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                  <text>Inovação em serviços e produtos de informação para a
sustentabilidade das bibliotecas das Instituições Federais de
Ensino Superior brasileiras: de Gutenberg às redes virtuais.

Sonia Cruz-Riascos (UFG) - sonia.cruzriascos@gmail.com
Resumo:
Este estudo trata da inovação de produtos e serviços de informação como fator primordial
para a sustentabilidade das bibliotecas universitárias como fontes de informação de qualidade.
Os objetivos estabelecidos buscam conhecer a atual oferta de produtos e serviços de
informação nessas unidades de informação, e identificar tendências futuras de inovação na
área de serviços. Utilizou-se o método descritivo com abordagem qualitativa. A amostra
contempla cinco Sistemas Integrados de Bibliotecas (SIBi) de Instituições Federais de Ensino
Superior (IFES) sendo um de cada região federativa - (UFPA, UFBA, UnB, UFRJ e UFRGS) -,
com o intuito de apresentar um panorama nacional. A seleção ocorreu por meio da análise de
dois conceituados rankings internacionais de universidades: The Academic Ranking of World
Universities e The Ranking Web of Universities. Foi aplicado o pré-teste na biblioteca da
Universidade Federal de Alagoas. Realizaram-se entrevistas presenciais com os Gestores dos
SIBi da amostra. Utilizou-se a técnica de análise do discurso do sujeito coletivo. Os resultados
indicam a atual oferta de produtos e serviços de informação pelas bibliotecas da amostra.
Além disso, foi possível identificar as ações que estão sendo desenvolvidas na área de serviços,
e as tendências nessas bibliotecas. A conclusão aponta para a necessidade de inovação no
âmbito dos serviços e produtos de informação para a sustentabilidade dessas bibliotecas.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Serviços de informação. Produtos de informação.
Inovação. Sustentabilidade.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação – Florianópolis,
SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013.

Inovação em serviços e produtos de informação para a sustentabilidade das
bibliotecas das Instituições Federais de Ensino Superior brasileiras: de
Gutenberg às redes virtuais.

Resumo:
Este estudo trata da inovação de produtos e serviços de informação como fator
primordial para a sustentabilidade das bibliotecas universitárias como fontes de
informação de qualidade. Os objetivos estabelecidos buscam conhecer a atual oferta
de produtos e serviços de informação nessas unidades de informação, e identificar
tendências futuras de inovação na área de serviços. Utilizou-se o método descritivo
com abordagem qualitativa. A amostra contempla cinco Sistemas Integrados de
Bibliotecas (SIBi) de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) sendo um de
cada região federativa - (UFPA, UFBA, UnB, UFRJ e UFRGS) -, com o intuito de
apresentar um panorama nacional. A seleção ocorreu por meio da análise de dois
conceituados rankings internacionais de universidades: The Academic Ranking of
World Universities e The Ranking Web of Universities. Foi aplicado o pré-teste na
biblioteca da Universidade Federal de Alagoas. Realizaram-se entrevistas
presenciais com os Gestores dos SIBi da amostra. Utilizou-se a técnica de análise
do discurso do sujeito coletivo. Os resultados indicam a atual oferta de produtos e
serviços de informação pelas bibliotecas da amostra. Além disso, foi possível
identificar as ações que estão sendo desenvolvidas na área de serviços, e as
tendências nessas bibliotecas. A conclusão aponta para a necessidade de inovação
no âmbito dos serviços e produtos de informação para a sustentabilidade dessas
bibliotecas.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Serviços de informação. Produtos de
informação. Inovação. Sustentabilidade.
Área Temática: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.

1. Introdução

A sociedade atual enfrenta a fragmentação e a dispersão dos sistemas de
produção, onde estes podem não mais estar em um único local, senão dispersos
pelo mundo, envolvendo diferentes empresas, em diversos países ou localidades
variadas. Ao considerar os ativos tangíveis, observa-se que os sistemas de logística
necessitaram empreender consideráveis transformações e tornaram-se mais
complexos. A dinamicidade dos processos produtivos tem feito surgir novas formas
de organização de tais sistemas de produção. Exige-se, portanto, mudanças não
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somente na capacidade de coordenação, mas também, mais agilidade, maior
flexibilidade além de eficiência e eficácia.
Fala-se de conexão, interrelação e interação entre organizações, grupos e
indivíduos. Configuram-se redes e novas estruturas sociais são estabelecidas nos
diversos campos da atuação humana. Alianças e parcerias somando esforços para
acompanhar a velocidade dos avanços tecnológicos e, por conseguinte, a
complexidade dos sistemas de informação, e a diversidade de produtos com valor
agregado lançados nos nichos de mercado. Os ativos intangíveis passam a se
destacar no novo paradigma da Sociedade da Informação, do Conhecimento e da
Inovação. Produtos perdem espaço para os serviços no escopo produtivo. Os
sistemas de produção passam a se reestruturar a partir da priorização dos serviços.
A Era dos Serviços se estabelece.
Observa-se o poder crescente da atratividade dos serviços com recursos
virtuais de busca e pesquisa, - sem adentrar no escopo da avaliação da qualidade -,
além de uma grande corrida por parte dos usuários pelo atendimento em linha.
Discute-se, na literatura, sobre o papel das bibliotecas universitárias frente às
necessidades e demandas informacionais dos usuários, que utilizam recursos
tecnológicos e usufruem ativamente das conexões e interações em rede. A reflexão,
então, recai sobre a disponibilização de produtos e serviços presenciais e (ou)
virtuais, por parte dessas bibliotecas, para atender as novas gerações digitais.
A escolha do tema deste trabalho versa sobre a inovação de produtos e
serviços de informação, em virtude da necessidade de encontrar alternativas viáveis
e efetivas para a sustentabilidade das bibliotecas universitárias como fontes de
informação de qualidade. Com base em estudo prévio de pós-graduação, optou-se
por estabelecer os seguintes objetivos: o de conhecer tanto a atual oferta de
produtos e serviços de informação pelas bibliotecas universitárias do país, quanto o
de identificar tendências futuras de inovação na área de serviços nessas unidades
de informação.
Na área da Biblioteconomia, verifica-se a proliferação de hipertextos,
metadados, livros eletrônicos, repositórios institucionais, bibliotecas digitais, apenas
por citar alguns dos inúmeros produtos e serviços criados e instituídos nos últimos
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tempos. Suportes físicos coexistem com o ambiente virtual contudo, enxerga-se o
processo produtivo impresso, por vezes, longínquo. Nas bibliotecas universitárias,
do leitor receptivo e contemplativo, por vezes, a vaga lembrança. Vê-se, hoje, a ação
ávida do leitor-produtor, por vezes, acrítico e irreflexivo imprimindo ideias no
ciberespaço. Construções e desconstruções diversificadas, descentralizadas, e
horizontalizadas no processo inovador de ensino-aprendizagem desse contexto
apresentam transformações inimagináveis até bem pouco tempo, por não dizer a
partir do surgimento da Grande Rede. Recursos e instrumentos surgindo em um
crescendum que impressiona. Questiona-se, entretanto, sobre a profundidade e a
densidade da aquisição de conhecimentos por parte dos usuários. Por outro lado,
fala-se de novos aprendizados mediante interligações mentais com formas
diferenciadas de (re)pensar e (des)construir.
Burke (2003, p. 56) traz que:
a biblioteca aumentou de importância, assim como de
tamanho depois da invenção da imprensa. Dentro da
universidade, começava a rivalizar com a sala de
conferências, pelo menos em certos lugares. A Universidade
de Louvain ainda declarava, em 1639, que uma biblioteca era
desnecessária porque "os professores são bibliotecas
ambulantes" mas, em Leiden, ao contrário, a biblioteca abria
duas vezes por semana e os professores às vezes
emprestavam suas chaves aos estudantes.

Desde as últimas duas décadas do século passado, universidades, bibliotecas
acadêmicas e salas de aulas passaram a empreender esforços para atuar, também,
em ambientes virtuais. Tem-se observado o processo evolutivo desde a Era de
Gutenberg à Era das Redes Virtuais. Para Lévy (1999), é virtual:
toda entidade desterritorializada, capaz de gerar diversas
manifestações concretas em diferentes momentos e locais
determinados, sem contudo estar ela mesma presa a um
lugar ou tempo em particular.

Demo (2011) aponta a necessidade de desconstrução dos moldes
acadêmicos instituídos no passado e a urgência de mudanças radicais considerando
“o mundo do conhecimento repleto de dinâmicas diversas e rivais, complementares
e contraditórias”, acrescentando ainda que, nesse espaço cabem inúmeras
iniciativas e propostas, em busca da liberdade para todos, onde apesar do discurso,
a igualdade de oportunidades ainda está muito distante.
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O autor é assertivo ao dizer que desde o início deste século, passou-se da
internet mais consumista e reprodutiva, com a regra do consumo alinhado na web
1.0, onde o usuário agia de forma passiva e receptiva, à web 2.0 com a regra da
interatividade colaborativa, supondo autoria individual/coletiva, onde o usuário cria
textos próprios, provisórios que podem ser comentados e alterados. (DEMO, 2009,
2011.) O autor assevera a importância de defender a liberdade de expressão na
esfera pública do ciberespaço, contudo alerta para a sua responsabilidade e
fundamento.
Para as novas gerações, a esfera pública virtual se estabelece como
ambiente viável para: a organização de movimentos sociais efetivos, a construção
de novos paradigmas de relacionamentos, o fomento de autorias alternativas e a
construção do conhecimento cooperativo. (DEMO, 2011)
Trazendo tais ações para o escopo das bibliotecas universitárias, chega-se à
coerência lógica de que a sustentabilidade dessas unidades de informação está não
somente na atuação pulverizada como elementos integrantes de redes presenciais e
virtuais do saber e da aprendizagem, mas também, no desenvolvimento persistente
e contínuo de processos, serviços e produtos inovadores de informação para a
geração de conhecimentos e inteligência coletiva. Ao considerar tais premissas,
compreende-se a importância deste tema para as bibliotecas universitárias, bem
como do aporte destas unidades de informação para suas academias e seus
públicos-alvo.
2. Ciência e Tecnologia: inovação em produtos e serviços de informação

A Era da Economia de Serviços está consolidada. Serviços em novos
formatos e suportes proliferam nas empresas privadas. As organizações públicas se
movimentam no mesmo sentido, a passos mais lentos. Muitos produtos conseguem
se manter ou sobreviver no mercado quando agregam serviços. Ou melhor, serviços
são comercializados com entrega de produtos sem ônus. (KON, 2004)
Nas economias centrais, tem-se verificado que os processos de inovação
estão se firmando em cooperações interfirmas e em conjunto com outras instituições
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como as universidades e os centros de pesquisa. É chegada a hora de contemplar
os serviços intensivos em conhecimento, ou seja, os serviços de alto valor
adicionado, e não apenas, os serviços de informação nas bibliotecas universitárias
brasileiras. Tais serviços são compostos por: serviços de telecomunicações,
informática e atividades conexas, pesquisa e desenvolvimento de sistemas, serviços
técnicos às empresas e serviços audiovisuais. (INOVAÇÃO, 2007) Áreas como a
das mídias e do entretenimento apresentam atuação relacionada à Economia do
Conhecimento, buscando organização de processos de produção de conhecimento.
(INTRODUÇÃO, 2008) Beneficiam-se as bibliotecas universitárias, sobremaneira,
com a utilização das mídias e do entretenimento em seus serviços ao alargarem
seus espaços de cultura à sociedade, apenas por citar uma das possibilidades de
atuação nestes tempos.
Lundvall (1992) destaca que a atividade inovadora é “um processo
intrinsicamente social e coletivo e depende fundamentalmente das interações entre
os agentes, chamado de aprendizado pela interação”. De fato, o processo de
aprendizado pela interação é socialmente inscrito e não pode ser compreendido sem
a análise do contexto institucional e cultural.
Um dos tipos mais relevantes de aprendizado em ambientes de inovação
envolve também a transferência ou a aquisição de tecnologia, e esta, engloba,
geralmente, um processo colaborativo de alguma duração. Nas redes virtuais,
viabiliza-se maior integração com os usuários possibilitando a geração e distribuição
de ativos intelectuais e de conhecimento. (CARVALHO, 2009)
No

meio acadêmico, muitos autores divulgam suas descobertas e

racionalizações, via acesso livre, e dessa mesma maneira, obtém novos
conhecimentos e promovem o desenvolvimento científico. Contudo, boa parte da
produção

universitária,

em

termos

mundiais,

encontra-se

protegida

para

comercialização. No escopo do conhecimento tecnológico ocorre a concessão de
patentes, sua apropriação é privada e são impostas regulações. Os avanços atuais
em Ciência e Tecnologia estão estruturando novas relações entre os produtores de
conhecimento, sejam pesquisadores acadêmicos ou de empresas. Às atividades de
pesquisa e desenvolvimento somam-se os processos de inovação. As universidades
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e os centros de pesquisa possuem aqui o motor de alavancagem via parcerias
público-privadas e mediante incubadoras de processos, produtos e serviços. As
fronteiras científico-tecnológicas se tornam mais difusas incentivando e realizando a
difusão do conhecimento – agora menos limitada ou restringida. (MACEDO, 2000)
Propostas de parcerias privadas ao âmbito público, antes evitadas, agora
imprimem a urgência dos avanços de um país em expansão. Associada a essa
tendência atual, está a necessidade de investimentos no leque de alternativas para o
crescimento das estatísticas na educação, na capacitação e na atualização
profissional, considerando em paralelo a busca continuada pela qualidade dessas
frentes de atuação tanto do Poder Público quanto da iniciativa privada. As
Instituições Federais de Ensino Superior tem estabelecido parcerias em prol do
desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação e, da mesma
maneira, as bibliotecas universitárias devem estabelecer alianças para a
sustentabilidade e atualização organizacional.
3. Sustentabilidade das bibliotecas acadêmicas: foco nos serviços aos
usuários

Percebe-se a proliferação, nas universidades públicas, de usuários cada vez
mais

capacitados

em

novas

tecnologias

de

informação

e

comunicação,

apresentando competências para realizar suas buscas e pesquisas em linha. Por
outro lado, não se pode deixar de apontar para os usuários que apresentam lacunas
nessa vertente tecnológica, como também, para aqueles que, todavia, não foram
incluídos digitalmente. Sob essa ótica, ainda há muito a ser realizado por parte das
bibliotecas universitárias no sentido de minimizar o fosso digital com treinamentos
frequentes aos usuários.
A relação entre profissionais bibliotecários e usuários necessita romper certas
barreiras existentes para que a interação plena se efetive, com isso, entende-se
desde a comunicação sem ruído até a realização de trabalhos conjuntos. Tanto o
serviço de referência presencial quanto o virtual devem ser concebidos com
orientações especificas que privilegiem os usuários, e a qualidade da prestação de
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serviços e da oferta de produtos, atendendo às demandas previamente conhecidas.
Para tanto, não mais se admite a existência do “Serviço de Referência” como
simples atividades diárias a cumprir nas bibliotecas universitárias, senão como área
essencial dessas unidades de informação, e como vitrine das instituições às quais
estão inseridas. (ACCART, 2012)
Os Sistemas Integrados de Bibliotecas (SIBi) das Instituições Federais de
Ensino Superior congregam as bibliotecas que fazem parte dessas organizações e
entende-se, que a partir dessa nova dinâmica das sociedades em redes, o
florescimento de atividades cooperativas e colaborativas passam a se instituir dia
após dia com o foco na inovação da área de serviços de informação e conhecimento
para o atendimento via serviço de referência virtual. Afinal, existe outro serviço
nessas bibliotecas mais adequado do que o de referência para oferecer
atendimentos personalizados e adaptados às demandas dos usuários?
Estudos sobre gerações digitais apontam as principais como: baby boomer, x,
y, z dentre outras, e descrevem-nas considerando faixas etárias em épocas de
mudanças de paradigmas tecnológicos. As análises realizadas com as diferentes
gerações concebem as características de aceitação e de uso por parte dos
envolvidos em relação às novas tecnologias e informação e comunicação.
(BERETTA, 2012) O grande desafio das bibliotecas universitárias recai, portanto, na
busca de novas formas para mediar e socializar o conhecimento, flexibilizando
alternativas diversas de atendimento para todas as gerações. De tal maneira,
quaisquer usuários conseguirão

utilizar os recursos,

produtos e

serviços

disponibilizados. (OLIVEIRA, 2010)
Nessa perspectiva apresentada, o conceito da Biblioteca 2.0 passa a ser visto
como uma possibilidade de expansão das teorias e práticas da Biblioteconomia
inseridas no ciberespaço e contextualizadas na dinâmica dos conteúdos web 2.0,
onde se faz uso de mensagens síncronas, redes sociais, blogs, wikis, alimentadores
RSS, dentre outros recursos e ferramentas eletrônicas. Nessa concepção, formamse redes de usuários que compartilham documentos, informações e conteúdos, com
o apoio dos bibliotecários.

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Entende-se que o foco na área de serviços demonstra de forma clara e
definitiva o propósito da existência da biblioteca: seu usuário. Sempre foi para ele
que a biblioteca existiu, contudo, esta não lhe propiciava tal declaração. Ora, como
poderia o locus do saber dominado pelas minorias da classe perder seu status quo
para maiorias dependentes da necessidade de conhecer? Vira-se o lado da coroa.
Agora, cara-a-cara – presencialmente e (ou) virtualmente -, bibliotecários e usuários
precisam atuar como partícipes e colaboradores de redes de conhecimento,
compartilhando ideias para a produção de novas formas de se conceber e produzir o
saber em prol da sustentabilidade das bibliotecas, das universidades, das
sociedades, das nações e do planeta.
4. Materiais e Métodos

Este estudo utilizou o método descritivo com abordagem qualitativa. O
universo da pesquisa engloba as bibliotecas das universidades de Instituições
Federais de Ensino Superior do Brasil e a amostra contemplada incluiu cinco
unidades de informação, sendo uma de cada região do país, com o intuito de
apresentar um panorama nacional. A seleção ocorreu por meio da análise de dois
conceituados rankings internacionais de universidades: The Academic Ranking of
World Universities1 e The Ranking Web of Universities2.
Realizou-se o pré-teste na biblioteca da Universidade Federal de Alagoas.
Posteriormente, sucederam-se as entrevistas presenciais com os Gestores dos
Sistemas Integrados de Bibliotecas de Instituições Federais de Ensino Superior da
amostra delimitada: UFPA, UFBA, UnB, UFRJ e UFRGS. Em seguida, procedeu-se
à análise de dados com a técnica do discurso do sujeito coletivo para consolidação
dos resultados.

1

The Academic Ranking of World Universities. Disponível em: http://www.shanghairanking.com/
Acesso em: 2012
2

The Ranking Web of Universities. Disponível em: http://www.webometrics.info/ Acesso em: 2012

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5. Resultados

Os objetivos propostos para este trabalho foram alcançados mediante a
consolidação da análise dos dados. Os resultados indicam a atual oferta de produtos
e serviços de informação pelas bibliotecas universitárias da amostra. Além disso, foi
possível identificar as ações que estão sendo desenvolvidas na área de serviços, e
as tendências de inovação nessas bibliotecas.
De maneira ampla, os SIBi atendem às demandas. No entanto, a maioria
trabalha por demanda. No discurso, à princípio, todos os serviços tradicionais são
prestados pelas bibliotecas centrais das universidades, e pelas setoriais. Entretanto,
verificou-se que nem todos os serviços tradicionais são executados por todas as
bibliotecas integrantes dos SIBi das universidades da amostra.
Constatou-se que há necessidade de empreender melhorias mediante o
aumento da oferta de treinamentos aos usuários com cronogramas mais frequentes,
nas bibliotecas setoriais. A Gestora C foi assertiva dizendo que necessita
estabelecer uma área de marketing bibliotecário na biblioteca central para apoiar o
sistema todo. Nenhuma se posicionou com relação à realização de estudos de
usuários, o que torna difícil avaliar a qualidade dos produtos, dos serviços e dos
atendimentos.
Foi questionado se além dos serviços tradicionais ofertados pelo Serviço de
Referência, tais como: assistência para consulta ao acervo, empréstimo entre
bibliotecas, serviço do COMUT, capacitação de usuários, realização de visitas
orientadas, catalogação na publicação, serviço de fotocópias, serviço de
atendimento presencial ao usuário, canais de comunicação, outros serviços mais
atuais estavam sendo disponibilizados. Foram indicados alguns serviços como:
acesso eletrônico às fontes de informação em sala didática e (ou) laboratório de
informática, educação à distância, e, serviços direcionados para usuários com
necessidades especiais. Entende-se, porém, no contexto atual, que estes últimos
serviços já são considerados tradicionais.

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Verificou-se que as bibliotecas da amostra possuem página no site
institucional e participação nas redes sociais.
Quatro Gestoras (A, C, D, E) indicaram que as bibliotecas centrais atendem
seus usuários de modo on-line, mas de fato o atendimento se processa apenas via
email. Dessa forma, não se evidencia a disponibilização do Serviço de Referência
Virtual, em tempo real, propriamente estabelecido, de forma a propiciar o processo
de mediação e disseminação da informação, que envolve a interação entre o
bibliotecário e o usuário. Esse processo é viabilizado através de ferramentas de
comunicação qualificadas como síncronas, e isto implica no atendimento on-line, em
que as duas partes envolvidas – bibliotecário e usuário - estão conectadas, ao
mesmo tempo, no ambiente virtual. Assim, tanto o bibliotecário pode efetuar uma
entrevista meticulosa, quanto o usuário pode obter respostas imediatas aos
questionamentos abordados. No tocante à implantação de novos serviços/produtos,
alegou-se ora a dificuldade de infraestrutura ora a lacuna de pessoal.
Na biblioteca C, a Gestora comentou que já disponibilizam o repositório
institucional e, inclusive, que são ministrados treinamentos sobre implantação de
repositórios para outras bibliotecas universitárias. Informou que o SIBi fornece
suporte quanto à utilização do software SEER3, e do software SOAC4, ambos
customizados pelo IBICT, para a Universidade. Ela foi assertiva ao dizer que se faz
necessário criar um setor de novos produtos e serviços.

3

SEER. O Open Journal Systems é um software desenvolvido pela Universidade British Columbia. No
Brasil foi traduzido e customizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT) e recebe o nome de Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Trata-se de um
software desenvolvido para a construção e gestão de publicações periódicas eletrônicas. Disponível
em: http://seer.ibict.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=286&amp;Itemid=74 Acesso em:
março 2013.
4

SOAC. O Sistema Online de Acompanhamento de Conferências é uma customização, feita pelo
IBICT, do Open Conference System (OCS). Um software livre para gerenciamento de evento, de
cunho preferencialmente acadêmico, que oferece uma variedade de facilidades, com funcionamento
em plataforma Web. Tornando, assim, uma ferramenta importante na implementação de portais que
podem abrigar sites de eventos. Disponível em: http://www.ibict.br/pesquisa-desenvolvimentotecnologico-e-inovacao/sistema-eletronico-de-adminstracao-de-conferencias(soac) Acesso em: março
2013.

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A Gestora D indicou a realização do Projeto de Identificação da Memória
Institucional da Universidade, com a elaboração de diagnóstico dos locais de
memória, que indicou vinte e um arquivos além das bibliotecas da Universidade. No
referido Projeto consta a organização de cinco Seminários Anuais, com a publicação
impressa das palestras (estando o 4º volume no prelo, à época desta entrevista).
A disponibilização de feed, ou seja, da tecnologia do RSS já está disponível
no site da biblioteca E, isto quer dizer que o usuário recebe as atualizações
realizadas no site da biblioteca. A Gestora comentou, também, sobre o
desenvolvimento de tutoriais para treinamentos à distância.
Estes foram os principais resultados apontados pelo estudo mediante as
entrevistas realizadas com as gestoras dos Sistemas Integrados de Bibliotecas
(SIBi) das universidades da amostra.
Tem-se conhecimento de que as limitações no âmbito gerencial e, sobretudo,
orçamentário podem dificultar a gestão de mudanças para a inovação na área de
serviços dessas unidades de informação, contudo, não a impossibilita, pois
alternativas e soluções existem. Quando questionadas acerca da percepção dos
serviços prestados pelo SIBi sob sua gestão, duas das gestoras utilizaram
expressões opostas, e isso talvez possa fazer a diferença; uma delas disse:
“Estamos correndo atrás, tentando acompanhar as mudanças”, a outra falou:
“Vivemos em permanente avaliação para inovar e aprimorar”. Concebe-se, portanto,
que a tomada de decisão gerencial pode interferir favoravelmente ou não nesse
processo.
6. Conclusão

O cenário requer um novo repensar organizacional considerando a
reformulação de modelos gerenciais incluindo a gestão de serviços nos Sistemas
Integrados dessas Bibliotecas. Possivelmente seja este, o caminho adequado, para
estabelecer novas condições de manutenção e sustentabilidade das bibliotecas
universitárias, no contexto da Era dos Serviços. Estimula-se, portanto, estudos sobre
novos paradigmas gerenciais em bibliotecas universitárias incluindo a gestão de
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serviços, além de pesquisas sobre comportamentos informacionais atuais das
gerações digitais.
Entende-se, com esta pesquisa que o processo evolutivo das bibliotecas
universitárias está em andamento, por vezes mais lento ou mais rápido. Não há mais
retrocesso. A largada foi dada, o caminho deve ser seguido e o sucesso depende da
motivação dos bibliotecários em promover: tanto a visibilidade dos Sistemas
Integrados de Bibliotecas como áreas prioritárias no processo estratégico da
universidade, quanto ações inovadoras no âmbito dos serviços e produtos aos seus
usuários potenciais e reais – presenciais e(ou) virtuais, considerando a própria
administração universitária como principal usuária dos processos de geração de
inteligência organizacional para a melhoria dos seus processos, do ensino, da
pesquisa e da extensão no país.
REFERÊNCIAS

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Antonio Agenor Briquet de Lemos. Brasília : Briquet de Lemos Livros, 2012. 312 p.
BERETTA, Rosa Maria Andrade Grillo. Novo perfil dos clientes de Bibliotecas
Universitárias: geração digital e serviços. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 17., 2012, Gramado. Curso ... Gramado : SNBU, 2012.
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São Paulo : Jorge Zahar, 2003. p. 56.
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INOVAÇÃO em serviços intensivos em conhecimento. Roberto Bernardes (Org.) São
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INTRODUÇÃO à engenharia de produção. Mário Otávio Batalha (Org.) Rio de
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12

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KON, Anita. Economia de serviços: teoria e evolução no Brasil: inclui uma análise
sobre o impacto do setor de serviços no desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro
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13

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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Inovação em serviços e produtos de informação para a sustentabilidade das bibliotecas das Instituições Federais de Ensino Superior brasileiras: de Gutenberg às redes virtuais.</text>
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              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>Este estudo trata da inovação de produtos e serviços de informação como fator primordial para a sustentabilidade das bibliotecas universitárias como fontes de informação de qualidade. Os objetivos estabelecidos buscam conhecer a atual oferta de produtos e serviços de informação nessas unidades de informação, e identificar tendências futuras de inovação na área de serviços. Utilizou-se o método descritivo com abordagem qualitativa. A amostra contempla cinco Sistemas Integrados de Bibliotecas (SIBi) de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) sendo um de cada região federativa - (UFPA, UFBA, UnB, UFRJ e UFRGS) -, com o intuito de apresentar um panorama nacional. A seleção ocorreu por meio da análise de dois conceituados rankings internacionais de universidades: The Academic Ranking of World Universities e The Ranking Web of Universities. Foi aplicado o pré-teste na biblioteca da Universidade Federal de Alagoas. Realizaram-se entrevistas presenciais com os Gestores dos SIBi da amostra. Utilizou-se a técnica de análise do discurso do sujeito coletivo. Os resultados indicam a atual oferta de produtos e serviços de informação pelas bibliotecas da amostra. Além disso, foi possível identificar as ações que estão sendo desenvolvidas na área de serviços, e as tendências nessas bibliotecas. A conclusão aponta para a necessidade de inovação no âmbito dos serviços e produtos de informação para a sustentabilidade dessas bibliotecas.</text>
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