SÖCIO-CULTURAL DA CAIXA-ESTANTE NA EMPRESA PARANAENSE
A necessidade da biblioteca na empresa não se restringe
apenas ãâ recreação, mas também ãâ especialização e auto-didatismo
dos industriãrios.
industriários.
0 serviço de caixas-estantes, prestado pelo SESI, é beneficio tanto do empregado quanto da empresa, sendo que a empresa se beneficia de obras sempre atuais, que contribuem para o
desenvolvimento cultural de seus funcionários.
A presença da caixa-estante na indústria desempenha papel importante no progresso gradativo de empregados que galgam
os degraus hierárquicos na empresa.

213

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�A renovação periódica do acervo, selecionado criteriosamente de acordo com as necessidades e interesses dos leitores,
e a mobilidade do material que se desloca até os funcionários,
estimulam a leitura e asseguram atingir com eficácia os objetivos estabelecidos.
5 - AVALIAÇÃO
0 SESI procurando atingir sempre o usuário no ambiente
em que se encontra, através da descentralização de suas unidades
de serviço na direção dos núcleos industriais do pais, tem como
verdadeiro que a prestação desses serviços capacitará o trabaverdadeiro,que
lhador para melhor executar suas tarefas,' predispondo-o ao aperfeiçoamento de sua eficiência e ãâ elevação de sua produtividade,
contribuindo, assim, para acelerar o processo de desenvolvimento
nacional.
A leitura de bons livros, desde há muito, deixou de ser
privilégio das classes sociais mais abastadas.
Para beneficiar diretamente o Industriário,
industriário, o serviço
de caixas-estantes leva ás
às fábricas e âs
às residências dos operários livros de alto valor cultural: de todos os gêneros literários, científicos, técnicos, segundo a sugestão dos interessados .
A caixa-estante tem_
tem, sido elemento de grande aceitação
este demonstrado através de contatos pesnas empresas, fato
fato.este
soais com industriários,
industriârios, encarregados, estatísticas e correspondências recebidas.
várias empresas solicitam sua inserção no quadro de
atendimento, e aguardam com ansiedade o inicio das atividades.
A caixa-estante.tem
caixa-estante tem atuado como agente incentivador,
abrindo perspectivas,'demonstrando
perspectivas,' demonstrando ao industrial a necessidade
da formação de uma biblioteca
bibllotèca em sua empresa, para que ela forneça aos operários, elementos necessários ao aperfeiçoamento
técnico, visando a nível melhor de produtividade.

214 .

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�6 - CONCLUSÃO
Através da exposição do trabalho conclui-se que o serviço de caixas-estantes da Biblioteca da Divisão de Educação do
SESI/Pr., como instrumento de cultura e lazer, tem alcançado com
eficácia os objetivos propostos, atingindo o trabalhador no ambiente em que se encontra, possibilitando ã classe sõcio-econôsócio-econSmica carente o acesso ao livro, veículo
veiculo de comunicação, que permite a continuidade dos bens culturais impereciveis,
imperecíveis, e contribui
para que as potencialidades do homem sejam desenvolvidas, proporcionando-lhe o verdadeiro sentido de humanidade.

ABSTRACT
The present work aims at providing an objective
appraisal of the activities which are being developed by the
Library of the Education Division of the Social Services to
Industries - Paranã
Paraná Regional Department, through the use of
box-type bookstands. This activity plays an important role
by making good books available to workers in the industrial
sector, bringing them specialized information,
Information, leisure and
self-teaching opportunities.

;2i5
215

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&lt;/

0

11

12

13

�LONDRINA

ATUAÇÃO

DAS

CAIXAS

ESTANTES

NO

PARANA'

Art«fato«
d« Borrocho
Borroeho Rtcord
Rteord S/A. -• Curitibo .•
Artifatot dt
Arttx S/A. Fdbrieo
Artti
Fóbrieo d«
dt Arttfotot
Art«foto« Ttittit - Sôb
Sob Jott dot
ddt PinKoit
Pinholt •.
Attociocoo dot
Assaeioçõo
do« Cmprtgodot
Emprtgodot da Pttrobr^t
Pttrobrtft tm
«m Aroucório
Aroueório - Aroue^rio.
Arouedrio.
Automoton lr)d.
Ind. t Com. ds
dt Moqumoo
Moquinot •t Ptootieoo
Plotticot Ltdo. - Cidodo !?duttríol.
t^duitrioi.
Automotor)
Ctntro ds
Csritra
dt Atividadss
Atividodtt Ursulo
Urtulo Ds
Dt Mori -• Curitibo.
Ciplot* Ínt«rom«rÍeor)o
Ciplos*
inttromtrieono ds
dt Ptostieos
Plottieot • Cidodt Ír)dutfrÍoÍ.
Indutfriol.
Civtmo •- Componhio
Civsmo
Comporihio ds
dt Vsíeuias
Vticulot Morumbi •&gt; Curitibo.
Comobro - Componhio
Alimtnlot do Brosll
Brotil S/A. •- Ponto
Comobra
Comporihio dt
ds AÍimsr)tos
Por)to Grotto.
Orosss.
Copsl
CoptI &gt;• Componhio
Compor)hÍo Poronotnto
Poror)Osr)s* ds
dt Er)srgio
Entrgio EÍs'trieo
Elttrico -• Curitibo.
Eseolo
Eicolo Mur)ieÍpol
Municipal Euglr)io
Euglnio Cruz S. ToÍomÍr)Í
Tolomini • Soo Joss'
Jott dos
dot Pinhoit.
PÍr)hoÍs.
Fiot Lus
Lux Fo'sforos
FoTtforot dt
ds Ssgurar)ça
Stguronco S/A. - Curitiba.
Curitibo.
Furukowo tnduttriol
lr)dustrÍoÍ S/A. - Cidodt
Cidods Induttriol.
Ír)dustrtol.
Iko S/A. - Curitibo.
ínspor
Intpor S/A. Ír)dústrÍo
Induttrio ts Cor)Struçdss
Conttruç3^tt - Cidods
Cidodt Ír)dustriol.
Induttriol.
Mirtillo Trombini
Trambir)! S/A. -• Curitibo.
Nutrimtntol 8/A.
Nutrimsr)tot
S/A. Ind.
ir)d. ts Com. dt
ds Alimtntot
AÍÍmsr)tos - Sob
Soo Jom
Joss' dot
dos Pinholt.
Ptr)hois.
Potrobrot S/A. •- Soo
Pstrobros
Sob Motsus
Motout do Sut.
Sul.
Philip Morrlt
Phtitp
Morris BrosÜsiro
Brotiloiro S/A. • Cidods
Cidodt Industriol.
Induttriol.
Quimbrotil Químico Ír)dustríol
Quimbrosil
Induttriol Brosilsiro
Brotiloiro S/A. -• Partto
Ponto Grotto.
Grosso.
Rtfrigtroçd’0 Poronó
RsfrigsroçJo
Porono' S/A. • Curitiba.
Curitibo.
Robtrt Boseh
Botch da
do Brosil
Brotil Ltdo. -&gt; Curitibo.
Robsrt
Sontpor - Componhio ds
dt Sonsamsrito
Sontomtnto da
do Paror)d
Porond •- Curitibo.
Sarispar
Sindicato dot
Sir)dieoto
das Trab,
Trab. not
r)os Indúttriot
ir)dústrÍos Gro'f.
Gròt. ds
dt Curitibo - Curitibo.
UltrofsVtil
Ultroftrtil S/A.
S/A.'ir)d.
• Ind. ts Com. dt
ds Ftrtilizonttt
FsrtÍIÍzor)tss -• Aroueório.
Aroucório.
Usino Apueorar)ir)ha
Usirio
Apucoroninho (Copsl)
(CoptI) - Lar)drir)o.
Londrino.
Utino Chamir)s'
Usirio
Chomint (CoptI)
(Copsl) •- Sdo
SÓo Joss'
Jott dot
dos Pir)hois.
Pinhoit.
Usir)o
Utino Figusiro
Figutiro (CoptI)
(Copsl) • Ooit
Dois Vizinhot.
VÍzÍr)hos.
Utino Guoricono
(CoptI) - 80*0
Sdo Joss'
Jott dot
Pinhoit.
Usino
Guoricano (Copsl)
das Pir)hois.
Usir)0
Júlio
ds
Mssquito
Filha
(Copsl) - Curiúvo
Curiúvo.
Utino
dt Mttquito Filho (CoptI)
Utino Mourío
Usino
Mourdo I (Copsl)
(CoptI) -• Campo
Compo Mourdío.
Mourdo.
216

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�^Í2D|lO

DE
de

Digitalizado
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CAIXAS
CAIXAS

ESTAMTF»;
ESTAMTF«;

�CDD 0027.622
27.622
CDU 0027.6-053.89
27.6-0 53.89

A

BIBLIOTECA PÚBLICA E

O

ATENDIMENTO
ATENDI.MENTO

AO IDOSO

Maria da Conceição

Carvalho

Professor Assistente do Cur
30 de Biblioteconomia da UFES
so

Res umo
Considera o problema do idoso na socie
dade moderna, em especial nb
nò Brasil.
Analisa o papel da biblioteca

pública

ém relação a esse grupo de idade,
rindo programas e serviços.

Digitalizado
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suge

�1. INJRODUÇÃO
Já se tornou lugar comum denominar o Brasil
"Nação Jovem", conceituação usada indistintamente pelos

de

ufanis_

tas ingênuos ou pelos grupos interessados em aumentar suas

ven

das através da propaganda dirigida aos jovens, estes, consumidores ativos.
Essa 3upervalorização
supervalorização da juventude e de seus

va

lores implícitos - beleza, sexo, consumismo e, sobretudo,produt^
sotxetudo,produtl^
vidade, coloca o indivíduo com mais de 60 anos de idade em pos^
çâo de desconfortável isolamento dentro da nossa sociedade.
ção
Pois se é verdade que mais da metade da

popula

çâo do país tem menos de 20 anos, a minoria de 5.43% (segundo Cen
ção
so 1980) com mais de 60 anos não deixa de representar o

número

considerável de 6 milhões e 600 mil pessoas. Além disso, êé prec^
so lerttrar
leiíihrar que a expectativa de vida no Brasil está aumentando
aumenteindo
progressivamente, devendo o tempo de vida atual de 59 anos

atin

gir a idade média de 71 anos no final do século.
A preocupação com os problemas da chamada terce^
tercei^
ra idade ainda não assumiu a importância devida nos paises

em

desenvolvimento,segundo alerta a Organização Mundial de Saúde,em
bora pesquisas demográficas adiantem que no
tora

já próximo

ano
ano.

2.000 cerca de 60% da população idosa do planeta estará

vivendo

nos paises do terceiro mundo.
Por tudo isto, o presente estudo pretende des
desper
per
tar as bibliotecas
Ubliotecas públicas brasileiras para a discussão do

pro

blema do idoso em nosso país, pois, como agências a serviço

da'
da

às outras instituições sociais
comunidade,elas devem se unir ãs

na

organização de um sistema coordenado de distribuição de

serviço
219

Digitalizado
gentilmente por:

�àquele grupo de cidadãos.

2. CONHECENDO O IDOSO
A segregação física e psicológica do idoso

no
no.

mundo moderno é um fato evidente, decorrente das profundas mudan
ças sociais do último século em que as sociedades pré- industri
industry
ais de l^e agrária, dentro das quais o velho tem autoridade
prestígio,.passam
prestígio, passam pelo processo de urtanização
urlanização e

e

industrializa

çao, com a fragmentação dos laços, familiares tradicionais e
ção,

o

enfraquecimento da autoridade do chefe patriarcal;
patriarcal.
A valorização do indivíduo em função de sua

ut^
uti^

lização econômica conduz os grupos idosos a uma inevitável margi
marg^
nalização com a chegada de aposentadoria. Neste momento seu

pa

pel social é trin
tru.camente
camente mudado, passando de cidadão ativo a ina
tivo,
ti
vo, independentemente de sua auto-£&gt;ercepção
auto-percepção

ou de sua

dispo

sição para o tratalho.
tralalho.
Robinson (8) a perda do papel ocupacional êé
Para Rohinson
que ocasiona, mais do que as mudanças biológicas, a descaracter^
descaracteri
zação do indivíduo

como adulto normal e a aceitação da velhice.

A elevada competição no mercado de trabalho
tralalho e
supremacia numérica de jovens faz com que, no Brasil, muito
tes da aposentadoria,jâ
aposentadoria,já por volta dos 45 anos de idade,o
tes'da
duo seja relegado, de maneira geral, a uma inatividade

a
an

indiv^
compulsó

ria, com todas as consequências psico-sociais que isto pode acar
retar.
Assim, torna-se inevitável que, ã luta pela

so

brevivência física, a pessoa que chega aos 65 anos de idade - ou
220

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�antes, talvez - se empenhe do mesmo modo na luta pela sobrevivên
cia psicológica. 0 idoso, como qualquer pessoa, necessita

des em

penhar papéis que sejam significativos para a sociedade como

pa

ra si próprio. Eles querem .continuar
continuar servindo ã comunidade,

ao

invés de apenas serem "mantidos" por e-la.
eia.
Existem, evidentemente, as mudanças biológicas e
psicológicas inerentes ao processo de envelhecimento.Entretanto,
há toda uma série de falsos estereótipos limitando a percepção e
a ação das instituições púklicas e privadas e da sociedade

em

geral em relação aos idosos. Costuma-se encará-los

se

como

"constituíssem" um grupo uniforme de pessoas inativas,dependen tes, estagnadas intelectualmente, fornecendo-lhes uma

assistên

cia paternalista (alrigo,
(atrigo, alimentação e vestuário) sem se

preo

cuparem com a promoção humana do idoso através do fortalecimento
da posição deste na própria família e na comunidade.
Torna-se-lhes, desse modo, cada vez mais difícil
satisfazer suas próprias necessidades: tém
têm agora rendas menores,
já não convivem com seus iguais mas com pessoas mais novas ■

que
quea

pensam e sentem de maneira diferente. Começa, para grande

maios
maio

ria dos idosos
idosos,, o período doloroso de dependência real ou

ima

ginária.

POBLICA
3. 0 PAPEL DA BIBLIOTECA PpBLICA
Como agir, diante de um quadro tão som trio?

0

grande uesafio, para titliotecas como para outras instituiçõesso
instituições so
ciais, êé tentar conhecer as necessidades e interesses
inter^ses dos idosos
na comunidade. EÉ importante notar que, embora gostem de ter

aW
at^
221

Digitalizado
gentilmente por:

�vidades que se coadunem com seu grupo de idade,eles não

gostam

de se sentir isolados dos outros adultos, ou seja,não gostam da
implicação de que não sejam capazes de fazer o que outros

este

jam fazendo. Apenas aqueles com deficiências físicas deverão ser
considerados como grupo específico.
A pessoa que atinge

os 60 anos de idade

num

processo normal de envelhecimento continuará tendo necessidade de
atividades interrelacionadas, tais como trakalho,
trabalho, recreação,est^
recreação,estl
mulo educacional e intelectual, satisfação religiosa e pessoal ,
auto-manutenção e relações sociais. O indivíduo recorrerá

ãs

instituições que lhe estejam próximas ou que ofereçam o s.erviço
serviço
relacionado com sua necessidade. Vale a pena pergunl^ar:
pergunÇar: em

que

proporção o cidadão brasileiro
trasileiro com mais de 60 anos procura a
tlioteca? Ou: Em que medida estão as bibliotecas
blioteca?
tibliotecas públicas

1^

prepá

radas para atender satisfatoriamente esses cidadãosí
cidadãos V
Não conhecemos pesquisas brasileiras para
minar o us o da biblioteca púllica por parte desse grupo
soas. Entretanto, acreditamos ser possível arriscar a

deter
de

pes
pes_

afirmação
afirmação-

de que idosos us
usam
am a biblioteca
hi tlioteca pública menos do que qualquer ou
tro grupo
grupo.de
de idade.
Seria desejável que cada biblioteca
tí. blioteca desenvolvesse pesquisas a esse respeito e, caso se confirmasse a situação a
cima sugerida, que se analisassem

as causas
cais as e consequências da

mesma, assim como pcssíveis
possíveis mudanças.
Efi possível que muitas bibliotecas púbJ.icas
públicas se

e

ximam de respons
responsabilidade
a b. lidade de atender os idosos de sua comunidade
por terem estabelecido como prioridade o atendimento a

outros

grupos de idade. Outras estarão placidamente "abertas a todo

ci

dadão, independentemente de raça, cor, sexo ou idade", sem perce
222

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�berem que, desde o acesso físico ao prédio até o coftteúdo
coflteúdo

e

forma de acervo, poderão estar solenemente rejeitando os

cida

dãos maiores de 60.
Nesta época de carência de recursos

financeiros

é compreensível que o estabelecimento de serviços prioritários re
caia sobre a faixa de usuários .jovens, que constituem a
maioria da nossa população. Entretanto a U.
fcLllioteca
tlioteca

grande

pública,não

podendo tomar a si a responsabilidade de atender ãs
âs necessidades
de informação e lazer dos' idosos dentro da comunidade,o que

se

ria proibitivo para seus magros orçamentos,não precisa renunciar
ao princípio humanitário de servir a todos os cidadãos,inclusive
aos que chegaram ãâ idade avançada;
avançadaj poderia se associar às
âs outras
instituições sociais que jã
já estejam atuando com esse grupo (paro
(parõ
quias , comunidades de base , clubes recreativos , ins tituições of^
ciais. Lions
ciais,
Lions,, Rotary etc.) fornecendo material,participando

do

planejamento dos programas, convocando voluntários,fazendo publ^
publi
cidade, etc. Aliás, os bibliotecários interessados em

desenvob^
desenvol^

ver programas de informação gerontolõgica devem
devera se lembrar

que

precisarão, qualquer que seja o programa que pretendam

desen

volver, da assessoria de outros profissionais-médicos,

sociõlo

gos , assistentes sociais, educadores, psicólogos - para

ident^
identi^

ficar problemas e obter informações que lhes permitam atender os
idosos tão eficientemente quanto possível.
J. 1 -ESTABELECENDO
J.l

PROGRAMAS

Os programas de serviços de informação para

ido

sos podem ser vistos de duas maneiras:
aj programas desenvolvidos na biblioteca
hb hlioteca
b) programas para grupos especiais de idosos (em asiles,
asilos,
hospitais, casas de repouso, nas residências, etc.)
223

Digitalizado
gentilmente por:

�A) Ao se pensar neste tipo de programa a questão
inicial i: em que medida as necessidades de informação dos

ido

sos diferem das necessidades dos adultos em geral?
Baseados

em pesquisas de preferência

de

leitu

ra (ou temas) dos ides
idosos,
os, será possível definir que tipo de mate
rial (conteúdo e formato) será apropriado. E preciso lembrar
lemlrar que
o idoso normal, saudável, conserva os mesmos interesses que

pos

suía na juventude e maturidade e continua desenvolvendo outros.
A idéia comumente aceita de que os idosos preferem romances

com

finais . felizes, histórias religiosas e de que rejeitam histórias
de sexo, violência e ficção científica pode estar apenas

refle

tindo preconceitos.
A idade, por si só, não modifica os interessesda
interessesd®
pessoas, embora seja necessário admitir, como lemtxa
lem)a:a FISCHER(4),
"background"
que o idoso iê produto de uma época, tem um "badcground"

cultu

ral semelhante ao das outras pessoas de sua idade fato que

se

refletirá nas idéias e preferências desse grupo de idade. Portan
to, a conclusão êé ainda de FISCHER (4) são as experiências

ante

riõres e não a velhice em si que determinam as suas preferências
rlOres
de leitura.
Como já foi dito, as pessoas idosas se ressentem
de serem tratadas como "grupo uniforme". Na seleção do
deve-se fugir desse estereótipo, escolhendo matetial

material
tão varia

do quantos forem os interesses dos indivíduos do grupo.

Faltam

pesquisas sobre-hábitos
s o Ire-h á ti tos de leitura de idosos no Brasil,como

de

resto para outras faixas de idade. Nos E.U.A., Genevieve Casey ,
citada'em Fischer (4) menciona as seguintes áreas de necessidade
informacional de americanos que passaram dos 65 anos de idade;
idade:
224

Digitalizado
gentilmente por:

*

11

12

13

�- Informação so
solre
Ire os recursos da comunidade;
- Informação sobre como minimizar as dificuldades do

idoso

e maximizar as suas oportunidades;
- Informação sofre
sotre as necessidades especiais do idoso

em

áreas como ha
habitação,
fitação, renda, emprego,saúde, nutrição,etc;,
nutrição,etc;
- Preparação para a aposentadoria;
- Orientação para dar a sociedade novos conceitos de

velhi
velh,i

ce, em que o homem idoso volte a ocupar um lugar de

res_

peito e de valia.
0O formato do material éi outro ponto importante a
ser considerado. Devem ser lembradas as transformações físicas ^
nerentes ao processo de envelhecimento como enfraquecimento

da

visão,, artrite, diminuição da audição, assim como uma relutância
natural a usar material audio-visual. Desse modo, deverá haver
l
livres com tipos de
grande variedade de formatos, incluindo livros
im
pressão grandes, brochuras (mais fáceis de manusear,para
tem artrite) filmes, diapositivos, livros falados. Além

quem
disso,o

bibliotecário deverá estar atento para familiarizar- a pessoa ido
sa com os mistérios das máquinas audio-visuais,fotoduplioadoras,
audio-visuais,fotoduplicadoras,
eto.
etc.
Muitas pessoas da comunidade, inclusive os

ido

sos, deixam de ter acesso â coleção, seja pelos problemas já men
oionados de forma e formato do material, seja por problemas rela
cionados
tivos âã arquitetura e mobiliário do prédio da biblioteca,

como,

por exemplo, a ausência de rampas e elevadores, portas muito

pe

ssadas
adas e difíceis de abrir, móveis pouco anatômicos
anatômicos,iluminaçãopre
,iluminaçãopre
cária, etc.
cãria,

A hL
biblioteca
hlioteca que desejar atender adequadamente

aos

idosos deverá dar atenção ãa esses aspectos.
Voltando ãâ questão inicialmente proposta,veremos
226
225

Digitalizado
gentilmente por:

�que, com raras excessões,
excessoes, a orientação táslca
tásica de um serviço para
idosos em ti
titllotecas
tliotecas pútlicas
pútllcas será principalmente a de

Inte
inte

grar esse serviço ao já existente para o púlllco
pútlico adulto em
ral. Mesmo considerando-se as preferências e necessidades

ge
indl^
ind^

viduais dos idosos não há neoessidade
vlduals
necessidade de segregá-los dentro

da

hL hlioteca.
tlioteoa. Os serviços e materiais preparados tendo-se em vista
H
o usuário idoso serão usados também por outros segmentos da popu
lação, o que não deixa de ser uma justificativa de custos e

tem

po gasto pelo staff.
Aliás, segundo especialistas no assunto,

ativ^
ativl^

dades passivas e segregativas
segregatlvas são exatamente o que os idosos não
precisam. Ao que parece, os programas que alcançam mais êxito são
os que conseguem umum envolvimento ativo das pessoas idosas em pro
jetos,, discussões, programas integrados com pessoas de outras fa^
jetos
fai^
xas de idade.
Eis alguns programas de que tivemos notícias
noticias ,

e

xecutados em H
ti lliotecas
lliotecas- brasileiras e estrangeiras:
- pessoas idosas contam histórias para grupos de

crian

ças na "hora do conto";
oriados na região gravam a hlstõ
histõ
- idosos nascidos e/ou criados
ria do lugar, taseados
laseados em suas remlniscências;
reminisoênoias ;
- idosos ajudam na compilação de material de valor histó
histõ
rico (retratos, recortes de jornais,cartas,documentos
de família, etc.);
- na seleção do acervo, usuários idosos são

convidados

a dar seu parecer;
- grupos de discussão entre jovens e idosos debatendo um
tema da atualidade.
226

Digitalizado
gentilmente por:

�Ampla pullicidade
putlicidade dos programas desenvolvidos de
ve ser feita pela tLtlioteca,
titlioteca, de modo a atingir o maior
possível

de usuários, assim como para despertar nos

de qualquer idade o desejo de auxiliar os tratalhos
tralalhos

número
cidadãos

litliotecá
ti tliotecá

rios na qualidade de voluntários
voluntários..
B) É preciso lemhrar
lemlrar da grande quantidade

de

pessoas idosas confinadas em asiles, hospitais ou em suas

pró

prias residências, que só serão beneficiadas com serviços

bl^

lliotecãrios
lliotecârios se a ti
lillioteca
tliotecá pútlica dispuser de sistemas alter
nativos d.e disseminação da informação. Ainda uma vez,
vez,antes
antes

de

mais nada, serâ
será necessário investigar em que medida essas

pes^

soas carentes, com prollemas
pro tlemas físicos e em diferentes estágios de
"perda do seu papel social", podem ser leneficiadas
teneficiadas pelo

trata
traia

Iho do lihliotecário.
ti tliotecãrio. Sobretudo nesse tipo de programa se

fará

necessária a conjugação

de serviços com outras entidades

so

ciais e principalmente a cooperação da própria instituição,

na

pessoa dos diretores, assistentes sociais,enfermeiros,etc.
Os sistemas de carro-ti
carro-li tliotecá
blioteca e caixas - estan
tes podem ser moülizados
molilizados para esses casos e voluntários da
munidade podem ser recrutados para atuar sob a orientação

co
dos

hi lliotecârios.
ti
tliotecãrios.
Para qualquer um dos tipos de programas citados,
atenção deverá ser dada ao treinamento das pessoas envolvidas
(bL tliotecãrios
(tL
lliotecârios e estagiários). Devem receter
receber informações seguras sobre conceitos gerontolõgicos , seja em forma de leituras so
Ire o assunto, seminários ou contatos informais com profissio tre
nais da área de saúde. Além disso,para lidar com pessoas em

fa

se de importantes transformações físicas e psicológicas é prec^
preci^
227

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�so ter uma personalidade madura, sensi
sens! tL
li lidade e

empatia.

4. EDUCAÇÃO PERMANENTE
O seminário sotre
sobre Educação Permanente

realizado

em Buenos Aires, em 1 970 ( 6), estateleceu
estaheleceu como conceito de educa
ção permanente

"o aperfeiçoamento integral

e sem solução

de

continuidade de pessoa humana, do seu nascimento até a sua

mor

te. "
Pesquisas realizadas nos E.U.A.(8)
E.U.A. (8) demonstram
demons tram que
as pessoas idosas que continuam se instruindo são mais felizes
mais satisfeitas consigo mesmas e adoecem com menos frequência.
Além disso, permanecem mentalmente alertas e tendem a

conservar

pcsitiva a sua auto-imagem.
positiva
O conceito de deterioração da capacidade

inte
infce

lectual do adulto parece estar sendo contestado, acreditando-se
que a única limitação para o aprendizado do idoso
idcso êé uma

veloc^
veloci^

dade menor das operações intelectuais, sem desmerecer a sua capa
cidade.
Existe, éê verdade, uma atitude negativa e

discr^

minatõria da sociedade, muitas vezes vinda do próprio idoso,
minatória

re

jeitando o processo educativo até a idade avançada.
Com a chegada da aposentadorià
aposentadoriá o indivíduo sofre
uma perda do seu status ocupacional, há uma quetra
quekra no seu
rio diário, etc. A educação e o aprendizado poderiam

horá
horã

constituir

suIstitutivos aceitáveis para essas mudanças.
Bi hliotecas
tliotecas púUicas
púllicas americanas já iniciaram sua
participação na educação permanente do idoso criando cursos
228

Digitalizado
gentilmente por:

de

�rápida duração na própria hitlioteca, ao mesmo tempo que

promo

vem palestras, delates, projeções de filmes, etc., sohre
sotre

temas

variados. Ou asscjciam-se
assqciam-se a escolas ou universidades que

este

jam preocupadas em atrair pessoas com mais de 60 anos para seus
cursos de verão ou outros de uma semana. A tillioteca
ti llioteca pútlica
púhlica a
tua, nesses casos, como fornecedora de material de informação e
de pesquisa, fazendo tamtém putlicidade dos cursos
cursos..
A avaliação de tais programas tem mostrado

que

"a aprendizagem" tem aceitação entre os idosos,que na condição
de estudantes encontram uma atividade comparável ao tra
tratalho,es^
talho,es^
tatelecem novos contates
contatos sociais. Além do mais,a atualização

e

ampliação dos seus conhecimentos permite que eles continuem

a

ser força de tratalho útil, participando mais efetivamente
meio social e

mantendo um nível de integração individual

no
mais

adequado ao processo de envelhecimento.

5. CONCLUSÃO
Nosso mundo em transformação colocou a

socie

dade diante de um impasse: a tecnologia tornou possível o

pro

longamento da vida humana mas as instituições sociais ainda não
apresentaram soluções de como tem
hem aproveitar esse tempo da

ve

Ihice.
Os primeiros passos para o tratamento da questão,
no Brasil, foram dados a partir de 1974, com a criação de

um

programa de assistência aos idosos
idcsos pela Previdência Social, que
a funcionar em praticcimente
passou a.funcionar
praticamente todos os Estados da
ção, mas que infelizmente sõ atende 25% das pessoas com

Federa
mais
229

Digitalizado
gentilmente por:

�de 60 anos através da aposentadoria.
Há, segundo TAPIOCA ( 9) , deficiência de dados re
ferentes ao idoso e

seu atendimento, decorrente da carência de

estudos que englobem todos os aspectos envolvidos na pro tlemát^
ca.
Uiotecário que se proponha a usar os
O li tliotecãrio

recur

sos da tihlioteca
ü. tlioteca criativamente em favor dos idosos deve,tanto
quanto possível, integrar o seu programa a canais já existentes,
na tentativa de superar problemas
protlemas sérios como a carência de
cursos financeiros,dificuldades de identificar

as pessoas

re
ido

sas na comunidade, dificuldade de recrutar profissionais e para
profissionais interessados na tarefa.
Acreditamos que a melhoria do padrão de serviço
das instituiçõés,
instituições, inclusive
inclisive da Bitlioteca
Bi llioteca Pútlica,s5
Púllica,só acontecerá
aoontecerá
quando houver uma mudança de mentalidade em relação ao

perfil

psicossocial do idoso, capaz de redefinir o seu papel como ser
pleno de dignidade e capaz de realizações.

230

Digitalizado
gentilmente por:

�9_
9. TAPIOCA, M.P. O idoso nos programas sociais-comunitários
no
Brasil.
Brasl
1. Brasilia,
Brasília, Ministério da Previdência e Assistência
Social, 1976
1 976 .
10.. VIEDMA, C.
10
1 97 9.

Um desafio mundial. A saúde do mundo, v.
v.3,atril
3,atril ,

váth older adults. Dre
11. WEBB, B. Gr^ and growing: programning vd.th
xel Library
Litrary QuarterlyQuarterlylS
15 (2): 45-53, 197 9.

Als tract
Ats
It considers the problem of older adults in the
modern society, with emphasis
emjSiasis in Brazil.
lysis of the puhlic library's
li trary's role in
to tíiis
this age group. It suggests prograiis
programs

Ana

relation
and

services.
Services.

231

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. BALKEMA, J.B. Interagency cooperation for service
Service to older
adults.. Drexel LI
adults
Li trary Quarterly

15 (2)
( 2) : 2 9-42,1
9- 42,1 97 9.

2. CANDAU, M.C. Situação atual e tendência da prollemática
protlemãtica do
idoso no Brasil. Conjuntura Social 1 (2) : 1919-20,1978.
20,1978.
3. CASINI, B.P. &amp; APPEL, J. Some introductory remarks on

li_
li^

Irary
trary and information
Information services
Services for older adults. Drexel
Li trary

Quarterly 15 ( 2): 1-4, 1 97 9.

4. FISCHER, M.W. The needs of older adults: material and
access.. Drexel Li trary Quarterly 15 ( 2): 20 -8,1
access
-8,197
97 9.
5. FREYRE, G. O idoso válida como uma descoterta
descolerta da nossa épo
ca. Brasilia, Ministério da Previdência e Assistência So
ciai, 11976
976..
6. LUDOJOSKI, R.L. Andraqoqia
Andraqoqla o educaciõn dei adulto.

Buenos

Aires, Guadalupe, 1 972.
7. MONROE,M. Continuinq
Continuing education of older adults. Drexel

Li

trary Quarterly 15 (2): 71-81, 1S7
1 97 9.
8. ROBINSON, N. Meeting
Meetinq the psycoloqical
psycological and social needs
olSer adults: the li trary's role. Drexel Li trary
ol5er
terly 15 ( 2): 5-1 9, 1 97 9.
.232

Digitalizado
gentilmente por:

of
Quar

�A ATUAÇÃO DO

CDD

026.698162

CDU

027.021.8162

GRUPO DE BIBLIOTECÁRIOS EM

INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TECNOLÕGICA
TECNOLÓGICA DO PARANA
VISTA PELAS CHEFIAS DAS BIBLIOTECAS PARTICIPANTES
* Beatriz de MOURA
CRB-9/151
Bibliotecária do CEFET-PR
* Denise Perozzi ROSA
CRB-9/205
Bibliotecária da COREL
COPEL
* Helena Maria de Oliveira VITA
CRB-9/163
Bibliotecária da COPEL
COREL
* Irene Westphalen KLISIEWICZ
CRB-9/33
Bibliotecária do CEFET-PR
* Lucia Cavalcanti POPADIUK
CRB-9/21
Bibliotecária do CEFET-PR
* Maria Lucia MUller
Möller REDI
CRB-9/64
Bibliotecária.do
Bibliotecária,
do CEFET-PR
RESUMO
Resultado de pesquisa realizada com o objètivo
objetivo de saber
a opinião das Instituições mantenedoras das bibliotecas participantes do Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação Tecnológica do Paraná - GBIDT-PR, sobre a atuação do Grupo,
resuJL
são apresentadas as opiniões sobre os objetivos do Grupo, resu];
tados da sua atuação, e dos projetos desenvolvidos; são
tadas pelas bibliotecárias das Instituições
instituições as atividades
desenvolvidas pelas suas bibliotecas, e sugeridas

aponjá

outras para

o Grupo desenvolver.
* Bibliotecárias do Grupo de Bibliotecários em Informação
informação e Do
oumentação Tecnolõgica
cumentação
Tecnológica do Paraná
233

Digitalizado
gentilmente por:

�1.

INTRODUÇÃO
Dentre as várias conceituações sobre Grupo, destacou-se a

encontrada no Novo Dicionário da Língua Portuguesa de
Buarque de Holanda Ferreira:

Aurélio

"Pequena associação ou reunião de

pessoas unidas para um fim comum..."
comUm..." (3).

Este é o sentido de

Grupo que se aplica ao Grupo de Bibliotecários em Informação e
Documentação Tecnológica do Paraná, GBIDT-PR, criado em 1972 e
filiado ã Associação Bibliotecária do Paraná.

Segundo seu Re-

gimento Interno, "congrega bibliotecários em tecnologia, a fim
de atender ao maior número de estudiosos na área" (1).
Os bibliotecários ingressam nas atividades do Grupo, atra
vés do cadastramento da sua biblioteca.
vês
dora de cada biblioteca participante

A Instituição mantene

GBiDT-PR,
do GBIDT-PR,

recolhe ao

Grupo uma taxa anual, equivalente ao menor valor de referência
vigente no País, a fim de captar recursos
projetos.

Atualmente, o GBIDT-PR está

para a execução

de

constituído por 26 bi-

bliotecas da área tecnológica (Anexo 1).
Nos últimos anos, procurou-se intensificar

a atuação

do

GBIDT-PR, através dos Planos de Metas 1979/80, 1980/81 e 1981/
82, compostos de vários projetos: Cadastramento

das Bibliote-

cas, Levantamentos Bibliográficos, Publicação do

Boletim Bi-

bliográfico, Indexação Cooperativa de Artigos

de

Divulgação das Atividades do Grupo, Cursos

Treinamento,

e

Periódicos,
e

Atualização do Catálogo Coletivo de Periódicos.
Procurando sintonizar as atividades do Grupo com os interesses das Instituições mantenedoras, são enviadas
imediatas das bibliotecas, os relatórios anuais,
trabalhos desenvolvidos
a par dos trabalhps
234

Digitalizado
gentilmente por:

às chefias
colocando-as

e possibilitando o entrosa-

�mento a nível Empresa-Biblioteca.
Einpresa-Biblioteca.
No momento, quando as preocupações do País estão voltadas
para o desenvolvimento tecnológico, é de se esperar
uma conscientização por parte das
tecnológicas, quanto ao
ção.

que

haja

instituições científicas
científicas' e

aproveitamento dos canais de informa-

As bibliotecas devem ser canais de transferência

formação, agentes da comunicação técnica,

de in-

imprescindíveis

ao

processo de desenvolvimento.
Com esse propósito, o GBIDT-PR procura

compatibilizar-se

com as diretrizes do III Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - III PBDCT, aprovado pelo
85.118, de 3 de setembro de 1980 (2),

Decreto

em vigor até

aponta de maneira incisiva o funcionamento ativo

e

dos canais de
le comunicação da Informação em Ciência e

nÇ
n9

1985

que

integrado
Tecnolo-

gia, como essencial para o desenvolvimento científico e tecnológico do País.
Com as atividades do GBIDT-PR em processo

de desenvolvi-

mento, procurou-se saber se os resultados da atuação do
foram sentidos pelas Instituições mantenedoras,

Grupo

especialmente
especialmenté

as atividades que correspondem ao período de junho de 1979 até
junho de 1981.

Para esse fim elaborou-se um questionário

que

foi aplicado às chefias imediatas das bibliotecas do Grupo.
r
2.

HIPÖTESES
hipOteses
Foram consideradas as seguintes hipóteses para

a

reali-

zação deste estudo:
a) as Instituições mantenedoras das bibliotecas

atribui-

riam ao Grupo objetivos diferentes dos estipulados no Regimen235

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12
12

13
13

�to Interno;
b) as atuais atividades do Grupo
tados percebidos pelas

vêm apresentando resul-

Instituições mantenedoras das bibliote

cas;
c) das Instituições poderiam emergir sugestões para o desenvolvimento de outras atividades pelo Grupo;
d) os projetos desenvolvidos pelo Grupo estariam

corres-

pondendo às expectativas das Instituições.

3.

0 QUESTIONÃRIO
QUESTIONÄRIO
Estruturado de maneira a obter respostas

subjetivas,

questionário constou de duas partes (Anexo .2).
2).

A primeira se

refere ã identificação das bibliotecas; a segunda,
tui de quatro perguntas destinadas a revelar

o

se

const^

a opinião das In£
Ins

tituições sobre os objetivos do GBIDT-PR; verificar quais os re
sultadoS conseguidos pela participação da biblioteca da Instituição no Grupo; saber que outras atividades

o Grupo

poderia

desenvolver em prol das Instituições, e verificar o grau de sa
tisfação das Instituições em

relação

aos

projetos desenvol-

vidos pelo -Grupo.
Aplicou-se o questionário em
ras de
ção

bibliotecas

limitou-se

bibliotecárias
de
nho

ãs
às
de

pertencentes ao

ás
ãs
se

16

Instituições
instituições
GBIDT-PR.
GBiDT-PR.

chefias imediatas

do

1981.

Foram

com maior

Grupo no período de
devolvidos

do-se 93,75% de taxa de retorno.

236

Digitalizado
gentilmente por:

Essa

das bibliotecas

fizeram presentes

reuniões

mantenedo

15

aplicacujas

assiduida-

junho de 1979 a ju
questionários, obten

�4.

-OBJETIVOS atribuídos
ATRIBUÍDOS AO GBIDT-PR PELAS CHEFIAS IMEDIATAS
DAS BIBLIOTECAS
Os quinze informantes atribuíram ao GBIDT-PR 26 objetivos

que foram condensados em 8 itens.
QUADRO 1 -

OBJETIVOS ATRIBUÍDOS
ATRIBUlDOS AO GBIDT-PR PELAS CHEFIAS

OBJETIVOS

N9
Respostas

INTEGRAÇÃO E INTERCÂMBIO
1 - Integração das várias bibliotecas
do Grupo

19,2

2 - Intercâmbio das técnicas de Blbliote
Bibliote
conomia visando seu aperfeiçoamento

7,6

3 - Divisão das atividades comuns num
processo cooperativo

3,9

4 - Agilização das atividades das várias
bibliotecas do Grupo

11,5

5 - Obtenção de maior economia através
da maximização do uso das bibliotecas

3,9

Sub-total

12

46,1

TRANSFERÊNCIA DA INFORMAÇÃO
6 - A ação de integração do Grupo prop^
cia aos usuários informações tecnológicas
7 - Intercâmbio efetivo do acervo biblio
gráfico

7,6
10

38,4

8 - Divulgação das informações tecnológicas

7,6

Sub-total

14

total

26

53,8
100%

237

cm

i

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�Os itens de 1 a 5,

com

46,1%

das

respostas referem-se

ã integração das várias bibliotecas do Grupo;

intercâmbio das

técnicas de Biblioteconomia; divisão das atividades comuns num
processo cooperativo; agilização

das

atividades das bibliote

cas, e maior economia através da maximização do uso das biblio
tecas.

Os itens 6 a 8 cora
com 53,8% das respostas, sio
são sobre inte

gração do

Grupo, intercâmbio bibliográfico

e divulgação

das

informações tecnológicas.
As chefias atribuem ao GBIDT-PR os mesmos objetivos estipulados no Regimento Interno do

Grupo, não se confirmando,des

se modo a primeira hipótese de que seriam atribuídos
atribuidos objetivos
diferentes (Quadro 1).
5.

OPINIÕES DAS CHEFIAS SOBRE OS RESULTADOS CONSEGUIDOS PELA
PARTICIPAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO GBIDT-PR
Cada instituição apontou mais de um resultado; apenas uma

não os mencionou.
O0 maior número de respostas foi sobre os

resultados

que

podem ser resumidos em duas idéias principais: integração e in
tercâmbio.
tercâirfDio.

Os demais itens, mostram existir outras atividades

que merecem maior incentivo pela sua importância, mas que
foram suficientemente sentidas pelas Instituições por

não

estarem

ligados aos serviços internos da biblioteca.
O acesso rápido e a facilidade na obtenção de informações
obtiveram 74,3% das respostas, e 20,5% mencionaram os projetos
que vêm sendo desenvolvidos pelo Grupo.
As atividades do Grupo foram percebidas

pelas

Institui-

ções, comprovando-se a segunda hipótese (Quadro 2).
23P

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�QUADRO 2 -

OPINIÕES DAS CHEFIAS SOBRE OS RESULTADOS
RESULTADOS

INTEGRAÇÃO E INTERCÂMBIO
1 - Bom entrosamento do Grupo
2 - Padronização de técnicas entre as
várias bibliotecas
3 - Maior divulgação da biblioteca e
aumento das consultas
4 - Acesso rápido ao acervo da área
tecnológica
5 - Facilidade na obtenção da informação
6 - Maior intercâmbio de informações
7 - Atendimento a consultas especiais
8 - Consulta e empréstimo de obras que
fogem ã especialidade da biblioteca
resultando em economia na aquisição
de material bibliográfico
Sub-total
PROJETOS DESENVOLVIDOS
bibliogrâfi
9 - Divulgação do material bibliogrãf^
CO através do Boletim Bibliográfico
10- Conhecimento da existência de outras
fontes de consulta
11- Cooperação na indexação de artigos
de periódicos
12- Treinamento do pessoal auxiliar de
bibliotecas
13- Atualizaçao
Atualização dos bibliotecários através dos cursos divulgados ou oferecidos pelo Grupo
Sub-total

N9
de
Respostas

%

4

10,3

1

2,5

1

2,5

8

20,5

8
5
1

20,5
12,9
2,5

29

2,5
74,3
5,1
5,1
5,1
2,5
2,5
20,5

OUTROS
1414- Troca de bonus da UNESCO
15- Não respondeu devido ao pouco tempo
de exercício na Chefia do Setor ao
qual a biblioteca se subordina
Sub-total
TOTAL

2,5
2,5
39

100%
239

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

�6.

ATIVIDADES SUGERIDAS PELAS CHEFIAS DAS BIBLIOTECAS AO
GBIDT-PR
Dos quinze informantes, 3 (20%) limitaram-se a aprovar os

trabalhos desenvolvidos; 5 (33%) não deram sugestões, e 7 (47%)
Sugeriram
sugeriram atividades a serem desenvolvidas.

As sugestões foram

transcritas textualmente (Quadro 3).
Observa-se que as expectativas das Instituições quanto às
atividades do GBIDT-PR, se dirigem ao atendimento dos usuários .
De um modo-mais direto, nos Itens
itens 1 a 5 (31,3%),

sugerindo

o

atendimento a todas as pessoas da Instituição a que a bibliote
ca pertence; recrutamento de usuários; reuniões com os usuários
e seu treinamento na área da metodologia da pesquisa,
pesquisa,ee orienta
ção sobre as atividades do bibliotecário.

Nos Itens

6

a

10

(31,3%), verifica-se a preocupação com o acervo, cujos efeitos
finais tcimbém reverterão em melhor atendimento aos usuários, sugerindo a disponibilidade do acervo não técnico; elaboração de
fichãrio
fichârio de catálogos técnicos; informação dos trabalhos técnicos realizados ou em elaboração, a fim de evitar duplicação de
trabalho; organização e divulgação do material técnico

gerado

nas Instituições, e atualização do Catálogo Coletivo de Periód^
Periódi
COS.

Quanto aos Itens 11 a 13 (18,7%), as sugestões foram para

automação; promoção de um curso de computação para
paxa as bibliotecárias do Grupo; automação dos serviços das bibliotecas e do Ca
tâlogo Coletivo.

Nos, Itens 14 a 16 (18,7%)

as atividades suge

ridas foram para o intercâmbio e entrosamento com as

bibliote-

cas de outros Estados e com Associações de Classe, a fim de facilitar o acesso ãs
às informações, e cibertura
abertura de novos centros de
informática a nível
infomâtica
nivél nacional e internacional.

240

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�QUADRO 3

ATIVIDADES SUGERIDAS AO GBIDT-PR PELASPELAS'
CHEFIAS DAS BIBLIOTECAS
ATIVIDADES

N9 de
Ativ.

U S U AÄ R I O S
1 - Atendimento a todas as pessoas da
Instituição a que a Biblioteca per
tence
2 - Recrutamento de usuários
3 - Reuniões com os usuários
4 - Treinamento do usuário na área da me
todologia da pesquisa prática
todologla
5 - Orientação aos usuários das atlvlda
ativida
des do bibliotecário sobre a utiliza
ção do potencial que representa como
responsável pela transferência da in
In
formação
Sub-total
AACERVO
C
R V O
6 - Disponibilidade de acervo não técnico
7 - Elaboração de um fichário
flchárlo de catálogos técnicos
8 - Informação dos tr:i
tri -alhos
alhos técnicos rea
lizados ou em elaboração, a fim de se
llzados
evitar duplicação de trabalho
9 - Seleção, organização e divulgação do
material técnico gerado nas Instituições
10 - Atualização do Catálogo Coletivo de
Periódicos
Sub-total
AUTOMAÇÃO
11 - Promoção de um curso de computação pa
ra os bibliotecários do Grupo
12 - Criação de um projeto para automação
dos serviços das várias bibliotecas
13 - Automação do Catálogo Coletivo
Sub-total
I N T ercAmbio
14 - Intercâmbio com bibliotecas de outros
Estados
15 - Entrosamento do Grupo com as Associações de Classe, para melhor acesso às
informações
Informações
16 - Abertura de novos centros de informâM
Informát^
ca a nível nacional e internacional
Internacional
Sub-total
TOTAL

31,3

31,3

18,7

16

18,7
100%
241

Digitalizado
gentilmente por:

�As

respostas

confirmam a terceira hipótese, de que

das

Instituições poderíam
poderiam emergir sugestões para o desenvolvimento
de outras atividades do Grupo.
7.

OPINIÃO DAS CHEFIAS SOBRE OS PROJETOS
PELO GBIDT-PR
Das quinze Instituições que responderam ao

DESENVOLVIDOS
questionário,

uma observou que não poderia opinar devido ao pouco tempo

de

exercício na chefia do Setor ao qual a biblioteca se.
se.subordina.
subordina.
As restantes foram de opinião que os projetos desenvolvidos pe
lo GBIDT-PR atendem às
ãs necessidades e interesses das Instituições, comprovando-se a quarta hipótese.
8.

QUESTIONÁRIO APLICADO ÃS BIBLIOTECÁRIAS
QUESTIONÄRIO
BIBLIOTECÃRIAS DAS INSTITUIÇSES
INSTITUIÇÕES
MANTENEDORAS DAS BIBLIOTECAS
Nesta fase do estudo, elaborou-se um questxonãrlo
questionário dirigi-

do ãs
às bibliotecárias das Instituições (Anexo 3), relacionandose as atividades sugeridas e indagando quais as já desenvolvidas pelas bibliotecas,
volvidas pelo Grupo.

e

quais

as

que

poderiam

Todos os 15 questionários

ser desen

distribuídos

foram respondidos.
As atividades foram subdivididas em quatro grupos: no pri.
prl
meiro, as atividades se referem aos usuários; no segundo se re
ferem ao acervo; no terceiro, ã automação das bibliotecas e ao
Catálogo Coletivo, e no quarto, ao intercâmbio a nível nacional
e internacional (Quadro 4).
Apenas quatro atividades não são desenvolvidas pelas bibliotecas do Grupo: as três referentes âà automação,e aabertura
a abertura
de novos centros de informática a nível nacional e internacional.;
nal
As atividades que requerem trabalho cooperativo
242

Digitalizado
gentilmente por:

são

me-

�nos desenvolvidas pelas bibliotecas e foram mais indicadas para serem desenvolvidas pelo Grupo (5, 6, 7, 8, 10, 11, 12, 13,
15 e 16), demonstrando a importância da existência do Grupo.
QUADRO 4 - RESULTADO DO QUESTIONÄRIO
QUESTIONARIO APLICADO AS BIBLIOTECÄRIAS
BIBLIOTECARIAS
DAS INSTITUIÇÕES MANTENEDORAS DAS BIBLIOTECAS
Biblioteca
já
;ã desenvolve

ATIVIDADES
usuArios
S U Ä R I O S
1 - Atender todas as pessoas da Instituição
2 - Recrutamento de usuários
3 - Treinamento do usuário na metodolo
gia da pesquisa prática
4 - Reuniões com usuários
5 - Orientação aos usuários, sobre a
atividade do bibliotecário como
responsável pela transferência da
informação
A C E R V 0
ACERVO
6 - Elaboração
Elaboraçao de um fichário
fichario de catálogos técnicos
7 - Informação dos trabalhos técnicos
realizados
realizacãos ou em elaboração, a fim
de evitar duplicação de trabalho
8 - Seleção, organização e divulgação
do material técnico gerado nas Ins
In£
tituições
9 - Disponibilidade de acervo não técnico
10 - Atualização do Catálogo Coletivo de
Periódicos
A U T O M A Ç Ã O
AUTOMAÇÃO
11 - Automação do Catálogo Coletivo
12 - Criação de um projeto para automação dos serviços das várias blblio
biblio
tecas
13 - Promoção de um curso de computação
para as bibliotecárias do Grupo
INTERCÂMBIO
intercâmbio
14 - Intercâmbio com bibliotecas de
outros Estados
15 - Entrosamento com
cora as Associações de
Classe, para melhor acesso as informações
16 - Abertura de novos centros de infor
mática a nível nacional e internamâtica
cional

P/Grupo
desenvolver

11
8
5
6
10
12
14
12
5
11
14
14
13
12

10
13
11
243

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

jÚSc a n
st e m
Gereaclancnto

—'y
^

.0

11

12

�9.

CONCLUSÃO
Das quatro hipóteses formuladas três tiveram confirmação,

menos a primeira, pois não foi constatada diferença de objeti
vos entre

os estipulados

no Regimento Interno

os apontados pelas chefias imediatas das

do GBIDT-PR,e

bibliotecas

partici

pantes.
Os

resultados percebidos evidenciam que as Instituições

vêem o GBIDT-PR como um Grupo integrado, cujo principal objeti
vo é o intercâmbio do acervo bibliográfico.

Os projetos já exe

cutados vêm de encontro aos interesses das Instituições

e

as

sugestões de novas atividades demonstram que as chefias sentem
que o Grupo tem condições de desenvolver atividades

de

maior

complexidade.
Do contato dos bibliotecários com as respectivas
imediatas, possibilitando identificar os objetivos

chefias

atribuídos

ao GBIDT-PR, e verificar os resultados dos trabalhos

realiza-

dos, decorrem informações que permitem continuar uma

política

de ação condizente com as expectativas das Instituições.
ABSTRACT
ÁBSTRACT
The Group of Librarians for Technical Information and Documentation of the Paraná Library Association queried the heads
the institutional units to which the participating

of

libraries

are subordinated, in order to ascertain their views on the aims
e«
and activities of the Group. The librarians contributed to the
second pãrt
part of the study listing the activities

already per-

formed by their libraries and suggesting others to

be

under-

taken by the Group as a whole.
244

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

13

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
1. 'ASSOCIAÇÃO bibliotecária
BIBLIOTECAriA DO PARANA.
PARANÄ. Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação Tecnológica do Paraná.
Regimento Interno. 3 f. mimeo.
2.

BRASIL. Leis, decretos, etc. Decreto n.85.118, 3 set.
1980. Aprova o III Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - PBDCT. Diário Oficial, Brasília,
4 set. 1980. Seção I, p.17474-501.

3.

BUARQUE DE HOLANDA, Aurélio. Novo dicionário da língua
portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Frc.iteira, 1975.
19 75.
1499 p.

245

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�ANEXO 1
BIBLIOTECAS PARTICIPANTES DO GBIDT-PR
DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL
* 1. CENDI - Centro de Desenvolvimento Industrial
Biblioteca
Bibliotecária: Célia Maria Peres Lacerda
TECNOLÖGICA
EDUCAÇÃO TECNOLÕGICA
* 2. CEFET-PR - Centro Federal de Educação Tecnológica do
Paraná
■ Biblioteca "Prof. Rosário Farâni Mansur Guérios"
Bibliotecárias: Beatriz de Moura.
Moura
Irene Westphalen Klisiewicz
Lucia Cavalcanti Popadiuk
Maria Lucia Müller Redi
3. EOEAer - Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica
Departamento de Ensino - Biblioteca
Atualmente não tem bibliotecária
4. FUEL - Fundação Universidade Estadual de Londrina
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Exatas e
Centro de Ciências Rurais e de Tecnologia
Bibliotecárias: Graça Maria Simões Luz Pisa
Terezinha de Jesus F. Gondo
Yara Maria Pereira da Costa Prazeres
5. SCET - Setores de Ciências Exatas e Tecnologia da UFPR
Biblioteca "Prof. Plínio Alves Monteiro Tourinho"
Bibliotecárias: Dulcinéia Gomes Delattre .Levis
Liliana Luiza Pizzolato’
Pizzolato'
Maria Beatriz Sternadt
Tharcila Boff Maegawa
Virgínia de Castro Rodrigues

246

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�* 6. SCET-G - Curso de p5s-Graduação
Pós-Graduação em Ciências Geodésicas da
UFPR
Biblioteca
Bibliotecária: Eliane Maria Stroparo
ENERGIA
* 7. COREL
COPEL - Companhia Paranaense de Energia
Divisão de Biblioteca
Bibliotecárias: Denise Perozzi Rosa
Helena Maria de Oliveira Vita
HIDRÄULICA E sanitAria
hidrAulica
SANITÄRIA
* 8. CEHPAR - Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot
de Souza
Divisão de Ensino e Põs-Graduação
PÓs-Graduação - Biblioteca
Bibliotecária: Marina Cordeiro Lopes
9. SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paraná
Bit ’ ioteca
Bibliotecária: Maria Luiza Rodrigues Lecheta
* 10. LHISAMA - Laboratório de Hidráulica, Saneamento e Meio
Ambiente da Universidade Católica do Paraná
Biblioteca
Bibliotecária: Lígia de Castro Deus Almeida
indOstria eE comércio
INDUSTRIA
COMÉRCIO
* 11. SEIC - Secretaria de Estado da Indústria e Comércio
Biblioteca
Bibliotecária: Denise Cristina Mansur
indOstria Ee CONSTRUÇÃO
INDUSTRIA
construção
12. INEPAR - Indústria e Construção
Biblioteca
Desligada do GBIDT-PR em 1981

247
?47

Digitalizado
gentilmente por:

V

�PAPEL E CELULOSE
13. KAMYR - Kamyr do Brasil Técnica de Celulose Ltda
Biblioteca Técnica
Bibliotecária: Jussara de Mello Toledo
PETROQUÍMICA
petroquímica
PETROBRÄS/REPAR - Refinaria Presidente Getúlio
Getülio Vargas
14. PETROBRAs/REPAR
Documentação Técnica
Bibliotecária: Diva Rosa Malucelli de
Oliveira
PETROBrAs/SIX - Superintendência da Industrialização do
15. PETROBRAs/SIX
Xisto
Documentação Técnica
Bibliotecárias: Maria Inês Bara Araújo
Glória Regina Ribas
PLANEJAMENTO
16. IPPUC - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de
Curitiba
Biblioteca
Bibliotecária: Marilda Ferreira Capriglione
PROCESSAMENTO DE DADOS
17. BAMERINDUS - Banco Bamerindus do Brasil S/A
Biblioteca Técnica
Bibliotecária: Tânia Maria Moisa
* 18. BANESTADO - Banestado S.A. Processamento de Dados e
Serviços
Biblioteca
Bibliotecária: Sandra Maria Ferreira Fontes
Dalmolin
* 19. CELEPAR - Companhia de Processamento de Dados do Paraná
Setor de Documentação e Biblioteca
Bibliotecárias: Maria José Resmer Baroni
Olga Maria Soares da Costa
248

Digitalizado
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�2t).. SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados
Biblioteca
Bibliotecária: Regina Célia Fernandes Sanches
TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
* 21. NUTRIMENTAL - Nutrimental S.A. Indústria e Comércio de
Alimentos
Biblioteca
Bibliotecária: Maria Dacechen
TELECOMUNICAÇÕES
* 22. TELEPAR - Telecomunicações do Paraná
Biblioteca
Bibliotecária: Maria da Luz Sadiha
TRANSPORTE
%
* 23. DER - Departamento de Estradas de Rodagem
Biblioteca
Bibliotecária: Selene Maria Di Lenna Sperandio Nicz
* 24. DNER - Departamento Nacional de Estradas de Rodagem
99 Distrito Rodoviário Federal
Biblioteca
Bibliotecária: Eva da Rosa Benites
* 25. RFFSA - Rede Ferroviária Federal S.A.
Unidade de Documentação
Bibliotecária: Nádia Regina Moreira Cesar da
Costa
* 26. SET - Secretaria de Estado dos Transportes
Biblioteca
Bibliotecária: Alcione Brenneisen Mayer
*

Instituições que responderam aos questionários
(Anexos 2 e 3)

249

2

3

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�ANEXO 2
ASSOCIAÇÃO BIBLIOTECÁRIA DO PARANÁ
GRUPO DE BIBLIOTECÁRIOS EM INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TECNOLÖGICA
TECNOLÓGICA DO PARANÁ
CBIDT - PR
GBIDT

A IDENTIl
IDLNTIMCAÇÁO:
TCAÇÃO:
I.], Nome da Instituição.’
Instituição:.
2. Nome da Biblioteca:
Biblioteca; .
Imdercço:
3. lindercço:
3.1. Telefone;
Telefone:
4. Subordinação:
Subordinação; . . . .
5. Chefe
Cliefe Imediato:
Imediato; . . .

BB-- .AFL.AÇÃODOGBIDT-PR
A rc.AÇÃo DO c;bidt--pr
I.I, A Biblioteca dessa Instituição participa das atividades do GBIDT-PR. No seu entender, quais os objetivos deste
GRUPO?
2. Quais os resultados conseguidos pela participação da Biblioteca dessa Instituição no GRUPO?
3. Que outrasoutras atividades o GRUPO podería
poderia desenvolver em prol dessa Instituição?
4.4, O último Relatório enviado pelo Grupo, foi o de Atividades desenvolvidas em 1980 e Plano de Metas/81. Os
projetos apresentados vão dc
de encontro aos interesses dessa Instituição?
250

Digitalizado
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�ANEXO 3
ASSOCIAÇÃO bibliotecária
BIBLIOTECÁRIA DO PARANA
PARANÃ
GRUPO DE bibliotecários
BIBLIOTECÁRIOS EM INFORMAÇÃO
INFORMAÇAO E DOCUMENTAÇÃO
DOCUMENTAÇAO TECNOLÖGICA
TECNOLÓGICA DO PARANÁ
PARANA
GBIDT - PR

A - identiucaçAo
IDENTIFICAÇÃO
1. Nome da Instituição:.
2. Nome da Bibboteca: .
3. Nome da Bibliotecáiia:
Biblíotecáiia:
B - ATIVIDADES
Assinale colocando:
B ~- quando sua Biblioteca já desenvolve a atividade;
G - se você acha que poderá ser desenvolvida pelo Grupo.
12 -~
345-

Atendimento a todo universo de pessoas da Instituição a que a Biblioteca pertence.
pcrtcncc.
□
Recrutamento de usuários para a Biblioteca.
□
Treinamento do usuário na área da metodologia da pesquisa prática.
□
Reuniões com os usuários da Biblioteca.
BibUoteca.
Orientação aos usuários, das atividades do profissional bibliotecário sobre a utilização do
□
potencial que representam como responsáveis pela transferencia da informação.
□
6 - Elaboração de um fichário de catálogos técnicos.
7 - Informação dos trabalhos técnicos realizados ou em elaboração, a fim de
dc se evitar duplicação
□
de trabalho.
□
8 - Seleção, organização e divulgação do material técnico gerado nas Instituições.
□
9 - Disponibilidade de acervo não técnico.
10- Atualização do Catálogo Coletivo de Periódicos.
□
11- Automatização do Catálogo Coletivo de Periódicos.
□
12- Criação de um projeto para automação dos serviços das várias Bibliotecas.
□
13- Promoção de um curso de computação para os bibliotecários participantes do Grupo.
□
□
14- Intercâmbio com Bibliotecas de outros Estados.
15- Entrosamento com as Associações de Classe, para melhor acesso àsás informações.
□
16- Abertura de novos centros de informática a nível nacional e internacional.
□

□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
251

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD
CDU

AVALIAÇÃO

027.69
027.2.001.8-052.8

(079.5)

DA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA
PELOS

USUÄRIOS
USUÃRIOS

BEATRIZ MARÇOLLA LOTT
Bibliotecária da Companhia Siderúrgica
Belgo Mineira - Divisão de Sabarã
Sahara
Sahara
Sabará
CRB n9 507

MARIA DE LOURDES RODARTE
Bibliotecária da Companhia Siderúrgica
Belgo Mineira - Escritório Central Administrativo - Belo Horizonte
CRB n9
nÇ 170

Pesquisa realizada nas Empresas Especializadas de Belo Horizon
te, para conhecimento da valorização da Biblioteca por
seus
usuários. Análise dos resultados e apresentação de sugestões
para maior divulgação.

252 _

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�1.

INTRODUÇÃO

Sentindo a necessidade de se conhecer a valorização da Biblioteca através da opinião dos usuários, e com o objetivo
de
descrever suas reações e expectativas em relação aos
serviços
que lhe são prestados, foi feita a presente Pesquisa, tomando '
por base os cargos de Presidência a Chefia de Seção de 32 Empre
sas de Belo Horizonte, das quais 75% enviaram resposta.
De 905 questionários^ enviados, houve um retorno de 359, per
fazendo um total de 39,6%, sendo que 7,8% foi devolvido
devolvjdo em bran
co.
CO.
Nas Empresas pesquisadas, a maioria, ou seja, 91% possue Bi
blioteca (Tabela 3). A maior incidência de respostas deu-se por
parte dos Engenheiros - 43,8% (Tabela 1), sendo que a faixa etá
etã
ria mais abrangida foi de 30 a 35 anos - 31,8% (Tabela 2).
TABELA 1
TOTAL

PORCENTAGEM

Engenheiro
Economista
Não Especificado
Administrador de Empresas
Advogado
Industriário
Contabilista
Técnico Mecânico
Geólogo
Técnico em Administração
Técnico em Contabilidade
Psicólogo
Médico
Pedagogo
Técnico Industrial
Administrador de Recursos Humanos
Jornalista
Desenhista
Publicitário
Químico
Outros
Sem Resposta

157
36
34
24
12
7
6
6
6
5
5
4
4
3
2
2
2
2
2
2
10
28

43,8
10,0
9,5
6.7
3.4
2,0
1.7
1,7
1.7
1.4
1,4
1,1
1,1
0,9
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
2.8
7,8

TOTAL

359

100,0

PROFISSÃO

253

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA

2
IDADE

TOTAL

PORCENTAGEM

33
114
31
93
23
33
32
359

9,2
31.8
8,6
25.9
6,4
9,2
8,9
100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

Sim
Foi desativada
Não
Em fase de implantação
Sem resposta

327

91,0

3
1
28

0,9
0,3
7,8

TOTAL

359

100,0

Ate 30 anos
De 30 a 35 anos
De 35 a 40 anos
De 40 a 45 anos
De 45 a 50 anos
Acima de 50 anos
Sem resposta
TOTAL

TABELA

3

SUA EMPRESA POSSUI BIBLIOTECA
OU CENTRO DE INFORMAÇÃO
INFORMAÇAO ?

2.

ANÃLISE DOS DADOS

Pelas tabelas apresentadas, levando em consideração os resultados obtidos, constatou-se que 42,3% dos usuários consultam
a Biblioteca freqüentemente (Tabela 4), atribuindo-se a maior '
incidência desta respcsta
resposta ao fato de considerarem esta consulta não apenas pela presença física âã Biblioteca, mas também através da circulação de periódicos, recebimento de Boletim, xerocópia, etc., ou seja, por meio da Disseminação da Informação.
rocépia,

254

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 4
COM QUE INTENSIDADE CONSULTA
A BIBLIOTECA ?

TOTAL

PORCENTAGEM

Diariamente
Semanalmente
Mensalmente
Frequentemente
Raramente
Não Consulta
Sem Resposta

27
43
36
152
67
4
30

7,5
12,0
10,0
42,3
18,7
1,1
8,4

TOTAL

359

100,0

A Biblioteca é procurada principalmente para Desenvolvimento de Trabalhos Técnicos - 32,1% (Tabela 5), observando uma pequena porcentagem para Lazer - 2,1%, o que nos leva a crer que
a Biblioteca não tornou-se um hábito e sim uma fonte de informa
neces
ção estritamente técnica, utilizada apenas para sanar uma neces^
sidade preemente.
TABELA 5
COSTUMA USAR A BIBLIOTECA
PARA:

TOTAL

PORCENTAGEM

Lazer
Meio de obter informações rápidas
Aperfeiçoamento do Conhecimento
Técnico
Desenvolver algum trabalho técnico
Aprimoramento Cultural
Sem Resposta

14
164

2,1
25.2

190
209
39
35

29.2
32,1
6,0
5,4

TOTAL

651

100,0

Merece toda a atenção o fato de que 29,9% dos usuários consultarem primeiramente outras fontes de informação (Especialistas, Professores, Bibliotecas Particulares, etc) enquanto
que
apenas 20,5% pede auxílio ãâ Bibliotecária de sua Empresa. Notase aí uma lacuna da Biblioteca, pelo fato de um número maior de
usuários não a consultarem primeiro (Tabela 6).
255

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 6
COSTUMA PEDIR AUXiLIO PARA A LOCALIZA
ÇÃO DE PUBLICAÇÕES E OUTRAS INFORMAÇÕES CONSULTANDO: (No caso de mais de
uma resposta, numerar por prioridade)

TOTAL

PORCENTAGEM

148

24,3

38

6,2

87

14,3

O BIBLIOTECÁRIO
BIBLIOTECÄRIO DE SUA EMPRESA
.125 - 20,5
Prioridade 1
. 45 - 7,4
Prioridade 2
. 6 - 1,0
Prioridade 3
. 3 - 0,5
Prioridade 4

179

29,4

bibliotecário DE
BIBLIOTECÄRIO
de outra
OUTRA EMPRFSA
EMPRF.SA
13
Prioridade
2,1
7
Prioridade
1,1
12
Prioridade
2,0
Prioridade
6
1,0
Prioridade
1
0,2
2
Prioridade
0,3

41

6, 7

LIVi^ARIA
LIváARIA
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade

60

9,8

UM OUTRO ESPECIALISTA
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade

84
34
22
6
1
1

13,8
5.6
3.6
1,0
0,2
0,2

UM PROFESSOR
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade

13
7
9
5
2
1
1

2,1
1,1
1,5
0,8
0,3
0,2
0,2

SUA BIBLIOTECA PARTICULAR
52 Prioridade 1
21 Prioridade 2
12 Prioridade 3
2 Prioridade 4

14
13
17
9
5
2

8,5
3,4
2,0
0,3

2,3
2,1
2,8
1,5
0,8
0,3
Continua ....

256 .

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 6 (Continuação ...)

Quanto aos serviços prestados pela Biblioteca, 58,5% "Conhece alguns serviços" (Tabela 8), havendo pois uma defazagem
na divulgação, t,^ndo
tt;ndo em vista gue
que apenas 32,3% "Conhece
todos
os serviços", talvez esteja aí
al o motivo da preocupação por parte dos usuários em terem uma participação maior no contexto da
Biblioteca, pois o maior índice 18,9% acha que os serviços deve
riam ser definidos pelo Bibliotecário e o Usuário de comum acor
do (Tabela 9). De modo geral pode-se afirmar que a biblioteca
tem correspondido ás necessidades dos usuários - 45,2% (Tabela
7), podendo entretanto serem melhorados os serviços de Atualiza
ção do Acervo - 15,0% e Circulação de Periódicos - 14,5% (Tabela 10), sendo estes dois os maiores responsáveis pelas insatisfações demonstradas, incidindo na menor porcentagem apresentada
Item "Sempre tem correspondido" - 40,4%. Isto decorre da
pelo item
não conscientização dos usuários sobre a grande diversidade de
assuntos necessários ao acervo de uma Biblioteca de Médio e Gran
de Porte, além do problema orçamentário, não podendo portanto,
na maioria das vezes, ser encarado como um serviço deficiente,
mas sim como uma limitação da Biblioteca. Quanto ã circulação
de periódicos, este é um problema que temos certeza, atinge
a
todas as Bibliotecas, não tendo sido ainda encontrado o método
ideal, pois o êxito deste serviço está diretamente ligado a par
257

Digitalizado
gentilmente por:

�ticipação dos usuários. 0O que sugerimos é uma reeducação dos
mesmos a fim de levá-los a cooperar e, desta maneira, conseguir
mos uma sensível melhora deste serviço.
TABELA 7
OS SERVIÇOS QUE VEM RECEBENDO POR
PARTE DA BIBLIOTECA TEM CORRESPON
DIDO A SUAS NECESSIDADES ?

TOTAL

PORCENTAGEM

Sempre tem correspondido
Na maioria das vezes tem correspondido
Poucas vezes tem correspondido
Nunca tem correspondido
Sem resposta

145
16
1622
17

40,4
45,2
4.7

35

9.7

TOTAL

359

100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

Sim, conheço todos
Conheço alguns
Não conheço nenhum
Sem resposta

116
210
1
32

32,3
58,5
0,3
8,9

TOTAL

359

100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

68
38
36
34
25

18,9
10,6
10,0
9.4
6,9

23

6.4

TABELA 8
CONHECE OS SERVIÇOS PRESTADOS POR
UMA BIBLIOTECA AO LEITOR ?

TABELA 9
OS SERVIÇOS A SEREM PRESTADOS PELA
BIBLIOTECA DEVEM SER DEFINIDOS:
Pelo'Bibliotecário
Pelo Bibliotecário e pelos usuários
Diretoria,Setor e pelos usuários
Pelos usuários
Pelo Bibliotecário
Pelo Setor e pelos usuários
Pelo Setor ao qual a Biblioteca está
subordinada

Continua . . ,
258

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 9

(Continuação ...))

OS SERVIÇOS A SEREM PRESTADOS PELA
BIBLIOTECA DEVEM SER DEFINI'D0S:
DEFINI'DOS:
Pelo Bibliotecário e pelo Setor
Pelo Bibliotecário, Diretoria e pelos Usuários
Pela Diretoria e pelos usuários
Pelo Bibliotecário, Diretoria, Setor e Usuários
Pela Diretoria
Pelo Bibliotecário, Diretoria e
pelo Setor
Pelo Bibliotecário e pela Diretoria
Pelo Setor, Usuários e Outros
Pelo Bibliotecário, Setor e Usuários
Pela Diretoria e pelo Setor
Por Outros
Pelo Bibliotecário, Diretoria, Setor
Usuários e Outros
Pelo Bibliotecário, Setor, Usuários
e Outros
Pelo Bibliotecário, Setor e Outros
Sem Resposta
TOTAL

TABELA

TOTAL

PORCENTAGEM

20

5,6
5.6

20
19

5.6
0,6
5.3

13
10

3.6
2,8

5
3
2
2
2
2

1.4
0,8
0,6
0,6
0,6
0,6
0,3

1
1
34

0,3
0,3
9.4

359

100,0

10

ASSINALE ABAIXO OS SERVIÇOS QUE
JULGA PODER(EM) SER MELHORADOS
EM SUA BIBLIOTECA
Empréstimo
Atendimento ao Leitor
Atualização do Acervo
Circulação de Periódicos
Boletim da Biblioteca
Indexação
Pesquisa Bibliográfica
Catálogo de Livros
Outros
Nenhtun
Nenhum
Sem resposta
TOTAL

TOTAL

PORCENTAGEM

15
19
89
86
46
62
53
60
23
89
50

2,5
3,2
15,0
14.5
7.8
10.5
9,0
10,2
3.9
15,0
8,4

592

100,0

259.
259

Digitalizado
gentilmente por:

�De acordo com as tabelas 11 e 13, a Biblioteca foi conside
radâ muito importante (41,5%) e importante (40,4%) para o Desen
volvimento Cultural e Profissional dos usuários e 51,5% achou
acliou '
que ela faz muita falta em relação ao seu trabalfio.
trabalho. Mesmo assim,
de conformidade com as respostas dadas, não é possível dizer qre
qte
a Biblioteca é considerada como um setor de importância na Estrutura Organizacional das Empresas, uma vez que 43,7% a colocou hierarquicamente
Iiierarquicamente como seção (Tabela 12)
12),, o menor nível cita
do em nossa pesquisa.
TABELA 11
QUAL O GRAU DE IMPORTANCIA DA
BIBLIOTECA EM RELAÇÃO AO SEU
DESENVOLVIMENTO CULTURAL E
PROFISSIONAL ?

TOTAL

PORCENTAGEM

Muito Importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Resposta

149
145
29
3
33

41,5
40,4
8,0
0,9
9,2

TOTAL

359

100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

Assessoria da Direção
Divisão
Departamento
Seção
Outro
Sem Resposta

54
32
48
157
25
43

15.0
8,9
13,4
43,7
7,0
12,0
12.0

TOTAL

359

100,0

TABELA 12
EM QUE NlVEL ORGANIZACIONAL
COLOCARIA A BIBLIOTECA ?

260

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�TABELA 13
ACHA QHE A BIBLIOTECA EM RELAÇÃO
AO SEU trabalho:
Faz muita falta
Faz alguma falta
Não faz falta alguma
Sem resposta
TOTAL

TOTAL

PORCENTAGEM

185
135
7
32
359

51.5
37.6
2,0
8,9
100,0

Analisando a Tabela 14 constatou-se que 81,4% considera a
Bibliotecária de sua empresa capacitada profissionalmente, enquanto apenas uma pequena porcentagem - 3,6% foi de opinião con
traria.' Observou-se, porém, uma grande diversificação de justi
traria.’
jusM
ficativas, notando-se que no Item "SIM" a maioria - 52% não especificou sua resposta, 10,7% achou que tem correspondido às ne
cessidades, 7,5% por ser eficiente e 5,5% por ser um profissional, seguindo-se outros índices de menor porcentagem. No Item
"NÃO" concluiu-se pelas justificativas apresentadas, que o fundo do problema éê o relacionamento Bibliotecário x Usuário e
a
falta de dinamismo da Bibliotecária (Tabela 14).
TABELA 14
TEM CONFIANÇA NA CAPACIDADE PROFISSIONAL
DA BIBLIOTECÃRIA DE SUA EMPRESA ?

TOTAL

SIM:
292
. Não. especificado
152-52,0
. Correspondido as necessidades.. 31-10,7
8- 2,7
. Bem atendido
. Por ser um profissional
16- 5,5
. Eficiente
22
22- 7,5 .
. Alta Capacidade Intelectual ....
..
2-0,7
2- 0,7
. Excelente Profissional
9- 3,1
. Qualidade organização dos serviços.
8- 2,7
. Capacidade profissional
14- 4,8
. Bem informada ’
33-1,0
1,0
. Demonstra prática
3- 1,0
. P.ela experiência
3- 1,0
. Versátil e dinâmica
2- 0,7

PORCENTAGEM
81,4

Continua ...
261

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 14 (Continuação ...)
TEM CONFIANÇA NA CAPACIDADE

TOTAL PORCENTAGEM

SIM:
. Faz o melhor com os recursos
disponíveis, necessita maior
apoio financeiro
2- 0,7
. Bem preparada tecnicamente e
tem boa vontade
2- 0,7
. Trabalha na empresa há vários
anos
2- 0,7
. Outros
11- 3,8
. Segurança na informação
2- 0,7
TOTAL
29
29 2-100
2-100,0
,0
NÃO:
Não especificado
2-15,3
Biblioteca estática
1- 7,7
Age como burocrata
1- 7,7
O mais importante é a especialização técnica no ramo
da empresa
, 11-7,7
7,7
Problema funcional/gerencial
que parece ser defeito do
curso
1- 7,7
Não é bibliotecário e sim
secretária
1- 7,7
Pelas deficiàncias demonstradas
1- 7,7
Não consulta a biblioteca com
frequência
freqüência
1- 7,7
Nível cultural muito baixo .. 1- 7,7
Dificuldade em atender pedidos específicos
1- 7,7
Produção sem significado .... 1- 7,7
Não demonstra dinamismo
1- 7,7
TOTAL
113-100,0
3-100,0

133,6
13
3,6

Sem

47

Resposta

13,1

Não tem opinião formada

1,1

Não tem Bibliotecária

0,8

TOTAL

359

100,0

Por ser uma questão aberta, a Tabela 15, apresentou alguns
problemas na apuração, devido talvez ao desconhecimento
dos
262

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�termos por parte dos usuários. 18% não respondeu a questão, e
9,9% das respostas não puderam ser computadas por serem incoerentes. A fim de facilitar a apuração dividiu-se a questão por
itens, concluindo-se que 4,9% dos usuários não sabem o que uma
Biblioteca faz, alcançando igual porcentagem a Atualização
do
Acervo como sendo sua principal função. De modo geral pode-se
afirmar que na realidade a maioria dos usuários só tem conhecimento dos serviços rotineiros, não se conscientizando do potencial de uma Biblioteca especializada.
TABELA 15
A maioria
MAIORIA das
DAS PESSOAS
pessoas NÃO
Não SABE
sabe Oo QUE
que
UMA BIBLIOTECA FAZ, MAS QUAL A IDÉIA
GERAL QUE TEM SOBRE ISSO ?
Sem resposta
Não pode ser computada
Não sabe o q-e uma Biblioteca faz
Atualização do acervo
Circulação de periódicos
Pesquisa bibliográfica
Indexação
Atualização do usuário
Divulgação de informação
Organização de informação
Ajuda na localização da informação
Empréstimo
Intercâmbio entre Bibliotecas
Catalogação
Aquisição
Atendimento ao leitor
Ajuda na execução de trabalhos técnicos
.Centro
Centro de informações técnicas
Centralização da informação
Armazena, organiza e administra informa
ções necessárias a sua empresa
Recolhe a informação e põe a disposição
do usuário
Boletim da Biblioteca
Tradução
Fornece cópias
Classificação
Instituição dinâmica com obras necessárias para informação de maneira ráp^
da e correta

TOTAL

PORCENTAGEM

80
42
21
21
19
18
16
16
15
14
14
13
11
9
9
9
8
8
8

18,8
9.9
4.9
4,9
4.5
4.3
3,8
3.8
3.5
3.3
3.3
3.1
2.6
2.2
2,2
2,2
1.9
1,9
1,9
1,6
1.4
1,2
1,2
0,9
0,9
0,9

Continua
263

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 15 (Continuação...)
NÃO SABE O QUE
A MAIORIA DAS PESSOAS NAO
UMA BIBLIOTECA FAZ, MAS QUAL A IDÊIA
GERAL QUE TEM SOBRE ISSO ?
Ajuda na solução dos problemas da empresa
Possibilita a atualização do conhecimento
Atende as necessidades de lazer
Local de consulta
Local para guardar livros
Possibilita aprimoramento, atualização e
acesso ã informação para resoluções
de problemas
Local onde se procura informação
Fonte de pesquisa
Seleção de Obras
Arquiva documentos
Registro
Ajuda os usuários com diversos tipos de
serviços
Unidade de atividades culturais
Organiza arquivos
Centraliza periódicos
Catálogo de produtos e fabricantes
Atualização de Normas Técnicas
Perfil do usuário
Depósito de idéias
Catálogo de livros
Instrumento de trabalho fundamental
Importante órgão de suporte
Banco de Dados
Lugar público ou privado onde se pode
fazer estudos
Conservação de livros
Estatística
TOTAL

TOTAL

PORCENTAGEM
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7

2
2
2
2
1
1

0,5
0,5
0,5
0,5
0,2
0,2

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2

1
1
1

0,2
0,2
0,2

426

100,0

preci
Para uma maior valorização (Tabela 16) a Biblioteca prec^
sa ser mais divulgada (24,6%) através de seus serviços (51,8%),
e demonstrando sua importância (20,2%). Segundo a opinião
de
alguns usuários esta divulgação deveria ser feita de uma forma
simples e direta, sem palavras técnicas, a fim de alcançar a to
dos Indistintamente.
indistintamente. De uma forma mais genérica sugeriu-se a
divulgação através dos meios de comunicação; jornais, TVs, revistas, etc.. Outros fatores destacados foram o aumento de ver
264

Digitalizado
gentilmente por:

�ba (2,7%) para melhoria do acervo e do pessoal/e a administração da Biblioteca (2,7%) através de seu dinamismo e mudança de
sua imagem de simples "Almoxarifado de Livros".
TABELA 16
TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

TOTAL PORCENTAGEM

DIVULGAÇÃO
. Maior divulgação dos serviços
51
. Divulgação da importância da
Biblioteca
20
. Promoção a fim de motivar o pessoal
a comparecer ãà Biblioteca
8
. Divulgar para desenvolver o hábito
da leitura
6
. Contacto mais frequente com os
usuários
'44
. Incentivar consultas âã Bibliotecas
Públicas e especializadas .......
2
. Fazer propaganda e ter material de
lazer, pois assim as pessoas a
conheceriam também do ponto de
1
vista técnico
. Divulgação através dos meios de comunicação (jornais, TV, revistas, etc) com a colaboração
do
governo
1
. Promover seminários sobre estrutura,
operação e uso da Biblioteca ....
1
. Atuação mais direta junto às
ãs chefias
funcionais e diretoria
1
. Apresentar exposições de fundo cultural (quadros, esculturas,etc)..
1

99

24,3

ADMINISTRAÇAO
ADMINISTRAÇÃO
. Que se valorize a fünção
fdnção da Bibliotecária no contexto das empresas. Até agora ela tem sido restrita â função de "Almoxarifado
de livros"
. Melhor utilização de sua potencialidade
. Atingir ou ir além das expectativas, administrando com técnica
e perseverança insuperáveis ....
. Ser dinâmica '

11

2,7

2
1
1
1
Continua
265

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 16 (Continuação
{Continuação ...)
TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?
. A Biblioteca deveria ser gerida por
um grupo de especialistas nos vá
rios campos da empresa que não '’
precisariam de dedicação "full
time" para esta atividade
. Dinamizar o estabelecimento, tornan
do plena e incontestável a util^
utili
zação de todo o acervo a ele con
fiado
. Que seus serviços sejam bem definidos e objetivos
. Definição do papel a ser desempenha
do na empresa
. Ser mais objetiva em seus propósitos
. Desde que a Bibliotecária esteja
consciente que dirige um setor
importante, porém de asssessoria e que dentro da empresa ele
é um meio
melo e não um fim ela terá
seu trabalho valorizado e reconhecido pelos usuários
VERBAS
. Necessita-se de verbas para a melho
ria do acervo
. Necessita-se de verbas para a melho
ria do pessoal
. Maior dotação orçamentária
. Incentivos dirigidos para melhoramentos e conservação
SERVIÇO DE REFERÊNCIA
. Melhor atendimento ao
ao'leitor
- leitor
. Eficiência e rapidez no atendimento
. Modernização do atendimento (xerox,
microfilme, etc)
. Atender as necessidades reais dos
usuários e não as supostas
. O canal de comunicação tem de ser
-nos dois sentidos, de forma que
o usuário sempre se lembre que
qualquer informação deva ser
guardada na Biblioteca
. Melhor relacionamento BibllotecáBibliotecá. rio X Usuário

TOTAL

PORCENTAGEM

11

2,7

10

2,4

1
1
1
1
1

1

4
3
3
1
4
1
1
1

1
1
Continua

266

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 16

(Continuação ...)

TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

rOTAL
TOTAL

PORCENTAGEM

A presente pesquisa, por si sõ,
só, já
é um dos bons recursos para uma
adequada aproximação Biblioteca/
Leitor
DISSEMINAÇÃO
. Ser mais agressiva na disseminação...
. Envio de cópias de artigos para áreas
especificadas
. Catálogo anual ou semestral por assun
to
. Boletim mensal, informando assuntos..
ATUALIZAÇÃO
. Manter atualização dos assuntos
. Mudar a imagem da Biblioteca
. Tornar evidente, com urgência, as diferenças que existam entre Bibliotecário e guardador de livros, uma
Biblioteca e um arquivo morto ....
. Atualização e abertura para modificações
. Ter documentos não convencionais ....
. Atualização metódica feita por especialistas em cada assunto
. Ser mais atualizada em termos de métodos e processos de trabalho ....
. Ser mais desvinculada de conceitos e
critérios ultrapassados, e que não
se aplicam a uma realidade empresa
rial
ACERVO
. Maior dinamismo na atualização do
acêrvo
. E preciso definir o âmbito do interesse geral da empresa
. Manter periódicos atualizados para
consulta
SETOR DE INFORMAÇÃO/DOCUMENTAÇÃO
. Associar a idéia de livro com a de
informação seletiva para facilitar
e possibilitar consultas em menor
tempo

2,2
2
1
4
2
2,0
1
1
1
1
1
1
1
1
1,7
5
1
1
1,7
1
Continua
267

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 16

(Continuação ...)

TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?
Atuar mais no Setor Documentação/
Informação
Informações e dados mais atualizados .
Ser mais dinâmica e atuante na capta
ção e processamento da informação ...
Partir para sistemas maiores nacionais,
Latino-Americanos e Mundiais

TOTAL

PORCENTAGEM

2
2
1
1

FORMAÇÃO ESCOLAR
. Atuar no nível escolar para que a
biblioteca se torne um hábito...
. Começar a ensinar as crianças e ado
lescentes a consultar mais de um
livro para as pesquisas,fazer
pesquisas, fazer bi^
b^
bliografias,sinopses,resumos....
. Maior ação das bibliotecas nas universidades
. 0 sistema educacional muito pode
contribuir

1,5

JÃ ÉE VALORIZADA

1,5

CIRCULAÇÃO
. Circular periódicos em tempo hábil
pois é vagarosa
. Solicitar aos leitores urgência na
circulação
. Aumentar o n9 de periódicos a fim de
que a circulação não se atraze...
. Eliminar da circulação as revistas
não técnicas

1,2

INDEXAÇAO
. Participação dos leitores na indexação
. Indexação realizada por área de interesse da empresa
. Indexar o maior n9
nÇ possível de assun
tos
. Melhorar a indexação de periódicos..

1,2

FORMAÇÃO PROFISSIONAL
. Conhecimento profissional raramente
atende as exigências dos usuários
devido a falta de especialização
técnica nos vários assuntos especificados inerentes ã organização
que opera em determinado ramo....

2
1
1
1
1,0

1
Continua

268

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 16

(Continuação ....)

TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FJM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

TOTAL

PORCENTAGEM
porcentagem

. Funcionário especializado
1
. Ter rapidez e conhecimento técnico .. 1
. O valor de uma Biblioteca depende diretamente da capacitação de um bibliotecário e de seu acervo
1
INTERCÂMBIO
. Intensificar o intercâmbio entre
Bibliotecas
. Poder se comunicar no exterior mais
eficientemente, na troca de infor
mações
. Atender com dados externos
LOCALIZAÇÃO
. Localização mais central
. Descentralização física em função de
grupos usuários

1,0
2
1
1
1,0

3
1

CRIAÇÃO DE BIBLIOTECAS
. Organização de Bibliotecas Regionais ... 1
. Maior disseminação de Bibliotecas.... 1
. Criar incentivos fiscais visando a
regionalização e interiorização
interior!zação
das bibliotecas
1

0,7

INSTALAÇAO
INSTALAÇÃO
. Melhorar as instalações,iluminação,co
locação de mesas,cortinas,poltronas, etc
1
. Sala adequada
1
. Ambiente tranquilo e asseado
1

0,7

TRADUÇÃO
. Melhorar serviço de tradução
. Serviço de tradução mais rápido

0,5

1
1

TREINAMENTO
. A biblioteca poderia promover cursos,
seminários,encontros , tendo em vis^
seminários,encontros,tendo
vi£
ta o aperfeiçoamento de seu quadro 1
. Treinamento de funcionários
1

0,5

AQUISIÇÃO
. Racionalização na aquisição de publicações

0,2

CLASSIFICAÇÃO
. Participação de engenheiros da equipe técnica na classificação
classificaçao por
assuntos

1
0,2
1
Continua
26P
269

Digitalizado
gentilmente por:

�(Continuação ...)
TABELA 16 • (Continuaçio
TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

TOTAL

PORCENTAGEM

CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA
. Uso obrigatório do registro no Conse
Iho Regional de Biblioteconomia... 1

0,2

MICROFILMAGEM
. Serviço de Microfilnjagem
MicrofiImagem

0,2

1

PROCESSAMENTO DE DADOS
. Utilização intensiva para processamen
to de dados
1

0,2

SERVIÇO DE REPRODUÇÃO
. Manter serviço de reprodução mais
eficiente

0,2
34

8,4

SEM RESPOSTA

163

39,9

TOTAL

409

100,0

NÃO TEM SUGESTÃO

3.

SUGESTÕES PARA A VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA E CONSCIENTIZAÇÃO DO USUÃRIO
USUÄRIO

De um modo geral, pode-se afirmar que a atual fase de desen
volvimento do Pais exige uma radical mudança de atitude do Bibliotecário em face dos usuários, atuais e potenciais, quanto a
divulgação da Biblioteca, do acêrvo,
acervo, dos serviços e principalmente de sua importância.
Vferificando um grande desconhecimento por parte dos usuários
Vierificando
em relação a vários de seus serviços e procurando melhorar seu
atendimento, propomos:
. Divulgação constante junto aos usuários através da Disseminação da Informação.
. Elaboração de um Manual descrevendo todos os serviços prestados pela Biblioteca de uma forma prática e objetiva. Este Manual deverá ser distribuído a todos os funcionários da Empresa, inclusive aqueles que forem sendo admitidos.
270

Digitalizado
gentilmente por:

�. Programar juntamente com o setor de Treinamento, palestras aos
atingindo’todos
funcionários a respeito da Biblioteca, atingindo’
todos os níveis hierárquicos desde o mais alto até o operariado.
. Maior cooperação entre Bibliotecas para complementação dos acêrvos, limitados pelo problema de verba, procurando desburo
cratizar este serviço a fim de que os mesmos sejam prontamente atendidos.
. Dispensar maior atenção ao usuário, pois isto influencia dire
tamente em seu julgamento quanto aos serviços, não adiantando,
a nosso ver, a existência da mais bem organizada Biblioteca ,
se o Bibliotecário, por si próprio, não se imbuir
Imbuir de sua função social e de seu imiportante papel no relacionamento com os
usuários.
As Associações Profissionais devem assumir o papel que lhes
compete nesta divulgação, além de manter periodicamente programas de atualização para Bibliotecários, divulgar, em sentido '
mais geral a Biblioteca, através do rádio, TV, revistas, etc..
O Conselho Federal de Biblioteconomia, como entidade de âmbito nacional e líder autêntico da classe Bibliotecária, deveria empenhar-se para igualar o curso de Biblioteconomia aos outros cursos universitários, passando o mesmo para 04 anos, equ^
equl^
parando assim os profissionais aos outros de nível universitário.
4.

CONCLUSÃO

Conforme jâ
já se mencionou a Biblioteca Especializada encontra-se em um nível médio de valorização. E considerada, pela '
maioria, apenas como uma fonte de informação que auxilia seu tra
balho, mas não ê imprescindível.
Precisamos, a curto prazo, tentar minimizar este desinteres^
desintere£
se tornando-nos indispensáveis e fazendo com que sintam
nossa
presença.
Esperamos ter conseguido demonstrar através desta Pesquisa,
a urgência em se divulgar mais a Biblioteca, utilizando de
todos os meios que estiverem ao nosso alcance, não importando
a
maneira utilizada,mas sim o objetivo a ser alcançado: o usuário.
271

Digitalizado
gentilmente por:

�Gostaríamos de realçar que esta Pesquisa já foi uma forma
de divulgação, sendo inclusive citada em um dos Itens da Tabela 16 como uma forma de aproximação Bibliotecário X Usuário, '
despertando o interesse dos mesmos em conhecer os serviços da
Biblioteca.
ABSTRACT
This research was realized in Belo Horizonte especialized
enterprise, for knowledge of the library's valorisation by your
usuares. The analysis of the results and the introduction
of
suggestions for larger spread.
BIBLIOGRAFIA
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272

Digitalizado
gentilmente por:

♦

sociais.

�CDD 027.481
CDU 021:027.4(81)
BIBLIOTECA PÚBLICA BPASILEIRA : OBJETIVO E WISSÃO
I^ISSÃO SOCIAL

Carolina Angélica Barbosa Saliba CRB-6/482
CHB-6/482
Márcia fâlton
Milton Vianna
\'ianna Dunont
Dumont
CRB-6/407
CFB-6/407
Mônica
Pônica Cardoso Pittella
Pitbella
CFB-6/256.
CRB-6/256
Professores da Escola de Biblioteoononia
Biblioteoonania
da U.F.M.G.
Marta Pinheiro Aun
Aluna do Curso de PÓs-Graduação
Pós-Graduação em Administração de Bibliotecas da Escola de Bi
blioteconçnáa da U.F.M.G.
blioteconoida
RESUrt'
Os fatores que
coje determinaram a origem e o de
senvDlvimento da Biblioteca Pública nos E^
senvolvimento
Es
tados Unidos, Inglaterra e Brasil no século
XIX. Discussão sctore os ctojetivos
ciijetivos estabe
lecidos pela Unesoo
Unesco para a biblioteca públi
ca e sua aplicabilidade às bibliotecas pu
blicas brasileiras.

1 - INTRODUÇÃO
INTRODÜCÃO
O século XIX marca a introdução da biblioteca pública
nbs Estados Unidos, Inglaterra e também no Brasil.
Nos Estados Unidos diversos fatores contribuiram para
a implantação desta Instituição.
instituição. Supridas as necessidades bá
sicas, como alimentação,saúde e educação, os novos americanos
273

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♦

�partiram para a obtenção de vantagens culturais assegurados por
condições econômicas favoráveis. 'Esta
Esta folga econômica além de
favorecer a criação de bibliotecas, despertou para a necessidade da existência de recursos bibliotecários que fossem acessíveis e gratuitos a todos da comunidade que deles necessitassem.
Para uma terra nova a necessidade de preservação juntamente com a importância de pesquisas históricas, decorrente do
surgimento de uma classe de acadêmicos, fizeram com que os homens se unissem para a criação de uma instituição que pudesse
preservar os registros de sua história e formação cultural. Ou
insti^
tro fator importante para o desenvolvimento deste tipo de inst^
tuição foram as disputas regionais pelo prestlgió
prestigiô e liderança e
conômica, o que levou o povo a procurar na realização cultural,
conómica,
uma forma de positivar tal domínio, através da criação de biblio
tecas cada vez maiores e com coleções cada vez melhores. A b^
bi
blioteca era assim um meio através do qual os homens de recur sos e de cultura exibiam suas realizações ou garantiam o supor
te cultural que supriria suas necessidades profissionais.
Também o crescimento da importância social da educação
pública universal, para a formação de uma sociedade democrática,
valorizou a biblioteca como uma agência que possibilitaria
ao
povo a auto-educação.
A igreja e as bibliotecas paroquiais também contribui ram de certa forma para a demanda de bibliotecas públicas. A re
es
ligião sedimentou a idéia de que a moral e os bons costumes e£
tariam preservados através de leituras adequadas.
E o crescimento industrial e social criou a necessidade
de novas agências sociais, que viessem auxiliar e complementar
a educação.
Observando-se as origens da biblioteca pública na Inglaterra, vamos encontrar fatores comuns que foram importantes
no desenvolvimento desta instituição, também
tõimbêm na América. 0 de
senvolvimento da biblioteca pública na Inglaterra foi inicialmente uma atitude filantrópica. Os homens de classe mais alta,
viam nas bibliotecas, uma forma de aliviar ou atenuar os pro 274

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�blemas sociais. Vemos então que as bibliotecas foram criadas co
mo iniciativa de pessoas de altas camadas sociais e políticas ,
e de membros da classe bibliotecária, e dessa forma foram impin
gidas ao povo, sem terem sido resultado de uma demanda pública
espontânea. Na inglaterra deve-se destacar a lei de criação de
bibliotecas públicas, de 1850, que impulsionou o aparecimento
de muitas destas agências, que eram consideradas elemento impor
tante para a educação e recreação.
Os movimentos industriais passavam também a exigir uma
mão-de-obra mais especializada. Assim o trabalhador inglês, já
distante da escola, teria na biblioteca uma forma de se aprimorar técnicamente
tecnicamente e melhorar seu nível cultural.
Na Inglaterra assim como nos Estados Unidos, a religião
teve um papel importante na criação de bibliotecas. As bibliotecas paroquiais organizadas por preceitos morais e religiosos
tinham por objetivo manter ocupados os cidadãos, para que estes
não se tornassem ociosos ou entregues a vícios.
Uma das características marcantes do desenvolvimento de
bibliotecas públicas, tanto na Inglaterra como nos Estados Un^
dos, e que foi refletida posteriormente no Brasil, é a de seu
desenvolvimento em benefício de determinadas classes de pessoas
e seus interesses, e consequentemente a característica erudita
de sua coleção. Se as bibliotecas eram produto do desejo de uma
classe, o óbvio é que suas coleções refletissem o interesse
e
as necessidades de tais classes.
No Brasil, país importador de idéias, dominava um interesse pela cultura estrangeira, sem que houvesse um questiona mento a respeito da validade de tal cultura adaptada ã nossa re
alidade. Nossa elite social, de formação estrangeira, procurou
então buscar no exterior modelos de cultura, o que fez com que
nossas bibliotecas se tornassem uma réplica das de outros países, com uma coleção formada por livros clássicos e edições fran
cesas.
Uma diferença deve ser notada no desenvolvimento de bi^
bi
bliotecas ao se confrontar a formação brasileira com a dos Esta
dos Unidos e Inglaterra. Pois se nestes dois paises a bibliote275
Digitalizado
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�ca era defasada dos interesses sociais, privilégio e produto de
uma minoria, por outro lado era fundamentada em objetivos que ,
embora não utilitários, correspondiam a características destes
paises. E no Brasil não só
s5 a estrutura de biblioteca foi trans
plantada, mas também os seus objetivos importados. E como o de
sempenho destas bibliotecas sempre estivesse voltado para uma
minoria, a verdade é que não satisfez as necessidades da sociedade em geral, o que resultou num desenvolvimento lento das mes
mas.
Partiu-se então para a adoção de objetivos baseados nas
necessidades e aspirações do público em geral, que jresponderia
ã condição básica de uma biblioteca pública.
0 Brasil, novamente aproveitando idéias estrangeiras ,
assimilou tais objetivos para uso numa sociedade completamente
diferente, com um nível cultural, social e econômico bem divergentes daquelas sociedades para as quais estes objetivos foram
estabelecidos.
Examinando-se os objetivos de bibliotecas públicas numa
perspectiva histórica, vemos que cada sociedade em seus diferen
tes momentos deve mostrar divergências quanto ao uso da leitura
e às funções de suas bibliotecas não dentro dé moldes ideais e
abstratos, e sim de razões concretas.

2 - OBJETIVOS GERAIS DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS
A Unesco em seu"Manifesto sobre a Biblioteca Pública" ,
afirma que esta deve ser uma instituição democrática de educa ção, cultura e informação, cujo valor reside no livre acesso a
todos os conhecimentos e idéias dos homens e ás
às criações de sua
imaginação. Ela tem como missão a renovação do espírito do ho
mem, a ajuda aos estudantes através do conhecimento da informação atualizada e oferecimento da oportunidade de lazer.
Deve
ser promotora da difusão do conhecimento, educação e cultura pa
ra todas as categorias da população, de acordo com as suas ne 276
Digitalizado
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�cessidades. Para atingir tais realizações, ela deve desenvolver recursos e serviços capazes de promover o auto-didatismo
de seus usuários para que estes possam se integrar na sociedade e no ritmo da época com opiniões próprias, espírito crítico
e criatividade. Terá de oferecer a informação sob quaisquer
formas atendendo a todos os gostos, ideologias, crenças, neces
sidades e diferenças culturais. A Biblioteca Pública pode a£
as
sim contribuir para a solução de problemas sociais como a soli
dão, desemprego, deficiências físicas e mentais. Deve estar
sempre a serviço da comunidade, coordenando suas atividades com
oom
as de outras instituições educativas, sociais e culturais, ao
promover, as artes e trabalhando conjuntamente com a escola.
Estas diretrizes estabelecidas pela UNESCO, são universais, e
não consideram as características de cada povo e num sentido
mais restrito, de cada comunidade.
0O destino da biblioteca pública tem sido colocado
em
questão. Martim (1) afirma que a posição desta agência nunca
foi verdadeiramente segura em termos de uso geral ou manuten ção pública, exceto nas grandes cidades e por pequenos perío
perlo dos de marcante progresso nacional.
Também os aumentos populacionais, a diversificação pro
Também'OS
fissional, o desenvolvimento das técnicas, dificultam o trabalho dos bibliotecários na elaboração de objetivos que respon dam ás verdadeiras necessidades da sociedade e da época a que
a Biblioteca deve servir. Tanto assim que estes objetivos
e
linhas de desempenho estabelecidos universalmente para as bibliotecas públicas acabam por ficar em defasagem com as expectativas da sociedade. Parece então haver uma disparidade entre os papéis
estabelecidos para o desenvolvimento de biblio
tecas públicas e a prestação de serviços desta instituição. E^
Es
te desencontro éê sentido mesmo nos países de cultura e econo mia desenvolvidas. Destacamos também que estes objetivos que
estão sendo questionados nos países desenvolvidos são muito
mais utópicos quando os enquadramos ã realidade brasileira.

277

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�3 - TRANSPOSIÇÃO DOS OBJETIVOS GERAIS DE BIBLIOTECA POBLICA
PARA A REALIDADE BRASILEIRA
Quando se questiona o problema da biblioteca pública ou
do papel que ela desempenha em uma sociedade, não podemos
des
vinculá-la de todo um contexto social, econômico, político e cul
tural dessa mesma sociedade.
Analisando a situação brasileira percebemos que todos
os aspectos sociais e culturais estão dependentes da política e
conômica do governo que se encontra em fase de recuperação
da
economia nacional, visando o desenvolvimento do país. E inte ressante destacar que este "desenvolvimento" não passa de um de
senvolvimento dependente, já que o nosso país continua importan
satisfe^
do modelos de países que tem suas necessidades básicas satisfei
tas e onde o desenvolvimento econômico éê um segmento natural ,
xima
uma exigência social de conforto e melhores condições de vida.
Parece que o nosso país está se transformando em uma "potência",
sem a menor consciência de que para tal ê necessário uma aten ção especial voltada para a educação brasileira como um todo.
Como afirma Lauro de Oliveira Lima (6), no mundo atual não há
potências sem cientistas e não há cientistas sem educação popu
lar. A ciência ê,
é, por outro lado, o resultado intelectual
da
liberdade política.
A educação tem funcionado principalmente como suporte ã
formação de indivíduos que garantam a expansão industrial, que
êé o interesse primordial da "política de desenvolvimento".
uma potência apoia-se num sistema escolar ca
No entanto xima
paz de fornecer um ensino, não voltado para a quantidade, como
ê o caso do Mobral - Movimento Brasileiro de Alfabetização- mas
para a homogeneidade e qualidade que garantam o desenvolvimento
de todos.
Dados fornecidos pelo Mobral indicam que de 1971 a
1975 o índice de analfabetismo da população brasileira na faixa
de 15 anos foi reduzido de 33 para 20%. Sabemos entretanto que
estes dados não são representativos já que o Mobral tem se preo
cupado com o número de alfabetizados e não com a qualidade
do
ensino fornecido. Se formos analisar o processo de populariza278

cm

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�ção do ensino, torna-se claro que esta massa que está sendo oan
om
siderada "instruída", não apresenta de modo algum, o índice ml
nimo necessário ao desenvolvimento individual e consequente de
senvolvimento da nação.
Outra das características marcantes do ensino brasile^
brasilei
ro é a sua elitização. Sabe-se que, da grande massa de pessoas
que tem ingresso no ensino primário, é muito reduzido o número
que conclui as quatro primeiras séries e mais reduzido ainda
os que tem acesso aos cursos secundário e superior. O produto
êé uma mão de obra relativamente qualificada e barata, um "exér
"exêr
cito de reserva" formado por aqueles que concluem cursos superiores para os quais não existe demanda, e como resultado mais
importante, cidadãos sem consciência democrática. O0 ensino
brasileiro não desenvolve a opinião pessoal, o espírito
espirito críticritico e a formação do hábito de leitura, essencial ao autodidatis
autodidati£
mo.
Por outro lado, sentimos uma ausência de definição po
lltica no país,
pais, o que vem refletir na falta de objetivos sociais
sodais
lítica
e educacionais de aplicação concreta. O reflexo desta indefinição éê uma descontinuidade política que não aponta responsã
responsá veis pela ausência de metas realizáveis que venham favorecer o
desenvolvimento individual e consequentemente social da popula
ção. E mesmo quando algumas metas são estabelecidas não há uma
vnna
preocupação com a continuidade das mesmas. O bem geral perde
terreno para a vaidade dos homens de poder.
A biblioteca pública brasileira que deveria ser uma a
gência atuante no desenvolvimento social, torna-se inoperante
em tal sentido, já que, como outras agências, transplanta obje
tivos que não respondem ã demanda da sociedade a qual serve.
Assim os objetivos clássicos e universalmente estabele
cidos para a biblioteca pública nos parecem abrangentes demais
completamente inadequados, quando nos deparamos com uma realidade tão distante de sua concretização.
Os bibliotecários como parte do sistema, junto a outros
profissionais, estão enquadrados nessa falta de definição
de

Z79
279

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�objetivos aplicáveis, alienados da sociedade a qual devem servir. Por isso formam imagens teóricas de usuários que não cor
respondem aos nossos usuários potenciais, e com isso, cada vez
mais, a biblioteca vai perdendo terreno, prestígio
prestigio e reconhec^
reconhecí^
mento político e de toda sociedade.
Miranda (7) afirma que se a biblioteca for útil, ela
será estimada, apoiada e prestigiada,e
prestigiada e que se ao contrário, ela
for uma "avis rara", alienada dos interesses locais, existir
ou não existir, não fará a menor diferença para o cidadão
co
mum (grande parte de nossa população) e Ortega e Gasset, citado por Miranda (6) completa dizendo que a sociedade pune com a
bandono os que não a servem devidamente...
Esta parece a situação das bibliotecas brasileiras.
Pesquisas realizadas junto a usuários de bibliotecas públicas,
demonstram que ela é quase que exclusivamente utilizada por e£
es
mas
tudantes de 19 e 29 graus. Não que isto seja uma falha,
demonstra que é ..ma minoria de pessoas - já que a classe estudantil é uma pequena parte de nossa população - que utiliza a
biblioteca, uma instituição que poderia ser explorada e ter
participação ativa na vida de nosso país. Na verdade esses fre
quentadores assíduos da biblioteca são a ela levados por obrigação escolar e apesar de muitos já terem um grau de escolaridade satisfatório, parece que não têm desenvolvido o hábito
de leitura, fator importante para formação de uma sociedade es
clarecida, voltada para a integração do homem em seu meio.

4 - A MISSÃO SOCIAL DA BIBLIOTECA PÚBLICA
POBLICA NO BRASIL
E fato comprovado que a biblioteca pública tem sido
frequentada em grande parte por estudantes. Briquet de Lemos
(4) afirma que os estudos realizados mostraram que elas corres
pondem a cerca de 90% do total de frequentadores da biblioteca,
e que os outros 10% dos leitores de bibliotecas públicas
são
constituídos de adultos que a utilizam para leitura recreativa
280

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�ou cultural. Esta é uma demanda real que a biblioteca não de£
des
conhece e que tem tentado atender. E de uma certa forma pode
mos dizer que a biblioteca se acostumou a esta situação, e na
bibli
da tem feito para popularizar-se. Para popularizar-se a bibM
oteca precisa conhecer não só estes usuários que jã
já utilizam
seus serviços com certa regularidade, mas também aqueles
que
por motivos que ela própria não questiona, não demonstram necessidade de frequentá-la. Esta fhlta
falta de questionamento êé ge
de
neralizada, mas ainda torna-se mais óbvia quando se trata
frequência às bibliotecas públicas brasileiras. Parece que a
biblioteca ainda não se conscientizou de que estes 100%
não
são nada significativos quando comparados ã população total de
nosso pais.
As bibliotecas públicas há muito vêm assumindo o papel
de escolares, mas este tem sido desempenhado inadequadamente.
Analisando criticamente podemos afirmar que o desempenho da b^
blioteca assemelha-se ao de um coadjuvante improvisado.
Ela
tem sido chamada de escolar por atender escolares, mas na ver
dade não desempenha o papel que caberia a uma instituição
Instituição
de
tal tipo. Os escolares que a frequentam representam uma classe estudantil privilegiada, com um bom nível de escolaridade ,
que se limitam'a
limitam a utilizar a coleção da biblioteca jã
já seleciona
da de acordo com suas necessidades. Mesmo em relação ao desen
volvlmento do hábito de leitura destes usuários, não existe,
volvimento
por parte da biblioteca pública, uma atenção ou mesmo uma preo
cupação neste sentido. Tanto assim que as "pesquisas" escolares se limitam a cópias fiéis de textos prontamente localiza dos pelos bibliotecários.
E os usuários que não frequentam a biblioteca e já
jâ são
alfabetizados? Onde estão? Figuram fazendo número nas listas
das Secretarias de Educação mas na verdade são semi-analfabe tos. Não sabem o que ler depois de decorada a cartilha.
Não
há uma coleção apropriada para eles. E não havendo material
de leitura para esta faixa da população tão significativa, não
há portanto leitores nesta mesma faixa. ÉE um circulo vicioso.
seleção de um material adequado, de voccúduNecessário seria a seleçáo
vocabu281

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-li/ 0

11

12

13

�lário'graduado, para atender a uma escolaridade média de dois a
lãrio'graduado,
três anos de curso primário, e que este material fosse baseado
na linguagem corrente deste povo com inclusão gradual de vocabu
lário novo. Para ser leitor não basta ser alfabetizado. É ne
lãrio
cessário que se conheça e se desenvolva o seu nível de leitura.
cessãrio
0O conteúdo deste material deve ser útil. Informações sobre seus
direitos, conhecimento e utilização dos serviços sociais e méd^
médi
COS, horários e localização de meios de transporte, cursos noturnos, aproveitamento de horas livres e etc., quando se tratar
de alfabetizados adultos. Para tanto a biblioteca precisaria
se envolver com as outras entidades educacionais responsáveis
pela alfabetização de adultos. Este contato permitiçia ã blblio
biblio
teca conhecer melhor as necessidades da população. Poderia en
tão programar seus serviços e atividades, selecionar seu material e sua coleção com base na necessidade e futura demanda so
ciai.
E necessário também que a biblioteca não descuide
das
crianças. E nessa fase que o hábito de leitura pode ser mais
facilmente adquirido e também nela que a criança pode melhor se
adaptar ã biblioteca como uma agência social que teria utilidade durante toda sua vida. Mais uma vez a importância do material e das atividades que motivarão este tipo de usuário
são
muito importantes. Para atender a essas prioridades que pare cem ser*mais
ser-mais emergentes na sociedade brasileira, ela não pode
negligenciar os seguintes papéis: o de biblioteca escolar que
lhe tem sido atribuído pela sociedade, e a verdadeira função de
biblioteca pública (do povo) inserida totalmente na comunidade
para a qual foi criada. No
Ho papel de biblioteca escolar ela não
pode limitar-se a fornecer livros e material de pesquisa a estu
dantes, devendo atuar ativamente no processo educativo.
Para se popularizar ela tem que primeiramente ir ao po
vo. Distribuir-se pela comunidade através de sucursais e carros biblioteca, pois préxima
próxima do povo ela terá melhores condições
de acompanhar o seu desenvolvimento e as mudanças sociais
que
ocorrem. E necessário que ela popularize a cultura, atuando
junto com as entidades culturais no oferecimento gratuito de
shows, cinemas, espetáculos de dança, promoções musicais e de
282

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�lazer. A biblioteca é pública pois é sustentada pelo dinheiro
do povo, mas até agora não tem sido uma exigência desse mesmo
povo que paga para que ela exista, desconhecendo seus próprios
direitos e o valor que ela terla
teria para o seu auto-crescimento e
desenvolvimento da nação. A biblioteca pública tem sidcprodu
sido produ
to da vaidade de políticos, e muitas vezes marcada pela descon
tinuidade política que caracteriza o nosso país. Podemos ver
isto pela criação de algumas bibliotecas, que tiveram seus mo
mentos de glória e logo a seguir sua decadência, marcada
mentps
por
troca de governo. A Biblioteca Pública do Paranã
Paraná seria um exemplo evidente. E estes altos e baixos da biblioteca a enfre
quecem junto ao povo. Se a biblioteca fosse um reflexo da von
tade social, haveria reciprocidade: ela atuaria no desenvolvimento da consciência da sociedade e esta a valorizaria, sentin
do-a útil, o que aumentaria suas forças.
Isto facilitaria a
formação da sua coleção dentro dos aspectos e exigências
sociais, pois não tendo material disponível no mercado, ela teria condições ue pressionar o sistema editorial a atendê-la.
Ainda submissa às
ãs verbas orçamentárias, a biblioteca pública
hoje corre o risco de tomar o caminho mais fácil: seguir
as
inclinações da classe média, restringindo seu público, e desse
modo quase se isolando totalmente da população urbana. Se atingir, no entanto, o papel social que lhe cabe, o governo não
terá outra opção senão apoiá-la, ao senti-la uma força social
viva.

5 - CONCLUSÃO
O0 papel social da biblioteca pública êé muito complexo
o que dificulta uma definição exata do mesmo. Isto porque ca
da biblioteca é única - não existindo duas bibliotecas iguais.
E ela deve existir em função dos grupos a que vai servir,
e
tais grupos são sempre diferentes.
Em decorrência disto, as atribuições que a sociedade
dá âã biblioteca são às
ãs vezes muito pesadas, o que dificulta sua
283

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�realização de uma maneira completa e satisfatória. Além disto ,
um único tipo de biblioteca não será o suficiente para atingir
uma sociedade em todas as suas camadas, muito menos uma única bi
b^
blioteca pública para-atender
para.atender a todo um munícipio, composto de
diferentes camadas sociais.
Isto porque a biblioteca deve ser um reflexo da demanda
da sociedade indenpendente de sua qualidade, e tal demanda irá
ser diferente de acordo com o meio no qual nasce. Quando nos re
ferimos ao problema de qualidade é porque na maioria das vezes,
aos bibliotecários e administradores, interessa uma coleção "boa"complexa, clássica, não sujeita ãâ criticas por seu conteúdo - e
não uma coleção que vã atender ao povo como um todo. E apegados
a isso não se conscientizam que tais coleções não têm interesse
na medida que não respondem ã necessidade da sociedade a que ser
vem.
Esta falta de conscientização já
jâ nasce da própria forma
ção do bibliotecário, voltada para a instituição biblioteca alie
nada da força e importância do conhecimento do usuário. Somente
conhecendo o usuário o bibliotecário será capaz de definir a de
manda real para sua biblioteca, desenvolvendo assim habilidades
no envolvimento com a comunidade. E necessário que os bibliotecários estejam conscientes do papel do usuário, pois é para ele
que a biblioteca existe, e tentem desenvolver objetivos e progra
mas que estejam completamente
completcunente centrados no usuário e em suas ne
cessidades. Mas para isto ele precisa conhecer também a socieda
de na qual este usuário está inserido.
Não se pode moldar as bibliotecas sem se considerar os
condicionamentos políticos, sociais e econômicos que envolvem u
ma sociedade em todos os tempos e lugares.
Como diz Briquet de Lemos (4) a biblioteca não pode e£
tar acima dos interesses de classe, intocável na sua imparcialidade cultural, protegida pela aura de uma cultura universal, des
de£
comprometida, sublime e quase angelical.
A biblioteca pública que foi durante muito tempo uma
instituição fechada deve agora, mais do que nunca se envolver
tivamente com a comunidade.
284

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♦

a

�De modo geral podemos atribuir ã biblioteca funções divididas em duas áreas : de um lado a função educativa, informat^
informati
va e de pesquisa e de outro a função cultural, social e recreate
recreati
va.
Por serem áreas interrelacionadas é importante que não se
estabeleça uma linha divisória rígida isolando-as.
Atendendo a
todas essas funções ela estará cobrindo as necessidades da comu
nidade a que serve.
Para isso deve preocupar-se não só com os
usuários que a frequentam como também com aqueles que a evitam .
A biblioteca pública deve procurar levantar os motivos que levam
as pessoas a não encontrarem utilidade nela, a não sentirem nela
uma resposta ãâ sua necessidade de crescimento.
A partir
daí
dal
então, e de uma determinação de suas características a bibliote
ca deve procurar as respostas necessárias que correspondam às de
mandas da comunidade. Pois só respondendo ã comunidade é que e
la se torna útil e realmente necessária.

ABSTRACT
The factors that determined the origin and
developitEnt
develofment of the publica library in the
United States, England and Brazil, in the
19th century. DÍscussion
Discussion about the general objectives established by Unesco for
the public library and its applicability
^plicability
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A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
Cila Milano Vieira
Bibliotecária e Pro
fessora do Departamento de Biblioteco
nomia e História da
Fundação Universida
de do Rio Grande.
RESUMO
O processo cultural como fator de elevação
do homem. A importância das Bibliotecas Públicas no processo de desenvolvimento. Aspectos históricos da fundação de uma importante Biblioteca Pública de Direito Privado. A diversidade de atendimento. O rico acervo e o processamento técnico já executado. A crescente utilização da Biblioteca
Rio-Grandense na pesquisa cientifica. Neces
sidade de expansão das Bibliotecas
Públi-Públiáreas carentes, com vistas ã erradicas em ãreas
cação da subcultura ou de culturas
anticientificas.
Introdução
0O tema desenvolvimento centraliza irremediavelmente todos
os
campos da atividade humana, mesmo considerando-se a multiplicidade com que se manifestam. Não há, verdadeiramente, uma ativi
dadé
dade profissional cujo produto não adicione uma contribuição ao
que se entende como processo de desenvolvimento.
Há, contudo, uma forte conotação entre o vocábulo desenvolvimen
to e a atividade econômica, como que a indicar que as etapas su
periores da produção e organização econômica fossem responsâ287

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�veis intrinsecamente pelo curso do processo de desenvolvimento.
As,interações
As,
interações no âmbito dos fenômenos sõcio-econômicos- culturais modelam um tipo de civilização, ditando rumos a serem seguidos numa determinada época. As inovações e as conquistas obtidas na marcha das civilizações dependem muito mais do aprimoramento intelectual do que propriamente do modo
de
produção
stricto sensu. O homem ou sociedades podem
podem, produzir da mesma maneira, com os mesmos métodos e as mesmas concepções durante séculos ou até milênios. Várias culturas nacionais ainda hoje se
comportam como seus antepassados imemoriais. 0O processo produti
vo não os livrou de condicionamentos paralizantes, deixando-os
mergulhados em práticas estagnadas por longos períodos.
Hoje,
tais sociedades oferecem o notável contraste entre o passado e
o presente da humanidade. Qual teria sido o fator primeiro,priprimeiro(primordial,, responsável pelo desnível de culturas e do prõprio
mordial
próprio estágio de evolução mental do homem? Está claro que somente o pro
cesso produtivo não foi suficiente para romper o círculo da rotina de trabalho no qual giram, ainda, milhões de pessoas. Talvez se possa afirmar com grande segurança que foi exatamente a
atividade produtiva a responsável por um padrão de comportamento, inibidor de qualquer iniciativa nova. Ao processo produtivo,
portanto, ê necessário adicionar-se outras forças capazes de ven
cer determinada fase inercial. Isso significa que outros fatores
são de suma importância no desencadeamento das forças
mentais,
propiciadoras de novos avanços rumo ao conhecimento. São, precisamente, essas forças as responsáveis pela visão aberta por onde
se expandem os poderes da inteligência. Os homens em várias sociedades do passado e de algumas do presente viveram e vivem os
rituais condicionantes das crenças e costumes. São forças endóge
nas na sociedade e contra as quais qualquer luta deixa uma estei
ra de sacrificados. Outras sociedades, porém,reagiram e oonsegui
consegui
ram pensar, refletir, abrir caminho a novas idéias, formando um
processo cumulativo de conhecimèntos.
conhecimfentos. Esse processo praticamente
arrancou o homem da barbárie primitiva, conduzindo-o ao quadro
do homem contemporâneo. Atualmente, mesmo ainda arraigada a hábitos anticientlficos,
anticientificos, a humanidade ou parte dela caminha para
etapas mais avançadas do conhecimento científico e dos limiares
288

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por:

�de uma civilização tecnológica superior.
A já longa caminhada da humanidade pelas diversas civilizações
e organizações sociais teve seus pontos críticos, com impasses
rompidos pela forte luz irradiada por mentes que rasgaram os es
treitos horizontes de eventos de uma determinada época. O
rol
de acontecimentos que iniciaram novas eras foi sustentado pelas
teorias de sábios e estudiosos de vários ramos do conhecimento.
A criaçãô de novas formas de pensamento abriu caminho ã derrocada do obscurantismo sustentado por várias e sofisticadas mani
festações do misticismo.
A luta permanente pelo aprimoramento da inteligência conduzirá,
sem dúvida, ao aperfeiçoamento da própria espécie humana e
ao
domínio de tecnologia superior no futuro. O0 homo sapiens poderá
tomar-se uma das forças vitais do universo desde que não se in
verta o processo de oonfieibilidade
confiabilidade entre a ciência e o misticis
mo. O grande perigo
perr^o e paradoxo do mundo atual é precisamente o
aumento das crenças no sobrenatural. Isso deixa claro que ocres
cimento desordenado da população carrega uma formidável
carga
de insuficiência no processo educativo. Ä
A baixa cultura corresponde a alta ignorância e essa éê o caminho mais curto ao misticismo.
0 processo cultural será, indubitavelmente, a poderosa
alavan
ca a remover o misticismo que ainda domina amplas parcelas
da
humanidade. Está claro que se trata de um processo cultural livinculações com aparelhos ideológicos ou ele
próprio
vre, sem vinculaçóes
um aparelho ideológico.
Nenhum repositório cultural é mais importante para a
perfeita
compreensão do tempo histórico do que os acervos existentes nas
Bibliotecas Públicas. A compreensão do fenômeno tão importante
do declínio de potentes civilizações do passado poderá ajudarnos a interpretar os avanços e a decadência de impérios modernos. Mas as Bibliotecas Públicas têm muito a falar sobre o presente e as perspectivas do futuro. ÊÉ preciso conhecê-las melhor
289

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�e analisá-las a partir de suas próprias realidades.

A Biblioteca Pública
A história das Bibliotecas Públicas no Brasil oferece aspectos
de notáve] dedicação, abnegação e amor ã cultura desenvolvidos
por pessoas nem sempre ligadas diretamente a ela. A Biblioteca
Rio-Grandense com seus 132 anos de funcionamento
ininterrupto
revela claramente a importância do intercâmbio cultural
entre
diferentes regiões do mundo. Ao confinamento geográfico
quase
sempre corresponde a estagnação social. Rio Grande, com seu por
to maritinvo,
marítimo, manteve um contato permanente com os grandes centros de cultura do mundo. O ativo comércio de exportação e importação evitou que Rio Grande, nos limites do mundo português
e espanhol, ficasse irremediavelmente ã margem do processo evolutivo intelectual em brilhante efervescência no limiar da 2a.
metade do século
sécu^to XIX. A via oceânica trouxe o brilho das idéias
novas e com elas a própria renovação dos métodos de organização
e gerência dos negócios. O parque industrial riograndino
teve
suas bases formadas no caldeamento das idéias que representavam
o novo, vindo de fora, e o conservador jâ
já estabelecido.
Foi, precisamente, no período de transição entre as velhas e no
vas idéias que o século XIX tão extraordinariamente viveu, prin
cinqüentenârio, que em Rio Gran
cipalmente ao aproximar-se seu cinqüentenário,
de um grupo de homens voltados aos avanços
avcinços da cultura e dedicados ao próspero comércio de exportação e importação fundou a Bi
blioteca Rio-Grandense. Isso em 15 de agosto de 1846:
1846; em 19 de
janeiro de 1847 foi, então, instalada a Biblioteca Pública em
Rio Grande.
Ao longo de mais de um século o acervo da Biblioteca Rio-Grandense cresceu em quantidade e qualidade, tornando-a hoje,
aos
132 anos e 210.000 volumes um dos monumentos culturais do país.
pais.
A manutenção não tem sido fácil. Por tratar-se de uma institui290

cm

2

3

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�çio de Direito Privado não conta com auxílios suficientes do Po
ção
der público.
Público. Basicamente vive das contribuições de seus associa
dos. Contudo, a grande abnegação de seus dirigentes a tem mantido em pleno funcionamento e correspondendo aos ideais que ani
maram seus fundadores.
Vemos assim, pelo esboço acima, que a fundação da
Biblioteca
Rio-Grandense deveu-se aos anseios culturais de pessoas ligadas
ao comércio exterior da época. 0O porto do Rio Grande, na
sua
condição de porto marítimo, abriu amplo canal de comunicação en
tre o extremo sul do Brasil e os grandes centros culturais
do
país e do próprio mundo. Essa circunstância reforça a perspectl
pais
perspecti
va de que o sopro das idéias que se renovam ao largo de socieda
des provincianas pode nelas penetrar, no caso por condição geográfica, promovendo o des
desencadeamento
enc ade amen to de um processo cultural.
Situando a posição da Biblioteca Rio-Grandense no contexto
cial da cidade, do Estado e do país podemos reconhecer os
guintes tipos de atuação:
1
2
3
4

-

atendimento
atendimento
atendimento
atendimento

sose-

geral ao público
especifico a estudantes
específico
especializado
de consultas

0 atendimento ao público em geral, usuários, tem sido definido
como a função essencial da Biblioteca Pública. Ele representa, inegavelmente, uma fonte de sustentação financeira da instituição. são pessoas dotadas de inclinação pela leitura em geral
que mais comumente se associam às
ãs Bibliotecas Públicas. A literatura de romances responde pela maior movimentação estatística.
Os leitores de jornais são também assíduos frequentadores da sà
sg.
la de leitura. No caso particular da Biblioteca Rio-Grandense é
uma verdade inconteste. Mesmo considerando-se o rico e importan
te acervo, com destaque para o material especicil, ele é, na ver
dade, pouco movimentado. Contribui para isso o esquecimento de
tais componentes do acervo- geral e a falta de processamento têc
téc
291

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�nico. Após,
Apôs, porém, o levantamento e o processamento das obras
raras e/ou preciosas e do material especial de fotografias anti
gas houve uma maior procura e utilização de dados neles contidos. Outros, não menos importantes permanessem, no entanto, ain
da cobertos pela tão decantada poeira
poej ra das prateleiras.
Esse tipo de atendimento é responsável por
pnr uma sensível melhoria cultural de massa, tanto pelos benefícios da leitura especl
ficamente, como pela obtenção de dados de análise e interpretação .
ção.
O0 atendimento especifico a estudantes responde pela movimentação
de obras de caráter didático, principalmente para 19 e 29 graus.
Os alunos de 39 grau têm, a não ser como fonte suplementar
de
consulta, menor participação.
O0 atendimento especializado êé feito às
ás pessoas interessadas na
obtenção de dados ãà elaboração de teses de mestrado e doutorado.
Trata-se de um atendimento mais problemático, pois, para tanto,
seria necessário o processamento técnico de todo o acervo. Como
ainda não foi possível completar essa importante tarefa,
as
consultas se tornam lentas e por vezes exaustivas.Especialistas
em fase de elaboração de teses nos campos da história, geografia, ciências econômicas, jurídicas e oceanogrãficas têm obtido
dados importantes a seus trabalhos. Algumas teses de mestrado e
doutorado defendidas por especialistas do Rio Grande do Sul tiveram como decisiva base de apoio o acervo da Biblioteca
RioGrandense.
O atendimento de consultas tem um caráter especial. São pessoas
que buscam dados eventuais ou um conhecimento mais aprofundado
sobre determinados assuntos que subitamente ganham notoriedade.
Mas há outro tipo de atendimento nesse item: são professores,es
critores,
cri tores, historiadores e juristas que procuram material a seus
trabalhos. É comum a procura de fontes para reconstituições his
tõricas em vários campos do conhecimento. Mas hâ
há também uma fitóricas
oura estranha, encoberta de mistérios: éê o auto-proclamado his292

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�toriador, geralmente um leigo, gato refinado de documentos históricos e que acaba montcuido
montando um arquivo histórico particular ãs
custas das Bibliotecas Públicas.
A atuação das Bibliotecas Públicas é, portanto, muito divèrsifi
divérsifi
cada, podendo representar um poderoso instrumento de qualificação de massa. EÉ clara, todavia, a necessidade de se Intensifl
intensifi car a divulgação do acervo através de catálogos próprios. O fato de modemamente as Bibliotecas Públicas coexistirem com as
bem montadas bibliotecas universitárias impoim-lhes uma necessi
dade imperiosa de atualização técnica. As bibliotecas universi
universl
tárias contam com recursos necessários âã utilização dos mais atãrias
perfeiçoados meios técnicos, incluindo a computação.Contam, tam
bém, com pessoal altamente
alteimente especializado a nível de pós-graduação e participação constante em congressos, seminários e cursos
de aperfeiçoamento.
As Bibliotecas Públicas, de Direito Privado especificamente, ao
contrário, lutam desesperadamente para sobreviver. Não dispondo
de recursos suficientes são, em muitos casos, operadas por pessoal leigo e, principalmente, sem treinamento técnico; a conseqüência imediata é o alheiamento do rico acervo por falta
de
tratamento técnico.
0 Poder Público oferece pouco ã Biblioteca Pública, embora exal
te muito sua importância. O discurso público reconhece a utilidade dessas centenárias instituições, porém o auxilio
auxílio financeiro é minguado. Um recurso que tem sido utilizado, sendo o caso
especifico da Biblioteca Rio-Grandense, é o de conveniar com universidades. A Fundação Universidade do Rio Grande tem contribuído decisivamente para o levantamento
leveintamento e processamento técnicos do acervo da Biblioteca Rio-Grandense.
Mas
Mcis isso é pouco. As Bibliotecas Públicas devem ser revitalizadas em obras e técnicas biblioteconômicas modernas, voltando a
constituir-se em focos de expansão da cultura. Será triste vêlas como antiquários
antiquârios de livros, procuradas mais para a pesquisa
do conhecimento passado. A Biblioteca Pública não deve, pois, a
penas abrir túmulos históricos, mas irradiar o conhecimento a293

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Q

II

12

13

�tual, tornando-se um centro dispersor dinâmico da vida cultural
culturaL
Ao apoio do Poder Público ãs Bibliotecas Públiccis
Públicas deve corresponder uma administração moderna, dentro das técnicas mais atua
lizadas. A Biblioteca Pública é uma alternativa ã grande
grcmde maio
lizadcis.
ria da população que não freqüenta a universidade, ou porque por
ela já
jâ passou ou simplesmente porque por ela não passou. Por ou
tro lado, é bom considerar que as bibliotecas escolares e universitárias são muito especificas,
específicas, não oferecendo o caráter geral e amplo do universo cultural das grandes Bibliotecas Públicas. É precisamente esse universo, duplo de certa forma, cultural e atendimento, que singulariza a Biblioteca Pública.
A Biblioteca Rio-Grandense com seus 210.000 volumes‘é uma das
mais importcintes
importémtes do pais.
país. Até a criação da Universidade do Rio
Grande era o único grande centro de conhecimento bibliográfico
do município, além de fonte obrigatória para os estudiosos
do
Estado do Rio Grcinde
Grande do Sul. Sua sala de leitura e o seu salão
de conferências marcaram profundamente a evolução cultural
do
Rio Grande.
A criação da Universidade do Rio Grande abriu, é claro, novos
caminhos âà intelectualização popular. Com sua própria biblioteca, a Universidade ampliou a área de estudo e consulta,
porém
serve-se da Biblioteca Rio-Grandense como fonte de apoio em várias áreas do conhecimento. Para melhor utilização e valoriza dispôs-se a colaboção da centenária Biblioteca Rio-Grandense dispós-se
rar no processamento técnico de seu importante acervo .

O ACERVO
Do acervo da Biblioteca Rio-Grandense, como resultado do convênio com a Fundação Universidade do Rio Grcinde,
Grande, foram executadas
as seguintes tarefas: "Levantamento Bibliográfico de Obras Raras e/ou Preciosas"
e "Processamento Técnico do Valioso Acervo de Fotografias da Centenária
Biblioteca Rio-Grandense"
Rio-Grandense (2).
294

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♦

�Em fase de anteprojeto está sendo programada a organização
do
arquivo da sala da Alfândega e da mapotecar
mapoteca: para o futuro o levantamento e processamento técnico dos manuscritos.
Do primeiro trabalho resultou inclusive a confecção do catálogo
impresso, cuja publicação brevemente responderá a inúmeras
Inúmeras necessidades de pesquisadores e estudiosos brasileiros. Obras de
grande importância e antigüidade revelam o esmero com a formação do acervo da Biblioteca Rio-Grandense. Dele pode-se
dizer
ainda que abriu perspectivas novas de utilização do acervo, pos
to que, o processamento técnico permite uma melhor
utilização
de obras antigas tão necessárias ã compreensão de fatos e regis
tros do passado e que, muitas vezes, têm repercussão destacada
no presente.
O0 processamento técnico do material fotográfico permitiu, face
ã própria carêr -ia
ia bibliográfica, criar uma técnica própria de
trabalho, envolvendo a seleção, ordenamento e numeração das fotografias. Também foi criada uma ficha catalogrâfica
catalogrãfica considerada apropriada. 0 resultado foi o armazenamento ou arquivamento
hoje
técnico das fotografias em álbuns, pastas e envelopes,
constantemente consultados tcuito
tanto por pessoas curiosas em conhecer paisagens, tipos e acontecimentos do passado, como técnicos
em busca de detalhes ou ainda para divulgação na imprensa.
0 arquivo da sala da Alfândega é constituído por um rico e subs
tancial volume de documentos. £E um verdadeiro repositório
de
leis, atos legislativos e executivos que podem, em determinado
momento, representar grande interesse. Também os relatórios de
exportação são peças documentais de grande valor no campo da economia. Como rica fonte de consulta a vários interesses dentro
da sociedade, esse arquivo, após o processamento técnico necessário, representará um material especial de grande valor.
Quanto aos manuscritos éê possível prever seu processamento para etapas futuras. Desconhece-se o conteúdo desses documentos,
porém, dados fragmentários revelam tratar-se de documentos que
295

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�retratam fatos âa
&lt;äa vida oficicil e de correspondências particulares de valor histórico. Provavelmente será aberta uma. nova-fonte de consulta no vasto acervo da Biblioteca Rio-Grandense, per
mitindo, quem sabe, aos historiadores e estudiosos novos esclarecimentos sobre acontecimentos históricos ainda um pouco nebulosos .

CONCLUSÃO
Tudo o que foi exposto neste trabalho visa, sobretudo, mostrar
a grande e decisiva participação das Bibliotecas Públicas
no
processo geral de desenvolvimento. A insistência em mencionar a
Biblioteca Rio-Grandense prendeu-se a dois aspectos principais:
19) é, provavelmente, a maior Biblioteca Pública existente em
cidades do interior brasileiro e, seguramente, uma das maiores
do Brasil considerando-se as capitais; é uma instituição de Direito Privado, não sendo mantida pelo Poder Público, dele recebendo, apenas, pequenas concessões de recursos financeiros.
Por outro lado, tem sido decisivo o papel da Biblioteca
RioGrandense no desenvolvimento cultural do Rio Grande do Sul.
fi
bom lembrar que as modernas bibliotecas universitárias são quase
exclusivas ao meio universitário, ainda que dispenssem atendimento público. Mas, inegavelmente, não têm o caráter público de
atendimento geral â população.
Povo desenvolvido êé povo culto ou, inversamente, povo culto é
poVo
povo desenvolvido. Não importa muito a ordem do dito e, atê,ele
próprio, mas é inegável
inegáVel a condição sine qua non da cultura para
o alcance
cilcance de etapas superiores de desenvolvimento. Toma-se, em
nossa época, indispensável um gigantesco esforço para levar
a
cultura a imensas massas humanas onde ela é alarmantemente ausente. A ignorância e a subcultura se irradiam
irradicim mais rapidamente
do que a própria cultura.
cultura, Éfi fácil compreender o fenômeno, pois
o processo cultural exige grande esforço. Talvez a partir dessa
análise possa-se melhor entender a grave preocupação com
ps
ps296

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-li/

�três Pis: poluição, população e poder (energético). A expansão
não controlada da população alarga o domínio da subcultura
e
com tal senso é aceita passivamente a violação do meio ambiente.
A luta pelo estabelecimento de uma fronteira ã expansão da popu
Icição é no fundo a preocupação com o ilimitado crescimento
da
subcultura ou de culturas einticientíficas.
anticientíficas.
0 estabelecimento de Bibliotecas Públicas em áreas carentes cul
turalmente talvez venha a constituir-se
oonstituir-se num meio eficaz de combate ã ignorância. Não, certamente, as chamadas bibliotecas iti
nerantes,- mas as que chegam para ficar e ficam para iluminar.

297
297.

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�ABSTRACT
The cultural process as a factor of the man's rise. The importance of the Public Libraries in the developping process. Historical aspects of the foundation
foundatlon of an important Public Library on Prlvate
Private Law. The diverslty
diversity of the attendance. The
rich
holdings and the technical processing
Processing already done.The increased utilization of scientific research. Necessity of the Public
Library expansion in destitute areas in order to eradicate the
subculture or the anti-scientific cultures.

Bibliografia
1 - VIEIRA, Cila Milano
Mllano &amp; JAEGER, Leyla Maria Gama
Levantamento bibliográfico de obras raras e/ou preciosas. Revista do Departamento de Biblioteconomia e História. Rio Grande, 1(1): 60-4, jul/dez. 1978.
&amp;
Processamento técnico do valioso
aceivo
de fotografias da centenária Biblioteca Rio - Grandense.
Histéria.
Revista do Departamento de Biblioteconomia e História.
Rio Grande, 1(3): jul/dez. 1979.
&amp;
Processamento técnico do valioso
acervo
de fotografias da centenária biblioteca
Rio-Grandense.
In: - Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, lo. Curitiba, 1979. Curitiba, Associação Bibliote
cária do Paraná, 1979. V. 1, p. 419-433.

298

cm

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♦

11

12

13

�CDD n27.3815
027.3815
CDU 027.082
A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
FRANCISCO DAS CHAGAS DE SOUZA*
- Técnico da Fundação Instituto de PI;\
Pl£
(IPLANCE}
nejamento do Ceará (IPLANCE)
- Bibliotecário CRB-3/299 (CE, PI, 't\)
'U)

RESUMO
A incompetência do
de certos ór.Tãos
õr.çãos em desenvolver
dc
propostos programas de comutação de cópias
de
desonvolviartigos êé uma realidade e entr.ava
entrava o desenvolvimento brasileiro.

0 aspecto substantivo de uma reunião científica

ou

de

da([ueles (jue
([ue lidai.i dire^
diro^
trabalhadores intelectuais, notadamente daciuelos
tamente com o público, ê o levantamento dos probleiiias
problemas

existen-

tes no seu labor de todo o dia.
É£ claro que isso não elimina o surgiiaento
ções cientificamente valiosas.

Estas,

contudo,

de aguçar os problemas, bem como redirecioná-los,

de

contribui_

têm o caráter
proporcionan

do que sejam vistos sob outros ângulos.
Assim parece que uma reunião de bibliotecários

cujo teni£

rio circunscreve-se â BIBLIOTECA E AX EDUCAÇAO 1’ERMANENTE,
PERMANENTE, torn£

*

‘ ^
^»
Preparando Dissertação de Mestrado para o Curso Pos-Graduaçao
em Administração de Bibliotecas;
Bibliotecas, da Escola
1'scola do Biblioteconomia
da Universidade Federal de Minas Gerais.
299

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V

�pronensas
se muito propícia a gerar ou agravar questões prooensas

a

lon

gos estudos nos próximos anos.
Quem objetiva ver á biblioteca sob tantos pontos-de-vista
quantos foram propostos nesse 11' CBBD decerto permitirá
nermitirâ a apre
apr£
sentação não apenas de trabalhos científicos e relatos de

expe

riências, mas também as agruras pessoqis de pesquisadores

que,

como tais, ao utilizarem serviços bibliotecários viram-se tolhi^
dos de andar mais rápidos, posto que, esperando um bom atendi mento (rapidez, pelo menos)
menosj de um serviço de informação para
poiar suas tarefas tiveram que perder precioso tempo no

a

preen-

chimento de formulários para solicitação de cópias,
cópias xerográficas
xerogrãficas
de material periódico.
Este pesquisador colocaria seu problema dentro do subtema
"Biblioteca no Processo de Desenvolvimento" e perguntaria

aos

Senhores: que espera a Biblioteca para desempenhar
SEU PAPEL NO PROCESSO DE DESENVOLVIMEN
sôcio-econOmico, científico
TO SOCIO-ECONOMICO,
CIENTÍFICO E TECNO
LÖGICO?
LOGICO?
Que pode a Biblioteca fazer para nos ajudar

a

caminhar

mais rápido?
Que ela precisa mais se ao lhe darmos as fontes, autores,
títulos de artigos, volumes, fascículos
fascicules e dqmkis
dqmáis dados biblio gráficos não nos atende com presteza?
Que caminhos deveremos seguir se ao termos

e oferecermos

todas as informações bibliográficas a Biblioteca não pode preen
eher os formulários que acredita necessários para busca?
cher

3Ö0
3Õ0

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.

Q

II

12
12

13
13

�A CONSCIENTIZAÇÃO DO POBLICO'E DAS
AUTORIDADES QUANTO AO VALOR DA BI^
BLIOTECA ocorre quando?
Quando estes se admitirem ineptos para encontrar a informação?
Quando estes estão emaranhados nos seus problemas de pe^
quisa e parecem estar sob a guarda do aparelho

biblioteconômi-

co?
Se o pensamento for esse então devemos aceitar
mos adotando uma filosofia destrutiva.

que

est^

Jamais o pesquisador sé
s£

rio, mesmo novel, se deixarã
deixará abater por tal estado de coisas.
Conscientizar o público do valor da Biblioteca
cer-lhe o serviço e não pedir-lhe atestado de

é

ofere-

idoneidade moral

e honestidade. Quem solicita informação séria e dispõe-se a p^
pa
gá-la, devia parecer suficientemente capaz de poder recebê-la.
Conscientizar as autoridades do valor da Biblioteca

deve

ser feito com burocratismo?
Para que tantos papéis?
Por que quando buscamos certos órgãos que promovem a comu
tação da informação - para comprarmos cópias de artigos necess£
necess^
rios para enriquecermos os argumentos em nossos
tificos; para
tíficos;

trabalhos cien

conhecermos aspectos novos, explorados em nossa

área de interesse; ou mesmo material que conhecemos mas não

os

temos e não nos ocorre outro meio de recuperá-lo - eles .em
em vez
de buscarem através das informações completas que lhes

oferece^

mos nos enviam blocos de formulários de pedidos para

301

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Q

II

12

13

�preenchermos A MÄOUINA
MAoUINA (sic)?
Quais autoridades conscientizar-se-ão do valor da Biblioteca se ela com seus nanéis e formulários nos obriga

a

fazer

trabalhos incompletos e nos força a gastar tempo precioso?
Quais autoridades ou empresários tencionam saber que seus
técnicos ainda náo
não receberam o material solicitado no mês nassa
do porque
porque neste mês (após quinze dias) sua lista foi
juntamente com blocos de formulários para
nara que se

devolvida

preenchesse a

cada três vias
- Nome e endereço do solicitante
- Tipo de reproduçáo
reprodução
- Dados bibliográficos completos (???)
Será que o
PAPEL DA BIBLIOTECA NO PROCESSO DE
MOCRATIZACAO NACIONAL
MOCRATIZACÄO

DE

ê desempenhado ao obrigar o pesquisador
nesquisador que envia uma lista,an£
xa a uma carta assinada, a recebê-la de volta e preencher os da
dos dos trinta artigos que solicitara nos formulários

de

três

em três vias e assinar cada conjunto de formulários, porque
4 - É indispensável a ASSINATURA DO SO
^*■
LICITANTE (???)
Ao meu ver parece claro que quem oferece um serviço
pode instrumentalizá-lo através de formulários deve ter,
cionalmente admito, pessoal para preenchê-los.
nreenchê-los.
tas o solicitante está oagando.
nagando.
302

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Afinal

Ou será que querer

e só
exce£

de

con

obrigá-lo

�a preencher formulários faz parte do nrocesso de
EDUCAÇÃO PERMANENTE DO USUÁRIO ???
EDUCAÇAO
Obrigar um pesquisador a receber sua lista de volta, jun
tamente com blocos de formulários, para castigá-lo com o preen
chimento de noventa formulários, isto é, trinta conjuntos

de

três vias; fazer trinta assinaturas em vez de uma apenas;

per

der duas semanas entre ir as listas e vir os blocos éê positiva
mente querer obstruir
0 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO.
É lamentável dizer que muito mais coisas existem. 0 fato
de citarmos apenas estas, até agora, decorre unicamente por e£
tarmos seguindo a
NOTA EXPLICATIVA SOBRE 0 TEMÁ
TEMÃ
RIO
do
XI CONGRESSO BRASILEIRO DE B^
BI^
DOCUMENTAÇÃO.
BLIOTECONOMIA E DOCUMENTACÁO.

De que depende a

FORMAÇÁO DE INFRA-ESTRUTURA PA
FORMAÇÃO
RA 0 DESENVOLVIMENTO
sob a ética
ótica do Bibliotecário?

303

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&lt;/

0

11

12

13

�Como seria proposto o
PLANEJAMENTO BIBLIOTECÁRIO
no Brasil?
Da forma acima dita? Castigando o ncsquisador
nesquisador para
EDUCA-LO
educA-lo
PARA CONSCIENTIZA-LO E
As AUTORIDADES
PARA TORNA-LO UM
um SER
DEMOCRÁTICO
democrático
(???)
Sob tais óticas o
PAPEL DA BIBLIOTECA NO PROCESSO DE
desenvolvimento SOCIO-ECONOMICO,C^
S(1CI0-EC0NÔMIC0,CT_
DESENVOLVIMENTO
-NTlFICO E TECNOLfIniCO
-NTÍFICO
TECNOLOOICO
está invertido.

E êé de bom alvitre contemporizarmos alguma coi^
coj^

sa.
Dar ao nesquisador duas semanas de atraso em
cm uma solicita
ção de compra de artigos node ser fatal.
Nesse caso específico, conte-se ainda mais uma semana
ra
2 - Preencher em três vias, a (sic)
(sie)
mAquina
MAQUINA
mais um dia para assinar seus trinta pedidos.
Desse jeito qual o

304

cm

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na

�PAPEL DA BIBLIOTECA NO PROCESSO DE
DESENVOLVIMENTO SOCIÜ-ECONOMICO
SÖCIÜ-ECONOMICO , CI_
ENTiFICO E TECNOLOGICO?
Aonde vamos chegar?
Fica lançada a pergunta.

Afinal esta contribuição

foi

oferecida no sentido de mostrar o outro lado:
a parte que não costumamos sentir com frequência.

O0 lado do

pesquisador.
0 tão falado, adorado e desgraçado usuário

(talvez um modis-

mo 1))
mo!
• (EM DISCUSSÃO)

ABSTRACT
The sppply
supply of photocopies of articles is so
poorly organised in some institutions as to
be an adverse factor in the country's
development.

305 .

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�INFORMACAO INDUSTRIAL:
INFORMAÇAO
- situaçAo atual e alternativas
DE TRABALHO

José Rincon Ferreira
. Bibliotecário, Gerente' de Informação e
Documentação da STI/MIC, Mestre em Bi^.
blioteconomia

RESUMO

A necessidade de se implantar uma rede de informações
em tecnologia industrial é indiscutível. No entanto, e de
forma
prioritária, para estabelecimento dessa rede as bibliotecas preci
sam re-avaliarem suas atividades e objetivos. ÉÊ imprescindível In
in
corporar ao pessoal administrativo das bibliotecas/centros de do
cumentação/informação, técnicos especializados para que estes as
sumam os serviços de perguntas e respostas possibilitando ao usuá
rio o acesso a informação sem delongas de tempo.
Palavras-Chave:

Informação Industrial
Rede de Informação em Tecnologia Industrial
Avaliação de Serviços Documentários
Serviços de Informação para a Indústria

306

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�introdução
INTRODUÇÃO
A ausência de uma Rede de Informações em
Tecnologia Industrial tem sido lamentada por uma boa parte de ' docu
nientaristas. A esse "vazio" atribui-se toda responsabilidade
itentaristas.
gover
namental.
Bem se.sabe que se, em parte,
esta colo
cação do problema é correta, é igualmente correto que essa Rede de
Informações não surgiu, também, pela apatia de algumas
bibliotecas
no desempenho de sua missão.
Operando de forma tradicional sem procu
rar interdependèr de outras bibliotecas e concentrando
enfaticamen
te sua força de trabalho no processamento técnico do material adqu^
rido, esses centros de documentação ou bibliotecas perdem,
a cada
dia, novos leitores quando não desestimulam a pesquisa industrial.
Os que trabalham no assunto sabem a rapidez com que o usuário indu£
trial muda de interesse e perspectivas
de trabalho, necessitando
asSim, de forma permanente, da cooperação de outras bibliotecas.
Outro aspecto a ser considerado é a c£
ca
rência de recursos humanos adequadamente treinados e ainda o desco
nhecimento dos usuários oriundos de um sistema educacional
incent^
vador do uso de apostilas e livros textos e que não leva aã pesquisa
bibliográfica. Enfim, é uma formação estereotipada,
calcada apenas
na educação sistemática baseada na experiência do professor.
EÉ pre
pr£
ciso mostrar os demais recursos; a biblioteca é apenas mais
um de
les, mas talvez o mais rico e o mais palpável,
pois está ao nosso
alcance.
Este trabalho pretende contribuir não só
âã necessidade de refletir mais uma vez sobre a Rede'
Rede’ de Informações
em Tecnologia Industrial, mas principalmente oferecer a comunidade
de bibliotecas industriais alguns instrumentos de trabalho válidos
para qualquer biblioteca. Antes porém, desejamos oferecer o
mesmo
àã colega NORETH CERQUEIRA RIBEIRO, da Petrobrás/SENBA, Salvador/BA,
pelo esforço com que sempre atendeu os seus usuários e com quem mui
to aprendemos.

307

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Q0

II
11

12
12

13
13

�1 - TENTATIVAS
TENTATIV/VS DE ESTRUTURACAO
O II PBDCT (06), lançado em 31 de março de
1976, deu como encargo ã STI a implantação e desenvolvimento da Rede
de Informação Tecnológica Industrial, compreendendo as seguintes eta
pas:
- Estabelecimento de um plano básico para
o sistema pela criação de um Núcleo Coordenado .
- Reorganização e expansão do Centro de In
formações Tecnológicas, integrando-o com o Centro de Informações so
bre Patentes.
- Implantação do sistema e estabelecimento
de uma Coordenação Central a partir do Núcleo Coordenador.
- Operação do Sistema.
O0 mesmo PBDCT determinava que além da coor
denação da STI, deveriam participar outros órgãos do Ministério
da
Indústria e do Comércio, com atuação na área da Informação Tecnológ^
ca Industrial.
Desde 1970, as Metas e Bases Para a Ação
ao Governo apud de Costa (10), colocava a cargo do mesmo para 1970/
do
/73 a implantação do Sistema sobre Ciêncj.a
Ciincj.a e Tecnologia, sob a coor
'
denação do então Ministério do Planejamento e Coordenação Geral
(MINIPLAN), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da
Indústria e do Comércio (MIC), Ministério da Aeronáutica (MA) e
o
Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).
Ressalta-se que, de acordo com o plano, de
veriam participar da elaboração deste o Instituto Nacional de Tecno
logia (INT), e o Banco de Patentes, evidentemente o INPI.
Estabelecidos os grupos de trabalho em 27
de janeiro de 1972, estes trabalharam até 4 de maio de 1973, quando
então foi redigido um Decreto de criação do SNICT, o qual nunca ehe
ohe
gou a ser assinado.
Para uma maior elucidação a respeito do a£
as
suiiLO, sugerimos consultar as referências bibliográficas JOAO FRAN
KLIN DA COSTA (15) e JOSÊ
JOSÉ RINCON FERREIRA (19).
308

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�De acordo com o plano, o SNICT dever-se-ia
compor dos seguintes subsistemas:
- Informação Científica
- Informação Tecnológica Industrial
- Informação sobre Infra-Estrutura e Serv^
ços
- Informação Agrícola
- Coleta de Informação no Exterior
0 II PND (1975-1979) (7), embora não.
não mais
se referindo ao SNICT, continuou valorizando a Informação Científica
e Tecnológica, considerando-a elemento básico de apoio para a formula
ção das políticas governamentais, com influência no processo
decisó
rio a nível político, administrativo e técnico-científico.
técnico-cientifico. Seus prin
cipais produtos seriam os dados cadastrais e as informações especiali
especial^
zadas, sendo dois os projetos prioritários:
- Informações centralizadas pelo CNPq
- Informações descentralizadas (existentes
nos diversos órgãos públicos e privados)
0 CNPq foi encarregado de implementar
um
sistemá de informação voltado para a comunidade científica e tecnoló
sistema
gica, que criou o IBICT - (Instituto Brasileiro de Informação Cient^
Cientí
fica e Tecnológica), o qual, segundo alguns analistas brasileiros da
informação tecnológica, foi criado nos modelos do que deveria ser o
SNICT (30).
2 - A BIBLIOTECA E A INF0RMACÄ0
INFORMACAO INDUSTRIAL
Uma das críticas mais fortes que se
tem
feito ã informação industrial é a de que os sistemas de
informação,
i-nformação,
até agora planejados, têm partido de "modelos perfeitos" ou "ideal" e
não de uma necessidade dos usuários.
Talvez este descrédito se deva ã forma com
que o usuário da informação industrial tem sido tratado em nossas b^
bi

309

cm

2

3

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�bliotecas. 0 industrial é normalmente um homem prático, ele não se in
teressa em ler exaustivamente um assunto, mas sim chegar rapidamente
ã informação desejada. Por exemplo, é normal este tipo de
pergunta:
"Qual é a embalagem usada....?" ou "Qual é a temperatura que deve-se
usar no transporte deste produto Químico
?", etc, etc.
E no entanto, com raras exceções, as bibli
otecas industriais não possuem entre o seu pessoal, técnicas especia
lizados com capacidade de utilizarem o acervo e elaborarem uma respo£
respo^
ta ao usuário. Recorda-se ainda que uma grande parte dos usuários não
êé capaz de ler documentos em língua estrangeira e, no entanto, neces
sita das informações nessas línguas.
Daí opiniões como a de Rogério
Cerqueira
Leite.
(29),
que
"bibliotecas,
equipamentos,
patentes,
etc,
não
são em
Leite
si representativos em tecnologia, se não houver equipes técnicas capa
citadas de serem receptoras dessa tecnologia".
Harris, apud de Angela Pompeu (32), também
se coloca em'Uma
em uma posição crítica, em relação ã biblicteca:
biblioteca:
"documen
tos não são em si mesmo informação. Um documento pode tornar-se infor
mação se
se. existir um homem que saiba usá-lo. A fim de usá-lo ele deve
ter tido treinamento formal ou experiência equivalente e deve
estar
na posição de extrair informações de outros serviços de informação e
comunicação".
Um dos perigos, a nosso ver, nesse proces
so de transferência da informação via documento seria, faltar-lhe, no
caso da pouca convivência do técnico-pesquisador com o assunto deseja
do, o sentimento crítico necessário âã análise da informação, gerando
assim uma dependência econômica ainda maior, entre os centros
desen
volvidos ée periféricos.
Seria então de se considerar a biblioteca
ou centros de documentação industrial impotentes no processo de trans
tran£
ferência, inovação e adaptação de tecnologia?!
tecnologia?'.
Não, a não ser que tenhamos em mente a bi
blioteca industrial realizando os seus'serviços
seus serviços no mesmo modelo
das
bibliotecas’públiqas
bibliotecas públicas ee' universitárias. Bem se sabe que os serviços de
informação ã indústria diferem dos objetivos das bibliotecas universi
tárias e públicas por serem essas responsáveis não só pela dissemina
ção do conhecimento, mas também pela transferência efetiva desse
cão
co
nhecimento e o seu uso.
310

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�3 - ASSUNTOS COBERTOS PELA INFORMACAO INDUSTRIAL
Baseado na análise de várias categorias
de usuários em informação industrial, a UNIDO (33) listou como as
áreas de informação industrial:
Macroeconomia e meio ambiente:
- política econômica
- infra-estrutura social e econômica;
serviços públicos, energia e transpor
tes.
- força de trabalho, educação e
treina
mento
- geografia humana, distribuição da popu
lação, emigração e imigração
- Desenvolvimento econômico
Microeconomia:
- Administração, contabilidade , organ^
zação, publicidade
- Análise de custo, custo da produção ,
produtividade
- Problemas financeiros, capital, bancos,
empréstimos, financiamento
- Organização da produção, produtividade,
racionalização, promoção de vendas, ad
ministração técnica
- Economia industrial
- Produção: mundial, regional e
nacio
nal, comércio internacional e domést^
CO
co
- Consumo de Mercado: suprimento e deman
da
- Organização industrial:
industrial; padrões

311

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�Leis industriais:
* Estatutos
* Taxas
* Tarifas
* Propriedade Industrial, leis trabalhi^
trabalhi£
tas, leis sobre controle salarial
* Intercâmbio e regulamento
4 - características da informação industrial
Antes de apresentarmos as atividades a se
rem desenvolvidas na organização de um serviço de informação
indus
trial, analisemos os tipos de usuário e os assuntos que cobrem a
in
formação industrial.
Segundo a UNIDO (33), os usuários da infor
mação
industrial
podem
ser
classificados
em 3 tipos distintos:
maçáo
- 0 Governo
- As indústrias
- Os consumidores
4.1 - Governo
0 Governo utiliza a informaçáo
informação industrial
na definiçáo
definição de política e objetivos a serem seguidos no processo
de
desenvolvimento industrial. Sendo ela considerada imprescindível para:
- Elaboração de planos econômicos e
soc^
ais, particularmente quando a matéria se refere a objetivos
indu£
indu^
triais;
- Aconselhamento aos investidores
nacio
nais e internacionais;
- Est+imulo a firmas nacionais na prepara
ção, apresentação e implementação dos seus investimentos;
cão,
- Estabelecimento de uma responsabilidade
maior do Estado nos projetos industriais;
Poderiamos ainda acrescentar:
- Facilitar o intercâmbio a nível interna

312

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�cional com instituições que desenvolvem trabalhos similares em outros
países;
- Fomentar a cooperação e interdependência
entre os centros de documentação e bibliotecas industriais. Evitando
a duplicidade de esforços e recursos financeiros, aquisição, processa
mento de documentos técnicos, elaboração de resumos de interesse
da
indústria.
- Detectar informações sobre
tecnologias,
oportunidades e caminhos para a pesquisa industrial;
- Acelerar o desenvolvimento da indústria '
nacional com a disseminação de informação sobre novas
tecnologias,
produzindo equipamentos que venham substituir os atualmente
importa
dos, normalização de produtos e componentes.
4.2 - As indústrias e os industriais
A informação industrial aqui
apresentaria
características de cordo com o perfil da indústria.
De acordo com a dimensão da indústria:
Este critério varia para a grande, pequena, média e de artesa
nato.
De acordo com o método de produção:
Por exemplo, quando a produção é feita por processo
contínuo
(tal CQmo
cqmo na química ou petroquímica) e descontínuo (como na engenha
ria e metalurgia).
De acordo com a fonte do investimento:
Quando os empresários são nacionais ou estrangeiros, empregan
do capital importado ou não, capacidade e tecnologia.
De acordo com a dimensão geográfica:
Se está parcial ou totalmente dentro do contexto da
economia
nacional
De acordo dom o tipo de atividade pública:
Se mista ou privada. Se auto-suficiente ou pertence a um grupo
de empresas

313

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-li/

�4.3 - Consumidores
Foi feito pela UNIDO (33) uma distinção e£
e^
pecial entre as informações para o usuário comerciante e o^
o
peoial
interessa
do específicamente nos aspectos técnicos como equipamentos.
do■específicamente
Naturalmente não se encontrará no
acervo
de uma Biblioteca/Centro de Documentação ou mesmo uma Rede, toda
a
informação requerida pelo usuário.
Maria Luoia
Lucia Garcia (22), ao estudar o pro
cesso de comunicação da informação
inforlhação científica e tecnológica,
reesta
beleceu as diferenças entre os canais formais e informais da
oomuni
comuni
cação. Os canais formais seriam representados pelas publicações pri
márias, secundárias, terciárias, e pelos oentros/serviços de Informa
ção e Bibliotecas. Os informais seriam representados por diferentes
modalidades dè
dé intercâmbio inter-pessoal, como conversas,
correspon
dências, telefonemas e reuniões de caráter restrito.
Segundo a mesma autora, estudos dos canais
formais e informais nos países desenvolvidos têm evidenciado
dlferen
diferen
ças de preferência e utilização dos mesmos, conforme a
especialidade
científica ou técnica. Assim os pesquisadores e docentes tendem a se
orientarem mais para os canais formais, enquanto técnicos e admini£
tradores preferem e utilizam mais os canais informais.
Consideramos assim que, além da necessida
neoessida
de de pessoal especializado para uma análise de informação, é
também
missão da biblioteca industrial promover seminários, conferências, pa
lestras, etc., possibilitando assim aos consumidores da informação in
dustrial a transferência de informação téonico/têcnioo.
téonico/técnioo.
5 - atuacao
ATUACÄO DA
da STI
Através do convênio 01/79 entre o Ministê
Ministe
rio da Indústria e do Comércio e os Secretários de Indústria e do Co
mércio dos Estados foi criado o SISNIC - Sistema Nacional dos Ôrgãos
mircio
Órgãos
Governamentais da Indústria e do Comércio (05). Entre as
oompetênoi
competênci
as dos Órgãos
Ôrgãos do Sistema está o estudo para a implantação e
dinamiza
ção de áreas responsáveis pela coleta de dados, documentação e aquisi
ção de informações.
314

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V

�Em 14 de maio de 1980, a Secretaria de Tec
nologia Industrial resolveu dar maior dimensão ao então Setor de Do
cumentação
cumerttação e Informação, criando a Superintendência de Documentação
e Informação.
Os objetivos atuais dessa são:
- Envidar esforços no sentido de realizar
a determinação do II PBDCT; estimular no
País a Rede de Informação em Tecnologia
Industrial.
- Criar mecanismos que favoreçam uma maior
integração entre as bibliotecas dos
ór
gãos vinculados ãE STI (INT, INPI
e
INMETRO).
- Acelerar o desenvolvimento da indústria
nacional com a disseminação de
informa^
informa
ção sobre novas tecnologias, produção de
equipamentos que venham substituir os atu
almente importados, normalização de pro
dutos e componentes
- Oferecer uma melhor estrutura de informa
ções no acompanhamento e execução
dos
projetos de pesquisas financiadas com r£
cursos concedidos pela STI
- Colaborar no estabelecimento no País, de
bases científicas e tecnológicas capazes
de promover, o desenvolvimento da indÚ£
tria brasileira.
- Servir de suporte ao planejamento de at^
vidades para a STI, detectando
informa
cam^
ções sobre novas oportunidades e
cami
nhos para a pesquisa industrial.
- Favorecer um maior intercâmbio entre
a
inaústria e a STI
Considerando a impossibilidade de se inçlan
iiiplan

315

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♦

0

11

12

13

�tar, a curto prazo, a Rede de Informação em Tecnologia Industrial, e
dado às
ãs necessidades urgentes de informações em Energia:
Energia; conservação,
economia e fontes alternativas, optou-se pela criação de um Sub-si£
tema com esse assunto, dentro da Rede de Informação em Tecnologia In
dustrial. As atividades desse Sub-sistema serão:
- Proporcionar ã STI os meios para estabe
lecer e desenvolver a política institucional de documentação e infor
mação no campo de fontes alternativas de energia.
- Assessorar, informar e documentar, atra
vés de órgãos integrantes do sistema os órgãos governamentais no ãm
bito municipal, estadual e federal e os institutos de pesquisa,
os
organismos internacionais, as empresas particulares e indivíduos in
teressados nas atividades relacionadas com fontes alternativas de e
nergia (específicamente: documentação, biblioteconomia,
bibliogra
fia, etc.)
- Suprir em informações os projetos de pe£
pe^
quisa financiados pela STI em Biomassa, Conservação e Economia
de
Energia e outras alternativas.
- Colaborar com o Ministério da Indústriá'
Indústria'
e do Comércio na execução do SISNIC coletando e difundindo as infor
maçóes
mações com as Secretarias de Indústria e Comércio dos Estados em Bio
massa.
- Criar mecanismos para a indexação de do
cumentos brasileiros gerados sobre o assunto.
5.1 - Trabalhos já realizados ou em realização:
- Projeto: "Informações Técnicas em Economia Industrial"
Início:
06/11/80
Término: 06/05/82
A ausência de bases de dados no País em "E
nergia: Conservação e Economia", fez com que a STI fomentasse a cole
ta, processamento e disseminação de informações nesse assunto, possi
poss^

316

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-11/

�bilitando assim ao Setor Industrial uma redução nos seus gastos ener
géticos.
Daí a razão do Projeto de Informação Técni
Técni^
ca em Economia Industrial desenvolvido pela Fundação Centro Tecnoló
Tecnolo
gico de Minas Gerais - CETEC, financiado pela STI o qual para
cum
prir esta tarefa, realiza:
Intercâmbio de informações com
institui,
institui
ções nacionais e internacionais que trabalham no assunto;
Coleta, seleção e processamento de documen
tos existentes no assunto, nas principais bibliotecas brasileiras;
Coleta e seleção de Patentes no assunto, o
riginãrias dos principais países do Mundo disponíveis no
riginárias
Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em Energia: Conservação e
Economia;
Coleta e seleção de informações sobre
o
conteúdo de doci entos indexados nas principais bases de dados aces
síveis no País;
Prestação de serviços de informação técni^
co-científica através da elaboração e publicação mensal de 30
resu
mos de documentação
doeumentação técnica considerada relevante para o desenvolví
desenvolv^
mento técnico gerencial do Setor Industrial, em veículo de ampla . di.
d^
vulgação;
Fornecimento, sob demanda, de cópia
cõpia dos do
cumentos selecionados.
- Õleos
Óleos vegetais para fins Energéticos
Bibliografia Seletiva, trilingue
(portu
(porru
guês, francês e inglês), com 1140 documentos indexados sobre
Óleos
Õleos
vegetais empregados como fins energéticos, indicando a biblioteca ar
mazenadora do documento.
Esta bibliografia e sua atualização
atualização,consti
consti
tuirã uma base de dados no assunto.
tuirá

317

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�- Banco de Bibliografias
Trata-se de um Banco de Bibliografias existentes
nas bibliotecas do INT, INPI e INMETRO.
- Bibliografia da STI
Relação de todos os documentos editados
STI e seus técnicos desde a criação até março de 1980.

pela

6 - AVALIAÇAO
avaliacao de
DE serviços
SERVIÇOS documentários
DOCUMENTÁRIOS
Como já dissemos, talvez um dos males na
infor .,
mação industrial do País, se deva ã própria apatia das bibliotecas em
relação a um trabalho mais criativo.
Por paradoxal que pareça, embora com
honradas
exceções, as Bibliotecas/Centros de Docum.entação Industrial montados'
no País, seguiram os modelos de bibliotecas univeristârias
univeristãrias em que
o
usuário recebe um tratamento quase que em grupo. Poucas são as que lu
tam por convencer a administração superior sobre a necessidade de ter
mos junto is
ãs nossas coleções, técnicos especializados que auxiliem na
interpretação e disseminação da informação desejada.
Já num artigo anterior (19), chamavamos a
Jã
aten
ção pela ausência do Brasil no Projeto Especial de Informação iâ Indus
IndÚ£
tria, no qual participavam desde 1972 os seguintes países;
Bolívia,
Colômbia, Chile, Equador, México, Peru s Venezuela. Se a
integração
do Brasil num projeto como esse, dado os poucos
pjucos recursos disponíveis
disponiveis
não solucionaria o problema, pelo menos, iniciaria um processo de re
flexão sobre "novos serviços".
Não acreditamos na estruturação e eficácia de re
des se não possuirmos em cada Centro de Informações ou
Bibliotecas
pessoas criativas e antes de tudo abertas a uma cooperação onde o lu
cro maior seja a satisfação do usuário e a interdependência.
Portanto, antes de mais nada ê necessário uma a
valiação de serviços e até de posturas.
Um trabalho excelente e completo sobre
o

318

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�assunto do bibliotecária canadense André
Andre Cossette (38), L'Evaluation
de L'efficacite de la bibliotheque, no qual o autor afirma:
"A biblioteca é um sistema de comunicação
da informação, que assegura a transferência, a difusão dos
conhecí
mentos científicos e humanos. Como sistema de comunicação da
infor
mação documentária, a biblioteca desempenha um papel importante
no
desenvolvimento pedagógico, cultural, tecnológico e econômico dentro
de uma nação. Para cumprir o seu papel, um centro documentário deve
ser de início eficaz, quer dizer, ser capaz de comunicar aos seus u
suários os documentos que eles têm necessidade, no momento em que
eles têm necessidade. Cada biblioteca deve fixar os seus
objetivos
operacionais explícitos e mensuráveis. A análise da eficácia de uma
biblioteca pressupõe a exigência de objetivos operacionais e mensura
veis. Não é possível se analisar um serviço documentário que não po£
sui estabelecidos objetivos operacionais explícitos, pois os objeti
objet^
vos servem de critério para a eficácia. Sem esses critérios de eficá
cia, não é possível se proceder um julgamento sobre a qualidade
de
desempenho de uma biblioteca".
biblioteca" .
Swanson apud de Cossette (38),
apresenta
de forma reunida os componentes essenciais para uma metodologia váli
vál^
da do estudo da eficácia de um sistema documentário:
Primeira Etapa: Identificação do sistema documentário estudado,
de
seus componentes de suas características e dos obje
tivos de análise. Nesta primeira etapa serão ident^
identi
ficados os elementos da biblioteca que serão medidos.
Segunda Etapa:

Especificação dos critérios de análise, das medidas,
do desempenho assim como das unidades de medida. Tra
ta-se de se precisar de que maneira serão
medidos
os elementos obtidos durante o estudo, de
identifi^
identify
car as normas sobre as quais serão comparados os re
sultados e de explicitar as hipóteses o procedimento
utilizado.

Terceira Etapa;
Etapa: Identificação das variáveis que influenciaram no
sempenho do sistema.
serapenho

de

319

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♦

.0

11

12

�Estas variáveis são as políticas
política 3 e as operações de
serviços técnicos (INPUT)
(INPUTi assom como os elementos
dos serviços públicos (OUT PUT) e a interação pro
duzida entre o usuário e o sistema
sist ema documentário.
Quarta Etapa:

Construção de um modelo de análise que permite me
rae
dir a eficácia de
do um sistema em função das
rela
ções existentes entre as variáveis em causa.
As variáveis integradas dentro do modelo analítico
devem ser submetidas a uma conceituação e a
uma
quantificação adequada.

Quinta Etapa:

Comparação entre o desempenho (indicador)
(indicadorl ce o cri
tério de análise e identificação das variáveis que
produzem melhor resultado, como tainbé.m
também os que são
responsáveis por resultados medíocres; Apresentan
do uma conclusão e formulando recomendações.
Esta última etapa consiste em analisar ce interpre
tar os resultados do estudo, de determinar as
ra
zões do sucesso dos resultados obtidos,
modifica
ções no sistema, visando melhorar o desempenho do
serviço documentário no futuro.

o»l co|

Acreditamos que qualquer modelo de avali
ação adotado trará
açao
trara a biblioteca melhores serviços.
sei’vigos. 0 importante ée
que se reflita no que se faz. 0 usuário deve sentir que a bibliote
ca é um centro dinâmico cujo objetivo é antes de tudo um
suporte
âs
às suas necessidades de informação. Esta avaliação levará
conse
cons
quentemente a um estudo de usuário sobre o que não trataremos nes
ne
te trabalho. No entanto, sugerimos aos interessados a leitura
do
Projeto 003 (27). Outro aspecto que consideramos importante eé o es
tabe1ecimento de objetivos, os quais deverão constituir
tabelecimento
desafios
e consequentemente tornar uma força ao crescimento da Biblioteca/
/Centro de Documentação.

320

cm

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por:

�7 - OS
os SERVIÇOS DE INFORMACAO PARA A INDÚSTRIA
É de Foskett apud de Instituto de Pesquisas
Rodiviárias (27), a afirmação de que "um serviço de informação não é,
e,
ou não deveria ser, algo tão espectacular,
espeotaoular, tão somente para ter ou pa
ra mostrar a visitas importantes. Precisa
Preoisa ser parte integrante da vi^
v^
da da organização, exatamente oomo
como a própria informação é parte inte
grante da vida de um indivíduo. Se somente uma pequena fração de
re
r£
oursos
cursos gastos no uso de equipamentos extremamente caros
oaros para
proce£
sar grândes
grandes quantidades de inutilidades, fosse destinada aã pesquisa,
ãs reais neoessidades
necessidades dos usuários, não poderiamos lamentar sua
apa
tia em relação ao uso de nossos serviços"
E é justamente sob esse aspecto
aspeoto integração
com o usuário que a biblioteca ou centro de informação industrial de
ve conduzir suas atividades.
Diversas são as experiências e trabalhos pu
blioados
blicados sobre a informação e a indústria. Desxes
Destes mais comuns são;
sio:
- Serviço de perguntas e respostas
- Serviço de resumos
- Serviço de referência ou Guias de Informa
ção
- Serviço de bibliografia
- Serviço de busca retrospectiva
- Serviço de tradução.
tradução
7.1 - Serviço de perguntas e respostas
0 CONICIT da Venezuela (15), chama a este
tipo de serviço de "enlace industrial". Para Pompeu .(32), consiste ba
sicamente na interação de um indivíduo com um problema ou uma dúvida,
e uma pessoa capaz de solucionar o problema, ou fornecer elementos pa
ra a solução do problema ou esclarecimento da dúvida.
duvida.
Dado a essa característica, este tipo
de
serviço nem sempre será resolvido com a consulta ao material
biblio
gráfico. Muitas vezes, o técnico responsável pela sua execução
tera
de recorrer ao auxílio de consultores, podendo assim com a resposta
321

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�levar até ã geração de documentos até então inexistentes. Para bem rea
lizar as tarefas de pergunta e respostasj a biblioteca necessitarã:
necessitará:
- cadastro de consultores disponíveis no País, por especialida
de. Esse cadastro, se realizado só no âmbito institucional,
poderá ser também uma fonte auxiliar para elaboração de
per
fis de usuários personalizados.
- catálogo ou lista das principais obras de referência dispon^
veis no assunto e que propõem oferecer respostas técnicas ar
mazenadas nas bibliotecas locais.
- banco de bibliografias
7.2 - Serviço de Resumos
Consiste na elaboração de resumos de documen
tos ou notícias técnicas de interesse ao usuário.
Poderão ser incluídos, dentro dos
serviços
de resumos, os serviços de disseminação da informação
automatizados,
onde o usuário explicita através de palavras chave os assuntos de seu
interesse.
7.3 - Serviços de Referência ou Guias de Informação
Os guias de informação devem ser objeto per
manente de elaboração por parte das bibliotecas. Através dos Guias
a
biblioteca poderá compor redes sobre cada assunto específico.
Sugerimos como roteiro para elaboração de um
Guia a seguinte estrutura, a qual foi montada após consulta aos seguin
tes documentos, referenciados sob os números (3), (21) e (36).
a) - Introdução
Deve delimitar-se o âmbito do(s) assunto(s)
abrangido pela guia. Faça-se também, referência a quaisquer guias que
existam sobre outros domínios relacionados com o assunto.
322

Digitalizado
gentilmente por:

-y
*

�,b) - Organizações
.b)
Deve fazer-se uma seleção nacional e inter
nacional. Os tipos de organizações a serem consideradas, com vistas
a uma inclusão no guia são:
- instituições de organismos de âmbito internacional
(Ex.: ONU, UNESCO, etc)
- instituições internacionais e regionais
- instituições regionais
- associações de investigação
- institutos de pesquisa
- companhias industriais e comerciais, (em especial as que pos
po£
suem departamentos de pesquisa de informações em geral ou de
informações confidenciais, e bibliotecas).
- instituições profissionais e sociedades culturais
- universidades, colégios universitários e escolas
- quaisquer outras organizações, em especial as que possuirem
a
uma biblioteca ou um serviço informativo relacionado com
especialidade abrangida.
- As entradas para essas organizações, devem incluir:
-

Nome completo da instituição
Endereço
Número de telefone e telex
Plano das funções, âmbito das atividades e relações especlf^
específ^
cas com os domínios abrangidos.

c) - Consultores
Lista de nomes e endereço dos
mais conhecidos sobre o assunto.

consultores

d) - Diretórios
- especializados
- secundários
** As referências bibliográficas devem vir acompanhadas do
323

Digitalizado
gentilmente por:

�endereço do editor e comentários sobre o conteúdo da publi^
publi
cação.
e) - Fontes estatísticas
Mercado e outros dados econômicos:
- dimensão internacional
- dimensão regional
- dimensão nacional
f) - Manuais e livros básicos
Incluir apenas as referências bibliográficas
g) - Normas e Patentes
Principais normas e patentes incluindo endereços de onde adqui
adqu^
ri-las.
h) - Periódicos
Correntes

Encerrados

i) - Bibliografias, abstracts, e índices de periódicos
j) - Anais de Congressos,
CongresSos, Papers e relatório
A UNIDO vem editando excelentes guias
informação. Até o momento foram editados os seguintes:
Meat-processing industry
Cement and Concrete Industry
Leather and Leather Goods Industry
Furniture and Joinery Industry
Foundry Industry
Industrial Quality Control
Vegetable Oil Processing Industry

Digitalizado
gentilmente por:

de

�Agricultural Implements and Machinery Industry
Building Boards from Wood and Other Fibrous Materials
Pesticides Industry
Pulp and Paper Industry
Clothing Industry
Animal Feed Industry
Printing and Graphics Industry
Non-alcoholic Beverage Industry
Glass Industry
Ceramics Industry
Paint and Varnish Industry
Canning Industry
Pharmaceutical Industry
Fertilizer Industry
Machine Tool Industry
Dairy Product Manufacturing Industry
Soap and Det -gent Industry
Beer and Wine Industry
Iron and Steel Industry
Packaging Industry
Coffee, Cocoa, Tea and Spices Industry
Co££ee,
Petrochemical Industry
Poderiamos ainda enumerar os seguintes Gui^
Gui
as Kline e Information Resources Series publicados pela Jefferey Nor
ton Publishers, The use of Chemical Literatures (4), How to find out
about the chemistry Industry (11), Metal Chemistry, Information Retri
Retri.
eval Documentation inChemistry (17), A Short of Guide to Chemical Li
Li^
terature (18), A Brief Guide to Sources of Metals Information
Chemi
Cherny
cal Publications (25).
7.4 - Serviço de localização de documentos
Consiste na busca e localização de documen
tos de interesse do usuário.
Poderiam ser indicadas como fontes auxilia
res os Catálogos Coletivos de Peri+ódicos, os Cadastros de Endereços,
325

Digitalizado
gentilmente por:

�OS Catálogos Coletivos de Livros, os Anais, Proceedings, etc.
os
7.5 - Serviço de Tradução
Consiste na tradução de documentos em lín
guas não acessíveis ao usuário.
A biblioteca industrial, para bem real^
reali
zar este serviço, necessitará organizar um catálogo de tradutores por
assunto.
Deverão servir como suporte aos serviços
de tradução os seguintes documentos:
- Guide to Soientifio
Scientific and Technical Journal in
Translation
(24),, Index Translatinum (35)
(241
(35),, List of Technical Translations (31)
(31),,
Catalogie of Translation 1971/1974 (13)
(13),, ASM - Translation Index (2),
Technical Translation Bulletin (34) , Journals in Translation (10).
8 - CONCLUSÃO
CONCLUSAO
A necessidade de estruturar uma rede
de
informação em tecnologia industrial no País é indiscutível. Somente
através da integração de bibliotecas/centro de Informação Industrial
é que poderá haver uma interdependência concreta de utilização de do
cumentos e experiências.
oumentos
No entanto, no plano individual as biblio
tecas/centros de informação industrial também devem modificar as re
lações com o usuário. Estas não podem mais funcionar dentro de esque
mas tradicionais, onde só o documento êé a fonte de informação. 0 usu
ãrio da indústria requer que alguém localize ou oriente-o na informa
ção que necessita, sem que perca longa parte do seu tempo em
fazer
pesquisas bibliográficas. É preciso que se valorize e estimule a co
municação informal através da biblioteca. A respeito da escala
de
prioridades para se fazer pesquisa, Zeferino Vaz apud Cavalcanti (14),
afirmava que estas deveriam assumir a seguinte ordem: "a) cérebros;
b) cérebros; c) cérebros; d) bibliotecas; e) equipamentos; f) edifícios" .
Portanto, o elemento humano é comprovante
o mais eficaz no processo de transferência da informação. A organiza
ção dos serviços documentários êé de vital importância para a pesqui
326

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�sa, mas "A pesquisa - boa pesquisa, de,/e
deve ser portanto, um veículo que
não se sirva passivamente das bibliografias, deve ao contrário
deba
tê-las examinar sua qualidade" (14).
Com respeito àã rede de informação e o cara
ter pluridisciplinar dos assuntos existentes na informação industrial
será necessário criar vários subsistemas dentro da Rede de
serã
Informa
ções em Tecnologia Industrial.
9 - RECOMENDACOES
RECOMENDAÇÕES
a) Que as bibliotecas cooperem com as in^
ciativas da Secretaria de Tecnologia Industrial, no sentido de estru
turar uma Rede de Informação em Tecnologia Industrial.
b) Que as bibliotecas se convençam da ne
cessidade de recrutar também para a sua equipe pessoal de outras áre
as.
c) Que o estabelecimento de
subsistemas
de redes não fique s5
só a critério da STI, mas das necessidades de
in
formação que porventura venham a apresentar.

327

Digitalizado
gentilmente por:

♦

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329

Digitalizado
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Q0

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12
12

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As
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transia

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330

Digitalizado
gentilmente por:

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Report! prepared by Secretariat of UNIDO, anuary, 1974,
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35
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International des '
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I'UNESCO, '
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1980.
Abner Lellis Correa.
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Corrêa, Relatorlo
Relatorio final sobre projeto
para a criação de um Centro Nacional para a Coleção, Análise e Disseminação da Informação na área de educação.
Brasília, s. ed,,
ed., 1972,
1972. s.p,
L'evaluation de l'efficacité
1'effioaoitl '
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COSSETE» André.
André, L'lvaluation
de la bibliothèque,
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CONGRÊS ANNUEL DE ASSOCIATION POUR
L'AVANCEMENT DES SCIENCES ET DES TECHNIQUES DE LA DOCUMEN
TATION, 5,
6. Montreal, 1979,

331
Digitalizado
gentilmente por:

�CDD 026.61
CDU 026.61
A BILIOTECA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO .
O SISTEMA DE BILIOTECAS DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ , UMA EXPERIÊNCIA.
'

Lucilia Meyer Friedmann
Chefe da Biblioteca Central da
Fundação Oswaldo Cruz
CRB7
Nelson Chagas
chagas
Mestrando em Ciências da
Informação

Resumo: Evidencia a figura do famoso cientista Oswaldo Cruz
como um dos precursores da Educação Permanente. Mo£
tra a estrutura do Sistema de Bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz e o papel que nele desempenha a Bi
blioteca Central. Ressalta a importância dos Serviços de Alerta e de Comutação Bibliográfica no pro cesso de Educação Permanente facilitando o acesso
do especialista ã literatura especializada. Conclui
mostrando que é possível manter um bom nível de desempenho num Sistema de Informações apesar de escassos recursos humanos e financeiros.

332
Digitalizado
gentilmente por:

�SUMÄRIO
sumArio
1
2
3
4

INTRODUÇÃO
OSWALDO CRUZ E A EDUCAÇÃO PERMANENTE
O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
SERVIÇOS.DE
SERVIÇOS
DE ALERTA

1
2
4
7

4.1 Bibliografias Correntes
8
4.1.1 Órgãos beneficiados com o Serviço de Bibliografias
correntes
' 9
4.1.2 Clientela em potencial da Instituição que usufrui
do serviço
10
4.2 Sumários Correntes
10
4.2.1 Órgãos beneficiados com o Serviço de Sumários
Correntes
, 10
4.2.2 Clientela em potencial da Instituição que usufrui
10
do serviço
4.3 Circulação Dirigida
■ .
4.3.1 Clientela em potencial que usufrui do serviço .

10
11

4.4

Publicação de Bibliografias

11

5

BIBLIOGRÄFICA
COMUTAÇÃO BIBLIOGRÃFICA

12

6

CONCLUSÃO

12

7

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÃFICAS
BIBLIOGRÁFICAS

13

8

ABSTRACT

13

333

Digitalizado
gentilmente por:

�1

INTRODUÇÃO
Para que a biblioteca possa integrar-se no processo de Edu
cação Permanente é necessário que se tenha bem claro este con ceito.
O termo "Educação Permanente" é um termo novo aplicado a uma
prática relativamente antiga. Conscientemente ou não, o ser humano não cessa de se instruir ao longo de toda sua vida, seja
através dos livros ou das experiências que vêm modelar seu comportamento, sua concepção de vida e os conteúdos de seu saber .
As próprias bibliotecas surgiram para atender ã necessidade do
ser humano de ir sempre em busca de novos conhecimentos.
Pierre Further define Educação Permanente "como um processo
ininterrupto de aprofundamento, tanto da experiência pessoal co
mo da vida coletiva, que se traduz pela dimensão educativa que
roo
cada ato, cada gesto, cada função assumirá, qualquer que seja a
sltuaçao em que nos encontramos, qualquer que seja a etapa da
situação
existência que estejamos vivendo".
O papel da biblioteca especializada no processo de Educação
Permanente ê o de propiciar ao especialista seu constante aperPenocunente
feiçoamento profissional. E a biblioteca que lhe vai permitir
bl
tomar contato com
cora os últimos avanços têcnlco-cientlficos
técnico-cientificos ce o bi
bliotecárlo deve lutar para que assim o seja, fazendo com que
bliotecário
as adsiinistrações
administrações se conscientizem da relevância da biblioteca
em qualquer instituição cientifica ou técnica.
Este trabalho tem por finalidade divulgar o Sistema de Bibliotecas da Fundaçao Oswaldo Cruz e suas atividades, no sentido
de tornar seu acervo dinâmico e um agente da Educação Permanente,
utilizando os recursos de que dispõe. Seu lema ê o da "espera
ura serviço ideal, mas ,
consciente e ativa", ou seja, lutar por um
trabalhaur com os recursos disponíveis.
enquanto se luta, trabalhar
Procuzou-se mostrar no seu desenrolar:
Procurou-se
. A figura de Osvaldo
Oswaldo Cruz no processo de Educação Permanen
te;
. A estrutura do Sistema de Bibliotecas da Fundação Osvaldo
Oswaldo
Cruz;
. Os serviços de alerta que realiza;
. A comutação bibliográfica.
334

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�2

OSWALDO CRUZ E A EDUCAÇÃO PERMANENTE
Embora a Idéia
idéia de Educação Permanente só tenha passado a
ser usada oficialmente em 1960, no Congresso Mundial de Educação de Adultos, realizado pela UNESCO no Canadá, a idéia de
educação como "necessidade permanente" não é nova. Muitos che
ehe
garcun a citá-la e Oswaldo Cruz, sem ser educador, intuiu que
garam
um dos imperativos que deve preencher a Educação Permanente é
a necessidade que todos tém
têm de sempre aperfeiçoar sua forma ção profissional.
Ao criar, em 1900, o Instituto Soroterápico de Manguinhos,
Mangulnhos,
que mais tarde passou a ter o seu nome, dando nascimento â
primeira Escola de Medicina Experimental no Brasil, dotou
a
Instituição de uma biblioteca com o que havia de mais moderno
e representativo na literatura cientifica,
científica, assegurando aos
seus pesquisadores a garantia de informação permanente para o
desenvolvimento dos seus trabalhos de laboratório. Graças
a
este espfrito de grande visão, a Biblioteca Central da FEOCRÜZ
FTCCSUZ
possui em seu acervo coleções completas de periódicos médicos
e paramédicos, cuja significação êé de difícil avaliação.
Trata-se de material bibliográfico que pode ser considera
do raro. Algumas de suas coleções remontam há quase dois sécu
los. Ã guisa de ilustração citaremos algumas: Annales de ChiChlmie et de Physique, desde 1789; Annalen der Physik,desde
Physlk,desde 1790;
Proceedings of the Royal Society of London, desde 1800; Flora
der allgemelne
allgemeine Botanische
Botanlsche Zeitung, desde 1819; Lancet, desde
1824; Justus Liebig's
Liebig’s Annalen der Chemle,
Chemie, desde 1832;Vlrchows
1832;Virchows
Archiv fur Pathologische Anatomle
Anatomie und Physiologie
Physiologle undKllnisdie
undKllnisdK
Medizin, desde 1847; Berlchte
Medlzln,
Berichte der Deutschen Chemlschen
Chemischen Gesellschaft, desde 1868; Zoological
Ischaft,
Zoologlcal Record, desde 1864; e multas
outras em coleções completas. De todos os ramos da ciência lí
1^
gados aos Interesses
interesses da pesquisa, possui a Biblioteca obras
clássicas, como: RABENHORST, L.-Kriptoqamen-Flora,1881;SaOCftBPO,
L.-Kriptoqamen-Flora,1881;SaCCaBDO,
P.A.- Sylloqe funqgrum omnium hubusque coqnitorum , 1882; KOIXE
KOLLE
und WASSERHANNWASSERMANN- Handbuch der pathogenen
pathoqenen Mikroorganismen,edi
Mlkroorganismen,edi ções de 1902, 1912 e 1927;SCHULZE,F.E.
1927;SCHHLZE,F.E. ed. - Das Tiereich ,
1896; WITSMAN,P. ed.- Genera insectorum, 1902; BEILSTEIN,F.K.
-Handbuch der organischen Chemie,1893 e 1918; MARTIUS-Flora
335
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�brasillensls; 1840; ABDERHALDEN, E- Handbuch der biologischen
bioloqlschen
Arbeits methoden, 1925, etc...
Porém, ele
eie não apenas equipou a biblioteca com material bi
bliográfico atualizado e de primeira linha. Incentivava os pe£
quisadores, seus discípulos, ã leitura sistemática. Contam os au
tores que registraram a história do Instituto
Institute Oswaldo Cruz que
todas as quartas-feiras, dia da semana em que, até hoje, por
tradição ,são trocados os periódicos, em exposição, Oswaldo Cruz
ia para a Biblioteca com os pesquisadores e ali presidia uma
sessão, tomando parte ativa, como qualquer outro, no resumo dos
artigos das revistas. Selecionava os artigos de acordo com os
interesses é tendências de cada um e indicava quem os deveria
ler e resumir. Estes resumos eram lidos e debatidos pelo gru po. Muitos, a um só tempo, tomavam contato com as notícias e pro
gressos científicos. Existem na Biblioteca periódicos com a indicação de próprio punho de quem os deveria ler.
Haveria forma mais eficiente do que esta de manter um grupo
de especialistas atualizado e integrado? Manguinhos não era só
uma Escola de Medicina Experimental, era, sobretudo, uma Escola
de Educação Permanente funcionando já no início do Século XX.
Cita Emília
Emilia Bustamente, em um trabalho publicado sobre a Bi
blioteca do Instituto Oswaldo Cruz, que de tal ordem era o inte
resse e a preocupação de Oswaldo Cruz pela Biblioteca que,certa
vez, ameaçada a Instituição de cortes de verba e preocupado ele
era resolver esse problema, alguém sugeriu fosse diminuída a dotação orçamentária para aquisição de livros e assinaturas de pe
riódicos, ao que ele retrucou: "Corte-se até a verba para ali mentação, mas não se sacrifique a Biblioteca".
Oswaldo Cruz teve uma vida curta. Faleceu aos 44 anos.Dei
anos.Del xou-nos, entretanto, um legado, seu exemplo de tenacidade e uma
casa de ciência para que as gerações futuras dessem continuidade ao seu trabalho. Seu lema era "não esmorecer para não desme recer"..
recer"
É um orgulho trabalhar na Fundação Oswaldo Cruz. Ser bibliotecário desta casa é um privilégio; porém, é,
ê, também uma grande
responsabilidade, prlncipalmente,
principalmente, se tiver em conta que se terá
de dar continuidade ao trabalho tão bem desempenhado durante qua336

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�se 30 anos por Emilla
Emilia Bustamante, bibliotecária que soube ,
com seu dinamismo e inteligência, honrar a classe de biliotecá
billotecá
rio.
3

FUNDAÇAO OSWALDO CRUZ E SUAS
0 SISTEMA DE BIBLIOTECA DA FUNDAÇÃO
ATIVIDADES

Em 1970, o Instituto Oswaldo Cruz foi transformado
transforniado em Fun
dação e a ele foram incorporados
Incorporados vários órgãos do Ministério da
díi
Saúde. Sua área de ação passou a abranger pesquisa, desenvolví^
desenvolví
mento tecnológico e formação de recursos humanos para a saúde.
vários destes órgãos eram possuidores de biblioteca. Para
um melhor aproveitamento dos acervos dessas bibliotecas e o em
prego mais racional dos recursos financeiros, surgiu a necessi
dade de reuni-las e a melhor solução encontrada foi a de organizá-las em forma sistêmica.
Criado, oficialmente,
oficlalmente, em 1979, por Ato do Presidente da
Instituição, o Sistema de Bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz
ficou , assim, constituído:
Biblioteca
Central -- antiga
antiga Biblioteca
Biblioteca do
do Instituto
Oswaldo
§i^ii2£§Sã ÇêD'*^tal
Instituto Oswaldo
Cruz
Bibliotecas
êi2ii2£fSâ§ Setoriais
§i£2EiSiS __ situadas:
situadas:
. Na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) no campus da
Fundação Oswaldo Cruz
. No Instituto Fernandes Figueira (IFF) no Bairro de Botafogo, Rio de Janeiro
dB2i2 S222S)êD2ãi
ÒB2Í2
2221íS2S£âi
. Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz em Salvador, Bahia
. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães em Recife,Pernambuco
. Centro de Pesquisas Renêe Rachou em Belo Horizonte,Minas
Gerais.
Não obstante existissem idéias grandiosas para a organiza
ção do Sistema, restrições de várias órdens, prlncipalmente
principalmente financeiras, fez com que se levassem em consideração, na elabora
ção do projeto de sua implantação, alguns pontos que se apresen
tavam como fundamentais:
337

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�a) racionalização dos recursos financeiros e bumanos,sem
preocupação de sofisticação;
b) que O projeto se coadunasse âã realidade nacional, isto
Isto
é, pronto a enfrentar os problemas econômicos e financeiros por que passa a Nação. 0 Sistema terla que funcionar de forma continua, apesar da conhecida escassez
de recursos.
A época da elaboração do projeto o quadro existente na Biblioteca Central era o que se segue:
seque:
Recursos Humanos s: 1 blbllotecárlo-chefe
4 bibliotecários
10 auxiliares de biblioteca
1 continuo
Recursos Bibliográficos: 5 717 titulos
títulos de periódicos
1 050 titulos de periódicos corren
tes
Aproxlmadeunente
Aproxlmadzunente 40.000 livros
Criado o Sistema, foi feito planejamento orientado no sent^
senti
do de que as atividades pudessem atingir seus objetivos,que são:
a) Disciplinar a formação, uso e a conservação do acervo
bibliográfico e documental da Fundação Oswaldo Cruz;
b) Fixar critérios técnicos e operacionais para a organização e funcloncunento
funclon^unento das unidades que compõem o Sistema;
c) Prover as bibliotecas que o integram
Integram das informações
Informações necessárias ã atualização de seus usuários através de aqui
sição. intercâmbio
slção,
Intercâmbio e disseminação de material bibliográfico;
d) Manter intercâmbio
Intercâmbio com bibliotecas e sistemas de informa
Informa
ção nacional e internacional;
Internacional;
e) Adotar modernas técnicas de tratcunento
trateunento bibliográfico e
disseminação de informações;
Informações;
£) Preservar o acervo bibliográfico e documental da Fundação
f)
Oswaldo Cruz,através da restauração, mlcrofllmagem
mlcrofilmagem e encadernação de livros e documentos.

338
Digitalizado
gentilmente por:

�Para fajllltar
£a.;llltar o acesso do usuário ã Informação,foram
informação, foram adotadas algumas estratégias prioritárias para o desenvolvimento do
processo, tais como:
a) Aquisição centralizada - Tendo em vista as restrições fj^
íí
nanceiras adotou-se como medida de racionalização de renancelras
cursos não se adquirir material bibliográfico em duplica
ta, com exceção de algumas obras de referência.
Os recursos obtidos com a adoção destas nedldas
i edidas seriam dlrl
diri
gidos para a aquisição de novos títulos, o que vlrla,
viria, certamengldos
te, contribuir para a atualização do acervo.
b)

Conhecimento e localização do acervo - 0 o
pal desta estratégia seria o de agilizar o processo
de
busca ã informação.
Informação. Para pragmatlzã-la, foram adotados os
seguintes mecanismos:
I - Elaboração na Biblioteca Central de um Catálogo Coletivo das Bibliotecas Setoriais e Centros de Apoio Do
cumental - Foi estabelecido um sistema de codifica ção em fichas coloridas, para cada órgão
õrgâo do Sistema ;
para as publicações periódicas, utlllzou-se
utllizou-se o flchá
flchã rio Kardex e, para os livros, as fichas padrão modelo
12,5cm X 7,5cm.

Para a formação do Catálogo Coletivo, as fichas são envia das pelos diversos õrgãos
órgãos do Sistema para a Biblioteca Central.
0 acervo de periódicos das Bibliotecas Setoriais foi levantado Integralmente.
integralmente. Entretanto, para a formação do Catálogo Coletivo de Livros não foi possível, por falta de recursos huma nos, fazer um levantamento Integral
integral dos acervos. Só as publicações adquiridas a partir de 1980 passaram a Integrar
integrar o Catálogo
Coletivo de Livros . A codificação usada foi a mesma do Catálogo Coletivo de Periódicos. 0O Catálogo de Autores da Biblioteca
Central passou a funcionar como Catálogo Coletivo de Livros ,fa
cintando, assim , a recuperação da informação.
Informação.
II - Intercâmbio de listagens de publicações recebidas pelas
bibliotecas - A Biblioteca Central, semanalmente, e as
Setoriais, quinzenalmente, elaboram e permutam listas
339

Digitalizado
gentilmente por:

�de publicações recebidas no período,
periodo, permitindo,desta forma, que o Sistema se mantenha atualizado no que
diz respeito ao seu acervo.
c) Política de aquisição e de formação de acervo - A pollti
politi
ca adotada foi:
I - Adquirir para as bibliotecas que compõem o Sistema,
publicações da especialidade do órgão onde está sediada;
II - Manter na Biblioteca Central as publicações de carácará
ter geral;
III- Transferir da Biblioteca Central para as Setoriais
as publicações que são de sua especialidade. Nesta
política observou-se , entretanto, o uso destas pu
blicações na Biblioteca Central. Se muito usadas ,
optou-se pela não transferência. As Bibliotecas Seto
riaj,s se beneficiam, nestes casos, com os serviços
riaxs
de alerta, como ver-se-á
ver-se-ã mais adiante.
d) Política de circulação - Obedece à seguinte sistemática;
sistemática:
I - Emprestar ,por 15 dias, para as Bibliotecas Setoriais,
após período de exposição, os periódicos de sua espe
cialidade e que, pelo exposto no Item III anterior ,
não puderam ser transferidos para as mesmas;
mesmas:
II - Manter o empréstimo entre as bibliotecas do Sistema,
sem limitação do número de publicações, para que o
usuário tenha, no menor tempo possível, a informação
em suas mãos;
III- Elaborar regulamentos de empréstimo próprios para ca
da classe de usuário (pessoal efetivo, alunos e resi
dentes) para que possam retirar publicações, por em
prêstimo, de qualquer biblioteca integrante do Siste
préstimo,
ma.
4.

SERVIÇOS DE ALERTA

Dentro do espírito
espirito que moveu a implantação do Sistema ,
isto êé , tornar seu acervo dinâmico e um agente de Educação Per

340

Digitalizado
gentilmente por:

*

�manente , os serviços de alerta têm papel de destaque.
Não se pode mais compreender biblioteca como um repositã
repositá rio de livros e periódicos ã espera do especialista para consultá-lo, mesmo em se tratando de biblioteca especializada.
A vida moderna não mais permite que o especialista vã ã biblioteca em busca da informação para sua atualização. A biblioteca necessita ir de encontro a ele, propiciando-lhe esta atualização. Os papéis se inverteram. Não é que o especialista não
tenha interesse em se atualizar, em ir ã biblioteca em busca dos
últimos avanços técnico-cientificos; mas, com a explosão biblio
gráfica ocorrida após a 2a. Grande Guerra, torna-se impossível
a familiarização com todo material publicado e uma posterior
seleção dos artigos de seu interesse. Cabe ã biblioteca reali zar esta seleção, facilitando o acesso do especialista ã litera
tura especializada.
Esta éi a filosofia que rege o Sistema. Entretanto, os recur
sos para elaborar programas de disseminação da informação,não
eram muitos na época de sua implantação. Ter-se-ía
Ter-se-Ia de optar por
serviços simples e que pudessem ser desenvolvidos
desenvolvidos,exclusivamen,exclusivamente ,pelo pessoal da Biblioteca.
Frente a esta realidade procurou-se definir:
a) a clientela a que se destinariam os serviços de alerta;
b) as formas de disseminação da informação;
c) a seleção do material a ser disseminado.
Definida a clientela, estabeleceram-se os serviços de alerta que seriam executados:
4.1 Bibliografias Correntes - A partir de um questionário
enviado aos chefes de Departamento do Instituto Oswaldo Cruz fo
ram identificados os assuntos de pesquisa prioritária na Fundação Oswaldo Cruz e estabelecidos macro-perfís.
macro-perfIs. Passou-se,então,
a se fazer levantamentos bibliográficos semanais nos periódicos
recebidos pela Biblioteca Central sobre os assuntos selecionados,
processando-se da seguinte forma:
Análise dos Bgtiôdicos
petiódicos _ Todos os periódicos recebidos por compra,doação ou permuta, antes de registrados são analisados para
identificação dos trabalhos sobre os assuntos selecionados;
•?41
241

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0

11

12

13

�Bs£§£êD9í£§ ^ièíiS3£êêiÇê§ ~ Apôs
EêíSKSUSíiiS
Após a Identificação dos assuntos
são elaboradas, em fichas, referências bibliográficas de cada
artigo.
&amp;í§£ã3S!S âã§ £ê£§£ÍQSíã§
£§£§£ÍSSiâ§ ^i^íi93£§££Sã§ ~ As referências
separadas por assunto e listadas.

são

Distribuição das listas - As quartas-feiras as listas são envia
5i§££ibuição
das aos interessados.
Interessados.
ò£33íYâ!üêS£2 â§§
âêS ££9^§S ~ As fichas são arquivadas por assunto
ò£93íYã!!}ê5£9
na ordem cronológica de publicação, e obedecendo, dentro desta,
a ordem alfabética de autor.
Assuntos

levantados

Bacilus
Bacllus
Bactérias
Blastomicose
Blastomlcose sul americana
Doença de Chagas
Esqulstossomose mansônica
Esquistossomose
mansónlca
Filariose
Hepatite a virus
vírus
Influenza
Leishmaniose
Poliomielite
Pollomlellte
Raiva
Rotavirus
Tecnologia de Vacina
Toxoplasmose

N2 de
&lt;te_ref^Jnçlas
N9
referências
90
293
28
78
122
21
128
61
47
3
8
4
16
43

• Período
Esáodo
1? semestre de
19
1981

4.1.1 - Órgãos
Qrqãos beneficiados ocm o Serviço de Bibliografias Correntes
Instituto Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública
Instituto Fernandes Figueira
Centros Regionais de Pesquisa C Recife
( Salvador
( Belo Horizonte

342

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11

12

13

�4.1.2

Clientela em potencial da Instituição que usufrui do
serviço
Pesquisadores
Médloos
Médicos
Tecnologlstas
Tecnologistas
Professores
Biotécnioos
Blotécnloos
■TOTAL
TCriAL

145
105
49
41
7
347

4.2 - Sumários Correntes - Este serviço visa a atender aos
tecnologlstas, médicos e pesquisadores, cujo trabalho não se
tecnologistas,
engloba dentro dos assuntos selecionados para a elaboração de
bibliografias correntes.
^
Cada unidade selecionou os periódicos de seu intere^
Intere^
se, a partir de uma lista fornecida pela Biblioteca Central e
passou a receber,semanalmente,os sumários dos mesmos.
4.2.1- Órgãos beneficiados ccm
octn o Serviço de Sumários Correntes
Orqão
N9 de
los
Instituto Fernandes Figueira
Biológicos
Laboratório de Tecnologias
Tecmloglas em Produtos Blológloos
de Mangulnhos
^tenguinhos
Instituto Oswaldo
Oswalde Cruz(Departamento de Bacteriologia

títu63
18
43

4.2.2. Clientela em potencial da Instituição que usufrui
do serviço
Instituto Fernandes Figueira
Laboratório de Tecnologia em Produtos
Blológloos
Biológicos de Manguinhos
Mangulnhos
Instituto Oswaldo Cruz(Departamento de
Bacteriologia)

68 médicos
13 tecnolo glstas
glstcis
18 pesquisadores

4.3 - Circulação Dirigida - Algumas unidades não se satisfazem com as bibliografias e sumários correntes. Sentem necessidade do manuseio e leitura de todos os artigos publicados
nas principais revistas especializadas em sua área. Para aten.343.
343

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�der a esta necessidade, a Biblioteca Central estabeleceu uma
rotina de circulação dirigida. Após
Apôs o período de exposição do
periódico na Biblioteca Central, ele é transferido para a Unidade solicitante e, ai,
aí, permanece por um período preestabelec^
do, de acordo com o número de especialistas interessados na leitura .
tura.
está sendo realizada com:
A experiência estâ
Instituto Fernandes Figueira

-5 títulos especializados
em Pediatria

Instituto Oswaldo cruz(Departamento
cniz (Departamento de linunologiaIraunologia- 12 títulos especializados em Iraunologia
4.3.1-Clientela em potencial que usufrui do serviço
Instituto Fernandes Figueira
68 médicos
Instituto Oswaldo Cruz(Departamento de Imunologia)-8
Iraunologia)-8 pesquisado
res
4.4 - Publicação de Bibliografias - A Biblioteca Central apro
veita os eventos importantes da Instituição para publicar bi bliografias, reunindo os levantamentos bibliográficos realizados durante um determinado período.
Exemplos:
Centenário de nascimento
nâgSiSgnto de Carlos Chagas ocorrido em 1979
Foi lançada durante o Congresso Internacional sobre Doença de
Chagas, uma bibliografia sobre este assunto com referências bi
bliográficas de trabalhos publicados no período de 1973 a 1978
bliogrâficas
e constantes do acervo da Biblioteca Central da Fundação Oswal
do Cruz.
Primeira
Missis Joma^
í2S}§Éã ÇiÊ2£ííi£§ ^
^ Fun^ção
EüDÉâ2Í2 Oswaldo
9Sãi22 Cruz
Cruz ocorrida
ocorrí^ em
em dezembro
dezenteo
de
1980
Éf 1980 - A Biblioteca
Biblio^teca Central publicou levantamentos bibliogrâ
bibliográ
ficos sobre:
^
Doença de Chagas
trabalhos publicados em 1980
Blastomicose
Blastoraicose sul-americana- trabalhos publicados de 1977 a 1980
Leishmaniose
trabalhos publicados de 1979 a 1980
Esqulstossomose mansônica
Esquistossomose
mansónica - trabalhos publicados em 1980
344

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�5.

COMUTAÇÃO

BIBLIOGRÃFICA

Uma biblioteca especializada não pode prescindir de um
Serviço de Comutação Bibliográfica. Sõ
Só na área médica são pu blicados, atualmente, mais de 10.000 títulos de periódicos.Por
melhor que seja o acervo de uma biblioteca é inteiramente im possível possuir todas as publicações dentro de sua área.
O Sistema de Bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz procura,
através de seu Serviço de Comutação Bibliográfica, atender não
só aos seus usuários, mas aos de toda rede de Bibliotecas Mé sõ
dicas do País.
Pais. Sua Biblioteca Central faz parte da Rede de Bi bliotecas Médicas coordenado pela BIREME, atuando como subcen tro e constitui Biblioteca-base do Programa de Comutação Biblio
gráfica (COMUT), coordenado pelo IBICT e pela CAPES.
O movimento do Serviço de Comutação Bibliográfica vem aumentando dia-a-dia. Para ilustrar, seguem-se os dados referen tes ao movimento de 1980 e do 19 semestre de 1981
1981 (19 semestre)
Solicitações recebidas das bibliotecas da Rede 1980
TS4'9
r549
4 134
Solicitações encaminhadas às
ãs bibliotecas da Re273
209
de
6.

CONCLUSÃO

A experiência realizada no Sistema de Bibliotecas da Funda
ção Oswaldo Cruz indica que um acervo pode ser tornado ativo e
agente da Educação Permanente, mesmo com poucos recursos huma nos e materiais. Com apenas 4 bibliotecários e 10 auxiliares de
biblioteca, a Biblioteca Central da Fundação Oswaldo Cruz man tém,
têm, além dos serviços meios e fins normais a qualquer bibllote
bibliote
ca, quatro (4) tipos de Serviços de Alerta, fornecendo informações a uma clientela de 347 pessoas composta de pesquisadores ,
tecnologistas, biotécnicos,
biotêcnicos, médicos e professores e um Serviço
de Comutação
comutação Bibliográfica, que atende não sõ
só ao pessoal da Ins
tituição, solicitando a outras bibliotecas o material inexisten
te no Sistema, mas, também, a toda Rede de Bibliotecas Biomédicas do Pais,
País, fornecendo cópias xerogrãficas do material existen
te em seu acervo.

345
345.

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�7.

REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÄFICAS
BIBLIOGRAFICAS

BUSTAMANTEjE.BUSTAMANTE,E.- As bibliotecas especializadas como fontes
de orientação na pesquisa cientifica. Rio de Janeiro,
Instituto Oswaldo Cruz, 1958
COLLET, H.G.- Educação permanente,uma abordagem metodolómetodolõgica.
qlca. Rio de Janeiro, SESC, 1974
DIAS,E.- O0 Instituto Oswaldo Cruz; resumo histórico (1899 1918) Rio de Janeiro, 1918
FAURE,E. et alii - Aprender a ser; la educación
FAÜRE,E.
educaclón dei futuro
Madrid, Alianza/Unesco,
Allanza/Unesco, 1974
FERRAZ,T.A.&amp; FIGUEIREDO,R.C.- O Serviço de "Disseminação Se
letiva de informação" executado na Divisão de Informação e Documentação Cientifica do Instituto de Energia
Atômica de São Paulo. R.Bibljntpnnn-.
R.Bibljntprnn,. Brasília,^:127-37,
Brasília,127-37,
1978.
RElS,O.M.- Informação médica e educação permanente.R.Bibliotepermanente.R.Blbllotecon., Brasília,
Brasilia, ^ • 37-9,1975
SOUZA,C.G. &amp; BRIGHENTI,N.C.- Disseminação seletiva da infor
Infor
mação, um serviço de referência. Bol.ABDF Nova Série,
Brasília, £: 28-37, 1981
8. ABSTRACT
Makes the figure of the famous sclentlst
scientist oswaldo
Oswaldo Cruz
evident as one of the pioneers
Education.Shows
evldent
ploneers of Permanent Educatlon.Shows
the structure of the System
system of librarles
libraries of Oswaldo Cruz
Foundation and the role played by the Central Library wlthln
within
this System.
system. Points
Polnts out the importance
Importance of alerting
alertlng and
blbllographlc
bibliographic commutatlon
commutation In
in the process of permanent
Permanent Educatlon
Education
by facllltatlng
facilitating the speclallsfs
specialist's access to specialized
speclallzed literature. Concludes demonstratlng
demonstrating the posslblllty
possibility of malntalnlng
maintaining
a hlgh
high level
levei of performance of an Information System despite
desplte
of scarce human and financial resources.

346

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*

�CDD
027.4813
CDU 027.4(813.4)
BIBLIOTECAS PÚBLICAS NA PARAÍBA: UM DIAGNOSTICO

Maria Neusa de Morais Costa

Profa. Assistente do Departamento de
Bi
blioteoonomia e Documentação do Centro diê
blioteaonomia
ãê
Ciências Sociais Aplicadas da. UFPb .Assoei^
,Assooia_
ção Profissional de Bibliotecários
Bibliotecárijos da
Pa
P£
raiba.
raíba. Associação de Bibliotecários
do
dõ
Distrito Federal e CRB-4.
Analisa-se a situação das bibliotecas públicas do Esta^
Esta
do da Paraíba, enfocando os aspectos referentes a
re
cursos humanos, recursos financeiros, recursos
mate
mat£
riais, nível organizacional e localização geográfica .
Sugere-se, com base na atual precariedade de condições,
devido ã falta de apoio governamental, a participação
de cada comunidade como força de pressão para desenc^
desenca
dear o processo de mudança a nível municipal.

INTRODUÇÃO

A informação assume, atualmente, importância vital para
o progresso da civilização. Entretanto, não há ainda,
por
parte dos governos, a consciência de que é de sua responsabil^
responsedail^
dade coletar, organizar e disseminar informações de todos
os
tipos, de modo a que todos os indivíduos possam participar do
processo de desenvolvimento do pais.
país.
Inexistência de políticas nacionais vo^
Disso resulta a inexistência
tadas para o desenvolvimento das infraestruturas necessárias ao
347

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�planejamento e execução dos serviços de informação e bibliote
ca.
0 Estado da Paraíba reflete essa situação geral, sobre
tudo, na ârea
área de bibliotecas públicas onde, apesar da iniciat^
va do INL em criar um Sistema Estadual de Bibliotecas,elas con
tinuam sem o apoio governamental e sem exercer qualquer papel
tlnuam
na vida informativa, cultural, educacional e social da comun^
dade paraibana.
0O presente trabalho tem por objetivo analisar a situação das bibliotecas públicas da Paraíba e, a partir dela, apre
sentar sugestões que possam modificar a situação vigente.
Na realização deste trabalho, foi utilizado um levanta
mento feito pelos alunos do Curso de Mestrado de • Bibliotecono
Bibllotecono
mia da UFPb, em agosto de 1979, que atingiu 66 das 83 biblio
blblio
tecas públicas existentes no Estado (79,5%), abrangendo 11 mi
crorregiões das 12 em que se distribui o espaço territorial da
crorreglões
Paraíba.
Essa análise se efetivou a partir dos fatores comumen
te apontados na literatura corrente como responsáveis pelo de
sempenho das bibliotecas, a saber: recursos humanos, recursos
financeiros, recursos materiais, nível organizacional e locall
locali
zação geográfica.

1 - CARACTERIZAÇÃO SUMARIA
SUMÁRIA DO ESTADO DA PARAÍBA

Conforme concenso geral, compete ã biblioteca um papel
dinâmico, criativo e transformador dentro da comunidade ã qual
pertence, ao mesmo tempo, em que recebe dela influências llm^
limi
tativas ao seu pleno desempenho. A biblioteca deve ser encara
tatlvas
da como uma célula viva em permanente interação com o organis
organls
mo social no qual está Inserida.
inserida. Ao avaliar, portanto, o
de
sempenho das bibliotecas públicas da Paraíba, é indispensável
ter-se em conta o quadro sóclo-econômlco
sõcio-econômico que compõe a realida
348 _

cm

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�de estadual essencialmente marcada de pobreza e desafios.
E a partir dessa lógica que se apresenta uma caracteri
caracter^
zação sumária do Estado da Paraíba nos aspectos mais
relevan
tes e que, direta ou indiretamente, mantém certa relação com a
função da biblioteca pública.'
- territorial da Paraíba mede 56.372 Km2 ,
A extensão
o
que representa, apenas, 3,5% do território compreendido pela
Região Nordeste.
Em 1980, registrava-se uma população de 2.772.571
2,772.571 habi
hab£
tantes, com uma taxa de incremento anual de apenas 1,52% no pe
ríodo 1970/80.
riodo
A partir dos dados censitários, detecta-se que a Paraí
ba sofreu um intenso fluxo migratório, quer interno, no senti
do rural-urbano, quer, principalmente, pela transferência
de
sua população do âmbito do Estado para outras regiões do país,
notadamente, o Centro-Sul. Em relação a esse fenômeno, a
es
e£
tatística censitãria constata uma intensa drenagem da
tatistica
popula
ção ativa para outros centros, em decorrência da pouca oportu
nidade de emprego ofertada por uma economia, visivelmente, em
declínio, a partir dos anos sessenta.
No balanço das trocas populacionais, no penúltimo
re
censeamento, a Paraíba exibia o segundo maior saldo negativo
dentre os Estados do Nordeste, expresso por uma taxa de 20,8 %
sobre a população presente. Estima-se que já existam cerca de
800.000 paraibanos fora da terra de origem. E isto um indica
dor de que escasseiam as oportunidades de sobrevivência no Es
tado, confirmado, inclusive, pela perda de posição em termos
'Nessa caracterizaçao, foram usados os dados
das
seguintes
obras :
1. FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PLANEJAMENTO DA PARAÍBA.Coordena
doria de Estudos e Pesquisas. Estudos básicos para
o planejamento estadual. João
Joio Pessoa, 1979. v. 2.
2. PARAÍBA. Governo do Estado. Secretaria do Planejamen
to e Coordenação Geral. Plano de ação
açao do
governo
da Paraíba - PLANAP. João
Joao Pessoa, A União,
1980.
14 6 p .
146
349

Digitalizado
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�de renda "per oapita"
capita" que, em 1950, era maior que a do Norde£
te e, já em 1975, representava apenas 73% da registrada para a
região.
Por outro lado, a distribuição de renda apresenta-se,
cada vez mais, assimétrica. Com efeito, o rendimento mensal
familiar estava, em 1970, abaixo do salário mínimo para
68%
das famílias, enquanto apenas 2% se situavam nonivel
no nível de rendimento superior a 7 salários mínimos.
Nessa realidade, em que a atividade agrícola tem peso
substancial na formação da renda interna do Estado, ê importan
te evidenciar que a tendência concentraclonista
concentracionista de renda tam
bém êé espelhada pelo comportamento da estrutura fundiária. A£
sim, o índice de GINI^ que expressa a concentração da
terra
era de 0,792, em 1970, e já atingia 0,814, em 1975.
Enquanto
isso, o tamanho médio dos estabelecimentos menores de 100 hec
tares diminuía de 3,2 para 2,7 ha, ao tempo em que o tamanho
médio dos grandes estabelecimentos aumentou de 727,4
para
1.864,8 hectares.
Uma das vias, através das quais se realiza o processo
de ascensão social das pessoas, é a educação. No Estado da Pa
raiba, os programas educacionais estão muito longe de desemperaíba,
nhar esse papel, ou seja, o de tornarem a estrutura social mais
permeável aos estratos que se situam na base da pirâmide
so
ciai.
Alguns indicadores podem ser utilizados com vistas
evidenciar esta assertiva.

a

Com efeito, no período 1970/77 não ia além dos
dois
terços a população de 7 a 14 anos, que teve acesso ã escola.
Com referência ã evasão, constata-se que, da 1- para a
2- série do 19 grau, registra-se um índice acima de 50%. Há in
*0 índice GINI representa o grau de concentração de proprie^0
dade da terra. Quanto maior se apresenta este índice-,mais
assimétrica é a distribuição da terra, isto é, poucas pes
soas com muita terra e muitas pessoas com pouca terra.
350

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�dlcações que levam a acreditar que esse fenômeno está ligado,
dicações
além da situação de emprego e renda familiar, a
outros fato
res impeditivos, como "inexistência de vagas nas escolas,incom
patibllldade
patibilidade entre o ano agrícola e o ano escolar,
migração
sistemática dos trabalhadores e suas famílias, a
inadequação
curricular, etc."’
A deficiência do setor educacional se reflete, também,
no nível de rendimento escolar dos alunos expresso por uma ele
vada taxa de repetência que, na zona rural, chega
a atingir
es
74,8%. Esse rendimento pode ser explicado pelo fato de os e^
tudantes, além de submetidos a um regime permanente de s\A&gt;nusubnutrição, estarem sujeitos a um currículo inadequado
trlção,
Inadequado e a uma si
s^
tuação de quase total inexistência de material didático.
Por outro lado, o nível de qualificação do professora
do está multo
muito aquém da exigência mínima que se pode
esperar
do papel a ser desempenhado por um professor. Mais da
metade
dos docentes pertence âã administração municipal e desses ape
nas 8% têm o 19 grau completo.
Com relação ã alfabetização de adultos,
tomando
o
MOBRAL como referência, parece ter havido um declínio no desem
penho desse programa, a julgar pela taxa de aprovação
que,
em 1971, foi de 52% e, já em 1977, decresceu para 38%.
A saúde pública, na Paraíba, apresenta aspectos repre
sentatlvos do baixo nível de renda e do baixo nível
sentativos
educacio
educado
nal da população.
Em 1975, o coeficiente de mortalidade por 1.000
hab^
tantes se situava em 13,0, no Estado,contra 11,8 no Nordeste .
Na faixa de 1 a 4 anos, a mortalidade era de 15,8, slgnificat^
significat^
vamente, acima do Nordeste que no ano de referência, foi de,
apenas, 8,6. Já os óbitos de pessoas menores de um ano conf^
cond
guram, nesse mesmo ano, um coeficiente de mortalidade infantil
’FUN0AÇÃ0
’fundação instituto de planejamento da paraíba. Coordenadoria
de Estudos e Pesquisas. Estudos básicos para o planejamen
planejaraen
to estadual. Joao Pessoa, 1979. p. 78.
351

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�na ordem de 70,81. Essa alta taxa de mortalidade é influencia
da, basicamente, por ocorrência de enterites e outras doenças
diarrêicas, causas perinatais e pneumonia.
diarréicas,
Ê, portanto, nesse contexto de problemas econômicos e
sociais tão complexos que se localizam as bibliotecas, cuja s^
sl^
tuação se passa agora, a analisar,
analisar.
Como já foi mencionado, a unidade amostrai do trabalho
cada uma das 66 bibliotecas estudadas e que
foi constituída de cada-uma
representam 79,5% do universo de bibliotecas públicas do Esta
do da Paraíba.
Tenta-se aqui, esboçar o perfil da amostra selecionada,
mostrando como se apresenta ela do ponto de vista de cada um
dos fatores básicos considerados capazes de interferir no
de
sempenho das bibliotecas públicas.

2 - RECURSOS HUMANOS
Do ponto de vista dos recursos humanos, verificou-se ,
nas 66 bibliotecas visitadas, um total de 175 pessoas ocupadas
de acordo com a tabela abaixo:
TABELA 1
PESSOAL OCUPADO NAS BIBLIOTECAS POBLICAS, SEGUNDO O NlVEL DE
INSTRUÇÃO — ESTADO DA PARAIBA — 1979

Nível de instrução
Superior
29 grau
19 grau
Sem instrução
TOTAL

N9 de pessoas ocupadas
% sobre o total
Total
6,3
38.4
44.5
10,8
100.0

11
67
78
19
175

Verifica-se, de acordo com a tabela acima, que o maior
352

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*

�número de pessoas tem o curso de 19 grau.
Quanto ao pessoal de nível superior, está localizado em
7 das 66 bibliotecas, havendo maior concentração na Biblioteca
Pública Estadual de João Pessoa. Vale esclarecer que nem todo
pessoal de nível superior, que atua nas bibliotecas públicas do
164
Estado, tem o Curso de Biblioteconomia, e que 72,7% das
pessoas de nível não superior não tiveram qualquer treinamento
específico para atuar nas bibliotecas.
especifico
0 quadro, que ora se esboça sobre a realidade paraibana, demonstra claramente que é critica
crítica a situação das biblio
tecas do Estado, em termos de recursos humanos. Há deficiin
deficiên
cias quantitativas (em 19
1970
70 havia um "deficit"
"déficit" de 1'69 bibliotecariod’ e qualitativas.
tecáriod’
Os treinamentos levados a efeito pelo INL e Secretaria
da Educação e Cultura do Estado não têm conseguido mudar essa
feição, em 19 lugar, porque, de modo geral, o pessoal que vem
participar desses treinamentos não é submetido previamente
a
qualquer critério de seleção pelas prefeituras e, em segundo ,
é grande a mobilidade funcional: as pessoas treinadas
pelo
PROTIAB não são mantidas pelas prefeituras, sobretudo, por im
■plicações
■plicaç5es financeiras e polltico-partidãrias.
político-partidárias.
Uma consequência grave dessa situação éê o desconheclmen
to quase total da função da biblioteca e a dissociação comple
ta entre o pessoal ali existente e a realidade sobre a qual de
ve influenciar. Isso se reflete na sua preocupação maior,qual
seja, a de "comprar livros" para os possíveis leitores, quando
a sua clientela potencial é constituída de elevado número
de
analfabetos e, dessa forma, deveria ser alcançada através
da
prestação de outros serviços. Há um desconhecimento quase to
tal das necessidades da comunidade. Os seus problemas
funda
mentais, como analfabetismo, subnutrição, condições precárias
de saúde, elevada mortalidade infantil, além de outros,
são
biblibliot e'‘CUNHA, Murilo Bastos da. Necessidades atuais de biblibliote‘‘CUNHA,
cãrios no Brasil. Revista de Biblioteconomia de Brasília^
Brasília,
2(l):15-24, jan./jun. 1974.
353

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♦

�desconhecidos por essas pessoas. Essa desinformação, em ter
mos das ocorrências sociais, econômicas, políticas,históricas
e recreativas locais, leva a biblioteca a uma total alienação
cum
cultural, distanciando-a da comunidade e impedindo-a de
prir a sua função maior, qual seja, a de servir aos seus inte
resses de educação, informação, cultura e recreação.

3 - RECURSOS FINANCEIROS
No que se refere a recursos financeiros, apurou-se que
83,0% das bibliotecas visitadas não têm recursos próprios eque
não há destaque de verba orçamentária específica para as bi
b^
bliotecas públicas, inclusive para a estadual.
Os parcos recursos aí aplicados provêm de verbas
con
signadas no orçamento sob elementos de despesas de denominação
genérica, sem especificação que identifique uma relação direta
com as bibliotecas.
Essa situação provoca seríssimas dificuldades ás
às
b^
bi
bliotecas que ficam impossibilitadas de adquirir, por compra,
qualquer tipo de material, bem como, de promover qualquer ati
vidade informativa, educativa, recreativa ou cultural que
ne
cessite de apoio financeiro.
Se, por um lado, há inexistência e insuficiência de re
cursos internos, por oútro, nunca são procurados os recursos
externos, não apenas pelo desconhecimento que os administrado
tes têm de carreá-los, mas também, pela pouca importância atri^
atri
bulda ã biblioteca.
Dessa forma, ficam as bibliotecas a depender do
grau
de conscientização dos administradores municipais, quanto
ãâ
importância dos serviços bibliotecários. Essa conscientização
quase inexiste e esse fato éê agravado pela incompetência
do
pessoal da biblioteca para conscientizar as autoridades, pela
simples razão de também não estar conscientizado.
354

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�- RECURSOS MATERIAIS

Na análise desse fator, diversos problemas foram cons
tatados. As coleções apresentam sérias dificuldades, como a
pouca existência de periódicos (14,1%) e folhetos (3,1%), oca
sionando, dessa forma, a predominância do livro como material
de leitura num percentual de 82,8%. Esse fato é agravado por
problemas, tais como, coleções estragadas (25,4%),
desatual^
desatuali_
zadas (30,5%), incompletas, difíceis e insuficientes (18,2%).
Ademais, o acervo bibliográfico é constituído por doações, qua
se sempre, do INL e a sua formação inicial permanece como única, até hoje, na grande maioria das bibliotecas. Quando espo
radicamente se adquire, por compra, algum material bibliogrâf^
bibliográf^
CO, com recursos quase apenas das prefeituras municipais, essa
compra éê feita, geralmente, pelo prefeito do município (64,8%),
sem qualquer critério de seleção.
A coleçãc
coleção apresenta, portanto, deficiências quantitati
quantitat^
vas e qualitativas. Com relação ã quantidade, a Paraíba
dis^
dis
punha, em 1974, de apenas 9,73 livros para cada 100 habitantes,®
habitantes/
situação essa que não se acredita haver modificado nas áreas v^
sitadas.
Os esforços encetados pelo INL, no sentido de efetivar
doações anuais às
ás bibliotecas públicas, parecem pouco
contri
buir ã mudança dessa situação na Paraíba, sobretudo, por dois
motivos: não há regularidade nessas doações (não cabe aqui te
cer considerações acerca das causas, embora se tenha
ciência
de que elas se relacionam muito com o comportamento das prefe^
turas municipais) e, de modo geral, os livros doados não aten
dem ã realidade local.
Quanto aos prédios de funcionamento das bibliotecas ,
40,9% pertencem às
ãs prefeituras municipais. Os demais são alu
gados ou constituem dependências de prefeituras e escolas, em
geral, utilizados em forma de cessão. E quando as duas últ^
últi
®McCARTHY, Cavan. Bibliotecas
^McCarthy,
Btbllotkcas Brasileiras; exemplos de dados e
indicadores situacionais,
siCuacionais, elaborados com base em dados do
(mimeografado).
IBGE. Joao Pessoa, s.d. (mlmeografado).
355

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♦

11

12

13

�mas circunstâncias ocorrem, o pensamento corrente é o de que
a biblioteca é uma instituição que existe em função da comuni
dade escolar ou de pessoas da corrente político-partidãria do
prefeito.
As consequências imediatas desse fato são que, quando
a biblioteca se localiza, na escola ela não somente perde
as
suas características de biblioteca pública, como grande parte
da população não a procura, ou por julgá-la como instrumento de
função exclusiva da escola ou pela vaidade de não querer se con
fundir com os escolares.
A situação é ainda mais grave quando a biblioteca é lo
calizada dentro da prefeitura municipal. Nesse caso, a instituição é considerada como um instrumento polltico-partidãrio e,
de modo geral, não apenas, deixa de ser procurada pelo grupo
oposicionista, mas também,
tambim, depreciada através de
comentários
que, cada vez mais, comprometem a sua imagem já desgastada na
comunidade.
Vale, ainda, salientar que ê grande a pobreza em
mos de equipamento e mobiliário.

ter

5 - NÍVEL ORGANIZACIONAL
Os dados estão a demonstrar um nível muito baixo de or
ganização nas bibliotecas públicas da Paraíba.
Em 90,5% das bibliotecas pesquisadas, não há qualquer
estatuto, regulamento ou regimento que disponha sobre as b^
bi
bliotecas e suas atividades.
A primeira conseqüência
conseqflência desse fato está expressa na
indefinição de objetivos para a instituição e, consequentemen
te, na não especificação dos serviços a serem prestados àâ comu
nidade e das atribuições dos funcionários da biblioteca.
O
baixo nível organizacional se evidencia, ainda, na ausência de
planejamento das atividades, o que ocorre em 89,1% das biblio
blblio
tecas.
356

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�näo eleiboram
elciboram relatórios e 71,9%
81,7% das bibliotecas não
não têm qualquer registro estatístico, o que as leva ã imposs^
bilidade de informar sobre circulação, sobre número de
usuã
usuá
rios inscritos, bem como de demonstrar a efetivação de
qua^
quer trabalho.
A inexistência ou deficiência de processamento imposs^
bilita a informação precisa acerca do seu acervo, tanto com re
ferência a número de títulos, quanto de volumes.
Vale acrescentar que há uma ingerência bastante
acen
tuada do prefeito do município nos assuntos pertinentes ã b^
blioteca, tanto nos aspectos administrativos (em 32% das
b^
bliotecas), quanto técnicos (em 13,6%). Em 64,8% das
biblio
tecas visitadas, o prefeito é a pessoa que indica o material b^
bi
bliográfico a ser cortprado
comprado para as bibliotecas quando
quando,esporad^
,esporad^
camente, qualquer aquisição é efetivada.
Esse baixo nível organizacional se constitui, sem dúv^
da, num fator impeditivo ao cumprimento, por parte das biblio
tecas públicas municipais, da função social que justificou a
sua criação.

- LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
GEOGRAFICA
Há dois pontos que merecem reflexão, quanto ã localiza
ção geográfica: um diz respeito ãá associação entre número de
habitantes e desenvolvimento da biblioteca e o outro se
refe
re ao número de bibliotecas por habitantes, conforme se
pode
observar na tabela seguinte:

357

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♦

11

12

13

�TABELA 2
SITUAÇÃO DOS MUNICÍPIOS VISITADOS, SEGUNDO O TAMANHO DA
POPULAÇÃO, POR NOMERO DE BIBLIOTECAS - ESTADO DA PARAlBA
1979
Tamanho da população por
Município
mais de 50.000
30 a 50.000
20 a 30.000
10 a 20.000
07 a 10.000
menos de 7.000
TOTAL

Municípios
visitados
06
09
11
16
13
09
64

Número de
Bibliotecas
08
09
11
16
13
09
66

Tem-se, portanto, através da tabela acima, a
indicação
de que hã
há mã
má distribuição entre o número de bibliotecas e o con
tingente da população. Os municípios mais populosos têm
igual
número de bibliotecas com relação aos menos habitados. Essa s£
si
tuação demonstra a pouca importância e a pouca função que tem a
biblioteca pública na vida dos municípios; daí a quase convenção
da sua existência, apenas, nas respectivas sedes. Ã
Ä exceção de
João Pessoa e Santa Rita hã,
há, apenas, uma biblioteca em cada muni
cípio visitado.
Essa ocorrência não teria qualquer significação, se
as
bibliotecas destinadas a servir a maior contingente populacional
estivessem num nível de desenvolvimento compatível com essas co
si
munidades. Entretanto, os dados estão a demonstrar que tal
tuação pouco ocorre, ou seja, que as diferenças de condições
e
organização entre as bibliotecas são pouco relevantes e que elas
estão longe do desejável em relação ã qualidade dos
serviços
prestados.
Isso leva a crer que, quanto maior for o município, maio
res são as probabilidades de piores ofertas de serviços por par
te das bibliotecas, por não estarem aptas para atender a maior
demanda.
. 358

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�Dessa forma, o tamanho do município, em face da pouca
compreensão dos serviços bibliotecários pelas autoridades e pe
Ias próprias pessoas ligadas ã instituição, não está contribui^
contribuin
do ao desenvolvimento da biblioteca e ã melhoria dos serviços
que oferece ã comunidade.
Da análise feita nas páginas anteriores, depreende-se ser
caótica a situação das bibliotecas públicas na Paraíba, com re
lação a fatores que determinam, de forma substancial, o
seu
desenvolvimento. E, nessas circunstâncias, que esperar aelas
em termos de desempenho das suas funções informativas, educat^
vas, recreativas e cuiturais?
culturais?
Respostas para essa indagação poderão ser deduzidas
análise que se apresenta a seguir

da

7 - FUNÇÕES D/SBIBLIOTECAS
Tenta-se, agora, fazer uma análise sumária do que é rea
lizado pelas bibliotecas públicas da Paraíba, no sentido
do
desempenho de suas funções culturais, informativas,recreativas
e educativas.
Em relação ao aspecto cultural, 95,0% das
bibliotecas
não promovem qualquer atividade, seja por sua própria iniciat^
iniciatj^
va, ou associando-se a outras instituições da comunidade. Nada
é feito no sentido de promover a reunião de pessoas, de apoiar
ou preservar e difundir a cultural local, de elevar o nível cu^
cuJL
tural da população através de cursos, palestras, debates, expo
sições, campanhas, etc.
Em pouco difere a situação referente ã informação .61,3%
das bibliotecas não fornecem qualquer tipo de orientação quan
qucin
to ãâ sua utilização, e 73,8% nada divulgam acerca do material
existente na biblioteca e dos serviços que podem oferecer
ã
comunidade. Nem mesmo a informação utilitária, do dia a dia ,
e de que as pessoas tanto necessitam e que seria, sem dúvida ,
um instrumento eficiente para atrair os adultos ã biblioteca ,
359

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�é prestada ã população.
Essa atitude das bibliotecas é muito nociva ã
popula
ção. E de conhecimento geral que as pessoas vivem desesperada
mente buscando informações de todos os tipos, seja a técnica,a
cientifica ou utilitária.
científica
Quanto ã função recreativa, apenas algo é digno de men
ção, ou seja, o fato de sê ter disponível, no acervo, boa quan
tidade de obras literárias (53,0% do acervo total) que, quando
solicitadas, constituem uma forma de lazer da população.
Horas do conto, lei'tura
lei’tura de lazer são atividades recrea
tivas tão importantes, mas tão pouco realizadas ou incentiva
das pela Biblioteca Pública que, dessa forma, deixa um enorme
espaço a ser preenchido, quase exclusivamente, pelos meios de
comunicação de massa, já tão pobres em termos de programas re
creativos.
vejamos
Vejamos o que ocorre em relação ã função educativa.
Devido ã ausência de bibliotecas escolares no Estado, a
grande clientela das bibliotecas públicas, tanto da estadual
(situada na capital), quanto das municipais, èé o escolar,
ou
seja, o estudante de 19 e 29 graus, num percentual em torno de
90%.
Entretanto, nenhum trabalho educativo é feito com
e£
es^
ses estudantes. A biblioteca limita-se tão somente a colocar
o livro solicitado ã disposição do escolar - quando existente
no acervo - para quê
que proceda às
ãs suas "pesquisas",
entendidas
como tais, cópias de folhas inteiras de livros, enciclopédias
ou outros materiais
materiais..
Dentre as várias causas apontadas como responsáveis pe
lo baixo nível de rendimento escolar na Paraíba,
destacam-se
a permanência dos estudantes no regime de subnutrição, a inade
quação do currículo e a quase total inexistência de material
didático. E aí está uma grande omissão das bibliotecas públi-

360

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�cas que, por nao estarem aptas e engajadas, de fato, no proces
so educacional, falham em não colocar ã disposição dos estudan
tes obras didáticas e de referência, a fim de complementar
a
atividade escolar.
Ao trabalho que, no momento, realizam as
bibliotecas
com relação ao escolar, não se pode chamar "educação", quando
muito, poder-se-ia denominá-lo "escolaridade".
Essa tarefa educativa poderia ser desenvolvida na
b^
blioteca no sentido de ajudar a criança a estudar, de
traba
lhar com ela, apoiando, dessa forma, a escola que dispõe de um
professorado"aquém da exigência mínima que se pode esperar
do
papel a ser desempenhado por um professor (mais da metade dos
docentes pertence ã administração municipal e desses
apenas
8,(1% têm o 19 grau completo) . *■
Se a Biblioteca Pública da Paraíba pouco faz em benef^
cio da educação formal, onde reside a sua principal clientela;
clientela,
bem menos ou n-da faz em relação ã educação não-formal e infor
mal. Atividades educativas, como palestras, campanhas, cursos,
exposições são realizadas apenas por 9,0% da amostra.
Essa negligência, com relação a esse trabalho
educatl^
educat^
vo, êé prejudicial âã grande maioria da população carente de at^
vidades educativas em torno de problemas básicos, como mortal^
mortali
dade infantil, controle de natalidade, analfabetismo, nutrição
e outros que tanto afetam as populações de mais baixa renda e
de mais baixo nível social, educativo e cultural.
Enquanto o "problema do analfabetismo tem
recebido
atenção mundial e no "International Symposium on Literary" (se
está
tembro de 1975) advertia-se que o número de iletrados
crescendo constantemente",’
constantemente",^ as bibliotecas públicas da Paraíba,
®Ver . p. 5
^ANEÂADE, Ana Maria Cardoso de &amp; MAGALHÃES, Maria Helena de An
’aNDJIADE,
drade. Objetivos e funções da biblioteca pública. Revista
da Escola de Biblioteconomia da ÜFMG,
48-59 , mar.1979.
UFMG, 8(l):
8(l):48-59,
361

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�onde há um percentual de 60,6% de analfabetos, segundo os
dos censitãrios
censitários de 1970,® nenhum serviço lhe oferece.

da

O trabalho do MOBRAL, bem como do Departamento de Ens^
no Supletivo da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, ®
não encontra nenhuma ação de continuidade nas bibliotecas
pú
blicas paraibanas, e o retorno das pessoas recém-alfabetizadas
ao estado de analfabetismo se torna inevitável, uma vez
que
nenhuma outra instituição assume essa tarefa.
Pode-se concluir este trabalho, deixando com o leitor a
certeza de que as bibliotecas públicas da Paraiba, ã
exceção
de um pequeno número, pela sua pobreza e timidez, apenas perma
neoem de portas abertas, numa prova de que, heroicamente,ainda
necem
sobrevivem, a despeito da insensibilidade e da negligência das
autoridades estaduais e municipais.
Desprovidas de material adequado e de pessoal capaz de
dinamizá-las, constituem-se em pequenos depósitos de livros ,
sem qualquer função social, nos municípios em que estão locali
locaM
zadas.
Com relação ãs
às suas funções, fazem, portanto, um pouco
de lazer, fornecendo obras literárias aos leitores e apoiam um
pouco a escolaridade, áã medida em que oferecem ao escolar as
obras utilizadas nas suas "pesquisas". Nada fazem com relação
às atividades informativas, educativas e culturais.
ás
Apesar dos esforços encetados pela UNESCO, a nível
in
ternacional, e da ação paciente e motivadora do INL, a nível
' FUNDAÇÃO
FUNDAÇAO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
ESTATiSTICA Cen
Ceií
so demográfico - Paraíba. VIII
VlII recenseamento geral - 197&amp;.
Rio de Janeiro, 1973, v. 1, t. 1, p. 22-23.
Rib
®"Com relação ãs atividades desenvolvidas pelo Departamento de
Ensino Supletivo, de modo geral, tem
têm por finalidade ofere
cer oportunidade de estudos e/ou
e/oú orientação pedagógica
a
adolescentes e adultos que não tenham recebido
educaçao
educação
pãgi
regular". Essa informação está contida no volume 2, pági
na 100, da publicação da Fundação Instituto de Flanejamen
Planejamen
to da Paraíba, intitulada "Estudos básicos para o planejamento estadual", publicado em João
Joao Pessoa, no ano de 1979.

362

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�nacional, continua-se a assistir, na Paraíba, àã tragédia
do
anonimato e da mediocridade das bibliotecas públicas,
graças
ao descaso e ã inconsciência governamental.
Uma atitude tem que ser tomada pelas autoridades com re
lação ã Biblioteca Pública, na Paraíba: ou dinamizá-la ou fe
chá-la. Dessa forma, pouco útil e alienada da realidade
chã-la.
e
dos interesses locais, "existir ou não exist...r
existir não fará a me
nor diferença", de acordo com Antônio Miranda, e conforme "Or
tega y Gasset, a sociedade pune com o esquecimento e o abando
no os que não a servem devidamente
devidamente..."''

8 - CONCLUSÃO
A falta de conscientização acerca da contribuição
que
pode dar a biblioteca pública ao desenvolvimento cultural
e
educacional das comunidades conduz as autoridades ao descaso,
quase total, com relação ã funcionalidade dessa instituição qu^
desprovida de todo tipo de recursos, constitui-se em depósito
de livros sem qualquer função social.
Por outro lado, a comunidade, também ainda não
desper
tada para a importância da biblioteca, não exerce qualquer ti
t^
po de pressão sobre as autoridades para tratar o problema
ao
nível de prioridade compatível com a sua relevância.
Dessa forma, fecha-se al o circulo
círculo vicioso da inércia :
a biblioteca não atua por falta de condições e, desse modo,não
cria expecattivas na comunidade acerca da contribuição que ela
pode dar ao seu desenvolvimento; a não exigência da comunidade
provoca o comportamento apático das autoridades com relação às
condições da biblioteca.

^"MIRANDA,
’'miRANDA, Antônio. A missão da biblioteca pública no Brasil.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, 6(l):69-75, jan./
jun. 1978.
363

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Q

II

12

13

�9 - SUGESTÃO
Para a modificação da situaçao vigente, em termos de
bliotecas públicas, na Paraíba, é indispensável que se
rompa
o círculo da Inércia
inércia que se estabeleceu, atacando a variável
mais estratégica que tudo indica ser a comunidade.
Assim sendo, como primeiro passo, a alternativa que
apresenta é capacitar pessoal para mobilizar a comuniaade.
comunicade.

se

Para tanto, urge que os Cursos de Treinamento Intensivo
para Auxiliares de Bibliotecas promovidos pelo INL sejam.
sejam reo
rlentados
rientados de modo a permitir que os treinandos absorvam essa
realidade e sejam capacitados a modlficá-la.
modificá-la, A ênfase do tre^
tre£
namento estará, sobretudo,não na parte interna da biblioteca ,
mas no contexto, no exterior, na comunidade, de modo a que os
treinandos a mobilizem, de forma a desencadear o processo
de
mudança.

ABSTRACT
The paper presents an analytical survey of public library
provision in the state
State of Paraiba, Brazil, paying particularparticular
attention to questions of staff, buildings,
equipment,
equlpment,
administrative structures, geographlcal
admlnistrative
geographical dispersion
disperslon
and
financial constraints. Changes in both function and structure
are seen to be an urgent necessity. In view of the low level
levei
of past and current government support, the author stresses
the need for each community to act as a pressure-group to
promote development in its own locallty.
locality.

364

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�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Andrade. Objetivos e funções da biblioteca pública. Re
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libraries.! . Sáo
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Qulron; Brasília, INL, 1976. 52 p.
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capitais, segundo a categoria. In:
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brasileiras. Rio de Janeiro, IBGE; Brasília, INL,1980.
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In£
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João Pessoa, 1979. p. 68-101.
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dados do IBGE. João Pessoa, s.d. (mimeografado).
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Coordenação Geral. Plano de ação do governo da Paraíba
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João Pessoa, A União, 1980. 146 p.
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Plemo de ação do governo - PLANAG 1976-79. João
Pessoa, A União, 1975. 242 p.

365

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�13 - PENNA, Carlos Victor et alii. Recursos humanos. In:
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Serviços de informação e biblioteca; uma manual para
planejadores ^National
jNational library and Information
information Services;
services;
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rPractical
administration of public librarie^].
libraries]. México,
Mexico, Fondo de
Cultura Econômica, 1970. p. 15-34, 177-90.

366

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11

12

13

�CDD: 027.625 e 027.626
CDU :025.5: [027.625+027.81

EXPERIÊNCIAS INOVADORAS DA BIBLIOTECA LUCILIA MINSSEN

YVETTE ZIETLOW DURO
Diretora da Biblioteca Lucilia
Minssen da Secretaria de Cultura,
Desporto e Turismo, do Rio Grande
do Sul.
Professora da Faculdâde de Biblio
teconomia e Comunição da UFRGS.
CRB 10/92

RESUMO
Serviços desenvolvidos pela Biblioteca Lucilia Minssen decorrentes da utilização do livro genérico e da participação at^
va de crianças, jovens e adultos.
1. SERVIÇOS bibliotecários PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA
ATUALIDADE
Os mais recentes trabalhos que tratam dos serviços

desendesen^

volvidos em bibliotecas infanto-juvenis
infante-juvenis referem-se ãs alterações
que vêm sendo introduzidas no sentido de otimizá-los. Se o cres
cimento dessas instituições vem ocorrendo qualitativamente, não
se pode dizer que tenha havido um aumento quantitativo de.biblio
de biblio
tecas infante-juvenis.
infanto-juvenis. Existe flagrante desproporção entre o nú
367

Digitalizado
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11

12

13

�mero de bibliotecas e seções infanto-juvenis existentes e a população que deveria utilizá-las, principalmente em países em de
senvolvimento. Considerando esse aspecto, pode-se afirmar que o
atendimento é muito limitado ou mesmo inexistente, pois é muito
expressivo o número de crianças e de jovens que jamais entraram
em uma biblioteca, existindo ainda aqueles que jamais leram.
Porém se isso ocorre, existe o atenuante
atenua ite de que essas bibliotecas sempre desenvolveram atividades com o objetivo de ins
truir e de orientar os leitores. Pode-se afirmar que sempre

se

voltaram para o Serviço de Referência, embora, como é natural,
os bibliotecários pioneiros se preocupassem mais com a organiza
ção do acervo.
Verifica-se que atualmente tem havido uma busca no sentido
de desenvolver atividades que atraiam clientela. Isso demonstra
que estão sendo atingidos os objetivos que visam a oferecer con
dições para que crianças e jovens se preparem para ser um usuário adulto.
Fala-se com freqüência em avaliação de serviços, o que leva áã uma retomada dos objetivos propostos. Embora não possa haver um modelo integral e internacionalmente aceito,

em

linhas

gerais, os objetivos se assemelham, resguardadas as características da clientela a que servem. E interessante notar que alguns
dos objetivos de determinadas bibliotecas podem ser

atingidos

simultaneamente.
0 que existe porém, é o consenso generalizado de que a biblioteca deve estar preparada para competir com outros meios que
propiciam atividade de lazer âã criança e ao jovem, que deve ser
uma instituição dinâmica, atuante junto ã comunidade.
368

Digitalizado
gentilmente por:

Q

ii

12

13

�2. EVOLUÇÃO DE ATIVIDADES
O maior desenvolvimento de serviços bibliotecários infantojuvenis ocorreu nos Estados Unidos, onde desde o início do sécu
lo XIX vêm
vim sendo criadas bibliotecas infantis.^
Existe um programa de intercâmbio com países

estrangeiros

que possibilita que bibliotecários sejam treinados para se tornarem elementos multiplicadores em seu retorno. Atualmente é bem
menor do que em períodos anteriores, o numero de bibliotecários
estrangeiros que participam desse programa.®
A experiência foi levada a diferentes países, em alguns lo
grou obter mais êxito do que em outros. Os bibliotecários tiveram que adaptar-se ã realidade de seus países pois encontraram
situações diferentes da que tinham vivenciado, mas

procuraram

adequar-se ao seu universo.
Tem havido, no entanto, um crescimento em relação ao perío
do inicial. Houve um aumento gradativo

dos

limites de idade,

passaram a dar atendimento ao prê-escolar. 0 temor pela possível
danificação dos materiais foi substituído pelo interesse em que
a criança desde pequena se familiarize com a biblioteca.®

Con-

seqUentemente, pais e professores passaram a freqüentar
seqtlentemente,
freqtlentar as bibliotecas com maior assiduidade, participando também das atividades oferecidas.
0O crescimento,
crescimento verificou-se também ijo
i}o raio de ação
açãodabiblio
da biblio
teca, as atividades extramuros foram uma conseqüência do objeW
objeti
vo de maior integração com a comunidade, que

foi

estabelecido

após constatação de que grande parte da população não tem condi
ções de usufruir dos serviços da instituição. Essa ajudae apoio
369

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�não se limita aos que têm baixa renda, mas também aos que estão
impossibilitados fisicamente.
Houve intensificação na inter-relação com entidades que tra
balham com crianças, atualmente são desenvolvidos trabalhos em
instituições assistenciais, escolas e hospitais.
0 acervo das bibliotecas infanto-juvenis ampliou o número
de materiais, a clientela utiliza com o mesmo desembaraço tanto
o material impresso, como o fônico, como o lúdico e "a lista é
limitada somente pela imaginação do bibliotecário".^
SiNTESE DE 25 ANOS DE ATUAÇÃO
3. SlNTESE
A Biblioteca Lucilia Minssen desde 1955

vem

atendendo

a

crianças e jovens de Porto Alegre e de algumas cidades dos arre
dores.
Foi orgar.'.zada
organ zada segundo padrões trazidos dos Estados Unidos
por Lucilia Minssen. Desde seus primõrdios
primórdios desenvolveu atividades como a Hora do Conto, orientação ã leitura.
leitura, Instrução
instrução no uso
dos livros e da biblioteca.
Antes mesmo de ser inaugurada, fazia o atendimento de crianças das imediações, teve condições de conhecer os reais

fre-

quentadores e os em potencial, sondou seus interesses, conheceu
o alunado das escolas das imediações, enfim iniciou em condições
ideais.
Em recentes entrevistas em que foram ouvidos os primeiros
leitores da biblioteca, constatou-se que a instalação da instimuita relevância para as crianças
tuição foi um acontecimento de multa
das imediações. Um dos depoimentos mais marcantes é o de que du-

370

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�rante ima
uma partida de futebol os meninos souberam que a bibliote
ca já estava em funcionamento. Essa notícia fez com que o jogo
fosse interrompido, os meninos abandonaram a pracinha para conhe
cer o que lhes parecia um mundo maravilhoso,

diferente de tudo

o que conheciam. A partir daí os jogadores passaram a usar tamhouves
bém a biblioteca como lazer. Mesmo que naquela época não houve£
se a concorrência da televisão, havia o cinema, havia o futebol,
havia a possibilidade de brincar tranquilamente nas praças e cal
ca^
çadas.. .
çadas...
A Biblioteca funcionou durante três anos no mesmo local com
uma clientela assídua. Posteriormente foi instalada no mesmo pré
dio da Biblioteca Pública do Estado, o que interrompeu a realização de atividades ao ar livre e das que ocasionassem ruídos.
Em 1973, por motivos de ordem administrativa, a Biblioteca
permaneceu fechada por 10 meses, reabrindo em local bem próximo
àquele
ãquele no qual iniciara
..niciara suas atividades. Porém as condições eram
completamente diversas: instalada em um edifício, para a clientela que atendera durante 14 anos, era distante, o ruído de ve^
culos

intenso e incessante, a dificuldade de acesso tornava ne

cessaria a companhia de adultos.
A mudança de local e os meses em que suspendeu o atendimen
atendlmen
to foram fatores decisivos para a diminuição do afluxo de dien
clien
tes.
Encontrava-se com o acervo atualizadíssimo,

inclusive com

audiovisuais, com equipamentos e móveis modernos, mas

com

uma

clientela pequena. A época da reabertura coincidiu com a proximidade do término do período letivo, a divulgação foi ampla mas
o aumento da clientela não atingia ao desejável.
371

Digitalizado
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�Foram traçadas novas diretrizes de ação, foram programadas
atividades e partiu-se para a execução. As limitações e dificul
dades para implantação do programa foram superadas e

a partir

dal a Biblioteca se tornou um centro de animação cultural.
4. A NOVA LINHA DE ATUAÇÃO
4.1 - Atividades com crianças e adolescentes
No primeiro período de férias escolares após a mudança,

a

Biblioteca ofereceu um Curso de Xadrez. O0 número de participantes atingiu ao que fora previsto e, após a leitura dos livros so
bre xadrez, as crianças começaram a se interessar por outros li
vros. A avaliação demonstrou que houve extrapolação nos resulta
dos e a partir desse curso têm sido realizados cursos de Xadrez
nos dois períodos de férias escolares e também durante o ano.
O0 desafio de oferecer uma atividade que levasse adolescentes ao interesse pela leitura foi vencido com a execução

de um

curso sobre a História Universal durante o ano letivo. 0O poder de
comunicação do professor, sua capacitação profissional, adaptabilidade aos alunos, grande conhecimento de literatura e habili
habili^
dade para promover o livro através de recursos audiovisuais oca
sionaramo aumento de leitores. Também para adolescentes foram o
ferecidos Cursos de Fotografia, em que os participantes realiza
ram alqumas
algumas atividades em laboratório fotográfico, nos quais se
pode verificar a criatividade dos participantes.
Outras atividades que estão sendo desenvolvidas
tados positivos são as realizadas no período de férias
tados'positivos

com resul
escola-

res. Já foram realizados vários cursos de Iniciação âã Expressão
Dramática

para crianças e para adolescentes. O Projeto Conhece

372

Digitalizado
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11

12

13

�tua Cidade enseja a possibilidade de os participantes

conhece-

rem a história da cidade e do Estado através de visitas

a

pré

dios e locais de significado histórico, visa sensibilizar para
a importância da preservação do patrimônio histõrico-cultural.
histórico-cultural.
ativi^
0O Projeto Vamos Brincar como Antigamente, através de ativi
dades lúdicas possibilita que os participantes criem seus brinquedos com sucata doméstica, que conheçam brincadeiras das quais
participavam seus pais e avós. A participação de pais nas brincadeiras confere maior importância ãâ atividade, pois além da in
tegração,dá condições para que essas brincadeiras continuem em
casa.
As programações regulares de projeções e de audição de dis
dis^
COS já constituem rotina e alguns espetáculos teatrais são oferecidos quando oportuno.
0 Projeto o Mundo da Carochinha recentemente executado desenvolveu atividades com crianças de 4 a 6 anos foi de muita va
lia pois conseguiu despertar o interesse pela leitura e pela b^
blloteca.
blioteca.
As atividades culturais visam também atingir as crianças da
periferia urbana. 0 Projeto de Sessões de Narrativas de Estórias
desde 1976 éê realizado em praças, creches e hospitais de

Porto

Alegre. Os narradores são treinados para usar somente a voz e o
gesto ao narrar, essa técnica tem atraído não só a crianças, co
mo a adultos, mesmo idosos, que acompanham o cronograma de execução para participar da atividade. Nesse projeto, a mesma esto
cidade,
ria é narrada no mesmo dia e horário em várias praças da cidade*
formando assim um elo entre as crianças da cidade.
Em 1980 foi organizada com o Instituto Estadual do Livro a
Ilâ Feira do Livro Infantil, com o patrocínio de outras entidaIia
373

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11

12

13

�des. Nessa feira — o que não ocorreu na anterior — 2.500 escola
res da periferia tiveram oportunidade de escolher para si,livre
mente, um livro

dentre 350 títulos diferentes. Dessas crianças,

algumas visitavam o Parque Farroupi,lha
Farroupilha pela primeira vez e a pO£
sibilidade de escolha de um livro para seu próprio uso foi muito gratificante.
Segundo Fasik, desenvolver o interesse pela leitura
antigo objetivo que não deve ser abandonado.^

é

um

Para que isso o-

corra é preciso que todos estejam informados sobre lançamentos
de livros, principalmente de Literatura Infantil. A produção de
Literatura Infanto-Juvenil Brasileira intensificou-se

de

tal

forma que dificilmente as pessoas podem ler a todos. Para contor
nar essa dificuldade, as proformas que são preparadas para

os

serviços técnicos e que trazem resumo da obra, circulam com as
aquisições por todos os funcionários, antes de serem arquivadas
junto ao balcão de empréstimo. Dessa forma, todos têm condições
de orientar na escolha de livros quando

da

impossibilidade da

pessoa encarregada.
Para que os leitores encontrem facilidade

na

localização

de livros nas estantes, foi elaborado um catálogo visual,

que

utiliza uma codificação cromática que também aparece na lombada
dos livros.
Para promover o uso mais efetivo da coleção são

montadas

vitrines e estantes especiais. A possibilidade de compulsar os
os livros tem levado a resultados compensadores pois livros que
jamais haviam sido manuseados, passaram a circular.
O atendimento de turmas de alunos que visitam a biblioteca
para conhecer seu funcionamento sempre gerou dúvidas
374 .

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quanto

ã

�eficácia. Sabia-se que certos aspectos e funções da biblioteca
passavam despercebidos, que havia pouca rentabilidade em relação
ãs atividades desenvolvidas. Em caráter experimental foram orga
nizados módulos de instrução que permitem que todos os visitantes participem das atividades que a biblioteca oferece regularmente. Os resultados demonstraram que houve grande interesse dos
visitantes e que muitos passaram a freqüentar

a

biblioteca, o

que não ocorria anteriormente. O elemento lúdico utilizado para
»
a organização
organizaçao dos módulos exige apenas a criatividade do biblio
tecário, sem a necessidade de recorrer a recursos sofisticados e
tecãrio,
onerosos.
Se a criança não pode ir àã biblioteca, esta deve prever atividades extramuros. A integração biblioteca-escola se faz atra
vês de cestas-estantes, atingindo a crianças que por razões sõcio-econõmicas
cio-econômicas não têm acesso ã leitura recreativa. As crianças
hospitalizadas que pertencem ã baixa camada sõcio-econõmlca
sócio-econômica des^
des
de 1973 vim
vêm recebendo a assistência da Biblioteca, com ênfase es
e£
pecial em datas de Páscoa, Natal, São João, Dia da Criança.
4.2 - Atividades com adultos
Sabe-se que a criança e o jovem não liem
lêem resenhas .bibliobibliográficas, desconhecem fontes que informam sobre Literatura Infan
to*-Juvenil e que não estão habituadas a escolherem sozinhas seus
to*-Juvenll
livros. Na grande maioria das vezes, as crianças lêem livros in
dicados por pais e professores, sem possibilidades de escolha.
dlcados
O freqüentar a biblioteca limitava-se
llmitava-se ã consulta para complementaçâo de trabalho escolares e ao empréstimo de livros, ge
plementação
375

cm

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�ralmente indicados pelos professores.
Essa situação indicava que alguma atividade deveria ser en
dereçada aos adultos que trabalham com a criança e com o jovem.
Foram organizados cursos dirigidos a esse público adulto e

aos

funcionários da Biblioteca. Vários cursos de Literatura Infantil
já foram ministrados por especialistas nacionais e estrangeiros,
a Biblioteca passou a ser um centro de informações sobre o assun
to, houve uma mudança na clientela.
Paralela e posteriormente foram oferecidos cursos e seminã
rios de Psicologia Infantil, Psicologia Evolutiva e Psicologia
das Relações Humanas, visando a oferecer melhores condições para o adulto que trabalha com a criança.
Cursos sobre História era
em Quadrinhos,

sobre Teatro de Fan-

toches, sobre Dinâmica e Funcionamento de Bibliotecas para Crianças foram temas apresentados para adultos.
Recentemente foi realizado um Seminário de Literatura

In-

fantil com a participação de especialistas em Literatura Infantil, História em Quadrinhos, cinema, teatro, jornal, rádio, televisão, psicólogos, psiquiatras, escritores e ilustradores

de

livros infantis. 0 interesse das pessoas inscritas suscitou debates, depoimentos e questionamentos que contribuiram para o al
cance dos objetivos propostos.
Com a inclusão no acervo de livros destinados ãleitura
ã leitura con
junta de pais e filhos e com a ampliação da faixa etária de aten
dimento para crianças de 18 meses, os adultos passaram afreqüen
tar mais a biblioteca, a se integrar das atividades oferecidas e,
o que parece muito importante, não interferem na escolha de livros pelas crianças.
376

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-li/

�Houve realmente uma alteração na clientela, mas ao que tudo indica, está havendo uma busca para solucionar a falta de in
teresse pela leitura.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A falta de recursos humanos e materiais não constitui barreira para que uma biblioteca infanto-juvenil se torne um centro
de animação cultural, pode mesmo representar um desafio

para o

bibliotecário.
0O conhecimento da clientela e dos recursos da comunidade,
bem como os informes estatísticos do movimento

da

biblioteca

são elementos valiosos para um estudo das possibilidades de atua
ção.
A pesquisa é um outro instrumento que possibilita o conhecimento de dados importantes para a dinami2ação
dinamização da biblioteca.
Porém esses instrumentos de nada valem se

o

planejamento

de atividades não estiver sendo avaliado constantemente. Essa a
valiação
valiaçâo permite identificar quais as alterações que devem

ser

feitas, quais os serviços que realmente são adequados ã cliente
la, não importando os resultados auferidos por outras instituições ao executar os mesmos serviços.
A avaliação pode ser feita em termos quantitativos

quando

se pretende atingir a uma meta, porém a avaliação em termos qua
litativos deve ser uma constante, embora seja de difícil execução.

Desenvolver atividades que tornam a biblioteca infanto-ju-

venil mais dinâmica é o que se pretende para preparar o usuário
de bibliotecas do terceiro milênio.
377

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�FONTES CONSULTADAS
1. BENNE, Mae. Educational and recreational Services
services of the Public
'Library for chlldren.
‘Library
children. The Llbrary
Library Quarterly, Chicago, 48(4):
499-510.
499510. Oct. 1978.
2. CHELTON, Mary K. Educational and recreational services
Services of
the Public Library for young adults. The Library
Llbrary Quarterly,
Chicago, ^{4):
£8(4):476-98.
476-98. Oct. 1978.
3. FASIK, Adele M. Research and measurement in library Service
service
to chlldren.
children. International Library Review,
Revit w, London,New
London, New York,
12(1):95-104.
12
(1):95-104. Jan.1980.
4. MARSHALL, Margaret. Libraries and literature for teenagers.
London, A. Deutsch, 1977. 300p.
5. PATTE,Genevieve.
PATTE,Geneviève.
293p.

Lalssez-le lire.
llre. Paris, Ouvriêres,
Ouvriires, 1978.

6. PELLOWSKI, Anne. The changing role of Chlldren's
children's library
service. Wilson Library Bulletin, New York, 554(2)
4 (2) ;: 94-8.
Service.
94-8 . Oct.
1979.
Library work with young people. London, C.
7. PINCHES, Stella. Llbrary
Bengley, 1966. 70p.
8. RAY, Colin. Tendencies
Tendências de Ias
las bibliotecas para ninos. Boletin de la Unesco para Ias
las bibliotecas. Paris, ^(4):201-5.
28(4);201-5.
Jul./Ago. 1974.

ABSTRACT
Services developed by Lucilia Minssen
Mlnssen Library

through the

use of the generlc
generic book by the active participation of chlldren,
children,
young adults and adults.
378

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-li/

�CDD 027.62509814
CDU 027.625(814.21)
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE FÉRIAS
UMA EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA INFANTIL MONTEIRO LOBATO
Autoras:
Aldérica S. Ferrari - CRB-5/345
Carmelinda C. Leal - CRB-5/426
Moema F. Brasileiro - CRB-5/86
Equipe de execução:
Aldérica Sampaio Ferrari
Angela Ma. Araújo Guimarães
Arlinda Cerqueira
Carmelinda Cantolino Leal
Damiana Brito de Oliveira
Dorilda Souza de Almeida
Grupo Mirim Monteiro Lobato (12
jovens)
Isabel Cristina de O. C. da Cruz
Joselita Embirussu Baptista
Leopoldina Souza Tourinho
Maria Alda Machado Santana
Moema Figueiredo Brasileiro

RESUMO
Da necessidade de dinamizar a Biblioteca nos meses de
baixa frequência, causada pelas fériq^
féri^ escolares, motivou a ela
boração de um "Programa Especial de Férias"
Ferias” com
cora o objetivo
de
atrair o público não pesquisador aos Setores de Recreação Infan
til e de Leitura.
dá uma visão do desenvolvimento das
O presente trabalho dã
tarefas diárias, focalizando a atuação dos participantes e dos
recurpos humanos e materiais que a Biblioteca utilizou para atin
gir os objetivos propostos.
379

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�1.

INTRODUÇÃO

O hábito de ler começa em casa entre os familiares que
cultivam esse hábito. Vai além quando as babás, pais e avós come
çam a contar estórias para divertir a criança e recreá-la. Com a
idade, vai se desenvolvendo o gosto pela leitura que a
escola
exige para a resolução das tarefas diárias. No lar, quando esse
hábito devia ser cultivado, sabemos que a família brasileira em
geral não tem o hábito de ler e a situação econômica impede
de
adquirí-lo.
adquiri-lo.
Acresce aindâ que a criança só tem contato com o livro
ao chegar ã escola. Embora a situação seja esta sente-se que
a
tendência é a melhoria do livro infantil tanto em texto como em
ilustração.
A literatura infantil já não está em plano secundário;
seu lugar já merece destaque e, atualmente, cresce o número
de
adultos preocupados em escrever para crianças e isso é um bom co
meço.
Novos lançamentos são feitos, muitos de excelente qua
lidade contribuindo, assim, para enriquecer o acervo de bibliote
cas infanto-juvenis., Partindo dessa realidade e na procura de um
maior incentivo ã leitura a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
(BIML) divulgou a "Programação Especial de Férias" para com ela
promover o hábito de leitura através de suas variadas atividades.
É necessário descobrir e por em prática novos métodos
para assegurar que a leitura seja ao mesmo tempo uma experiência
agradável e "uma porta para o conhecimento".
Autoridades do Estado, da comunidade e da escola, pro
fessor.es e pais devem se convencer da importância da leitura e
dos livros para a vida individual, social e cultural. Esse mesmo
aspecto precisa ser transmitido aos leitores os quais
deverão
ser encaminhados a adquirir o hábito de ler para favorecer o seu
desenvolvimento cultural.
O livro sempre foi privilégio de poucos e acessível
uma elite, até surgir a Biblioteca Pública no século passado.
No século atual, com o desenvolvimento tecnológico
380

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a
e

�econômico, a leitura especializada tomou-se assim um imperativo.
imperativo,
0o hábito de leitura formado não cria obstáculos ã leitura de com
pêndios para aprender e progredir.
A primeira motivação para ler é simplesmente a diver
são proporcionada pelo exercício de habilidades recém-adquiridas,
o prazer da atividade intelectual recém-descoberta e do domínio
de uma habilidade mecânica.
Foi divertindo a meninada, com uma programação que jul
gamos adequada nos meses de janeiro e fevereiro, que procuramos
atrair nada menos de mil crianças e jovens para a leitura
que
mais lhe conviesse, no ritmo que mais lhe agradasse. "Essa
"Essa.flexi
flexi
bilidade assegura o continuado valor da leitura assim para a edu
bllidade
cação como para entretenimento".
2.

A BIBLIOTECA INFANTIL MONTEIRO LOBATO

fi desde 1974 uma das unidades integrantes da Fundação
Cultural do Estado da Bahia e recebe orientação e avaliação dos
serviços da Coordenação de Bibliotecas.
2.1 - Histórico
A BIML foi idealizada
Idealizada por Denlse
Denise Fernandes Tavares pa
ra servir de centro de cultura, socialização e recrea
ção da criança e do jovem.
trcibalho durante 24 anos foi merecedor da admira Seu trabalho
ção de todos pelo ceurlnho
carinho com que sempre a dirigiu. A
Inauguração
inauguração da BIML se deu a 18 de abril de 1950, con
tando&gt; agora, quase 32 anos de atividades renovadas,to
tando,
voltad^Ls para o leitor.
das elas voltad^LS
Vale ressalteu:
ressaltar a meinelra
maneira com que Denlse
Denise se
empenhou
junto às
ãs autoridades, o poder público e particulares pa
ra realizar o seu plano de dar ã Bahia uma ' Biblioteca
Infantil. Foi esta a sua maior luta e mais tarde
sua
glória em tornar realidade tudo aquilo que plcUiejou.Pa
plsmejou.Pa
ra'exemplificar o seu desejo de criar uma Casa que aco
lhesse crianças para ler e recrear-se, Denise
Denlse
conse
gulu a casinha de um belo jardim
judim onde eram guardados
os materiais de jardinagem da Prefeitura. DurMte
Durante
3
381

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�anos funcionou no "chalet" do parque, mais tarde demolido, para construção de um prédio de linhas
funcio
nais e em 1967, foi inaugurado o atual, amplo, acolhe
dor e em condições de atendimento a um maior número de
leitores.
2.2 - Atividades recreativas e culturais
Tendo por base que é na primeira infância que se adqui^
adqul^
re mais facilmente o hábito de leitura, cabe a Biblioteca, como subsidiária da escola, ter como meta buscar
novos leitores, criar atividades que envolvam o
usuá
rio, objetivando contribuir para a sua participaçao
participação e
integração na sociedade e na cultura do mundo contempo
râneo. Essas atividades são
ráneo.
sãc desenvolvidas por meio de
programação e coordenação artístico-literárias,
artlstico-literárias, e
na
BIML são feitas por intermédio dos Setores de
Inicia
ção e Recreação Infantil e de Leitura e constam de:tea
trinho, hora do conto, palestras, jogos educativos
e
recreativos, projeções, exposições, dramatizações,dese
nhos, modelagem e pintura.
Estas atividades fazem parte do programa anual da
B^
blioteca, programa este elaborado de acordo com o
Ca
lendário Cultural fornecido pela Coordenação de Biblio
tecas.

:
^

Durante anos observamos a evasão de leitores nos meses
de janeiro e fevereiro, o que sempre preocupou os
Bi^
Bi
bliotecârios
bliotecários da BIML, surgindo, daí, a idéia de elaboração de um programa recreativo especial, como
expe
riência pioneira, para o período de férias escolares .
As crianças e jovens baianos estão habituados a s5
sõ pro
curarem a Biblioteca para resolver tarefas escolares,e
quase nunca como opção de lazer. Sabemos que a Biblioteca infanto-juvenil é ura
tUii centro de multimeios que vi
sa adaptar-a
sã
adaptar a criança ã vida. Segundo Shores "a Biblio
teca êé uma instituição da sociedade que comunica os co
nhécimentos
para'aa humanidade através do livro genérinhecimentos para
eo.E
co.'E, o que é livro genérico? E mais do que publicação.
Pode ser definido como a soma total das possibilidades

382

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Q

ii

12

13

�de comunicação do homem... Vida é comunicabilidade e o
livvo genérico
livro
genêriao éi a evidência da vida, passado e presen
te e, provavelmente, futuro".
3.

PROGRAMA DE FÉRIAS
Experiência pioneira na BIML
3.1 - Viabilidade e objetivos
É sem sombra de dúvida a importância da Biblioteca co
mo instrumento de cultura, educação, informação e
la
zer, sua contribuição para o desenvolvimento do gosto
pela leitura e o seu valor para o aprimoramento
inte
lectual.
Pensando em trazer crianças e jovens até ã Biblioteca
no período de férias, surgiu a idéia de uma
programa
ção que motivasse a comunidade
commidade infanto-juvenil a
fre
quentá-la.
Foi, então, elaborado um programa com aprovação da Fun
dação Cultural e Coordenação de Bibliotecas que, além
do objetivo principal — frequência no período de eva
são — deveria atingir outros:
a) Mostrar às crianças e jovens o que ê uma Biblioteca
e os serviços que a mesma oferece aos seus frequen
tadores;
b) Desenvolver o hábito de leitura pela divulgação dos
autores infanto-juvenis,•
infanto-juvenis;
c) Promover atividades de lazer com vistas ao desenvo^
vimento de habilidades psico-motoras;
c) Estimular a criatividade artística-literâria;
artlstica-literãria;
e) Promover a socialização entre os participantes.
3.2 — Programa elaborado
Com a finalidade de disciplinar as atividades que
se
riam desenvolvidas foi elaborado o seguinte programa:
- As segundas-feiras: jogos recreativos - dominó,dama,
jogos de armar, xadrez e outros;
- As terças-feiras : hora do conto, com dramatização
383

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�e toatrinho
teatrinho de bonecos;
- As quartas-feiras : projeção de estórias infantis;
- As quintas-feiras : tarde de lazer - pintura, modela
gem,' desenho, confecção de bone
cas de pano, flores, colagem;
- As sextas-feiras : audição de discos
infanto-juve
nis e shows musicais.
3.3 - Dinâmica do trabalho
Com base no programa o trabalho foi assim desenvolvido:
3.3.1 - Jogos recreativos
Separados previamente, com o objetivo de btin
gir as faixas etárias (4 a 16 anos)
anos),, os jogos'
jogos’
eram expostos nas mesas e as crianças, conforme a idade, formavam pequenos grupos
assist^
dos por funcionárias escaladas para aquela ta
refa. Muitos participantes traziam seus
pró
prios jogos e trocavam entre si, aumentando as
a£
sim a variedade.
3.3.2 - Hora do conto
A responsável pelo Setor de Iniciaçãoe
Iniciação e Recrea
çâo Infantil selecionava 2 estórias que seriam
ção
contadas em cada tarde, tendo em vista atingir
2 faixas de idade: de 4 a 7 e 8 a 12 anos, em
bora o interesse demonstrado pelos assistentes
fosse muito grande, independente da idade. íUi
An
tes de iniciar a atividade era feita a apresen
tação do livro e rápida biografia do autor.;^«s
autor .í^ós
um ttabálho
trabalho
a estória contada, desenvolvia-se xim
de avaliação da mensagem contida e de enriquecimento. As crianças e jovens dramatizavcim, a
presentavam teatrinho de fantoches, armavam ma
quetes, desenhavam e escreviam sobre as
esto
estõ
rias, personagens e autores.
Para exemplificar transcrevemos, na integra
Integra ,
uma cartinha de Bete, 10 anos, para um dos per
sonagens de uma das estórias contadas — A ne
384

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�ta da neta da Galinha Ruiva, de Lucia Monteiro
Casasanta:
"Querida amiga Neta da Neta da Galinha Ruiva.
Achei boa a sua idéia.
Se eu fosse você eu faria a mesma coisa,porque
iria dar um lucro inorme.
Querida amiga gostei do
seu trabalho. Não vou me oferecer, mais gosta
ria de ser convidada para trabalhar com
cora você
pois eu estou precisando de dinheiro!
Beijos
de
Sua amiga
com o
Bete
trabalho
10 anos
tudo se
realisa.
A pá.
pâ. "
As crianças foram estimuladas a contar outras
estórias, o que faziam com muita graça. Crian
ças de atê
até 3 anos, si:ibiram
subiram em cadeiras e conta
ram estórias como Chapêuzinho Vermelho, Branca
de Neve e os Três Porquinhos. As vezes, nem en
tendíamos direito o que falavam, porém a mensa
gern era dada. No fim da atividade foi
gem
distr^
buída uma lista pela Coordenação do
Programa
oferecendo sugestões para possíveis
leituras
de livros existentes no Setor Circulante, est^
esti
mulando-os, assim, a se inscreverem
Inscreverem naquele Se
tor.
3.3.3 - Projeção de dlafllmes
diafilmes
A programação constou de 2 partes:
Primeira: foram projetados filmes de curta me
tragem, destinados a assistentes de 10 a
16
anos, cedidos pela Coordenação de Imagem e Som
da Fundação Cultural.
Segunda: projeção de diafilmes de estórias

in
385

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11

12

13

�fantis existentes no Setor de Iniciação e
Re
creação. 0O público infantil vibrava com as e£
tórias e sempre pedia que fosse apresentada ou
tõrlas
tra. Mesmo com o acervo reduzido, a repetição
assis
não prejudicou o interesse da numerosa
assi£
tência que, em meio ao entusiasmo, ia se
che
ehe
gando âã tela improvisada, talvez num desejo de
misturar-se aos personagens.
3.3.4 - Tarde de lazer
Esta atividade teve como objetivo principal,e£
timular a criatividade infanto-juvenil com de
senhos, trabalhos em guache, lápis cera, pintu
ra em telas, confecção de bonecos de pano, fan
toches, trabalhos em feltro, talagarça, couro,
modelagem, usando barro e massa. Contamos com
o auxílio de alguns funcionários da Casa
e
mães que, além de ajudar, nos davam apoio can
material e palavras de incentivo.
Para a confecção de bonecos,fazia-se previamen
te a seleção dos modelos e do material que se
ria utilizado naquela tarde, cabendo aos
fun
cionãrios atuantes a orientação dos trabalhos.
clonãrios
No entanto, ficava a critério do participante
a escolha do que gostaria de fazer.
3.3.5 - Shows musicais
Em atenção ã solicitação do "Grupo Mirim I'on
teiro Lobato", estas tardes foram comandadas
telro
pelo grupo, com a supervisão de uma
funciona
ria e da Chefe da Seção. 0 show
Show constou de au
dição de discos infanto-juvenis, números mus^
cais, ccan
com programa de calouros mirins, dança e
canto.
4.

AVALIAÇÃO

As atividades escolhidas■para a "Programação Especial
de Férias", aliadas âã ação operante, viva e cuidadosa dos fundo
funcio
386

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�nãrios,
nários, romperam a monotonia de um
ura período já reconhecido como de
ausência de público. A programação
progrcimação em si teve grande receptivida
de com participação total do público, porém, a "hora do conto" e
a "tarde de lazer" foram os pontos altos da programação, pois le
varcim
varam as crianças e jovens a exercitarem a imaginação literária
e artística, além de desinibí-las. Também tivercim
tiveram a oportunidade
de desenvolver e mostrar suas aptidões manuais,
mcuiuais, criando maquetes,
fazendo bonecos de pano, fantoches, pintando em papel e tela, mo
também
delando em barro, não sõ personagens das estórias, mas
objetos frutos de suas criatividades.
Foi realmente uma experiência gratificante e contamos
com a presença de crianças e jovens, não só
sõ do nosso bairro, mas
de outros mais distantes e até visitantes de outras Cidades e Es
tados que aqui se encontravam
encontravcim em férias. Pessoas envolvidas
na
área de educação — pedagogos, psicólogos, professores, além de
médicos, dentistas e artistas, em geral acompanhantes, muito nos
estimularam no decorrer das atividades, valorizando a iniciativa.
estimularcim
Como exemplo temos o depoimento da Sra. Terezinha de
Oliveira
Guimarães, orientadora educacional e mãe de uma das
participan
tes, o qual transcrevemos na íntegra:
Integra:
"Salvador, 29 de janeiro de 1981.
A Biblioteca Monteiro Lobato está desenvolvendo desde
o início de janeiro do corrente ano uma Programação Es^
E£
pecial para Férias, com diversas atividades educacionais recreativas através de suas abnegadas e competen
ccsnpeten
tes profissionais.
A progrcimação
programação tem como principal objetivo proporcionar
às crianças horas de lazer num convívio social salutar.
Sinceramente, iniciativa como essa merece todo
nosso
apoio, nossos aplauso?
aplausos e divulgação. Somos frequentado
res assíduos, nossa filha adora; a programaçãp
programação êé diver
sificada e muito bem orientada. Tenho testemunhado
o
carinho e a dedicação com que professoras e auxiliares
tratam as crianças no desempenho das atividades.
A Biblioteca todas as tardes está sempre cheia de crien
crian
ças felizes, ativas e participantes:
pcurticipantes: de jogos,
pintu
ras, histórias, danças, filmes, etc.
.387
387

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�Realmente está de parabéns toda a equipe
da Biblioteca Monteiro Lobato.

batalhadora

Faço votos que essa experiência repita-se nos próximos
anos para a felicidade de nossas crianças.
Terezinha de Oliveira Guimarães."
5.

CONCLUSÃO

A repercussão do trabalho extrapolou a expectativa, em
se tratando de uma experiência pioneira na BIML, haja vista que
os meses de
&lt;ie férias escolares são de pouquíssima frequência.
A programação desenvolvida teve também um saldo positi
posit^
vo no Setor Circulante onde o empréstimo domiciliar, atingiu um
total, até então, não alcançando naquele período. 0O que também
concorreu para a afluência de crianças e jovens foi a divulgação
feita pelo Serviço de Difusão Cultural da Fundação
Fundação-que
que se emp^
empe
nhou junto aos veículos de comunicação em divulgar, diariamente,
as atividades, dando cobertura no momento da atuação. Digna de
nota a gentileza de algumas casas comerciais que nos cederam re
talhos de couros, plásticos e tecidos, além da colaboração do Di^
D^
retor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia,
que nos doou barro especial para os trabalhos de modelagem.
A programação envolveu de tal modo os funcionários da
Casa que tivemos grandes revelações de aptidões. Funcionários ou
tros não ligados diretamente aos setores envolvidos na programa
ção, prestaram sua colaboração com destaque.
A presença de um palhaço, caracterizado por uma biblio
blbllo
tecária, e a distribuição de livros e lanches durante o encerra
mento muito alegraram a criançada.
Alcançado os objetivos visados, esperamos continuar ccm
oan
a Programação de Férias para janeiro e fevereiro dos
prõximos
anos uma vez que a Biblioteca tem também uma função social quan
do propicia aos jovens que a procuram um ambiente culturalmente
sadio e scbretudo acolhedor.
Este trabalho, sem grandes pretensões, nasceu de um de
sejo de dar conhecimento aos nossos colegas bibliotecários,
so
bretudo os que atuam em bibliotecas infanto-juvenis, o quanto se
388

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m..
♦

�pode fazer com um mínimo de recursos e o máximo de boa vontade.
0O incentivo de divulgar essa experiência da Biblioteca
Infantil Monteiro Lobato, deveu-se também a Esmeralda Maria Ara
gão, mestra e amiga, e testemunha do trabalho desenvolvido.
A idéia principal nasceu de Aldérica Sampaio Ferrari,
naquela época ã frente da Seção de Formação e Informação
Cultu
ral.

Abstract
The need for increasing the library attendance in the
lower seasons, caused by school vacation, has motivated the
organization of a "special vacation program" with the
purpose of attracting readers to the entertainment and
children's reading section.
children‘s
The present work tries to present a picture of the
daily routine, focusing the performance of the participants
and of the human resources and basic materiais
materials used by the
library in order to reach the proposed goals.

389

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�6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

1 - SHORES, Louis. Llbrary
Library educatlon.
education. Littleton, Libraries
Unlimited, 1972, l87p.
187p.
p.11-12.
2 - TAVARES, Denise Fernandes. As bibliotecas Infanto-juvenis
Infanto-juvenls de
hoje. Salvador, Biblioteca Infantil Monteiro Lobato,1970,
52p. il.

390

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�CDD - 027.4
CDU - 027.4.001

REFLEXÕES SOBRE IDEOLOGIA E BIBLIOTECAS

Ana Maria Cardoso de Andrade
Prof.Assistente da Escola de
Biblioteconomia da UFMG.
CRB-6/161

RESUMO: Reflexões sobre a posição ideológica das bibliotecas
públicas. Cultura popular e cultura de massa. Atuação
das bibliotecas como aparelhos ideológicos do Estado. Ouestio
namento da atuação social das bibliotecas públicas, dos profis
sionais bibliotecários e das escolas de Biblioteconomia
como'
como
forma de facilitar a análise crítica
critica de sua prática.

"Eu quero novas bandeiras
quero a coragem de dizer que as quero
quero, sobretudo, não ter medo
de queimar as que apodreceram
nas mãos que ora comandam
a pública função das idéias e dos fatos".
(Moacyr Felix)
No momento em que um congresso de classe se propõe a
estudar a cultura popular, éê importante que se tente

refletir
391

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♦

�sobre a posição ideológica oculta por trás dos conceitos debatidos. E em se tratando de bibliotecas é conveniente esclarecer
seu envolvimento com a cultura popular para a correta percepção
de sua atuação social.
Este trabalho pretende questionar a atuação

social

das bibliotecas brasileiras no momento atual, baseado na crença de que o questionamento constante facilita a análise críticritica (embora arriscando-se a assumir uma posição

exclusivamente

conjectural) e que a prática orientada pela compreensão racional dos fatos pode levar a resultados mais eficazes dentro

do

contexto histórico de um país
pais com população analfabeta e caren
te.
A evt
evc ução das bibliotecas separou-as em ramos diferentes de um tronco comum plantado sobre o conhecimento. Ou se
ja, algumas instituições voltaram-se para a informação - enten
dida aqui como fragmento do todo maior: o conhecimento.
Desta forma, condicionaram-se a colaborar com o decientífico e tecnológico, agindo em um
senvolvimento cientifico

ambiente

que exige rapidez e constante atualização. O dinamismo

tor-

nou-se imperativo.
A este respeito, no 19 Congresso Latino-Americano de
Biblioteconomia e Documentação, GOMES &amp; SCHLEYER (1) demonstra
ram como a transferência de informação, sob o disfarce da neutralidade cientifica,
científica, acarreta de fato uma real dependência econômica aos paises
países ditos centrais.
Por outro lado, a preservação da integridade do
mem, como ser que, agindo, transforma a natureza sem
to

Ho-

no entan

perder as características compreendidas no "cogito", exige

392

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Q

II
11

12
12

13
13

�a existência de outro tipo de instituição.

São as bibliotecas

destinadas ã conservação e divulgação do conhecimento, patrimô
nio acumulado através dos tempos, cultura entendida em seu sen
tido antropológico - "modus vivendi", visão

do mundo

e constantemente recriada pela expressão individual.

herdada
Bibliote

cas públicas, adjetivo que foi tão bem apresentado por BRIQUET
DE LEMOS (2): "público: relativo, pertencente ou destinado

ao

povo, ã coletividade".
ÊE este o grupo de bibliotecas que tem maior comprome
tlmento com a cultura popular, e que por isso mesmo
timento

necessita

perceber o seu papel na transmissão da ideologia, que
M.CHAUI (3) "é a maneira necessária pela qual os

agentes

ciais representam para si mesmos o aparecer social,
politico, de tal sorte que essa aparência,
e político,

segundo
so-

econômico

por ser o

modo

imediato e abstrato de manifestação do processo histórico, é o
ocultamento ou a dissimulação do real".
Neste enfoque, pode-se perceber um problema, no mín^
mln^
mo inquietante: a exploração, ou ainda mais, a apropriação

do

homem brasileiro ("... povo, coletividade"...) pela cultura de
massa, aquela que éi produzida para o consumo

indiscriminado,

transmissora dos padróes
padrões de uma elite que detém o poder,

sufo

cando através de estruturas de consolação a concepção do

mun-

do, advinda do esforço comum "para compreender melhor o que se
passa em,
em volta de nós e explicar aos outros" (4)
(4).. Tal ocorrência tem sido bastante discutida em literatura
literatuta sociológica.
A cultura de massa idealizada para a difusão da ideo
logia dominante vem sufocando a cultura popular. "A cultura d^
ta "de massa" ê a negação de uma cultura democrática, pois

em
393

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0

II

12

13

�uma democracia não há massa; nela o aglutinado amorfo de seres
humanos sem rosto e sem vontade é algo que tende a desaparecer
para dar lugar a sujeitos sociais e políticos válidos" (5).
Qual tem sido a atuação das bibliotecas públicas fren
te ã situação apontada?
As bibliotecas públicas atuam comprometidas

com

o

discurso competente, definido por M.CHAUI (6) como "aquele que
pode ser proferido, ouvido e aceito como verdadeiro ou autorizado porque perdeu os laços com o lugar e o tempo de sua

ori-

gem" , portanto foi apropriado por não conter mais nenhum

ris-

co para os seus promotores.
0O que salta aos olhos ao se examinar o

acervo

bibliotecas públicas é a preocupação com a composição

de

coleção representativa da cultura ocidental de herança
co-cristã/greco-romana.
co-crlstã/greco-romana.

das
uma

judai-

Tal fato não merece desaprovação,

no

entanto, o compromisso com o público, com a coletividade, colo
ca a questão: este acervo é representativo da cultura do

povo

brasileiro? Não estariam por acaso, as manifestações do envolvimento do brasileiro com a natureza, com o mundo, com a histó
histõ
ria, sendo perdidas em favor da cultura-erudição?
As bibliotecas públicas, bem como os profissionais a
elas ligados, têm-se voltado acriticamente para o popular, con
denando tudo que não seja sancionado pelo discurso competente.
A posição assumida, mesmo por aqueles ditos

"libe-

rais" é paternalista, pensando em "elevar o nível cultural
população", sem perceber que a própria ideologia oculta
trâs deste objetivo já destról
trás
destrói qualquer valor da

da
por

produção do

povo, atribuindo-lhe o papel de crianças a serem conduzidas

a

comportamentos aceitos socialmente.
soclalmente.
394

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11

12

13

�A conseqüência mais visível deste posicionamento {mui
{mui^
tas vezes, até inconsciente) êé a importação de modelos

sem a

necessária análise de sua adequação com vistas ao momento histórico. Exemplo disto ié a proliferação da idéia de bibliotecas
públicas como centros de promoção cultural. Será este realmente o caminho indicado para marcar a presença

das

bibliot.ecas

públicas na busca de uma democracia efetiva?
A ideologia subjacente na

orientação das

bibliote-

cas, coloca-as como instituições neutras que se propõem

a di-

fundir o conhecimento de forma a promover a liberdade intelectual e o profissional bibliotecário, como defensor da

"liber-

científica e da dignidade humana".
dade da investigação cientifica
Ènquanto a biblioteca se empenhar na manutenção da
situação estabelecida sem o cuidado com a "vigência social" (7)
da informação, será assim como a escola, um "aparelho

ideoló-

gico do Estado" {usando
(usando a expressão cunhada por Althusser), per
petuando uma ordem social classista.
As perguntas levantadas permanecem sem resposta,

ou

tras mais podem ainda ser colocadas:
- comprovado como está, pela teoria e pela prática expressas '
na literatura da profissão, que as bibliotecas públicas

não

estão atendendo âs
às necessidades educativas, de informação
de laZer
laíer da população, não seria o caso de se procurar

e
uma

prática mais efetiva baseada em uma percepção consciente das
relações sociais?
- o caráter cíclico da evolução das bibliotecas públicas

tem

dependido de fatores alheios ã realidade socio-economica,
mais ligados a contingências políticas momentâneas. 0

e

estãestâ.395
395

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Q

ii

12

13

�gio em que se encontra a educacão
educação formal no país, não

pode-

ría ser aproveitado como propício para mudanças nas características e funcionamento das bibliotecas?
bibli,otecas?
- a consciência de classe (média) expressa na atuação

profis-

sional dos bibliotecários pode
oode ser considerada como responsa
vel para a manutenção das bibliotecas numa linha elitista

e

elitizante? Como então tornar possível a mudança?
- de que forma as Escolas de Biblioteconomia têm encarado

a

responsabilidade social da formação de profissionais? Os cur
rículos adotados estão adequados ã realidade? E os

professo

res estão conscientes do papel de duplicadores? ■•
"As instituições não são nem podem ser movidas pelas
mesmas, isoladamente do conjunto social,

elas existem para

e

em nome da sociedade global. Pretender "mudar" uma instituição
nela mesma ié esquecer que ela tem sua garantia na formação social inteira".(8)

A sociedade brasileira está
estã passando por rã

pidas modificações. O0 homem que se dirige às bibliotecas públ^
cas hoje difere bastante daquele de dez, ou até de cinco

anos

atrás. As tensões, os interesses, a alimentação, a vida

enfim

é outra. Serão as bibliotecas atuais diferentes de suas simila
res a igual tempo passado? Não terã
terá acaso o seu tradicionalismo contribuído para a sua restrita participação social?

396

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11

12

13

�ABSTRACT:
Presents some considerations about
ahout the
position of public libraries,
ideological posltlon
concepts on popular culture

and

mass

culture. The role of libraries as a State
state
ideological apparatuses. Ouestions
Questions

the

social performance of public libraries,
of librarians and of schools of
librarianship as a way
wav to facilitate
critical analysis of their praxis.
criticai
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
SCHLEYER, J.R. Transferência da informação
GOMES, M.Y.F. &amp; jCHLEYER,
e
democracia. In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 1. Salvador, 21-26. set.1980.
LEMOS, A.A.B. A função da biblioteca pública.
Paulo; suplemento cultural. 7 Jan.1979.

O0 Estado de São

CHAUI, M. Cultura e democracia:
democracia; o discurso competente e outras
falas. são Paulo, Ed.Moderna, 1980, p.3
BOSI, E. Problemas ligados ã cultura das classes pobres.
Encontros com a Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 3:21i,
3:2X4,
set.1978.
CHAUI, M.

op.cit. p.8
. op.cit. p.7

LEMOS, A.A.B. A transferência da informação entre o norte e o
sul: utopia ou realidade? In;
In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 1. Salvador, 21-26, set.1980.
ESCOBAR, C.H. As instituições e o poder. Tempo Brasileiro, Rio
de Janeiro (35):4, out/dez. 1973.

397

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�CDU

CDD 021.260981411
021:301.360981411

BIBLIOTECA PObLICA:
POBLICA: AÇÃO COMUNITÃRIA
CÉLIA -MEDICI
MEDICI BEZERRA DA SILVA
EDNA ALVES DE ALMEIDA MOREIRA
HELENA GOMES DE OLIVEIRA
LAILA GEBARA SPINELLI
MARIA DE LURDES MARQUES MARTINS
SILVIA MARIA
.MARIA MOTTA
Bibliotecárias do Departamento de Bibliotecas Públicas da.Prefeitura
da Prefeitura do Mu
nicipio de São Paulo.
RESUMO
A observação dos rumos tomados pela Biblioteca Pública em
São Paulo incita a uma análise comparativa entre a sua antiga feisão
ção e a nova, derivada do ajustamento de sua filosofia aos valores
emergentes na época. A obsolescência da política adotada pela Biblioteca pública tradicional gera um questionamento que faz surgir
a Biblioteca Pública: ação cultural, alicerçada por princ.ípios
princípios reno
vadores impulsionados por perspectivas condizentes com o momento.
Para despontar em uníssono com os demais setores da vida da nação ,
ela adquire uma nova roupagem que visa retirá-la do confinamento '
provocado por uma visão um tanto anacrônica e estéril. Essa nova '
performance se manifesta através de uma fértil e bem planejada programação artístico-cultural, que a transforma no Centro Cultural da
comunidade. O material bibliográfico ê realçado a cada programação
o que o mantém
mantêm como um dos sustentáculos do sistema bibliotecário.
Todas as mudanças vislumbradas emanam de atitudes coerentes, que '
procuram materializar os princípios traçados pelo Manifesto da
'
UNESCO.

398

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�SSUM
U M Ã RIO

Apresentação
1. Introdução

2

2. Biblioteca no processo de desenvolvimento

3

2.1 Biblioteca Pública: ação cultural
2.2 Funções da Biblioteca Pública
2.3 Conscientização do público e das autoridades quanto ao valor
da Biblioteca Pública
2.4 Programa de ação do Departamento de Bibliotecas Públicas do
Município de São Paulo através da Rede de Bibliotecas Ramais
2.4.1 Retorno decorrente do programa de ação

3
5
7
9

11

3. Conclusão
4. Bibliografia consultada

15

399

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�APRESENTAÇÃO

Este trabalho tenta mostrar que a Biblioteca Pública deixou
de se limitar ãs estreitas linhas dos padrões antigos, para assumir
um importante papel diante da comunidade. A nossa intenção, como b^
b£
bliotecãrios, é mostrar que a atual Casa de Cultura abre suas portas
a qualquer tipo de indivíduo, letrado ou não, em consonância com os
princípios estabelecidos pelo Manifesto da Unesco.
No decorrer das páginas enfatizaremos toda uma mentalidade
ativa e idealista, ressaltando muitas das atividades promovidas pela
Rede de Bibliotecas Ramais do Departamento de Bibliotecas Públicas '
do Município de São Paulo.
A elaboração do trabalho calcou-se em experiências próprias
e em considerável bibliografia nacional e estrangeira.

400

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Q

ii

12

13

�1.

INTRODUÇÃO

Desde a Antiguidade, temos noticias da existência de Biblto
tecas, como sendo uma reunião organizada de livros, em um determinado espaço físico.
Nosso interesse, porém, recai sobre a Biblioteca Pública ,
que se revelou no século XIX, resultante da valorização do indivíduo
em uma época de sensíveis mudanças sócio-polltico-culturais.
sõcio-polltico-culturais.
Por volta de 1870 as bibliotecas ampliaram seu campo de '
ação, levando ãs Universidades palestras que versavam sobre temas de
interesse para a comunidade local e exposições,,as mais diversas, '
que revelavam todo o potencial artístico dos moradores da região. Ou
tro programa oferecido compunha-se de apresentações musicais muito '
concorridas. Logo, as bibliotecas ficaram conhecidas como centro de
desenvolvimento da cv''tura
cVtura social.
O desenvolvimento total de suas atividades, como Casa de '
Cultura, enquadrado nas necessidades gerais da região, floresceu no
inicio do século XX, quer pela melhor ocupação do tempo livre, quer
pela busca de informação e cultura.
Assim, as bibliotecas consideradas anteriormente lugar pa• ra livros e leitura, assumiram nova configuração.
No Brasil, a primeira Biblioteca Pública foi instalada em
1811 na Bahia. Se analisarmos a literatura sobre bibliotecas públicas brasileiras, veremos que sua trajetória, visando ação cultural,
públ^
foi lenta. No entanto, já existem, hoje, redes de bibliotecas púbM
cas bastante atuantes e dinâmicas.
Antes de nos voltarmos ao cerne do trabalho propriamente '
dito, houvemos por bem conceituar Biblioteca Pública e Comunidade.
Segundo o Manifesto da UNESCO, a Biblioteca Pública é uma
instituição democrática de ensino, cultura e informação, objetivando
"estimular a educação, fornecer a informação, promover a cultura e '
proporcionar o lazer a todo e qualquer membro da comunidade, sem di£
tinção de raça, cor, nacionalidade, idade, sexo, religião, língua,s^
língua,si^
tuação social ou nível de instrução, de modo que a utilizem livremen
401
401.

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11

12

13

�te e em igualdade de condições"!.
condições"1.
Comunidade deve ser entendida como: grupo de pessoas que r^
sidem em um certo espaço geográfico, ligadas por laços naturais, visando interesses comuns, gerando união e cooperação espontâneas.
Ê
praticamente impossível dissociar a verdadeira Biblioteca Pública da
Comunidade, pois uma completa a outra, visando lançar mão da experiên
cia individual de seus membros, para atingir o campo sem limites do
saber de toda a humanidade: esta é a atuação da Biblioteca Pública:
Ação - Comunitária.
2.

BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

2.1

Biblioteca Pública: ação cultural

Em épocas remotas, quando as manifestações artlstico-culturais passaram a ser objeto de consumo de minorias privilegiadas, estabeleceu-se, em contra-partida, o não público, "a ‘grande
grande maioria da
população: todos aqueles a quem a sociedade quase não fornece os
'
meios para optar livremente"2, fruto de um sistema político-econômico estratificante.
Por contingências históricas, o não público foi sendo postergado em detrimento das prerrogativas desfrutadas pela classe dom^
domi
nante.
Tal situação foi se arrastando, e fez com que toda entidade
de cunho artístico-oultural
artístico-cultural tivesse como base objetivos elitistas e
elitizantes, uma vez que o status quo era mantido. Com esse pano de
fundo, assume lugar de destaque a Biblioteca Pública, com uma preten
sa mentalidade inovadora.

1. Apud FERREIRA, Carminda Nogueira de Castro. Biblioteca Pública é
biblioteca escolar? R. bras. Bibllotecon. Doc., São Paulo, 1^
11
(1/2): 10, jan. jun. 1978.
2. JEANSON, Francis apud FLUSSER, Victor. Uma biblioteca verdadeira
mente pública. Revista da Escola de Biblioteconomia UFMG, _9(2)
J(2) :
132, set. 1980.
402

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�Por princípio, uma biblioteca para ser concebida como verda
deiramente pública, deve, como afirma Victor
Vlctor Flusser, tentar atender
democraticamente aos reclamos do chamado não-público.
Para que isso ocorra, postula-se a necessidade de se promover minuciosos levantamentos e estudos da comunidade. Procede dal a
exigência precípua da Biblioteca Pública estabelecer, rigorosamente ,
seus objetivos e funções entendidos resoectivamente como produtos finais a serem obtidos e meios de atingi-los.
Fixadas as metas e as diretrizes, os indivíduos deverão ser
despertados para o valor da Biblioteca Pública. Para tanto, será pre
ciso que o bibliotecário, como personalidade representativa da comun_i
comun^
dade ou como agente de grande força social, assuma integralmente esse
papel de destaque, atentando para as pretensões e predisposições dessa mesma comunidade, traçando o perfil de interesse de seus membros ,
o que desenvolverá a sua capacidade de empatização.
Compete ao bibliotecário perspicaz e sensível, evitar alhe^
alhear
-se ãs
ás reais necessidades e interesses daqueles que o cercam, mostran
mostran^
do-lhes que a Biblioteca Pública é um organismo vivo, dinâmico e atum
atu^
te, ã disposição de todos.
A esse mesmo bibliotecário compete, sobretudo, dar a palavra ao não público. Aliás esse conceito assume caráter figurado, uma
vez que ao não público, que consiste da maioria da população que ainda • desconhece a existência da Biblioteca, seria não só facultado o d^
d£
reito de verbalizar idéias e aspirações,
asoiracões, mas, também, o de materializá-las, contribuindo para melhorar sua qualidade de vida.
Em suma, a Biblioteca Pública: ação cultural contrasta com
a Biblioteca tradicional, principalmente, no que tange âã sua qualidade de simples armazenadora de livros, em que o bibliotecário se situa
como mero guardião do acervo e como seguidor empedernido de cânones '
alienígenas quanto a normas técnicas.
Na "nova" Biblioteca Pública, observamos que uma ótica mais
moderna foi adotada, pois, o leitor outrora relegado, passou a ser a
mola mestra a impulsionar os serviços bibliotecários.
Para fazer jus a essa nova conceituação, cumpre ã Biblioteca Pública assumir, na plenitude, todas as suas funções.
403

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-y
♦

�2.2

Funções da Biblioteca Pública

As funções educativa, informativa, cultural e recreativa, a
ludidas pelo Manifesto da UNESCO, merecerão um maior realce, por
se
constituírem em condição sine qua non, para que os objetivos sejam '
viabilizados.
Convém salientar que todas elas se diluem, sendo muitas ve
zes difícil distinguir até que ponto a Biblioteca está cumprindo uma
ou outra função especificamente.
A primeira função, a educativa, permeia todas as demais, já
que a Biblioteca Pública contribui para a educação permanente, e tordeixam os ban
na-se, ainda mais marcante no momento em que as pessoas delxeun
COS escolares no afã de adquirir novos conhecimentos. A Lei 5692, im
plantada em 1971, reformulou o ensino de 19 e 29 graus, instituindo '
aos estudantes a pesquisa obrigatória. A partir de então, a Bibliote
ca pública tomou impulso e passou a ser reconhecida por mais algumas
autoridades, como instituição indispensável âã formação educacional e
cultural da comunidade.
A função informativa é exercida em três níveis:
- fornecimento de material de apoio a estudantes como complementação de informações obtidas na escola. Esse nível éê bastante
polêmico, pois muitos questionam se a Biblioteca Pública ê Biblioteca
Escolar. Julgamos o assunto apaixonante, contudo reservamo-nos o direito de não explorá-lo aqui, pois seriamos
serícimos levianos, tratando-o com
superficialidade;
- fornecimento de informações de utilidade pública, para so
lucionar problemas do cotidiano. Por exemplo: orientação quanto ao
preenchimento de formulário de Imposto de Renda, problemas relativos
ã Previdência Social, orientação vocacional, profissional e outras '
mais.
- fornecimento de informações ás
às pequenas e médias indústrias que tanto carecem de assistência
assisércia nesse sentido. Além do que, ê
válida a criação de progrcimas
programas convidativos, preenchendo o intervalo '
de almoço dos funcionários.
A Biblioteca Pública assumiu uma função cultural, bastante
relevante, que por vezes coincide com a de outras entidades que possuem escopo semelhante. O que constatamos ê que a Biblioteca Pública, por estar bem próxima da comunidade, ou por se empenhar nisso, '
404

2

3

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�sente-se na obrigação de satisfazer os anseios do público e do não '
público, ainda que a ela atribuam uma pseudo usurpação de
programas
tido como de terceiros. As atividades de extensão, como: cursos, palestras, reuniões, espetáculos, cerimônias, homenagens, exposições e
outras, incluem-se nesta função.
A tentativa de se fazer com que o brasileiro desperte para o
hábito de leitura, está incluída na última função, a recreativa, que
reputamos a mais espinhosa já que por tradição o brasileiro é um povo
que pouco lê. Isto se evidencia, principalmente,
prlnclpalmente, no momento atual, '
em que as pessoas são alvo do assédio sub-reptício dos veículos de co
munloação
municação de massa. Comprovadamente, no Brasil, lê-se basicamente '
por obrigação e não devemos poupar esforços para mudar este estado de
coisas.
O0 escritor Domingos Pellegrini
Pellegrlni Junior manifesta, pesaroso, '
todo o seu desagrado com a situação reinante, quando afirma: "Vejo '
tantos escolares lendo por obrigação e em seguida detestando livros '
para o resto da vida. Me dói
dôi ver isso. Acredito que ê missão de todos nós
educadores, bibliotecários, escritores, pais
estrá
tar e tornar proveitosas e agradáveis as relações entre os livros e
os jovens. Esta éê uma das mais complexas e importantes campanhas em
que se podem empenhar esforços e ciência"3.
ciêncla"3.
Diante disso, ocorre-nos parafrasear aquele famoso "slogan"
oficial, colocando que: povo culto êé povo desenvolvido. Esse lema de
veria ser compartilhado por todos, que se irmanam
Irmanam de alguma forma, na
tentativa de despertar para o valor da leitura.
Concluindo, diriamos que as características básicas que distinguem a Biblioteca Pública tradicional da Biblioteca Pública: ação
cultural, são basicamente duas:
- o bibliotecário que sai a campo para se integrar com a comunidade, atuando com desvelo e boa vontade, no sentido de criar condições para melhorar a sua qualidade de vida;

3. PELLEGRINI JUNIOR, Domingos apud MILANESI, Luis Augusto. Bibliote
cas brasileiras vistas por bibliotecários e usuários. R. bras.
oas
de Bibliotecon. eé Doc., 13(3/4): 231, jul./dez. 1980.
405

Digitalizado
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�- o leitor que conquista seu lugar de destaque junto aos
sistemas bibliotecários, fazendo-o oscilar segundo as suas nuanças '
comportamentais.

2.3.

Conscientização do público e das autoridades
quanto ao valor da Biblioteca Pública

0 termo "conscientização" merece ser definido, devido ãs
várias conotações que pode assumir. Segundo o Novo Dicionário da Lín
Lin
gua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, éê o "ato ou '
efeito de se conscientizar. Conscientizar: V.t.d. Tomar consciência
de; ter noção ou idéia de"^.
de"'*.
Assim, se enquadra nessa formulação, o ato de sensibilizar •
o público e as autoridades, sobre o valor da Biblioteca Pública
no
contexto sõcio-polltico-cultural.
sécio-polltico-cultural.
0O termo "público" resulta abrangente demais, principalmen
te quando aposto
apôsto ã p..lavra
p, lavra conscientização, o que impele a uma verda
deira maratona catequista. Assim, o objetivo final acaba por ajustar-se ãs necessidades especificas
específicas de cada componente da comunidade
local.
Referimo-nos ao público que se dirige ás Bibliotecas Públicas: o estudante, o profissional de diversas áreas, as donas de '
casa, o neo-alfabetizado, os pesquisadores, os cientistas e outros.
No trabalho de conscientização, de tão diversificadas categorias, ne
cessãrio
cessário se faz a elaboração de programações dirigidas.
Engajada nesse trabalho, compete â Biblioteca:
a) promover a boa leitura, dando ao indivíduo a oportunidade de se instruir, informar e distrair;
b) fornecer material adequado ao neo-leitor;

4. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua
portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975. p.368.
406

cm

2

3

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�r
c) oferecer ao usuário, meios pelos quais ele possa part:
cipar na vida política e sõcio-cultural de seu pais;
d)

preservar a história local;
local ;

e)

integrar-se em redes e sistemas.

Vale lembrar, no entanto, que todo esforço no sentido
de
fornecer serviços cada vez mais abrangentes e complementares ã formação do indivíduo, deve caminhar paralelamente ao fornecimento adequado de um serviço de referência e assistência aos leitores. De nada '
adianta a ação cultural, desvinculada de uma de suas maiores funções:
a de sensibilizar para a leitura.
É fundamental que a Biblioteca Pública deixe transparecer
uma atmosfera de entusiasmo e hospitalidade em seu recinto, dando ao
indivíduo a certeza de que ele eé desejado all, e que dele depende
a
existêrcia da Instituição. Isto pode ser aferido, através de constata
ções inequívocas, como por exemplo, quando um leitor deixa a sua região e continua prestigiando a Biblioteca, ou quando ele se torna oO'''
porta-voz dos serviços por ela prestados.
Para que o público se conscientize do real valor da Biblio
teca Pública, ê imprescindível que ela cumpra, na Integra, as suas '
funções. A afirmação do bibliotecário Antonio Miranda de que: "Se a
Biblioteca for útil, ela será estimada, apoiada e prestigiada"^, é '
bastante pertinente.
Nenhuma Biblioteca deve medir esforços no trabalho de cons
con£
cientização do seu público, pois o seu desempenho será melhor aquilatado, quando da maior frequência de usuários. "Afinal, o que não se
justifica são as salas de leitura vazias e a baixa rotatividade dos '
livros nas estantes"®.
estantes"^. E quando se torna elemento indispensável para
Pública se creden
o bem estar de determinada comunidade, a Biblioteca pública
cia junto ás
às autoridades, e órgãos competentes, reivindicando recursos, justificando a sua existência e manutenção, uma vez que subsiste
às expensas dos cofres públicos. Desta forma, as autoridades serão '
ás

5.

MIRANDA, Antonio. A missão da Biblioteca Pública no Brasil.
Blbliotecon. Brasília, £{1): 72, jan./jun. 1978.

66..

Id.,, ibid.,
Id.
ibid.', p.74.
p. 74 .

R.

407

cm

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�compelidas a dar uma resposta a este público.
Ainda, empenhada no trabalho de conscientizaçir.
conscientizaçã"'. a Biblio
teca Pública deve adaptar os seus serviços às
ãs necessidades da Educação, abrangendo o ensino de 19 e 29 graus, superior e a educação de '
adultos. Desta maneira, mais fácil será fazer compreender ás
às autoridades, o valor dos serviços bibliotecários, como complementares e essenciais ã Educação. A própria Lei 5692 de 1971, se constitue num '
primeiro passo significativo a indicar que as autoridades já se aperceberam dessa peculiaridade.
A preocupação das autoridades com o desempenho da Biblioteca Pública data de outras épocas. No Brasil, em 1937, foi criado '
pelo governo, o Instituto Nacional do Livro, com a finalidade de propiciar meios para a produção e o. aprimoramento do material gráfico, e
melhoria dos serviços bibliotecários.
Com efeito, essas considerações objetivam caracterizar o
valor da Biblioteca Pública como importante recurso comunitário.
Há.
Há
que se considerar, no entanto, que com a demanda cada vez maior, a Bi
blioteca Pública carece de recursos financeiros para um atendimento ã
altura.
A precariedade de recursos financeiros e humanos gera o '
baixo desempenho, refletindo negativamente junto ã Comunidade. Acre£
Acres
ce-se a isso, a sua nova caracterização como Centro Cultural, que exi^
ex^
ge um melhor tratamento por parte dos órgãos competentes.
No trabalho de conscientização, quanto ao valor da Biblio
teca Pública: ação cultural, deve estar presente o bibliotecário, em
condições de dincimizar os serviços existentes e planejar novos sistemas, atraindo recursos financeiros e consequente envolvimento dos órgãos governamentais, persuadindo de que o custo dos serviços bibliote
cários, nada mais é do que uma aplicação de capital no desenvolvimento cultural da comunidade.
A Biblioteca Pública torna-se uma preocupação das autoridades, na medida em que possa repercutir na administração e no desenvolvimento do pais,
país, estado e município, daí a diligência com que deve
ser tratada.
2-4

Programa de ação do Departamento de Bibliotecas
Públicas do Município
.Município de São Paulo através da '
rede de Bibliotecas Ramais

408

cm

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♦

11

12

13

�A partir de 1979, a nova Biblioteca: ação cultural,
do
Departamento de Bibliotecas Públicas do Município de São Paulo, iniciou uma mobilização no sentido de dinamizar as Bibliotecas pertencen
tes ã sua rede.
Os primeiros resultados demonstraram que a Biblioteca Pú^
blica poderia atuar incrementando e promovendo atividades, assumindo,
integ-ralmente, as lunções de uma Biblioteca verdadeiramente pública.
integralmente,
Assim, desenvolveram-se várias atividades, visando uma in
tegração
tegraçâo Biblioteca-Comunidade, numa tentativa de incentivar, o hábito de leitura, como mais uma opção de lazer:
a) Cursos artísticos, culturais e profissionalizantes
Ex.: Trabalhos Manuais, Pintura, Xadrez, Cinema, '
Teatro, História Local, Datilografia e Outros.
b) Espetãculos,
Espetáculos, Cerimônias e Homenagens
Ex.: Desfiles, Projeção de Audiovisuais, Artes Cênicas, Musicais, Recitais Poéticos, Jograls,
Jograis, Homenagens aos Patronos, etc.
c) Palestras
Ex.: Palestras de Entidades de Classe, Encontros '
com Escritores, entre outros.
d) Concursos e Campeonatos
Ex.: Concursos Literários (de poesias, crônicas e
contos), concursos de incentivo áâ leitura (A Biblto
Bibllo
teca e Você), campeonato de jogos educativos (Torneio de Xadrez inter-bibliotecas),
inter-bibllotecas), etc.
e) Exposições
Ex.: Trabalhos Manuais, Artes Plásticas, Literárias
e Outras.
f) Eventos Promocionais de Data Fixa
Compreende-se por data fixa, aquela representativa
no calendário oficial, cujas programações são acom
panhadas de exposição dc material bibliográfico.
Ex.: Semana da Comunidade, Semana do Meio Ambiente,
Imigração Japonesa, Datas Cívicas, Religiosas e Ou
tras.
g) Diversos
Ex.: Tardes de Lazer, Projeto PAICE

(Projeto de '
409

cm

2

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�Ação Integrada Cultura - Educação), PAF/TV (Programa de Alfabetização Funcional pela TV), Telecurso 19 e 29 graus, troca de livros entre leito
res, lilstõria
história oral, excursões culturais e recrea
tivas, murais informativos e outros.
Lembramos que o êxito de qualquer atividade, se faz sentir em conformidade com as formas de divulgação empregadas, que são '
atípicas, pois cada comunidade apresenta estrutura, costumes e hábiliãbitos característicos que precisam ser observados.
2.4.1

Retorno decorrente do programa de ação

0O retorno do público e do não público ãà Biblioteca, deno
ta resultados auspiciosos, detectados de várias formas:
a) Participação do não público, que ao descobrir as progrcunações culturais e de lazer, identifica-se com a Biblioteca, na '
gramações
medida em que se oferece, voluntariamente, para colaborar com as programações, prestigia os eventos tornando-se leitor assíduo, na maioria das vezes a partir das primeiras recomendações feitas pelo biblfc
bibljo
iniciação neste hábito.
tecário, responsável pela sua Iniciação
liáblto.
b) Participação da biblioteca nas atividades da comunida
comunlda
de, que se apercebe de sua atuação e solicita a presença de seus representantes, em eventos por ela promovidos.
Concursos literários, de escolas de samba e outros em
que o bibliotecário atua como juiz;
Reuniões de Delegacias de Ensino, de Distritos Policiais, de Associações Comerciais, de Associações de '
Amigos de Bairro e outros;
Comemorações relevantes, em que o bibliotecário é solicitado para atuar como membro da Comissão Organizadora (Semana do Verde, Semana da Criança, Festas de '
Aniversário de Entidades de Bairro e outras);
Campanhas Filantrópicas;
Ccunpanlias
Feiras, Festivais, Lançamento de livros. Recitais, a
convite de usuários;
c) Solicitação do espaço físico da Biblioteca para sediar programações da comunidade:
Cursos, palestras, espetáculos, homenagens,
liomenagens, comemorações, solenidades, em que, por vezes, o bibliotecário
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�êé um dos convidados de honra;
d) Solicitações ao bibliotecário, enquanto ser humano, em
situações que pressupõem um relacionamento afetivo com o público,
'
(prestigio às atividades profissionais e convites que induzem ã forma
ção de laços familiares).
Somam-se a todas estas modalidades de retorno, a frequência do público habitual às programações culturais, acrescida dos altos
índices de rotatividade do acervo.
Algumas iniciativas do Departamento de Bibliotecas Públicas obtiveram tal êxito, que a população de determinadas regiões,
'
acostumadas com eventos de certa periodicidade, como as Tardes de Lazer, se oferece, antecipadamente, para colaborar na sua realização.
O retorno que consiste, genericamente, na somatória de '
leitores atendidos e de participantes de eventos, êé facilmente mensurável através de estatísticas, como explicita o quadro abaixo, que to
ma maio, como mês base.

O Departamento de Bibliotecas Públicas do Município de '
são Paulo, através da Rede de Bibliotecas Ramais, atendeu em 1979, '
40.384 pessoas, e em 1981, constatou que esse número foi acrescido '
de 52%, o que indica que uma ampla divulgação aliada a uma diversif^
diversifi
cação de atividades, contribui, sobremaneira, para um retorno deveras significativo.
O expressivo aumento de 262% de participantes de eventos
culturais, ratifica a validade dessa nova configuração assumida pela
Biblioteca Pública: ação cultural.
411

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*

�3.

CONCLUSÃO

Existem depoimentos que muito dignificam e enobrecem a Biblioteca pública,
Pública, fazendo crer que ela como instituição democrática '
de cultura tem realmente conseguido lavrar muitos tentos na escalada
da popularização da leitura.
Muitas pessoas de certa projeção têm decantado, que muito
do que são agora, devem ã possibilidade de ter frequentado bibliotecas, assentindo que existem marcas indeléveis na sua formação, provocadas pela boa leitura que desfrutaram no transcorrer de suas vidas.
As próprias estatísticas são comprobatórias, pois atestam
o empenho que vem sendo envidado no sentido de levar o livro a todas
as camadas da população, esteja onde estiver.
Os números falam por si, e demonstram a eficiência das Bibliotecas Públicas
públicas na luta em prol da melhoria da qualidade de vida '
de seus usuários.
Todo í( 'se manancial inestimável de recursos, serviços e in
formações deve ser continuamente aproveitado e reconhecido. Compete
Competa
às autoridades constituídas subsidiá-lo sempre, não só
ás
s5 no sentido financeiro como humano, deslocando profissionais conscientes e competen
tes que o impulsionem, para evitar que caia no descrédito popular.
Por outro lado, essas constatações são ainda mais eloquentes na medida em que a biblioteca tem diante de si o desafio imposto
pela penetração incomensurãvel
incomensurável dos veículos de comunicação de massa.
Apesar deles, as bibliotecas têm atraído pessoas, através de programa
ções culturais que induzem âã leitura. Esse éê um dado inquestionável,
que comprova a eficácia da fórmula encontrada.
Um outro dado que corrobora a importância inconteste da Bi
blioteca Pública é o fato de contarmos no Brasil com apenas 600 livra
rias, enquanto que em Paris existem 1.200 delas.
Esse fato éê ainda mais desalentador se nos detivermos
no
ônus que a produção editorial representa nos dias de hoje, o que faz
com que só uma minoria, ávida de leitura e com maior poder aquisitivo,
tenha condições de consumí-la.
consumi-la.
Isso tudo leva a crer que a Biblioteca Pública: ação comunitária carece de maior empenho, de quem de direito, através da adoção de medidas protecionistas que denotem uma justa e bem planejada '
412

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♦

Q

ii

12

13

�política de descentralização cultural, e que a engagem em movimentos
de popularização do livro.
Finalmente, a Biblioteca Pública deve acompanhar a evolução dos tempos, pois só assim ela será incluída no processo de desen
volvimento global do país.

A B S T R A
ACT
C T S

The observation of the courses taken by the Public Library in São Paulo stimulates to a comparativo
comparative analisys between its
'
previous aspect and its newone, derived from adjustment of its philo
sophy to the values incidents from that time. The obsolete of the '
policy adopted by the traditional Public Library originated the ques
tion which results in the appearance of the cultural function of the
Public Library, based on renewal principles
principies stimulated by perspectives suitable to the moment. It undergoes a reform to coinside with
the appearance of the other sectors of the life of the nation and '
whose aim's at liberating from confinement provoked by an anachronic
and static view. This new performance is expressed by a correction
and a very well planned artistic-cultural reform and which will
'
transforme it into a Community Cultural Center. The bibliographic '
material is showed in every programming presented. Every change
'
that takes place appears slowly from the coherent
coherent.attitudes
- attitudes which '
try to put into effect the rules adopted by Unesco Public Declaration

413

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^
R^_ '

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11

12

13

�CDU
CDD

021.6
021.2

A ATIVIDADE DE EXTENSÃO DA EBC/UFBA NA BIBLIOTECA PÚBLICA "ERNESTO SIMÕES FILHO" DA CIDADE DA
CACHOEIRA

Esmeralda Maria de Aragão
Prof. Adjunto da UFBA
Coordenadora das atividades de Extensão
do Departamento de Biblioteconomia
Associação Profissional
dos
Bibliotecários do Estado da Bahia - APBeb
CRB/5 n9
n? 40

417

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�S U M A R I1 0o

1 - introdução
2 - PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA
CIDADE DA CACHOEIRA PRODESCA
2.1 - Siíb-projeto
Sub-projeto nÇ
nV 1/77 - A Biblioteca
Pública e a Comunidade
2.2 - Sub-projeto n9 2/78 - Instalação da
Biblioteca Pública "Ernesto Simões
Filho"
2.3 - Sub-projeto nÇ
n? 3/79 - Técnicas Bibliote
conômicas de apoio a Escola
2.4 - Projeto 80-81 - A formação do hábito de
ler na comunidade cachoeirana
3 - REFLEXÕES

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Sc a n
st e m
GeraMancnto

^

^

�UMA EXPERIÊNCIA DE ATIVIDADE DE EXTENSÃO DO
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA DA UFBA EM
CACHOEIRA, Ba.
Esmeralda Maria de Aragão
Prof. Adjunto da UFBa.
Coordenadora das atividades de Ex
tensão do Departamento de Biblio
teconomia

RESUMO; Relato das atividades de extensão
RESUMO:
desenvolvidas
pelo Departamento de Biblioteconomia e Documentação da
UFBA,
junto ao Projeto de Desenvolvimento da cidade
da
Cachoeira
1977-79 - PRODESCA envolvendo, por intermédio de três sub-proje
tos, alunos e professores com a comunidade cachoeirana, no pro
cesso de desenvolvimento sõcio-cultural da cidade.Programa subsequente ao téinnino
término do projeto a partir de 1980 e seus
prime^
ros resultad''s.
resultad's. Reflexões em torno da experiência, perspectivas
de se formar e desenvolver o hábito de leitura na comunidade.
1 - INTRODUÇÃO
A oportunidade que oferece o XI Congresso Brasileiro
de
Docvunentação aos bibliotecários, professores
Biblioteconomia e Documentação
e estudantes de Biblioteconomia de pensarem na realidade bras^
brasi
leira que vive a "Biblioteca Pública", instituição criada para
aprimorar a educação continuada do homem, êé sobremaneira importante no momento histórico que vivemos.
Ressalte-se e louve-se a feliz escolha do tema
central:
"Biblioteca e educação permanente", com o objetivo de
extrair
dele reflexões, conhecer experiências e desenvolver novas ações
em direção ao apoio formal da Administração Governamental
e
Privada para a solução dos seus problemas. É uma
perspectiva
animadora.
Realmente, refletindo na importância da comunicação de ex
periências desenvolvidas ou em execução, decidiu-se
relatar
419

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♦

�neste Congresso o que tem feito o Departamento de Bibliotecono
mia e Documentação da Escola de Biblioteconomia e
Comunicação
da UFBa., em atividade de extensão, vivenciada por grupos
de
alunos durante cinco anos em Cachoeira, a história "cidade
mo
numento" do reconcavo baiano.
O trabalho esteve sempre voltado para djis
dois objetivos prin
cipais: a) levar o estudante de Biblioteconomia a refletir na
realidade da Biblioteca Pública
Publica Brasileira, como campo de trei
namento para o processamento técnico do acervo e atuaremna mon^
toria de cursos, b) conquistar a comunidade a colaborar
com
as atividades programadas, sondar suas aspirações e
projetar
seus valores sócio-culturais.
sõcio-culturais.
2 - PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DA CACHOEIRA-PRODESCA
Uma experiência em atividade de extensão realizada
pela
Universidade Federal da Bahia, na gestão Augusto Silveira Mas
Mcis
carenhas com 0 PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DA CACHOEI
RA - PRODESCA de 1977/79, MEC, contou com a participação
da
Escola de Biblioteconomia e Comunicação da UFBa.
Sub-projetos interdisciplinares visando ativar a
comuni
comun^
dade cachoeirana para uma necessidade de mudança
sócio-econô
sõcio-econô
mica-cultural, e que colocasse a velha histórica cidade no es
paço justo de suas tradições, foram solicitados pelo presidente
do projeto,
projeto. ProfÇ
Prof? Fernando Luiz da Fonseca às seguintes
Unida
des: Arquitetura, Enfermagem, Economia, Biblioteconomia, Belas
Artes, Nutrição e outros.
O Departamento de Biblioteconomia foi convidado,
inicial
inicia^
mente, a prestar assistência ao PRODESCA fazendo o levantamento
de uma coleção particular doada ao ginásio local. Dal nasceu a
oportunidade de se conhecer melhor os objetivos do projeto, e a
possibilidade de entrosamento para elaborar sub-projetos
que
estimulassem professores e alunos de Biblioteconomia a realiza
rem atividades ligadas a área. Uma exigência condicionou a apro
vação dos sub-projetos: que desse oportunidade de estágio
ou
treinamento aos grupos de alunos envolvidos, e que se
dirigis^
dlrigi£
sõcio-culturais.
sem ãà comunidade propondo mudanças sócio-culturais.
420

Digitalizado
gentilmente por:

�2.1 - SUB/PROJETO n9 1/77 - A Biblioteca Pública e a
Comunidade
0 objetivo principal deste sub-projeto foi de atrair
a
comunidade para os cursos de informação que evidenciavam a B^
Bi
blioteca Pública como centro da atividade cultural da
cidade,
enfatizando a necessidade de participação de todas as
pessoas
no processo cultural.
Aquela época.
época, Cachoeira não dispunha de uma biblioteca,mas
apenas uma "sala de leitura" num velho casarão, onde os
leito
res faziam suas consultas às obras de referência para
elabora
ção de trabalhos escolares.
Foram assim realizados cursos intensivos com carga horá
ria variando de 8 a lOhs., no Ginásio local, visando esclarecer
a comunidade sobre a importância da Biblioteca Pública,
como
funcionam suas várias seções, fontes de informação e sua utili
util^
'zação,
zação, preparo do trabalho escolar, e fases da pesquisa.
Esses cursos tivereun como objetivo, provocar debates,
de
sinibir os seus participantes, na maioria colegiais e professo
slnlblr
res de 19 e 29 graus, atralndo-os
atraindo-os para a perspectiva da utiliza
ção dos serviços da Biblioteca a ser instalada
Instalada no "Solar Estre
la", casarão do Séc.
Séc, XVIII em fase de restauração pelo Patrimô
nio Artístico e Cultural do Estado. Mais de 80 pessoas de
nlo
vá
vã
rias faixas etárias, com escolaridade e formação diversas, Ins^
ins
crevetam-se e participaram dos mesmos.
crevefam-se
Enquanto isto, os alunos de Biblioteconomia se viam
vicun envo^
vidos com as tarefas de registro de obras doadas, na "sala
de
leitura". Os resultados desse período forám maiores no campo da
comunicação, no conhecimento por parte de alunos e professores
de figuras da comunidade, na própria participação aos
cursos,
numa demonstração do interesse e vontade de crescer
cultura^
mente.
AO tempo em que se
Ao
a Biblioteca, na Escola
bendo a participação de
trabalhos voltados para

restaurava o velho solar para
abrigar
de Biblioteconomia o PRODESCA
PRDDESCA ia
rece
professores nas salas de aulas,
com
a cidade da Cachoeira. Assim foi
no
421

Digitalizado
gentilmente por:

�tável a colaboração das alunas no segundo semestre de 77, nas
disciplinas Seleção, Classificação, Catalogação, Organização e
Administração de Bibliotecas. Em Seleção, foram feitas
pesqui
sas sobre a cidade, visando reunir requisitos para a
seleção
do acervo. Cerca de 500 livros de literatura brasileira e
ou
tros assuntos, doados pela então Diretora da Biblioteca
Cen
trai do Estado, Profa. Eurydice Pires de Sant'Anna, foram cias
sificados e catalogados pe.las alunas das respectivas disciplinas .
Elaborou-se um questionário para conhecer as preferências
de leitura da comunidade, sendo aplicado por uma bolsista
de
História que lá residia, e se engajou ao projeto. 100
questio
nários foram aplicados, indicando preferências de autores e tí
tulos de obras, atingindo crianças, jovens e adultos.
Serviu
para análise e relacionamento das primeiras listagens de aquisi
aquis^
ção.
2.2 - SUB-PROJETO ny
n? 2/78 - instalação da Biblioteca
O governo do Estado, na época o Prof. Roberto Santos, que
vinha mantendo convênios com a UFBA em Cachoeira, mostrou-se in
teressado, juntamente com o seu vice-governador,
vice-govemador, Dr.
Edvaldo
Brandão Correia em dotar a cidade de uma boa biblioteca,
pro
porcionando,não só a restauração do prédio como também
enca
minhando providências para a instalação dos serviços. Um
con
vênio foi firmado entre a ÜFBA/Govemo
UFBA/Govemo do Estado/Fundação
Cu^
Cuj^
tural/Prefeitura Municipal da Cachoeira com esse propósito.
Desse modo, o sub-projeto nÇ,
n9. 2 contou com a participação
da Profa. Kátia Maria Carvalho Silva, coordenadora de bibliote
Fiandação Cultural como executora do
cas, representando a Fundação
con
vênio, a chefe do Departamento de Biblioteconomia e
Documenta
ção, Profa. Dinorá Luna de Assis Quaresma e a coordenadora do
Colegiado e dos projetos anteriores, Profa. Esmeralda Maria de
Aragãq.
O projeto foi elaborado com o estudo da planta, cedida
pia pelos construtores.
422

Digitalizado
gentilmente por:

có
cõ

�o0 convênio fixou as atribuições das partes convenentes, ca
bendò ao Departamento de Biblioteconomia pela UFBA realizar o
processamento técnico; àã Coordenação de Bibliotecas a responsa
bilidade de compra do material permanente e ã Prefeitura a ma
nutenção do acervo, limpeza e segurança do prédio. Objetivamen
te, a sua execução dependeu da entrega do imóvel, prevista para
o mês de março, convergindo as atenções,
atenções para o espaço
dispo
nível das seções, aquisição do mobiliário e processamento
do
acervo, ampliado com doações. As turmas conciuintes
concluintes dos 2
se
mestres de 78 colaboraram com interessantes doações de mapas, car
tazes ilustrativos, recortes de jornais organizados em pastas
sobre a cidade, sua história e tradição.
Embora o prédio já estivesse restaurado em março, por mo
tivo de não cumprimento de cláusula do convênio pela Prefeitu
ra, só em outubro foi entregue ã Universidade, para que se
f^
zesse com a Coordenação de Bibliotecas, a instalação dos
ser
viços. A partir daí, até a aquisição do mobiliário em fins
de
novembro, cuidou-se de distribuir os acervos, e processá-los.
No dia 15 de fevereiro, finalmente, foi inaugurada a nova
Biblioteca Pública Municipal denominada "Ernesto Simões Filho",
do Governo do Estado ao fundador do jornal
"A
uma homenagem dp
Tarde", cachoeirano ilustre. A EBC promoveu com o apoio
da
Coordenação de Extensão da UFBA pela sua titular Solange Lamego
Borges, uma exposição com fotografias e cartazes intitulada: "A
Universidade Federal da Bahia em Cachoeira" mostrando os
tra
balhos e atividades dos departamentos envolvidos com o PHODESCA,
PRODESCA
2.3 - STO-PROJETO
2.3SUB-PROJETO n9 3/79 - Técnicas Blblioteconõmlcas'
Biblioteconómicas como ins
Ins
trumento de acesso a informação
Objetivos;
Objetivos:
1) Desenvolver, por intermédio da organização técnica da
Biblioteca, um programa de estágio para os alunos de Bibliote
conomia.

423

Digitalizado
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�2) Preparar a comunidade para ter acesso
existente nas várias secções da Biblioteca.

a

informação

Perseguindo esses objetivos, foram realizados os seguin
tes cursos: "A informação processada e sua recuperação",
a
Cargo das Profas. Dinorá
cargo
Dinorã Luna de Assis Quaresma e
Esmeralda
Maria de Aragão e as alunas monitoras: Gerluce M. Guimarães e
Isaura L. Perdomo; "Participação Comunitária nas Atividades da
Biblioteca", a cargo das Profas. Felisbela de Matos
Carvalho
e Maria de Lourdes do Carmo Conceição enfocando,
respectiva
mente, o novo conceito da Biblioteca Pública e as
atividades
que a comunidade pode colaborar com a Biblioteca; "A Seção de
Periódicos - utilização do seu acervo", a cargo da Profa. Car
mélia Regina de Matos com a monitoria de Adalice Gustavo
da
Silva; "A Seção de Documentação Histórica da Cachoeira"
que
contou inicialmente,
inicialroente, com duas palestras: do Prof.
Francisco
Soares, da Faculdade
Facu3dade de Arquitetura sobre "monumentos arquite
tônicos da Cachoeira", Prof. .Antonio Loureiro de Souza sobre
"A História da Cachoeira", seguindo-se a participação
da
Profa. Eurydice Pires de Sant'Anna com o curso de "Planejamen
to da Seção de Documentação Histórica da Cachoeira". Duas
pa
lestras da Profa. Maria José Rabello de Freitas sobre a "Apre
sentação de trabalhos e relatórios escolares" e Mar,,a%ida
Mar^a^ida Pin
to de Oliveira sobre "As fases da pesquisa". "A seção de
re
ferência e sua utilização no trabalho escolar",
escolar"; a cargo
da
Profa. Marinha de Andrade, com a monitoria de Marlene
Deiró
Mello; "0
"O programa de extensão da Biblioteca Pública - o
car
ro Biblioteca" pela Profa. Kãtia
Kâtia Maria Carvalho.
Concomitantemente, neste período, as alunas de
Bibliote
conomia apresentavam os seguintes resultados no processamento
técnico.
2.500 obras registradas
200 fichas catalográficas
catalogrãficas
50 títulos de periódicos catalogados.
Com o sub-projeto n9
n? 3 encerrou-se o PRODESCA, alegando o
seu patrocinador o MEC/DAU falta de recursos para lhe
dar
prosseguimento.
424

Digitalizado
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-11/

�Desse modo, todas as unidades que implantaram ali suas ati
aW
vidades as encerraram, ficando apenas Enfermagem,
financiada
pela Fundação Rockfeller e Biblioteconomica, com o
Convênio
com a Fundação Cultural e Prefeitura.
2.4 - Projeto /80-81 - A formação do hábito de ler na
dade cachoeirana

comuni-

Um balanço das atividades de Biblioteconomia nos
animou
a prosseguir apenas com a ajuda do INL, com bolsas para
os
ÜFBA.
alunos, e pequena ajuda da Coordenação de Extensão da
UFBA.
Dessa maneira, a escolha de um tema ou nova ação para ser
de
senvolvida durante o exercício de 80 foi idealizado. Imaginouse iniciar uma estratégia que estudasse a possibilidade de for
mar e desenvolver o hábito de ler na Biblioteca "Simões
F^
Iho".
Realment-. este projeto não poderia durar apenas um
pe
ríodo letivo e teria que envolver professores locais, chefes de
família, jovens, a comunidade no seu todo, para se atingir os
seguintes objetivos,: conhecer, formar e desenvolver o
hábito
de ler. De pronto se nos apresentam duas classes de problemas:
a) verificar o hábito de ler nos adultos; b) iniciar uma
pro
gramação envolvendo a criança na formação .de
de hábitos de
lei^
le^
tura. Estaria a comunidade, a essa altura, conscientizada
da
importância da Biblioteca na sua cidade?
Elaborou-se, como estratégia, um questionário procurando
saber que cursos os leitores gostariam que fossem
dados
na
Biblioteca com a finalidade de desenvolver habilidades,
apti
does. Este questionário, respondido por 60 pessoas,
dões.
indicou
um interesse em cursos de música, pintura, marcenaria, técnico
de TV, encadernação, etc...
Deduziu-se assim, que as pessoas desejavam ter novas
ha
bilitações e, proporcionar cursos desse tipo, seria uma atração,
para cumprimento dos objetivos traçados.
O primeiro curso, solicitado há
hã muito por um grupo de sen
horas foi o de "Bonecas de Pano", um artesanato muito
bem
elaborado por uma senhora, D. Júlia Soares, e que não tinha
425

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�seguidoref
seguidoreF nem similares no Estado. Deu-se início ao mesmo em
janeiro, mas em fevereiro, uma terrível enchente
paralizou
todas as atividades da cidade durante dois meses. Depois
de
recomposta a cidade foi reativado o curso em abril, encerrando-se em maio,com uma exposição das 100 bonecas confeccionadas
pelos 25 participantes. O sucesso foi tão grande que
perma
se
neceu aberta ã visitação pública até 25 de junho quando
festeja a liberação do jugo portugês em 1823.
As alunas de Biblioteconomia participaram desse
curso
planejando a exposição e recepcionando os visitantes.
Proje
tou-se, desse modo, um artesanato bonito, tomando-se
tornando-se
conhe
cida a artesã D. Júlia em todo Estado , e até com entrevista
pela TV.
Um segundo curso entrou nas cogitações dà
da
coordenação:
coordenação;
encadernação, solicitado por um grupo razoável de pessoas.
Foi elaborado o programa e entregue a sua execução ã b^
bliotecãria e professora Carmelinda Cantolino Leal da Biblio
teca Infantil Monteiro Lobato. Ministrado nos fins de semana,
contou o mesmo com a participação de 35 pessoas (o limite
foi
30) e no final 25 receberam certificados. Dois objetivos nor
tearam o curso;
curso: a) ensinar a técnica visando uma
iraia opção de em
prego ou atividade paralela; b) encadernar os , livros da
B^
Bi
blioteca.
Os.resultados foram também de grande alcance: 280 livros
Os,resultados
foram encadernados pelos alimos;
alunos; duas funcionárias da Prefe^
Prefei
tura que fizeram o curso, foram encarregadas de encadernar jor
nais e documentos fiscais, prestando assim um grande
ser
viço a atual administração municipal. Dois outros
alunos
estão trabalhando particularmente na técnica. As alunas de Bi
B^
blioteconomia que funcionaram como monitoras, Jucélia Olivei
Olive^
ra Santos e Eliece Helena Santos Araújo elaboraram um "Manual
de Encadernação" para servir de texto para novos cursos.
O 29 semestre de 80 foi ativado com dois
interessantes
concursos: "Como vi a viagem do Papa João Paulo II ao
Bra
sil" após a visita do Sumo Pontífice e, posteriormente, o
426

cm

Digitalizado
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�Concurso: "A capa do Livro que vou escrever" na "semana
do
livro".Ambos os concursos, lançados nos dois colégios de 19
e 29 graus tiveram uma participação interessada e proveitosa.
Premiou-se com livros doados pela Fundação Cultural do
Esta
do e pequena inportância
importância em dinheiro dada pela Coordenação de
Extensão da UFBA. Fez-se uma exposição dos trabalhos muito v^
vi
sitada por familiares
fainlliares dos participantes.
Também durante ãá "semana do livro" foram convidados
a
realizarem palestras sobre a leitura, o livro e a biblioteca
as seguintes pessoas: a diretora da Biblioteca Infanto - Juve
nil "Monteiro Lobato", Profa. Moema Figueiredo
Brasileiro;
Prof. Raimundo Correia do Ginásio local e o Sr. Emanuel
Sil
Si^
va, gerente do Banco Econômico de São Félix.
No final do ano, um curso de lembranças e enfeites para
o Natal foi desenvolvido por grupo de senhoras,
terminando,
terminando
com exposição e venda em benefício da Biblioteca.
No exercício de 81, nova enchente atrapalhou os
planos
e atividades, mas deu-se continuidade aos mesmos a partir de
abril.
De uma relação de 45 alunos inscritos para estagiar no
projeto, foramforam selecionados 5 que receberam uma pequena
aju
da do INL para em 45hs. desenvolverem,na Biblioteca,atividades
de processamento, organização da seção infantil e aplicação
de questionário para verificar os títulos, autores
mensa
gens de livros lidos pelos leitores. A fim de despertar
a
comunidade para o tema: O0 hábito de leitura, convidou-se
a
Profa. Maria Bety Coelho Silva, Assessora especialista no as
sunto da Coordenação de Bibliotecas do Estado, para proferir
uma palestra no Ginásio local, no dia 5 de junho,
intitu
lada: "A importância da leitura na vida do homem". Esta pa
lestra desenvolvida com segurança e clareza transmitiu
a
mensagem, a um grande público e posteriormènte
posteriormente um
vun novo
con
vite deverá ser formulado âã Bety para falar a professores do
Ginásio das Sacramentinas o que possibilitará uma nova abor
dagem do assunto. No próximo ano, teremos a sua participação
Biblio
na pesquisa do projeto: A formação de hábito de ler na Biblio,
teca "Ernesto Simões Filho".
427

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por;

♦

�Decidiu-se acatar as solicitações de pessoas da
comun^
coraun£
dade para a realização de cursos àã noite ,na Biblioteca ,
com
a condição de que deixassem como lembrança,
lembrança,um
um livro da
rela
ção "para adquirir". Assim, dois cursos estão sendo
realiza
dos: de Contabilidade, para candidatos a concurso do
"Banco
do Brasil" e Inglês, para um grupo de funcionários da
firma
que desenvolve o projeto da "Pedra do Cavalo". Um dirigente da
"Lira Ceciliana" pediu a colaboração da Biblioteca
para
um programa comemorativo dos seus 125 anos de fundação.
im
Su
geriu-se então im
um curso de música, ministrado pelo regente da
Banda e que teria participação do Chefe do Departamento de
Música do Seminário de Música da UFBA; Prof. Horst
Karl
Schwebel. Para o encerramento do curso a 2 de outubro,
está
programada uma retreta com a participação das duas
bandas,
isto é, da Lira e UFBA, na praça da Aclamação ém
em frente
ã
Prefeitura.
Colocou-se ã disposição dos alunos desse curso, 35
ao
todo, biografias de compositores brasileiros, Carlos Gomes e
Vila Lobos, e outros estrangeiros. A leitura dessas
biograf^
as será avaliada e incentivado o empréstimo de outros
1^
vros da coleção, no final do curso.
Está programado o lançamento também para outubro, do
1^
vreto: "Três jovens poetas cachoeiranos" como incentivo ã pro
dução poética de 3 jovens que participaram das comemorações da
"Semana do Livro" o ano passado, com apreciação critica
crítica pelo
Prof. Antonio Loureiro de Souza, cachoeirano e membro
da
Academia de Letras da Bahia, numa promoção do Departamento de
Biblioteconomia com a colaboração da Fundação Cultural do Es^
Es
tado.
3. REFLEXÕES
0 exaustivo relato das atividades elaboradas e
desenvol
vidas em Cachoeira pela EBC por intermédio do seu
Departa
mento de Biblioteconomia e esta Coordenação, pretendeu
mos
scáaretudo, focalizar
o
trar resultados, envolvimentos e, sobretudo,
trabalho do aluno, do futuro bibliotecário e o
resurgimentr
resurgimentr
428

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�de uma comunidade, graças a programação idealizada em torno
suas aspirações e tendências.

de

Convém destacar que Cachoeira pode delimitar, hoje,
sua
atividade cultural com o marco: PRDDESCA. Antes, ou seja,em 1976,
a cidade, apesar das suas tradições históricas e culturais
era
parada, sem vida, esquecida, abandonada. O quadro agora é tota^
tota]^
mente diverso, com uma estrutura sõcio-econômica em ascenção, as
a£
sistica pela Universidade, incrementado o seu turismo pela Bahia
tursa, suas atividades artísticas e culturais têm sempre o apoio
e a participação da Fundação Cultural do Estado, do Patrimônio
Artístico e Cultural, Fundação Pró Memória e outras.
A cada semestre, novos grupos de alunos se dirigem a esta
Coordenação solicitando engajamento nas atividades, com uma
re
compensa material mínima, mas oportunidades várias de ver de per
to o trabalho de uma Biblioteca Pública.
O prosseguimento das ações virá fortalecer, não só os obje
tivos da Biblioteca Pública, como instituição a serviço da educa
ção permanece, mas sobretudo acrescentará aos estudantes uma v^
são mais concreta dos problemas das comunidades
ccmunidades interioranas.
ABSTRACT
Activities of Extension were developped by Departamento de
Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal da Bahia
together Projeto de Desenvolvimento da Cachoeira,
1977-79,
(PRODESCA), with the participation
parricipation of students, teachers and
community of Cachoeira in process of sócio-cultural
development of the cuty. Analyses of their results
and
reflections about the experiences and perspectives to develop
the habit as reading in the commun:^ty.

429

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�CDD-027.62581341
CDU-027.6(813.41):308
CDU-027.6
(813.41) :308

BRASÍLIA
BRASILIA TEIMOSA, UMA BIBLIOTECA POBLICA
PÜBLICA INFANTIL EM ÍREA
f.REA
CARENTE.

PE ANDRADE
AIÍDRADE MATPFOS DE
DF LIMA,
MARGARIDA MARIA DE
CRB-4/117, CEE.
CFF.
Diretora da Biblioteca Fúb]ica
Fúb)ica Estadual

e

do Sistema de Bibliotecas
Fibliotccas de Pernambuco.
Pernamtucc.
Representante Estadual do Instituto Nacio
nal do Livro.
Reoresentante Fstadue"'!
Representante
Fstadual da Fundação

Kr.cir
Nacir

nal do Livro Infantil e Juvenil.
Coordenadora da Comissão de ftica
sional do Conselho Federal de

Prcfis
Profis

riblictocoritlictcco-

nomia.

RESUMO
Biblioteca Pública Infantil de Brasilia
Brasil ia Teimosa,
Pernambuco, origem, implantação e situação atual.

430 ,

Digitalizado
gentilmente por:

Ppcife
Peclfe

�SUMÄRIO
sumArio

1.

introdüçAo
INTRODUÇÃO

1

2.

OBJETIVOS

1-2

3.

IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO

2

3.1

Escolha do Local ]|

2-3

3.2

População

3

3.3

Comunidade

3

4.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

4

4.1

Recursos Humanos

4-5

4.2

Recursos Financeiros

5

4.3

Acervo Bibliográfico

5-6

4.4

Organização da Biblioteca

6

5.

RESULTADOS OBTIDOS

6-7

5.1

Frequência

7

5.2

Inscrição

7

5.3

Empréstimos e Consultas

7-8

6.

CONCLUSÕES

7.

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA
BIBLIOGRÃFICA

8-9
10

431

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�1.

INTRODUÇÃO
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil(FNLIJ), Se

ção Brasileira
BrasiJeira do IBBY, propôs ã Secretaria de Assuntos Culturais
do Ministério da Educação e Cultura, um projeto de

implantação

de Bibliotecas Públicas Infantis em áreas carentes, projeto este
aceito pela
oela SEAC-MEC.
De inicio, foram selecionadas quatro capitais
cjpitais para a

expe

riência a saber: Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e Rec^
riincla
fe.
No entanto, somente no Recife ié que o Projeto_foi
Projeto, foi desenvo^
desenvol.
vido e hoje se constitue uma realidade gratificante
gratlflcante para a Secre
taria de Educação de Pernambuco, tendo em vista os resultados ob
tarla
tidos.

2.

OBJETIVOS
O principal objetivo desejado é incutir na criança o

háb^

to de leitura. Talvez pareça despropositado levarmos livros e ou
tras atrações culturais para uma zona social e economicamente de
finida prèvlamente
flnida
prèviamente como área carente. No entanto temos de

cons.i
cons_l

derar que por não existir no Brasil a tradição do hábito de

leí.
le^

iniciativa
tura ou do fácil acesso ao livro, é oportuna esta Iniciativa

de

desencadear um movimento comunitário para atender ãs
ás crianças na
faixa etária de 6 a 13 anos e satisfazer a uma necessidade a no^
so ver das mais prementes nestas áreas periféricas de um dos grai
gr^
des centro urbanos do Brasil, como é o Recife.
Como objetivos específicos
especificos desta Biblioteca Pública
432

Digitalizado
gentilmente por:

-y
♦

Infan

�til temos:
. Propiciar ãs
às crianças das áreas carentes o acesso ao
vro.
. Iniciar a formação de um público leitor.
. Integrar os elementos da comunidade na criação e manuten
ção da Biblioteca.
3.

IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO

3.1

Escolha do local
0O local escolhido, Brasilia Teimosa, tem uma história

cidade do Recife. Foi reservado para ser uma opção ao

Aerooorto

dos Guararapes, há quase 30 anos atrás, quando a praia de

Boa

Viagem não existia como o atrativo bairro que é hoje, centro
ciai e comercial. Assim, as autoridades escolheram a

na

so

peninsula
península

entre a Bacia do Pina e o mar, para ali imolantar o novo aerooor
to, bem próximo
próximo, âã zona central da cidade. All
Ali estava na éooca
iooca lo
calizado uma pequena colônia de pescadores e seria fácil removêlos para outro local. Mas, ã medida que o esperado aeroporto não
vinha, chegavam os barracos.
A principio, afrontando ,aa clandestinidade, crescendo ã som
bra de uma ou outra asa de generoso politico. Depois, abertamente, de foro conquistado pelo investimento e pela esperança. Cre^
ciam residências de porte médio, esgueiravam-se
esguéiravam-se barracos nos cor
redores e intervalos, tudo muito espontaneamente, tudo muito

de

mocraticamente.
0 código de urbanismo não prevalecia contra a teimosia
bairro. Pois se ele não tinha existência legal... Euas
Suas ruas

do
e^
e£
433

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�treitas e sinuosas constrastavam com a determinação de sua

gen

te trabalhadora e corajosa. Brasilia Teimosa era o fato consumado.
Também assim não nasceu o Recife, "metade roubada ao mar ,
metade ã imaginação"?
Hoje, numa area
de 1 km 2 , Brasilia Teimosa e uma realidade
irramovivel no Recife.
irreanovivel
3.2

População
A densidade demográfica do bairro é grande, constituída de

vinte e cinco mil habitantes, assim distribuídos:
Crianças até 8 anos

15%

Adolescentes 8 a 15 anos

13%

Jovens 16 a 21 anos

10%

Adultos 21 a 65 anos

58%

Idosos a partir de 65 anos

3.3

04%
100%

Comunidade
Contando com variado comércio próprio, linha de ônibus,qua

tro(04) escolas de 19 grau, sendo duas(02) Estaduais e duas (02)
Municipais, uma
uma(01)
(01) de 29 grau e trés(03) Pré-escolares, e agora
uma biblioteca pública, temos um perfil de comunidade pobre más
mas
que procura se afirmar e aperfeiçoar.

.434
434

Digitalizado
gentilmente por:

�4.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
Em outubro de 1980, depois da nossa indicação como Coorde^
Coorde

nadora Estadual do Projeto, e após a escolha definitiva do
cal, isto é, Brasilia Teimosa, realizamos a primeira

lo

reunião

com o Conselho de Moradores. Conseguimos o difícil
dificil consenso

d£
de

pois de muitos debates, com opiniões prós e outros contras,

de
d^

cididos positivamente numa reunião final em 12 de novembro

do

mesmo ano.
Vale ressaltar neste momento, a ajuda, a colaboração

e

compreensão do Padre Jaime Khmetscher, Pároco de Brasilia Teimo
sa, que soube nos acolher e desde o inicio alcançou os

benef^

cios que irlam
iriam surgir para as crianças com a implantação do pro
jeto.
O0 local cedido estã
está localizado anexo ao Salão Paroquial e
mede 4,35 metros de frente por 8,00 de comprimento.
0 endereço é sugestivo, para uma zona praieira:
pralelra: Rua

Cara
Car^

peba, 311.
instalações não estavam em condições de serem utilizaAs Instalações
das de imediato e o Conselho de Moradores se encarregou de

ex^

cutar os serviços necessários, sendo o material adquirido com a
verba da FNLIJ. Assim foram comprados tintas, para pintura

g^
ge

ral do prédio; madeira e tijolos, para as estantes; fazenda

e

enchimento, para confeccionar almofadões, trabalho este,

execu

tado pelo Clube das Mães. Procedeu-se â compra e pintura de me
mje
sas, tamboretes e 1 filtro dágua.
4.1

Recursos Humanos
1 Bibliotecário p/ Coordenador Estadual
435

Digitalizado
gentilmente por:

�2 Bibliotecários
2 Auxiliares administrativos
1 Auxiliar de Serviços Gerais
Estes três últimos funcionários foram recrutados na

comu

nidade e treinados durante 03 meses na Secáo
Secão Infantil da Biblio
teca Pública Estadual.
Temos ainda como colaboradores eventuais 06 (seis) outros
voluntários da comunidade.
4.2

Recursos Financeiros
Os recursos financeiros disponiveis e empregados foram re

lativamente poucos, pois a Fundação Nacional para o Livro Infan
til e Juvenil, liberou apenas CR$
CRÍ 2P7.000,00 (duzentos e oitenta
e sete mil cruzeiros). Esta verba foi distribuida na seguite pto
porção:
254.600,00(duzentos
Rubrica p/Pessoal- CR$ 254.600,00
(duzentos e cinquenta

e

quatro mil e seiscentos cruzeiros).
Rubrica p/ Material
de Consumo-

CRÍ
CR$

32.50
32.500,00
0,00 (Trinta e dois mil

e

quinhentos cruzeiros)
4.3

Acervo Bibliográfico
O acervo bibliográfico da Biblioteca foi doado pela FNL14,
FNLI4,

um total de 230 títulos.
A Biblioteca Pública Estadual doou 175 volumes

incluindo

também as enciclopédias Barsa e Delta Junior.
Atualmente contamos com 424 volumes pois passamos a

rec£
rece

436

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�ber doações de particulares.
4.4

Organização da Biblioteca
Como em Pernambuco existe o Sistema de Bibliotecas,

opta

mos por seguir normas simplificadas já testadas e agilizarmos '
os trabalhos técnicos.
Por exemplo Fi= Ficção Infantil
Fj= Ficção Juvenil
030= Enciclopédias, etc.
Foi elaborada também uma programação anual de eventos cu^
cul^
turais ã semelhança dos desenvolvidos nas Seções Infantis

das

Bibliotecas Públicas Municipais de Pernambuco.
Durante os meses de fevereiro, março e abril, a Equipe

,

isto é, os técnicos e os auxiliares recrutados receberam diari^
diaria
mente treinamento na Biblioteca Pública Estadual, preparando os
livros e trabalhando com as crianças da Seção Infantil para

um

melhor desempenho e familiarização das futuras funções em Bras_i
lia Teimosa.
Finalmente, a 30 de abril de 1981, com a presença do

Se

cretãrio de Educação de Pernambuco, Dr. Joel de Hollanda Corde^
cretário
ro, de D.. Marina Martinez, Coordenadora Geral do Projeto e
presentante da FNLIJ,
ENLIJ, Autoridades e a comunidade de

Re

Brasilia

Teimosa, na Semana Nacional do Livro Infantil, foi solenemente'
inaugurada a nossa Biblioteca Pública Infantil.
5.

RESULTADOS OBTIDOS
Em primeiro lugar temos que considerar que o período

le
437

Digitalizado
gentilmente por:

�vantado éi o inicial, isto é, tres (03) meses - maio, junho e

ju

Iho-, e apenas referentes aos dias úteis.
Assim temos

5.1

maio

20

junho

18

julho

20

Total:

58 dias

Frequência
Neste período obtivemos uma frequência de 4.039 usuários ,

o que nos dá uma média diária de 70 usuários.
A Biblioteca funciona das 2as ãs
às 6as feiras no período das
8 ãs 18 horas, sem fechar para almoço.

5.2

Inscrição
Já temos 205 leitores inscritos até o dia 31 de julho

de

1981, assim distribuídos.

5.3

maio

= 90 inscritos

junho

= 70 inscritos

julho

= 37 inscritos

Empréstimos e Consultas
SÓ iniciamos o empréstimo domiciliar, 15(quinze) dias após
S5

a inauguração, tendo em vista uma tomada de posição inicial dian
dlan
te dos pequenos usuários. Desenvolvíamos atividades de lazer
recreativas, com a finalidade de fazermo-nos conhecidos

ou

pelas

438

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II
11

12
12

13
13

�crianças. Eram
Ereun as "hora do conto" com dramatização, pinturas

,

danças, jogos recreativos. Enfim era o atrativo para conquistar
os mais inibidos.
Ao iniciarmos os empréstimos tivemos somente resultados '
gratificantes pela confiança na pontualidade e zelo

demonstra-

dos pelos pequenos usuários.
Tomando por base os tres meses já mencionados isto é,maio
junho e julho,

obtivemos o seguinte quadro:

maio

306 empréstimos

junho

767 empréstimos

julho 1.033 empréstimos
Total:2.106 empréstimos
Considerando os 43 dias de funcionamento do serviço de em
préstimo domiciliar,temos uma média diária de 49 empréstimos, o
que para um acervo tão pequeno não deixa de causar admiração

a

rotatividade obtida.
No mesmo período de tres (03) meses registramos 199 consul^
tas. Contrapondo este baixo quantitativo de consultas aos

exce
exc^

lentes números de frequência e empréstimos já citados, concluimos que Brasilia Teimosa funcionou caracteristicamente como uma
Biblioteca Pública, completamente distanciada das demandas

ele

vadas de consultas, próprias de uma Biblioteca Escolar
6.

CONCLUSÕES
Cremos que a experiência que acabamos de relatar, pode le

var-nos a algumas conclusões, capazes de desmistificar alguns '
preconceitos há muito arraigados até mesmo entre nós, profissio
439

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♦

11

12

13

�nais de Biblioteconomia.
A primeira opinião, disseminada sem uma comprovação

razoa
razoã

vel i a das Bibliotecas Públicas, em particular as infantis,

s^
se

rem acessório supérfluo sem possibilidade de prosperar e impraü
impratJ^
caveis, portanto, em estratos sociais carentes. Este falso

con

ceito foi, como já narramos, o primeiro obstáculo a superar, não
só entre alguns altos escalões, como iniclalmente
inlclalmente no seio da pró
pria comunidade experimentada, que repeliu a idéia na

abordagem

inicial, declarando que prioridade ié "feijão na panela".
Como se constatou nos levantamentos estatísticos de

fre
fre^

quéncia, assiduidade e adlmplencia
quêncla,
adimplencia do nosso público, desmentiu se este preconceito.
Outro julgamento arraigado entre nós é o da

Inevltabilida
inevitabilida

de de altos dlspêndlos
dispêndios financeiros que se fariam necessários

In
in

vestir na instalação de Bibliotecas Públicas.
A exposição contábil deste trabalho também desmente

este

conceito. Mostramos que existindo um núcleo organizador montado
e operante, éê possivel, a baixo custo, disseminar satélites, con
tando com algum apoio oficial ou institucional e a

participação

operante e efetiva da comunidade destinatária.
O núcleo técnico experiente é capaz de organizar em curto
prazo as Instalações,
instalações, o acervo bibliográfico, treinar a nivel sa
tisfatório a equipe de suporte e dar partida ãâ Iniciativa,
tlsfatõrlo
iniciativa, mesmo
com reduzido núcleo Inicial
inicial de obras.
6E o que Pernambuco, através da sua Secretaria de Educação
está fazendo.

440

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�7.

REFERÊNCIA

BIBLIOGRÄFICA
BIBLIOGRAFICA

BRASILIA Teimosa tem onde ler... Educação Informa. Recife,
BRASÍLIA
2(9):2, abr. 1981.

441

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�CDU
CDD

027.4 (815)
027.4098151

A transformaçAo
TRANSFORMAÇÃO DA
da biblioteca
BIBLIOTECA pOblica
POBLICA de
DE minas
MINAS gerais
GERAIS no
NO atual
ATUAL
CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
MARIA DE LOURDES CORTES ROMANELLI
- Coordenadora dos Grupos Especializados da
Associação dos Bibliotecários de Minas Ge
rais; bibliotecária do Centro de Educação
Permanente (CEP)
LiDIA DE CARVALHO SERPA
- Coordenadora do Grupo
blicas e Escolares da
bliotecários de Minas
ria do CEP

BRITO
de Bibliotecas PúAssociação dos BiGerais; bibliotecá-

MARIA DE NAZARETH SOUTO MAIOR FILIZZOLA
- Assessora Técnica do CEP
Com a colaboração do Grupo Representativo '
dos Bibliotecários do CEP e de Lúcia Helena
Pimenta Lima, presidente da Comissão Brasileira pela Valorização e Divulgação Profissional da FEBAB.

RESUMO
Os bibliotecários do Centro de Educação Permanente "Prof. Luiz
de Bessa" analisam a transformação da Biblioteca Pública de Minas Gerais em Centro de Educação Permanente, através de sua his
tória, competências legais e dotações orçamentárias. Fazem uma
tõria,
avaliação geral dos trés
três anos de experiência, apôs
ap5s a transforma
ção, evidenciam a necessidade da estruturação do órgão e a importância da redefinição da Biblioteca Píõblica
Píiblica de Minas Gerais
Es
no sistema cultural e educacional do Estado e alertam outros E^
tados para situações semelhantes que neles possam ocorrer.
442

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�SIGLAS

UTILIZADAS

BP
BPMG CEP
DAE/SEE

Biblioteca Pública
Biblioteca Pública de Minas Gerais
Centro de Educação Permanente
- Diretoria de Assistência ao Educando/Secretaria de
Estado da Educação
DBCAS - Diretoria de Bibliotecas
SEE
- Secretaria de Estado da Educação
SETAS - Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Social

1 - INTRODUÇÃO
0 tema central do XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação - Biblioteca e Educação Permanente - de su
ma importância no momento cultural e educacional do pais,
vem
de encontro aos interesses e questionamentos atuais dos bibliotecários mineiros e, em especial, dos bibliotecários do Centro
de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa", que há três anos
vivenciam a experiência da transformação da Biblioteca Pública
de Minas Gerais em CEP.
Ocorre que essa transformação não foi alicerçada numa po
lltica
e
numa filosofia condizentes com a amplitude que deveria
lítica
ter o novo órgão em termos de educação permanente. 0O que houve,
ao ser publicado o Decreto n9 19.173 de 09 de maio de 1978, que
dispôs sobre a mudança, foi a adoção de uma nova denominação a de Centro de Educação Permanente - para a Biblioteca Pública
de Minas Gerais, entidade que sempre desenvolveu o processo de
educação permanente através de seus objetivos de promover cultu
ra, informação, educação e lazer.
Ao invés da dinamização de vários segmentos inerentes ã
política cultural e educacional voltada para a Educação PermaPeraenente, e do fortalecimento e ampliação da BPMG, o CEP, de acordo com os objetivos da SEE/MG, a que se vincula, vem, na prática, se trcinsformando
transformando prioritariamente em um núcleo pedagógico,
direcionado notadamente para o trinômlo
trinómio professor/aluno/escola,
na ãrea
área de 19 e 29 graus.
443

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�Como resultante caracterizam-se, de imediato, quatro sérios problemas:
- a perda da Identidade
identidade da Biblioteca Pública de Minas
Gerais;
- a perda do seu espaço cultural, já conquistado na comu
nidade;
- a ausência de definição que caracterize a natureza e
os princípios de um Centro de Educação Permanente;
- a ausência, na entidade,
ebtidade, de uma estrutura orgânica ofi
ofi^
cializada, após
ap5s o Decreto de transformação.
Os problemas são avultados pelo fato de que, tratando-se
de realidades tão interdependentes e de naturezas tão complexas
como Biblioteca Pública e Educação Permanente, torna-se difícil,
senão inviãvel,
inviável, centrar a consecução dos objetivos da BP, acres
cidos de outros da Educação Permanente, em um só órgão.
Os bibliotecãrios
bibliotecários do CEP, com o apoio da Comissão Brasileira pela Valorização e Divulgação Profissional e das lideranças dos Grupos da Associação dos Bibliotecãrios
Bibliotecários de Minas Gerais,
notadamente do Grupo de Bibliotecas Públicas e Escolares da BPMG,
objetivam com este trabalho, apresentar aos congressistas as '
considerações e conclusões a que chegaram em torno da experiência vivida, entendendo contribuir com outros estados para estudo prévio de situações similares que possam ocorrer.
Sustentam a convicção de que o trabalho apresentado sofre
râ precioso enriquecimento com as avaliações e proposições por
parte da classe bibliotecária e dos demais congressistas.
Acreditam, também, poder sensibilizar a todos para o que
consldefam um problema afeto não apenas ã BPMG, mas ao próprio
oonsidefam
espaço da biblioteconomia brasileira.
2 - EDUCAÇÃO PERMANENTE E BIBLIOTECA
Em 1960, por iniciativa da UNESCO, realizou-se o Congre£
Congres
so Mundial de Educação de Adultos, resultando deste evento uma
feliz reformulação do conceito de Educação, emitido por uma comissão de educadores representantes de 23 países.
444

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�Na opinião destes estudiosos/
estudiosos, registrada no comentário do
conhecido relatório Edgard Faure, "a educação deve objetivar antes de tudo, envolver o indivíduo em um complexo de motivações e
estímulos, de desafios e valorizações que o motivem a aprender a
ser, a desvendar a cortina do'desconhecido,
do desconhecido, a propor e a partici
par das mudanças que se efetuam ã sua volta".
i
Com esta proposição, originou-se o termo Educação Permanente, indicando um processo de auto-educação ao longo da vida '
do indivíduo, e, ao qual, conseqtientemente,
conseqttentemente, estão a serviço vários segmentos da sociedade, diversas entidades de natureza cien
tifica, educacional e cultural.
cultural, Instituições
instituições artísticas e recrea
tivas... enfim, tudo o que concorre para motivar, estimular
estimular. ,ee
facultar o crescimento e desenvolvimento do homem, capacitando-o
âã maior participação no contexto sõcio-econômico-cultural em que
vive.
j.
O0 assunto Educação Permanente, como ainda está sendo visto, entendido e interpretado, é passível de muitos questionamentos, avaliações, aprovações e refutações. Mas, consoante a sua
abrangência e complexidade, evidencia-se
evidencla-se que as respostas ãssuas
demandas não podem ser apresentadas por uma instituição isolada.
Dentre as várias entidades educativas e culturais
que
desenvolvem o processo de Educação Permanente, situa-se a Biblio
teca, sob diferentes modalidades, entre as quais a BP.
A Biblioteca Pública áé um dos principais organismos que
visa proporcionar a todos o livre acesso aos registros do conhe
cimento e das idéias do homem, bem como ás
ãs expressões de sua
imagem criadora. Define-se como a instituição democrática
a
serviço da educação, cultura, informação e lazer, aberta a todo
e qualquer membro da comunidade.
"A Biblioteca Pública, em condições normais, êé um "campo
neutro", onde todos ou pelo menos a maioria das pessoas se sente âã vontade. Esta é uma verdade que pode ser dita de muito '
poucas Instituições
instituições públicas e que serve de base a um planejamento constante do trabalho de bibliotecários de Bibliotecas Pú
blicas". (24)
445

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�"Por isto, é indispensável que a Biblioteca Pública não
desenvolva, mesmo não intencionalmente, atividades voltadas só
dejsenvolva,
para uma instituição ou classe de l.eitores, mesmo que estes
'
constituam forte contingente.
Seus acervos, seus serviços e suas atividades devem refletir um equilíbrio para motivar a freqüência
freqllência de todos os segmentos da comunidade, com materiais adequados ao maior número '
possível deles". (24).
Além dos objetivos comuns a todas as Bibliotecas Públicas, a Biblioteca Pública Estadual é, para o seu Estado, o que
uma Biblioteca Nacional é para o seu País - "responsável pela '
aquisição, preparação e preservação de um acervo que corresponda ao que de melhor se puder coletar em todos os ramos do conhe
cimento, constituindo uma característica especial sua, a guarda
desse patrimônio como bem público, inatingível, intransferível
e inalienável". (2)
A Biblioteca Pública Estadual deve manter um equilíbrio
entre conservação e mudança: de um lado protegendo o patrimônio
cultural existente em seu acervo e, de outro, renovando-se e atualizando-se, principalmente tendo em vista seu amplo universo
de leitores, que é o povo.
£s Bibliotecas Públicas, em qualquer sistema de AdminisÂs
tração Pública a que pertença, cabe atender a esse universo de
leitores. Deve apoiar o ensino formal também por competência e
principalmente por necessidade prática, uma vez que o sistema '
prlnclpalmente
educacional do país ainda precisa e precisará das Bibliotecas '
Públicas no assessoramento do ensino. Mas, sem abdicar de sua
condição de biblioteca do povo.
A Biblioteca Escolar éê a agência diretamente responsável
pela tarefa de secundar a ação educacional das escolas, devendo
ser preparada, organizada e voltada para o seu público específi
específi^
CO,
co, interessado em diferentes tipos de respostas para os temas
programãtlcos.
dos conteúdos programâticos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação reforça a necessidade das Bibliotecas Escolares, ao enumerar como condições es
senciais de ensino:
senclals
ensino; a) tipo de estudo dirigido; b) livros exis446

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-11/

�tentes na biblioteca, sua organização e efetiva utilização.
A escola instrui - a biblioteca amplia e reforça esta ins
in£
trução - ambas educam.
3 - A BIBLIOTECA POBLICA DE MINAS GERAIS, ATUAL CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
3.1 - Aspectos históricos e competências
A BPMG foi criada pela Lei nÇ
n9 1.087, de 02.06.54, com o
objetivo de "promover, pelos meios ao seu alcance, a difusão da
cultura geral”.
geral". Entre as suas competências, citava-se a de "coo
perar na criação e manutenção de bibliotecas públicas do interior do Estado".
Quando de sua transferência para a Secretaria de Estado '
do Trabalho e Cultura Popular, em 1963, persistiram
persistircim as competências a ela atribuídas anteriormente, as quais foram regulamentadas pelo Decreto n9 6.884, de 19.03.63.
Transformando-se aquela Secretaria em See.
Sec. de Estado do
Trab, e Ação Social, pela Lei n9 4.429, de 09.02.67, a BPMG conTrab.
tinuou a pertencer âã sua estrutura orgânica. 0O Dec. n9 10.426,
de 22.03.67, que regulcimenta
regulamenta a SETAS,- trata em seu Art. V da
'
BPMG. Nota-se, então, entre as competências dessa, a de "manter
Setor especializado de bibliografia concernente ao Estado de Minas Gerais e de documentação mineira", atribuição condizente com
a sua característica de Biblioteca Estadual.
0 Decreto n9 16.125, de 04.03.74, ao reorganizar a SETAS,
reestruturou a BPMG; o último organograma desse órgão, oficialmente estabelecido, data daquela época.
Considerando-se a administração por sistema implantada no
Estado,.o
Estado,,o posicionamento da BPMG com o objetivo de difusão cultu
ral revelou-se impróprio na SETAS, pela falta de identidade
de
objetivos.
Em consonância com a política cultural delimitada pelo '
Plano de Governo de Minas Gerais para 1975/79, a BPMG vinculouse, através do Dec. n9 17.113, de 22.04.75, ãâ Coodenadoria
de
447

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♦

11

12

13

�Cultura do Estado, cujo objetivo é "coordenar as atividades dos
órgãos e entidades de promoção, incentivo e apoio ãs manifestações culturais e de preservação do patrimônio histórico e artístico do Estado de Minas Gerais, bem como a política editorial de
interesse artístico, literário e científico". Tal vinculação '
conferiu ã BPMG subordinação similar ãâ da Biblioteca Nacional, '
vinculada ã Secretaria de Cultura do MEC.
Por injunções políticas então vigentes, a BPMG não teve '
oportunidade de se firmar em definitivo na Coordenadoria de Cultura do Estado, passando, um mês depois, a integrar o Sistema '
Operacional de Educação, por força do Dec. n9 17.165, de 23.05.
75.
a
0O Dec. n9 17.323, de 18.08.75, transferiu a BPMG para
Secretaria de Estado da Educação e fez lotação de cargos.
Essa Secretaria foi reorganizada através do Dec. n9 18.749
de 13.10.77, tendo "por finalidade a consecução de objetivos
e
metas estabelecidos no planejamento global do Estado para o setor de educação". Nesse Decreto, a BPMG figura como Departamento da Superintendência Educacional, cujo objetivo operacional éê
"promover a implementação da política educacional através da
'
ação pedagógica", reunindo em sua composição as Diretorias
de
Ensino de 19 grau, de 29 grau, de Ensino Supletivo, de Assistência ao Educando, de Ensino Superior, a Diretoria de Bibliotecas
e a BPMG.
Através do Dec. n9 18.749, acima referido, foi criada
a
DBCAS (que até então funcionava como Coordenadoria), com os obje
tivos operacionais de "supervisionar e coordenar as atividades '
relacionadas com o Setor de Bibliotecas integrantes do Sistema";
ã BPMG foram atribuídos os objetivos operacionais de "executar a
política do setor de Bibliotecas do Sistema" subordinando-se tec
nicamente ã DCAS.
Sete meses após,
apôs, quando da reabertura da BPMG ao público,
após a reforma física por que passou, visando dotá-la de condições para ser órgão central do sistema bibliotecário, a entidade foi transformada pelo Dec. n9 19.173, de 09.05.78, em Centro
de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa", com os objetivos
448

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�operacionais de "propiciar recursos de apoio ã educação formal
e complen.ento ao processo educativo informal, de maneira a assegurar o desenvolvimento integral e harmônico da comunidade".
Ao CEP, subordinado administrativamente ã Superintena
dência Educacional/SEE e tecnicamente ã DBCAS, é retirada
competência de executar a política do Setor de Bibliotecas.
Ã DBCAS são estabelecidos, então, como objetivos operacionais: "supervisionar e coordenar a execução da política do
setor de bibliotecas" (Anexo I do Dec. n9 19.173, de 09.05.78).
Com a transformação da BPMG em CEP, vão se transferindo
para este os programas culturais antes atribuídos, entre outros,
ã competência da DAE/SEE, cuja área de atuação atinge a prê-es
pré-es
colarização, as Diretorias de Ensino de 19 grau, de Ensino de
29 grau, de Ensino Supletivo e instituições comunitárias emtra
em tra
balho integrado com instituições escolares.
A Ordem de Serviço n9 28/79, do Senhor Secretário de Es
tado da Educação encarregou a Superintendência Educacional de
promover a mudança do Setor de Programas Culturais da DAE/SEE
para o CEP, a partir do dia 23.07.79 "tendo em vista a maior
racionalização dos serviços de Assistência ao Educando (DAE) e
do Centro de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa" (CEP) e
a fim de evitar duplicação de esforços para fins idênticos".
3.2 - Dotações Orçamentárias
Enquanto órgão autônomo, a BPMG contava com verbas próprias, fator de primordial importância para a sua instalação,
a crescente consecução de seus objetivos,e, particularmente,pa
ra a formação e ampliação de acervo que, então, pôde ir se enriquecendo de valiosas obras bibliográficas.
Como Departamento da Sec.
See. de Est. do Trab.
Trab, e Cultura Popular, depois SETAS, obteve desta todo o empenho no sentido de
lhe serem facultadas condições de desenvolvimento, mas a BPMG
já se ressentia de dificuldades de obtenção de recursos financeiros satisfatórios. O seu acervo era adquirido através
da
See. de Est. da Administração;as verbas para aquisição de periõ
Sec.
perió
dicos regionais e estrangeiros, a conservação do acervo, a iitplan
inplan
tação de novos serviços e para atividades culturais,
publicações, manutenção e despesas de custeio, faziam parte das dota449

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&lt;/

Q0

II
11

12
12

13
13

�ções orçamentárias
orçcunentãrlas da SETAS. Aquela época, créditos especiais
foram abertos ã SETAS, através de Decretos, para a
aquisição
das Bibliotecas Prof. Tancredo Martins e Prof. Mário Casasanta,
destinadas a se Incorporarem ao acervo da BPMG.
3.2.1 - Reforma do prédio da BPMG
Em 1976, foi destinada ã BPMG, jâ
já Incorporada ã SEE, ver
ba da SAREM (Secretaria de Articulação entre Estados e Municípios; recursos financeiros federais,-ora
federais, ora extintos) no valor de
Crí 4.310.000,00 (quatro milhões, trezentos e dez mll
Cr$
mil cruzeiros) , para: - reforma e adaptação do prédio da BPMG; - aperfei
aperfe^
çoamento de recursos humanos para Bibliotecas Comunltãrlas;
Comunitárias;
estudo e análise da estrutura de recursos materiais e humanos
da BPMG;'- aquisição de móveis e equipamentos.
Essa dotação fora prevista no projeto "Bibliotecas Comunitárias", da Coordenadorla de Bibliotecas da SEE, do qual
nltãrlas",
a
BPMG seria o órgão executor.
Para 1977/78, o Projeto "Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas - Sub-sistema
Sub-slstema de MG", também da Coordenadorla de Bibliotecas, programou para a BPMG, que seria a entidade executo
ra da política bibliotecária mineira, a aplicação de recursos
do MEC/INL, da ordem de Cr$ 1.000.000,00 (hum milhão de cruze^
cruzei
ros) facultando-lhe as melhorias:
melhorias; - Instalação
instalação da Divisão de
Apoio Escolar; - reaparelhamento da Divisão Infantil; - instaInsta(Multimeios).
lação do Centro de Atividades Culturais (Multlmelos).
3.2.2 - Dotações Orçamentárias 1978/82
Bm 1978, a dotação orçamentária para o CEP foi a destina
verbas
da anualmente ã sua "Manutenção", onde se incluem
Incluem as
para Diárias de Viagem, Transporte e Acondlcionamento,
Acondlclonamento, Impressão e Encadernação, Aquisição de Jornais e Revistas e outras '
menores.
com
Com a transferência das promoções culturais da DAE/SEE '
para o CEP, repassaram-se para este., nos anos de 1979/80,
19 79/80,
as
verbas daquela Diretoria destinadas às
ãs referidas promoções (a£
(as
sinaladas com asterisco no quadro de Dotações Orçamentárias).
slnaladas
Essas verbas, em 1981, englobaram-se na dotação orçamentária pa
450

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�ra a "Manutenção do CEP", sob rubricas adequadas.
Em 1980, foi implementado o PRODIARTE (Programa de Desen
volvimento Integrado Arte/Educação), para o 19 grau, com verba da QFSE (Quota Federal Salário Educação - repartida entre '
Estados e Municípios, de acordo com projetos de âmbito nacional; ação prioritária;
prioritária: educação).

Em 1981 foi liberada verba da QFSE para o projeto PromoCulturais, parte da qual destinou-se ao PRODIARTE - Cr$..
ções .Culturais,
2.200.000.
00 (dois milhões e duzentos mi
1.242.000.
00 (hum milhão, duzentos e qua
zeiros) para projetos voltados para a Educação Permanente.
Para 1982, além da anual dotação orçamentária para "Manu
tenção" serã
será liberada para o CEP verba da QESE (Quota Estadual
Salário Educação - destinada a projetos para o 19 grau), no va
lor de Cr$ 5.350.000,00 (cinco milhões, trezentos e cinquenta
mil cruzeiros) para aplicação no projeto "Melhoria da Educação
Geral", voltado para o 19 grau, de acordo com os critérios básicos determinados pelo MEC: - ações preferenciais para crianças de la. a 4a. série; - escola e professor. A verba para o
PRODIARTE, no valor de Cr$ 3.300.000,00 (trés
(três milhões e trezen
tos mil cruzeiros) estará incluída na dotação da QESE.
Sem recursos financeiros, dentro do orçamento da SEE, a
programação bibliotecária apresentada para 1982: - projeto de
organização do Setor de Obras Raras; - dinamização de atividades pertinentes ã Coleção Mineiriana
Hinelriana (como implantação de projeto "Memória falada de Minas"): - aplicação dos serviços
de
extensão bibliotecária; - dentre outros relevantes.
(A seguir, quadro global de Dotações Orçamentárias 1978/
82) .

451
4^1

Digitalizado
gentilmente por:

�ANO
19 78
1979
1980

1981
1982

DESTINAÇAO
DESTINAÇÃO
PROJETO (P)
ATIVIDADE (A)
A
A
A
A
A
A
A
P
P
A
.P
A
P

VERBA ANUAL FONTE DOS
(em Cr$l,00) RECURSOS
212. 000
212.000
619.000
000
619.
350.000
000
350.
540.000
540
. 000
838.600
838.
600
400.700
400
. 700
300
230.300
230.
350
350.000
. 000
1.950.000
1.950.
000
2.346.000
2.346.
000
3.442.
3.442.000
000
3.510.
3.510.000
000
5.350.000
000
5.350.

Manutenção do CEP
Manutenção do CEP
Concursos Literãrios*
Literários*
Publicação/Divulgação*
Manutenção do CEP
Concursos Literários*
Publicação/Divulgação*
Educação Artística*
PRODIARTE
Manutenção do CEP
Promoções Culturais
Manutenção do CEP
Melhoria da Educação Geral

Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
QFSE
Tesouro
QFSE
Tesouro
QESE

3.3 - Verbas para acervo
Ã BPMG não vêm sendo liberadas verbas para compra de livros, de maneira sistemática, conforme amostragem abaixo, relativo ao período 1973/81 (não houve liberação de verba nos anos
que não figuram no quadro; em 1977, a Biblioteca esteve fechada
para reforma):

ANO
1973
1976
1978
1979
19
79
1980

QUANTIDADE DE
LIVROS
TiTULOS VOLUMES
1.800
3.600
2.789
132
162
50

VERBA ANUAL
(em Cr$l,00)

3.000
4.883
6.711
622
1.619
888

97.170
373.029
738.933
34.550
100.016
105.644

OBSERVACOES
Livros
Livros
Livros
Livros
Livros

considerados M.Permanente
considerados M.Permanente
didáticos (M. Consumo)
didáticos (M. Consumo)
didãtioos (M. Consumo)
didátioos

As aquisições de 1976 e 1978 (livros considerados como Ma
terial Permanente) foram efetuados através de recursos do Tesouro, destinados ãà manutenção da SEE e negociados pela Coordenadoria de Bibliotecas; os livros didáticos foram adquiridos com ver
bas de Material de Consumo, daquela Secretaria.
Até o presente momento, não se efetivou compra de materim.ateriais audiovisuais para a CEPLB; o pequeno acervo desse tipo, exis
tente ,deve-se ã doações.
452

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gentilmente por:

�Para 1982 não está prevista liberação de verbas para com
pra de livros e de materiais audiovisuais.
4 - anAlise
ANÄLISE dos
DOS problemas
PROBLEMAS
4.1 - Perda da identidade da BPMG e do seu espaço cultural já
conquistado na comunidade
Analisando-se o Decreto que transformou a BPMG em CEP,vêse que as competências a este atribuídas enquadram-se nas de B^
blioteca Pública: "I - Reunir e organizar acervos bibliogrãfibibliográficos e audiovisuais para colocá-los a serviço da comunidade; IIPromover atividades visando ao desenvolvimento de outras lingua
gens como meio de comunicação; III - Incentivar o uso do livro
como fonte bãsica
básica de informação e lazer; IV - Pesquisar e reunir bibliografia relativa a Minas Gerais, colocando-a ã dispôs^
ção dos usuários" {Dec.
(Dec. nV 19.173, de 09.05.78, anexo 2, item
4). Nota-se uma minimização dessas competências em relação
ãs
às
estabelecidas em Decretos anteriores para a BPMG, uma vez
que
não ê atribuída ao CEP a competência de atuar como órgão central
do sistema regional de bibliotecas públicas.
Considera-se o CEP como Biblioteca Pública, ao subordinálo tecnicamente ã Diretoria de Bibliotecas. Nota-se, entre as
competências desta Diretoria, as de:
supervisionar, coordenar, acompanhar e avaliar as atividades das bibliotecas integrantes do Sistema e do Centro de Educação Permanente "Prof.
Luiz de Bessa"; - desenvolver atividades visando àã formação da
rede estadual de bibliotecas escolares, escolares-comunitãrias
e públicas, para apoio ao sistema formal de ensino e ãâ educação
permanente" (Dec. n&lt;?
nV 19.173,de 09.05.78, Anexo I,item 3, parágrafos III e IV).
Paradoxalmente não figura no CEP nenhuma identidade de B^
Bi
blioteca Pública; tal Identificação
identificação nominal persiste apenas of^
ciosa e tradicionalmente - o povo continua chamando o órgão de
"Biblioteca Pública".
A ausência dessa identidade ocasiona, entre outras,dificu^
outras,dificul
453

Digitalizado
gentilmente por:

�dades de caracterização das Divisões e Setores Bibliotecários.
Designações específicas
especificas de serviços bibliotecários, como: Proces
sarnento Técnico, Divisão de Referência, Divisão Circulante, etc.,
não definem o seu conteúdo, quando inseridas em um organograma '
de Centro de Educação Permanente. Questiona-se: o que significa
ria uma Divisão Circulante, em um CEP ? Da mesma forma. Divisão
de Referência, Divisão de Processamento Técnico ...
dlspendldos para manter o ór5rApesar de todos os esforços dispendidos
gão atuante como Biblioteca Pública Estadual, este vem perdendo
a possibilidade de consecução satisfatória dos objetivos inerentes a tal tipo de organismo.
A sua capacidade de atendimento aos lèitores
leitores vem diminuindo ,
vez que não existe constante e planificada aquisição do acervo '
bibliográfico, por falta de dotações orçamentárias suficientes,
o que, faça-se justiça, vem se comprovando há tempo. Paralelamente, não se adquirem, através de compra, materiais audiovisuais, indispensáveis numa Biblioteca Pública moderna.
As Bibliotecas Públicas desenvolvem uma ação educativo-cul
tural, e, concomitantemente, representam um "produto"
"produto” de cultura,
produto esse traduzido em forma de acervo e que, notadamente em
se tratando de Bibliotecas Públicas Estaduais, é patrimonial, de
vendo ser preservado, enriquecido, organizado e colocado ã dispo
slção do público.
sição
O critério de distribuição de recursos financeiros, dentro
do atual
atu^l sistema, para os projetos e atividades do CEP constitui
um entrave ao desenvolvimento dos serviços específicos da área '
bibliotecária, previstos e necessários ao bom desempenho do órgão.
Ações prioritárias para o CEP vêm sendo os projetos e atividades voltados para o 19 e 29 graus, concordantes com as diretrizes para a aplicação das verbas liberadas para a educação, '
com os objetivos operacionais e competências da Superintendência
Educaclonal/SEE.
Educacional/SEE.
A desfiguração da BPMG como Biblioteca Pública Estadual
a sua configuração numa espécie de grande biblioteca escolar
454

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

e
e

�de apoio aos objetivos do sistema operacional da educação,refor
ça a assertiva da deficiência da rede de bibliotecas escolares
do Estado.
4.2 - Ausência de definição que caracterize a natureza e os
'
princípios de um centro de educação permanente; ausência,
no CEP, de uma estrutura orgânica oficializada, após o De
ereto de transformação
A definição e execução de qualquer política ou programa
de ordem educacional, cultural, administrativa ou social supõe
a adoção de uma filosofia conceituai e operativa que defina os
termos de seus objetivos e de seus processos organizatõrios;que
organizatórios;que
estabeleça as regras de ação interpretando a realidade onde ela
se processará; que estabeleça os princípios capazes de fundamen
tar a ação proposta.
Dentro desses critérios, foi criada a BPMG. Dada a complexidade e abrangência da Educação Permanente, torna-se difícil
conceituar o que devesse ser um "Centro de Educação Permanente"
ou mesmo delimitar ãreas de sua atuação.
No caso da BPMG, nota-se que a desativação do órgão, para
dar impulso a outro, não foi precedida de uma prudente análise
e definição da exata natureza do CEP.
Dal, verifica-se nesse órgão, estabelecido basicamente na
estrutura jâ
já existente da BPMG, uma forma operativa que vem abrangendo atividades complexas e diversificadas, características
de Biblioteca Pública e outras especificamente da área
ârea de Educa
ção, voltadas para o trinômio
trinõraio escola/aluno/professor.
A organização do CEP, na estrutura orgânica da SEE, é
'
classificada a nível segundo (Diretoria da Superintendência Edu
caclonal/SEE), quando devido âã complexidade e diversificação de
cacional/SEE),
suas atuais atividades, somadas ás
ãs muitas outras que um "Centro
de Educação Permanente" pode desenvolver, exigiríam
exigiriam que o órgão
fosse estabelecido a nível de organização mais elevado, comportando Diretorias interdependentes, mas autônomas.
Qucinto
Quanto ã organização interna, não se efetivou oficialmente a necessária reestruturação do órgão, após sua transformação.

455
455,

Digitalizado
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11

12

13

�5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
- Todas as instituições que exercem ou podem exercer
fluência sobre o Homem, são agentes de educação permanente;

in-

- torna-se bãsico
básico para essa educação permanente a existên
cia de condições internas que independem da instrução formal (do
prõprio
próprio ser humano); e externas (econômicas, políticas, sociais
e culturais), que propiciem a auto-educação;
- além dessas condições, é preciso que a própria sociedade se organize favoravelmente para motivar o auto-desenvolvimento do indivíduo, ativando todos os órgãos capazes de facultar a
sua educação permanente;
- interessando-se as autoridades competentes em oficializar a educação permanente (acelerando seus processos naturais através de serviços e atividades que visem ã auto-educação,
no
período de vida mais produtivo das pessoas, tendo em vista um re
torno prático no investimento - educação), éi necessário que os '
órgãos responsáveis por esta educação permanente oficializada se
õrgãos
jam o mais possível autônomos, com competências abrangentes
e
recursos amplos, que lhes permitam concorrer de fato para melhoria de vida do maior número possível de pessoas, nas mais diferentes faixas etárias e diferentes níveis de'instrução;
de instrução;
- a Biblioteca Pública é reconhecida ,internacionalmente
internacionalmente '
como um dos agentes básicos da educaçao
educação peri^anente
periçanente em qualquer '
nação, estado ou comunidade;
- segundo o Manifesto da UNESCO (16) a Biblioteca Pública
"deve ser estabelecida ãâ base de dispositivos legais inequívocos
que regulem a prestação de um serviço de alcance nacional. É indispensável que as Bibliotecas Públicas cooperem entre si de for
ma organizada, para que haja plena utilização de todos os recursos nacionais e para que os mesmos possam estar â disposição de
qualquer leitor";
-"a Biblioteca Pública deve, para que possa desencumbirse de sua missão, conservar sua identidade própria, permanecendo
como uma instituição independente" (16)

456

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�-"os custos do serviço de biblioteca pública devem ser
cobertos com recursos públicos proporcionados pelo governo central ou pela administração local, ou por ambos. Principalmente
nos países em desenvolvimento, o governo central deve desembolsar uma ajuda substancial para esse fim. Têm que ser previstas
as fontes que assegurarão o financiamento de forma contínua, e,
todas as autoridades locais que detenham algum grau de responsa
bilidade pela supervisão, deverão ter a faculdade concedida por
lei, de levantar recursos financeiros" (16);
- o espírito
espirito da legislação que criou os Sistemas Operacionais da Administração Pública em Minas Gerais definiu com cia
reza a finalidade desses Sistemas, qual seja, "a de reunir orgãos e entidades afins, integrados por vinculação ou cooperação,
sem prejuízo da respectiva natureza jurídica, visando ã consecução de objetivos e metas governamentais interdependentes" (Art.
69 do Dec. n9 14.446, de 13.04.72, que define o Sistema Operacio
nal da Administração Pública);
- a criação da Coordenadorla
Coordenadoria de Cultura, pelo Decreto n9
17.112, de 21.04.75, com o objetivo de "coordenar as atividades
dos órgãos e entidades de promoção, incentivo e apoio às manife£
manifes
tações culturais ..." vem, em sua amplitude, ao encontro da atua
ção das Bibliotecas Públicas Estaduais e Municipais, no contexto
sõcio-cultural e educacional de suas comunidades;
- o Decreto n9 17.113, de 22.04.75, que indica a composição dos Sistemas Operacionais da Administração Pública Estadual,
veio, de forma positiva, ratificar a deliberação governamental '
de reunir órgãos afins; em seu Art. 59, item 3, h, inclui a BPMG
entre os órgãos vinculados ã Coordenadorla
Coordenadoria de Cultura;
- é coerente que o posicionamento da BPMG, na Administração Pública
pública Estadual, seja estabelecido a modelo da Biblioteca '
Nacional, no âmbito federal.
6 - CONCLUSÃO
A reflexão crítica
critica suscitada pela situação do CEP conduz
a diversas conclusões, registrando-se as mais expressivas:

457

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♦

-11/

�- o fato da transformação da BPMG em CEP não alcançar os
resultados desejados, seja no sentido de se implantar um verdadeiro "Centro de Educação Permanente", na inovação que a idéia
exprime, seja no sentido de fortalecer a entidade já atuante co
mo Biblioteca Pública Estadual;
- pontos positivos são notados na experiência, citando se entre outros: - um melhor atendimento ã educação voltada
'
principalmente ao 19 grau, meta prioritária do atual governo; liberação de verbas para promoções culturais, antes alocadas na
DAE/SEE e agora transferidas para o CEP, aplicadas em projetos
e atividades que, vez por outra, beneficiam serviços e atividades da área de Biblioteconomia; - instalação da Sala de Musica,
Música,
prevista desde a criação da BPMG; - a implementação das Assesso
rias Cultural e Administrativa.
Em decorrência dos problemas ocasionados ã BPMG
pela
transformação, o Grupo Representativo de Bibliotecários do CEP,
no presente momento, ou seja, em agosto de 1981, está empenhado
na elaboração de um documento a ser enviado ao Senhor Secretário de Estado da Educação, onde analisa a transformação da BPMG
em CEP, suas consequências e a avaliação da atual situação.
Pretende, com essa iniciativa, defender a necessidade de
acionamento de uma política de melhoria que atenda aos requisitos de dinamização e modernização dos serviços técnicos bibliotecários e sensibilizar as autoridades competentes para tomada
de decisões que redefinam a Biblioteca Pública de Minas Gerais,
que a revalorizem e lhe concedam meios de atingir, a nível satisfatório, a consecução de seus objetivos.
ABSTRACT
The librarians of Centro de Educação Permanente "Prof.
Luiz de Bessa" (Permanent Educational Center "Prof. Luiz
de
Bessa") analise the transformation of the Public Library of
Minas Gerais in Permanent Educational Center throught its
history, legal competence and budget. An avail
avaliation
at ion carried out after
458

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�three years of experience showed, after the transformation, a
necessity to create a new structure and redefine the Public
Library of Minas Gerais into the cultural and educational
system of the State. They also call the atention of the other
System
states for similar situation that they can face.
States

BIBLIOGRAFIA
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Educatlon and Sicence,
Slcence, 1973, p. 60.

461

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-y
♦

�DIVULGANDO O FOLCLORE EM MINAS GERAIS

CDD 398.0981
CDU 398 (81)
Marilia Salgaío Gontijo - CRB -6 244
Rcmanelli - CRB-6 113
Maria de Lourdes Cortes Ratanelli
Regina Mariné
Marine da Cunha Fleischer - CRB-6 088

RESUMO

Relato de experiência realizada pelo Grupo de Bibliotecários de Ciên
cias Sociais e Humanidades de Minas Gerais no campo do folclore,con^
folclore,cons
tando de: bibliografia de obras encontradas em três importantes bi bliotecas
bllotecas do Estado, bibliografia de bibliografias de folclore e exposição de trajes e objetos folclóricos das festas mineiras.

Todos os anos acontece a mesma coisa nas bibliotecas
de Belo Horizonte no mês de agosto. Os alunos de 19 e 29 graus precisam de informações sobre folclore e não as encontram nas bibliote
cas. As perguntas são muitas
multas e as respostas insuficientes. Se não
houvesse realmente material, nada poderiamos fazer. Mas, na verdade,
os livros, revistas, discos e jornais estão nas bibliotecas, mas co
mo não foram analisados na integra, não são também recuperados. Por
essa razão, o Grupo de Bibliotecários de Ciências Sociais e Humanida
des da Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais teve a idéia de
levantar todo o material existente no Estado sobre o assunto; uma b^
bliografià exaustiva que serviria
serviría não só aos estudantes, como aos es
e^
tudiosos do assunto. Foi feita uma reunião do Grupo com profissionais
de outras áreas, para se traçar o programa de trabalho. Dessa reunião
surgiram várias idéias. O objetivo principal seria atrair a atenção
462

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�do público
publico em geral para a bibliografia. Ficamos bastante entusiasma
das e resolvemos participar da Semana do Folclore, promovida pela
Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais. Procuramos o ilu£
tre folclorista,
folclorlsta. Prof. Saul Martins, e expusemos-lhe nossos propósitcs
propõsitcs
Com ele, eliminamos algumas idéias e chegamos ã conclusão de que o ideal seria organizar uma exposição de trajes folclóricos de Minas.F^
zemos um planejamento inicial da exposição, que constou de;
de:
1. Identificação das festas folclóricas em Minas.
2. Seleção dos grupos folclóricos das cidades do interior de maior
significação em cada uma das festas.
3. Localização dos dirigentes dos grupos folclóricos.
4. Escolha de local para a exposição.
5. Orientação de museólogo competente para a apresentação da mostra.
6. Publicidade do evento.
7. Visita das escolas de Belo Horizonte ã exposição.
8. Orientação aos visitantes.
9. Avaliação da exposição através de questionário aos visitantes.
Entregamos o plano ã Coordenadoria de Cultura, que
convocou uma reunião da Comissão Mineira de Folclore. Essa Comissão
aprovou nossas idéias. A Coordenadoria deu-nos seu apoio. Faltava ain
da o patrocinador. Solicitamos entrevista com a Presidente do Conselio
Conseüho
Estadual de Cultura, Sara Avila.
Âvila. Levamos-lhe o esquema de trabalho e
uma estimativa do custo total da exposição. Em sessão plenária, o Con
selho aprovou nosso piano
plano e resolveu patrocinar a mostra.
Contando sempre com o inestimável apoio do Prof. Saul
Martins, entramos em contato com os dirigentes dos grupos folclóricos
mineiros, por carta e por telefone. Fizemos uma lista dos trajes e ob
jetos que seriam enviados a Belo Horizonte.
Escolhemos para a realização da exposição a Grande Galeria da Fundação Clovis Salgado, por ser o local mais aprppriado e
mais central da cidade. Convidamos a museóloga Conceição Piló para or
ganizar a exposição propriamente dita. Sob sua orientação, foram toma
das as seguintes providências:
- Confecção de manequins para os trajes - blocos de isopor colados e
modelados (trabalho feito pelas próprias bibliotecárias do Grupo)
- Ampliação de fotografias das festas mineiras para colocação em pai463

Digitalizado
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♦

Q

ii

12

13

�néis vizinhos aos trajes, dando ao visitante uma idéia da festa vi
néls
v^
vo.
- Desenho de mapa do Estado de Minas Gerais com a localização das c^
dades representadas na exposição.
- Cessão de vitrines pelo Museu de Arte de Belo Horizonte para colocação de jóias e peças de prata e ouro.
- Preparação do catálogo.
A publicidade ficou a cargo da Coordenadoria de Cultu
ra que mandou confeccionar o cartaz comemorativo da Semana do Folclo
re e imprimir o catálogo da exposição. Encarregou-se ainda da distri
buição dos cartazes pela cidade, além dos anúncios e reportagens nos
meios de comunicação (rádio, televisão e jornais).
Através da Secretaria de Estado da Educação, enviamos
a todos os grupos escolares da Grande Belo Horizonte, convite para
visitar a exposição. As
Äs escolas particulares foi também enviado o me£
mo convite, pela Coordenadoria de Cultura.
A fim de orientar os visitantes e, principalmente, as
escolas, foi organizado rodizio
rodízio dos 25 membros do Grupo de Bibliotecários de Ciências Sociais e Humanidades de Minas Gerais para todos
os dias da exposição, turnos da manhã, tarde e noite. Para isso, as
bibliotecárias compareceram
compateceram ã exposição e receberam instruções do
Prof. Saul Martins e dos chefes dos grupos folclóricos,antes de sua
inauguração. Além das bibliotecárias que atuaram como Cicerones,
cicerones, o
Grupo contratou três recepcionistas, uma para cada turno, que ficaram
encarregadas da distribuição do catálogo e da marcação de horários
para as visitas das escolas.
Ao lado da exposição, oferecemos também vários filmes
documentários das festas folclóricas mineiras. A Fundaçã'o
Fundaçãb Clovis Sa^
gado conta com excelente sala de projeção, a Sala Humberto Mauro, com
100 lugares. Os filmes foram exibidos a intervalos regulares, várias
vezes ao dia. Desse modo, quase todos os alunos das escolas que fizeram visitas programadas ã exposição, tiveram oportunidade de assistilos. A bibliotecária cicerone também fazia breves comentários, antes
de cada filme a ser exibido.
Para avaliar a exposição, foi elaborado questionário
aes visitantes, que contribuiram bastante com idéias e sugestões. Eis
aos
algumas delas:
464

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I
-11/ Q

I
II

I
12

13

�- "A exposição deveria ter contado com a colaboração de mais cidades
mineiras, tendo em vista a grande riqueza do folclore do nosso E£
tado."(12 respostas)
- "Continuem mostrando-nos coisas do nosso Pais.
País. Cultura nunca é demais ."
."
- "Espero que vocês não parem aqui e organizem mais exposições. Dessa
forma, estarão contribuindo para a valorização da cultura do nosso
povo." (11 respostas)
- "Levar a exposição a outros estados, se possível a outros países."
- "Precisamos incentivar nossos costumes e tradições. Não podemos per
pe£
mitir que as tradições mineiras sejam sufocadas pelo progresso."
- "Deveria constar junto ã capa e coroa dos reis da Congada o nome d£
de
les, procedência e o nome da Guarda."
- "Excelente a iniciativa de propagar costumes tipicamente brasileiros. £E bem completa a mostra, alêm da gentil apresentadora que,
com muita paciência, respondeu a todas as minhas perguntas. Obrigada);""
gada
- "Lindo cartaz)
cartaz! Diz tudol"
tudo!"
- "A exposição está excelente. Não podería
poderia ser melhor. Parabéns!£
Parabêns)£ Isom
a gente ver de perto o folclore brasileiro."
- "Gostei do incentivo ã arte popular mineira."
- "Deveria ser criado o Museu do Folclore. (2 respostas) (Observação:
existe, mas não ê conhecido).
Ele já existe,,
- "Deveria ser feita pesquisa sobre o folclore rural de Minas (ex:ch£
(ex:che
gada do milho)."
- "Realização de festas folclóricas ao vivo em Belo Horizonte para o
povo conhecer de perto suas próprias manifestações." (3 respostas)
- "Valorizar mais nossa cultura com mais exposições, filmes e prcpagan
da."
- "Intensificar as atividades relacionadas ã nossa cultura popular e
ãâ nossa arte em geral, com constante apoio governamental nos níveis
estadual e federal."
0 saldo da exposição foi compensador: comparecimento de
16.000 pessoas e de um grande número de escolas da rede estadual é da
rede particular. O Grupo certamente contribuiu muito para a Semana do
Folclore em Minas Gerais em 1979. Alêm de atrair a atenção para a bibliografia a ser elaborada, tornou mais conhecida e respeitada a cla£
465

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gentilmente por:

11

12

13

�se profissional de bibliotecários, facilitando para o futuro o apoio
dos órgãos do Governo do Estado às
ãs nossas iniciativas.
Pretendiamos, incjalmente,
incialmente, fazer a pesquisa bibliográ
bibliogrã
fica apenas nas bibliotecas ligadas ao Grupo. Posteriormente, sentimos a necessidade e a oportunidade de estender a pesquisa a outras
bibliotecas, tanto da Capital quanto do interior do Estado. Essa pr^
pri
meira fase do trabalho foi desenvolvida na Capital com recursos próprios das bibliotecas e membros do Grupo e com a colaboração dos bibliotecários das instituições pesquisadas. No interior, os dados foram levantados pelas prefeituras municipais, com a colaboração dos
departamentos de Educação e Cultura, bibliotecários, responsáveis per
bibliotecas públicas e comunitárias,representantes do MOBRAL, foi cloristas e outras pessoas interessadas na pesquisa.
Até setembro de 1980 foram os seguintes os resultados
do trabalho, relativos âã pesquisa bibliográfica:
1. Levantamento de Bibliografia das Bibliografias já existentes.
2. Levantamento de dados novos, na Capital.
Bibliotecas já pesquisadas;
pesquisadas: Centro de Educação Permanente Prof.
Luiz de Bessa (Biblioteca Pública do Estado), SESC, SENAC, Fundação João Pinheiro, Escola de Belas Artes, Centro de Recursos Huma
nos João Pinheiro, Faculdade de Educação, Faculdade de Filosofia
e Ciências Humanas e Centro Pedagógico da UFMG, parte da coleção
particular do Prof. Saul Martins.
3. Levantamento de dados novos, no interior.
Recebemos respostas de cerca de 190 municípios mineiros, com grande número de dados, incluindo trabalhos inéditos e outros
em fase de preparação para publicação.
A apresentação do plano de trabalho e da pesquisa bi bliogrâfica na Coordenadoria de Cultura motivou a Comissão Mineira de
Folclore e demais representantes de entidades ligadas ao assunto, a
planejar e realizar, durante a Semana do Folclore, "Simpósio para Co
municações de Pesquisas em Andamento". O primeiro, realizado em 1979
municaçóes
contou com a apresentação de 9 pesquisas. No segundo, realizado em
1980, foram apresentados 16 trabalhos, incluindo pesquisadores de vã
rias áreas (arquitetos, urbanistas, geógrafos, musicistas, comunicõlogos, jornalistas) todos preocupados com os problemas da permanên cia X desvalorização de nossa cultura popular.
466

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*

�o0 Grupo apresentou o projeto inicial da pesquisa no
19 Simpósio, tendo recebido muitas sugestões dos especialistas inte
ressados pelo trabalho (alguns deles colocaram suas coleções particulares ã disposição do Grupo, para serem pesquisadas, porque conhe
cem a dificuldade de localização de obras sobre o assunto. No 29 Sim
pósio o Grupo pôde apresentar o primeiro resultado do trabalho que é
o levantamento das bibliografias gerais, regionais e especiais existentes.
Os dados já.levantados no Centro de Educação Permanente Prof. Luiz de Bessa (Biblioteca Pública do Estado), SESC e
SENAC e a dificuldade de concluir a pesquisa bibliográfica no momen
to presente nos levaram a pensar em publicar uma primeira parte do
trabalho. O preparo constou de:
- Conclusão da normalização dos dados.
- Elaboração dos índices de assunto e geográfico.
- Elaboração do prefácio (Prof. Saul Martins) e sumário.
- Datilografia.
- Revisão.
Gostaríamos de salientar alguns fatos a respeito do
trabalho relatado:
- O0 trabalho foi feito sob forma de colaboração, i.e., os bibliotecários compilaram o material existente em suas instituições dentro
do seu esquema de trabalho, o que nos sugere que todos estão aptos
a fazer o mesmo desde que se disponham.
- A receptividade foi enorme: pessoas do interior (não bibliotecários)
enviaram levantamentos em resposta âã solicitação do Grupo. E uma
forma de recuperar informações ainda não sistematizadas ou publica
das e que podem revelar novas riquezas ou curiosidades do nosso
Ccimpo a ser explorado. Por outro lado,
folclore. Trata-se de vasto campo
foi tão grande a quantidade de material recebido que há necessidade de elementos para o trabalho de normalização, não podendo a tarefa ser executada de modo semelhante aos levantamentos feitos den
tro da instituição.
- Em nosso País, onde as bibliotecas são pequenas e pobres, vemos
nesse tipo de trabalho uma forma de melhor divulgar o potencial in
formative das coleções, não só na área de folclore, como também em
formativo
vários outros assuntos.
467

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�ABSTRACT

Report on what on done by the Grupo de Bibliotecários
de Ciências Sociais e Humanidades de Minas Gerais on folklore in
the period of 1979 to 1981: bibliography of works found on three
important libraries of the State of Minas Gerais, bibliography of
bibliographies of folklore and exhibit of clothing and various items
of our popular events.

468

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-

Q

II

12

13

�CDD:027.800208
CDU:028:027.8(084.12)

AUDIOVISUAL PARA TREINAMENTO DE USUÄRIO
USUARIO
EM BIBLIOTECAS ESCOLARES

ENRIQUETA GRACIELA D. DE CUARTAS
GILCA MARTINS GATTI
Professoras do Departamento de
Biblioteconomia e História da
Fundação Universidade
do Rio
Grande.

RESUMO

Planejamento e roteiro de um treinamento
de
usuários de biblioteca escolar através de audiovisual. Acompanha questionário de avaliação.

469

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�1. Introdução
O desconhecimento por parte da clientela escolar
da utilização dos serviços da biblioteca e do acesso às
ãs fontes
de referência; a carência de recursos humanos especializados em
biblioteconomia que possam divulgar anplamente
aitplamente a utilização dos
serviços oferecidos pelas bibliotecas escolares e os problemas
e dificuldades na obtenção de verbas para aquisição de acerves
pertinentes e relevantes torna necessária uma atuação mais enér
gica por parte de bibliotecários e educadores envolvidos no pro
cesso educativo.
Como consequência, surgiu a idéia de montar um
audiovisual que instruísse os usuários das bibliotecas escolares quanto a recursos e serviços que a mesma pode oferecer. Para isso, contando com a colaboração da 189 Delegacia de Ensino, sediada na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul,
apresentou-se um projeto ao Programa para o Desenvolvimento
de
Recursos Humanos na Região de Fronteira do Brasil
Breisil com o
Uruguai-PRODERF, visando o patrocínio na montagem do
audiovisual
que ora apresentamos e que está baseado no "Manual do Aluno da
Biblioteca Escolar" editado pelo Centro de Documentação da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul.
Aprovado o projeto, combinou-se que a clientela
incluiría os alunos pertencentes às
ãs escolas das cinco
Delegacias de Ensino sediadas na região da entidade
patrocinadora,
atingindo ãâ faixa etária de 6 a 14 anos.

2. Objetivos
2.1. Objetivo geral: incentivar a freqüência ã biblioteca
colar, tornando-a um centro educativo, fonte inesgotável
informações e estimulo para o desenvolvimento intelectual
cultural da clientela escolar.
2.2. Objetivos específicos: após a assistência
a clientela deverá ter condições de:
470

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ao

esde
e

audiovisual

�- conhecer e utilizar os recursos e serviços da biblioteca
escolar;
- manusear corretamente as obras de referência, tais como
enciclopédias, dicionários, etc.;
- identificar e utilizar materiais não bibliográficos como folhetos, revistas, cartazes, recortes, etc.;
- reconhecer a fonte de lazer que é a biblioteca escolar;
- localizar assuntos nas obras, através de consulta
correta, a índice e sumário;
- participar das atividades de extensão da biblioteca escolar.

3. Conteúdo
- Apresentação da biblioteca e seus objetivos;
- Acervo da biblioteca: tipo
ordenação
uso
- Fichãrio:
Fichário: manuseio
utilidade
- C livro: suas partes
■ cuidados
- 0 uso da biblioteca: leitura na sede
pesquisa
emprés
empréstimo
timo
- 0 uso do material de referência: dicionários
enciclopédias
atlas
- Pesquisa: passos
redação
apresentação
- 0O trabalho social!zante
socializante
- Atividades de extensão: dramatização
jornal mural
exposições
jornal escolar
471

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�feira do livro
hora do conto

4. Recursos humanos
As responsáveis pela elaboração do projeto junto ao PRODERF, Bibliotecárias Enriqueta Graciela
Graciel a D. de Cuartas
e Gilca Martins Gatti, professoras do Departamento de Biblioteconomia e História da Fundação Universidade do Rio Grande conta
ram com a colaboração da Professora Alba Maria Dourado Corrêa,
responsável pela Biblioteca Escolar Castro Alves, Professora Ma
ria Isabel Xavier da Silveira, coordenadora das bibliotecas da
189 Delegacia de Ensino, Professor Flavio Figueiredo, e equipe
técnica da Fundação Universidade do Rio Grande.

5. Desenvolvimento
5.1. Características: o audiovisual constará de diapositivos co
cg
loridos realizados na Biblioteca Escolar Castro Alves anexa
ã
Escola Brigadeiro José da Silva Paes, acompanhados de texto explicativo gravado em fitas com fundo musical sugestivo.
5.2. Roteiro:
- Slide 1:
]: No mundo da Biblioteca
- Slide 2: Projeto realizado pela Fundação Universidade do
Rio Grande e 189 Delegacia de Ensino sob o
patrocínio
do Programa para o DCiSenvolvimento
Desenvolvimento de Recursos
Humanos
na Região de Fronteira do Brasil com o Uruguai-PRODERF.
- Slide 3: Realização das professoras Enriqueta Graciela D.
de Cuartas e Gilca Martins Gatti com a colaboração
das
professoras Maria Isabel Xavier da Silveira e Alba Maria
Dourado
Corrêa.
Do
urado'Co
rré a.
- Slide 4:
4; Orientação do Professor Flavio Figueiredo.
Fotografias da Fundação Universidade do Rio Grande, efetuadas na Biblioteca Castro Alves da Escola Fundamental
472

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-li/

�Brigadeiro
Brlgadelro José da Silva Paes.
- Slide 5:
5; Baseado no "Manual do Aluno da Biblioteca Escolar" da Secretaria de Educação - Porto Alegre, RS.
mundo do livro.
- Slide 6:
6; No inundo
- Slide 7; Através dos livros conhecemos as tradições,
o
folclore dos diversos países, novas raças, povos...
- Slide 8; podemos entender o que dizem, as pessoas de outras partes do mundo...
- Slide 9; entrcimos
entramos no mundo do cinema, da fotografia, da
televisão....
televisão..
- Slide 10; descobrimos como o homem chegou a lua...
- Slide 11; penetremos
penetramos no mundo fabuloso dos animais...
- Slide ]2;
]2: entramos no mundo encantado das fadas, da aven
tura. ..
..
- Slide 13; o livro é a.a chave para novos conhecimentos, a
abertura para novos horizontes.
- Slide 14;
14: Você
Vocé sabe o que é a biblioteca escolar? Não é
somente uma coleção de livros, é muito, muito mais... E6
a extensão .da
da sala de aula, onde você
vocé e seus professores
encontram material para complementar seus estudos e traencontrem
balhos .
- Slide 15;
15: ÉE nela que vocé
você satisfaz sua curiosidade e esclarece suas dúvidas, consultando seus livros, recortes,
mapas. Lã,
Lá, você também pode passar seus momentos de lazer .
zer.
- Slide 16; Lã ainda, vocé
você encontrará a bibliotecãria
bibliotecária para auxiliá-lo, orientando-o quanto ao uso do material e
aconselhando-o sobre suas leituras de estudo e
recreação.
- Slide 17;
17i Vamos ver como a Biblioteca está organizada?
Livros, folhetos, revistas, recortes, mapas,
gravuras,
são ordenados separadamente.
- Slide 18;
18: Perto da porta da biblioteca, você encontrará
as enciclopédias, os dicionários, os atlas e os almanaques que são os livros de referência e que você sõ
só pode^
poderá consultar no local.
rã
- Slide 19: Os outros livros estão ordenados nas estémtes
estantes
473

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�-

-

-

-

-

-

-

-

por assunto: literatura.literatura. História,
história, geografia, português,
matemática, ciências... Nas prateleiras, existem etiquetas que identificam os assuntos dos livros.
Slide 20: Estes, você poderá levar emprestado para casa.
Slide 21: As gravuras e recortes estão guardados em pastas ou caixas por assunto.
Slide 22: As revistas estão colocadas em estante separada, ordenada por titulo.
Slide 23: Exd.ste,
ExJste, também, para os estudantes menores,que
ainda não sabem ler, um cantinho com livros só de gravugravuras .
Slide 24: Os livros estão representados por fichas de au
tor, titulo e assunto. Essas fichas são guardadas em fichários, que são chamados "catálogos".
chãrios,
Slide 25: A ficha de cima está em ordem alfabética pelo
sobrenome do autor. A do meio, está ordenada pelo tituordem, allo, também alfabeticamente, e a de baixo, pela ordem
fabética de assunto.
Slide 26:
26; Você sabe o nome das diferentes partes do livro? A primeira capa e a última capa servem para proteger o livro, o dorso ou lombo é o lugar onde as folhas
ficam presas por costura ou coladas. O livro, como você,
tem cabeça e pê.Tem
pê. Tem ainda a frente e as abas ou orelhas
orelhas..
Slide 27;
27: Abrindo o livro, temos a folha de rosto, onde
você encontra o nome do autor, o titulo e outros
dados
identificadores da obra. Essas informações lhe serão úteis na hora de registrar os livros consultados em seus
trabalhos de pesquisa.
Slide 28:
28; Apôs
Após a folha de rosto, você encontra o sumário
que ê uma relação dos assuntos na mesma ordem em que se
apresentam no livro.
Slide 29:
29; No fim do livro,há o índice que permite
achar
rapidamente, através da ordem alfabética, o assunto que
você procura.
Slide 30: Como já falamos antes, a coleção de referência
está formada por:
estã
Slide 3l;
3\: dicionários: são livros sobre osignifiçado
o significado das

474

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�-

-

-

-

-

-

-

palavras e que
çue enriquecem seu vocabuláriôy
vocabulãrlC)&gt; apresentando
novos vocábulos que você poderá usar nas suas conversas
e trabalhos;
Slide 32: enciclopédias: são obras que trazem informações resumidas sobre a vida de pessoas famosas,dados geo
gráficos e históricos, descobertas e invenções. Para você consultá-los, deve conhecer o alfabeto, pois geralmen
te a ordenação deste material éê alfabética;
slide
Slide 33: atlas: são conjuntos de mapas que representam
sua cidade, seu estado, seu pais e o mundo em geral.
Slide 34: Ao iniciar sua pesquisa reúna, primeiro,todo o
material de que vai precisar.
Slide 35: Leia o texto para ter uma idéia geral do assun
assim
to, nio
não copie, mas anote somente um resumo com os dados
essenciais os quais servirão, mais tarde, como roteiro,
para você escrever com suas próprias palavras.
Slide 36: Não esqueça de indicar, no final do trcibalho,
trabalho,
os livros consultados, escrevendo o nome do autor, (inisobrenoiTie) , o título,
titulo, o local de puciando pelo último sobrenonie)
blicação, a editora e a data. Como você já viu, essas in
formações estão na folha de rosto.
Slide 37: Também para os trabalhos em grupo, você poderá
utilizar a biblioteca.
Slide 38: Você pode enriquecer o seu trabalho,consultando também, a estante das revistas, onde os assuntos estão mais atualizados. ■
Slide 39: Ou ainda, as folhas soltas e os recortes guardados em caixas ou pastas.
Slide 40: Para levar um livro por empréstimo, você deve
deve•
inscrever-se como
coixi leitor da biblioteca. O empréstimo tem
um regulamento que você deve seguir.
Slide 41: No fim do livro, existe um bolso que
guarda
dois cartões. Esses cartões substituem o livro na biblio
teca quando você o leva emprestado.
Slide 42: Nesta papeleta, também colada ao fim do livro,
a bibliotecária anotará a data em que você deverá devol
vê-lo. Não esqueça de cuidar bem do livro que você leva
475

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�para casa.
- Slide 43; Outro serviço que a biblioteca oferecé
oferece para vo
cê é a "Hora do Conto", quando
queindo a bibliotecária conta his
tôrlas.
tórias.
- Slide 44; Você sabe o que é uma dramatização? fií! a representação da historinha que você ouviu através de gestos.
gestos,
fiÉ um teatrinho.
- Slide 45:
45; As novidades que acontecem na Biblioteca e os
livros novos que íhegam são anunciados no quadro
mural
ou através de exposições, abertas âã escola e àã comunidade .
- Slide 46!
46; Algumas bibliotecas divulgam noticias da escola e de interesse dos alunos no "Jornal Escolar".
- slide 47!
47; Uma vez por ano, realiza-se
reallza-se a "Feira do Livro"
para angariar fundos que ajudam a Biblioteca Escolar
a
crescer. Você pode ajudar, confeccionando convites, cartazes de divulgação e até mesmo vendendo os livros.
- slide
Slide 48:
48; Outra ajuda que você
TOcê pode dar a Biblioteca de
sua escola é montando
montcindo folhas soltas, colando bolsos e pa
peletas nos livros, forrando caixas, restaurando livros,
confeccionando cartazes de divulgação das atividades da
biblioteca.
- Slide 49;
49: Agora que você já sabe tudo o que a biblioteca
escolar pode oferecer, convide sua família e seus amigos
para visitá-la.
- Slide 50; Mostre-lhes a variedade de assuntos e materiais que lá
lã existem. A Biblioteca Escolar não atende somente alunos e professores. Ela está aberta a toda a comunidade..
munidade

6. Avaliação
Serão realizados dois tipos de avaliação:
avaliação; o primeiro através do preenchimento de quadros estatísticos
pelos
proffessores
profèssores que
qitó atuam nas bibliotecas escolares, a fim de compa
rar o desempenho antes e depois do audiovisual (anexos 1 e 2) e
476

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_Q

ii

12

13

�o segundo através de visitas das responsáveis pelo projeto
às
Delegacias de Ensino sediadas na Região do PRCDERF
PBCDERF a fim de ava
liar, junto ãs Coordenadoras de Bibliotecas das respectivas Delegacias a qualidade e validade da expériência realizada
conforme os Itens
itens apresentados no anexo 3. Esses deslocamentos se
justificam devido a comprovada ineficácia dos questionários en-'
enviados por Correio, pois somente 30% dos mesmos são geralmente
devolvidos.

7. Cronoqrama
Ve r anexo
Ver
ane xo 4 .

8. Conclusões
Como o presente projeto ainda se encontra.em
Corroo
encontra em fase
de execução e o prazo para apresentação de trabalhos a este Con
gresso expira em 31 de julho do corrente, as conclusões, que só
poderão ser aquilatadas após a realização da avaliação programada para agosto, conforme demonstra o cronograma (anexo 4) serão apresentadas oralmente, caso este trabalho seja aceito.

ABSTRACT
A training planning and guide-book of school library usuaries,
through audiovisual technic. Valuation questionarias
questionaries come along
with.

477

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�Noias da Bscola:
Noma
Nome da Biblioteca:
Noffie
localidade:
Localidade:
Be:
De:
Professora responsável:
Turnos de funcionamento:
Escolaridade:
N2 de al\mos matriculados:
audiovisual
1 - Desempenho da Biblioteca Escolar em relação ao audiovisual:
DISCEElIKAÇãO
DISCEIin:K.A.ÇãO
Empréstimos
Consultas
Participação nas atividades de extensão
Sugestões de aquisições
Doações
Socios

478

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ANTES

DEPOIS

�S5A5R0_ESTATÍSTIÇ0_-_^^X0_2
9?^?9_55?è?ÍSTICO_-_^^XO_2

Hoae da Escola;
Hone
Kons da Biblioteca:
Koae
Localidade:
De:
Be:
Professora responsável;
responsável:
Turnos de funcionaaento:
funcionanento:
■Escolaridade:
N2 de alunos aatriculados;
natriculados;

2 - Desenvolvimento
Besenvolvinento da Biblioteca Escolar em relação ao audiovisual;

479

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♦

�95?2TION-ÍHIO^p^miLIAÇlO_-_ANSX

Iooalifi2.de:
looalid2.de:
e€:
d£:
Coordenadora:
H2 de bibliotecas atendidas:
N2
Quanto ao conteúdo

aizn em parte
axm

nao

1. Os objetivos propostos foram atendidos?
•^s estratégias escolhidas estavam de aoor
acor
2. ■^s
do com 03 objetivos?
3. Houve mudança de comportamento do usuário?
tornou-se mais
4. A atuação da coordenação tomou-se
solicitada?
5. 0 visual retrata as situações reais viven
5«
ciadas pelos alunos?
6. Quanto a
à forma
6. As fotos foram bem selecionadas?
7. 0 texto estava à nível do usuário?
otimo
SOM
iUMINOSrD.\EE
LUMINOSID-VDE
DURAÇãO
DUR.A.ÇÍO
SSQTfíNCIA
ssqtj2ncia
QUAIROS
QUADROS
CONJUNTO
mtJsica
luTÍSICA

480

cm

Digitalizado
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bom

regul
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CO
03
&lt;!&lt;
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N

&lt;

N

481

Digitalizado
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�XI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
João Pessoa, 17 a 21 de janeiro de 1982.

TEMA CENTRAL - BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE
SUBTEMA 5 - MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA E O HÃBITO
HÄBITO DE LEITURA

INTERESSES DE LEITURA DE USUÃRIOS
USUÄRIOS DA SEÇÃO CIRCULANTE DA BIBLIOTECA POBLICA ESTADUAL "PRESIDENTE CASTEL
LO BRANCO"

por

MARIA DAS GRAÇAS DE LIMA MELO
xMARIA
Professor Adjunto e Chefe do Peparteunento
pepartamento de Biblioteconomia da Universidade Federal de Pernambuco
Presidente da Comissão Brasileira de Documentação em
Ciências Sociais e Humanidades - FEBAB/CBDCSH

482

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�CDU

027.6:026.5

CDD

027.6

INTERESSES DE LEITURA DE USUARIOS DA SEÇAO CIRCULANTE DA BIBLIOTECA PÚBLICA
POBLICA estadual
ESTADUAL "PRESIDENTE CASTELLO BRANCO"

MARIA DAS GRAÇAS DE LIMA MELO
Professor Adjunto e Chefe do Departamento de Biblioteconomia, do

Centro

de Artes e Comunicação, da Universida
de Federal de Pernambuco
Presidente da Comissão Brasileira

de

Documentação em Ciências Sociais e Hu
manidades - FEBAB/CBDCSH

Síntese histórica e infra-estrutura da Biblioteca Pú
síntese
blica Estadual "Presidente Castello Branco", enfatizando a Seção Circulante, seu funcionamento,
ços e rotinas.
tentes.

servi-

Análise dos dados estatísticos exis-

Pesquisa sobre os usuários da Seção

Cir-

culante, destacando faixa etária, sexo, escolaridade, interesses de leitura, finalidade da freqüência
ã Biblioteca e satisfação quanto ãâ coleção,
mento e horário.

atendi-

Apresentação de tabelas.

483

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�1.

INTRODUÇÃO

A Biblioteca Pública Estadual "Presidente
Castello
Branco" comemora seus 130 anos. Alcançou momentos áureos, consi
derada por uns como "templo do saber" e, por outros, como "depósito de livros", num quase abandono total.
Funcionou em vários lugares: Liceu Provincial, Colégio das Artes, Convento do Carmo e na antiga Cadeia Pública
(ã
rua do Imperador) de onde saiu para o seu prédio próprio, no Par
que 13 de Maio, em 1971, quando recebeu a denominação atual, através do Dec. nÇ
travês
n9 2309, de 17/2/1971.
Foi criada em 5 de maio de 1852, pela Lei
Provincial
nÇ 293. Era Governador da Província Francisco Antônio Ribeiro e
teve como 19 bibliotecário o Pe. Lino do Monte Carmelo Lima.
Está subordinada ã Secretaria de Educação e Cultura e
apresenta a seguinte estrutura organizacional;
organizacional: Diretoria; Serviços administrativos com os setores de Comunicação,
Comvinicação, de Patrimônio, de Pessoal e Secretaria; Divisão de Processamentos Técnicos , com as seções de Seleção e Aquisição, de Catalogação e Cias
Cla£
sificação e de Reprografie;
Reprografia; Divisão de Referência, com as
seções de Assistência ao Usuário, de Pesquisa e Divulgação e de Atividades em Grupo; Divisão de Coleções Especiais
Espeçials e suas seções:
seções;
Iconografia, Manuscritos e Obras Raras, de Audiovisual e Música
e Periódicos; Divisão de Extensão, com as seções;
seções: Infantil,Cir
culante, de Bibliotecas Depositárias e Ambulantes e Braille.
1.1. Na Divisão de Extensão é salientada a Seção
Seçãií Clrculan
Circulan
te, objeto deste estudo. Esta tem por objetivo o empréstimo a
domicilio. E, para a grande parte dos usuários, o departamento
que causa maior impacto e que atende às necessidades de estudo e
de recreação da Comunidade.
Comvinidade. Visa a incentivar o hábito de lei
leitu
tu
ra através de livre acesso às
âs estantes, onde os livros estão dls
dis
postos em ordem topográfica, pelo número de chamada.
1.2. Para utilização de seus serviços, o usuário faz
documentos;
inscrição, apresentando os seguintes documentos:

sua

484

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11

12

13

�cédula de identificação
2 fotografias
Preenchimento do cartão de inscrição
Pagamento da taxa de Cr$ 20,00
A inscrição éê válida por um ano, e cada usuário tem
direito ao empréstimo de dois livros ou folhetos, por um prazo
de 15 dias.
Pelo cartão de assinatura, é feita a estatística diâ
diá
ria, que se apresenta mais alta nos períodos letivos, com
uma
média mensal de 3.000 empréstimos.
1.3. Catálogo - Possui, com as entradas divididas por autor, titulo
título e assunto. Adota a Classificação Decimal Universal CDU - e recebe o jogo de fichas devidamente preparadas pela Divisão de Processamentos Técnicos.
1.4. Coleção - 7.500 livros e folhetos, aproximadamente,
com rodízio regular. Não possui'periódicos.
possui periódicos. A atualização e o
crescimento da coleção se vém
vêm fazendo através de doações do Instituto Nacional do Livro, algumas aquisições por compra feita pe
la Secretaria de Educação e Cultura e doações da Comunidade. Co
bre os vários.ramos
vários ramos do conhecimento humano, com pouquíssimos exemplares para atender às demandas. Recebe sugestões dos usuários para aquisição de livros que venham enriquecer o acervo bibliográfico.
1.5.

'Verba
Verba - Não possui dotação orçamentária.

1.6. Clientela - Constituída por pessoas das mais variadas profissões, faixa etária, camada social, sendo a classe estu
dantil de 19 e 29 graus a predominante, o que é justificável pela ausência de bibliotecas escolares nas diversas Unidades Educa
cionais da Cidade.
1.7.

Horário - Das 8 às 22 h. e no sábado das 8 às 17 ho-

ras .
1.8. Pessoal - 01 bibliotecário, responsável pela Seção?
Seção;
06 auxiliares, dos quais 03 possuem curso superior (Pedagogia) e
485

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�01 agente administrativo.
1.9.

Penalidades - Cobra Cr$ 5,00 por dia de atraso.

no
l.ir
Divulgação - Faz exposições de livros novos e,
"hall" principal da Biblioteca (no 19 andar), expõe um cartaz com
a frase: "Visite a Seção Circulante. Leve livros emprestados".
Os livros não retirados por empréstimo são expostos e logo encon
tram o "seu leitor".
2. OBJETIVO - Pesquisar o comportamento do usuário
da
Circulante e a predominância quanto ao sexo, ã faixa etária,
ã
escolaridade, ■ãã finalidade da freqüência, ao interesse de leitura e sua satisfação quanto ã coleção, ao atendimento e ao horário.
3. METODOLOGIA - Para a pesquisa, foram aplicados questionários aos usuários dessa Seção, durante todo um
vim dia de expediente, cujas respostas devem demonstrar a relevância ou não dos
serviços oferecidos.
4.

ANÄLISE eE interpretaçAo
anAlise
INTERPRETAÇAO dos
DOS dados
DADOS
TABELA 1
Faixa etária

%

15-21
22-30
31-40
41-50
mais de 50

59
27
6
6
2

bs jovens foram os grandes freqüentadores, com 59%, le
vados, na maioria, por motivos relacionados com seus estudos.
O sexo masculino esteve presente com 43%, enquanto se
nota vantagem, embora pequena, para o sexo feminino, com 57%.
486

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 2
Escolarldade/grau
Escolaridade/grau

%

19
29
39
Não estudam ou concluiram os estudos

8
46
29,5
17/5
17,5

A percentagem de 46% mostra, perfeitamente, que a Se
ção Circulante oferece os seus serviços, quase exclusivamente,aos
estudantes de 29 grau, o que comprova mais uma vez a necessidade
de uma interação entre Biblioteca e Escolas para um
resultado
mais satisfatório.
A Biblioteca Pública é mais usada por aqueles que e£
tão em formação, ao contrário da linha de ação que deve ser voltada para a euucação
educação permanente dos adultos.

TABELA 3
Finalidade de frequência ã Biblioteca

%

Estudo
Recreação
Ambas

65
21
14

Esta tabela pode evidenciar que a pressão exercida
pela carência de bibliotecas escolares faz com que a Seção Circulante exerça, como a Biblioteca Pública, no seu todo,
função
de biblioteca escolar. 0 baixo poder aquisitivo de publicações
didáticas leva os alunos às Bibliotecas Públicas, em busca de ma
terial didático.
Historicamente, o empréstimo de livros era o
único
serviço que se oferecia ao público nas Bibliotecas Públicas. Ho
je, há vários outros e, até
atê os de referência e de assistência ao
usuário, que surgiram posteriormente.
■4487
87

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�o serviço de empréstimo domiciliar deve preocupar-se
mais com os adultos. Trazê-los ã Biblioteca. Oferecer-lhes at^
ati
vidades mais atrativas e impressionantes, pois sua função prime^
primei
ra está no fomento ã leitura dos adultos, embora se possa reconhecer que a tarefa êé bastante difícil, de valoração complexa, o
que não deve ser o motivo de desestimulo por parte da Biblioteca
Pública.
TABELA 4
Obtenção de docianentos
documentos desejados

%

Sim
Não
As vezes

41
0
59

Isto faz ver, claramente, que nem todos os
usuários
têm resposta ãs solicitações. O percentual ao item "âs vezes"
revela, possivelmente, a pobreza quantitativa e qualitativa da
coleção, em relação ao número de usuários.
TABELA 5
Tipo de docvimento
documento mais lido

%

Livros
Revistas
Revistas em quadrinhos

95
42
14

Analisando as respostas, pode-se constatar que o item
livros obteve maior percentagem, certamente, não só pelo que há
de tradicional no manejo desse tipo de documento, como também,pe
lo fato de que a Seção não oferece outras opções: ou livros ou
folhetos (e o usuário sabe fazer a distinção?...)

488

Digitalizado
gentilmente por:

I
11

12

13

�TABELA 6
Assuntos preferidos, segundo a CDU

%

1
2
3
5
6
7
8
82
9

16
15
31
43
15
34
44
63,5
33

Psicologia
Teologia
Educação
Biologia
Medicina
Música
Língua Portuguesa
Romance brasileiro
História

deram mais de tima
uma resposta.
Observa-se que alguns dereim
A literatura foi responsável por mais de 50% das res
re£
postas, sendo prioridade do sexo feminino. 0 romance brasileiro
é o mais procurado, possivelmente, pelas exigências dos
Excimes
Exames
Vestibulares. No corrente êmo estudcim:
estudam:
ASSIS, J. M. M. de.
de, Quincas
Qulncas Borba;
Severina;
MELO NETO, J. C. de. Morte e vida Severltia;
AZEVEDO, A. O MUlatO.
Ê gratificante que a literatura seja motivo de leitu
ra e de recreação. Ela enriquece o espírito.
espirito.
Mais uma
imia vez, é Icimentãvel
lamentável a escassez de exemplares
de literatura. São poucos os que têm acesso aos romances, acima
mencionados, por falta de exenplares
exemplares suficientes.
o
O acervo da Biblioteca Pública, em relação ãâ literatura, é rico. Entretanto, por motivos organizacionais, sõ
só uma
parte vai para a Seção Circulante.
Com a intenção de detectar mais informações
Informações a respe^
to do comportcimento
comportamento do usuário da Seção Circulante, constareim,
constar^un, a
inda, do questionário.
Inda,
questionário, Indagações
indagações quanto ã satisfação dos
que
freqüentam a Castello Branco - Seção de Empréstimos,
se
freqüentcim.
Hinprêstimos, no que
coleção, ao horário e ao atendimento de seus funcionárefere âã coleção,’
• rios.
rios .
489

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gentilmente por:

�TABELA 7
Satisfação do usuário, quanto a

Coleção
Horário
Atendimento

14
68
70

Significação das letras, acima;
R (regular) e D (deficiente).

48
29
26

26
3
4

12
0
0

0 (ótimo); B (bom);

Embora seja reconhecida a deficiência dos serviços
bibliotecários das Bibliotecas Públicas, motivada por vários fato
res, em sua maioria, alheios aos profissionais, veflflca-se
verifica-se que
os usuários dessa Seção estão relatlvcimente
relativcimente satisfeitos com o ho
rãrio e o atendimento. Houve, já, quem dissesse que o comportarárlo
mento do "staff" Influi
influi grandemente no bom atendimento ao
usuâ
usuá
rio. Multo
Muito da deficiência da coleção pode ser complementada
coir.plementada pela qualificação do profissional da Informação
informação que, vai buscar, em.
em
outras fontes aquilo que deseja o usuário. A competência dos bl
b^
bliotecários que trabalham
bllotecárlos
trabalhaun em serviços ao público deve ser a tônica principal.
A disposição em ajudar os usuários foi constatada
durante as observações feitas na aplicação do questionário.
ÉÊ
bom lembrar, aqui, uma frase de WHEELER &amp; GOLDHOR: "La cortesia
simple incluye
slmple
Incluye buenos modales por telêfono,
teléfono, la sonrisa
sonrlsa agradable
al saludar, el recordar el nombre y los gustos de lectura de un
usuário, y la dlsposlclón
dlsposlclõn de interrumpir
Interrumplr un trabajo en curso o
la conversación
conversaclôn con un colega, para servir a un lector".
"...
La cortesia no tlene
tiene preclo
precio y, sln
sin embargo, no cuesta nada"?'^®
5.

CONCLUSÕES

Uma feliz expressão de DECAUNES prova que "Savoir
"Savolr lire,
llre,
n'est pas llre”,
lire", 2 '"• 29 isto e, se uma criança ou um adulto Scübe
sabe ler,
não significa que tenha ou venha a adquirir o hábito de ler,
o
interesse pela leitura. O hábito de ler ê,
Interesse
é, como todos os demais,
damals,
490

cm

Digitalizado
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♦

�um hábito adquirido.
Castello
A Biblioteca Pública Estadual "Presidente
Branco, através de sua Seção Circulante,
Circulahte, vem tentando desempenhar a sua finalidade de incentivadora do hábito e do interesse
de leitura de seus usuários, talvez iniciados na infância.
Entretanto, foge ã sua função, quanto ã preocupação de reanimar o
espírito dos adultos em sua educação permanente.
Na maioria, as pessoas que fazem empréstimo na Seção
Circulante, o fazem porque tém
têm algum interesse de estudo. O per
centual de adultos não estudantes foi baixo. Inexiste, ao que
parece, um trabalho mais dirigido para atrair os cidadãos que ocm
põem essa faixa etária.
A impossibilidade de adquirir todos os livros didáM
didãt^
COS e a ausência de uma rede de bibliotecas escolares
explicam
por que os estudantes procuram a Biblioteca, o que não
demonstra, evidentemente, que haja interesse pela leitura, como hábito
de ler.
Há necessidade de maior número de documentos para atender ã demanda, assim como, maior espaço físico que abrigue a
coleção âã medida em que se desenvolva.
A divulgação deixa muito a desejar, embora seja
um
lugar comum dizer-se que a Biblioteca ê uma agência de comunicação e que a publicidade ê um estímulo direto para a leitura e o
uso de livros pelos adultos.
A estatística só revela o "quantum". Não há
preocupação com a qualidade do serviço. Não se pergunta ao usuário
se a informação foi válida. Até
Atê o "bom leitor" ê avaliado pelo
número de livros que lê. Não se conhece a maturidade para a le^
lei
tura dos usuários.
E preciso sempre detectar a relevância da informação
levada aos usuários.
Urge, que a Biblioteca ofereça uma cultura literária
viva, dinâmica. Que haja, enfim, interação entre ela e a reali491

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^

11

12

-

13

�dade de sua comunidade.

ABSTRACT
historical synthesis and background of the State
A hlstorlcal
Public Library "Presidente Castello
Gastello Branco" emphasizing the
Lending Section, its functions, its services
Services and its routines.
routines,
Analysis of the statistics data available,
available. Research made through
a que'stionaire
questionaire among the rea'ders
rea’ders of the above mentioned Lending
Section, pointing out their age, sex, schooling, main reading
coming to the Library and also their
interests, reason for Corning
appraisal about schedule, performance of staff, and usefulness
of the collections. Presentation of statistical tables.

492

Digitalizado
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*

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS
referencias
bibliográficas

1.
2.
3.

4.

5.

COLLET, H. G. Educação permanente - imia
uma abordagem metodológica. Rio de Janeiro, SESC, Departamento Nacional, 1976.
DECAUNES, L. La lecture. Paris, Seghers, 1976. p. 29.
LINS, M. S. G. V. Levantamento e análise do "status quo” da
seção de Circulação da Biblioteca Pública do Amazonas. R.
Bibliotecon. Brasília, 7(2):132-50, jul./dez. 1979.
Bibllotecon.
PERES, O. C. &amp; FULGÊNCIO, C. M. de O. Pesquisa sobre os usu
ários da Biblioteca de Minas Gerais "Prof. Luis de Bessa".
R. Esc. Bibliotecon. UFMG., Belo Horizonte, 1(2):101-12,
set. 1972.
WHEELER, J. L. &amp; GOLDHOR, H. Administración practlca
practica de bibliotecas publicas. México,
Mexico, Fondo de Cultura Economia,
1970. p. 306

493 .-

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&lt;/

�Índice
Indies de Autores
Volume

1

ALCICI, Selma Azevedo de Carvalho
ANDRADE, Ana Maria Cardoso
ARAGÃO, Esmeralda Maria
AUN, Marta Pinheiro
BRASILEIRO, Moema F
BRITO, Lldla de Carvalho Serpa
CARVALHO, Maria da Conceição
CHAGAS, Nelson
Nelscai
CHAVES, Delsa
Deisa Chamahum
COSTA, Maria Neusa de Morais
CUARTAS, Enrlqueta Graclela
DUMONT, Márcia Milton Vlanna
DURO, Yvette Zietlow
ZleUow
FERRARI, Aldérlca
Aldérica S
FERREIRA, José Rlncon
FILIZZCLA, Maria de Nazareth Souto Maior
FLEISCHER, Regina Marlné
Marine da Cunha
FRIEDMANN, Lucllla Meyer
hfeyer
GATTT,
GATTI, Gllda
Gilda Martins
GONTIJO, Marllla Salgado
GUARIDO, Maura Duarte Moreira
HOLANDA, Maria Rejane Lima
JANELA, Vera Lúcla
Lúcia
KAEGBEIN, Paul
KLISIEWICZ, Irene Westphalen
KREMER, Jeannete M
LEAL, Carmellnda C
LEME, Roseli Tereza Silva
LEITE, Maria Piedade F. Ribeiro
LIMA, Lúcia Helena Pimenta
LIMA, Margarida Maria de Andrade Matheos de
LOTT, Beatriz Marçolla
MARTINS, Maria de Lurdes Marques
MATOS, Maria Lulza Gomes de
494

Digitalizado
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131
391
417
273
379
442
218
332
131
347
469
273
367
36 7
379
306
442
462
332
469
462
54
95
95
71
233
190
379
95
29
29
430
252
398
95

�Marla das Graças de Lima
MEIiO, Maria
MERCADANTE, Leila Magalhães Zerlotti
MOREIRA, Edna Alves de Almeida
MOTTA, Silvia Maria
MOURA, Beatriz de
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado
MOELLER,
OLIVEIRA, Helena Gomes de
OLIVEIRA, Liana Marya Abdala de
OLIVEIRA, Tereza da Silva Freitas
PASSOS, Anna Francisca
Freincisca Martinez
PESCE, Mlrian
Mirian Edith Bolsoni.
Bolsonl.
PIMENTEL, Cléa
Clia Dubeux Pinto
PITTELLA, Monica
MSnica Cardoso
POLKE, Ana Maria Athayde
POPADIUK, Lúcia
Lucia Cavalcanti
QUEIROZ, Raimunda
Ralmunda Augusta
RÊBULA, Angela Maria Amaral
REDI, Maria Lucia Muller
RODARTE, Maria
Marla de Lourdes
ROMANELLI, Maria
Marla de Lourdes Cortes
ROSA, Denise Perozzi
Perozzl
SALIBA, Carolinã
Carolina Angélica Barbosa
SEGALL, Maria
Marla de Lourdes dei
del Mero
Nero
SILVA, Célia Mediei
Medici Bezerra
SILVA, Isilda Santos
Marla Cecilia
SILVA, Maria
Cecília M. R. A. da
SOUZA, Francisco das Chagas
SPINELLI, Laila Gebara
VIEIRA, Cila
Clla Milano
VITA, Helena Maria de Oliveira
WADA, Madâlena
WAOA,
Madälena Sofia Mitiko
Mltiko

.■

482
17
398
398
2 33
116
398
209
17
179
95
1
273
171
233
81
160
2233
33
252
442
2233
33
273
95
398
95
54
299
398
287
2 33
131

495

Digitalizado
gentilmente por:

�.v'-l'tt«; .'?‘;..i»iV.''‘isfeia &lt;»6 BiiyeiO aßö ßii«M ,00»!
VI
&gt;;&gt;&gt;vnt.AaipXigS aaerfiopHM dial ,STtlAaASK3M
aet
ßßlwjiIA ab gavIA *nt&gt;a ,AKI3HaM
«€« . • V ‘ * t
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9i' JciJiesiö
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1^
,.^ » ‘“"it ?T-.i
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Este trabalho foi
Impresso nas oficinas gráficas da
Editora Universitária/ UFPb/ FUNAPE
em Janeiro
janeiro de 1982

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PRESIDENTES DE HONRA:
BResiDENT.ÊS
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COMISSÃO PIRÈTORA;
DIRETORA;
COMISSXÔ
.

’

Prof. Tarcísio de Miranda Burity •
GoveAador
Governador do Estado da Paraíba
- Prof. Berilo Ramos
Rainos Borba
Reitor da ÜPPb
UPPb

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Presidente: ’
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Jeruzà
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Lucena
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* ■ Vice-Presidente: ,
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Vânia
Vânia Maria Jurema Coutinho

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Relator Geral: '
Luiz Antonio Gonçalves da Silva ’
Secretário Geral:
Maria Neusa de Morais Costa
¥i!COMISSÃO
TÉCNICA: * ..c" , COMISSXO'TÊCNICA:
** Coordenação: Sebastião dè
dé SoUzá"
SoUza
COMISSÃO ORGANIZADORA:

'

'

Coordenação:
. Edna Maria Torreão
Torreão Brito

’

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Subcomissões:
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^
.
Berta Margarete Gois Sitônio
Sltônip. - Secretaria
fecretaria
, Babyne Neiva de Gouvea
Gouvêa Rlbeiríi;''"
Ribeiro - bivulgação
Divulgação
;V Zulelde
Zuleide Medeiros Ôe
de Souza - . Finanças
.
I^urence
Laurence Hallewell*Hallewell - Editoração &gt;
Walklria Toledo de Araújo - Atividades Sociais
Lêda Maria 'Jurema
Lida
Jurema Dutra - Hospedagem e Transportes
Raulino Maracajá Coutinho - Apoio
fiaulino
. Rachel Joffily Abath&lt;Abath - telações
Relações Internacionais

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cm

1

2

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Digitalizado
gentilmente por:

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11

12

13

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                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
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      </elementSetContainer>
    </file>
    <file fileId="1184">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/21/2102/Febab_C_B_B_D_V_II_Joao_Pessoa_v2.pdf</src>
      <authentication>5fd0628fbb060a500a7f871b4bbc3f48</authentication>
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        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
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            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26042">
                  <text>CONOI^ESSO
CDN(»ESSO
BE
DE
E
i

BRASILin»)
BRASILEH»)

BIBUOTECONOMIA
BOCUMENTACÂO
DOCUMENTAÇÃO

ANAIS
', 4-

■

VOLUMl: II
TRABALHOS OMCIAIS

JOÃO PESSOA-PB
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS DA PARAI'BA
1982
,
'

cm

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Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
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I Gemclanmts

0

11

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Digitalizado
3 gentilmente por:

AmI Scan
stem
I GereacbiniCTito

10

�XI CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTAÇÃO

ANAIS

Volume

II

Trabalhos Oficiais
V
João Pessoa-Pb

Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba
1 9 8 2
19
Z

Digitalizado
gentilmente por:

^

"I"
IO

�PRESIDENTES DE HONRA:
Prof. TarcTsio
Tarcísio de Miranda Burity
Governador do Estado da Paraíba
ParaTba
Prof. Berilo Ramos Borba
Reitor da UFPb
COMISSÃO DIRETORA
Presidente:
Jeruza Lyra Lucena
Vice-Presidente:
Vânia Maria Jurema Coutinho
Relator Geral:
Luiz Antonio Gonçalves da Silva
Secretário Geral:
Maria Neusa de Morais Costa
COMISSÃO TECNICA:
Coordenação:
Sebastião de Souza
COMISSÃO ORGANIZADORA:
Coordenação:
Edna Maria Torreão Brito
Subcomissões:
Berta Margarete Gois Sitõnio - Secretária
Babyne Neiva de Gouvia
Gouvêa Ribeiro - Divulgação
Zuleide Medeiros de Souza - Finanças
Lawrence Hallewell - Editoração
Cawrence
Walkíria
WalkTria Toledo de Araújo - Atividades Sociais
Leda Maria Jurema Dutra - Hospedagem e Transportes
Raulino Maracajã Coutinho - Apoio
Rachel Joffily Abath - Relações Internacionais
ASSESSORIA ESPECIAL:
Anibal Rodrigues Coelho

Digitalizado
gentilmente por:

�ANAIS DO XI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTACAO
JoAO Pessoa^
JOAO
PESSOAy 17 aA 22 de
DE janeiro
JANEIRO de
DE 1982

VOLUME
yOLUME

II

TRABALHOS OFICIAIS

João Pessoa - PB
AssocíacXo Profissional de Bibliotecários da ParaIba
AssociacXo
19 8 2

Digitalizado
gentilmente por:

^

Q

II

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
11., João Pessoa, 19B2
11João
1982
Anais. João Pessoa, Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba,
ParaTba, 1982.
2v.
Conteúdo: V. 1 Tema central e sub-temas. V. 2
balhos oficiais e recomendações.

Tr^
Tr£

1 BIBLIOTECONOMIA - CONGRESSOS I Associação ProfÍ£
Profis
sional de Bibliotecários da ParaTba.
Paraíba. II Título
CPU: 02:374.9(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�SUMARIO
sumario
VOLUME

2

HOMENAGENS ESPECIAIS
HOI^ENAGENS

7

APRESENTAÇAO

9

DISCURSOS DE ABERTURA

11

TRABALHOS OFICIAIS

25

CONFERENCIA na sessão solene de abertura do
DD XI CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO SOBRE O

TE

PERMANENTE,por
MA CENTRAL - BIBLIOTECA E EDUCAÇAO PERMANENTE
,por Pierre
Furter

29

DEBATEDOR: Edson Nery da Fonseca

53

SUB-TEMA 1: A BIBLIOTECA NA EDUCAÇAO FORMAL

61

CONFERENClSTA:
CONFERENCISTA:

63

Aloisio Sérgio Magalhães

DEBATEDORES: Ana Maria Athayde Polke
Paul Kaegbein
SUB-TEMA 2: BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETIZAÇAO
EDUCAÇAO DE ADULTOS

75
67
87
E
91

CONFERENCISTA: Paulo Freire

93

DEBATEDORES:

111
127

Etelvina Lima
Pierre Furter

4IÜB-TEMA
-SUB-TEMA 3: A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO.

133

CONFERENCISTA: Walter Esteves Garcia

135

DEBATEDORES:

151
161

Antonio Agenor Briquet de Lemos
Ronald Charles Benge

Digitalizado
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�SUB-TEMA 4;
4: BIBLIOTECA E CULTURA LOCAL

165
166

CONFERENCISTA: Vi
Victor
ctor Flusser

167

DEBATEDORES:

Myriam Gusmão de Martins

197

Robert Escarpi t

225

SUB-TEMA 5: OS MEIOS DE COMUNICAÇAO
COMUNICAÇÃO DE MASSA E OD

HABITO
HÄBITO

DE LEITURA

235

CONFERENCISTA: José Marques de Melo

237

DEBATEDORES:

Luis Augusto Milanesi

283

Martin Goff

287

RELATÖRIO FINAL (CARTA DA PARAlBA)
RELATÓRIO

295

DISCURSO DE ENCERRAMENTO

305

Digitalizado
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•V

�HOMENAGENS ESPECIAIS
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque
PRESIDENTE DO CNPq
Myriara Gusmão de Martins
Myriani
bibliotecária

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gentilmente por:

0

11

12

13

�sm-um 4; »ISifOHc:* t culT'jí?. lúr.n
fí?'.'
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CONF£R£NC;STR. V.:t;.- r:u44«»&gt;
D£8AT£ 0Oií£S:
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cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

Gem^nnito

C. o

�APRESENTAÇAO

0 XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Document^
çio teve como objetivos principais despertar o bibliotecáriobr^
bib1iotecãrio br^
sileiro para o papel que a Biblioteca pode e deve
no sistema formal e nio-formal
não-formal de educação e

desempenhar

conscientizar

profissionais da área de educação de que sem bibliotecas o

os
pr£
pro

cesso educativo não atingirã
atingirá a sua eficácia.

0 evento teve como tema central "BIBLIOTECA E
PERMANENTE" e os seguintes sub-temas;
sub-temas:

Biblioteca na

EDUCAÇAO
EDUCAÇÃO
Educação

Formal, Biblioteca nos Programas de Alfabetização e de Educação
de Adultos, A Biblioteca no Processo de Desenvolvimento, Bibli£
Biblio
teca e Cultura Local e Os Meios de Comunicação de Massa e o

Há

bito de Leitura.

Os Anais do XI CBBD reúnem os trabalhos oficiais

solici_

tados pela Comissão Diretora e os trabalhos selecionados

pela

Comissão Ticnica,
Técnica, para serem apresentados nas Sessões Plenárias.
No 19 volume estão reunidos todos os trabalhos seleciona,
seleciona
dos referentes ao tema central e aos sub-temas.

Neste

volum
volunM

estão publicados os trabalhos oficiais e o Relatório Final

d®
do

Congresso - Carta da Paraíba.

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OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

13

�A idiia.de
idéia, de publicar no 19 volume apenas os trabalhos
lacionados com
cora o teraa
tema central e seus sub-teraas
sub-temas constituiu

re
uma
uraa

tentativa de dirigir a produção científica dos congressistas.de
modo a subsidiar os debates, recomendações e conclusões do eveji
raodo
evejn
to, bem como, de criar ou formalizar uma
uraa visão global da
fluência das bibliotecas

iji
ijn

nos diversos níveis da educação nacio

nal..
nal
A idiia
idéia refletiu, ainda, o desejo de evitar a dispersão,
a fira
fim de concentrar esforços no sentido de conscientizar as

ajj
a^

toridades e os profissionais da ãrea
área para a importância das

Bj_
Bi^

bliotecas, especialmente públicas e populares, na educação

do

povo e, consequentemente, para o progresso científico e tecnolõ
glco
gico de uraa
uma região era
em vias de desenvolvimento:

o Nordeste

br^

slleiro.

Comissão Diretora do XI Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação

2

Digitalizado
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Gerenciamento

�s C U R s 0 S

Digitalizado
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D t
DE

abertura

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t í íj '.é'. lo ove?i

jma vlsdo .siití'

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A idéia refletiu, ainda, o ■ ‘.■•seja ia e v i f.a! .'. J ’ f»rs *-,■
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i.-j

teridades e cs profissionais -a irtsa sara e. i»port9o,;i » des
Ullctecas, espec ’ a i »ent-- piiOíiCü, i, pop^-ia-e», ■!,. e iora', ú.povo e, cons esi^ien tç-«eri te , parr

proíjrasso , . r. r • i t'‘ .-y c oecntj:-,

aico de uma região '.w vias oe •'itsen y:;. Iví»,^íjí,j;
slieiro.

ASUTS38A

n,-

JÜ

,j

í-í.,. . . ,

&gt; .»

etíZRUJÍIÜ

Cessissí» Oiretor» do X| CoogresiO Braslieirr, de
Blbiioteconowf* e ÜorumenrâíidO

cm

2

3

^Scan
]ÊÊf^
Digitalizado
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íiíPii; .0
Gem^neato

11

12

13

�DISCURSO DE SAUDAÇAO AOS-CONGRESSISTAS
AOS CONGRESSISTAS DO XI CONGRESSO BRASILEI
RO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO
DOCUNENTAÇAO

Jeruza Lyra Lucena
PRESIDENTE DO XI CBBD

Alegra-me poder, neste momento, senhoras e senhores,

v£

ler-me de um tópico das Letras Sagradas, como palavras iniciais
deste discurso de saudação a todos vós, conterrâneos e de
tras regiões do PaTs:

"é
"i bom e agradável que os irmãos se

ojj
o^
coji
cojn

greguem na unidade".
E para esta unidade fraterna que esta Cidade abre

s'uaà
suas

portas, melhor dizendo, abre seus braços para acolher-vos

num

caloroso amplexo de boas vindas a todos vós de ideal e de

voc^
woca

ção decidida a serviço generoso e constante da Biblioteconomia,
que, graças a Deus, em cada encontro dessa natureza mais seafi£
ma no cenário cultural do PaTs, como um dos pontos basilares da
cultura. Congresso e? convivincia, i conjunção de esforços,

5é

emulação, i confronto e ié meditação.
Meditação sobre o que somos, o que temos feito, o que vi^
mos fazendo e, sobretudo, o que nos resta fazer.
periências convergentes para integral

E fluxo de.
de ex

domínio
domTnio dos estudos

a

que nos propomos, neste Congresso, cujo tema diz plenamenteaqui_
plenamenteaqui^
lo po.r que nos congregamos - BIBLIOTECA E EDUCAÇAO
EDUCAÇÃO PERMANENTE.
13

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Sc a n
stem
Gereaclanent»

�Creio que nio
não há
hã brasileiro com um mTnimo de consciincia
de seus deveres cTvicos, que não se aperceba de que
vãlida a sentença de Miguel Couto:
valida

continua

"0 maior problema do

Br^
Bra^

sil é a educação do brasileiro".
Sob essa inspiração pode-se, paralelamente, aditar:
solução desse problema (a educação) não se efetivarã sem

"a
bj^
bi^

bliotecas que sejam o veTculo
veículo desse desiderate".
desiderato".
Daí concluir-se que não se pode pensar em educação
DaT
manente sem a presença da biblioteca, sem o bibliotecãrio
bibliotecário
a dinamize, que lhe di a destinação a ela inerente:
a cultura entre os usuários.
sabedoria, o truismo:

que

difundir

E velho e por ser velho rico

um PaTs
País se constrói com homens e

vros, ou seja, com homens que tenham livros para ler e que
leiam, sob a orientação de alguim
alguém convocado e preparado
ajudã-lo: o bibliotecário, a quem tão sabiamente se

per

de
li_
li^
os
para

considera

"o servo dos servos da ciincia".
Somos um país
pais de imensas carências,
carincias, marcadamente em
terminadas regiões e muito particularmente neste Nordeste,

d£
de
d£

safio permanente para quem tem o "ônus" da "Res publira".
publica". Dõinos confessã-lo, mas urge ter a coragem de fazê-la
fazi-lo p^ara
p’ara

que

nos conscientizemos das incertezas que nos acena o amanhã

trã

gico que nos aguarda, se não tomarmos a decisão corajosa

de

aceitar o desafio aos nossos brios cívicos,
cTvicos.
Não estamos aqui para diagnosticar o mal que nos infirma,
nos entristece.

Ja
Já o conhecemos. Aqui vimos para equacionar o

problema e empenhar-nos na busca de soluções, pelo menos, a mi
mê
14

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gentilmente por:

Sc a n
stem 4^
Ciereaclancnt»

�di0 prazo.
dio

Não divisamos outro remédio
remidio para o mai
mal que nos inibe

de

desenvolvimento, senão a criação e manutenção de Bibliotecas P5
blicas e Bibliotecas Escolares, nas regiões subdesenvolvidas.
Vimo-las como recurso externo para a recuperação de
vimo-las

mi_

Ihões de iletrados, que serio
serão sempre um peso morto na vida

s£
so

ciai, não lhes seja propiciado o enriquecimento do espírito

pe
p£

la
1 a 1leitura.
eitura.
Luc Dicaunes,
Décaunes, no seu admirãvel
admirável livro - La Lecture - ins£
re a respeito de certa senhora a quem se indagara por que

lia:

"leio para enriquecer meu espírito".
Ler não éi apenas um prazer, i também, e sobretudo, um di
di_
reito, sobre ser o dever do cidadão.
Se é direito que a ele atendam os poderes públicos,, não
frustrando cidadãos a quem faltam
faltara outros benefícios.

Esse ate£
aten^

dimento se farã,
fará, prooritariamente, através de uma rede de

b£
bi_

bliotecas para tanto equipadas.
Temos todos uma semana para anãlise
análise do tema central e dé
dè
seus sub-temas, que aqui nos congregam, na variedade de

seus

aspectos.
Temos, por outro lado, a certeza de que os que acorreram
a este Congresso, trazem a valiosa contribuição de seu saber

e

de sua experiência em dissertações e debates que projetarão

n£
no
15

Digitalizado
gentilmente por:

�vas luzes sobre o fascinante e permanente tema da educação

de

nossos concidadãos, e como contribuir para sua efetivação.
Daqui sairemos conscientes de nossa realidade, sem pessi
mi sraosdeprimentes, mas decididos a dar o melhor de nós
mismosdeprimentes,
n5s mesmos a
causa em que estamos conscientemente comprometidos:

educar

o

brasileiro através
atravis da Biblioteca.
Unem-nos os mesmos propósitos; demo-nos as mãos,

distrj^

buamos alguma coisa com os usuários que de nós necessitam,

que

têm os olhos voltados para esse Encontro, na esperança de

que

desta Cidade, hoje Centro da Biblioteconomia Nacional, que

vos

acolhe com tanto calor humano, surjam idéias
idiias de que se

valham

os responsáveis pelos nossos destinos.
Se tal ocorrer, valeram todos os nossos esforços; náo
não f£
fo
ram em váo
vão as nossas canseiras.

E, ao final, com a alegria

do

encontro fraternal, a inexcedTvel alegria do dever cumprido.
encóntro
Sede bem-vindos.

A cidade é vossa.

A cidade poeticamen^
poeticameii

t«-cognominada por José Américo de Almeida de "Cidade
que Ié una
uma festa permanente para os olhos.

Vegetal"

Vossa éi a Paraíba.
ParaTba.

Muito abrigada

16

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto
Gervoclannito

&lt;/• ^

-

11

12

13

�DISCURSO DO excelentíssimo
EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DE HONRA DO XI CBBD

Dr. TarcTsio de Miranda Burity
GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAlBA

Em nome do Governo da Paraíba desejo trazer a todos

os

senhores os melhores votos de boa estada em nossa região.

A P^

raíba sente-se profundamente honrada em poder ser a sede

deste

XI Encontro Nacional de Biblioteconomia e Documentação. Temos a
cotisciincia no Brasil de hoje da importância de Congressos
cohsciincia

de^
de£

ta natureza sabemos que deste Congresso sairão diretrizesmuito
diretrizes muito
objetivas, muito práticas,
praticas, no sentido de salvar um dos

valores

fundamentais para que a nossa sociedade brasileira cada vez mais
tenha consciência
consciincia de si própria que é a sua memória.

A Paraíba

sente-se feliz porque nestes instantes o governo do Estado,

-aa

Universidade Federal e todas as entidades que se preocupam

com

a cultura e com a educação, estão, antes de tudo, não

apenas,

profundamente sensibilizada, mas sobretudo, conscientes de
nós não podemos deixar passar o tempo, aqui, em nossa

que

região

principalmente como no Brasil,
Brasil,em
em geral, de se fazer
fazer,um
um .grande
grande
esforço, mas, sobretudo de tomar medidas eficientes para que se
salve e se consolide essa salvação da memória nacional.

Hã pojj

COS dias nós inaugurãvamos
inauguravamos com toda a alegria a Fundação

Casa

de José Amirico
Américo de Almeida e o objetivo maior que presidiu

a

essa decisão consistiu exatamente na preocupação de se salvar a
memória brasileira e geral; e paraibana em particular,

através
17

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�de uma das maiores expressões da política,
polTtica, do pensamento social,
da literatura e do homem público que foi José Américo de Almeida.

Eu dizia naquele instante, permitam-me,
Eudizia
perraitara-me, os senhores,

que

repita, apenas, algo do que nõs expressavamos naquele instante.
Dizíamos que da mesma maneira que a memória no plano individual,
no plano psíquico, ela dã aquele traço de continuidade ã pessoa,
a fim de que a pessoa saiba quem ela foi, que ela é, e que

ela

será, assim também, a memória coletiva, o culto do passado,

a

preservação dos valores culturais, nada mais era de que a

pr£

servação dessa memória nacional que iria fazer com que um

país

tenha consciência do que ele foi, do que ele é e do que ^le
rã.

E um povo na verdade que não sabe o que ele foi, no

s^
S£

pass£
pass^

do, ele não terã a consciência nem o sentido do seu futuro. Eis
porque, meus senhores, creio que este Congresso, assume a
importância vital, aqui estão os maiores especialistas

sua
nacio
naci£

nais, especialistas em biblioteconomia e em documentação,porta£
documentação ,portaji
to, especialistas deste laboratório extraordinário de

preserv£
preserve

ção de nossa memória, de preservação, diga-se, portanto, da no£
sa própria identidade nacional.
recebe,
A Paraíba os recebe festivamente, mais os recebe*

sobre
sobr£

tudo, consciente de que são os senhores que com o seu' trabalho,
com a sua inteligência, com a sua experiência, no silêncio

das

bibliotecas e nos ambientes também, silenciosas da documentação
e dos arquivos, os senhores,
senhores^ na verdade, estão salvando a nossa
memória, portanto, a nossa identidade nacional.
Eu parabenizo o Senhor Reitor Berilo Ramos Borba e as or
ojr

1»
lá

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�ganizadoras, as bib1iotecônomas
bibliotecônomas da nossa Universidade que conse
guiram atrair para o estado da ParaTba este Conclave. Felicitoas,pela idéia. Felicito-as, pela organização. Felicito-as,
que i uma honra fazer com que a ParaTba seja a sede de

por

tantas

reflexões, reflexões da mais alta imoortãncia
imoortância para a nossa

cul^
cuj^

tura e a nossa educação.
E, evidentemente, como bem frisou a professora Jeruza, éi
preciso que daqui também saia não apenas a consciência da impor
tincia de se salvar a memória nacional, de se preservã-la, como
se preserva a própria identidade mas, sobretudo, de

diretrizes

também, práticas, de multiplicação do acesso desses acervos
maioria da nossa população, a maioria dos estudiosos ou

ã

daque

les que querem na verdade tomar consciência e alcançar esses ar
quivos a fim de conhecerem a importância dessa documentação, em
qúivos
outras palavras, em democratizar, cada vez mais, o acesso ao 1_[
lj[
outr.as
vro, 0 acesso a documentação, ã grande maioria do povo,
palmente chaqueles
(taqueles mais carentes. DaT a importância da

princi_
princi^
multiplj^
multiply

cação das bibliotecas públicas, porque não é fãcil,
fácil, nem todomun
todo mun^
•do
do tem 0 indispensável para ter biblioteca particular ã

altura

das suas aspirações
aspiraçóes intelectuais, e da necessidade do progresso
Icultural
icultural do PaTs.

Mas são as bibliotecas públicas,,
públicas, elas

que

munda industrial em que vivemos, têm a única maneira de
hoje no mundofazer com que possamos ter os grandes acervos de livros e
faier

docjj
doc^

mentos, e ao mesmo
niesmo tempo de se oferecer um acesso fácil
fãcil ãqueles
que são sedentos de cultura e de educação permanente.
Com essas palavras eu deixo aqui também as grandes

espe
esp£

19

2

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�ranças do Governo da ParaTba para que aqueles que não

conhecem

ainda a nossa região saibam que na verdade, nesta região norde^
tina, e dentro do nordeste, aqui nessas paragens, da

ParaTba,

aqui nasceram os primeiros movimentos nativistas, aqui nasceu a
primeira consciincia de pãtria, portanto, um dos aspectos
importantes da nossa memória e da nossa nacionalidade.
to-os e faço votos para que este Congresso seja

mais
Felicj^
Felici^

profundamente

rico, rico de sugestões, rico de contribuições fundamentais téc
tÕ£
nicas e intelectuais para
para-que
que ele não seja apenas, mais um
gresso, mas

seja de fato o Congresso da Do.cumentaçao
Do.cumentação e da

Co£
Bi^

b1ioteconomia.
blioteconomia.
Com estas palavras eu parabenizo e felicito todos
les que aqui compareceram.
:les

20
ÍO

Digitalizado
gentilmente por:

obrigado.
Muito obrigado.’

‘‘

aque

�DISCURSO DO EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DE HONRA DO XI CBBO
CBBD

Prof. Berilo Ramos Borba
REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARATBA
PARAÍBA

A Universidade Federal da Paraíba,
ParaTba, como Instituição copr£
motora do XI Congresso de Biblioteconomia e Documentação, deseja
transmitir aos congressistas os votos de boas-vindas e a expect^
expect£
tiva de uma feliz e frutuosa estada entre nós.

Nosso desejo éi de que o conclave, que tem como tema
trai a Biblioteconomia e a Educação Permanente, encontre na

ceji
P^
P£

raiba a oportunidade de aprofundar o debate em torno de questões
raíba
tão palpitantes e.muiti-facetadas
e multi-facetadas como a do papel que a Bibliote^
Bibliot£
Informal.
ca pode desempenhar no sistema de Educação Formal e Informal'.
Julgamos
■Julgamos ser importante que se crie entre Bib1iotecãrios
Bibliotecários,,
Documentalistas
Docurnen
ta 1 i s tas e Educadores uma integração de objetivos
ob jet i vos , vi
visando
sando
explorar todo um potencial de oportunidades que a Biblioteca

p£

de oferecer para tornar o Sistema Educacional mais efetivo e efi_
caz
caz..
A nossa Universidade que se tem caracterizado como
instituição voltada para busca de solução que melhor

uma

responda

aos anseios e desejos da região, também está preocupada com que^
que£
tões como estas que formam núcleo central da temãtica deste

Coji
Co£
21

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�gresso.
Tal preocupação se expressa primordialmente
primordi almente pela

manute^
manuteji

ção de cursos de graduação em Biblioteconomia e Educação e

de

cursos de Mestrado nessas mesmas ãreas,
áreas, com ênfase na Biblioteca
Pública e em Educação Permanente.

Os nossos pesquisadores

bém tim enfocado essa temática em .seus estudos e
científicas.
cientificas.

investigações

A própria administração da Universidade,

do debate em torno da implantação do Sistema de

tam

através

Biblioteca

trál,, tem tido uma preocupação constante quanto a esses
tra'1

Ce£

proble

mas, 0 que demonstra a relevância e a atualidade desses assuntos.
Desejamos expressar através dessas palavras o nosso

agr^

decimento ã Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba
ParaTba
pela confiança depositada na Universidade Federal da ParaTba
Paraíba

e

os votos de que o XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia

e

Documentação alcance o seu pleno êxito e a total realização

de

objetivos
objeti
vos..
Muito obrigado.

22

Digitalizado
gentilmente por:

�SAUDAÇÃO DE HERBERTO SALES, DIRETOR DO INSTITUTO NACIONAL DO L^
LJ[
VRO, AOS PARTICIPANTES DO XI CONGRESSO DE BIBLIOTECONOMIA E

DO

CUMENTAÇÃO, REALIZADO EM JOÃO
CUMENTAÇAO,
JOAO PESSOA-PB, DE 17 A 22 DE JANEIRO82

No momento em que se realiza em João Pessoa o XI Congre^
so de Biblioteconomia e Documentação, quero trazer aos bibliot£
bibliote
cãrios brasileiros aqui reunidos o meu caloroso e

irrestrito

apoio pessoal, visto que me acho particularmente
particu1 armente ligado a

essa

tão importante comunidade de trabalhadores intelectuais desde a
honrosa homenagem que dela recebi em sua totalidade de

expreß
expre^

são, através do seu órgão de classe.
0 meu apoio pessoal eu o trago a esse XI Congresso de B^
blioteconomia e Documentação não porque o julgue reievante,mas,
reievante ,mas ,
unicamente, por imposição do dever e impulso do coração.
Na qualidade de Diretor do Instituto Nacional do Livro ,
também trago o meu apoio a este importante evento, ao qual o õr
gão que dirijo está por natureza ligado, além de ser um
seus promotores, dentro de uma linha jã tradicional de

dos
partici_
partici^

pação efetiva,
efetiva.
Por motivos alheios ã minha vontade mais legitima,
pude comparecer a esta reunião nacional de bibliotecários,
bi bliotecãrios ,
vando-me assim do prazer de rever os'inúmeros
os inúmeros amigos que

não
prj^
prj_
tenho

na classe, e de com outros fazer amizade, no ensejo desse encoji
enco£
23

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem 4^
Ciereaclancnt»

�tro tio oportuno ê significativo.
0 Instituto Nacional do Livreo, entretanto, está
presente.

aqui

Ele aqui se faz representar, por delegação minha, na
Ele.aqui

bibliotecária Walda de Andrade Antunes, sua
pessoa da bibliotecãria

funcion^
funcion£

ria e sua coordenadora do Programa de Bibliotecas e do

Sistema

.Nacional
Nacional de Bibliotecas, as duas vertentes que, sem chegar rigo
rig£
rosamente a se separarem em qualquer momento, se unificam
esforço final em favor de uma política bibliotecária que
efetivamente assegurar aos brasileiros um verdadeiro

num
possa

processo

de democratização da leitura.
Todos sabemos que sõ através da biblioteca,a
biblio teca,a leitura

se

democratiza.
Sejam estas as minhas palavras de saudação a todos ospa£
os par
ticipantes deste XI Congresso de Biblioteconomia e Documentação.

Herberto Sales
DIRETOR DO INL

24
24:

Digitalizado
gentilmente por:

�trabalhos

Digitalizado
gentilmente por:

oficiais
OFICIAIS

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12

13

�TEMA CENTRAL:

CONFERENCISTA:

BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO
EDUCAÇAO PERMANENTE

PIERRE FURIER
FURTER
Professor da Universidade de Genebra

DEBATEDOR:

EDSON NERY DA FONSECA
Superintendente do Instituto de DocjJ
mentação
mentaçio da Fundação Joaquim Nabuco.

27

Digitalizado
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Digitalizado
gentilmente por:

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Gemulanirato

�LES BIBLIOTHEQUES ET L’EDUCATION
L'EDUCATION PERMANENTE

PIERRE FURTER*

The public library is a practical demonstration of
democracy's faith in universal education as a continuing and
lifelong process, in the appreciation of the achievement of
humanity in knowledge and culture.
The public library is the principal means whereby the
record of man's thoughts and ideas, and the expression of his
creative imagination, are made freely available to all.
Creative
The public livrary should be active and positive in its
outlook, demonstrating the value of its services
Outlook,
Services and encouraging
their use.
UNESCO Public Library Manifesto 1972
»
I hear and I forget
I see and I remember
I read and I understand
Old Chinese Proverb.
*Professeur de la FaPSE et l'IUED
I'lUED de l'Universitê
I'Universite de Genêve.
Geneve.
29

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�Quand un usager prend 1a parole
Ayant été
iti choisi pour introduire
Introduire ã vos débats, il ne
m'appartiendra pas de commencer par la fin, c'est-ã-dire de
conclure.

N'attendez donc
done pas de ma collaboration
col 1aborati on un modile
modele

que vous pourrez ensuite appliquer aveuglement et automatiquement
ã vos
VOS problimes particuliers.

Ceei
Ceci d'autant moins que je n‘ai
n'ai

ni votre compétence
competence technique, ni votre expirience
experience
professionnelle
professionnel1e pour le faire.

Ce que je peux vous proposer

par contre est un cadre de rifirences
references base d'une part sur
l'expirience
I'expirience que j'ai aceumulie
accumulie au sujet du développment
culture! (DC) et du rôle
culturel
role que la formation peut et pourrait y
1'education permanente (EP); d'autrepart,
jouer sous la forme de 1'éducation
sur mes pratiques d'usager de bibliothèque,
bib1iothique, de bibliophile et
de collaborateur intime de bib1iothécaires
bib1iothicaires et de documentalistes.
Ce qui d'ailleurs correspond ã ce que je crois être
etre une des
fonctions essentielles de l'EP
1'EP ãi savoir:

itre un principe

collectif de construetion
construction d'un DC avec et grâce
grace ã la coopiration
cooperation
ihstitutionnelle et interdisciplinaire
interdiscipiinaire d'autresspicia 1istes.
Afin d'exprimer encore plus clairement cette intention,
je vais tout d'abord résumer
resumer mon point de vue en une serie
série de
theses que je commenterai ensuite.
thêses

Celles-ci devraient (du

raoins je I'espire)
moins
l'espere) vous inspirer dans la suite de vos travaux
afin d'élaborer
d'elaborer les recommandations et les conclusions que vous
jugerez utilespour
utiles pour divelopper la situation que vous connaissez
mieux que moi.

30

Digitalizado
gentilmente por:

�Cinq thèses
theses
1.

Face aux difis de l'EP,
I'EP, les bibliothèques
bibliothiques ne doivent
pas pour autant renoncer ã leurs fonctions
spicifiques de conservatoires.
conservatoires et de depots
dépõts des écrits
indispensables au DC d'une région
region ou d'un pays..
pays.

2.

Si les bibliothèques
bib1iothiques doivent contribuer au DC, alors
elles doivent faire partie integrante d'une
d^une Strategie
stratégie
qui vise ã établir des réseaux d'EP dans un
territoire donni.

3.

Une bibliothique
bibliotheque est aussi un lieu de participation.

4.

Lire, c'est aussi écrire.
ecrire.

5.

II n'y pas d'EP pour un DC sans la liberte
1iberté
d'express!on, sans une libre circulation de
d'expression,
1'inforraation, sans un droit ã la discussion.

Les bibliothèques
bibliotheques face aux défis
defis de 1'education
1'éducation
permanente
Bien que les exigences de l'EP
I'EP soient souvent riduites
reduites
et risumies
résuraies par celle de la continuite
continuitè que I'on
l'onpritend
pretend donner
ãi une forraation
formation initiale (par exemple:

divelopper la lecture

apres avoir alphabitisi;
après
alphabetise; se perfectionner
perfect!onner après
apres avoir éti forme

31

Digitalizado
gentilmente por:

�professionnel1ement; continuer ã itudier après 1'icole,
professionnellement;
l'école, etc...)
1'ensemble de celles-ci mettent en cause bien plus que cette
l'ensemble
continuité.

L'EP comme Ideologie
idiologie s'est constituée
constituie d'abord dans

les sociitis
sociétés postindustrielles
posti ndustriel 1 es

puis elle
eile s'est diffusée dans

toutes les sociitis
sociétés qui sont profondément
profondiment travaillées
travaillies par le
changement et par conséquent
consiquent par le sentiitient
sentiment et le disir
désir de
lütter contre toutes les formes d'obso1escence
lutter
d'obsolescence c'est-ã-di
c'est-ä-dire:
re: le
viei
vi
ei 11issement prématuré
primaturi des connaissances , des savoirs
professionnels,
professi
onnels, même
mime parfois des valeurs et des visions du
monde.

L'EP suppose done
donc une revision permanente des acquis
acouis
^
•
et une quete infinie de nouvelles techniques et de nouveaux
savoirs.

L'EP exprime dans le domaine de la formation cette

puissante force que E. BLOCH a appeli
appelé le Principe
Príncipe Esperance

et

qu'il voyait iã 1'oeuvre
l'oeuvre sur tous les fronts de l'activité
l'activ1ti
humaine.
humai
ne.
Si ces perspectives et ces exigences sont exaltantes et
qu'elles ripondent
répondent ã des 'Situations que l'on
1'on qualifie
normalement "en voie de divel
développment",
oppment", elles correspondent
aussi ãi une conception prométhéenne
promithienne de l'existence
1'existence (comme l'a
bien montri
montré I. ILLICH) qui cherche sans cesse ã se dépasser.
dipasser.
D'oü une viritable
véritable passion, sinon une obsession du moderne et
du nouveau. Ce qui s'exprime dans la bibliothéconomie
bibliothiconomie par la
bib1iotheques
manie de "moderniser" les fonds des bib1
i othiques afin de les
mettre au goút
gout du jour.
des aspects positifs.

Or ces perspectives n'ont pas seulement
Non seulement, l'EP mine 1'identiti
l'identité

individuelle et collective, maiselle
mais eile peut aboutir ã une
viritable
véritable fuite en avant qui se traduit par un itourdissant
étourdissant

32

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«

�Perpetuum mobi1e".
perpetuum

Identite et conservation
Identité
n est ici important de rappeler
II
rappeier que la continuité,
continuite, le
prolongement et le renouvellement de la formation n'ont de sens
et ne sont oossibles qu'ã
qu'i la condition expresse qu'une formation
initiale ait
alt été
éti pleineaent
inltlale
pleinenent maitrisee.
maTtrlsée. De mime, il n'y
n‘y aura de
OC’Que pour autant qu'il existe déjã une iden*tité
DC-que
iden*titi qui se
reconstitue et qui mue dans le processus de dive
développment.
1oppment. Sinon
nous risquons de nous perdre dans un chaos
iious
chãos et dans un
deracinement catastrophique.
diracinement

En d'autres termes et vu du point

de vue
yue des bibliothiques, il n'y a de développment
diveloppment possible
qu'i la condition qu'il existe un héritage,
qu'ã
heritage, ce qu'on appelle
Justement et Symboliquement
symboliquement le fonds de bi
bibliothique.
bliothique.

Ce qui

nous rappelle que, malgri tous les difis et les pressions des
militants de l'EP, les bibliothiques doivent maintenir leur
spicificiti et surtout leurs spicificitis
spécificiti
spécificités premieres
premiires et
originelles, c'est-ä-dire
onginelles,
c'est-a-dire d'etre
d’itre des depots
dépõts et des
conservatoires des écrits;
ecrits; d'itre les lieux d'une mémoire
memoire
collective grâce
coltective
grace ã ce qui a éti
été icrit
écrit dans un espace et un
"temps
temps donnis.
donnés.

Ce contexte pouvant itre national - les

"bibliothiques nationales", souvent lieux du dipõt
“bibliothiques
depot officiel et
obligatoire

mais aussi et surtout régional
regional et local.

Notre

thise
these est donc
done qu'il n'y a pas de raison impirieuse du point de
vue de l'EP pour que les bibliothiques abandonnent cette
function bien qu'elles puissent et devraient sans doute avoir
fonction
aussi d'autres et de nouvelles fonctions.
functions.

33

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�Precisions briêvement ce que nous entendons par fonds ou
Pricisions
heritage iã conserver:
hiritage
1 - n s'agit tout d'abord d'ouvrages fondamentaux et de
reference qui servent d'instrument de travail
rifirence
travai! ou
oD chacun peut se
documentor et oü
documenter
oi] i!
il peut consulter des études
etudes qui permettent de
comprendre le contexte et
èt de se reperer
repirer dans un lieu et une
Periode diterminis.
piriode
determinis.

Or n'est-il pas inquietant
inquiétant pour les Latino-

amiricains
americains par exemple que les Américanistes estiment souvent
bibliotheque de riférence
reference sirieuse
serieuse sur l'Amérique
I'Amerique
que la seule bibliothique
Latine se trouve ã... Austin au Texas?
2 - Ensuite d'un
d‘un choix de ce qu'on peut estimer itre
être les
classiques d'une culture donnée.

Ainsi chaque culture scolaire

renvoie ãi des ouvrages de riférence,
reference, des repires
repêres précis,
precis, des
oeuvres qui devraient itre
être disponibles.

A ce sujet, insistons

qu'il est terriblement dangereux de constituer ce fonds de
qu'i1
"classiques" grãce
grace aux collections que les Encyclopidies ou
autres entreprises culturo-commerciales proposent aux bourgeois
de 1laa ,culture
culture..
3 - Des documents enfin sous toutes les formes
inattendues et innombrables que nous offrent aujourd'hui la
1a
multitude des moyens de reproducti
reproduction:
on:

periodiques',
piri odiques', cartes,

photographies, disques, cassettes-vidio, etc...
Oe ne tiens pas ã entrer dans plus de details
Je
ditails car je
reagis seulement comme usager et c'est ã vous avec les usagers

34

Digitalizado
gentilmente por:

OemcIanKnt«

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11

12

13

�d'établir
d'itablir les critires precis
précis qui permettraient de constituer
un ou plusiPurs modeles adéquats.
Mais les bibliothèques
bibliothiques sont aussi des espaces sociaux,
c'est-ã-dire des 1ieux.propices
c‘est-ã-dire
lieux propices ã 1'information,
1 ' i nformation, ã la
consultation de documents, ãi la lecture, au prit, etc... Pour
ceci passons ãi la deuxiime
deuxieme thise.’
these.

Les bíbliothèques
bibliothèques comae lieux de culture
En effet le développment
developpraent le plus notable, ã notre avis,
de la
évolution 1 a pratique bibliothiconomique est sa nette evolution
quand les conditions et les moyens existentl
existenti - pour
pourfaire
faire de ces
f "conservatoires" et "dipôts",
"depots", des lieux de rencontres,
d'echanges, de discussions, donc
d'échanges,
done de donner une dimensio.n
dimension socioculturelle conforme aux perspectives du DC.
solutions institutionnelles.
institutionnel1 es.
par diverses Solutions

Ce qui se traduit
Pour les uns, il

faut par consiquent
consequent construire des “Maisons
"Maisons de la Culture"
gigantesques autour d'une bibliothique dont la caricature se
dxesse en plein Paris:
dresse

le Centre Pompidou.

Une autre solution

o*t d'adjoindre au travail habituei
»4t
habitue! des bibliothécaires un
nouveau travail
travai 1 d'animation culturelle.

Ce qui implique dans

certains exemples un recyclage et/ou une education
éducat.ion continue ã
I'intention des bibliothécaires
l'intentión
bibliothêcaires afin de leur donner une
neilleure formation psycho-sociale.

Dans d'autres cas, on a

Introduit dans le personnel des bibliothèques des animateurs
introduit
specialises dans le DC et I'EP.
spécialisés
l'EP.

Mais on pourrait aussi - et ça

sera notre option parce qu'elle est réalisable,
realisable, economique
économique et

35

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�efficace - régionaliser
rigionaliser 1a
la couverture territoriale des
bi bliothèques en les insérant dans des riseaus
bib1iothiques
rêseaus d'une EP conçue
pour le DC rigional
regional et local.

Examinons de plus prês
près cette

ultime alternative qui nous semble conforme ã 1'evolution
l'évolution
actuelle des conceptions de l'EP.

La couverture territoriale des bib1iothèques
bibliothèques
Tout d'abord i1
Tüut
il y a beaucoup plus qu'un problème
problirae de
conception architectonique.

Rien ne serait plus faux, pour ne

pas dire plus stupide, que de construire une "bibiiothèque
"bi bliothique
la capitale... Cest
C'est du problème
probleme de 1alocalisation
1a localisation
modele" dans 1a
de l'ensemb1e
1'ensemble des bi
bibliothèques
bliothiques dont il
i1 s'agit fondamentalement.
Constatons tout d'abord qu'aussi bien en Suisse qu'en Atnirique
Amirique
Latine 1a
la couverture territoriale laisse fortement
forteraent ã disirer.
désirer.
Citons comme exemple un rapport de 1980 de Madame A. SCHMITT
qui dicrit ainsi la situation dans 1a
la partie francophone de la
p
Suisse:
"Nous avons donc
done considere qu'une bibliotheque
bibliothèque devait
avoir le libre accès aux rayons, itre
être ouverte au moins six
heures par semaine, possider
posseder 30% de livres "documentaires"
(c.-ã-d.

des livres autres que des romans), être gratuite et

toucher, si possible, le 10% de la population."
nous pouvons tirer de cette enquite.

Voici ce que

Le bilan est plutõt

maigre: 9 localitès
localités de plús
plus de 5000 habitants et 12 localités
de plus de 3000 n'ont pas de bibliothèques.
bib1iothèques.

36

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�Parmi les 70 bibliothèques recensées, 15 ne sont
ouvertes qu'une ã deux heures par semaine, 23 comptent moins de
100 lecteurs (p. ex. Moudon: 3700 hab/40 lecteurs, Tavannes:
3800 hab/30 lecteurs, Fleurier: 4100 hab/60 lecteurs, Estavayer:
3400 hab/90 lecteurs, etc...).
etc...)31 bibliothèques
bibliothiques ne proposent pratiquement que des
romans. Ces trois caracteres:
caracteres; peu d'heures d'ouverture, peu de
lecteurs et une grande majorité de romans nous montrent qu'il
s'agit de bibliotheques
bibliothiques anciennes, presquer confidentiel1 es,qui
ne correspondent en rien aux besoins du public d'aujourd'hui.
d'aujourd'hui .
En fait, on ne trouve en Suisse romande que 30
bibliotheques dignes de ce nom et une dizaine de bib1iobus(dans
bibliothiques
le Jura, le canton de Neuchâtel,
Neuchãtel, les environs de Geneve,
Genive,
Lausanne

et Vevey).

Une bibliotheque
bibliothique devrait itre gratuite,

ouverte si possible tous les jours.

Les lecteurs doivent y -

trouver des livres documentaires
documentai res sur les sujets les plus
varies,
variis, des periodiques
périodiques iã consulter, un coin tranquille oü lire
1ire
ou travailler, si possible des disques et des cassettes pouvant
itre empruntis.
erapruntis.

.

.

Une bibliothique
bibliotheque vivante attire du monde et donne envie
de 1ire.
lire.

Nous sommes obligees
obligies de constater que sur les 30

bibliothiques
bibliotheques valables que nous avons dicouvertes, la moitii
seuleraent atteignait au moins ^0%
seulement
"iOX de la population...
population. . .

Si nous prenons par exemple le canton de Vaud, nous

Digitalizado
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�trouvons de grandes regions
régions sans aucune bibliothèque "digne de
I
ce nom, par exemple, 1a
la Broye et la Vallée de Ooux.
Joux. Mais dans
le mime temps, le long de la Riviera, on trouve trois
realisations ã5 Vevey, La Tour-de-Pei1z et Montreux sans liens
rialisations
entre elles,
eiles, avec des politiques d ' acquisitions, dd'implantation
' implantation
et d'ouverture totalement differentes."
diffirentes."
De telles
feiles disparites
disparités régionales
regionales se retrouvent bien sür
súr
Amirique Latine.
en Aminque

Ainsi au Venezuela.

Alors que par exemple

46^ des chercheurs se trouvent dans la capitale et 23% dans la
46%
region centrale, voici comment s'y distribuent les bib1iothèques
région
bi bliothiques : ,
Tableau I;
I: Distribution spatiale des 225 bibliothèques
bibliothiques
venezueliennes
Tot.al
Total
Capitale
Region centrale
Région
Region centreRégion
occidentale
Region nordRégion
orien.tale
Les Andes
Region de Gualana
Région
Zulia
Moyenne

Sciences
Humanisme Economie ‘ Biologie
technologie Agronomie iducation
education sociologie midecine
médecine

73,3%
5,3%

77%

4,4%

5%

4,9%
6,2%
0,9%
4,9%
100%

7%
5%
2%
4%
25%

45%
18%

83%
5%

79%,
79%
4%

78%
3%

2%

4%

3%

10%
16%

2%

2%
6%

3%
17%

7%
17%

6%
23%

3%
5%
3%
5%
16%

SOURCE: Rapport du groupe de travai
travail1 sur la Bibliothèque Nationale Caracas(mimeo) s.d. (1980?)
(miineó)
Ce rapport venezuelien contient encore d'aures données
donnies

OO
Digitalizado
gentilmente por:

�fort significatives.

Ainsi, de ces 225 bib1iothiques
bibliothiques,, 2/5 sont

universitaires, 2/5 gouvernementales et le reste est prive ou
dipend d,'organismes
d'organismes de cooperation
coopiration internationale.

Parmi les

bibliothiques privies,
bibliothêques
privées, on compte les quelque 30 bibliothiques
bibliothêques
qui disposent de plus 200.000 bolivares par an pour leurs achats
alors que dans .les
les deux premiires catégories
categories se toruvent les 100
qui ont moins
inoins de 50.000 bolivares
significative et
significativa

mime
même

par an. Encore plus

profondiment
profondément

inquiitante est la

constatation qu'en moyenne 1/3 des ressources totales vont pour
les achats et 2/3 pour les remunerations
rémunirations du personnel
personnel..

Cette

proportion s'accentue encore dans le cas des bib1iothiques
bibliothiques
“humanistes et d'iducation" ou
"humanistes
oü M%
17% seulement est consacri aux
achats et 63% aux rémunirations
remunerations des fonctionnaires.

Par ces

deux exemples, on comprend aisiment qu'une simples approche
spatiale permettrait dijã
diji de comprendre pourquoi il y a tant de
bibliothiques dans le monde sans lecteurs comme 1'indique la
proportion entre le pourcentage de la population desservie et
le pourcentage de lecteurs inscrits de la population totale de*
de‘
14 pays "diveloppis" (Cf. Tableau 2).

39
Digitalizado
gentilmente por:

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�Les bib1iothèques
bibiiothèques dans 1'Education Permanente
Avant d'examiner les solutions
Solutions possibles,rappelons
possibles .rappelons quelques
caractéristiques du DC. On oublie souvent que la culture est
aussi un ensemble de biens et d'objets. LorsquMl
Lorsqu'il s'agit de la
diffuser, ces objets et ces biens sont lourds et encombrants.
Leur trahsport
transport est três onireux. Mime si nous sommes dans une
ire de la reproduction (sous toutes ses formes), il n'en reste
pas moins que par cette dimension-1ã, la culture reste
strictement soumise aux lois du marche et aux conditions
matirielles de son existence. II faut done
donc tenir compte:
1) des conditions de reproduction selon les techniques disponibles
comme des droits d‘auteurs,
comtne
d'auteurs, sans oublier la matiire permière
permiire et ses coúts
coiits (le
problime
Probleme du papierl);
papier!);
2) des couts
coüts de transoort et de la necessite
nécessiti de disposer de riseaux
de distribution qui sont aussi importants que les moyens de productiqn;
production;
3) d'un marche
marchi organisi
organise du livre et de 1'imprimi puisque nous
sitóuns
sitouns dans des pays d'iconomie capitaliste et niocapitaliste.
Sinon: une politique
politiquedu
du livre sans une économie
écononie du livre
n'est qu'un leurre.
Ceci dit, revenons ã nos propositions de politique de
Ceei
rigionalisation des bib1iothiques. Nous la concevons dans les
régionalisation
suivantes:
perspectives suivantés:
1) Les bibliothiques doivent exister aussi bien au niveau
national que regional, local - en particulier lã
li oD
oli se trouvent
les marches riguliers - qu'au niveau familial.

Chacun de ces

niveaux renvoie ã des fonctions diverses, des fonds diffirents,
un nombre moyen de volumes minimum distinct, etc..
41

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gentilmente por:

�2) Leur localisation doi
doitt tenir compte de la mobiUté
mobiliti
des populations.

Aussi bien
bien. du fait qu'elles changent

friquemment d'habitat: que des régressions
regressions dimograpliiques
constante» ou de leur isolement et de leur dispersion.
constantes

La

Couverture stabilisée
doublee et complitie
complitee par des
couverture
stabilisie doit itre doublée
elements mobiles ou
ilitnents
oü peut-itre le vieux modele du colporteur ã
pied ou ã bicyclette est plus important que les coüteux
couteux
bibliobus1
bibliobus 1
3) A chaque bibliotheque
bibliothique correspond une aire de
recrutement des publics qui doit itre sans cesse explorée
explorie
pour reconnaTtre
reconnoitre les "non-pub
"non-pub1ics
1 ics ".

Pour intégrer
integrer les publics

marginalises, il convient d'utiliser
marginalisis,
d'utiMser des moyens
raoyens qui s'insirent
s'inserent
dans des stratégies
strategies globales de DC comme par exemple mettre
des points de vente, de prits, etc.,

dans des projets

spicifiques de divel oppement communautaire, de formation
sanitaire, de coopirativisme, etc..
4) Le personnel doit itre recycli en fonction de ses
expiriences tout en ne le transformant pas en personnel
d'animation ã bon marchi. Grace
Grãce ã son EP spicifique, il
apprendra iã maitriser des techniques en fonction de ses
diverses taches reelles.
rielles.
5) Une
Urie action d'une telle ampleur n'est possible que
si l'on
I'on tient compte des stratégies
strategies de formation proposies
soit par l'UNICEF
1'UNICEF pour l'iducation
1'education non-formelle ou par de
nombreux Europiens pour la criation
creation de districts scolaires

42

Digitalizado
gentilmente por:

�et/ou culturels.

- III
Ill Les bibliothiques comne lieux de participat1on
participation
Dans la plupart des statistiques, on considere la
comrae synonyme de friquentation et/ou de prit
participation comme
d'une bib1iothèque.
bib1iüthèque.

Une bibliothêque
bibliothique possède un indice élevé
élevi

de participation de ses usagers lorsque ceux-ci constituent
une partie importante de la population totale - mesurie
raesurie par
le nombre
norabre d'inscrits - et/ou 1orsqu'ils
lorsqu'ils emprunterit
empruntent un nombre
élevé d'ouvrages.
élevi

Méme s'il n‘est
n'est pas tris
trés correct de
Mime

considérer cette participation comme
considirer
corame "passive - lire
1ire n'est
jamais un acte passif, mais bel
bei et bien un comportément
comportement actif,
créateur et volontaire - nianmoins
criateur
néanmoins ce type de participation
ne manifeste qu'une des possibilitis
possibilités sociales des
bibliothiques dans les perspectives de l'EP.

En effet ne

conviendrait-i1 pas aussi de qualifier et de tenir
tenif compte
campte de
la qualiti des rapports, des échanges
ichanges et des col1aborations
collaborations
entre les usagers et le personnel bibliothécaire?
bibliothicaire?

En d'autres

terraes de s'engager dans la question dicisive
termes
décisive de la qualiti
qualité
de ce Service
service public de DC qu'est également
igalement la bibliothêque
bibliothique
publique?

Ceci
Ceei est possible en considérant
considirant les suggestions

et les critiques des lecteurs quant au fonctionnement, ã la
composition du fonds de la bibliothique.
bibliothêque.

En
Er associant

43

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemcIanKnto

' '

�étroitement les représentants des usagers des différents
publics de 1’aire
l'aire de recruteraent aux organes de décision
decision et
de gestion.

En d'autres terraes
termes en accentuant les diraensions
dimensions

de la sociabilité et de la démocratisation des bibliothèques.
Cette orientation est d'autant plus conforme ã 1'EP
l'EP qu'un de
ses apports originaux est justement de déspécialiser les
soi-disants experts, de remettre
reraettre ã leur place les competences,
compitences,
d'eviter des exclusives professionnel1 es qui ne sont que
d'éviter

les

expressions dipassies
dipassées de positions corporatistes.
Et surtout il ne faudrait pas croire que la spicificite
spicificité
des bi
bibliothiques
bliothèques signifie que les usagers n'y comprennent
comprennerit
rien et n'ont rien ã dire.

La spécificiti
spicificite n'entraTne
n’entraine ni

l'isotirisme ni la chasse gardie.
l'isotérisme
gardée.
L'apport technologique
Bien des choses sont actuellement possibles grãce
grace ã
11'introduction
' i ntroducti on massive de nouvelles technologies.

En effet

pendant longtemps les bibliothécaires
bi bliothicaires opposaient des
difficultis concrites
concretes rielles:
reelles:

l'accis aux rayons et aux

bibliothiques est difficile et complique parce que les
bibliothèques
publications sont trop nombreuses; les catalogues trop
compliques.
compliquis.

D'ailleurs cette recherche individua1isie
individua1isée se

traduirait surtout par des pertes de temps et par une
augmentation sensible des vols ãi l‘étalage.'
l'italage.’

Tout d'abord

ouvrir des b.i
bi bliothèques
bl i othiques au libre accès
accis ne signifie nullement
la disparition des bi
bibliothécaires
bliothicaires comme conseillers et comme

44

Digitalizado
gentilmente por:

�surveil lants, bien au contraire.

Mais surtout 1'ordinateur

permet maintenant de presilectionner
présélectionner ce
çe que l'on desire.
désire.
L'usager peut procider par itape.
L'usaaer

D'autre part i1
il n'a plus

besoin de se deplacer
déplacer car 1'ordinateur peut itre
être aisément
aiseraent
coupÜ ã un tilex ce qui rend également possible la
couplé
constitution de riseaux
réseaux régionaux
rigionaux et locaux d'une part;
internationaux, d'autre part.

Un autre exemple d'apport des

techniques nouvelles est 1'usage des microformes
niicroformes (film et
fiche) qui non seulement demandent moins de place - et sont
moins coüteuses - mais surtout qui peuvent itre envoyés
envoyis
aisiment par la poste.
aisément

Ce qui permet d'augmenter
d‘augmenter sensiblement

le volume des fonds. ' Ces différentes
differentes solutfons
solutions cependant ne
dipassent pas le niveau technique des problimes
problèmes soulevis
soulevés par
la participation.

II serait lamentable d'en rester ã ce point

de vue purement technologique quand 'la
la participation demande
des solutions
aes
Solutions soeio-politiques et par consequent
consiquent des mithodes
méthodes.
sociologiques d'intervention.
Un dernier commentaire sur cette troisiime
troisième these:
thèse: il ne
faudrait pas oublier que ces mesures techniques et sociales,
technologiques et sociologiques n'auront de résultats
technólogiques
risultats que
dans la mesure oü celles-ci sont appliquies également en
dehors des bibliothèques,
bibliothiques, c'est-i-dire
c'est-ã-dire dans tout le réseau
riseau
culture!.
culturel.
- IV Lire, c'est s'exprÍHer
s'exprioer
Dans un texte étrange,
et ran ge, le philosophe allemand G.W.
LEIBNITZ arrivait iã une conclusion que nous considirons
considérons

45

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gentilmente por:

�essentielle ã nos yeuK;
yeux:
"... On pourrait introduire un caractere
caractère universel fort
populaire... si pn
on employait de petites figures ãi la place
des mots, qui representassent
reprisentassent les choses visibles par

leurs

traits et les invisibles par des visibles qui les accompagnent,
de certaines marques additionnel1 es,
Y joignant de.certaines
es , convenables
pour faire entendre les flexions et les particules.

Cela

servirait d'abord pour communiquer aiseraent
aisément avec les nations
éloignées; mais si on 1 ' i ntrodui sa i t aussi parn.i nous sans
iloignies;
renoncer pourtant ãi l'icri.ture
I'icriture ordinaire.

L'usage de cette

maniire d'icrire
d'ecrire serait d'une grande utiliti pour enrichir
1'imagination et pour donner des pensées moins sourdes et
moins verbales qu'on n'a maintenant.

II est vrai que l'art
I'art

de dessiner n'étant
n'etant point connu de tous, il s'ensuit qu'excepti
qu'excepte
imprimes de cette façon (que tout le monde
les livres imprimis
apprendrait bientõt ã lire) tout le monde ne pourrait point
s'en servir autrement que par une manière
s‘en
maniire d'imprimerie, c'est-ãdire ayant des figures gravies toutes prites pour les imprimer
sur du papier et y ajoutant par après
apris avec la plume les marque-s
des flexions ou des particules.

Mais avec le temps tout le

monde apprendrait le dessin dis
dès la
Ta jeunesse pour n'itre point
prive de la commoditi de ce caractere
privi
caractère figure qui parlerait
viritablement
viri
tablement aux yeux et qui serait fort au gri du
comme en effet

^

pe.iip.le,
pe.iiple,

diji certains almanachs qui
les paysans ont dijã

qu’ils
leur disent sans paroles une bonne partie de ce qu'ils
demandent.

Et je me souviens d‘avoir
d’avoir vu des imprimis

satiriques en taiile douce qui tenaient un peu de 1'Enigme,
ou il y avait des figures signifiantes par elles-mimes, milies

46

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�avec des paroles, au lieu que nos lettres... ne sont
si gni f i cati ves que par ia
significatives
1a volonti
volonte des
dès hommes..."
homines..."
(G.W. LEIBNITZ: Nouveaux essais sur 1'entendement
humain, livre IV, chapitre VI.)hunain,
VI.).
‘ I,
Cette insistance sur 1a
la volontê
volonte des hommes n'est pas
seulement l‘expression
1‘expression des convictions de LEIBNITZ; eile
elle
souUgne remarquablement
souligne
remarquabl ement un element
iliment fondamental de l'EP, ãi
savoir que lire
1ire c'est pour finir aussi un acte prodult
produit par
d'innombrables lecteurs qui multiplient l'acte initial de
l'ecrivain.
l‘icrivain.

C'est ã la fois un acte dynamique et un acte
Cest

efficace puisqu'il
puisquMl produit quelque chose: un commentaire, une
jouissance, un plaisir, d‘autres
d'autres idees
idies et pourquoi pas de
nouvelles inspirations pour icrire ã son tour. II ne s'agit
done nullement
donc
nulleraent d'un iliment
element de la consommation, mais
raais bel
bei et
bien d'une piece
piice centrale de la communication sociale.
Examinons cet acte singulier de la lecture ã la lumiire
lumiêre d'une
thêorie de la communication.
thiorie
communicâtion.

Corauniquer, c‘est
Conuniquer,
c'est prévoir
privoir
La communi
communication
cati on par sa dimension d‘information
d'information d’une
d'une
B.art íc'est-ã-dire
fi.art
(e'est-S-dire le contact avec la nouveaute
nouveauti d'un événement
ivinement
q-u'elle perraet) d'autre part, par sa signification
q.u'e.l1e
significatlon (e'est-i(c'est-ãreference ã une intention imise par une autre
dire par sa refirence
personne) est tout entiire orientie
orientee vers la decouverte
dicouverte du
possible et du futur.

De lã ses rapports etroits
itroits avec le

developpeaent aussi bien aux niveaux individuel, collectif
que national et universe!.
universel.

47

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Oereaclamento

�Si nous avons commence
commenci par rappeler la fonction conservatrice
des bibliothiques,
bibliothêques, il convient maintenant de souligner aussi
leur fonction anticipante.

Dans une perspective d'EP
d‘EP c'est

justemeiit
justement cet autre volet qui est plutõt mis en valeur.
ur
ür
Or et surtout dans nos sociétés modernes, la coraunication
comunication
caracterise par son caractère
caractere probabi1iste
probabi1iste,, c'est-ã-dire
c'est-i-dire
se cáractirise
par la nécessiti
necessite d'une traduction, d'une interprétation
interpretation et
d'une reponse
riponse d'adhesion
d'adhésion et/ou de rejet. Elle implique par
consequent des risques eleves
consiquent
ilevis d‘incomprehension,
d‘incomprihension , de rupture,
être affrontis
affrontés et risolus pour qu'ils
de conflits qui doivent itre
ne diginirent
dégénèrent pas en violence.

Neanmoins,
Nianmoins, ils sont

indispensables si 1'on veut se developper.
développer.

C’est
C‘est bien pourquoi

toute politique protectionniste et de censure né
ne peut
qu'entretenir le statu quo et selon le principe de I'entropie,
l'entropie,
conduire iã 1'appauvrissement de 1‘information.
1'information. C'est
Cest par
1'existence d'espaces et de temps sociaux propices ã la
l'existence
constitution d'ichanges et de partages de 1’information
1'inforraation que la
communication peut dipasser
comnunication
depasser I'entropie
l'entropie en reinterprétant
réinterpretant et
en multipliant ce qui est donni
donne initialement.

Le caractere
caractère

"anticipant, projectif, pridicatif et normatif" (0.L.ARANGUREN)
(d.L.ARANGUREN)
le reel,
de 1'information permet de percevoir mieux;
mieuxle
riel, de se
huraain, d'imaginer les
reseigner sur le milieu naturel et humain,
tendances d'une ivolution,
evolution, bref de prévoir 1'accomplisseraent
1 ' accom.pl issement
des événements,
évênements, de les éviter
iviter ou de les modifier, ce qui est
essentiel pour rigler notre action.

La maTtrise et la

richesse de 1'information dans la communication sociale est
done une condition essentielle de 1'adaptation
donc
l'adaptation ou non des horames
hommes

48

Digitalizado
gentilmente por:

�aux processus de diveloppement
développement .et
et de leur capacite ã en
influencer le cours.

l'idee si importante pour
Nous retrouvons l'idée

les iconomistes
economistes de l'ouverture et de 1'approfondissement
1 'approfondi ssement de
1'horizon afin que la rialité
l'hori2on
réalité se révèle réellement
rielleraent un champ
du possible (MOTA).
- V -

Sous-development et communication
Sous-dévelopment
coninunication
On peut admettre que les pays du Tiers-Monde sont de
raauvais conducteurs d'inforraation
mauvais
d'information (A. BOUDIBA) et par
consequent qu'ils ne favorisent pas la communication sociale.
consiquent
De nombreuses raisons eXpliquent
expliquent cette situation:
Situation:
- les "elites" ont tendance ã monopoliser 1'information
et ã la redistribuer selon leurs intérêts
intérits immédiats;
- la strucutre "paternaliste" des relations humaines
ne favorise pas ni la reciprociti
réciprociti ni l'echange;
l'échangé;
- la politique linguistique selon laquelle la langue
peut en dominer d'autres, mais aussi le vi
viei
ei 11issement
du langage "officiel" qui rend la communication entre
les ginirations
generations difficiles;
regions et/ou pour certains groupes,
- dans certaines rigions
la digradation
degradation de leur culture vécué
vecue est si profonde,
profonde.

49

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sí em
Gervoclannito

.0

11

12

13

�“leur culture de la pauvreté" manifèste un tel degré
"leur
d'anomie qu'ils ne sont
sent plus en condition de renouveler
d'adopter de
ni leurs valeurs ni leur hierarchie;
hiérarchie; -d'adopter
nouvelles attitudes ni de transformer leurs
representations;; qu'ils sont devenus par consequent
représentations
conséquent
incapables de faire face iã la culture exogene;
exogène;
- le dialogue entre les techniciens,
techniciens , les responsables
politiques du développement
dêveloppement d'une part et les
populations d'autre part est de plus en plus précaire;
precaire;
eile tend 5i une relation de domination qui exprime un
elle
veritable "colonia 1isme interne";
viritable
- les populations peripheriques
périphériques et margina1isees
marginalisées
prennent de plus en plus l'habitude
1 'habitude de communiquer
par le rumeur et d'informer de façon ésotérique
êsotérique ("El
hablar en clave" A. PASQUALI).
II n'est done
donc pas exagere d'établir
d'etablir un parallèle
parallele entre
US - dive1oppement
la coation au niveau moral,
ce so
sous-déve
1oppement cultural
culturel et la'coation
la frustration au niveau psycho-social et l'aliénation
1'alienation au
niveau existentiel,
existential, bref tout ce qui exprime humainement le
sous-d?ve1oppement.
sous-déve
1oppement.

Ce qui bloque la diffusion libre et

empiche la discussion.
Du droit ãi 1'information
1'inforraation ã 1'usage de 1'information
1 'infomation
A cette situation

qui resulte d'une 11aisser-faire
aisser-faire et

d'un- 1 aisser-al
d'un‘
ai s se r-al 1 er
e r parce qu'on a trop souvent considere

50

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

-

11

12

13

�1'information et la communication sociale comme des sous1'1nformation
produits suprastructurels
sup rastructure1s de oroblemes
oroblèmes infiniment plus
fondamentauX, il convient de rappeier
fondamentaux,
rappeler qu'il existe aussi un
droit ãi 1'information
1‘information - qui inclut aussi bien le droit d'itre
d'etre
informe que de s'informer - indispensable
indispensab1e ã 1'étab1issement
1‘établissement de
veritables circuits de communication, condition sine qua non
viritabies
du DC.

Une des responsabi1itis professionnelles des

bi bliothicaires - comme des autres techniciens engages
bibliothicaires
engagis dans
l'EP - est de lütter
i'EP
iutter pour qu'un tel droit soit respecté
respecte et
appiiqui.
applique.
Nous n'avons pas ici iã donner des recettes ã ce sujet.
Mais nous souhaitons poser queiques
quelques questions qui nous semblent
importan tes:
importantes:
1) Peut-on au nom de ce droit admettre 1a censure?

Si

oui , dans quelies
quelles limites?
2) Un teV
tel droit suppose que les moyens de la
communication sociale dite de "masse" doivent itre
envisages comme des services
envisagis
Services publics.

Cette exigence

peut-elle itre
être compatible avec l'idie
1'idee de la libre
entreprise?

de la concurrence sauvage?

du monopole

national ét/ou
et/ou transnational non seulement dans la
multiplication
mui
tiplication des imetteurs, mais aussi dans
1'organ
1'
organ i ssati
at i on de la riception
reception et de la consomntati
consommation?
on?
Quel rõle
role faut-il attribuer ã l'Etat
1‘Etat pour qu'il
puisse intervenir dans ce domaine afin d'en faire

51

Digitalizado
gentilmente por:

Scann
Sea
stem
st
em
GereoclanCTita
Gereaclanent»

�service public tout eti
en
respecter le caractère de Service
riduisant au maxirauin
maximum son role
rõle de censeur?
3) II est evident
évident que ces questions touchent aussi les
bibliothecaires , mais que ceux-ci ne peuvent tout
bibli0thécaires,
faire.

specifique
Quelle est leur contribution spécifique

dans une telle politique nationale de 1 ' information
et de la communication sociale?
4) Une telle politique n'est
n‘est pas possible sans ressources
financiires et humaines.
financiêres

Qcels
Qtels moyens - renforces
renforcés

ou ãi créer
creer - pourraient soutenir le role
rõle nouveau
nouyeau des
bibliothèques?
bib1iotheques ?

52

3

Digitalizado
gentilmente por:

�Edson Nery da Fonseca

Em
Era outubro de 1961, atendendo a um convite de Marco Auré
lio de Alcântara, tomei parte numa Semana de Promoção

Social,

realizada no Recife, sob os auspícios do Governo do Estado
Pernambuco, então chefiado por Cid SampaiOn
Sampaio»

Minha

de

comunicação

- “Importância da biblioteca nos programas de alfabetização
educação de base" - foi posteriormente publicada pela

e

Revista

(I).
do Serviço Público (1).
Convidado pela comissão organizadora do XI Congresso Br^
Bra
sileiro de Biblioteconomia e Documentação, para debater uma co£
ferência de Pierre Furter sobre "bibliotecas e educação

perma
perrn^

nente", reiT
relT aquela comunicação de 1961, verificando que

ela

pode ser útil a quem deseje saber como o problema evoluTu.sendo
oportuno falar, vinte anos depois, sobre seu estado atual.**

0 fato mais importante foi-,
foi, sem dúvida, o questionamento
*

Professor Titular da Universidade de Brasília, ã
disposição
da Fundação
Pundaçao Joaquim Nabuco (Recife) para exercer o cargo
de
superintendente do seu Instituto de Documentação (Rua Dois tr
l£
maos, 92, Apipucos, 50.000 Recife.FE,
Recife.PE, telefone: (081)268-0780).
Graça-s, ainda, ãa generosidade de Marco Aurélio de Alcantara,a
6raça‘s,
Alcântara,a
comunicação de 1961 está
esta sendo
çendo reeditada por ocasião
ocasiao do
XI
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação com o
título do presente comentário.
53

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em
Gereaclanimto

.0

11

12

13

�da pedagogia tradicional e, consequentemente, o da
escolar.

instituição

Parafraseando conhecida observação de Karl Marx, pode^
pod^

mos dizer que os pedagogos trataram até agora de interpretar
educação, sendo necessário transformã-la.

El o que Pierre

a
Fuj^

ter denomina, em livro publicado no ano de 1973, "a passagem da
pedagogia ã andragogia" (2, p. 70).

A educação é hoje encarada,

como assinala magistralmente Furter, "um processo em que
um aprende a se formar e a se informar a fim de

cada

transformar-se

e transformar o mundo" (2, p. 73).
Do questionamento da instituição escolar surgiram várias
vãrias
constatações.

Uma delas éi a de que a alfabetização não tem

fim em sT mesma nem i um valor absoluto.

Gilberto Freyre'
Freyre

üm
foi

quem primeiro, no Brasil e talvez no mundo, desmoralizou o mito
da alfabetização tout court, com a maravilhosa trouvaille

de

que "um analfabeto da Espanha vale mais, como personalidade

h^

mana, do que um
ura congresso inteiro de rotarianos reunido em

Chi_

cago" .
Também deixou de ter sentido a tradicional

dicotomia ejn
en^

tre formação da criança e do adulto. Como observa Pierre Furter
era outra de suas notáveis obras, não i mais possível
em
possTvel
a vida humana em
era duas partes distintas:

o tempo da

gem (da infância até a adolescência) e o tempo da

"dividir
aprendize^
aprendiz^
maturidade,

onde se goza do aprendizado" (3, p. 64).
Mas, como assinala Bertrand Schwartz, a Pedagogia e a Ajn
dragogia "não podem ser concebidas senão no contexto da

54

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

Educ£
Educa^

�ção Permanente" (4, p. 42). Gomo Purter, Schartz ié autor de tr£
balhos indispensáveis a quem deseje’
deseje' aprofundar-se na matéria. 0
extenso e profundo reiatõrio‘por
reiatõrio■por ele apresentado ã Fundação
ropéia da Cultura, jã
já publicado no Brasil, está cheio de

Eju
Ejj
refe
refe^

rincias ao papel da biblioteca em qualquer política nacional de
cultura (5, p. 69, 204-205, 208, 229-279 e 288-400).

No conceito de Educação Permanente está
esta implícita

a

idéia de continuidade do processo educativo, que se inicia
infância e prossegue por toda a vida.

Mas, quando em todo.

na
o

mundo a alfabetização de adultos jã
já havia sido substituida pela
Educação Permanente, surge entre nós
nés o Movimento Brasileiro
Alfabetização.

de

E surge com a arrogância típica dos impostores,

exibindo gráficos, diagramas, organogramas, fluxogramas e

toda

a parafernália com que os tecnocratas costumam iludir políticos
e governantes incautos.

0 MOBRAL foi um daqueles

"paliativos

rápidos e violentos" a que se refere Pierre Furter, aludindo ás
ãs
chamadas campanhas de alfabetização (2, p. 26).

E seu fracasso

se explica, entre outros motivos, por não dispor o Brasil

de

uma rede nacional de bibliotecas públicas, tal como esse*
esse

tipo

de biblioteca êé entendido em outros países, principalmente
principal mente
e desde longa data - pelos ingleses e norte-americanos (6).
Aqui é onde a sob outros aspectos notável conferência de
Pierre Furter merece um reparo da parte dos especialistas
biblioteconomia.

em

Ele parece não conhecerja
conhecer a distinção■essencial
distinção essencial

entre biblioteca nacional e biblioteca pública, ao

enumerar ejn
en^

tre as funções específicas desta as de ser "conservatório e

de

55

Digitalizado
gentilmente por;
por:

OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

13

�pösito dos escritos indispensãveis’ao
põsito
indispensáveis ao desenvolvimento
de uma região ou de um pais"
paTs" (grifos dele).

cultural

Sua crítica ao Ceii
Cen^

tro de Arte e Cultura Georges Pompidou, que chama

injustamente

de "caricatura em pleno centro de Paris", decorre dessa

indis_
indi^

tinção, lamentável numa comunicação tão rica de sugestões

para
nara

os bibliotecários.
bibliotecãrios.
Parece hoje definitivamente assentado entre

especiali^

tas no planejamento de sistemas nacionais de informação que uma
rede bibliotecária deve ser integrada por diferentes tipos
unidades, a saber;

de

bibliotecas nacionais, bibliotecas universi^
univers1_

tãrias, bibliotecas especializadas e bibliotecas publicais
p. 51-52 et passim).

(7,

E claro que esses diferentes tipos ou

c^

tegorias de bibliotecas devem funcionar como os "elementos

em

interação" de que fala Bertalanfy em seu conhecido conceito

de

sistema.

de

Todas devem contribuir para a política nacional

Educação Permanente.

Mas compete ã biblioteca'púb1ica
biblioteca pública o

mais importante e o envolvimento mais vertical nessa

papel

política.

As bibliotecas nacionais, as universitárias e as especializadas
tim outros objetivos primordiais.
0 Centro Pompidou i, como observa Pierre Furter, uma

Ca

sa da Cultura gigantescaraente
gigantescamente construida em torno de uma bi61io_
biblio
teca;
teca-, entretanto, longe de ser uma caricatura, como pensa

Fiir.
Fur-

ter, trata-se de instituição modelar.

a11
all

Basta recordar que

se estabeleceu, pela primeira vez em todo o mundo, a supremacia
da informação sobre o documento:

em vez da tradicional

ção dos documentos segundo a natureza de cada um,-

56

Digitalizado
gentilmente por:

separa’
sepár^'

bibliogrãf1_
bibliográfl^

�cos, iconográficos, cartográficos, fonogrãficos,
COS,
fonográficos , audio-visuaisestão todos reunidos de acordo com os assuntos de interesse dos
usuários.

Por isso ela se chama Biblioteca Pública de

Inform^

ção (8).
çio
Se 0 que Pierre Furter considera "caricatura" for o esti^
estj^
lo
1o arquitetônico do Centro Pompidou, ée porque, para ele, os edj[
edj_
fTcios de bibliotecas devem ser augustos e solenes. Podemos con^
co£
cordar em que os das bibliotecas nacionais continuem com o
pecto de "templos do saber".

a^
as

A arquitetura da biblioteca píbli_
ptibli^

ca, entretanto, deve ser aberta e transparente, exatamente como
especia
acontece com o Centro Pompidou,
Pompitfou, do qual afirma o grande especi^
lista em animação cultural que i Jacques Rigaud:

"Beaubourg
"Beaubourg,ce
,ce

doit itre 1a
la culture sur la place, non plus dans le temple" (9,
p. 88).
Estes reparos, entretanto, não me impedem de

reconhecer

0 que hã
há de positivamente criativo na comunicação de

Pierre

Furter, cujos trabalhos anteriores muito contribuiram para

e^
es

clarecer minha própria posição com referência
referincia ã supremacia

da

educação permanente em relação ã pura e simples alfabetização ,
ediKaçio
•no
no estabelecimento de uma política nacional de cultura.

Ele de

senvolve 5 teses, estando eu em desacordo apenas com a primeira.
N«o que desconheça a necessidade - mais importante ainda empaT
K«0
em paT
ses era processo de um desenvolvimento quase sempre descaracteri_
STBS
descaracteri^
zador de culturas nacionais, regionais e locais - de

contribui^

rem as bibliotecas nacionais para a preservação das

heranças

culturais das respectivas nações.

quan^
0 depósito legal, tanto qua£

57

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
sí
stem
em
Gerenciamento
Gervoclannito

11

�to a publicação das bibliografias nacionais retrospectivas

e

correntes, são alguns dos meios de que as bibliotecas nacionais
se utilizam com este objetivo.

As bibliotecas públicas tim
têm

o^

tros objetivos, mais adequados aos programas de Educação Permanente .
nente.
Pierre Furter diz muito bem, na segunda tese.de
tese de sua com^
comjj
nicação que somente quando fazem parte integrante de "uma estr^
tégia que visa a estabelecer redes de educação permanente",
tigia

po

dem as bibliotecas contribuir para o desenvolvimento cultural".
Tese tão indiscutTvel
indiscutível quanto a terceira:
bim um^^lugar
um lugar de participação".

"a biblioteca éi

tam

0 que me faz pensar - perdoe-se

a nota pessoal - em
era minha própria definição de bibliotecas,
bibliotecas , ,que
ié menos uma coleção de documentos do que assembliia
assembléia de usuãrios
usuários
da informação (10).
Na quarta tese - "ler é também escrever" - Pierre Furter
desenvolve idéias apresentadas em algumas das melhores
de seu jã citado livro Educação peraanente
pemanente e
cultural.

páginas
pãginas

desenvolvimento

Reagindo contra o primado da leitura nos

programas

de alfabetização, ele defende "uma pedagogia da expressão"
conclui:

e

"Uma alfabetização oVientada
o'rientada para a expressão e

não

para o consumo é também uma alfabetização que faz do outro

s^
su

jeito de sua própria atividade e,
e ,■ consequentemente, agente

da

sua transformação social.

Não se trata somente de ampliar

circulo de informação, mas de permitir que as massas
círculo

o

marginais

e marginalizadas participem da criação social" (2, p. 57).

58

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc
Scan
an
stem
sí
em
Oereaclanento
Gervoclannito

&lt;/
♦

-

11

12

13

�Chegamos, finalmente, ã quinta tese, na qual o

autor d£
de

senvolve um dos pontos da Declaração Universal dos Direitos
Homem:

do

aquele que se refere ã liberdade de expressão, de livre

circulação da informação e de discussão.

Recordo, para

cluir, que tais liberdades foram incorporadas pela

con
co£
American

Library Association ã Carta dos Direitos da Biblioteca,

sendo

evidente que, sem elas, não existe Educação Permanente (11).

1

FONSECA,
FDNSECA, Edson Nery da.

"Importância da biblioteca nos

gramas de alfabetização e educação de base".

prq
pro

Revista do ^e_r
Ser

vi ço Público
Públ i co (Rio de Janeiro) v. 94, n. 3, p. 99-108,
99-1 08,
viço

jul/.

set. 1962.
2

FURIER, Pierre.
FURTER,
ral..
ral
1974.

3

4

Trad.
Trad, de Teresa de Araujo
Araújo Penna.
221 p.

73 p.

Petrõpolis, Vozes

,

(Col. Educação e tempo presente, 11).

FURTER, Pierre.
1966.

desenvolvi men to cultu
cu1 tu
Educação permanente e desenvolvimento

Educação e reflexão.

Petrõpolis,
PetrSpolis,

Vozes,

(Col. Educação e tempo presente,1).
presente,!).

SCHWARTZ, Betrand.

"Reflexões sobre o desenvolvimento

educação permanente".

Revis ta Brasi1 eira de Estudos

da
Pedagõ

gi COS
cos (Rio de Janeiro) v. 51, n. 113, p. 41-60, jan./ma
j an./ma r .1969.
5 SCHWARTZ, Betrand.
5-

Educação amanhã; um projeto de

educação

permanente, promovido pe1
pelaa Fundação Européia da Cultura
Cultu ra .Trad.
. T rad.
de Paulo Rosas.

Petrõpolis, Vozes, 1976.

407 p. (Col.Educ^
(Col.Educa^

ção e tempo presente, 12).

59

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�6

TOTTERDELL, Barry, ed.

Public
Pub1ic 1ibrary purpose, ^
£

reader .

London, Bingley; Hamden, Conn.
Conn.,, Linnet Books, 11978.
978. 159
1 59
RAYWARD, W.B., ed.
prospects.
7^

p.

The pub1ic
public 1ibrary:
1 ib ra ry: circunstances

and

Chicago, University of Chicago Press, 1978.162 p.

PENNA, Carlos Victor et alii.
ti on servi
services:
ces :

National 1ibrary
1ib ra ry and

£ handbook for pl
pi anners .

informa

London ,Butterworths,
, B utte rwo rths,

1977. 230 p.
8

AFFEULPIN, Gustave.

ssoi
o i --di
d i ssan
a n t utopie
utopi e du Centre Beaubourg.

Paris, Editions Entente, 1976.
MOLLARD, Claude.

199 p.

L'enjeu
L'enj e u du Cen tre Georges Pompido
Pompidou.
u.

de Robert Bordaz.

Pref.
Préf.

Paris, Union Générale
Generale d'Editions, 1976

308 p. (Col.
(Col . 10/18. 1104)
1104)..
BORDAZ, Robert.
ges Pompidou.

Le Centre Nati
National
onal dd'Art
' Art et de Culture
Cul t ure Geo
Georr
Paris, Sociite
Société d'Edition et de

Diffusion des

Produits de Presse et Audi
Audio-visueles,
o-vi suei es, 11977.
977. 98 p.

(Separata

do n. 46 de CREE, jan./fêv.
jan./fev. 1977.
9

RIGAUD, Jacques.
1975.

La
ILa cul
culture
ture pour vivre.
vi vre.

Paris,

Gallimard,

307 p.

10 FONSECA, Edson Nery da.
e acaba em livro".

"Tudo o que no mundo existe

começa

Ciência da Informação (Brasília) v.

10,

n. 1 , p. 5-11
5-11,, 1981.
11 OBOLER, Eli M.

"Censorship and intellectual freedom".

In;
In:

ency cl opedi a of 1ibrary
1 i b rary and information
i nformati on services.Chi
servi ces . Chi cago,
ALA encyclopedia
American Library Association, 1980. p. 124-127.

60

Digitalizado
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Sea n
stem
Oereaclamento

�SUB-TEMA 1: A BIBLIOTECA NA EDUCAÇÃO FORMAL

CONFERENCISTA:

SERGIO DE HAGALHAES
MAGALHAES
ALOlSIO SÉRGIÜ
Secretário de Cultura do Ministério
da Educação e Cultura

DEBATEDORES:

ANA MARIA ATHAYDE POLKE
Professora da Escola de Biblioteconomia da UFMG
PAUL KAEGBEIN
Professor do Departamento de Biblio
Bibli£
teconomia de Colônia - Alemanha.

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Digitalizado
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JÊÊ^
stem
st
em
GercflcUmimto
Gervoclannito

.0

11

�sr j I'

ÀA BIBLIOTECA NA EDUCAÇÃO
EDUCAÇAO FORMAL

Aloisio Sérgio Magalhães

Meus amigos participantes deste Congresso:
pessoalmente bibliotecário e não sendo também

hão
não

sendo

' documentalista

"strictu sensu", entre correr o risco de ser demasiadamente for
mal, didático, na abordagem deste tema, prefiro correr o

risco

de trocar idéias, de apontar hipóteses, e de pedir a vocês
voces
sigam este raciocínio
raciocTnio na busca de um entendimento, na

que

busca da

educ^
formulação de linhas de conduta em relação a este tema, a educ£
ção formal e a biblioteca, oque talvez seja mais válido do
propriamente uma exposição linear e didática sobre este
assunto. Creio que na base de toda esta reflexão

que
mesmo

acumulada

no

espaço brasileiro sobre a biblioteca e a sua função pública

no

sentido genérico, cabem algumas questões, cabe uma série

de

'Indagações
indagações e talvez reavaliações, retomadas e revisões
tuais.
tuals.

concei_
concei^

Porque me parece importante, prudente e necessário

que

algumas idéias sejam colocadas, no sentido de rever

conceitos,

(ISlIiasiadamente explícitos ou demasiadamente formais.
áÇHiasiadamente

A própria

hõção
noção dê
de educação formal e educação não formal ou informal
cisaria, a meu ver, de algumas elaborações e reflexões.

pre^

Se par

"timos
tlmos para uma ideia
idéia de que o processo de conhecimento, de

que

0 processo educativo como um todo, de que a formação do cidadão,
éê uma coisa única, é uma unidade em si, vemos que o

importante

não éi alfabetizar no sentido formal da palavra, que o importante não é letrar o indivTduo,
indivíduo, que o importante não é

suprir uma
63

Digitalizado
gentilmente por:
por;

Sc a n
stem
Oereaclanenla

�lacuna que possa existir na formação do homem,
horaem, mas
raas o importante
i preparã-lo para a vida democrática e livre, que o

importante

i dotar o cidadão dos apetrechos, dos requisitos que são

iridi^
itidi£

pensãveis a uma ação do homem integrado ao seu contexto, ã
cultura.

Temos, portanto, a rigidez, temos portanto, o

sua
form^

lismo, a cristalização de determinadas palavras em torno de cot»
coji
ceitos.

A prSpria
própria idéia de educação permanente,
permanqnte, a meu ver, vem

demolir até, se é o caso, o conceito de educação
educaç^ão formal e educ£
ção não formal.

Porque se na verdade a educação permanente

e£
e^

sa idéia da integração completa do homem, ao conhecimento sobre
sobr^
tudo, ao conhecimento do universo do conhecimento próximo a ele,
que lhe interessa como cidadão, se este é o espírito da

educ£

ção permanente, temos que ter muito com a dicotomia do que
uma coisa formal e do que é uma coisa informal.

i,
i

Ambas as

for
fo£

mas de aprendizado e de conhecimento são igualmente válidas

e

provavelmente a educação formal é a educação no seu sentidomais
tradicional e permanente ocorrendo muito mais o r-isco
risco de

rigi_
figj.

dez, 0 risco de uma fixação demasiadamente formal, formalista ,
quebrando, abalando, diminuindo toda a possibilidade da
ção e da liberdade.

invert
inveri

Por outro lado, a educação informal

soz1_
sozi_

nha, ou seja, o "laissez-faire",
"1 aissez-faire", o andamento do aprendizado atr^
vis de um demasiado sentido informal, pode oferecer o risco

de

privilegiar determinadas áreas, de ser uma formaçãt)
formacãt) lacônica

,

uma formação com especificidades mais fortes e outras mais

fr£
friT

cas, em outras palavras, de ser o contrãrio
contrário da educação formai'«
formàí-*
posturas radicais seriam danosas e seriam inevitável^
1nev1tavel_
e ambas as
as.posturas
mente deficientes para a formação do indivíduo.
a noção de educação permanente.

64

Digitalizado
gentilmente por:

Surge, então ,

E nesta própria noção de educa
educ£

�ção permanente, creio-, que cabe.m
cabem muitas questões a serem coloca
coloc^
das., que carecem de explicitações e, sobretudo, a educação

pe£

manente carece de ser vista ã luz das realidades em que o homem
está inserido.

Peço licença a vocês para, sem propriamente

petir-me, mas querendo, ao contrário, reiterar certas

idéias,

contar dois pequenos episódios
episõdios que ilustram de maneira clara
natureza das rainhas
minhas inquietações.

0 primeiro episódio
episõdio

a

refere-

se a um insistente pedido de uma senhora na cidade de

Tiraden^

tes-MG, quando lã estava examinando-as
examinando as obras de restauro

da M£

triz, para que eu examinasse
exarai nas se uma pasta de velhos documentos
ela tinha guardado.

r£
re

que

E eu me recusei, resisti" muito ã idéia

de

ver os documentos, na medida em que verdadeiramente nós
nõs não nos
ocupamos da compra genérica de documentos.
refa.

Não era a minha

t£

Mas fòi
fOi tal a insistência que eu, por uma questão de

d£
de

licadeza, resolvi aceder e examinar os documentos’.
documentos.

Era uma

rie de autógrafos, havia cartas, documentos de uma certa

sé
sê

impo£

tãncia, ligados ao Segundo Reinado, mas, no final dessadessa pasta,
eu me deparei com
cora alguns documentos que me chamaram e que me to
t£
caram profundamente.

exercTcios
Tratava-se de uma série de exercícios

e£
es

colares, de caligrafia, do príncipe D. Pedro menino. Retive

e£

ses documentos que me flagaram de uma maneira muito
até que pude entender do que se tratava.

especial,

E que debaixo, por de
d£

trãs, escondido no estudo simplesmente formal da caligrafia
trás,
de como a letra devia ser um elemento e um indicador
legível, por detrás dessa pura e formal aplicação

simbólico

metodológica

do aprendizado do escrever, por detrás de tudo isto, se
diam conceitos.

e

esco£
escon^

E o príncipe
príncipe'tinha
tinha que escrever e repetir dez£

nas, centenas de vezes, aquelas frases, para que ele aprendesse

65

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�a escrever corretamente, mas que, provavelmente, era muito mais
importante que ele aprendesse do ponto de vista conceituai.
príncipe deve fazer tal coisa, o príncipe não deve tal

0

coisa.

E£ próprio ao príncipe comportar-se dessa maneira, ié próprio
príncipe não comportar-se dessa maneira.

E o que se

disso é que se tentava fazer a cabeça do príncipe.

ao

deduzia
Se

tentava

impingir na cabeça da criança indefesa, aberta, sensível.plasmã^
sensível,plasm£
vel a qualquer pensamento, se procurava fazer a cabeça do

prÍ£
prin

cipe, lhe enchendo a cabeça de idéias preconcebidas.
Isso me deixou perplexo diante da realidade de constatar
que existe uma educação do príncipe, e essa educação do

príncj_
prTncj_

pe i, de certo modo, aquela a que todos nós fomos submetidos ,ou
seja, as idéias, os conceitos, as frases, os textos, os

livros

são, em grande parte, impostos ao aprendizado sem que uma maior
verificação, sem que uma mais profunda análise da adequação de£
de^
te texto, da propriedade desta informação, da adequação

deste

conceito, seja, verdadeiramente, a educação do homem. E,por
E.por coji
cojn
traponto, imaginei a situação contrãria,
contrária, numa forma

dialética

entre a educação do príncipe e o que eu chamei a educação

para

a liberdade.
A educação do príncipe é de cima para baixo e obedece

a

todo um programa impositõrio,
impositório, compulsório, do conhecimento e da
criança.
A educação para a liberdade éi livre, éi espontânea é
ta ã base de um aprendizado direto com a realidade.

fei_
fej^

E£ de baixo

para cima.

66

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

0

11

12

�A educação dc
de príncipe pretende a continuidade do proces
so civi 1izatõri0, mas nessa continuidade se mascara a idéia
permanincia, do controle, da inevitabilidade de uma
permanência,

da

continuida

de formal do aprendizado do homem.
A educação para a liberdade, ao contrário, leva-o ao
perimental, leva-o ao real, leva-o ao contato

ex

verdadeiramente

com as coisas.
cora
A educação do príncipe impõe
irapõe conceitos, a educação

para

a liberdade faz que o horaem
homem experimente
experiraente realidades, entre

em

contato com formas reais e próximas a ele e sõ
só a posteriori

l£
le

ve a conceituações.
concei tuações .
Em tudo éi o0 oposto uma da outra.
Era
nos interessa fazer.

Essa reflexão acho que

Está
Estã na hora de um país como o nosso,

Brasil, uma nação com as nossas potencialidades se

o

aperceba de

que não deve temer e que não deve dar continuidade ãs
por imposição, raas
mas que deve procurar, refletir, e da

coisas
reflexão

encontrar o seu próprio caminho.
Nada mais importante na nação brasileira de hoje do

que

a introdução do conhecimento na cabeça das crianças.

Não hã ne

nhum produto nacional bruto, não hã nenhuma forma de

economic^
econoraic2

dade, não hã nada no que diz respeito ãs dinâmicas

desenvolv^
desenvolvj^

mentistas do processo civi 1izatório
1izatõrio tecnocrático,
tecnocrãtico, que tenhamais
importância para o nosso país do que a introdução correta
conhecimento na cabeça das crianças.

v

.

do
•

1 sv 1

f.

67

Digitalizado
gentilmente por:

�E é natural mente ã base disso que o processo de conheci_
mento, assim visto, depende .enormemente,
enormemente,
extraordinariamente,
das pessoas que introduzem esse conhecimento e dos instrumentos
necessários a que esta trajetória
trajetSria seja corretamente desenvolvida .
Fala-se muito na idéia de que a leitura ié um hábito

a^
ad

quirido logo no início
inTcio em que a criança entra em contato com as
formas de conhecimento.
E talvez nesse sentido ié que se deva chamar educação
educaçáo fo£
for
mal, ou seja, tomar no sentido verdadeiro da palavra e não
néo cai£
cair
mos no risco da cristalizaçáo do conceito da educação
educaçáo formal co^
co
mo sendo, simplesmente, a educaçáo
educação iimpositõria-,compulsõria,
mpos i tõri a-, compul sõri a , mas
sendo a maneira de atrair a criança no seu universo imaginário,
no seu universo da visáo
visão dos fenômenos do mundo, de

maneira to

tal, de como mostrar áã criança que esse conhecimento

profunda
profund^

mente afetivo, emocional, vivencial das coisas, necessita e

ca
c^

rece de uma certa ordenação.
Nesse sentido, a palavra formal me parece
correta.

absolutamente

Mas ié preciso que essa idéia do formal em nada

prejii
prejjj

dique o0 que se chamaria de leitura voluntária, por exemplo, que
é justamentè uma expressáo
expressão cunhada nas necessidades de

modif£
modify

car a idéia da leitura ou do conhecimento formal.
Toda vez que o homem sente-se diante da necessidade ‘ de
criar uma coisa nova é porque a sua anterior forma de
çio estava errada.
çáo

utilize
utiliz£

Náo
Não precisariamos falar de leitura informal

68

Digitalizado
gentilmente por:

�não éi necessário que se classifique, especifique que a

leitura

informal, espontânea, é muito rica e muito mais correta. Esta éi
a única maneira da
da. leitura.

Então a dicotomia éI criada por nós,

pelo acúmulo de erros, pela rigidez e fixação de conceitos onde
não deveria haver, onde o fluir do conhecimento, a troca,

jogo

de vai e vem, entre o jovem e o adulto, se fizesse num fluxo n^
tural e espontâneo.
dizado.

Esta éi a única e verdadeira forma de apreji

Ainda mais;
mais: nos exemplos da dicotomia ou do

contrapoii
contrapon,

to, entre a educação do prTncipe
príncipe e a educacão para a liberdade,
existe algo que me
rae parece muito importante de ser relembrado, o
fato de que o aprendizado para a liberdade i geralmente

feito,
feito

através dos ofícios. Do exercTcio
exercício direto do aprendizado, do

f^

zer, desse aprendizado acumulativo, do aprendizado do ofício,
ofTcio, Ié
que emerge posteriormente a capacitação de uma consciência nTtj^
nítj^
da daquele fazer ou daquele conhecimento e, consequentemente,coji
celtos podem ser emitidos.
ceitos
Ainda sobre a relação entre leitura, educação formal

e

informal, leitura voluntária e leitura compulsória, penso

que

seria muitò
muito importante nós tentarmos fixar He maneira mais

cl^

ra 0 problema que eu chamaria "a pega" da leitura.

0 , momentOj
momento

em que a criança adquire, aprecia, entende e valoriza o
da leitura.

Esta pega éi o momento definitivo na

no sentido do aprendizado desta criança.

hábito

orientação

Ou ela se faz e

criança terá uma grande probabilidade de emergir ao longo -

e
a
de

seu processo de vida de maneira mais harmoniosa ou esta criança
terá tropeços e dificuldades e muitas vezes até a total impossi_
terã
impossj_
bilidade de üm
úm conhecimento mais ordenado.
bilidãde

Mesmo que a pega

e

C9

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�0 hábito da leitura venha a ser feito ao longo de outras idades
que não a inicial, o indivíduo,
indivTdub, o adolescente, o homem, só
sõ terá,
inevitavelmente, a perda da leitura no seu tempo próprio. E que
na verdade, meus amigos, existem coisas que devem ser
ma determinada idade.

lidas n^
njj

Existem coisas que não adianta se querer

antecipar ã leitura, como existem coisas que se perdermos o
mento correto da sua leitura, estã inexoravelmente

m£

sacrificado

esse ser humano da gratificação de ter lido na hora certa

as

coisas do seu tempo.

po
p£

Isso é tão verdadeiro que nos leva a

der afirmar, com absoluta segurança, que se a leitura foi feita
no tempo adequado nunca mais o indivíduo perde o prazer e o
leite de reler esse texto.

de_
d£

Mas a reciproca não é ve
rdadei ra. Ojj
verdadeira.0£

tro ponto a ser examinado é a situação em que todo o formalismo
is vezes a gente tem que
que se procura tomar como básico e que ãs
aceitã-lo na inexorabi1idade do tamanho do Brasil, na inexorabi_
inexorabi^
lidade dos imensos problemas que nós temos de defrontar,

esse

formalismo pode tomar prevalincia, na medida em que i fácil,
muito mais simples, estrutura-se uma educação ã base de

concej_
concei^

tos extraordinariamente fixos, tidos como imutáveis, do que
construção de um processo de aprendizado ã base da
Isso nos leva, no
nó caso brasileiro, a uma consequincia
consequência
mente inexorável:

é
a

liberdade.
absolut^
absolut£

a descentralização.

Um paTs com este tamanho, com essa diversidade de

compo

sições, étnicas com a diversidade de climas, de situação geo-po
iTtica e geo-econômi ca não éi possível se pensar numa forma
tralizada de aprendizado.

Dessa forma, centralizar

ria a morte do país, a morte da
dá invenção, a morte da

70

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I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanenta

ceji
cer^

signifies
signific£
fantasia.

�a morte da liberdade.
Isso não sou eu quem diz, isso estã
está implícito em

concei_
concei^

to de outras áreas de conhecimento como a física por exemplo,o£
exemplo,ojn
de está
estã provado que hã
há um grau de heterogene!dade
heterogeneidade e de vida

do

sistema energético,
energitico, que faz esse sistema poderoso e permanente.
E na medida em que esse sistema heterogêneo diminua
seu grau de diferença e de diversidade que ele entra em
nio e vai até iã morte.

o
declí
decn

A hemogeneidade ié a inverdade. Todas as

camisas são iguais, todas as calças são iguais, todos os
res são iguais, todas as comidas são iguais, todos os
são iguais e assim sucessivamente.

talh£
talhe
sabores

Essa homogeneização do
do-

mem éê insuportãvel
insuportável ã sua própria natureza e faz com que a
dência, a perda de energia e de força se instale e se
dincia,
no processo civi 1izatório.

ho
h£
dec£

instaure

0 que tem um país como o Brasil

a

ver com isso?
Certamente a nossa maior riqueza ié a nossa diferença,que
ié a nossa diversidade, éi a nossa heterogeneidade.
heterogenei dade. Este é o gran
grajn
de tesouro que o Brasil contém.

E o que nós estamos assistindo

ié uma corrida, jã
já nessa altura bastante acelerada?
acelerada, na

direção

contrária ã manutenção deste universo riquíssimo, ou seja,

o

aceleramento de uma corrida em busca da homogeneidade, das

ed^
edjj

cações formais, dos modelos pré-estabelecidos, das coisas tidas
como imutáveis e permanentes.
0 crescimento dói e o crescimento tem que ser ã base
aprendizado, tem que ser ãâ base das diferenças das formas

do
pec£
pecjj

71

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gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�liares de cada contexto cultural da nação, êé uma tarefa extrem^
mente difTcil e não corresponde a muito das necessidades,
pressões desenvol vi
vimentistas
menti stas , na medida em que é

das

inevi
i ne vi tavelmeji
ta vel meji

te mais lento.
AT entra o conceito de educação permanente.
cação permanente?

Mas que edu
edjj

Em que contexto estamos falando?

vel sõcio-cultural da comunidade?

Em que

Em que parte, em que

pedaço

da nação brasileira queremos aplicar a noção de educação
nente?

ni]
n£

perrn^
perm^

Quis vos falar de várias educações permanentes, de

in0
in^

meras formas de educação permanente, da diversificação ■ dentro
do diverso espaço cultural brasileiro.

Qual éi

a forma de

edu
ed]J

cação permanente para uma comunidade próxima ãs das
das-nossas
nossas

Tji

dios que, iinfelizmente,
nf el i zrjente , continuam separados da sociedade
nal?

nacio
naci^

Que tipo de educação permanente tem que se aplicar ao

ci_

dadão de São Paulo, do ABC de São Paulo, do extraordinário movi_
mento de modificação tecnológica que se processa nessa
Evidentemente, não são os mesmos.
ma forma de estrutura.

região?

Evidentemente não tem a

De educação permanente sim, mas

me£
me^
educ£

ção permanente absolutamente adequada ãs diversas real
realidades
i dades cu^
cu2
turais do contexto brasileiro. 0.universal não ié apenas o igual.
0 universo ié o diverso que se estende, que se interfaceia, é co
mo um cristal de múltiplas faces e que de cada face a luz e
ito

o

sol remete o seu raio de compreensão.
Finalmente termino com uma pequena história, como
cei..
cei

Uma história parafraseada de Guimarães Rosa.

Numa

na cidade do interior de Minas Gerais, uma pequena Escola
pre 0 seu ofTcio diário.

com£
peque
cum

A professora, para atender a sua cla^
cla£

72

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I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

0

11

12

�se, caminha, diariamente, 5 quilômetros para ir e 5 quilômetros
para voltar, porque não hã outra forma de acesso ao lugarejo. 0
salário que recebe esta professora esses dados são ura
um pouquinho
antiquados, têm
tira 2 ou 3 anos era de Cr$ 125,00 por mis.
mês.

E assim

mesmo ela não deixava de comparecer diariamente ao séu
seu ofTcio
ofício .
Na pequena classe, composta de crianças da redondeza, havia

um

menino chamado Miguelin, que era uma criança ã parte.
Miguelin era remelento, preguiçoso, não aprendia nada,não
nadã,não
conseguia se fixar nas coisas.
jeito.

E era jã tido como um caso

Quando ura
um dia passa pelo lugarejo ura
um médico e

resolve

visitar a escola e na visita mostram a ele Miguelin como
pio do impossível de ser resolvido.

sem
exem

E o médico examina a crián_
crián^

ça e diz simplesmente o seguinte:
- Esse menino é míope.'

E Miguelin míope ficou, ou seja,

0 médico foi embora, as coisas continuaram no seu ritmo, e

Mi^

guelin remelento, triste, solitário, continuava na escola.

Me^
Me

ses depois o médico voltava a esse lugarejo e traz no bolso

um

par de óculos e vai ãi escola e põe os óculos no nariz e na cara
de Miguelin, e aí o extraordinário e miraculoso fenômeno:

Mj^
Mj_

vi os colegas, a professora, a e£
e^
guelin passa a ver e Miguelin vé
cola, 0 ambiente, olha pela janela e vé
vi o espaço, as plantas,as
coisas, volta para casa, reconhece o pai, a mãe, os irmãos e Mi_
guelin vi a paisagem e Miguelin nunca mais voltou ãi escola!

0

real, o seu contexto, era muito mais forte, muito mais poderoso
do que lhe ensinaram na escola.

Até que ponto nós estamos

fa
f^

zendo progredir "Miguelins" nas nossas escolas?

73

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�E que falta.0 médico que lhes traga os éculosl
õculosl

Até

que

ponto a nossa responsabilidade é justamente de identificar

a

alegria das nossas crianças e deixá-los ver a realidade?

Até

que ponto a evasio
evasão escolar do nosso paTs,
país, que atinge uns certos
contextos a (60% das crianças que ingressam no primeiro ano
19 ciclo não chegam ao 49 ano), até que ponto a

responsabi1id^

de estã
está sendo nossa, de não criar dentro da escola o
que Miguelin de óculos passou a ver?

universo

Acho que o meu recado

esse, podemos passar agora a conversas mais livremente sobre
assunto.

Muito obrigado.

74

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do

ê
o

�EDUCAÇÃO FORMAL
BIBLIOTECA E EDUCAÇAO
(Exposição preliminar para o debate)

Ana Karia Athayde Polke
Prof. Adjunto da Escola de Biblioteconomia
da UFMG

Reconhecemos que a educação acontece em situações e esp^
esp£
ços que não são necessariamente o espaço e a situação da escola
formalmente constituída.

Reconhecemos ainda que a educação

vida, fora da escola e da influincia dos profissionais do

na
ensj^
ensi^

no, contrariamente ã educação formal, ^jode
pode não estar marcada pe
1a discriminação que reproduz as classes
la
clasyes sociais e as
de dominação.

relações

Mas, devemos admitir que o ensino conferidor

de

graus e diplomas*
diplomas, "habi
" habi 1 i tador" de p/essoas
p)essoas para o exercício das
profissões é o ensino formal desenvolvido pelas escolas de

19,

29 e 39 graus.

Biblioteca e educação
educaçao foraa!
foraal
A biblioteca desempenha em relação ao ensino formal

o

papel de agência de apoio aos objetivos das escolas, colégios e
universidades.

Vincula-se, estreitamente, ao que estas
Vin.cula-se,

cias de ensino fazem.

0 verbo apoiar, indicador da função

bilioteca, já
jã baliza as formas de sua atuação.

agên^
agin
da

Pode-se argumen^
argumeji

tar que a biblioteca, junto ãs instituições de ensino, não

ape^
ape
75

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I Scan
st em
I Gereaclanmta

�nas ap5ia,
apõia, mas ela própria educa o seu leitor.
0 processo de educação no contexto da biblioteca se

rea

liza de modo mais visTvel através dos chamados "cursos
“cursos de educa
ção do usuário", cujo conteúdo se volta para o domTnio de técni
cas relativas ao uso de fontes de informação e dos

respectivos

instrumentos bibliográficos, que permitem o acesso aessas
a essas
tes.

0 princTpio
princípio de participação ativa do estudante no

fon

proce^

so de sua educação e da independência na condução de seus

estu

dos informa ou fornece a base filosófica para os cursos de

edu

usuário.
cação do usuãrio.
Não se pode ignorar, todavia, que tanto o conteúdo

como

0 princTpio
principio orientador desses cursos não são fatores independen
independeji
tes.

As competirfcias
competin'ci as e habilidades adquiridas perdem

sentido

para o estudante se não estiverem integradas ao conteúdo do cur
rTculo e ã metodologia adotada, de tal modo que a aplicação dos
conhecimentos e habflidades
habilidades adquiridos nos cursos de
do usuário seja imediata, concomitante ã sua formação.

educação
A parti_

cipação ativa do estudante no processo de sua educação fica

na

dependência direta das funçóes
funções desempenhadas pela escola, na me^
dida em que o que se ensina^e
ensina-e como se ensina, são

decorrências

das funçóes,
funções, desempenhadas, de fato, pela escúla
escola na sociedade.
Ora, 0 ensino primário brasileiro tem sido seletivo
seietivo
discriminador, o secundário também seletivo éê

e

principa1 mente

propedêutico ao próximo nível de ensino», e a universidade

éê

conhecJ_
identificada antes como transmissora do que criadora de conhecj^
mentos.

Estas tendências dificilmente incentivam participação,

76

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�1ndependincia e desenvolvimento de espTrito crTtico.
independincía
crítico.

Reforçam,
Reforçara,

antes, a memorização passiva de conteúdo meramente
raeraraente informativo.
Por outro lado, o papel que o bibliotecário

geralmente
geralraente

se atribui i mais relacionado com
cora a execução de tarefas e menos
como planejamento e desenvolvimento de idéias e estratégias
ação.

Hã, era
em escala considerável,
considerãvel , evidências de que

de

naquelas

profissões mais frequentemente ligadas a instituições, tais
rao
mo a Biblioteconomia, seus profissionais são vistos como

co
c£

erapr£
empre^

gados submetidos aos requerimentos das organizações a que

sej^
ser_

vemi
vertí;
0 ensino da biblioteconomia tem, conseqüentemente,
conseqüenteraente, refo£
refor
çado era
em seus estudantes a importância da autoridade burocrãtica
burocrática
mais do que a contribuição independente do profissional.
0 conteúdo curricular orienta a atuação do bibliotecãrio
bibliotecário
na linha predorainanteraente
predominantemente de execução de tarefas quando

apr£
apr^

funda a técnica ée não leva era
em conta o ambiente contextual

onde

esta se aplica.
Estas observações iniciais encaminhara
encaminham para o pressuposto
que queremos apresentar a esta Mesa para discussão, o de que p^
p£
ra 0 bibliotecãrio
bibliotecário é tão importante conceber tí biblioteca
agência estreitaraente
agincia
estreitamente vinculada ã instituição de ensino

como
quanto

não perder de-vista
de vista as conexões entre a escola e'o
e o meio social.
A abrangência do tema educação formal (que se inicia

no

77

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;r ^

- W0

�pré-primiri0, atinge a põs-graduação,
pós-graduação, avança até
ati os estudospõspri-primãri0,
doutorais e inclui também os estudos supletivos) nos leva a
limitar esta discussão a uma etapa - a do ensino

d£
de^

fundamental

(1- a 8- séries) e ã biblioteca que lhe corresponde - a

bibli£
biblio^

teca escolar.
Com relação ã biblioteca escolar pouco existe.como
existe como

teo^
teo

ria ou preocupação com a sua função, predominando em
era muitomaior
muitoraaior
proporção a tendência prática, voltada para a solução de probl£
proble
mas de seu funcionamento.
0 ensino fundamental tem sido analisado em suaj conexões
com 0 meio social e é dessas análises que reunimos alguns

pon^
po£

tos numa tentativa de ampliar e aprofundar o pressuposto coloca^
coloC£
do anteriormente.
A repetência e a evasão na escola fundamental - o fator
extra e o fator intra-escolar.
46% das crianças são reprovadas na 1- série do

ensino

fundamental, (1) ou seja, no limiar da escolaridade que a

lei

5.692/71 assegura ser um direito de todos os brasileiros,

cuja

idade se situa na faixa etária de 7 a 14 anos.
58% a 95% de crianças faveladas são classificadas
AEs(2) que significa "alunos excepcionais", "atrasados
ciais" ou "alunos deficientes mentais educãveis".

Estas

ças são separadas em turmas especiais, não são exigidas e

78

Digitalizado
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de
esp£
criaji
sua

�promoção não corresponde freqllentemente,
treqüentemente, a um aprendizado efetj_
efeH
vo.
59% das crianças "evadem" ou são expelidas da

escola an
aji

tes de completarem as quatro primeiras séries do ensino
mental.

funda
fund£

Finalmente, 9% completam o ensino fundamental (8

sé

ries) deixando para trás,
trãs, portanto, 91% dos seus colegas.
A escola fundamental i,
é, deste modo, discri minadora.

Não

desenvolve uma ação discriminatória qualquer, mas discrimina as
crianças originárias
originãrias do melo
meio rural pobre e da periferia da cid^
cida
de.

Estas são as crianças que trazem para a escola a

marca da

fome e da pobreza de estímulos do meio ambiente em que nascem e
vi vem.
Sabe-se que a fome atinge a criança de modo
jã no útero materno.

irreparãvel

A merenda escolar supre, desse modo, a fo

me do momento, mas não consegue reparar os danos da fome do pa^
sado.

Pois bem, essas crianças que jã carregam em si as marcas

da desigualdade social, entram na escola e esta impõe-lhes

um

conteúdo cultural estranho ã sua experiência quotidiana.
"A escola (...) cumpre o seu papel de intrumento de

coji

trole social sob o manto de uma perspectiva ideológica que

pre

tende dar a todos, e de forma indistinta, uma cultura geral .Ocor
.0co£
re, no entanto, que esta cultura geral é a própria cultura domj^
nante, que busca a reprodução da força de trabalho, além de

iji

culcar regras de moral, de consciência cívica e de ética profi^

79

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�sional".(3)
sional ".(3)
As análises de repetincia e reprovação escolares

apoji
apori^

tam para a atuação da escola como força de mudança ou de

oposj_

ção ãs
is condições e estilos de vida das comunidades rurais e

pe

riféricas urbanas.

po

A ação desintegradora da cultura dessas

pulações responde em grande parte por seu fracasso na escola.
A tentativa de construir alternativas na biblioteca
Se a escola legitima o saber dominante, quais as estratã
estraté
gias possTveis
possíveis de serem traçadas no seu interior, para

possibj[
possibj^

litar a emergincia do saber dominado?
A biblioteca escolar por sua posição subalterna junto
instituição de ensino não foi ainda utilizada como um dos

ãi

mec^
mec£

nismos de discriminação na escola.
Observa-se que não recaem sobre a biblioteca,quando-exi£
biblioteca,quando exi£
te, programas pri-estabelecidos, normas e controles rígidos.

A

posição tanto das instituições escòlares
escolares da rede oficial quanto
da privada tem sido mais a de omissão
opiissão em relação ã
efetiva de bibliotecas escolares.

implantação

Não iê tambim comum a

presen^

ça do bibliotecário nas bibliotecas escolares, que em

muitas

estâncias funcionam sob a direção de professores com a

supervj^
supervi^

são de bibliotecários, como i o caso da rede municipal de
no de Belo Horizonte.

ensi^
ensi_

a bibliote
Esta situação configura para a.

ca maior liberdade na definição de seus próprios objetivos,

80

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Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

no

�encaminhamento de est'atigias de ação e na escolha de suas

pr5
pró

•pri as prãti cas .
0 que estamos sugerindo é a possibilidade de uma

propo^
propos^

ta alternativa
altern ativa de polTtica
política de biblioteca e de seus programas
program as na
escola.
Se ao aluno pobre ié oferecido pela cartilha escolar
mais do que fragmentos de um universo distanciado de sua

não
reali^

dade quotidiana (do tipo "Lili toca piano"), a biblioteca pode,
era contrapartida, oferecer-lhe um espaço para a expressão
em

de

sua cultura.
A palavra espaço aqui, é inspirada nos movimentos

brasj,
brasj^

leiros de educação popular e pode serentendido como o local (bi^
blioteca) onde o bib
bibliotecário
1 iotecãrio se encontra com os alunos e

os

incentiva ã expressão oral e escrita de suas experiências
experiincias de v^
vj^
da familiar e comunitária, sua vivincia
vivência afetiva, a cultura - de
seu meio, enfim.
A língua
iTngua que a criança fal*a
fala êi um elemento fundamental da
sua identidade pessoal e cultural.

Portanto, encorajar a criari
criani

ça do meio pobre a exprimir-se ei contribuir para a mediação

eji
eri

escolares.
tre as experiências de sua vida
vi da e as exigências es
colares.
Tal contribuição se torna possível
possTvel pela criação no
rior da biblioteca de um espaço para a manifestação

int^
inte^

cultural

(escrita e falada) de crianças oriundas das classes sociais mar
mar^

81

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�ginalizadas.

São as classes para cujo fazer cultural, não

se

abrem os teatros, as salas de exposição, os museus e as bibliotecas.
Explicitando, essas crianças seriam incentivadas a escre^
escre
ver e contar histórias
historias de suas famTlias, do seu ambiente.

0 re

sultado, escrito ou gravado, seria incorporado ao acervo da
blioteca, após as correções na fala e na escrita, sem
iguais correções no conteúdo.

bi_

sofrer

Incorporado ao acervo ,receberiam
,receberiani

esses produtos o mesmo tratamento que recebem os outros

livros

na biblioteca para estarem disponíveis para a leitura de outros
a 1 unos .
(val£
Importante ié que a criança sinta que a sua cultura (val_o
res, crenças, costumes) por ser incentivada a manifestar-se
por ser o seu resultado incorporado ao acervo cultural da

e
bi_

blioteca, não i inferior, não i rejeitado.
Importante ainda que o aprendizado da expressão

correta

da escrita e da fala se faça, ainda que parcialaente, a

partir

da própria cultura da cri
criança*
ança’ pobre.
A leitura dos outros livros da biblioteca contribui riapa
riap^
ra a apreensão de outras culturas, sentindo a criança que
outras culturas, mas não a cultura.

são

A idéia de que "o desenvoJ_

vimento intelectual da criança i, em grande parte,

determinado

pelo tipo de anibiincia
ambiincia e pelos estTmulos
estímulos recebidos do mundo

ejc
e)ç

terior encontra apoio em Piaget (1970), Jersild (1973), Baldwin
(1973) e Bee (1977).

Sustentam esses autores

82

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que a

inteligên^
intellgin^

�cia nata seria meramente uma potencialidade, que poderia

ser

mais ou menos desenvolvida, de acordo com o treinamento e

esti^
estj_

mulação recebidos a partir d’ mais tenra idade". (4)
0 encontro entre as experiincias da biblioteca e as
vidades da sala de aula i um alvo a ser perseguido, nessa

ati^
pro
pr£

posta alternativa de atuação bibliotecária.
A menina Maria Braz Dias, moradora de lindéia (bairro p£
rifirico de Belo Horizonte) respondendo a um questionário sobre
leituras (5) escreveu tris títulos de livros.

Após um deles

,

chamado "A borboleta e o vagalume", escreveu: "feito por mim" .
As palavras de Maria Braz Dias expressam muito melhor o que,

e£
e^

tivemos tentando dizer aqui.

83

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Sc a n
stem
Gereaclanent»

�NOTAS E referencias BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS

reprovaçio referem-se ã rede estadual de
1 - Os dados da reprovação
Gerais - perTodo 1971 /1978.

Minas

Fonte: CEDINE - Centro de Docjj
Docju

mentação e Informações Educacionais - Belo Horizonte-MG.
2 - Os dados referentes aos AEs são da tese de mestrado de
rith Schneider:

As classes esquecidas:

Do

os alunos excepcio
excepcio^

nais do Estado da Guanabara.
Apud:

CUNHA, Luis Antonio.

ciai no Brasil.

4.ed.

Educação e desenvolvimento

so
s£

Rio de Janeiro, Francisco Alves,197?
Alves,1975

293p. p. 214.

3 - GARCIA, Pedro Benjamim.
dência?
dincia?

Educação: modernização ou

depen-

Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1977. 132p.

p.

59.
4 - ARAOJO, Terezinha Lopes.

Determinantes do desempenho esco-

1lar
ar da cliente 1 a da 1 - série do ensino de 19 grau.

Belo

1977íteHorizonte, Universidade Federal de Minas Gerais. 1977(tese de mestrado ).
5 - Questionãrio que estã sendo aplicado por Selma de

Carvalho

Azevedo Alcici para sua tese de mestrado.
6 - BRANDSO,
BRANDAO, Carlos Rodrigues.
lo, Brasiliense, 1981.

0 que é educação. 2 ed. São Pau
PajJ
116p.

Í.84
84

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Oereaclanenl»

&lt;&gt;

-^

�7 - BRANDAO,
BRANDÃO, Carlos Rodrigues.
popular■

A ques tão política
poiTtica da

Sio
São Paulo, Brasiliense, 1980.

8 - CUNHA, Luiz Antonio.
Brasi1.

educação

198p.

Educação £ desenvolvimento social

no

4 ed. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1979. 293

P9 - HARPER, Babette et alii.

Cuidado,
Cuida do, Escola.
Escola .

mesticação e algumas saídas.
se, 1980.

Desigualdade,d£
Desigualdade,do

2 ed. São Paulo, Brasilien-

117p.

10-- PEREIRA, Luiz. Rendimento e deficiincias do ensino primãrio
primário
brasileiro.

In: DIAGNOSTICO de uma situação educacional.

São Paulo, Centro Regional de Pesquisas Educacionais Prof.
Queiroz Filho, 1968. 235p. p. 11-24.

85

cm

1
i

22

3
3

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gentilmente por:

I Sc a n
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I Oereaclanenla

&lt;&gt;

-^

�■

£Íií£âÍM li:,

i Oij o;,r,sv:. ;

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. ,r$».yi'&gt;‘cã c',;I'e.^ ,l;,nü«Af!S

,(!í-;v; , 9in? r ■ í

18 .cIi^sã oc.

'

■I'L'l.'jOS

^ota:. i -'í. 1 f sí*f(f'■ i-v í r»! , o-:''4i.M u‘A',
Si! .f»i-.l? £iJ3Siir.''J» oe^t.ub -i
n.- •... -p» ; v ; íii-íu.í • «
r € S . èíÉ f , .í V I A ■; .:&lt; £ f ,&gt; n ft r “I ,. 0'x r 9 ^ b „ :•:. ■: r / , ü A
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-&gt;0'i &lt;1 ■ ' 60í;' j: i, f. j i.A 2 f n p ? s
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Gemulanirato

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c.

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7

*, 'J

�A BIBLIOTECA NA EDUCAÇAO FORMAL

Paul Kaegbein
Aloisio Magalhães e Ana Maria Polke expuseram suas idéias
consideram uraa
uma biblioteca.
sobre como considerara
Walter Jens, professor de retórica muito conhecido,consi_
conhecido , consi_
dera a biblioteca como o centro esoiritual de uraa
uma cidade, ura
um Ijj
gar de encontro voluntário e sincero, de crianças, velhos e pe^
soas muito frágeis.

Ninguém é ridicularizado, domina.o

sentj^
sentj_

mento de humanidade.

As crianças passeiam, conversam
conversara e

exarai_
exami^

nam cora
nara
com curiosidade o que os livros contém.

As bibliotecas são,

por assim dizer, umcentro de comunicação, como que uraa
uma
ura-centro
tura do povo.

prefei^
prefej_

E Walter Jens considera a biblioteca como ura
um cen
cen^

tro de comunicação ideal.

E importante ressaltar que as bibli£
bibli^

tecas devera
devem dar apoio aos seus usuários e ao uso do acervo, não
esquecendo a parte profissional ou a parte didática do usuário'.
usuário.

Através de uma
uraa tal integração a biblioteca consegue
tão ajudar na educação permanente.
tio

E ura
um objetivo

en

fundamental

princi palmeji
da escola não apenas transmitir conhecimentos mas, principalraen^
te, formar indivíduos.
Na educação do 39 grau um
ura ponto de vista importante a cori
coji
siderar é que a formação universitária deve ser dirigida no sen^
sejn
tido de permitir o estudante a relacionar os conhecimentos
ricos cora
com os conhecimentos práticos.

Não sõ
só o conhecimento

teó
jã
87

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I Scan
st em
I Gereaclanmta

�estabelecido deve ser transmitido mas aqui serÜ
serã preciso aplicar
novos resultados de pesquisas.

As bibliotecas são chamadas

p£

Falando de um modo geral,

as

ra ajudar nesse desenvolvimento.

bibliotecas devem estar também integradas no desenvolvimento s5
sÕ
cio-regional da comunidade.
As bibliotecas

não trabalham no vazio e devem ser

como

grandes empresas de administração, apresentando uma diversific£
diversifies
ção nas suas funções.

Suas diversas funções e seus

serviços devem,ser
devem ser adequados aos diferentes tipos de
e, no caso das bibliotecas

diversos
diyersos
usuãrios
usuários

escolares, devem dar um certo cuid^

do especial para as crianças das mais diversas camadas
e conter material adequado ãs suas necessidades.

sociais

E para que e^

te objetivo seja alcançado i importante que, além do livro,

ojj

tro tipo de material seja conhecido para familiarizar as crianças, sobretudo, com a biblioteca.
As diversas definições da biblioteca dentro dos diversos
degraus da educação formal sõ podem ser suficientemente
feitas se os bibliotecãrios responsáveis tiverem uma
adequada ã sua função.

sati£
sati^
educação

E de grande importância que a ação

bibliotecário não seja apenas formal no seu trabalho.

do

Durante

a sua formação profissional o bibliotecário não deve reeeber
receber so
mente conhecimentos formais mas a sua formação deve levá-lo
levã-lo
ter capacidade de formar gerações.

Desta maneira ele pode

ber tomar decisões acertadas e de acordo com as condições

a
sa_
sa
sõ

cio-eulturaiss nas quais a sua biblioteca se encontra. Neste coiV
cio-culturai
con
texto devemos também ressaltar que, especialmente nas

88

cm

1

2

3

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OemclanKnt«

' '

bibliote
bibUote

�cas escolares, deve haver desde o inTcio a colaboração de trab^
Iho entre professores e bibliotecários.

Os professores não

veiTi apenas transmitir conhecimentos aos alunos, e tais
vera

d£

conheci^
conheci_

mentos baseados nas suas próprias leituras e seu próprio
raentos

uso

das bibliotecas, mas sim incentivar os alunos a procurar as

bi^

bliotecas e utilizá-las, especialmente nos paTses em que há

a

necessidade de formar o hábito de leitura e de alfabetização
alfabetizaçáo de
crianças.

Este objetivo só poderá ser alcançado se houver

uma

colaboração entre professores e bibliotecários.

89

cm

1

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stem
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em
I Gereaclanmta
Oereaclanenl»

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11

12

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Gerculannito

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�SUB-TEMA 2: BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETIZAÇAO
SUB-TEHA
E DE EDUCAÇAO DE ADULTOS

CONFERENCISTA:

PAULO FREIRE
FAULO
Professor da UNICAMP

DEBATEDORES:

ETELVINA LIMA
Professora da Escola de Biblioteconomia da UFMG
PIERRE FURTER
Professor da Universidade de Genebra.

91

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3

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Stern
GemuUinirato

Q

I II

I 12

13

�A EDUÇAÇAO
EOUÇAÇAO DE ADULTOS E BIBLIOTECAS POPULARES
CONSIDERAÇÕES PRELIHINARES
PRELIMINARES

PAULO FREIRE

As rainhas
minhas priraeiras
primeiras palavras são de agradeciraento
agradecimento

ãs

i deal i zadoras e organizadoras deste Congresso por me
id^alizadoras
rae terem
terera

co£
con^

vidado para nele participar, falando em
era torno de um
ura tema
teraa que

a

mim serapre
raim
sempre me
rae interessou.
Falar de alfabetização de adultos e de bibliotecas
lares é falar do problema
probleraa da leitura e da escrita.

Não da

tura de palavras e de sua escrita em
era si prSprias,
próprias, corao
como se
lás e escrevi-las
escrevê-las não iraplicasse
implicasse nuraa
numa outra leitura, prévia

popjj
lej^
lie

concomitante àquela - a leitura da realidade raesraa.
mesma.
A compreensão crTtica da alfabetização, que envolve
compreensão igualraente
igualmente crTtica da leitura, demanda a
são crTtica da biblioteca.

*

Ao falar, porém, de uma visão crTtica,

a

compreeji
compree^i

L
autenticando-se

nuraa
numa prãtica
prática da raesraa
mesma forma crTtica da alfabetização, reconheço
e não só
s5 reconheço, mas sublinho, a existência de uma

prãtica
pratica

oposta e de uma compreensão também, que em ensaio há
hã muito

tem

po publicado, chamei de ingênua.*
‘FREIRE, Paulo - A Alfabetização de adultos - Crítica de sua
sao iugêuua.
ingênua. Compreensão de sua visão crítica. Em: Açao Cu_^
Cu_l
tural para a Liberdade e outros escritos. Paz e Terra.
5
ed., 1981.
93

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Sc a n
stem
Gereaclanenta

�Seria enfadonho insistir aqui, exaustivamente,
exaustivaraente, era
em pontos
referidos era
em outras oportuni
oportunidades
dades era
em que tenho discutido o
blema da alfabetização.
bleraa

De qualquer raaneira,
maneira, contudo, rae
me

pr£
pare
pare^

ce importante,
iraportante, raesrao
mesmo ocorrendo o risco de repetir-rae
repetir-me ura
um pouco ,
tentar aclarar ou re-aclarar o que venho chamando
charaando de prática
compreensão crTticas
corapreensão
críticas da alfabetização, era
em oposição ã
ã “astuta".
"astuta".

e

inginua e

Idinticas as duas últiraas
últimas do ponto de vista objeti_
objeti^

vo, distinguera-se,
di sti nguem-se, porira,
porim, quanto ã subjetividade de seus agentes.
0 raito
mito da neutralidade da educação que leva ã negação da
natureza polTtica
política do processo educativo e a toraã-lo
tomã-lo corao
como

ura
um

engajamos a serviço da huraanidade
humanidade
quefazer puro, em que nos engajaraos

e£
en^

tendida corao
como uma
uraa abstração, éê o ponto de partida para

corapreeji
compreeji

dermos as diferenças fundaraentais
derraos
fundamentais entre uma
uraa prática ingênua,uraa
inginua,uma
prática "astuta" e outra crTtica.
crítica.
Do ponto de vista crítico
crTtico êé tão irapossTvel
impossível negar a
reza polTtica
política do processo educativo quanto negar o caráter
cativo do ato político.
polTtico.

nat]j
natii
ed£
ed]j

Isto não significa, porem,
poréra, que a

nat£
nat]j

reza política
polTtica do processo educativo e o caráter educativo

do

ato polTtico
político esgotem a compreensão daquele processo e deste ato.
Isto significa ser impossTvel,
impossível, de ura
um lado, corao
como já

salientei,

uma educação neutra, que se diga a serviço da humanidade,
huraanidade,
seres humanos era
em geral; de outro, uma prática polTtica
política
da de significação educativa.

dos

esvazi^
esvazi£

Neste sentido ié que todo partindo
parti-do

político é sempre educador e, como tal, sua proposta
polTtico

política
polTtica

vai ganhando carne ou não hã relação entre os atos de denunciar
e de anunciar.

Mas.
Mas, éê neste sentido também
tarabira que, tanto no

94

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caso

�do processo educativo quanto no do ato político, uma das

que£
que^

tões fundamentais seja a clareza
dareza em torno de a favor ^
de quew

e

do que, portanto, contra que*
quea e contra o que fazemos a educação
e de a favor de quem e do que, portanto, contra quem e contra o
que desenvolvemos a atividade política.
ta£
Quanto mais ganhamos esta clareza através da prática tajn
to mais percebemos a impossibilidade de separar o inseparãvel:a
inseparável:a
educação da política.

Entendemos então, facilmente, não

possível pensar, sequer, a educação, sem que se esteja

ser
atento

ãi questão do Poder.
Não foi, por exemplo, - costumo sempre dizer - a

educ^
educ£

ção burguesa a que criou ou deu forma ã burguesia, mas a burgue
burgu£
sia que, chegando ao poder, teve o poder de sistematizar a
educação.

sua

Os burgueses, antes da tomada do poder, simplesmente

não poderiam esperar da aristocracia no poder que pusesse
prática a educação que lhes interessava.

em

A educação burguesa ,

por outro lado, começou a se constituir, historicamente,
antes mesmo da tomada do poder pela burguesia.

muito

A sua sistematj^
sistemati_

zação e a sua generalização i-que sõ foram viáveis com a burgu£
sia como classe dominante e não mais contestãria.
contestaria.
Mas, se, do ponto de vista crítico, não eI possível
sar sequer a educação sem que se pense a questão do poder;

pejn
peji
se

não é possível compreender a educação como uma prática autônoma
ou neutra, isto não significa, de modo algum, que a educaçãosí^
educaçaosi£
temática seja uma pura reprodutora da ideologia dominante.

As

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Sc a n
stem
Gerenciamento

�rclaçóes entre a educação enquanto sub-sistema
relações
sub-sisteraa e o sistema maior
sao relações dinâmicas, contraditõrias
Sao
contraditórias e não mecânicas.

A educ^
educ£

çao reproduz a ideologia dominante, i certo, mas nâo
não faz

apenas

isto.

Nem mesmo em sociedades altamente modernizadas, com clas-

ses dominantes realmente competentes e conscientes do papel

da

educação, ela é apenas reprodutora da ideologia daquelas classes.
As contradições que caracterizam a sociedade como estã
está sendo p£
pe
V
—
netram a intimidade das instituições pedagógicas
pedagõgicas em que a educai
educ^
sistemática se estã dando e alteram o seu papel ou o seu
ção sistemãtica

e£

forço reprodutor da ideologia dominante.
Na medida em que compreendemos a educação, de um

lado,

reproduzindo a ideologia dominante, mas, de outro-,
outro, proporciona^
proporcionan
t
^
do, independentemente da intenção de quem tem o poder, a negação
!&gt; '
daquela ideologia (ou o seu desvelamento) pela confrontação
e£
e^
tre ela e a realidade (como de fato estã sendo e não como o

di£

curso oficial diz que ela é)
5) vivida pelos
pelos, educandos e pelos
" 'V
•
cadores, percebemos a inviabilidade de uma educação neutra.

edjj

A partir deste momento, falar da impossível
da educação jã nâo
não nos assusta ou intimida.

neutralidade

E que o fato de não

ser 0 educador um agente neutro não significa, necessariamente ,
que deva ser um manipulador.

A opção realmente

liberdadora nem

se realiza através de uma prática manipuladora, nem tampouco por
meio de uma prática espontaneTsta.
autoritãria.
por isso autoritária.
responsável.

A manipulação é

castradora,

0 espontaneTsmo eé licencioso, por isso

0 que temos de fazer, então, enquanto educadoras ou

educadores, i aclarar, assumindo, a nossa opção, que ié política.
educadores,-i

96

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&lt;/

-

11

12

13

�e ser coerentes com ela na prática.
A questão da coerência entre a opção proclamada e a prãtj^
ca ié uma das exigências que educadoras e educadores críticos
fazem a si mesmos.

se

C que sabem muito bem que não é o discurso o

que ajuiza a prática, mas a prática a que ajuiza o discurso.
n5s, educadoras e ed£
Nem sempre, infelizmente, muitos de nós,
edu
cadores, que proclamamos uma opção democrática, temos uma

prãti_

ca em coerência com o nosso discurso avançado. DaT que o

nosso

discurso, incoerente com a nossa prática, vire puro

palavreado.

DaT que, muitas vezes, as nossas palavras “inflamadas",
Daí
"inflamadas", contradj^
tadas, porém, por nossa prática autoritária, entrem por um

ouvj^

do e saiam pelo outro - os ouvidos das massas populares,

cans£
cans^

das, neste país, do descaso e do desrespeito com que há

quatro
quatr£

centos e oitenta anos vêm sendo tratadas pelo arbTtrio
arbítrio e pela a£
ar
rogincia dos poderosos.
rogância
Um outro ponto que me parece interessante subiinhar,cara£
subiinhar.cara^
terTstico de uma visão crítica da educação, portando da alfabet£
terístico
alfabeti^
zação, êé 0 da necessidade que temos educadoras e educadores

de

viver, na prática, o reconhecimento óbvio de que nenhum de

nós

está sõ
só no mundo.
e com os outros.

Cada um de nós éê um ser no mundo, com o mundo
Viver ou encarnar esta constatação,

evidente,

enquanto educador ou educadora, significa reconhecer nos
enquanto,educador
- não importa se al
alfabetizandos
fabetizandos ou participantes de cursos

outros
un£
unj_

versitãrios;
versitãri
os; se alunos de escolas do primeiro grau ou se membros
de uma assembléia popular - o direito de dizer a sua palavra. D£
D2

97

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Sc a n
stem
Ciereaclanent»

�reito deles de falar a que corresponde o nosso dever de escutãescutálos.

De escutá-los
escutã-los corretamente, com a convicçáo
convicção de quem

cum

pre um dever e não com a malícia
malTcia de quem faz um favor para rece
rec£
ber muito mais em troca.

Mas, como escutar implica em

falar

também, ao dever de escutã-los
escutá-los corresponde o direito que

igual_
igual^

Escutã-los no sentido acima
mente temos de falar a eles.
eles." Escutá-los

ref£
refe

rido i, no fundo, falar com eles, enquanto simplesmente falar a
eles seria uma forma de não ouvT-los.
ouví-los. Dizer-lhes sempre a nossa
palavra, sem jamais nos expormos e nos oferecermos ã deles,

a£
ar^

rogantemente convencidos de que estamos aqui para salvá-los

éê

uma boa maneira que temos de afirmar o nosso elitismo, sempre
semprea^
ajj
toritãrio.
toritário.

Este não pode ser o modo de atuar de uma

ou de um educador cuja opção é libertadora.

educadora

Quem apenas fala e

jamais ouve; quem "imobiliza" o conhecimento e o transfere a e^
tudantes, não importa se de escolas primárias ou universitárias;
quem ouve o eco apenas, de suas próprias palavras, numa espécie
de narcisismo oral, quem considera petulância da classe

trab^
traba

lhadora reivindicar seus direitos; quem pensa, por outro

lado,

que a classe trabalhadora é demasiado inculta e incapaz,

nece^

sitando, por isso, de ser libertada de cima para baixo, não tem
realmente nada que ver com libertação nem democracia.

Pelo con
cojn

trãrio, quem assim atua e assim pensa, consciente ou inconscieji
temente, ajuda a preservação das estruturas autoritárias.
Um outro aspecto ligado a este e a que gostaria de me r£
re
ferir, é o da necessidade que temos os educadores e as

educado^
educad£

ras de "assumir " a irigenuidade
ingenuidade dos educandos para poder,
eles, superá-la.
superã-la.

98

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com

�Estando num lado da rua, ninguém testará
estará em seguida,
outro, a não ser atravessando a rua.

no

Se estou no lado decã,nno
decá,n:io

posso chegar ao lado de lã, partindo de lã,
lá, mas de cã.

Assim

também ocorre com a compreensão menos rigorosa, menos certa, da
tambim
realidade.

Temos de respeitar os nTveis de compreensão que

os

educandos - não importa quem sejam - estão tendo de sua propna
própria
realidade.

Impor a eles a nossa compreensão em nome da sua

Ij^
1^

bertação é aceitar soluções autoritárias como caminhos de libe£
dade.
Mas, assumir a ingenuidade dos educandos demanda de
a humildade
h umiIdade necessária para assumir também a sua

nõs
nós

cri
criticidade,
ti cidade,

superando, com ela, a nossa ingenuidade também.
tambim. Sõ as

educado

ras e os educadores autoritários negam a solidariedade

entre o

ato de educar e o ato de ser educados petos
pelos educandos; sõ

eles

separam o ato de ensinar do de aprender, de tal modo que ensina
quem se supõe sabendo e aprende quem ée tido como quem nada saoe.
saPe.

Na verdade, para que a afirmação "quem sabe ensina

a

quem não sabe" se recupere de seu caráter autoritário é preciso
que quem sabe saiba sobretudo que ninguém sabe tudo e que

nin

guém tudo ignora.
guim

0 educador, como quem sabe, precisa reconhecer,primeiro,
nos educandos em processo de saber mais, os sujeitos, com ele ,,'
deste processo e não pacientes acomodados; segundo,

reconhecer

que 0 conhecimento não ié um dado aT,
ai”, algo imobilizado,

conclui

do, terminado, a ser transferido por quem o adquiriu a quem ain
da não o possuir.

99

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�A neutralidade da educação, de que resulta ser ela enteji
dida como um quefazer puro, a serviço da formação de um

tipo

ideal de ser humano, desencarnado do real, virtuoso e bom,

é

uma das conotações fundamentais da visão inginua
ingênua da educação.
inti_
Do ponto de vista de uma tal visão da educação é na inti^
consciências, movidas pela bondade dos corações, que
midade das consciincias,
0 mundo se refaz.

E jã que a educação modela as almas e recria

os corações, ela iê a alavanca das mudanças sociais.
dê car
Em primeiro lugar, porém, é preciso que a educação dica£
ne.
ne e espTrito ao modelo de ser humano virtuoso que, então,
taurarã uma sociedade justa e bela.

in^

Nada poderá
poderã ser feito

ãji
a£

tes que uma geração inteira de gente boa e justa assuma a
fa de criar a sociedade ideal.

tare^

Enquanto esta geração não surge

algumas obras assistenciais e humanitárias
humanitãrias são realizadas e com
as quais se pode inclusive ajudar o projeto maior.
Hã
Há um sem número de outras características da visão ingi
ingê
nua a que me estou referindo e que o tempo desta exposição
me permite analisar. Sublinhei apenas algumas das mais

não

grita^
gritari

tes de suas marcas, para, em seguida, me fixar em outras ao
vel da alfabetização de adultos.

nT

0 carãter
caráter mãgico
mágico emprestado ã

palavra escrita, vista ou concebida quase como uma f)alavra
palavra

sa]_

vadora iê uma delas.

"ho
"h£

0 analfabeto, porque não a tem',
tem, é um

mem perdido", cego, quase fora da realidade.

E preciso,

pois,

salvã-lo e a sua salvação está em passivamente
passivaraente receber a

pal^
pala

vra - uma espécie de amuleto - que a "parte melhor" do

100

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mundo

�lhe oferece benevolamente.

Daí
DaT que o papel do analfabeto

não

seja 0 de sujeito de sua própria
pr5pria alfabetização, mas o de pacieji
pacien
te que se submete docilmente a um processo em que não tem

ing£

rinci a .
rincia.
Do ponto de vista crTtico
critico e democrãtico,
democrático, como ficou mais
ou menos claro nas análises anteriores, o alfabetizando e não o
analfabeto, se insere num processo criador, de que ele é também
sujeito.

Desde o começo, na prática democrática e crftica,
crítica,

a

leitura do mundo e a leitura da palavra estão dinamicamente juji
j uji
tas.

0 comando da leitura e da escrita se dá
dã a partir de

pala^
pal£

vras e de temas significativos ã experiência comum dos alfabeti_
zandos e não de palavras e de temas apenas ligados ã

experiin_
experiên^

cia do educador.
A sua leitura do real, contudo, não pode ser a repetição
mecanicamente memorizada da nossa maneira de'
de ler o real. Se

as
a^

sim fosse, estaríamos
estarTamos caindo no mesmo autoritarismo tão constan
constaji
temente criticado neste texto.
Em certo momento desta exposição disse que, se, do ponto
de vista objetivo, os ingênuos se identificam com os “astutos"*,
se distinguem porém subjetivamente.

Na verdade,

objetivamente

uns e outros obstaculizam a emancipação das classes
dasses e dos
pos sociais oprimidos.

Ambos se acham marcados pela

gr£
gru

ideologia

A propósito de ingênuos e "astutos" ver FREIRE, Paulo. O
pa
p_a
pel educativo das igrejas na América
America Latina em Açao Cultural
Culturalpa
pa^
ra a Liberdade e outros escritos, p. 105.

101

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I Scan
st em
I Gereaclanents

�dominante, elitista, mas so
sõ os “astutos",
"astutos", conscientemente, ass£
mem esta ideologia
ideoloyia como própria.
propria.
mente reacionários.
reacionãrios.
ra tática.

Neste sentido, são consciente^
conscient£

Por isso éi que, neles, a ingenuidade é

p^
pii

Assim, a única diferença que hã
há entre mim e um

edjj

cador astutamente inginuo, com relação ã compreensão
Compreensão de um

dos

aspectos centrais do processo educativo, estã
está em que,

sabendo

ambos, ele e eu, que a educação não é neutra, somente eu o afir.
afi£
mo..
mo
Me parece importante chamar a atenção para a

diferença

entre o inginuo não malicioso e o inginuo astuto ou tático.

E

malicio
que, na medida mesmo em que a ingenuidade daquele não ié malici£
sa ele pode, aprendendo diretamente de sua prática, perceber

a

inoperãncia de sua ação e, assim, renunciando ã ingenuidade mas
rejeitando a astúcia ou a malTcia, assumir uma nova posição.Ag£
ra, uma posição crítica. Se antes, na etapa da

ingenuidade não

tática, a sua adesão aos chamados pobres era ITrica,
lírica, idealista,
agora o seu compromisso se estabelece em novas bases.
Se antes a transformação social era entendida de

forma

simplista, fazendo-se com a mudança, primeiro, das consciincias,
como se fosse a consciência, de fato, a transformadora do real,
agora, a transformação social i percebida como processo

hist£

di al eti camen^
rico em que subjetividade e objetividade se prendem dialeticameji
te.

Já não hã como absolutizar nem uma nem outra.
Jã
Se antes a questão da justiça social era vista

como pr£

blema de caridade, agora, sem negar o ato caridoso, percebe que

102

Digitalizado
gentilmente por:

�i preciso, primeiro, fazer justiça; depois, caridade.
adu’tos era tratada e
Se antes a alfabetização de adu''tos

realj_

zada de forma autoritária, centrada na compreensão mágica da p^
p£
lavra, palavra doada pelo educador aos analfabetos; se antes os
textos geralmente oferecidos como leitura aos alunos
muito mais do que desvelavam a realidade, agora, pelo

escondiam
contrá-

rio, a alfabetização como ato de conhecimento, como ato criador
e como ato político
politico é ura esforço de leitura do mundo e da

pal^
pal£

vra.
Agora, já não é possTvel
possível texto sem contexto.
Por outro lado, na medida mesma em que vai superando
visão mágica e autoritária da alfabetização, começa a dar
atenção necessária ao problema da memória mais oral em

a
certas

áreas do que em outras e que exige procedimentos educativos
peciais.
péciais.

Em áreas cuja cultura tem memória

oral e não há nenhum projeto de transformação

a

e^

preponderantemente
infraestrutural

em andamento*, o problema que se coloca não i o da leitura

da

palavra mas o de uma leitura mais rigorosa do mundo, que sempre
precede a leitura da palavra.
Se antes, raramente os grupos populares eram estimulados
a escrever seus textos, agora i fundamental fazi-lo, desde o c£
meço mesmo da alfabetização para que, na pós-alfabetização,
*

se

V
• - •
T*T»
^
Ver a este proposito, FREIRE, Paulo. Cartas ÄA guine
gume Bissau.Paz
e Terra.

103

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent.

�va tentando a formação do que poderá vir a ser uma pequena
vã

bi

blioteca
blloteca popular, com a inclusão de páginas escritas pelos

pró

prios educandos.
0 importante, porém, ao renunciar ãi "inocência"
"inocincia" e ao

re

jeitar a esperteza, é que, na nova caminhada que começa até

os

oprimidoá, se desfaça de todas as marcas autoritárias e comece,
oprimidoi,
na verdade, a acreditar nas massas populares.

Já não
náo apenas f£

le a elas ou sobre elas, mas as ouça, para poder falar comelas.
A relevância da biblioteca popular com relação aos
gramas de educação e de cultura popular em geral e não

pr£
pro
apenas

de alfabetização de adultos, creio que é apreendida tanto

por

educadoras e educadores numa posição ingênua, ou astutamente i£
genua, quanto por aquelas e aqueles que se inserem numa perspe£
tiva crítica.

0 em que se distinguem é na concepção - e na sua

posta em prãtica
prática - da biblioteca.
Deixemos de lado a posição ingênua não astuta e

tomemos

esta última como ponto de referência para a nossa reflexão.
seu ângulo, assim como o processo de alfabetização de

De

adultos

autoritariamente se centra na doação da palavra dominante -

e

da temática
teinãtica a ela ligada - aos alfabetizandos,
alfabeti zandos, com as quais

a

area popular é culturalmente invadida, as bibliotecas populares
ãrea
serão tão mais eficientes quanto mais ajudarem e intensificarem
esta invasão.

Se, nesta prãtica
prática da alfabetização, durante a sua

primeira etapa, os textos aapoucò
pouco e pouco oferecidos ã capacida^
capacid£
de crescente de leitura dos alunos, ora tim
têm muito pouco que ver

104

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�com
dramaticamente
grupos populares
cora a realidade draraati
camente vivida pelos cjrupos

,

ora, emistificando o concreto, insinuam que ele ié o que não

e^

tã sendo, o pequeno acervo da biblioteca não tem por que ser dj^
d^
ferente.
Do ponto de vista autoritariamente elitista, por

isso

mesmo reacionãrio,
reacionário, hã uma incapacidade quase natural do Povão .
Incapaz de pensar certo, de abstrair, de conhecer, de

criar,

eternamente de menor, permanentemente exposto ãs idéias
das exóticas, o Povão precisa de ser "defendido".

A

cham^
chama

sabedoria

popular não existe; as manifestações autênticas da cultura
povo não existem, a memória de suas lutas precisa de ser

do
esque

cida ou aquelas lutas contadas de maneira diferente; a

"prove£
"prove^

bial incultura" do Povão não permite que ele participe

ativ£

mente da reinvenção constante da sua sociedade.

Os que

pensam

assim e assim agem defendem uma estranha democracia, que

serã

tão mais “pura" e perfeita, segundo eles, quanto menos povo

ne

“Elitizar" os grupos populares com o desrespeito,
la participe. "Elitizar"
obviamente, de sua linguagem e de sua visão do mundo, seria
sonho jamais, me parece, a ser logrado, dos que se põem

o

nesta

perspectiva.
Contra tudo isso se coloca a posição crTtico-democrãtica
da biblioteca popular.

Da mesma maneira como, deste

ponto

vista, a alfabetização de adultos e a põs-alfabetização

de

impl£
implj^

cam em esforços no sentido de uma correta compreensão do que

ié

a palavra escrita, a linguagem, as suas relações com o contexto
de quem fala e de quem lê e escreve; compreensão portanto da r£
re

105

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�lação entre "leitura" do mundo e leitura da palavra, a

biblio-

teca popular, como centro cultural e nao como um depósito sileji
cioso de livros, é vista como fator fundamental para o

aperfej_
aperfei^

çoamento e a intensificação de uma forma correta de ler o texto
em relação com o contexto.

DaT a necessidade que tem uma

bj_
bj^

blioteca popular centrada nesta linha de estimular a criação de
horas de trabalho em grupo, em que se façam verdadeiros

seminã

rios de leitura, ora buscando o adentramento crTtico
crítico no texto ,
procurando apreender a sua significação mais profunda, ora

pr£

pondo aos leitores uma experiincia estética, de que a linguagem
popular é intensamente rica.
Um excelente trabalho, numa área
ãrea popular, sobretudo

cam

ponesa, que poderia ser desenvolvido por bi
bibliotecãrios,documeji
bl i ote cãrios ,documeji
talistas, educadoras, historiadoras seria, por exemplo, o
levantamento da história da área
ãrea através de entrevistas

do
grav^

das, em que as mais velhas e os mais velhos habitantes da ãrea,
área,
como testemunhos presentes, fossem fixando os momentos fundamen
fundamen_
tais da sua história comum.
acervo de

Dentro de algum tempo se teria

estórias que, no fundo, fariam parte viva da

um

Histó

ria da ãrea.
Os vultos populares famosos, o "doidinho" da viía,
sua importância social, as superstições,
superstiçóes, crendices, as
medicinais, a figura de algum doutor médico, a de

com

plantas

curandeiros

e comadres, a de poetas do povo.
Entrevistas com
cora artistas da ãrea, os fazedores de

106

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

bone

�cos.de barro ou de madeira, escultores quase sempre de mão cheia;
COS,de
com as rendeiras que por ventura ainda existam, com os rezadores
gerais, que curam amores desfeitos ou espinhelas caídas.
caTdas.
poderiam ser feitos folhetos,
Com este material todo poderiamser
0 respeito total ã linguagem - sintaxe, semântica,
dos entrevistados.

com

prosódia
prosSdia

Estes folhetos, bem como as fitas gravadas ,

poderiam ser usados tanto na biblioteca mesma, em sessões

pró
prõ

prias, quanto poderiam ser material de indiscutível valor

para

os cursos de alfabetização de põs-alfabetização ou para

ativid^

des outras no campo da educação popular na mtsma
mesma área.
Na medida em que pesquisas como esta pudessem ser

feitas

em diferentes áreas
ãreas da região, todo o material escrito e gravado
poderia ser iintercambiado.
nte rcambi ado.

E possível que, em certas áreas
ãreas

r]£
r^

rais, em função do maior nível de oralidade, os grupos populares
prefiram ouvir as estórias de seus companheiros da mesma zona em
lugar de li-las.

Náo
Não haverá nisso mal nenhum.

Um dos inúmeros aspectos positivos de um trabalho como e^
te i, sem dúvida, fundamental mente, o reconhecimento do
que 0 Povo tem de ser sujeito da pesquisa que procura
melhor.

direito
conhecê-lo

E não objeto da pesquisa que os especialistas fazem

torno dele.

Nesta segunda hipótese, os especialistas falam

bre ele, quando muito, falam a ele, mas não com ele,- pois só

em
so
o

escutam enquanto ele responde ãs perguntas que lhe fazem.
E claro que uma pesquisa como esta demanda uma

metodolo

107

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gentilmente por:

�gia - que não
näo cabe aqui discutir -* que implique naquele
nhecimento acima referido - o do Povo como sujeito do

rec£
reco
conhec£
conhec1_

mento de si mesmo.
EZ evidente que a questão fundamental para uma rede de bi_
bliotecas populares, ora estimulando programas de educação
de cultura popular (de que fizessem parte atividades no

ou
campo

da alfabetização de adultos, da educação sanitária, da pesquisa,
do teatro, da formação técnica, da política
polTtica em suas relações com
a fi)
fé) ora surgindo em resposta a exigências populares

provoc^
provoc£

das por um esforço de cultura popular, é política.
polTtica.
A forma como atua uma biblioteca popular,popular, a constituição
do seu acervo, as diferentes atividades que podem ser
vidas no seu interior e a partir dela, tudo isso,

desenvol_

indiscutivel_

mente, tem que ver com técnicas, métodos, processos,

previsões

orçamentárias,
orçamentãri
as, pessoal auxiliar, mas, sobretudo, tudo isso
que ver com uma certa polTtica
política cultural.
aqui também.

Não hã

te»
te«

neutralidade

Como aqui também vamos encontrar a mesma

1ngenu_1
ingenui^

dade não astuta de que falei, a mesma ingenuidade puranente
puramente
tica e a mesma criticidade.

ti

A mesma compreensão mãgica aa pai£

vra escrita, o mesmo elitismo reacionário minimizador do
mas 0 mesmo espírito
espTrito crTtico-democrãtico
crítico-democrático de que tanto

Povo,
precisa
precisa;

mos neste país
paTs de tão fortes tradições de arbítrio.
arbTtrio.

*

A este propósito, ver FREIRE, Paulo - Pedagogia do Oprimido
Opriaido
Paz e Terra III
Capítulo e Criando Métodos de Pesquisa AJte£
111 Capitulo
A^jlter
nativa - aprendendo a faze-la
fazê-la através da ação. Em:
Eb:
Pesquisa
Participante. Org. Carlos Rodrigues Brandão. Editora Brasiliea
Brasiliea^
se, 1981.

108

Digitalizado
gentilmente por:

�0 Brasil foi "invontado"
"inventado" de cima para baixo, autoritaria «
mente. Precisamos re-inventã-1 o em outros termos.
Si liATI AO ;
B18I.‘OTfCA MOS PftOSSAHAS ôt MrAB£T!ZAÇj»
'&gt;t i noCÂi, AO Dl

?0S

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.■•«ma-; íc- pôs- 3 ! faoeti zação. nos denoeiinadoi
. '■•'-•'••n 5» fa’a em bibMografiâs
recomenda .

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'■ ■ ■ • -'
.... 0.,..^,.,. _ •.•.■ifc

i’istiis

do

-’.ualquer 11 vo utilizado: os textos |»|.
jirccesso educativo, saio gerados no d«

'-1 ■
bosierioraente .condensados pelos
-irupi- central.

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1 109

2

3
3

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gentilmente por:
Gerçulannito
Cercada
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11

12

13

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aa, líín

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

Gem^nnito

.0

11

12

�DEBATE AO SUBTEMA:

BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETI2AÇAO
ALFABETIZAÇAO E
DE EDUCAÇAO DE ADULTOS

ETELVINA LIMA

Na impossibilidade de conhecer, com antecedincia, o

que

0 Professor Paulo Freire viria nos dizer, limitei-me, para este
debate, a conhecer o pensamento dc
de nosso mestre ilustre,as
crições de suas experiincias,
experiências, no Brasil e no Exterior, ã

de^
prqqu
prqtjJ

ra de indicações de um possTvel
possível entrosamento entre aqueles

pro

gramas e as bibliotecas púolicas.
Confesso que me desapontei, pois, aparentemente, nada en
contrei nos livros que lí,
IT, com referência ao objetivo

pretendí^
pretendi^

do.
Em programas de alfabetização de adultos, a essência

do

sistema consiste na preparação de material didãtico a partir do
universo temático e da vivência do grupo\ a ser alfabetizado.
Mesmo em programas de põs-alfabetização,
pôs - a 1fabetização, nos denominados
Círculos de Cultura, pouco se fala em bibliografias
CTrculos
das e mesmo em título
tTtulo de qualquer livro utilizado:

recomenda
recomend^
os textos
textospa
p^

ra os debates, núcleo do processo educativo, são gerados no
correr das discussões e posteriormente condensados pelos

de
espe^
esp£

cialistas do grupo central.
111

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

0

11

12

�Entretanto, fascinada pela amplitude dos conceitos educ£
educ^
tivos,
ti
vos, tão simples, mas tão ricos em potencialidade,
potencial ida de, eu
mesma
parti para a reflexão e a definição do universo da

bibliotecã

ria que sou, passando, sem dar conta, a adotar em minhas

refl£
refle

xões a própria terminologia do método Paulo Freire.
Com surpresa, encontrei então pontos em comum na

filos£

fia do método Paulo Freire e em minhas reflexões a respeito dos
problemas das bibliotecas públicas, no Brasil.

E, daf,
daF,

brei as possibilidades de um trabalho em comum, com o

vislum
objetivo

primeiro de desenvolver o senso crTtico da imensa parcela

de

brasileiros, marginalizados nas periferias urbanas ou no
rural, valorizando sua experiência de vida, de forma a
los conscientes da grandeza de sua participação nas

meio
tornátornã-

transform£
transform^

ções sociais.
soei ais.
Antes de prosseguir, gostaria de deixar bem clara a

m_i_
mj_

nha posição frente ao problema da instituição biblioteca pública no contexto social brasileiro.
A biblioteca pública, tal como a aprendemos e

ensinamos

nas escolas de biblioteconomia, é uma instituição fadada a
transformar em uma repartição pública, mornamente

se

cumprindo r£

tinas pseudo-técnicas
pseudo-técni cas ou administrativas, complicando es-sas
tinas na ânsia de valorizã-las - perdendo, assim, a visão

ro
obj£
obje_

tiva de soa
sua razão de ser, de sua missão essencia 1 mente educativa .
Qual a razão deste pessimismo, quem sabe exagerado?

112

Digitalizado
gentilmente por:
por;

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanenta

Ta2
Tal_

�vez a tentativa de, pela caricat
ca ricaturização,
urização, dar enfoque ao

absur

do de se querer transplantar, sem a menor crítica,
crTtica, para

nossas

comunidades, uma instituição moldada por pressões de sociedades
inteiramente diversas em suas características e exigincias.
exigências.
Falta aos bibliotecários de nossas bibliotecas
0 entusiasmo gerado pelo sentimento de utilidade, no
to de suas tarefas.

cumprimen

Utilidade, por estar V-espondendo is
ás

das e exigências de seus usuários.
vamente, procuram

públicas

Nem mesmo quando,

dema£
dema^
exaustj_
exaustj^

atender os pedidos aflitos de escolares

u£

soberbados com a preparação de trabalhos que, raramente,

lhes

despertam um mínimo de interesse, nossos bibliotecários

encon
encoji

tram estímulo profissional.

A própria distorção desta situação,

contribui para a "burocratização" desse atendimento;
atendimento: atender e^
es
tudantes éê próprio de bibliotecas escolares - aprendeu-se
curso de biblioteconomia.

no

Nas bibliotecas públicas americanas,

nem mesmo se encontram os livros de texto adotados nas

escolas

locais.

pouquí^

Mas, no Brasil, cerca de 90% dos usuários das

simas bibliotecas públicas existentes são, justamente, estes es
e^
col ares..
colares
A frustração profissional cresce com a ausência de
tro.s tipos de usuários, aqueles que seriam o próprio objeto

Ojj
o^
da

concepção liberal da biblioteca anglo-americana-membros da comi[
comu
nidade ã procura de informação específica ou de livros para con
tinuar sua educação.
Toda a teoria de "estudos de usuários" i evocada para re^
re

113

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-

11

12

13

�solver 0 problema.

Os usuários reais talvez não encontrem

livros que procuram, estudos provam que as coleções estáo
letas, defasadas.

os
obso

Os usuários em potencial desconhecem as

van^

tagens oferecidas pela biblioteca pública, há que planejar

cam

panhas de publicidade, para vender-1hes■nosso peixe.

E a situ£
situ^

ção perdura, os resultados são
çáo
sáo pouco significativos.
Alguma coisa deve estar errada.
própria concepção de biblioteca pública?
prõpria
dendo atingir o leitor errado?

Náo
Não seria, talvez,
Não estaremos

Muito diferente do

a

preten^
preteji

romantismo

do poeta, quando bendiz o que semeia livros, livros a mão cheia
... Parece que os livros não são tão
...Parece
táo férteis, como
Castro Alves.

imaginava

Pelo menos, quando caem em terreno árido e perrn^
perma

necem como estranhos objetos de adorno... Há entretanto, um va^
to campo para o trabalho com os livros, ã espera da
de dos bibliotecários brasileiros:

criativid^

é a educação popular, fund^

mentada em necessidades reais das comunidades.
Realmente, não sou tão descrente quanto pareço.Acredito,
pareço.Acredito ,
ed^
veementemente, no livro como instrumento de informação e de edjj
cação - desde que essa informação seja necessária ao leitor

e

que elé
ele tenha liberdade de escolher a leitura como recurso para
se distrair ou melhorar seus conhecimentos.

Esta opção só
sõ pod^
pode^

rã ser feita se ele atingiu certo nfvel de crTtica, de consciiji
consciin^
cia da realidade que o cerca e de seu posicionamento dentro
la.

A leitura exige um grau de habilidade acima da

ção.

114

Digitalizado
gentilmente por:

d£
de

alfabetiza
alfabetiz^

�Como se consegui
conseguiría
ria isto?

Como se acoplaria este

trab^

Iho ao da educaçio
educação popular, como a vi
vê o Professor Paulo Freire?
E 0 que tentarei esboçar, policiando-me para não

inco£
incor

rer em erros de interpretação do método Paulo Freire e tampouco
cair no fácil caminho da utopia, desejando o impossível

dentro

das condições sõcio-econômicas que nos cercam.

1 - Criação de Bibliotecas Populares
Denomino bibliotecas populares as bibliotecas
cujo objetivo é o de atender is
ãs oopulações menos

públicas

privilegiadas

das áreas urbanas e, se possível, extender esse atendimento
comunidades rurais.

As bibliotecas populares se

ás
ãs

diferenciam

das grandes bibliotecas públicas pelo acervo, menor e mais esp£
cificamente vinculado ao grau de desenvolvimento e aos
ses específicos do grupo a que atenderá.

Distingue-se,

das grandes bibliotecas públicas pelo atendimento mais

intere^
também
persona
person^

lizado que dispensa a seus usuários, visando criar condições p£
p^
ra a continuação de sua educação, empregando, para isto, outros
recursos, além dos impressos.

Por analogia, poder-se-ia

dizer

que as bibliotecas populares seriam as bibliotecas do^
do oprimido
- instituições nas quais a prática educativa levasse os

leito

res/educandos áã busca de conhecimentos e de instrumentos que a£
ai£
mentassem seu poder de intervenção sobre a realidade.
A biblioteca popular assim concebida não fará restrições
a tipos de leitores - atenderá a todos procurando, entretanto ,

115

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�agrupar interesses, para melhor atendê-los.
atendi-los.

Assim,exercerá tam

bem,
bém, funções de biblioteca escolar, se a isto for solicitada.
A biblioteca popular não pode ser uma dádiva dos poderes
públicos, de beneméritos, políticos,
politicos, nem mesmo de educadores.$£
rá, ao contrário, resultante da vontade de um grupo,

manifest^

da no decorrer de reuniões, onde se discutam problemas de

int£
inte

resse comum, sob a coordenação de alguém
alguim com experiência de tr^
balho social ou animação cultural.

A idiia
idéia de fundação da

bi_

blioteca poderã
poderá emergir no decorrer de programas de educação po
p£
pular e certamente não será das primeiras manifestações de
tade do grupo.

voji

De fato, em condições normais de vida, não

sente a necessidade de bibliotecas, nem mesmo, quando
grande vontade de "aprender".

se

existe

Nossa tradição de aprendizado

é

pela prática, daí
daT o pouco sucesso alcançado pelas coleções

de

livros "Faça isto você mesmo", no Brasil.

as

pessoas que

Pouquíssimas são

procuram aprender pela leitura - o que exige,

cer
ce£

tamente, habilidades nem sempre desenvolvidas, nem mesmo na
cola.

Quando existem grupos formados visando a educação

E£
pop£
popjj

lar - como as Comunidades Eclesiais de Base, os grupos

sindj^
sindj_

cais e as cooperativas rurais - talvez se possa levar seus
ticipantes a compreender a função da informação impressa

par
pa£
como

base do conhecimento ou, paul
paulatinamente,
atinamente, levã-los
levá-los a usufruir

o

prazer estético da leitura de um texto literário.
Em grupos de Pais e Professores, a idéia poderá
poderã
espontaneamente, ao se discutirem as dificuldades de

surgir
aquisição

de livros e materiais escolares - problema angustiante que

116

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

se

�coloca anualmente
anual mente is
ãs famílias brasileiras.
A motivação para levar um grupo ãi manifestação da

idéia

de criar uma biblioteca requer planejamento cuidadoso,1evado
cui dadoso, 1 evado
efeito por um núcleo dirigente, com a participação de

a

especia
especi£

listas, entre os quais, evidentemente, o bibliotecãrio.
bibliotecário.

Serão

te
realizadas pesquisas iniciais para identificação do universo t£
mãtico do grupo - o que conduzirá aos estudos de composição
acervos e de serviços a serem oferecidos.

As sondagens

sobre

alternativas de suporte dá futura biblioteca são básicas e
vem preceder a motivação do grupo, para que não se criem
/
tativas de realização improvãvel.
improvável.
Percebe-se facilmente que este trabalho de

de
d£

expe£

planejamento

se realizarã
realizará com maiores probabilidades de ixito,
êxito, se a comunid^
de visada participar da programação, dos Círculos de

Cultura,

ap5s a alfabetização pelo método Paulo Freire.
após
0 núcleo central de especialistas envolvidos na programa
ção dos Círculos de Cultura acrescido de bib1iotecãrio(s ) , farã
fará
a integração dos trabalhos.

2 - Manutenção das Bibliotecas Populares
• -1 - ‘
Sem dúvida, as bibliotecas populares deveriam fazer
te de um sistema educacional mais amplo, integradas a

outras

instituições tais como escolas, oficinas, creches, etc., com
mesmo objetivo - o de desenvolver as potencialidades da

par
pa£
o

popul£

117
Digitalizado
gentilmente por:

�ção hoje marginalizada.

Isto representaria uma seria
séria opção

p£
po

iTtica cuja decisão foge ãs possibilidades de grupos
litica

isolados.

E uma opção de governo, que não rae
me parece em vias de

realizar-

se em nosso PaTs.
Pais.
Bibliotecas não existem gratuitamente, são

instituições

onerosas que, sem a injeção permanente e sistemãtica
sistemática de
sos, fenecem rapidamente.

recur

Na impossibilidade de deflagar

mov£
movi_

mento que leve ã criação de sistemas de bibliotecas populares ,
aciedito que pequenas unidades possam vir a ser criadas e

sU£
su£

prõprios de um grupo interessado em
tentadas com recursos próprios

sua

existência, pela cobrança de razoável contribuição individual ou
pelo acréscimo a contribuições de sindicatos, cooperativas
outros programas quaisquer.

Mesmo assim, o amparo

ou

governameji
governameri

tal seria indispensável, quer no provimento de pessoal em convê
convi
nio, para fazer a biblioteca funcionar, quer pela doação

dire-

ta de verbas.
Se bem sucedidas, as experiências de funcionamento
poucas bibliotecas populares seriam estímulo
estimulo para a criação
outras e - quem sabe? - atê
até para a sensibilização dos

de
de

poderes

públicos para o problema.

3 - Formação
Forinação do Acervo das Bibliotecas Populares
A pobreza do mercado de livros e materiais

audiovisuais

adequados a uma ação educativa com base na prática de vida
em necessidades imediatas dos educandos éê crucial.

118

Digitalizado
gentilmente por:

Com o

e
que

�se encontra ã venda, dificilmente se consegue formar
para desenvolver o trabalho pretendido.

coleções

Nem mesmo com os

lj[

vros distribuídos por õrgãos
órgãos públicos, como o INL e a FENAME.
As casas editoras, estabelecidas com fins comerciais
portanto visando lucros, baseiam seus programas editoriais

e
em

pesquisas de marketing, que lhes indica, certamente, quem
tituirã 0 seu mercado de venda.
tituiri

con^
j
As escolas e os escolares, em

primeiro lugar, são os grandes compradores de livros.

Uma

p£
pe

quena elite de poder aquisitivo acima da midia,
média, constitui o me£
mer
cado para as obras de literatura, infantil ou de adultos. A uni^
versidade e seus membros integram a fatia de compradores de
vros e periódicos ticnico-cientTficos.

li^
Ij^

Como editar livros para

grupos que não os desejam e não os podem pagar, como os que
pretende atingir com as bibliotecas populares?

se

E, mais ainda ,

como produzir este material a preços acessíveis, de maneira

a

que possam ser vendidos?
Não basta que os livros sejam selecionados entre os

me^
m£

Ihores da literatura nacional e que sofram um trabalho de
tação ou condensação.

ada£

Nem que sejam traduzidos os manuais

pro
pr£

paTses, pois os processos e
fissionais de sucesso em outros países,
quinas que originaram as informações que transmitem, são

mã
dif£

rentes dos utilizados em situações reais, em nossa indústria ou
agricultura.

As experiências levadas a efeito pelos adeptos do método
Paulo Freire - a de gerar textos em grupos de discussão,

para,

depois de condensados por especialistas, serem utilizados

como

119
Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gerenciamento

11

12

13

�ternas de discussão de outros, ou dos mesmos grupos em
temas

circun^

tãncias diferentes, parece-me válida, nos trabalhos iniciais de
tâncias
um grupo.

Mas, se repetida por longo perTodo,
período, parece-me limit£
limit^

dora da ação educativa.

Há
Hã de chegar a hora em que os

educaji
educa£

dos tenham de assumir sua posição em comunidades maiores e
poder de crTtica
crítica e decisão será
serã grandemente ampliado se

seu

souber

buscar, sozinho, as informações que precisa, no universo biblio
bibli£
gráfico comum.
A este propósito, chegou-me ãs
ás mãos o projeto de pequena/
pequenas
editora de Belo Horizonte, que, pareceu-me i.idicar os

caminhos

para o problema de acervo bibliográfico de grupos de

educação

e/ou de•bib1iotecas populares.
Esta firma - Mazza Editora é o seu nome - considerando a
efervecincia

de novas forças reivindicatõrias,
rei vindicatõrias ,

associações de bairro, que reivindicam novas

tais como

as

condições de

vi^
v£

da; as comunidades eclesiais de base, já
jã em número bastante cori
co£
siderável no Brasil e as organizações sindicais, entre outras ,
siderãvel
se propõe a desenvolver um trabalho editorial expressamente

d£
dj^

rigido a estas organizações, criando séries
siries de

g£

publicações

rais e específicas, cujo tema sejam questões de ^rdern
ordem

estrutjj
estrut£

ral e conjuntural, oferecidas 'ã grande massa.
Para isto procurará identificar, por meio de .pesquisas,
assuntos que constituam preocupação prioritária desses grupos .
Seria como que o estabelecimento
estabelécimento do universo temático dos
pos, diria eu.

120

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gru
gr£

�A partir desta definição, seriam escolhidos temas

para

iniciar o trabalho, com o planejamento inicial de títulos
publicação em série denominada "As claras".

para

A preparação

dos

textos serã entregue, então, a especialistas vinculados ã Edito
ra e submetidos ã apreciação dos grupos e/ou organizações
possam se interessar pelo assunto.

As críticas desses

que

futuros

utilizadores serão analisadas e incorporadas, e o texto,
enriquecido e desenvolvido, serã impresso.

assim

Para assegurar

tiragern serã determinada pela
distribuição da série, sua tiragem

a
enco-

menda prévia das organizações consultadas, assegurando-se,

de^

ta forma, o retorno do capital despendido, acrescido de pequena
margem de lucro, para possibilitar a sobrevivência do projeto.
Se realizado, este plano parece-me um grande passo

para

facilitar a formação do acervo das bibliotecas populares,em sua
parte informativa.
A seleção de obras de ficção - indispensáveis ã ação edjj
edji
cativa através dos sentidos - serã feita de acordo com o

valor

accessibi1idade da linguagem e acredito que a
literário e a accessibilidade

co

leção
leçio de textos preparados para as bibliotecas e cursos doMobral
preencham os requisitos acima apontados.
Os recursos audiovisuais, indispensáveis ao

desenvolví^
desenvolvi_

mento do trabalho em bibliotecas populares, podem ser

gerados

das discussões dos prõprios
próprios grupos, ou pVeparados,
preparados, com
dincia, pelos coordenadores.
déncia,

Os Centros de Ensino

antec£
antece^

Supletivo,

criados pelo MEC, dispõem de material riquíssimo para o

estudo

121

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Sc a n
stem
Ciereaclancnta

�individual a nTvel
nível de 19 e 29 graus.

Acredito que esse

mate
mat£

rial, bem como os necessários aparelhos para sua utilização, po
p£
derã ser concedido em comodato, para bibliotecas populares

que

venham a ser criadas.

4 - Bibliotecário e Bibliotecas Populares
0 bibliotecário, com a formação que recebe, hoje, em cur
cu£
sos universitários de graduação em biblioteconomia, estará

pre
pr£

parado para se responsabi1izar pelas bibliotecas populares?
Parece-me que não.
Currículos e programas mostram a preocupação natural
preparar os bibliotecários para a missão de agente de
ções técnico-cientificas.
técnico-cient1ficas.

em

inform^
informa

E não poderia ser de outra forma,uma

vez que o desenvolvimento de bibliotecas especializadas e servi_
servj_
ços de informação i real, ao passo que as bibliotecas

públicas

passam por um período de estagnação e as bibliotecas populares,
tal como a descreví, inexistem.
Não acredito ser a hora, ainda, de se introduzir a
cialização de áreas de formação em cursos de graduação.
0 recurso da especialização, após
apôs a graduação.

Esta

esp£
espe
Mas. há
hã

especiali_

zação certamente será apoiada pela CAPES ou pelo Instituto
cional do Livro, junto aos cursos regulares.

E poderá

ser of£

recida também sob o patrocínio das associações de classe.

122

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Scan
Sc
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

N£
N^

�A definição do conteúdo programãtico da especializaçãoem
especialização em
bibliotecas populares merece estudos aprofundados.

Deixo,aqui,

a sugestão para que se estude o processo de treinamento

de

coordenadores e educadores de programas de alfabetização e põsp5salfabetização pelo método Paulo Freire e estou certa que os su^
sTdios alT encontrados serão valiosos.
Eú preciso sempre lembrar que o bibliotecário não serã
será
único profissional a agilizar a biblioteca popular:

ele

o

inte^
inte

grarã um grupo de especialistas envolvidos no processo, e

para

isto ié que deverá ser treinado.
Resta, ainda, considerar o aspecto da remuneração do pro
p-o
fissional envolvido em tarefas de educação popular.
Além das possibilidades de convênios com órgãos
érgaos públicos,
a que me referT
referí anteriormente, não me parece viável a

abertura

de campo de trabalho em pequenas bibliotecas populares, criadas
a partir da manifestação de vontade de um grupo.

Esta

ção, entretanto, não considerou as possibilidades do

afirm^
trabalho

voluntário di
dn bibliotecários que'
que vejam na educação popular
missão, a ser executada fora do horário regular do

uma

trabalho re^
r£

mune rado.
Será uma forma, realmente válida, de realização pessoal.
Serã
São estas as reflexões a que me' levou a leitura de

Ij^

vros de Paulo Freire e de alguns de seus intérpretes.
Deixo em aberto o debate sobre o assunto.

123

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3

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gentilmente por:
por

^Scan
Genaclamtnta

ÉÊ^
jp?
_ç^

11

12

13

�QUESTÕES A SEREM
SEREN PROPOSTAS AO CONFERENCISTA, CASO
NAO SEJAM
SEJAN ABORDADAS EM
EN SUA EXPOSIÇXO
EXPOSIÇÃO

Hã noticias de programas de educação popular, com o
prego do

método Paulo Freire, desenvolvidos em
mitodo

em

biblio-

tecas públicas?
Como 0 Professor Paulo Freire vê a possibilidade de

re£
rea

lização de CTrculos de Cultura em biblioteca populares?
Com os modernos -meios
meios de comunicação eletrénica
eletrônica e a

im

portância do aprendizado na e pela prática, qual o papel
portãncia
da leitura na incorporação, pelo educando, da

cultura

cientifica universal?
cientTfica

125

2

3

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Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

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2

3

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stem
Gemulanirato

.0Q

ii
11

12

13

�DEBATE AO SUB-TEMA:

BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS
ÇXO

PIERRE FURTER

Meu caro Paulo - eu tão pouco sabia que ia encontrar

mo
vo

cê por aqui e, na realidade, aceitei substituir
subst.ituir a diretora, Vi£
Vij^
ginia Bittencourt, da Biblioteca Nacional da Venezuela - a

que
qu£

rida Virginia Bittencourt que não estã aqui, porque o pai

dela

morreu de repente e realmente ela ficou tão traumatizada que e^
tã fugindo, no momento, a qualquer atividade oficial.

Por

sequência, foi uma grande surpresa e eu diria, pensando
nesses 20 anos de diãlogo
dialogo contínuo,
contTnuo, que para mim e

coti
con^

também

seguramente

para você também, muito me impressionou pensar que nós

estamos

aqui porque o pessoal com quem nós trabalhamos faz 20 anos,
condições sumamente difíceis, e sabemos o que isso

em

significa,

continuou quando nós
nõs estávamos
estãvamos os dois em Genève.
Genéve. E para mim
uma grande emoção pensar porque, como sempre a gente fazia

é
na

sua casa, tão fabulosa, quando ã noite você na sua rede e eu,ao
pé da rede estávamos
estãvamos discutindo noites inteiras afinal, a

av£

liação do educador, é que as coisas continuam quando ele não e^
tâ aqui.

Eu acho impressionante pensar que a presença de

hoje, e atenção com você, e a impaciência dessa gente para
vir você, éê a melhor demonstração de que o que você fez

você
o^
ainda

continua agora, não sõ eu disse como estou repetindo que você é
0 mais extraordinãri0
extraordinário violeiro pernambucano que eu conheço, mas
127

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OemclanKnto

' '

�vou topar o desafio.

Eu vou hoje jogar pimenta no que você diz,

de maneira a começar ou a continuar, melhor dizendo, continuaro
desafio de violeiros que faz 20 anos que começamos. Eu acho que
i 0 desafio mais longo da história do Nordeste.

E vou jogar

5

coisas a partir do que voei disse:
Começando por esse aspecto da oralidade - eu acho que vo
ci sem 0 ouvT-lo, acentuou ainda o que Edson nos disse
ã noite:

domingo

uma biblioteca para mim não ié um conjunto de livros,i

um conjunto de pessoas que discutem.

Então eu diria aqui,agora

a este pessoal altamente dignificado, bons profissionais, o que
nós dois não somos, somos uns vagabundos violeiros que

jogam

idéias: este pessoal tem hoje um critério, um indicador,
indicader,
dizia na nossa época o pessoal da SUDENE.
Brasilia, não?
BrasTlia,

como

Hoje é o pessoal

Indicadores para medir o que é uma

biblioteca

viva, ativa, não é o número de livros, não é o número de
res, é 0 barulho que existe na sala de leitura.

de

leito
leit£

Olha, eu

acho

isso fundamental, porque como voei
vocé disse antes - o modelo da Bi_
blioteca que foi introduzido no Brasil, éi um modelo bem
bém

calvi^
calv^

nista da biblioteca silenciosa, o que me parece mais uma

prova

desse autoritarismo, de que você
vocé falou hã pouco.

Sendo

uma biblioteca com modelo desse tipo a bibliotecária tem o
pel de polTcia militar, manda a gente calar.
sou um grande leitor.

que,
p^

Eu sei, porque eu

Eu desapareço assim de vez em quando

d^

rante o dia, aqui, porque não vou ler não, numa piscina inclusi_
ve seria difícil, existem tantas flores que seria um pouco dif^
difí
cil, ainda que não veja bem, no entanto, eu estou

absolutamen^
absolutameji

te consciente que existe um silêncio necessãrio,
necessário, mas que

128

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deve
oeve

�ser funcional e não imposto e &lt;qui
^.qui vou me referir a uma
muito
mui to querida
que rida que i a filha maior do Paulo.

Com ela eu

amiga
estive

num Projeto da SUDENE na Zona da Mata, você se lembra, e eramuj_
eramui^
to interessante depois voltar e discutir com voei
você o que a gente
fazia, porque isso também fazia parte do nosso trabalho...
pre criticar a nós mesmos.

Primeiro a gente chegava aT com

carros negros, os carros pretos da SUDENE.
fugia.

sem
os

Então, ja
jã o pessoal

AT vem os chatosl Mas a sua filha tinha algo que o

pre

feito de Natal dessa época, aplicou uma pessoa sem sapatos

i

uma pessoa, e não um animal.
pessoal deixa.

A sua filha Ta sem sapatos como o

Então a gente jã podia quebrar a primeira

culdade dos carros pretos da SUDENE.
com essa gente.

difj^
dif^

Mas o problema era

falar

E foi aqui, e foi nessa convivência, que

eu

entendi o drama que, para voei
você representa, o silêncio do Norde^
te.

E que, mesmo nas relações humanas, eu diria, mesmo

entre

pais e filhos, para nem falar de relações
rei ações matrimoniais no

ca
c£

sal, não existe diãlogo, não se fala, se pega, se briga.

Então

eu acho como instituição dominada para o silêncio iÍ um problema
sumamente sério.
sirio.

Nesta perspectiva de vocÍ
você por isso eu

adrairãvel
muito feliz ontem quando houve o debate da admirãvel

fiquei

exposição

do professor AloTsio Magalhães, Ana Maria da UFMG, lembrou

a

importância da expressão - eu acho que éê a resposta, a única re£
posta.

Olhe bem, isso coloca outros problemas, por exemplo, eu

fico muitTssimo
muitíssimo preocupado, como professor universitãrio
universitârio da
nia da j^e.rox,
jçe.rox, porque nem os meus estudantes tomam mais
mentos, copiam na xerox.

apont^
apont£

Eu acho, tremendamente preocupante ho^
h£

je, ver o que se gasta nas Bibliotecas e nas Universidades
zendo xerox, porque,
porqüe,' a gente nem faz mais fichas de leitura,

f£
e

129

Digitalizado
gentilmente por:

�você se lembra o trabalho que a gente fazia nesse sentido, age£
a gejn
te nem faz mais, ou toma mais apontamentos, e eu dizia então,i£
so i uma 2- jogada de pimenta.

Para mim, uma verdadeira bibli£

teca i um sTtio onde exista uma imprenta, e inclusive
camente, isso existe i o mitodo Freire.

pedagogi_

Para ele, uma bibliote

ca popular, não i difusão de folhetos ao povo, isso é mais
ternalismo.

p£

Isso ié simplesmente aumentar a clientela, mas

ié mudar, radical
mente, as relações.
radicalmente,

Uma verdadeira

não

biblioteca

popular, como voei diz muito bem, éi uma biblioteca produzida p£
ra os leitores.

Isso éi o que fez René
Reni com os seus alunos,

pr£

vando onde tem e em certas comunicações, eu vT, que uu
ou estã
está co£
tinuando experiências
éxperiincias no Brasil ... (incompreensível) ... E

i£

so de produzir, de comprovar que até o povo éi capaz de escrever.
Então, a partir daqui, eu acho que um terceiro

problema

estã se cqlocando e eu acho que a gente não deve fugir a
problema, e o que merece estar numa biblioteca?

este

Porque a

blioteca tem também uma função tremendamente perigosa no
do de que faz uma seleção do que merece estar lã.

bi_
b£
sentj_
senti_

Ora, se voei

fez uma pequena pesquisa não i necessário pedir nema
nem a CAPES nem
a SUDENE, mas a SUDENE não dã muito mais dinheiro não, enfjm
enfim ao
pessoal que dã dinheiro, muito dinheiro para
pára fazer isso.
seria interessante ver o que existe numa biblioteca e a que
povo, estã lendo de verdade.
pessoal, 0 povo,.estã
0 povo não estã na Biblioteca?

Então, por que o

parece, e a palavra é significativa nesse conceito,

1

2

3

que

nos

literatura

Literatura de cordel é uma expressão sumamente neg£

130

cm

o

Com que direito estamos exclui£
excluin

do das salas de leituras e da documentação em geral, o que
de cordel.

Mas,

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�tiva, se eu entendo português, quer dizer - literatura de nada.
Então não é uni
um papel - este i o meu 39 ponto - puramente
CO - não êé que temos a necessidade, se queremos uma

têcni
técni

biblioteca

popular, de abrir, de democratizar o acervo das bibliotecas?
E aqui eu estou chegando a 2 pontos;

últimos pontos que

eu quero realmente, porque tenho isso sobre o coração;
coração: 19)

o

quarto ponto - hoje e seria, inclusive, nesse desafio de violei_
violei^
ros, interessante

saber o que o Paulo acha, e é a minha perguji

ta ao Paulo.

Antes de alfabetizar não êé necessário uma

polTti^

ca do livro?

Por que, afinal, se não existe livros que

vamos

meter na Biblioteca?

Hã que serve afinal, aprender a ler, quajn
quaji

do não existe nada para ler?

E olha, se tivéssemos tempo,

eu

levaria você além de Campina Grande, para ver o que éê o
cultural do interior.
ta.

Porque eu vi
vivi.
vi .

nada

Isso ié a minha

pergun
perguji

Não êé hoje, hoje-,
hoje, faz 20 anos, serã distinto, faz

vinte

anos a alfabetização e temos de lembrar, era uma jogada

funda-

mental na democratização do paTs, porque êé necessário dar,
fim, 0 direito de votos a metade da população.

eji
en

Isso era o jogo,

que a gente conscientemente, inclusive, jogava.
Hoje eu acho que estamos numa situação em que isso fica,
mas não serã que devemos produzir e ter uma polTtica
democrática do livro?
última êi para vocês;
vocês:

popular

Isso éê a minha pergunta ao Paulo.

E

a

vocês aplaudiram, eu não muito quando

o

Paulo se referia do machismo porque infelizmente eu sou
Então eu não posso aplaudir a denúncia do marchismo.
posso m-udar de sexo.

Inclusive, seria bem fe’to.

macho.

Eu

não

Mas, me

ch£
cha

131

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

.0

11

�mou a atenção a sua reação porque não foi uma reação demagógica
e que enfim, alguim
alguém aqui reconheceu que a maior parte de
são mulheres.

Então a minha pergunta é:
ê:

vocês
voeis

Por que se fala

tão

pouco neste Congresso do papel das mulheres nas Bi
Bib1iotecas
b1 i ote cas ,quari
.quan^
do ié uma história de mulheres?

E aqui eu quero insistir

um aspecto que me parece sumamente importante:
1-^ leituras das crianças.
lher nas 1-^'leituras
ceira, que tem 10 anos.

sobre

êé o papel da m^j
mjj

Eu tenho uma menina, a te£

A minha mulher, como vocês todas,

pensa em liberação da mulher e coisas destas, então briga
go e me proibiu comprar livros,para
livros para a criança, a filha,
eu só
sõ comprava para ela livros machistas.

só
sõ
comi_

porque

E êi verdade que hoje

existe uma literatura para as filhas, escritos para.dar
para dar nas prl
pri_
meiras leituras a consciência, a conscientização que elas
mulheres e que pertencem ao que se chama não público.

são

Então,eu

acho aqui que hã uma coisa, sumamente, importante porque, ao 1^
l£
do da biblioteca pública deveria também existir a biblioteca da
família.

E durante muito tempo, o que éê a

lia senão a Bíblia?

Ao

menos

Biblioteca

para os protestantes.

da FamT
E

eveji
eveja

tualmente o jornal, então, e al
aT eu acho um aspecto sumamente im
portante, e eu estranhei e fiquei muito feliz que o Paulo jogou
isso - super-pimenta. Este éê problema da mulher e - por
que quiz vir aqui.

Obrigado.

132

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em
I Gervaclannito

_0

isso

�SUB-TEMA 3: BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVDLVIKENTO
DESENVOLVIMENTO

CONFERENCISTA:

WALTER ESTEVE GARCIA
Coordenador de Educação e Cultura

do

CNPq
DEBATEDORES:

ANTONIO AGENOR BRIQUET
BRIOUET OE
DE LEMOS
Bibliote
Professor do Departamento de Bibliote^
conomia da UnB
RONALD CHARLES PENGE
Bi bl,i otecãri 0 do Serviço Central

de

Informação de Londres.

133

Digitalizado
gentilmente por:

^

I

I"

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ObVÊ-fii-^aVi I

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ar

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
b stem
GemuUinirato

.0

11

12

13

�A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
'

t

WALTER E. GARCIA

INTRODUÇÃO

A abordagem adequada do tema proposto exige um

esclare

cimento privio sobre o sentido que se atribui ã palavra

desen^
desen

volvimento, mesmo porque, nos últimos 20 anos, ela tem sido
tensivamente utilizada para designar alterações
e importantes em dado estado de coisas.

iji

significativas

Inclusive, quando

em

pregada com o prefixo sub, sua conotação valorativa sempre

foi

exaltada, a revelar a necessidade de se passar de um

estágio
estagio

presumivelmente inferior (sub-desenvolvimento)
{sub-desenvolvi men to) a outro

reconhe

cido como superior (desenvolvimento).

Embora hoje jã se

tione nos paTses
países do terceiro mundo o conceito de

que^

desenvolvimeji
desenvo 1 vi men

to como algo que i qualitativamente melhor em rei
relação
ação a uma
tuação anterior, em realidade ele apresentaapresenta um emprego

si^
sj^

univer

sal como o sentido de algo que implica em valor positivo,

dese

jado, e.portanto
e portanto melhor do que aquele que se busca superar.
Nos limites deste trabalho, vamos encarar

desenvolvimen^
desen vol vi meii

to como a superação de uma etapa considerada social ou

histori^
historj[

camente defasada em relação a necessidades emergentes, que

eii
e£

carnam um sentido de melhoria em relação ã situação que se quer
135

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereaclanent»

O'

-^

�vencer.

Desta forma, o exame do papel da Biblioteca no

so de desenvolvimento supõe que sejam analisadas as
que esta pode estabelecer para melhorar o nível
nTvel
cional da população.

proce^
proce£
relações

cultural/educa^
cultural/educ^

Aliás, o tema central nos socorre

nesta

interpretação adotada, ao nuclear as discussões em torno da
BLIOTECA E EDUCAÇAO
EDUCAÇÃO PERMANENTE.

Portanto, as interações

BI^
BI_

entre

a Cultura, em sentido amplo, e a Educação, como componente esp£
cTfico
cífico capaz de garantir a continuidade cultural, deverão

ser

examinadas como plano de fundo da ação que as Bibliotecas podem
desenvolver para melhor se atualizarem e cumprirem
te suas funções.

adequadamen^

De outra parte, como as Bibliotecas expressam

as culturas que as engendram, não
nio se pode pensar em

modificar

as funções da Biblioteca sem, concomitantemente,"
concomitantemente, imaginar novos
padrões culturais que diem respaldo ãs novas proposições.
advertência se faz necessária para que não sejamos tentados
advertincia

Esta
a,

ingenuamente, repetir concepções de que o "livro libertará o ho
mem da servidão" ou de que "basta abrir bibliotecas e todos

os

problemas estarão superados".
Analisar o papel da Biblioteca no processo de

desenvol_
desenvoJ_

vimento implica, pois, em examinar os condicionamentos

histõri_

co/culturais aos quais ela se
se.encontra
encontra presa e, a partir

daí,
daT,

verificar em que medida surgem condições efetivas para um

novo

tipo de atuação.

Esquematicamente, vamos destacar alguns

tr£
tr^

ços da cultura dominante, da cultura popular, a crise qUe se es
tabelece neste confronto e que papel a Biblioteca pode
nhar neste contexto.

136

Digitalizado
gentilmente por:

deseniQ£
desem|)£

�A CULTURA DOMINANTE

A divisão da sociedade em classes, com seus

interesses

e nTveis
níveis de atuação polTtica
política bem definidos, faz com
cora que

os grii
gr^

pos que detêm
detim o poder - em seu sentido mais amplo - sejam porta
port£
dores do que denominamos cultura dominante.

Ela é padrão de re

ferincia para os demais grupos e as instituições sociais têm-na
como inspiradora dos valores que orientam as ações dos
organismos sociais.

vários

A Escola e a Política
PolTtica estão embasadas

orientações da cultura dominante
dominante.. - Esta êé sedimentada

historie^
histórica

raentè, transmitindo continuamente ãs novas gerações uma
mente,
de mundo que procura se ijapor
impor em todas as direções.

nas
visão

Não se

de perder de vista, portanto, que esta cultura dominante

po
alem
alêm

de ser algo concreto tem um sentido ideolõgico
ideológico profundo, a

màr
ma^

car as instituições e as práticas sociais.
Analisar a cultura dominante obriga-nos a reconhecer que
ela estã
está fortemente impregnada do sentido de privilégio. Apenas
os iniciados, portanto aqueles merecedores de uma forma

sup£
supe

rior de vida, podem aspirar,
aspirar a um saber elevado, desinteressado,
que permite o deleite espiritual, mesmo porque as condições
teriais e sociais concretas pouco tempo lhes tomam.

Os

mentos desta cultura podem ser encontrados com nitidez na
guidade clássica e a partir daT
daí asiste-se a um contínuo
mento desta visão de que o homem culto êé um ser
destacado dos demais mortais.

m^
ma

fund^
anti_
anti^
refin^

privilegiado,

0 renascimento introduz

novos

requintes a este padrão, exaltando as virtudes do "genti
"genti1-homem"
1-homem".

137

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem 4^
Ciereaclancnt»

�0 gosto pelos estudos clássicos completa o perfil deste novo-h£
mem, que de preferincia deve ter boa memória para recitar

seus

poetas preferidos.
0 sistema educacional, que começa a se formar nos
los XVIII e XIX, expressa e aprimora as técnicas de '
deste homem assim concebido.

0 avanço da sociedade

séc£
sicjj

formação
industrial

assiste passivamente a massificação e generalização de uma
são educacional concebida para poucos.
são"educacional

v£
V£

E assim chegamos ao no£

so século
siculo com um sistema educativo que conseguiu massificar uma
concepção educativa origina
originalmente
1 mente pensada para uma minofia.
ta ié uma contradição histórica que os paTses
países de

industrialiZ£
industrialize

ção avançada ainda não conseguiram superar e que apenas
timidamente, vão ensaiando novas proposições.

E£

agora,

Cultivada
Cult iva da sob

signo do privilégio, porque sua base material se fundamenta

o
na

divisão social do trabalho e na posse "dos
dos bens que ele propicia,
esta cultura dominante impregna todas as instituiçóes
instituições

sociais

que historicamente vão se formando, a configurar assim todo

um

arcabouço jurTdico-institucional
jurídico-institucional que marca toda a chamada soci£
dade ocidental. As leis, o direito consuetudinãrio,
consuetudi nãri o, os

valores

e significados socialmehte
socialmente aceitos, transpiram estç

universo

cultural ée legitimam a existência de diferenciações
diferenciaçóes e

discrimj^
discrimi^

nações, da mesma forma que permitam o surgimento de inúmeros m£
canismos capazes de garantir sua auto-reprodução.
As bibliotecas e as escolas representam, a nosso ver,for
ver,fo£
mas de garantir a continuidade da cultura dominante.

Ambas cul_
cu^

tivam, fundamentalmente, a-'cultura
a cultura impressa, de coisas do pass£

138

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�do, portanto estão
estao mais voltadas para a conservação do jã

oco£oco£

rido do que com o porvir ou cora
com aquilo que está se passando
passando..Taii
Tajn
to a escola quanto as bibliotecas

exigem que seus

benéficiã
beneficiã

rios sejam iniciados, quer dizer, dominem as técnicas de
ra e escrita, utilizem certos códigos de interpretação

leitjj
leit^
sõcio-

linguTstica e vivam no mundo de significados que legitimam
uso destas instituições.

A escola se dã por satisfeita

0 aluno vence a barreira dos "ritos" e "eximes".
"ex-^mes".

o

quando

A Bib
Biblioteca,
1 i oteca j"

com seu saber acumulado, recebe os iniciados para sedimentar
ampliar-lhe o domínio deste universo.
culo.

E assim, fecha-se o

A cultura dominante, excludente daqueles que não

e
cír

partj^
parti_

lham de seus ritos e significados, cria instituições que

gara£
gara]i

tem a continuidade deste mundo assim engendrado.
E alguim
alguém poderia perguntar:

0 que ocorre com a

imensa

maioria que não desfruta destas oportunidades da cultura ■ adomi_
dornig
nante?

Diriamos que a maior aparte se submete a estes padrões ,

criando formas paralelas ou ajustamentos que revelam a inadequ^
ção da proposta cultural dominante.

Assim o processo

cultural

vai cri
ando novos1
,estabelecendo
criando
novos padrões, provocando acomodações
acomodações,estabelecendo
^cotomias e, enfim, provocando um distanciamento cada vez
áicotomias
vezmaior
maior
eatre a cultura dominante, referendada por todas as

institui^
instituí.

;ÕÈs socia'is-que
socia'is que são fonte de poder, e as novas formas
formas*
ÍÉais,
»•ais, que estão ã margem das instituições legalmente
legalraente

cult£
cultu
instituí
instituTi

^as e engl\)bam
englt)bam a maior parcela da população.
populaçao.
cuj^
Em qualquer hipótese, entretanto,fi ca claro que esta cul^
tura dpminante
dominante atende bem a uns poucos indivíduos.

As

outras

139

Digitalizado
gentilmente por:

�formas de vida cultural, que são partilhadas por um número cada
vez maior de pessoas, e que não tem o aval do padrão cultural do
d£
minante, não tem ainda instituições capazes de dar respaldo
suas inquietações e anseios.

Em realidade, os grupos

ãs

majoritã

rios da população excluídos do padrão cultural hegemônico
riot

são

submetidos e quase sempre descartados como inconvenientes pelos
iniciados.

Criam-se assim, condições para começar-se a

falar

da cultura dos que não estão abrigados pela chancela dominante,
dos que estão "por fora" (1).

A CULTURA POPULAR

Torna-se muito difícil examinar a configuração da

cultb
cult^i

ra popular, principalmente quando esta análise parte de
que integra o grupo dominante.

alguém

A rigor, o povo fala de sua cul_

tura fazendo-a, expressando-a de diferentes formas numa plurali_
p1ura1i_
dade que representa a primeira característica diferencial em r£
re
lação ã cultura dominante.

A cultura popular não éi apenas

1e
l£

trada, ela expressa formas as mais variadas, incluindo desde
falar até as estratégias de sobrevivência.

E está muito

o

presa

ãs condições concretas da existência, razão pela qual suas

ma
m£

nifestações ocorrem em múltiplas direções.

^ ^Neste ponto recorremos a textos inéditos de Antonio Huniz
Muniz 'de
de
Rezende (UNICAMP), Carlos Guilherme Mota (üSP).‘e
(USP).*e
Theotonio
dos Santos (UFMGS)
(UFMG) sobre Cultura no Brasil. No entanto, . en
nenhum momento eles devem ser responsabilizados pela utiliza
çao livre qué
que fizemos de suas idéias.

140

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
A stem 4^
Ciereaclanente

0

11

12

13

�A expressão desta pluralidade não
não-estã
está voltada
vo1tada apenas p£
ra 0 passado como na cultura dominante.

Ela está
estãfundamentalràen^
fundamentalmen^

te comprometida com o presente e com o devir, engendrando
mudanças de significado cultural e lingUTstico que não
escapar ao observador mais atento.

até
ate
podem

Isto sem contar que

esta

cultura, que abrange a maior parcela das populações do

mundo

ati
subdesenvolvido, se desenrola em paralelo, ou ãs vezes até

em

confronto, aos padrões da cultura dominante que é,‘repetimos,
i, repetimos, a
que dã o "veredictum“
"veredictum" sobre os valores culturais hegemônicos. E
este confronto tem sido penoso para muitos.

3em
Sem voz para

rei_
rej_

vindicar um espaço cultural adequado para sua maneira de

ser,

ainda que nisto lhes fique negado um mTnimo
mínimo de condições

para

atendimento ãs necessidades básicas
bãsicas de sobrevivência,

imensas

camadas da população assistem ã penetração cultural que a
e a todos domina, da mesma forma que constatam a

tudo

incapacidade

das elites em contribuir para realçar os traços mais

marcantes

da identidade nacional.
As instituições sociais que deveriam contribuir para

re
r£

forçar os laços comuns da nacionalidade estão impregnadas desta
cultura dominante, em tudo e por tudo alheia a esta cultura

do

povo, que se forma da pobreza e das condições adversas da

exi£

tência.

estjj
est^

A escola praticamente expulsa a maior parte dos

dantes ainda nas primeiras siri
séries
es do primeiro grau.

A Uniwersi_
Universi_

dade apenas chegam aqueles que inevitavelmente a ela devem
cender.

E assim, fecha-se novamente o círculo.

Biblioteca neste contexto?

a^

0 que dizer da

Hoje quer nos-parecer
nos parecer que ela

ape

nas reforça o papel excludente junto aos grupos majoritãrios
majoritários da

141

Digitalizado
gentilmente por:

�rauito difícil imaginar-se uma função diferente para
E£ muito

a

Biblioteca em nossa sociedade, quando o sistema educacional ap^
ap£
nas estimula e reforça os estudantes das camadas médias e
tas da sociedade.

Numa cultura que valoriza apenas o

al_
aj[

símbolo

escrito, a palavra impressa e as honrarias que isto confere, as
manifestações populares, o -canto, a dança, as tradições e

os

costumes pouco tem a ver com este caráter altamente seletivo

e

erudito da Biblioteca.

a

Evidentemente esta distância entre

cultura dominante e a cultura popular é algo que tende a
car certas tensões e crises que, se bem exploradas e

provo

examina-

das, podem deixar algumas brechas em torno das quais se
pensar.

2

'

pode

E o que tentaremos ver a seguir.

i
A CRISE CULTURAL

AÄ medida em que se tornam progressivamente mais difíceis
as condições de existência de .amplos
amplos segmentos sociais, vão

se

distanciando mais e mais os padrões da cultura dominante em

r£

lação àqueles gerados na luta pela sobrevivência.

Este

embate

não tem sido fácil de equacionar, mesmo porque ele implica
repensar padrões consagrados e estruturas cristalizadas,

em
sem

que a recíproca possa oferecer algo jã acabado e pronto para et^
en_
trar em vigor.

Em alguns estudos jã efetuados com grupos margi_
margj_

142

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�nalizados (2), observa-se que estes tim uma percepção bem
tinta da realidade, tal qual esta é interpretada pela
dominante.

di^

cultura

A generalização destas percepções leva os grupos ma^
m^

joritãrios a criar e alimentar seus próprios
prõprios códigos e padrões,
com consequências
consequincias difíceis
difTceis de avaliar, por ora, para todo o con
cO£
junto da sociedade.
No caso brasileiro em particular, estamos assistindo
multiplicação de iniciativas de grupos sociais em luta
te pela afirmação de sua identidade cultural.
cultural .

ã

cresceji
cresce^

Muitas destas ini^

expontaneTsmo; jã
ciativas apresentam uma elevada dose de expontaneísmo;

em

outras percebe-se um mTnimo
mínimo de organização compatível com os o^
ob
jetivos visados.

De qualquer forma, entretanto, a maioria

das

iniciativas surge em paralelo ãs iniciativas jã consagradas ,bu^
cando um espaço maior de expressão social e política.
cando melhor tais iniciativas, para os objetivos deste

Especifj^
Especifi^
Encon-

tro, diriamos que na ãrea
área educacional esta mobilização tem

g^
ga

nho espaço sob a denominação genérica de Educação Popular.
A Educação Popular.
Embora possam surgir diferentes acepções para qualificar
esta expressão (3), vamos concebê-la genericamente como um tipo
(2) A
- .
.
proposito, veja-se, entre outros, Edenio Valle e Jose
S.
Qeelroz -&lt;org.)
Queirós
{org.) A Cultura do Povo
Poxro (S.Paulo, Cortez e Morais ,
■ Educ., 1979), Eclea Bos. Cultura
Cultura-de
de Massa e Cultura Popular;
Popular:
leituras operárias (Petrõpolis, Vozes, 1972), Maria LuciaVÍ£
LuciaVi£
lànte, O Dllena
lAnte,
Dilema do Decente Malandro (S.Paulo, . Cortez e Aut£
res Associados, 1981).
i
(3)
Para Carlos Rodrigues Brandao, um dos estudiosos desta que£
tao, "Educaçao Popular envolve o nome de todas as
modalid£

143

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanente

�de proposta educacional que se dispõe a expressar com maior pro
priedade os anseios e reclamos dos segmentos majoritários da S£
so
ciedade e que não encontram no sistema convencional uma
ta adequada ãs suas necessidades e aspirações.

respo£
respos^

Via de regra

a

Educação Popular desenvolve uma prática alternativa ao
ao- sistema
convencional, quando não atua complementando as lacunas e

defi^
defi_

ciências deste, naquilo que ele significa de barreira e entrave
ciincias
aos grupos majoritários.

A associação entre o sistema

conven
conveii

cional e a cultura dominante éi por demais óbvia
õbvia paraque
para que
discutT-la aqui.
mos a discutí-la

volt£
volte

Vale a pena lembrar, entretanto, que r£
re

cente estudo do Ministério da Educação e Cultura (4) indica que
ainda estamos longe de eliminar o caráter elitista e

altamente

seletivo do ensino primário.
Consequência ainda desta crescente organização dos

gr^j
gru

pos sociais que lutam por uma educação voltada para seus anseios
e necessidades é o extraordinário alargamento da distância exi£
e■necessidades
exi^
tente entre a educação formal e a educação não-formal.
não-formal .
tiraa, por representar uma resposta ãs necessidades
tima,

Esta úl^

emergentes

apresenta um dinamismo e uma pluralidade de manifestações que a
educação convencional não é capaz de atender.
Esta ampliação do campo de atuação da educação

não-for

des de prática
prãtlca pedagógica dirigidas ã atualização
atualizaçao de sujeitos jovens ou adultos das "camadas populares". (Da Educação
Fundamental ao Fundamental da Educação).
Educaçao).
- Cadernos do CEDES, n9
nÇ 1, - Concepções e Experiências
de
Educaçao Popular - S.
S, Paulo.
As sociados/CEDES, 1981.
Cortez/Autores Associados/CEDES,
Desafio Educacional - Brasil 1970-1980.
Brasil 1980 - 2000. MEC/SEPS/SEAD (MIMEO).

144

Digitalizado
gentilmente por:

�mal, que envolve não apenas atividades de educação bãsica
básica
também outros tipos de iniciativas como, por exemplo

mas

atendimen
atendimen^

to a grupos minoritários,
mi nori tãri os , atendimento a mães que trabalham, etc.,
não tem encontrado apoio naquelas instituições que
te dão suporte ã educação convencional.

habitualmen^

Neste caso, poderiamos

mencionar as Bibliotecas, as Editoras, as Associações de Pais e
Mestres, entre outras.

A estas tem faltado maior imaginação

e

maior capacidade operacional para alterar o modelo cultural que
as domina.

Como as Bibliotecas poderiam agir neste contexto

é

que tentaremos esboçar a seguir.

ALTERNATIVAS DE AÇAO PARA AS BIBLIOTECAS

Encontrar um novo modelo de ação, para que a

Biblioteca

possa desenvolver efetivo papel no desenvolvimento do paTs

im

plica, de inicio, em questionar o que ela vem desempenhando até
então.

Na nossa ótica este papel, salvo honrosas e

felizes e^i
e£

ceções, estã
está fortamente comprometido com a cultura dominante
com todas as implicações que isto traz.

Persistir neste

cami_
camj_

nho é 0 mais fãcil
fácil e o mais seguro, mesmo porque a tradição
civilização ocidental recomenda-o como de elevado valor.
sar 0 trabalho da Biblioteca implica em rever toda sua

e
da

Reperi^
Repen^
conce£

ção como estrutura de saber e de conhecimento.
E esta revisão a nosso ver não ié fãcil.
fácil.

De inicio,
inTcio, dev£

riamos nos perguntar a que públicos deveria servir.

Que

tipo

145

Digitalizado
gentilmente por:

�de conhecimento deveria ser acumulado para possível
pelos usuários?

utilização

Numa outra dimensão, poderiamos indagar,ainda,

se estas funções não deveriam estar mais diretamente ligadas

ã

solução dos problemas emergentes não resolvidos pela cultura d£
do
minante.
Supondo que estas questões venham a ser esclarecidas com
cora
0 tempo ou possam configurar um impasse ao nível conceitual,uma
outra estratégia poderia recomendar ãs Bibliotecas uma

maior

abertura em direção ã cultura popular - conduzindo-as assim

ao

encontro das necessidades e aspirações de outros grupos sociais.
Era abono desta proposição convém
Em
convim mencionar que as

Bibliotecas,

habitual e diferentemente das Escolas, tem esquemas de funcion^
mento mais felxíveis e menos sujeitos a injunções burocráticas.
Por outro lado, eventuais mudanças na linha de atuação de

Bi^
Bi_

bliotecas estariam menos sujei-as a pressões do que aquelas que
se abateriam sobre a escola convencional nas mesmas

condições,

embora em alguns tipos de Bibliotecas, como as Universitárias ,
por exemplo, existe a identificação muito grande com o tipo

de

ensino ministrado (5).
0 reconhecimento da ampliação dos limites daedücação
daeducação nãõnãóformal, pode indicar-nos algumas ações capazes de viabi1izaruma
era busca de outros
ação mais efetiva das Bibliotecas em
que não os habituais usuários da cultura dominante.

públicos
Ousariamos

respeito das Bibliotecas Universitárias, veja-se o
traba
Iho de Lusimar Silva Perreira,
Ferreira, Bibliotecas
Universitárias
Brasileiras: Analise de estruturas centralizadas e
descen
tralizadas. S. Paulo: Pioneira, (Brasília): INL.,
XNL., 1980.

146

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oercflclamento

�recomendar as seguintes ações, não antes de serem elas

testadas

através de projetos-piloto ou outros mecanismos para uma

poste
poste^

rior e possível generalização.
19 - Rever a função tradicional da Biblioteca como acervo
documental e bibliográfico, incorporando outras

fO£
for.

mas de saber humano.
Esta proposição êé decorrência da análise que vimos
do.

fazen.
fazen^

A revisão da função tradicional começa com a possível dive£

sificação de serviços, abrangendo outras atividades

culturais,

de tal forma que a Biblioteca possa incorporar outros meios capj[
cap^
zes de atingir novos segmentos sociais. E como dissemos, a cultjj
ra que não ié dominante ainda está se processando e êé

extremamen^
extremamen

te diversificada, razão pela qual seria necessário também

enco£
encoji

trar mecanismos institucionais capazes de representar os diferen^
difereji
tes setores na estrutura diretiva das Bibliotecas.

Algo como um

Conselho Consultivo, por exemplo, de acordo com a vocação de

cà
c^

da Biblioteca, poderia indicar o melhor caminho a seguir, na bus^
bu^
ca de um novo tipo de atuação.
29 - Reformulação

das PPrãti
rãti cas ' habi tuai s .

Esta proposição indica, num primeiro momento,
momento,' que a

Bj^

blioteca em sua função tradicional estã estruturada para um tipo
de atuação que depende da cultura letrada, mais voltada para

o

saber jã acumulado e que depende fundamentalmente da cultura

e^

colat.
colah.

E este enfoque condiciona enormemente as práticas das bi^
bi_

147

Digitalizado
gentilmente por:

�bliotecas, os horários de funcionamento, o acervo existente,
tipo de serviço prestado; tudo, enfim, funciona quase que
uma sequência de certas práticas escolares.

o
como

Aliás, certas

bliotecas Especializadas já conseguiram superar estes

Bi^
Bi_

condicio

namentos para agir muito mais diretamente sobre os interesses

e

necessidades de seus usuários. 0 ideal seria que todas as Bibli£
tecas seguissem em direçio
direção ao usuário potencial, deixando a

po£

tura tradicional de expectativa e de repositório de saber.
Assim sendo, seria o caso de pensar em horários mais eli£
elá£
ticos, com abertura nos fins de semana, diversificação dos servi_
ços, incluindo também outras atividades como sistematizaçáo
sistematização

de

conhecimentos de outros segmentos sociais, edição de material de
interesse dos usuários, registro de eventos culturais variados ,
etc.

Evidentemente esta proposição implica era repensar a

estrjj

tura habitual da Biblioteca, onde deve-se prever, inclusive,
existência de outros profissionais técnicos além do
rio.

a

Bibliettci
BiÜlietecá

Desta forma, a Biblioteca estaria se aproximando de

uma

agência de educação permanente, o que aliás é mais condizentecom
as características e necessidades do mundo de hoje.
39 - AuxTlio para afirmação da identidade cultural

dos

grupos majoritários.
No modelo de análise adotado, restaria ainda insistir
necessidade da Biblioteca completar sua atuação através de
atenção mais detida ãs expectativas e eventos ligados ã
popular.

E isto seria feito, talvez, com a ajuda dos

148

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

na
uma

cultura
próprios

�grupos interessados na afirmação de sua identidade cultural.
não se diga que este novo papel implicaria em negar as
tradicionais.

E

funções

E ponto pacífico
pacTfico que qualquer afirmação de uma n£
no^

va identidade cultural deve, necessariamente, passar pelo

domí
domT

nio e pela posse dos valores da cultura dominante, inclusive

co
C£

condição para sua ultrapassagem.

Admitindo como verdadeira esta possibi
possibi1ida
1 i dade
de ,convi
, convi ri
riaa pen
peji
sar mais detidamente na possibilidade de atuação de
nos mais variados ambientes:

Bibliotecas

de trabalho, de lazer, de

estudo,

entre outros, envolvendo as pessoas, especialistas ou não, na dj_
di^
reção delas.

Assim pensada, a Biblioteca iria se

transformando

pouco a pouco num centro de convivincia, local propício e adequ^
adequ£
do para a gestação de um novo espaço cultural.

149

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

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■; . ..nr'» feite, crivei, ....n a n-cea

■ ■ je» ; Oí

et^rI
t48

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem ^
Gemulanirato

Q

12

13

�DEBATE AO SUB-TENA:
SUB-TEMA:

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

ANTONIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS

Foi uma satisfação muito grande ouvir a apresentação

de

Dr. Valter Garcia a qual colocou segundo o meu entendimento

uma

forma muito clara as relações que existem entre estes dois temas
que são do maior relevo para todos nós bibliotecários
bib1iotecãrios que são os
temas da cultura dominante, e da cultura popular ou cultura
grupos dominados, assim dizer, e do conflito, que existe

dos
entre

esses dois tipos de cultura.
Eu creio que a sua colocação é extremamente relevante
ra as nossas preocupações com o desenvolvimento de
públicas no Brasil.

p^

bibliotecas

Essas bibliotecas, conforme jã foi dito

em

outros trabalhos de outros autores em outras oportunidades, prin^
cipalmente nos últimos anos, elas tendem realmente a

contribuir

para o enaltecimento de formas culturais que são privilégio, apa^
ap^
nãgio e fruto de todas as relações de existência

desenvolvidas

pelas chamadas classes dominantes ou grupos dominantes
domihantes dentro de
uma sociedade.
Eu creio que isso é extremamente importante e merece real^
reaj^
mente 0o aprofundamento por parte não sõ de elementos que

querem

contribuir para o desenvolvimento da Biblioteconomia como os Ed]j
Ed£
cadores, como também de nossa parte,
parte. Bibliotecãrios.
Bibliotecários.

Hã toda uma
151

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gerenciamento

11

12

�questão ai
aT importantíssima a ser levantada também com relação

a

grjj
isso que éi o problema da abolição das desigualdades entre os gr_u
pos sociais de nosso País.

Na realidade o processo de

Desenvo^
DesenvoJ_

vimento envolve uma busca constante de superação dessas desigua2
desigua^
dades.

0 conceito de desenvolvimento, ele é um conceito, quando

bem expresso, que procura, que implica numa abordagem
ria.

E lógico que nós sabemos que certas atividades

igualitã
igualit£
realizadas

a nível de super estrutura, e elas podem contribuir para a

redjj

ção dessas desigualdades, mas evidentemente, Jamais
jamais terão a

po£
po^

sibilidade, exatamente por estar em nível de superestrutura

de

eliminar todas as desigualdades.

E interessante até

mencionar

aqui uma pesquisa da qual tomei conhecimento recení;emente
recen1;emente

fora

de nossa ãrea que estudou a atuação do serviço Nacional de Saúde
na Inglaterra.

A Inglaterra conta com o melhor Serviço Nacional

de Saúde do Mundo Ocidental.

Quanto a isso não hã dúvida. E que

existe na sua forma atual desde 1948.

E esse Serviço de

procurou sempre lutar para que toda população inglesa

Saúde
pudesse

dispor de um mesmo nível de atenção ã saúde naquele País.

Pois

bem, estudos realizados recentemente mostraram que, apesar de to
t£
dos os esforços, as desigualdades em nível de morbidade e

mort^

lidade segundo comparativamente com as classes sociais, e

nível

de renda dessas classes sociais continuavam impersistindo,
seja, concluiram os pesquisadores, que somente quando se

ou
reso^

vessem os problemas econômicos que geram as distorções de distrl^
distri
buição de renda é que, se poderia pensar efetivamehte
efetivamente na eTiminâ
etiminâ
ção dessas desigualdades a nível de prestação de Serviço de
de.

Então, nos
nós não podemos ter a ilusão de que a atuação

Educação, a atuação da Biblioteca e de outraS
outraí

152

Digitalizado
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Sc a n
stem
Oereaclamento

instituições

SaS
Sa8
da
des

�se tipo poderíam era
em si contribuir para eliminar essas

desigual^

dades, raas
mas sem dúvida alguma, contribuirão para atenuá-las e tara
tam
bim, sem dúvida, contribuirão para que nós possamos ter uma con^
bira,
ciência mais crítica a respeito disso.
ciincia

£í interessante mencionar essa preocupação com
cora a

questão

da Biblioteca, assim como da Escola, como instituições que visam
visara
a reprodução da Cultura dominante e a reprodução das formas
poder dessa cultura dominante.

Do meu ponto de vista se

de

parece

bastante válido, mas
raas creio que nós não podemos reduzir de

uma

forma ura
um tanto mecanicista
raecanicista essa questão, tratã-la de uma
revolucionista.

£E claro que esse processo, o processo

forma
educaci£

nal, e dentro disso, colocada a Biblioteca, ele contém era
em si,
sua própria negação.

E um
ura processo dialético.

a

Então, a Escola,

ela está
estã sempre contribuindo para perpetuar essas formas de

n£

meação.
raeaçáo.

os

Existem mecanismos através dos quais é possível que

produtos oriundos dessas escolas tenham condições de
num processo de libertaçáo.
libertação.
forma.

participar

E no caso das Bibliotecas, da mesma
raesraa

£E lógico,'
lógico, as Bibliotecas, elas acumulara
acumulam os produtos,

registros gráficos da Cultura Dominante.

Mas esses

os

registros

gráficos também podem ser utilizados para denunciar essas formas
de dominação
dorainaçáo e inclusive podem até mesmo servir para a

constru
constr^j

çáo de modelos alternativos de Organização Social, e talvez
ção

o

exemplo Histórico mais contundente que existe a respeito da

Bi_

blioteca do Museu Britânico por Karl Max ao redigir sua obra

o

“Capital", a qual até hoje, está
"Capital",
estã criando problema por aí.
Outro dado importante é da Biblioteca no Processo de

D^
De

153

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

�senvolvimento que creio que, dentro das preocupações de

Walter

Garcia, como Educação, ele
e1e propositalmente
proposital mente deixou de contemplar,
a questão da Biblioteca especializada, que nos colocã uma
preocupação.

outra

Ora, a gente não pode tratar no âmbito da Bibliote^

ca especializada o tema da cultura Dominante, da Cultura Popular
da forma como o colocamos na Biblioteca Popular.

E esse tema da

Biblioteca Especializada tambim
também está
estã ligado ao processo de Desejn
Desen
volvimento, mas apropriadamente ao processo de
científico
cientifico e tecnológico.
tecnolõgico.

desenvolvimento

Inclusive, jã tivemos oportunidade de

mencionar aqui nesse Congresso em outra seção de que é

evidente

para todos nós que foi n,o bojo das preocupações com o

desenvol^
desenvoJ_

vimento tecnológico,
tecnolõgico, o desenvolvimento econômico no Brasil

que

as Bibliotecas Especializadas adquiriram um grande impulsos
impulso^ E se
hoje elas são melhores do que as Bibliotecas Públicas, isso
grande parte se justificaria pela preocupação em tornar

em

disponi]
dispon^

veis informações técnicas, científicas e de outro tipo que pude£
pude^
sem contribuir para esse desenvolvimento econômico.
Agora, o que se pode é levantar um tipo de negação
tante, que seria, por exemplo:
crítica

Em que medida, a importação,

desorientada, desorganizada de informações

a

contribuem,

efetivamente,para
efeti
vamente, para o agravamento da chamada dependência
ca?

impo£

econômi_
econômi^

Então nôs
nõs temos um tipo de desenvolvimento que é o desenvoJ_
desenvol^

vimento dependente no Brasil.

E um desenvolvimento q.ue está,ele
estã,ele

não é totalmente autônomo, ele estã diretamente ligado a

doming
domin^

ção econômica exercida pelos Países hegemônicos, pelos

Países

centrais, pelos Países Industrializados, considerados avançados ,
centrais,pelos
que exercem então pelo Processo de, poderia até usar a

16«
154

Digitalizado
gentilmente por:

palavra

�Controle, embora seja ura
um pouco forte, das Estruturas Econômicas,
dos PaTses em vias desse desenvolvimento.

E interessante, inclu
inciu

sive lembrar de que o conceito de Desenvolvimento, ele está

in

dissoluvelmente ligado ao conceito de subdesenvolvimento. São ca
tegorias que se iabricaa,
labrlcaa, que se interrelacionam,
interrelacionara, nós não
mos falar de desenvolvimento de modo isolado.
atrelado ao outro.

pode

Um
Ura estã

sempre

Inclusive, seria ati
até mesmo o caso de nôs
nós per

guntarmos se o processo de efetivo desenvolvimento não

depender^
dependen^

te, não criará uma situação caótica, crítica, nas economias
té,
países gue atualmente são hegemônicos.

dos

Certaraente
Certamente existe,

essa

preocupação donde,
donde esses PaTses
Países de mil
rail formas tratarem onde

re

tardar o processo de desenvolvimento independente das

ex-colô

nlas ou ãs vezes, de tratar por assim dizer, cooptar esse

desen
dese£

volvimento, de tratar cora
com esse desenvolvimento a estar cada

vez

■ais vinculada a economia dos PaTses
mais
Países Centrais.
era nosso entender
Ora, as bibliotecas especializadas
especi alizadas em
muito
multo

haver com toda essa ques
questão
tão na medida que ela

contribui

para veicular um tipo de solução de problemas técnicos
ticnicos e
consentãneos com
cora as
ficos que talvez não sejam os mais
ma is consentâneos
des efetivas de um país subdesenvolvido.
subdesen volvido.

tira
tim
cientí
cient£

necessid^
necessida

0 caso, por exemplo,da

economia brasileira que se industrializou
Indus trializou nos últimos anos,visan
do a produção de bens de consumo duráveis estã encaminhando hoje,
hoje.
Ao momento atual, uma situação de
pôprio
ifo
d e impasse para o p'õprio
vmlvimento futuro dessa economia.
vplvlmento
economia .

desen
desen^

Evidenteraente,
Evidentemente,aa produção

des^
de^

ses begs
beps de consumo duráveis no país visava muito mais a atender
a* necessidades de outros países que desejavam importar
«S

esses

frrodutosa do que propriamente as necessidades do consumo
frròdutost

interno

155

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�brasileiro.

Evi lientemente, isso
i sso tem algo a ver com a informação.
Evidentemente,

tJl timaraente, tem surgido muito na área da tecnologia, a
UItimamente,

questão

da chamada tecnologia apropriada, ou seja, caberia aos paTses em
desenvolvimento tratar de desenvolver formas de tecnologias

que

fossem mais apropriadas ãs condições de subdesenvolvimento

aT

existentes.

Formas estas que valorizassem, por exemplo, o empr^
empre^

go de matérias primas locais que valorizassem a utilização

de

mão de obra intensiva, ao contrãrio das indústrias baseadas

em

capital intensivo, que rompessem com os esquemas da
industrial dos paTses desenvolvidos.

organização

Essa - a difusão da

Tecno

logia apropriada ela i, deve ser uma preocupação das bibliotecas
especializadas e das bibliotecas

públicas,

também dos

paTses

em desenvolvimento. E aqui é um paTs importante a se colocar.
so eu jã tive oportunidade de citar em outras ocasiões.

Mõs
Nõs

de
d£

vemos inclusive reger a própria
prõpria tipologia de bibliotecas e as H
Ij^
mitações que essa tipologia importada de paTses desenvolvidos co
locam para o nosso exercTcio profissional.

Então, dividir

bi^

bliotecas em compartimentos estanques públicas, especializadas ,
universitãias , etc., isso constitui também para a importação
universitãias,
um modelo que se de alguma maneira entrava, essa

de

democratização

do acesso ãs Bibliotecas que Walter Garcia colocou aqui tão bem.
Não sõ essa topologia como também a existência de cliente
Ias cativas de Bibliotecas.

Então a Biblioteca da instituição X

estã voltada para os usuãrios da instituição X.
rarTssimas excessões, era
Não se pensa, com raríssimas
em permitir

a

existência de um mecanismo de vasos comunitantes entre as Biblio

1S6
156

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�tecas com o objetivo de permitir uma otimização maior da utiliz^
utlliz^
ção dos recursos dessas Bibliotecas.

Bem, fechando o parintesis,
parêntesis,

voltando a falar da questão da tecnologia apropriada ou

tecnol£

gia intermediária é importante que nós ao nos preocuparmos com
cora a
difusão de informações nesse setor,

não façamos de forma acrTti_

ca como jã estamos fazendo com relação ã tecnologia dita

não

apropriada, ou seja, a tecnologia sofisticada, oriunda de outros
outrospaíses desenvolvidos.

Porque a mistificação excessiva da tecnol£
tecnolo

gia apropriada pode implicar num retardamento da absorção de con^
co£
quistas tecnológicas mais avançadas e que sejam relevantes
bém para a própria natureza diversificada da sociedade
ra, que não éi uma sociedade totalmente hegemônica em
desenvolvimento que aqui existe.

tam
tara

brasilei_
brasile1_
relação ao

A diferenciação que existe

tre Nordeste e Sul, Centro-Oeste, etc., conota exatamente

en_
en^
esse

tipo de preocupação, que se uma tecnologia éi apropriada para

o

Nordeste talvez ela não seja apropriada para o Sul, e assim

sjj

cessivamente.

C£

Por outro lado, o processo de desenvolvimento

locado de uma perspectiva política,
polTtica, de uma perspectiva preocupada também com econômico e com social nos vai mostrar que a infor
info£
mação científica
cientifica e tecnológica não 5é a única informação
ciai.

esse£

E que se nós estamos realmente, efetivamente interessados

em conhecer a nossa decantada realidade.

Se nós estamos realme£
realiheji

te interessados em mudar essa realidade, ou seja, em provocarmos
mudanças sociais, um tipo de informação que será
serã extremamente rê
levante, muito mais do que a informação tecnológica, serã a
formação da área
ãrea das Ciincias
Ciências Sociais.

liij
1»^

A informação do campo da

História para que possamos melhor conhecer o nosso desenvolv1ma£,
desenvolvima£
to Histórico, para que possamos melhor conhecer todas as

conse
consa

167
157

Digitalizado
gentilmente por:

�quincias que os tatos de colônia provocou em nosso desenvolvimen^
desenvolvimeii
to.

0 que éi a informação do campo da Filosofia para que

poss£
poss^

mos pensar e repensar sobre a própria sociedade brasileira. A i£
formação do campo da Sociologia, a informação do campo da

Econo
Econ£

mia, e a informação do campo da Política.

obse£

EF interessante

var por exemplo, que talvez estas áreas sejam as áreas mais

c^
C£

rentes no que diz respeito ã organização bibliográfica

neste

País, principalmente
pri ncipal mente no que se refere a organização da

produção

bibliográfica nacional.
Isso talvez até seja sintomático.

E o mais importante

salientar neste ponto i que a importaçáo
importação de bases de dados
bliogrãficos do exterior não nos vai dar a informação
bliográficos

a
b£
bj^

relevante

nesta área, a não ser de uma maneira marginal.
Mas, 0 essencial da produção bibliográfica éi aquela

que

deve ser aqui controlada, ié aquela que deve ser aqui disseminada.
E disseminada como espírito crítico conforme mencionou o

profe^

sor Walter Garcia, ou seja, nós
nôs temos que descobrir quais
aqueles conhecimentos que devem ser reunidos nessas

são

bibliotecas

e que podem, que deverão ser difundidos afim de propiciar

aqu£
aque

Ias mudanças de atitudes dos indivíduos e aquelas mudanças na so_
so
ciedade que todos nós esperamos.

Evidentemente,que
Evi
dentemente, que a questão da Biblioteca no processo

de

desenvolvimento,?é muito mais ampla do que o que nos
desenvolvimento,
nós poderemos c£
locar aqui, não sõ na apresentação principal desta manhã
nos debates que se estão
es tão seguindo.

158

Digitalizado
gentilmente por:

como

�Mas, nós acreditamos que este Congresso, estas conotações,
a conotação do Dr. Walter Garcia certamente contribuirão

para

que nós possamos dentro de algum tempo ter uma idéia mais

clara

nós possamos dentro de algum tempo desencadear de
e que nÕs

forma

mais efetiva mecanismos que tornem realmente a Biblioteca e a iji
formação elementos atuantes, elementos críticos na geração do d£
de
senvolvimento social, econômico, político
politico e cultural deste País.
PaTs.
Era sõ isso.

159

Digitalizado
gentilmente por:

�ssP%V ^teseí»íi«çreK8lair:i» ,wp»®aBí»'Hô9TCâ»,'i5(ihf''i.««♦*: íví:.:»
'&lt;Biíq 0 qic*-(írw»í(SiíWar;^'*3»tB((iífJ Wí»'T•&amp;■í:KS^*a■ nsis/'iW A.Tjtt^'titi »isje

«

, «»6 Ip*“ n íaífrsi*' Ê?1^(teíf'&gt;B*w «aíJf^iotifiíiJ! «BJ&gt;pU -.«b.. tnP n»i;'
ftomöft:, Í0 &lt;Éít&gt; ■:*)«&gt;«&amp;* &gt;» áSafc''xxq«tijpJ 6i !»h',

swfj

-feornsaetiq í£n ati-.p s

flrttei i * «3i9#6(:f'fí0t&lt;í® 05 iflS riíwftf®&gt;i.»iíínritík «up. «cWi^hrfSrO«» «.v&gt;f*&gt;9^9.’i2 j-eo
«tí' ato &gt;Dá8?í^l*t’ i'*/i íMK) r'Jif&gt;T0P «ccífoíoe iís (,.c«í-níEi;&lt;â * eo írtam» ! 9- o«^? sm-i-o »
r.arftssq; g»*»gíb-'8r

fiao; pEt-£f r.»qi voa^r»íOTH3».

ffi J&lt;&gt;e' ’oJaismív

fiíi. pfi nc i pa 1 mer’te no que se refere a u r-;; jH •■ ,• 5i, i

.. ciear

jsrfij

blblioqrifica oaclonel.
Isso ti! ve 7 até

r.'Ir- s i n t OíRÕ t i c o.

f '?

salientar neste ponto é coe'a Importação íe .
bl iogrãfl COS do extenor ni,. nos vai dar a

^

rr-ft. ír:,.»
cr liaií ".

nri.iç ão

r-.-) o

nesta área, j n«a ;.í •■ ae on-.a 5&gt;ar'»;r.,! m,vrçiína
Mas. 0 esienriai da p’-odMCao ;■ • b ' i c a r ã ■ ' , a '.
d»ve ser dqoi

ontrcíada, é iqprla qae citve

-

iou'

ira a,4.

£ disseminada corns espírito críMco conforn»?- ■
*
sor Walter fiarei a . ou se j? , rc - tcwos -jue d&lt;.-s ísu t i
aqueles conhec i-ter ’ os que drvem ter 'cunidvs ,
■e que podeir, tju£ üé/erã.. i«r difuric'-'jc.
Ias muusíiças de atitudes dos 1 iid ( v Tc, u o

H.

.;.•

s ..

,

prc e.
i/.

■. l. .

ie'f.c

çr&gt;p c ;. ■

optíar rp

3.

tledade que todos rés espt-ramos
Ev i der temen te, u jc c qi.es'

da Bifei I'tccg 00 c-ofosí

desenvolvlwantp. e uiuito m» 5 s .am;*' 0 ao que ~

, psiecewcs vc

Jqçar aqui, «ao võ na aprtsen taças ;&gt; r 1 n c 1 p a •■ dt st» i- &gt;• •■
«os debates aur, se «sta: sfenii’riio
»

'• •
. co

�LIBRARY OBJECTIVES AND THE POLITICAL PROCESS
RONALD C. BENGE

My contribution to the discussion is, to some degree
based on my recent publications especially my last book and
our article in the current Journal of Librarianship.
In these and other publications I have concentrated on
political and social processes in developing countries in order
to examine their impact on the setting up of libraries.

It

has always seemed to me that library literature tends to
neglect political factors to an almost farcical degree.

This

is particularly noticeable in writings on international
internati onal
1ibrarianship.

And Unesco publications, excellent as some of

them are - especially those dealing with the national planning
of library Services,
services, - necéssari
necessari ly have to leave out political
factors in particular countries.

There is, in consequence, a

concentration
concentrati
on on technical and administrative
administrativo aspects: it is a
literature writen for and by technocrats.
all planning, a key element is obviously that of
In al1
policy, objectives or ideals.
ideais.

In communist bloc countries

these are quite clear and they are not relevant to my argument
here.

Unesco library purposes, as set out for example in the

original Public Library Manifesto, were based firmely on
concepts worked out in liberal capitalist democracies notably

Digitalizado
gentilmente por:

�in the U.S.A., Britain and Scandinavia.

The library objectives

in those countries were, and to some extent still are, not so
much social as concerned with the needs of individuais
individuals
particularly the right to develop themselves.
Because of this the social implications were not followed
up.

For example:
example;

the educational functions of libraries were

fully appreciated but there was a tendency to emphasise that
the only true education was self-education which is why
libraries were thought to be important.

Similarly, information

work was thought of as a service
Work
Service to individuais
individuals without reference
refeVence
to the social functions of information and these have still not
been effectively examined.

Librarians and information work

itself were considered to be neutral amidst the political
process.

We seen to find it difficult to grasp that

"information", is not something out there:
there; it does not consist
of factual data alone - if at all.
Illich;
niich:
as it is.

In my book I quoted Ivan

"The world does not contain any information.

It is

Information about it is created in the organism

through iits
ts interaction with the world.

They yield information

when they are looked upon".
In our content here these notions are relevant because
when library services
Services came
carne to be set up in the post-colonial
world, (.1 am thinking especially of Africa),
África), the planners
tended to take these objectives as they had existed en the
"West" and then consider
cohsider how they should be midified to suit an
indigenous situation.

Whereas I claim that the enviroment

162

Digitalizado
gentilmente por:

�should be considered first.

If this is not done underdeveloped

enviroments become so many obstacles to a "proper" library
librar.y
Service
service - the problem is stood on its head.

This is

particularly apparent in the case of Illiteracy.
illiteracy.

The

illiterate majority in the rural areas becomes an irritating
obstruction to a library service; and library Services
services are
therefore not considered relevant in the countryside.

(I

am

not, here, concerned with practical Solutions).
solutions).
For reasons which cannot be explored now, the ruling
elites
ilites in many countries welcome this appoach because, as
members of an ambryionic middle class, they share the
assumptions on which the doctrines were originally based. They
therefore are likely to stress that the primary obstacles to
library development are econonlc.
econonic.

This, conveniently for them,

ignores the fact that the key factor in national development
is the nature of human
hutnan resources which means that development
depends on changing human attitudes - it is sometimes called
the decolonisation of the mind.

Once librarians can accept ‘

that this should be a primary objectives for education and
libraries, the implications are both radical
The "liberal
“liberal concept that be

and revolütionary.
revolutionary.

should not interfare
interfere with

people s brains then has to be abandoned.
I consider therefore that librarians in the countries we
are discussing cannot be politically neutral but should be
wholly committed to social change.

What form their activities

should take will naturally very from country to country and

163

Digitalizado
gentilmente por:

�cannot be follqwed
followed up in this short paper.
In the Latin American context and which regard to adult
education the approach I am advocating has been pursued, as I
am sure you are all fully aware, by Paulo Freire.

It is time

that we worked out more carefully the practical implications
for librari.ans.
librarians.

REFERENCES::
REFERENCES
1 - BENGE, Ronald C.
third world.

Cultural crisis and 1ibraries in the
London, Bingley, 1979.

i■
2 -

.

PIanning factors in the development
deve 1opment of 1ibrary

education in English-speaking black Afri
Africa.
ca. With Anthony
• 01den.
01 den.
.;9h
i!9h

164

Digitalizado
gentilmente por:

�SUB-TEHA 4;
SUB-TEMA
4: BIBLIOTECA E CULTURA LOCAL

CONFERENCISTA;
CONFERENCISTA:

VICTOR FLUSSER
Professor da Ccole
Ecole Nationale de Music
de Chalon sur Soône - França

DEBATEDORES:

MYRIAH GUSMAO DE MARTINS
MYRIAM
Bi bl i oteciri
otecãri a
ROBERT ESCARPIT
Professor da Universiti du Gascogne ,
Bordeaux.

166

Digitalizado
gentilmente por:

^

I

Q

I
II

I"
12

�eíRBOt be foPai*#'

Ui' e í^Oft piper,.
■zari i\i 4'^

In the lítin í.««rr i w âV- .(jr,te».t at,;
V
é:

education th.-?- app-^oata : ;iip .14/oca t i r n rj'. 4;

h.

that we »orKeJ .ou*

I

for Iler.-; = n s

»« Sure ji'au «r« al! fpV '

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Hf&gt; * vM •• t ■• - 111 . C ■ 1

REFESÍMÍ
r -

JA30J AHUTJU3 3 A33T01J81g .» AíIÍT
t h ’ r-1) w ;■

^
nénii'"' f renvnoi'iiloy
OfiuK 9*.J»f*.f&gt;Otj6h: 3}o.5r 6É ^ OiiSlövF «JB6-i3 - snõoí tu? nnisriD eb
ÍHITRAM 3Q OAMc'bS MAISv«

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b Í n 6 3 s J 0 f [ .J; ä
mi!.A3a.' rs3&lt;iöÄ
, »ngoDieS cb 5j i annv f .n‘j tb n o ..i o-i i

Digitalizado
gentil mente por:

T
q

; f C , -5 ;

�A BIBLIOTECA COHO
COMO UN INSTRUMENTO DE AÇAO CULTURAL

VICTOR FLUSSER*

Gostaria de iniciar a rainha
minha comunicação sobre a

bibliot£
bibliote

ca como um instrumento de ação cultural, por um pequeno
do Padre

texto

Vieira, que ao meu ver coloca as bases de um pensamen^
pensamer^

to sobre a ação cultural.

Diz o Padre Vieira no Sermão da

Ter

cei ra Dominga do Advento, cujo tema é a profecia;
profecia:
"Os discursos de quem não viu, são discursos de quem viu,
sio profecias.
são
Os Antigos, quando queriam prognosticar o sacrificavam os
animais, consultavam-lhes
cônsultavam-1hes as entranhas, e conforme o que viam n£
ne
Ias, assim prognosticam.

Não consultavam a cabeça, que ié o

a^

sento do entendimento, se não as entranhas, que é o lugar

do

amor; porque não prognostica melhor quem melhor entende,

senão

quem mais ama.

antes

E este costume era geral em toda a Europa

da vinda de Cristo, e os Portugueses tinham uma grande
ridade nele entre os outros gentios.

Os outros consultavam

entranhas dos homens. A superstição era falsa, mas a
era muito verdadeira.

singul^
as

alegoria

Não hã lume de profecia mais certo no muri
mun

do que consultar as entranhas dos homens.

E de que homens?

De

Doutor em animaçao cultural pela Universitê
Université de Sorbonne,France.
167

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

�todos?

Não.

Dos sacrificados. (...) Se quereis

profetizar

futuros, consultai as entranhas dos homens sacrificados:

os

consul_
consuj^

tem-se as entranhas dos que se sacrificaram e dos que se sacrifj^
sacrifi_
cam; e o que elas disserem, isso se tenha por profecia. Porém
Poremcon
coji
sultar de quem não se sacrificou, nem se sacrifica, nem hã

de

sacrificar, é não querer profecias verdadeiras; é querer cegar o
presente, e não acertar o futuro."'
Para podermos refletir sobre o problema da biblioteca
mo um instrumento de ação cultural, creio ser necessário
sarmos primeiro o que e a ação cultural, quais os seus

co

anali_
parim^
parâm^

tros de base, quais as definições de seus termos específicos,quais
as suas metas e quais as suas limitações.

Em seguida

esboçar o problema da ação cultural de um ponto de vista

tentarei
especT
espec^

fi
fiCO
CO da biblioteca
biblioteca..
Anal
Analisarei,
i s are i, portanto, nes
nesta
ta minha intervenção, primeiro
seguintes termos da ação cultural:
cultural;

a dupla definição de

cultu
cultjj

ra, a dupla maneira de se situar diante da herança cultural,
diversas ideologias da política cultural, a função do

os
as

animador

cultural e finalmente algumas justificativas da ação cultural.Em
segui da, tentarei analisar a relação da biblioteca-ação

cultural

(quer dizer a biblioteca como instrumento de ação cultural)
0 seu público, a relação entre a biblioteca e o centro
e finalmente a maneira pela qual êi encarado o livro e a

com

cultural
leitura

em uma biblioteca-ação cultural.
E evidente que cada um dos itens que venho de mencionar po

168

Digitalizado
gentilmente por:

�deria

ser

tema de um congresso inteiro, e não tenho a

pretensão - nem intensão - de me aprofundar neles.

menor

A minha

0£

çao i a de situar, em rápidas pinceladas, a questão da ação
ção

cuj^
cul

tural na biblioteca, para que vocês, profissionais na área,

pos

sam aprofundar a reflexão e realmente criar uma nova biblioteca.
uma definição correta
A definição de cultura, isto i, não ujna
nem definitiva (me perdoem o jogo de palavras), mas a

determine
determin^

ção do campo que consideraremos como sendo cultura, é da

maior

importância para a reflexão e gesto da ação cultural, assim como
para a prãtica
prática da biblioteconomia.

Gordon Stevenson, no seu

to Popular Culture and Public Library, i categêrico
categórico ao

tex

afirmar

que cultura, não importa como definida, éê o domínio do bibliotecário, mas como ela i especificamente

definida ê que faz toda a

diferença em o que o bibliotecário faz atualmente, para quen
quem ele
0 faz e como ele o faz.
Direi que de uma maneira extremamente suscinta,

duas

sições gerais podem ser destacadas face ã conceituação de
ra, posições estas que determinam duas atitudes faae
face ao
ma cultural.

cultjj
cult£
proble

Ou cultura é considerada como sendo o conjunto

objetos, obras, coisas feitas pelo homem, ou então como sendo
sua visão de mundo, conjunto de suas práticas sociais ou
duais.

po

de
a

indivi_

for
Segundo a primeira conceituação a cultura i um acervo
acervofo£

mado pela natureza informada, isto é, pela matéria que
forma através do trabalho humano.

adquire

Este trabalho seria o result^

do da interrelação entre a resistência da matéria e a incidência
da idéia do homem.

Cultura neste sentido é a síntese da

oposj^

169

Digitalizado
gentilmente por:

�çio dialética entre idéia e matéria.
ção

Mas a própria idéia do

mem ji pode ser considerada cultura, não no sentido de

h£
ho

sistema

de pensamento ordenado (que sem dúvida também jã
ji ié determinadO‘p£.
determinado'P£.
la resistência do mundo ã vontade humana).

As próprias

idéias

do homem, a sua maneira de pensar e agir, podem ser consideradas
como sendo a sua cultura, que neste caso não é mais somente

sTii
sTti

tese dialética entre o trabalho do homem e a natureza, mas

tam

bém e f un damen ta 1 men te , sTntese das relações
relaçóes i nter-humanas .

Cul_
Cu]_

tura neste sentido não serã mais objeto, mas representação.

0e£
De^

te ponto de vista não hã mais acervo cultural mas contexto cuitu
ral .
ral.
Para o propósito de uma ação cultural, as duas

posições

diante da cultura - acervo e contexto - devem ser constantemente
consideradas, pois a ação cultural é basicamente mediação e cri£
cri3[
ção de acervo, inseridas em contexto cultural bem definido.
Esta diferença de conceituação de cultura implica em dife
dif£
rentes maneiras de analisar nosso contato como a cultura,
dizer nossa relação com a herança cultural.

quer

Se por um lado

coji
co£

siderarmos que os bens da cultura, quer dizer nossa relação

com

a de analisar nosso contato com a cultura, quer dizer nossa rel£
ção com a herança cultural.

Se por um lado considerarmos que os

bens da cultura são a herança universal - hipótese baseada

no

conceito de cultura vista como um conjunto de objetos, acervo,is_
acervo,
to é, como a acumulação que se faz sem parar de todas as

rique
riqu£

zas criadas pelo homem, por um outro, podemos considerar a heraii
herati
ça cultural como incluindo igualmente as tradiçóes
tradições e

170

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

••UJ

experiÍ£
experiiri

�cias de lutas políticas e sociais, transmitidas por aqueles
nos precederam. Este ponto de vista é baseado no conceito
cultura

que
de

como relação do homem com o seu meio e com os outros ho

mens, no conceito de cultura viva, cultura conte/to, isto é,
i,
cultura como um "esforço dos homens para dar um sentido

de

àquilo

que eles fazem.Em outros termos, a herança cultural pode ser
vista sob forma da 5- sinfonia de Beethoven, do teatro.

'lo
'.o japo

nis, dos Ibejis do Senegal, ou sob forma da candura do

camponez

brasileiro, da necessidade de um segundo carro para a classe

mé
nè

dia americana, do elo que liga o operário japonis ã firma naqual
na qual
trabalha.
Estas duas maneiras de determinar a herança cultural,

im

plicam numa divergência fundamental quanto ã sua assimilação. Se
por um lado a posição que afirma a herança cultural ser um

co£
coji

junto unitário, composto pelas memórias de todos os homens,

de

todas as classes, de todos os países
paTses e tempos, se esta

posição

portanto, considera que a assimilação e o desenvolvimento

cultu

ral se concretizam na continuidade do processo cultural sem

iin

terrogação dos valores veiculados, - o objeto cultural êé

neste

caso considerado como um bem em si, por outro, a posição

que

afirma que a cultura, a herança cultural, é a relação do

homem

com 0 mundo, i a sua visão de mundo, situa o centro da

problemã
problema

tica da assimilação e desenvolvimento cultural, na análise crTtji_
crTtJ_
ca desta herança cultural.

Em outros termos poderiamos dizerque

as duas posições se diferenciam da seguinte maneira: para uma

o

elemento do passado - que ele seja politico,
político, artístico, cientTfj_
científj_
CO - éi visto como um dado estável, imutável; para outra,

este

171

Digitalizado
gentilmente por:
por;

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�elemento muda conforme a nossa abordagem.

Se para a primeira p£
po^

sição, por exemplo, os quadros de Bosch ou as composições de

Ge^
Ge

sualdo são um valor imutável de$^de
deç^de os séculos XV ou XVI, até

ho

je em dia, para a segunda a pintura de Bosch-é outra a partir de
experiência do surrealismo e a música de Gesualdo "muda"
“muda" a
tir do trabalho de Stravinsky.

par

0 processo da assimilação

cult£
cult^i

ral é nos dois casos a continuidade da herança cultural; mas num
caso ela é acumulativa e estática,
casoela
estãtica, enquanto quedo outro ela

5?

acumulativa e dinâmica.
Resumindo, existem duas maneiras de herdar a cultura: ati_
vamente,

reelaborando o que recebemos, e passivamente,

do 0 que recebemos sem modificá-lo.
modificã-lo.
náo
não importa o que:

aceita£
aceitan^

Herdar é portanto receber ,

"um privilégio, a sífilis,
sTfilis, uma lembrança

família, ée de maneira mais geral, o mundo no seu todo, este
do no qual aparecemos sem ti-lo escolhido."’

Mas esta

de
mu£

posição

implica em que nós somos "receptãculos"
"receptáculos" onde são depositados el£
mentos, elaborados ou não.

Mas serã que estes receptãculos
receptáculos

náo

são, eles mesmos, jã
sáo,
já determinados pelo nosso passado-passado náo
não
pessoal mas cultural, histórico?

Ao reelaborarmos a cultura, ao

analisarmos criticamente a herança cultural, fazemõ-lo
fazemô-lo a
de quais critérios?

partir

não êé sõ pessoal,ela
Nossa escala de valores náo

êé fruto de uma formação, formação esta baseada justamente
uma herança cultural.
a herança cultural:

sobre

Temos portanto dois níveis de relação com
um subjetivo - nós
nõs somos o resultado de uma

herança cultural, outro objetivo - nõs
nós somos confrontados a
herança cultural fora de nõs
nos mesmos.

ConseqUentemente
Conseqüentemente é

uma.
uma
impo£
impor

tante que tenhamos uma visão crítica, tanto objetiva (em relação

172

Digitalizado
gentilmente por:

�ã herança cultural que nos circunda), quanto subjetiva (era
(em
ção ã nossa própria forraação).
formação).

Deveraos
Devemos tentar ter uma

posição

crTtica diante de nossa posição crTticã
crTtica frente ã herança
ral.

rela
rel^
cultu
cult^

Serã
Será possTvel?
Do ponto de vista da prãtica da ação cultural, as

rela
rel^

ções cora
com a herança cultural, as formas de assirailã-la
assimilã-la e de

uma

maneira geral, a tentativa de pensar e viver a crTtica de

sua

própria postura crTtica, é extremamente
extreraaraente importante, pois permite
a decodificação tanto do acervo cultural quanto do contexto
tural cora
com o qual se estiver atuando.

Pois o que

caracteriza

ação cultural, i a constante superposição das relações
manas e "objetivas“.
"objetivas".

a

inter-hjj

Em outros termos, o animador cultural estã
Era

sempre diante do problema de sintetizar os dois termos
equação:

cuj[
cuj^

desta

acervo cultural e contexto cultural.

Isto dito, aproxiraerao-nos
aproximemo-nos ura
um pouco mais do problema
/
cTfico.dà ação cultural. Qual a diferença que hã entre um
ura
um animador musical, entre ura
um bibliotecário
bibliotecãrio e um
CO e ura
ura

esp£
espe
músi^

animador

bibliotecárd0,
bibl
iotecãr.i 0, entre ura
um arquiteto e um
ura animador arquiteto?

A

animação musical, bibliotecária, arquitetural nada mais ié que

a

injeção de ura
um pensamento polTtico na prãtica musical,
cãrla, arquitetural.
cãria,

bibliote
bibliot£

Mas esta incorporação da problemática

so
s£

dal no gesto profissional não éi uma caracterTstica a aais,porém
ciai
mais,porém
•um
um elemento que transforma radicalmente
radicalraente este gesto profissional.
A prãtica da ação cultural, a animação, éê a prãtica política

de

uma profissão.
una

173
173'

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnta

�Para que esta prática política, por exemplo da
conomia, possa ser a mais Vúcida
lúcida possível, creio ser

bibliotenecessária

a decodi fi cação dos discursos que existem sobre a política cultji
cultjj
ral, política que engloba a ação da biblioteca.

Baseando-se

em

Pierre Gaudibert, autor do livro "Action culturelle: integration
intégration
et/ou subversion", podemos distinguir os seguintes discursos

so
so^

bre as políticas ou ideologias da cultura, ou em outros termos ,
sobre a cultura enquanto um aparelho ideolúgico
ideológico de estado.

Como

a própria definição dos aparelhos ideológicos de estado jã

evi^

dencia, as diversas políticas culturais -são
são manipulaçóes
manipulações do

si£

tema cultural afim de perpetuar - de maneira flexível e mal ideii
iden^
tificãvel - a hegemonia da classe dominante.
Pierre Gaudibert distingue dois tipos de ideologias
cultura.

da

As ideologias implícitas e as ideologias explícitas.As

ideologias implícitas da cultura se caracterizam pela

tendincia
tendência

de não
náo se declararem ideglógicas
ideqlógicas ou representantes de uma classe
social.

Elas se subdividem em:

ideologia do consenso cultural,

das necessidades culturais e da inocência
inocincia cultural.
0 consenso cultural êé baseado na pretensa neutralidade da
cultura, que não seria determinada socialmente e que portanto não
veicularia elementos de tensão ideológica.

As obras da

cultura

seriam somente o produto do espírito humano dentro
dentro.de.
de. um
contextual.

vazio

Esta constatação se revelando problemática, um

con^
coin

senso fundamental éê avançado, e toda a discussão e ação prãtica,
prática,
se concentra em uma operacionalidade de um projeto de
cultural.

política

Através deste aparente e arbitrãrio
arbitrário consenso, as

174

Digitalizado
gentilmente por:

ver
ve£

�dadeiras questões polTticas
poiTticas da cultura são evitadas ou
das.

esvazi^

A ideologia das necessidades culturais se baseia na

idéia

de que a política cultural deve ser orientada pelos desejos

de

uma população dada - paTs,
país, cidade, associação, indústria, centro
cultural, etc.

Não éi porém tomado em consideração o fato que e^

tes desejos, estas necessidades, não serem uma emergência
emergincia

natju
natjj

ral da liberdade de escolha de um indivíduo, mas que eles são so
lidamente condicionados.

E através da educação, da publicidade,

dos meios de comunicação de massa, por exemplo, que são

determi^
determj^

nadas as necessidades culturais dos homens, homens estes

encar^

dos não como sujeitos participantes, mas como sujeitos consumido^
consumid£
res.

A ideologia das necessidades culturais ié um reflexo da lei

da oferta e da procura; ela ié uma posição comercial diante do o^
jeto cultural. A produção e a difusão de uma cultura - dominante
- é justificada pelas aparentes necessidades de um grupo,necess^
grupo,necessj^
dades de um grupo, necessidades criadas elas mesmas pelo sistema
dominante.

Poderiamos dizer, como Jean Baudrillard, que somente

na necessidade por que o sistema as necessita.
Um outro aspecto ainda chama a atenção: o carãter

reaci£
reacio

nãrio que teria a produção cultural se ela fosse determinada
Ias necessidades culturais de uma “população", pois na

p£

realid^

atravis da “novidade",
"novidade", atr^
de, todo progresso cultural se opera através
vês do “revolucionãrio",
"revolucionário", do “não
"não habitual".

Estimo porém,

somente uma política cultural que tomaria em conta a cultura
tintica de uma população, poderia participar no
geral de uma sociedade mais justa e humana.

que
ajj
aji

desenvolvimento

Uma cultura libert^
liberty

dora não consideraria as necessidades culturais como um pretexto

175

Digitalizado
gentilmente por:

�para alimentar um sistema comercial ou ideológico, mas se engaj^
engaja^
ria em primeiro lugar, num processo que visaria dar a cada homem
a possibilidade de descobrir suas verdadeiras necessidades correntes de sua cultura - contexto

- para num segundo

lhe dar as possibilidades de satisfazi-1as
satisfazi-1as..

d£
de

tempo,

Somente assim

que

poderá ser evitada uma cultura elitista, alienada ou reacionária.
A característica fundamental da ideologia da

inocincia

cultu''al
cultural é que a relaçáo
relação entre o homem e a cultura éi

apresent^

do como se estabelecendo a um nível direto, espontâneo, natural.
Nenhum conhecimento ié necessário para o prazer artístico.

A

litica
1íti
ca cultural e a ação cultural baseada nesta idéia se

opõem

ao gesto pedagógico, e tim como primeira função propor
tros íntimos" entre um público e a cultura.

p£
po

"encoji

0 objeto

cultural

se revela ao homem, o qual só
sÓ tem necessidade de ter uma disponi_
bilidade interior para captar toda a sua riqueza.

São assim ev^

cuados todos os outros fatores determinantes da situação do
mem - econômicos, sociais, psicológicos, etc. -, frente ao
to cultural.

obje^
obj£

Enquanto a ideologia do consenso cultural neutrally
neutrali_

za a obra cultural, a ideologia da inocência cultural,
za 0 público.

h£

neutralj^

0 resultado ideológico ié o mesmo.

Quanto ãs ideologias explícitas da cultura, que
das implícitas por se declararem ideológicas, Pierre

diferem
Gaudibert

apresenta, entre outras, as ideologias da democratização

cult]^
cultii

ral, da salvação cultural e da religião cultural.
da.democratização cultural tem as suas raízes
A ideologia da,democratização

176

Digitalizado
gentilmente por:

�na idéia da democracia política.

Da mesma forma que todos os ho

mens tim
têm direito ao trabalho, ã saúde, ã educação, ao lazer,
dos os homens também tem direito ã cultura.

Notemos porém,

afirraação:todos
a afirmação:
todos os homens tem direito ã cultura;
culturai é uma

que
decla
decla^

ração de um direito único ã pessoas diferentes, e que assim

não

é considerado um problema da maior importância, a saber, o
realização concreta do acesso ã cultura.

da

A tensão entre uma po£

sibilidade teórica, potencial - todos .os
,os homens tem direito
cultura - e uma possibilidade prãtica,
prática, feal
deal - determinada
condições sõcio-econõmicas
sõcio-econômicas

t£

ã
pelas

dos homens - não é tomada em consid^
consid£

ração pela política da democratização cultural.

0

mecanismo

ideológico relega, mais uma vez, a cultura-contexto a um

plano

secundãrio
secundário e insignificante.
Para a ideologia da salvação cultural a função da cultura
é a de antídoto da sociedade industrial que mecaniza o homem.Atr^
homem.Atr£
vés da cultura, - ato de fé do homem contra a civilização

robot

- um novo equilíbrio home^/natureza/sociedade é estabelecido,equi_
estabel eci do,equ£
líbrio que levárã
levara o homem ã sua reumanização.

0 elemento

prinr
prin-

cipal da ideologia da salva'ção cultural é a criatividade, o meio
cipalmais eficaz de proteger o homem contra a burocratização é
lhe a capacidade da imaginação.

Notemos por ora, e

dar-

falarei ai£

da sobre isso, que a relação entre criatividade e criação é

to

talmente ausente desta ideologia da cultura, e que o aspecto

da

subjetividade é de tal maneira amplificado, que ele se substitui
ã todas as determinações objetivas.
A ideologia da religião cultural, de mesma forma que

a

177

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�salvação cultural, visa promover um
ura humanismo baseado na

comjj
com^

nhão de todos os homens, que se encontrariam naquilo que os supe
sup£
ra, na sua fantasia, nos seus sonhos.

A comunhão se

estabelece

ao nTvel espiritual e a cultura é vista como um participante pri_
pri^
''vilegiado
'vilegiado deste 'reinado".
reinado".

EZ na experiincia cultural que os

h£

mens transcendem sua individualidade e estabelecem entre si rel£
çòes profundas.
ções

A ideologia da religião cultural é

reunificad£
reunificado

ra e se opõe a todas ãquelas que são "divisoras", pois todas

as

tensões e lutas, sejam elas sociais, políticas ou econômicas, p£
po
dem ser superadas'por
superadas por esta pretensa comunhão.
Um animador cultural deve possuir o conhecimento das

d£

versas ideologias da política cultural, para ter meios de

dec£
deco

dificã-las, inclusive ao nível
nTvel dos seus discursos, com os

quais

na sua atividade profissional ele será
serã frequentemente confrontado .
do.
Uma pergunta poderia agora ser colocada. Se o

animador

cultural deve estar atento ãs diversas políticas
polTticas culturais a fim
de se manter distante delas, qual é a orientação de base da ação
cultural?

De que maneira o trabalho da animação cultural

pode

ser delimitado?
Disse hi
hã pouco que a ação cultural é a injeção de um

pe£
pen

sarnento político
polTtico em uma atividade profissional, ou era
em outros te_r
te£
raos, que ela éê a síntese da interação entre moral econhecimento,
mos,
entre polis e logos.

Esta síntese, por comportar uma opção poH
polí

tica,
ti
ca, pode ser orientada - grosso modo - em duas direções,

178

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

dir£

�ções essas que não são mutuamente exclusivas, mas somente
terizadas pela motivação de base que as orienta.

cara£
carac

Poderiamoscla£

sifirar estas duas motivações como sendo uma motivação
sificar

manipul^

dora e outra que visaria promover a emergincia cultural.
meira seria normativa e a segunda transformadora.

pr^
prj^

Segundo a pri^
pri_

meira motivação, a cultura (e portanto no nosso caso

especifico
especTfico

a biblioteca) éi vista como um elemento que çontribue
contribue ã
ção do sistema soeio-econõmico.
sõcio-econõmico.

A

manuten^

Para a segunda, a cultura é'vi£
i vi^

ta como um meio de expressão criativo, e a animação cultural
mo um instrumento de libertação social,
social e cultural.

co

Paulo Freire,

a quem tanto devemos neste campo de atividades e reflexão, chama
a primeira de ação cultural de domesticação e a segunda de

ação

cultural de libertação.
Esquematicaraente poderia dizer que a ação cultural manip^
Esquematicamente
manipjj
lativa, de domesticação, age tanto ao nível
nivel da produção exemplo:
balhadores

por

música nas fábricas para aumentar o rendimento dos tr^
ao nivel
nível do consumo - cumpre o primeiro

fasciculo
fascículo

da revista fie ganhe o segundo -, quanto ao nivel
nível de lazer"
lazer'* exemplo:

leis, vã ao cinema, escute música, para no dia

por

segui£
segui^

te produzir e consumir bem, e para que, e isto é fundamental
fundamental,ter
,ter
interiorizado os valores aceitos pela sociedade.

i

A ação cultural emergente, libertadora, que éi evidentemen^
evidenteme^
te a ação cultural proposta aqui, se articula em torno de
problemas.

tris

A invenção, a formulação e a criação. .

Por invenção entendo o desenvolvimento de uma

criativid^

179

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�de própria, a descoberta de suas potencialidades de

imaginação.

A invenção ê também dar a cada homem, através da animação

cult^

ral (e bibliotecãria) os meios de inventar o seu código cultural
(e 1literãrio).
i terãri o) .
Por formulação entendo a passagem de um know-how,para que
a invenção, a criatividade emergente, para que o código cultural
próprio aos homens com quem se trabalha, possa vir a se
lar.

artic^
artic^i

A formulação por esta razão, engloba tanto a percepção,

decodificação, quanto a realização técnica de uma idéia.
e isto ié muito importante, toda a animação cultural (e

a

Porém,
bibliote
bibliote^

cãria) que tenha como meta o desenvolvimento da formulação cultjj.
cult^,
ral e literãria de um modo emergente e não mani pul ador ,deve
siderar que a linguagem cultural e literãria ée um meio de

coji
con^
exte

riorizar o modo de pensar, o modo de vida, os sentimentos de
grupo determinado.

um

Toda tentativa de iniciar um grupo em

uma

técnica de linguagem cultural ou literãria outra que a sua, (me^
(me£
mo que mais autêntica e adaptada ã realidade de vida deste

gru
gr^

po), deve consequentemente utilizar os modos, os meios de expreß
expre^
são próprios ã linguagem utilizada pelo grupo, ao mesmo tempo
tempoque
que
se referir ao vocabulário
vocabulãrio e iã gramática
gramãtica característicos da

nova

técnica de linguagem.
A criação é a articulação da invenção e da formulação.

A

criação é meta de toda a animação cultural que promove a emergêji
emergê^
cia, pois somente a criação (não confundir com a

criatividade)

faz com que o indivíduo supere suas limitações exteriores e

tr^

ce 0 caminho da transformação, da verdadeira revolução.

180

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

&lt;/ ^

-

11

12

13

�Vejamos agora em que sentido que é proposto o

engajamen
engajameji

to do animador cultural e quais as justificativas sociais de tal
engajamento.
engajamen
to.
Abraham Moles escreve no texto "Análise Sistimica
Sistêmica da

So
$£

ciedade como Máquina", que n5s
nós vivemos num mundo onde o conceito
de sociedade involui em direção do conc eito de sistema social ,
onde a idéia do "contrato social entre indivíduos",
indivTduos", cede lugar a
um "mecanismo de funcionamento social".

Segundo Moles, os

ho

mens não
náo são mais fundamental mente interligados entre si,
isolados emsuas
em suas células; eles o sáo
são somente através do

mas,
sistema

social e mais precisamente, através da estrutura de duas dastrés
redes principais deste sistema:

a rede de serviços - através da

dual a máquina social "alimenta" os seus componentes (por
oual

exem

pio a cultura, a saúde, as vias de transporte), e a rede das re^
trições - através da qual a sociedade, a máquina social estabele^
estabel£
ce os seus controles
contmles (por exemplo os impostos, a obediência
leis, 0 serviço militar).

ãs

A terceira rede social que Moles defj_
defi^

nsi
ne, êé a rede de coleta de informações, que tem por função

reali_
reali^

nentar o sistema com as opiniões dos homens, isto é, com
mentar

sua s^
s£

tlsfação ou insatisfação; consequência direta do equilíbrio
ttsfação

en^
en

tre as duas outras redes.

r^
r£

Como esta rede de feed-back - em

zao do progresso.da telemãtica
telemática e da■informática
da informática - opera continu^
continue
mente eê de maneira imediata, a sociedade como máquina

funciona

por reação continua ãs informações constantemente recebidas.

E

como diZ‘-"ainda
diz-ãinda Moles, um sistema reacional e igualmente um

si^

tema reacionário, na medida em que ele normalise,
normalisa, na medida

em

que ele evita a anomia e tende ã uma homeostasia cada vez

mais

181

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�perfeita.

Existe porém uma possibilidade de escapar a esta

sj_
si_

equilíbrio total, a saber pelo contato entre os homens
tuação de equilTbrio
fora das redes sociais.

Ainda que Moles nos previna que isto

?é

um fenômeno raro, que em todo caso teria uma incidência

neglj_
negli_

genciivel sobre o sistema social, ele é o único modo de

recoil
recoii

quistar a criatividade e parar de funcionar para viver.
Segundo a posição que é apresentada aqui, o animador
por função o de

tem

engajar na ativação destes encontros fora

do

sistema; ele deve propiciar a eclosão da criatividade e da

cri^

ção, para que assim o homem-indivTduo passe a ser homera-cidadão.
homem-cidadão.
Uma curiosa contradição aparece aqui, pois a ativação dos

encoji
encoii

tros entre os homens fora do sistema, ié uma estimulação da

vida

privada, e ée justamente ela que pode suscitar a mudança de

indj^
indj_

vTduo ã cidadão, quer dizer, a participação do indivíduo ã

vida

pública.

Porém esta aparente contradição é superada quando

damos conta, de que é justamente este caráter
carãter passivo, ou

nos
como

diz Moles, equilibrado, normalizado, homeostãtico, que impede os
homens de atingirem o conhecimento e assim assumirem sua
ção de vida.

condi_

Pois como escreveu Lucien Goldmann no seu livro "A

Criação Cultural na Sociedade Moderna",

todas as formas de

aM
ati_

vidade cognitiva são, por um lado, ligadas de maneira mediata ou
imediata ã uma praxis individual social, e por outro,

constttu^

das pela relação entre multiplicidade de dados sensíveis e aacria
cri a
ção ativa de uma invariante, isto é, que as formas
constituem uma síntese entre passividade receptiva e
orqanizadora.
organizadora.

182

Digitalizado
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Sc a n
stem
Gereaclanenta

cognitivas
atividade

�c u1 tu ra1
cultural

Digo, portanto, que a tarefa primeira da ação

e da animação cultural e bibliotecária i de ativar, seja criando
as condições para um encontro entre os homens, seja
uma atividade cognitiva.

estimulando

A tarefa da animação é, então, como jã‘
jã

afirmei antes, polis e logos.

E se a animação fosse s5
sõ

engaja

mento social, ou sõ procura de conhecimento, ela não operaria
sTntese dialética que mencionei, e ela seria incompleta e

a

conde

nada a fficar
i car estéri
es téri1.
1.
Permitam-me insistir ainda uma vez nesta relação entre en.
en
gajamento e pesquisa na animação cultural.

Afirmei que aa-

cultural éi uma sTntese entre ciência e polTtica, entre
e moral e me baseei para dizê-lo, também nas quatro

ação

pesquisa
definições

de cultura apresentadas por Edgar Morin no seu artigo "De
culturanalyse ã 1a
la politique culturelle".

la

Ele diz que a cultura

pode ser definida antropo1ogicamente,
antropologicamente, etnograficamente ou
Antropologiearnerte
logicamente. Antropologicamente

cultura

pode ser

socio
soci£

considerada

como oposta ã natureza, e neste sentido ela êé expressão da

orga

nização e da estruturação própria
prépria ao homem, ou então, ser

consi^
consji^

derada como tudo o que tenha um sentido.

Neste caso ela

também

seria a expressão da organização e estruturação humana. Etnograficamente o sentido do cultura'1
culturãl se opõe ã técnica e engloba cren
ças, ritos, normas, valores ou modelos de comportamento.

Socio-

logicamente, 0 cultural contém as noções não assimiláveis

pelas

disciplinas econômicas e demográficas, e engloba o domTnio psico
afetivo, a personalidade e a "sensibilidade".
•Podemos com Edgar Morin, reduzir estas quatro

definições

183

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gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Ciereaclanenta

••UJ .0

11

12

13

�a uma dupla articulação que permitiría revelar a razão da

sTnt£
sTnte^

se conhecimento-engajamento da ação cultural.

A cultura serã.ou

código, ou modelo.

"Se devemos encon_

E como disse Edgar Morin;
Morin:

trar um sentido para a noção de cultura, ele sera
serã aquele

que as_
a£

sociaria a obscuridade existencial ã forma esiruturante. Em
Era

o_u
oji

tros termos, por um lado o sistema cultural extrairía
extrairia da existifl
existên
cia a experiência que ele permitiría assimilar, e por outro,
sistema cultural daria ã existência os moldes e estruturas
assegurariam, dissociando ou associando a prãtica e o

o
que

imagin^
imaging

rio, seja a conduta operacional, seja a participação, o prazes,o
êxtase".
Isto dito, vejamos o problema a ação cultural de um ponto
de vista mais específico da biblioteca. Em primeiro lugar

obse£
obsej^

vemos como a ação cultural na biblioteca pode ser um instrumento
para a superação do poder do especialista.

Em seguida abordamos

a problemática - talvez a mais importante - que ê a relação

da

ação cultural e da biblioteca, com o seu público.
Consequência do sistema da divisão do trabalho, o conhebjl
conhecj
mento, o saber, pertencem a especialistas, a experts.
que têm a palavra, que agem em nome de.

São

eles

Eê por exemplo um expert,

ou como diria Moles, um
ura "decididor", que nos diz que estamos.doen
estamosdoep
tes, e depois que estamos em boa saúde; iê um expert quem nos diz
que somos culpados ou inocentes; éê um expert que nos diz

quais
quafS

livros ler, e ê também um expert aquele que nos diz se o que nos
nós
lemos era de boa ou mã qualidade.

184

Digitalizado
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Sc a n
stem
Oereaclamento

�A ação da biblioteca tradicional se insere nesta

situa-

ção, mantendo, e talvez até aumentando a rutura existente

entre

0 saber do especialista-bibliotecãrio
especialista-bibliotecirio e a ignorância do usuário.
Os gostos, as preferências ou aversões dos usuários não
muito.

0 bibliotecário sabe quais livros devem ser

contam

consultados

e considerados como bons, ou não consultados - estes livros

na

sua maioria nem se encontrarão na biblioteca - e considerados C£
co^
-mo
fflo ruins.

A Biblioteca porem,
porém, encarada como um instrumento

de

ação cultural, pode se engajar na eliminação do papel do expert.
Se na biblioteca o usuário tem a possibilidade de pronunciar
sua própria palavra, tem uma influência sobre quais os

a

livros

que compõe o acervo, se sente apto a ter uma opinião, ele poderá
ti-la igualmente em outras atividades.
tê-la

Se numa biblioteca,

usuário pode se inventar, se formular e criar, o poder dos
cialistas poderá um
ura dia ser ameaçado e talvez até
atê
Como diz 0 velho ditado chinês:

o
espe
esp£

desaparecer.

o maior caminho começa por

um

pequeno passo.
Vejamos agora o problema do público num pensamento

da

cultural ee especificamente,
especificamente, de
de como
como numa
numa biblioteca
biblioteca
se
mo cultural
se
transformando em um centro de animação cultural, ele éê encarado.
0 desenvolvimento de espTrito
espirito individualista burguês • modi^
modi_
ft!í£OM d&amp;raarreira
Ifiídoü
d&amp;maffeira significativa, por um lado, a relação do
cam A cultura (entendida aqui como acervo) e do outro a
^ chiador
criador com o seu público.

homem
relação

Se na Idade Média a criação artT£
arti”^

%1ca tinha uma utilidade social globalmente aceita, era um
%ica

'bem
bem

^j^õlico,
I^ljnj&gt;ã1
i CO, pertencia ao domínio público; com a Renascença,

ela

185

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnt«

^

�tende a ser uma fruição individual e um bem econômico.

Se

na

Idade Média e criação artTstica
artística era orientada para o povo, na R£
nascença ela começa a se voltar para o público.

Esta

modifier
modific^

ção de povo em público é o início
inicio de um processo de distanciame£
to entre alguns grupos sociais e a cultura, esse processo se ac£
ace
lerando pouco a pouco até chegar a uma rutura, que criará
criarã de

um

lado um público efetivo ou potencial do fenômeno cultural, e

do

outro um público deixado de lado.

Chamemos este público que não

0 é mais, de não público, o qual ié definido por Francis Jeanson,
autor do Livro "L'Action Culturelle dans la Cité",
Cite", como sendo "a
grande maioria da população:

todos aqueles a quem a

quase não fornece (ou recusa) os meios para optar

1ivremente".A

diferença entre público (mesmo em estado potencial) e
co éi fundamental.
CO
ciai pode vir a ser
jamais.

sociedade
não-públj^
não-públi^

Se no nosso sistema cultural o público

poten^
poteji

público efetivo, o não público não o

será
serã

Se graças a uma maior difusão, uma redução de

preços,

uma descentralização cultural, se, enfim, graças a uma

política
polTtica

de democratização cultural, conseguir-se transformar o

público

potencial em público efetivo, o não público não serã
será
do.

Este continuará a ser marginalizado e esquecido.

transform^
transforma
Para

uma biblioteca possa vir a ser uma biblioteca-ação cultural,
necessário que ela se volte para o não público.
a Fraqcis
Francis Jeanson quando ele diz:

éê

Assoeiemo-nos

"0 que nós
nôs reivindicamos

que 0 não público possa romper com o seu isolamento atual,
do gueto situando-se de maneira cada vez mais das

que

éi
sair

mistificações

que tepdem
tendem a fazi-lo
fazê-lo cúmplice das situações reais que lhe são ijn
i]i
f1ingidas"
f1ingidas“..

Digitalizado
gentilmente por:

�E portanto necessário romper com o isolamento do não

pG
pu

blico, isolamento este náo
não circunstancial, mas essencial. A

cuj^

tura na sua pluralidade de expressão não lhe diz respeito.

Não

se estabelece um diálogo entre o não público e a cultura um

diã

logo.

Por um lado o não público não "compreende" (não faz senti^
sentj^

do para ele) a "palavra" da cultura, e por outro, ele não

tem

possibilidades de formular a sua ""cu11ura-pa1
cul t ura-pal aavra"
vra" (que

faria

sentido para ele).

silê£
silêji

A cultura do não público é cultura do

cio, e como diz Paulo Freire "somente quando as classes e grupos
cio,'
dominados, o Terceiro Mundo do Terceiro, transformam revolucion£
revoluciona^
riamente as suas estruturas i que se faz possível realmente
sociedade dependente dizer a sua palavra.

ã

E através desta tran^

formação radical que se pode superar a cultura do silêncio".
A bib1ioteca-ação cultural éê a transformação

estrutural

da biblioteca tal como existente hoje, em uma biblioteca que par
pa£
ticipe do processo de dar a palavra ao não público.

E

dizer

a

sua palavra, é como escreve Paulo Freire, "um comportamento hum£
no que envolve ação e reflexão.

Dizer sua palavra num

sentido

verdadeiro, éi o direito de expressar-se e expressar o mundo,
criar, e recriar, de decidir, de optar."*

Ao dar a palavra,

de
a

biblioteca-ação cultural responde ã aspiração fundamental
bib1ioteca-ação

de

igualdade, pois como dizem tão bem os rapazes de Barbiana:

"s5
"sõ

a língua dã a igualdade.

Um igual ié aquele que sabe exprimir-se

e compreender a expressão dos outros."

E necessãrio
necessário que a

blioteca-ação cultural e o não público “falem a mesma
b1ioteca-ação

bi^
bi_

língua" e

que 0 fosso cultural que separa o não público da cultura seja su
sjj
perado.

187

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�De que maneira uma biblioteca pode vir a ser
mente uma biblio
bib1io teca-ação
teca - ação cultural?

verdadeira^

De que maneira uma

teca pode "substituir" os seus usuários (que reificam

bibli£
biblio
bibliot£
bibliote

ca e bibliotecário) em um público participante (que dialoga
eles)?

com

Quais as relações estruturais entre uma biblioteca e uma.
uma

bi b 1 i 0 teca-ação cultural?
biblioteca-açáo

Para podermos compreenoer estas

ind£
inda^

gações, vejamos os pontos em comum e as diferenças entre uma

bi_
bi^

blioteca e um centro cultural, e tambim as suas respe,ctivas

fu£
fun^

ções.

Tradicionalmente a biblioteca é lugar de livros.

lugar de informações.

Arquivo de cultura.

Museu.

Isto é,
ê,

Sua

função

seria a de oferecer estas informações, este acervo cultural a um
un
grupo de pessoas.

A biblioteca seria fonte de informações,

qual uma população sedenta de cultura viria se desalterar.

na
Nas

isto, como acabo de dizer ié visão tradicional.
^ .

Oeste mesmo ponto de vista, ura
um centro cultural ê

rado como uma ampliação da biblioteca.

cons1d£
conside

Além
Alêra de livros, o centro

cultural oferece informações em forma de quadros, música, cinema,
cintau,
teatro, etc.

A estrutura êé a mesma.

pação de venda.
paçáo

Serã?
Será?

Supermercado.

Sem

i^reocu,
|^reoC£

Se não houver um númerq
número iTalmo de empri£
empris

timos ou consultas de livros, a biblioteca arrisca ser
ser fe-chada^
fmchadaj
se não houver um público roTnimo
mínimo nos concertos, teatros,

filmes,

exposições, o centro cultural arrisca ser desativado.
Outra caracterTstIca
característica não menos fundamental '*‘^sta*
‘‘‘^sta* estrutu
mstrutu
ras tradicionais, iê que tanto as blbliotecaf
bibliotecas qaimco
qai»c« os
culturais são Implantados.
Implantadas.
minada realidade.

centros
centres

Algo
Aígo de fora • calocado
colocado em uma deter

E£ come
comç todo Implante,
implante, as blbimtecas e

188

Digitalizado
gentilmente por:

cen
cen^

�tros culturais estão sujeitos ao fenômeno da rejeição (a

dita

falta de leitores ou público).
Has existe outra possibilidade.
Mas

C a não tradicional.

Em vez de implantação de estruturas, será
Ein
serã desenvolvido um
programa que suscite uma emergincia
eraergincia cultural.

Bibliotecas e cen
ce£

tros culturais terão condições favoráveis para nascerem,para
desenvolverem a partir de uma realidade dada.
tanto 0 fenômeno da rejeição.

Não existirá

por
por^

Não serão mais supermercados

ou

fontes de cultura, mas sim núcleos de uma expressão cultural
va.

se

será mais de dar, oferecer cultura âã um
Sua função não serã

vj^
gr^

po de pessoas, mas a de propiciar e desenvolver uma dinâmica cu^
tural, de favorecer uma ação cultural, com um grupo de
(não para um grupo, mas com ele).

pessoas

Na biblioteca e centro

ral tradicionais, existe consumo de cultura; na biblioteca
criaçao cultural.
centro cultural novos, criação
mos mais separar estas duas estruturas.

Nesta ótica não

cult^j
cultji
e
pode
pod£

Tanto é possível uma bi^
bj^

blioteca ser um centro cultural (bib1ioteca-ação cultural), como
cu11ura 1-bib1io
um centro cultural ser também biblioteca (centro cultural-biblio
teca) .
Mas de que maneira uma biblioteca poderá ser também
centro cultural?

Uma vez claro que a função da

um

bib1ioteca-ce£
bib1ioteca-ce^

tro cultural ou bi bl i oteca-ação cultural não será
serã a de dar

li^

vros, mas a de suscitar uma cultura (literária) viva, (o que não
implica de maneira nenhuma na negação do "dar livros para ler"),
entendo as suas atividades desenvolvidas em três
tris nTveis:
níveis:

primej_
primei^

189

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Cvereaclanenta

�ro, uma pesquisa da realidade com a qual se irã trabalhar; em se
S£
guida o desenvolvimento de estruturas que permitam a

emergincia
emergência

da cultura, da leitura e, o que i o mais importante, que

permi_

tam através da atitude "literária", o acesso a uma maior

con^
con£

ciência de sua condição cultural; e finalmente uma constante anã
lise do trabalho efetuado,a fim de evitar um movimento de distan
ciamento da prática com os dados da realidade com a qual se

tra
tr^

balha .
balha.
Em termos práticos, a bib1ioteca-centro cultural eê um ceti
tro que, a partir da cultura literária, irradia estímulos
estTmulos em

di_

reção de um grupo de pessoas determinado (estTmulos
reçio
(estímulos estes, frutos
de um trabalho de interação biblioteca-centro cultural com a
pulação ■ dada)
dada),, que tem por meta o desenvolvimento cultural
grado da comunidade.

po
int£
1nte

Este desenvolvimento tem duas dimensões.Por

um lado, o conhecimento da cultura existente - tanto o

acervo

quanto 0o contexto cultural - que concerne a comunidade em

ques

tão, e por outro, a criação de uma cultura que está constantemen
te a se fazer.
gl£
Uma biblioteca-centro cultural responde desta maneira glo
balmente ã sua vocação primeira na vida cultural na qual ela
tiver engajada.

es

0 novo bibliotecário, o bibliotecário animador,

será 0 agente catalisador desta ação, ação cultural.
Para terminar a minha intervenção, gostaria de tecer algij
alg£
mas rápidas considerações sobre o objeto de base da biblioteca e
de seu manuseio, dentro de uma visão da ação cultural.

190

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sí em
Gervoclannito

Como

e

�encarado o livro e a leitura dentro de uma bib1ioteca-ação
bibl ioteca-ação cult^
cultii
ral?

Para responder esta pergunta me baseio no livro de

Rober

to Escarpit "Le litteraire et le social".
A caracterTstica primeira do livro numa

bib1ioteca-ação
biblioteca-ação

cultural i que ele não ié mais objeto, mas elemento em uma cadeia
comunicolõgica.
comunicol5gica.

Segundo a dupla definição de cultura que dei no

inTcio desta intervenção, o livro não é coisa, mas concretização
de contexto.

Ele não éi mais, nem metro quadrado em estante, nem

unidade de acervo, nem mesmo unidade de estatísticas de empréstj_
emprésti^
mos ou consultas.

Ele i,
e, como diz Roberto Escarpit, uma máquina

de difusão da palavra, um meio para que autor e leitor se comunj^
quem.

E êé um meio específico, artístico, pois mesmo não

permi^

tindo um feedback entre leitor e autor (salvo algumas reações pe^
pe£
soais, críticas ou estatísticas), ele éi um meio que pode e
ser fundamentalmente dialõgico.
objetivado na obra.

0 leitor dialoga como o

deve
autor

Em termos comunicolõgicos
comunicolõgicos,, o receptor

(lei_
(lei^

tor) interage (tem um feedback) com o emissor (autor), não

atr^

vis do meio (livro), mas no meio.

Autor e leitor se

no livro, que i um espaço de diálogo.

encontram

Neste sentido o livro

tem valor de realidade enquanto estiver sendo lido.

E a

sõ

leitjj
leit£

ra, 0 diãlogo
diálogo do leitor com o autor, que faz o livro existir, ou
como disse Sartre no seu ensaio "Qu'est ce que la litterature" ,
citado por Escarpit:

"0 objeto literário éi um estranho

que sõ
s5 exídte em
era movimento.

pião,

Para o fazer aparecer, éi preciso um

ato concreto, que se chama a leitura, e ele dura o tempo que
Ita leitura durar.
papel.

e^
e£

Fora disso, sõ existem trações pretos sobre o

"E Sartre continua:

“E
"E o esforço conjugado do autor

e

191

Digitalizado
gentilmente por:

�do leitor que farã
fará surgir este objeto concreto e imaginário

que

é a obra do espirito".
Acabo de dizer que leitor e autor dialogam no livro. Este
diálogo porém náo éi ,um
um diálogo cora
com o outro real, mas com o outro
imaginado.

Leitor e autor, como disse Escarpit, dialogam na

se de uma mitologia recíproca.
um diálogo com o autor real.

Seria possível ao leitor

ba^
b^

tentar

Através de estudos biográficos

de
d£

talhados, o leitor poderia saber mais pu menos exatamente

quem

é, ou era, o autor de um livro dado, e qual o .seu
seu projeto

real

ao escrever o livro.

Mas, como afirma Escarpit, esta pesquisa é

"acrobacia intelectual realizável mas completamente gratuita". ,C
.C
que é importante, e lembremos do que falamos sobre as formas

de

assimilação da herança cultural, é, e citemos ainda uma vez

E^

carpit:

se

"saber o que se pode fazer de um livro.

Ora, o que

pode fazer em uma outra situação histérica
histórica - outro grupo

social

ou étnico, outro século, outra civilização é necessariamente

di^

ferente do que o autor queria conscientemente que se fizesse

de

sua obra."
Toda a assimilação Crítica,
crítica, viva, da herança cultural, to
da a leitura crítica, vida, e tradução da intenção do
E toda tradução é traição.

escritor.

Traduttore, traditore.

0 gesto prático em uma biblioteca como instrumento de ação
cultural, é necessariamente, e basicamente, um trabalho de leitjj
leit^
ra.

E leitura no amplo sentido de - como disse Paulo Freire - ,

repensar historicamente, sociologicamente, tanto o acervo

192

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Sc a n
stem
Gereaclanent»

cult^
cult^j

�ral que nos circunda, quanto o nosso contexto cultural, para que,
ra1
nura processo de tradução, de decodificação, para que, num
num

pr£
pro

cesso de busca de sempre maior consciência, se trair as

inteji

ções de normalização social presentes na cultura, e se dar

vida

aos elementos emergentes de nosso contexto cultural.
Termino esta rainha
minha intervenção como a comecei:
citação:

por

uma

a definição de livro, de Roberto Escarpit, que engloba

tanto 0 aspecto da liberação da invenção, fantasia-criatividade,
quanto o0 aspecto da formulação, da articulação desta criatividade - a criação.
ura conteúdo int£
inte
“Porque em um volume pequeno, ele possue um
lectual e formal de alta densidade, porque ele passa

facilmente

de mão em mão, porque ele pode ser copiado e multiplicado ã

vori
voji

tade, 0 livro ê o instrumento mais simples que, a partir de

um

ponto dado, seja capaz de liberar toda uma massa de sons, de ima^
im^
gens, de sentimentos, de idéias, de elementos de iinformaçãaabrin^
nforraaçãíiabriii
do para eles as portas do tempo e do espaço, para depois,

junto

com outros livros, reconcentrar estes dados difusos em direção a
uma multiplicidade de outros pontos esparsos, através dos
los e continentes, numa infinidade de combinações todas

séc^
sécij
difereji

tes, umas das outras."

193

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Sc a n
stem
Gereaclanent»

�NOTAS

1 - In Carlos Guilherme Mota, Ideologia da cultura brasileira,p.
XVII.
2 - Francis Jeanson, L'action
L'actlon culturelle dans la cite, p. 53.
3 - Op. cit.
cit.,, p. 131.
Friedman, no
4 - Este lazer i definido por Georges Friedraan,

seu

livro

"Ces aerveilleux
aervellleux instruMents",
Instrunents“, corao
como sendo o terapo
tempo liberado ,
tempo livre.
que ele opõe ao terapo

0 tempo
terapo liberado êe o tempo
terapo pl^

sistema, enquanto que o terapo
tempo livre êé o
nificado pelo sisteraa,
que 0 horaera
homem usa para si raesrao.
mesmo.

Adorno define este terapo
tempo

berado corao
como sendo ura
um terapo
tempo vazio sem
sera trabalho mas
raas com
cora
nua falta de liberdade.

(In:

tempo
terapo
li_
Ij^

contT

Filosofia da nova MÚsica).
núslca).

5 - Nesta frase Paulo Freire resurae
resume os três grandes aspectos
ação cultural tratados aqui:

da

a ação e reflexão, polis e

lo

gos; a criação;
criação: direito ã decisão.

BIBLIOGRAFIA SUNARIA
FREIRE, Paulo.

Ação cultural para a liberação e outros escritos.

Lisboa, Moraes Editores, 1977.
Educação coao
COBO prãtica
prática da liberdade. São Paulo, Paz e Terra
1971.

,

194

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0

11

12

13

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Pêdagogie
opprlaês.
GAUDIBERT, Pierre.
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Action culturelle, intégration
integration et/ou

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Paris, Casterraann, 1977.

GOLDMANN, Lucien.
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Paris, Maspéro,
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La création
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Paris, DenoSl,

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Seuil , 1973.
Seuil,
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Qu'est-ce que la littérature?

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Rapazes da escola de Barbiana.

Carta a una
uma professora.

Lisboa,

Presença, 1977.

I! 195

Digitalizado
gentilmente por:
por;

.0

11

12

13

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■m
m

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem ^
GercflcUminilo

I"

�A BIBLIOTECA COMO INSTRUMENTO DE AÇAO
AÇÃO CULTURAL

Debate ã comunicação de VICTOR FLUSSER
Myriam Gusmão de Martins, CRB-1/736
por Hyriam

Linita o assunto ao problema da AC eni
LíMita
em pequenas

comunida-

des do Terceiro Mundo, em particular, no Brasil.
"A Biblioteca como instrumento de ação cultural" (l:l)foi
(l;l)foi
como Victor Flusser intitulou sua comunicação a este XI
so Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação.

Congre^

Desde o prime^
primei_

ro, realizado em 1954, em Recife e, portanto, também no Nordeste,
este agora ié o único a se ocupar, com exclusividade, .da
da

matéria

e domínio
domTnio de que é feita nossa profissão, ou seja:

Cultura

a

(HOMEM/NATUREZA/VISÄO DO HUNDO/RELAÇOES
(HOMEM/NATUREZA/VISAO
MUNDO/RELAÇÕES INTER HUMANAS) e de
objetivo (a prática política
polTtica de nossa profissão através da AC

seu
e

a animação bibliotecária) (1:4).
Se tem havido fracasso em nossa profissáo,
profissão, foi justamente
por sõ
s5 após
apôs 28 anos do primeiro Congresso, haver nos alertado de
que aT é que estava o problema - nos aspectos culturais de nosso
povo e de nós
nús mesmos, profissionais da Biblioteconomia.
Parece que agora já conseguimos a maturidade

necessária

para aceitarmos isto.
197

Digitalizado
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OemclanKnto

^

.0

�0 título "A Biblioteca como instrumento de ação cultural",
poderia ser completado com um dado locacional:
ceiro Mundo".

"em país do

Te£
Ter^

Mas a própria citação, pelo expositor, do "Sermão

da Terceira Dominga do Advento", do Padre Antonio Vi
Vieira
eira,es
,escri
cri to
no século XVn
XVII,, mostra bem a delimitação do enfoque a ser

dado:

"Não hã lume de profecia mais certo no mundo que consultar as en_
e£
tranhas dos homens.

E de que homens?

De todos?

Não.

Dos

s^

crificados (...)" (1:1).
Portanto, a Biblioteca como instrumento de ação

cultural

S£
tem que ser aqui encarada levando-se em conta tão somente "os s^
crificados":

usuãrios e bibliotecãrios de um país do

Terceiro

Mundo.

Analisa a forraaçao
formação do bibliotecário
bibliotecãrio brasileiro face ã AC
Analisarei o documento de Victor Flusser somente do ponto
de vista de um profissional da Biblioteconomia, envolvida e

tr^

gada durante quase quatro décadas pelos problemas específicos de
bibliotecas e bib1iotecãrios de um país do Terceiro Mundo, obse£
vando-os sob as diferentes facetas que funções e encargos da pr£
fissão me propiciaram.

Analisarei assim a herança cultural

do

bibliotecãrio brasileiro, as ideologias da política cultural br£
bibliotecário
br^
sileira e sua influência sobre o bibliotecário
bibliotecãrio brasileiro,a omÍ£
são dos aspectos e problemãtica Cultural na formação e

legisl^

ção bibliotecãria
bibliotecária,, a necessidade e barreiras para se dispor

de

bibliotecários para a função de Animador Cultural em país do te£

198

Digitalizado
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Sc a n
stem
Gereaclanenta

�ceiro Mundo, e considerações visando que qa ação cultural

seja

viável no Brasil, ou, pelo menos, no Nordeste do Brasil,

como

prática da Biblioteconomia.
Para isto tentarei responder a seis perguntas:
Que se entende por bibliotecário, no Brasil?
Bibliotecário i "aquele que superintende uma biblioteca"e
0 bib1ioteconoraista
bib1ioteconomista éê um
ura "especialista em
era Biblioteconomia" (2).
Os cursos que preparam
preparara o«s
ok futuros bibliotecários, são cha
ch^
mados, no Brasil, de Cursos de Biblioteconomia.
raados,

Isto parece ter

influenciado sobremaneira a formação dos futuros- bibliotecãrios.
Biblioteconomia quer dizer "conjunto de conhecimentos

r£
re

ferentes ã organização e administração de bibliotecas" (2).
Enquanto era
em outros paTses as denominações de tais

cursos

variara
variam de acordo cora
com a concepção de cada povo sobre o que se

de
d£

ve ensinar a ura
um futuro bibliotecário, como por exemplo,- na

prõ
pró

pria América do Sul, os curso-s de Bi bl i otecol ogi
ogiaa , acepção

mais

abrangente pois ié o "estudo ou conhecimento das bib1iotecas"(2)
bib1iotecas"(2),,
no Brasil o curso em
era seu currículo
currTculo mTnimo,
mínimo, portanto o

oficial

preocupa-se com a organização e administração, com
cora exceção de P£
História do Livro.
leografia e Histõria

199

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Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

.0

11

12

13

�Coao são selecionados os futuros bibliotecários?
Biblioteconomia,
A partir de 1960 o ingresso nos Cursos de Biblioteconomia»
no Brasil, foi.num crescendo de 232 matrículas em 1960, para 647
graduados em 1978 (3) e até agosto de 1981 haviam 11.125

bibli£

tecãrios registrados em Conselhos Regionais deBiblioteconomi
tecirios
de Biblioteconomi a(4X
Alguns fatos contribuiram para o crescimento de

candid£

tos ãi profissão de bibliotecário:
a) em 1962 a Lei 4.084, de 30 de junho de 1962, que

di£

põe sobre a profissão e a sua regulamentação pelo

d£

ereto n9
nÇ 56.725 de 16 de agosto de 1965;
b) os vestibulares unificados com a possibilidade de

até

3 (três) opções e a possibilidade de vaga em curso
perior quando as primeiras e segundas opções não

sji,
su,
fo£
fO£

consegui das ;
sem conseguidas;
c) entre as décadas de 40 a 50 a organização das universi_
dades federais nos Estados, com garantia de

salários

maiores que os oferecidos por órgãos locais, assim
mo a oportunidade de um status profissional

co

respeitã
respeitá

vel segundo os padrões provincianos.
Se alguns futuros bibliotecários vieram ã procura de

um

curso que lhes proporcionasse "ampliação de conhecimentos",

"IjJ

gar onde se tem possibilidade de encontrar pessoas cultas"

ou

200

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnt«

^
&lt;/ ^

-^

11

12

13

�porque "gostavam
“gostavam muito de ler", a maioria ingressou no curso

ã

cata de "emprego", porque o vestibular da ãrea
área onde se situa

Bi^
Bi_

blioteconomia "não exige Matemática, Física e Química", ou

po£

que a terceira opção, era Biblioteconomia e nela foram parar(5).

Características destesnovos profissionais
A. maioria pertence ã geração TV; aos apartamentos como o£
0£
ção financeira de moradia; ãs famílias de pais que trabalham

fo

ra, isto é, pai e mãe, quase sempre não fazendo refeições conjujn
conjuii
tas que propiciem troca de idéias
idiias e experiências;
experiincias; com

preferi£
preferên^

cia por horas de lazer ao ar livre ou fora de casa e em

grupos

jovens; com ausência de oportunidade de conversação com gerações
Jovens;
mais velhas “mesmo
"mesmo a conversação no sentido restrito (...)

uma

forma subalterna de realização do intelecto" (6:153).
Entre pagar um livro, um disco, um cinema, um lanche,

o

livro serã o primeiro excluído.
Os alunos de Biblioteconomia, em.
em geral , são menos

politi_
polity

zadps e participantes, mas têm medo da manipulação por parte dos
zados
mais ve^^hos
nais
velhos e rejeitam
rejeitant certas estruturas da sociedade.

0 desejo

de reformar o mundo continua a ser uma das preocupações
ciais dbs
dos grupos de adolescentes e jovens adultos.

esse£
essen

Nisto se

a£

semelham a jovens de outras culturas (7).
s'ene'1ham
Penso que o rejeitar as atuais estruturas e o desejo

de

201

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�reformar o mundo são dois pontos positivos para que
-que se levem

os

em AC através da Bi^
jovens futuros bibliotecários ao engajamento era
blioteca.

Onde são feitos os bibliotecários?
Os bibliotecários são formados era
em 30 cursos, dos quais 19
em capitais de.estados,
de estados, sendo 16 cursos em
era
era universidades
rais.

fede

Apenas 11 cursos funcionara
funcionam em
era cidades do interior,

consj_
consi_

derando-se que o Curso de Niterói foi, ati bem
bera pouco tempo,

era
em

capital de estado.

mjj
rajj

Desses 11 cursos, 7 estão localizados em
era

nicTpios do Estado de São Paulo, onde ba
ha a maior concentração de
bibliotecários:

3.533.

0 outro estado que possui, a

seguir,

maior número de profissionais registrados ié o do Rio de Janeiro,
cora
com 2.906 (4).
Ati
Até os anos 40 a capacitação de bibliotecários era

feita

ou no Rio de Janeiro (Biblioteca Nacional e Departamento Admini^
Adrairii^
trativo do Serviço Público) ou em São Paulo (Colégio

Mackenzie

em curso
era
cuíso elementar. Departamento de Cultura de São Paulo e
la de Sociologia e PolTtica).

Só
Sõ a partir de 1942 começaram

ser formados bibliotecários em
era suas próprias regiões.
regióes.

Ora,

Esco
Esc£
a
hã

trinta anos atrás, qualquer cidade brasileira,
brasiléira, mesmo capital, e^
tava para o Rio e São Paulo como estariam, na época, o Rio e São
Paulo para Paris.

0 modelo de biblioteca a ser transferido para

as cidades menores, entretanto, baseava-se na BibliotecaNacional
e nas ministeriais do Rio, então Capital Federal ou

202
Digitalizado
gentilmente por:

Distrito Fe

�deral ou na Biblioteca Municipal Mário
Mãrio de Andrade, no
da capital de São Paulo.

município

Estas, por sua vez, calcavam-se

em mo
m£

delos europeus e americanos e,’
e,' durante décadas, foram nossos

p£

radigmas a Library of Congress - organização, cabeçalhos de

a£

suntos, fichas impressas - e a Biblioteca Apostólica Vaticana
regras de catalogação.
Assim, os bibliotecários brasileiros, em sua maioria

pr£

cedem de cursos localizados em áreas metropolitanas, com maiores
oportunidades culturais e maior possibilidade de absorção de mão
de obra, deslocando-se ãs vezes de seu habitat apenas para

os

grantes centros.

Quem faz os bibliotecários
Ques

Como a maioria dos professores de cursos de

Bib1iotecono^
Bibliotecon£

mia, nas capitais, surgiu depois dos anos 40 com a criação
cursos em universidades federais, e foram eles que formaram
geração que agora os substitui, é interessante olhar para

dos
a
essa

geração de professores, hoje já
jã em vias de extinção e na qual me
incluo.
Incluo.

Confronto entre gerações de professores
A herança cultural do bibliotecário brasileiro dos
40 e 50 foi bem diferente daquela que a sucedeu - viemos da

anos
era

203

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I Sc a n
OemclanKnt«
Gervoclannito

^
&lt;/ ^

-.0

11

12

13

�pré-televisio.
pri-televisão.
Os primeiros cursos de Biblioteconomia, quer do Rio e São
Paulo, quer dos primeiros iniciados em outras capitais,

tinham

por alunos adultos originãrios
originários na sua maioria da alta classe
dia.

Vinham de famTlias em que predominavam as profissões

m£
libe

rais, com fartas bibliotecas particulares, que desde cedo se

h^
h£

bituaram ãs
is expressões corretas no linguajar diãrio,
diário, que em

g£
ge

ral liam e/ou falavam

corretamente o francis,
francês, o inglês
inglis e o esp£

nhol,, e que podiam fruir de
nhol
dè espetáculos e outras
culturais prõprias
próprias ao seu meio:
meio;

oportunidades

teatros, concertos, clubes

cinema, galerias de arte, conferências.

e

Pautaram sua infância e

adolescência pelo modelo europeu e aceitaram, em parte, na idade
adulta, a influência americanizante do apõs-guerra.
após-guerra.
Os cursos que se implantaram nas décadas de 40 e 50

tive
tiv£

ram como seus primeiros alunos adultos graduados em outras áreas,
ãreas,
ou adultos com experiência de magistério, ou pessoas possuidoras
de razoável carga de leitura, senão frequentadores assíduos
assTduos

de.

concertos e salões de arte, pelo menos conhecedores, através

de

leitura e discos, dos principais compositores e gêneros

musj^
musi^

cais, dos grandes pintores e escultores e suas escolas e obras .
Tal conhecimento não lhes vinha por serem frequentadores de
bliotecas públicas, mas de suas prõprias
próprias bibliotecas e

discot£
discote

cas, das de amigos ou por ocasião de viagens ao estrangeiro-,
estrangeiro,
Rio e a São Paulo.

bi^
bj^
ao

Naquela década - anos 50 - somente 0,01% dos

brasileiros haviam completado cursos superiores (3).

204

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stem
Gereaclanent»

�Os bibliotecários professores da atual geração de

doceji
doceri

tes eram portanto frutos de uma cultura elitista, alienada e até
reacionãria.
Já a nova geração de p^.essores
p -.essores de Biblioteconomia

dife^
dife

re em muito da geração que a precedeu.
Nos últimos trinta anos as diferenças foram se acentuando
e aos docentes que ora integram os novos quadros se lhes oferec£
oferece
ram oportunidades não desfrutadas pelas gerações anteriores,

ou

seja:
a) bibliotecas em funcionamento hã
há vãrios
vários anos,

organiz^
organize

das segundo os moldes padronizados pelo ensino da

Bj_

b1ioteconomia e dirigidas por bibliotecãrios
blioteconomia
bibliotecários graduados
em Biblioteconomia, a braços e tropeços causados

pela

adoção de modelos desvinculados de nossa realidade,
que lhes propicia uma percepção e crTtica dos

o

valores

veriam ter sido levados em conta
e objetivos que de
deveriam

ao

se planejar a biblioteca;
b) maiores oportunidades de treinamento, especialização e
pós-graduação oferecidas por cursos patrocinados pelas
Associações de classe, os Departamentos de

Biblioteco

nomia e pelos convênios com instituições estrangeirase
nacionais, congressos, seminãrios,
seminários, encontros, etc.;
c) a libertação a certos preconceitos e tradições,

permj^

205

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OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

13

�migração para locais de estudo ou trabalho que
tindo a raigraçao
mais lhes interessem;
raais
d) a abertura em relação aos que são considerados

como

marginais na sociedade e confraternização rãpida
rápida e sem
complexos com aqueles de sua geração com opiniões opo£
opo^
tas ou de origens étnicas ou sociais diferentes.
A esta geração de professores será
serã mais fácil o

trabalho

de alertar seus alunos quanto ã prática da ação cultural e a anl_
an1_
mação, como prática política de uma profissão.

Para quem sao
são feitos os bibliotecários
Os bibliotecários brasileiros são feitos para atender uma
uraa
consUnir
suposta clientela urbana, com instrução suficiente para consumir
0 conteúdo das obras existentes nas coleções de bibliotecas

de

metrópoles, quase que exclusivamente compostas por livros e
metrõpoles,

p£

riõdicos impressos.
Os bibliotecários são feitos para o grande empregador
0 Governo - em seus órgãos da administração direta e indireta,fe
derais, estaduais e as federais nas vãrias
várias regiões da Federação.
As Universidades, desde que criadas, têm
tim sido as principais

em

pregadoras onde os órgãos federais ainda escasseiam e onde os
ós s"^
lãrios estaduais e municipais são irrisórios.

As Bibliotecas Pú

blicas Estaduais - mas são apenas 32 (trinta e duas) - após

206

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stem
Gereaclanent»

os

�incentivos do Instituto Nacional do Livro, começam a formar seus
quadros com profissionais legalroente
legalmente habilitados. Apenas a

Bi^
Bi_

blioteca Municipal Mário de Andrade e sua rede de Bibliotecas iji
fantis, em São Paulo (Capital), absorveram desde o inTcio
soai oriundo dos cursos locais.

pe£
pe^

As empresas - em geral

socied^

des de economia mista - jã
já recrutam parcela razoável de

profi£

sionais.

Restara as
Restam

3.200 (tris mil e duzentas) bibliotecas

blicas municipais e salas de leitura espalhadas pelo
nacional (8).

AlT não
náo chegam os bibliotecários.

pG
pú

território

CE terra de ni^
nin

guim.
guim;
são feitos
De qualquer forma, os bibliotecários náo sáo

para

servir ãs pequenas comunidades, aos mais carentes, aos menos in^
truTdos, aos "sacrificados".
Toda a formação dada pelos Cursos de Biblioteconomia é na
suposição de'
de atender uma clientela de especialistas,

pesquisado

res, docentes e alunado do ensino superior e atender

administr^

dores ciosos da preservação do patrimônio bibliográfico de

suas

instituições.
Instituições.
E só
sõ examinar o conteúdo programático
prograraático dos diferentes

cur

sos existentes.

0O usuirio, 0o grande desconhecido
Visando neutralizar a preocupação de um ensino voltado e2Ç^
e)(

207

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stem
Gereaclanent»

0

11

12

�cl US i vamente para as técnicas de serviços-meio,
clusivamente
servi ços-meio, o Instituto
cional do Livro, a partir de 1972, celebrou convinios com Univer
Unive£
sidades Federais mantenedoras de Cursos de Biblioteconomia, para
possibilitar alunos bolsistas de seus Cursos como estagiários em
Bibliotecas Públicas Estaduais em serviços exclusivamente destinados ao público, isto i, serviços-fim:

Referência, Assistência

aos Usuários, Consulta e Carro-Bib1ioteca
Carro-Biblioteca..

Entretanto,

ainda

que recebessemos relatórios que justificavam a razio da bolsa
estágio em serviços ãá comunidade - em alguns casos os

estagiá

rios eram desviados para tarefas rotineiras em servi ç.os-mei
ços-mei o. En^
tende-se.

0 sistema educativo, portanto,escravo do mercado, pr£

para um bibliotecário para áreas metropolitanas, para

grandes

instituições principalmente governamentals, centrais ou

para-g£
para-go

vernamentais, pois estas sáo
são as que, supõe-se, podem absorver
produto dos cursos de Biblioteconomia e oferecer aos

o

biblioteca
bibliotecá

rios melhores salários, em
eiji locais onde há, acredita-se,

melhor

qualidade de vida.
Assim, a formação
formaçáo dos profissionais esteve muito mais vo]^
voj^
tada para a cultura-objeto:

preservação
preservaçáo e conservação
conservaçáo das

col£

ções e ás
ãs práticas que assqgurassem esta preservaçáo
preservação e seu

cori
cojn

trole.
Incrível como pareça, a idéia do usuário sõ veio a

ser

despertada quando o computador entrou em cena, isto ê,
é, quando bi^
bj_
bliotecários
bliotecãrios brasileiros tomaram conhecimento de 35^^ Conference
and Congress of Documentation - FID, na Argentina»,
Argentinav, em 1970

na

qual todo o0 evento foi dedicado ã comunicaçáo,
comunicação, treinamento e in^

208

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stem
Gereaclanent»

�trumentos para o usuário - de computadores.

Quando o bibliotecário éê usuário da cultura local
Ouvimos, dois meses atrás, observação de professor em cu£
so para p5s-graduados,
pós-graduados, referindo-se ã dificuldade que os

alunos

(todos bibliotecários, graduados em Cursos de Bi bl i oteconomi
oteconomí a) en^
eji
contravam na busca e organização das informações para
etapas do trabalho acadêmico.
acadimico.

realizar

Ouvindo a observação, respondi:"0

nosso bibliotecário, na sua maioria, ie sõ bibliotecário, não

é

usuário de biblioteca".
Se 0 bibliotecário desde a infância fosse frequentador a^
sTduo de bibliotecas organizadas, isto é, com os serviços

que

ela deve oferecer, com catálogos eficazes e um serviço de orientação e atendimento correto, naturalmente que teria, ao
ao Curso de Biblioteconomia, um passado-b1bliotecário
passado-bibliotecãrio .

chegar
Ora,

frequincia ãs bibliotecas organizadas, de modo geral, se
frequência

a

inicia

entre os 17-18 anos, por ocasião do ingresso na Universidade,pois
durante o vestibular o regime éê de apostilas fornecidas

pelos

“cursinhos".

seguj^

Se o bibliotecário desde a infância tivesse

do uma seqüenciação que o levasse ao hábito de leitura, isto

é,

canção de^ninar,
de ninar, história contada ou lida a hora de dormir -

li_

vros de figuras e pequenas legendas - textos fáceis em

caract£

res próprios acompanhados de ilustração, e se fossem criados
casa com livros, com o exemplo de pais ou responsáveis e

em

pareji
pare£

tes que estivessem sempre lendo ou comentando leituras, então

o

209

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Sc a n
stem
Ciereaclancnta

�futuro bibliotecário chegaria ã adolescência com hábitos de
tura já formados e interesse por livros.
isto não êé s5
sõ no Brasil.

Tal não
náo acontece -

lei_
e

Há um ano atrás a revista francesa

L'Express - publicou 's resultados de uma pesquisa sobre a queda
de leitores, na França.

As horas vagas foram tomadas

principal
principa2

mente pela televisão e, sobre isto, há literatura suficiente

pa
p£

ra nos assustar.
Desde os primõrdios
primárdios do ensino da Biblioteconomia no

Br^

sil tem-se observado que os alunos egressos de cursos superiores
áreas, tim
têm melhor desempenho como leitores e
de outras ãreas,

pesquis^

dores que aqueles vindos diretamente do segundo grau para o
so de Biblioteconomia.

Isto nos leva a crer que ã formaçáo
formação

Cu£
Cur
de

um bibliotecário deve ter não s5
sõ como pré-requisito certa maturi^
matur^
dade como também um lastro de conhecimento em algum campo espec^
fico e correspondente experiência de estudo e pesquisa neste cam
po.

Biblioteca e cultura local
Cultura local ou cultura da pequena comunidade, a
dade que Robert Redfield considera como

"um dos poucos

comunj^
comun^
proemj^
proem^

hentes todo-humano. Conhecida diretamente, e mesmo sem muito
nentes

e^

forço para analisá-la ou classificá-1 a,provê aquela espécie

de

entendimento que é dado a conhecer uma pessoa, a história de

um

povo,a*sua literatura" (9:157),mas também, como escreve

Chipoy:
Chinoy:

"Mantêm-se num nTvel pouco acima do mTnimo
mínimo necessário ã subsistéji
subsistén
cia, pouco produzindo do excedente necessário ã edificação de uma

210

2

3

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Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

�cultura cada vez mais complexa e diferenciada" (10:374).

0

vel pouco acima do mínimo necessário ã subsistência", no

Tercej^

ro Mundo, nem chega, is vezes, a ser alcançado.

"nT
"nf

Entretanto,

considerarmos ainda com Chinoy que "... de importância

se

central

na definição da' cultura ié o fato de ser ela ao mesmo tempo,apren^
tempo,apreii
dida e partilhada", e que "os homens (...) não herdam seus

hibj[
hãbj^

tos e crenças, suas habilidades e conhecimentos; adquirem-nos d£
rante o transcurso de suas vidas [^e^ o que aprendem lhes vem dos
grupos em que nasceram e nos quais vivem." (10:58),

explica-se

como ié possível, em comunidades paupérrimas como, por

exemplo,

Tracunhaém, no interior de Pernambuco, existir uma comunidade
Tracunhaim,

a

perpetuar a arte da cerâmica e, na geração atual, encontramos as
surpreendentes e belas peças eróticas de Carlos Roberto da Silva,
0 Betinho, agora já com seus discípulos, tão criativos e

desini_
desini^

bidos quanto o mestre (11:35-37).
Mas que dizer das bibliotecas dessas comunidades?
tas, apenas uma sala de leitura; em outras, nem isto.

Em muj^

A coleção,

em geral pobre, repetida, desatualizada e inadequada ao nível de
conhecimento da maioria local, cresce a quota de doações do
tituto Nacional do Livro e de escassas compras, sabe Deus

In^
base^

dos em que critérios de seleçãp, realizadas pela Municipalidade.
Entregues ã direção de leigos em perpétua rotatividade,

pouco

efeito pode-se esperar dos ensinamentos proporcionados

pelos

treinamentos intensivos do Instituto Nacional do Livro,o PROÍIAB
PROTIAB
ni^
(Projeto de Treinamento Intensivo de Auxiliares de Bi bl i oteca,i
oteca,ini_
ciado em 1973).

211

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stem
Gereaclanent»

�A criação do Sistema Nacional de Bibliotecas, pelo

Insti_

tuto Nacional do Livro, em 1977, procura contornar tais deficiên^
cias.

Mas a questão estã na formação de hãbitos
hábitos de leitura

em

indivíduos que mal sabem ler e que, quando poderiam se iniciar ,
encontram livros acima de suas possibilidades de decodificação.O
decodi f icação.0
projeto de edição de livros para neo-leitores, iniciado em
pelo convinio entre Instituto Nacional do Livro e MOBRAL
mento Brasileiro de Alfabetização) que seria ura
um passo

1973
(Movi-

positivo

para suprir o hiato alfabetização - leitura corrente, foi desati_
desatj_
vado ap5s
após umas poucas obras editadas.
Como vimos, os bi
bibliotecários
bl i otecãri os não são feitos para as
bliotecas das pequenas comunidades rurais e suburbanas.
preparados para seus problemas nem elas lhes oferecem

bi_

Não são
atrativos

capazes de arrancã-los
arrancá-los ãs facilidades oferecidas pelos

grandes

centros,
centros.

Medidas e atividades positivas visando a AC bibliotecária
Mas se ainda que de forma tinue, considerando a magnitude
do problema, algumas
a 1gumas políticas
polTticas e ações têm sido tomadas

visando

a melhoria das condições culturais através da biblioteca.
Em 1972 0 Instituto Nacional do Livro chegou ã

conclusão

de que, sem o apoio dos bibliotecários, seu Programa de Bibliot£
Bibliote
cas Públicas não poderia ser executado.

Com a finalidade de

tegrar os responsáveis pela formação, associação e

212

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iji
iri

fiscalização

�de profiss1onais•de
profissionais de Biblioteconomia, foi realizado o "I Encontro
de Responsáveis nela
nola Execução do Programa de Bibliotecas no

Br^

sil", de 19 a 21 de abril de 1973, em BrasTlia-DF (12). Entre as
nove recomendações geradas pelos cinquenta e seis participantes,
vale ressaltar a de nÇ
n9 3.

'

"Considerando-se que o bibliotecário é um agente

social

por excelência que, para atingir os seus objetivos, deve se
ler de sua formação técnica como um meio, mas que na

v^
va

realidade

nacional, contudo, não está agindo como tal por deficiências
deficiincias deco£
déco£
rentes de condições concretas e desfavoráveis; recomenda-se que:
a) sejam corrigidas as falhas ocasionadas pela falta

de

planejamento bibliotecário;
b) venham a ser assumidas providências para sanar a carêji
carÍ£
cia de auxiliares de bibliotecas;
c) ocorra
ocorra-mudança
mudança na orientação excessivamente tecnicista
do ensino da Biblioteconomia, a fim de

possibilitar

aos futuros bibliotecários exercer efetivamente o

pa
p£

pel de agentes sociais. (12:10)
i &gt; •'
Como resultado, o ensino de "Planejamento Bibliotecário "
foi ministrado pela primei-ra
primeira vez em 1975, como curso de

especi^
especi£

lização, na Universidade Federal de Pernambuco/Departamento
lizaçáo,

de

Biblioteconomia e vem sendo repetido com 1igeiras
ligeiras variações

n^

quela Universidade, na Universidade Federal da Paraíba,
ParaTba, na

Unj_
Unj^

213

2

3

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stem
Gereaclanenta

�versidade de BrasTlia,
Brasilia, Universidade de Sio Paulo,

Universidade

Federal do Paraná,
Parana, Universidade Federal do Maranhão, ora em
era

cu£

sos de pós-graduação, ora como
corao disciplina do currTculo
currículo de Mestr£
Mestr^
do, ora incluído em Administração, dentro do currículo
currTculo mínimo de
graduação de Biblioteconomia, corao
como acontece desde 1978 na Unive£
Univer
sidade Federal da Paraíba.
Outra resultante foi a realização de dezenas de cursos de
treinamento intensivos de auxiliares de Biblioteca - o PROTIAB a partir de 1973, era Municípios polos do território Nacional.
Quanto ã "mudança na orientação excessivaraente
excessivamente

tecnicis^
tecnici^

ta", várias tentativas têm
tem sido feitas para mudança do currículo
aprovado pelo Conselho Federal de Educação.
Vale ressaltar a recente reformulação apresentada pelo De^
partamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Paraná,
partaraento
baseada nas "mudanças sociais e suas implicações,
iraplicaçóes, em
era relação

ã

Biblioteconomia", que entre outras decisões indue
inclue na disciplina
"Fundamentos de Biblioteconoraia'^
Biblioteconomia'^ (90 horas e 6 créditos) a

uni-

dade "Biblioteca e Sociedade" cora
com o objetivo de "proporcionaruma
"proporcionar uma
visão da situação atual da biblioteca e suas perspectivas" e, co
co^
mo sugestões ã reformulação do currículo mínimo, um
rao
ura

reagrupameri
reagruparae]i

to das matérias inCluindo
inÇluindo entre matérias de fundamentação geral,
entre outras. Comunicação e Problemas

Sõcio-político-econôraicos
SÕcio-político-econômicos

do Homem Brasileiro e, entre as matérias instrumentais, entre ojj
tras. Psicologia Social (13:3-40).

214

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stem
Gereaclanent»

�Se não i possTvel

a inclusão
inclusio no currículo atual de assun

tos específicos corao
como Animação
Aniraaçio e Ação
Açio Cultural, em parte a lacuna
poderã ser suprida era
poderá
em cursos de pós-graduação a nTvel
nível de aperfej^
çoamento, especialização ou mestrado;
çoaraento,
mestrado,' corao
como ocorreu na Universid^
Universida
de Federal da

Paraíba e dp que o temãrio
teraãrio deste Congresso é

fr^
frjj

to.
Quanto aos trabalhos com
cora comunidades interioranas,
interioranas ,
0 projeto de carro-biblioteca no eixo Marabã-Santarêm
Marabã-Santarim da

houve
Transa
Trans^

mazônica, mantido pelo Instituto Nacional do Livro e cuja
raazônica,

expe
exp^

riência bem poderia ser relatada em
riincia
era documento pela bibliotecária
responsável pela execução do projeto. Professora Maria Célia Ch^
Ch£
gas Cunha, de Belém.

Outro carro-biblioteca do INL, cedido

em

comodato ao Departamento de Biblioteconomia da Universidade Fede
Fed^
ral do Rio Grande do Sul realizou trabalho profícuo

despertando

nos alunos estagiários
estagiãrios verdadeiro erapolgaraento
empolgaraento pelo trabalho(14).
Durante o X Congresso, era
em Curitiba, foi relatado o resultado

do

serviço de extensão da Biblioteca Pública Central do Estado

da

Bahia (15:1141-49) e era
em Recife, era
em aglomerado urbano sub-norraal,
sub-normal,
a Biblioteca Pública Estadual de Pernambuco Castelo Branco, está
desenvolvendo junto ã comunidade de Brasília Teimosa, área
pérrima, ura
pirriraa,
um trabalho que será rel.atado neste Congresso por

pau
pa^
Harg£
Marga

rida Maria de Andrade Matheos de Litna,
Lima, diretora do Sistema de BJ^
Bi^
bliotecas Públicas do Estado de Pernambuco.
Aos poucos, bibliotecários brasileiros estão sendo

cham^
chama

dos a participar de seminários cora
com sociólogos, pedagogos,

antr^
antro^

põlogos e coraunicólogos.
comunicólogos.

Não que sua formação acadêmica lhes t£

215

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stem
Gereaclanent»

�1
nha dado base para discutir hábitos de leitura e aspectos

cult^

rais da Biblioteconomia, mas, como escreve em espirituosa carta,
a bibliotecária Mareia Cruz, do Departamento de Bibliotecas

In

São Paulo/Biblioteca Infantil
fanto-juvenis do Município de Sáo

Mot)
Mo£

teiro Lobato "porque eu, mesmo sem todos os tTtu
tl tu 1 os .tenho
,tenho a

vi_

vencia" e poude dar sua contribuição ao 39 Congresso de

Leitura

do Brasil, em Campinas, SP, junto a Otávio lanni, Moacir Gadotti,
Eliana Yunes, Marisa Lajola, Regina Silberraan
Silberman e Ligia Averbruch.
Assim também foi chamada Margarida Matheos de Lima como exposito
ra convidada pela Fundaçáo
Fundação Nacional do Livro Infantil e

Juvenil

do Rio, em Seminário sobre hábitos de leitura, realizado na

Bi_

blioteca Central, em outubro deste ano de 1981, como promoção da
Pr5-Reitoria de Assuntos Comunitários da Universidade Federal de
Prõ-Reitoria
Pernambuco.
Mas tudo 0 que foi feito, até agora, éi pouco, muito pouco.
São ações esparsas individuais, são projetos descontinuados, são
Sáo
experiências eventuais sem grande respaldo e sem duradouros efej_
efei_
tos..
tos
Hã também algumas interrogações que cabem aqui fazer."Até
fazer.“Ati
que ponto o bibliotecário aceitará os hábitos e padrões
naquela comunidade (onde serve)?

usados

Até que ponto terã para

significaçáo
significação interior aquela forma de conduta?

ele

Ati
Até que pontoele

será capaz de exteriorizar a aprovaçáo
aprovação da forma de conduta dessa
comunidade e ao mesmo tempo perceber que a forma de conduta

des

sa comunidade não é a adequada para levar a cabo um programa

de

desenvolvimento econõmi
econõmico-social
co-soci al e tentar modificã-la?"(16:102).

216

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stem
Oereaclamento

�Que subsídios
subsTdios recebeu o bibliotecário durante sua formaçao
formação

para

se engajar consciente e efetivamente
efetivaraente num programa de Ação - Cultjj
Cultji
ral ?

Poder bibliotecário e Ação Cultural
Cultura!
0 expositor ao abordar a "ação cultural de um ponto

de

vista mais especifico
especTfico da biblioteca", observa que a AC na bibli£
teca pode ser "um instrumento para a superação
superáção do poder doespeci£
lista", no caso, o bibliotecário.
Lembro ao expositor que no Brasil não ocorre na
do bibliotecário o que ocorre em países da Europa.

formação

A regra éi

aluno sair do ensino de segundo grau, ingressar no Curso de

o
Bi_
Bi^

b1ioteconomia
b 1 ioteconomia e dele sair após
ap5s um aprendizado dirigido para maté
mat£
rias de formação profissional objetivando a organização e

adm^
adn',i_

nistração de se
serviços-meio
rvi ços-mei o (preservação
(pres-ervação e controle do acervo)

e

muito pouco voltado para os aspectos humanísticos.
0 bibliotecário de uma biblioteca agrícola, não é um agrô
agrõ
nomo com um curso de Biblioteconomia, nem o é, na Biblioteca

de

Medicina, um médico com curso de Biblioteconomia.

bi_
bi^

0 caso de

bliotecários que depois de graduados fossem realizar cursos
bliotecãrios
tinentes ã área

pe£

em que desempenhassem suas tarefas, não é o

mum, embora conheça algumas exceções demonstrando o zelo

co

profis

sional em bem servir.

Os bibliotecários estiveram mais .vo
voltados
1tados para os

servi_

217

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�ços-meio e durante décadas deixaram o atendimento dos
entregues a leigos.

usuários

Felizmente o quadro vem se modificando rapi_

damente, mais o pesquisador ainda nio
não depende do

bibliotecário

como orientador ou consultor em suas pesquisas (17). Portanto, o
bibliotecário não ié um "decididor" que diz quais livros ler

ou

não.

eji
e£

Ele i ainda aquele que encontra livros, ele sabe onde

contrar pistas para buscar informações, mas ele não pode avaliar
conteúdos simplesmente porque ele não i especialista, como o éi o
usuário,'em
usuãrio, em determinado campo da ciência ou das artes, da fllos£
flloso
fia, etc.

Ele, em geral, nem leu, nem estudou as obras da

cialízação da biblioteca.
cialização

esp£
espe

0 bibliotecário sabe apenas o que fòi
foi

editado e divulgado sobre o assunto e nem sempre o sabe.
0 ideal seria que o usuário conseguisse exprimir,

artic^
articjj

lar, comunicar aquilo que necessita e então o bibliotecário habi_
litado a compreendê-lo, tentaria adquirir, tornar acessível ,aqui^
,aqui_
lo que ele pedisse sem interferência, sem preconceito.

Livro e leitura como instrumento
Instrumento dialõgico em áreas em
desenvolvi mento
desenvolvimento
"Uma biblioteca pública, ê um serviço prestado aos

leito

res, mas não a sede de uma atividade comunitária" (18:91). A atj_
ati^
vidade - individual - da leitura se processa unicamente no
(19:305).
tor (19:
305).

Vei^
Vei_

reali^
El possível ã biblioteca pública programar e reali_

zar atividades que podem

despertar ointeresse pela leitura

e

aprofundar o conhecimento adquirido com a leitura - refiro-me ãs
horas do conto para crianças e clubes de leitura para

adolesceji

218
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OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-^

11

12

�tes e jovens (20 e 21) - mas, o ato de ler é, excl usivamente,obra
us i vamente,obra
do leitor. Sõ quando estamos lendo, nós
nõs mesmos, vamos criando
construindo, de acordo com nosso acervo de informações, de
sas associações, de nosso passado cultural, e compondo o

e
no^
nos

quadro

- a nosso modo - daquilo que o autor quis comunicar, isto i,

o

■

que ele pensou e o que ele escreveu.

0 processo da percepção exata do real sõ pode ser tentada
a medida que tenhamos mais e mais informações sobre o objeto per
cebido.

Ora, qual o estoque de informações que possue.m

aqueles

onde se desenvolverá a AC e a animação bib1iotecãria?
bibliotecária? Hoje,ouvem
rãdio,
rádio, vim
vira televisão, vão até a cinemas.
dos, um borbotão de palavras e imagens.

Ouvem e vim, em segunMas o que

representam?

0 que significam?
Que associações terã
terá um estrangeiro, que jamais saiu e vi^
vj^
veu além
alim das fronteiras de seu paTs, lendo este trecho
traduzido:

embora

"Então ele virou na formiga quenquem e mordeu Iriqui

pra fazer festa nela.

Mas aa,moça
moça atirou a quenquem longe.(Então
longe. Então

MacunaTma virou num pi de urucura.
urucum.
sementes se faceirou

A linda Iriqui riu, colheu as

toda pintando a cara e os distintivos.

Fj^
Fj_

cou lindíssima" (22:22).
Por outro lado, como um rurTcola alfabetizado, mas que ou
Mobral , entenderã,
entenderá,
tra coisa não leu senão os cadernos do Mobral,

isto

i, criarã
criará mentalmente as imagens e associações quando se deparar
com este trecho:

"Esta é5 a cara daquele gorducho andrajoso

que

estava sentado na sala de Twitchett, hã
há tantos anos jã, quando a

219

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-^

11

12

13

�velha Rainha Bess veio jantar aqui; e eu o vi", continuou

Orlan

do, agarrado outro daqueles trapos de

mesa,

cores, "sentado

iã

quando espreitei, ao descer a escada, e tinha os olhos

mais

pantosos", dizia Orlando, "que jamais se viram, mas quem
era ele?" perguntava Orlando, porque aqui, a memória

diabo

acrescent^
acrescenta

va ã testa e aos olhos, primeirp,
primeiro, uma gorjeira ordinária e
benta, e depois um gibão pardo, e finalmente um par

es

de

se

grossas

botas, como usam os cidadãos em Cheapside." (23:240-241).
Que estoque mental seria preciso ele ter para decodificar
não sõ as palavras mas o sentido, a idéia do autor?
Entretanto há
hã livros que são entendidos em sua

inteireza

quando lidos a analfabetos. Não livros "fáceis". Guimarães

Rosa

pode ser compreendido por qualquer nordestino, ainda que

suas

histórias se passem nos Campos Gerais.
Geráis.

suas

Mas a matéria de

histórias é a mesma de que é feita a vida do nordestino
(segundo nós).

inculto

Por isto eles entendem, eles têm
tim a percepção ex^

ta doreal,
do real, através do diálogo autor-ouVinte.
Conclusão
Para que o bibliotecário brasileiro possa assumir a

"prã^

tica política
polTtica de nossa profissáo
profissão através da AC e a animação

bj^

bliotecãria" (1:4), é necessário que haja várias mudanças.

Por

exemp1
o:
exemplo:
V- - Para compreensão por parte dos responsáveis pela for
fo£

220

Digitalizado
gentilmente por:

�mação de futiiros bibliotecários de que é um risco a adoção de m£
maçãõ
mo^
delos importados.

Nossa cultura com suas peculiaridades não
não' p£
po

de nem deve ser tratada pelas regras adotadas em paTses de form£
ção étnica histórica e condições geográficas completamente dive£
sas do Brasil.

Não basta a inclusão em currículo de disciplinas

fundamentais ao desempenho da Animação e da Ação Cultural,

iinj_
nj_

cialmente hã que pesquisar muito para chegar ãs diretrizes do eji
e£
sino.
2- - Para que se entenda que a fo.'mação do

bibliotecário

brasileiro não pode ser estanque, voltada ãs técnicas da inform£
informa
ção exclusivamente, hã que se considerar a continentabi1idade
continentabi1 idade do
Brasil, e a necessidade de um desenvolvimento harmõnicoe
harmônico e
gético tanto econômico, tecnológico, científico como,
gitico

sine£

principal_

mente, cultural da sociedade brasileira.
3- - Para que se estenda, de forma direta ou indireta,
ação do bibliotecário no interior do paTs, quando

a

efetivamente

integrado ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
4^ Quando se estabelecer o diálogo bibliotecário -

usuã

ri 0, então, poderemos pensar'em Ação Cultural e Animação.

221

Digitalizado
gentilmente por:
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Sc a n
stem
Gereaclanent»

�me)!

• í**j,*"ff?*y
.ab oMEM
.äOAflüMASítiís*
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MlM.fk6, Hari8
de Lourrt«»
,0®Cf ,otvN ob oiuDirD .ofufcS oÍ2
Referâftçja g A$si $ tine i £ acgs Leitgi^es ,

Atjfre, Uni vei^i 1 da de Federal do
Srande do Set
OÍ2 .obn&gt;i[tQ ja j ^ewoffeO . eiM .ßfnrgTrV ,U0QW - £S

, ,t NdA, 0

.S';er ,r»iujfu3
i»''
fl » CüiWA, Hur ! t 0 Bastos,
CK Hinas Gerais.

Necass idades de 1 nf oraiação es jet) i o^o
Selo Horl3ante, 1S78. OHserííção

apre

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nss Sernis para obtenção do grau de Mestre es:

ßjblioieco

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bans,

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8 pensainen

to operírto sobr* a cultur* p!s França ap.srtir de

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do sêcult' üít ecr *tarce' Uevid, £«: £C0U PfíATIOUf'

Df.5

HAUTES ET UOr 5 - ác.SSõXME .

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ciais.

Mfyeis de cultura t grjpns

tiiiresjjt 4ú Culture eí Groupes bôcíaax, &gt;557)

Cc

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Lisboa. Cosnc'5 i Santos, Martins Fontes, ’974,
W.
W 20 - LARRICK, Nancy
TIH-.

Guie.dos pai: «a escpiPa de 11yros

para

(A parents guide to children's ’^■díng').'

São

Aâulo, Centrf' de Bi b !ia te . anosip, para o Dríeftvül yí*«nio ,•
1969.
CERP.S, Senev1?ys s outros. Regards neufs ser 's lectuí-e.PK
ris, E d . d -j S e u í ! , '951. . P e u p 1 e et c u 11 ■ r r . / &gt;

cm

1

3

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�LA BIBLIOTECA VY LA ACCION CULTURAL

el Professor ROBERT ESCARPITT
por e1

Nadie nunca ha podido definir 1a
la cultura.

En francês s£
S£

lo existe una sola palabra para culto y cultivado.

AsT es que

cuando se ire
tre habla de cultüra,
cultura, siempre
sierapre pregunto quien es

el

cultivador, quien siembra, quien cosecha y quien vende el

pro
pr£

dueto.

Y a veces tambien
tatnbien me pregunto si no hay mas encanto en

um baldTo con sus flores agrestes que en un campo de nabos

,

cualquier sea su rendimiento
rendiraiento por hectãrea.
Si desconfio dei concepto de cultura, aún más
mis dudoso
parece il de acciõn cultural.

me

La palabra acciõn supone que al_
a]_

guien actua, pero quien es ese alguien?
La verdad es que la acciõn cultural es
un problema de poder y de gobierno.

fundamenta
fundamentalmente
1 mente

Naturalmente existen

mas de acciõn cultural de parte de fuerzas ideolõgixias
ideolõgi.cas que

fo£
no

estan en el poder, pero son parte de su estratégia para llegàr
llegár
a il y preparar el terreno por su futura política.
sigio 19, 1a Ligue de 1'Enseignementfué
1'Enseignementfüé
En la Francia dei siglo
uno de los primeros ejemplos de una organizaciõn

enteram&gt;ente
enteramiente

dedicada a la acciõn cultural con un objetivo ideolõgico,pui«,
ideolõgico,pués ,
bajo fil.
el. império de Napoleon Tercero, preparaba lo
1o que se

11a

227

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�mõ despuis
después "la reconquista de la República por los
nos".

republica-

CosechÕ el fruto de sus esfuerzos culturales quando los
Cosechú

republicanos llegaron al poder y fundaron la escuela laica,gr^
laica,gr£
como, preci s^
tuita y obligatoria hace justo un siglo este aíio, como.preci
mente, medio de acciSn
acciõn cultural dei nuevo régimen.
Por supuesto se puede concibir una forma de cultura

en

la cual el cultivador es el individuo mismo que siembra en

sT

la semilla que escoje libremente y cosecha la fruta por su pr£
pro
vecho proprio. Si hay acciún
acciõn cultural entonces, se debe

limi_

tar a aconsejarle, a facilitarle el cultivo, inclusu
incluso a ensefia£
le cierto numero de técnicas que le permitiran mejorar

su pro
pr£

ducciõn segun sus gustos y suj
ducciún
sUj necesidades. Pero
Pero. en ningun

ca
c£

so tal acciún
acciõn debe someter el individuo a un proceso que

no

tendrTa
tendria otro objeto que de hacerle mas productivo
productive de

benefi_

cios econômicos o polTticos para los invertidores de la

indu£

tria cultural.
trTa
cultural .
Claro es que no rechazo por completo la cultura como
rencia.

La conciencia de pertenecer a una historia, de

h£
he

parti_

cipar a una identidad colectiva, sea étnica o nacional, de

r£
re

conocerse en tal o tal creaciõn dei genio humano tambien es un
elemento esencial que permite la elaboraciõn de la cultura

ijn
iji

dividual.

r\a
n£

Pero se trata de una herencia viva que no tiene

da que ver con un conservatorio de obras maestras o como
compêndio de sabiduria desecada.

Si la Iglesia Católica
Catõlica

tiõ - y a veces todavia comitê - el
tiú

Digitalizado
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com£
come

error de ser clerical, es

precisamente porque caiõ entre Ias manos de los clérigos,

228

un

es

�decir de los guardianes de la herencia que se dice kléros
griego.

en

lambien siempre ha existido en Ias
las academias, en

Ias
las

universidades, un clericalismo cultural cuyo papel es proteger
la herencia en lugar de ponerla a la disposicion
disposiciõn de cada

indj^
indi^

viduo para que se la aproveche, para que la haga suya segúnlas
segünlas
exigencias de su propio desarrollo.
exigências
Browning que dice:

Hay un verso de

Robert

"The thoughts of the dead are digested

the guts of the living", es decir:

"Los pensamientos de

in
los

rauertos se digieren en las
muertos
Ias tripas de loo vivos".

Prescindiendo ahora de generalidades, se puede tratar de
precisar cual puede ser el papel de las
Ias bibliotecas en el tipo
de ambiente cultural que acabamos de definir. Etimologicamente,
la biblioteca es un dep5sito
depSsito de libros.

Nadie puede negar

la

necesidad de conservar no solo libros, sino tambien toda clase
de documentos y de objetos que son la traza permanente de
actividad cultural de los antepasados.

Pero no tendrTa
tendría

sentido tal conservaciõn si no era parte de un proceso

la
mucho
mucho

mas amplio de comunicaci5n.
comunicaciõn.
Esto quiere decir que la organizaciõn
organizaci5n misma de la biblio
bibli£
teca debe ser dirigida hacia una utilizaciõn activa por
individuos de los tesoros que conserva.
indivíduos

los

Guando se habla de un

servicio de documentaci5n, se trata de um sistema de

comunic^

ciõn què
qufe no solo permita a cada utilizador
uti 1 i zador la
1 a utilizaciõn
uti 1 i zaci õn actj^
actj[
va dei contenido de la biblioteca, pero tambien que vaya

ad£

lante de los deseos y de Ias necesidades de cada utilizador s£
se
gún sus propios critérios.

229

Digitalizado
gentilmente por:

�Quiere decir tambien
tambien.que
que la biblioteca no sea

estática,

pero que evolucione en el tiempo y se mueva en el espacio.
Todo eso ya se sabe aunque no se aplique en todas partes,
pero se puede admitir por lo menos que la mayorTa de los
bliotecarios ya saben que su papel no se limita a
y conservar libros.

bj^
bi^

catalogar

Queda por convencer Ias autorida
autoridades
des

poH

ticas, pero eso es otra historia.
De toda manera. Ias autoridades polT\,icas,
polTcicas, sean
ticas 0 totalitarias, liberales o autoritarias,
autoritarias , se

democri

desconfian

de los libros aunque, a veces, en forma inconsciente.
temente, yo

Reciein
Recieji

terminaba un reporte sobre el desarrollo de

la

lectura por la frase "Books are a nuisance", libros son una mo
1 es ti a .
lestia.
Y precisamente porque son una moléstia, tienen un
valor de informaciõn.

alto

Por definiciõn misma, la informaciõn es

algo que rompe el orden establecido, el equilíbrio de Ias
mas.

no£
nor

Y la clase de informaciõn que proporciona la lectura

libros tiene un valor particular porque es un producto

de

origi^
origi_

nal de cada lector individual.
En su contribution
contribuciõn sobre La biblioteca como medio
acciõn cultural, Victor Flusser senala los tres problemas
una acciõn cultural libertadora:
ciõn.
va.

Yo anadiría

de
de

invenciõn,
invention, formulaciõn,creaformulation,crea-

un cuarto parâmetro:

la crítica

productj^
producti_

S.i difiero un poco de Victor Flusser, es que yo considero

230

Digitalizado
gentilmente por:

�que la
1a lectura de textos es üna actividad cultural distinta de
todas Ias otras y que sus características hacen de ella el
dispensable elemento liberador que desbarata Ias

i£
in

intenciones

mas 0 menos clandestinas de los iniciadores de la acci5n
acciõn cultjj
ral .
Se puede citar un ejemplo clãsico que podremos
conectar con el caso ya senalado

después

de la Ligue de 1'Enseignement.

A princípios
principios dei siglo
sigio 19, se diõ cuenta, en Francia, la

sur

gente burgesia industrial que el analfabetismo de la claseobr£
claseobre
ra y de los campesinos era un mal cálculo y que el rendimiento
econômico exigia la inclusion
inclusiõn de los trabajadores en la
red de comunicaciõn de masas *exi
'exi sti endo entonces, es
imprenta y la lectura.

decir la
1a

Por una ley de 1833,
1 833, se decidiõ
decidiô

ces la creaciõn en cada pueblo o ciudad de escuelas
que, por supuesto, no eran ni gratuitas, ni laicas.
inversion enorme y el resultado fué
inversiõn
fui impresionante.

única
ento£
entoji

públicas
Fué
Fui

una

En 17 anos

el porcentaje de analfabetos en la poblaciõn masculina de Fraii
Fraji
cia bajõ de 70% a 30%.
ral?

Puede llamarse tal hazana acciõn cuitu
cu1t£

Indudablemente sT.

Los políticos de entonces se

ufana
ufan^

ron de su iniciativa- generosa y humana, olvidando que en

los

roismos
mismos debates de la Câmara de Diputados a1
al argumento decisivo
había sido el interes econômico.

Natural mente, se tomaron

didas estrictas para limitar el peligro.

m£
me

El maestro de

escue
escue^

la quedaba bajo la vigilância estrecha dei comisaria de

po1i_
poli^

cia, dei alcalde, dei
del prefecto y dei obispo.

Se le

prohibía

ensenar cualquier otra cosa que la lectura elemental y
dimentos de cálculo.

Quedaban estrictamente prohibidas

rjj
los r£
Ias

231

Digitalizado
gentilmente por:

�ideas cualquieres sean, y solo la letra dei catequismo

intr£
intro

más que lo puro utilitário en la ensenanza.
ducTa algo mis
Lo que no habTan previsto es que, aun a tal humilde
vel, la lectura es un proceso de anãlisis crítico que

ni_
ni^

entrena

el lector a producir su propia informaciõn, es decir a hacerse
culto por su propia iniciativa.

En otros términos, una

cultu

ra otorgada con intenciones de explotaciõn
explotaci5n o de dominaciõn, si
incluye la lectura, tiene un contra-efecto que pone entre

Ias

manos dei lector las
Ias armas de su liberaci5n cultural.
Los nuevos alfabetizados de la escuela de 1833

estaban

listos en 1848 para leer, aprovechar, profundizar y digerir el
Manifiesto Comunista de Harx
Hanifiesto
Marx y Engels.

Los promotores de

la

ley de 1833 lo descubrieron después de la Revoluciõn de
y impusieron entonces nuevas leyes escolares que
la responsabi1ida
responsabi1idadd cultural dei maestro al cura.
demasiado tarde.

1848

transferTan
transferían
Pero ya

Los Franceses tenTan
tenían el medio de su

era

cultura

que desfiaba cualquier acciSn
acci5n cultural opresiva.
Es lo que entendieron bien los republicanos. Hombres C£
co
mo el editor Jules Hetzel (quien publico obras de Gérard
Nerval, de George Sand, de Hugo y particularmente de

de
Jules

Verne) o como el periodista Jean Mace que se asocio
asociõ con el

p£
p^

ra crear en 1864 el Nagasin d'éducat1on
d'education et de récréatlon,es
recreation,es d£
de
cir una revista de lectura popular.

Jean Mace habTa
había ya tornado
tomado

la iniciativa de lanzar un movimiento de bibliotecas

públicas

fundo la Ligue Fran
Françai
y fué el en 1866 que fundõ
çai se de 1 ' Ensei gnemen t.

232

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sea n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Cvereaclanenta

�Como ya lo dijé, la Ligue de 1'Enseignement
1'Ensei gnement fui
fué un

fo£

midable movimiento de acciõn cultural destinado a difundir

la

ideologia de la república liberal burguesa que entonces

i£
in_

cluTa un patriotismo belicoso inspirado por el espiritu

de r£

vancha contra Alemania.
Hasta cierto punto, se puede decir que este

proyecto

tambien quedo desbaratado por los propios contra-efectos de la
acciõn.

La Lique
Ligue de 1'Enseignement, asT como 1?
Ia escuela laica

que fui
fué su intrumento principal, evolucionaron por completo en
un siglo bajo la presion misma de los hombres y de Ias mujeres
cuya fuerza cultural hcbTan despertado.

Ahora, la Ligue

de

1'Enseignement se llama Liga de la ensenanza y de la educaciõn
permanente.

profé
En cuanto a la escuela, se debe recordar la profi

tica advertência dei estadista Emile Deschanel, padre de

Paul

Deschanel que fui
fué Presidente de la República durante la

Prim£

ra Guerra Mundial.

EscribTa en 1851 que, a pesar de la

hipo

cresia de sus iniciadores, la escuela y la alfabetizacion
a 1fabetizacion
suscité "supõ hacer liberales bajo la Restauraci5n,
suscito
Restauraciõn,
nos bajo la Monarquia
MonarquTa de Julio y■soei
y■socia1istas
a 1istas bajo la
ca".

que

republic^
Repúbli^
Repúbli_

En el siglo 20, el mismo fenomeno continua a producirse.

Tal es la virtud singular de la lectura que siempre de£
de^
pierta el hombre de manana. Claro es que hay otras formas

de

cultura, no solo la música, el teatro a Ias bellas artes, sino
tambien la cocina y el deporte.

Claro tambien es que la

pal^
pal£

bra humana se expresa ahora no solo por el texto, sino tambien
por la difusiõn oral de la radio y la imagen fija o animada,mu
animada,m£

233

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�da 0 parlante que ofrecen el cinema y la televisiõn.
television.
Gracias a Ias
las nuevas tecnologias, la invenciõn, la
mulaciõn, la creaciõn ya no quedan encerradas en la carcel
un elite clerical.

fo£
fO£
de

Yo soy de los que creen en la profesional£
profesionali^

dad de la creaciõn y se desconfian de la nociõn de una cultura
popular espontânea.

No hay canciõn que no tenga un autor y un

compositor, no hay baile que no tenga un inventor, no hay cueti
cue£
to que no tenga un narrador inicial.

La tradiciõn popular tie

ne el doble y contradictorio papel de codificar la obra

para

hacerla transmisible y de modificaria para hacerla viva.
Desde la imprenta hasta los últimos anqs,
anos. Ias

tecnol£
tecnolo

gias de la comunicaciõn y los invertimientos que suponen,
gTas

han

tendido a aumentar la codificaciõn y a valorizar el poder

dei

creador, imponiendose la nociõn de propriedad cultural.
el problema es como reforzar el poder de modificaciõn.

Todo
Si com

prendo bien Victor Flusser, es asT que entiende la acciõn

CUj^
cuj^

tural .
Naturalmente estoy de acuerdo.
en el papel decisivo de la lectura.

Solo insistiría yo
Hay una diferencia

ciai entre un bibliotecário y un animador cultural de

mis
eseji

música

0 de cualquier otra forma de arte: es que el bibliotecário

m£

neja la palabra escrita sin la cual todo el resto no es mis
más que
juguete.

Talvez sea posible infundir una ideologia a una músi_

ca, a una forma de baile, a una pintura, a una arquitectura.Pe^
arquitectura.P£
ro siempre sera en forma indirecta, sugerida y al fin y al

234

Digitalizado
gentilmente por:

ci
c£

�bo codificada.

La palabra escrita se expresa en forma

cita, directa y no tiene necesidad de codificacion
codificaciõn como
1 abra

axpli^
expli^
la p^
pa

oral
oral..
La retroaccion
retroacciõn dei
del indivíduo sobre la obra musical

plástica no puede ser mas que simbólica y, en la mayoría
mayorTa
los casos, afectiva.

o
de

Claro es que asT tambien se puede

reac-

ción desnuda, despojada de Ias ilusiones afectivas y de
ciõn

los

enganos dei simbolismo, es decir conciente, puramente humana.
Que se me entienda bien:
bien; no digo quel el hombre
horabre solo vi_
vi^
ve dei pan de la razõn.

La calidad de la vida se mide tambien

en emociones, en senti mientos, en creencias, en estados de ãni^
mo que estan al iTmite
limite de lo físico y de lo espiritual. Yo ha^
ta diría que el gozo de la vida se situa en este terreno

ambi^

guo en el cual se integran en forma original y única la natur^
leza fisica, biológica y mental de cada indivTduo.
indivíduo.

Una

vida

sin actos de fi, sin actos de comunión extra-raci
extra-racional
onal serfá
seria una
larga pesadilla.
Pero sin la chispa de razon lúcida, critica,
crítica, autônoma ,
seria una larga esclavitud.

Es esa chispa que alumbra y

man^
man

tiene 1laa 1ectura.
lectura.
Esto quiere decir que el bibliotecário debe ser un
mador cultural y algo más.

ani^
anj^

No puede ignorar todas Ias manife^

taciones de la vida cultural y tiene que aprovercharse de

to

das Ias creaciones, de todos los médios que permitan al indivi_
indivi^

235

Digitalizado
gentilmente por:

�duo la expresiõn de su personal
personalidad.
i dad.

Pero tiene una

respons^
response

bilidad suplementaria que consiste en establecer un enlace pro^
pr£
ductiVO entre el lector y el libro.
ductivo
Por eso, y tal sera mi conclusiõn,
conclusion, Ias
las bibliotecas
ben integrarse a todos los niveles a la red de

d£
de

comunicaciõn

cultural como la garantia omnipresente de la libertad humana.

236

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Gereaclanent»

�SUß-TtMA 5:
SUB-TEMA

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA E 0O
HÄBITO DE LEITURA
HABITO

CONFERENCISTA: JOSE MARQUES DE
OE MELO
Professor da Universidade de São Paulo
DEBATEDORES:
0E8ATE00RES:

LUIS AUGUSTO MILANESI
MI LANES I
Professor da Escola de Comunicação e Ar
tes da USP
MARTYN GOFF
Coordenador da Brodford Book Flood
Experiment.

237

Digitalizado
gentilmente por:

�áVd ÍK tH-íMiüíSw &lt;»»■ s&lt;í 09!*f6n*Hd*d.

Pero t1ínt» uís

responsa

btíláBd su9Í«i»*«t(,r1 ,j qy» cronsíste

«‘stafi K’Cer un enlíC* pro

ducti vo ««t»-« * &lt; lector y el Mtiro.
Par tio, y tal sora *i i cenr 1

■! õii, ias h i b ’'■ o í e ca s

befl tstegrarse « todos ’os "iveie;, 9 !a rrd de

cowor;'» Ci

íe
5r

ç«ltari"i '.ono lá garsntTí owo t ora s an’’.6 de Is libertsd ni.oüaoa.

0 3 A22AN 3Ü 0ApAaiHU«03 30 2013« 20

2 ASU-SUS

AHUTÍ3J 30 OTíaAH

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S

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illii.AilM 0r?i;3UA 2IUJ
2^.9 oepeo rournoD ob fefoojö 6b ooess^oiO
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3303 2yr«A«
boof3 3oo8 b'io3bqo8 &amp;b Tobínsboool
.ínsmroaqxl

cm

1

3

Digitalizado
gentilmente por:

Gereulannito

:23fl0fnTAS3ô

�os
OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA E O HÄBITO
HABITO DE LEITURA

JOSE MARQUES DE MELO

Crise da leitura
Hi uma constatação irrefutável:
Hã

o uso dos meios

sos de comunicação i hoje reduzido, em todo o mundo.

impre^
impres^

Tanto

acesso quanto o tempo dedicado pelo público ao rádio
radio e ãi

o
televi^

são são maiores que aqueles destinados ao livro, ao jornal e ã re
vista.
Existe assim uma supremacia quantitativa dos veículos ele
trônicos sobre os veículos impressos.
A partir dessa evidincia configura-se uma crise da

leitjj
leit^J

ra.
Historicamente a crise começa a se esboçar quando, no
meço do siculo,
século, rompe-se o monopólio da cultura impressa.

co

Desde

então a leitura passou a constituir ua dos processos de apreensão
do conhecímehto,
conhecimehto, coexistindo com aqueles outros criados pela

m£

derna tecnologia,
tecoalogia, que dispensam, ou reduzem sensivelmente, a

m£
me

diação do código alfabético.
Parece, no entanto, um paradoxo falar-se de crise da

le£

239

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�tura. Se examinarmos
examinamos as estatísticas de desenvolvimento dos meios
de comunicação veremos que a imprensa continua a crescer em ritmo
elevado.

0 consumo das mensagens impressas vem aumentando, donde

se conclui que o número de leitores é hoje bem maior do que

foi

no passado
passado.
"Em 1971, a produção mundial de livros era de cerca
500 mil títulos por ano.

de

Em volume, isso significa de 7 a 8

bi_

Ihões de exemplares, a taxa anual de crescimento situando-se

por

volta de &lt;\%
à,t para títulos e 6% para exemplares.

Entre 1 950 el
el970,
970,

a produção mundial de títulos
cítulos duplicou e a de exemplares

triplj_

cou- No mesmo período, levando-se em conta os adultos que se alf£
cou.
alfa^
betizaram e as crianças que frequentaram escolas, a população mu]i
mu£
dial de leitores elevou-se a mais do dobro.

Esses dados

mostrara
mostram

que 0 consumo individual de material oe leitura aumentou. Por
so podemos dizer, com certo grau de confiança, que o livro

i^
estã

mantendo sua posição mesmo em uma era de comunicação de massa"(E£
massa"(E^
CARPITT e BAKER)^

Numa outra perspectiva, porém, avulta a crise da leitura.
Ela assume duas dimensées
dimensões específicas:
a) 0 volume de leitores não tem logrado se reproduzir
proporção comparável ã redução das taxas de analfabetismo, ã

em
e^
ejç

pansão da rede escolar e ao ritmo de crescimento da própria
prõpria indú^
indÚ£
tria editorial.

Estatísticas referentes aos países que tem larga

tradição de cultura impressa demonstram que o hábito de
não tem se expandido adequadamente.

Ou seja, o público

240

Digitalizado
gentilmente por:

2c a n
stem
Oereaclamento

leitura
leitor

�não cresceu o bastante, o que significa a existência de um
contingente populacional que possui o domínio do código

vasto

alfabéti^

CO - chave da leitura - mas não a pratica regular e permanenteme^i
permanentemen
te.

caracteristico . das
E que a leitura continua a ser um hábito característico

classes ociosas.
"Nos países que se desenvolveram hã muito tempo, o

povo

ainda tem, em relação ao livro, uma atitude que remonta ao

tempo

em que ele era instrumento de comunicação interna de uma
de iniciação
Iniciação reservada ã elite que sabia ler.

cultura

Pela força das ci£
cir

cunstâncias o livro massificou-se,
mass i f i cou-se , mas por muito tempo ainda
tinuarã prisioneiro de seus mitos e lendas.

con
coji

Até certo ponto, me^

mo nos países mais desenvolvidos, o fato de ler livro ié consider^
pratica sofisticada ã qual se dedicam principalmente
do uma prãtica

os

que não têm capacidade para a atividade física"
fTsica" (ESCARPPITT

e

BAKER)^.
b) 0 volume da produção editorial, apesar de

mostrar-se

crescente, não tem sido suficiente para atender ã demanda dos
vos leitores.

no

E que a maior produção de material impresso ocorre

exatamente naqueles países ou regiões chamados desenvolvidos,
seja, os países do capitalismo avançado e os países
paTses
do Leste Europeu.

ou

socialistas

As áreas
areas sub-desenvolvi das - componentes

■perceiro Mundo - mostram-se defasadas no campo da produção
Terceiro

do
edit£
edito

Hal.
"Se considerarmos os 34 paTses
países formados pela Europa,União
Soviética, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e

Ja

241

Digitalizado
gentilmente por:

�pão, veremos que em 1969 eles produziam 81% dos livros do
páo,
(em títulos), embora eles representem cerca de 30% da
mundial.

mundo

população

Isso significa que todos os outros países do mundo,

ou

seja, 70% da população, produziram apenas 19% do número total

de

títulos naquele ano. (...) Utilizando dados que abrangem um perío
do de 20 anos como base, podemos formar uma idéia da escassez que
afeta mais de 2/3 da raça humana e ver como isso aconteceu. Podese calcular que, em 1950, a Africa,
fifrica, a América Latina e a Asia
fisia (ej&lt;
(e^
ceto 0 Japão) tinham cerca de 37% dos adultos alfabetizados
tentes no mundo e 42%.da
42% da população escolar.
regiões produziam 24% dos livros do mundo.

Naquele tempo

exi£
essas

Por volta de 1970

e£

tavara produzindo apenas 19%, apenas de contarem com cerca de
tavam

50%

dos adultos alfabetizados e 63% da população escolar. (...)

Des
De^

ses dados salta um quadro geral: metade das pessoas que sabem ler
vive em regiões que produzem apenas 1/5 do material de leitura do
mundo". (ESCARPPITT e BAKER)^.
A crise da leitura afigura-se portanto como um

fenômeno

c1a£
que não pode ser avaliado senão como produto da sociedade de cVa^
ses e como decorrência da vigente ordem econômica mundial,
do respectivamente uma desigualdade entre as classes

gerari
gera£

proprietã
propriety

rias e as classes trabalhadoras e entre países ricos e países

po

bres, 0 que se projeta na esfera'
esfera cultural.

Enfrentando um preconceito
Jã se tornou lugar comum, pelo menos no Brasil,

atribuir

242

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

0

11

12

�aos meios de comunicação de massa a responsabilidade pela

crise

da leitura.
Tenho ouvido sistematicamente de educadores, escritores ,
editores, religiosos, e até
ati mesmo de autoridades governamentais ,
a acusação de que os modernos MCM estão matando a leitura.
Trata-se em verdade de um preconceito difundido sobretudo
nas camadas cultas da sociedade e que não encontra sustentação o^
jetiva na realidade.

E possTvel
possível que algumas aparências
aparincias possam r£
re

forçã-lo.
forçã-10.
Infelizmente existem poucas pesquisas sobre o uso

dos

meios de comunicação em nosso país,
paTs, tornando-se difícil a

tarefa

de neutralizar aquele preconceito. Sua disseminação advêm do fato
- irrefutável - de que a maioria da população brasileira ouve

ri
rã

dio e vi
vê televisão, sendo minoritária a parcela que li revistas ,
livros ou jornais.
Um dos raros estudos que examina a questão êi a tese
mestrado de Luis Milanesi - 0 Paraiso via Embratel ,

de

naturalmente

circunscrita ã cidade de Ibitinga (São Paulo) e cujas observações
náo podem ser generalizadas para todo o paTs.
não
país.

Mesmo assim,

evidências mensuráveis para comprovar a
nesi náo
não encontrou evidincias
de que os MCM são
sáo poderosos inimigos da leitura.

Mil£
Mil^
tese

Ele examina

a

questão no plano hipotitico,
hipotético, não
náo concluindo absolutamente sobre a
relação negativa entre uso dos novos MCM e uso do livro.

0

ele observa éi a maior audiência
audiincia conquistada pelo rádio e pela

que
te

243

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�levisão, permanecendo a leitura circunscrita àqueles segmentos da
população que frequentam a escola pública e que adquirem a obriga
ção de ler.
"Em Ibitinga, desde a inauguração da estrada de ferro, os
textos impressos chegaram, quer as obras desti
dest i nadas a um público mais
irais
escolarizado, quer o produto destinado a um consumo mais amplo.As
revistas ilustradas sempre tiveram uma divulgação maior que o

li^
li_

vro, este sempre restrito a um público menor.

m]j
mjj

Mesmo assim, o

nicipio, sempre teve uma ou outra biblioteca pública (...).
A partir da terceira década do século, assinala-se uma al_
teração nos hábitos de leitura não considerada obrigatória, ou se
S£
ja, de lazer.

Se antes de 1930 o entretenimento restringia-se

a

passeios, conversas, bailes, teatro, circo, cinema ou leitura,

a

partir dessa data o rádio
rãdio começou a ocupar uma parte do dia antes
empregada em atividades que não fossem profissionais.

A leitura ,

provavelmente, foi uma das primeiras sacrificadas, principalmente
aqueles que eram buscadas como passatempo.

0 rádio
rãdio aparecia como

um passatempo melhor. (...)
As leituras longas passaram a sofrer restrições cada
maiores:

vez

as pessoas não tinham mais tempo para longos textos. Djj
D]J

rante o dia, existia a ocupação profissional ou as atividades

d£
do

mésticas:

te
t£

levisão.

ã noite, oferecia-se o rãdio,
rádio, e, posteriormente, a

0 horário dividido rigidamente, a pouca disponibilidade

para o lazer e o oferecimento de novos meios de comunicação foram
fatores que reduziram a leitura longa para um público mais erudi-

244

Digitalizado
gentilmente por:

�to e menor.
raenor.

0 sucedâneo da novela do rádio
radio i a fotonovela e

aprimoramento da fotonovela éi a telenovela.

o

Se a fotonovela

re

sistiu e resiste éi porque ocupou espaços não preenchidos pela
levisão, por uma inconveniincia, e pela leitura mais longa,

te
por

uma conveniência (...).
Numa educação mais ampla capaz de chegar a um
umnúmero
número maior
possível de pessoas, o livro teria no rádio e na televisão
possTvel
poderosos concorrentes que, sobrepujando o livro quanto áã
dade, informam e formam a população.

dois
quanti^

Enfim, o fornecimento

diã

rio de duas horas de programação de TV satisfaz as pessoas e

i ni^
ni_

be as aspirações de leitura e mais conhecimento, camuflando as ne
cessidades que em outras circunstâncias poderiam ser visíveis. E^
sa afirmativa não leva ã conclusão que a TV matou o livro. Ressal^
ta-se apenas que numa cidade pequena como Ibitinga, o período inj_
ini_
ciai de expansão da TV foi inibidor da leitura, qualquer que
se,

fos^
fo£

menos aquela obriqatõria, imposta pela Escola Pública".(MILA

NESI)^.
Todavia, a literatura internacional sobre comunicação
rica em evidências que põem por terra a tese de que os MCM

é

matam

ou sufocam a leitura.
Vejamos algumas dessas conclusões:
a) Lazarasfeld
Paul Lazarasfeld foi um dos pioneiros na análise do

uso

245

Digitalizado
gentilmente por:

�especialraente da
que a população norte-americana fez dos MCM, especialmente

so

breposição de audiincias. Ele estudou de forma sistemática

os

efeitos decorrentes do aparecimento dos novos meios - sobretudo o
rádio e a televisão - e as modificações ocorridas no consumo

das

suas mensagens.
A conclusão principal dos seus estudos é que o surgimento
de novos meios acarreta mudanças na estrutura de produção.determi^
produção .determi^
nando alterações na polTtica comunicacional dos já existentes,mas
não elimina o seu uso. Cada meio passa a ter um espaço
de atuação, atendendo a expectativas e necessidades

definido

.específicas

do público receptor.
Tanto assim que, entre os "Princípios que regulam
regulara o
dos MCM" formulados por Lazarsfeld e Kendall, o princípio
i 0 de todos-ou-nenhum.

uso
básico

Ou seja, o usuário dos MCM tende a

complementarmente vários meios.

usar

Quem vi televisão também ouve r£
rã

dio, li livros, jornais, revistas, vai ao cinema, etc.,etc.

Por

sua vez, o cidadáo
cidadão que tem pouca oportunidade de usar um meio
seja 0 jornal, a TV ou o rádio - mostra-se pouco predisposto

a

ter contacto com os demais.
"Os estudos, desde o advento da televisão, não tim negado
iste princípio.

Indicam bem claramente que os proprietários

pi£
pio

neiros de aparelhos tendiam a ser mais conscientes dos meios

de

comunicação do que os não proprietários.

Assim, os que

primeiro

adquiriram aparelhos de televisão tinham lido mais revistas,
nham ouvido mais o rádio, tinham ido mais frequentemente ao

t|
tj
cine

246

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-

11

12

13

�ma do que os outros.

Os estudos sugerem, também, que passado

momento da novidade inicial, a televisão não atingiu
(exceto 0 cinema) o uso dos outros meios.

o

seriamente

0 que parece ter afeta

do foi as razões para o uso dos outros,
outros meios de comunicação.
pessoas, ao que parece, usam a televisão principalmente em
de diversão e como válvula de escape.

As
busca

Quando apareceu, voltaram-

se para a mesma, em substituição ao cinema, ãs revistas em quadri^
nhos e ãs obras de ficção leve.

Assim, a televisão parece ter to

raado
mado 0 lugar dos meios impressos como fonte de diversão e de esca
pe, mas não parece tê-los afetado como fonte de informação

séria

e ítil"
íitil" (PETERSOli,
(PETERSON, JENSEN e RIVERS)®.
RIVERS)^.
Em sTntese,
síntese, o aparecimento de um novo meio, ao invés
se afigurar como desestimuiador
desestimulador para o uso dos demais na
atua como incentivador.

de

verdade

Quem vi
vé um filme sente-se motivado a ler

0 livro que contém o texto original da obra.

Quem assiste uma te

lenovela pode ser estimulado a comprar o disco que contém a
lha sonora.

trj^
tri^

Quem lê
lé uma reportagem no Jornal
jornal pode ser induzido a

procurar informação complementar numa revista ou na televisão.

E

assim por diante.
E exatamente o princípio
principio de todos-ou-nenhum que explica a
articulação de toda a engrenagem da indústria cultural. Raramente
uma empresa da ãrea
área de comunicação limita-se a comercializar
único produto, tendo a tendência de manter, dentro de uma

um
mesma

organização, várias unidades que aproveitam os sub-produtos (not^
(notT
cias, música, filmes, etc.)&lt;
etc.)- da empresa principal ou das empresas
agregadas, lançando-os no mercado para usufruir os efeitos da
tivação gerada junto ao público consumidor num determinado

mo

mome£
momen

247

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�b) Haccoby
Maccoby
A pesquisadora Eleanor Maccoby inventariou as

pesquisas

realizadas sobre os efeitos da televisão, nos anos 50, uma década
ap5s 0 seu funcionamento regular em países como os USA,
após

Canadá,

Inglaterra, Austrália, França e Alemanha.
Ela concluiu que o uso da televisão pelas crianças

não

afeta negativamente o seu rendimento escolar, nem tampouco

reduz

0 interesse pela leitura.
"Antes de tudo,.parece
tudo, ,parece que eram infundados alguns dos pri_
meiros temores quanto aos efeitos danosos da televisão. Ela
prejudicou a visão das crianças.

não

E as melhores provas parecem i£

dicar que também não produziu grandes diferenças no comportamento
escolar. Isto é, quando se comparam crianças que têm
tim televisão em
casa com outras que não a tim,
têm, pouca diferença se nota quanto

ao

interesse pelos trabalhos escolares; os dois grupos executam

bem

os deveres de casa e têm êxitos semelhantes nas provas.

A

exceção nos vem do Japão, onde setuanistas que dispunham de

única
tele
tele^

visão dedicavam menos tempo aos trabalhos escolares e acusavamcer
ta deficiência nos testes de leitura em relação a um grupo
lhante de moços

que não tinham televisão.

Mesmo no Japão,

sem£
seme
não

se verificou esse fato com rapazes mais jovens. (...)
Hã indTcios de que a TV seja uma experiência
Há

248

Digitalizado
gentilmente por:

estimulante

�para crianças pequenas, pois as que assistem a programas no perTo
do pri-escolar enfrentam a escola com vocabulários mais
vidos.

desenvoJ_
desenvol_

Entretanto, a diferença cedo se desfaz ao impulso

dos

exercTcios escolares, permitindo admitir que esse Tmpeto antecip^
exercícios
antecipa^
do náo
nao constitui vantagem duradoura.

Surpreendentemente,
Surpreendentemente , a

tele
tele^

visáo
visão nao
náo parece interferir de maneira substancial com a leitura:
as crianças apresentam mais ou menos o mesmo Tndice de leitura,te
leitura,t£
nham nu
ou náo
nao televisão em casa.

E há provas documentadas de que a

apresentação
historia ou peça clássica desperta in
apiesentaçao pela TV de uma história
Wifsse pela leitura do original, provocando um súbito aumento de
tetesse
l-iíiiura nas bibliotecas.
prc/íura

Mas a televisão exerce claramente

um

^ -t
■t it.n
ito sobre 0o rádio e sobre a leitura de revistas em quadrinhos:
■

as formas de distração e a TV parecem substituir-se
substituir-se..

Assim,

111'indo a criança
in.indo
(riança começa a assistir a maior número de programas
progrrinas de
tí lf-visao. passa a ouvir menos rádio e a ler menor quantidade
tflevisao.

de

rcuis!„s cm quadrinhos " (ELEANOR MACCOBY)^
MACCOBY)®
rovir.t.is

( ) Escarpitt
Escarpitf e Baker
Em estudo realizado pt.ra a UNESCO.
DNESfO. Roberto Escarpitt

e

Ronaldo Baker inventariaram as pesquisas mais recentes sobre essa
questão.
questão

Baseando-se exatamente nos resultados compulsados,

os

dois especialistas europeus sâo
são enfáticos: os MCM, em geral, e

a

TV, em particular, não constituem
ronstituem absolutamente empecilhos para a
1 e i tu
t u ra .

"Jã sabemos mediante inquéritos que, de um modo geral, os
meios de comunicação de massa não influiram significa
significativamentenos
tivamentenos

249

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�hábitos de leitura.

Estatisticamente isso significa que quem

livro não utiliza esses meios nem mais nem menos do que quem
li.
lê.

Por mais desapontadora que seja, essa conclusão pelo

lê
não

menos

cTrculos
permite livrar-nos de um preconceito muito difundido nos círculos
intelectuais, ou seja, que os meios audiovisuais são inimigos

pe_
pe

rigosos do livro.

po
p£

Parece mesmo, na medida em que a diferença

de ser notada, que a introdução da televisão em um país contribui
para promover a leitura.

Esse tem sido o caso nos países
paTses

dese£

volvidos" (ESCARPITT e BAKER)^
d) Bamberger
Richard Bamberger não apenas confirmou tais conclusões

,

mas as reforçou, mostrando que os MCM induzem ã leitura.
"Investigações provaram que os livros discuti dos nos meios
de comunicação de massa e os que fornecem motivo para filmes

tor

nam-se best-sellers e são muito populares nas bibliotecas. Muitas
pessoas que não tim o hãbito
hábito de ler ou não estão

familiarizados

com as possibilidades de escolha de livros são a miúdo 'induzidas
ã leitura' por apresentações dos meios de comunicação de massa ou
O
cora os atores"
atores“ (BAMBERGER)
pela familiarização com o assunto e com
Essa tendência pode ser ilustrada com
cora um caso
ocordido recentemente no Brasil.

concreto

Ao participar de um programa de

entrevistas na televisão, o cantor e compositor popular Chico Buarque de Holanda informou, de passagem, que estava lendo um deter
dete£
minado romance, e pouco tempo depois houve umestouro de vendas 4o
do

250

Digitalizado
gentilmente por:

�livro 9 .

-~ da venda
■
~ adap
Ou com a intensificação
de obras de ficção

tadas para a televisão, como é o caso de algumas telenovelas. Jo£
ge Amado, Ligia Fagundes Telles,
Teiles, Erico
Frico Veríssimo, José de Alencar
e tantos outros escritores tiveram seus livros reeditados e

com
cora

prados massi vamente, como decorrência da promoção feita pela tele
novela.

Fatos semelhantes jã haviam sido constatados na Europa e

nos Estados Unidos em relação aos livros adaptados para o cinema.

Reexaainando ua
ReexaHínando
um ai
Mito
to
Com a mesma intensidade com que se acusa os MCM de respon^
respoji
sãveis pela crise da leitura, atribui-se ã escola a principal re£
ponsabi1idade na formação do habito
hábito de ler.
Efetivaraente a escola é a instituição fundamental para e^
Efetivamente
timular a leitura, pois se trata de um ato intelectual que press^
pressjj
põe 0 domínio do código alfabético.

E na escola que se aprende a

ler e a escrever.
E também durante o período escolar que se pratica exausti_
vamente a leitura, na busca de
de- informações que complementem ou r£
re
forcem as atividades da sala de aula.

Tanto assim que o livro dj_
di_

dãtico representa uma parcela considerãvel
considerável da produção editorial,
em qualquer p.aís.
era

No caso brasileiro, chega a ser majoritária

,

atingindo quase 70% de toda a produção nacional.
Mas serã
será que a escola efetivamente educa para a

leitura?

Em outras palavras: o leitor formado pela escola torna-se um

lei_
lei^

251

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�tor permanente?
Essa crença existiu durante muito tempo.

Toda
Todavia.estudos
vi a,estudos

mais recentes, que examinaram a questão de modo aprofundado, come
çam a dar uma resposta negativa.
Ganha força a tese de que não é a escola que forma - leito
res.
po.

A escola pode levar ã leitura compulsória durante algum tem
Mas 0 leitor formado obrigatoriamente a partir das

tarefas

escolares deixa de ser leitor quando abandona a escola.

Torna-se

um leitor ocasional, casual.

Porque esse leicor formado pela

e^
es

cola adquire a sensação de que leitura é algo vinculado a

rotina'

da aprendizagem; portanto, uma atividade chata ,.cansa
, cansativa
ti va ,

desin
desi£

te ressante .
teressante.
A pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros,Car
los Alberto de Medina revisou as pesquisas sobre leitura no

SraBra-

sil, encontrando reforço para esse ponto de vista.
"Os dados apresentados tocam numa das idéias correntes: a
do mercado do livro didático
didãtico em.expansão dada a ampliação do núme
núme^
ro de vagas nas escolas.

Se hoje se aceita a idéia de que

saber

ler e escrever éê essencial, que, mais ainda, é indispensável

que

toda a população tenha um nTvel
nível escolar mínimo, não necessariamen
necessariameri
te isto irã
irá repercutir numa maior utilização do livro.
E que uma coisa éi o valor do estudo disciplinado de
ter individual e/ou em grupo - que dã
dá autoridade ao livro - e

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

cará
cari
ou
o^

�tra coisa é o valor do acesso ao diploma através do

cumprimento

das obrigações escolares, estas restritas ã matéria do exame
pode ser resumida em algumas páginas de caderno, livro ou

que

aposti_
apostj_

1 as.
Se a instrução é um fator predominante para os hábitos de
leitura, se o número de leitores cresce com o nível de instrução,
convém chamar a atenção para o fato dos hábitos de leitura
pais influenciarem a atitude dos filhos.
liem, sob

dos,
dos

Assim, quando os

pais

o nível de leitura dos filhos em todos os níveis

de

instrução, donde a progressão da leitura ser feita em duas

ger^
ger£

ções, quando as pessoas são pouco ou mais ou menos instruídas.
ta expectativa, de longo prazo, entretanto, corre o risco de

não

se concretizar como nos mostram os resultados apresentados. Incljj
sive pelo dado indicado de que a TV se encontrou

particularmente

ás necessidades dos grupos sociais para quem a sociedade
adaptada ãs
tradicional, como modo de expressão da imaginação, nunca levou em
consideração, ou, em outros termos:
vros.

aqueles que nunca liem

IJ^

A TV adaptbu-se
adaptòu-se melhor àqueles
ãqueles cujo comportamento

hab^
habj[

.tual
tual estava de acordo com a estrutura de cultura anterior ã

sua

introdução, como ocorria e ocorre no Brasil hoje". ((C.A.MEDlNA)^^
C . A.ME Dl NA)^^
No plano internacional, essa mesma idéia é sustentada por
Escarpitt e Baker.
"A fragilidade dos hábitos de leitura tem causas mais
motas, que recuam ã idade pré-escolar.

í provavelmente

r£

nessa

idade que se formam as atitudes fundamentais diante do livro.

A

253

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st em
Cercada nmts

�criança que toma contato com o livro pela primeira vez quando
tra para a escola costuma associar a leitura com a situação
lar, principalmente se não hã leitura no meio familiar.

eii
en
esco
esc£

Se o tr^
tr£

balho escolar ié difTcil e pouco compensador, a criança pode

a^

quandodei^
quirir aversão pela leitura e abandonã-la completamente quandade^
xar a escola.

E conveniente então que o livro entre para a

da criança antes da idade escolar e passe a fazer parte de
brinquedos e atividades cotidianas". (ESCARPITT e BAKER) 1 7?

vida
seus

0 hãbito de leitura não se aprende, pois, de forma campuj_
campuj^
sÕria na escola.
sõria

E algo que faz parte dos padrões culturais

um paTs, de uma comunidade.

E uma atividade que se nnicia no

cleo de educação informal que é a família e encontra
na vida comunitãria.
comunitária.

de
n^

sustentação

A escola ^õntribui
contribui para sedimentã-lo,

mas

não para lhe dar projeção na histõria
história do indivíduo.
Como ato intelectual, a leitura s5
só tem sentido dentro

de

um contexto específico, que pressupõe dos fatores essenciais:

a

utilidade e o prazer.

Faz parte integrante da mentalidade de

povo ou de uma classe social.

utí
unf

E sõ
s5 se consolida dentro de um pro
pr£

•cesso de transformação das estruturas da sociedade.

Por um novo conceito de leitura
Pensar a leitura não é pensar apenas o ato de
ção da palavra escrita.

Pois, como diz Paulo Freire: a
do mundo precede a leitura da palavra. 1 3

Digitalizado
gentilmente por:

decodific£
decodific^
leitura

�Ler 0 mundo é assumir-se como sujeito da História.

C ter

consciincia dos processos que interferem na sua existincia

como

ser social e ser polTtico.
político.
Só 0 indivíduo
indivTduo capaz de fazer uma leitura permanente

do

mnndo, tentando captar os signos do seu dinamismo para nele inte£
mundo,
inter
ferir e atuar, sente-se motivado para a leitura da palavra.
Assim sendo, a leitura da comunicação impressa só
sõ se
tiva e se reproduz quando está
estã ligada ao ambiente em que o
ou a mulher se sentem sujeitos, atores decisivos para

ef£
efe
homem

configurar

a ação existencial de que participam.
Como é um ato de liberdade, de escolha individual, a

le£
1ej_

tura pressupõe uma finalidade, um objetivo, um propósito. E tanto
a leitura utilitãria quanto a leitura que dã prazer são

ativid^

des motivadas pela insersão no mundo, determinadas oela
oola

leitura

do mundo.
A leitura se dã,portanto, em espaços definidos: o do traba
Iho (leitura que produz conhecimento e ajuda a solucionar os

pro

blemas que a vida antepõe ao indivíduo)
indivTduo) e o do lazer (leitura que
preenche os momentos de ócio, produzindo sensações estéticas).
No primeiro caso, trata-se de uma atividade que, na socie
socÍ£
dade de classes, é desempenhada peculiarmente pelos segmentos

s£
so

ciais que_
que não despendem esforço fTsico.
físico.

ao

Resume-se quase que

fazer e agir dos intelectuais.

I. 255

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanenta
nmts

�No segundo caso, pressupõe terapo
tempo livre, momentos
raoraentos de ócio,
além de condições ambientais para tornã-la possTvel.

E, por

i£

so, converte-se em privilégio virtual da burguesia.
0 hábito de leitura depende assim do equilíbrio
equilTbrio trabalholazer, em qualquer sociedade.
E são as classes trabalhadoras as excluídas da leitura. A
grande maioria das pessoas não li
lê porque a leitura pouco (ou
da) significa no mundo do trabalho.

A ação produtiva,

na^
n£

realizada

através de operações mecânicas, fragmentadas, repetitivas,

impõe

enorme dispindio de energia física, tornando a prãtica
prática da leitura
meramente casual ou residual.

São essas mesmas pessoas que

encontram na leitura fonte de prazer estético.

não

Ora porque

não

dispõem de tempo livre e condições econômicas para tal. Ora
«
que vivem exaustas, consumindo todas as energias no trabalho
na locomoção.

Desta maneira, não se mostram predispostas

po£
pO£
ou

para a

leitura, nem se sentem gratificadas.
Referindo-se aos operários brasileiros, Ecléa Bosi

acre£
acre^

centa a essas causas da não-leitura a circunstância do seu

deseji

raizamento cultural.
lê?
"Por que o operário não lé?
lares liem
lêem menos do que se espera?

Ou, por que as classes

popjj
pop^

As causas são várias: em

pri_

meiro lugar, o isolamento social das classes trabalhadoras,
vivem segregadas das outras pessoas da sociedade, curvadas
a matéria que elas transformam.

sobre

E essa segregação do trabalhador

256

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que

Sc a n
stem
Oereaclamento

�é um fenômeno unive'
unive sa'!"^&gt; Jornada longa e intensa, transporte
ficil, moradia distaiit
distant

falta de lazer, de bibliotecas em

dj^
bai£

ros e 0 salário gasto na sobrevivência.
Uma causa importante tambim
também é o desenraizamento
do migrante.
nhança,

cultural

Arrancado de seu lugar, de sua gente, de sua

vi zi_

de suas festas, e até da sua maneira de louvar a

Deus,

ile perde - ao perder a tradição do seu passado - o poder de
êle
nhar com o futuro.

E um homem sem raTzes.

so

Aqui il
ilee não éi

um criador de cultura, êle éi um consumidor passivo.

mais

Então,

falta de significação encontrada pelo migrante é uma das

essa
causas

que 0 afasta de todas as formas de cultura, inclusive da leitura.
No caso da mulher, ela sofre todas essas causas, acrescidas

pela

fadiga do operário não qualificado que ela é, além do trabalho do
mêstico e da criação dos filhos" (ECLEA BOSI)^^
mistico

Lições da História
A divisão cultural entre as poucas pessoas que lêem e
grande maioria que não lê encontra-se bem dimensionada na

a

Histõ

ri a.
E£ importante lembrar que a passagem da civilização

oral

para a civilização escrita demandou grande espaço de tempo. A di£
seminação da escrita se fez de modo bastante lento.

Por que?

Justamente pela significação polTtica
política da

escrj^
escrj_

ta. Durante muito tempo a vida das comunidades esteve regulada p£

257

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gentilmente por:

�la memória
memoria dos anciãos, que, acumulando o conhecimento herdado das
gerações anteriores, tornavam-se naturalmente detentores do poder.
Com a escrita, essa mediação tornou-se dispensãvel.

0

registro

do passado assumiu configuração objetiva, oferecendo-se ã decifr^
ção de qualquer contemporâneo e eliminando o controle dos

mais

velhos .
Deslocando-se o centro de poder da memória oral para a me
mõria escrita, éi evidente que os detentores do poder cuidaram

de

exercer rigoroso controle sobre o novo instrumento de comunicação,
conservando a estrutura de mando intocável.

fosse o
Quanto menor fos,se

número de pessoas habilitadas ao manejo da escrita maiores seriam
sériam
as possibilidades de manutenção da ordem vigente.
McMurtie captou com precisão a causa do

desenvolvimento

vagaroso da escrita e da sua transição da forma ideogrãfica

para

a representação fonitica.
fonética.
"Milhares de anos foram necessários para se completar
ta evolução, a que Mason chamou
mem .

a mais notável realização do

e£
ho
h£

Realmente, parece um tempo excessivamente longo, mesmo daii^
da£

do-se de barato a lentidão com que -as novas idéias se

enraizaram

e desenvolveram nos primitivos séculos da história da humanidade.
Mas a explicação desse desentranhar, moroso em extremo, dum

si£

tema de escrita puramente fonético pode encontrar-se em ter

ele

sido, como parece, desde o inicio,
inTcio, privilégio das classes

ecle-

siásticas e dominantes que tinham sem dúvida as suas razóes
razões
não permitirem que este misterioso processo se tornasse muito

258

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gentilmente por:

para
co

�nhecido da população vulgar, pelo que o conservaram abstruso
esotérico o tnais
esotirico
mais possTvel
possTvel..

e

Assim, até
ati com o sacrifício do

pr^
pró

prio desenvolvimento da verdadeira utilidade da escrita, as
ças conservadoras mantiveram-na mais ou menos rígida, de

for

maneira

que servisse melhor os fins dos antigos representantes do

'privj^
‘privj^

ligio especial"'
especial'" (McMURTRIE
(McMURTRIE)^^
)^^
Tanto na sociedade escravocrata quanto na sociedade

fejj
fe^i

dal 0 domínio da escrita e da leitura permanecem como privilégios
do clero e da nobreza.

Sua vulgarização sõ
só vai ocorrer no

bojo

da Revolução Burguesa, pela necessidade que tem a nova classe
minante de agilizar o sistema produtivo no comércio e na

d^
d£

indÚ£
indú^

tria, contando para isso com trabalhadores intelectualmente

mais

ãgeis.
ãgei
s.
Mesmo assim a educação das classes trabalhadoras limitouse aos processos elementares da contagem e do registro alfabético.
E isso jã foi suficiente para conduzí-las ã revolução popular

de

1848, na França, como analisa Escarpitt.^®
0 domínio do código alfabético significa sem dúvida

a

passagem da consciência mágica para a consciência histórica.

Si£

nifica 0 acionamento da capacidade de abstração que converte

o

homem em agente do seu próprio destino.

Significa a chave

para

a sua inserção no terreno do conhecimento, libertando-o da

igno-

rância, abrindo caminho para que se torne sujeito da História.
Tem sido a possibilidade de compreensão do mundo, seguida

259

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por;

�do desejo de transformi-1
transformã-1 o, que a prática da leitura provoca
qualquer cidadão, o motivo pelo qual a sua democratização
democratizaçio

era
em

prosS£
prosse

gue lentamente,
lentamerte, sobretudo nas regiões pobres que integrara
integram o

Te£

ce i ro Muncjo.
ceiro
Munuo.

Evitando a ingenuidade
A leitura não i um ato que se dã
dá apenas pelo domínio alf^
alf£
bético.

Trata-se de uma ação dotada de profundo sentido social -

participação, cri
criação,
ação, construção.

Logo, a sua democratizaçãonão
demoeratização não

se produz com medidas exclusivamente culturais: mais escolas,mais
livros, mais bibliotecas.
Tudo isso é importante e desejável, mas não suficiente.
Por outro lado, a democratização da leitura não serã
será obti_
da paternalisticamente,
paterna 1isticamente, por doação ou como resultado de campanhas
salvacionistas.

absolutamente a partir da
Não florescerá absolutaraente

ação

unilateral de bibliotecários, educadores ou animadores culturais.
E uma questão que tem implicações mais vastas.
bricada na democratização da sociedade.

Está

im
ira

A abolição do privilégio

da leitura depende da abolição dos demais privilégios da

minoria

dominan
domin an te.
Torna-se indispensável, pois, evitar a ingenuidade,

espe
esp£

rando que cruzadas de cima para baixo - a persuasão para a ,leitji
leitjj

260

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gentilmente por:

�ra - resolva o problema.
Muitas tentativas tem sido feitas nessa direção.

E

os

seus resultados demonstram que ações isoladas, regidas por uma p^
iTtica culturalista , estão fadadas
êxitos imediatos.
Sxitos

ao fracasso.

Podem conseguir

Mas não passam de vitórias
vitõrias de Pirro.

Fenecem

com 0 tempo.
Porque a questão da leitura tem raTzes
mais profundas.

soeio-econõmicas
soeio-econômicas

Não basta persuadir alguém
alguim que jã
já sabe ler

para

se tornar leitor assíduo.
polTtica
A crise da leitura é reflexo da crise social, política

e

econômica da sociedade de classes.
A leitura tem sido um privilégio das classes abastadas
a burguesia e setores avançados da classe media.
média.

Tanto assim que

os pesquisadores da comunicação geralmente associam o hábito

de

leitura com duas outras variáveis básicas:
básicas; o nível
nTvel de renda e

o

nível educacional.

São, aliãs.,
aliás., duas variáveis interdependentes ,

pois 0 aumento do nível
nTvel educacional subordina-se
te ao nível
nTvel de renda.

indiscuti velmeji

A ascenção na pirâmide educativa vem

se

constituindo um privilégio dos mais aquinhoados economicamente.
Referindo-se ã sociedade norte-americana, Peterson,

Jeji
Je£

sen e Rivers confirmam a tese de que a leitura de livros estã
está con^
cor[
centrada nas faixas mais educadas e de maior poder aquisitivo.

261

Digitalizado
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Scan
Sc
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

�"Os estudos das leitpras
leitoras tim
tira mostrado, consistentemente ,
que ler livro e educação andam de mãos dadas.

Na medida em

que

0 nTvel
nível da educação formal abaixa, também o faz o Tndice
índice de leit^j
leit£
ra de livros.

Algumas das outras características do público

livro podem ser explicadas parcialmente por iste fator de
ção.

do
educ£
educ^

Por exemplo, embora os jovens adultos leiam mais livros

do

que os velhos, a idade não i necessariamente o critério decisivo,
de vez que quanto mais velho fôr o grupo da população, tanto
nos serã a educação formal recebida.

Semelhantemente, o

rae
maior

vojume de leitura dos habitantes urbanos poderia ser explicado pe
lo níval
nival mais alto de educação nas áreas
ãreas urbanas. Obviamente, C0£
coii
tudo, isso envolve mais do que a educação.

0 residente de

ãrea
área rural tem acesso menos imediato aos livros do que o
te da cidade.

uma
habitan^

A pessoa de baixa renda não pode dispor de

dinhei_

ro para gastar em livros" (PETERSON, JENSEN e RIVERS)^^
Ampliando a anãlise
análise para os outros meios impressos de
municação, chegam a idênticas conclusões sobre o papel

co
c£

desempe-

nhado pela educação e pelo nível econômico para determinar a

lei

tura.
"0 volume de leitura do jornal tende a crescer com a
cação, como ocorre com o uso sério do jornal.

edjj
ed£

0 leitor típicc de

revista é propenso a ter cerca de cinco anos a mais de escola

do

que a pessoa que não lé
lê revistas.

r£
re

Além do mais, o número de

vistas lidas por centenas de pessoas na população aumenta
mente na medida em que o nível de educação sobe.

Os mais

dos léem mais livros do que o resto da população. (...) Não

262

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gentilmente por:

rapidr
rap1d£
e.duca
so

�mente cresce a leitura do jornal com o estado econômico, mas

tam

bém 0 faz a atenção ao conteúdo sério, como, por exemplo, os

edj_
edj^

toriais ou a matéria acerca das questões públicas, dos
sociais, da economia e da ciincia.

problemas

Os que tim
têm alta renda sãomais

propensos a serem leitores de revista do que os que tim
têm baixa reji
da.

Cerca de 90 por cento dos que pertencem ao grupo de

renda

alta são leitores de revista; somente cerca da metade dos que têm
tim
renda baixa o são.

Os que tim
têm grande renda tendem, também, a ler

maior número de revistas.

0 número de livros lidos cresce, igual^
iguaj^

mente, na medida em que a renda sobe". (PETERSON, JENSEN

e

RI^

VERS)^®
Quando, numa sociedade, amplia-se a faixa dos que partici^
pam melhor do produto social e se beneficiam de uma maior

distri^

buição do conhecimento, naturalmente avoluma-se o Tndice de leit£
ra.
possível constatar uma diferença quality
Nesse sentido, ié possTvel
qualit^
tiva entre o papel da leitura nas sociedades socialistas e nas s£
ciedades capitalistas.

Nos paTses socialistas a leitura é

hoje

mais difundida, não apenas pelo barateamento do preço do livro,mas
pelas condições criadas no plano cultural e pelas conquistas obt£
das no plano
olano social e econômico - nTvel de vida mais adequado, m£
Ihores oportunidades educacionais, mais tempo livre. etc.
via, 0 fato sem dúvida preponderante éê a criação de

Tod£

mecanismos

que coldcam
colcícam o livro em todos os lugares - na escola, na fábrica ,
no lar.

0 gosto pela leitura popularizou-se, tornando-a uma

at£
ati_

vidade intelectual duplamente útil e gratificante.

263

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gentilmente por:

�Como dizem apropriadamente Escarpitt e Baker;
"0 lugar da leitura em uma sociedade e o papel que ela po^
de e deve desempenhar dependem em primeiro lugar das

estruturas

da sociedade e das instituições que as refletem" (ESCARPITT

e

BAKER)^^.

Para democratizar a leitura no Brasil
Pensar a democratização da leitura no Brasil é

sobretudo

política da nossa sociedade e a
pensar a democratização polTtica

trahsfo_r .
trahsfoj^

mação das
dss suas estruturas sociais e econômicas.
Trata-se.portanto.de
Trata-se,
portanto,de uma luta política,
polTtica, que passa
conquista de melhores condições de vida para as classes

pela
trabalh£
trabalh^

doras; melhores salãrios,
doras:
salários, pleno emprego, transporte barato e
ciente, moradia digna.

efj_
ef^

Alim
Além disso;
disso: democratização do conhecimen-

to, 0 que significa ensino público e gratuito em todos os níveis,
expansão da rede de bibliotecas populares e produção de

livros

baratos, em grande escala, acessíveis a todos os cidadãos.
Pensar de modo diferente a democratização da leitura, is£
lando-a das demais lutas sociais e políticas, i,
é, senão

ingenuid^

de, uma atitude elitista, que confunde a popularização da leitura
com a criação pura e simples
sijnples de novos espaços destinados ao livro
(bibliotecas) e com a mera expansão da indústria editorial.
No primeiro caso estaríamos simplesmente incorrendo

264

Digitalizado
gentilmente por:

no

�equívoco de pensar que a expansão do mercado de trabalho para os
equTvoco
bibliotecários depende da criação de bibliotecas por decreto.
decreto, tL
no segundo, concorreriamos tão somente para alimentar a sede

de

lucros de muitos editores que se preocupam exclusivamente com

a

venda dos livros que produzem, pouco lhes importando

se são

IJ^
I2

dos ou não.
E possível que ações isoladas, e que geralmente se preten
dem apolíticas,
apolTticas, como as referidas hã pouco, possam dar resultados
a curto prazo.

Mas seus resultados são enganadores.

bliotecas e mais livros não significa grande coisa.
também que os tenhamos.

Ter mais bi^
E importante

0 fundamental porém serã fazer com que a

população brasileira'leia
brasileira leia mais, cada vez mais, e faça da

leitura

um instrumento para que cada indivíduo empreenda a conquista
cidadania.

Sõ assim teremos resultados mais duradouros e

da
logra

remos obter que a leitura se reproduza natural mente.
Em recente debate sobre a crise da indústria editorial, 0o
presidente da Câmara Brasileira do Livro, Hãrio
Mário Fittipaldi focali^
focalj^
zou muito bem essa questão.

Ele mostrou como não se pode

dir democratização da leitura com o' crescimento das
de produção do livro.

confun
confuji

estatísticas

E tomou como ponto de referência 0o

caso

brasileiro, cuja indústria editorial cresceu bastante como

deco£
decor

rincia do "milagre econômico", tornando-se o0 maior parque

livrej^
livre^

ro da América Latina, sem que isso tenha significado a

expansão

da leitura, a criação de novos leitores, se considerarmos 0o

cre^

cimento da prpjlação
população e da rede educacional.

265

Digitalizado
gentilmente por:

�"... existem em nosso PaTs duas crises do livro e não uma
crise apenas.

A mais visível, que nos afeta no momento, é a

se que esta
estã afetando a economia do PaTs.

cri^

Seria ingênuo
inginuo supor que

um paTs afetado na sua contextura econômica pela crise que nôs
nós co
co^
nhecemos, tivesse uma indústria do livro imune.

Vamos dar a

es^

sa crise o nome de crise sazonal, perfeitamente
perfeitarnente superãvel...(...)
Mas hã um outro tipo de crise na indústria do livro, que é o
poderTamos chamar de crise estrutural.

Temos uma produção

de 240 milhões de livros, o que dã uma relação de dois
anuais por habitante.

que
atual

livros

Mas, desses 240 milhões, nós temos que

de
d£

duzir, do volume físico de produção, quase 70% de livros

didãtj_

tris níveis ... (...) Hã
Há uma outra produção muito
COS nos três

grande

de literatura de consumo, de coleções de crediário, cujo

volume

fTsico
físico éê muito grande, que sio
são vendidas de porta a porta. De

so£
sor

te que o livro que nos interessa, para essa discussão, que éê o li^
vro que vai para a livraria - ficção e não ficção - deve
resumido a entre 15 e 20% deste total da produção.

A

estar

verdadeira

questão êé que temos que partir do principio
princípio que esta produção que
sustenta uma indústria editorial florescente, cuja produção,

em

volume fTsico,
físico, êé muito superior ã da Argentina e México, que eram
os dois grandes produtores.

A questão éê saber, partindo-se

do

princípio de que a massa de-leitores no Brasil é um percentual mui^
princTpio
to pequeno, que indústria do livro fabulosa poderTamos
poderiamos ter se

e^

se potencial de leitores fosse aumentado, se colocássemos no

rol

de leitores em potencial a grande massa de cidadãos no Brasil que
não lêem
liem ou não têm
tim acesso ã cultura.

Este é o âmago da questão.

Saber por que hã uma grande massa de não-leitores e saber como se
20
pode fabricar leitores dentro dessa massa". (FITTIPALDI)

266

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st em
Cercada nmts

�A questão levantada por Mário Fittipaldi não é tão
pies de ser enfrentada.

sim

Ela comporta evidentemente dimensões

truturais, que se relacionam com o modelo econômico vigente
pais, concentrador de renda, e com o modelo polTtico,
país,
poHtico,
crãtico.

es
e£
no

anti-dem£

Um povo cujo salário mal permite a sobrev
sobre vii vin
vinci
ci a física

(alimentação, vestuário, moradia, transporte), sequer pode sonhar
com dispêndios para a compra de material de leitura, a não
aquele indispensável ã educação dos filhos.

ser

Um povo que

pouco

tem exercitado a participação política, não elegendo seus

gove£
gover

nantes e não sendo chamado a intervir nas grandes decisões

naci£

na is, pouco se sente estimulado, quando dispõe de algum
riais,

exceden-

te financeiro (caso da classe média), a fazer da leitura um

in£

trumento de educação permanente e de reflexão social.
Mas hã também variáveis especificamente culturais que

p£

dem ajudar a entender a crise da leitura no Brasil.
stori caitie£
Talvez a mais significativa, porque enraizada hi
historicame£
te, é a tradição oral do nosso povo.

0 analfabetismo a que

nos

condenaram durante muito tempo os colonizadores portugueses -

e

cujos efeitos ainda permanecem - ensejou um padrão cultural típico:

0 gosto pela palavra falada, a recusa da leitura.

Jã
Já nos r£

ferimos a isse
ésse aspecto em trabalho anterior:
"Um dos traços marcantes da evolução cultural
é sem dúvida a resistência âã leitura.

brasileira

Somos um país onde

poitco
pou-co

se lé.
lê. (...) ... 0 fenômeno reproduz situações criadas pela
ginalização escolar que atinge grandes contingentes das

mar

classes

267

Digitalizado
gentilmente por:

�trabalhadoras, gerando um analfabetismo crônico, que inclui

os

que não
nio aprenderam a ler e os que foram induzidos a não gostar de
ler.

Antonio Cândido explica a questão, apontando para a

nature

za oral da cultura brasileira, estigmatizada pela retórica, pelos
discursos, pelo palavrório.

E mostra também a distorção que

se

criou em torno da leitura, aceita bem menos como algo útil,

que

dã prazer, e bem mais como atividade aborrecida, trabalhosa,

tor
to£

turante" (MARQUES DE MELO)^’
Essa situação i reforçada e reproduzida pela própria esco
esco^
la.

A escola brasileira iuma instituição elitista, autoritária ,

repressiva.

Ela não apenas reflete o autoritarismo dominante

toda a vida brasileira, nas duas últimas décadas, como ainda

em
cu^

tiva a tradição da oralidade impregnada no comportamento cultural
da nossa população.

Toda a ação educativa que ali se

desenvolve

tem como polo principal a autoridade do professor, a palavra
professor.

do

Ela fomenta um ensino discursivo, cuja mediação

a realidade pode se dar eventualmente através da leitura.
se, contudo, de uma prática que ao invés de conduzir,
conduzir ã

com
Trata-

reprodjj

çio da leitura, proporciona a sua castração, porque compulsória ,
ção
obrigatória.

Apesar das pequenas mudanças que ocorrem em

alguns

centros educacionais das maiores cidades do paTs (e significativa
mente identificados mais com a escola privada do que com a escola
pública), 0 panorama geral do país pode ser descrito nos

mesmos

e^
termos que o fiz, hã
há quase dez anos, num encontro de editores, es
cri tores e educadores am Porto Alegre;
critores
Alegre:
“A escola brasileira ainda não estimula a leitura.

268

Digitalizado
gentilmente por:

0

e£
e^

�tudante não adquiriu o hábito de ler, de buscar subsTdios na

bi

blioteca; limita-se is anotações de aula, ãs apostilas ou ao
blloteca;

ma

nual único.

Não pesquisa, não aprofunda, não cria.

menos para a vida do que para o exame.

Estuda muito

Consequentemente, tem

um

universo cultural reduzido, restrito, limitado. (...) A rigor, p£
po
derTamos afirmar que a escola brasileira ainda não descobriu
livro.

o

Ainda não preparou o estudante para ter no livro uma base

cultural, sólida,
solida, eficiente, crítica, desafiadora.

Em muitos

c^
c£

sos, a escola faz do livro um inimigo do estudante, porque é algo
que deve ser decorado para o exame.

A leitura é ainda

considera
consider^

da como obrigação, e não como atividade a que o aluno deve ser iji
i.n
troduzido espontaneamente, como deleite, como pesquisa ou

como

fonte de educação permanente." (MARQUES DE MELO)^^
Deve-se também ressaltar o problema do custo do livro,que
0 afasta de grandes faixas de consumidores potenciais -

cidadãos

que se beneficiaram do conhecimento transmitido pela escola e que
dispõem de pequena poupança capaz de ser dirigida para o
de produtos culturais.

consumo

Mas, em sendo o livro um produto caro,qua
caro,qua^

se sempre as camadas médias da população e certos segmentos

do

operariado qualificado terminam por fazer outras opções de consumo cultural.

lamen^
Cria-se então um circulo vicioso: os editores lameii

tam que o livro é caro porque as tiragens são reduzidas.

E

as

tiragens não aumentam porque, além de caros, os livros

disponf
disponT

veis nem sempre correspondem ãs expectativas das classes trabalh^
doras, em conteúdo e em forma gráfica.
Ecléa Bosi, em duas ocasiões, chamou a atenção dos

int£
inte

269

Digitalizado
gentilmente por:

�lectuals e editores para esse problema.
lectuais
Na pesquisa sobre leituras de operárias, ela
ficou no seu grupo de entrevistadas um interesse

identirevelador

pela leitura, que se neutralizava por dois obstáculos: os li^
vros que lhe são
sáo acessáveis
acessíveis alem
além de terem preços

exorbitan-

tes, apresentam uma temática distanciada do seu cotidiano:
"Os livros sáo
são fenômeno saltuário
saltuãrio e não cíclico;
cáclico; daí,
daT,
a disparidade e variedade das leituras do momento. Doze

H
Ij^

vros estavam sendo lidos na ocasiáo
ocasião da entrevista. (...) ...
podemos agrupá-los deste modo: romances 41%, conhecimento 25
%, bíblia
bTblia 17% e poesia 17%. (...) Apenas 29% compraram algum
livro em toda a sua vida.

Na lista de livros comprados(onde
compra dos(onde

opção do sujeito),
éi provável ter havido um grau mais alto de opçáo
encontramos mais títulos de instruçáo
instrução que de distração.

As

enciclopédias sobre Educação Sexual, Arte, Culinária,

orien^
orien

tação da criança ocupam lugar de relevo. (...) Onde

foram

comprados esses livros?

A maioria na porta da fábrica,

de

uma Perua Kombi que ali e’staciona,
estaciona, fazendo exposição do

seu

material.
nal.

E de volante^, livrarias de bairro, bancas de jor
jo£

Na maior parte dos casos, ié o livro que se põe no cam£
cami^

nho da operária, e não o contrário.
ao que se apresenta.
é a fonte mais comum.

A escolha ié

restrita

Empréstimo ou doação de pessoas amigas
(...) Procuramos conhecer o

vendido pela Perua Kimbi, aguardando sua chegada.
mos os preços, os livros mais procurados.

material
Interroga

Os volumes

eram

atraentes, com encadernações vistosas, letras douradas e pre
pr£
ços altíssimos (...), pagos em prestações mensais a .combinar.
combinar.

270

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sí em
OemclanKnt«
Gervoclannito

^

.0

�(...) Perguntamos ao ver.dedor se ele nunca trouxera livros
baratos.

mais

Ele nos respondeu que trouxera, um dia, uma coleção de

José de Alencar, que se esgotou em poucas horas.
Josi

Não era de seu

interesse repetir essa venda menos lucrativa. {...). E

ampla

a

esfera virtual de interesses da operária tal qual se revela pela
indicação das obras que ela desejaria ler.

Começa pelo concreto,

onde se exercem suas qualidades femininas (educação sexual e afe
af£
tivas, enfermagem, puericultura, prendas domésticas, relações hji
hu
manas, educação), mas não ié alheia ã filosofia, ã literatura,
ciência.

Isso ié admirável da parte de quem recebeu muito

no terreno da cultura.

ã

pouco

Tão admirável como seria o mundo

que

elas fossem chamadas a construir e a transformar com todas

as

virtualidades de sua pessoa, não apenas com a força do trabalho".
virtua1idades
(ECLEA BOSI)^^
No debate de que participou com os editores na

Folha

de São Paulo, ela suscitou a dificuldade de leitura que tem
trabalhadores, pelo fato de os livros serem compostos em

os

letras

miúdas .

"Entre os motivos físicos da não leitura, uma
simples e óbvia que eu encontrei éi a vista cansada.

0

causa
operário

tem a vista cansada porque ele a aplica muitas horas no
Iho.

trab^

Então ele se afasta da leitura, achando mais fácil ver

te

levisão, ainda que ela possa eventual
eventualmente
mente cansar muito mais

os

olhos.

Os crentes, que a gente encontra muito nos bairros,fazeji
bairros,faze£

do sua missão de protestantismo popular, eles compreendem
esse fato que limita a leitura das classes pobres.

muito

Por isso

se

271

Digitalizado
gentilmente por:

�vocês pegarem um folheto religioso dos crentes, ou na Bíblia pro
pr£
voeis
testante, voeis vão ver que a letra i enorme, muito agradável de
ler. (...)

Esse problema da letra grande, pelo enorme contingeri
contingeji

te de leitores populares e pelo enorme contingente de idosos que
li, deveria merecer maior atenção dos editores.
leitores especia
especialmente
1 mente atentos e vibrantes.

Os idosos

são

Eles jí
jã não liem p^

ra alcançar status ou para competir numa carreira, mas liem

pro

cora
curando compreender a substância da vida, confrontar memória com
experiência com experiincia.
experiência.
memória experiincia
^eu leitor ideal.
ta com oeu

confroji
No idoso o escritor confrori

0 livro com letra miúda i uma especul^

ção comercial, i uma avareza que desfigura e amesquinha a

pró

pria fonte de leitura". (ECLEA BOSI)^^
Como a matriz da composição gráfica, poder-se-ia acre^
centar o obstáculo representando pela própria linguagem com
os livros são escritos.

que

De um modo geral, os escritores

form^
form^j

Iam a sua mensagem ficcional ou educativa, uti1izando uma

matriz

linguística peculiar ãs camadas cultas

da sociedade (ãs

quais

obviamente pertencem) e deixam de ser lidos pelos setores popul^
popul£
res, cujo nível de compreensão está aquém dos padrões
padróes ali

empre

gados.

Outros obstáculos para a leitura nas classes

popul^

res poderiam ser levantados. Agora, a pergunta que surge inevit^
velraente i a seguinte:
velmente
seguinte;

até que ponto os editores, certamente os

mais interessados na popularização do livro, dedicam atenção
problemas dessa natureza?
perar tais impasses?

De que forma eles contribuem para

a
sii
su

Lamentavelmente a realidade é desanimadora.

272

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�Enquanto corporação empresarial, os editores no Brasil

parece

que dedicam todos os seus esforçoá
esforçoí para reclamar subsídios e
das governamentais ou para lamentar

aju

as dificuldades das suas in

dústrias, mas concretamente pouco (ou nada) fazem para encontrar
soluções que ajudem a baratear o livro ou a produzir livros

efe^

tivamente destinados ãs
is camadas populares.
Por exemplo, se os editores realmente estão dispostos
a conquistar o mercado potencial daqueles que sabem ler, mas não
adquiriram o hábito da leitura, seria de esperar que reservassem
uma parcela, ainda que mínima, dos seus lucros, e

patrocinassem

estudos e pesquisas para dimensionar muitas daquelas questões que
Eclea Bosi e outros cientistas sociais e educadores jã
ram.
rara.

Ou então que apoiassem os cursos superiores de

anunci^
editoração

implantados em algumas universidades brasileiras, estimulando as^
a£
sim a reflexão sobre as alternativas para a editoração de
no país e para a busca de uma linguagem média capaz de

massa

permitir

a expressão do real e do vivido ao nível do entendimento e do iji
teresse da maioria da nossa população.
Nesse ponto, porém, os industriais do livro

seguem a

velha tradição do empresariado brasileiro, que permanece ãa
bra do Estado, reivindicando benesses e facilidades, mas

som
pouco

oferecendo como contribuição efetiva ã sociedade.
0 Estado, por sua vez, possui uma grande "responsabi
responsabili^
li^
dade na crise da leitura.

Até
Ate agora tem adotado um papel omisso,

sem uma política definida nesse campo.

Ou melhor, revelando

a

273

Digitalizado
gentilmente por:

�mesma atitude de descompromisso que vem imprimindo no campo
cacional.

ed^
edu

Da mesma maneira que retrai os investimentos para

expansio do ensino público gratuTto, o Estado brasileiro
expansão

a
foge

da sua missão de editar livro barato, em grande quantidade, para
abastecer a fome de leitura e de conhecimento que está
estã imersa em
grandes contingentes da nossa população letrada.
grandescontingentes
As ações que o Estado brasileiro tem empreendido
se campo ou são ambíguas
ambTguas ou são equivocadas.

ne^

Vejamos dois exem-

plos.
A titulo de incentivar a indústria editorial, o

Esta
Est^

do tem carreado recursos para a compra de livros, produzidos

p^
pe

Ias empresas privadas, distribuindo-os gratuitamente ãs bibliot^
bibliote
cas públicas.

Essa prãtica
prática indiscutivelmente tem sido

apoiada

por alguns editores, os beneficiários
benef i ciãri os diretos da transação.

Pe^^
Per

gunta-se:

recebendo tais subsídios, qual a contrapartida

dos

editores em termos de barateamento dos outros títulos que

col£
colo

cam no mercado?

E ainda: não seria mais econômico o próprio

tado assumir a responsabilidade de produzir diretajnente
diretamente

E^

essas

edições - principalmente dos clássicos da nossa literatura distribuT-1
di
s tri buT - 1 as em massa não só
sõ ãs bibliotecas públicas e

e

escol^

res, mas também vendi-las aos alunos da rede pública de ensino,a
preços reduzidos?

Quem sabe, desta maneira, o Estado

ria a concorrência, peculiar ao mercado capitalista,

dinamiz^
dinamiza
retirando

muitos editores da letargia e despertando-os do berço esplêndido
em que vivem convenientemente...
Outra ação que merece anãlise
análise êi a desencadeada

pelo

274

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

&lt;/• ^ '

-^

11

12

13

�Mobral,, de repente transformado numa gigante casa editora, prodji
Mobral
zindo livros e outros textos escolares e para-escolares ,
minados por todo 0 paTs.

Nio
Não fora o sentido altamente

disseproselj^
proseli^

tista contido nessa iniciativa, e a proposta educativa profundaraente alienante que forjou, (25) e seu projeto editorial
mente
de 'alguma maneira louvável.

Afinal de contas,

seria

são (ou eram) lj_
li_

vros e impressos que se destinavam ãs classes trabalhadoras.Mas,
trabal hadoras.Mas,
mesmo assim, tal projeto não escapou ãs pressões daqueles que co
mandam a indústria da anti-estatização
an ti-es tatização e pa.'ece
pa.ece estar em

proce£
proce^

so de desativação, pelo menos no que se refere iã produção

edito

rial
ri
al .

0O que esperar da biblioteca
E qual 0 papel da biblioteca na superação da crise da
leitura?
E preciso reconhecer que a biblioteca, enquanto instj^
tuição cultural, pouco tem feito para democratizar a leitura.Ela
tem sido um espaço burocrático, onde se guardam livros, e

onde

trabalham profissionais, hoje de nTvel elevado, mas que perdemde
perspectiva a finalidade educativa a que se destinam.
brasileiro, particularmente, as bibliotecas nem sempre

No

caso
privily
privil£

giam seu principal alvo - o leitor -, cultivando muitas

vezes

distorções' 1amentãveis,
1amentãveis , como a de privilegiar a conservação
coleções e o tratamento técnico dado ã recuperação das
ções bibliográficas.

das

inform^

Com isso, deixam de servir aos leitores

e

se tornam repartições inócuas.

275

Digitalizado
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Sc a n
stem
Oereaclanenla

�Hipõlito Escolar traça um perfil contundente da

rel£
rel^

ção distanciada que historicamente
historicarnente a biblioteca manteve em

rela^
rel^

ção ao leitor.
"A biblioteca tem sido, desde seu aparecimento
apa reci men to .emineji
,emi neji
temente conservadora e minoritária. Sua principal missão foi man^
majn
ter ordenados os poucos livros que se produziam e se

incorpor^

vam a ela para que fosse possível transmitir, de geração
ção, 0 acervo cultural da humanidade.

a ger^

Também eram poucos os 1ei_

tores, pois s5 um reduzido número de pessoas estava

capacitado

para li-los e compreender o seu conteúdo. (...) Na segunda

met^

de do século XX as coisas evolui ram, considerando que os bibliotecários tem um conceico
conceito superior de bi
bib1ioteca■púb1ica...
b 1 i ote ca púb 1 i ca . . . A fu£
fujn
ção essencial da biblioteca não pode ria
ri a continuar sendo a conse£
conse_r
vação dos livros para que possam ser utilizados pelas
seguintes, mas de procurar que sejam lidos. (...)

gerações

Todavia,

as

bibliotecas não estão mais que teoricamente a serviço de todos ;
realmente sõ o estão a serviço de uma minoria, que as utilizam,e
que é mais ou menos ampla de acordo com o país ou a 1ocalidadeon^
1 ocal i dade or^
de esteja a biblioteca, permanecendo porém uma minoria. (...)

A

principal causa deste fato estã
está èm que, preocupados com a catal£
catalo
gação, classificação, bibliografia, em uma palavra, como o livro
e sua organização, os bibliotecários não deram a devida

atenção

ao leitor, o grande esquecido da biblioteconomia, cujo serviço ,
paradoxal mente, é o único fim da sua atividade.
paradoxalmente,

A mensagem

um autor não tem nenhum valor se não é assimilado por um
e 0 livro não tem outra razão de ser que a de ser lido.

de

leitor
{••.)
(...)

A biblioteconomia tradicional desenvolveu-se partindo do livro e

276

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�nele se baseia; a biblioteconomia do futuro terá de ser

fecund^

da a partir do leitor, nele baseando-se" (HIPOLITO
(HIPÖLIT0 ESCOLAR)^®
Para democratizar a leitura êé indispensável que a
blioteca assuma uma nova postura.
rã suficiente.

Evidentemente sõ isso não

bi^
bj^
S£
s£

Mas constituirá um importante ponto de apoio.

Nesse processo de transformação, torna-se urgente que
os bibliotecários repensem o próprio
prãprio conceito
conceit.o de biblioteca.
redimensi
redimensionem
onem a sua atuação profissional.

E preciso romper o ajj
a^

toritarismo, tanto da instituição quanto dos profissionais
ali servem.

E

A biblioteca não pode continuar a ser uma

que

entidade

de mão única, onde o bibliotecário tem poder sobre o

conhecimen^

to ali estocado e concede o seu uso aos leitores.

biblioteca

A

não pode permanecer como espaço cultural comprometido apenas com
a cultura gutembergiana.

A biblioteca precisa democratizar-se ,

abrindo-se para a participação ativa do leitor, ampliando-se

p^
p£

ra a preservação de todos os bens culturais e se tornando um cen^
ce£
tro de vivência
vivincia comunitária.
comunitãria.
Jã não tem mais sentido, na sociedade contemporânea ,
manter lugares sagrados, dedicados exclusivamente ao culto

dos

livros, onde impera o silêncio dos usuários passivos.

não

■mais
mais se concebe que sejam lugares distorcidos por uma
elitista;
elitista:

Já
Jã

assepsia

o santuário
santuãrio da “boa"
"boa" cultura, da "boa" literatura, oji

de não penetram os produtos "espúrios" da indústria cultural

ou

as obras "vulgares" da editoração popular.

277

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanenta
nmts

�Cul
t ural men te , a biblioteca 5i uma instituição em
Culturalmente,

de^

cadincia, resquTcio
resquício de um passado aristocrático e discriminatória
A recuperação e a difusão da cultura sõ possuem sentido hoje

em

centros de documentação e comunicação, onde estejam presentes t£
to
das as formas de registro do conhecimento - livros, jornais,
vistas, fascTculos, discos, filmes, tapes, cassetes,

r£
re

computado

res, etc - e onde a presença do público ocorra de modo dinâmico,
criativo, envolvente.
A imagem da nova biblioteca, concebida não mais
centro de outorga do conhecimento livresco, mas como um

como

autinti^
autintj_

CO núcleo de comunicação cultural, está
estã bem traçada por

Esca£
Escar. '

pitt e Baker:
Baker;
"... éi preciso que a biblioteca - não mais apenas

d£
de

põsito, mas também centro de distribuição - abra-se para o públj_
públi_
pósito,
CO e atraia gente para os livros.

Isso sõ pode ser

conseguido

estando ela presente em locais onde as pessoas se reunem e conv£
conv_L
dando-as a ler - a ler e a falar.

A biblioteca não pode

mais

ignorar nenhuma das linguagens utilizadas pela comunidade humana,
as linguagens tradicionais que envolvem a palavra falada, o
to ou a imagem, ou as novas linguagens audiovisuais.

ge£
ge^

A bibliot£
bibliote^

ca precisa ser um forum onde os livros possam estar em

contato

ativo com todos os meios de comunicação - dança, teatro, jornal,
televisão - que exprimem as alegrias, os sofrimentos e as
cupações da vida diária, seja nos esportes ou na política,

preona

tecnologia ou no amor, nos problemas sociais ou religiosos". (E^
(ES^
CARPITT e BAKER)^^

278

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Sc a n
stem
Oereaclanenl»

�Metamorfose!ando-se dessa maneira, a biblioteca

est£
est^

ri dando um grande passo rumo ã democratização da leitura e
rã
democratização da cultura.

ã

Mas serã imprescindível que a biblio^

teca se desloque dos núcleos onde vivem e estudam os

segmentos

privilegiados da sociedade e se instale também no espaço
lha
lhado
do pelas classes subalternas.

partj^
parti^

í preciso que a biblioteca

teja também na fãbrica e outros locais de trabalho, nos

e^
e£

bairros

periféricos, nos sindicatos, nas organizações de base, nas igrejas, nas associações
assoei ações comunitárias.
comunitãrias.

Enfim, nos locais onde

concentram os grandes contingentes de não leitores.

E ali

se
colo^

car livros e outros produtos culturais capazes de interessá-los,
interessã-1 os,
animã-los, gratificã-1
gratificã-los.
os.
Para democratizar a leitura é indispensável
i ndi spensãvel não someii
somen
te motivar o leitor, mas sobretudo levar o livro e todos os bens
culturais ao leitor.
Assim procedendo, as bibliotecas e os

bibliotecários
bibliotecãrios

estarão contribuindo, no seu âmbito peculiar de atuação, para en
eji
frentar a questão básica que tanto nos angustia e muitas

vezes

nos desanima.

A batalha de leitura
Certamente uma ação eficaz de motivação para a

leit£
leitjj

ra - nunca dissociada dos movimentos que situem o cidadão

como

sujeito da Historia
História

(leitor do mundo) - produzirá a médio e 1 oji
on

go prazos resultados duradouros.

Converter o livro e os

demais

, 279

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc
Scan
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

&lt;/

-

11

12

13

�instrumentos de documentação cultural em objetos familiares

ãs
is

gerações atuais, impulsionando-as para o seu uso livre e inventj_
vo, significa um ponto de partida fecundo para gerar os leitores
de amanhã.
A tarefa de criar novos leitores, expandir o

habito
hábito

de leitura, democratizar a cultura, i antes de tudo a tarefa

de

forjar cidadãos críticos, conscientes da sua força coletiva

no

processo de trans
transformação
formação social.
A batalha pela leitura i uma batalha a ser

protagoni_

zada pelos que hoje são excluídos do mundo da cultura impressa,e
na qual os intelectuais - bib1iotecãrios,
bibliotecãrios, escritores, educadores
- deverão figurar como coadjuvantes.

Não coadjuvantes passivos,

mas animadores estratégicos.
Sem que os próprios beneficiãrios - os trabalhadores lutem pelo direito de ler, lutando também pela conquista dos
mais direitos que hoje são negados, a batalha da leitura

d£
d^
não

tri unfarã.
0 nosso papel nesse embate é seguramente o de

encor^

ji-los, fortaleci-los e apoia'-los
jã-los,
apoif-los para a conquista decisi
deci si va
va,para
,para
a construção de uma nova sociedade.

280

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

�Notas de referincia
referência
1er.
1 - ESCARPITT, Robert e Ronald BAKER - A fome de ler.

Rio

de

Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1975, p. 1.
2 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 4-5.
3 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 7-8.
4 - MILANESI,
HILANESI, Luís
Luis - 0 Paraiso Via Embratel■
Embratel.

Rio de Janeiro,Paz

e Terra, 1978, p. 146-150.
5 - PETERSON, Theodore e outros - Os meios de comunicação e a so
cidade moderna. Rio de Janeiro, Edições GRD, 1969.
6 - MACCOBY, Eleonor - Efeitos da televisão sobre as crianças

,

In: Panorama da Comunicação Coletiva. Rio de Janeiro, Fun^
do de Cultura, 1964, p. 100.
7 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 144-145.
incentivar o hãbito de leitura.São
8 - BAMBERGER, Richard - Como Incentivar
Paulo, Cultrix, 1977, p. 90.
3 - HOLANDA, Chico Buarque - I love Cuba. Pasquim, nÇ
S
n9 666,

01.

4.82, p. 9.

281

Digitalizado
gentilmente por:

••UJ

�10 - MELO, José Marques de - Subdesenvolvimento, Urbanização
Comunicação.

e

Petrõpolis, Vozes, 1976, p. 16-18.

11 - MEDINA, C.A. de - A função social do livro na atual realidadade brasileira.
bras i 1 ei ra.

Rio de Janeiro. Centro

Latino-America-

no de Pesquisas em Ciincias
Ciências Sociais. 1975. mim. p. 22.
12 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 122.

13 - FREIRE, Paulo - Conferência
Conferincia de Abertura do III Congresso Br^
sileiro de Leitura - Campinas, UNICAMP, Novembro de 1981.
14 - BOSI,
BOSI , Eclia
Eclêa e outros - A crise não êé de livros, "Folhetim" ,
nO 214, Folha de São Paulo, 22.02.81, p. 12.

15 - McMURTRIE, Douglas C. - 0 livro.

Fundação Calouste Gulbenkira

1969, p. 18.
16 - ESCARPITT, Robert - Conferincia
Conferência no XI Congresso
de Biblioteconomia e Documentação.

João Pessoa,

de 1982.
PETERSON, Theodoro
Theodore e outros - idem, p. 183-184.
17 - PETERSdN,
18 - Idem - p. 185-186.

19 - ESCARPITT e BAKER - idem - p. 124.

282

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

Brasileiro
Janeiro

�20 - FITTIPALDI, Mário e outros

- A crise não é de livros.

"Fo^
"F£

lhetim", n9
Ihetim",
nÇ 214, Folha de São Paulo, 22.02.81, p. 12.
21 - MARQUES DE MELO, Jose
José - Presença do Jornal na Escola: Inici£
ção ao Exercício da Cidadania, In: Comunicação e Libertação .

Petrõpolis, Vozes, 1981, p. 68.

22 - MARQUES DE MELO, José - Retri bal
ba 1ização
i zação e decadência de cultiu
cult£
ra impressa: reflexões sobre a tese de McLuhan, In:
desenvolvimento., Urbanização e Comunicação.
desenvolvimento

Sub-

Petrõpolis ,

Vozes, 1976, p. 17-18.
23 - BOSI, Eclia
Ecléa - Cultura de Massa e Cultura Popular de Opiniões.

Leituras

Petrõpolis, Vozes, 1972, p. 142-151.

24 - BOSI, Eclia
Ecléa e outros - A crise não êé de livros, "Folhetim" ,
nÇ 214, Folha de São Paulo, 22.02.82, p. 12/13.
nQ
25 - A respeito das distorções pedagõgicas
pedagógicas do Mobral, iê recomendã
recomenda
vel a leitura do texto de Moacir Gadotti - "0 Mobral:

a

pedagogia do colonizador a serviço da dominação cultural",
I n: Educação e Poder - Introdução ã Pedagogia do Conflito.
São Paulo, Cortez / Autores Associados, 1980, p. 101-104.
26 - ESCOLAR, Hipõlito - El lector, la lectura, le comunicaciõn
Madrid, ANABA, 1972, p. 9-16.
27 - ESCARPITT e BAKER - idem - p. 143.

283

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C8S •

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Gemulanirato

�DEBATE AO SUB-TEMA:. OS MEIOS DE COMUNICAÇAO
COMUNICAÇÃO DE MASSA E
O HABITO
HÄBITO DE LEITURA
LUlS
LUTS AUGUSTO MILANESI

Em relação ao confronto entre a leitura e os meios

de

comunicação de massa a afirmativa mais comum éi drástica: eles,
de maneira decisiva, desestimulam
desestimulara a prática da leitura.

Em
Era

paraTso via Eabratel
paraíso
Embratel pôde ser constatado que o público
público- na
sência da TV preferiria sair de casa ou ler.
sincia

Tal

O
a£
a^

conclusão ,

apesar de significativa, náo
não sugere a existência
existincia de um
ura

confli_

to entre a televisão e a leitura. De fato, as redes de TV

rojj
rou

baram um espaço que anteriormente
barara
anteriorraente era, em
era parte, dedicado

aos

livros ou revistas, principalraente
principalmente os de lazer.

No

Isso não pode levar 1ã conclusão de que a população
isso
letrada tenha diminuído o seu índice de leitura.
ra que a TV está a historia
história do país.
pais.

entanto,
brasileira

Mais formad£
forraad£

A formação brasi1
brasileirafoi
eirafoi

estigmatizada por 400 anos de analfabetismo.

Nessa perspecti-

va, os raeips
meips de comunicação não devera
devem ser postos como bode

e£
ex

piatõrio de culpas ancestrais.

Se o brasileiro na década

de

.80 do século XX, comparado a outros povos ainda li
&gt;£0
lé pouco,

a

culpa não deve ser atribuída a STlvio
Sílvio Santos ou Chacrinha. Num
certo sentido, pode ser dito que a TV acelerou
acel.erou o processo
moden tzbçã.o
moderr
izaçã,o do pais,
país, mudando o comportamento e valores.
Mulher contribuiu nesse processo de forma muito mais
que a educação patrocinada pela escola pública.

de
Malu

efetiva

Enquanto Malu

Mulher levou a milhões de pessoas elementos de polêmica, a
Nulhfr

ro
r^

285

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0

11

12

13

�tina pedagógica da escola pública, ainda fundamentada na prãtj^
prãtj_
ca do magister dixit, autoritária e castradora, provoca enfado.
A escola pública brasileira exige que os seus alunos

reprod^j
reprod^

zam pacotes de informações que os pedagogos oficiais

oetermi^
oetermi_

nam como úteis ã coletividade.

Deve ser observado que Halu Hu
Mu

lher (e outros programas) estiveram sob a mira da censura,
quanto a escola é condicionante, censurando e levando ã
censura.

Isso, na prática, i oposiçáo áã leitura.

e^
e£

auto-

A

escola

brasileira ensina a ler e, paradoxal
paradoxalmente,
mente, destrõi a

prática

da leitura.

Os alunos liem
lêem para passar de ano, ou seja,

uma obrigação desagradável.

como

escola náo
não ensina o prazer
A escpla

leitura, ela náo
não abre espaços para que os alunos desqubram
desçubram
suas próprias verdades.

Em suma, a escola cerceia o

vimento do espírito
espTrito da pesquisa.

da
as

desenvoj^
desenvo_l_

Se Halu Mulher provoca

mais

discussão que uma aula sobre as capitanias hereditárias, cert^
discussáo
Malu Mulher será um estímulo maior áã leitura. Isso
mente, Halu

não
náo

quer dizer que a TV no Brasil seja um veículo estimulador

da

leitura ou de discussões em seus propósitos básicos.

A TV br^

sileira, gerada pelo capitalismo e conformada áã forma que

ele

impõe, leva em última instância ãá formação
formaçáo compatível com

o

sistema econômico.

Mas, existem as contradições em seu bojo .

Essa multiplicidade de estímulos deve ser analisada criticameti
criticamen^
te pela população.
populaçáo. A TV náo
não oferece obstáculos aós
aos analfabetos
- analfabetos das letras.

Os livros, jornais, revistas exigem

0 domínio da técnica de leitura.

No entanto, não
náo éi essa técnj_
ticni_

ca que exclusivamente determina a capacidade de análise e
tica.

cr^
cri^

Sílvio Santos pode ser rejeitado por um analfabeto e Ma

1u Mulher pode ser odiado por uma alfabetizada.
lu

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Dessa

const^
const£

�tação éê possTvel concluir que a alfabetização e o hábito de 1 ei^
ej^
tura não são condições fundamentais ã leitura da TV.

Aprender

a ler para ler Capricho não altera a vida.

0 que deve ser pro
pr^

curado como objetivo éi a reflexão crTtica.
crítica.

E essa pode

oco£

rer na leitura de um programa de TV ou de um livro. Sabendo-se
que os livros estão menos sujeitos ã censura econômica ou

do

Estado que os programas de televisão, abrem-se as perspectivas
para as bibliotecas que, basicamente, trabalham
trabalhara com textos
terãrios.

li^
1i^

Se a TV chega aos analfabetos, as bibliotecas devem

moldar-se a essa missão, acompanhando todo o processo de desco
desco^
berta não apenas das letras, mas da vida.
bibliotecário:

Aí,
AT, muda o papel do

ele deixa de ser o coadjuvante de uma

escola

que reproduz e passa a ser um agente ativo no processo da
coberta e da criatividade.

de£
de^

A TV e a escola tem os seus claros

limites ideológicos; a biblioteca ié informação organizada e
bibliotecário êé o co-participante nessa busca que os

o

usuários

empreendera pelos dados, pela reflexão.
empreendem

287

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OemclanKnta

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11

12

13

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11

12

13

�DEBATE AO SUB-TEMA:

MEIOS DE COHUNICAÇAO DE MASSA E O HABITO
DE LEITURA
MARTIN GOFF

It was Dan Boorstin, Librarian of Congress in the USA,
who pointed out that each new art or invention modified
did not displace its predecessor.

but

So photography altered

painting but did not replace it; the cinema affected the
construction and presentation of plays; the gramophone
increased attendances at concerts; and so on.

The chances are

that television will increase the market for books,
books , but this
will only become true if those responsible for the book authors, critics, publishers, booksellers and librarians - make
sure that they enlist the mass media; and don't just wait about
while people's leisure time is totally absorbed by all the new
technologies.
technol
ogi es.
The first need then is a positive approach above all
to the television companies.

They have to be constantly

encouraged to put on book programmes, to interview authors, to
give credit to the book on which so many programmes are based.
Those responsible for promoting books and reading must
carefully cultivate relationships
reiationships with television and radio
programme controllers and producers.

They must suggest to them

both books and series of books that are particularly suitable
for TV

adaptation and also programmes about books.

289

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�Television has already shown that it can have a
tremendous effect on the interest in and sales of a book or
books.

This was clearly seen in Britain in the Seventies when

the screening of an adaptation of Galsworthy's Forsyte Saga led
to enormous sales of what had become a very slow moving
raoving series
of titles; and sales, moreover both in hardback and paperback
0 rm.
f orm.
Equally, of course, there are books that arise from the
television series and thereafter have a special place in the
regard of the viewer.

Here one thinks of the Kenneth Clark

series on Civilisation, the subsequent book selling hugely, or,
on an even larger scale quantatively, David Attenborough's
Life On Earth.
But whether television (or radio) raids the book or
the book derives from a programme or series of programmes,
programraes., tht
the
resulting appeal will be largely to those who are already
committed readers.

What one would look to the mass media for

are programmes that actually stimulate either the marginal
non-reader or the lapsed reader.

The basic thesis here is

that the non-reader is unlikely to be set on the reading path
unless he or she can identify with someone on the screen for
whom he or she has a special regard.

So, if in a book

programme, a famous
faraous footballer or cinema star is asked his
opinion about a book that he has just read, his enthusiastic
answers are likely to persuade a considerable number of viewers
who rarely read to buy or borrow the book under review.

290

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A

�discussion programme where some of those taking part have majoi
reputations in non book fields does much to motivate the nonreader to read than a programme of book critics discussing new
books (which the non-reader would in any case quite quickly
turn off).
However, both in the case of wider-based programme and
that of the more specialised one, the essential concommitant
is to make sure that the books being discussed or featured are
easily and quickly available.

It is fatal to engender a great

deal of enthusiasm for a book through a mass media programme,
only for the customer to find that it is nowhere in stock.
This is what happened when the BBC put on its Paperback Writer
programme a few years ago.

This programme, utilising writers,

film stars and other well known people to discuss usual and
unusual paperbacks, resulted in people flocking next morning
to bookshops, only to find their impulse thwarted because the
shop did not have the book available.
The National Book League then persuaded the programme
producers to let them nave a list of the titles to be dealt
dealt'
with at least fourteen days in advance and arranged the
distribution of this list to a large number of book wholesalers
and retailers. This meant that in most cases the books were
avai1ablp^when the customer went into the shop, the day after
avai1ablPjwhen
the transmission
transmission,, to ask for them.
Just as famous personalities
personaliti es arouse the interest of the

291

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�non-bookish, so do occasions which are in themselves
spectacular.

One of the most obvious of these is the

presentation of major literary prizes which can be made to make
good TV.

In Italy the Prêmio
Premio Viareggio is filmed live on two

separate television programmes when the prizes are presented
and great interest is aroused across the country through this.
In the United Kingdom in 1981 the filming live of the
presentation of the £ 10,000 Booker McConnell Prize for the
best novel of the year was watched by a large audience. There
is little doubt that among that audience were people who would
not normally regard themselves as bookish and who were, at
least in some cases, motivated to seek out the book so honoured
and read it.
Of course, interviews with major authors, providing
always that those authors are photogenic in television terms,
can arouse great interest in their books whether by the bookish
or non-bookish.

Once again it is of great help if there can

be a small publication available to those watching the
programme to fan their interest for the particular authors.
When Angus Wilson was interviewed at lenght by Melvyn Bragg
for the South Bank Show on British TV, the National Book League
prepared a small leaflet giving the brief biographical details
of Wilson together with a complete list of all his work in
cased and paperback editions.

This was sent to anyone who

bothered to send in a stamped addressed envelope (thus
obviating both the trouble of addressing hundreds of envelopes
and the cost of sending them by post).

The same scheme was

292

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Sea n
stem
Ciereaclancnta

�followed for a series of programmes on the Mitford sisters.

From the foregoing it will be seen that the first task
is to convince the TV companies that books are an inexhaustible
source for programmes and that they can be produced in a way
ê«
that the "ordinary" public find interesting. The companies
must also be shown how in various countries book programmes,
particularly those with celebrities of all sorts taking part,
can attract the reader and non-reader. Although this might
still be for minority audiences, the fact that the Paperback
programme in the UK reached 6,000,000 at its height shows what
i s possible .
What, following those steps, is important is to make
sure that the interest aroused is not instantly killed by the
difficulty in obtaining the books featured.

This can be

obviated by national book promotion organisations arranging
the notification to bookshops and libraries of the book being
dealt with some weeks in advance.
The mass media can give a tremendous boost to the
reading habit, even outside narrow educational fields,
reãding
providing it is constantly reminded of the need for and success
of such programmes.

The watchword is constant lobbying of TV

and radio, whatever the setbacks from time to time.

293

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�whírh vit-f ifr th 6^®G l&gt;‘ I V‘f* ^
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�RELATÕRIO FINAI

(CARTA

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DA

PARATBA)

�lAUÍl 0IÍIÔTAJ3IÍ

(AalASAq

Digitalizado
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AQ

AT«A.:&gt;)

�RELATÖRIO FINAL
RELATORIO
PARATBA)
(CARTA DA PARAÍBA)

O0 XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documen^
Docume^
tação foi realizado na cidade de João Pessoa, Estado da

ParaT

ba, no período de 17 a 22 de janeiro de 19B2,
1982, promovido

pela

Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba - APBPb.
Biblioteca e Educação Permanente constituiu o tema of_i_
ofj[
ciai do Congresso, desdobrado nos seguintes subtemas:

A

BJ_
Bj_

blioteca na Educação Formal; A Biblioteca nos Programas de

A^
AJ^

fabetização e de Educação de Adultos; A Biblioteca no Processo
de Desenvolvimento; A Biblioteca e a Cultura Local e Os

Meios

de Comunicação de Massa e o Hábito
Hãbito de Leitura.
As discussões sobre o temãrio foram desenvolvidas
cinco painéis, cinco sessões plenárias e cinco grupos de

em
estjj
est^

ainda, cinco sessões onde foram apresentados comu
comjj
do, havendo,
havendo,■ainda,
nicados sobre experiências profissionais.

Os trabalhos

veram cerca de 1.100 participantes entre inscritos e

envol^
envoJ_
convid^

dos .
Conforme determina o § 40
49 do Art. 39 do Regimento

do

XI CBBD, passo a apresentar o Documento final do Congresso que
engloba a síntese dos trabalhos desenvolvidos nas sessões
nãrias.
nárias.

Painéis e Grupos de Estudo.

Pl£

Este documento será deno^

minado CARTA DA PARATBA.
PARAlBA.

297

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an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanenta
nmts

�be recorrermos is linhas de conteúdo dominantes dos új^
timos Congressos de

Biblioteconomia e Documentação, não é

fTcJl detectar como os profissionais da área vim
fTcjl
vêm se

di^

reposicio^
reposicio

nanao em relação,
nanqo
relação ao papel que devem desempenhar no contexto so^
so
ciai e, mais precisamente, frente aos problemas da comunidade.
Esse comportamento começou a emergir no 89 Congresso

Brasilej^

ro de Biblioteconomia e Documentação, realizado em Brasília,em
BrasTlia,em
1975.
Congres
Posteriormente, em Porto Alegre e Curitiba, os Congre^
sos abriram espaço para o fortalecimento da idéia de que o pr£
pro^
fissional de Biblioteconomia deva superar os limites convenci^
convencio
nais daquelas atribuições dominantemente
dorainantemente técnicas, uma vez que
jã alcançou maturidade necessária nessa ãrea
área especTfica.
específica.

Tudo

indica que é chegada a hora de imprimir um sentido humano e so
s^
ciai a essa eficiência.
Na oportunidade deste Congresso, caminha-se de forma de
cisiva para alcançar o consenso de que a análise dos problemas
das bibliotecas brasileiras somente ganhará sentido,

quando

realizada em um quadro de referência em que se considere a

f£
fj^

naiidade social da biblioteconomia face ãs necessidades
nalidade

da

maioria da população.
A sociedade brasileira vive o limiar de uma fase
que se retoma o processo do diálogo polTtico,
político, para cuja

em
conti^
cont£

nuidade e expansão se faz necessário ampliar o debate e a

paj^
par

ticipação de todos os segmentos da sociedade.

que

298
29H

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stem 4^
Ciereaclancnt»

E mais do

�oportuno que, em sua área, os bibliotecários ocupem os espaços
abertos, em busca desse debate e dessa participação.
Por outro lado impõe-se identificar pontos de interse^
intense^
ção e de afinidade com outros campos de estudos e áreas profi£
profi^
sionais.

A primeira tentativa de inter-relacionamento
inter-reiacionamento com

área de educação, levada a efeito neste Congresso, aponta

a
si
sj_

nais promissores de efetiva conjugaçáo
conjugação interdiseip1inar.
interdisciplinar. Cabe,
agora, avançar o diálogo em direção a outras áreas, com a

cer_
ce£

teza de que esta visão i essencial para o desempenho da profi^
são.
Neste documento, usa-se a palavra Biblioteconomia

na

sua forma ampla, abrangendo tanto esta área em seu sentido re^
re£
trito, como as outras disciplinas afins que lidam com a organi_
organi^
zação p a difusão da informação registrada em suportes

conven^
conveji

cionais e não-convencionais.
não-convencion ais .
0 termo biblioteca engloba todas as instituições

que

atuam de acordo com o objetivo acima indicado
indicado,independentemen, independentementemente do tipo de clientela e do nTvel de serviços que

pre^

tam.
A palavra bibliotecário é, portanto,usada para

desi£

nar, de forma abrangente, todos os profissionais de informação,
conforme o contexto acima expresso.
Educação i considerada em seu sentido mais amplo,tanto

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stem
Oereaclamento

�como transmissão de conhecimentos, como formação da

individu^
individu£

lidade, seja a nível da escola ou a nível das demais

organiz^
organiza^

ções sociais.
As discussões levadas a efeito nos trabalhos do

Con^
Con

gresso chegaram ãs seguintes conclusões:
A prestação de serviços de biblioteca deverã
deverá ser
porcionada de acordo com objetivos que reflitam as

pr£

variações

regionais e as aspirações diferenciadas das comunidades no que
se refere aos anseios de bem-estar social.
Reconhece-se a validade da atuação governamental
ultimamente, tem sido orientada para o ordenamento e
ção do setor.

que,

coordena^

As necessidades do país exigem, porém, que

e£

ses esforços sejam acelerados e que essa coordenação se

faça

de forma também regional e hierarqui zada em níveis de complexi_
dade crescente, ressalvando-se sempre a oportunidade de

ampla

participação das comunidades de profissionais do setor e

dos

usuários efetivos e potenciais no planejamento e implementação
dessa coordenação.
A participação mais intensa e conseqílente
conseqilente da

bibliote

ca no processo de desenvolvimento requer que a mesma esteja si_
S£
tuada, nas diferentes estruturas administrativas, em nível

de

hierarquia compatível com sua importância social e integrada ã
ãrea técnica competente de modo a contribuir efetivamente para
área
a utilização das informações que coleta e organiza.

300

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st
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I Gereaclanmta
Ciereaclancnt»

••UJ

�A participação da biblioteca no processo de desenvolvj^
desenvolvi_
mento devera
deverá ocorrer de modo harmônico, em todos os setores

,

sem detrimento da organização e difusão das informações no cam
po das ciências
ciincias sociais.

Aos bibliotecários cabe a tarefa pri^
prj^

mordial de, proporcionando um melhor acesso a informações

hi£

tõricas, filosóficas, econômicas, sociais e políticas, em

n£

vel de igualdade com a informação ticnico-científica,
ticnico-científi ca,

contrj^

buir para o processo contínuo de conhecimento da realidade

e

de mudanças exigidas pela sociedade brasileira.
A busca de um desenvolvimento científico e tecnológico
não-dependente requer a plena utilização dos resultados de pe^
quisa, experiências
experiincias e estudos realizados pelas instituições n^
na
cionais.

A organização, difusão e acesso ã informação

no país deverá ser incentivada e assumida pelas

gerada

bibliotecas

nos respectivos setores.
No exame das relações entre a biblioteca e os leitores,
lio
estes, em sua expressão mais social que indivi
individual,deverão
dual .deverão ser
solicitados a contribuir para a definição dos objetivos

das

bibliotecas e a determinação de seu acervo.
Na reforma e adequação
lia
adeqjação das bibliotecas públicas ãs

n£
no^

vas demandas sociais e a sua ligação com o setor educacional ,
ou outro setor, dever-se-ã
dever-se-á especial atenção em manter a identi_
dade essencial da biblioteca p”'blica
p''blica - a saber, o atendimento,
sem discriminação, de todos os setores da comunidade e
as categorias de usuãrios
usuários - evitando-se que uma concepção

todas
un^
uni^

301

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�lateral de sua função educativa acabe por transformã-la em

d£

pendincia da escola.
As bibliotecas públicas, especialmente sucursais

em

áreas periféricas ou rurais, caberão participar de programas de
natureza interdisciplinar,
interdiseip1inar, devem os bibliotecários integrar-se
a grupos constituídos de profissionais de diferentes áreas.
A biblioteca pública deverá ser o ponto de encontro

e

de troca de informações para a comunidade, permanecendo sempre
aberta para novas experiências e inovações através de seu

coji
co£

tato com essa mesma comunidade.
Deverão ser identificados, apoiados e promovidos meios
de manutenção de bibliotecas emergentes em pequenas

comunid^

des que já
jã se encontram conscientes da necessidade de serviços
bibliotecãrios.
Os meios de comunicação de massa, integrados no
Iho desenvolvido pela escola, pela biblioteca e também

trab£
trab^
pelas

organizações de mani
manifestação"
festaçáo' sõcio-culturais
sõcio-eulturais da comunidade, de
d£
verão atuar no sentido de desenvolver o hábito de leitura, per
pe£
raitindo, assim, que se ampliem os estímulos
mitindo,
estTmulos ã busca de inform^
ção.
Os bibliotecários, como mediadores entre a

informação

e 0 público, deverão favorecer o acesso amplo ã informação

p^
p£

ra que o usuário possa desenvolver a sua capacidade de análise
e crítica, inclusive em relação aos meios de comunicação

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de

�massa.
0 Ensino da Biblioteconomia e áreas afins, como a Ciiji
CiÍ£
cia da Informação, deverá estar voltado para a análise crTtica
do contexto social, econômico e político,
polTtico, no qual se situam as
bibliotecas e demais órgãos que lidam com a informação.

Est^
Est]j

dos de história da educação brasileira, dos movimentos de
cação popular e da visão social do livro deverão ser

ed£
edi[

alguns

dos elementos dessa anãlise
análise crítica,
crTtica, induzindo o aluno ã

pe^
pe£

quisa de .campo,
campo, a fim de que ele se torne um conhecedor da re^
rea
lidade local.

As expectativas desse ensino deverão estar

voJ_
vo^

tadas para o desenvolvimento de uma consciincia crTtica
crítica dos fjj
fii
turos profissionais da ãrea.
área.

A formação profissional do

bi^

bliotecário requer, tanto a nTvel
bliotecãrio
nível de graduação quanto de

pós-

graduação, uma crescente i nterdi
n terdisci
sei pl i nari dade .

303

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Oereaclamento

�l8í«rt; iií »V« •'».!v&gt;tf'«Putativ« 4UÄ*S« por í r«.,i

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]ÊÊf^
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11

12

13

�DISCURSO DE ENCERRAMENTO

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�0TH3MÂí!a J3M3 30 0eíUi3^ÍQ

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Gereulannito

~%Í3JÍA1SJ

�DISCURSO PRONUNCIADO NA SESSAO
SESSÃO SOLENE DE ENCERRAMENTO
PELO REITOR BERILO RAMOS
RAHOS BORBA

A UFPb, como uma das instituições promotoras deste

Coji
Con^

gresso, se sente, em realidade, profundamente gratificada pelo
sucesso que este conclave alcançou. Com mui bem se expressou o
Prof. Célio
Cilio da Cunha, a maior amostra do interesse e da motiv^
ção que este Congresso despertou ié justamente de ver que,

em

todas as atividades, sempre tivemos casa cheia, não obstante a
proximidade da praia e um sol tão agradãvel que, na

maioria

desses dias, tivemos aqui em João Pessoa.
A motivação, porém, meus senhores, a motivação de

todos

pela participação foi realmente grande e a nossa alegria justa_
justa^
mente é de verificar que o XI CBBD abriu um novo espaço

para

os profissionais desta ãrea, numa discussão que ultrapassou um
pouco aquelas preocupações técnicas profissionais para umaãrea,
como por exemplo de colocar o bibliotecário
bibliotecãrio e o documentalista
documenta 1istã
ao lado de outros profissionais como responsáveis,
responsãveis, realmente ,
ou como agentes da cultura, da comunicação e da prõpria

educa
educ^

ção.
Acreditamos que a partir de agora, este Congresso ou
contribuição dada pelos senhores aqui neste Congresso, a

a
con^
coji

tribuição dos mestres aqui representados pelo mestre de nõs t£
to^
dos que é o Furter, na ãrea de educação permanente, e de todos
aqueles especialistas, tanto da ãrea de biblioteconomia e docjj
docii

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an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

�mentação quanto da própria área de educação, que durante estes
dias refletiram em conjunto aqui, certamente vai servir de su^
sTdio valioso para que nós possamos orientar a nossa ação

tan^

to na ârea
ãrea da educação como na ãrea da documentação, da bibli£
biblio
teconomia e de todas as ãreas que tenham realmente
realraente afinidade.
Nós não poderiamos deixar de agradecer neste momento,
contribuição valiosa que foi prestada a este Conclave

a

pelo go
gu

INL,pela
verno do Estado da ParaTba, pelo MEC, pelo CNPq, pelo INL,pe1a
ENDE, pela UNESCO e pela Associação Paranaense de
SUDENE, pelo FNDE,
Bib 1 iotecãrios.
Bib1iotecãrios.
0 agradecimento dos organizadores deste Congresso a
dos aqueles ôrgãos
Órgãos e Instituiçóes
Instituições que nos apoiaram e que
permitiram, com efeito, a realização deste Conclave, aqui
João Pessoa.

to
lhes
em

Também em nome da própria Universidade,gostaría-

mos de expressar aqui o nosso reconhecimento ao trabalho

que

foi realizado por todos os organizadores deste Congresso,

os

quais isto nós podemos testemunhar para os senhores, se

emp£
empe^

nharam e trabalharam com desvelo, entusiasmo e com muito amor,
durante bastante tempo, a fim de oferecer aos congressistas as
condições necessãrias
condiçóes
necessárias para que este evento se realizasse.
Queríamos, pois, em nome da Reitoria e aa
oa Universidade ,
deixar aqui patente o nosso agradecimento e o nosso

reconh'ecj^
reconh'ec2

mento a um trabalho que, nos parece, foi de todo um

trabalho

de sucesso.

bastante
bastante,

Queríamos, também agradecer de maneira

emocionada a todos aqueles que se deslocaram dos seus cômodos.

308

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�que se deslocaram das paragens as mais. distantes do Brasil
porque não dizer, do mundo, visto que nós temos aqui o

e,

Pierre

Furter, e que aqui
aqüi compareceram para trazer não apenas a

sua

contribuição, mas o seu incentivo e a sua presença, para

que

este Congresso pudesse atingir os seus objetivos.

Nós

quere
quer£

mos ainda, deixar aqui patente a nossa satisfação pelo compare^
cimento de todos os que aqui estão e o nosso desejo de que pos
sam retornar ã Paraíba quando quiserem.

Deixamos, também,

os

nossos votos de que -não
não se trata aqui de um adenes, de um

atè
até

logo, desejando, então, em nome de todos os organizadores

de^

te Congresso e também do préprio governo do Estado, que nos au
torizou fazi-lo, um bom retorno a todos o que aqui

comparece-

ram, ao tempo em que deixamos também um convite para que

vo_l_
voJ_

tem ã Paraíba e que levem na lembrança aquilo que de bom

acon
acon_

teceu, relevando e apagando da memória aquilo que, realmente ,
não foi bom.
Nós fizemos o esforço para que todos tivessem,

nesses

dias, horas de alegria, horas por exemplo de profunda reflexão,
e horas também de muita satisfação.

Certamente nem tudo

reu como desejâvamos,
desejãvamos, mas temos a certeza de que, pela

co£
cor
genero

sidade de todos os senhores, saberão relevar aquilo que

não

agradou e de levar bem alto na memória aquilo que realmente foi
gratificante, aquilo que realmente foi

útil.

0 nosso desejo,

sinceramente, é de que os senhores possam, ao sair daqui, apro
veitar as mensagens que este Congresso proporcionou de maneira
tão abundante e a nossa expectativa também de que na terra

c^

tarinense possam, comparecer èé continuar este trabalho que vem

309

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Sc a n
stem
Gereaclanent»

�sendo realizado através destes encontros, destes

congressos

nacionais, para elevar cada vez raais
mais alto o nome da bibliotec£
biblioteco
nomia e da documentação, elevando, evidentemente ao
noniia

reconhec^
reconhecj^

mento da nação, ura
um trabalho que i extreraaraente
extremamente importante

e

que talvez no silêncio dos gabinetes e salas de bibliotecas

e

arquivos os senhores exercem com tanta dedicação e cora
com

tanto

amor. Esses congressos nos parecem
parecera serão oportunidades de, ef£
efe
tivamente, dar conhecimento a um público maior, e ã
nação da importância desse trabalho que deve ser

própria
incentivado

por todos.
Com muita alegria, nós, então, damos por encerrado o
Cora

XI

CBBD, não esquecendo, evidentemente o nosso agradecimento
agradecimentomaior
maior
a APBPB que foi realraente
realmente o grande promotor deste Congresso
Muito obrigado a todos e um até logo.

310

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stem
Gereaclanent»

�&amp;
Este trabalho foi composto e impresso nas
Oficinas Gráficas da Editora Universitária/FUNAPE
em Junho de 1983

cm

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.0

11

12

13

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Anais do XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
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          <name>Description</name>
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              <text>Anais do XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação apresentado em 2 volumes</text>
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              <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Language</name>
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