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                  <text>O bibliotecário no cenário internacional: necessidades de
mudanças no perfil profissional do bibliotecário brasileiro

Maria Emilia Pecktor de Oliveira (UTFPR) - emilia.po@gmail.com
Resumo:
O presente trabalho buscou identificar algumas das competências e habilidades que
têm sido consideradas importantes para o bibliotecário no cenário internacional. Para
tanto, foram pesquisados artigos publicados a partir de 2000 no periódico
The Electronic Library, editado pela Emerald. A escolha específica deste periódico
deve-se ao fato de ser uma fonte de qualidade, importante para a área, além de ter o
enfoque atualizado, voltado para as novas tecnologias empregadas em bibliotecas.
Como resultado, foi constatado que as competências no uso das ferramentas de
Tecnologia em Informação e Comunicação são fundamentais para o bibliotecário
atualmente. É de grande importância que o bibliotecário domine o uso das
tecnologias existentes, possua domínio da língua inglesa, e busque manter-se
atualizado diante das novidades internacionais, uma vez que a informação agora é
globalizada. A educação continuada surge como uma necessidade e obrigação para
que o bibliotecário exerça sua função oferecendo um serviço de qualidade para os
usuários. Outro aspecto importante para a formação do bibliotecário é que ele
desenvolva competências de comunicação e relação interpessoal, porque mais do
que nunca é necessário que ele saiba também transmitir conhecimento, ensinar e
educar os usuários no manuseio das novas ferramentas. Sugere-se que outros
estudos sejam feitos com enfoque na melhoria do perfil profissional dos
bibliotecários atuantes e dos bibliotecários em formação, com o intuito de buscar um
nivelamento na atuação dos bibliotecários brasileiros em relação aos bibliotecários
internacionais.
Palavras-chave: Perfil do bibliotecário. Habilidades do bibliotecário. Competências do
bibliotecário. Tecnologias de Informação e Comunicação.
Área temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do profissional da
informação

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Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

O bibliotecário no cenário internacional:
necessidades de mudanças no perfil profissional do bibliotecário brasileiro
Resumo:
O presente trabalho buscou identificar algumas das competências e habilidades que
têm sido consideradas importantes para o bibliotecário no cenário internacional. Para
tanto, foram pesquisados artigos publicados a partir de 2000 no periódico
The Electronic Library, editado pela Emerald. A escolha específica deste periódico
deve-se ao fato de ser uma fonte de qualidade, importante para a área, além de ter o
enfoque atualizado, voltado para as novas tecnologias empregadas em bibliotecas.
Como resultado, foi constatado que as competências no uso das ferramentas de
Tecnologia em Informação e Comunicação são fundamentais para o bibliotecário
atualmente. É de grande importância que o bibliotecário domine o uso das
tecnologias existentes, possua domínio da língua inglesa, e busque manter-se
atualizado diante das novidades internacionais, uma vez que a informação agora é
globalizada. A educação continuada surge como uma necessidade e obrigação para
que o bibliotecário exerça sua função oferecendo um serviço de qualidade para os
usuários. Outro aspecto importante para a formação do bibliotecário é que ele
desenvolva competências de comunicação e relação interpessoal, porque mais do
que nunca é necessário que ele saiba também transmitir conhecimento, ensinar e
educar os usuários no manuseio das novas ferramentas. Sugere-se que outros
estudos sejam feitos com enfoque na melhoria do perfil profissional dos
bibliotecários atuantes e dos bibliotecários em formação, com o intuito de buscar um
nivelamento na atuação dos bibliotecários brasileiros em relação aos bibliotecários
internacionais.
Palavras-chave: Perfil do bibliotecário. Habilidades do bibliotecário. Competências
do bibliotecário. Tecnologias de Informação e Comunicação.
Área Temática: Temática II: Transcompetências: diferenciais dos usuários e do
profissional da informação
OBS: Do título até a introdução utilizar espaçamento simples entre linhas.
1 INTRODUÇÃO
Em todas as áreas do conhecimento a atualização profissional é fundamental
para que haja o acompanhamento das transformações que ocorrem naturalmente na
sociedade. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), particularmente, e
também outras ferramentas da informática, alcançaram o feito fabuloso de causar
um impacto universal, e muitos dos procedimentos anteriormente adotados em
diversas áreas do saber foram, e continuam sendo, modificados como resultado
desta inovação. Como causa principal do alcance destas mudanças, pode-se sugerir

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o fato de que tanto a informação quanto a comunicação são aspectos implícitos no
dia a dia das pessoas, em especial de pesquisadores e pessoas envolvidas com o
meio acadêmico e/ou científico. Neste cenário, o bibliotecário surge com o papel do
profissional da informação que deveria possuir habilidades e competências
necessárias para dar conta da difícil missão de auxiliar os pesquisadores no
processo de adaptação com as novas ferramentas e formas de buscar e comunicar
informações e conhecimentos.
O bibliotecário tem a possibilidade de ser uma peça fundamental no mundo
da informação globalizada. No entanto, para que essa possibilidade seja efetivada, é
necessário que ele esteja preparado para encarar os desafios que já têm se
mostrado. A preocupação de perder espaço no mercado de trabalho para
profissionais de outras áreas relacionadas à tecnologia não é em vão. Com a
tendência a auto-provisão e auto-suficiência informacional que é percebida no meio
científico e acadêmico, ou seja, a independência no processo de pesquisa, não é de
se espantar que os pesquisadores hoje recorram a outras fontes para aprender a
usar as ferramentas de busca e recuperação da informação, abrindo mão do serviço
prestado pelos bibliotecários de outrora, quando o acesso às fontes de informação
ainda eram restritas ao ambiente da biblioteca ou ao profissional bibliotecário. E, de
fato, saber usar uma ferramenta de busca e recuperação da informação não é uma
exclusividade do bibliotecário. É por isso que ao bibliotecário cabe saber usá-las
com a máxima eficiência e eficácia; saber desdobrar o potencial que a ferramenta
oferece em favor do usuário pesquisador.
A questão das competências para o uso das novas ferramentas de busca da
informação não é o único aspecto a ser pensado no novo perfil do profissional da
informação. Existem outras habilidades e competências, observadas como
necessárias no âmbito internacional, e que muito poderiam contribuir para a atuação
do bibliotecário, mesmo no cenário nacional. A forma como o profissional da
informação é visto nacionalmente e internacionalmente difere em alguns aspectos, e
acredita-se que com o advento da globalização é interessante buscar em exemplos
internacionais aspectos que possam ser incrementados no perfil do profissional que
atua no mercado brasileiro, a fim de proporcionar uma forma mais equilibrada de
valorização do profissional em termos universais.
Com este intuito, o presente artigo tem como foco observar na literatura
internacional recente como têm sido abordadas as questões de habilidades e
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competências esperadas por parte do bibliotecário na sua atuação profissional.
Apresentando exemplos de outras culturas, e considerando o aspecto globalizado do
uso da informação, pretende-se trazer para discussão a necessidade de mudanças
no perfil do bibliotecário brasileiro. O presente artigo fala tanto em termos de
formação acadêmica quanto em termos de formação continuada, e mudanças
necessárias na rotina diária, a fim de buscarmos um nivelamento diante do cenário
de atuação globalizado do bibliotecário.
2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para fins deste estudo, optou-se por trabalhar apenas a literatura
internacional publicada a partir do ano 2000 no periódico The Electronic Library, a
fim de verificar o que foi abordado internacionalmente a respeito das competências e
habilidades do bibliotecário. O direcionamento específico para este periódico devese à importância que ele possui neste novo cenário tecnológico, onde cada vez mais
a tecnologia tem sido empregada em bibliotecas e unidades de informação.
Direcionado para as aplicações e implicações da tecnologia em todos os tipos de
biblioteca no mundo, serve como um veículo para as pesquisas recentes e os
desenvolvimentos que acontecem em bibliotecas e em ambientes de informação em
diferentes países. (THE ELECTRONIC LIBRARY, 2013). Editado pela Emerald, um
editor reconhecido internacionalmente pela sua excelência e qualidade em diversas
áreas, incluindo o destaque que possui na área de Ciência da Informação e
Biblioteconomia.
Este periódico possui estrato Qualis A1 e é um dos nove títulos internacionais
que possuem este estrato dentro da área de Ciências Sociais Aplicadas I, que
contempla as disciplinas de Ciência da Informação e Biblioteconomia. Os outros
títulos que também possuem este estrato são: El professional de la información;
Information Development; Information Research; Investigación Bibliotecológica;
Journal of the American Society for Information Science and Technology; Knowledge
Organization; Library Trends; e Scienciometrics. Esta informação é relevante para
reforçar que este artigo não se propôs a trabalhar a literatura exaustivamente. O
recorte foi traçado intencionalmente, com o intuito de recuperar informações de uma
fonte que possui um enfoque e critérios de qualidade bem definidos.

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Como argumentos de pesquisa foram utilizados os termos em inglês: skills =
habilidades; competence = competência; e librarian = bibliotecário, sempre com o
operador booleano and (e), a fim de recuperar apenas resultados que trouxessem
todos os termos empregados.
3 ASPECTOS DO CENÁRIO INTERNACIONAL
A questão das competências do bibliotecário e seu relacionamento com as
ferramentas de Ciência e Tecnologia (C&amp;T) é abordada com muita seriedade no
âmbito internacional. Dentre os artigos pesquisados, foi possível encontrar referência
a estudos realizados em países em desenvolvimento, socialmente conhecidos pela
sua difícil realidade, tais como o Paquistão, a Nigéria, a Índia e a Grécia, e também
experiências de países desenvolvidos. Faz-se importante citar que a forma como os
artigos foram buscados não recuperou resultados que abordassem a realidade dos
bibliotecários no Brasil.
É inegável: a tecnologia chegou a todas as partes do mundo. No Paquistão,
Mahmood (2003) fala das mudanças ocorridas nas bibliotecas acadêmicas nas
últimas duas décadas, e que passaram a exigir novas habilidades dos profissionais
bibliotecários, diante das novas tecnologias da informação (TI), que acarretaram na
consequente automatização das bibliotecas. Ao bibliotecário cabe acompanhar estas
transformações, mas não apenas isso: é necessário dominá-las. E começam a surgir
algumas barreiras perceptíveis no perfil do bibliotecário. De acordo com Omekwu
(2005, p. 852), “os bibliotecários dos países em desenvolvimento parecem não ser
preparados e nem reposicionados para fazer uso dos atuais avanços em TI para
traçar novos rumos nesta era do conhecimento.”
Para Adeleke e Olorunsola (2010, p. 453), a questão é simples: para que as
bibliotecas funcionem de maneira eficaz, “os processos ou métodos manuais terão
de dar lugar às TIC e a um ambiente orientado por computadores.” No entanto, os
autores deixam claro que para garantir essa condição, é necessária a formação
adequada e a reciclagem profissional dos bibliotecários, “que devem estar sempre
dispostos a se manter a par do recente desenvolvimento na área de Biblioteconomia
e Ciência da Informação.” Porém, para que seja possível atingir esta realidade ideal,
além de capacitar o profissional, é necessário que a infra-estrutura das bibliotecas
seja adequada. Os autores (ADELEKE; OLORUNSOLA, op. cit., p. 460) relatam que
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este é um dos problemas encontrados nas bibliotecas da Nigéria. Os problemas vão
desde a falta de energia até o baixo sinal de internet ou a inexistência de sinal de
rede de internet. Dessa forma, os autores chamam a atenção para outros aspectos
na nova realidade das bibliotecas: é necessário que haja investimentos reais em
infra-estrutura nas bibliotecas, para que a qualidade no acesso aos novos recursos
seja assegurada.
Além da infra-estrutura, a necessidade de melhor capacitar os bibliotecários é
uma demanda do mercado. O bibliotecário, independentemente do local onde atua,
exerce a função de educador em certos momentos, quando precisa auxiliar os
usuários a lidar com determinada ferramenta de busca e recuperação da informação,
por exemplo. Porém, o simples manuseio de uma ferramenta não requer habilidades
específicas; o manuseio correto e completo desta ferramenta, sim. E esta é uma
competência necessária ao bibliotecário. Atender à demanda do mercado é uma
questão tão importante, que Mahmood (2003, p. 102) cita Ceppos (1995) que alertou
para o fato de que “uma das razões pelas quais muitos cursos de Biblioteconomia
fecharam na América do Norte foi a falha por não considerarem as demandas do
mercado”.
Complementando este pensamento, Sujatha e Shivananda Murthy (2010, p.
741-2) falam que os avanços tecnológicos criaram “novas oportunidades e também
colocaram novos desafios para os indivíduos, forçando-os a adquirir as habilidades
necessárias para tirarem proveito destes avanços.” Os autores falam que não basta,
simplesmente, a Biblioteca oferecer acesso às novas tecnologias, investir em bases
de dados e outros recursos modernos, se elas não oferecerem também
conhecimentos adequados sobre as técnicas de recuperação para pesquisar com
eficácia estas fontes de informação eletrônicas.
Diante deste cenário de revolução do conhecimento e das formas de acesso,
da chamada Era da Informação, as mudanças são visíveis em relação ao que se
espera do bibliotecário, às competências e habilidades necessárias para assumir
este novo papel, e ao ambiente onde ele exercerá, de fato, o papel que lhe é
atribuído.

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3.1 PAPEL DO BIBLIOTECÁRIO
O conhecimento tecnológico, o conhecimento digital (digital scholarship), o
conhecimento informacional são formas de saberes típicas deste novo momento que
se apresenta. Muitos bibliotecários que estão em atuação no mercado nacional e
internacional não tiveram, em sua formação básica, acesso às tecnologias do
conhecimento e da informação com as quais têm que lidar diariamente nas suas
rotinas de trabalho. Mas a prática fez com que adquirissem o knowhow e
superassem essa carência na sua formação. A possibilidade de “aprender fazendo”
existe, e não se pode negar seu valor. Porém, a educação formal é de fundamental
importância, uma vez que ela fornece a base de conhecimento necessária para a
assimilação completa do fazer. Esta fundamentação, aliada à experiência prática,
faze com que o bibliotecário possua as condições necessárias para transmitir o
conhecimento aprendido e apreendido com maior autoridade. O papel de
transmissor de conhecimentos, de educador, de instrutor, que é inerente à profissão
do bibliotecário, assume uma nova roupagem diante deste cenário. Neste sentido, é
importantíssimo para o bibliotecário manter-se atualizado.
Adeleke e Olorunsola (2010, p. 461) afirmam que “muitos bibliotecários de
diferentes bibliotecas consideram necessária e taxativa a educação e a re-educação
[retraining = reciclagem] continuada.” Diante disso, os autores falam que
“as autoridades de uma biblioteca precisam garantir que os bibliotecários tenham
acesso a treinamentos de TIC para trabalharem com eficácia nas bibliotecas de
hoje.” Os autores reforçam: “Esta convocação para os bibliotecários eliminarem a
apatia e desenvolverem o interesse no uso de tecnologias de informação é um
passo importante.” Segundo os autores, “esta é a única maneira de assegurar o
desenvolvimento de competências.” Esta constatação foi feita num estudo
desenvolvido na Nigéria, mas vale para a realidade brasileira também. Sobre o
assunto, os autores ainda falam que:
Para este efeito, os empregadores são incentivados a criar programas de
educação continuada que ajudarão a lidar com a aquisição de habilidades
para as operações e serviços da biblioteca. A experiência tem mostrado que
a maioria dos bibliotecários teve a oportunidade de participar de oficinas /
seminários para aprender as novas tendências em TIC e suas aplicações
para a prática da biblioteca. A reciclagem não deve começar e terminar com
oficinas / seminários; programas mais formais e estruturados de treinamento
em escolas de Biblioteconomia ajudariam a resolver as necessidades de
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formação de catalogadores. Com base nos resultados deste estudo e na
literatura, há uma clara indicação de que dentre a profissão do bibliotecário
na Nigéria, existe a necessidade urgente de intensificar os esforços no
treinamento da equipe da biblioteca. Fica claro a partir desta pesquisa que
as bibliotecas nigerianas são muito diferentes em termos de competências
em TIC em relação a bibliotecas dos países desenvolvidos. (ADELEKE;
OLORUNSOLA, 2010, p. 461)

Além de aprender e buscar sempre a atualização profissional, é necessário ao
bibliotecário de hoje saber transmitir o conhecimento. A experiência trazia por
Sujatha e Shivananda Murthy (2010, p. 742) sobre o caso de uma Universidade no
Sul da Índia retrata a importância no bibliotecário neste processo de transferência. O
artigo resgata uma pesquisa desenvolvida por Adams e Bonk (1995) na biblioteca
central da SUNY University, em Buffalo, Nova Iorque, para justificar o estudo feito
numa Instituição de Ciência da Pesca na Índia. A pesquisa desenvolvida em Nova
Iorque indicava a importância e a necessidade de treinar os usuários a usarem
adequadamente as fontes eletrônicas para pesquisa científica, a fim de evitar a
frustração que muitos usuários experenciam quando não têm sucesso na
recuperação da informação. Desta forma, foi proposto e desenvolvido um programa
para treinamento de usuários na Biblioteca Central desta Instituição. Neste estudo a
população foi interrogada sobre os métodos mais utilizados para aprender a usar
fontes de informação eletrônicas. “As respostas mais apontadas foram autoaprendizagem, e com o auxílio de colegas ou amigos. Em seguida, os cursos
oferecidos pela instituição, ou outros cursos externos pagos.” Uma minoria indicou
as “orientações ou habilidades oferecidas pelo bibliotecário.” A análise desta
resposta justificou que isso acontecia não porque os usuários não consideravam
importante o suporte da biblioteca, mas sim porque eles acreditavam que esses
cursos fossem “ministrados pela Central de TI da instituição, e não pela biblioteca”,
possivelmente porque não viam no perfil do bibliotecário competência para lidar com
aqueles recursos. Os resultados do estudo concluíram, ainda, que, no geral, “muitos
usuários (...) são relutantes a despender tempo com instruções da biblioteca.” Os
autores contam que, por fim, os usuários constataram que “os programas de
treinamento oficiais e o envolvimento ativo dos bibliotecários” seriam “os passos
cruciais que poderiam facilitar o uso efetivo das fontes eletrônicas.” (SUJATHA;
SHIVANANDA MURTHY, 2010, p. 750).
Neste mesmo artigo são abordados outros estudos, tais como o desenvolvido
por Doney et al. (2005 apud SUJATHA; SHIVANANDA MURTHY, 2010, p. 742) que
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conduziu um estudo com profissionais usuários de bases de dados na área
biomédica no Reino Unido, e indicou um baixo uso das bibliotecas, apontando a falta
de treinamento como a principal barreira para o uso da internet e das bases de
dados. E também outro estudo na faculdade de Medicina da University of West
Indies, conduzido por Renwick (2005 apud SUJATHA; SHIVANANDA MURTHY,
2010, p. 743), que demonstrou que, “mesmo os participantes que se consideravam
especialistas ou acima da média em termos de uso de fontes eletrônicas, também
demonstraram desejo em terem um treinamento.” Para Omekwu (2005, p. 850-1) o
papel das bibliotecas e dos bibliotecários ainda é de fundamental importância na Era
do Conhecimento, “ainda que ocorram mudanças de terminologias, tecnologias,
ferramentas e tendências.” Mas o autor entende que a principal missão do
bibliotecário continua sendo a de fornecer o “essencial” daquilo que é “existente.”
Segundo o autor, a ênfase desta nova Era será na “provisão de conhecimento que
seja apropriado, aplicável, e compreensível.”
Para justificar isso, o autor apresenta uma tabela com as cinco principais
atividades na Era do Conhecimento: reunir; organizar; refinar; representar; e
disseminar. Essas cinco atividades são relacionadas, no texto, com o trabalho
tradicional que o bibliotecário já desempenha em uma biblioteca. O que se espera
dos bibliotecários, segundo o autor, é uma “compreensão das novas tendências do
comércio a fim de reposicionarem-se em termos de relevância estratégica na Era do
Conhecimento.” O autor deixa claro que “a capacidade de gerenciar e manipular a
tecnologia da informação e ferramentas acabará por distinguir entre o profissional de
informações estratégicas relevantes e irrelevantes.”
Outra questão abordada fala sobra a segurança da informação diante de
tantas facilidades tecnológicas. Mutula (2011, p. 271) revela que nas universidades
canadenses os bibliotecários "estão envolvidos na educação de estudantes e
professores sobre a integridade acadêmica.” O autor fala, inclusive, que, na maioria
das instituições, “as discussões sobre a integridade acadêmica e uso ético da
informação são incluídos em oficinas da biblioteca e no material instrucional da
biblioteca”, abrindo mais um horizonte de atuação para os bibliotecários, no sentido
de disciplinar e regrar o acesso facilitado à informação, conscientizando os usuários
para o uso correto.

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3.2 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
A definição de competência é controversa. Mahmood (2003, p. 101) fala que
há cerca de uma década, aproximadamente, “competência era considerada em
termos das características pessoais de uma pessoa”, e também com base em suas
“qualidades, virtudes, habilidades inatas, e atributos subjacentes.” Segundo o autor,
houve uma mudança e, atualmente, elas “são consideradas mais em termos de um
comportamento com habilidades orientadas e ações observadas medidas em
padrões quantitativos”, e “com base em se uma atividade aprendida metal e
fisicamente pode ser realizada.” O autor reforça que o “pensamento atual de muitos
é de que competência pode ser ensinada, e competência pode ser medida.”
De acordo com Malliari, Korobili e Togia (2012, p. 609), “competência em TI
tem se tornado um pré-requisito para bibliotecários e cientistas da informação.” Os
autores comentam que isso se deve à crescente confiança que tem sido depositada
em torno da tecnologia computadorizada nesta área e, com isso, tem-se exigido que
os profissionais possuam um bom domínio do uso dos computadores e das TI.
Também os resultados obtidos no estudo desenvolvido por Adeleke e
Olorunsola (2010, p. 460) indicaram existir uma ampla consciência dentre os
bibliotecários nigerianos a respeito dos benefícios que as ferramentas automatizadas
de catalogação e classificação podem proporcionar. Porém, as restrições
apresentadas apontam para a questão das habilidades no uso dos computadores e
das TICs como uma exigência para o uso eficiente destas ferramentas.
Concordando com Malliari, Korobili e Togia (2012) sobre a importância do domínio
no uso das tecnologias, os autores também verificaram que “o nível de
conhecimento da equipe acerca do uso de computadores aparenta ter um impacto
sério no uso de técnicas e ferramentas online.”
Juntamente com esta questão, os autores (MALLIARI; KOROBILI; TOGIA,
op. cit., p. 618) observam que existe “uma relação positiva entre habilidades no uso
do computador e o conhecimento de inglês, o que pode ser explicado pelo fato de
que a fluência em inglês é um pré-requisito para o uso eficiente de computadores.”
Na Grécia, dentre a população de bibliotecários estudada pelos autores, menos da
metade (42,2%) possui um domínio muito bom ou excelente do inglês.
Mahmood

(2003)

desenvolveu

um

estudo

muito

interessante

sobre

competências. A fim de identificar quais eram as competências necessárias aos
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bibliotecários paquistaneses, o autor fez uma revisão literária extensa, e traçou uma
prospecção das competências e habilidades que o mercado exigiria dos
bibliotecários nos próximos cinco anos. Alguns dos destaques deste levantamento
foram: (1) O estudo desenvolvido por Buttlar e Du Mont (1996): os autores
perguntaram para 736 alunos de Biblioteconomia quais eram as competências que
eles consideravam mais valiosas nas suas vidas profissionais. As cinco
competências

mais

indicadas

pelos

bibliotecários

acadêmicos

foram:

(a)

Conhecimento de fontes em todos os formatos; (b) Pensar criticamente nos
problemas da biblioteca; (c) Saber se comunicar por escrito com eficácia; (d) Utilizar
habilidades de apresentação oral para falar em público; (e) Saber conduzir
apropriadamente uma entrevista de referência; (2) O estudo desenvolvido por
Giesecke e McNeil (1999), que identificaram as principais competências que um
bibliotecário universitário deve ter, chegando ao seguinte resultado: (a) Atitude de
servir/satisfação do usuário; (b) Habilidades analíticas / resolução de problemas /
tomada de decisão; (c) Criatividade / inovação; (d) Experiência e conhecimento
técnico; (e) Flexibilidade / adaptabilidade; (f) Liderança; (g) Entendimento
organizacional e pensamento global; (h) Confiabilidade / responsabilidade /
propriedade; (i) Habilidades de planejamento e organização; (j) Gestão de recursos;
(l) Habilidades de comunicação; (m) Habilidades interpessoais e de grupo; (3) A
pesquisa

realizada

por

Thomas

(2000),

que

determinou

as

habilidades

“computacionais exigidas pelos bibliotecários de universidades”. As habilidades mais
apontadas pela amostra do estudo foram: (a) pesquisas em catálogos abertos
(OPAC); (b) pesquisas em bases de dados com interface web.
Com base neste estudo, Mahmood (2003) chegou a uma lista de 75
competências necessárias ao bibliotecário paquistanês para os próximos cinco anos,
que ele distribuiu em seis grandes classes: (1) Competências em tecnologia da
informação; (2) Competências em desenvolvimento de recursos; (3) Competências
gerenciais; (4) Competências gerais; (5) Competências em serviços técnicos; (6)
Competências em serviços de referência e informacionais. Sete das dez
competências

consideradas

mais

importantes

pertenciam

à

categoria

de

competências em TI. Em primeiro lugar foi indicado saber usar os recursos
oferecidos pelas novas tecnologias, tais como e-mails, bases de dados,
interconexões, internet, multimídia e outros. E em segundo lugar foi indicado saber

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converter os processos manuais em automáticos, tais como catalogação, circulação
e aquisição.
O autor (MAHMOOD, op. cit., p. 102) ainda se baseia em Naylor (2000), que
menciona oito vantagens em desenvolver e aperfeiçoar competências necessárias
em bibliotecas. São elas: (1) Melhorar o planejamento de recursos humanos; (2)
Desenvolver programas de treinamento mais eficientes; (3) Gerar uma lista de
capacidades tecnológicas críticas; (4) Aproveitar a oportunidade para uma análise de
forças e fraquezas; (5) Buscar ajuda com opções terceirizadas; (6) Pensar num guia
para o desenvolvimento ou mudanças; (7) Ter uma visão completa da organização;
e (8) Compreender que a inovação é necessária para a sobrevivência.
3.3 PROBLEMAS IDENTIFICADOS
Dentre alguns dos problemas identificados na literatura, três assumem
destaque. Primeiro a questão da infra-estrutura. Uma vez que o mercado tem
oferecido cada vez mais recursos tecnológicos, e mesmo as editoras têm mudado
padrões, passando inclusive a publicar algumas fontes somente em formato
eletrônico, torna-se de fundamental que as instituições que queiram fazer uso destas
tecnologias pensem no quesito infra-estrutura com atenção. Conforme foi falado por
Adeleke e Olorunsola (2010), falhas como faltas constantes de energia, falhas no
acesso à rede da internet, computadores precários, entre outros, são fatores que
podem vir a anular uma das principais características no acesso à informação
eletrônica, que é a praticidade, prejudicando o esforço de dar acesso a estas novas
fontes.
Em segundo lugar está a necessidade de apoio por parte dos gestores das
bibliotecas para que haja a educação continuada da sua equipe. Esta precisa ser
uma prática comum e facilitada pelos gestores. A educação, neste caso, não precisa
ser somente a educação formal, mas também as trocas de experiência que são ricas
para consolidar novos conhecimentos. Portanto, é importante que o bibliotecário
participe de eventos da área, tenha contato com outros profissionais, conheça novas
ferramentas, e entenda isso não como uma opção, mas como uma obrigação
profissional, a fim de executar suas atividades com maior qualidade, aumentando a
satisfação dos clientes. O interesse do bibliotecário em se manter atualizado é o
terceiro problema identificado, mas, possivelmente, o mais importante.
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4 SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS
O tema abordado é riquíssimo de sugestões para estudos futuros. Uma das
sugestões primordiais é que sejam feitas verificações constante de novas tendências
vindas do cenário internacionais e estar atento às transformações que estão
acontecendo.
Um estudo dos currículos das Escolas de Biblioteconomia, a nível de
graduação, tal como foi feito por Malliari, Korobili e Togia (2012), na Grécia,
contrastando com as exigências do mercado globalizado, seria de grande valia, uma
vez que isso afetaria a formação do bibliotecário, e os novos profissionais poderiam
ingressar no mercado já com as competências e habilidades requeridas. Esta
prática, segundo os autores, é uma realidade na Grécia, onde os Departamentos de
Biblioteconomia e Ciência da Informação “possuem o foco em melhorar as
competências dos seus alunos em relação a estas tecnologias”, devido à crescente
importância que elas tomaram na sociedade moderna. Os autores (MALLIARI;
KOROBILI; TOGIA, op. cit., p. 611) contam que “existe um esforço constante de
integrar a tecnologia no currículo de Biblioteconomia e Ciência da Informação e de
desenvolver programas acadêmicos que oferecem tanto habilidades mais básicas
quanto mais avançadas no uso de computadores.”
Mesmo um estudo comparativo, tal como foi proposto no presente artigo,
porém de forma mais extensa, buscando outras fontes de referência, aprofundando
o relacionamento do bibliotecário com estas tecnologias nas suas práticas diárias,
seria de grande importância para o desenvolvimento do conhecimento científico e
acadêmico na área.
Sugere-se, ainda, replicar o estudo feito por Mahmood (2003), que prospectou
as competências e habilidades requeridas ao bibliotecário paquistanês, com o
enfoque no bibliotecário brasileiro. Averiguar como as novas tecnologias estão
impactando o fazer do bibliotecário no Brasil; como o bibliotecário brasileiro têm se
adaptado a estas novas tendências; se existe a preocupação com a educação
continuada e com o domínio destas novas ferramentas; e o que o bibliotecário tem
feito para se manter a par destas transformações.
Outras sugestões envolvem os Conselhos Regionais, e mesmo o Conselho
Federal de Biblioteconomia. Propõem-se que as informações levantadas nos sensos
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realizados junto aos bibliotecários sejam trabalhadas publicamente, de forma a gerar
mudanças significativas nos currículos dos cursos de Biblioteconomia, bem como
conscientizar o bibliotecário do seu papel na sociedade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pensar nas competências e habilidades necessárias aos profissionais da
informação no mundo globalizado é fundamental e impacta em alterações que
podem ser realizadas nos currículos dos cursos de Biblioteconomia, em termos
nacionais, a fim de preparar adequadamente a próxima geração de bibliotecários
para os desafios que encontrarão no mercado de trabalho.
Com base no que foi exposto, é possível concluir que o processo de
educação continuada é uma via de mão dupla: ao passo que o bibliotecário é
servido de novos conhecimentos, competências e habilidades, ele também serve
aos usuários essas mesmas faculdades. E por isso a educação continuada possui
uma relevância tão grande. Cada vez mais o bibliotecário tem sido cobrado no
sentido de ensinar a fazer. A autonomia do usuário, sua independência no uso das
bases de dados e outros recursos disponíveis, podem ser mediadas pelo
bibliotecário, desde que este esteja apto para tanto. Mas é importante que o
bibliotecário assuma esta posição, para não perder espaço para outros profissionais
de áreas relacionadas à tecnologia e à informática. A visão do bibliotecário quando
do uso destas ferramentas é muito importante, porque o bibliotecário possui uma
compreensão diferente dos outros profissionais no que tange à relevância da
informação, à importância de um resultado satisfatório na pesquisa. O trabalho que o
bibliotecário faz ao usar uma base de dados, não se limita apenas a saber usá-la, ou
seja, ao meio: o bibliotecário se preocupa com o início [saber delimitar], o meio
[saber usar] e o fim [saber analisar o resultado] de um processo de pesquisa.
Saber aplicar os filtros corretos, saber utilizar os argumentos de pesquisa
apropriados, saber delimitar a pesquisa: todos esses são aspectos do perfil do
bibliotecário, e intentam conseguir oferecer ao usuário a melhor informação, no
menor tempo possível.
Portanto, quanto mais o bibliotecário dominar estas ferramentas, dominar
outros idiomas, fundamentalmente o inglês, buscar se atualizar, buscar outras
competências requeridas, tais como a comunicação e o relacionamento interpessoal,
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melhor ele estará exercendo o seu papel neste novo cenário. A partir do momento
em que o bibliotecário brasileiro entender como o bibliotecário atua e é visto
internacionalmente, ele poderá despertar para a sua importância enquanto
profissional da informação, atuando num cenário globalizado que é a Era do
Conhecimento e da Informação.

REFERÊNCIAS
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              <text>O bibliotecário no cenário internacional:  necessidades de mudanças no perfil profissional do bibliotecário brasileiro</text>
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              <text>O presente trabalho buscou identificar algumas das competências e habilidades quetêm sido consideradas importantes para o bibliotecário no cenário internacional. Paratanto, foram pesquisados artigos publicados a partir de 2000 no periódicoThe Electronic Library, editado pela Emerald. A escolha específica deste periódicodeve-se ao fato de ser uma fonte de qualidade, importante para a área, além de ter oenfoque atualizado, voltado para as novas tecnologias empregadas em bibliotecas.Como resultado, foi constatado que as competências no uso das ferramentas deTecnologia em Informação e Comunicação são fundamentais para o bibliotecárioatualmente. É de grande importância que o bibliotecário domine o uso dastecnologias existentes, possua domínio da língua inglesa, e busque manter-seatualizado diante das novidades internacionais, uma vez que a informação agora églobalizada. A educação continuada surge como uma necessidade e obrigação paraque o bibliotecário exerça sua função oferecendo um serviço de qualidade para osusuários. Outro aspecto importante para a formação do bibliotecário é que eledesenvolva competências de comunicação e relação interpessoal, porque mais doque nunca é necessário que ele saiba também transmitir conhecimento, ensinar eeducar os usuários no manuseio das novas ferramentas. Sugere-se que outrosestudos sejam feitos com enfoque na melhoria do perfil profissional dosbibliotecários atuantes e dos bibliotecários em formação, com o intuito de buscar umnivelamento na atuação dos bibliotecários brasileiros em relação aos bibliotecáriosinternacionais. </text>
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