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                  <text>Livro eletrônico: o que dizem os bibliotecários da Universidade
Federal de Minas Gerais

Adriana Bogliolo Sirihal Duarte (UFMG) - bogliolo@eci.ufmg.br
Aline de Queiroz Lopes (UFMG) - line_ql@hotmail.com
Maria L. Amorim Antunes (UFMG) - mariaamorimm@gmail.com
Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira (UFMG) - emanuelle.gaf@gmail.com
Ana Lúcia Pereira (UFMG) - analucia_alp@yahoo.com.br
Resumo:
Pensando no contexto atual das bibliotecas, foi criado o projeto de pesquisa “Livro eletrônico e
sua utilização por alunos de graduação da UFMG”. Inicialmente realizou-se uma série de
estudos sobre a diversidade de conceitos, principalmente na literatura estrangeira. Em
sequencia, determinou-se a avaliar os e-books, ou livros eletrônicos, no âmbito do Sistema de
Bibliotecas da UFMG. Realizaram-se entrevistas semi-estruturadas com bibliotecários-chefes
de dezessete unidades distintas, visando verificar qual o caminho e quais perspectivas estão
sendo discutidas em relação à adoção dos e-books tanto sob o ponto de vista do aluno, como
da biblioteca e do bibliotecário. Conclui-se que de forma geral todos os bibliotecários
entrevistados apresentam opiniões bem claras a respeito do livro eletrônico. Entretanto há
divergências dentro do próprio Sistema em relação a postura dos mesmos diante dos e-books
no que diz respeito à iniciativa de compra, treinamento do pessoal, processamento técnico e
instrução aos usuários.
Palavras-chave: Livro eletrônico. E-book. Biblioteca Universitária. Bibliotecário.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Livro eletrônico: o que dizem os bibliotecários da Universidade Federal de
Minas Gerais

Resumo:
Pensando no contexto atual das bibliotecas, foi criado o projeto de pesquisa “Livro
eletrônico e sua utilização por alunos de graduação da UFMG”. Inicialmente
realizou-se uma série de estudos sobre a diversidade de conceitos, principalmente
na literatura estrangeira. Em sequencia, determinou-se a avaliar os e-books, ou
livros eletrônicos, no âmbito do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Realizaram-se
entrevistas semi-estruturadas com bibliotecários-chefes de dezessete unidades
distintas, visando verificar qual o caminho e quais perspectivas estão sendo
discutidas em relação à adoção dos e-books tanto sob o ponto de vista do aluno,
como da biblioteca e do bibliotecário. Conclui-se que de forma geral todos os
bibliotecários entrevistados apresentam opiniões bem claras a respeito do livro
eletrônico. Entretanto há divergências dentro do próprio Sistema em relação a
postura dos mesmos diante dos e-books no que diz respeito à iniciativa de compra,
treinamento do pessoal, processamento técnico e instrução aos usuários.
Palavras-chave: Livro eletrônico. E-book. Biblioteca Universitária. Bibliotecário.
Área Temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente
Introdução
A profissão de bibliotecário é uma profissão antiga e assim como outras
profissões, vem passando por mudanças em seus paradigmas, mudanças essas
que estão presentes nos aspectos de sua formação e em suas possíveis áreas de
atuação. O bibliotecário acompanhou de perto o aparecimento das novas
tecnologias, adaptou-se, deixou de usar as fichas e passou a usar as telas.
Na era das novas tecnologias, surgem os e-books, ou livros eletrônicos, que
vem provocando inquietações e sentimentos antagônicos de admiração, desejo ou
desprezo. A própria conceituação de livro eletrônico vem sendo discutida. Segundo
Wilson e Landoni (2001), a definição de livros eletrônicos engloba três diferentes
aspectos, a saber: a) dispositivos de hardware que permitem aos leitores acessarem
conteúdos; b) aplicações de software, usadas para visualizar conteúdo online e; c) o
conteúdo que é visualizado através de um dispositivo de hardware ou de aplicações
de software. Atualmente os dispositivos de hardware não são mais denominados de
e-books ou livros eletrônicos, mas recebem a denominação específica de e-readers.
Assim, a definição de livros eletrônicos tem-se centrado mais na identificação de seu
conteúdo. Gama Ramirez (2006) apud Velasco e Oddone (2007, p. 3) afirma que:

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O livro eletrônico se refere a uma publicação digital não periódica,
quer dizer, que se completa em um único volume ou em um número
predeterminado de volumes e que pode conter textos, gráficos,
imagens estáticas e em movimento, assim como sons. Também se
nota que é uma obra expressa em várias mídias (multimídia: textos,
sons e imagens) armazenadas em um sistema de computação. Em
suma, o livro eletrônico se explica como uma coleção estruturada de
bits que pode ser transportada e visualizada em diferentes
dispositivos de computação (GAMA RAMÍREZ, 2006, p. 12, apud
VELASCO e ODDONE, 2007, p. 3).

Muitos autores afirmam que o conceito de livro eletrônico deve fazer analogia
ao livro impresso. Podemos observar essa perspectiva no conceito da Enciclopédia
Internacional

de

Ciência

da

Informação

e

Biblioteconomia

(International

Encyclopedia of Information and Library Science) do ano de 2003, que
refere-se ao livro eletrônico como o resultado da integração da
estrutura clássica do livro, ou preferencialmente o conceito familiar
de um livro, com características que podem ser fornecidas pelo
ambiente eletrônico , o qual é concebido como um documento
interativo que pode ser composto e lido num computador (Landoni,
2003, p. 168, tradução nossa).

Observamos que a concepção acima restringe a leitura dos livros eletrônicos
por meio do computador, mas hoje sabemos da existência de uma infinidade de
dispositivos, tais como tablet, smartphones, e-reades, etc, que também possibilitam
sua leitura, portanto o conceito pode ser ampliado para documentos interativos que
possam ser compostos e lidos em quaisquer dispositivos eletrônicos, de mesa ou
portáteis, que incluam uma tela.
Enfim, ao averiguar uma série de estudos, principalmente da literatura
estrangeira, encontramos as autoras Vassilou e Rowley, em 2008, que fizeram um
estudo sobre a diversidade de conceitos que apareciam na literatura e apresentaram
uma definição em duas partes e em função de quatro perspectivas: meio,
conteúdo/formato do arquivo, dispositivo e fornecimento. As duas partes fazem-se
necessárias para capturar tanto as características persistentes de e-books, quanto
sua natureza dinâmica, impulsionada em grande parte pelas diferentes tecnologias
através das quais eles são disponibilizados e lidos:
(1) Um e-book é um objeto digital com conteúdo textual e/ou outro
tipo de conteúdo, que deriva como um resultado da integração do
conceito familiar de um livro com características que podem ser
oferecidas numa ambiente eletrônico. (2) E-books possuem
funcionalidades embutidas tais como funções de busca e referência
cruzada, links hipertextuais, bookmarks, anotações, destaques,

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objetos multimídia e ferramentas interativas (Vassilou e Rowley,
2008, p. 363, tradução nossa).

A partir do entendimento do conceito de e-book em termos do conteúdo,
passa-se a refletir acerca dos modelos de adoção de e-books por bibliotecas.
Embora a literatura estrangeira aponte dois modelos – aquele em que a biblioteca
adquire e empresta dispositivos de leitura que contém livros eletrônicos como
conteúdo e o modelo web-based (baseado na web) em que a biblioteca empresta
apenas o conteúdo, através de transações via web), a realidade das bibliotecas
acadêmicas brasileiras é de adoção ou de análise apenas do segundo modelo, até
porque os e-readers apenas recentemente chegaram ao mercado brasileiro.
Desta reflexão surgiu o questionamento: o que está acontecendo no contexto
em que estamos inseridos, ou seja, que caminho e quais perspectivas estão sendo
discutidas no espaço das bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal de Minas Gerais – UFMG – em relação à adoção de e-books? A seguir
relata-se o resultado da pesquisa realizada no segundo semestre de 2012 visando
responder essa questão.
Metodologia da pesquisa
Em 2012 foi concebido o projeto de pesquisa “Livro eletrônico e sua utilização
por alunos de graduação da UFMG”, visando verificar se estão sendo utilizados e
como estão sendo utilizados os livros eletrônicos e os suportes para sua leitura por
alunos da UFMG, a aceitação e forma de lidar dos bibliotecários com estes livros e
seus suportes e os impactos causados no comportamento informacional dos
indivíduos decorrentes dessas mudanças.
Até o presente momento efetuou-se uma revisão de pesquisas com usuários
de e-books realizadas no exterior (GIBBONS, 2001; SIMON, 2001; TOWLE, 2007;
SPRINGER, 2008), e se fez duas etapas de coleta de dados: uma entre os
bibliotecários do sistema de bibliotecas da UFMG, através de entrevistas, e outra
entre os alunos de graduação da UFMG, através da aplicação de questionários.
Gibbons (2001), apresenta os resultados de uma pesquisa realizada após a
experiência de 6 bibliotecas que efetuavam o empréstimo de e-readers contendo
livros eletrônicos para seus usuários. Simon (2001) apresenta os resultados de um

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estudo conduzido com alunos que cursaram disciplinas por ele oferecidas tendo
como material didático apenas livros eletrônicos inseridos em e-readers. Gemma
Towle (2007) desenvolve uma pesquisa de doutorado em que estuda os impactos do
livro eletrônico do ponto de vista de todos os stakeholders envolvidos na cadeia de
produção e circulação do livro: autor, editoras, livrarias, bibliotecas e leitores. Além
de fazer uma exaustiva revisão de literatura e das pesquisas que a antecederam,
investiga, em particular, a captação e experiências de e-books nas bibliotecas
públicas inglesas do ponto de vista de seus bibliotecários e dos leitores. Finalmente,
em 2007, a Springer pesquisou bibliotecários de seis instituições para entender seus
pontos de vista sobre a adoção e benefícios do e-book. Em 2008, essa grande
editora de revistas/periódicos do setor de ciência, tecnologia e medicina deu
continuidade a esse estudo com uma pesquisa de usuários finais em cinco
instituições para avaliar seu uso e atitudes para com os e-books. A pesquisa revelou
alguns resultados encorajadores sobre a adoção de e-books. A maioria dos usuários
estavam cientes da existência dos e-books e haviam acessado algum pelo menos
uma vez. Os entrevistados também disseram que os e-books são úteis e que
gostariam de incorporá-los em suas práticas informacionais mais frequentemente.
Em termos de comportamento do usuário, a pesquisa descobriu que os usuários
acessam e-books principalmente para fins de pesquisa e estudo e que os tipos de ebooks mais utilizados são obras de referência e livros didáticos.
Em nossa pesquisa, buscamos compreender o uso do livro eletrônico no
ambiente acadêmico pelos alunos da UFMG, e aplicamos cerca de 1500
questionários entre alunos matriculados na UFMG no primeiro semestre de 2012.
Em linhas gerais, concluímos que a grande maioria dos alunos da UFMG utiliza
recursos tecnológicos e já fez uso de livros eletrônicos mas, surpreendentemente,
quando fizemos a eles a pergunta: “se um livro acadêmico de que você necessitasse
estivesse disponível na biblioteca em ambos os formatos, eletrônico e impresso,
qual você preferiria?”, 74% responderam preferir o livro impresso ao eletrônico.
Por fim, os resultados das entrevistas realizadas com os bibliotecários são
apresentados neste trabalho. É importante ressaltar que os bibliotecários do Sistema
de Bibliotecas da UFMG realizaram uma pesquisa mercadológica, fazendo um
levantamento sobre o que seria necessário para a aquisição e implantação de
acervo de livros eletrônicos no Sistema. Contudo, a aquisição de uma coleção para

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o Sistema ainda não foi feita devido a uma série de fatores, exceto a compra de
alguns títulos em unidades isoladas, onde algumas iniciativas já estão sendo
implantadas.
O Sistema de Bibliotecas da UFMG é composto de um conjunto 25 bibliotecas
distintas, responsáveis por prover à comunidade universitária os serviços e produtos
de informação necessários ao desempenho das atividades próprias da Universidade;
em suas dimensões de ensino, pesquisa e extensão. A coleta de dados desta
pesquisa procurou abranger todos os bibliotecários do Sistema, no entanto logrou-se
realizar dezessete entrevistas semi-estruturadas com bibliotecários de diferentes
unidades. Os diálogos foram gravados em áudio para fins de transcrição.
Realizaram-se as entrevistas com o bibliotecário-chefe ou com outro bibliotecário da
unidade indicado por este. Esclareceu-se, no momento da entrevista, o conceito de
livro eletrônico como uma versão digital do livro impresso (excluindo-se as
publicações periódicas) que esteja disponibilizado eletronicamente para quaisquer
dispositivos que incluam tela. As entrevistas envolveram questionamentos como a
existência ou não de livros eletrônicos nas bibliotecas, a possibilidade de possuir
uma coleção de livros eletrônicos, quais vantagens e desvantagens que os
bibliotecários viam nos livros eletrônicos e se os livros eletrônicos estavam sendo
considerados como uma área para possível investimento ou expansão.
Da análise das entrevistas estabeleceram-se seis categorias de análises
principais que buscaram:
1. Inferir a postura dos bibliotecários em relação ao livro eletrônico, identificando-os
como entusiastas, indiferentes ou se haveria alguma reação negativa;
2. Avaliar a iniciativa de compra caracterizando os bibliotecários que adquiriram
livros

eletrônicos

de

forma

independente,

aqueles

que

aguardavam

determinações vindas do Sistema e os que não apresentaram iniciativa e não
demonstraram interesse em um eventual consórcio através do Sistema.
3. Estabelecer comparações entre o livro impresso e o livro eletrônico, procurando
identificar, do ponto de vista dos bibliotecários, se está havendo uma
superestimação a algum formato – eletrônico ou impresso e a provável tendência
ao hibridismo.

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4. Analisar a percepção dos bibliotecários sobre a necessidade de treinamento
tanto da equipe técnica como a instrução aos usuários quando da inclusão dos
livros eletrônicos no acervo.
5. Avaliar o grau de conhecimento dos bibliotecários em relação à compreensão
dos modelos de aquisição de livros eletrônicos.
6. Conhecer a opinião dos bibliotecários sobre as vantagens e desvantagens dos
livros eletrônicos, tanto na questão do formato digital como na realidade de cada
biblioteca.

Interpretação dos resultados
As duas primeiras categorias de análise propostas – postura em relação ao ebook e iniciativa de compra – dialogam bastante entre si. Buscou-se aqui inferir qual
a postura dos bibliotecários diante das novas tendências lançadas pela chegada do
formato eletrônico das publicações e a consequente tentativa de trazer esses
conteúdos em novos suportes para dentro de cada biblioteca.
De forma geral pode-se dizer que todos os bibliotecários entrevistados
reconhecem que o livro eletrônico é uma forte tendência e com a expectativa de
“permanecer”. E, como tal, sabem que a hora de trabalhar com o e-book vai chegar.
No entanto alguns acreditam que esta é uma realidade mais distante, outros acham
que já estão atrasados para a manipulação dos e-books. É o que se pode ver pelos
trechos extraídos de entrevistas a seguir:
“A gente tá com muita expectativa querendo trabalhar com o livro
eletrônico... Vamos ver como é na Universidade”.
“Eu acho que a gente já tá é atrasado, né, pra adquirir os livros
eletrônicos”.

Um dos entrevistados demonstra seu entusiasmo com os livros eletrônicos
referindo-se às vantagens para os usuários finais. Segundo ele: “os livros eletrônicos
possuem características que podem trazer grandes benefícios para os seus
usuários”.
Dos 17 bibliotecários entrevistados, três já efetuaram a aquisição de títulos
por conta própria em suas unidades, uma bibliotecária está realizando testes para
implementação de uma política de aquisição de acervo de e-books pelo Sistema de
Bibliotecas e os 13 demais esperam a determinação do Sistema. Mas observa-se a

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divisão dos bibliotecários em duas posturas: uns aguardam que o movimento de
aquisição de coleções de livros eletrônicos aconteça brevemente, mostram-se mais
atentos e abertos à discussão, e cogitam mesmo a possibilidade da aquisição
independente; como demonstram as falas:
“Já investigamos. E já está em processo de definição dos títulos
para a aquisição. Seria por conta própria. O projeto de educação a
distância da faculdade está bancando o projeto”.
“Se Deus quiser, início do ano que vem. Porque eu nem... Se a BU
não comprar... Eu vou comprar os meus raros, porque nós vamos
fazer um projeto. Já conversei com o coordenador do curso. Nós
vamos sentar no início de janeiro, nós vamos sentar e fazer o nosso
projeto. É cinqüenta e três mil reais a base de dados, e é perpétua.
É compra, mas se Deus quiser pelo menos esse a gente vai ter (...)”.
“Atualmente nós estamos com alguma coleção disponibilizada
porque foram disponibilizadas pelos editores como try-on, ou seja,
livros que a gente vê a acessibilidade para a gente fazer um teste”.

Outros se mostram relativamente indiferentes e distantes da discussão, pouco
interessados. Os trechos abaixo apresentam exemplos destas posturas:
“Não. A possibilidade de possuir uma coleção de livros eletrônicos
está sendo feita pelo Sistema de Bibliotecas da UFMG. E então
existe um grupo estudando, mas eu não fiz parte desse grupo no
estudo inicial por falta de tempo. Na época que começou, eu estava
de férias e eu não participava. Assim que tiver novas reuniões, eu
pretendo participar mais ativamente por que nas primeiras reuniões
o outro bibliotecário [da unidade] participou, mas eu ativamente
não”.
“Mas a gente adquirir livro eletrônico a gente não tem não
(desconhece o conceito). A [nome de pessoa], né, que é a chefe da
biblioteca, já tá muito empolgada querendo ver como é que é, pra
gente adquirir. Mas assim até hoje, pra que a gente possa ter uma
atitude pra comprar, a gente ainda não. Entrevistadora: mas vocês
chegaram a pesquisar preço? Não, eu pelo menos nunca fiz...”
“Não. (...) Porque não possui demanda para tanto, os alunos não
têm interesse. A biblioteca é só de pós-graduação, os outros alunos
utilizam a Biblioteca Central”.

A terceira categoria da análise foi a comparação que os bibliotecários fizeram
do livro impresso com o livro eletrônico. Subdividimos essa categoria em três
subcategorias, onde identificamos os bibliotecários que superestimam o livro

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impresso, aqueles que superestimam o livro eletrônico e outros que tendem ao
hibridismo, ou seja, a utilização tanto do livro impresso quanto do eletrônico.
Na análise das entrevistas percebemos que alguns bibliotecários não se
sentem à vontade realizando a leitura do livro eletrônico, levando-nos a crer sua
superestima pelo livro impresso, assim como podemos observar nas seguintes
declarações:
"Eu praticamente não gosto muito não, eu acho que depende no
caso, igual o livro, se eu pegar um livro, uma literatura, por exemplo,
eu prefiro pegar o livro e ler a pegar na tela e ler”.
"As mudanças já são visíveis, mas não muda o sabor de uma boa
leitura no livro impresso em que você toca e folheia as páginas, volta
ao ponto que quiser sem ter que usar uma tela iluminada. Não troco
este prazer de uma boa leitura em livro impresso por um eletrônico”.

Observou-se que, em alguns casos, aqueles que declararam não ter interesse
pelo livro eletrônico, são profissionais que já estão próximos da aposentadoria e
acreditam que esse legado ficará para os futuros profissionais que irão ocupar suas
posições no sistema.
Por outro lado, da mesma forma que foram poucos os bibliotecários que
fizeram parte do grupo que superestima o livro impresso, também não foi grande o
grupo daqueles que superestimam o livro eletrônico. Em algumas falas, nota-se que
o profissional é otimista no que diz respeito à tecnologia do livro eletrônico:
"Já faz parte do presente e no futuro vai... com
eventos que a gente participa na... da
biblioteconomia e ciência da informação, sempre
prático, não tem esse problema de espaço e
acostumado com a tecnologia”.

certeza. Todos os
minha área de
fala...é muito mais
o mundo já esta

O ensino a distância é outro aspecto importante ressaltado por um
entrevistado e que cada vez mais está recebendo investimento, tanto das
instituições públicas quanto particulares. Os livros eletrônicos tem sido grandes
aliados nessa forma de ensino que está em crescimento e que possibilita a inclusão
de uma diversidade de estudantes, como aqueles que possuem alguma dificuldade
de se locomover. Nota-se a preocupação do entrevistado nas palavras que seguem:
"Acho que, principalmente para nós que trabalhamos muito com
educação a distância, esta é uma questão fundamental. Acho que
vai pegar, não tem jeito, em algumas áreas mais rápido e em outras
mais lento".

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A maioria dos entrevistados apresentou uma tendência ao hibridismo. Alguns
estão vivenciando esse momento e até chegam a oferecer simultaneamente o
acesso ao mesmo título em ambos os formatos, eletrônico e impresso. Outros
demonstram pretender oferecer essa opção aos seus usuários em breve. Isso
confirma-se no exposto por três entrevistados:
"Adquirimos esses todos, os 41, nós temos exemplar impresso aqui
na biblioteca e o acesso online, temos os dois".
“Um comentário pessoal, é que eu prefiro o livro em papel, não
tenho nada contra, acho que novo tem que chegar, tem que vir, e
tem que ser bem aproveitado tanto por nós bibliotecários, como
pelos usuários em geral. Mas eu acho que a Universidade precisa
entrar nessa época, acho que já até passou um pouco, mas vai
entrar pelo que estou sabendo provavelmente ano que vem. E é
serem bem aproveitados, e os usuários também darem sugestões
de títulos que possam ser adquiridos, e usarem também a nossa
coleção física, até que o momento... acho que durante muito tempo
vai ficar híbrido. E depois acho que deve converter uma parte,
principalmente essas exatas, sociais para essa parte digital. Mas o
livro físico eu acho que não acaba não”.
“Eu acho assim que o livro em papel não acaba, mas o livro
eletrônico parece que vai pegar e parece que vai ficar...eu acho que
vão caminhar paralelos ”.

Os bibliotecários são quase unânimes ao apontar a forte tendência ao
hibridismo. O fim do livro de papel foi uma possibilidade praticamente descartada ao
passo que a tendência do e-book se consolidar é forte; fato que indica a convivência
dos dois modelos. Como aponta um dos entrevistados “de um modo geral o que as
pessoas querem é o acesso” à informação, independentemente de em qual suporte.
A categoria que avalia a percepção da necessidade de treinamento foi
subdividida em três subcategorias. Dos 17 bibliotecários entrevistados, 13 percebem
a necessidade de treinamento, dois bibliotecários oscilam entre a indiferença e a
crença de que já estão preparados e dois bibliotecários não responderam.
Os que crêem precisar de treinamento apresentam, por exemplo, dúvidas
relativas ao processamento técnico: Como emprestar e como controlar? Como
atender ao usuário?
“Sim, acho que é começando do básico, porque a gente nunca
trabalhou. Nem todos nós trabalhamos com livro eletrônico, apesar
de que no nosso dia-a-dia acredito que todos nós já tenhamos
acessado, mas a gente vai precisar de um treinamento para saber
os detalhes, como que é feito esse acesso, a pesquisa para
encontrar o livro vai ser diferente, vai ser uma base de dados
separado do catálogo do Pergamum. Então é esse tipo de

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treinamento para poder oferecer ao usuário esse acesso e facilitar a
vida dele. Assim como a gente tem treinamento para o livro físico,
para localizar, para organizar e tudo, teria que ter um treinamento
direcionado e especifico para o meio digital”.
“Todo mundo. O pessoal de processamento técnico, referência,
formação e desenvolvimento de coleção precisam de treinamento.
Noção nós temos por participarmos de congressos, palestras etc.”.
“Ah com certeza. É uma coisa nova e... Tem que ter treinamento
para atender o usuário. Eu acho que é... O treinamento deve ser do
básico. De só viver na prática como é que é esse empréstimo, como
que vai ser a devolução. O processo todo. Tem que passar por tudo
do início ao fim. Tanto os servidores efetivos quanto os estagiários
que tiverem trabalhando, né? No local. É de informática e do
funcionamento, né? Como é que funciona o empréstimo. Por mais
difícil que seja. Tem que mostrar para todo mundo, passo a passo”.

Houve aqueles que, se num primeiro momento afirmaram não haver
necessidade de treinamento, após refletirem melhor consideraram, ao menos, a
necessidade de adaptação. Extratos de uma mesma entrevista demonstram essa
situação:
“Não, porque na verdade todos nós somos bem capacitados pra
tecnologia, todo mundo sabe fazer pesquisa na internet. Todo
mundo sabe baixar, todo mundo sabe fazer download, então é... É
aprender a vivenciar isso, deixar de ter o físico pra ter o imaterial,
né, é mais, é bem tranquilo. (...). Acho que eles precisam ser
trabalhados, eles precisam ser indexados como o livro impresso.
Então eu acho que não é só adquirir, não é só ter... não adianta
você comprar uma montanha de coisas sem ser trabalhada, né?
Como é que você vai recuperar aquilo? Só autor e título a gente
sabe que não é suficiente, né! (...) Não sei o que é que vai exigir,
mas eu acredito que não... eu acho que vai ser como livro impresso,
uma vez localizado o usuário mesmo que vai baixar aquilo que é do
seu interesse... num sei... pode ser... num dá pra saber não... mas
pode ser que tenha se a gente quiser trabalhar internamente,
jogando na base Pergamun, fazendo indexação talvez a gente tenha
que saber se vai ter um modo de fazer isso. Mas depois a gente vai
ajeitando, adaptando e com certeza fica mais fácil”.

A questão do modelo de aquisição é, talvez, aquela menos clara para os
bibliotecários, e também o grande entrave para que o Sistema de Bibliotecas da
UFMG não possua, até o presente momento, uma coleção expressiva de livros
eletrônicos. O mercado vem oferecendo alternativas de aquisição nada atrativas
para as bibliotecas, em que a aquisição é feita em “pacotes”, que incluem uma
coleção com alguns títulos de grande interesse das bibliotecas, e outros tantos de
menor ou nenhum interesse. Parece ser necessário que a instituição se articule

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politicamente para que ela (instituição de ensino) apresente uma proposta de
aquisição para as editoras que contemple sua necessidade, ao invés de analisar as
propostas fechadas apresentadas pelas próprias editoras.
Das entrevistas feitas, 10 bibliotecários afirmaram conhecer as alternativas
mercadológicas de aquisição. Dois afirmaram conhecê-las mas, indagados acerca
das diferenças entre uma e outra, demonstraram confusão. Um bibliotecário não
respondeu a essa questão e os demais não fazem sequer ideia das opções de
mercado.
Um dos aspectos discutidos foi o da quantidade de empréstimos simultâneos
(número limitado versus quantidade ilimitada). Mesmo sabendo que para uma
quantidade ilimitada de acessos a um mesmo título os valores de aquisição são
superiores, esse é indubitavelmente o modelo preferido pelos bibliotecários:
“Esse modelo permite que maior número de usuários tenha acesso
simultâneo a um título específico, o que favorece a disseminação da
informação e elimina as listas de reservas criadas no sistema da
biblioteca”.

No entanto, houve bibliotecário que preferisse a aquisição do modelo “um
usuário por título”, justificando-se que, durante a implantação do acervo de livros
eletrônicos, deve-se adaptar paulatinamente ao processo:
“Um usuário por título. Nessa transição a gente tem que buscar o
mais próximo do formato físico. Vamos com os pés no chão.
Disponibilizá-los no [sistema] Minha UFMG1”.

Um segundo aspecto refere-se à confrontação de modelos de aquisição
versus modelos de assinatura (em geral anuais). Se os primeiros apresentam a
vantagem de que uma vez adquiridos os títulos, a biblioteca torna-se “dona” deles,
por outro lado o armazenamento digital dos conteúdos (e, portanto, a garantia de
espaço nos servidores, de existência de servidores online 24 horas, de integridade
física dos arquivos, etc.) passa a ser de responsabilidade da biblioteca. No modelo
assinado, vende-se o acesso, e a responsabilidade de armazenamento e
manutenção é da editora. Há, no entanto, que arcar-se com custos de renovação da
assinatura a cada vez que ela vence.
“Eu prefiro a aquisição dos livros e não a liberação de acessos, para
não correr o risco de não ter mais acesso aos livros por rompimento
da assinatura”.
1

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Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

“Eu não sei o nome do modelo da assinatura, mas eu já assisti
algumas apresentações que tem o modelo de assinatura e tem o
modelo de aquisições. A assinatura você assina aquela base de ebooks durante um determinado período, por exemplo, um ano. Você
paga lá e seus usuários têm acesso durante um ano. E a compra é
como se fosse a compra de um livro físico. Você compra e o acesso
é seu, é perpétuo. Então acho que prefiro a compra”.

Finalmente, buscou-se avaliar quais as vantagens e desvantagens percebidas
pelos bibliotecários em relação à incorporação de livros eletrônicos ao acervo de
suas bibliotecas. Quando indagados sobre as vantagens de se usar os livros
eletrônicos, a maioria dos bibliotecários considerou o acesso rápido e remoto para o
maior número de usuários como a principal vantagem de se usar e-books:
“A vantagem é, além do acesso, que o livro tá disponibilizado 24
horas, é mais pessoas poderem usar o livro ao mesmo tempo”.
“As vantagens, acho que o acesso remoto é uma vantagem bem
evidente. E a possibilidade de você ter um conteúdo mais dinâmico”.

O relato acima, além de ressaltar a questão do acesso remoto, remete ao
conteúdo dinâmico, propiciado pelo caráter multimídia do livro eletrônico. Embora
essa vantagem não tenha figurado entre as principais e mais citadas pelos
bibliotecários, é bastante interessante a referência a ela.
Também se encontrou um considerável número de bibliotecários que
elencaram a economia de espaço físico como uma grande vantagem de se usar os
livros eletrônicos:
“A questão de espaço físico, porque o acervo cresce, mas e o
espaço continua o mesmo, ou até diminui, dependendo do caso,
né?”

Em relação às desvantagens, a maioria dos entrevistados relatou o
desconforto da leitura na tela dos dispositivos, devido ao excesso de luz emitida, e
considerou o processo de leitura lento e cansativo:
“A desvantagem pode ser o que ainda não, mas eu não acredito que
seja alguma coisa que vá permanecer durante muito tempo. Eu acho
que ainda não é tão confortável a leitura de textos muito longos,
principalmente de textos literários”.

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Além disso, lembraram-se do preço dos dispositivos, considerado muito caro,
somado com a obsolescência dos equipamentos em um curto espaço de tempo.
Considerações Finais

De forma geral conclui-se que todos os bibliotecários apresentam opiniões
bem claras a respeito do livro eletrônico. Entretanto a postura dos mesmos diante
dos e-books no que diz respeito à iniciativa de compra, treinamento do pessoal,
processamento técnico e instrução aos usuários varia bastante dentro do próprio
sistema. A grande maioria se mostra favorável às vantagens oferecidas pelo livro
eletrônico, mas ainda assim não há um consenso entre eles nem a congregação de
esforços ou decisões colegiadas a respeito da demanda de usuários e da efetiva
aquisição deste material. Algumas bibliotecas esperam a orientação e determinação
do Sistema de Bibliotecas, enquanto outras já estão adquirindo livros eletrônicos.
O uso efetivo e sistemático do livro eletrônico no Sistema de Bibliotecas da
UFMG ainda provoca alguns questionamentos. De certo modo são dúvidas
pertinentes, pois as bibliotecas ainda não possuem números expressivos de e-books
incorporados no seu acervo e fazendo parte dos serviços rotineiros das bibliotecas,
o que dificulta uma análise mais apurada e conclusiva. Apesar disso, a maioria dos
bibliotecários mostra-se muito interessada em adquirir os livros eletrônicos, desde
que a biblioteca e seus usuários sejam atendidos em suas necessidades reais.
Ressalta questões como segurança e garantia na aquisição dos e-books, assim
como respeito aos direitos autorais.
Apesar de cada unidade apresentar uma realidade diferente, no que tange às
vantagens e desvantagens do livro eletrônico as opiniões são bastante semelhantes.
Foram apontadas em síntese como vantagens: o acesso multiusuário; simultâneo a
um número indefinido de usuários, agilidade no processamento técnico; eliminação
de problemas como livros esgotados, lista de reserva, multa e verba destinada para
a conservação do acervo; facilidade na portabilidade, facilidades aos portadores de
deficiência visual (sintetizadores de voz; textos com multimídia); a permissão à
pesquisa integrada de links e conteúdos; a sustentabilidade, com alusão ao
“ecologicamente correto”, pois a eliminação de papéis preserva as árvores; a
possibilidade de download e uso é em qualquer lugar do mundo e a qualquer tempo;

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e o fato de solucionar problemas de espaço gerado pelo armazenamento do livro
físico na biblioteca; além de eliminar problemas referentes a conservação e restauro.
As desvantagens, por sua vez foram apontadas: maior consumo de energia; uma
leitura mais cansativa e mais lenta; a necessidade de conhecimento da tecnologia
aplicada; a obsolescência de equipamentos e formatos de arquivos.
Assim, percebe-se que os desafios não param por aqui. Apesar de serem
muitas as vantagens oferecidas pelos livros eletrônicos, ao se deparar com as
desvantagens, como a obsolescência dos equipamentos, e com as dificuldades
relacionadas à aquisição dos e-books pelas bibliotecas, sente-se que ainda há muito
que caminhar e pesquisar. Deve-se repensar algumas ofertas que parecem serem
ideais, que afirmam serem ecologicamente corretas, mas que em nenhum momento
apresentam, por exemplo, soluções para a questão do lixo eletrônico, em volume
cada vez maior gerado pela tecnologia dos mais diferentes hardwares para a leitura
do livro eletrônico.
Por fim, observa-se que não basta seguir o que o mercado está oferecendo,
mas repensar as políticas da biblioteca e trabalhar em conjunto dentro do Sistema
de Bibliotecas, buscando unir as novas tecnologias com a missão dos profissionais
bibliotecários perante a comunidade da UFMG e da sociedade em geral.
Referências
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2013.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Livro eletrônico: o que dizem os bibliotecários da Universidade Federal de Minas Gerais</text>
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              <text>Aline de Queiroz Lopes</text>
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              <text>Pensando no contexto atual das bibliotecas, foi criado o projeto de pesquisa “Livro eletrônico e sua utilização por alunos de graduação da UFMG”. Inicialmente realizou-se uma série de estudos sobre a diversidade de conceitos, principalmente na literatura estrangeira. Em sequencia, determinou-se a avaliar os e-books, ou livros eletrônicos, no âmbito do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Realizaram-se entrevistas semi-estruturadas com bibliotecários-chefes de dezessete unidades distintas, visando verificar qual o caminho e quais perspectivas estão sendo discutidas em relação à adoção dos e-books tanto sob o ponto de vista do aluno, como da biblioteca e do bibliotecário. Conclui-se que de forma geral todos os bibliotecários entrevistados apresentam opiniões bem claras a respeito do livro eletrônico. Entretanto há divergências dentro do próprio Sistema em relação a postura dos mesmos diante dos e-books no que diz respeito à iniciativa de compra, treinamento do pessoal, processamento técnico e instrução aos usuários. </text>
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