<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="2362" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/2362?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-24T10:55:17-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="1444">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/8/2362/1474-1487-1-PB.pdf</src>
      <authentication>f1d65a99b253a9633985a27f58ffb822</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="28572">
                  <text>No tear imaginário, fios e tramas de memórias
Josefa Martins da Conceição (UFRPE) - cmartins3012@gmail.com
Resumo:
Relato da experiência vivenciada através do Projeto UFRPE 100 anos, do Núcleo de
Conhecimento Professor João Baptista Oliveira dos Santos da Biblioteca Central da UFRPE,
que consiste na coleta de informações a partir da história oral, utilizando entrevistas gravadas
e posteriormente recuperadas numa inusitada interação entre bibliotecária/entrevistadora e
entrevistados. As histórias de vida rememoradas e relatadas nas entrevistas de 07
representantes do corpo docente e dos servidores da Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE) trazem consigo uma dimensão humana, um ‘olhar’ comprometido com a
Universidade, que possibilita o resgate, a preservação e a socialização da memória
institucional e deixa à mostra as competências, habilidades e responsabilidade sociocultural
do profissional da informação no atual cenário da sociedade da informação e do conhecimento.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Histórias de Vida. Memória Institucional.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

No tear imaginário, fios e tramas de memórias

Resumo:
Relato da experiência vivenciada através do Projeto UFRPE 100 anos, do Núcleo de
Conhecimento Professor João Baptista Oliveira dos Santos da Biblioteca Central da
UFRPE, que consiste na coleta de informações a partir da história oral, utilizando
entrevistas gravadas e posteriormente recuperadas numa inusitada interação entre
bibliotecária/entrevistadora e entrevistados. As histórias de vida rememoradas e
relatadas nas entrevistas de 07 representantes do corpo docente e dos servidores
da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) trazem consigo uma
dimensão humana, um ‘olhar’ comprometido com a Universidade, que possibilita o
resgate, a preservação e a socialização da memória institucional e deixa à mostra as
competências, habilidades e responsabilidade sociocultural do profissional da
informação no atual cenário da sociedade da informação e do conhecimento.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Histórias de Vida. Memória Institucional.
Área Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação.

1 INTRODUÇÃO

A trajetória histórica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
possui uma farta documentação escrita, nem sempre fácil de recuperar. Possui
também uma dimensão humana, uma história de ‘sujeitos’, cuja oralidade dos
relatos das suas vivências extremamente ricas, em sua essência, são a própria
instituição, pois quem constrói a instituição são as pessoas. João Baptista, José
Adolfo, Terezinha Gayão, Osvaldo Martins, Manoel Francisco, Altemiro Ventura e
Waldecy Pinto, assim alocados, dispostos nessa ordem sequencial, são nomes que
nos revelam vestígios, pistas e sinais. São nomes que, desvelados, representam fios
que, quando dispostos no tear imaginário, se entrelaçam e fazem a urdidura de uma
trama histórica. Nomeação e memória se enlaçam. Possibilitam a composição de um
entrelace que revela a vida.
Garimpar essas memórias tem se constituído um texto costurado pelos ecos
de um passado recente. Ao ouvir, ouvir e ouvir essas relembranças, atuamos como
1

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

mediadora, pois, ao fazer esse resgate, possibilitamos ao Núcleo do Conhecimento
Prof. João Baptista Oliveira dos Santos que, dessa forma, vem agregando valor à
Biblioteca Central da UFRPE, desenvolver ações conjuntas para o resgate da
memória institucional, recontando a história da Universidade através dos
depoimentos das pessoas que fizeram e fazem parte dela, trazendo à luz a evolução
dessa Instituição ao longo dos 100 anos de existência.
O desenvolvimento dessa atividade, em nossa prática bibliotecária, vem se
aliar em nosso dia-a-dia a outros projetos com os quais promovemos a
rememoração, a inserção social e a extensão universitária, tais como: “Roda da
Memória”, “Mesa Redonda Gênero no Mundo Rural Contemporâneo” e “Exposições
Cientistas da UFRPE”. Vivenciamos, praticamos, resgatamos, preservamos e
tornamos pública a memória individual e coletiva da UFRPE e, a partir dela,
buscamos compreender cada um dos personagens em relação à sua história e,
principalmente, em relação ao grupo ao qual pertence e ao seu lugar na rede social.
Assim, através das lembranças, viemos captando o significado mais profundo das
memórias de docentes e servidores.
Mesmo com fios que podem arrebentar à evocação de tempos passados e de
momentos vividos, acreditamos que essas memórias, através dos relatos das
histórias de vida que atentamente escutamos, compreendem “a lembrança pura, que
se atualiza na imagem-lembrança, pois resgata a consciência de um momento
único, singular, não repetido, irreversível da vida”, conforme Bosi (1994). Ousadia e
inovação formam o fio condutor, instrumento dessa reconstrução. Com ele, tal qual
uma fiandeira que gosta de ouvir e contar histórias, utilizamos o tear imaginário
existente no Núcleo do Conhecimento para nele tecer a urdidura dessa trama
histórica. Nele, entrelaçamos sete fios de formatos, texturas e cores diferentes e, em
conjunto com esses homens e mulheres, trazemo-las ao olhar contemporâneo como
modelos de papéis masculinos e femininos por considerarmos que a divulgação das
suas histórias de vida e de seus feitos se entrelaça com a Universidade, formando
uma história singular.
Acerca desses sete entrevistados, nosso olhar utiliza uma nova lente através
da qual começamos a enxergar a ação, o cotidiano, as regras não ditas, a vida. O
resultado tem sido muito interessante, pois evidencia o intenso relacionamento do
2

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

gênero com a política, com as hierarquias sociais, com os contextos econômicos e a
sua participação nos eventos históricos. Observamos, através de suas narrativas, as
mudanças ocorridas no âmbito da Universidade e, sobretudo, no comportamento
dos seus contemporâneos.

2 Trançando os fios no tear da informação

Sempre entendemos o bibliotecário – esteja ele no exercício de funções
gerenciais ou técnicas, como um profissional do conhecimento – aquele capaz de
organizar, preservar e tornar acessíveis informações que serão apropriadas e
reapropriadas pela sociedade – mas, especialmente, como profissional antenado
com a realidade social na qual está inserida a biblioteca onde atua – dos mosteiros
da Idade Média às bibliotecas do atual contexto global - capaz de atender as
necessidades da contemporaneidade. O Século XXI chegou trazendo consigo novos
paradigmas representados em conceitos como Sociedade do Conhecimento, Redes
de Conhecimento, Novas Tecnologias e, por que não dizer, Novas Competências.
Demanda por competências profissionais ousadas e inovadoras que, em sua
essência, sejam capazes de se adaptarem aos tempos hodiernos. Uma nova
categoria – os profissionais multidisciplinares - que tem facilidade de se comunicar
com outros campos do conhecimento e é capaz de mediar e interagir com diversas
atividades e saberes.
Eis

o

perfil

do

Núcleo

do

Conhecimento.

Nele,

enquanto

bibliotecária/profissional da informação, transitamos e mantemos parcerias com as
mais diversas áreas da Universidade, mais especificamente com a Agronomia, a
Medicina Veterinária, a História, a Educação, a Extensão Universitária e a
Antropologia. Estudamos, trabalhamos e, apaixonadas pela Memória, tal qual uma
fiandeira ou uma tecelã que, pacientemente, busca, na diversidade dos fios, tecer a
trama, buscamos revelar os labirintos dessa memória, seja ela, individual, coletiva ou
social.
Nessa linha de pensamento, desde 2004, temos em nosso cotidiano praticado
o ato do ouvir, ouvir e ouvir. Passada quase uma década, no momento da
3

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

celebração dos 100 anos da criação dos Cursos de Ciências Agrárias em
Pernambuco, que originaram essa jovem-velha Casa de Ensino Superior, somos e
continuamos tecelãs da memória afetiva da Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE). Nesse cotidiano, transformamo-nos em mediadoras dessa
memória individual e coletiva que exercita nossa imaginação e oxigena nossas
ideias. Preservada, certamente, numa espécie de relicário pessoal e institucional,
representa um memorial feito de lembranças e reminiscências que alimentam o
nosso presente. Memória com cheiro de vida, pulsante, que abriga o que fomos e o
que somos. Inspira o que seremos. Por um lado, enquanto tecelãs dessa memória
coletiva, imaginamos os tempos pretéritos fragmentados e, muitas vezes,
contraditórios dessa história. Por outro, somos parte atuante e escrevemos também
essa história coletiva do presente. Em nosso dia-a-dia, tecendo com esses fios,
revisitamos o labirinto da história da UFRPE.
Muitos outros fios, certamente, ainda serão acolhidos nesse tear e, conosco,
retroceder no tempo. Nesse contexto, trazemos a público o relato de uma de nossas
experiências cotidianas, “o tear imaginário”, que acontece e agrega valor à Biblioteca
Central da UFRPE a partir de um grupo de parceiros, alguns já falecidos – folhas da
árvore da vida que se foram levadas pelo vento - fios de memória que permitem um
simbólico trançado que revela a História Individual e Institucional, fomentando o
conhecimento e gerando cidadania, possibilitando à biblioteca, enquanto espaço
democrático de debate, disseminação e criação do conhecimento, o simbólico
entrelace das emoções e dos sonhos através das narrativas dessas vidas, que
permitem observar a inusitada trama da ciência intercalada com o humano na era da
tecnologia.
É assim que buscamos renovar a Biblioteca Central da UFRPE: interagindo
com outras competências, desenvolvendo novos formatos de atividades, ouvindo
atentamente o passado, preservando-o a fim de torná-lo de acesso público, eis o
nosso fazer bibliotecário. Como salienta Cury (2001), a biblioteca universitária como
repositória desse conhecimento é o espaço de sociabilidade, lugar onde os
indivíduos interagem entre si e se comunicam. Local de quebra de paradigmas e
conceitos pré-estabelecidos, propício à criação, armazenamento e circulação do
conhecimento. Nele, nós, bibliotecários, habituados aos tradicionais serviços de
4

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

catalogação, classificação e indexação, começamos a nos metamorfosear, aliando
ao guardião da memória impressa e disseminador da informação o papel de
mediador do conhecimento e agente de interação humana.

3 Fios de diferentes espessuras, cores e formatos

Segundo Benjamin (1994), “habitar” “significa deixar rastros”, e nas
rememorações desses nossos convidados esses rastros se adensam. Essas vozes
ecoam, mas, ao longo do tempo, nem todas foram ouvidas. Durante muito tempo,
foram silenciadas e estavam à espera de alguém que se dispusesse a ouvi-las. A
partir de 2004, decidimos resgatar e preservar a memória da UFRPE a partir da
oralidade. Tomamos para nós esta emocionante tarefa e passamos a ouvir, ouvir,
ouvir... No entanto, aproximadamente 70% da comunicação humana é não verbal.
Nessa prática do ouvir, é importante também entender que o ser humano em sua
postura reflete conforto ou desconforto físico ou psicológico, tais como: tensão,
ansiedade, tédio, desinteresse, alegria, etc. Da mesma forma, de acordo com Weil e
Tompakow (1986) os gestos ilustram e enfatizam o discurso. Com base nessas
premissas, cuidadosamente, passamos a olhar e enxergar nossos entrevistados
com maior acuidade e atenção durante os encontros/entrevistas dessa nova prática
interdisciplinar desenvolvida no espaço da Biblioteca.
Muitas vezes, recebemos nossos entrevistados no Núcleo do Conhecimento
na Biblioteca Central, em outros momentos, quando a saúde os impede de se
deslocarem até a UFRPE, os encontramos em suas residências, onde passamos
horas ouvindo, gravando, fotografando. Posteriormente, transcrevemos suas falas e
lhes apresentamos o resultado das suas narrativas, lhes agradecemos a confiança,
o aprendizado, a emoção, o carinho e a atenção, uma vez que conosco passaram à
salutar atividade do relembrar, pois é na rememoração que ocorre o encontro de si
mesmo e da sua identidade apesar do tempo e dos fatos vividos, Bobbio (1997).
Hoje, decorridos nove anos do exercício do ato de ouvir, simbolicamente
sentada diante do tear imaginário, o fiar dessas memórias ganha um novo formato
ao ser manuseado e ao resgatar essas importantes figuras da história institucional.
5

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

Através desses nomes, ou seja, pela nomeação, as coisas não existentes ganham
vida e recompõem um mosaico de histórias que ficaram suspensas ao longo do
tempo. Nomes simbolizam fios que representam memórias individuais com as quais
tecemos a trama da memória coletiva da UFRPE, os quais relacionamos a seguir:

JOÃO BAPTISTA OLIVEIRA DOS SANTOS
(1932 – 2004)
Engenheiro Agrônomo e Reitor de 1987 a 1991
Engenheiro Agrônomo pela Escola Superior de Agricultura da Universidade
Federal de Pernambuco, colou grau na Turma de 1955, dedicou 53 anos de vida à
UFRPE, onde ocupou diversas funções e recebeu diversas homenagens e
premiações. Imortal da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica (APCA),
da qual foi Vice-Presidente por um longo período. Ferrenho defensor da memória da
UFRPE, durante seu reitorado na Universidade Federal Rural de Pernambuco, no
período de 1987 a 1991, criou o “Memorial Casa Prof. Ivan Tavares” para abrigar,
preservar e socializar toda a documentação histórica dessa Instituição. No ano de
2004, tornou-se nosso primeiro parceiro ao nos procurar na Biblioteca Central e nos
convidar para com ele realizar o trabalho hercúleo de resgate histórico da UFRPE.
Nessa época, acabávamos de retornar do Mestrado em Comunicação e
ocupávamos um espaço no andar térreo da Biblioteca. Decidimos que utilizaríamos
a história oral através do resgate das suas memórias. Infelizmente, as Moiras
interferiram e o Prof. Dr. João Baptista, carinhosamente, chamado “O Gordo”, foi
acometido por um tipo de agressivo de câncer que o deixou debilitado rapidamente.
Mesmo assim, durante alguns meses, tivemos a alegria de recebê-lo nos dias 05, 13
e 26 de março de 2004. No dia 14 de agosto de 2004, compareceu em sua cadeira
de rodas pela última vez, tomando seus medicamentos, mas sempre atento e dono
de uma rica memória, gravou suas rememorações sobre sua vida e sobre a UFRPE,
sua amada instituição. As Moiras cortaram o fio do seu destino em 08 de outubro de
2004, aos 72 anos de idade. Em sua homenagem, o Prof. Dr. Valmar Corrêa de
Andrade, então Reitor da UFRPE, acatando nossa sugestão, criou o Núcleo do
Conhecimento Prof. João Baptista Oliveira dos Santos – O Maior Amigo dos Amigos

6

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

da Rural – inaugurado em 22 de dezembro de 2004, espaço onde passamos a da
continuidade às nossas atividades.

JOSÉ ADOLFO PESSOA DE QUEIROZ
(1907- 2009)
Engenheiro Agrônomo e Empresário
Ingressou, aos 17 anos, no Curso de Agronomia em 1924 na Escola Superior
de Agricultura São Bento, mantida pelos Monges Beneditinos no Engenho São
Bento, Município de Tapera, Pernambuco, atual UFRPE, colou grau na turma de
1927. Alcançou o patamar de Engenheiro Agrônomo mais longevo dessa
Universidade, e quiçá desse País, vindo a falecer em 2009, com exatos102 anos de
idade. Ao narrar sua história de vida, José Adolfo trouxe à tona o saudoso período
da Escola Superior de Agricultura "São Bento" em sua fase beneditina localizada no
Engenho Tapera no Vale do Tapacurá. De memória privilegiada, porém com
dificuldade de locomoção, não foi possível se deslocar até à Biblioteca, fato que nos
levou a visita-lo em sua residência para entrevista-lo no dia 03 de novembro de
2005, aos 98 anos de vida. Foi uma emoção o encontro com essa singular e, ao
mesmo tempo, universal figura humana. Suas memórias, reminiscências e história
de vida alimentam o presente da escrita da história dessa Instituição.

MANOEL FRANCISCO DE MORAES CAVALCANTI
(1931 - )
Médico Veterinário e Reitor de 1991 a 1995
Médico Veterinário formado na turma de 1960 pela Universidade Federal
Rural de Pernambuco. Professor Adjunto, exerceu a Direção da Escola Superior de
Medicina Veterinária entre 1974 e 1975, foi também Diretor do Departamento de
Zootecnia. Assumiu a Reitoria no período de 28 de fevereiro de 1991 a 28 de
fevereiro de 1995. Esteve conosco nos dias 12 de novembro de 2004, 17 de
fevereiro, 25 de março e 14 de abril de 2005, do alto de seus 74 anos rememorando
com entusiasmo o tempo e a vida que passou.

7

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

TEREZA DE JESUS CORREIA GAYÃO LORETO
(1926 - )
Engenheira Agrônoma e Cientista
Pioneira do Curso de Agronomia da Escola Superior de Agricultura de
Pernambuco – ESAP, ingressou na Escola no ano de 1946, tendo sido a única
mulher de uma turma composta por 22 alunos e quarta a colar grau como
Engenheira Agrônoma em Pernambuco. Convidada a comparecer ao Núcleo para
esse trabalho de rememoração, prontamente atendeu nosso convite e com imensa
alegria a recebemos com a sabedoria dos seus 80 anos, no dia 13 de abril de 2006.
Especialista em Fitopatologia, Pesquisadora e Orientadora do CNPq, desvendou o
véu de Iris ao publicar naquela época 103 trabalhos científicos.

ALTEMIRO VENTURA
(1925 - )
TOPÓGRAFO APOSENTADO DA UFRPE
Servidor que dedicou cerca de 40 anos à Universidade. Atualmente, apesar
de aposentado, o Sr. Altemiro Ventura logo atendeu ao nosso convite e com grande
desprendimento, apesar dos 84 anos de vida, se deslocou de sua residência até o
Núcleo do Conhecimento nos dias 20 de maio de 2009 e posteriormente, nos dias
08 e 21 de julho de 2009 e 13 de outubro do mesmo ano. Foram momentos de
grande emoção, pois se sentia muito orgulhoso ao saber que as entrevistas que
estava nos concedendo seriam utilizadas no Livro “Prédio da Reitoria da UFRPE:
1935-2009”, organizado sob nossa responsabilidade em parceria com a Profa. Dra.
Rosário Leitão, lançado em dezembro de 2013, durante as celebrações do
Centenário da UFRPE.

OSVALDO MARTINS FURTADO DE SOUZA
(1920 -

)

Engenheiro Agrônomo e Professor Aposentado da UFRPE
Engenheiro Agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura de
Pernambuco – ESAP, atual UFRPE, na turma de 1946. Membro Titular da Academia
Pernambucana de Ciência Agronômica. Durante sua jornada profissional foi Diretor
8

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

durante 10 anos, do Aprendizado Agrícola, posteriormente, Colégio Agrícola Dom
Agostinho Ikas, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Convidado
para rememorar o importante período do Aprendizado Agrícola, prontamente aceitou
nosso pleito, contudo, em virtude de dificuldades de locomoção, nos deslocamos ate
sua residência em duas visitas realizadas nos dias 05 de dezembro de 2012 e 15 de
março de 2013, a fim de gravar seus depoimentos/entrevistas, uma vez que nosso
entrevistado, no auge dos seus 92, 93 anos, se colocou à nossa disposição com a
maior boa vontade e entusiasmo.

WALDECY FERNANDES PINTO
(1936 -

)

Arquiteto e Professor
Reitor de 1983 – 1987
Arquiteto formado pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.
Membro Titular da Academia Pernambucana de Ciências. Professor Titular da
UFRPE, assumiu a reitoria de 1983 a 1987, promovendo uma gestão participativa e
inovadora. Sempre atencioso e acreditando nas ações do Núcleo, aos 76 anos,
atendeu nosso convite e quase que imediatamente nos concedeu esta entrevista
realizada na Biblioteca Central no dia 1ºde agosto de 2012, objetivando relembrar
seu reitorado para fins da escrita do “Livro Uma História Centenária Escrita a Muitas
Mãos”, que estamos organizando em parceria com a Profa. Dra. Rosário Andrade,
com lançamento previsto para dezembro de 2013.

4 Fio a fio, uma urdidura em construção, nos estimula à reflexão

Um tear imaginário está posicionado. Nele, dispomos fios de forma que
facilitem seu entrelace na dimensão contraditória do cotidiano no contemporâneo
espaço da biblioteca. Diante dele, nossos olhos leem a vida e o mundo. Definem
suas cores, traçam suas formas, dimensionam seus movimentos. Leem as pessoas.
Nossos olhos observam e enxergam detalhes. Nossas mãos que semeiam e

9

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação – Florianópolis, SC, Brasil,
07 a 10 de julho de 2013

colhem. Afagam os amigos e debulham os grãos. Misturam ingredientes e preparam
o pão. Também conduzem e perpassam o fio na arte do fiar e tecer.
Nessa história, como em muitas outras, é o coração que percebe o invisível
da vida e do mundo através das vozes que ultrapassaram o silêncio. Penetra em
seus mistérios, aprofunda suas tramas, inventa seus sentimentos, descobre a magia
que envolve a aventura humana. O visível e o invisível fazem parte desta história
individual e coletiva. São inseparáveis.
Sob essa perspectiva, capitaneamos e, por que não dizer, participamos
também dessa trama como agente histórico desse tempo e lugar. Atuamos como
observadora e mediadora no espaço da biblioteca. Por outro lado, nossos
convidados/entrevistados gentilmente se dispuseram a deixar à mostra seu amor
pela UFRPE nessa salutar atividade do rememorar.

REFERÊNCIAS
BENJAMIN, Walter. “O narrador”, em Magia e técnica, arte e política. 7a ed.. São
Paulo: Brasiliense, 1996. p. 205.
BOBBIO, Norberto. O tempo da memória: de Senectute e outros escritos. Rio de Janeiro:
Campus, 1997. p 30-31.
BOSI, Ecléia. O tempo vivo da memória: ensaios de psicologia social. São Paulo: Ateliê
Editorial, 2003 p. 26
CURY, Maria Catarina et all. O bibliotecário universitário: representações sociais da
profissão. Informação &amp; Sociedade/: Estudos. João Pessoa, v.11, n.1, p. 86-98, 2001.
WEIL, Pierre; Tompakow, Roland. O corpo fala: a linguagem silenciosa da comunicação
não verbal. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1986. 288 p.

10

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="8">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7176">
                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7177">
                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7178">
                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8556">
                <text>Florianópolis/SC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28564">
              <text>No tear imaginário, fios e tramas de memórias</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28565">
              <text>Josefa Martins da Conceição</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28566">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28567">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28568">
              <text>2013</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28570">
              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Relato de Experiência</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="28571">
              <text>Relato da experiência vivenciada através do Projeto UFRPE 100 anos, do Núcleo de Conhecimento Professor João Baptista Oliveira dos Santos da Biblioteca Central da UFRPE, que consiste na coleta de informações a partir da história oral, utilizando entrevistas gravadas e posteriormente recuperadas numa inusitada interação entre bibliotecária/entrevistadora e entrevistados. As histórias de vida rememoradas e relatadas nas entrevistas de 07 representantes do corpo docente e dos servidores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) trazem consigo uma dimensão humana, um ‘olhar’ comprometido com a Universidade, que possibilita o resgate, a preservação e a socialização da memória institucional e deixa à mostra as competências, habilidades e responsabilidade sociocultural do profissional da informação no atual cenário da sociedade da informação e do conhecimento.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="66325">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="2">
      <name>cbbd2013</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
