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                  <text>Atuação bibliotecária no espaço de leitura do Hospital
Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM)

Meri Nadia Marques Gerlin (UFES) - merinadia@hotmail.com
Elaine Meneguci Gregorio (UFES) - ellainegregorio@yahoo.com.br
Resumo:
O objetivo desse artigo é identificar as etapas de implantação e dinamização do projeto de
leitura no ambiente hospitalar, bem como, as reais possibilidades de atuação do profissional
bibliotecário no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM). Para isso,
coloca-se em análise a experiência de projetos
extensionistas do Curso de Biblioteconomia da UFES, que envolveram docentes,
discentes e profissionais da informação e saúde na implantação e dinamização do
espaço de leitura em questão. O relato deu visibilidade à necessidade de uma
atuação efetiva do bibliotecário no espaço, bem como, possibilitou identificar a demanda de
criação de políticas na área de leitura no ambiente hospitalar.
Palavras-chave: Atuação bibliotecária. Leitura. Ambiente hospitalar.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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Atuação bibliotecária no espaço de leitura do Hospital Universitário Cassiano
Antônio de Moraes (HUCAM)

Resumo:
O objetivo desse artigo é identificar as etapas de implantação e dinamização do
projeto de leitura no ambiente hospitalar, bem como, as reais possibilidades de
atuação do profissional bibliotecário no Hospital Universitário Cassiano Antônio de
Moraes (HUCAM). Para isso, coloca-se em análise a experiência de projetos
extensionistas do Curso de Biblioteconomia da UFES, que envolveram docentes,
discentes e profissionais da informação e saúde na implantação e dinamização do
espaço de leitura em questão. O relato deu visibilidade à necessidade de uma
atuação efetiva do bibliotecário no espaço, bem como, possibilitou identificar a
demanda de criação de políticas na área de leitura no ambiente hospitalar.
Palavras chave: Atuação bibliotecária. Leitura. Ambiente hospitalar.
Área temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação.

1 INTRODUÇÃO
O trabalho com leitura no hospital comumente ocasiona no alívio da tensão
causada por procedimentos invasivos, que são característicos desse ambiente. As
ações relacionadas a essa prática são exploradas com ludicidade nessa instituição,
que tem como missão o cuidado com a vida, bem como, com os “[...] valores
humanitários compartilhados por todos que trabalham na organização” (ZOBOLI,
2008, p. 7). Por certo, esse tipo de ação também é desenvolvida junto a crianças
atendidas e hospitalizadas, com a finalidade de humanizar o processo de
tratamento.
O estudo nesse campo dá visibilidade ao trabalho biblioterápico, uma prática
recorrente na área da informação e saúde, que consiste na indicação de leitura para
resolução dos problemas dos pacientes, o que não pode ser confundido com uma
terapia convencional. Terapeuta nesse sentido é aquele que cuida do corpo e do
psíquico, por meio da indicação de livros e outros recursos (OUAKNIN, 1996). Textos
literários, então, são apresentados como uma possibilidade de promover diálogos
entre os sujeitos no ambiente hospitalar, requerendo um novo olhar acerca das
histórias narradas e ouvidas, ao permitir “[...] ao homem ir mais fundo de si mesmo e
se inventar” (OUAKNIN, 1996, p. 197).

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Essa prática concebida “[...] primeiramente pelos médicos e se expandindo
entre psicólogos e bibliotecários, cresce até o momento” (ALMEIDA, 2011, p. 6 –
grifo nosso). Diante desse contexto, o trabalho com a leitura, é concebido por Caldin
(2002) como uma ação terapêutica em divisões pediátricas de Hospitais
Universitários:
Como as crianças internadas encontram-se afastadas do lar, da escola e dos
amigos, apresentam-se em situação de fragilidade física e emocional. [Com
isso] Acreditou-se que o programa de leitura dirigida – biblioterapia – poderia
ajudá-las a superar o medo, a angustia, a tristeza, o desalento e ansiedade
que acompanham a doença. Pretendeu-se proporcionar alívio, serenidade e
consolo à comunidade infantil que se encontra hospitalizada, bem como
diminuir o stress dos acompanhantes (CALDIN, 2002, p. 3).

Caldin (2002) dá visibilidade a uma atividade de leitura que envolve docentes
e discentes de cursos de biblioteconomia na instituição hospitalar, o que torna
possível refletir que os currículos das Escolas de Biblioteconomia devam ser “[...]
reformulados, na tentativa de se equilibrar „competências técnicas e consciência
política‟” (SILVA, 1991, p. 82). Nessa colocação está implícita a importância de
conceber o papel social do bibliotecário e, por conseguinte, de incluir essa discussão
no processo de formação desse profissional.
Diante do exposto, o objetivo desse artigo1 é identificar as etapas de
implantação e dinamização do projeto de leitura no ambiente hospitalar, bem como,
as reais possibilidades de atuação do profissional bibliotecário no Hospital
Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM) da Universidade Federal do
Espírito Santo (UFES). Para isso, recorre-se a um levantamento teórico sobre o
tema, assim como, ao relato da experiência registrada pelos projetos de extensão
universitária Ideias e Práticas e Informação, Educação e Cultura e Leitura no
Ambiente Hospitalar pertencentes ao Departamento de Biblioteconomia (DBIB) da
UFES, ambos responsáveis pelo funcionamento do espaço de leitura no Ambulatório
Pediátrico do HUCAM.
Além dos projetos citados, ressalta-se a colaboração do Grupo Experimental
de Contadores de História da UFES (GECHUFES), projeto também ligado ao DBIB
da UFES, assim como, do projeto Educação e Saúde de Crianças e Adolescentes
(ESCADA) pertencente ao Ambulatório Pediátrico do HUCAM da UFES.
1

Pesquisa realizada no segundo período de 2012 pelo projeto de extensão Ideias e Práticas em Informação,
Educação e Cultura (Registro SIEX/UFES nº 66881), tendo a contribuição da disciplina Trabalho de Conclusão de
Curso oferecida pelo Departamento de Biblioteconomia da UFES.

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2 DESENVOLVIMENTO
As ações registradas em relatórios dos Projetos Ideias e Práticas em
Informação, Educação e Cultura e Leitura no Ambiente Hospitalar (GERLIN, 2010;
2011 e 2012), contribuíram substancialmente para a descrição das atividades
relatadas a seguir, bem como, o trabalho coletivo de docentes bibliotecários,
discentes bolsistas e matriculados na disciplina Ação Cultural permitiram a criação e
o desenvolvimento das atividades do espaço de leitura no HUCAM.
2.1 IMPLANTAÇÃO DO AMBIENTE DE LEITURA
As atividades de implantação do projeto de leitura no Ambulatório Pediátrico
do HUCAM iniciaram-se no primeiro semestre do ano de 2010, envolvendo um
conjunto de atividades, dentre elas, reuniões, encontros de formação e grupos de
estudos. Ressalta-se, nesse processo, o estabelecimento de contato com a
coordenadora do projeto ESCADAS e de outros profissionais do hospital, momento
em que se obteve permissão para a realização do diagnóstico do perfil dos
pacientes.
Na fase diagnóstica, resgataram-se, no banco de dados do ambulatório,
informações relacionadas ao atendimento realizado nos meses de fevereiro a
dezembro de 2009. Com isso, identificou-se a procedência de pacientes de todas as
regiões do Estado do Espírito Santo (urbanas e interioranas). Também se registrou o
atendimento a usuários provenientes de outros Estados brasileiros, tais como, Minas
Gerais (MG) e Bahia (BA).
Gráfico 1: Atendimento do setor

Fonte: Gerlin (2010).

Ao analisar o fluxo de atendimento (gráfico 1), percebe-se que não houve

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registro de atendimentos no mês de janeiro, assim como, identifica-se que no mês
de dezembro o ambulatório funcionava praticamente até a metade do mês.
Percebeu-se também que o atendimento intensificava-se entre os meses de março e
novembro.
Gráfico 2: Idade dos usuários.

Fonte: Gerlin (2010).

As informações sobre o atendimento auxiliaram no processo de planejamento
do cronograma de atendimento do espaço de leitura, da mesma forma que os dados
relacionados à idade (gráfico 2) e ao gênero (gráfico 3), permitiram a identificação de
que o público atendido seria composto, em sua maioria, por crianças e pelo gênero
feminino. Entretanto, a equipe não desconsiderou como um público potencial o
gênero masculino, bem como, a classe de adolescentes, jovens e adultos.
Gráfico 3: Informações de gênero.

Fonte: Gerlin (2010).

Em seguida, partiu-se para a observação das características da situação
física e estrutural do espaço que se mostraram insuficientes desde a época da
implantação, porém, que foram adaptadas para receber o público alvo, que seria
composto por pacientes, acompanhantes e funcionários do hospital. Para garantir o
atendimento a esse público, o acervo foi constituído em sua maioria por obras

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infanto-juvenis cedidas pelo GECHUFES. Também foram recebidas doações dos
alunos do Curso de Biblioteconomia e outros membros da comunidade interna e
externa à Universidade. Desse modo, foram acrescentados ao acervo obras de
romance, poesia, contos, revistas em quadrinho, periódicos de diversas áreas, CDs
infantis e outros tipos de materiais que garantiram o início do trabalho.
Após esse processo, a equipe organizou o evento denominado Atividades de
formação na área de leitura e narrativa oral: em busca de práticas diferenciadas.
Destaca-se nessa fase, a participação de profissionais da saúde, docentes do DBIB
da UFES e bibliotecários formados que assumiram a função de condutores das
discussões dos seguintes temas: humanização do ambiente hospitalar; leitura e
cidadania; narrativa oral; leitura de histórias; dramatização e musicalização.
2.2 A DINAMIZAÇÃO DO ESPAÇO DE LEITURA
A dinamização do espaço de leitura iniciou-se no segundo semestre de 2010,
tendo continuidade até o segundo semestre de 2011. Inicialmente o espaço foi
liberado para o trabalho em apenas um dia da semana, tendo, com isso, o
acompanhamento de uma bolsista do Curso de Biblioteconomia da UFES. Todavia,
os profissionais do hospital utilizavam o acervo em outros dias da semana.
Ilustração 1: Exposição do cervo do projeto.

Fonte: Gerlin (2011).

As atividades desenvolvidas, no auditório do Ambulatório Pediátrico,
inicialmente consistiram na disponibilização do acervo sobre mesas (ilustração 1),
para, assim, facilitar o acesso aos livros e a outros tipos de materiais disponíveis
para as leituras. A estratégia ocasionou numa boa recepção por parte dos pacientes
e acompanhantes, conforme pode ser observado no relato de uma das bolsistas do

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projeto: Os pais aprovaram a iniciativa do projeto e nos disse que chegam a ficar
mais de cinco horas aguardando o atendimento, e que seria muito bom
se estivéssemos lá todos os dias, pois a leitura de livros e revistas ajuda a passar o
tempo de espera (GERLIN, 2011).
Assim, percebeu-se a necessidade da ampliação do atendimento no ambiente
hospitalar, tendo em vista que não apenas as crianças e os adolescentes
demonstraram prazer ao entrar em contato com o acervo do projeto. As histórias
possibilitaram diálogos acerca da saúde e da realidade das comunidades de origem.
Com a análise da experiência percebeu-se que a competência em leitura exercitada
naquele ambiente, evidenciou o aprender a ler o mundo e a dar sentido a ele, assim
como, aos próprios sujeitos (MARTINS, 2007). Desse modo, o diálogo em torno da
leitura permitiu aos sujeitos questionar a realidade vivida e a perceber a importância
dela para obter crescimento social e cultural: certa feita uma mãe relatou que gostou
muito do projeto, pois a escola em que seus filhos estudavam não possuia
biblioteca, e ali ela pôde vê-los lendo um livro. Ela relatou ainda que também estava
lendo alguns livros infantis para depois contar para seus filhos (GERLIN, 2011).
Diante desse contexto, identificam-se circunstâncias que propiciam a
precariedade das práticas de leitura em ambientes de educação e cultura e, por
conseguinte, a realidade que é imposta aos sujeitos cotidianamente.
Ilustração 2: Usuários do ambulatório.

Fonte: Gerlin (2011).

No contexto da dinamização da leitura no espaço hospitalar (ilustrações 2 e
3), também foram registrados diálogos compartilhados entre os usuários e os
dinamizadores, perante a situação de adoecimento, a angústia da espera na
instituição hospitalar, de abandono no contexto familiar, bem como, das dificuldades
enfrentadas cotidianamente. A prática vivida, então, em alguns momentos,

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viabilizada pela leitura dirigida, permitiu diálogos terapêuticos nesse ambiente.
Ilustração 3: Usuários do ambulatório.

Fonte: Gerlin (2011).

Acerca da atuação do discente do Curso de Biblioteconomia da UFES,
verificou-se que trabalharam na revitalização2 do espaço de leitura, organizando, por
exemplo, campanhas de doação dos livros que resultaram na melhoria do acervo do
projeto e em outras ações que visaram a sua reestruturação. Destacam-se ainda
nesse contexto, as atividades para a melhoria do ambiente, como a confecção de
painéis removíveis com temas de contos infantis (ilustração 4), tornando-o, assim,
mais atrativo. Os discentes também promoveram momentos de contação de
histórias, seguidos de desenhos que eram articulados com a leitura do texto das
narrativas.

Também

utilizaram

técnicas

relacionadas

com

leitura

dirigida

individualmente, música e expressão corporal.
Ilustração 4: Revitalização do espaço.

Fonte: Gerlin (2011).
2

Trabalho realizado na disciplina Ação Cultural em parceria com o Projeto Ideias e Práticas em Informação,
Educação e Cultura, ambos ligados ao Departamento de Biblioteconomia da UFES.

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O contexto da disseminação registrada nos documentos dos projetos
consubstancia o relato de atividades que foram positivas tanto para o público alvo
quanto para os dinamizadores do projeto. Além do exposto, a contribuição das
ações para a formação do futuro bibliotecário pôde ser verificada perante o relato de
uma das discentes do Curso de Biblioteconomia da UFES: Minha participação no
projeto foi curta, porém de grande valia para a vida profissional, mostrando uma
possibilidade de atuação do bibliotecário como agente cultural. Apesar de o projeto
trabalhar com um público flutuante, a participação das crianças foi bastante
significativa (GERLIN, 2012).
Com a exposição da implantação e dinamização descrita até o momento,
coexiste o registro do desaparecimento de praticamente todo o acervo do projeto no
final do segundo período de 2011. Paralela a essa realidade, evidencia-se o
desaparecimento do mobiliário que atendia ao público infantil no ambiente hospitalar.
Com o número reduzido de livros e a baixa participação do público em detrimento do
desfalque do acervo, restaram apenas poucos periódicos antigos e mutilados. Nos
relatórios dos projetos, registra-se também o extravio de gibis junto com a maior
parte dos livros infantis, ocasionando na falta de interesse por parte dos pacientes e
outros usuários em frequentar o espaço de leitura (GERLIN, 2011).
Diante do exposto, no primeiro período de 2012 as atividades do Projeto de
Extensão Leitura no ambiente hospitalar foram transferidas para o Projeto de
Extensão Ideias e Práticas em informação, educação e cultura, com a finalidade de
encontrar formas de reestruturar o trabalho, que na atualidade continua sendo
desenvolvido em espaços educacionais (GERLIN, 2012). Todavia, o interesse dos
alunos pela dinamização da leitura no ambiente hospitalar permanece, ocasionando
em estudos de trabalho de conclusão de curso e em planejamentos de outras
atividades extensionistas no ambiente hospitalar. Por conseguinte, esse relato
aponta para a necessidade de continuidade do trabalho, o que requer uma gestão
que possa dar conta da dinamização da leitura na instituição hospitalar.
Nesse sentido, só é possível conceber uma formação que implique ações que
se constituam num processo de construção coletiva com os sujeitos
envolvidos. Entende-se que o movimento de mudança das práticas e da
organização do trabalho só se tornará efetivo por meio da problematização
dos modos de cuidar de gerir instituídos, se estes movimentos estiverem
conectados com as práticas de trabalho nos serviços de saúde, com seus
trabalhadores e usuários (HECKERT; NEVES apud GUEDES; PITOMBO;
BARROS, 2009).

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A realidade exposta dá visibilidade à ausência de trabalhos mais efetivos na
área do ensino, da

pesquisa e da

extensão na Universidade voltados

especificamente para essa realidade, tendo como finalidade promover espaços de
leitura na área de interesse da comunidade interna e externa à instituição de
formação. Conforme aponta Yunes (2004, p. 2),
No que toca a questão da leitura, a primeira necessidade de uma comunidade
é reconhecer esta prática como uma atividade que precede a maioria das
conquistas sociais de seus integrantes. Ela é o recurso que lhe permite obter
informação sem depender muito de intermediários e intérpretes, que situa
cada um diante de uma série de possibilidades, que lhe oferece opções para
fazer-se um pouco menos autômato e mais responsável por seus desejos e
atitudes.

Nesse sentido, surge a necessidade de criação de políticas que possam
prever a participação do bibliotecário e de outros membros da comunidade, interna e
externa à UFES, nesse contexto de atuação, que se caracteriza como sendo inter e
transdisciplinar. Torna-se importante colocar que, para isso, não existe uma receita
pronta e acabada conforme expõe Yunes (2004), mas sim possibilidades de
conceber “[...] ações assumidas coletivamente em cada comunidade, com decisões
concertadas interinstitucionalmente que acolham as iniciativas e projetos para apoiálos e expandi-los” (YUNES, 2004, p. 5).
3 À GUISA DE CONCLUSÕES
Diante do valor das atividades realizadas no HUCAM identificam-se aspectos
relevantes do trabalho de implantação do espaço de leitura, ao contar com a
participação efetiva dos docentes e alunos do Curso de Biblioteconomia da UFES no
processo, assim como, de outros profissionais das áreas da informação e saúde.
As etapas que ocasionaram nas ações disseminativas de leitura, no
ambulatório hospitalar, apontam para a necessidade de criação de políticas que
sejam capazes de prever uma atuação inter e transdisciplinar, implicando, com isso,
em olhares/interpretações diferenciados por parte dos envolvidos (membros da
acadêmica, profissionais e pacientes).
No processo devem ser apresentadas estratégias para uma atuação
bibliotecária mais efetiva no ambiente hospitalar que, por conseguinte, consiga
contemplar a potencialidade da formação e da atuação profissional num ambiente de
saúde.

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No que refere à elaboração de diretrizes e princípios que consigam afirmar a
impossibilidade de separar a gestão de espaços de leitura do cuidado e, por
consequência, da promoção da leitura (GUEDES; PITOMBO; BARROS, 2009), o
relato não apenas deu visibilidade à necessidade de uma atuação do bibliotecário no
ambiente de realização de projetos, também evidenciou que o processo de
dinamização de leitura no espaço hospitalar precisa ser reescrito por diversas mãos,
sujeitos e instituições.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Geyse Maria. A leitura como tratamento: diversas aplicações da
biblioterapia. In: Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia,
Documentação, Ciência da Informação e Gestão da informação: os novos campos
da profissão da informação na contemporaneidade. 14. São Luiz, MA. 2011.
CALDIN, Clarice Fortkamp. Biblioterapia para crianças internadas no hospital
universitário da ufsc: uma experiência. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 7, n. 14, 2002.
CALDIN, Clarice Fortkamp. A leitura como função terapêutica: biblioterapia.
Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, v. 6, n. 12, 2001.
GERLIN, M. N. M. Relatório do Projeto de Extensão Ideias e Práticas em
Informação, educação e cultura. Departamento de Biblioteconomia/Pró-Reitoria de
Extensão da UFES, 2010.
GERLIN, M. N. M. Relatório das atividades do Projeto de Extensão Ideias e Práticas
em Informação, educação e cultura. Departamento de Biblioteconomia/Pró-Reitoria
de Extensão da UFES, 2011.
GERLIN, M. N. M. Relatório das atividades do Projeto de Extensão Ideias e Práticas
em Informação, educação e cultura. Departamento de Biblioteconomia/Pró-Reitoria
de Extensão da UFES, 2012.
GUEDES, C. R.; PITOMBO, L. B.; BARROS, M. E. B. Os processos de
formação na Política Nacional de Humanização: a experiência de um curso
para gestores e trabalhadores da atenção básica em saúde.
Physis, vol.19 n.4 Rio de Janeiro 2009.
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 2007.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura na escola e na biblioteca. São Paulo:
Papirus, 1991.
YUNIES, E. Políticas públicas de leitura: maneira de fazê-las. Pensar no livro, n. 3,
mar., 2004.
OUAKNIN, Marc-Alain. Biblioterapia. São Paulo: Loyola, 1996.

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          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2013</text>
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          <name>Subject</name>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Relato de Experiência</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O objetivo desse artigo é identificar as etapas de implantação e dinamização do projeto de leitura no ambiente hospitalar, bem como, as reais possibilidades de atuação do profissional bibliotecário no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM). Para isso, coloca-se em análise a experiência de projetosextensionistas do Curso de Biblioteconomia da UFES, que envolveram docentes,discentes e profissionais da informação e saúde na implantação e dinamização doespaço de leitura em questão. O relato deu visibilidade à necessidade de umaatuação efetiva do bibliotecário no espaço, bem como, possibilitou identificar a demanda de criação de políticas na área de leitura no ambiente hospitalar.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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      <name>cbbd2013</name>
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