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                  <text>As mudanças na cultura das bibliotecas universitárias em um
contexto de trabalho colaborativo mediado pelas tecnologias de
informação e comunicação

Fabiana de Oliveira Silva (UFU) - fabianas@dirbi.ufu.br
Ana Lúcia da Silva (UFU) - anasilva@dirbi.ufu.br
Paulo de Assis da Cunha (UFU) - pcunha3@yahoo.com.br
Resumo:
Atualmente vivemos num processo de informatização na sociedade que está intensamente
articulado com os sistemas de comunicação, quais se constituem nos elementos estruturantes
de uma nova forma de ser, pensar e viver. Pretende-se nesse trabalho discorrer sobre como as
novas Tecnologias Digitais nas bibliotecas universitárias mudaram a relação entre
bibliotecários e a sociedade e a transformação de perfil deste profissional. O desenvolvimento
da tecnologia e a explosão da informação impulsionaram grandes avanços em diversas áreas
do conhecimento e refletiram no ambiente das bibliotecas com uma nova tendência na
prestação de serviços, principalmente em relação às práticas informacionais e os produtos
oferecidos. Esta pesquisa enfatiza a colaboração de trabalho entre o bibliotecário e o usuário
de informação, quais deixaram de existir exclusivamente de maneira presencial, se tornando
também virtual, causando assim, impactos, mudanças e adaptações a essa nova realidade.
Palavras-chave: Tecnologias digitais. Bibliotecas universitárias. Educação de usuários.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

As mudanças na cultura das bibliotecas universitárias em um contexto de
trabalho colaborativo mediado pelas tecnologias de informação e
comunicação

RESUMO

Atualmente vivemos num processo de informatização na sociedade que está
intensamente articulado com os sistemas de comunicação, quais se constituem nos
elementos estruturantes de uma nova forma de ser, pensar e viver. Pretende-se
nesse trabalho discorrer sobre como as novas Tecnologias Digitais nas bibliotecas
universitárias mudaram a relação entre bibliotecários e a sociedade e a
transformação de perfil deste profissional. O desenvolvimento da tecnologia e a
explosão da informação impulsionaram grandes avanços em diversas áreas do
conhecimento e refletiram no ambiente das bibliotecas com uma nova tendência na
prestação de serviços, principalmente em relação às práticas informacionais e os
produtos oferecidos. Esta pesquisa enfatiza a colaboração de trabalho entre o
bibliotecário e o usuário de informação, quais deixaram de existir exclusivamente de
maneira presencial, se tornando também virtual, causando assim, impactos,
mudanças e adaptações a essa nova realidade.
Palavras chaves: Bibliotecas universitárias. Tecnologias digitais. Educação de
usuários.
Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO

Com a evolução das tecnologias de comunicação, houve o aprimoramento do
acesso, produção e disseminação da informação. O acesso em ambiente digital, por
diferentes meios de comunicação, como as redes sociais, blogs, hipertextos, vídeo
conferências, etc., bem como a versão eletrônica de documentos anteriormente
acessíveis apenas no formato impresso, alteraram de forma significativa a
velocidade e dinâmica na disponibilização e tratamento da informação.
Alguns profissionais que, por vários anos desenvolveram suas atividades
técnicas com pouca ou nenhuma mudança significativa, e estas, quando ocorriam,
eram realizadas paulatinamente, tiveram que se adaptar de forma rápida e
qualificada a essa nova era.

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Hoje, pode-se dizer que a tecnologia, com sua necessidade de se remodelar
apresentando sempre algo de novo, fazem com que as mudanças e necessidades
constantes de adaptação se transformem em cotidiano para os bibliotecários. Estas
transformações também alteraram a relação entre as pessoas e a informação, que
agora se dá de forma mais direta e interativa, tornando-os mais autônomos em
relação aos serviços mediados pelos bibliotecários no processo de busca da
informação.
Em meados do século XIX, o cientista americano Joseph Henri, no Annual
Report of the Board of Regents of the Smithsonian Institution, escreveu:
A humanidade tem seu progresso baseado em pesquisa, estudo e
investigação, que geram saber, conhecimento ou, simplesmente,
informação. E praticamente para cada item de interesse existe algum
registro de saber pertinente. A não ser que essa massa de
informações seja armazenada com ordem e que se especifiquem
bem os meios em que nos irão expor os respectivos conteúdos, [...]
(HENRI, 1851, apud KRZYZANOWSKY; TARUHN, 1998, p. 193).

Percebe-se nas observações de Henri, que o que hoje é denominado de
“explosão da informação”1 não foi constatado recentemente, e nem foi advinda da
internet. A biblioteca universitária é reconhecida por sua importância como
instituição de memória e fonte de transferência de informação científica e cultural
para toda sociedade, bem como suporte para multiplicação e especialização por
áreas do conhecimento. Com o aumento da produção técnica e científica, avanço da
tecnologia e a popularização da internet, a biblioteca universitária viu-se oferecendo
novos serviços e aprimorando os antigos, tendo que se atrelar a sistemas de
informação, com milhões de computadores conectados entre si, ao redor do mundo.
A introdução das tecnologias nas bibliotecas universitárias alteraram as
relações dos bibliotecários e suas práticas, transformaram suas relações de trabalho
para com a sociedade, trazendo mudanças e inovações na forma de sociabilidade e
modificando o perfil deste profissional. Essas transformações fazem com que se
reestruture ou se crie uma nova identidade coletiva, e consequentemente, uma nova
forma de articulação desses profissionais.

1

O termo “explosão bibliográfica” é definido como crescimento exponencial da
documentação, e foi constatada ou definida em 1948 pela Royal Society Conference of
Scientific Information (DEUS, C. C. R. D., 2011).
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Os modernos meios de comunicação social influenciam as formas de refletir e
propiciam novas experiências, tornando mais imediatista o modo com que as
pessoas reagem a determinado fato e/ou informação. Neste contexto, as relações
entre usuários e bibliotecários foram remodeladas nos últimos anos, pois além de
outros fatores, fez-se necessário que a Disseminação Seletiva da Informação (DSI)
ganhasse mais ênfase nas práticas bibliotecárias. O nosso desafio, como
bibliotecários, não é apenas obter meios tecnológicos para desenvolver a
educação\capacitação de usuários, mas também, de saber utilizá-los. Tão
importante quanto conhecer como e onde a tecnologia foi criada, é saber como e
para quem está sendo aplicada.

2 IMPACTOS DAS TECNOLOGIAS NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Historicamente, o desenvolvimento das tecnologias anteriores ao século XX
era acessível de forma restrita e lenta, sendo utilizadas apenas por alguns grupos
sociais. Com o surgimento da imprensa moderna, o acesso à informação sofreu
profundas transformações, reduzindo o tempo de reprodução do texto, que até então
eram realizados manualmente e posteriormente, com recursos tipográficos que
comparados aos de hoje, eram bastante morosos e de difícil operabilidade. No
decorrer das últimas décadas, com o aperfeiçoamento das técnicas de reprodução
de material de informação, a sociedade dispôs de rápidos recursos de divulgação de
informação e mecanismos de busca, minimizando o tempo e tornando a distância
geográfica quase que insignificante. A informação adquiriu atributos inovadores,
estreitando as fronteiras geográficas, linguísticas, culturais e políticas, utilizando a
velocidade da luz, através da internet. Assim, vivemos na chamada Sociedade da
Informação, advinda do crescimento da literatura científica a partir do século XIX e a
explosão bibliográfica, constatada após a Segunda Guerra Mundial.
Neste contexto, os bibliotecários foram impulsionados a desenvolver mais
competências e habilidades para se adequarem a este novo modelo social de
comunicação de massa. Estes profissionais tiveram que se tornar tão dinâmicos
quanto seu objeto de trabalho, a informação, sendo a atualização e disponibilidade
de enfrentar diversos desafios, a diferença entre a competência e a obsolescência.

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O processo de automação de bibliotecas e DSI impulsionaram o surgimento
de novos softwares para gerenciamento de bibliotecas, conteúdos, bibliotecas
digitais, sistemas de organização do conhecimento na Web, gerenciamentos de
bibliografias, gestão eletrônica de documentos, banco de imagens, bookmarks, web
2.0, dentre outras possibilidades para se trabalhar no espaço digital.
De acordo com Ramos et al. (1999):
Se as bibliotecas quiserem oferecer melhores serviços aos seus
usuários, é preciso entender com precisão os hábitos e costumes de
seus clientes, adaptarem as tecnologias às necessidades e
quantidades de informação de que dispõem, assim como utilizar um
sistema informatizado que privilegia todas as etapas do ciclo
documental no qual a escolha recaia sobre uma ferramenta que
contemple os recursos hoje disponíveis.

Marchiori (1997) escreveu que “várias formas para o gerenciamento de
recursos de informação estão sendo discutidas”. Assim, podemos observar que há
vários anos esta tem sido uma temática importante para a Biblioteconomia. Houve
um avanço no tratamento e disseminação de informação nos anos 90, que mudou
as práticas das atividades e serviços tidas como tradicionais.
A modernização das bibliotecas está ligada à automação de serviços e
procedimentos rotineiros, o que envolveu também, os processos de catalogação.
Assim, um formato para padronização de registros foi imprescindível para o sucesso
do intercâmbio de informação entre bibliotecas. O Machine Readable Cataloging
(Marc) foi desenvolvido pela Library of Congress nos anos 60, e até hoje é utilizado
para a padronização e cooperação entre bibliotecas, com a migração de dados de
um sistema para outro, que torna ágil o processo de classificação e catalogação. É
utilizado ainda, o conjunto regras e normas de catalogação do Anglo-American
Cataloguing Rules (AACR), também lançado sob a responsabilidade da Library of
Congress, em 1967 (SIMIONATO, [2013]). Com a necessidade de atender as
demandas atuais, os bibliotecários estão se empenhando em descrever e
disponibilizar de uma forma mais eficiente, os novos materiais de informação, em
vários tipos de suporte. Em consequência, outro formato, o Resource Description
and Access (RDA), compatível com o Marc, está sendo estudado e adotado por
várias bibliotecas, pois “foi desenvolvido especificamente para as bibliotecas que
operam em um ambiente digital” (CARIBBEAN CONNECTOR, 2009).

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O mercado tem priorizado a contratação de profissionais qualificados,
dinâmicos, criativos, com habilidades para trabalhar em equipe e atentos aos
processos de desenvolvimento tecnológico. Esta tendência é sentida nas bibliotecas
universitárias, pois os usuários levam esta cultura de qualidade e modernidade para
este ambiente, proporcionando maior agilidade e eficiência no atendimento.
De acordo com Pereira (2002):
[...] a tecnologia tem um papel importante na Era do Conhecimento
facilitado pela adoção de técnicas que estimulam a captação, a
estruturação e a disseminação do conhecimento antes disperso . As
novas tecnologias têm seus impactos, mas também em outras
atividades humanas. Elas afetaram os comportamentos das pessoas,
como os celulares que experimentaram um notável crescimento no
país. Os computadores que antes ocupavam um prédio inteiro, hoje
são reduzidíssimos, como os Notebooks. O advento da Internet
trouxe o mundo inteiro para dentro de casa, pois é possível a
comunicação para qualquer parte do globo.

Para obter da tecnologia todo o benefício que ela oferece é necessário que
algumas questões sejam observadas, entre elas:
- diagnosticar as necessidades dos usuários e instituição;
- estudar a tecnologia que melhor atende às necessidades;
- avaliar o custo versus benefício;
- estudar e preparar o espaço físico biblioteca;
- capacitar os colaboradores da biblioteca para operar os sistemas e máquinas;
- orientar os colaboradores para serem multiplicadores do conhecimento quanto a
operabilidade da nova tecnologia;
- integrar o pessoal especializado e as demais setores da biblioteca;
- adequar a tecnologia com a missão da biblioteca;
- gerir adequadamente a tecnologia;
- estimular a atualização profissional.
As universidades possuem programas para práticas de ensino, pesquisa e
extensão. Como é enfatizado por Brito (2012), as bibliotecas são parte importante
das instituições, por essa razão elas "não existem por si mesmas", mas sim para
promover missões institucionais, em geral ligadas ao desenvolvimento e produção
do conhecimento nas atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação. Desta
forma, algumas bibliotecas universitárias trabalham visando atender a comunidade

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acadêmica e a comunidade externa2. De acordo com os programas da instituição, os
bibliotecários também devem procurar uma forma de atender as necessidades da
sociedade, como forma de extensão, os interesses de pesquisa e as especificidades
das diferentes áreas do conhecimento. Sendo ela espaço para a produção e a
expansão de novos conhecimentos, “a atividade do bibliotecário se encontra no
centro do processo de socialização e democratização da informação, determinando
em que condições e quais usuários poderão dela usufruir” (SILVEIRA, 2007, p. 110).

3 AÇÕES DE INOVAÇÃO DE USO DAS TECNOLOGIAS

Com a criação e desenvolvimento em grande escala das tecnologias de
comunicação e informação, dentre elas, a internet, a demanda para o uso da word
wide web para a disseminação de pesquisas foi essencial. Lynch (2003), conclui que
“algo extraordinário ocorreu na revolução contínua da informação em rede, mudando
a dinâmica entre inovação individualmente orientada, o progresso institucional, e da
evolução das práticas disciplinares acadêmicas”. Pode-se observar que se tornou
comum o fato de que as bibliotecas universitárias manterem acervos digitais,
contrariando a ideia de que as novas tecnologias de informação, em seus variados
suportes, tornariam obsoletas ou mesmo extinguiriam as bibliotecas tradicionais e os
livros impressos.
Está em tramite desde 2007, um Projeto de Lei que dispõe sobre o processo
de disseminação da produção técnico-científica pelas instituições de ensino superior
no Brasil:
Art. 1º. As instituições de ensino superior de caráter público, assim
como as unidades de pesquisa, ficam obrigadas a construir os seus
repositórios institucionais, nos quais deverão ser depositados o
inteiro teor da produção técnico-científica conclusiva do corpo
discente, com grau de aprovação, dos cursos de mestrado,
doutorado, pós-doutorado ou similar, a produção técnico-científica
conclusiva do corpo docente dos níveis de graduação e pósgraduação, assim como a produção técnico-científica, resultado das
pesquisas realizadas pelos seus pesquisadores e professores,
financiadas com recursos públicos, para acesso livre na rede mundial
de computadores (BRASIL, 2007).

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São informalmente chamadas de “comunidade externa”, as pessoas que não possuem
vínculo acadêmico com a universidade.
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Neste contexto, Medeiros (2012) diz que o desenvolvimento de repositórios
institucionais surge como uma nova estratégia que permitiu às universidades
assumir o papel de editoras, modernizando os processos de publicação e divulgando
a produção acadêmica em conteúdo digital.
Com a implantação das bibliotecas virtuais, houve a necessidade de mudança
e adaptação dos serviços tradicionais. Destaca-se neste momento, a importância do
Serviço de Referência como pilar para dar suporte à crescente demanda da
comunidade acadêmica e externa. Conforme os estudos de Carvalho (2011), os
constantes desafios da vida e do mundo contemporâneo, a formação continuada dos
usuários no âmbito das bibliotecas é um desafio e uma necessidade imperativa, pois
os mesmos podem ficar defasados caso não sejam continuamente instruídos e
informados corretamente. Este serviço é um campo de atividades muito abrangente
e está relacionado direta ou indiretamente com todas as demais atividades
desenvolvidas na biblioteca, tendo em vista que é o intermédio das práticas
bibliotecárias e os usuários, na busca pela informação.
Martins e Ribeiro (1979) fizeram uma análise histórica da evolução conceitual
desse do Serviço de Referência. Neste trabalho, destaca-se Ranganathan, que em
1961, define que “o Serviço de Referência é o processo de estabelecer contato entre
o leitor (usuário) e o documento (informação) de uma maneira pessoal”. Conforme
Silva e Beuttenmüller (2005) com o uso da tecnologia pelas bibliotecas, o Serviço de
Referência passa a prestar assistência virtualmente, com os mesmos objetivos do da
forma tradicional, com o diferencial do uso da Internet como um recurso, buscando
desenvolver ações necessárias para a pesquisa. Dessa forma, o que as difere é:
[...] no Serviço de Referência tradicional o bibliotecário mantém controle e
opera de forma independente. Com o usuário remoto a relação é
diferente, pois ele controla o processo de acordo com sua conveniência,
preservando anonimato, selecionando fontes, descartando e buscando
outros Serviços de Referencia (OLIVEIRA; BERTHOLINO, 2000, p. 2).

Pimenta (2002, p. 7) descreve que “a Internet é mais um canal de
comunicação para atendimento da clientela da biblioteca, estabelecendo um tráfego
intenso de pesquisa/informação ou perguntas/respostas ou problemas/soluções em
ambiente virtual”. Logo, o bibliotecário exerce um papel de mediação na
disseminação remota da informação, utilizando a Internet como um meio de fazer
com que recursos e esforços sejam unidos, para que acervos sejam facilmente
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acessados e compartilhados, propiciando ao usuário a sensação de atendimento
pessoal, mesmo que sem a presença física de um profissional da informação.
Atualmente, as bibliotecas universitárias utilizam várias ferramentas para
prestar assistência remota aos usuários. Podemos citar os correios eletrônicos,
chats, redes sociais, blogs, tutoriais e guias, vídeos demonstrativos, etc. Para a
sistematização de um programa de educação de usuários é importante conhecer a
satisfação destes na implantação e sugestões dos mesmos na elaboração ou
alteração nas atividades que envolvem a capacitação de usuários. Com isso
promovemos a mudança de atitudes dos usuários frente aos serviços oferecidos e
recursos informacionais disponibilizados pelas Bibliotecas.
As bibliotecas universitárias vem através dos anos, adotando uma postura
proativa em relação às necessidades da comunidade acadêmica e sociedade. Em
paralelo à manutenção dos avanços conquistados, os bibliotecários devem buscar e
atrair aqueles usuários que, por algum motivo, desconhecem e não utilizam os
serviços e/ou produtos oferecidos, estabelecendo, desta maneira, um canal de
interação permanente e, sobretudo, eficaz entre o usuário e a biblioteca.

4 CONCLUSÃO

Através da bibliografia utilizada, percebe-se que a preocupação com o
atendimento aos usuários em meio aos avanços da tecnologia não é algo recente.
As bibliotecas universitárias que utilizam as novas tecnologias disponíveis na
internet propiciam serviços de valor agregado aos usuários, no que dizem respeito à
interatividade, considerando suas necessidades através de ferramentas de uso
amplo, quais favorecem a comunicação.
Em consequência da criação da Web 2.0 e da facilidade de acesso, as
ferramentas colaborativas ganham cada vez mais espaço nas bibliotecas
universitárias. A tecnologia propiciou ao usuário uma participação mais ativa no
processo de disseminação da informação, por meio da rede social, onde os usuários
fazem recomendações e indicações, contribuindo para a fomentação de informação
das bibliotecas. Portanto o futuro das bibliotecas, especialmente o das universitárias,
está em consonância com o futuro da internet.

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Bibliotecas e bibliotecários se adaptaram e incorporaram o novo, coexistindo
perfeitamente com antigo, pois independente do suporte e forma de acesso, a
informação é seu objeto de trabalho, e sempre encontrará uma forma de administrala visando prover da sociedade, conforme sua necessidade.

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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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                <text>Florianópolis/SC</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>As mudanças na cultura das bibliotecas universitárias em um contexto de trabalho colaborativo mediado pelas tecnologias de informação e comunicação</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Fabiana de Oliveira Silva</text>
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              <text>Ana Lúcia da Silva</text>
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              <text>Paulo de Assis da Cunha</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Atualmente vivemos num processo de informatização na sociedade que está intensamente articulado com os sistemas de comunicação, quais se constituem nos elementos estruturantes de uma nova forma de ser, pensar e viver. Pretende-se nesse trabalho discorrer sobre como as novas Tecnologias Digitais nas bibliotecas universitárias mudaram a relação entre bibliotecários e a sociedade e a transformação de perfil deste profissional. O desenvolvimento da tecnologia e a explosão da informação impulsionaram grandes avanços em diversas áreas do conhecimento e refletiram no ambiente das bibliotecas com uma nova tendência na prestação de serviços, principalmente em relação às práticas informacionais e os produtos oferecidos. Esta pesquisa enfatiza a colaboração de trabalho entre o bibliotecário e o usuário de informação, quais deixaram de existir exclusivamente de maneira presencial, se tornando também virtual, causando assim, impactos, mudanças e adaptações a essa nova realidade.</text>
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          <description>A language of the resource</description>
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