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                  <text>Leitura na Praça Granito: uma experiência de democratização da
leitura no município do Rio de Janeiro

Lucia Alves da Silva Lino (MAST) - lucia@mast.br
Resumo:
Este trabalho apresenta a experiência de uma bibliotecária num projeto de democratização da
leitura no Rio de Janeiro, no bairro de Anchieta. Mostra o objetivo do projeto, que é promover
a leitura por meio do acesso ao livro literário, para alcançá-lo utiliza a mediação de leitura, o
empréstimo e a doação de livros. A mediação de leitura é realizada utilizando um pé-de-livro,
que é montado numa das árvores da praça, e embaixo dele são contadas histórias. A doação de
livros é realizada pela ONG Instituto Ciclos do Brasil, que distribui livros para os participantes
da atividade e também para as pessoas que passeiam pela praça. E o empréstimo de livros é
realizado com o acervo particular de um morador do bairro, que foi constituído por compra e
doação. As atividades do projeto acontecem aos sábados, a cada quinze dias. Para
implementar melhorias no projeto, está prevista a avaliação das atividades seguindo critérios
que são apresentados neste relato.
Palavras-chave: Democratização da Leitura. Leitura na Praça Granito. Mediação de leitura.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documento e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Leitura na Praça Granito: uma experiência de democratização da leitura no
município do Rio de Janeiro

Resumo:
Este trabalho apresenta a experiência de uma bibliotecária num projeto de
democratização da leitura no Rio de Janeiro, no bairro de Anchieta. Mostra o
objetivo do projeto, que é promover a leitura por meio do acesso ao livro literário,
para alcançá-lo utiliza a mediação de leitura, o empréstimo e a doação de livros. A
mediação de leitura é realizada utilizando um pé-de-livro, que é montado numa das
árvores da praça, e embaixo dele são contadas histórias. A doação de livros é
realizada pela ONG Instituto Ciclos do Brasil, que distribui livros para os
participantes da atividade e também para as pessoas que passeiam pela praça. E o
empréstimo de livros é realizado com o acervo particular de um morador do bairro,
que foi constituído por compra e doação. As atividades do projeto acontecem aos
sábados, a cada quinze dias. Para implementar melhorias no projeto, está prevista a
avaliação das atividades seguindo critérios que são apresentados neste relato.
Palavras-chave: Democratização da Leitura. Leitura na Praça Granito. Mediação de
leitura.
Área Temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

1. INTRODUÇÃO
A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 1, realizada em 2011, pelo Instituto
Pró-livro mostra dados que evidenciam claramente o papel da família no gosto pela
leitura. Em números, mostra que 87% dos considerados não-leitores nunca foram
presenteados com livros na infância e 63% deles nunca viram a mãe lendo - a
porcentagem vai para 68% quando se trata do exemplo paterno (FAILLA, 2012,
p.69-70). Observando tais realidades, é imprescindível que se propiciem ações que
possam mudar estas estatísticas. Este desafio foi assumido por um grupo de
moradores do bairro de Anchieta, no município do Rio de Janeiro.
Historicamente, a Praça Granito, localizada em Anchieta, tornou-se um ponto
de encontro e lazer para os seus moradores. Esse local possui várias alternativas
para alimentação e divertimento. Porém, é um espaço pouco explorado para
atividades culturais, e nunca houve uma iniciativa de incentivo à leitura.

1

A pesquisa tem por objetivo avaliar o comportamento do leitor brasileiro, foi lançada em 2001 e é a única em
âmbito nacional. Maiores informações estão disponíveis em: www.prolivro.org.br

�Aos sábados pela manhã, os pais levam seus filhos à praça para brincar. A
intenção da atividade é contemplar e ampliar esse público para que, além da
brincadeira, eles aproveitem esse espaço para realizar agradáveis leituras.
Nesse sentido, foi criado no dia 23 de maio de 2012, com o objetivo principal
de incentivar o gosto pela leitura e democratizar o acesso ao livro, o projeto Leitura
na Praça Granito. Reunindo ações de mediação de leitura, empréstimos e doações
de livros, o projeto conta com o trabalho voluntário de seus idealizadores 2 (todos
moradores do bairro, 1 bibliotecária, 2 professores e 1 analista de sistemas) e busca
novos parceiros que queiram se dedicar à luta do direito à leitura literária.
Os bairros de Anchieta e Parque Anchieta possuem cerca de 82.000
habitantes. Estes bairros iniciam suas histórias oficiais no decreto de criação em 23
de julho de 1981, de acordo com dados do portal Armazém de dados pertencente ao
Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, http://portalgeo.rio.rj.gov.br.
Em termos de locais específicos para desenvolvimento de atividades
culturais, os bairros possuem uma Lona Cultural, denominada Carlos Zéfiro, não
possuem biblioteca pública, teatro e cinema. Esta realidade evidencia a necessidade
de investimento na área cultural destes bairros.

2. FUNDAMENTOS DO PROJETO
Para nortear a criação e desenvolvimento do projeto, foram traçados os
objetivos, sendo o objetivo geral promover o gosto pela leitura democratizando o
acesso ao livro literário e os específicos, que são: envolver a população de Anchieta
e adjacências em atividades prazerosas de leitura, despertando o gosto pelo texto
literário; utilizar o livro como artefato cultural e promotor de inclusão social; promover
a formação de leitores a partir da prática da mediação de leitura; realizar parcerias
com iniciativas em prol do incentivo a leitura e democratização do acesso ao livro
como bem cultural.
Para alcançar os objetivos propostos, foram organizadas ações para
implementar o projeto. As atividades são realizadas a partir de encontros literários
aos sábados, quinzenalmente, das 9 às 12 horas, horário freqüentado por muitos
pais que levam seus filhos para brincar na praça. A coordenação do projeto,
2

Eliane Pimenta (escritora e professora); Lucia Lino (bibliotecária e professora); Marcelo Cavalheiro (analista
de sistemas) e Pedro Gerolimich (geógrafo e presidente do Instituto Ciclos do Brasil)

�composta por moradores do bairro, é responsável pela montagem da atividade. Em
algumas atividades houve a presença de voluntários e a participação de outros
mediadores de leitura nas atividades realizadas.
A divulgação dos encontros é realizada a partir da colocação de faixa na
praça e de veiculação de informações em mídia eletrônica. Foi criado um blog
(leituranapracagranito.blogspot.com), que alimentado após a realização de cada
atividade; uma página no Facebook (Leitura na Praça Granito), em que atualmente é
postado os acontecimentos em tempo real, e mais recentemente, um canal no
Youtube (Leitura na Praça Granito) onde estão sendo disponibilizados vídeos
contendo partes da atividade. Além da informação passada verbalmente entre as
pessoas, por se tratar de um bairro residencial e de subúrbio, onde existem pessoas
que moram no local há muito tempo.

2.1. Ações do Projeto

O projeto é composto por três ações de democratização e acesso ao livro,
sendo todas realizadas na praça, simultaneamente, nos sábados de encontros
literários pela coordenação do projeto e também em parceria com uma ONG da
região. Essas ações, que seguem abaixo descritas, complementam-se formando na
praça um ambiente onde os moradores de Anchieta e adjacências passam a ter um
espaço acolhedor e de referência para a leitura, acervo de literatura disponível para
empréstimos e doações, tanto para adulto quanto para crianças e mediações de
leitura infanto-juvenil.
a) Mediação no pé-de-livro – Inspirado na ornamentação da praça de Paraty/RJ,
onde acontece a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty), o ambiente do pé-delivro é montado com a colocação de livros infantis pendurados na árvore central da
praça, simbolizando seus frutos. Abaixo, faz-se uma forração com tapetes ou
esteiras onde também são dispostos livros de literatura infantil. (Figura 1)
Os livros, pendurados e espalhados no chão, ativam a curiosidade das
crianças, que sentadas ou em pé, paradas ou em movimento, manuseiam os livros,
pedem que os responsáveis leiam as histórias e interajam umas com as outras.

�Figura 1 – Atividade de mediação de leitura
Fonte: leituranapracagranito.blogspot.com

Nesse ambiente acontece a mediação de leitura, ou seja, adultos e leitores
mais experientes, lêem em voz alta para as crianças.
Inicialmente feita pela coordenação do projeto, a mediação de leitura passou
atualmente a ser realizada também por pais e mães que se encantaram pela leitura
na praça. Há ainda, como fruto das mediações iniciais, crianças que já sabem ler,
convencionalmente e, que se voluntariam em ler para os menores. Esta ação é livre
para que, a cada encontro, novos os participantes se oferecem para contribuir com
leituras em voz alta.
O acervo do pé-de-livro é composto somente por livros infanto-juvenis de
qualidade literária e foram selecionados por uma bibliotecária e uma pedagoga a
partir de doações. Tendo como norteadora a afirmação de Zilberman (2005) que diz
“Um bom livro é aquele que agrada, (...) Com a literatura para crianças não é
diferente: livros lidos na infância permanecem na memória do adolescente e do
adulto, responsáveis que foram por bons momentos aos quais as pessoas não
cansam de regressar.” (p.9)

b) Libertação de livros: Esta ação é promovida pelo Instituto Ciclos do Brasil que
possui um projeto já consolidado chamado Livro de Rua que visa democratizar a
leitura. O projeto enfoca que livros não devem ficar parados, por isso pedem que as

�pessoas os libertem em locais públicos. Toda proposta deste projeto está disponível
na página livroderua.com/.
Os livros literários são dispostos numa estante na praça e doados para quem
desejar. (Figura 2) São oferecidos livros para o público adulto e infantil. O
recebimento anterior de livro por doação é o que impulsiona esta ação. Cada livro
recebido passa por uma triagem, que analisa seu estado geral. Estando em boa
condição, são coladas etiquetas indicativas do projeto na capa e uma carta
explicativa na contracapa. Esta carta mostra ao participante do projeto, que agora
passa a ser o dono do livro, a importância da leitura na formação de indivíduos e
suas capacidades, além de deixar um recado: ao terminar de ler, gostando ou não
do livro, passe-o à frente, presenteando alguém ou esquecendo num lugar público.
Basta ler e passar adiante, dando continuidade a corrente literária do livro liberto.
A cada evento do projeto Leitura na Praça Granito, os responsáveis pela
libertação de livros registram quantos livros são doados. Estas informações s ão
usadas na avaliação dos resultados do projeto. Também são recebidos livros para
doação durante o evento.
Figura 2 – Livro de Rua – doação de livros
Fonte: leituranapracagranito.blogspot.com

c) Empréstimo de livros: Esta ação é promovida em parceria com o “Projeto
Canarinho Leitor” e consiste no empréstimo gratuito de livros para o público adulto e

�infantil, possibilitando a continuidade do ato de ler nos dias subseqüentes ao
encontro e estendendo a leitura à casa dos participantes.
O acervo é composto por livros de uso pessoal e doações. Cada livro
recebido de doação, depois de analisado, é disponibilizado para empréstimo ou
separado para entrega em postos de reciclagem.
Na análise são vistas duas características principais:
- Estado geral do livro – o livro, para ser emprestado, deve estar completo, sem
folhas rasgadas e com as capas em bom estado.
- Ser livro literário – como um dos objetivos do projeto de leitura na praça é o
incentivo à leitura literária, é fundamental oferecer bons textos.
Livros didáticos, livros de referência e enciclopédias não são disponibilizados
para empréstimo.
O ambiente para o empréstimo de livros é montado com uma forração de
tecido no chão da praça, onde são expostos e agrupados por categoria, já
devidamente etiquetados para facilitar a identificação. (Figura 3)
É colocado, ao fundo, um cartaz com os dizeres: PEGUE-LEIA-DEVOLVAGRÁTIS.
Figura 3 – Empréstimo de livros
Fonte: leituranapracagranito.blogspot.com

�O funcionamento do empréstimo é explicado para cada visitante: levar o livro
para casa, ler em aproximadamente quinze dias, renováveis, e deixar informações
de contato (nome, endereço, telefone, e-mail). Na semana que antecede cada
encontro, é enviado um e-mail relembrando ao participante da data de devolver o
livro.
A ação de empréstimo de livros estabelece um vínculo mais próximo com os
participantes e proporciona dados para a formulação de estatísticas para posterior
avaliação dos resultados do projeto, visto que, das três ações, esta é a que registra
e cadastra os dados dos frequentadores da praça.

3. AVALIAÇÃO

A avaliação do projeto vem sendo feita por dois instrumentos que visam os
aspectos qualitativos e quantitativos dos resultados.
a) Análise dos

aspectos qualitativos:

a cada encontro, participantes são

entrevistados e registra-se as informações de como o projeto tem colaborado com
sua formação como leitor.
b) Análise dos aspectos quantitativos: A coordenação do projeto se reúne
mensalmente para verificar o crescimento e/ou decréscimo do número de
participantes. A partir da coleta de dados do empréstimo e da libertação de livros,
são montadas análises estatísticas sobre o interesse e a aceitação dos moradores
do bairro pela proposta de leitura apresentada.

3.1. Uma breve análise dos dados

Desde o início dos encontros em maio de 2012 até a presente data, foram
realizados 18 encontros e como resultados parciais destacamos:
- O crescimento gradativo do número de participantes que inicialmente foi de 30
a 40 e atualmente atinge entre 60 e 90 pessoas (entre adultos e crianças).
- O empréstimo tem atingido uma média de 70 livros por encontro, o que
possibilita a continuidade do ato de ler para além dos dias dos encontros.
- A libertação de livros passou de 500 exemplares ao todo, desde o primeiro
encontro, aumentando o empoderamento dos participantes, visto que boa parte da

�população do bairro não tem condições financeiras para compras frequentes de
livros.
- As mediações de leitura ao pé-de-livro, que antes eram realizadas somente pela
coordenação do projeto já conta com a participação de mães e pais que se
voluntariam para o ato de ler em voz alta para as crianças, o que demonstra que a
leitura em família começa a se constituir hoje como característica cultural entre os
participantes.

4. ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO

A participação do bibliotecário na concepção e implementaç ão do projeto
propiciou uma consolidação do papel do bibliotecário na era da informação. Santos
(2000) enfoca características pessoais e profissionais que considera fundamentais.
São elas: (...) “ser curioso, proativo, criativo, voltado para o cliente e, principalmente,
dedicado ao acesso às informações”. Observamos que tais características prevêem
um profissional interado com a realidade e sociedade em que vive. Santos (2001)
destacando o pensamento de Martucci (1983?, p.3) afirma que existe a
“necessidade de os bibliotecários se constituírem agentes de transformação cultural,
possuindo – além dos conhecimentos técnicos – conhecimentos da realidade (social,
política e educacional) propiciando uma atuação engajada e consonante com essa
realidade.” (p. 111)

O Projeto em questão detectou uma lacuna existente nas atividades
realizadas na Praça, até então, com isso propiciou aos moradores um espaço para
leitura e debates, onde os frequentadores podem ter acesso aos livros, conversar
sobre as histórias e as realidades apresentadas.
Castrillón (2011) afirma que é uma das tarefas do bibliotecário (...) “organizar
debates públicos que não se pareçam com um espetáculo, nem cujos temas sejam
decididos exclusivamente por sua necessidade.” Deve existir uma atuação
responsável na elaboração das atividades, mostrando claramente o papel social do
bibliotecário, que é atuar contribuindo para uma mudança social que contribua para
a melhoria da vida dos diferentes grupos sociais, no projeto em questão, a
população dos bairros de Anchieta e Parque Anchieta.

�Freire (2001) afirma que “O homem não pode participar ativamente na
história, na sociedade, na transformação da realidade, se não é auxiliado a tomar
consciência da realidade e de sua própria capacidade para transformá-la” (p. 46).
Por meio da mediação de leitura realizada pela bibliotecária na Praça Granito, são
abordadas temáticas que existem nas histórias e também na realidade dos
freqüentadores da Praça. Como por exemplo, cuidado com o meio ambiente;
aceitação das diferenças e relacionamento pais e filhos, provocando uma reflexão
coletiva, que pode possibilitar uma transformação na vida dos freqüentadores do
projeto e consequentemente do bairro.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A criação do projeto Leitura na Praça Granito vem alcançando seus objetivos,
formando leitores nos bairros de Anchieta e Parque Anchieta por meio da mediação
de leitura com livros literários. As atividades realizadas na Praça (a mediação de
leitura, o empréstimo de livros e a libertação de livros), oferecem aos frequentadores
diferentes experiências por meio livro, que aproximam as pessoas da leitura e
podem promover o gosto pela leitura.
Conforme nos ensina Bartolomeu Campos de Queirós, no Manifesto por um
Brasil literário “a leitura literária é um direito de todos e que ainda não está escrito. O
sujeito anseia por conhecimentos e possui a necessidade de estender suas intuições
criadoras aos espaços em que convive” (QUEIRÓS, 2009), neste sentido o projeto
Leitura na Praça Granito tem se constituído como uma ação política alimentada pelo
sonho de um país mais digno.

REFERÊNCIAS
CASTRILLÓN, Sílvia. O direito de ler e de escrever. São Paulo: Editora Pulo do
Gato, 2011. 103p.
FAILLA, Zoara (Org.). Retratos da leitura no Brasil 3. São Paulo: Imprensa Oficial do
Estado de São Paulo : Instituto Pró-Livro, 2012. 344p.
FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação. São Paulo:
Centauro, 2001. 116p.

�QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. Manifesto por um Brasil literário. Disponível em:
&lt;http://www.brasilliterario.org.br/noticias/mostra.php?id=3.&gt; Acesso em: 11 mar.
2013.
SANTOS, Jussara Pereira. O perfil do profissional bibliotec ário. IN: VALENTIM,
Marta Pomim Valentim (org.). Profissionais da informação: formação, perfil e atuação
profissional. São Paulo: Polis, 2000. 156p.
ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.
181p.

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