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                  <text>Biblioteca democrática: a contribuição das ações fora do espaço da
biblioteca para a inclusão informacional

Clara Duarte Coelho (SESI MA) - clara_cell2@hotmail.com
Resumo:
Estudo sobre as atividades de incentivo a leitura realizadas fora do espaço da biblioteca. Trata
de uma pesquisa de natureza exploratória e explicativa com uma abordagem qualitativa. Visa
analisar como a Biblioteca Municipal José Sarney de
São Luís do Maranhão está promovendo a democratização do acesso à informação para as
comunidades periféricas por meio de atividades desenvolvidas fora do espaço físico da
biblioteca. Destaca a importância dessas atividades para o atendimento as comunidades
periféricas por estarem localizadas longe do centro da cidade e enfrentarem dificuldades de
acesso à informação. Aborda a função social da biblioteca na Sociedade da Informação para
incluir aqueles que estão à margem dessa sociedade e mostrar o valor da informação para a
formação de cidadãos capazes de pensar e contestar sua realidade. Desvela como a Biblioteca
Municipal José Sarney realiza essas
atividades e os recursos utilizados, apontando os resultados percebidos pela instituição.
Palavras-chave: Biblioteca. Extensão. Serviço de Extensão Bibliotecária
Área temática: Bibliotecas Públicas

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Biblioteca democrática: a contribuição das ações fora do espaço da biblioteca
para a inclusão informacional

Resumo
Estudo sobre as atividades de incentivo a leitura realizadas fora do espaço da
biblioteca. Trata de uma pesquisa de natureza exploratória e explicativa com uma
abordagem qualitativa. Visa analisar como a Biblioteca Municipal José Sarney de
São Luís do Maranhão está promovendo a democratização do acesso à
informação para as comunidades periféricas por meio de atividades
desenvolvidas fora do espaço físico da biblioteca. Destaca a importância dessas
atividades para o atendimento as comunidades periféricas por estarem
localizadas longe do centro da cidade e enfrentarem dificuldades de acesso à
informação. Aborda a função social da biblioteca na Sociedade da Informação
para incluir aqueles que estão à margem dessa sociedade e mostrar o valor da
informação para a formação de cidadãos capazes de pensar e contestar sua
realidade. Desvela como a Biblioteca Municipal José Sarney realiza essas
atividades e os recursos utilizados, apontando os resultados percebidos pela
instituição.
Palavras-chave: Biblioteca. Extensão. Serviço de Extensão Bibliotecária.
Área temática: Bibliotecas Públicas

1 Introdução
A atual sociedade fruto da época pós-industrial é marcada pela
informação onde o trabalho intelectual é super valorizado em detrimento da força
de trabalho tão cultuada anteriormente, uma vez que a sociedade da informação
trouxe consigo uma profunda transformação na organização da sociedade e na
economia. A rapidez que essa informação se desloca e abrange os vários
segmentos sociais é característica marcante desta nova sociedade. Entretanto, a
exclusão informacional se torna algo preocupante, pois a ausência de políticas
públicas de informação deixa a margem aqueles que não têm poder aquisitivo
suficiente para ter acesso a esse bem. Discutir sobre o uso e os meios de obter
informação se faz necessário para encontrar soluções em suprir essa
necessidade que o homem tem de obter informações e construir conhecimento,
assim como alertar para o uso correto da informação para que esta seja
instrumento de transformação e não de dominação.

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Deste modo, é fundamental uma educação de qualidade e meios que
possibilitem a socialização desse bem. Essa nova sociedade apresenta benefícios
significativos, mas também riscos que podem comprometer seu desenvolvimento,
pois pensar em democratizar a informação é um dos caminhos para combater
esses riscos. Isso significa disponibilizar informação para a população com base
no conhecimento das suas necessidades e não oferecer informações préformatadas, impostas de forma distante da população, caminho necessário para
uma real sociedade pautada na democratização da informação. O modelo de
comunicação do conhecimento adotado atualmente não apresenta contribuição
para democratização da informação por ser algo restrito àqueles que têm
interesse em buscar a informação não contemplando os que ainda não têm
consciência que também precisam de informação para construir conhecimento.
Faz-se necessário, portanto montar uma estrutura para aproximar o público da
informação apontando uma realidade propicia para que a biblioteca atue como
disseminadora da informação por meio de atividades fora do seu espaço físico.
O serviço de extensão bibliotecária é uma alternativa que pode ser
adotado para alcançar o público mais distante das instalações físicas da
biblioteca. Uma vez que o desenvolvimento de atividades extramuros é uma
importante estratégia de atuação junto à comunidade, levar os serviços oferecidos
diariamente na biblioteca para outros espaços não convencionais possibilita
despertar o interesse pela leitura, ampliando seu campo de atuação. Assim, o
serviço de extensão seria a forma mais eficaz de sanar os problemas
relacionados ao acesso das comunidades mais distantes ao espaço da biblioteca
de forma paliativa para que, no futuro, sejam pensadas políticas públicas para a
implantação de bibliotecas que atendam de forma efetiva essa população.
Nesta pesquisa, analisar-se-á como a Biblioteca Municipal José Sarney
está atuando para suprir as necessidades informacionais daqueles que por algum
motivo não podem frequentar o espaço físico da biblioteca. A primeira seção
aborda o papel da biblioteca na democratização da informação enfatizando sua
função social. Em seguida reflete sobre os métodos adotados na realização da
pesquisa. Na terceira seção apresenta e discute os resultados obtidos,
caracterizando o perfil das ações realizadas pela biblioteca pesquisada. Por
último, apresenta as conclusões obtidas com o desenvolvimento da pesquisa.

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2 O papel da biblioteca na democratização da informação

A utilização da informação para o exercício da cidadania e do direito de
participação na sociedade consiste no desafio principal da sociedade da
informação, saber usar a informação é pressuposto indispensável para
transformar uma realidade, não é apenas receber a informação e sim trabalhar
para que essa seja aproveitada. No contexto atual a democratização da
informação tão debatida, ainda há dificuldades nessa prática, pois ela exige a
mobilização de vários setores e mudanças estruturais nos âmbitos políticos,
econômicos e sociais, conforme Varela (2007, p. 42):
Apesar de muito enfatizada, sobretudo no discurso político, a
democratização da informação, na prática, é algo complexo. Isto pode
ser constatado, entre outras formas, pelo próprio modelo de
comunicação do conhecimento adotado, que, muitas vezes, não
responde às necessidades individuais e coletivas da sociedade.

Esse modelo de comunicação do conhecimento prioriza o fornecimento
de informações enfatizando apenas o acesso e não a construção coletiva de
conhecimento para que a população saiba utilizar o que lhe é oferecido sobre o
que acontece a sua volta e para que possa reivindicar seus direitos. Faz-se
necessário, portanto montar uma estrutura para aproximar o público da
informação, formando parcerias para possibilitar a chegada da informação a
diversos lugares e pessoas construindo uma biblioteca dinâmica e atuante na vida
da comunidade que está inserida para se tornar, de fato, a biblioteca democrática
definida por Feitosa (1998, p. 42):
Uma biblioteca democrática seria, então, aquela que estivesse
inteiramente sintonizada com os interesses informacionais de seus
usuários e atenta às necessidades do público por ela desassistido, afim
de propiciar-lhe todas as informações nos níveis de sua utilidade efetiva,
lançando mão de todos os recursos disseminadores de informação,
trabalhando em rede com outros serviços de informação e estendendo
seus limites para fora de suas quatro paredes.

Logo cabe a biblioteca garantir acesso de forma igualitária a todos que
dela necessitem, sendo necessário criar demandas e instigar aquele usuário
potencial e transformá-lo em usuário real, mostrando a importância da construção
de pensamento a partir das leituras, para que ele não seja somente receptáculo
de informações. Preparar a população para usufruir dos serviços da biblioteca
requer planejamento com ações consistentes, envolvendo desde informações

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utilitárias até uma educação formal, pois convencer uma população da
importância da leitura não é tarefa fácil diante de outros meios mais rápidos e
interativos de obter informação.
Diante destas considerações nos faz pensar em um modelo de
biblioteca com produtos e serviços sendo utilizados e não apenas disponibilizados
a espera de futuros usuários, biblioteca com o intuito de fomentar a melhoria da
sociedade com infraestrutura de acesso à informação para construção da
cidadania por meio da incorporação de conteúdos que facilitem a vida do cidadão.
Os serviços oferecidos pela biblioteca devem atender às expectativas
da comunidade, não sendo uma instituição isolada do meio que está inserida,
podendo utilizar as mais variadas estratégias para despertar o interesse dos
usuários pela construção de conhecimento por meio da leitura. Ir além dos
serviços básicos, como empréstimos e consultas incorporando outros serviços
não convencionais, mas que trarão forte contribuição para comunidade. A
biblioteca funcionaria, “[...] em trabalho conjunto com outros grupos sociais, nos
mais variados campos da atividade humana, como gestora de um novo espaço
cultural, que incrementa o trabalho, direciona estudos, propicia o debate, fomenta
o lazer” (CYSNE, 1993, p. 51), pois somente com a quebra desses paradigmas
será alcançada a efetiva democratização da informação.
É notório que a biblioteca ainda tem muitos aspectos a serem
conquistado para cumprir de forma efetiva seu papel na sociedade em relação a
democratização da informação, mas é preciso estreitar esse laço com a
sociedade por meio de ações e serviços que atendam as necessidades
informacionais da comunidade na qual ela se insere. A biblioteca pode e deve ser
um espaço de apoio a comunidade para que esses descubram soluções para
seus problemas, utilizando as diversas fontes informacionais que a biblioteca
disponibiliza. Conhecer o que está a sua volta é fundamental para a
democratização, sair do espaço da biblioteca e levar seus serviços onde o povo
está, interferindo na rotina da comunidade, contribui significativamente para
mudar a imagem atual, pois a biblioteca só será frequentada se quem estiver fora
souber quais são os serviços oferecidos por esse espaço.

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3 Serviço de extensão bibliotecária: do conceito aos recursos utilizados

A biblioteca transpôs diversas fases e sofre modificações constantes
para atender de forma satisfatória seus usuários, portanto, sair do seu espaço
físico e deslocar seus serviços preocupando-se com o público excluído tornou-se
inquietação constante das bibliotecas e dos bibliotecários.
Com a expansão urbana desordenada, fruto do desenvolvimento
econômico, a população se depara diversos problemas entre eles a formação das
periferias “os aglomerados distantes do centro [...] carentes de infra-estrutura,
onde passa a residir crescente quantidade de mão-de-obra necessária para fazer
girar a maquinaria economia” (KOWARIC, 1993, p. 35 apud FEITOSA 1998, p.
118). Esse cenário leva a refletir sobre o serviço de extensão caracterizado pela
aproximação entre a comunidade e os serviços da biblioteca, se insere como
alternativa de complemento para os pontos fixos de uma biblioteca criando
condições para que no futuro sejam implantados serviços fixos de biblioteca.
Definido como:
Os processos e serviços que uma biblioteca leva a cabo para chegar aos
seus utilizadores que, por razões de uma marginalização criada pelo
contexto geográfico (relevo acidentado, existência de acidentes naturais
difíceis de transpor, etc.) ou social onde se inserem, não podem fazer
pleno uso dos seus serviços (CARRIÓN GÚTIEZ, 1993, p. 486 apud
HENRIQUES, 2009, p. 31).

Diante da realidade das bibliotecas com poucos recursos tentando
suprir lacunas deixadas pelo poder público que se exime da responsabilidade de
oferecer meios para que a população tenha acesso à informação, o serviço de
extensão se destaca pela sua contribuição para incluir aqueles que, por diversos
motivos não podem frequentar a biblioteca ou simplesmente não tem interesse
por desconhecer o papel dessa instituição. “Sua finalidade consiste em
transformar não-leitores em leitores, criar e estimular o desejo pela boa leitura e
reunir o livro ao leitor” (RANGANATHAN, 2009, p. 206).
O serviço de extensão bibliotecária torna-se estratégia fundamental
para atingir públicos com diversas dificuldades, garantindo assim a formação de
leitores e futuros frequentadores das bibliotecas fixas, levando materiais
bibliográficos e realizando os serviços presentes em uma biblioteca convencional,

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contribuindo para a democratização da informação por atender não apenas uma
comunidade específica.
É nesse contexto político, econômico e social não muito favorável, que
se desenvolve a ação do bibliotecário extensionista que atua diretamente
em meio às camadas mais pobres da população. É um desafio, e é
necessário estar consciente da situação e ser criativo, para se encontrar
fórmulas que despertem o interesse dessa população pela leitura.
(DUMONT, 1990, p. 30).

A biblioteca, conhecendo a realidade em que atua e o público que
pretende atender, possibilita a escolha do recurso mais apropriado para a
realização do serviço de extensão, considerando as circunstâncias e dificuldades
que impedem que o usuário chegue até ela. Aponta-se que a vontade de receber
deve vir dos membros da comunidade, não sendo apenas um serviço
assistencialista definido sem a participação popular.
O serviço de extensão da biblioteca utiliza recursos de acordo com a
realidade que será atendida, avaliando as condições que pretende transpor e os
recursos financeiros disponíveis para serem investidos. Cabe ao bibliotecário
empregar os diversos recursos como as bibliotecas móveis, as circulantes e os
ramais para realização do serviço de extensão para estimular a busca pela
informação e o hábito da leitura. Dentre os recursos utilizados para realizar esse
serviço podemos destacar:
a) carro-biblioteca, barco-biblioteca, moto-biblioteca e outros veículos;
b) caixa-estante - pequenas caixas de madeira, aço, malotes ou
mesmo sacolas também chamada de biblioteca ambulante;
c) bibliotecas ramais e/ou sucursais.
Outro recurso pouco aproveitado pelas bibliotecas para a expansão dos
serviços é a utilização de quiosques, como pontos de leitura e de empréstimo
domiciliar de livros e outros materiais. Utilizar espaços públicos também faz parte
das estratégias sugeridas para realizar o serviço de extensão através de
programas de leitura em parques, estações de trem e/ou metrô, ou em espaços
privados, como shopping centers. Espaços que serviriam para divulgar as
bibliotecas, por conterem um grande fluxo de pessoas.

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Todos esses recursos estão disponíveis para serem utilizados pela
biblioteca, buscando atender da melhor forma as diferentes realidades, pois
somente com a escolha do recurso certo, estas conseguirão o seu objetivo de
chegar até as comunidades mais afastadas da biblioteca central.
No entanto, mesmo sendo reconhecidos os benefícios desse serviço,
ele ainda é considerado um alto investimento para a realidade das bibliotecas que
na maioria das vezes contam com poucos recursos financeiros apenas para
manutenção dos seus serviços fixos, e de recursos humanos insuficientes para
desenvolver esse tipo de serviço, o que impossibilita uma maior atuação da
biblioteca. Almeida Junior (2003, p. 31) critica o serviço de extensão por ser
apenas mais um serviço da biblioteca sem grandes contribuições, onde ele coloca
“que o serviço de extensão, entendido por muitos como atividades diferenciadas,
não passam de deslocamento de acervo”, o que leva a refletir sobre como é
realizado esse serviço, avaliando se há contribuições desse serviço para o acesso
à informação pelas comunidades periféricas.
Deve-se pensar no serviço de extensão da biblioteca como algo
paliativo para a implantação de futuras bibliotecas com serviços fixos ou para que
acessem os serviços mais próximos de sua localidade, visto que o gosto pela
leitura e a necessidade de informação já foram despertados e precisam ser
sustentados. Como afirma Henriques (2009, p. 32):
Este tipo de serviços insere-se numa lógica de rede, ao servir de
complemento dos pontos fixos de biblioteca já existentes preparando a
sua criação em comunidades nas quais a sua existência ainda não se
justifica num dado momento, ou ainda como forma de preparar e avaliar
a possível necessidade de criação futura desse mesmo serviço fixo.

Entretanto, todos esses recursos citados são norteadores do serviço de
extensão, onde cada biblioteca escolhe por meio de critérios estabelecidos pelos
seus gestores aquele que mais se adapta à sua realidade e aos usuários que
pretende atender.

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4 O serviço de extensão da Biblioteca Municipal José Sarney: do
planejamento a prática

O estudo ora focado trata da realidade da Biblioteca Municipal José
Sarney (BMJ). Para desenvolver a pesquisa realizou-se entrevista semiestruturada com a gestora que atua diretamente com o serviço de extensão da
biblioteca partindo de um esquema de vinte e duas (22) questões préestabelecidas possibilitando conhecer os projetos desenvolvidos visando adquirir
elementos para caracterizar as ações e seu público alvo. Inicialmente procurou-se
caracterizar o perfil da instituição pesquisada no que se refere a sua rotina de
produtos e serviços. No segundo aspecto buscou-se identificar como é realizado o
serviço de extensão. E no último bloco de perguntas procurou-se verificar a
contribuição do serviço, para as comunidades beneficiadas. Logo após a coleta
dos dados foi realizada a análise e interpretação dos mesmos, de forma
qualitativa estabelecendo relações entre os pontos divergentes e convergentes
entre a teoria e a prática.
De origem comunitária a Biblioteca Municipal José Sarney atualmente
é a segunda maior da cidade de São Luís do Maranhão, por ser uma biblioteca
pública a BMJS atende a comunidade em geral, mas principalmente ao público
estudantil pela ausência de bibliotecas escolares na cidade. A biblioteca oferece
serviço de referência, consulta local, empréstimo domiciliar, orientação a
normalização de trabalhos escolares e acadêmicos, acesso a Internet, oferta de
cursos e palestras, implantação de salas de leitura e o serviço de extensão.
Oriundo de doações o acervo é formado por obras bibliográficas,
didáticas e literárias, obras de referências, livros infanto-juvenis, livros em braille,
apostilas pré-vestibulares e para concursos, periódicos, materiais multimídias
(DVDs de conteúdos didáticos, artísticos e contextos sociais e fitas de vídeo que
se encontra em fase de digitalização), brinquedos e jogos educativos, peças
tridimensionais do corpo humano, mapas e painéis educativos.

Sua equipe é

formada por uma coordenadora geral, uma bibliotecária, quinze administrativos.
Atendendo não só a comunidade do seu entorno, mas todos aqueles que
necessitam de informação por meio de atividades de incentivo a leitura tanto no
espaço fixo da biblioteca quanto em outros espaços a BMJS desenvolve o serviço

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de extensão por meio de quatro projetos firmando parcerias com os espaços que
irão receber o serviço.
Biblioteca na sua casa: São visitas as residências de famílias de
baixa renda onde há crianças com a promoção de atividades culturais
proporcionando a inclusão sócio-cultural dessas famílias. São levados livros de
literatura infantil e juvenil que são deixados com essa família e na entrega são
realizadas atividades de leitura e a doação de uma cesta de alimentos para a
família visitada;
A biblioteca vai à escola: a equipe de servidores da Biblioteca
Municipal José Sarney realiza atividades de incentivo à leitura no ambiente
escolar, utilizando dinâmicas, brincadeiras, teatro e contação de histórias;
Biblioterapia: atividade realizada em hospitais e asilos onde a equipe
da biblioteca ornamenta o espaço que será utilizado leva personagens da
literatura e realiza contação de história na área de vivência dos locais visitados e
vai aos leitos realizar atividades com os pacientes que não podem se locomover.
Férias na biblioteca: tem como objetivo promover atividades de
esporte, lazer e cultura como jogos, exibição de filmes, gincanas e sessões de
leitura durante o período de férias escolares para crianças e adolescentes do
Bairro de Fátima e de outras comunidades em parceria com o Centro Cultural do
Bairro de Fátima e as secretarias municipais;
Com uma limitação financeira a biblioteca mencionada tem suas ações
baseadas apenas na boa vontade dos funcionários e principalmente das
coordenadoras, pois a BMJS não possui nenhum dos recursos apontados na
literatura sobre o serviço de extensão como caixa-estante, carro- biblioteca,
dentre outros.
Após apresentar os dados técnicos, onde identificou-se a biblioteca
pesquisada contextualizando seus serviços e público atendido enfatizando a
realização do serviço de extensão, passa-se para o planejamento do serviço de
extensão, pois qualquer serviço realizado deve estar pautado em um conjunto de
etapas que cumpridas de forma correta e sistemática alcançaram os resultados
esperados.

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Na Biblioteca Municipal José Sarney o processo de escolha da
comunidade que irá receber o serviço de extensão é realizado mediante convite,
mas a grande maioria é iniciativa da biblioteca realizar o serviço naquela
comunidade e sem instrumentos norteadores para sua prática tornando
impossível a recuperação da memória do serviço já realizado pela biblioteca.
Nesse

aspecto

temos

que

destacar

a

importância

da

documentação

administrativa para o gerenciamento de uma biblioteca, “os documentos, atuais e
passados, funcionam como prova. Testemunham o que foi realizado por um
administrador. Revelam experiências positivas e negativas” (MACIEL, 1995, p.
13), somente com uma documentação com metas estabelecidas é possível
mensurar se o serviço alcançou ou não seus objetivos.
Outra etapa do planejamento do serviço de extensão é o estudo de
usuário porque conhecer o usuário é:
A base da orientação e da concepção de serviços de informação,
considerando suas características, atitudes, necessidades e demandas.
Esses serviços devem ser planejados de acordo com os usuários e a
comunidade a ser atingida, com a natureza de suas necessidades de
informação e seus padrões de comportamento na busca e uso da
informação (DIAS et al, 2004, p. 7).

Portanto, realizar o serviço de extensão é ouvir a comunidade e suas
reivindicações sobre que tipo de informação será útil para o seu cotidiano,
portanto se faz necessário a realização do estudo de usuário para selecionar o
acervo que será levado à comunidade, entretanto não é feito. Por ter como
proposta o incentivo a leitura seu acervo está pautado na literatura, deixando de
lado a informação utilitária tão importante para o desenvolvimento das
comunidades atendidas, não há espaço para a comunidade opinar sobre a
composição do acervo, o que contraria os critérios de seleção abordados por
Henriques (2009) dentre eles que o conteúdo das coleções deve ser adaptado às
necessidades específicas dos vários segmentos de utilizadores que a procuram,
levando em consideração características do público-alvo como habilidades de
leitura

e

atividades

profissionais

exercidas.

Conhecer

as

necessidades

informacionais dos usuários é pressuposto indispensável para o planejamento de
qualquer serviço dentro ou fora da biblioteca e utilizar os diversos instrumentos de
coleta de dados disponíveis como questionário, entrevista, observação e análise

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do conteúdo, cabendo ao gestor fazer uso do método que mais se adéqua a sua
biblioteca e seus usuários.
Na biblioteca municipal por suas atividades não seguirem um
cronograma rígido e nem sempre serem realizadas na mesma comunidade é
difícil apontar as necessidades informacionais já que as pessoas por se
encontrarem em situações que impedem seu deslocamento até a biblioteca
solicitam uma maior frequência na realização das atividades.
Mediante esse cenário é necessário ações fixas e acompanhamento das
comunidades já atendidas.
[...]não pode despertar essa demanda e depois deixar a comunidade
deles desprovida: seria um total descomprometimento com um trabalho
sério, planejado e constantemente avaliado. Acarretaria decepções à
comunidade que nele acreditou e com ele trabalhou conjuntamente.
Esse é, sem dúvida, o compromisso maior de um trabalho extensionista,
marcado por obrigações de caráter social. (DUMONT; FRANÇA;
CASTRO, 1995, p. 326)

Por não haver recursos para financiar as atividades e transporte para
realizar as atividades todo trabalho é voluntário por parte da equipe o que dificulta
manter ações fixas, mas já foram realizadas a implantação de bibliotecas,
arrecadando doações e oferecendo orientação quanto aos serviços bibliotecários.
De acordo com a coordenadora já foram implantadas enumeras bibliotecas, mas
durante o tempo que ela está à frente foi implantada uma biblioteca na
comunidade

de

Maracanã,

enquanto

as

anteriores

não

tem

registro

documentando em quais localidades foram implantadas.
No serviço de extensão a visão da comunidade é de extrema
importância, o que pode ser constatado pelo grau de satisfação relatado pela
gestora da biblioteca pesquisada sobre como as comunidades recebem o serviço
de extensão. É visível a preocupação dessa instituição em levar os serviços da
biblioteca para quem precisa, mas enfatiza-se o descaso do poder público com a
biblioteca e com o profissional bibliotecário, que tem vontade de fazer mais pela
sociedade, entretanto faltam condições estruturais. A gestora espera que o poder
público incorpore essa ideia financeiramente e com pessoal. O serviço de
extensão objetiva despertar o sentimento de busca, para que ao ser extinto a
comunidade tenha o anseio de reivindicar a criação de uma biblioteca.

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6 Conclusão

Sabe-se da importância da biblioteca para o desenvolvimento da
sociedade, mas seus produtos e serviços ainda são pouco divulgados, disputando
lugar com os meios de comunicação e as novas tecnologias agravantes da
exclusão social. Na realidade brasileira o acesso à informação é restrito a quem
tem poder aquisitivo, o que amplia a responsabilidade da biblioteca que deve
abranger em suas ações a inclusão social, direito básico da população renegado
pelo poder público. Num país com as dimensões geográficas do Brasil, às
condições econômicas, e o descaso do poder público diante das bibliotecas se
torna inviável as poucas bibliotecas existentes atenderem com seus serviços fixos
a grande demanda de locais que não possuem biblioteca.
Viu-se que o serviço de extensão é o meio mais eficaz para amenizar
as lacunas deixadas pela ausência de bibliotecas nos bairros mais distantes do
centro da cidade por ter como marca a mobilidade independente das limitações
geográficas ou a não possibilidade de se deslocar até a biblioteca, pois mesmo
afastados do centro da cidade esses cidadãos precisam de informação para
reivindicar seus direitos e modificar sua realidade. Partindo dessa realidade se faz
necessário pontuar o que foi encontrado sobre o uso do serviço para beneficiar as
comunidades atendidas e qual o sentindo empregado na sua realização, além de
apresentar sugestões para a melhoria dos serviços. Hoje o serviço de extensão
não é apenas uma seleção de obras que serão levadas ao encontro de
determinado público, mas um serviço muito bem planejado e organizado
considerado como uma estratégia de marketing para as bibliotecas agregando
uma responsabilidade social principalmente para as classes menos favorecidas.
A partir dos dados obtidos por meio de entrevista semi-estruturada
pode-se afirmar que é notória a importância do serviço de extensão, mas é
preciso rever a sistemática de realização desse serviço, pois alguns aspectos
analisados

em

nosso

estudo

não

condizem

com

o

que

a

literatura

biblioteconômica preconiza.
Destaca-se o empenho da bibliotecária que atua na Biblioteca
Municipal José Sarney, que em suas falas transmite o entusiasmo de quem
acredita de fato na transformação por meio das ações das bibliotecas, porque ela

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luta, e em muitos momentos percebeu-se que ela atua sozinha por acreditar em
ideais maiores que o simples atendimento ao usuário. No entanto, a falta de uma
metodologia para o planejamento do serviço da Biblioteca Municipal José Sarney
dificulta um maior alcance de público atendido. A realização esporádica
impossibilita uma ação contínua e consistente, sendo apenas mais um serviço de
deslocamento da equipe da biblioteca e de seu acervo. A falta de recursos não
atrapalha o andamento do serviço porque a bibliotecária atua para conseguir
estrutura, solicitando doações e firmando parcerias com órgãos públicos.
Dentre os projetos apresentados merece destaque o projeto Biblioteca
na sua casa porque não só visa à questão do acesso a informação, mas a
preocupação com o bem estar social da população em torno da biblioteca,
contudo esse projeto necessita de maior atenção e recursos para ser ampliado a
outros bairros.
Quanto à escolha do acervo sentiu-se falta da informação utilitária não
registrada em meios formais, porém necessária para o desenvolvimento da
cidadania e resolução dos problemas cotidianos da população, e de outros
suportes informacionais além do livro. O uso de recursos como caixa-estante,
dentre outros na Biblioteca Municipal José Sarney se faz necessário, mesmo com
poucos recursos financeiros a biblioteca tem como adaptar esses recursos a sua
realidade atendendo maior número de pessoas que apenas com a equipe não
consegue chegar. Dar-se visibilidade também ao fator muitas vezes renegado
pelo serviço de extensão, mas realizado pela equipe desta biblioteca que é o
atendimento de pessoas com dificuldade de deslocamento como pacientes de
asilos e hospitais.
Percebe-se que o serviço de extensão da biblioteca analisada tem sido
utilizado de forma acanhada sem um propósito definido, o que corre o risco do
serviço perder seu sentido principalmente pela ausência do poder público, mas
por haver uma realidade preocupante na cidade de São Luís com pessoas
excluídas do âmbito informacional o serviço de extensão tem um cenário bastante
amplo para atuar.
Aponta-se como sugestão para fortalecer a realização do serviço de
extensão, a ação cultural, a implantação de pontos de empréstimo de livros em
parceria com moradores, o uso de lugares públicos para a leitura, atingindo as

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pessoas de forma não convencional para possibilitar a real biblioteca democrática
inserida na sociedade da informação. Somente disponibilizar leituras para o lazer
não é suficiente, é preciso intervir na vida da comunidade, trazendo para utilizar o
serviço de extensão aqueles que estão afastados da educação formal, assim
como aqueles que não são alfabetizados, trabalhando outros recursos
informacionais que não só o escrito, dando espaço para os recursos áudiovisuais,
além de palestras informativas sobre assuntos de interesse da comunidade. O
principal é oferecer espaço para a comunidade se manifestar.
O que foi constatado é um cenário inerte em que as bibliotecas
sobrevivem com políticas descontinuadas e com livros que nem sempre
interessam ao público que será atendido. O serviço de extensão tem um futuro
muito longo, a ideia de oferecer estrutura para que sejam implantadas bibliotecas
para constituir uma rede de serviços que trabalhem em sistema de cooperação
ainda é uma realidade distante. Entretanto é preciso manter a realização desse
serviço, mas rever o planejamento se torna imprescindível para obter resultados
mais completos na formação de leitores e por consequência público frequentador
da biblioteca. O serviço de extensão diminui a distância entre usuário e biblioteca,
entretanto a realização desse serviço não exime do poder público o dever de
construir bibliotecas públicas ou a criar bibliotecas comunitárias, que seriam a
solução para o problema de acesso a informação das comunidades periféricas.
Aqui buscou-se focar o serviço de extensão bibliotecária e todas as
etapas do seu planejamento servindo como motivador para novos estudos, que
apontem a visão de quem recebe as ações e que também precisa ser ouvido para
a melhoria do serviço prestado.

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REFERÊNCIAS
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DUMONT, Ligia Maria Moreira; FRANÇA, Ricardo Orlandi; CASTRO, Edna de.
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VARELA, Aida. Informação e autonomia: a mediação segundo Feuerstein. São
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Biblioteca democrática: a contribuição das ações fora do espaço da biblioteca para a inclusão informacional</text>
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              <text>Estudo sobre as atividades de incentivo a leitura realizadas fora do espaço da biblioteca. Trata de uma pesquisa de natureza exploratória e explicativa com uma abordagem qualitativa. Visa analisar como a Biblioteca Municipal José Sarney deSão Luís do Maranhão está promovendo a democratização do acesso à informação para as comunidades periféricas por meio de atividades desenvolvidas fora do espaço físico da biblioteca. Destaca a importância dessas atividades para o atendimento as  comunidades periféricas por estarem localizadas longe do centro da cidade e enfrentarem dificuldades de acesso à informação. Aborda a função social da biblioteca na Sociedade da Informação para incluir aqueles que estão à margem dessa sociedade e mostrar o valor da informação para a formação de cidadãos capazes de pensar e contestar sua realidade. Desvela como a Biblioteca Municipal José Sarney realiza essasatividades e os recursos utilizados, apontando os resultados percebidos pela instituição.</text>
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