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                  <text>Análise da utilização do DOI no Brasil em periódicos de acesso
aberto

Mariana Giubertti Guedes (IBICT) - marianaguedes@ibict.br
Ronnie Fagundes de Brito (IBICT) - ronniebrito@ibict.br
Milton Shintaku (IBICT) - shintaku@ibict.br
Resumo:
O uso de um sistema de identificação digital de objetos oferece benefícios como a persistência
e permite o desenvolvimento de serviços associados aos objetos identificados. No contexto das
publicações científicas busca-se caracterizar a adoção do sistema Digital Object Identifier
(DOI) nos periódicos nacionais. É apresentada uma fundamentação teórico/prática a partir de
levantamento bibliográfico, seguido de levantamento da adoção de identificadores a partir de
base cadastral do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com
visita ao website das revistas em busca do nome DOI disponível na interface. São
apresentados dados sobre a adoção do DOI no âmbito das revistas selecionadas para análise,
as quais oferecem base para política de promoção na adoção de uso deste recurso. Trata-se do
primeiro levantamento em nível nacional que analisa a adoção deste tipo de identificador.
Palavras-chave: Digital Object Identifier. Publicação científica. Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Análise da utilização do DOI no Brasil em periódicos de acesso aberto

Resumo:
O uso de um sistema de identificação digital de objetos oferece benefícios como a
persistência e permite o desenvolvimento de serviços associados aos objetos
identificados. No contexto das publicações científicas busca-se caracterizar a
adoção do sistema Digital Object Identifier (DOI) nos periódicos nacionais. É
apresentada uma fundamentação teórico/prática a partir de levantamento
bibliográfico, seguido de levantamento da adoção de identificadores a partir de base
cadastral do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com
visita ao website das revistas em busca do nome DOI disponível na interface. São
apresentados dados sobre a adoção do DOI no âmbito das revistas selecionadas
para análise, as quais oferecem base para política de promoção na adoção de uso
deste recurso. Trata-se do primeiro levantamento em nível nacional que analisa a
adoção deste tipo de identificador.
Palavras-chave: Digital Object Identifier. Publicação científica. Sistema Eletrônico
de Editoração de Revistas.
Área temática: I. Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

1 Introdução
O Movimento de Acesso Aberto promove uma alteração significativa na
comunidade científica, principalmente na comunicação científica. Em um estudo
geral, Costa (2006) destaca os impactos desse movimento, principalmente, nas
publicações científicas, revelando os impactos nos autores e suas respectivas
instituições, nos editores e nas agências de fomento, apontando que o Movimento
de Acesso Aberto tende a ser totalmente aceito e aplicado, como uma ação a se
tornar parte constante da comunicação científica.
Os periódicos científicos de acesso aberto revelam-se como estratégia
importante na disseminação de novos conhecimentos de forma mais democrática.
Em 2002 foi realizada o Budapest Open Access Initiative (BOAI) com o objetivo de
“acelerar o progresso do esforço internacional de tornar artigos de pesquisa em
todos os campos acadêmicos livremente disponíveis na Internet” (COSTA, 2006, p.
41). Como resultado definiu-se duas estratégias básicas de acessibilidade, definida
por Harnad et al. (2004) como via verde (green road) e via dourada (golden road).

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A primeira estratégia consiste no auto-arquivamento, ou seja, os editores
permitem que seus artigos publicados sejam depositados em servidor de arquivos
abertos. Já a segunda estratégia são os periódicos eletrônicos de acesso aberto, em
que os próprios editores garantem o acesso aos conteúdos, em ambientes propícios
(COSTA, 2006). Harnad et al. (2004) denomina o auto-arquivamento de via verde
(green road) em razão do “sinal verde” dos editores para disponibilizar a publicação.
A denominação dos periódicos científicos de acesso aberto de via dourada (golden
road) se justifica na apresentação de um caminho que dissemina a literatura
científica de forma gratuita.
Entretanto, algumas questões ainda estão em discussão, como questões de
cunho técnico e tecnológico, e outras tais como a sustentabilidade das revistas
científicas de acesso aberto, visto que muitas revistas científicas brasileiras de
acesso aberto são vinculadas às universidades e não possuem fundos constituídos
para a sua manutenção.
Como questão de cunho técnico, uma preocupação constante refere-se a
identificação e persistência dos documentos digitais na Web, assim como a gerência
de seus metadados. Dentre os vários fatores que contribuem para essa
preocupação estão a quantidade de documentos disponíveis e de revistas, que
mesmo com certa centralização geográfica, compõe-se em grande quantidade de
iniciativas. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), por
exemplo, mantém um cadastro com mais de mil revistas científicas brasileiras.
A questão de identificação e persistência revela, até certo ponto, a
instabilidade dos endereçamentos da Web, a Universal Resource Link (URL), que
ainda ocorre. Esse problema tem sido resolvido com serviços de identificação como
o Digital Object Identifier (DOI), um sistema de atribuição de identificadores digitais a
diferentes tipos de objetos, entre eles, as publicações científicas, tais como artigos e
teses, e conjuntos de dados obtidos de experimentos. Esta identificação digital pode
ser utilizada para objetos digitais e não digitais.
Neste cenário, a ciência moderna reconhece que a possibilidade de acesso, a
longo prazo, é crucial para todos os tipos de conteúdo científico, tanto aos dados de
experimentos quanto às publicações de resultados. Os mecanismos de resolução
globais e referenciamento de contexto que o DOI oferece, sobre conteúdos
arquivados, são de grande valia não apenas para identificá-los persistentemente,

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mas, também, apoiar a disponibilidade dos conteúdos a longos períodos, de modo
que possam ser facilmente publicados e rapidamente encontrados.
O DOI, também, auxilia na publicação de conteúdos científicos, com
granularidade diferenciada, tal como elementos independentes, tornando-os citáveis
e contribuindo para o gerenciamento da propriedade intelectual em um ambiente
multiconectado, permitindo a automação de serviços de entrega de conteúdo (TU et
al., 2009). Assim, permite a identificação, não somente de textos, mas de imagens e
outros tipos de objetos digitais, auxiliando a conexão entre autoria e objeto, nas
inúmeras formas de reutilização desses elementos independentes.
1.1 Digital Object Identifier (DOI)
Em uma avaliação sobre a utilização do DOI para conteúdos científicos, Tu et
al. (2009) destaca as principais finalidades desse serviço: a identificação acionável;
a persistência e o intercâmbio de informações gerenciadas em redes digitais. Esses
serviços possibilitam a localização do objeto de forma unívoca, ou seja, um sistema
de resolução de localização, em que, caso o endereço (URL) do objeto se altere, o
identificador DOI permanece o mesmo, alterando apenas o apontamento ao novo
endereço.
Para tanto, a infraestrutura do sistema de identificação digital e persistente de
objetos é definida pela norma ISO 26324:2012, denominada Information and
documentation: digital object identifier system, e é promovida pela International DOI
Foundation (IDF). Além da IDF, existem as agências de registro que são
responsáveis por operacionalizar o depósito de nome DOI, incluindo os metadados.
Como exemplos de agências estão a CrossRef, responsável pelo registro de
identificadores associados a periódicos científicos, e a DataCite, que oferece o
registro de nomes DOI associados a conjuntos de dados de experimentos científicos
(DOI, 2013).
Nesse sentido, o sistema de identificação e persistência está regulamentado
e padronizado, de forma a ser utilizado, compartilhado, disseminado e verificado por
vários sistemas de informação. Assim, os dois componentes principais do sistema
são, o nome DOI e o serviço de resolução de nomes DOI, que unidos permitem a
oferta dos serviços proposto pelo sistema.

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No que concerne ao nome DOI, este é estruturado em dois elementos
principais, o prefixo e o sufixo, conforme ilustrado na Figura 1. O prefixo é atribuído
pela autoridade de registro ao editor da revista, por exemplo, a CrossRef designa o
prefixo 10.1590 à Scientific Eletronic Library Online (SciELO) do Brasil. Já o sufixo é
composto por um número opaco 1 , que é emitido pela editora e deve identificar
univocamente um artigo, revista ou qualquer outro objeto que a detentora do prefixo
deseje identificar.
Figura 1 - Estrutura do nome DOI

Fonte: DOI, 2013, com adaptação.

O serviço de resolução de nomes DOI, por sua vez, oferece a funcionalidade
de recuperação de informação ao sistema, permitindo que por um determinado
nome DOI seja recuperado, de uma base de dados mantida pelas agências de
registro, os metadados da publicação ou artigo. Dessa forma, com base nos
metadados, pode-se acessar tanto a revista quanto o artigo, diretamente, pela URL
informada nos metadados. Da mesma forma, pode-se ter informações descritivas
sobre o objeto, editor e outros, conforme o esquema de metadados adotado.
Quanto ao fluxo de processos DOI, pode-se observar na Figura 2, que tem
aspectos interacionais, entre autor, editor e leitor. Em termos gerais, um editor se
cadastra junto a uma agência de registro e recebe um prefixo DOI (processo 1).
Esse prefixo pode ser utilizado a todos os títulos publicados por esse editor, caso
publique mais que uma revista. Por isso, todos os títulos indexados pela SciELO
possuem o mesmo prefixo.

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Por número opaco entende-se um número ou código a partir do qual não pode ser deduzida
nenhuma informação, apesar da prática corrente gerar um sufixo a partir de informações como ISSN
ou volume e edição do artigo.

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Figura 2 - Funcionamento do sistema DOI

Fonte: Dos autores

Após publicar um artigo (processo 3), o editor gera o nome DOI e o envia,
juntamente com os metadados desse artigo, à agência de registro, cadastrando o
artigo (processo 4). Dentre os metadados enviados, destaca-se, como um campo
obrigatório, a URL do artigo, que permite a localização unívoca. Com esse cadastro,
a identificação do artigo está completa. Tanto que sistemas de publicação e
editoração de revistas online, como o SEER/OJS possuem facilidades para o
processo de geração de nome DOI e envio dos metadados à CrossRef.
Assim, após realizado o depósito dos metadados associados ao nome DOI, é
possível que um leitor localize a publicação ou artigo a partir do nome DOI
(processos 5 e 6). Este acesso, a partir do nome DOI, pode ocorrer baseado na
listagem do artigo em um sistema de busca ou indexador, ou então a partir da
citação do artigo na sessão de referências, por exemplo (processo 7). Torna-se,
dessa forma, mais fácil o acesso ao artigo, mediante relacionamentos entre
documentos digitais.
Nesse contexto, em relação às facilidades ofertadas por um identificador
único, Wang (2007) revela que o DOI permite que leitores de periódicos científicos
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naveguem entre publicações de diferentes revistas e suas citações de modo
facilitado. O DOI permite implementar tanto serviços de acesso quanto de gestão,
otimizando o gerenciamento de objetos digitais em um ambiente em rede, tanto para
editores, quanto para seus clientes.
Por isso, esse identificador, segundo Park et al. (2011, p. 626, tradução
nossa), é “aplicado em bases acadêmicas e de periódicos, assim como em
máquinas de busca na Web, como o Google Scholar”. Com essa aplicação, ressaltase as facilidades de identificação, pelas revistas, e a localização, pelos indexadores.
Nesse ponto, revela-se a capacidade de aumentar a visibilidade do artigo ou revista
ao permitir indexar e recuperar facilmente o documento.
Outro ponto a favor do uso do DOI, refere-se a proposta de seu
aprimoramento, como no caso do VDOI (Verifiable Digital Object Identifier), que
permite a autenticação de direitos autorais e gerenciamento sobre o versionamento
dos documentos com nome DOI associado (ARNAB; HUTCHISON, 2006).
Corroborando com a potencialização da visibilidade dos artigos de pesquisa,
Shaon et al. (2011), expande a aplicação do uso do DOI para os dados de pesquisa.
Nesse sentido, incrementa a visibilidade para os dados obtidos a partir de
experimentos científicos, possibilitando tanto a validação dos resultados quanto a
reutilização dos dados integrando, assim, o Movimento de Acesso Aberto à
Informação Científica com o Movimento de Dados Aberto.
Nesse caso, é importante ressaltar a questão da integração entre a
divulgação dos resultados de pesquisa, juntamente com a disponibilização dos
dados da pesquisa, ou seja, ter o relacionamento entre o artigo publicado com os
dados que apoiaram a pesquisa. Nesse ponto, os identificadores serão de grande
valia, pois permitem criar os relacionamentos necessários a essa integração. Ampliase, consideravelmente, a oferta de informação que pode ser útil na geração de
novos conhecimentos.
Em relação à elaboração de uma política para adoção deste mecanismo de
identificação, a divulgação das facilidades e benefícios de sistemas digitais de
identificação dos objetos é essencial para reduzir o ceticismo que pode existir entre
as organizações reticentes em adotar esta tecnologia (PARK et al., 2011). Assim, a
divulgação dos benefícios obtidos pelos identificadores apresenta-se como um ponto
importante para a adesão das organizações, mas ressalta-se que deve ser como
uma política.
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No contexto de padronização e controle, Tu et al. (2009) defende que o
registro de conteúdo científico deve ser coordenado em nível nacional, “baseado no
acesso aberto e em políticas de compartilhamento de informação, assim como em
padrões e resoluções DOI internacionalmente estabelecidas” (TU et al., 2009, p. 70,
tradução nossa). Transcende-se, assim, de uma questão restrita para uma questão
mais ampla, com estratégias e planos que deem suporte a adoção, em nível
nacional de um sistema de identificação.
Ampliam-se as vantagens do uso do DOI, no que se refere à potencialização
da visibilidade ofertada por parceiros na distribuição de publicações. O DOI é
apropriado para organizações que visam oferecer conteúdo para reutilização por
outras organizações, geralmente em troca de alguma taxa, as quais tendem a
distribuir informações de modo eficiente e rápido (PARK et al., 2011). Muitos
sistemas, desta forma, ofertam facilidade para a implementação do DOI, tal como o
sistema de editoração de revistas SEER/OJS.
1.2 Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER)
O Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) oferece apoio à
execução dos processos associados a editoração de revistas e publicação de artigos
científicos em meio eletrônico. O SEER é a tradução do software Open Journal
Systems (OJS), mantida pelo IBICT. O software é originalmente disponibilizado pelo
Public Knowledge Project (PKP), da University of British Columbia. A partir desse
processo, o sistema SEER surgiu em 2003. (INSTITUTO BRASILEIRO DE
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2013).
O IBICT publicou na Web a primeira revista brasileira utilizando essa
tecnologia, a Ciência da Informação. Logo após, iniciou-se um processo de
distribuição do SEER, permitindo a publicação de revistas científicas de acesso livre
na Web por editores brasileiros. Também houve a disponibilização de treinamentos
para capacitação técnica do uso da ferramenta, por parte do IBICT. (INSTITUTO
BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2013).
Além de apoiar o processo editorial, o SEER/OJS oferece uma plataforma
para publicação e manutenção de conteúdo de acesso aberto online a um ou mais
periódicos, como na Figura 3, que apresenta o portal de periódicos científicos da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Nota-se que, em uma mesma instalação
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do SEER/OJS abriga várias revistas, todas com o processo editorial apoiado no
mesmo software.
Figura 3 - Detalhe do portal de periódicos baseado no SEER/OJS

Fonte: Universidade Federal da Paraíba, 2013.

Além da possibilidade de manter um portal de revistas, o SEER oferece
recursos necessários à atribuição de nomes DOI, tanto para o periódico, quanto aos
artigos publicados. Um exemplo dessa facilidade é apresentado na Figura 4, em que
a revista Problemata lista artigos do volume 3, número 1 de 2012, revelando o nome
DOI. Assim, os artigos ganham uma identificação, possibilitando vários serviços.
Figura 4 - Exemplo de periódico com DOI atribuído aos artigos

Fonte: Problemata, 2013.

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Diante a caracterização do sistema de identificação DOI, da enumeração de
suas vantagens no contexto das revistas de acesso aberto, e o uso do SEER como
plataforma de apoio ao processo editorial e de publicação online de artigos, buscouse levantar seu índice de utilização a partir do cadastro mantido pelo IBICT,
conforme metodologia descrita na sessão seguinte.
2 Metodologia
O objetivo do presente estudo é apresentar um cenário brasileiro em relação
às revistas que adotam o DOI como sistema de identificação digital de publicações
científicas. Para tanto, um levantamento feito no sistema de cadastramento
“Revistas no SEER”, mantido pelo IBICT, que mantem um cadastro com 1054 títulos
de revistas científicas, gerou a base de dados inicial ao estudo, com as revistas,
implementadas com SEER/OJS que utilizam-se do DOI.
A justificativa pela qual optou-se pela amostra contemplar apenas as revistas
SEER/OJS deve-se, principalmente, pela preferência na utilização dessa ferramenta.
Em análise sobre acesso aberto, Baptista et al. (2007) destaca o software
SEER/OJS no âmbito da via dourada (golden road), como sendo o principal software
para a implementação de revistas de acesso aberto. Alinhado com essa idéia,
restringiu-se a pesquisa às revistas implantadas com o SEER/OJS.
Para essa análise foi considerada como amostra todos os periódicos
registrados no SEER. Inicialmente, para a coleta de dados foram consideradas as
informações descritas no cadastro do SEER. A partir desses dados foram
acrescentadas informações observadas no acesso ao Website dos periódicos.
Também foi verificada a veracidade dos dados do cadastro, como por exemplo,
periodicidade e URL.
O principal objetivo da coleta de dados é identificar os periódicos/artigos que
possuem DOI atribuído, e fazer um diagnóstico desta realidade. Por isso, utilizou-se
a base de dados de periódicos do IBICT como fonte inicial, sendo necessário validar
em cada Website da revista, as informações, visto que os registros cadastrais do
portal de revista SEER, muitas vezes, estão incompletos ou desatualizados, tanto
que somente 64 revistas indicaram ter o DOI, sendo 46% do total.
Neste processo identificou-se 115 periódicos que não se teve a possibilidade
de acesso aos artigos para identificar se tem o registro DOI ou não. Dentre alguns
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problemas levantandos estão: a) site em manutenção; b) link do Website cadastrado
no SEER não remete a revista; e c) muitas vezes o Website não é localizado, além
dos casos em que precisa-se de cadastro na revista como usuário para acessar seu
conteúdo.
No caso de problemas com o link, foi feito uma busca do título do periódico
tanto no buscador do Google quanto no Website institucional das editoras. Dos
registros pertencentes ao Portal SEER identificou-se 20 periódicos com o cadastro
duplicado. Observou-se, também, que a divulgação do DOI varia, inclusive na
própria revista, em que dependendo da edição, o DOI é divulgado no sumário,
resumo ou no próprio arquivo do artigo.
Pela coleta de dados, identificou-se 140 revistas que tem o registro DOI, seja
pelo título da revista, dos artigos ou dos dois. Também, verificou-se que a SciELO
atribuiu DOI aos artigos das revistas que indexa - na amostra totaliza 25 periódicos tendo uma única exceção, em que o acesso online da revista é pela SciELO, porém
não foi atribuída DOI, talvez pelo fato da revista não ter mais publicações, tendo a
última em 2010. Há casos em que a SciELO indexa periódicos que já atribuíram o
DOI para seus artigos, neste caso, não é atribuído outro em seu nome.
A partir do levantamento de periódicos e artigos com DOI, buscou-se fazer um
diagnóstico da situação destes em relação à validade do identificador, ao tipo de
instituição, o ano de criação das revistas, o local e as áreas de conhecimento. Para
a análise foram considerados dois grupos: aqueles periódicos/artigos com DOI
atribuído pela editora (140 títulos) e aqueles que a própria SciELO atribui o DOI (25
títulos). A validação dos nomes DOI foi feita por meio de script de consulta que
recuperou os metadados registrados junto à base de dados da IDF.
3 Resultados
No universo analisado, 15% das revistas apresentam identificação DOI, ou
seja, apenas 165 revistas, sendo que 25 possuem DOI fornecida pela SciELO e 140
possuem DOI da instituição vinculada. Desta forma, a amostra de 140 revistas com
atribuição de DOI fornecida pela instituição, pela qual a revista está vinculada tornase a base do presente estudo. Dessa amostra revelou-se que 10% possuíam DOI
apenas para o título, não atribuindo DOI para os artigos publicados.

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A maioria das revistas é editada por instituições de ensino superior, e essa
tendência é identificada pelo grupo analisado de 140 periódicos, sendo 134 editadas
por instituição de ensino superior, 5 por institutos de pesquisa e 1 por sindicato.
Destas instituições de ensino superior, destaca-se a Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) que tem atribuído o DOI a maioria de seus títulos. Dos periódicos
publicados pela UFSC, 67% tem DOI atribuído, 25% não tem atribuição ainda e 8%
tem a atribuição do DOI feita pela SciELO.
No que se refere a distribuição geográfica, os estados em que mais se tem
periódicos cadastrados são São Paulo (22%), Minas Gerais (10%), Paraná (13%) e
Rio Grande do Sul (12%). No entanto, com relação à localidade de periódicos com
DOI atribuído, percebe-se que a maioria é do Sul/Sudeste do país, tendo em
destaque: Paraná (24%), Santa Catarina (24%), São Paulo (19%) e Rio Grande do
Sul (11%).
A periodicidade das revistas com DOI tem a predominância de lançamento
semestral (51%). Seguidos de 19% e 17% de lançamento quadrimestral e trimestral,
respectivamente. Já a quantidade de artigos é bem equilibrada, em que a
quantidade média de artigos é a média com 38%, a alta é de 26% e a baixa é 36%.
Foi considerada quantidade baixa as edições com até 10 artigos, as médias de 1015 artigos e as altas acima de 15 artigos.
Os periódicos que atribuem o DOI não são, em sua totalidade, recentes.
Deste universo, o periódico mais antigo foi lançado em 1969, tendo 43 anos. Destas
140 revistas, duas foram lançadas no ano de 2012 e a atribuição de DOI para
revistas criadas antes de 1996 tem um total de 37 títulos.
Com relação à área de conhecimento, percebe-se uma predominância dos
periódicos com DOI serem das Humanidades, Ciências Sociais aplicadas e Ciências
da Saúde.
Com relação aos identificadores atribuídos pela SciELO, percebe-se uma
política da instituição, sem critérios aparentes. O DOI dos artigos atribuídos pela
SciELO é válido, porém tem casos à parte em que artigos antigos de algumas
revistas estão com problema de acesso, por exemplo, com a Perspectivas em
Ciência da Informação, os artigos do volume 16 não estão acessando. A localidade
desse grupo de 25 títulos é bem equilibrada, distribuída por Bahia, Distrito Federal,
Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São
Paulo e Santa Catarina, numa média de dois títulos por estado.
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Dos 140 periódicos caracterizados pelo DOI atribuído pelos editores, dois tem
o DOI somente para o título da revista. 63 periódicos não atribuíram o DOI ao título,
somente aos artigos e 6 periódicos preencheram o cadastro do SEER indicando ter
DOI, porém não aplica o nome DOI nem no website da revista, nem nos artigos. Das
revistas que atribuíram o DOI para os artigos, somente 21% atribuem em todas as
suas edições.
A partir das edições que possuíam DOI atribuído aos artigos, verificou-se a
validade do nome DOI de um artigo de cada edição, constituindo um total de 1474
nomes DOI, destes, 168 não foram encontrados no sistema de resolução. Nestes
casos, o DOI é exibido na interface da Website, porém o identificador não é válido,
remetendo a uma página de erro no site do IDF (Figura 5).
Figura 5 - Exemplo de resultado para DOI inexistente

Fonte: DOI, 2013.

Dentre os registros com DOI válidos, as URLs registradas nos metadados
fornecidos pela CrossRef foram consultadas para verificação de sua validade. A
Tabela 1 apresenta os resultados obtidos, havendo predominância de endereços
disponíveis, apesar da inacessibilidade de artigos de 48 edições.
Tabela 1: Validade da URL registrada nos metadados referentes aos nomes DOI consultados
Estado da URL
Qtde.
Resposta HTTP
Impede o acesso?
Acessível
1185
HTTP/1.0 200 OK
Não
Movida permanentemente
54
HTTP/1.0 301 Moved Permanently
Não
Movida temporariamente
19
HTTP/1.0 302 Moved Temporarily
Não
Acesso não autorizado
12
HTTP/1.0 403 Forbidden
Sim
Não encontrado
14
HTTP/1.0 404 Not Found
Sim
Servidor com erro
22
HTTP/1.0 500 Internal Server Error Sim
Fonte: Dos autores

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Em relação à disposição do identificador no site, 70% das revistas que
divulgam o nome DOI aos artigos padronizam sua exibição, as demais variam a
divulgação do DOI em suas edições, tendo como caso comum divulgar no sumário,
junto ao título, em edições anteriores e no resumo ou no arquivo do artigo nas
edições recentes. A exibição do DOI no sumário é o mais frequente, totalizando 54%
das edições, já a exibição no próprio artigo e no resumo é de 25% e 21%
respectivamente.
4 Conclusões e Perspectivas Futuras
O DOI fornece uma identificação inequívoca aos objetos digitais na Web.
Assim, permite recuperar metadados sobre o objeto identificado e, com isso,
localizar esse objeto pelo redirecionamento a um local em que possa ser acessado.
Da mesma forma, a referenciação cruzada permite o gerenciamento das estatísticas
do número de referências ao objeto.
Entretanto, apesar de seus benefícios, o ritmo de adoção de sistemas digitais
para identificação de objetos é relativamente baixa. Essa baixa adoção do DOI pode
ter várias causas, entre elas: a) desconhecimento do serviço; b) dificuldade de
convencimento da instituição em adotar; c) problemas financeiros, pelo DOI ser um
serviço pago; d) dificuldade em pagamento de serviços no exterior; e) dificuldades
técnicas ou tecnológicas em suportar o serviço; e f) outros.
Nesse sentido, levantou-se que algumas revistas apresentam nome DOI ativo
e operante em algumas edições, mas com erro em outras. Uma das causas desse
problema pode surgir no envio dos dados, baseado em arquivo no formato XML,
com erro ao CrossRef, causando, dessa forma, erros cadastrais que levam a
apresentar um nome DOI inativo.
No que se refere à distribuição geográfica, o presente estudo apresentou uma
discrepância entre o quantitativo de revistas por estado e o quantitativo de revistas
com DOI por estado. Quanto ao primeiro caso, o quantitativo de revistas por estado,
reflete a situação acadêmica brasileira, em que há uma concentração de
universidades e programas de pós-graduação em São Paulo. Entretanto, o Paraná
possuir mais revistas com DOI requer um estudo mais profundo para delinear as
causas.

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A UFSC, por sua vez, é a instituição que mais adota o DOI, justificando o alto
índice de revistas que atribuem o DOI no estado de Santa Catarina. Revela-se
indícios de uma política institucional em relação ao identificador. Podendo, assim,
ser uma estratégia para potencializar a visibilidade das publicações ou verificação de
citações, ou mesmo a adequação a padrões internacionais de publicação científica
na Web.
Quanto à área de conhecimento, o levantamento revelou-se peculiar, visto
que, por um lado, as Humanidades tem, por padrão, o livro impresso como veículo
preferencial de publicação de resultados de pesquisa. Por outro lado, as Ciências
Rígidas, geralmente, publicam em revistas internacionais, que explica a ausência de
periódicos.
Algumas

limitações,

no

entanto,

surgiram,

pois

requerem

estudos

complementarem para obter uma análise mais profunda. A periodicidade e tempo de
publicação isoladamente não permite conclusões seguras, apenas conjecturas, que
podem servir de base a novos estudos.
Assim, quanto ao tempo de publicação, revelou-se que os periódicos mais
novos possuem mais adesão ao identificador DOI. Esta constatação pode
representar que editores mais novos esteja mais alinhado com tendências
internacionais para as publicações Web.
A periodicidade pode representar, apenas, que há uma tendência nos
periódicos

científicos

em

serem

semestrais,

devido

às

dificuldades

de

gerenciamento e sustentabilidade de revistas de acesso aberto. Nesse sentido, não
ter relação entre adoção do DOI e periodicidade.
Por fim, os indícios apontam que a adoção do DOI, pelos periódicos, tem
relação com o prestígio atribuído à publicação pela instituição. Visto que, há
procedimentos legais para se adotar um DOI, além de ser um serviço pago. Revela,
também, a tendência de se adaptar a um padrão de identificação globalizado que
oferta serviços importantes para a visibilidade da produção científica.
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Análise da utilização do DOI no Brasil em periódicos de acesso aberto</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Mariana Giubertti Guedes</text>
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              <text>Ronnie Fagundes de Brito</text>
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              <text>Milton Shintaku</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>O uso de um sistema de identificação digital de objetos oferece benefícios como a persistência e permite o desenvolvimento de serviços associados aos objetos identificados. No contexto das publicações científicas busca-se caracterizar a adoção do sistema Digital Object Identifier (DOI) nos periódicos nacionais. É apresentada uma fundamentação teórico/prática a partir de levantamento bibliográfico, seguido de levantamento da adoção de identificadores a partir de base cadastral do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com visita ao website das revistas em busca do nome DOI disponível na interface. São apresentados dados sobre a adoção do DOI no âmbito das revistas selecionadas para análise, as quais oferecem base para política de promoção na adoção de uso deste recurso. Trata-se do primeiro levantamento em nível nacional que analisa a adoção deste tipo de identificador. </text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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      <name>cbbd2013</name>
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