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                  <text>Tratamento técnico e organização das revistas de histórias em
quadrinhos da Gibiteca Estadual Jorge Braga

Rubem Borges Teixeira Ramos (UFG) - rubembtr@gmail.com
Josylene Souza Pereira Miranda (UFG) - josylene_souza@hotmail.com
Resumo:
Esse artigo visa familiarizar os bibliotecários que hoje lidam com as histórias em quadrinhos,
em particular aqueles que possuam interesse ou já exerçam suas funções nas unidades de
informação especializadas na guarda dos quadrinhos no Brasil, as gibitecas, indicando um
modelo de ação executado junto a Gibiteca Estadual Jorge Braga, em Goiânia – GO, para que
esses mesmos profissionais da informação possam se nortear em relação ao tratamento
específico das revistas em quadrinhos, proporcionando maiores benefícios aos usuários que
atendem.
Palavras-chave: Histórias em Quadrinhos. Tratamento Técnico. Leitura.
Área temática: Bibliotecas Públicas

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Tratamento técnico e organização das revistas de histórias em quadrinhos da
Gibiteca Estadual Jorge Braga

Resumo:
Esse artigo visa familiarizar os bibliotecários que hoje lidam com as histórias em
quadrinhos, em particular aqueles que possuam interesse ou já exerçam suas
funções nas unidades de informação especializadas na guarda dos quadrinhos no
Brasil, as gibitecas, indicando um modelo de ação executado junto a Gibiteca
Estadual Jorge Braga, em Goiânia – GO, para que esses mesmos profissionais da
informação possam se nortear em relação ao tratamento específico das revistas em
quadrinhos, proporcionando maiores benefícios aos usuários que atendem.
Palavras-chave: Histórias em Quadrinhos. Tratamento Técnico. Leitura.
Área Temática: Temática IV: Bibliotecas Públicas

1 INTRODUÇÃO

A existência das histórias em quadrinhos como meio de comunicação de
massa tem sua marca inicial mais reconhecida juntamente à imprensa norteamericana, ao final do século XIX. Porém, o seu reconhecimento como produção
cultural na sociedade, mesmo em se tratando da contemporaneidade, de fato não
ocorreu em sua plenitude. Mesmo assim, cabe ressaltar a evolução dessa mesma
visão, fruto de estudos e pesquisas sérias empreendidas em especial ao longo da
última década do século XX e neste início de século XXI.
Tais estudos permitem o enfoque mais positivo quanto aos quadrinhos e a
sua presença em diversos setores da sociedade, inclusive na educação. Isso em
grande parte impulsionou a presença dos quadrinhos, em suas várias formas de
publicação, nos acervos de bibliotecas. Mas, não sem que tal presença trouxesse
também dúvidas quanto ao tratamento técnico relativo a este meio de comunicação
de massa em particular. Acredita-se que muitos profissionais da informação
possuam dificuldades para definir ações adequadas quanto ao tratamento técnico
das histórias em quadrinhos em seus acervos e que se indaguem quanto as
melhores formas para se catalogar, classificar e indexar as revistas em quadrinhos,
de modo a facilitar o seu acesso por parte dos ávidos leitores interessados nelas.

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Nesse sentido, escolheu-se a Gibiteca Estadual Jorge Braga, localizada em
Goiânia – GO, para a realização de um projeto de tratamento técnico pertinente aos
populares gibis, sob a supervisão da atual bibliotecária da gibiteca, a Sra. Helenir
Freire Batista Machado, responsável pela unidade de informação, assumiu o papel
de supervisora de estágio. O trabalho teve como principal objetivo fazer o
processamento técnico dos gibis da gibiteca, junto à base de dados Arches Lib,
utilizada na biblioteca.
Sobre a organização do acervo de gibis, Ramos (2011, p. 08) afirma que:
Existem dificuldades no que se refere à organização do acervo de histórias
em quadrinhos em bibliotecas e gibitecas. Como essas instituições estão
acostumadas ao arranjo tradicional de suas obras, não atentam para o fato
dos quadrinhos, por suas particularidades, nem sempre serem organizados
da mesma forma. Organizar quadrinhos significa estar ciente das diferentes
temáticas, gêneros, formatos e da cronologia das histórias, o que requer
paciência e tempo, recursos nem sempre empregados quando se tratam de
materiais especiais.

O processamento técnico possibilita maior controle e organização dos gibis
nas estantes pelo responsável da unidade de informação, e facilita os processos de
busca, recuperação e localização dos gibis pelos usuários. Portanto, para fazer o
processamento técnico dos gibis da Gibiteca Jorge Braga, fazia-se necessário um
estudo no sentido de desenvolver um método de catalogação e classificação
adequado a esse tipo de fonte de informação.

2 GIBITECA ESTADUAL JORGE BRAGA

A Gibiteca Jorge Braga foi inaugurada em 22 de setembro de 1994, pela
Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira (órgão antecedente à AGEPEL, e atual
Secretaria de Estado da Cultura – SECULT) no Edifício Parthenon Center, localizado
na Rua 4, Centro de Goiânia. Sendo a única unidade do gênero no Estado de Goiás,
a criação dessa Gibiteca foi possível devido à doação do acervo particular de 750
exemplares de gibis do escritor e cartunista Jorge Braga. Portanto, em homenagem
a Jorge Braga, um dos primeiros produtores de histórias em quadrinhos do Estado
de Goiás, a gibiteca recebeu seu nome. Devido à grande procura pela Gibiteca
Jorge Braga, em 1995, o seu espaço no Edifício Parthenon Center tornou-se

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pequeno, sendo necessária a sua transferência para o Centro Cultural Marieta Telles
Machado, localizado na Praça Cívica, centro de Goiânia, onde funciona atualmente.
O objetivo da Gibiteca Jorge Braga é despertar e resgatar o hábito de leitura
das histórias em quadrinhos, e ao mesmo tempo, proporcionar à comunidade uma
opção de entretenimento. A sua missão é proporcionar um ambiente cultural, com
entretenimento e acesso à literatura infantil, infanto-juvenil e gibis, despertando o
gosto e o prazer pela leitura em crianças, jovens e adultos.
A Gibiteca Jorge Braga visa disponibilizar serviços de informação de caráter
interativo, com espaço de lazer e cultura para crianças, jovens e adultos.
Atualmente, funciona como uma biblioteca infantil e possui um acervo com
aproximadamente 7.000 obras de literatura infantil e infanto-juvenil e cerca de 6.000
gibis.
Ao longo do ano, a gibiteca realiza diversas comemorações de datas festivas,
tais como “Dia do Livro” e “Dia das Crianças”, através de atividades recreativas com
palhaços, contadores de histórias e distribuição de brindes, por exemplo. Por
desempenhar um papel social significativo na região, através do incentivo do hábito
de leitura nas crianças e adolescentes, e também o resgate desse hábito nos
adultos, a gibiteca oferece um espaço agradável de leitura com ambiente
climatizado, com pinturas de diversos personagens infantis e infanto-juvenis nas
paredes, decorações diversas (balões, bonecos e outros), e também mesas e
cadeiras para leitura e estudo. Possui um espaço exclusivo para crianças, com
tapetes e pufes, empréstimo de até três livros infantis e/ou infanto-juvenis por até
sete dias, e consulta local de gibis (o empréstimo é vedado, pois são materiais de
leitura rápida).
O público-alvo dessa unidade de informação é a comunidade regional,
especialmente crianças e adolescentes. No entanto, também a visita de adultos é
encorajada. E existe ainda o atendimento a escolas, creches e outras instituições,
mediante o agendamento com a bibliotecária responsável, via telefone ou
pessoalmente. Atualmente, a gibiteca recebe uma média de 100 usuários ao mês.

3 ACERVO DA GIBITECA JORGE BRAGA

O acervo de literatura infantil e infanto-juvenil contém coleções de álbuns de
luxo, encadernados e outros materiais especiais dos escritores Maurício de Sousa,

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Ziraldo e Monteiro Lobato, coleção Disney, Cabeça Oca e Mafalda, dentre outros.
Encontram-se publicações da literatura goiana, como as dos autores Bariani
Ortêncio, Marieta Telles Machado e Augusta Faro, por exemplo, e também
publicações da literatura brasileira, tais como Ana Maria Machado, Ruth Rocha,
entre outros escritores. Já no acervo de quadrinhos, encontram-se vários títulos e
personagens, como: Batman, Capitão América, Homem-Aranha, Wolverine, Marvel
Max, Turma da Mônica, Zé Carioca, Chaves e Chapolin, Almanaque Disney e TEX,
entre outros.
Os usuários têm livre acesso ao acervo disponível, e contam com o serviço de
empréstimo dos livros literários, mediante o cadastro. Para a realização do cadastro,
é necessário que o usuário apresente documento de identificação e comprovante de
endereço. No caso de menores de idade, o empréstimo é realizado somente
mediante a apresentação do documento de identificação do responsável. Pode ser
realizado o empréstimo de até três livros literários infantis e/ou juvenis, com prazo de
sete dias para a devolução. Existe uma multa aplicada por dia e por livro em atraso.
Os livros de literatura infantil e infanto-juvenil estão em bom estado de
conservação, sendo que quase todos eles já se encontram catalogados na base de
dados Arches Lib, classificados e com etiquetas.
No que tange ao acervo de histórias em quadrinhos da Gibiteca Jorge Braga,
constata-se hoje que não são todas as revistas de quadrinhos que se encontram em
um bom estado de conservação, sendo necessária a restauração a elas em muitos
dos casos. Os gibis e revistas do gênero estão separados por títulos, mas,
infelizmente, alguns estão misturados no acervo, fato que dificulta a localização de
um determinado arco de histórias de um personagem ou grupo, por exemplo, e
também, sabe-se que grande parte das revistas em quadrinhos possui uma etiqueta
no verso da capa, indicando a sua classificação pré-estabelecida pela gibiteca, que
é composta pelos respectivos números da Estante, Bandeja e Coluna as quais as
revistas devem ser armazenadas no acervo. No entanto, as mesmas não se
encontram organizadas de forma alfabética ou cronológica e nem sequer numérica,
provocando uma verdadeira celeuma e mistura de títulos, personagens e grupos.
Contribuindo para esse cenário caótico, cabe acrescentar que as revistas em
quadrinhos da Gibiteca Jorge Braga ainda não foram catalogadas no sistema Arches
Lib – que é o atual sistema gerenciador de informações da instituição – o que
dificulta a busca, recuperação, localização e organização das mesmas.

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Devido à falta do cadastro dos gibis em uma base de dados, diversas vezes a
Bibliotecária encontrou dificuldades em atender às necessidades de informações
dos usuários, no que diz respeito à localização de determinados títulos e
numerações de gibis. Relata-se um de seus depoimentos:
Certa vez, um jovem usuário me perguntou se havia na Gibiteca Jorge
Braga gibis do Wolverine. Como eu não conhecia o personagem e os gibis
ainda não estão cadastrados na base de dados Arches Lib, eu informei ao
usuário que era necessário que nós dois fizéssemos a conferência em todo
o acervo de gibis para verificar se havia ou não gibis do Wolverine. O
usuário indignado com a minha resposta, indagou: ‘você não sabe quem é o
Wolverine?’, ‘Não tem como você saber através da pesquisa no seu
sistema?’, ‘os gibis não estão cadastrados? (Depoimento da Bibliotecária
Helenir Batista Freire Machado, 2012).

Como resultado desse relato, o usuário foi embora sem obter a revista em
quadrinhos que desejava ler. Percebe-se assim a urgência que a Gibiteca Jorge
Braga tem em realizar o processamento técnico de seu acervo de quadrinhos,
através de uma catalogação e classificação adequadas a esse suporte
informacional, de modo a facilitar os processos de busca, recuperação e localização
dos gibis. Portanto, justifica-se a importância da realização desse projeto através da
catalogação e classificação adequadas a esse tipo de mídia e de fonte de
informação junto à base de dados Arches Lib.

4 AÇÕES REALIZADAS JUNTO AO ACERVO

Inicialmente, foi necessário levar-se em consideração o total de revistas em
quadrinhos presentes no acervo e o tempo disponível para a execução do
tratamento técnico das mesmas. Como o tempo hábil determinado para a execução
desse projeto foi o de 105 dias, determinou-se uma amostragem inicial de 500
revistas para serem catalogadas e classificadas junto à base de dados Arches Lib.
Para facilitar o processamento técnico, optou-se por retirar das estantes um
título por vez. Inicialmente, foram escolhidos aleatoriamente e retirados das estantes
todos os gibis do personagem Capitão América. Eles foram colocados sobre a mesa
e foram e organizados por ordem numérica. Antes de iniciar-se a catalogação,
utilizou-se como fonte de informação para consulta dos gibis o site Guia dos

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Quadrinhos1, considerado por muitos leitores e especialistas em quadrinhos como o
maior banco de dados e acervo de capas de gibis publicados no Brasil. Considerado
uma ótima referência na catalogação e digitalização de capas de gibis, o Guia dos
Quadrinhos foi utilizado como fonte de consulta de todos os Gibis cadastrados na
Gibiteca Jorge Braga.
Após a busca por título, por exemplo, o Guia dos Quadrinhos apresenta o
resultado da pesquisa classificando os gibis por títulos contendo a palavra buscada
(além das séries, edições especiais, entre outras informações complementares),
editora, licenciador, período e número de edições. Após selecionar a revista
desejada, é possível visualizar a catalogação da mesma, com dados sobre a data de
publicação, editora, licenciador, categoria, gênero, status, número de páginas,
formato e preço de capa.
Após a pesquisa e localização do gibi desejado no site Guia dos Quadrinhos,
realizou-se a catalogação do mesmo na base de dados. A catalogação dos gibis na
base de dados Arches Lib envolveu vários dados sobre os mesmos, como o título
(seguido da numeração correspondente à revista publicada), a editora, o local e o
anos de publicação, o número de páginas de cada revista, sua dimensão, volume e
gênero dentro do universo de quadrinhos a que pertence2, a forma com que a
Gibiteca Jorge Braga adquiriu aquele exemplar, o seu valor, a sua situação física
presente, a seção onde a revista será alocada e a coleção e série a que pertence
(quando for este o caso a ser mencionado).
Para uma melhor visualização e compreensão de todo o processo de
catalogação dos gibis, levando-se em consideração a continuidade desse projeto
pelos futuros profissionais de Biblioteconomia, elaborou-se um “Manual de
Catalogação de Gibis na Base de Dados Arches Lib”, ao qual foi impresso e
disponibilizado para consulta pelos funcionários da Gibiteca. Por questões de
segurança, e como forma de backup em caso de algum problema no sistema Arches
Lib ou até mesmo no computador da Gibiteca (que não se encontra em boas
condições físicas), todos os dados dos gibis catalogados foram digitados em uma
planilha do Excel. Quanto à classificação dos gibis, determinou-se que não será
mais utilizada a atual classificação, que é composta pelo número da estante,

1

Disponível em: &lt;www.guiadosquadrinhos.com&gt;. Acesso em 22 nov. 2012.
Existem vários gêneros literários que podem ser apreciados no formato dos quadrinhos. Os mais comuns e
apreciados na atualidade são os gêneros infantil, faroeste, terror, adulto e o de super-heróis.
2

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bandeja e coluna respectivamente da localização no acervo, devido à dificuldade de
inclusão de novos exemplares e também a modificação da disposição das revistas
em quadrinhos nas estantes. Definiu-se que a nova classificação deverá conter a
abreviatura da palavra “História em Quadrinhos” (HQ), seguido do título do gibi mais
o seu respectivo número, o gênero a que cada revista se enquadra, o número de
tombo da revista (a ser gerado pelo sistema) e o seu mês e ano de publicação.
A figura 1 abaixo ilustra o modelo da nova classificação adotada e etiqueta
criada para identificar os gibis:
Figura 01 - Modelo da Etiqueta dos Gibis

HQ - Capitão América 11
Super Heróis Marvel
110418
Abril / 1980
Fonte: Elaboração própria (2012).

Os gibis foram acomodados em caixas de sapatos decoradas com a figura do
personagem e título. Sobre a organização dos gibis nas estantes, determinou-se que
os mesmos devem ser acomodados nas estantes conforme o gênero, ordem
alfabética, cronológica e numérica.

5 CONCLUSÃO

Através desse projeto, iniciou-se o processamento técnico (catalogação e
classificação) do acervo de revistas em quadrinhos da Gibiteca Estadual Jorge
Braga, procedimento esse inédito em seus 18 anos de existência.
Algumas dificuldades foram encontradas na realização do mesmo, como a
falta de recursos e o mau-funcionamento dos recursos já existentes na gibiteca,
inclusive básicos. Em vários momentos, as atividades foram interrompidas com
dificuldades, como o não funcionamento do único computador existente, a lentidão
do mesmo e da internet – ou mesmo a falta de internet, o não funcionamento do
mouse do computador, o sistema Arches Lib ser interrompido excessivamente, entre
outros. No entanto, tais dificuldades não representaram fator impeditivo para o
desenvolvimento deste projeto de estágio supervisionado, pois se buscou

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alternativas (internas e externas) à unidade de informação que possibilitaram
alcançar os objetivos propostos a tempo.
Recomenda-se que esse trabalho de processamento técnico dos gibis tenha
continuidade pela bibliotecária responsável pela unidade de informação e pelos
futuros profissionais da informação, pois se percebe que facilitará muito a circulação
dos quadrinhos na unidade (busca, recuperação e localização e organização). Um
trabalho tão importante, que já desperta a curiosidade sobre todo o processo e é
reconhecido como fundamental pelos usuários assíduos e principalmente pelos
“amantes por gibis”.
Foi de extrema importância à realização deste projeto, tanto por se conhecer
a realidade da Gibiteca Jorge Braga, uma unidade de informação com
características próprias e diferentes das unidades de informação tradicionais, quanto
pela experiência única na formação acadêmica e profissional de todos os
envolvidos, visto que a Gibiteca Jorge Braga é a única do gênero no estado de
Goiás e as revistas em quadrinhos pertencentes ao acervo da mesma receberam
pela primeira vez um tratamento técnico adequado a esse tipo de mídia e suporte
informacional.

REFERÊNCIAS

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informação inexplorado. 2003. Dissertação (Mestrado em Comunicação) Universidade de São Paulo, Escola de Comunicações e Artes, São Paulo.
RAMOS, Rubem Borges Teixeira. Gibiteca: instituição cultural para a memória e a
divulgação de histórias em quadrinhos para a sociedade. CBBD - Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, Brasil, jun. 2011. Disponível em:
&lt;http://www.febab.org.br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/view/497/94&gt;. Data
de acesso: 27 jan. 2013.
RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2009. Disponível
em: &lt;http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capitulo/2698445.pdf&gt;. Acesso em: 8
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Informação,
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Disponível
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http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/252/220&gt;. Acesso em: 19 jul. 2011.

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VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Histórias em quadrinhos e serviços de
informação: um relacionamento em fase de definição. DataGramaZero: Revista de
Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.6, n.2, p. 12 - 14, abr. 2005.
ULIANA, Dina Elisabete; VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos; Gibitecas:
estrutura, organização e acervo. Revista Informação Cultural, São Paulo, n. 10, p.
2-10, 1990.

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              <text>Esse artigo visa familiarizar os bibliotecários que hoje lidam com as histórias em quadrinhos, em particular aqueles que possuam interesse ou já exerçam suas funções nas unidades de informação especializadas na guarda dos quadrinhos no Brasil, as gibitecas, indicando um modelo de ação executado junto a Gibiteca Estadual Jorge Braga, em Goiânia – GO, para que esses mesmos profissionais da informação possam se nortear em relação ao tratamento específico das revistas em quadrinhos, proporcionando maiores benefícios aos usuários que atendem.</text>
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