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                  <text>Estudo de usuários: uma discussão voltada ao contexto asilar
Fernando Cruz Lopes (UEL) - lopes.fred@gmail.com
Gilberto Ribeiro da Silva (UEL) - gilfavarao@hotmail.com
Lilian Fernanda do Amaral (UEL) - lilian.famaral@hotmail.com
Taís Helena Akatsu (UEL) - akatsu7@gmail.com
Luciane de Fátima Beckman Cavalcante (UEL) - lucifbc@gmail.com
Resumo:
Apresenta discussão teórica acerca de estudo de usuário, destacando neste cenário a
relevância de estudos voltados ao contexto asilar, abordando o mesmo enquanto um espaço de
atuação social para o profissional bibliotecário
Palavras-chave: Estudo de
Profissional

Usuários.

Necessidade

de

Informação.

Idosos.

Atuação

Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Estudo de usuários: uma discussão voltada ao contexto asilar

Resumo:
Apresenta discussão teórica acerca de estudo de usuário, destacando neste cenário
a relevância de estudos voltados ao contexto asilar, abordando o mesmo enquanto
um espaço de atuação social para o profissional bibliotecário
Palavras-chave: Estudo de Usuários. Necessidade de Informação. Idosos. Atuação
Profissional
Área Temática II: Transcompetências: Diferenciais dos Usuários e do Profissional
da Informação

1 INTRODUÇÃO

As

instituições

asilares

dedicadas

ao

atendimento

de

idosos

são

universalmente conhecidas como uma alternativa de abrigo assistencial a indivíduos
que não contam com a possibilidade de habitar em convívio familiar, ou que se
encontram em condições de vulnerabilidade que restringem a vida solitária.
Evidencia-se, portanto, que os asilos exercem um papel social de grande
relevância. Entretanto, não é raro a institucionalização impor à pessoa idosa a
ruptura com o universo externo, e a extirpação do convívio familiar e em sociedade,
comumente resultando na reclusão e na fragilidade emocional (ARAÚJO, SOUZA,
FARO, 2010).
Procede deduzir que os asilos carecem de uma visão de atendimento e apoio
que preconize a preservação da saúde física, e de modo especial da integridade
psicoemocional dos idosos assistidos.
Assim fica implícito que o desenvolvimento de um modelo de assistência que
respeite a dignidade, e promova bem-estar nos asilos supõe o conhecimento do
grupo em todas as dimensões que contribuam na proposição de mudanças. As
necessidades de informação requisitadas pelos idosos podem se configurar como
um desses elementos contribuintes, uma vez que “a informação é um direito de
todos, é um bem comum, que pode e deve atuar como fator de integração,
democratização, igualdade, cidadania, libertação e dignidade pessoal” (TARGINO,
1991, p.155).

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Neste contexto, compreendendo que “a profissão do bibliotecário é
essencialmente social, de mediação e de contato, de ‘fazer com o outro’”. (CUNHA,
2003) percebemos a relevância deste profissional buscar inserção nos mais diversos
cenários de atuação do mesmo, o que faz com que o mesmo tenha à sua frente
.
[...] o desafio de colocar uma nova dimensão ao problema
informacional. Isso significa entender os novos papeis que surgem,
as novas necessidades informacionais e as novas formas de
responder a estas necessidades, criando novos métodos e formas de
trabalho. (CUNHA, 2003, p.2).

O bibliotecário nesse ambiente permite atenuar os problemas relativos a
vivência asilar e transmitir um campo de forças e de experiências que permeiam os
problemas de saúde, identidade, entre outros e suas ramificações sociais na vida
desses idosos.
Desse modo, um estudo de usuários destinado a identificar as necessidades
de informação dos moradores de asilo, tem o potencial de embasar o planejamento
de ações visando transformações na forma de atendimento dos idosos.
A discussão, ainda que incipiente do estudo de usuários ganha importância,
ao passo que fornece um subsídio teórico na discussão da informação fora do
tradicional circuito acadêmico, técnico e profissional, bem como amplia o escopo de
atuação do profissional da informação, uma vez que uma instituição asilar também
pode ser considerada um ambiente informacional.

2 ESTUDO DE USUÁRIOS NO CONTEXTO ASILAR: REFLEXÕES INICIAIS

Os primeiros conceitos sobre o que seria Ciência da Informação (CI),
surgiram na segunda metade do século XX, mais precisamente na década de 1960.
Para Freund (1982), a Ciência da Informação começou a se organizar enquanto uma
ciência, posteriormente a revolução científica criada após a II Guerra. Esses
primeiros estudos do pós-guerra (Taylor em 1966, Rees e Saracevic em 1967 e
Borko em 1968) trazem a mesma ideia sobre o que é Ciência da Informação:

[...] é uma ciência voltada para o estudo da produção, organização,
armazenamento, disseminação e uso da informação. Nesse sentido,
entendem a CI como uma disciplina voltada para os processos
envolvidos com a informação – processos normalmente entendidos

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como processos técnicos, aplicados, de intervenção. O conceito de
informação que sobressai de tais definições é a ideia de informação
como uma “coisa”, um ente da realidade dotado de objetividade
(ARAÚJO, 2009, p. 200).

Ao passar do tempo a Ciência da Informação teve mudanças gerais em sua
formação. Áreas e subáreas foram criadas, campos de estudo orientados por teorias
e perspectivas diferentes acabaram criando conceitos específicos e particulares de
informação, que em alguns casos se tornam até mesmo discordantes (ARAÚJO,
2009).
Contudo essas diferenças permitiram melhor “compreensão para um rol de
problemas, processos e estruturas associados ao conhecimento, à informação e ao
comportamento humano frente à informação” (SARACEVIC, 1996, p. 60). Pois é da
natureza existencial da Ciência da Informação a interdisciplinaridade (SARACEVIC,
1996).
Os estudos de usuários se desenvolvem a partir da perspectiva funcionalista,
e primeiramente recebem o nome de estudos de comunidade ou perfil de
comunidade. Araújo explica: “Seu objetivo era o de mapear características de
determinada população para planejar as informações mais adequadas a serem
oferecidas com ﬁns de educação e socialização” (2009, p. 199). Logo após, surge os
estudos de uso, que serviam para fornecer respostas para os sistemas, através da
medição de indicadores e efetiva utilização e grau de satisfação do uso de fontes,
serviços ou sistemas de informação (ARAÚJO, 2009).
A literatura aponta que os estudos de uso, se enquadrariam na corrente
teórica dos estudos de usuários de abordagem tradicional. Essa perspectiva fundase na preocupação em aperfeiçoar os sistemas de informação, cujo objeto
circunscreve o conteúdo ou a tecnologia dessas estruturas (COSTA; SILVA;
RAMALHO, 2009).
Os autores afirmam que as pesquisas relativas ao conteúdo investigam o
interesse dos usuários por determinados temas. Enquanto, as pesquisas em relação
à tecnologia analisam o uso das diversas fontes de informação, os recursos
computacionais e os atributos dos sistemas. O usuário, portanto é apenas um
informante.

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Segundo Araújo (2008), essas características dos estudos se devem ao
paradigma físico da informação, que a trata como um sinal, e como tal importa
apenas o meio (sistema) que realiza a comunicação entre o emissor e o receptor.
Por volta da década de 70, há a emergência de estudos que se interessam
em compreender o usuário, e sua capacidade de criar situações no processo de
obtenção da informação, abrangendo também as estratégias mentais do indivíduo.
Inaugura-se a abordagem alternativa à luz do paradigma cognitivo (COSTA; SILVA;
RAMALHO, 2009).
Na visão de Gasque e Costa (2009), mais tarde no referencial cognitivista
viriam indagações de natureza sociológica, influenciando a produção de estudos de
usuários em que a informação é resignificada a partir dos valores sócio-culturais dos
indivíduos, anunciando um novo paradigma de conotação social.
De acordo com os autores, nos anos 2000, não mais como estudos de
usuários, mas sob a denominação de comportamento informacional, estariam
convivendo os paradigmas físico, cognitivo, social e multifacetado. Esse último
buscando mesclar aspectos sócio-cognitivos em face a ambientes organizacionais.
Desse modo, os estudos de comportamento informacional, se dedicam a
conhecer as necessidades dos sujeitos, a forma de busca, utilização e a
transferência da informação em diferentes contextos, se desenvolvendo numa
perspectiva complexa de análise (GASQUE; COSTA, 2009).
Em paralelo ao desenvolvimento das abordagens dos estudos de usuários, e
mais tarde do comportamento informacional, percebe-se nos diferentes paradigmas
a coevolução não somente do conceito de informação, mas do que viria a ser
necessidade de informação.
No campo dos estudos de usuários a pesquisa tradicional encara a
necessidade de informação como um “estado de necessidade de algo que o
pesquisador chama de informação focada no que o sistema possui e não no que o
usuário precisa” (MIRANDA, 2006, p.100).
Para Miranda (2006) a abordagem alternativa, indica que a necessidade de
informação é a condição em que o indivíduo reconhece o nível próprio de
conhecimento incapaz de lhe fornecer subsídios para a resolução de problemas no
trabalho ou nos estudos.

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O comportamento informacional delineado nos moldes de referenciais
multifacetados, em seus variados modelos de análise, partem do mesmo
pressuposto: a necessidade de informação, como déficit de conhecimento, ou de
habilidades desencadeados no contexto vivenciado pelo sujeito que a demanda
(SILVEIRA; ODONE, 2007).
Os modelos de comportamento informacional reconhecem que a necessidade
de informação não se limita a uma experiência de conscientização pessoal, mas,
julgam necessário o conhecimento das influências do meio, e de outras variáveis,
sobre o indivíduo nesse processo.

[...] o conceito de necessidade de informação não é somente
subjetivo e existente apenas na mente de um indivíduo, mas um
conceito intersubjetivo com significados, valores, objetivos, etc.,
passíveis de serem compartilhados (FERREIRA apud PEREIRA,
2010, p. 179).

A necessidade informacional tem sido enfocada, nos estudos de usuários, e
no comportamento informacional como um hiato no conhecimento, que impede o
desenvolvimento de atividades produtivas, como a profissional ou acadêmica em
dado momento.
O comportamento informacional, como o proposto por Davenport “se refere ao
modo como os indivíduos lidam com a informação. Inclui a busca, o uso, a alteração,
a troca, o acúmulo e até mesmo o ato de ignorar” (1998, p. 111). Ainda para
Davenport, o sujeito é quem determina sua relação com a informação, porém essa
relação é influenciada por fatores como cultura, memória, educação, e outros.
Contudo, a busca pela informação não é feita sem incentivo e, para Choo
(2006), o sujeito não procura informação se não houver necessidade, uma vez que o
incentivo é saná-la.
A busca pela informação parte de um contexto individual, para alcançar uma
informação desejável, que tende a modificar seu acervo de conhecimento. Nesse
processo, um ator social se torna consciente de sua situação de carência
informacional e define suas necessidades. Em seguida, realiza a busca por
informação de forma que essa ação seja o modo de alterar seu conhecimento. O uso
dessa informação ocorre com a seleção de mensagens relevantes que possam gerar

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mudanças no estado de conhecimento, pois é apenas a partir de informações
pertinentes que o indivíduo pode construí-lo.
Entretanto, a necessidade pela informação, sua busca, uso e comunicação
podem se desenrolar em diferentes contextos, o que não descarta inclusive a “vida
diária” das pessoas (MIRANDA, 2006, p. 101).
Diante do exposto, se constata que a transformação conceitual dos estudos
contemporâneos de usuários, e dos modelos metodológicos de pesquisa do
comportamento informacional, ao que parece, vem desenvolvendo um discurso
teórico, que propõe abranger um universo ampliado de pessoas e de realidades.
Nessa tendência verifica-se em revisão de literatura o aparecimento de
pesquisas segmentadas em três perfis de potenciais usuários da informação:
“profissional (gerentes, cientistas); papel desempenhado (alunos, pacientes) e
aspectos demográficos (idade, gênero, grupos étnicos)” (CASE apud GASQUE;
COSTA, 2010, p. 29).
Talvez por essa razão, os estudos de usuários voltados a conhecer as
necessidades de informação de idosos, não sejam tão raros, tendo em vista a
recuperação de artigos contendo essa temática, bem como de outras publicações no
campo da Ciência da Informação relativas à pessoas idosas.
Ao que tudo indica, o interesse pelo grupo decorre do envelhecimento da
população brasileira, que é um fenômeno em curso no país. Segundo, o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2012), o Brasil até 2025 terá a sexta
maior população mundial de pessoas com 60 ou mais de 65 anos de idade.
Dados do IBGE (2012), afirmam que em 1991 os indivíduos com 65 anos ou
acima dessa faixa etária representavam 4,8% da população. No ano de 2000, esse
contingente saltou para 5,9%, e atingiu em 2010 a proporção de 7,4% da população
total.
O aumento de idosos no país suscita o planejamento de ações e políticas
públicas para o atendimento dessa parcela crescente da população, principalmente
no que diz respeito à consolidação de uma estrutura especializada na saúde pública
e de assistência social.
Um modelo secular de assistência a idosos fora do convívio familiar são as
instituições de longa permanência ou asilos, que assumem o cuidado dessas

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pessoas, porém imprimem aos internados o gradativo isolamento social, e ao
decréscimo de atividades físicas e mentais (ARAÚJO; SOUZA; FARO, 2010).
O isolamento não se refere apenas furtar-se do relacionamento familiar ou
das amizades, mas representa ser retirado da sociedade e passar a viver
basicamente no domínio físico da instituição, dentro de suas regras, sendo forçado a
conviver com pessoas estranhas, o que acarreta não raramente ao isolamento
psicológico (SOUZA, 2003).
Chaimowicz e Greco (1999) apontam para minimizar os impactos negativos
da internação, e como forma de prevenir sequelas de doenças da velhice, propõe o
incentivo à participação de atividades produtivas, que valorizem o patrimômio
cultural e intelectual dos idosos.
Os idosos, mesmo passando por variadas alterações orgânicas, não perdem
o discernimento, nem a essência subjetiva.
Com o envelhecimento, as habilidades verbais, a memória e a
atenção se deterioram com mais facilidade, enquanto que as
habilidades numéricas, a capacidade imaginativa e de
julgamento permanecem quase que intactas (FAJARDO et al.,
apud SILVA et al., 2005, p. 69).

Dessa maneira, a identificação, ou a constatação se o público em questão
considera possuir necessidades de informação, através de um estudo de usuários,
se torna um instrumental de grande importância com vistas à proposição de
atividades de socialização, recreação e entretenimento no ambiente asilar.
Pelo exposto, cabe denotar que o profissional da informação - bibliotecário pode atuar neste cenário desenvolvendo projeto e ações que visem melhorar as
condições de vida destes usuários a partir do entendimento da necessidade de
informação dos mesmos. Cabe denotar que esta atuação demanda um trabalho com
uma equipe multidisciplinar, como por exemplo, assistente social, psicólogos, entre
outros profissionais, uma vez que o bibliotecário pode não dominar todas as
especificidades que o contexto exige, até mesmo em virtude de sua formação.
Entretanto muitas ações podem ser desenvolvidas por este profissional em
contextos diferentes das habituais unidades de informação, como bibliotecas e
centros de informação.
Dentre as ações que podem ser desenvolvidas a partir do reconhecimento
das necessidades informacionais dos idosos podemos citar por exemplo, a

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biblioterapia que consiste em "um processo terapêutico baseado na literatura, que
utiliza materiais diversos e selecionados (materiais bibliográficos ou não), com o
objetivo de estimular insight através da leitura e de atividades lúdicas" (CASTRO;
PINHEIRO, 2005, p.3). Este é apenas um exemplo, de uma das várias ações que o
bibliotecário pode desempenhar em um ambiente informacional distinto como o asilo.
Cabe destacar que o bibliotecário
exerce uma influência na sociedade quando é responsável pelo
planejamento, execução e avaliação do processo de mediação da
informação, colaborando com o crescimento e a elevação sócioculturais das populações, em qualquer posição que estejam e em
qualquer situação, atendendo a todos os segmentos pertencentes
aos diferentes tipos de comunidade . (COSTA; SILVA, 2010, p.174)

Obviamente que sua atuação em cenários como o supracitado demandará
novas competências a este profissional, competências que muitas vezes não são
desenvolvidas no âmbito de sua formação, a qual por vezes se atém muito à
questão técnica e prática da profissão, sem voltar atenção ao aspecto social que
está implícito na prática bibliotecária.
CONSIDERAÇÕES

Os dados dos últimos três censos da população brasileira analisados
comparativamente mostram o aumento gradativo do estrato representado pela faixa
etária acima de 65 anos (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA, 2012). Isso demonstra incremento na expectativa de vida do
brasileiro, porém levantam preocupações se o país possui um aparato estrutural
para lidar com o envelhecimento da população.
O momento presente denota a ausência de um modelo que conjugue
adequadamente as responsabilidades do tripé Estado-Família-Sociedade, pois se
verifica em instituições de longa permanência (asilos) o internamento de idosos de
baixa dependência, que poderiam ser assistidos domiciliarmente (CHAIMOWICZ;
GRECO, 1999).
A assistência em domicílio, ou a opção do internamento em período parcial,
poupariam recursos e vagas, mas acima de tudo resguardariam pessoas
potencialmente ativas ao cerceamento social e à inatividade física e cognitiva.

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Visto que, em estudo realizado por Chaimowicz e Greco (1999), no município
de Belo Horizonte indicou que em menos de 15% de instituições asilares ofereciam
serviços de psicologia, terapia ocupacional e fisioterapia.
Desse modo, surge a necessidade de se discutirem formas de proporcionar
dignidade

e

qualidade

de

vida

durante

o

processo

de

envelhecimento,

especialmente aos idosos que se encontram institucionalizados.
Uma das alternativas é tornar os asilos espaços de práticas interdisciplinares,
que disponibilizem às pessoas idosas atenção à saúde física, psicológica, mas,
sobretudo atividades de interação social, educacionais e culturais. Nesse sentido,
destaca-se que o cenário apresentado pode ser passível de atuação do profissional
bibliotecário.
Pelo exposto, um estudo de usuários numa instituição de longa permanência
tem a intenção de ser um meio de tomar conhecimento das possíveis necessidades
de informação dos idosos, e a partir delas resgatar interesses, preferências e
lacunas de conhecimento, bem como desenvolver ações que permitam a melhorar a
condição dos mesmos, enquanto um ator social
Apesar das limitações fisiológicas inerentes ao envelhecimento, as quais
levam inconscientemente a família e a sociedade a imaginá-los apáticos e sem
interesses, inclusive por informações. Acredita-se que os próprios sejam os
portadores de soluções dos inconvenientes da institucionalização.
A questão talvez esteja no fato em dar oportunidades a esses sujeitos de
expressarem seus anseios e opiniões a respeito das questões que envolvem o
envelhecimento. Desse modo, destaca-se que o bibliotecário é um dos profissionais
que pode permitir com que isto seja possível.

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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                <text>7-10 de Julho de 2013</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Estudo de usuários: uma discussão voltada ao contexto asilar</text>
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              <text>Luciane de Fátima Beckman Cavalcante</text>
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              <text>Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da informação - Trabalho científico</text>
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              <text>Apresenta discussão teórica acerca de estudo de usuário, destacando neste cenário a relevância de estudos voltados ao contexto asilar, abordando o mesmo enquanto um espaço de atuação social para o profissional bibliotecário</text>
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