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                  <text>Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto de
Geociências da USP: acervo retrospectivo

Teresa Beatriz Nunes Guimarães (IGcUSP) - teca.guima58@gmail.com
Hellen Cristina Damaso (IGc/USP) - hellend@usp.br
Érica Beatriz Pinto Moreschi de Oliveira (IGc-USP) - moreschi@usp.br
Sonia Regina Yole Guerra (IGc/USP) - syog@usp.br
Fabiola Ferreira (IGc/USP) - faubilabia@usp.br
Resumo:
Para comemorar os 40 anos da defesa da primeira tese do Programa de Pós-Graduação do
Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo foi proposto este projeto de
digitalização e disponibilização em acesso aberto do acervo retrospectivo das teses e
dissertações, para completar a coleção já incluída na Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade. O objetivo é aumentar a visibilidade do conhecimento
produzido no Instituto, facilitar a disseminação deste conhecimento, além de preservar os
originais em papel existentes no acervo da Biblioteca. Tal projeto vem sendo implantado sob a
responsabilidade da Equipe do Serviço de Biblioteca e Documentação do IGc/USP juntamente
com os Setores de Gráfica, Pós-Graduação e Informática da Unidade. Estabeleceu-se um fluxo
de procedimentos e um cronograma de atividades de modo a viabilizar questões como a
divulgação do projeto, obtenção de autorização dos autores para disponibilização em acesso
aberto, a digitalização das teses originais em papel, sua verificação e finalmente, a submissão,
revisão e disponibilização dos arquivos digitais na BDTD/USP. Após três meses do início do
projeto, alguns resultados já foram obtidos. Conseguiram-se autorizações de todas as teses
defendidas por docentes e funcionários da casa, e tantas outras de ex-alunos. Cerca de 60
teses já foram digitalizadas e conferidas e 21 já estão disponíveis em acesso aberto na
BDTD/USP. Através de dados estatísticos levantados em um mês após a liberação de algumas
teses digitais em acesso aberto, já foi possível evidenciar o quanto foi aumentada a visibilidade
das pesquisas desenvolvidas na Instituição.
Palavras-chave: Bibliotecas Digitais. Digitalização. Acesso aberto. Teses e Dissertações.
Preservação.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto de Geociências da USP:
acervo retrospectivo

Resumo
Para comemorar os 40 anos da defesa da primeira tese do Programa de PósGraduação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo foi proposto
este projeto de digitalização e disponibilização em acesso aberto do acervo
retrospectivo das teses e dissertações, para completar a coleção já incluída na
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade. O objetivo é aumentar a
visibilidade do conhecimento produzido no Instituto, facilitar a disseminação deste
conhecimento, além de preservar os originais em papel existentes no acervo da
Biblioteca. Tal projeto vem sendo implantado sob a responsabilidade da Equipe do
Serviço de Biblioteca e Documentação do IGc/USP juntamente com os Setores de
Gráfica, Pós-Graduação e Informática da Unidade. Estabeleceu-se um fluxo de
procedimentos e um cronograma de atividades de modo a viabilizar questões como
a divulgação do projeto, obtenção de autorização dos autores para disponibilização
em acesso aberto, a digitalização das teses originais em papel, sua verificação e
finalmente, a submissão, revisão e disponibilização dos arquivos digitais na
BDTD/USP. Após três meses do início do projeto, alguns resultados já foram
obtidos. Conseguiram-se autorizações de todas as teses defendidas por docentes e
funcionários da casa, e tantas outras de ex-alunos. Cerca de 60 teses já foram
digitalizadas e conferidas e 21 já estão disponíveis em acesso aberto na BDTD/USP.
Através de dados estatísticos levantados em um mês após a liberação de algumas
teses digitais em acesso aberto, já foi possível evidenciar o quanto foi aumentada a
visibilidade das pesquisas desenvolvidas na Instituição.
Palavras-chave: Bibliotecas Digitais. Digitalização. Acesso aberto. Teses e
Dissertações. Preservação.
Área Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO
No ano de 2001 a Universidade de São Paulo implantou sua Biblioteca Digital
de Teses e Dissertações (BDTD/USP), com o intuito de tornar mais fácil e eficiente o
acesso a essa parte tão importante de sua produção intelectual, aumentando a
visibilidade e a divulgação do conhecimento produzido na Instituição.
O Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc/USP) teve sua
primeira tese defendida em 1972, de acordo com as novas regras da pósgraduação. A partir de 2002, teses e dissertações defendidas no IGc/USP passaram
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a ser disponibilizadas, de forma parcial, na BDTD. Em 2012, através da iniciativa da
Direção do IGc/USP juntamente com a Direção do Serviço de Biblioteca e
Documentação (SBD) foi proposto um projeto de digitalização do acervo
retrospectivo de teses e dissertações do Instituto, e sua inclusão na BDTD/USP
visando disponibilizar a totalidade dos trabalhos defendidos no Instituto. Além deste,
outro objetivo a ser alcançado é o de preservar o documento impresso. Tal iniciativa
surgiu também como forma de comemorar os 40 anos de sua Pós-Graduação. A
intenção deste projeto é o de preservar o documento físico existente no acervo e,
principalmente, facilitar o acesso dos usuários à informação, além de aumentar a
visibilidade da produção acadêmica e do conhecimento produzido no IGc/USP.
A disponibilização da versão digital das dissertações e teses apresenta
benefícios tanto para a Instituição e para os autores das teses e dissertações,
quanto para os usuários das Bibliotecas Digitais. Os autores podem aumentar
exponencialmente a visibilidade de suas pesquisas. A Instituição tem o seu nome e
o conhecimento científico produzido levado a todas as partes do mundo, garantindo
assim que os resultados das pesquisas sejam disseminados na comunidade
acadêmica. Outra vantagem é a menor necessidade de manuseio do documento
físico, garantindo a preservação do original em papel.
Para os usuários, a possibilidade de acessar on-line em acesso aberto, a
qualquer momento o documento é sinônimo de autonomia, conforto e economia de
tempo. Além disso, é a garantia de que a Instituição retorne à sociedade os
investimentos destinados à pesquisa, garantindo a democratização da informação
que poderá servir para o nascimento de novas pesquisas.

1.2 OBJETIVO

Digitalizar as teses e dissertações defendidas no IGc/USP a partir de 1972 e
disponibilizá-las na BDTD/USP; aumentar a visibilidade e facilitar o acesso ao
conhecimento científico gerado pelo IGc/USP nos últimos 40 anos; e preservar o
documento físico em papel existente no acervo da Biblioteca.

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2 REVISÃO TEÓRICA

As Bibliotecas Digitais surgiram como forma de democratizar o acesso à
informação, permitindo a obtenção dos conteúdos por meio digital e disseminando a
informação, independentemente de barreiras geográficas ou classes sociais. Para os
autores, a biblioteca digital é uma oportunidade de divulgar seus trabalhos de
maneira rápida, aumentando a visibilidade dos mesmos. Para os usuários,
representa a facilidade e comodidade de acessarem os conteúdos sem a
necessidade de se locomoverem e sem perda de tempo. Para as Bibliotecas
representa a preservação do acervo físico, pois os exemplares em papel serão muito
menos manuseados.
Não existe ainda um conceito único e definitivo sobre Bibliotecas Digitais. De
acordo com a Digital Library Federation, as
“Bibliotecas Digitais são organizações que disponibilizam recursos
(humanos inclusive), para seleção, estruturação, interpretação,
distribuição e disponibilização de objetos digitais, e que devem zelar
por sua integridade/autenticidade, de forma que sejam acessíveis a
baixo custo para a comunidade”. (ROSSETO, 2008, p.104).

Para CUNHA (1999), as Bibliotecas Digitais possuem algumas características
próprias: acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador ligado a rede;
utilização simultânea do mesmo documento por duas ou mais pessoas; possui
coleções tradicionais em documentos impressos e também fora do seu ambiente
físico, como em outras bibliotecas e web sites; existência de documentos onde se
pode acessar não só a sua referencia bibliográfica, como também seu texto
completo; a biblioteca acessada não necessita ser proprietária do documento
solicitado; inclui todos os processos e serviços que fazem parte da estrutura de
bibliotecas; utilização de diversos suportes de registro de informação (som, imagem,
vídeo); requer habilidades de bibliotecários e analistas de sistema para serem
realizadas.
Através das bibliotecas digitais, os dados de pesquisa agora podem ser
acessados em escala planetária pelos pesquisadores interessados, tornando-se um
centro de pesquisas sem paredes, onde pesquisadores interagem eletronicamente
no desenvolvimento de projetos inovadores. (SAYÃO, 2008, p.11)
A Universidade de São Paulo (USP) implantou em junho de 2001 a sua
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações para disponibilizar na Internet o
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conhecimento produzido pelos trabalhos defendidos na Universidade de São Paulo,
possibilitando que as comunidades brasileira e internacional tivessem em mãos a
versão digital completa das teses e dissertações.
A BDTD/USP é uma das Bibliotecas parceiras da Biblioteca Digital Brasileira
de Teses e Dissertações, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia (IBICT) do Ministério da Ciência e Tecnologia, e está
associada a uma iniciativa global reconhecida pela UNESCO, a Networked Digital
Library of

Theses and

Dissertations

(NDLTD), assegurando

assim maior

confiabilidade e abrangência.
Atualmente a BDTD/USP disponibiliza em acesso aberto 21.970 dissertações
de mestrados, 14.437 teses de doutorado e 220 teses de livre-docência, totalizando
36.627 arquivos digitais de teses e dissertações.
As teses defendidas no Instituto de Geociências da Universidade de São
Paulo desde 1972 até os dias atuais são aproximadamente 1020. Dessas, apenas
212 estão na BDTD/USP, evidenciando assim a necessidade de um grande trabalho
de conscientização dos autores para que autorizem a digitalização destas teses e
dissertações para disponibilização em acesso aberto, aumentando a visibilidade dos
mesmos.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A implantação e coordenação deste Projeto são de responsabilidade do
Serviço de Biblioteca e Documentação do IGc/USP (SBD/IGc/USP) e sua equipe. A
Seção de Informática do Instituto é responsável pela concepção técnica e suporte. A
equipe é completada pelo Setor de Gráfica do Instituto que ficará responsável pela
desencadernação, digitalização e reencadernação dos volumes em papel e pela
Seção de Pós Graduação, responsável pela informação sobre as teses e
dissertações defendidas no Instituto e dados pessoais dos autores.
Para o andamento deste projeto foi preciso estabelecer um fluxo de
procedimentos que pudesse garantir que nenhum passo fosse esquecido antes da
disponibilização das teses e dissertações na BDTD/USP.
O primeiro passo foi obter junto a Seção de Pós-Graduação do Instituto uma
relação de todas as teses e dissertações defendidas.
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O segundo passo foi localizar os autores e solicitar a autorização para
digitalização das teses não presentes ou anteriores a BDTD/USP para que estas
sejam disponibilizadas em acesso aberto. Para isso estão sendo realizadas
pesquisas no Currículo Lattes, Banco de egressos da Pós-Graduação do Instituto e
por fim, buscas no Google e em Redes Sociais de modo a tornar viável a localização
do maior número de pessoas. Após a localização dos autores, é enviada uma
mensagem contendo uma explicação do projeto de digitalização e seus benefícios
para o autor, para o Instituto e para os usuários. Em anexo, nessa mensagem, é
enviado o link do termo de autorização que deverá ser preenchido e assinado pelo
autor e enviado para o SBD/IGc/USP. As teses as quais não for possível à obtenção
da autorização dos autores, serão incluídas no repositório local com embargo do
texto completo. Para essas teses o acesso ao conteúdo digital será possível apenas
nos computadores da Biblioteca do IGc/USP mediante solicitação a um funcionário.
A partir de então se separam as teses e dissertações do acervo da Biblioteca
(versão original em papel) que serão encaminhadas para a Gráfica do IGc/USP onde
são desencadernadas, digitalizadas em scanner de alta resolução com conversão do
texto em OCR do Adobe Acrobat Writer e posteriormente reencadernadas.
A equipe de informática do Instituto criou uma Pasta Compartilhada na
Intranet do IGc/USP com o intuito de facilitar a transmissão do arquivo digital
produzido na Seção de Gráfica para a equipe do SBD/IGc/USP.
À equipe da Biblioteca cabe a conferência da Tese (física) reencadernada
após a verificação e organização do arquivo digital, conferência dos resumos e
abstracts em Optical Character Recognition (OCR), upload dos arquivos, checagem
e liberação dos arquivos na rede. Para as teses que possuem mapas em anexo,
esses já foram digitalizados em projeto anterior com finalidade de preservação e os
arquivos estão arquivados na Intranet do Instituto de onde são capturados para
submissão.
Concluído

esse

processo

é

feita

a

submissão

na

BDTD/USP

http://pandora.cisc.usp.br, onde são inseridos os arquivos digitais das teses
previamente conferidos e então são preenchidos todos os metadados padronizados
pela BDTD/USP. Depois desta etapa é feita a revisão da submissão e finalmente, a
tese digital é disponibilizada em acesso aberto. Para os alunos que ingressaram na
Pós-Graduação antes de 1980, a Seção de Pós-Graduação do Instituto deve
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proceder a seu cadastramento no Sistema Corporativo da Pós-Graduação de modo
a permitir a submissão da tese digital na BDTD/USP.
O texto das teses é digitalizado numa multifuncional digital ligada a um
microcomputador. Com vistas à preservação, a resolução adotada é de 300 dpi e o
padrão de cores 24-bit RGB color. O formato usado para a disponibilização dos
arquivos em texto completo foi o PDF (Portable Document Format).
O Backup das teses digitalizadas será realizado em sistema de storage,
composto de 16 HDs de 2TB cada, não exclusivos para este sistema. Os textos das
teses e os mapas serão arquivados em formato PDF.
Os mapas já foram digitalizados anteriormente em equipamento HP Designjet
815mfp, que pode copiar, digitalizar e imprimir documentos em grandes formatos em
cores e em preto e branco. Para este trabalho de digitalização o equipamento
trabalha com o sistema de alimentação via rolo onde apenas folhas soltas podem
passar pelo mesmo. As imagens foram criadas no formato JPEG a 70% de
qualidade com a resolução ajustada pra 200 dpi e padrão de cores 24-bit RGB color.
Para folhas de tamanho próximo ao padrão A1 (594mm x 841mm) os arquivos
gerados possuem tamanho próximo a 10MB.
Os equipamentos utilizados para realizar a digitalização:
Scanners: 2 multifuncionais digitais Cannon Image Runner 3235i (para
digitalização de folhas soltas); HP Designjet 815 mfp (para digitalização de mapas
em cores ou preto e branco) – Este equipamento tem acoplado um computador com
tela sensível ao toque, com processador Pentium IV, 768 MB de memória RAM e
utiliza software proprietário da HP que acompanha o equipamento.
Microcomputadores: 3 Intel Core i3-2120 3.30GHz Memoria Ram 8GB
Recursos Humanos: 3 Bibliotecárias; 1 Analista de Sistema; 2 Técnicos de
Documentação e Informação; 1 Auxiliar de Documentação e Informação; 2 Técnicos
de Gráfica.
Foi estabelecido três critérios para digitalizar as Teses e Dissertações
retrospectivas:
1. Docentes do IGc/USP;
2. Egressos da Pós-Graduação do IGc/USP, com autorização;
3. Egressos da Pós-Graduação do IGc/USP, sem autorização.

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Limitações e Restrições: Falta de dados cadastrados no Sistema
corporativo dos egressos da Pós-Graduação da USP (Sistema Fênix). Ex-alunos
anteriores a 1980 tem que ser manualmente cadastrados neste programa. Tal
entrave gera morosidade no processo de submissão das Teses e Dissertações.
Autorizações dos ex-alunos: A dificuldade na localização dos ex-alunos e
obtenção de autorização para disponibilizar as Teses e Dissertações na BDTD/USP
pode atrapalhar o cronograma do projeto e inviabilizar a disponibilização de muitos
arquivos digitais em acesso aberto.
Marketing
A iniciativa de marketing a seguir mencionada tem por objetivo introduzir no
IGc/USP a cultura da publicação digital. Este projeto demanda a realização de ações
junto aos pesquisadores

para

esclarecer e

evidenciar as vantagens da

disponibilização dos trabalhos em acesso aberto tanto para o pesquisador quanto
para os usuários.
Devido ao fato deste projeto já estar sendo implementado desde agosto de
2012, algumas ações já foram realizadas, enquanto outras estão no cronograma,
tendo sido idealizadas com a intenção de sanar dificuldades encontradas ao longo
do processo.
Sendo assim, num primeiro momento, foi realizada a divulgação do projeto e
da importância da disponibilização das teses e dissertações em acesso aberto. Esta
divulgação foi feita por mensagem (e-mail) e via redes sociais (facebook e twitter da
Biblioteca) e direcionada aos docentes da casa (aposentados e na ativa) e também
a ex-alunos da Pós-Graduação. É importante salientar que esta mensagem explica
que a iniciativa é Institucional e vem sendo realizada também como forma de
comemorar os 40 anos da defesa da primeira tese no Instituto.
Num segundo momento os esforços foram concentrados na participação dos
Bibliotecários do SBD/IGc/USP no 46° Congresso Brasileiro de Geologia, em
Santos, com o intuito de reencontrar os ex-alunos da Pós-Graduação do IGc/USP e
divulgar pessoalmente a eles o projeto de digitalização das teses e dissertações
além de obter autorização para liberação das Teses e Dissertações em acesso
aberto.
O terceiro passo é a atualização constante das redes sociais (facebook e
twitter da Biblioteca e do Instituto de Geociências da USP) a cada 15 dias, onde a
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mensagem-convite do Projeto de Digitalização é postada novamente, com a
intenção de que os ex-alunos contatem a Biblioteca para autorizarem a
disponibilização de sua tese.
O

quarto

passo

consiste

numa

formação

de

Equipe

de

Convencimento/Empreitada de esforços, onde para sanar a questão das dificuldades
encontradas para conseguir as autorizações dos ex-alunos, será realizado um
levantamento das Instituições que empregam um grande número de ex-alunos da
Pós-Graduação e será agendada uma visita com o objetivo de obter um maior
número de autorizações para disponibilização das teses na BDTD/USP.
Por

fim,

será

realizada

a

divulgação

da

bibliometria

das

teses

disponibilizadas, através de gráficos de quantidades de acessos, de downloads e do
número de submissões, com o intuito de aumentar a atenção sobre a Biblioteca de
Teses Digitais e a visibilidade da pesquisa dos autores. Os dados estatísticos serão
obtidos na página da BDTD/USP.

4 RESULTADOS
Após três meses do início do projeto alguns resultados já foram obtidos.
A lista das teses e dissertações defendidas no IGc/USP entregue pela Seção
de Pós-Graduação conta com aproximadamente 1020 títulos. Destes, apenas 212
estão disponíveis na BDTD/USP, o que nos dá a dimensão do trabalho a ser
enfrentado: cerca de 810 teses e dissertações devem ser digitalizadas e
disponibilizadas em acesso aberto. Até o final deste trabalho, temos cerca de 60
teses digitalizadas e conferidas e 21 disponibilizadas na BDTD/USP.
Após a disponibilização na BDTD/USP foi realizada estatística de acesso dos
trabalhos, conforme demonstrado no Quadro 1 – Dados estatísticos da BDTD/USP.
Foram obtidas autorizações de disponibilização em acesso aberto de todas as
teses defendidas na Instituição pelos docentes da casa e também pelos funcionários
do IGc/USP.

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Quadro 1 - Dados estatísticos da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Títulos

Data de
Disponibilização

Acessos

Downloads

Facies e evolução paleogeográfica do
Subgrupo Itararé/Grupo Aquidauana
(Neopaleozoico) na Bacia do Paraná, Brasil

28/09/2012

1214

1077

Mineralogia e geologia dos depósitos de rubi
e safira da região de Barra Velha, Santa
Catarina

25/10/2012

250

85

Petrologia do maciço alcalino no Banhadão,
PR.

29/10/2012

167

87

Geologia e petrologia do maciço
monzodioritico-monzonitico de Piracaia-SP

28/09/2012

149

27

Considerações preliminares sobre a geologia
do batolito da baixa-verde - Pernanbuco

26/09/2012

121

36

Síntese geocronologica do estado da Bahia e
evolução crustal, com base no diagrama de
evolução do ’SR’ e razões iniciais ’SR
POT.87’/’SR POT.86’.

25/10/2012

191

103

Fonte: BDTD/USP - http://www.teses.usp.br/

Espera-se conseguir todas as autorizações para possibilitar a disponibilização
de todas as teses e dissertações defendidas no IGc/USP até agosto de 2013.

5 CONCLUSÕES

A disponibilização em acesso aberto das teses e dissertações aumenta a
visibilidade das pesquisas produzidas pela Pós-Graduação do Instituto de
Geociências, haja visto o resultado apresentado no Quadro 1 – Dados estatísticos
da BDTD/USP.
Dificuldades na aquisição de autorizações para liberação em acesso aberto
devem motivar ações proativas de modo a possibilitar que a totalidade de teses e
dissertações esteja disponível na BDTD/USP.
Questões inesperadas como a morosidade na liberação de senhas para
cadastramento na BDTD/USP e dependência de outros setores como a PósGraduação para cadastrar ex-alunos no Sistema Fênix, devem ser consideradas em
cronogramas, pois acabam atrasando a realização do projeto.
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Novas comparações estatísticas podem trazer dados interessantes a serem
analisados e divulgados no futuro próximo.
A intenção é que todas as teses defendidas no IGc/USP estejam digitalizadas
até agosto de 2013, e aquelas cujas autorizações forem obtidas, estejam disponíveis
na BDTD/USP nesta mesma data. Para aquelas teses as quais não obtiverem
autorização de disponibilização em acesso aberto, os arquivos digitais estarão
disponíveis no repositório interno, com embargo, podendo ser visualizadas apenas
na Biblioteca do IGc/USP mediante solicitação a um funcionário. Neste último caso,
continuaremos em busca das autorizações para que consigamos num futuro próximo
disponibilizar a totalidade das Teses e Dissertações em acesso aberto.

REFERÊNCIAS
CUNHA, M. B.; McCARTHY, C. Estado atual das bibliotecas digitais no Brasil. In:
MARCONDES, C. H. et al. (Org.). Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2. ed.
Brasília: IBICT, 2006, p. 25-54. Disponível em:
&lt;http://repositorio.bce.unb.br/handle/10482/1426&gt;. Acesso em: 8 nov. 2012.
MASIERO, P.C. et al. A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade
de São Paulo. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 3, 2001. Disponível em:
&lt;http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19652001000300005&gt;. Acesso em: 8 nov. 2012.
ROSSETO, M. Bibliotecas digitais: cenário e perspectivas. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.4, n.1, p.101-130,
2008. Disponível em: &lt;http://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/101/92&gt;. Acesso em:
8 nov. 2012.
SAYÃO, L. F. Afinal, o que é biblioteca digital? Revista USP, São Paulo, n. 80,
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&lt;http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010399892009000100002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 8 nov. 2012.
SPONCHIADO, R. A.; VICENTE, V. S. Biblioteca digital de teses e dissertações do
Instituto de Física Gleb Wataghin – UNICAMP: relato de experiência. In: SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas, p.1-6.
Disponível em: &lt;http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=8263&gt;.
Acesso em: 8 nov. 2012.

10

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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto de Geociências da USP: acervo retrospectivo </text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Teresa Beatriz Nunes Guimarães</text>
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              <text>Hellen Cristina Damaso</text>
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              <text>Érica Beatriz Pinto Moreschi de Oliveira</text>
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              <text>Sonia Regina Yole Guerra</text>
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              <text>Fabiola Ferreira</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Para comemorar os 40 anos da defesa da primeira tese do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo foi proposto este projeto de digitalização e disponibilização em acesso aberto do acervo retrospectivo das teses e dissertações, para completar a coleção já incluída na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade. O objetivo é aumentar a visibilidade do conhecimento produzido no Instituto, facilitar a disseminação deste conhecimento, além de preservar os originais em papel existentes no acervo da Biblioteca. Tal projeto vem sendo implantado sob a responsabilidade da Equipe do Serviço de Biblioteca e Documentação do IGc/USP juntamente com os Setores de Gráfica, Pós-Graduação e Informática da Unidade. Estabeleceu-se um fluxo de procedimentos e um cronograma de atividades de modo a viabilizar questões como a divulgação do projeto, obtenção de autorização dos autores para disponibilização em acesso aberto, a digitalização das teses originais em papel, sua verificação e finalmente, a submissão, revisão e disponibilização dos arquivos digitais na BDTD/USP. Após três meses do início do projeto, alguns resultados já foram obtidos. Conseguiram-se autorizações de todas as teses defendidas por docentes e funcionários da casa, e tantas outras de ex-alunos. Cerca de 60 teses já foram digitalizadas e conferidas e 21 já estão disponíveis em acesso aberto na BDTD/USP. Através de dados estatísticos levantados em um mês após a liberação de algumas teses digitais em acesso aberto, já foi possível evidenciar o quanto foi aumentada a visibilidade das pesquisas desenvolvidas na Instituição. </text>
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      <name>cbbd2013</name>
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