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                  <text>A exploração da colaboração científica na web 2.0 :a contribuição
dos elementos da arquitetura da informação e arquitetura
participativa

Thabyta Giraldelli Marsulo (UNESP) - thabytagm@hotmail.com
Resumo:
A preocupação com a estruturação, representação e organização de conteúdos informacionais
acompanha o desenvolvimento cultural da humanidade há séculos. Contudo, é na
contemporaneidade, com a ruptura das barreiras de tempo e espaço propiciadas pelas
Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) que essa preocupação adquire importância
ainda maior, principalmente, depois do aparecimento da Internet e do ambiente World Wide
Web (Web). Neste cenário, a Ciência da Informação (CI), cujo pressuposto é a representação e
a organização da informação e do conhecimento, dirige seu olhar para a Arquitetura da
Informação, e passa a focar seus estudos na ação que a informação exercia sobre coletividade.
Em outras palavras, a web 2.0 tem como uma de sua principal característica dessa web é
interação participativa o que proporciona em tese, que qualquer pessoa é capaz de interagir
com outras e elaborar conteúdos de qualquer espécie, sobre qualquer assunto, sem qualquer
barreira de tempo ou de espaço. Objetiva-se investigar a importância dos elementos da
Arquitetura da Informação e da arquitetura participativa na estruturação nos web sites de
disseminação de conteúdos e descobertas científicas, como em web sites de periódicos
digitais, fóruns de discussão de sites especializados e outros ambientes que se apropriam da
web 2.0 para a divulgação de resultados e evolução da ciência, sempre tendo em vista que a
disposição destes elementos pode influenciar na qualidade do acesso, representação e
recuperação, uso e disseminação da produção científica baseados nos pressupostos da ciência
da informação.
Palavras-chave: Arquitetura da Informação. Colaboração Web.
Redes Colaborativas

Comunicação Cientifica.

Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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A exploração da colaboração científica na web 2.0 :a contribuição dos
elementos da arquitetura da informação e arquitetura participativa.

Resumo: A preocupação com a estruturação, representação e organização de
conteúdos informacionais acompanha o desenvolvimento cultural da
humanidade há séculos. Contudo, é na contemporaneidade, com a ruptura das
barreiras de tempo e espaço propiciadas pelas Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC) que essa preocupação adquire importância ainda maior,
principalmente, depois do aparecimento da Internet e do ambiente World Wide
Web (Web). Neste cenário, a Ciência da Informação (CI), cujo pressuposto é a
representação e a organização da informação e do conhecimento, dirige seu
olhar para a Arquitetura da Informação, e passa a focar seus estudos na ação
que a informação exercia sobre coletividade. Em outras palavras, a web 2.0
tem como uma de sua principal característica dessa web é interação
participativa o que proporciona em tese, que qualquer pessoa é capaz de
interagir com outras e elaborar conteúdos de qualquer espécie, sobre qualquer
assunto, sem qualquer barreira de tempo ou de espaço. Objetiva-se investigar
a importância dos elementos da Arquitetura da Informação e da arquitetura
participativa na estruturação nos web sites de disseminação de conteúdos e
descobertas científicas, como em web sites de periódicos digitais, fóruns de
discussão de sites especializados e outros ambientes que se apropriam da web
2.0 para a divulgação de resultados e evolução da ciência, sempre tendo em
vista que a disposição destes elementos pode influenciar na qualidade do
acesso, representação e recuperação, uso e disseminação da produção
científica baseados nos pressupostos da ciência da informação.
Palavras-chave: Arquitetura da Informação. Colaboração Web. Comunicação
Cientifica. Redes Colaborativas
Área Temática: Tecnologias de Informação e comunicação – um passo a
frente .

1 INTRODUÇÃO

A preocupação com a estruturação, representação e organização de
conteúdos

informacionais

acompanha

o

desenvolvimento

cultural

da

humanidade há séculos. Contudo, é na contemporaneidade, com a ruptura das
barreiras de tempo e espaço propiciadas pelas Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC) que essa preocupação adquire importância ainda maior,
principalmente, depois do aparecimento da Internet e do ambiente World Wide
Web (Web).

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Essas duas tecnologias, cujas interfaces computacionais interferem nos
modos de produzir e acessar informação e propiciam o surgimento de um novo
sistema hibridizado, em que homens e máquinas, pelas suas formas de
interação, modificam, o fluxo informacional aumentando-o exponencialmente,
tornam prementes ações que favorecem o efetivo acesso à informação e ao
conhecimento, bens indispensáveis para o desenvolvimento global da
humanidade.
Na Internet e na Web, a informação não está mais presa à estrutura
linear característica da obra impressa. A morfologia de informação hoje textual,
sonora, imagética estática ou em movimento em um mesmo ambiente,
multimidiático, permite que cada usuário interaja com o conteúdo informacional
de acordo com o seu interesse construindo seu próprio caminho de navegação
pelos documentos e/ou parte deles utilizando-se dos links que ele próprio
realiza.
A mudança no modo como às pessoas se relacionam com a informação
e seu impacto na sociedade se baseia na essência da Internet: sua dinâmica e
sua capacidade de extinção das fronteiras para possibilitar o acesso global a
diversos tipos de informação.
Segundo O’Reilly (2004) o criador do termo web 2.0, esta se relaciona a
revolução industrial da informática causada pela transformação da internet em
plataforma e a disponibilização de serviços online que antes eram só prestados
por softwares instalados.
Além das questões técnicas a Web 2.0 possui suas vertentes sociais,
através da abertura dos horizontes para uma grande quantidade de
informações o conteúdo passa a ser disponibilizado coletivamente trazendo o
foco do usuário para a participação, a auto expressão e a liberdade de criação.
Assim neste contexto o usuário deixa a sua função exclusiva de
consumidor da informação e passa a se comunicar com outros usuários
conectados na Internet tendo a possibilidade de publicar conteúdos na rede,
sem necessitar de conhecimentos profundos de programação, valorizando,
principalmente, as práticas de cooperação, os diálogos e a participação na
construção de conhecimento, de modo a potencializar os processos de trabalho

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coletivo, troca afetiva, produção e circulação de informações e, sobretudo, a
construção social do conhecimento (PRIMO, 2007).
Os mecanismos colaborativos online submetidos aos novos
padrões de arbitragem do conhecimento tem ocasionado
radicais transformações na produção e disseminação da
informação e consequentemente exigem alterações na
elaboração dos instrumentos verbais de representação da
informação (MOURA, 2011 , p. 166).

A produção científica foi muito impactada após a invenção da imprensa,
entretanto o avanço das tecnologias da informação (TIC) foi muito mais
marcante no contexto científico, o desenvolvimento da web e sua estrutura
mudaram a maneira como a comunidade científica acessa e dissemina a
informação, tornando o processo mais aberto e direto, assim essa abertura
possibilitou um aumento exponencial da produção científica.( MEADOWS ,
1999).
O

advento

dos

sistemas

de

informação

cooperativos

elevou

significativamente a presença de pesquisadores e cientistas no contexto digital,
a cooperação e a troca de informações produzidas conseguiram romper as
fronteiras dos espaços que eram considerados predominantes acadêmicos e
científicos e trafegam hoje em sistemas dedicados à popularização de
conteúdos científicos e às trocas cotidianas e usuais. (MOURA, 2009)
A produção colaborativa da ciência contribui para a promoção e a preservação
da diversidade cultural, motivando e organizando as contribuições coletivas que
através das redes criaram uma nova forma de construção de conteúdos.
Essa produção conjunta “Pode ser traduzida em um processo de criação
coletiva onde a hierarquização e as ordens de comandos centralizadas não são
incentivadas nem exercidas e a informação não possui um caráter único podendo ser
alterada por todos que tenham contato com ela” (Lima et. Al ,2009, p.163).

Consideramos assim que a interatividade tem sido um dos conceitos que
mais se destaca, levando os experimentos e as produções teóricas na
atualidade a um nível de acesso e popularização que eram impossíveis a uma
década, assim para que essa disseminação se torne efetiva e as vantagens da
web 2.0 totalmente exploradas destacamos a importância dos conceitos e

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elementos da

arquitetura

da

informação

para

ambientes digitais de

compartilhamento científico.
2 REFERENCIAL TEÓRICO

A Web 2.0 é uma evolução da chamada Web 1.0 cuja finalidade é
possibilitar uma web ressignificada, tanto do ponto de vista tecnológico quanto,
sociocultural. Nessa Web, o internauta assume novo papel; o de produtor de
conteúdos que interagem com outros conteúdos, uma vez que suas tecnologias
proporcionam maior liberdade e sociabilidade informacional.
Primo (2006, p.2) destaca que “Se na primeira geração da Web os sites
eram trabalhados como unidades isoladas, passa-se agora para uma estrutura
integrada de funcionalidades e conteúdo”.
Web 2.0, essencialmente, não é uma Web de publicação
textual, mas uma Web de comunicação multisensitiva. Ela é
uma matriz de diálogos, e não uma coleção de monólogos. Ela
é uma Web centrada no usuário de maneira que ela não tem
estado distante de ser (MANESS, 2007, p.43).

Nessa nova perspectiva as pessoas não querem só consumir conteúdos
produzidos pela minoria, a criação de conteúdos e interações próprios é o que
movimenta essa nova web.
Diante dos novos métodos de publicação e circulação de informações, a
web colaborativa também se apossa de processos coletivos para a
organização e recuperação de documentos eletrônicos, através da folksonomia
e a influência do usuário e seu vocabulário próprio na classificação dos
conteúdos (PRIMO, 2006).
Os novos parâmetros impostos pela web 2.0 começam a influenciar na
produção científica a partir do avanço dos softwares e hardwares , quando os
periódicos eletrônicos foram ganhando espaço no campo acadêmico, mas
mesmo com o crescimento dos títulos eletrônicos o preço das assinaturas dos
periódicos impressos não caiu o que proporcionou uma queda nas assinaturas
por pesquisadores e instituições, o afetou na divulgação das pesquisas.

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Pesquisadores

descontentes

com

esse

quadro

optaram

pela

potencialidade da web como disseminadora e passaram a disponibilizar
gratuitamente suas descobertas e discussões através dos open achives.
A expressão Acesso Livre (do inglês Open Acess) carrega consigo o
sentido da “disponibilização livre na Internet da literatura de caráter acadêmico
ou científico, permitindo a qualquer utilizador ler, descarregar, copiar, distribuir,
imprimir,

pesquisar ou

referenciar o

texto

integral dos documentos”

(RODRIGUES, 2005, p. 22).
Os open achives deram suporte a criação dos softwares sociais,
programas que funcionam como mediadores sociais e favorecem a criação de
redes através do espaço onde o usuário pode juntar pessoas do seu circulo de
relacionamentos a fim de reunir organicamente diversas comunidades virtuais.
O principal objetivo desses softwares é contribuir para a mobilização dos
saberes para o reconhecimento das diferentes identidades geradas pela
articulação do pensamento coletivo. ( MACHADO ; TIJIBOY, 2005)
Os defensores do software livre pensam que a liberdade de
compartilhamento e uso da informação constitui a base da
criatividade e da inovação. Argumentam com acontecimentos
históricos e destacam que os grandes avanços de criação e de
inovação foram resultados de múltiplos fatores, mas que
certamente a acumulação de saber e o seu livre
compartilhamento e uso foram elementos importantes na
determinação dos ritmos de criação, inovação e produção. O
desenvolvimento dos softwares livres parece comprovar que a
maior criatividade possível dos homens é obtida quando, livres
da obrigação de tirar proveito e da disputa com a concorrência,
eles podem desenvolver seu saber e suas capacidades de
modo livre e colaborativo.(LIMA ; SANTINI, 2008, p.108).

O trabalho colaborativo apresenta potencial para enriquecer sua maneira
de pensar, agir e resolver problemas criando possibilidade de aumentar a
qualidade do produto final (DAMIANI, 2008).
Diferentemente da visão clássica de ciência, em que o
produtor de informação era considerado o centro do processo,
e que esta transitava em um fluxo centro-borda, as criações
desintermediadas permitem que as bordas interfiram
ativamente na construção da informação. (ARGOLLO et. Al,
2010 p. 120)

Segundo Barbrook ( apud Lima et. Al. 2009, p. 163)

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a sociedade da informação que está surgindo reproduz o
processo de colaboração dos cientistas e pesquisadores que
criaram a Internet. Pensando na rede para seu uso, eles
inventaram uma forma de comunicação mediada por
computador para compartilhar conhecimentos dentro de um
espaço virtual único: a “câmara dos comuns intelectual”. O
consumo passivo de peças fixas de informação se transforma
em processo participativo de “criatividade interativa”. O que
começa no interior da ciência e da pesquisa agora está
transformando outras formas de expressão cultural.

A produção colaborativa se define como um processo de criação coletiva
onde a hierarquização e as ordens de comando centralizadas não são
exercidas e a informação não possui um caráter único e é manejada, alterada e
reestruturada por todos os que tenham contato com ela.
Além disso o interesse comum impera nas relações estabelecidas
sempre visando a produção de novos valores que se inspiram nos softwares e
arquivos livres, criando novos modos de organização social, com grande
impacto principalmente na produção e organização do conhecimento e da
informação ( Lima et. Al. 2009).
Diferentemente da visão clássica de ciência, em que o
produtor de informação era considerado o centro do
progresso, e que esta transitava em um fluxo centro-borda, as
criações desintermediadas permitem que as bordas interfiram
ativamente na construção da informação.

Assim as chamadas bordas criam condições e autonomia e deixam a
posição de meros consumidores, Blattmann (2007) comenta que uma internet
colaborativa possibilita a disseminação da inteligência coletiva , conceito
abordado por Lévy (2003) e seria uma forma do ser humano se comunicar,
pensar

e

compartilhar

seus

conhecimentos

através

de

ferramentas

tecnológicas.
Ainda para o autor (1999, p.30)
Na era do conhecimento deixar de reconhecer o outro em sua
inteligência é recusar sua verdadeira identidade social [...]
quando valorizamos o outro de acordo com o leque variado de
seus saberes, permitimos que se identifique um modo novo e
positivo, contribuímos para mobilizá-los, para desenvolver nele
sentimentos que facilitarão, consequentemente à implicação
subjetiva de outras pessoas em projetos coletivos.

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A participação em comunidades virtuais encontra um grande espaço
para aplicação de seus benefícios no ambiente, acadêmico, científico e
educacional, os canais e suas informações transitórias ampliam e mesclam as
fronteiras da interdisciplinaridade das áreas( MACHADO E TIJIBOY,2005)
Assim Corrêa (2012) discute sobre a essencial importância da
construção, publicação e disseminação de artigos de maneira coletiva, visando
os desenvolvimentos econômicos, tecnológicos, econômico e social através do
registro e do relato de experiências diversas somada em prol de um objetivo
maior, o avanço e aperfeiçoamento de técnicas, produtos e serviços em
diferentes áreas do conhecimento.
Entretanto deve- se atentar a estruturação destes ambientes , já que a
Arquitetura da Informação de um ambiente influencia na qualidade da utilização
dos recursos hipertextuais e midiáticos, otimizando o acesso e uso das
informações contidas nos web sites, a utilização de seus recursos e
metodologias tratando os aspectos informacionais, estruturais, navegacionais,
funcionais e visuais de ambientes informacionais digitais por meio de um
conjunto de procedimentos metodológicos a fim de auxiliar no desenvolvimento
e no aumento da usabilidade de tais ambientes e seus conteúdos podendo
potencializar as mudanças Corrêa (2012).
A Arquitetura da Informação é então definida por Camargo e Vidotti
(2011) como:
Uma área do conhecimento eu oferece uma base teórica para
tratar aspectos informacionais, estruturais, navegacionais,
funcionais e visuais de ambientes informacionais digitais por
meio de um conjunto de procedimentos metodológicos a fim de
auxiliar no desenvolvimento e no aumento da usabilidade de
tais ambientes e seus conteúdos.

Morville e Rosenfeld (2006) consideram, ainda, que um projeto de
Arquitetura da Informação deve compreender e atender três variáveis: o
contexto, o conteúdo e os usuários, sendo que a intersecção destas três
variáveis resulta no desenvolvimento de estruturas de informação que facilitem
e agilizem o acesso à informação, integrando as necessidades e expectativas
dos produtores e do público-alvo do ambiente projetado.

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Para Silva e Dias (2008, p. 5), a relação das dimensões usuário,
conteúdo e contexto, bem como as suas interdependências, “[...] são únicas
para cada web site. O papel do arquiteto é conseguir balanceá-lo para que a
informação certa seja acessada pela pessoa certa no momento certo”.
Nesse sentido, Macedo (2005, p. 132) define a finalidade da Arquitetura
da Informação como “ […]viabilizar o fluxo efetivo de informações por meio do
desenho de ambiente informacionais.”. Dessa forma, percebe-se a grande
importância que essas três variáveis possuem no estudo e desenvolvimento de
um projeto de construção de um website.
Embora a Arquitetura da Informação possibilite traçar os caminhos mais
rápidos para o acesso a uma informação específica, Lara Filho (2003) alerta
que esta não fornece formulas ou regras que engessem o desenvolvimento de
um ambiente etapa a etapa, mas uma metodologia que sugere, indica e
possibilita a exploração correta de um conjunto de informações em um
ambiente.
Inserida no domínio da Ciência da Informação a arquitetura da
informação baseia-se no ambiente digital em conhecimentos específicos e nos
conceitos do fazer e saber fazer voltados a realidade digital e se aplica no
ambiente 2.0 como bibliotecas digitais, bibliotecas digitais, repositórios digitais,
periódicos científicos, blogs, wikis e redes sociais.
Nesse sentido, o estudo da Arquitetura da Informação em um website
deve ter como foco os desejos e as necessidades informacionais de seu
usuário, e desta forma projetar o ambiente informacional digital de acordo com
o seu público-alvo.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A Arquitetura da Informação deve prever um ambiente informacional que
permita a construção do conhecimento da forma mais flexível, atraente,
dinâmica e colaborativa possível e no qual o usuário seja o ator principal.
Assim, deve objetivar a criação de estruturas que priorizem a organização
descritiva, temática, representacional, visual e navegacional de informações,
em consonância com o conteúdo, o contexto e o usuário, adequando o

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dimensionamento

e

o

direcionamento

dos

serviços

e

dos

produtos

informacionais aos usuários potenciais.
Portanto busca-se investigar nos ambientes criados e utilizados por
pesquisadores, profissionais e usuários que estimulem a contribuição
colaborativa de experiência e a construção de conteúdos mais qualitativos o
nível de interação destes participantes tanto em relação ao conteúdo postado a
partir do modelo de colaboração de Murphy e a sua arquitetura pelos
apontamentos de O’Relly quanto a arquitetura participativa e como estes são
planejados para cumprir seu objetivo de disseminação da ciência e suas
descobertas.

4 DISCUSSÕES

O caráter colaborativo está no DNA da web 2.0, suas ferramentas
sempre se caracterizaram pela melhoria contínua dos serviços apresentados
assim alguns pesquisadores como Morgado (2010) defendem que antes de ser
uma revolução tecnológica a web colaborativa é uma revolução social.
Os ambientes facilitam e suportam a interação, mas a colaboração vai
além da interação ,pois implica em um propósito da construção comum de algo
a web em questão valoriza o conteúdo colaborativo e a inteligência coletiva ,
para a produção e consumo dos conteúdos de forma direta e simples.
Para a mensuração da construção destes conteúdos o modelo de
colaboração de Murphy (2004) define seis níveis de colaboração em
ambientes online onde a comunicação é feita de modo assíncrono. A autora
destaca seis níveis de ações para se chegar a construção colaborativa de
algum conteúdo.
Segundo Meirinhos e Minhoto (2011) na análise do trabalho de Murphy
os ambientes na web 2.0 facilitam a interação, mas a colaboração vai além da
interação, pois está implícita a um processo de construção comum de algo.
Assim é definido como o primeiro nível a Presença social, onde cada
participante do grupo adiciona suas características pessoais ao projeto e

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começa a tomar consciência que apesar de interagir em uma rede online está
se relacionando com outras pessoas reais.
No segundo nível é o das perspectivas individuais, onde cada um dos
integrantes aponta suas considerações pessoais quase como um monólogo.
O terceiro nível o da reflexão das perspectivas, a interação e a troca
de idéias.
Na partilha de perspectivas e finalidades, o quarto nível, os
participantes confrontam ou concordam com as perspectivas dos outros
participantes.
O quinto nível se dá pela definição dos objetivos comuns que
justifiquem a união e a criação da identidade do grupo, para enfim no sexto
nível ser executada a construção de conteúdos.
A representação dos níveis pode ser observada no esquema abaixo:

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Figura 1 – Modelo colaborativo de Murphy (2004).

A autora relata após apresentar a representação acima que “interação
simples é pré-requisito necessário para colaboração completa, mas a simples
interação pode ocorrer sem nunca avançar para níveis mais elevados de
colaboração.”
A colaboração é uma forma de qualificar o conhecimento , quando vários
estudiosos compartilham o que sabem entre si e tiram as conclusões sobre as
novas discussões o conteúdo produzido é muito mais rico.
Entretanto para Ribeiro (2007) ao mesmo tempo em que a abertura para
o trabalho coletivo pode motivar a intervenção de múltiplas vozes que antes se
prejudicavam pela imposição de um modelo de massa e unidirecional, podem
ser encontradas em uma dimensão proporcional muitas confusões e erros
quanto ao usa da informação e suas ferramentas.

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É nesse contexto que a arquitetura participativa , elemento intrínseco a
web 2.0, se responsabiliza em oferecer não apenas um ambiente de fácil
publicação e espaços para debate, mas também recursos para a gestão
coletiva do trabalho comum.
Desde os primórdios de suas pesquisas e aplicações na web 2.0
O’Reailly (2004) discorria sobre projetos de arquitetura participativa e como
o conhecimento das ações e códigos do ambiente pelos usuários facilitava a
aplicação das reestruturações visando as próprias necessidades.
A arquitetura participativa destaca-se em ambientes de produção
descentralizada e desintermediada em rede, um espaço que permite olhares
múltiplos aos diferentes contextos sem um controle de produção,
potencializando a criação de um ambiente interativo e cultural.

5. CONSIDERAÇÕES PARCIAIS

Os elementos da Arquitetura da Informação e Arquitetura participativa na
estruturação nos web sites de disseminação de conteúdos e descobertas
científicas, como em web sites de periódicos digitais, fóruns de discussão de
sites especializados e outros ambientes que se apropriam da web 2.0 para a
divulgação de resultados e evolução da ciência, sempre tendo em vista que a
disposição destes elementos pode influenciar na qualidade do acesso,
representação e recuperação, uso e disseminação da produção científica
baseados nos pressupostos da ciência da informação.
Será possível, com os testes e a aplicação do modelo de colaboração
perceber quais os elementos e páginas estimulam a construção de conteúdos
de forma colaborativa e assim apontar as tendências de critérios de qualidade
para esse tipo de ambiente informacional, visando posteriormente propor
diretrizes que formem um ambiente ou um espaço de troca de experiências
entre bibliotecários a fim de embasar as decisões tomadas nas unidades de
informação no compartilhamento de estratégias de sucesso quando se trata
tanto do ambiente digital quanto aos acervos e instituições físicas, para o
desenvolvimento do campo da ciência da informação.

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No momento atual da pesquisa já se verifica que é necessário organizar
as informações e planejar a interface desses ambientes colaborativos de modo
a facilitar a leitura e compreensão do conteúdo disponibilizado, trazendo
benefícios as interações dos usuários no ambiente.
Nesse sentido, é necessário verificar se os aspectos formais e conteúdo
da interface atendem às necessidades desses usuários, o que torna relevante
a aplicação de abordagens derivadas dos estudos de Arquitetura da
Informação e de Usabilidade, justificando a importância social e científica desta
pesquisa em discutir a aplicabilidade dos elementos da web 2.0 na construção
e organização de ambientes digitais voltados a participação colaborativa de
profissionais e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento.

6 REFERÊNCIAS
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científica em um grupo de pesquisa: o TWIKI e o GEC. Perspectivas em Ciência da
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http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000008767&amp;dd1=f0b3a
Acesso em: 18 jan. 2013
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Revista ACB: Biblioteconomia , Santa Catarina v. 17, n. 1, 2012.
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Acesso em: 18 jan. 2013
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A preocupação com a estruturação, representação e organização de conteúdos informacionais acompanha o desenvolvimento cultural da humanidade há séculos. Contudo, é na contemporaneidade, com a ruptura das barreiras de tempo e espaço propiciadas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) que essa preocupação adquire importância ainda maior, principalmente, depois do aparecimento da Internet e do ambiente World Wide Web (Web). Neste cenário, a Ciência da Informação (CI), cujo pressuposto é a representação e a organização da informação e do conhecimento, dirige seu olhar para a Arquitetura da Informação, e passa a focar seus estudos na ação que a informação exercia sobre coletividade. Em outras palavras, a web 2.0 tem como uma de sua principal característica dessa web é interação participativa o que proporciona em tese, que qualquer pessoa é capaz de interagir com outras e elaborar conteúdos de qualquer espécie, sobre qualquer assunto, sem qualquer barreira de tempo ou de espaço. Objetiva-se investigar a importância dos elementos da Arquitetura da Informação e da arquitetura participativa na estruturação nos web sites de disseminação de conteúdos e descobertas científicas, como em web sites de periódicos digitais, fóruns de discussão de sites especializados e outros ambientes que se apropriam da web 2.0 para a divulgação de resultados e evolução da ciência, sempre tendo em vista que a disposição destes elementos pode influenciar na qualidade do acesso, representação e recuperação, uso e disseminação da produção científica baseados nos pressupostos da ciência da informação.</text>
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