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                  <text>Arte e cultura na Biblioteca do Instituto Federal de Santa Catarina
(IFSC), Câmpus Lages: uma experiência

Camila Koerich Burin (IFSC) - caburin@gmail.com
Marcia Medeiros de Lima (IFSC Câmpus Lages) - marcia.lima@ifsc.edu.br
Resumo:
Este trabalho apresenta relato de experiência da execução do projeto “Arte e Cultura na
Biblioteca”, desenvolvido na biblioteca do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus
Lages, em 2012. Apesar de não terem sido executadas todas as ações propostas no projeto os
resultados foram positivos pois percebeu-se muitas lições para o exercício da cidadania e a
inclusão social. A troca de experiências feita de maneira agradável, colorida e lúdica
proporcionaram reflexões sobre arte, cultura e política, fazendo da biblioteca um espaço
dinâmico na escola.
Palavras-chave: Relato de experiência. Arte. Cultura. Biblioteca. Ensino tecnológico.
Área temática: Bibliotecas Escolares

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Arte e cultura na Biblioteca do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC),
Câmpus Lages: uma experiência

Resumo
Este trabalho apresenta relato de experiência da execução do projeto “Arte e Cultura
na Biblioteca”, desenvolvido na biblioteca do Instituto Federal de Santa Catarina
(IFSC), Câmpus Lages, em 2012. Apesar de não terem sido executadas todas as
ações propostas no projeto os resultados foram positivos pois percebeu-se muitas
lições para o exercício da cidadania e a inclusão social. A troca de experiências feita
de maneira agradável, colorida e lúdica proporcionaram reflexões sobre arte, cultura
e política, fazendo da biblioteca um espaço dinâmico na escola.
Palavras-chave:
Tecnológico.

Relato

de

experiência.

Arte.

Cultura.

Biblioteca.

Ensino

Área temática: V – Bibliotecas Escolares

1 INTRODUÇÃO

O ensino tecnológico pode afirmar-se como consagrador no método de formar
profissionais no “saber fazer”, mas será que o processo formativo dessas instituições
é capaz de orientar “[...] à educação como processo vital de existência do homem,
isto é, aquilo que caracteriza a sua especificidade de ser social, a saber, a
capacidade de conhecer, de ter ciência do real e de, portanto, transformá-la de
forma consciente” (MÉSZÁROS, 2008, p. 15)?
Mesmo que, cada vez mais, se faça alusão aos fatores culturais que rodeiam
o ensino e a aprendizagem, as reformas na educação ainda não chegam a encontrar
os pontos de intersecção entre educação e cultura no sentido geral, nem em relação
às artes como campo válido de conhecimento. Jimenez (2011) afirma que “a cultura
não se limita às artes, a cultura é uma rede de significados que está na base das
relações sociais dentro e fora das escolas.” Ainda, que:
A palavra cultura abrange várias formas artísticas, mas define tudo aquilo
que é produzido a partir da inteligência humana. Ela está presente desde os
povos primitivos e seus costumes, sistemas, leis, religião, em suas artes,
ciências, crenças, mitos, valores (JIMENEZ, 2011).

O aspecto que educadores devem considerar na formação de profissionais é
a satisfação pessoal do educando. Buscar a identidade cultural e entender-se como
pertencente a um grupo. Quando se aprende a “ser” a individualidade dá lugar à

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coletividade e quando se pensa na coletividade tudo o que envolve a técnica e a
tecnologia volta-se para beneficiar um grupo, desenvolver uma região.
Em expansão e buscando o desenvolvimento das regiões do Estado de Santa
Catarina, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) implantou, em 2010, o
Câmpus Lages. Localizado à Rua Heitor Villa Lobos, bairro São Francisco, em
Lages, Santa Catarina, o câmpus atualmente oferece três cursos técnicos: Técnico
Subseqüente em Biotecnologia, Técnico Concomitante em Agroecologia e Técnico
Concomitante em Informática. Além dos cursos técnicos de nível médio, oferece
curso de formação inicial e continuada (FIC) e oferta, também, a estrutura
necessária para programas governamentais como PROEJA e PRONATEC.
Desde sua concepção, em 1909, com a criação da escola de Aprendizes
Artífices, o objetivo central desta instituição de ensino era “formar cidadãos úteis à
nação”, conforme Decreto nº 7566, artigo 2º “Nas escolas de Aprendizes Artífices,
custeada pela União, se procurará formar operários e contra-mestres, ministrando-se
o ensino prático e os conhecimentos técnicos necessários”. Em 100 anos de história
houve várias transformações. A mais recente pela Lei 11.892, de 29 dezembro de
2008, o CEFET-SC (Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina)
passou a denominar-se Instituto Federal de Santa Catarina, e tem por finalidade e
características, conforme Art. 60, I, Lei 11.892/2008:
I - Ofertar educação profissional e tecnológica, em todos os seus níveis e
modalidades, formando e qualificando cidadãos com vistas na atuação
profissional nos diversos setores da economia, com ênfase no
desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional. [...]
VIII – realizar e estimular a pesquisa aplicada, a produção cultural, o
empreendedorismo, o cooperativismo e o desenvolvimento científico e
tecnológico. [U]. (ALMEIDA, 2010)

O novo enfoque nas finalidades e características estimula a educação para a
vida, implantando programas e projetos com o objetivo a formação superior do
homem; a promoção do desenvolvimento da sociedade; o estimulo às atividades
culturais; a busca do conhecimento científico e a disseminação de tecnologia. “Para
tanto, propõe-se a concretizar de forma integrada o trinômio ensino, pesquisa e
extensão”. (COELHO, 2011, p. 59)
Porém, poucos Câmpus do IFSC, somente aqueles que oferecem curso
integrado, mantêm atividades culturais e artísticas em seus planejamentos
pedagógicos, cabendo a concretização dessas atividades a ações isoladas. Coelho

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(2011) diz que “a educação no Brasil é largamente desculturalizada. Em outras
palavras educação e cultura correm por caminhos distantes um do outro”.
Diante desse cenário permitimo-nos apresentar o projeto “Arte e Cultura na
Biblioteca” cujo objetivo geral foi promover ações culturais e artísticas na biblioteca
do IFSC Câmpus Lages, no período de 01 de julho a 30 de dezembro de 2012.

2 CULTURA E ARTE

A concepção da palavra cultura emprega conceitos diferentes em cada área
do conhecimento humano: para a antropologia a cultura pode representar três
sentimentos principais: a criação da ordem simbólica da lei; criação de uma ordem
simbólica da linguagem, do trabalho, do espaço, do tempo, do sagrado e do profano,
do visível e do invisível; ou o conjunto de práticas, comportamentos, ações e
instituições pelas quais os humanos se relacionam entre si e com a natureza e dela
se distinguem, agindo sobre ela ou através dela, modificando-a. (CHAUI, 1997, p.
295)
No dicionário Aurélio, encontramos o significado de cultura com sete divisões,
entre elas destacamos o sentido de:
O complexo de padrões de comportamento, das crenças, das instituições e
doutos valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e
característicos de uma sociedade; o desenvolvimento de um grupo social,
uma nação: que é esforço coletivo pelo aprimoramento desses valores,
civilização, progresso; atividade e desenvolvimento intelectuais, saber,
ilustração, instrução. (FERREIRA, 2010)

A busca de conceitos sobre o termo cultura é complexo, demandaria estudos
exclusivos para defini-la, assim como o fizeram e fazem filósofos desde Platão até
os atuais. O que propomo-nos não é a discussão do termo e sim o que a palavra
possa significar. Procura-se compreender a noção de cultura aliada à educação
centrada no comportamento, crenças, valores e principalmente o desenvolvimento
de uma nação.
Assim, como é importante desvendar os caminhos da cultura para formação
de indivíduos, alia-se a ela a arte. Segundo Chaui (1997, p. 295) “a arte não imita
nem reproduz a Natureza, mas liberta-se dela, criando uma realidade puramente
humana e espiritual”. Para Nietszche “A arte é um jogo, liberdade criadora,
embriaguez e delírio, vontade de potência afirmativa da vida: é um estado de vigor
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animal”, uma exaltação do sentimento da vida e um estimulante da vida.” Chaui
(1997, p. 295) ainda argumenta que: “A arte é uma das formas de acesso ao
conhecimento verdadeiro e ao Divino.”
Para Gadotti (2006, p.20) a arte e cultura são expressões que contribuem
para o desenvolvimento social.
Não é a consciência humana, como sustenta o idealismo, nem a pura
realidade, como sustenta o empiricismo, mas é o próprio homem que figura
como ser produzindo-se a si mesmo, pela sua própria atividade, pelo modo
de produção da vida material. A condição para que o homem se torne
homem (porque ele não é, ele se torna) é o trabalho, a construção da sua
história. A mediação entre ele e o mundo é a atividade material.

Assim como Coelho (2011) outros pensadores corroboram que a falta de
cultura na educação é um dos resultados de índices tão baixos apresentado pelo
Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).
Tomando-se como referência Vigotsky (apud TAMAIO, 2002) pode-se dizer
que um processo de reconstrução interna (dos indivíduos) ocorre a partir da
interação com uma ação externa (música, dança, teatro), na qual os indivíduos se
constituem como sujeitos pela internalização de significações que são construídas e
reelaboradas no desenvolvimento de suas relações sociais. Nesse sentido surgiu a
ideia do projeto.

3 ARTE E CULTURA NA BIBLIOTECA
A criação da Escola de Aprendizes Artífices de Santa Catarina em 1909 teve
como objetivo “[U] proporcionar formação profissional aos filhos de classes sócioseconômicas menos favorecidas” (ALMEIDA, 2010), ainda hoje prevalece esse
objetivo porque mesmo diante dos inúmeros avanços tecnológico, sociais,
educacionais e econômicas ainda encontramos grandes números de pessoas que
vivem à margem desses avanços. E na evolução e mais recentemente na expansão
do Instituto Federal (IF) houve a preocupação da implantação dos campi em
municípios que apresentam fragilidades nas áreas sociais e econômicas-produtivas
visando melhorar as condições profissionais e educação continuada.
Podemos observar, ainda, na finalidade do IF que “formar e qualificar
profissionais no âmbito da educação profissional e tecnológica, possui estreita

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articulação com os setores produtivos e a sociedade, especialmente de abrangência
local e regional, oferecendo mecanismos para a educação continuada”.
O IF-SC campus Lages está situado entre três bairros, São Paulo, São
Francisco e São Pedro, os quais apresentam nível sócio-econômico com maior
indíce de carências sócioecocômica. A implantação do Campus Lages no bairro São
Francisco projeta-se como um avanço para estes bairro e os seus entornos.
Mas, para que haja o efetivo avanço sócio-econômico é preciso que além da
estrutura física sejam oferecidos a comunidade meios de participação ativa e efetiva,
essa participação poderá ser inciada através de atividades artísticas, pois são elas
que dão um sentido especial ao trabalho educativo. Suaiden (1995, p. 53) salienta
que: “Está evidenciado que ainda que a escola disponha de livros, recursos e
materiais audiovisuais, estes não são suficientes. É necessário dinamizarmos e dar
sentido especial ao trabalho educativo, convertendo o aprendizado em um fator
cotidiano”.
O reconhecimento cultural e artístico da comunidade produzirá esse
aprendizado cotidiano, pois segundo Suaiden (1995, 54) “[...] a promoção social do
indivíduo na comunidade e, num contexto mais amplo, a promoção da mesma
comunidade, é diretamente uma consequência da educação, vale dizer que se
refere à formação integral do homem, de modo que propicia sua participação como
agente beneficiário (no processo de melhora de sua qualidade de vida) no seu
próprio ambiente.”
Assim, aproveitar o espaço criado para a biblioteca e transformá-la como
convergente de um processo de identidade da comunidade são elementos para que
sejam produzidas convicções de que a personalidade não se desenvolve somente
através do intelecto, mas também de todos os aspectos da vida mental,
especialmente o afetivo.
Podemos considerar, ainda, que, dentro da Instituição, a biblioteca é o espaço
mais democrático para que haja esse processo de identidade pois nela, podem
ingressar todas as pessoas que buscam conhecimentos, sem que sejam estipulados
pré-requisitos. Ainda, para que todos possam usufruir dos serviços bibliotecários é
importante que sejam planejadas ações que envolvam toda a comunidade e estes
transformem-se em usuários ativos, ou seja, a biblioteca deverá assegurar o
desenvolvimento de atividades de extensão de caráter permanente, contribuindo a

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proporcionar aos membros da comunidade seu aperfeiçoamento continuo,
possibilitando-lhes levar a cabo a transformação social sem ser marginalizados.
Para tanto, foi proposto e aprovado pela Coordenadoria de Extensão do IFSC,
através do edital 01/2012PRERE, o projeto de extensão “Arte e Cultura na
Biblioteca” o qual previa atividades de cunho artísticas e culturais realizadas na
biblioteca com o objetivo de integrar a comunidade acadêmica e geral por meio de
parcerias na realização de exposições, palestras, instalações1, cinema e oficinas.
Além da integração entre a comunidade acadêmica e geral um dos pontos
fundamentais foi a possibilidade de envolver dois alunos bolsistas colaborando
efetivamente na realização das ações, desenvolvendo a criatividade, criticidade,
organização e cooperação, ainda que, a manutenção financeira desses alunos, por
meio de atividade de aprendizagem, cumpre com a função social do IFSC.
Foram desenvolvidos sete planos de atividades entre os meses de julho a
dezembro de 2012 os quais receberam os subtítulos: copa de xadrez, exposição
sobre folclore, exposições itinerantes, revolução farroupilha, oficina literária,
exposição arte de brincar e encerramento do projeto.
A seguir, apresenta-se cada uma das atividades.

Fotos das atividades do Projeto Arte e Cultura na Biblioteca

1 Instalações em artes significa a criação de salas especial com meio lúdico com o intuito de propiciar
a imaginação e criatividade.
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3.1 I Copa IFSC de Xadrez

A I Copa IFSC de Xadrez aconteceu em 11 de julho, sábado letivo. O xadrez
é considerado o esporte propício para a aquisição da concentração, respeito e
agilidade. Para o evento foi formada a parceria com a Federação Catarinense de
Xadrez. O espaço da biblioteca foi cedido para a realização do evento que contou
com a participação de sessenta e oito enxadristas da região serrana e de outros
municípios como enxadristas vindos de Blumenau. Além da participação do
Parajasc.

3.2 Exposições itinerantes

Foi criada a parceria com o SESC viabilizando exposições de obras de
artistas catarinenses as quais permanecem trinta dias na biblioteca. Durante o
período do projeto foram mostradas as seguintes exposições:
* "Retratos do Comércio" do fotógrafo Álvaro de Azevedo Diaz. Essa
exposição é itinerante e conta com 10 fotografias de pessoas que atuam no
comércio lageano.
* “Outros Olhares” do fotógrafo Edson Rosar. As obras exibidas são pinturas
digitais produzidas por intermédio da fotografia.
* “Nofurodalata” apresentou trabalhos inéditos, retratando a paisagem urbana
de Lages sob o viés de uma câmera que não possui lente, apenas um minúsculo
furo em uma lata de metal. A exposição é resultado da oficina do SESC ministrada
pelo fotógrafo e professor Álvaro de Azevedo Diaz.

3.3 Exposição sobre folclore

Durante os meses de agosto e setembro aconteceu a exposição “A lenda da
serpente do tanque e o folclore lageano”. Em homenagem ao dia do folclore (22),
esculturas, documentários e contos fizeram parte da exposição. A exposição teve
como objetivo principal fazer renascer as histórias do folclore de Lages e estimular o
interesse pela cultura, principalmente mitos e lendas locais. Com arames e tecidos ,
foi montada, no interior da biblioteca, uma serpente. No interior dessa serpente

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estavam expostas obras do escultor lageano José Cristóvão Batista, que
representam cenas cotidianas do município. Além da visitação a serpente com
acesso às obras do escultor, a comunidade acadêmica e externa puderam participar
de contação de lendas pelo grupo da terceira idade do Bairro São Francisco e de
palestra do escultor José Cristovão, tudo dentro da serpente.Houve, ainda,
apresentação diária do documentário “A lenda da serpente do tanque”. Visitaram a
exposição e participaram das atividades 250 pessoas.

3.4 Revolução Farroupilha

A Revolução Farroupilha iniciada em 20 de setembro de 1835, e que durou
cerca de 10 anos, envolveu sucessivos combates, inclusive em terras catarinenses.
Entre as medidas conquistadas, os farrapos introduziram práticas democráticas, tais
como a instituição da Assembleia Constituinte e o sistema eleitoral baseado no
sufrágio universal, com voto obrigatório e apuração perante o povo reunido. A
exposição “Revolução Farroupilha” realizada no Câmpus Lages no mês de setembro
de 2012, buscou alavancar debate sobre direitos e deveres tendo por suporte os
ideais dessa famosa revolução, com o intuito de despertar o senso crítico sobre o
sistema político-social. Assim, em um galpão montado na biblioteca, a atividade
envolveu apresentações artísticas (contação de causos sobre a Revolução
Farroupilha e música típica da Região com o músico Jones Andrei Vieira), lançamento
do livro “Da minha Querência” de Cassiano Eduardo Pinto, debate com a jornalista
Olivete Salmória, além de exposições de objetos rústicos e antigos sobre a história
da Revolução Farroupilha, os quais foram cedidos por empresas locais. Visitaram a
exposição e participaram das atividades 200 pessoas.

3.5 Oficina literária

Decorada no estilo Haloween, a biblioteca recebeu, no dia 17 de outubro de
2012, 40 participantes para a oficina literária intitulada “Haloween Literário”. Para
participar da atividade os inscritos tiveram que vir fantasiados e apresentar a história
de um livro que tenha lido. O intuito da oficina era debater livros sobre temas
fantasiosos e desenvolver técnica de redação em grupo. Durante todo mês de

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outubro a decoração permaneceu montada para visitação, sendo vista por 150
pessoas.

3.6 Exposição Arte de brincar

Foi montada uma sala com mural pintado a mão contendo fotos dos
servidores do Câmpus Lages em corpo de criança, uma cortinha de papel crepon, e a
exposição de brinquedos antigos. A intenção dessa atividade foi resgatar brincadeiras
antigas. Também fez parte da exposição a oficina de pipas ministrada pelo artista
plástico florianopolitano José Valdir Agostinho no dia 27 de outubro de 2012.
participaram da oficina 40 pessoas e visitaram a exposição 200 visitantes.

3.7 Encerramento do projeto

Como encerramento do projeto, foi realizada exposição, em forma de
decoração de Natal, com as fotos de todas as atividades desenvolvidas na biblioteca
durante o projeto. Além disso, no dia 06 de dezembro, data em que o Câmpus Lages
completou 2 anos, foi oferecido, na biblioteca, coquetel de encerramento do projeto.
Essa atividade contou com 250 visitantes.

4 CONSIDERAÇÕES

Visualizamos a biblioteca como um centro integrador de compartilhamento de
informações, para tanto, procurou-se durante este ano concretizar esse ideal.
O projeto previa a promoção de ações artísticas e culturais para que os
nossos alunos criassem o hábito da frequência e uso do acervo da biblioteca.
O objetivo proposto foi totalmente alcançado porque foram promovidas
diversas atividades lúdicas, artística e culturais relacionadas com a identidade de
uso e costumes da região havendo a adesão da comunidade interna (alunos e
servidores). Houve repercussão das atividades realizadas

na biblioteca fazendo

com que Secretaria da Educação do Município de Lages procurasse-nos para
compartilhar nossas experiências com os educadores do Município, atingindo assim
a comunidade externa.
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Percebemos, também, a apropriação dos alunos com o espaço da biblioteca.
O número de empréstimos do acervo foi crescente além de termos registradas várias
manifestações positivas por parte dos alunos e da comunidade geral registrados em
caderno de visita na biblioteca e em formulários avaliativos nas oficinas realizadas.
Mesmo não sendo possível realizar todas as atividades propostas em função
da greve em todos os Institutos Federais do País, o projeto foi além do que se
previa, nas palestras e o contato com artistas, escritores e com as pessoas da
comunidade percebeu-se muitas lições para o exercício da cidadania e a inclusão
social. As lições e troca de experiências feitas de maneira agradável, colorida e
lúdica proporcionaram reflexões sobre arte, cultura e política, fazendo da biblioteca
um espaço dinâmico na escola.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Alcides Vieira de. Da escola de aprendizes de artífices ao Instituto
Federal de Santa Catarina. Florianópolis: IFSC, 2010.
CHAUI, Marilena. Convite a filosofia. São Paulo: Ática, 1997.
COELHO, Teixeira. (Org.) Cultura e educação. São Paulo: Iluminuras, 2011.
FERREIRA, Aurélio B. de Hollanda. Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 5.
ed. Curitiba: Positivo, 2010.
GADOTTI, Moacir. Concepção dialética da educação: um estudo introdutório.
15.ed. São Paulo: Cortez, 2006.
JIMENEZ, Luciana. Arte, ciência e corpo: para uma reconcialização do pensar e do
sentir. In.: COELHO, Teixeira.(Org.) Cultura e educação. São Paulo: iluminuras,
2011.
MÉSZÁROS, István. A educação para além do capital. 2. Ed. São Paulo:
Boitempo, 2008. (Mundo do trabalho)
SUAIDEN, Emir. Biblioteca pública e informação à comunidade. São Paulo:
Global, 1995.
TAMAIO, Irineu. A Mediação do professor na construção do conceito de
natureza: uma experiência de educação ambiental. São Paulo: WWF, 2002.

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          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Camila Koerich Burin</text>
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              <text>Marcia Medeiros de Lima</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho apresenta relato de experiência da execução do projeto “Arte e Cultura na Biblioteca”, desenvolvido na biblioteca do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Lages, em 2012. Apesar de não terem sido executadas todas as ações propostas no projeto os resultados foram positivos pois percebeu-se muitas lições para o exercício da cidadania e a inclusão social. A troca de experiências feita de maneira agradável, colorida e lúdica proporcionaram reflexões sobre arte, cultura e política, fazendo da biblioteca um espaço dinâmico na escola.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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