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                  <text>Pesquisa escolar com o uso das tecnologias de informação e
comunicação: potencial para aprendizagem e para atuação do
bibliotecário

Vera Lucia Marques da Silva (SENAC) - veracantoia@yahoo.com.br
Resumo:
Este trabalho apresenta uma analise de como as Tecnologias de informação e comunicação
(TIC) estão sendo utilizadas para a pesquisa escolar e no que implica este uso em relação à
aprendizagem. Refletiu-se sobre as formas de elaborar pesquisas escolares por meio das TIC,
abordando o papel do bibliotecário e sua contribuição para a aprendizagem. Concluiu-se que o
desenvolvimento da competência informacional e programas de habilidades de pesquisa, estão
implantados nos países que tiveram melhor avaliação nos índices de desempenho educacional.
No contexto escolar, se tem poucas fontes de informação que ajude a traçar parâmetros
avaliativos de pesquisa, mas considera-se que, se faz prioridade investir na capacitação do
aluno para utilização eficaz e eficiente dos recursos de tecnologia de informação e
comunicação, para potencializar sua aprendizagem por meio da pesquisa e torná-lo
competente em informação.
Palavras-chave: Pesquisa escolar. Aprendizagem. Tecnologias. Bibliotecário
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Pesquisa escolar com o uso das tecnologias de informação e comunicação:
potencial para aprendizagem e para atuação do bibliotecário

Resumo
Este trabalho apresenta uma analise de como as Tecnologias de informação e
comunicação (TIC) estão sendo utilizadas para a pesquisa escolar e no que implica
este uso em relação à aprendizagem. Refletiu-se sobre as formas de elaborar
pesquisas escolares por meio das TIC, abordando o papel do bibliotecário e sua
contribuição para a aprendizagem. Concluiu-se que o desenvolvimento da
competência informacional e programas de habilidades de pesquisa, estão
implantados nos países que tiveram melhor avaliação nos índices de desempenho
educacional. No contexto escolar, se tem poucas fontes de informação que ajude a
traçar parâmetros avaliativos de pesquisa, mas considera-se que, se faz prioridade
investir na capacitação do aluno para utilização eficaz e eficiente dos recursos de
tecnologia de informação e comunicação, para potencializar sua aprendizagem por
meio da pesquisa e torná-lo competente em informação.
Palavras-chave: Pesquisa escolar. Aprendizagem. Tecnologias. Bibliotecário.
Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente
1 INTRODUÇÃO
Com as mídias digitais e a inserção de computadores na escola, a educação
é hoje uma das áreas de maior relação com as TIC. O desenvolvimento ilimitado da
ciência e da tecnologia, que permeiam todas as áreas do conhecimento e geram um
grande fluxo de informação, fazem com que elaborar pesquisas escolares de
qualidade se torne um desafio cada vez maior.
O fluxo informacional e os conteúdos se multiplicaram e precisam passar por
seleção e avaliação para serem trabalhados, para que sejam corretamente
apresentados, levando em conta os cuidados necessários com os direitos autorais.
Ao utilizar as TIC para as pesquisas escolares, cada aluno reage de forma
diferente, pode haver acomodação com as facilidades ou mesmo impotência diante
dos desafios. A complexidade e as possibilidades no uso das ferramentas podem se
tornar relevante na construção de um aprendizado significativo.
Para avaliar do uso das TIC na pesquisa escolar e o seu impacto na
aprendizagem, se faz necessário analisar o uso de TIC nos índices de desempenho

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escolar, considerando suas diversas vertentes, entre elas o desenvolvimento da
autonomia e criatividade dos estudantes.

2 PESQUISA ESCOLAR E APRENDIZAGEM

De modo geral, pode-se dizer que a pesquisa se relaciona com todas as
situações que envolvem busca de informações no dia a dia, também para o
conhecimento intelectual e progresso científico. Trata-se aqui da pesquisa com
enfoque pedagógico, como modo de educar, e não apenas como construção técnica
do conhecimento, assim como elucida Freire (1996):
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses
que-fazeres se encontram um corpo no outro. Enquanto ensino
continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco,
porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquisa para
constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me
educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e
comunicar ou anunciar a novidade. (FREIRE, 1996, p.32).

É necessário esclarecer que a pesquisa de caráter informativo, não pode ser
confundida com a de caráter científico, que esta alicerçada em rigorosa metodologia.
Faz-se importante compreender que independente dos métodos e enfoques que
envolvem a pesquisa, saber pesquisar é trazer um novo conhecimento a partir de
um questionamento, e a pesquisa escolar insere o aluno nesta forma de produzir
conhecimento.
Criada durante a Reforma do ensino de 1971, através da implantação da Lei
5.692, a pesquisa escolar se tornou prática obrigatória, de acordo com o que nos
esclarece Milanesi (1985). Passou a fazer parte da grade de ensino, sendo dever do
professor solicitar, e do aluno efetuar pesquisas, com o intuito de enriquecer sua
participação na construção do saber.
Mas desde então o trabalho de pesquisa se tornou algo imposto pela escola e
sem significado para o aluno, pois em grande parte das escolas a proposta de
pesquisa se restringe a procurar uma informação especifica e efetuar um resumo.
Não há uma orientação eficiente, e nem bibliotecas com acervos adequados, o
estudante não encontra sentido ou significado neste processo. Moro (2004) discorre
sobre a necessidade de orientação ao aluno a respeito do trabalho proposto,
complementando:

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Ao elaborar a atividade de pesquisa escolar, é importante que
os alunos adquiram competência de realizar consultas em
diferentes fontes (pessoais bibliográficas, tecnológicas), que
localizem os assuntos procurados independentemente, que
identifiquem idéias principais do texto e saibam interpretá-las,
que relacionem assuntos correlatos, que elaborem sínteses e
conclusões a partir dos textos lidos e que referenciem as fontes
consultadas (MORO, 2004, p. 59).

Em sua maioria, os estudantes se mostram despreparados na busca,
elaboração e apresentação de suas pesquisas escolares, já que elas continuam a
ser entendidas por alguns, como a localização e reprodução da informação,
refletindo a maneira como eram feitas antigamente, onde recebiam a informação
pronta e faziam cópias manuscritas das enciclopédias nas bibliotecas.

2.1 O impacto das tecnologias da informação e comunicação na pesquisa

Como um conjunto de recursos tecnológicos, usados para reunir, distribuir e
compartilhar informações entende-se a Tecnologia da Informação e Comunicação
(TIC) e conforme Lévy (1999), ela pode proporcionar maior alcance e fluidez em
vários processos educacionais, no ensino, na aprendizagem e na pesquisa, além de
intermediar processos informacionais e comunicativos, fazendo da interação
intelectual seu papel mais importante,
Tecnologias e educação estão diretamente ligadas, uma vez que as TIC
podem ser instrumentos utilizáveis pelas teorias da aprendizagem. As tecnologias
precisam ser conceituadas e exploradas com objetivos definidos, “deverão ser
utilizadas para valorizar a auto-aprendizagem, a pesquisa [...] a elaboração de
trabalhos, a construção da reflexão pessoal, a construção de artigos e textos”
(MASETTO, 2000, p. 153).
A possibilidade de pesquisar na internet, tal como é feito hoje, existe há pouco
tempo, mas é uma prática que está sendo incorporada à cultura educacional e já é a
fonte de pesquisa mais consultada pelos alunos. As mudanças que esta forma de
acessar informação traz, requerem adaptações, reformulações de forma a fazer com
que o aluno aprenda mais.
Temos a ilusão de que o acesso ao universo informacional esteja cada vez
mais autônomo por meio das TIC, e que estudantes, educadores e pesquisadores

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em geral tenham facilidade em pesquisar e produzir conhecimento. O que não
corresponde à realidade, pois conforme Almeida (2009 p.79) nos elucida, “além do
acesso é preciso criar condições para a expressão por meio das tecnologias,
dominando seus recursos e linguagens utilizando seu potencial para a busca de
soluções”.
Não basta ter acesso as TIC para fazer um uso satisfatório deste universo, é
necessário saber utilizar essa tecnologia para a busca e a seleção de informações
que permita realizar pesquisas relevantes, resolver os problemas do cotidiano,
compreender o mundo e atuar em sua transformação.
Cada vez mais os alunos de todos os níveis de ensino, veem a Internet como
única fonte de pesquisa, onde as informações adquirem plasticidade, mobilidade.
Em contrapartida, com a internet, o aluno descobre a facilidade do ‘copia e cola’,
correndo o risco de infringir a lei de direitos autorais. E não havendo orientação
adequada, não absorve, relaciona ou compreende sua própria pesquisa, já que a
pesquisa na internet requer uma habilidade especial, devido á rapidez com que são
modificadas as informações (MORAN, 2000). Espera-se que o aluno ao fazer
pesquisa desenvolva pensamento crítico, criativo, construtivo e não é ensinando-o a
decorar e copiar que ele alcançara isto.
No

Brasil,

encontram-se

poucos

autores

que

desenvolvem

estudos

aprofundados quanto ao uso das TIC na pesquisa. Grando (2011) se destaca, ao
fazer uma análise do uso das TIC na pesquisa escolar, averiguando como o tema é
tratado pelas matérias publicadas em revistas de educação, em relação ao que é
pesquisado na internet e como são organizados os trabalhos na escola. Verifica-se a
necessidade de começar a tratar o assunto pesquisa, com maior enfoque muito
antes da graduação, salientando que se pode “utilizá-la a favor da avaliação diária
na escola, motivando a produção científica como situação própria, para fazer o
educando enfrentar o desafio de crescer com suas práticas” (GRANDO, 2011, p.
204).

2.2 O papel do bibliotecário na aprendizagem

Baseando-se no pensamento de que a aprendizagem poderia ser realizada
usando-se da atividade escolar da pesquisa, levando-se em conta a incorporação

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das TIC, é possível enxergar a escola, como um ambiente carente de profundas
mudanças, de uma nova metodologia educacional. E verificar que cabe ao
bibliotecário potencializar a sua função de disseminar a informação, de orientar para
saber como encontrá-la e como usá-la, para o aprendizado.
A questão é mudar do aprendizado para o aprendizado-deaprender, uma vez que a maior parte da informação esta online e o que é realmente necessário é a habilidade para decidir
o que procurar, como obter isso, como processá-lo e como usálo para tarefa específica que provocou a busca de
informação(CASTELLS, 1999, p.201).

Dentro de um ponto de vista holístico, o bibliotecário teria um novo papel onde
faz parte do todo educacional. Nesta perspectiva é preciso integrar ao seu perfil
profissional o agir pedagógico, no sentido de continuar colaborando com as
informações, com as tecnologias e com o mundo que o cerca, aprendendo a
aprender. E neste contexto, conforme Behrens (2000, p. 94) explicita “buscar a
perspectiva interdisciplinar, [...] implica aprender a conhecer, aprender a fazer,
aprender a conviver, aprender a aprender, aprender a ser”.
Conforme registra Campello (2010), as ações de campo que atualmente estão
sendo exercidas pelo bibliotecário são ligadas a promoção da leitura e a formação
do leitor e as que estão relacionadas à orientação de pesquisa, ainda são modestas,
“considerando que a aprendizagem pela pesquisa orientada é o espaço por
excelência para o letramento informacional [...], pode-se concluir que, nesse sentido,
a ação dos bibliotecários é incipiente” (CAMPELLO, 2010, p.203).
O bibliotecário pode vir a proporcionar condições organizacionais e
metodológicas para promover o aprendizado significativo, pois tem dentro de seus
atributos profissionais, a competência para mediar o aprendizado. Para isso,
precisaria renovar suas praticas e habilidades, assumindo para si a sua própria
competência informacional e sua intencionalidade educativa.

3 DESEMPENHO EDUCACIONAL COM USO DAS TIC
Percebe-se no Brasil, uma corrida para a reorganização do ensino, tendo em
vista um novo papel educacional, onde o uso das TIC oferece a perspectiva de
alcançar melhores resultados nos seus avaliadores de desempenho, em relação aos
países desenvolvidos.

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Analisando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB 2011)1
que é calculado com base no desempenho dos estudantes, constatamos que as
metas propostas não foram alcançadas, o que demonstra que pouco tem se
evoluído no que diz respeito ao desempenho dos alunos, que ainda se encontra
inferior ao dos alunos dos países desenvolvidos.
Em outros países, existem índices onde há uma correlação dos exames
nacionais com o uso das TIC, como o ImpaCT22 realizado na Inglaterra, por Harrison
et al (2002) que infere que, as TIC mostram estarem associadas positivamente á
melhoria da aprendizagem em diferentes áreas. A contribuição foi estatisticamente
significativa, pois em nenhuma área pesquisada, grupos com pouca utilização de
TIC obtiveram vantagens.
Um importante trabalho de analise de desempenho escolar, foi realizado pelo
Program for International Student Assessment (PISA, 2009)3 da Organização de
Cooperação Econômica (OCED). O PISA é uma avaliação educacional que ocorre a
cada três anos e procura levantar o quanto jovens adquiriram de conhecimentos
básicos para a vida adulta, levando em conta não somente as habilidades que fazem
parte do currículo, mas também aquelas que incluem o uso das TIC. São analisados
estudos comparativos das atitudes dos estudantes com a tecnologia e a correlação
entre o seu desempenho nos testes com a intensidade e o tipo de uso dos
computadores em casa e na escola, pois o PISA procura avaliar como os estudantes
são capazes de utilizar o que aprenderam para resolver problemas da vida real.
Podemos verificar no quadro abaixo, que no Brasil há grande carência de
tecnologias aplicadas á educação, e isto impacta no desempenho do país, frente aos
que possuem melhores indicadores.

1

Disponível em &lt;http://ideb.inep.gov.br/resultado/resultado/resultadoBrasil.seam?cid=1113265&gt; Acesso em 04
fev. 2013.
2
Disponível em &lt; http://camara.ie/web/wp-content/uploads/2010/03/Bectaimpact2_pupil_learning_attainment.pdf&gt; Acesso em 19 fev. 2013.
3
Disponível em &lt; http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoestemporarias/especiais/54a-legislatura/pl-8035-10-plano-nacional-de-educacao/arquivos/pisa-reynaldofernandes&gt; Acesso em 19 fev. 2013.

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Quadro 1 – Participação do Brasil no PISA 2009

Fonte: Câmara Legislativa

Pesquisas que mensurem ou validem o desenvolvimento de ensino
aprendizagem em relação ao uso das TIC no Brasil são bastante restritos, pois não
se encontra uma avaliação que estabeleça parâmetros para saber o quanto este uso
impacta na eficácia e no de desempenho de aprendizagem.
Mas constata-se que, apenas implantar políticas de uso das TIC na escola,
para a melhoria do processo educacional é uma questão discutível, pois não basta
somente ter infraestrutura tecnológica, para alcançar consequências positivas no
processo de ensino e aprendizagem. Coll (2009), nos mostra em seu estudo a
defasagem, entre as expectativas geradas na implementação de programas para o
uso de tecnologia nas escolas e a realidade observada nos processos educacionais,
que não podem ser atribuídas unicamente a problemas de acesso.
4 COMPETÊNCIA INFORMACIONAL E PROGRAMAS DE HABILIDADES EM
PESQUISA
Procurando-se saber o que alicerça a busca de “o quê”, “onde” e “como”
pesquisar e quais são as estratégias que propiciam uma aprendizagem que forme
pesquisadores/cidadãos críticos e reflexivos, sabe-se que o uso racional e crítico da
informação, que gera conhecimento, é um processo constante, refletindo a

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educação continuada e o aprendizado ao longo da vida, conforme elucida Dudziak
(2008, p.47):
Como elemento essencial a todos os sistemas de educação, a busca e
uso da informação para gerar novos conhecimentos e informações é a
tradução da inovação constante, da interdisciplinaridade e
transdisciplinaridade, trazendo a noção de continuum, de movimento
perpétuo. Nesse sentido, a competência informacional ou Information
Literacy é base dos processos educacionais.

Embora o conceito ainda tenha algumas definições diferentes, Information
Literacy é entendido como competência informacional e descreve-se como um
conjunto de habilidades necessárias para dominar os recursos informacionais,
sabendo identificar, buscar, avaliar, organizar e apresentar a informação,
transformando-a em conhecimento, assim como analisa Campello (2005, p. 179)
“pessoas que tem competência informacional são as que aprenderam a aprender.
Essas pessoas sabem como a informação esta organizada, como encontrá-la e usála de tal forma que outros possam aprender com elas”.
Em relação aos desafios da pesquisa escolar e uso da informação por meio
das TIC, a American Library Association (ALA)4 apresentou um relatório, através do
Comitê Presidencial de Educação para a Informação, onde indica que todo ser
humano precisa aprender a pesquisar e lidar com informação, desenvolvendo
“habilidades de localizar, avaliar, manejar e usar a informação em variados
contextos”, e deve também incluir competências para uso das mídias em geral.
No Brasil o conceito de competência em informação é defendido por autores
como Dudziak (2008), Belluzo (2008) e Campello (2005), que transitam pelas áreas
de estudos em Biblioteconomia e Educação, na busca de consolidar ações que
agreguem valor e complementem o aprendizado, embora os movimentos sociais que
apoiam projetos na área, não se estruturaram ainda, pois não encontram apoio para
a implantação de ações que desenvolvam competência em informação, em
universidades ou escolas.
Já em outros países pode se encontrar alguns estudos, onde a pratica e
planejamentos para a pesquisa, encontram fundamentação nas competências e
necessidades informacionais, formando programas e estratégias que desenvolvem
habilidades e potencializam o pesquisar e aprender.

4

Disponível em &lt; http://www.ala.org&gt; Acesso em 01 out. 2012.

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Foram reunidos diversos estudos voltados ao desenvolvimento de programas
de competência e aprendizagem informacional pelos autores Butlen, Couet e Dessily
(1996 apud ANDRE, 2008), que relacionam a educação e pesquisa tradicionais com
a pesquisa informacional na educação contemporânea, conforme quadro a seguir:
Quadro 2 - Comparação entre pesquisas

Fonte: KIRK, J.; TOOD,R. (1995 apud ANDRE, 2008)

Nos Estados Unidos, existe um programa denominado “The Big Six Skills” (As
seis grandes habilidades), desenvolvido por Eisenberg e Berkowitz conhecido como
The Big65, que propõe aos alunos o desenvolvimento de seis habilidades básicas
para a efetivação das pesquisas e atendimento ás necessidades informacionais. As
etapas do The Big6 permeiam a pesquisa desde a definição do tema até a sua
apresentação final, suas estratégias objetivam que o aluno faça relações entre o que
foi solicitado pelo professor e o seu próprio conhecimento prévio. Assim, o estudo
faz com que o aluno abstraia a essência do assunto, processando criativa e
criticamente a informação, para que ela não se torne mera reprodução dos fatos.
Em Montreal no Canadá, a Ecole de Bibliotheconomie et Sciences de
Information (EBSI) disponibiliza quadro de orientações para uso da informação em
etapas, para pesquisa informacional. São seis etapas, que oferecem processos
necessários a exploração dos recursos, são elas: Compreensão do assunto;
5

Disponível em &lt; http://big6.com/&gt; Acesso em 20 out. 2012.

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Pesquisa de informações; Seleção dos documentos; Seleção da informação;
Tratamento da informação e Comunicação da informação.
No

México,

também foi desenvolvido

estudo

sobre

as habilidades

informacionais: o documento de Diretrizes sobre o desenvolvimento de habilidades
em informação para aprendizagem permanente6, desenvolvido por Jésus Lau, que
indica princípios, procedimentos, recomendações e conceitos compilados de
documentos internacionais com base na definição de competência em informação
do Presential Committee on Information Literacy American Library Association
(ALA)7.
Na França, a Federation des Enseignants Documentalistes de l’Education
Nationale (FABDEN)8 desenvolveu estudo que indica as competências necessárias
para pratica de um trabalho autônomo na pesquisa informacional, que estão
elencadas em sete saberes: Saber elaborar um projeto; Saber questionar; Saber
identificar os meios e instrumentos; Saber recuperar dados; Ter capacidade de
leitura e escrita de informações; Ter aptidão para produzir e comunicar; Saber
avaliar e especificamente.
Os estudos aqui apresentados servem de base para analisar a complexidade
da nova abordagem educacional que se insere, nas pesquisas e formas de estudar
hoje. Com as implicações que as novas tecnologias de informação e comunicação
trazem, verifica-se a necessidade de desenvolver habilidades para atuar de forma
competente em informação, buscando maneiras de potencializar e integrar novos
saberes.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao analisar como as TIC são utilizadas para pesquisa escolar procurou-se
oportunizar reflexões, acerca do impacto das tecnologias e como os seus recursos
podem levar a maior qualidade na aprendizagem, buscando relações entre as
possíveis demandas geradas pela inserção da TIC no universo da pesquisa escolar

6

Disponível em &lt; http://www.ifla.org/files/assets/information-literacy/publications/ifla-guidelinespt.pdf&gt;Acesso em 01 out.2012
7
Presential Committee on Information Literacy. Disponível em:
&lt; http://www.ala.org/acrl/publications/whitepapers/presidential&gt;Acesso em 01 out. 2012
8
Disponível em &lt;http://www.fadben.asso.fr/&gt; Acesso em 14 nov. 2012

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e o novo papel do bibliotecário nesta dinâmica, com as influencias que isto traz para
a educação no país, neste contexto.
Destaca-se que estudos acerca deste tema, normalmente estão relacionados
ao universo acadêmico das universidades. No contexto escolar, temos poucas
fontes de informação que nos ajude a traçar parâmetros qualitativos ou quantitativos,
que possam servir como medidas avaliativas para este foco de aprendizagem. Há
carência no aprofundamento no tema, bem como o desenvolvimento de ações
voltadas ao uso das TIC na pesquisa escolar, desde os primeiros anos escolares.
Ressalta-se também que o aprendizado não depende das TIC, mas do uso
que se faz delas em praticas educativas. Uma vez que, a TIC pode promover e
potencializar o ensino, reforçando as relações de saberes, a autonomia, a visão
crítica, mas que também pode ser improdutiva, quando não se seleciona e usa de
forma eficiente, seus recursos e possibilidades.
Ao se adentrar no campo das avaliações de desempenho, verifica se que
existe uma associação positiva entre as TIC e a melhoria da aprendizagem. No
Brasil há um déficit em tecnologias aplicadas á educação, e são nos países onde
menos se tem essa carência, que se encontram os melhores índices de
desenvolvimento.
Existe a preocupação recorrente na aplicação de programas em habilidades
de pesquisa, justamente nos países onde os índices de desempenho educacional
apontam para resultados mais satisfatórios. Percebe-se que a aprendizagem na
perspectiva da competência informacional, busca a emancipação dos alunos, para
criar, renovar e inovar, por meio de suas próprias opiniões e capacidade de
argumentação.
Aponta-se aqui à necessidade de se repensar a pesquisa escolar, que hoje é
realizada em sua maioria com o uso das TIC e do papel exercido pelo bibliotecário
como potencial mediador da aprendizagem. Entre as muitas ações que são
necessárias para melhorar a qualidade da educação no Brasil, faz-se prioridade
investir na capacitação do aluno para utilização eficaz e eficiente dos recursos de
tecnologia de informação e comunicação, para potencializar suas pesquisas e tornálo competente em informação.

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&lt;httt://seer.ufrgs.br/InfEducTeoriaPratica/article/download/4933/3339&gt;. Acesso em:
18 nov. 2012.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente - Trabalho científico</text>
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              <text>Este trabalho apresenta uma analise de como as Tecnologias de informação e comunicação (TIC) estão sendo utilizadas para a pesquisa escolar e no que implica este uso em relação à aprendizagem. Refletiu-se sobre as formas de elaborar pesquisas escolares por meio das TIC, abordando o papel do bibliotecário e sua contribuição para a aprendizagem. Concluiu-se que o desenvolvimento da competência informacional e programas de habilidades de pesquisa, estão implantados nos países que tiveram melhor avaliação nos índices de desempenho educacional. No contexto escolar, se tem poucas fontes de informação que ajude a traçar parâmetros avaliativos de pesquisa, mas considera-se que, se faz prioridade investir na capacitação do aluno para utilização eficaz e eficiente dos recursos de tecnologia de informação e comunicação, para potencializar sua aprendizagem por meio da pesquisa e torná-lo competente em informação.</text>
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