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                  <text>A atuação dos bibliotecários do Instituto Federal de São Paulo:
uma perspectiva sociocognitiva do fazer profissional

Cintia Almeida da Silva Santos (IFSP) - cintiasert@hotmail.com
Vera Regina Casari Boccato (UFSCar) - vboccato@ufscar.br
Wanda Aparecida Machado Hoffmann (UFSCar) - wanda@nit.ufscar.br
Resumo:
Analisa-se a percepção que os bibliotecários do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de São Paulo possuem sobre as bibliotecas em que atuam e
sobre as perspectivas futuras de suas atuações profissionais. A metodologia qualitativa –
sociocogntiva compõe o arcabouço metodológico do estudo que tem
por universo o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo,
representado por três bibliotecas dos campi São Paulo, Guarulhos e Salto, com o uso de
questionário e do Protocolo Verbal na modalidade em Grupo como
instrumentos de coletas de dados. Como resultados, apontam-se: a necessidade de
estruturação sistêmica das bibliotecas do Instituto Federal de São Paulo. Conclui-se que as
bibliotecas do Instituto Federal de São Paulo são singulares e encontram-se
em fase inicial de formação, exigindo de seus profissionais esforços para a consolidação de
políticas e diretrizes para nortear e solidificar estas bibliotecas que
se apresentam como organismos propícios para explorações científicas e fazeres
prático-profissionais a partir do contexto sociocognitivo de bibliotecários e de seu ambiente
sócio-organizacional.
Palavras-chave: 1. Bibliotecário – Atuação. 2. Ciência Tecnologia e Sociedade. 3. Ciência da
Informação. 4. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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A atuação dos bibliotecários do Instituto Federal de São Paulo: uma
perspectiva sociocognitiva do fazer profissional
Resumo:
Analisa-se a percepção que os bibliotecários do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de São Paulo possuem sobre as bibliotecas em que atuam e
sobre as perspectivas futuras de suas atuações profissionais. A metodologia
qualitativa – sociocogntiva compõe o arcabouço metodológico do estudo que tem
por universo o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo,
representado por três bibliotecas dos campi São Paulo, Guarulhos e Salto, com o
uso de questionário e do Protocolo Verbal na modalidade em Grupo como
instrumentos de coletas de dados. Como resultados, apontam-se: a necessidade de
estruturação sistêmica das bibliotecas do Instituto Federal de São Paulo. Conclui-se
que as bibliotecas do Instituto Federal de São Paulo são singulares e encontram-se
em fase inicial de formação, exigindo de seus profissionais esforços para a
consolidação de políticas e diretrizes para nortear e solidificar estas bibliotecas que
se apresentam como organismos propícios para explorações científicas e fazeres
prático-profissionais a partir do contexto sociocognitivo de bibliotecários e de seu
ambiente sócio-organizacional.
PALAVRAS-CHAVE: 1. Bibliotecário – Atuação. 2. Ciência Tecnologia e Sociedade.
3. Ciência da Informação. 4. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
São Paulo – Bibliotecas. 5. Metodologia qualitativa - Sociocognitiva.
Área Temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do
profissional da informação.
1 INTRODUÇÃO
A Ciência da Informação (CI) originou-se no período da Revolução Científica
e Técnica, compreendida no período pós Segunda-Guerra Mundial, a partir, segundo
SARACEIVIC (1999, p. 1052) de três características:
[...] [a] Primeira, [...] por natureza, interdisciplinar, embora suas relações
com outras disciplinas estejam mudando. [...] Segunda, [...] está
inexoravelmente ligada à tecnologia da informação [...]. Terceira [...] é,
juntamente como muitas outras disciplinas, uma participante ativa e
deliberada na evolução da sociedade da informação. (Grifo nosso).

Assumida a natureza interdisciplinar, a CI traz para seu universo contribuições
oriundas de demais áreas, dentre elas a Biblioteconomia, pois diante do crescimento
informacional acelerado ela necessitou de aportes instrumentais para garantir o uso,
armazenamento e recuperação da informação, conglomerando para si, contribuições
também das áreas da Ciência da Computação, da Comunicação e da Ciência
Cognitiva. Como aponta González de Gómez (1990) a CI está constituída em uma
“ampla zona transdiciplinar”, os aportes instrumentais expressos pelas Tecnologias
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de Informação e Comunicação (TICs) reconfiguraram o perfil do profissional
bibliotecário (SARACEIVIC, 1999, p. 1052) que se vê diante de um mercado de
trabalho mutável e de desafios que envolvem a gestão e o tratamento da
informação. Este cenário exige do bibliotecário: competências, habilidades e atitudes
proativas no fazer de suas atividades, sendo estas atualmente permeadas pela
inserção das TICs.

Como apontado por Saraceivic (1999), o “imperativo

tecnológico” determina as transformações da sociedade e a CI que não pode ficar às
margens destas transformações, deve se inserir neste contexto, os processos
humanos e sociais que as compreendem. As TICs impactam diretamente o fazer dos
bibliotecários, tendo em vista que existem para aperfeiçoar processos já existentes e
oferecer tanto aos bibliotecários, quanto aos usuários, ampliações de acesso, de
trabalho e de utilização da informação em seus diferentes suportes.
Diante do exposto, este estudo objetivou analisar a percepção que os
bibliotecários do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
possuem sobre as bibliotecas em que atuam e sobre as perspectivas futuras de
suas atuações profissionais.
2 A ATUAÇÃO BIBLIOTECÁRIA: DA ANTIGUIDADE À CONTEMPORANEIDADE
A figura do bibliotecário tomou forma conjuntamente à criação das bibliotecas
por parte da nobreza e do clero, que remontam o período compreendido como Idade
Média1. Tinham-se como bibliotecários homens eruditos, considerados os ‘guardiões
do saber’ ou os ‘guardiões dos segredos’, lhes era confiado o que havia de mais
precioso para a época, os livros com seus saberes e segredos. Ainda não existia a
formação na área de Biblioteconomia, esta se consolidou tempos depois, por conta
do aumento das bibliotecas que necessitaram cada vez mais de técnicas
aprofundadas

acerca

de

administração,

armazenamento,

conservação

e

disseminação de seus respectivos acervos (BAPTISTA; BRANDIT, 2006, p. 21). O
1

O período conhecido como Idade Média pode ser compreendido entre a queda do Império Romano
do Ocidente à Renascença. Perdurou mais de 1000 anos, onde consolidara-se muitos elementos da
atual cultura occidental, período de paradoxos entre a fé e a razão, onde houvera grande
produtividade intelectual, que propuseram o surgimento de instituições intelectuais e culturais, tais
como escolas e universidades (NUNES, R. C. Idade Média. Disponível
em:&lt;http://www.gpveritas.org/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=63&amp;Itemid=72&gt;.
Acesso em: 11 mar. 2013.
.

2

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primeiro sinal relacionado à Biblioteconomia no Brasil, como apontado por Baptista e
Brandt (2006, p. 26) foi a chegada da coleção de livros de D. João VI, trazidas de
Portugal em 1808. Em 1810 fora criada a Biblioteca Nacional Brasileira e a
Biblioteconomia desenvolveu-se a partir da criação do curso de Biblioteconomia na
Biblioteca Nacional, criado em 1911, mas com funcionamento efetivo somente em
1915 (MELO, 2011). Vários autores referem-se a ele como sendo o primeiro curso
de Biblioteconomia da América Latina e o terceiro no mundo (TABOSA; AGUIAR,
2011, p. 86).
Sobre a profissão de bibliotecário, ela foi regulamentada no Brasil pela Lei nº
804 de 30 de junho de 1962 (BRASIL, 1962). Na contemporaneidade, tem-se que o
objeto de trabalho do bibliotecário é a informação apresentada nas mais variados
suportes, isto é, impressa e eletrônica e formas, ou seja, textual, imagética, sonora,
botânica, entre outras (CRB-3ª Região, 2011).
Dessa maneira, são inúmeras as mudanças que circundam a Biblioteconomia
e os bibliotecários, mudanças acarretadas pelos desenvolvimentos e aplicações
tecnológicas aliadas aos contextos econômico, político, social, cultural e educacional
(SILVA, 2004, p. 85), essas mudanças se dão também a partir da interlocução
teórico-metodológica entre os campos científicos da Ciência, Tecnologia e
Sociedade (CTS) e da CI, que passaram a alterar os processos, produtos e serviços
de uma biblioteca e de demais nichos de atuação dos bibliotecários (arquivos,
museus, editoras, coordenadorias de comunicação social, livrarias, entre outros
espaços informacionais reais, digitais e virtuais), nas mais diversas áreas do
conhecimento.
A tecnologia alterou os paradigmas da profissão. Ao comparar a transcrição
do manuscrito para o impresso e do impresso para o digital, a autora
(LEVACOV, 1997) demonstra a transcrição do paradigma da propriedade do
acesso. (LEVACOV, 1997 apud BAPTISTA; BRANDIT, 2006, p.22).

Tais colocações são ratificadas pelos autores Silva (2004); Fujita (2005); Job
e Oliveira (2006), que destacam as interferências sociopolíticas, culturais e,
principalmente, as ocasionadas pelas tecnologias que conduzem à necessidade de
mudança no perfil do profissional bibliotecário. Entende-se que os avanços
tecnológicos consolidaram-se como veículos propagadores do desenvolvimento de
unidades de informação e, consequentemente, dos fazeres bibliotecários; a
tecnologia em si não resolve os problemas e sim, veicula facilidades e agilidades
que sustentam e apoiam aqueles que se utilizam dela para exercer suas funções e
3

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desenvolver seus serviços, a exemplo da realização de levantamentos bibliográficos
em bases de dados e catálogos on-line; o uso de softwares na de construção de
linguagens

documentais

e

na

gestão

de

bibliotecas

e

demais

espaços

informacionais.
Como apontam as autoras Fujita, Agustín Lacruz e Gomez Diaz (2012, p.97)
o ferramental tecnológico influenciou o modo de trabalho dos bibliotecários e a forma
destes gerirem a informação. Silva, Gonzales e Vergueiro (2009) afirmam que as
atividades ligadas à Biblioteconomia e à Documentação devem ultrapassar os limites
tradicionais de sua abrangência, devendo incorporar novas vertentes ligadas à
gestão do conhecimento, da comunicação e das tecnologias da informação,
cabendo ao profissional bibliotecário inserir-se neste cenário interdisciplinar, zelando
pelo seu destino profissional e buscando oportunidades de ampliação de seus
espaços de trabalho tanto no mundo real quanto no virtual como apontam Fujita
(2005) e Silveira (2011).
Silva (2004, p. 83) explana que as tecnologias presentes provocam mudanças
e os bibliotecários se encontram diante do “aprender a aprender”; assim, como
disserta Fujita (2005, p. 104), essas tecnologias ou os fatores inovadores solicitam
dos bibliotecários novos empenhos no que se referem a atuações profissionais
diferenciadas em seus ambientes de trabalho. A autora (FUJITA) chama a atenção
para a mudança de paradigmas da informação, especificamente sobre três
aspectos: 1) a forma - que se refere aos diferentes formatos da informação que por
muitas vezes coexistem, a exemplo tem-se a mesma informação em formato tanto
impresso quanto digital; 2) o acesso – as tecnologias propiciaram o acesso
simultâneo e remoto da mesma informação e 3) o valor – a informação,
independentemente de seu suporte, sendo tratada e registrada, apresenta um valor
agregado (FUJITA, 2005, p. 104).
Desta forma, compreende-se que atual contexto sociocognitivo dos
bibliotecários está rodeado de desafios, como aponta Silva (2004, p. 85) “a evolução
tecnológica da sociedade não mais aceita bibliotecas tradicionais estacionadas na
concepção de desenvolvimento e de gestão fechadas em si mesmas”, portanto, os
bibliotecários contemporâneos deverão atuar colaborativamente entre seus pares e
buscarem cada vez mais a capacitação das tecnologias de informação, para que
suas bibliotecas estejam inseridas nesta evolução tecnológica.
4

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3 O CONTEXTO SOCIOCOGNITIVO DO BIBLIOTECÁRIO DO INSTITUTO
FEDERAL DE SÃO PAULO
A abordagem sociocognitiva tem “[...] como foco o sujeito que realiza uma
determinada atividade e sua cognição em relação ao seu contexto de produção”
(FUJITA; RUBI; BOCCATO, 2009, p.3). Nessa perspectiva, o contexto sociocognitivo
do bibliotecário é formado pelo conhecimento prévio que possui sobre a sua
ferramenta de trabalho constituída, por exemplo, pela política de indexação, as
regras e os procedimentos do manual de indexação, a linguagem documental, bem
como as reais necessidades dos usuários. Em associação, ele deve conhecer
também o contexto físico onde a instituição e o sistema de recuperação da
informação estão vinculados representados pela missão, objetivos e pelos
planejamentos estratégicos da organização e da própria biblioteca (BOCCATO,
2012, p. 80).
Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia quando originários
em 1909 foram denominados Escolas de Aprendizes e Artífices (ALMEIDA, 2010, p.
14), passaram por várias mudanças e transformaram-se em Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia em 29 de dezembro de 2008 por força da Lei nº
119822, atualmente existem trinta e oito Institutos Federais no Brasil que ofertam
ensino médio integrado ao técnico, ensino técnico, cursos superiores de tecnologias
e licenciaturas (BRASIL, 2011). O estudo analisou três bibliotecas do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). O IFSP está
contemplado pelo Plano de Expansão da Rede Federal3 e atualmente possui 30
campi4, sendo vinte e oito em atuação e dois em processo de implantação. As
bibliotecas do IFSP permeiam as definições de bibliotecas universitárias, escolares e
2

BRASIL. Presidência da República. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação,
Ciência e Tecnologia. Brasília, DF, 29 dez. 2008. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11892.htm&gt;. Acesso em: 13 mar. 2013.

3

Informações sobre a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
poderão ser obtidas no site do Ministério da Educação (MEC), através do endereço eletrônico:
http://redefederal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=52&amp;Itemid=2. Acesso
em 13 mar. 2013.

4

Informações disponíveis em:&lt;www.ifsp.edu.br&gt;. Acesso em 20 mar. 2013.

5

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especializadas, desta forma, surge um universo peculiar e aberto para estudos e
fazeres profissionais acerca desta nova tipologia de biblioteca e do perfil de seus
bibliotecários, assim é importante neste contexto a definição que as autoras
apresentam para as bibliotecas do IFSP:
As bibliotecas do IFSP poderão ser definidas como sistemas informativos
imbuídos em sistemas maiores, no caso de cada biblioteca específica, o
campus representa este sistema maior, estas bibliotecas deverão prestar
assessoria aos processos de ensino-aprendizagem, aos processos
investigativos e aos processos extensionistas de cada campus, dotando-se
de infraestrutura informacional para estes fins e também informação
especializada para atender as demandas dos cursos oferecidos por cada
campus, desta forma, as bibliotecas do IFSP, congregam as três tipologias
abarcadas pelas bibliotecas universitárias, escolares e especializadas.
(HOFFMANN; BOCCATO; SANTOS, 2011).

Pelo viés das autoras as bibliotecas do IFSP congregam as tipologias das
bibliotecas universitárias5, bibliotecas escolares6 e bibliotecas especializadas7, desta
forma, enxerga-se um novo conceito tipológico de bibliotecas, que deverá ser
estudado à luz de uma interdisciplinaridade, assim como um novo perfil de
bibliotecário, que deverá atuar em diferentes setores de sua biblioteca. As autoras
visualizam os profissionais da informação do IFSP como bibliotecários técnicoespecializados, tem-se a atribuição da categoria de bibliotecário técnicoespecializado pelo fato dela está articulada a estrutura acadêmico-organizacional do
Instituto que compreende cursos técnico-profissionalizantes de nível médio e
superior.
Em complementação ao delineamento do contexto sociocognivo do
bibliotecário do IFSP, resgata-se Fujita; Rubi; Boccato (2009) expondo que “a
biblioteca é composta por processos interligados (inserção de documentos,
classificação, catalogação, indexação etc.) com objetivo comum de disponibilizar a
informação para acesso e recuperação”. No caso das bibliotecas do IFSP, não
existe uma sistematização dentre as diferentes funções que o bibliotecário
5

Definição de Biblioteca Universitária de acordo com: FUJITA, M. S. L. Aspectos evolutivos das
bibliotecas universitárias em ambiente digital na perspectiva da rede de bibliotecas da UNESP. Info &amp;
Soc. v. 15, n. 2, p. 97-112, jul./dez. 2005.

6

Definição de Biblioteca Escolar de acordo com: MALAQUIAS, E. A biblioteca escolar sob a visão do
pedagogo e do diretor de escola. CRB-8 Digital, v. 1, n2, p. 15-18, out. 2008.
7

Definição de Biblioteca Especializada de acordo com: CESARINO, M. A. N. Bibliotecas
especializadas, Centros de Documentação, Centro de Análise da Informação: apena uma questão de
terminologia? E. Esc. Bibliotecom., v. 7, n. 2, set. 1978, p. 218-241

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normalmente exerce, isto é, como bibliotecário catalogador, bibliotecário indexador,
bibliotecário de referência, bibliotecário chefe, entre outras e tão pouco a delimitação
das tarefas a serem realizadas por ele.
O contexto sociocognitivo das bibliotecas do IFSP é peculiar, cada
bibliotecário atua de forma particular e personalizada em seu ambiente de trabalho,
ainda não existem políticas e diretrizes estruturais e sistêmicas para estas
bibliotecas, deve-se considerar os estágios e estruturas diferenciadas em que se
encontram cada campus do IFSP. Não existe um sistema de gerenciamento de
bibliotecas instituído, desta forma, cada biblioteca utiliza o sistema de gerenciamento
que atenda as necessidades de cada biblioteca. Das três bibliotecas pesquisadas,
apenas a biblioteca do IFSP - campus Guarulhos possuía o catálogo on-line de seu
acervo disponível para consulta e página de Internet com informações sobre a
biblioteca e seus produtos e serviços, a linguagem documental utilizada nestas
bibliotecas é a linguagem natural, em que impera a percepção e a vivência do
bibliotecário técnico-especializado

na

hora

da

indexação, desta forma, a

recuperação da informação manifesta-se de forma deficitária, há necessidade
eminente da elaboração de políticas e diretrizes para o tratamento da informação
nas bibliotecas do IFSP, pois elas atendem concomitantemente públicos variados,
tais como os alunos do ensino médio, docentes que também são pesquisadores e os
demais segmentos da instituição, resgatando Boccato, o contexto sociocognitivo do
bibliotecário é formado pelo conhecimento prévio acerca de seu ambiente de
trabalho, suas ferramentas, assim como as necessidades de seus usuários
(BOCCATO, 2012, p. 80), desta forma, são necessários estudos que motivem a
caracterização do contexto destas bibliotecas e do perfil de seus bibliotecários para
que medidas sejam pensadas e realizadas especificamente para as bibliotecas,
bibliotecários e usuários do IFSP.
4 METODOLOGIA
O estudo apresenta um recorte investigativo de uma dissertação de mestrado
em que a metodologia utilizada foi qualitativa com abordagem sociocognitiva e teve
como universo de pesquisa três bibliotecas do IFSP, localizadas nos campi de São
Paulo (PVG-SP), Guarulhos (PVG-Gu) e Salto (PVG-Sa), respectivamente
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identificadas. Os instrumentos de coleta de dados empregados foram o questionário
e o Protocolo Verbal na modalidade em Grupo (PVG). A pesquisa foi submetida ao
Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de São
Carlos, com Parecer nº 179/2011.
O questionário composto por dezenove questões (catorze de múltipla escolha
e cinco dissertativas) foi aplicado aos três bibliotecários responsáveis por cada
biblioteca, visando à descrição do ambiente organizacional de cada uma delas,
delineando os traços e os anseios profissionais dos bibliotecários envolvidos.
A técnica introspectiva de coleta de dados Protocolo Verbal (PV), também
conhecida como “Pensar Alto” (Think Aloud) teve inicialmente o seu emprego, entre
as décadas de 1970 e 1980, com destaque para o estudo de observação do
processo de leitura desenvolvido por Ericsson e Simon (1987). No Brasil, o PV teve
sua inserção, no universo da CI, pela pesquisadora Fujita (2009), há mais de onze
anos Fujita utiliza-se de tal técnica em suas investigações científicas sobre leitura
documentária, indexação, política de indexação, entre outras. Para Fujita e Boccato
(2006, p. 275) o PV é aplicado à
[...] estudos de avaliação qualitativa onde os sujeitos, em voz alta,
expressam o que pensam e o que ocorre em suas mentes durante a
execução de uma tarefa. Essas declarações são gravadas, observando-se
também o comportamento dos sujeitos como expressões faciais (gestos e
movimentos dos olhos). Dessa maneira, a linguagem do pensamento realiza
muitos processos cognitivos como a percepção e o raciocínio.

A técnica do PV pode ser utilizada nas modalidades Individual (PVI) e em
Grupo (PVG). No contexto deste estudo fez-se o uso do PVG8, que
compreende um processo de interação entre o sujeito de pesquisa e o texto,
entre o sujeito de pesquisa e o próprio pesquisador. É um momento de
aproximação e de interação com o grupo, com a leitura, também com o
autor do texto, em que captam-se, no momento, as atitudes e pensamentos
dos sujeitos participantes com uma riqueza de dados para serem analisados
e trabalhados posteriormente pelo pesquisador (SANTOS, 2012, p. 101).

Percebe-se, pois a importância da participação do indivíduo na construção
dos processos mentais de conhecimento que, por esse viés realizou-se a aplicação
do PVG com um bibliotecário, um docente, um discente e o diretor, vinculados a
cada biblioteca/campi do IFSP, além de parceiro institucional, totalizando cinco

8

Também chamado de “Leitura como evento social”.

8

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sujeitos de pesquisa. Subsidiado por Fujita (2009, p.55), os procedimentos de
aplicação do PVG para as coletas de dados foram sistematizados da seguinte forma:
A) Procedimentos anteriores à coleta de dados
- Definição do universo da pesquisa: bibliotecas do IFSP Campi São Paulo,
Guarulhos e Salto;
- Seleção do Texto-Base: levam-se em consideração os objetivos da pesquisa e a
tarefa a ser solicitada aos sujeitos de pesquisa participantes que não tiveram prévio
conhecimento do texto-base que foi utilizado;
- Definição da tarefa: a tarefa executada pelos sujeitos de pesquisa participantes foi
realizar a leitura de trechos do texto - base de Fujita (2005), intitulado “Aspectos
evolutivos das bibliotecas universitárias em ambiente digital na perspectiva da rede
de bibliotecas da UNESP“. Após a leitura foi realizada uma discussão que buscou
identificar os pensamentos dos sujeitos acerca da importância das bibliotecas do
IFSP

e

sobre

as

perspectivas

futuras

de

suas

atuações

profissionais.

- Seleção dos sujeitos: foram selecionados um docente, um discente, um
bibliotecário, um diretor e um parceiro institucional em cada campus. Os critérios
foram isonômicos para a escolha e os sujeitos não possuíam conhecimento prévio
com a pesquisadora que aplicou as atividades;
- Conversa informal com os sujeitos: uma das pesquisadoras fez o contato com os
sujeitos de pesquisa, explicando seus objetivos, a metodologia utilizada e o
agendamento dos dias para a coleta de dados. Ressalta-se que todos os sujeitos
participantes da pesquisa tiveram suas identidades preservadas.
B) Procedimentos durante a coleta de dados
- Após a leitura, iniciou-se a discussão do texto-base, visando atender os objetivos
de pesquisa estabelecidos. A pesquisadora fez as intervenções necessárias de
modo a instigar a interação entre os sujeitos participantes. Toda a discussão foi
gravada e posteriormente foi transcrita integralmente.
C) Procedimentos posteriores à coleta de dados
- Realização das transcrições das gravações, com a identificação/codificação das
fontes das falas individuais.
- Leitura minuciosa dos dados na busca dos fenômenos significativos e recorrentes
para construção de categorias de análise.
- Construção das categorias de análise.
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- Volta aos dados para retirar trechos da discussão para exemplificar cada fenômeno
significativo e cada categoria de análise.
Com base nos referencial teórico apresentado, associado aos objetivos de
pesquisa e as declarações dos sujeitos participantes, elegeu-se cinco categorias de
análise. São elas: 1) Bibliotecas do IFSP: estrutura física e serviços oferecidos; 2)
Mudanças dos suportes informacionais; O papel das bibliotecas no contexto do
IFSP: perspectivas atuais e futuras; 4) Perspectivas futuras de atuação do
bibliotecário do IFSP; 5) Visão dos gestores do IFSP no contexto organizacional das
bibliotecas.
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os dados coletados mediante a aplicação do questionário possibilitou-nos
conhecer os contextos sócio-histórico e organizacional das três bibliotecas. Tais
bibliotecas são possuidoras de características peculiares e diferentes, porém,
compartilham problemas semelhantes, em que se citam: cada biblioteca tem uma
estrutura de recursos humanos diferenciada; identificou-se a falta de procedimentos
e de padronização dos serviços e produtos realizados e oferecidos por elas, entre
outros aspectos de importância.
Sobre o PVG e a partir das cinco categorias estabelecidas, foi possível
realizar a análise de dados mediante a observação das ações e externalização do
pensamento de cada sujeito de pesquisa, que resultaram nas seguintes ocorrências:
1) Bibliotecas do IFSP: estrutura física e serviços oferecidos: percebeu-se que
as bibliotecas estão instaladas em locais inadequados fisicamente. Quanto aos
serviços oferecidos detectou-se a carência de atualização de tecnologias e a
necessidade do aumento de servidores. Exemplos:
PVG-SP – Bibliotecário: [...] a gente não consegue chegar à informação de nível moderno,
de inovação, porque a biblioteca não tem uma estrutura para isso [...] tanto física, quanto
tecnológica. [...] a gente quer oferecer todos os tipos de serviço, só que tem dois
bibliotecários para atender uma biblioteca que abre às sete da manhã e fecha às dez da
noite e ainda abre aos sábados.
PVG-Gu - Docente: eu acho que uma coisa que está em falta, além dos recursos
financeiros para livros, [...] é melhorar o recurso de informatização da biblioteca, não é?,
essa parte de segurança, tem que melhorar bastante ainda, porque a biblioteca não é só
livro.

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De acordo com Silva (2004); Fujita (2005) e Silveira (2011) as bibliotecas necessitam
de estruturação tanto física quanto dos serviços oferecidos e das tecnologias
existentes, para desta forma, conseguirem oferecer aos seus usuários as
informações necessárias.
2) Mudanças dos suportes informacionais: atualmente as bibliotecas encontramse em estágio inicial de formação, tendo como principal produto a informação em
formato impresso. Todavia, existe a preocupação dos bibliotecários com as
tecnologias que propiciam novos formatos dos suportes informacionais e com o
contato dos usuários com essas tecnologias. Exemplos:
PVG-Gu – Bibliotecário: a biblioteca hoje passa por uma mudança, uma quebra de
paradigma, sair do formato impresso para o formato digital com o advento da Internet, do
meio eletrônico [...] as coisas evoluíram bastante, estamos vivendo essa evolução no dia-adia nosso [...] a nossa biblioteca ainda está na primeira fase, chegando ao formato impresso
[...] a nossa intenção é um dia poder chegar ao formato digital, a uma biblioteca digital [...] os
dois suportes, tanto digital como impresso vão conviver sempre.
PVG-SP - Docente: A biblioteca [...] realmente tem que ser a fonte de instrumentos.

Os autores Silva (2004); Fujita (2005); Job e Oliveira (2006) dissertam sobre as
mudanças ocasionadas pelo advento das tecnologias de informação e comunicação
indicando que há a necessidade de adaptação e inserção aos novos suportes
informacionais pelas bibliotecas e, consequentemente, de uma nova postura
profissional bibliotecária ao lidar com tal realidade.
3) O papel das bibliotecas no contexto do IFSP: as percepções dos sujeitos de
pesquisa mostram que as bibliotecas encontram-se estáticas, sendo necessários
investimentos e estruturação para que as elas atuem como organismos ativos no
IFSP. Exemplos:
PVG-Sa Parceiro: Ela [autora do texto-base utilizado] coloca que a biblioteca é um
organismo vivo, mas não se percebe isso hoje [...] é algo bem estático que está lá, eu vou e
busco, [no IFSP campus Salto] parece que não existe esse dinamismo [...].
PVG-Sa Docente: [...] mesmo o docente e eu me incluo no meio também, a gente deveria
valorizar mais a biblioteca, levar eles [discentes] para fazerem um tour pela biblioteca, talvez
usar outro recurso, levar os livros até a sala de aula, se os alunos não vão à biblioteca, a
biblioteca vai à sala de aula.
PVG-Gu Bibliotecário: só com o tempo, com parcerias, incentivos e infraestrutura para
podermos desenvolver pesquisas, eu acho que a pesquisa e a extensão são as únicas
maneiras de transformar a informação em conhecimento [...]

Para Hoffmann, Boccato, Santos (2011) as bibliotecas do IFSP são sistemas
informativos que deverão atuar na tríade ensino-pesquisa-extensão do IFSP, porém,
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como relatado pelos sujeitos de pesquisa estas bibliotecas atualmente se encontram
estáticas, quando na verdade deveriam, como apontam as autoras (HOFFMANN;
BOCCATO; SANTOS, 2011) atuar como organismos ativos dentro do IFSP.
4) Perspectivas futuras de atuação do bibliotecário do IFSP: observou-se a
necessidade de inclusão dos bibliotecários nos processos administrativos e
pedagógicos do IFSP. Eles devem atuar, também, como agentes sociais e
intermediadores informacionais nas instituições. Exemplos:
PVG-Gu Bibliotecário: Tem uma coisa que a gente sempre fala em biblioteconomia, com o
advento da Internet pensou-se que o bibliotecário iria sumir, porque não se teria mais
informação [...] hoje a gente vê que o bibliotecário é cada vez mais procurado pelo mercado
de trabalho, porque a informação quadriplicou e esse meio digital é o que mais precisa de
bibliotecário, porque é um mar sem fronteiras, então o bibliotecário está lá justamente para
filtrar e localizar a informação que o usuário realmente precisa.
PVG-SP Bibliotecário: [...] a gente quer oferecer todos os tipos de serviço, só que tem dois
bibliotecários para atender uma biblioteca que abre às sete da manhã e fecha as dez e abre
aos sábados, dois [...].
PVG-SP Bibliotecário: [...] incluir um bibliotecário em uma reunião, PDI [Plano de
Desenvolvimento Institucional].

Sobre isso, Silva (2004); Fujita (2005); Silva, Gonzales e Vergueiro (2009) expõem
que os bibliotecários não poderão se estagnar profissionalmente e sim deverão
buscar por capacitações profissionais e tecnológicas, para trabalharem de forma
dinâmica e proativa, atuando como agentes sociais e intermediadores informacionais
dentro do IFSP.
5) Visão dos gestores do IFSP no contexto organizacional das bibliotecas:
identificou-se a necessidade de investimentos e a criação de uma Rede de
Bibliotecas.
PVG-SP Bibliotecário: o Instituto tem que levar a biblioteca junto, como instrumento, nessa
expansão, nessa progressão [...] hoje a biblioteca não trabalha só com livros na estante,
trabalha com várias, inúmeras bases de dados gratuitas, particulares. [...] deverão incluir um
bibliotecário em uma reunião, PDI [Plano de Desenvolvimento Institucional], incluir o
bibliotecário no planejamento institucional.
PVG-SP Diretor: concordo um pouco com a bibliotecária [...] ela [biblioteca] não
acompanhou [...] esta mudança [de CEFET-SP para IFSP], não por conta das pessoas que
estão lá, mas por conta realmente de um olhar maior da Instituição [...].

Nas visões de Hoffmann, Boccato e Santos (2011) e Santos (2012) a visão dos
gestores do IFSP para com suas bibliotecas deverá ser atenta e positiva, de forma a
favorecer a criação de políticas e diretrizes que propiciem a sistematização e a
realização de trabalhos colaborativos entre as bibliotecas do IFSP. Há a
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necessidade de investimentos nestas bibliotecas, para que estas atuem como
organismos ativos e participativos dentro do IFSP.
Em síntese, vê-se que diversos são os pontos a serem estudados sobre as
bibliotecas do IFSP, no que tange a infraestrutura física, serviços prestados;
quantitativo de servidores que atuam nessas bibliotecas; incorporação das
tecnologias de informação; capacitação continuada dos bibliotecários, entre outros
aspectos de importância.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A interdisciplinaridade entre a Ciência, Tecnologia e Sociedade, a Ciência da
Informação, a Ciência Cognitiva, a Biblioteconomia e demais áreas proporcionou
uma gama de conhecimentos e de informações para a construção de um aporte
coletivo de teorias e metodologias numa perspectiva sociocognitiva de atuação
profissional bibliotecária. A abordagem sociocognitiva permitiu conhecer a realidade
profissional dos bibliotecários do IFSP que revelou a estagnação em que as
bibliotecas se encontram e a necessidade de investimentos em capacitações e na
educação continuada desses profissionais multifuncionais que na maioria das vezes,
atuam de forma isolada, realizando todos os serviços e processos que envolvem
suas bibliotecas, isto é, desde desenvolvimento de coleções, tratamento descritivo e
temático para a recuperação da informação pelos usuários, atendimento de públicos
variados em um único ambiente, fazeres das atividades culturais e extensionistas,
além do exercício de gestão da biblioteca e da informação.
Ficou evidente o interesse dos bibliotecários do IFSP em contribuírem com
pesquisas futuras, este estudo instigou discussões para a implantação e
desenvolvimento de políticas de solidificação e interlocução das bibliotecas e dos
bibliotecários do IFSP, de maneira que estes profissionais possam se organizar e
serem vistos como gestores de um organismo sistêmico, agregador e disseminador
de informações com valor agregado no âmbito IFSP. Com isso, e diante dos
significativos resultados alcançados neste estudo, ratifica-se a recomendação da
continuidade de investigações científicas sobre as bibliotecas do IFSP que se
encontram em fase de estruturação e criação de identidade, assim como de seus
bibliotecários, atuantes nas frentes de suas bibliotecas.
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              <text>Vera Regina Casari Boccato</text>
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              <text>Wanda Aparecida Machado Hoffmann</text>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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              <text>Analisa-se a percepção que os bibliotecários do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo possuem sobre as bibliotecas em que atuam esobre as perspectivas futuras de suas atuações profissionais. A metodologia qualitativa – sociocogntiva compõe o arcabouço metodológico do estudo que tempor universo o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, representado por três bibliotecas dos campi São Paulo, Guarulhos e Salto, com o uso de questionário e do Protocolo Verbal na modalidade em Grupo comoinstrumentos de coletas de dados. Como resultados, apontam-se: a necessidade de estruturação sistêmica das bibliotecas do Instituto Federal de São Paulo. Conclui-se que as bibliotecas do Instituto Federal de São Paulo são singulares e encontram-seem fase inicial de formação, exigindo de seus profissionais esforços para a consolidação de políticas e diretrizes para nortear e solidificar estas bibliotecas quese apresentam como organismos propícios para explorações científicas e fazeres prático-profissionais a partir do contexto sociocognitivo de bibliotecários e de seu ambiente sócio-organizacional.</text>
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