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                  <text>Rotinas ao alcance de todos: a criação do manual de
processamento técnico na Universidade Federal de Ouro Preto
(UFOP)

Renata Ferreira Santos (UFOP) - renataferreira@sisbin.ufop.br
Sione Galvão Rodrigues (UFOP) - sione@sisbin.ufop.br
Maristela Sanches Lima Mesquita (UFOP) - mesquita@sisbin.ufop.br
Sônia Marcelino (UFOP) - sonia@sisbin.ufop.br
Luciana Matias Felício Soares (UFOP) - lucianamatiasfs@sisbin.ufop.br
Resumo:
Este trabalho apresenta a experiência do Grupo de Catalogação do Sistema de Bibliotecas e
Informação da Universidade Federal de Ouro Preto (GC/SISBIN/UFOP) na elaboração e
aplicação do manual de rotinas de processamento técnico, com o objetivo de facilitar o
treinamento de funcionários e padronizar as atividades de pré-catalogação nas bibliotecas
setoriais, mas principalmente criar uma nova cultura organizacional baseada no
compartilhamento de normas e processos através das tecnologias de informação.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Catalogação. Processamento Técnico. Manual.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Rotinas ao alcance de todos: a criação do manual de processamento técnico
na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

Resumo:
Este trabalho apresenta a experiência do Grupo de Catalogação do Sistema de
Bibliotecas e Informação da Universidade Federal de Ouro Preto (GC/SISBIN/UFOP)
na elaboração e aplicação do manual de rotinas de processamento técnico, com o
objetivo de facilitar o treinamento de funcionários e padronizar as atividades de précatalogação nas bibliotecas setoriais, mas principalmente criar uma nova cultura
organizacional baseada no compartilhamento de normas e processos através das
tecnologias de informação.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Catalogação. Processamento Técnico.
Manual.
Área Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO

A catalogação é uma atividade intelectual inerente ao bibliotecário que visa
criar mapas de localização para as obras da biblioteca. O catálogo deve constituir
um caminho rápido e seguro para o usuário, mas também um ponto de referência
para outros bibliotecários que precisarem percorrê-lo em busca de informações. O
ato de catalogar precisa ser sistemático, seguir um mesmo itinerário, ater-se em
pontos comuns e manter padrões de qualidade. Em complexos sistemas de
informação, como as bibliotecas universitárias, este é o maior desafio entre
bibliotecários, especialmente em uma equipe de bibliotecários catalogadores, o de
garantir que vários profissionais com diferentes graus de experiência em descrição,
classificação e indexação, que lidam com diferentes áreas de conhecimento,
conduzam suas práticas em uma mesma linha de raciocínio.
Criado em 1993, o Sistema de Bibliotecas e Informação da Universidade
Federal de Ouro Preto (SISBIN/UFOP) atualmente é responsável pela gestão de
treze bibliotecas setoriais distribuídas em três campi instalados nas cidades de Ouro
Preto, Mariana e João Monlevade (MG), que reúnem acervos nas áreas de ciências

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humanas, sociais, exatas, biológicas e artes. As atividades de catalogação são
pulverizadas entre os bibliotecários e auxiliares lotados nas bibliotecas.
Contudo, a distância física entre esses profissionais criam desafios para o
gerenciamento das atividades de catalogação. Apesar das bibliotecas do SISBIN
adotarem o mesmo software para controle do acervo e integrar redes de
catalogação cooperativa, há dificuldades para troca de informações sobre as rotinas
de trabalho entre os bibliotecários, devido à ausência de documentos bem
consolidados, a exemplo de manuais administrativos e políticas internas, que
prevejam e orientem todas as ações.
Ao longo dos anos, o setor de Controle de Qualidade da Base estabeleceu
normas e treinamentos específicos para os bibliotecários de modo a assegurar o
padrão de entrada de dados e facilitar a pesquisa no catálogo. No entanto, tarefas
complementares do dia a dia também suscitavam dúvidas, especialmente àquelas
relativas ao processamento técnico, desenvolvidas por auxiliares de bibliotecas.
Essas questões somadas a outras demandas do Online Public Acess Catalog
(OPAC) resultaram na divisão do staff de bibliotecários em três grupos: catalogação,
circulação e normalização.
Neste trabalho apresentaremos a experiência do Grupo de Catalogação, no
processo de elaboração e divulgação do Manual de Rotinas de Processamento
Técnico do SISBIN, realizado entre 2011 e 2012.

2 JUSTIFICATIVA

A padronização dos serviços do processamento técnico em bibliotecas que
fazem parte de um mesmo sistema de informação é fundamental para manter a
organização do acervo e a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários.
Catalogação, classificação e indexação são atividades do processamento técnico,
que são mais bem realizadas com o uso manuais capazes de indicar aos
bibliotecários e auxiliares responsáveis quais os procedimentos devem ser seguidos
para que os padrões definidos pelo sistema sejam efetivamente implementados.
Maciel e Mendonça (2000) relatam aspectos que precisam ser observados no
processo de organização e disponibilização das coleções: escolha do esquema de
classificação, definição de qual instrumento de controle de vocabulário mais
adequado, estabelecimento das regras e códigos de catalogação, adoção de
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catalogação cooperativa, arranjo e organização dos catálogos, definição de software
mais adequado para tratamento e recuperação da informação e preparo físico do
material bibliográfico.
Estes aspectos irão definir ainda a natureza e a forma de execução das
atividades em unidades de informação, as quais precisam ser institucionalizadas e
padronizadas através do desenvolvimento de políticas internas e a criação de
manuais administrativos, também denominados manuais de serviços, atividades ou
rotinas. Segundo Walter, Eirão e Reis (2010, p. 23):

[...] a finalidade dos manuais de serviço é organizar e estruturar os
processos e ações para o desenvolvimento das atividades, visando à
garantia da qualidade e da uniformidade de tais atividades. Eles
compilam informações, normas de condutas e etapas a serem
percorridas para que os profissionais desempenhem suas funções.

No caso do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFOP a criação de
manuais de rotinas de catalogação fez-se necessária para auxiliar a Coordenadoria
Técnica do SISBIN e o setor de Qualidade da Base a resolver questões como o
treinamento de novos funcionários, o tratamento técnico de acervos de áreas
específicas, a participação em redes de catalogação cooperativa e as atualizações
periódicas do software adotado pela universidade para gestão das coleções
bibliográficas.
Sempre que o SISBIN recebe um novo bibliotecário ou auxiliar de biblioteca, é
necessário que, além de ser apresentado ao seu local de trabalho, aos seus colegas
e aos procedimentos administrativos, o mesmo passe por um treinamento técnico
para conhecer as rotinas definidas pela instituição. Na UFOP, essas orientações são
dadas pelo bibliotecário do setor de Controle de Qualidade da Base e a existência
de manuais de rotinas auxilia o treinamento dos novos servidores, preparando-os
para as demandas das bibliotecas onde serão lotados.
As bibliotecas setoriais do SISBIN atendem às unidades acadêmicas, por isso
possuem acervos específicos em cada área do conhecimento, que utilizam suportes
de informação distintos, como mapas e partituras. Diretrizes que orientem os
bibliotecários permitem que esses acervos sejam descritos e indexados com mais
objetividade, respeitando suas particularidades e melhorando a recuperação dos
dados.

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As redes de catalogação cooperativa auxiliam os catalogadores em suas
atividades, porque agilizam o trabalho e permitem que haja uma padronização não
apenas na instituição de origem, mas em todas as instituições participantes,
aumentando o intercâmbio entre elas para compartilhar produtos e serviços.
Atualmente, o Sistema de Bibliotecas da UFOP integra as seguintes redes de
cooperação: Consórcio Eletrônico de Bibliotecas da Biblioteca Nacional (BN), Rede
Bibliodata da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Catálogo Coletivo Nacional do
Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica (CCN/IBICT). Na Rede
Bibliodata, é possível copiar ou baixar registros bibliográficos, além de colaborar
enviando os registros catalogados pelo SISBIN. Portanto, as rotinas de catalogação
também devem abordar os procedimentos para catalogação cooperativa.
O convênio do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFOP com as redes
de cooperação colabora para o controle dos cabeçalhos de autoridade e assuntos.
Porém, os padrões internos para classificação do acervo, elaboração do número de
chamada, registro de itens e modos de arquivamento são decisões locais que
também determinam a qualidade da base, os quais precisavam ser registrados e
difundidos para apoiar as tarefas dos auxiliares de biblioteca.
Vale lembrar que as atualizações periódicas das versões do software
gerenciador das unidades de informação são importantes e fazem parte da rotina
dos profissionais que trabalham em bibliotecas. O SISBIN utiliza o software Virtua,
desenvolvido pela empresa norte-americana Visionary Tecnology of Library
Solutions (VTLS). Sempre que surge uma nova versão, é feita a atualização dos
módulos do sistema. Com isso, algumas funções e aplicativos são alterados ou
mesmo criados, exigindo orientação e treinamento de bibliotecários e auxiliares de
biblioteca.
Assim as rotinas de trabalho nas bibliotecas, sobretudo àquelas relativas ao
processamento técnico, além de serem criadas precisam ser constantemente
atualizadas. Walter, Eirão e Reis (2010, p. 32-33) esclarecem que:

[...] é interessante que o detalhamento das atividades permanentes,
como o tratamento técnico, esteja descrito em manuais de atividade,
revistos periodicamente. As razões que levaram a que uma atividade
fosse realizada de determinada maneira (...) devem ser registradas, a
fim de conservar a memória institucional e torná-la compreensível,
para as futuras gerações (...) contidas em algum documento

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normativo, de acesso público, ou em normas internas de circulação
restrita à equipe da unidade de informação.

3 HISTÓRICO

Em 1998, teve início o Projeto de Informatização do Sistema de Bibliotecas e
Informação da UFOP com o objetivo de integrar os serviços das bibliotecas setoriais
através da escolha de um banco de dados comum. A aquisição de um software
único despertou a necessidade de criação de grupos de estudos para configurar os
módulos, elaborar rotinas, padronizar ações para a inserção dos dados na base e
oferecer treinamentos aos funcionários. Estes grupos foram formados de acordo
com a afinidade e o conhecimento prévio dos bibliotecários nas funções de um
sistema de informação para bibliotecas, a exemplo do Grupo de Catalogação (GC).
Todos os grupos contaram com o apoio das Coordenadorias Técnica e Executiva do
SISBIN, para que os documentos gerados fossem legalmente reconhecidos e
utilizados por todos bibliotecários e auxiliares de bibliotecas.
Dois anos depois, foi lançado o Sistema Integrado do SISBIN, utilizando o
software VTLS Classic da empresa norte-americana Virginia Tec. Entre 2005 e
2010, o sistema passou por várias atualizações. A cada mudança do software o GC
era convocado pelas Coordenadorias do SISBIN, que indicavam os membros para
efetuar as configurações do módulo de catalogação.
Em 2011, a nova Coordenadoria Executiva do SISBIN solicitou o retorno das
atividades dos grupos de trabalho de bibliotecários, especialmente para melhorar a
interface do OPAC e configurar a nova versão do software Virtua 2010.4.1, recémadquirida pela universidade, de modo a solucionar as falhas na padronização e
atualização para a entrada de dados, devido às migrações anteriores e às
incorreções na base.
Dessa vez a nova composição do GC foi definida de forma voluntária a partir
do interesse dos bibliotecários por questões específicas de catalogação, que reuniu
os profissionais lotados na Coordenação Técnica, responsável pela gestão do
software, no setor de Controle de Qualidade da Base, e em três bibliotecas setoriais
(Obras Raras, Escola de Minas e Instituto de Ciências Humanas e Sociais).

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4 MATERIAIS E MÉTODOS

A princípio, optou-se por reuniões semanais nas quais as tarefas eram
distribuídas e as responsabilidades definidas a cada membro, para posterior analise,
discussão e avaliação. Todo trabalho foi registrado em atas para que as decisões
estivessem documentadas e justificadas, além de servir como registro formal das
ações executadas no período e fonte de consulta para os demais bibliotecários do
SISBIN.
Após a configuração dos parâmetros básicos do sistema, a prioridade tornouse a elaboração de um manual de catalogação, para assegurar a qualidade da base,
aprimorar os mecanismos de buscas e gerar relatórios mais completos. Para isso,
buscaram-se todas as rotinas de catalogação elaboradas desde 2000 e os
documentos correlatos.
Notou-se que as rotinas estavam dispersas e obsoletas devido às mudanças
de tecnologia da Internet e dos processos de catalogação cooperativa, as
atualizações do padrão MARC, a publicação da nova edição da Classificação
Decimal Universal (CDU), mas principalmente pela capacidade de armazenamento
de dados no sistema. Além disso, não existiam documentos formais que
institucionalizavam sua aplicação, exceto as atas de reuniões convocadas pelo setor
de Controle de Qualidade da Base para verificação de erros. De fato, as rotinas já
não correspondiam à realidade atual do SISBIN, pelo surgimento de novas
bibliotecas setoriais e o aumento da frequência de novos funcionários em
treinamento. Era imprescindível atualizar e agrupar as rotinas de maneira concisa e
ordenada, para institucionalizar e divulgar os padrões locais de catalogação.
Dessa forma, as rotinas foram revistas, ampliadas ou criadas para representar
passo a passo todas as atividades relacionadas ao processamento técnico, desde a
instalação do software no computador até a geração de etiquetas para registro de
itens.
O Manual de Rotinas de Catalogação do SISBIN foi idealizado em formato
digital (pdf) para incentivar o uso por parte dos bibliotecários e auxiliares de
biblioteca, mas principalmente para facilitar as atualizações do documento. Optou-se
pelo acesso via SSH (Secure File Transfer Client), um “software e também um
protocolo para conectar-se com outro computador em uma rede, podendo efetuar
comandos através de uma máquina remota, que permite um acesso seguro ao
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servidor”. (MANUAL.., 2012, p.8). Criou-se uma pasta no servidor do SISBIN, com
login e senha, acessível pelo SSH, na qual o bibliotecário ou auxiliar baixa o arquivo
para o seu computador de trabalho.
Após 10 meses e 17 reuniões o manual foi finalizado. A Coordenadoria
Técnica do SISBIN apresentou o documento na íntegra e enviou cópia por e-mail a
todos os bibliotecários do sistema. Na ocasião, os bibliotecários questionaram
algumas padronizações do manual, porém ressaltaram a importância do mesmo. O
GC frisou que todas as dúvidas, sugestões e críticas fossem enviadas para o e-mail
do grupo, para posterior análise.
O

Grupo

de

Catalogação

avaliou

os

comentários

enviados

pelos

bibliotecários, os quais permitiram a revisão e alteração de alguns itens. Surgiram
muitas dúvidas sobre catalogação (descrição e indexação), mas como seria inviável
a reunião de tópicos sobre todos os tipos de suporte em um mesmo documento,
optou-se por desmembrar o manual de rotinas em partes.
A primeira e mais urgente constituiria o manual de processamento técnico, no
qual estariam compiladas todas as tarefas relacionadas à pré-catalogação e
arquivamento dos materiais na biblioteca. As questões específicas de catalogação
seriam tratadas a fundo em manuais detalhados pelo tipo de informação/suporte
como livro, material cartográfico, partituras e etc. Então, decidiu-se por alterar o
nome do documento de Manual de Rotinas de Catalogação para Manual de Rotinas
de Processamento Técnico.
O Manual de Rotinas de Processamento Técnico do SISBIN contém 138
páginas e descreve as atividades relacionadas ao processamento técnico e a précatalogação definida pelo SISBIN, que engloba as seguintes tarefas: instalação do
software; instalação de aplicativo para catalogação cooperativa; atualização de
versões; procedimentos para cadastro de registros na base, inclusão de itens (livros,
multimeios e periódicos); cooperação de registros bibliográficos; envio de dados de
coleções para CCN. Cada tópico apresenta o procedimento a ser realizado, com
conceitos, instruções e visualização das telas.
No final da publicação, foram indicados os contatos (nomes, e-mail e telefone)
de cada setor e profissional encarregado em dar suporte a essas tarefas, inclusive o
próprio Grupo de Catalogação.
Todos os documentos (atas, rotinas avulsas e edições do manual) foram
arquivados no setor de Controle de Qualidade da Base e estão disponíveis para
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consulta de todos os funcionários do SISBIN. Em 2012, o GC apresentou o relatório
de atividades do biênio aos bibliotecários do sistema e iniciou a redação dos
manuais de catalogação (livros, periódicos, obras raras, mídia eletrônica, material
cartográfico e registros sonoros).
O Grupo de Catalogação pretende ainda disponibilizar o manual em formato
impresso para ser distribuído às bibliotecas setoriais de forma a estimular o uso
constante das rotinas.

5 RESULTADOS PARCIAIS

A divulgação do Manual de Rotinas de Processamento Técnico do SISBIN
tem auxiliado na padronização dos serviços, além de aproximar o quadro de
funcionários do SISBIN, facilitando a comunicação entre bibliotecários e auxiliares,
mas principalmente destes com a Coordenadoria Técnica e o setor de Controle da
Base. Para estes setores, o manual reduz o tempo gasto na prestação de instruções
via e-mail, msn e telefone, o que tornam bibliotecários e auxiliares mais
independentes na resolução de problemas.
No entanto, levantamento realizado em 2013 sobre o uso efetivo do manual
nas bibliotecas setoriais sinalizou que apenas 80% têm consultado o documento
como apoio nas tarefas de tratamento técnico. Algumas equipes ainda mantem o
hábito de consulta às rotinas avulsas.
Apesar disso, o processo de elaboração do manual inova como modelo a ser
seguido pelos outros grupos de trabalho do SISBIN, no que tange o planejamento de
novos produtos, o registro das decisões e os meios de transmissão de informações,
auxiliando ainda a permanência de normas e metodologias nos períodos de trocas
de Coordenadorias.

6 CONCLUSÕES PARCIAIS

O mapeamento de todas as atividades do processamento técnico lembra-nos
que cada instituição estabelece os padrões para organização e disseminação do
acervo de acordo com as necessidades de seus usuários, mas constrói sua cultura
organizacional e desenvolve seu modo de fazer de acordo com sua realidade
administrativa.
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A compilação de um manual de rotinas do SISBIN exigiu não só a consulta a
arquivos em busca do que já foi pensado e registrado antes, mas a revisão de
velhos hábitos do cotidiano. Qualquer instrumento que normatize as atividades em
unidades de informação requer a análise e a mudança da cultura organizacional
vigente, isto é, o modo como os profissionais envolvidos veem seu ambiente de
trabalho, cumprem suas atribuições e se comportam frente às novas propostas. A
adoção de uma nova cultura é um processo lento e gradual, mas que tem sido
justificado e exigido devido ao uso maciço da Internet, para agilizar a execução das
tarefas, incrementar serviços e facilitar a comunicação entre os funcionários de uma
mesma instituição.
O processo de elaboração do Manual de Rotinas evidenciou a importância do
trabalho em equipe, não só pela troca entre os membros do Grupo de Catalogação,
mas à consulta aos bibliotecários do SISBIN e a possibilidade de inovar acolhendo
os novos servidores de uma forma diferente, ao apresentar-lhes em um único
documento todas as tarefas relacionadas ao processamento técnico.
Observou-se que em muitas vezes o treinamento de pessoal e o
planejamento de serviços concentram-se em atividades complexas, como emissão
de relatórios, e negligenciam orientações às atividades tidas como básicas, a
exemplo dos padrões locais para construção do número de chamada.
Tal fato demonstra que políticas e regras podem ser estabelecidas sem um
estudo minucioso de todas as características de um sistema (missão, serviços,
processos), o que resulta na incoerência entre as orientações normativas e a prática
profissional. É comum decisões serem tomadas na urgência de solucionar
problemas técnicos do sistema de informação, sem considerar o perfil das pessoas
envolvidas e o planejamento das ações a médio e longo prazo. O hábito de
documentar estas decisões e produzir manuais administrativos incentiva a
atualização constante dos métodos de trabalho, facilita a redação de novos manuais,
reduz o erro e gera confiança por parte dos funcionários em relação aos agentes
envolvidos tanto na produção destas normas, quanto na gestão administrativas das
unidades de informação.
Portanto, para que procedimentos técnicos e rotinas de trabalho sejam
unânimes é imprescindível que todos estejam sempre dispostos a melhorar e que
conheçam a fundo a sua instituição, algo que também demanda tempo e energia.

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REFERÊNCIAS
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R.. Bibliotecas como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
MANUAL de Rotinas de Processamento Técnico. 2. ed. rev. aum. Ouro Preto:
UFOP, SISBIN, 2012. 138p.
WALTER, M. T. M. de; EIRÃO, T. G.; REIS, L. A.. Regulamentos, orçamentos,
etcétera: miniguia. Brasília: Briquet Lemos, 2010.

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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho apresenta a experiência do Grupo de Catalogação do Sistema de Bibliotecas e Informação da Universidade Federal de Ouro Preto (GC/SISBIN/UFOP) na elaboração e aplicação do manual de rotinas de processamento técnico, com o objetivo de facilitar o treinamento de funcionários e padronizar as atividades de pré-catalogação nas bibliotecas setoriais, mas principalmente criar uma nova cultura organizacional baseada no compartilhamento de normas e processos através das tecnologias de informação. </text>
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          <name>Language</name>
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      <name>cbbd2013</name>
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