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                  <text>Organização do acervo e acesso pelo público infantil:
possibilidades e encontros

Edynea Spricigo Scurachio (UFSCar) - edyneass@hotmail.com
Zaira Regina Zafalon (UFSCar) - zzafalon@gmail.com
Resumo:
Apresenta como foco a biblioteca escolar e estuda a organização do acervo e o acesso pelo
público infantil, na cidade de São Carlos/SP. A biblioteca escolar, lugar de produção e de
difusão do conhecimento, exerce papel fundamental na formação
educacional dos alunos e, por seus recursos educativos e das atividades oferecidas,
contribui para a formação do aluno enquanto leitor. Nesse cenário, apresenta-se como questão
de pesquisa: pode ser estabelecida uma relação direta entre a
organização do acervo e o acesso pelo público infantil? Como objetivo geral propõe-se
identificar as formas de organização do acervo e da constituição do ambiente
físico de bibliotecas escolares voltadas para o público infantil bem como o acesso aos recursos
informacionais disponíveis. Optou-se pelo desenvolvimento do estudo
em bibliotecas escolares vinculadas a instituições educacionais diferenciadas:
pública, privada, cooperativa, confessional e membro. Como procedimento metodológico
recorreu-se à abordagem qualitativa da pesquisa, com caráter
exploratório e descritivo, e à pesquisa bibliográfica. Adotou-se o formulário como instrumento
de coleta de dados, cujo enfoque aborda ambientes disponíveis na
biblioteca, móveis e equipamentos, produtos e serviços oferecidos, recursos informacionais
disponíveis, desenvolvimento de coleção, organização do acervo
infantil, tratamento técnico, instrumentos físicos, acesso na biblioteca, recursos
humanos. Conclui-se que a forma de organização do acervo não influencia o acesso
pelo público infantil. Porém, mostra-se claramente, que o interesse pelo uso e o acesso
dependem da oferta de produtos, serviços e atividades diferenciadas que promovam maior
interesse pela biblioteca.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Formação de leitores. Estímulo à leitura
Área temática: Bibliotecas Escolares

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Organização do acervo e acesso pelo público infantil: possibilidades e
encontros
Resumo:
Apresenta como foco a biblioteca escolar e estuda a organização do acervo e o
acesso pelo público infantil, na cidade de São Carlos/SP. A biblioteca escolar, lugar
de produção e de difusão do conhecimento, exerce papel fundamental na formação
educacional dos alunos e, por seus recursos educativos e das atividades oferecidas,
contribui para a formação do aluno enquanto leitor. Nesse cenário, apresenta-se
como questão de pesquisa: pode ser estabelecida uma relação direta entre a
organização do acervo e o acesso pelo público infantil? Como objetivo geral propõese identificar as formas de organização do acervo e da constituição do ambiente
físico de bibliotecas escolares voltadas para o público infantil bem como o acesso
aos recursos informacionais disponíveis. Optou-se pelo desenvolvimento do estudo
em bibliotecas escolares vinculadas a instituições educacionais diferenciadas:
pública, privada, cooperativa, confessional e membro. Como procedimento
metodológico recorreu-se à abordagem qualitativa da pesquisa, com caráter
exploratório e descritivo, e à pesquisa bibliográfica. Adotou-se o formulário como
instrumento de coleta de dados, cujo enfoque aborda ambientes disponíveis na
biblioteca, móveis e equipamentos, produtos e serviços oferecidos, recursos
informacionais disponíveis, desenvolvimento de coleção, organização do acervo
infantil, tratamento técnico, instrumentos físicos, acesso na biblioteca, recursos
humanos. Conclui-se que a forma de organização do acervo não influencia o acesso
pelo público infantil. Porém, mostra-se claramente, que o interesse pelo uso e o
acesso dependem da oferta de produtos, serviços e atividades diferenciadas que
promovam maior interesse pela biblioteca.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Formação de leitores. Estímulo à leitura.
Área Temática: Bibliotecas escolares

1

INTRODUÇÃO
A biblioteca não é só o local da escola em que se depositam os mais diversos

registros do conhecimento. É, também, e, principalmente, um lugar de produção e
difusão de conhecimento, de promoção do encontro contínuo entre leitores, textos e
escritores nas mais diferentes possibilidades.
Para que a biblioteca escolar faça parte do contexto escolar ela precisa estar
inserida no projeto pedagógico e ter seu acervo desenvolvido de forma a exercer
não somente a promoção da leitura, mas voltar-se ao acesso a toda e qualquer
estrutura textual, de modo a contar com a integração de esforços de professores e
de bibliotecários preparados para a mediação dos alunos com o contexto literário.
Para motivar o pertencimento da biblioteca na vida escolar do aluno é preciso que

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não só o ambiente da biblioteca seja convidativo e agradável, mas, também, que
ofereça atividades variadas que atraiam as crianças para que elas saibam que a
biblioteca escolar é para que elas possam usá-la e desfrutá-la.
Para promover a leitura, o acervo da biblioteca escolar pode ser, segundo
UNESCO (1999), que expõe o seu manifesto sobre bibliotecas escolares, constituído
por um acervo variado com livros e outras fontes de informação, desde obras de
ficção a documentários, quer sejam impressas ou eletrônicas, com acesso
presencial ou remoto.
Nesse cenário, a questão de pesquisa que se apresenta é: pode ser
estabelecida uma relação direta entre a organização do acervo e o acesso pelo
público infantil? Diante desta questão, estabelece-se como objetivo geral identificar
as formas de organização do acervo e da constituição do ambiente físico de
bibliotecas escolares voltadas para o público infantil bem como o acesso aos
recursos informacionais disponíveis. Optou-se pelo estudo de bibliotecas escolares
de São Carlos/SP, que atendem alunos do primeiro ano do ensino fundamental,
dentre elas aquelas com vínculo às diferentes instituições: pública1, privada2,
cooperativa3, confessional4 e membro5, identificadas, respectivamente, como Escola
Municipal de Educação Básica Antonio Stella Moruzzi, Colégio Cecília Meireles,
Escola Educativa, Colégio São Carlos e Centro Educacional SESI 108.
Para cumprir o objetivo geral anteriormente referido, foram perseguidos os
seguintes objetivos específicos: identificar formas de organização do mobiliário, dos
recursos informacionais e do ambiente utilizado para a oferta das atividades;
identificar o tratamento técnico adotado para a representação, recuperação e acesso
aos recursos informacionais; observar como se dá o acesso pelo público infantil na
biblioteca escolar; identificar produtos, serviços e ações desenvolvidas pelas
bibliotecas que sejam destinadas ao público infantil.

1

“criada ou incorporada, mantida e administrada pelo Poder Público Federal, Estadual ou Municipal.
Ela está disponível para todo cidadão fazer uso dela”. (BRASIL, 2007, p. 7).
2
“criada por credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC) e é mantida e administrada por
pessoa física ou jurídica de direito privado, podendo ter ou não fins lucrativos”. (ibidem).
3
Segundo Piaceski e Gnoatto (2004, p. 1), é um tipo de sociedade de pessoas, sem fins lucrativos,
regulada por lei especial e que se destina unicamente à prestação direta de serviços aos associados,
onde o cooperado é ao mesmo tempo dono e usuário do empreendimento.
4
“aquela instituída por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendem
a orientação confessional e ideologia específicas”. (BRASIL, 2009, p. 49).
5
“associação para atender às demandas das empresas e entidades ligadas à indústria”.
(INSTITUIÇÃO MEMBRO, [2012?]).
2

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Dessa forma, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa, com caráter
exploratório-descritiva, com coleta de dados através de formulário.
Justifica-se essa pesquisa tendo em vista que, diante das atividades
desenvolvidas no estágio curricular do curso de Biblioteconomia e Ciência da
Informação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desenvolvido na
biblioteca escolar do SESI, percebeu-se a dificuldade que crianças da faixa etária
inicial do ensino fundamental apresentam diante da necessidade de localização do
material nas estantes quando vão à biblioteca. Observou-se, também, que esses, e
os demais usuários, frequentam a biblioteca para fazer o empréstimo obrigatório da
matéria de português.
Isto posto, entende-se que a relevância e a contribuição social desta temática,
volte-se ao fato de que a biblioteca deve atender, satisfatoriamente, às exigências
da sociedade moderna e que a biblioteca escolar precisa contar com infraestrutura
de acervo, com espaços adequados e profissionais qualificados, para que tenham
condições de oferecer propostas inovadoras para o desenvolvimento da leitura e da
pesquisa, e, assim, seja capaz de servir como instrumentos transformadores do
cotidiano de sala de aula.

2

REFERENCIAL TEÓRICO
Este tópico, desenvolvido a partir de pesquisa bibliográfica, aborda conceitos

que versam sobre os temas que consolidam este trabalho: biblioteca escolar, com
enfoque na trajetória da biblioteca escolar no Brasil; a leitura e a mediação da
família, do professor e do bibliotecário; e a constituição da biblioteca escolar, desde
a formação de seu acervo até seu ambiente e produtos e serviços.
Recorre-se a Silva ([2005?] apud MAROTO, 2009) para compreender a
definição de biblioteca escolar como um espaço conquistado e democrático cuja
função é a transmissão da herança cultural as novas gerações para que elas
reapropriem-se do passado, enfrentem os desafios do presente e projetem-se no
futuro.
Bastos, Almeida e Romão (2008) afirmam que, na concepção da
Biblioteconomia, a biblioteca escolar permite o acesso à informação e à literatura
dando respostas e suscitando perguntas aos alunos, constituindo uma instituição
centrada na formação do educando e no apoio informacional ao corpo docente.
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Caldin e Fleck (2003/2004), por sua vez, afirmam que a biblioteca escolar
pode favorecer todos os objetivos educacionais como o acesso e o fomento à cultura
e a transversalidade. Mas, para isso, precisa desempenhar funções culturais,
educativas e técnicas.
Alonso (2007) relata que, em se tratando de biblioteca escolar, no Brasil, as
primeiras foram formadas pelos jesuítas em seus colégios. Os primeiros colégios a
contarem com bibliotecas escolares, cujo acervo era voltado à catequese, foram os
colégios de São Vicente, no Estado do Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia.
Com o surgimento dos grupos escolares e com a ampliação das bibliotecas
públicas no Brasil começa a ficar claro o papel das bibliotecas para o apoio
pedagógico das atividades escolares. Segundo Nery et al. (1998, p. 11), isto estava
resguardado pelo Decreto nº 10.623/1977, no qual constava que as escolas
estaduais paulistas deveriam considerar, em seus regimentos, a biblioteca como
“apoio técnico-pedagógico das atividades docentes e discentes”.
Em 1986, o governador do Estado de São Paulo, Franco Montoro
regulamenta a Lei 5.301, de 16 de setembro de 1986, que dispõe, em seu Artigo 1º,
que os prédios das escolas estaduais a serem construídos deverão contar,
obrigatoriamente, com local adequado para biblioteca. Entretanto, não faz menção a
qualquer estrutura de recursos humanos e de oferta de atividades.
Em 2010, decretou-se, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº
12.244, de 24 de maio, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas
instituições de ensino do país. Em seu Artigo 3º, consta que:
Os sistemas de ensino do País deverão desenvolver esforços
progressivos para que a universalização das bibliotecas
escolares, nos termos previstos nesta Lei, seja efetivada num
prazo máximo de dez anos, respeitada a profissão de
Bibliotecário, disciplinada pelas Leis nos 4.084, de 30 de junho
de 1962, e 9.674, de 25 de junho de 1998. (BRASIL, 2010).
Entende-se que a biblioteca, quando inserida no contexto educacional, tenha
condições de colaborar com o desenvolvimento de programas educacionais e fazer
parte, junto à escola, da ação educacional. A biblioteca está presente dentre os
espaços existentes no processo de preservação e de difusão da cultura na
sociedade.
A qualidade de bibliotecas, entretanto, não é medida e alcançada por
requisitos legais, mas pela capacidade de se oferecer acesso às informações de que
o usuário necessita, de forma eficaz e completa.
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Em se tratando da leitura, deve-se entender a importância da mediação da
família, do professor e do bibliotecário. A leitura como uma fonte de prazer e de
aprendizado exerce um papel importante na vida das pessoas desde os primeiros
anos e pode seguir pela vida toda. Entretanto, dados publicados pelo Instituto
Nacional do Livro sobre pesquisas em leitura, afirmam que se está lendo muito
pouco no Brasil. Muitas crianças e adolescentes concebem a leitura de obras
literárias como uma obrigação e não como uma atividade prazerosa, o que contribui
para o aumento de não-leitores. Fonseca (1992, p. 81) afirma que: “Ler é muito mais
do que responder a um estímulo psicofisiológico, receber uma mensagem ou
consumir um bem cultural”. Por meio da leitura é possível refletir, contestar,
concordar, esclarecer dúvidas, sem dizer que também desperta alegrias e tristezas,
fazendo enfim que, leitores sejam mais humanos.
A contribuição da família no processo entre leitura e leitores é fundamental. É
pela educação dos seus pais que os alunos reconhecem que o ensino da leitura
inicia-se nos primeiros anos escolares. Segundo Borba (2000), os pais devem
incentivar seus filhos em atos de leitura desde pequenos, afinal, pais servem de
modelo a seus filhos e, assim, se forem leitores regulares, certamente despertarão
neles a curiosidade pela leitura e o desejo de lerem. De fato, essa ideia de que a
leitura é uma atividade cotidiana e o crescimento da criança numa família que
valoriza o livro, são aspectos que contribuem para que a criança possa ter uma
maior tendência e uma maior motivação para a leitura.
Mas, além da família, o professor também exerce um papel de mediador da
leitura. É por ele, que alunos, muitas vezes, tem o primeiro contato com a leitura e a
motivação pela mesma. Borba (2000) nos leva a compreender que o professor é a
pessoa indicada para criar condições adequadas para a motivação dos alunos, pois,
na escola, é ele quem participa desse processo, quem estuda, lê e expõe seus
interesses de leitura. Para a realização da leitura é necessário considerar critérios de
seleção de texto, feitos por ele e submetidos aos alunos. Porém, o professor não
conseguirá provocar o gosto pela leitura no aluno, caso ele mesmo não reconheça
sua importância. De toda forma, o professor pode contar com a ajuda do
bibliotecário para que, em um trabalho coletivo, seja possível despertar a motivação
dos alunos pela leitura.
No papel do mediador de leitura há o bibliotecário, agente que também
contribui para a aproximação prazerosa da leitura ao leitor. Ele introduz o leitor no
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mundo mágico da leitura e compartilha com o leitor o prazer de ler, de conhecer e de
descobrir o que os livros têm a oferecer. Para que o papel de mediador se torne
mais efetivo, é muito importante conhecer a sua comunidade leitora, para que na
hora do conto todos entendam o que foi contado e voltem mais vezes à biblioteca.
Para Nery et al (1998, p. 14) é importante que exista um “entrosamento entre o
bibliotecário e os professores para que haja um trabalho de cooperação e
participação, visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem”.
Acredita-se que somente por meio da interação entre pais, professores e
bibliotecários seja possível despertar interesse das crianças e jovens na descoberta
de diferentes textos culturais, no qual se destaca a criatividade e ciência da
realidade do público na qual a biblioteca se insere. Entretanto, essa ação requer,
também, contar com acervo e ambiente adequados.
Ao organizar uma biblioteca é necessário um cuidado especial para que se
atinjam os objetivos aos quais se propõe. O acervo de uma biblioteca, e sua
organização, revela muito a respeito do tipo de serviço que presta a seus usuários e,
por isso, é fundamental dar atenção à diversidade, à qualidade e à quantidade do
material oferecido. Nery et al (1998) afirmam que para um bom atendimento às
necessidades e aos interesses dos usuários, a biblioteca deve ter um acervo
constituído de livros didáticos e paradidáticos, materiais referenciais, recreativos, de
formação pedagógica, audiovisuais, bibliografias, e revistas.
Para garantir a interação entre a biblioteca e o público que atende é
necessário destaque para a diversidade do acervo, por meio do estabelecimento de
políticas de indicação e de seleção do material do acervo, desenvolvida a partir do
conhecimento que se tem dos seus usuários; planejamento de utilização do espaço
físico, de modo a comportar mobiliário, acervo, espaço para pesquisa, interação
entre grupos e outros espaços identificados juntos aos alunos; adequação de
produtos e serviços a partir das novas interações infotecnológicas; identificação e
sinalização do ambiente.
Tais ações mostram a intenção da biblioteca com seu público, mas,
principalmente, a interação estabelecida. A biblioteca tendo um espaço físico
adequado, com serviços prestados de qualidade e com informações gerais sobre
seu funcionamento, permitirá que seu público tenha acesso aos recursos
informacionais de que dispõe. É desse modo que a biblioteca facilita ao usuário o

6

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desenvolvimento de sua pesquisa ou a identificação do que está procurando,
possibilitando que ele volte sempre à biblioteca.

3

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A metodologia usada nessa monografia é de abordagem qualitativa. Os dados

foram coletados em formulário. Segundo Queiroz (2007, p. 276) a pesquisa
qualitativa “tem como foco de estudo o processo vivenciado pelos sujeitos”. As
pesquisas qualitativas possuem características multimetodológicas, e podem utilizar
um número variado de métodos e instrumentos de coleta de dados. Neste trabalho
optou-se pela pesquisa exploratória e descritiva. É exploratória, pois o objetivo é
examinar um problema e/ou um tema de pesquisa pouco estudado, do qual não foi
abordado antes ou se tem dúvidas; é, também, descritiva, pois busca especificar
propriedades e características importantes de qualquer fenômeno que se analise
que podem oferecer a possibilidades de relações ou previsões ainda que pouco
elaboradas (SAMPIERI; COLLADO; LUCIO, 2006). Caracteriza-se por pesquisa não
participativa.
A coleta de dados foi feita em instituições de ensino de São Carlos/SP que
atendem alunos do primeiro ano do ensino fundamental, dentre elas, pública6,
privada7, cooperativa8, confessional9 e membro10, identificadas, respectivamente,
como Escola Municipal de Educação Básica Antonio Stella Moruzzi, Colégio Cecília
Meireles, Escola Educativa, Colégio São Carlos e Centro Educacional SESI 108. Os
dados serão apresentados, entretanto, sem que haja a identificação das escolas,
pois não se volta ao objetivo desta pesquisa o estudo em um tipo específico de
instituições, mas de abordagem geral dentre os vários universos institucionais.
Elaborou-se um formulário inicial que, após aplicação de pré-teste em uma
das bibliotecas a serem estudadas, foi refinado e readequado. Gil (2002, p. 115)
6

“criada ou incorporada, mantida e administrada pelo Poder Público Federal, Estadual ou Municipal.
Ela está disponível para todo cidadão fazer uso dela”. (BRASIL, 2007, p. 7).
7
“criada por credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC) e é mantida e administrada por
pessoa física ou jurídica de direito privado, podendo ter ou não fins lucrativos”. (ibidem).
8
Segundo Piaceski e Gnoatto (2004, p. 1), é um tipo de sociedade de pessoas, sem fins lucrativos,
regulada por lei especial e que se destina unicamente à prestação direta de serviços aos associados,
onde o cooperado é ao mesmo tempo dono e usuário do empreendimento.
9
“aquela instituída por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendem
a orientação confessional e ideologia específicas”. (BRASIL, 2009, p. 49).
10
“associação para atender às demandas das empresas e entidades ligadas à indústria”.
(INSTITUIÇÃO MEMBRO, [2012?]).
7

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afirma que ”Um formulário pode ser definido como a técnica de coleta de dados em
que o pesquisador formula questões previamente elaboradas e anota as respostas”.
O formulário possibilita garantir a uniformidade na interpretação dos dados e dos
critérios fornecidos. As questões do formulário podem ser abertas ou fechadas. Os
dados coletados relacionam-se ao ambiente e ao mobiliário; aos produtos e
serviços; aos instrumentos de acesso à biblioteca; aos recursos informacionais
disponíveis na biblioteca e ao desenvolvimento da coleção; e à organização e ao
tratamento técnico do acervo infantil.
Os resultados foram analisados através da análise de conteúdo. Segundo
Moraes (1999 apud SANTOS; SOARES; FONTOURA, 2004) a análise de conteúdo
é utilizada para a descrição e interpretação e ajuda a explicar claramente os objetos
pelo fato de o pesquisador compreender melhor os textos e documentos.

4

ANÁLISE DOS RESULTADOS
Tendo sido feita a coleta de dados nas cinco escolas observou-se que todas

contavam com biblioteca e bibliotecário em seu corpo funcional. Esse fato é, na
maior parte das vezes, dissonante com o restante do quadro nacional.
Os resultados obtidos são apresentados em forma de quadros, nos quais se
destacam os seguintes aspectos pesquisados: ambientes, móveis e equipamentos
disponíveis na biblioteca; produtos e serviços oferecidos; recursos informacionais
disponíveis; organização do acervo infantil; instrumentos físicos; e acesso na
biblioteca.
O Quadro 1 apresenta os diferentes espaços, e suas delimitações por ocasião
de móveis, existentes nas bibliotecas pesquisadas.
Biblioteca A
Balcão Atendimento ao
Público
Balcão Processamento
técnico
Balcão - Serviço
Interno
Leitura
Gibiteca

Quadro 1 – Ambientes, móveis e equipamentos da biblioteca
Biblioteca B
Biblioteca C
Biblioteca D
Balcão Atendimento ao
Público
Balcão Processamento
técnico
Balcão - Serviço
Interno
Atividades Áudio
Visuais
Leitura

Balcão Atendimento ao
Público
Balcão Processamento
técnico
Balcão - Serviço
Interno
Leitura

Balcão Atendimento ao
Público
Balcão Processamento
técnico
Balcão - Serviço
Interno
Atividades Áudio
Visuais
Leitura

Gibiteca

Gibiteca

Biblioteca E
Balcão Atendimento ao
Público
Balcão Processamento
técnico
Balcão - Serviço
Interno
Leitura

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DVDteca

DVDteca

Acervo Infantil

Acervo Infantil

DVDteca
Acervo Infantil

Acervo Infantil

Acervo Infantil

Exposição de livros Exposição de livros Exposição de livros Exposição de livros Exposição de livros
(mesa)
(cubos)
(expositor)
(mesas)
(prateleiras)
Laboratório de
Laboratório de
Informática
Informática
Acervo
Acervo
Acervo
Acervo
Acervo
Banheiro
Mesas computador Mesas computador Mesas computador
Mapoteca

Mapoteca
Expositor

Expositor

Expositor

Expositor

Guarda-Volumes
Quadro de murais

Quadro de murais

Arquivos /Fichários Arquivos /Fichários Arquivos /Fichários Arquivos /Fichários Arquivos /Fichários
Estantes

Estantes

Estantes

Estantes
Prateleiras

Pufês
Cubos
Almofadas
Tapete

Tapete

Aparelho de som

Aparelho de som

Xerox
Retroprojetor

Retroprojetor

Tocador DVD

Tocador DVD

Tocador CD

Tocador CD

Tocador CD

Aparelho de som
Tocador DVD

Tocador de DVD

Tocador CD

Tocador CD

Datashow
Scanner

Scanner

Impressora

Impressora

Impressora

Impressora

Impressora

Computador

Computador

Computador

Computador e
Netbook

Computador

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Observa-se que espaços destinados aos usuários, com destaque àqueles
destinados às atividades multidisciplinares e coletivas que agreguem ações entre
bibliotecários, professores e alunos, não são oferecidos em todas as bibliotecas,
especificamente ambientes para atividades audiovisuais e de laboratório de
informática.
No Quadro 2 apresentam-se os resultados obtidos para produtos e serviços.
Biblioteca A

Quadro 2 – Produtos e serviços
Biblioteca B
Biblioteca C
Biblioteca D

Biblioteca E

Consultas no local Consultas no local Consultas no local Consultas no local Consultas no local
Empréstimo
domiciliar
Hemeroteca

Empréstimo
domiciliar
Empréstimo entre
bibliotecas
Hemeroteca

Empréstimo
domiciliar
Empréstimo entre
bibliotecas
Hemeroteca

Empréstimo
domiciliar
Empréstimo entre
bibliotecas

Empréstimo
domiciliar
Hemeroteca

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Levantamento
bibliográfico
Lista de novas
aquisições
Bibliografias
temáticas

Levantamento
bibliográfico
Lista de novas
aquisições
Bibliografias
temáticas

Levantamento
bibliográfico
Lista de novas
aquisições
Bibliografias
temáticas
Boletim informativo

Levantamento
bibliográfico
Lista de novas
aquisições
Bibliografias
temáticas

Levantamento
bibliográfico
Lista de novas
aquisições
Bibliografias
temáticas
Boletim informativo

Hora do conto /
Contação de
História
Exposições

Hora do conto /
Contação de
História
Exposições

Hora do conto /
Contação de
História
Exposições

Hora do conto /
Contação de
História
Exposições

Hora do conto /
Contação de
História
Exposições

Encontro com
escritores

Encontro com
escritores

Encontro com
escritores

Encontro com
escritores
Grupo de Leitura

Encontro com
escritores

Palestras

Palestras

Palestras

Concursos

Apresentação
artística
Concursos

Apresentação
artística
Concursos

Apresentação
artística
Concursos

Concursos

Educação de
usuários
Oficinas

Educação de
usuários
Oficinas

Educação de
usuários

Educação de
usuários
Oficinas

Educação de
usuários
Oficinas

Mural

Mural

Palestras

Palestras

Orientação informal Orientação informal Orientação informal Orientação informal Orientação informal
Visitas orientadas

Visitas orientadas

Visitas orientadas

Vistas orientadas

Folhetos
Guia da Biblioteca
Orientações de
Orientações de
pesquisa
pesquisa
Fonte: Elaborado pelas autoras.

Guia da Biblioteca
Orientações de
pesquisa

Orientações de
pesquisa

Orientações de
pesquisa

Destacam-se, dentre os produtos e serviços destinados à agregação de
bibliotecários, professores e alunos, os grupos de leitura e as apresentações
artísticas.
O Quadro 3 apresenta os recursos informacionais disponíveis nas bibliotecas
pesquisadas.
Biblioteca A

Quadro 3 – Recursos informacionais
Biblioteca B
Biblioteca C
Biblioteca D

Biblioteca E

Atlas

Atlas

Atlas

Atlas

Atlas

Almanaques

Almanaques

Almanaques

Almanaques

Almanaques

Mapas

Mapas

Mapas

Mapas

Globos

Globos
Fitas de vídeo

Fitas de vídeo

Fitas de vídeo
CD's

CD's

CD's

CD's

CD's

DVD's

DVD's

DVD's

DVD's

DVD's

Fotos

Fotos

Fotos

Fotos

Fotos

Coleções

Coleções

Coleções

Coleções

Coleções

Kits para
experiências
científicas

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Livros em Braile

Didáticos

Didáticos

Didáticos

Didáticos

Paradidáticos

Paradidáticos

Paradidáticos

Brinquedos

Brinquedos

Brinquedos

Jogos

Jogos

Jogos

Jogos

Paradidáticos

Paradidáticos

Enciclopédias

Enciclopédias

Enciclopédias

Enciclopédias

Enciclopédias

Dicionários

Dicionários

Dicionários

Dicionários

Dicionários

Gibis

Gibis

Gibis
Jornais

Jornais

Jornais

Jornais

Jornais

Revistas

Revistas

Revistas

Revistas

Revistas

Fonte: Elaborado pelas autoras.

Ressalta-se que não são todas as bibliotecas que contam com materiais que
podem ser utilizados como suporte às aulas. Desse modo, observa-se que a
biblioteca deixa de atender necessidades educacionais mínimas.
Observa-se, no quadro 4, voltado à identificação da organização do acervo,
grande divergência entre as metodologias adotadas.
Biblioteca A
Especifico

Quadro 4 – Organização do acervo
Biblioteca B
Biblioteca C
Biblioteca D
CDD

CDD

CDD

Cores

Altura do livro e
Cores
Cores e ordem
ordem alfabética de
alfabética de Cutter
PHA
Corrido
Disposição do
Disposição do
Disposição do
material de cima
material de cima
material de cima
para baixo
para baixo
para baixo
Corrido
Disposição nas
Disposição nas
Disposição nas
prateleiras da
prateleiras da
prateleiras da
esquerda para
esquerda para
esquerda para
direita
direita
direita
Acervo infantil
Acervo infantil
Acervo infantil
Acervo infantil
separado
separado
separado
separado
Fonte: Elaborado pelas autoras.

Biblioteca E
CDD
Coleção

Acervo infantil
separado

No quadro 5, voltado para a identificação de instrumentos físicos que
colaboram para a utilização da biblioteca enquanto ambiente multidisciplinar, a
sinalização interna não é adotada pela maioria das bibliotecas.
Biblioteca A

Quadro 5 – Instrumentos físicos
Biblioteca B
Biblioteca C
Biblioteca D

Biblioteca E

Sinalização das
Sinalização das
Sinalização das
Sinalização das
Sinalização das
estantes
estantes
estantes
estantes
estantes
Sinalização externa Sinalização externa Sinalização externa Sinalização externa Sinalização externa
Sinalização interna Sinalização interna
Fonte: Elaborado pelas autoras.

O Quadro 6 apresenta a indicação do acesso e autonomia do usuário na
biblioteca.
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Biblioteca A

Quadro 6 – Acesso na biblioteca
Biblioteca B
Biblioteca C
Biblioteca D

Biblioteca E

Leem nos
Leem nos
Leem nos
Leem nos
Leem nos
intervalos ou
intervalos ou
intervalos ou
intervalos ou
intervalos ou
horário contrario as horário contrario as horário contrario as horário contrario as horário contrario as
aulas
aulas
aulas
aulas
aulas
Empréstimo
Empréstimo
Empréstimo
Empréstimo
Empréstimo
programado
programado
programado
programado
programado
Autonomia
Autonomia
Autonomia
Autonomia
Autonomia
Restrição ao uso Restrição ao uso
do material
do material
Restrição ao
acesso ao acervo
Fonte: Elaborado pelas autoras.

Observa-se no Quadro 6 que as atividades integradas entre bibliotecários,

professores e alunos ocorrem nos horários de empréstimos programados. Porém,
identificou-se, com grande preocupação, que há restrição ao acesso ao acervo, o
que significa que o acervo apresenta delimitação física de acesso ao mesmo.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Biblioteca escolar é um espaço de alunos e de professores e pode ser um

local propício para conhecimentos extracurriculares, sem o compromisso de uma
educação formal. Paralelamente, há o papel do bibliotecário que deve esforçar-se
por consolidar a biblioteca como um espaço dinâmico, pronto a servir os estudantes
com eficiência e presteza. É necessário, também, que ele esteja sempre disposto a
motivar os usuários, atendendo-os de forma agradável, atuante e dinâmica, e que
acordos e parcerias com família e professores sejam necessárias.
O presente trabalho focou a organização física do acervo e a constituição do
ambiente físico de bibliotecas escolares voltadas para o público infantil bem como o
acesso aos recursos informacionais disponíveis e os aspectos organizacionais de
tais equipamentos culturais. A partir da pesquisa realizada nas cinco bibliotecas
escolares, pôde-se constatar que:
• as bibliotecas têm seus mobiliários organizados do mesmo modo: na
entrada da biblioteca tem-se o balcão de atendimento, depois as
mesas com as cadeiras e, na sequência, o acervo;
• os recursos informacionais são organizados de modo muito parecido,
exceto uma, que identifica os materiais por ordem do registro de
tombo;

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• gibiteca e DVDteca mostram-se como diferenciais;
• a quantidade de recursos informacionais mostrou-se suficiente em
relação aos usuários que atendem;
• quanto ao processamento técnico identificou-se que os materiais são
tombados, classificados, indexados, catalogados e etiquetados;
• o ambiente oferecido na maioria delas é a sala de leitura, sendo
poucas as que oferecem ambientes diferenciados;
• a organização do acervo infantil atende a formas específicas em cada
uma das bibliotecas;
• o acesso ao acervo é liberado em quatro das cinco bibliotecas;
• há exposição de novas aquisições;
• o uso do catálogo é feito pelo bibliotecário;
• o atendimento é realizado em balcão;
• há empréstimo domiciliar;
• a frequência à biblioteca ocorre nos intervalos ou em períodos opostos
às aulas;
• dentre as ações, serviços e produtos desenvolvidos pelas bibliotecas
observa-se que são quase sempre os mesmos; há pouca ou nenhuma
inovação para aperfeiçoar essas atividades.
Compreende-se, portanto, que as bibliotecas precisam oferecer mais
atividades de incentivo à leitura, tais como a hora do conto com destaque para
cenários, caracterização de personagens com uso de tecnologias de informação e
comunicação entre outros, histórias, teatros, fantoches, pinturas e desenhos e
outras.
Ressalta-se a necessidade de que as unidades desenvolvam atividades que
motivem seus usuários a usarem mais a biblioteca, estimular a participação deles
nas atividades e eventos que a biblioteca venha a promover, incentivá-los a adquirir
conhecimentos também através dos meios eletrônicos em ambientes digitais.
Também é necessário empenhar esforços para oferecer novos ambientes na
biblioteca como um espaço cultural, para despertar no usuário o sentido de que a
biblioteca é um ambiente atraente, agradável e convidativo, para ele ir e poder
desfrutar de todos os serviços e atividades que ela oferece, além de ter vontade de ir
até o acervo e descobrir o que ele oferece como meio para leitura e/ou pesquisa.

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Quanto aos produtos e serviços de informação, os profissionais devem se
preocupar cada vez mais com a facilidade no processo de recuperação e no acesso
às informações, o que requer maior reforço das orientações e sinalizações para que
os usuários consigam ter autonomia total, saber aonde buscar a informação, em
quais estantes podem pegar o material que desejam, que podem ser emprestadas e
o que estão buscando.
Após a análise dos resultados percebeu-se que a forma de organização do
acervo não influencia o acesso pelo público infantil, mas que isso depende da oferta
de produtos, serviços e atividades diferenciadas que promovam maior interesse pela
biblioteca.
REFERÊNCIAS
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escola. 2007.143 p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação da
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
BASTOS, G. G.; ALMEIDA, L.; ROMÃO, L. M. de S. Os sujeitos escolares e a
biblioteca: um estudo discursivo. Biblios, Lima, n. 33-34, p. 1-10, 2008.
BORBA, M do S de A. Adolescência e leitura: a contribuição da escola e da
biblioteca escolar. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 19., 2000. Porto Alegre. Anais...
Porto Alegre: Associação Rio-grandense de Bibliotecários, 2000. 1 CD-ROM, v.1.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
– FNDE Diretoria Financeira – DIFIN. Coordenação-Geral de Operacionalização do
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http://www.fnde.gov.br/index.php/fundeb-perguntas-frequentes&gt;. Acesso em
30/05/2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Programa nacional biblioteca da escola. 2012.
Disponível em:
&lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12368&amp;Ite
mid=574&gt;. Acesso em: 10/05/2012.
BRASIL. Ministério da Justiça. Secretaria do Direito Econômico. Departamento de
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&lt;http://www.prsp.mpf.gov.br/prdc/especiais/cartilhaIPES.pdf&gt;. Acesso em
09/03/2012.

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http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=240379&amp;norma=2
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CALDIN, C. F.; FLECK, F. de O. Organização de biblioteca em escola pública: o
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NERY, A. et al. Biblioteca escolar: Estrutura e Funcionamento. 2. ed. São Paulo:
Editora Loyola. 1998. 111 p.
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www.sober.org.br/palestra/12/10P468.pdf&gt;. Acesso em: 25/05/2012.
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SAMPIERI, R. H.; COLLADO, C. F.; LUCIO, P. B. Metodologia de pesquisa. 3. ed.
São Paulo: McGraw-Hill. 2006, 583 p.
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pesquisa qualitativa no âmbito da geografia agrária. In. XXIV ENCONTRO
ESTADUAL DE GEOGRAFIA. 24. 2004, Santa Cruz do Sul, RS. Anais. Porto
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em:&lt;www.ifla.org/VII/s11/pubs/portug.pdf&gt;. Acesso em 21/11/2012.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Organização do acervo e acesso pelo público infantil: possibilidades e encontros</text>
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              <text>Zaira Regina Zafalon</text>
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              <text>Apresenta como foco a biblioteca escolar e estuda a organização do acervo e o acesso pelo público infantil, na cidade de São Carlos/SP. A biblioteca escolar, lugar de produção e de difusão do conhecimento, exerce papel fundamental na formaçãoeducacional dos alunos e, por seus recursos educativos e das atividades oferecidas,contribui para a formação do aluno enquanto leitor. Nesse cenário, apresenta-se como questão de pesquisa: pode ser estabelecida uma relação direta entre aorganização do acervo e o acesso pelo público infantil? Como objetivo geral propõe-se identificar as formas de organização do acervo e da constituição do ambientefísico de bibliotecas escolares voltadas para o público infantil bem como o acesso aos recursos informacionais disponíveis. Optou-se pelo desenvolvimento do estudoem bibliotecas escolares vinculadas a instituições educacionais diferenciadas:pública, privada, cooperativa, confessional e membro. Como procedimento metodológico recorreu-se à abordagem qualitativa da pesquisa, com caráterexploratório e descritivo, e à pesquisa bibliográfica. Adotou-se o formulário como instrumento de coleta de dados, cujo enfoque aborda ambientes disponíveis nabiblioteca, móveis e equipamentos, produtos e serviços oferecidos, recursos informacionais disponíveis, desenvolvimento de coleção, organização do acervoinfantil, tratamento técnico, instrumentos físicos, acesso na biblioteca, recursoshumanos. Conclui-se que a forma de organização do acervo não influencia o acessopelo público infantil. Porém, mostra-se claramente, que o interesse pelo uso e o acesso dependem da oferta de produtos, serviços e atividades diferenciadas que promovam maior interesse pela biblioteca.  </text>
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