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                  <text>Digitalizar para preservar e difundir: Estudo de Caso do Acervo de
Obras Raras da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde COC/Fiocruz

Manoel Silva Barata (FIOCRUZ) - msbarata@coc.fiocruz.br
Eliane Monteiro de Santana Dias (Fiocruz) - edias323@gmail.com
Aline Gonçalves da Silva (FIOCRUZ) - linegonsi@yahoo.com.br
Resumo:
Este trabalho apresenta um relato de experiência das etapas do projeto de
digitalização de obras raras da Biblioteca de História das Ciências da Saúde –Biblioteca
pertencente à Casa de Oswaldo Cruz (COC), Unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),
apresenta um panorama do estado atual da preservação do acervo da biblioteca, assim como
elucida alguns conceitos relacionados à seleção
de obras raras, captação de recursos para preservação de acervos, aspectos da digitalização e
sobre a preservação de acervos.
Palavras-chave: Tecnologias da informação. Digitalização. Obras Raras. Preservação Digital
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Digitalizar para preservar e difundir: Estudo de Caso do Acervo de Obras
Raras da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde – COC/Fiocruz
Resumo:
Este trabalho apresenta um relato de experiência das etapas do projeto de
digitalização de obras raras da Biblioteca de História das Ciências da Saúde –
Biblioteca pertencente à Casa de Oswaldo Cruz (COC), Unidade da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresenta um panorama do estado atual da preservação do
acervo da biblioteca, assim como elucida alguns conceitos relacionados à seleção
de obras raras, captação de recursos para preservação de acervos, aspectos da
digitalização e sobre a preservação de acervos.
Palavras-chave: Tecnologias
Preservação Digital.

da

informação.

Digitalização.

Obras

Raras.

Área Temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho apresenta uma experiência sobre as etapas do projeto
em andamento de digitalização de um dentre os diversos acervos contemplados pelo
Projeto Complexo de Preservação e Difusão dos Acervos Científicos da Fiocruz. O
Acervo de Obras Raras da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde,
pertencente à Casa de Oswaldo Cruz (COC), Unidade da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz). No organograma institucional a Biblioteca é um Serviço da Casa de
Oswaldo Cruz que iniciou suas atividades em 1991, quando uma coleção
bibliográfica especializada na área das Ciências Biomédicas, foi a ela encaminhada
pela, então, Biblioteca de Manguinhos. Na medida em que o setor desenvolveu
atividades de captação de conjuntos documentais, novas coleções bibliográficas
agregaram-se a esse acervo inicial, buscando-se sempre a constituição de um
acervo que reunisse obras clássicas nos campos das ciências biomédicas e da
saúde

pública,

assim

como

materiais

representativos

da

produção

dos

conhecimentos nestas áreas e aqueles que reflitam a produção recente dos campos
de atuação da Unidade.
Este projeto de digitalização que visa à preservação e difusão do
conhecimento já passou pela etapa de captação de recursos, pela revisão das
necessidades institucionais, pela seleção e listagem de algumas obras raras para
serem digitalizadas e neste momento estamos trabalhando através do Grupo de
Trabalho (GT) do Projeto BNDES - Fiocruz, tendo representantes das Unidades:

�COC – Casa de Oswaldo Cruz; ICICT – Instituto de Comunicação e Informação
Científica e Tecnológica em Saúde e o IOC – Instituto Oswaldo Cruz, todos unindo
forças na busca pelo melhor custo benefício dentre as diferentes maneiras para a
execução do serviço de digitalização e preservação de seus acervos.
2 CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA PRESERVAÇÃO DE ACERVOS
A verba institucional na maioria das instituições públicas é escassa, neste
sentido, uma das alternativas encontradas é a busca por Agências de Fomento, pois
desta forma se torna possível à realização de projetos de melhorias nos acervos,
que antes se tornariam improváveis, pois “cada estratégia técnica de preservação e
de acesso implica diferentes custos e cronogramas. A preservação digital requer
recursos disponíveis permanentemente que começam a se delinear no momento da
criação do recurso”.(ARELLANO, 2004, p. 22).
Através do Projeto desenvolvido pela Fiocruz junto ao Banco Nacional de
Desenvolvimento – Edital BNDES Programa de Preservação de Acervos 2010/2011,
intitulado Projeto Complexo de Preservação e Difusão dos Acervos Científicos da
Fiocruz, foi destinado uma parte dos recursos para o projeto de digitalização de
obras raras da Biblioteca. A colaboração financeira deste edital BNDES se
concentrará em uma ou mais das seguintes ações: catalogação, higienização /
acondicionamento, restauração, gerenciamento ambiental, instalação de sistemas de
segurança, infraestrutura, e visitação. Sendo que os valores serão limitados por
operação, respeitando a classificação para Projeto Individual ou Projeto Âncora. O
Projeto Individual tem sua proposta focada em um único acervo. Já o Projeto Âncora
busca replicar o apoio em diversos pontos de uma rede de ação ou em acervos
independentes aglutinados por algum elemento comum (temática, proximidade
geográfica, necessidade de ações comuns, etc).
A modalidade de inscrição na qual a Fiocruz foi contemplada neste edital, foi
à modalidade Projeto Âncora, isto pela própria história da Fiocruz, em que agrega
diversas unidades com papéis sociais diferenciados, porém integrados pela mesma
missão de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados
para o fortalecimento e consolidação do Sistema Único de Saúde e que contribuam
para melhoria da saúde e da qualidade de vida da população brasileira, para a
redução das desigualdades sociais e para a dinâmica nacional de inovação, tendo a

2

�defesa do direito à saúde e da cidadania ampla como valores centrais.
3 CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DAS OBRAS RARAS
Cada Instituição que passa pela necessidade de preservar e difundir as obras
raras existentes em suas bibliotecas acaba por desenvolver políticas e/ou
procedimentos internos que possibilitem uma identificação padronizada de suas
coleções, pois conforme observa Rodrigues,
Atualmente não existe uma política nacional que oriente a
identificação e qualificação de acervos raros. Cada instituição,
particularmente, elabora seus próprios procedimentos, relacionando
critérios, muitas vezes baseados na experiência de outras
instituições. (RODRIGUES, 2006, p. 1)

Desta forma, a Biblioteca de História das Ciências e da Saúde, além de
análise da literatura e de adaptação às suas necessidades, segue as definições
adotadas pela Fiocruz para inventariar as suas obras raras segundo os seguintes
critérios:
a) Obras publicadas até o século XVIII (o fator data impõe-se naturalmente);
b) Obras publicadas no Brasil no século XIX (período-marco, em face da
instalação da tipografia no Brasil em 1808);
c) Livros com estampas originais (ilustrações de artistas de renome ou dos
próprios autores);
d) Trabalhos que sejam marcos para o progresso da Ciência (como as
edições antigas História Natural de Linné, primeiro a criar um sistema
internacional de nomenclatura zoológica e botânica);
e) Trabalhos que sejam marcos na História Científica do Brasil (como Flora
Brasiliensis, de Von Martius);
f) Obras esgotadas;
g) Livros de valor científico editados até o final do século XIX;
h) Edições clandestinas;
i) Edições especiais (define-se por si e são importantes porque são restritas
em sua destinação);
j) Com dedicatória manuscrita dos autores e/ou personalidades de renome;
k) Autografados pelo(s) autor(s);

3

�l) Com marcas de propriedade (assinaturas, Ex-libris, carimbos, brasões
etc.);
Dentro destes critérios foi selecionado o quantitativo de obras previsto para a
digitalização com a verba destinada pelo projeto desenvolvido pela Fiocruz junto ao
Banco Nacional de Desenvolvimento – Edital BNDES - Programa de Preservação de
Acervos 2010/2011, intitulado Projeto Complexo de Preservação e Difusão dos
Acervos Científicos da Fiocruz.
4 ASPECTOS RELACIONADOS À DIGITALIZAÇÃO E A PRESERVAÇÃO
DIGITAL
No mundo digital a preservação se torna mais complexa, pois objetos digitais
podem ser divididos em diversos aspectos. Portanto, se torna imprescindível que
seja definido no projeto de digitalização quais aspectos de cada documento
digitalizado serão preservados, sendo importante que o maior número de aspectos
possíveis resista ao passar do tempo, pois como observa Nascimento,
Ao iniciar o desenvolvimento e planejamento do processo de
digitalização, é importantíssimo que você conheça o seu público alvo.
Esta informação influenciará muita de suas decisões tais como: os
itens que serão digitalizados, a tecnologia que será utilizada, os
mecanismos para acesso, e a forma de apresentação do material
para os usuários (NASCIMENTO et. al. 2006, p.13 apud
GREENHALGH, 2011, p. 3)

Em qualquer projeto de digitalização de obras raras existe a necessidade de
que haja a garantia da integridade, autenticidade do conteúdo do documento original
e a atualização constante dos suportes de leitura para o documento digitalizado.
Dentre os vários aspectos a serem observados na preservação de uma obra rara
como objetos digitais diferentemente de sua versão original impressa, Marcondes e
Sayão destacam:
Fixar os limites do objeto – um livro é um livro, mas qual é o limite
de um objeto digital?
Preservar a cadeia de bits – é a presença física, formada por
séries de “0”s e “1”s
Preservar o conteúdo - capacidade de acessar o conteúdo no seu
nível mais baixo tal como um texto ASCII
Preservar a apresentação - forma, layout, fontes, tamanho,
margens, colunas, cores, paginação... em muitos casos está
especificado separadamente – folha de estilo

4

�Preservar as funcionalidades - componentes multimídia, conteúdo
dinâmico, interoperabilidade, busca
Preservar a autenticidade - verificar se o documento é o que diz
ser, se as transformações preservaram a sua forma original; se
sofreu mudanças não autorizadas
Localizar e referenciar ao longo do tempo - nomear e referenciar
um objeto digital de forma a distingui-lo de outras versões, cópias e
edições
Preservar a proveniência - origem e cadeia de custódia confirmam
a autenticidade e a integridade
Preservar o contexto - objetos digitais são também definidos por
suas dependências a hardware, software, modo de distribuição e
links com outros objetos

(MARCONDES, 2012, p. 16)

Existem propriedades significativas no objeto digital, que se encerram no fato
de que, quanto maior for à qualidade requerida para o objeto digitalizado, maior será
à necessidade de estrutura de hardware, software, equipamentos e profissionais
capacitados para realizar o processo de digitalização, assim como a sua posterior
preservação. Portanto, é necessário que esteja previsto nos projetos para
digitalização de acervos, recurso financeiro tanto para pessoal, como para
equipamentos eficientes de digitalização e armazenamento para os documentos
digitais.
5 HORA DA DECISÃO EQUIPE DE DIGITALIZAÇÃO INSTITUCIONAL x
TERCEIRIZAÇÃO
A instituição mantenedora do acervo tem a opção de se capacitar para
realizar a digitalização. Considerando Greenhalgh (2011) quando mencionam os
cuidados que se deve ter com a obra rara ao digitalizar, o uso do scanner adequado
é importante para que as propriedades físicas da obra não sejam perdidas durante o
processo. Dessa forma é equivocado pensar, em primeira instância, em aproveitar
os recursos próprios com a intenção de minimizar os custos com a digitalização, já
que necessidades pontuais requerem soluções específicas.
A capacitação da equipe institucional em relação à aplicação das técnicas
para digitalizar demanda a contratação de pelo menos um profissional que tenha
habilidade para ensinar-lhes as técnicas ou fazer com que todos os envolvidos, ou
parte deles, participem de cursos ou treinamentos, pois como afirma Arellano (2004,
p. 22), “em qualquer estratégia de preservação está à necessidade de contratação e

5

�de capacitação de pessoal. Se não houver nenhum plano administrativo que cubra
esses itens, nenhuma manutenção de acervos em longo prazo será bem-sucedida.”
Outra possibilidade é a terceirização do serviço. Sua vantagem está na
garantia de que o documento estará sendo tratado por especialistas utilizando
técnicas e recursos que, talvez, a instituição não possua em níveis desejáveis para a
preservação. Cabe a instituição a responsabilidade de avaliar em seus fóruns de
discursão apropriados, qual será o melhor caminho a seguir dentre as opções
existentes para a realização dos serviços de digitalização, assim como a guarda, a
preservação e a difusão dos objetos digitais autênticos originários das obras físicas
impressas em papel, que também continuarão sendo preservadas, tendo em vista
que segundo a recomendação de Greenhalgh,
A digitalização deve ser vista como forma de preservação do material
e não como meio de descarte dos originais. As atividades como
higienização, conservação e controle do ambiente e equipamentos
devem ser colocadas como primárias no setor. Ou seja, a
digitalização, ao invés de dispensar o acervo de cuidados mais
criteriosos, exige um reforço na preservação do mesmo

(GREENHALGH, 2011, p. 3).

Desta forma, além do projeto de digitalização do acervo de obras raras em
andamento na Biblioteca de História das Ciências e da Saúde, existem diversas
outras ações sendo realizadas, que fazem parte da Política de Preservação e
Gestão de Acervos Culturais da Casa de Oswaldo Cruz: a) a aplicação de
metodologia da conservação preventiva (desenvolver ações de prevenção contra
possíveis danos aos livros, além de conscientizar quanto ao correto manuseio e
utilização destes); b) o controle diário por aparelhos termohigrômetros da
temperatura e da umidade relativa do ar (TM 22º UR 50%); c) a manutenção dos
locais de acervo limpos e higienização dos itens bibliográficos; d) vistoria, análise e
descrição periódica de problemas encontrados (ex: lombada danificada, papel ácido,
papel quebradiço, páginas faltando pedaço, sem encadernação etc.); e) a aplicação
de soluções preventivas que mantenham a integridade dos livros (ex: faixa com a
localização, evitar o uso excessivo de carimbos etc.); f) a inclusão das obras
processadas na base de dados COC, permitindo a recuperação on-line de obras
raras e g) o acondicionamento da coleção em armários adequados para este acervo.
Neste sentido, constatamos que para se conseguir realizar um projeto de
digitalização de acervos, como parte da Política de Preservação de Acervos

6

�Institucional, se faz necessário que haja um debate interno e produtivo dentro da
instituição, onde seja garantida a presença de todos os atores envolvidos no
processo, levando em consideração o fato de que
O processo de digitalização de obras raras deve ser sempre bem
pensado e muito discutido, pois pode afetar a estrutura da coleção de
forma permanente, destruir algum material ou ter que realizar o
processo de digitalização por mais de uma vez, o que o acervo pode
não suportar. (GREENHALGH, 2011, p. 5).

O acompanhamento de todo o processo de digitalização deve ser muito
rigoroso, sendo o processo realizado por firma terceirizada ou mesmo pela equipe
institucional. É necessário que haja mecanismos de fiscalização durante a sua
execução, no intuito de analisar se o processo está sendo feito dentro do planejado,
com os equipamentos adequados em tempo hábil para que seja possível a imediata
correção de imperfeições, pois refazer um trabalho mal executado aumentará o
custo do projeto ou até mesmo impossibilitará a conclusão do mesmo.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após ter sido vivenciado diversas experiências no decorrer das etapas
anteriores do Projeto Complexo de Preservação e Difusão dos Acervos Científicos
da Fiocruz, chega o momento de definirmos o melhor caminho para a execução do
projeto de forma coletiva. Para tanto, na etapa atual do projeto, ocorre uma série de
reuniões na Casa de Oswaldo Cruz por intermédio do GT de Política de Preservação
e Gestão de Acervos Culturais e com representantes de todos os setores e
departamentos de outras Unidades envolvidos no GT do Projeto BNDES, onde se
discute de forma interdisciplinar sobre a melhor maneira de preservar as obras raras
que compõem o acervo da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde, assim
como os demais acervos da Fiocruz. O intuito principal destes encontros é de se
chegar a soluções em conjunto, sempre procurando que a partir das contribuições
técnicas, teóricas e projeções estatísticas apresentadas pelo grupo, se alcance
resultados mais embasados e coerentes com a realidade institucional, pois quando
estão presentes na execução de um projeto os recursos financeiros, o conhecimento
técnico necessário e a disponibilidade de profissionais das diversas áreas do
conhecimento, a chance do projeto ser bem sucedido é muito maior.

7

�Como resultado a ser alcançado pelo Projeto Complexo de Preservação e
Difusão dos Acervos Científicos da Fiocruz, financiado pelo BNDES, que além do
Acervo da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde, contemplou diversos
outros acervos de natureza distintas na Fiocruz pretende-se unificar em torno da
digitalização e preservação dos acervos e criar a possibilidade da busca unificada
em vários acervos de diferentes tipologias que hoje se encontram isolados pelas
Unidades da Fiocruz, ou seja, será possível a partir de uma única busca,
acessarmos simultaneamente objetos digitais de informação na área das Ciências e
da Saúde, como livros raros, fundos arquivísticos, peças de museu ou até mesmo
imagens em 3D de bactérias, fungos etc. As diferentes tipologias de acervos
digitalizados serão reunidas e integrarão um único conjunto informacional
disponibilizado na Internet, contemplando dentre outros acervos, o acervo
bibliográfico de obras raras, acervo arquivístico, acervo museológico e as coleções
biológicas, formadas pela coleção entomológica, coleções microbiológicas (de
fungos, bactérias e protozoários) e zoológicas (de helmintos e moluscos, entre
outros). Hoje temos como uma referência similar a Plataforma Corisco da Biblioteca
Digital Brasiliana – Universidade de São Paulo (USP), sendo que no caso dos
acervos da Fiocruz o escopo será na área das Ciências e da Saúde.

8

�REFERÊNCIAS
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9

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10

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              <text>Manoel Silva Barata</text>
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              <text>Eliane Monteiro de Santana Dias</text>
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              <text>Aline Gonçalves da Silva</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho apresenta um relato de experiência das etapas do projeto dedigitalização de obras raras da Biblioteca de História das Ciências da Saúde –Biblioteca pertencente à Casa de Oswaldo Cruz (COC), Unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresenta um panorama do estado atual da preservação do acervo da biblioteca, assim como elucida alguns conceitos relacionados à seleçãode obras raras, captação de recursos para preservação de acervos, aspectos da digitalização e sobre a preservação de acervos.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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