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                  <text>Qualidade na prestação de serviços em bibliotecas universitárias
brasileiras recém-criadas na região sul

Sabrina Vaz da Silva (FURG) - brina.biblio@gmail.com
Resumo:
Apresenta resultados da pesquisa realizada com bibliotecários da UNIPAMPA, UFFS e UNILA
a partir de questionário eletrônico com 29 questões que abordam 14 indicadores de qualidade
a serem considerados pelas bibliotecas segundo Vergueiro e Carvalho (2001). Demonstra, por
meio de gráficos, os pontos fortes e fracos destas Instituições referentes à prestação de
serviços.
Palavras-chave: Avaliação de bibliotecas. Gestão da qualidade. Prestação de serviços.
Biblioteca universitária.
Área temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade

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Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013
Qualidade na prestação de serviços em bibliotecas universitárias brasileiras
recém-criadas na região sul
Resumo:
Apresenta resultados da pesquisa realizada com bibliotecários da UNIPAMPA, UFFS
e UNILA a partir de questionário eletrônico com 29 questões que abordam 14
indicadores de qualidade a serem considerados pelas bibliotecas segundo Vergueiro
e Carvalho (2001). Demonstra, por meio de gráficos, os pontos fortes e fracos destas
Instituições referentes à prestação de serviços.
Palavras-chave: Avaliação de bibliotecas. Gestão da qualidade. Prestação de
serviços. Biblioteca universitária.
Área Temática: Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade.

1

INTRODUÇÃO
É notório o número crescente de universidades federais criadas no país a

partir do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (REUNI), instituído pelo Decreto nº 6.096, de 24 de abril de
2007. Este Programa tem por objetivo:
garantir as universidades as condições necessárias para a ampliação do
acesso e permanência na educação superior; assegurar a qualidade por
meio de inovações acadêmicas; promover a articulação entre os diferentes
níveis de ensino, integrando a graduação, a pós-graduação, a educação
básica e a educação profissional e tecnológica; e otimizar o aproveitamento
dos recursos humanos e da infraestrutura das instituições federais de
educação superior. (BRASIL, 2009, p. 3).

Diante da criação de tantas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES),
questionamos aos bibliotecários da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS),
da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e da Universidade Federal da
Integração Latino-Americana (UNILA) como estão lidando com a experiência de
montar suas bibliotecas e obter a gestão da qualidade delas. A pergunta que aqui se
faz é: bibliotecas universitárias recém-criadas estão valorizando a qualidade dos
serviços? Se a resposta for sim, por meio do que? Se for não, qual o motivo? Este
problema é exposto visando à satisfação do usuário. São estabelecidas estas
questões de acordo com o conjunto de indicadores de qualidade definidos em
pesquisa por Vergueiro e Carvalho (2001).

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2

AVALIAÇÃO DE BIBLIOTECAS
A avaliação de serviços é fundamental para todas as organizações. Para as

bibliotecas não seria diferente. Com a avaliação se pode ter conhecimento dos
pontos fortes e fracos da biblioteca, tendo mais proximidade para o alcance de
melhorias. Além disso, é o alicerce para a construção de um efetivo planejamento.
Segundo Almeida (2005),
avaliar é atribuir valor, julgar mérito e relevância e medir o grau de eficiência
e eficácia e o impacto causado pelas ações de determinada organização ou
pela implementação de políticas, programas e projetos de informação

Esta pesquisa objetiva a demonstração dos primeiros passos das bibliotecas
referente à qualidade na prestação de serviços e contribui também para uma futura
comparação das Instituições, de como foram os primeiros anos e como estarão após
futuras avaliações.
2.1 Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES
Criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004, o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (SINAES) tem como finalidade a avaliação das
instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes. Para isso, são
conjecturadas questões do ensino, da pesquisa, da extensão, da responsabilidade
social, do desempenho dos alunos, da gestão da instituição, do corpo docente, das
instalações, entre outros. O Sistema é composto por Avaliação Institucional, interna
e externa, Avaliação de cursos, e diversos meios de coleta de informações. Nesta
pesquisa o foco é na Avaliação Institucional, a qual tem maior perspectiva de
detalhes de uma biblioteca universitária.
2.1.1 Avaliação institucional
A Avaliação Institucional (AI), constituída pela Autoavaliação e pela Avaliação
Externa, está relacionada:
•
•

À melhoria da qualidade da educação superior;
À orientação da expansão de sua oferta;

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•
•

Ao aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade
acadêmica e social;
Ao aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sócias
das instituições de educação superior, por meio da valorização de sua
missão pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à
diferença e à diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade
institucional. (INEP, 2011)

2.1.1.1 Avaliação Institucional para credenciamento de instituição de
ensino superior
A Autoavaliação é coordenada e realizada pela Comissão Própria de
Avaliação (CPA), a qual segue as diretrizes definidas pela Comissão Nacional de
Avaliação da Educação Superior (CONAES). Tem como ferramenta o Instrumento
de Avaliação para Credenciamento de Instituição de Educação Superior, o qual
serve para dar

parâmetro sobre

as

condições

iniciais

exigidas

para o

credenciamento da instituição. Este instrumento visa três dimensões: Organização
institucional, Corpo social e Instalações físicas. Este engloba aspectos relacionados
com a biblioteca, que são:
a) Instalações para o acervo e funcionamento: instalações que incorporam
concepções arquitetônicas, tecnológicas e de acessibilidade específicas para
suas atividades, atendendo aos requisitos de: dimensão, limpeza, iluminação,
acústica,

ventilação,

segurança,

conservação,

conforto,

horários

de

atendimento e espaços para estudos individuais e em grupo.
b) Biblioteca: informatização: computadores, programas e aplicativos são de
tecnologia atual e em quantidades que atendam plenamente às demandas
previstas para a utilização do acervo, permitindo diferentes formas de
pesquisa, reserva de livros online, acesso via Internet.
c) Biblioteca: política de aquisição, expansão e atualização do acervo: Quando a
instituição apresenta um acervo dimensionado da demanda inicial prevista
para os cursos e apresenta uma política de aquisição, expansão e atualização
do acervo que atende plenamente ao disposto do Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI).
2.1.1.2 Avaliação institucional externa

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A Avaliação Externa é realizada por comissões designadas pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Tem como
referência de padrões de qualidade os instrumentos de avaliação e relatório de
autoavaliações. Sua principal ferramenta é o Instrumento de Avaliação Externa, o
qual visa 10 (dez) dimensões. Para este trabalho, o foco se concentrará na sétima
dimensão:
7. Infraestrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca,
recursos de informação e comunicação;
Com ambas as avaliações realizadas, conseguimos obter o grau de
organização, comprometimento e qualidade que as instituições estão instalando em
suas bibliotecas; o que gera grande influência na tomada de decisão sobre onde
querer estudar. Embora haja autores que discordem da metodologia utilizada pelo
Instituto, como se confirma no texto apresentado no Seminário Avaliação da
Biblioteca Universitária Brasileira (2009):
Evidenciou-se como problema de pesquisa o fato de que o Governo
Federal, através do Ministério da Educação e de seus órgãos específicos
para o tema avaliação, não dispunha – como ainda não dispõe – de
indicadores suficientes e adequados para avaliar a biblioteca universitária,
na condição de serviço imprescindível para apoiar os programas de ensino.
(LUBISCO e VIEIRA, 2009, p. 11)

2.2 Qualidade nas bibliotecas
Nas bibliotecas, os conceitos de “qualidade” se encaixam perfeitamente à
prestação dos serviços, pois as mesmas englobam um universo de personagens
físicos e humanos, os quais têm como objetivo a satisfação dos usuários. Segundo
Valls e Vergueiro (2006), a iniciativa à gestão da qualidade em bibliotecas deve
partir “dos próprios profissionais de informação que vislumbram uma oportunidade
para melhoria e avanço dos serviços prestados”. Além disso, segundo Leitão (2005):
O investimento na biblioteca – seja por meio de recursos materiais,
financeiros ou humanos para a manutenção ou ampliação de sua infraestrutura – dependerá de como a comunidade acadêmica for atendida e
perceber a qualidade dos serviços prestados. (LEITÃO, 2005, p. 27)

Ainda de acordo com a literatura da área, podem-se citar diversos modelos de
mensuração de qualidade dos serviços, tais como o Modelo de Excelência da
Fundação Europeia para a Gestão da Qualidade (EFQM) e o Modelo SERVQUAL,
os quais tem a finalidade de medir a satisfação dos clientes. A partir destes modelos,

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diversos autores da área se inspiram na modificação destes, readaptando para as
realidades de suas instituições, como, por exemplo, Vergueiro e Carvalho (2001)
que reúnem um conjunto de 16 indicadores de qualidade a serem considerados
pelas bibliotecas – indicadores retirados de artigos publicados no Information
Sciences Abstracts (ISA) entre os anos de 1996 e 1997, os quais englobam as
dimensões da qualidade citadas por Las Casas (1999).
2.3 Indicadores de qualidade
Para fins de conhecimento, são destacadas as definições dos indicadores
utilizados no sentido de que se pretende obter respostas pelo método de pesquisa
utilizado, conforme Vergueiro e Carvalho (2001).
a) Comunicação: como se dá para questões de localização do acervo,
transmissão de notícias e regulamentos, críticas e sugestões, contato com o
público;
b) Acesso/elementos tangíveis: localização e disponibilização dos materiais em
todos os tipos de suporte, tempo de reposição dos materiais, horário de
funcionamento, uso de computadores e salas de estudo em grupo e/ou
individual, disponibilização de serviços à sociedade;
c) Confiança: políticas de tomada de decisão e infraestrutura no atendimento;
d) Cortesia: bom atendimento, serviço de referência;
e) Efetividade/eficiência:

utilização

de

políticas,

localização

bibliográfica,

atendimento ao usuário, utilização de serviços;
f) Qualidade: das políticas adotadas, infraestrutura e equipamentos, acervo,
atendimento, o serviços de referência;
g) Resposta: localização e disponibilidade do acervo e serviço de referência;
h) Credibilidade: formalização de políticas e regimento;
i) Segurança: instrumentos utilizados para controle e segurança do ambiente;
j) Extensividade: relacionado a estrutura física, acesso ao acervo e utilização
dos serviços;
k) Garantia: dos resultados dos serviços de referência e do atendimento ao
público;
l) Satisfação do cliente: disponibilidade de salas de estudo em grupo e
individual, de equipamentos, o acesso ao acervo;

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m) Custo-benefício: verba interna garantida para manutenção física e de
materiais de consumo;
n) Tempo de resposta: tempo levado para empréstimo, consulta, localização do
material no acervo, recolocação dos materiais nas estantes.
3 AVALIAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UFFS, UNILA e UNIPAMPA
Criadas a partir de 2005, as três instituições da região Sul com as bibliotecas
foco deste trabalho, mesmo com algumas divergências, passam a ter uma melhor
estrutura a cada dia. Tais IFES, possuem características semelhantes: proporcionar
o ensino, a pesquisa e a extensão universitária a regiões onde não havia
possibilidade de educação superior pública, além de proporcionar integração
intermunicipal, interestadual e internacional às comunidades.
A UNIPAMPA tem a
responsabilidade de contribuir com a região em que se edifica - um extenso
território, com críticos problemas de desenvolvimento sócio-econômico,
inclusive de acesso à educação básica e à educação superior. (UNIPAMPA,
2011)

A UFFS tem como missão:
assegurar o acesso à educação superior como fator decisivo para o
desenvolvimento da região da fronteira sul, a qualificação profissional e a
inclusão social; desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão
buscando a interação e a integração das cidades e estados que compõem a
grande fronteira do Mercosul e seu entorno e promover o desenvolvimento
regional integrado. (UFFS, 2011)

A UNILA é caracterizada por ser uma universidade de caráter internacional
com metade dos alunos e professores brasileiros, e a outra metade, de estrangeiros.
Além disso, dispõe de vagas nos cursos para alunos brasileiros e alunos dos demais
países da América Latina e do Caribe. Tem como vocação,
a de contribuir para o desenvolvimento e a integração latino-americana, com
ênfase no Mercosul, por meio do conhecimento humanístico, científico e
tecnológico e da cooperação solidária entre as universidades, organismos
governamentais e internacionais. (UNILA, 2011)

Diante do exposto, pelo pouco, porém intenso, tempo de vida das
Universidades, supõe-se que houve muito trabalho para gerenciar as bibliotecas em
questão. Realizou-se a análise dos resultados obtidos identificando percursos a
serem realizados, problemas a serem solucionados e experiências a serem
adquiridas no âmbito da qualidade das bibliotecas.

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3.1 Tabulação e análise de dados
A partir deste subcapítulo apresentaremos os resultados obtidos na aplicação
do questionário eletrônico. Definimos a tabulação de dados em três divisões: pontos
fortes, pontos fracos e questões abertas.
3.1.1 Pontos fortes
Na administração estratégica, são denominados pontos fortes os recursos
internos disponibilizados pela Instituição. Conforme Daft (2010), "as forças são
características positivas internas que uma organização pode explorar para alcançar
suas metas de desempenho estratégico".
De acordo com o primeiro questionamento, as três bibliotecas estão com a
política de desenvolvimento de coleções determinadas. Embora apenas uma
contenha a definição da missão e dos objetivos da biblioteca.
O estabelecimento de missão e objetivos de uma biblioteca universitária é
referência fundamental tanto em âmbito superior quanto para seus funcionários. São
estes fatores que orientarão a razão da sua existência.
Abaixo, temos resultados que demonstram alto grau nos indicadores de:
comunicação, confiança, credibilidade e acesso/elementos tangíveis. Segundo a
pesquisa, as três bibliotecas universitárias federais contam com:
a) A aquisição de livros e periódicos conforme os Planos pedagógicos dos
cursos (facilitando a oferta de materiais com qualidade, visto que são
indicações de professores para utilização em sala de aula);
b) Sinalização para localização do acervo (facilitando a identificação do material
na estante);
c) Horário de funcionamento, em média, das 8h às 22h (atendendo a demanda
dos três turnos diários);
d) Tempo para reposição dos materiais nas estantes de 4h (favorecendo os
alunos dos três turnos em relação ao acesso organizacional);
e) Computadores com acesso à internet disponíveis para os usuários (uso e
disseminação da tecnologia);

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f) A sociedade em geral fazendo uso da biblioteca;
No que tange aos indicadores de comunicação, satisfação do cliente,
efetividade/eficiência, acesso/elementos tangíveis, ao menos duas bibliotecas
contam com:
g) Site; (ferramenta primordial para contato com os usuários e disponibilização
de notícias);
h) Treinamentos para uso à base de dados, ao sistema utilizado, aos serviços
disponibilizados, e outros;
i) Ambiente disponível para estudo em grupo e/ou individual.
3.1.2 Pontos fracos
São considerados pontos fracos a falta de recursos ou as atividades que não
são consideradas realizadas bem feitas. Daft (2010) ressalta que "as fraquezas são
características internas que podem inibir ou restringir o desempenho da
organização"
Os pontos fracos obtidos diante a pesquisa, na qual ao menos duas
bibliotecas não contam são:
a) Acesso para deficientes físicos;
b) Proximidade com a praça de alimentação;
c) Serviços de autoempréstimo e autodevolução;
d) Realização de estudos de usuários.
Não contendo máquinas automáticas para empréstimo e devolução, o que
desafogaria o setor de atendimento, são opções de renovação:
Gráfico 2 - Opções de renovação
Opções de renovação

Número de
bibliotecas

3
2
1
0

Fonte: A autora, 2012.

On-line
Telefone
E-m ail
Outro

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Quanto ao estudo de usuários, se a atividade fosse vista como uma rotina se
poderia ter conhecimento do motivo de que nem todos os alunos das instituições são
usuários cadastrados nas bibliotecas, conforme gráfico abaixo:
Gráfico 3 - Número de alunos e de usuários

Fonte: A autora, 2012.

Considerando que cada universidade possui número diversificado de campus
e, portanto, de bibliotecas, distribuem-se o número de funcionários (atendentes e
bibliotecários) da seguinte forma:
Gráfico 4 - Número de atendentes e bibliotecários

Fonte: A autora, 2012.

A quantidade de funcionários deve ser sempre correspondente ao número de
serviços prestados, afim de que haja, no mínimo, serviços básicos de atendimento.
Dessa forma, conforme Ramos (1999) “sugere-se que o recrutamento e seleção do
pessoal esteja bem definido com relação às atribuições a serem exercidas, como
também que o treinamento em serviço seja adotado como uma prática rotineira”.

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Para que ocorra a melhor seleção de pessoal, podemos utilizar a gestão por
competências, a qual está intimamente relacionada ao grau de entrega do
funcionário. Segundo Dutra,
Embora tenhamos sido educados para olhar as pessoas pelo o que fazem
(e é desta forma que os sistemas tradicionais as encaram), intuitivamente
valorizamos as pessoas por seus atos e realizações, não pela descrição
formal de suas funções ou atividades [...] Ao olharmos as pessoas por suas
capacidade de entrega, temos uma perspectiva mais adequada (porque
mais individualizada) para avaliá-las, para orientar o desenvolvimento delas
e para estabelecer recompensas. (DUTRA, 2001, p. 28).

Em relação à divulgação de normas e notícias, contato com usuários, é
comum nas três bibliotecas serem utilizadas as seguintes ferramentas:
Gráfico 5 - Divulgação de serviços
Divulgação de serviços e contato com usuários
3
2
1
0

Políticas e regimento
Redes de relacionamento

Notícias
Murais

Biblioteca e usuário
Site

E-mail

Outros

Fonte: A autora, 2012.

É por meio da internet que ocorre a forma de contato entre biblioteca e
usuários. Por meio desta constatação, devemos considerar uma boa assistência dos
setores de tecnologia da informação para poder contemplar os usuários na devida
forma que merecem. Um fato que chama atenção é a necessidade de a biblioteca
dever possuir uma página de internet (site) específica para suas atividades, na qual
as informações poderão ser organizadas com melhor qualidade. Sugere-se que este
tema seja abordado durante o estudo dos usuários, visando à usabilidade e à
intuição diante da arquitetura da informação fornecida.
Questionou-se sobre a disponibilização e/ou acesso de ferramentas
essenciais para os usuários, e chegou-se ao seguinte resultado:

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Gráfico 6 - Ferramentas disponibilizadas
Ferramentas disponibilizadas nas bibliotecas
Mapas
Portal da Cape s
E-books
Bases de dados
Livros
Cds, Dvds
0

1

2

3

Periódicos

Fonte: A autora, 2012.

Neste sentido, os gestores das bibliotecas responderam sobre a verba anual
destinada para compra de materiais bibliográficos, indicador custo-benefício:
Gráfico 7 - Orçamento
Verba anual (em R$)
3

2
UNILA
UFFS
UNIPAMPA
1

0
Acima de 500 mil

1 milhão

2 milhões

Fonte: A autora, 2012.

Percebe-se grande diferença entre os valores. Considerando que estão nos
primeiros anos de vida, uma forte base bibliográfica é necessária para atender aos
cursos ofertados. Apesar de ter sido considerado o número de campi já expostos e
consequentemente o número de bibliotecas.
3.1.3 Questões abertas
Realizaram-se três questões nas quais os gestores tiveram espaço livre para

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opinar sobre suas situações. Na primeira questão, perguntou-se sobre o maior
problema enfrentado na implantação. A resposta obtida por unanimidade é
relacionada à falta de recursos humanos.
Na segunda questão, em relação ao maior problema enfrentado até o
momento, mencionaram, também, a falta de recursos humanos. Além disso, citou-se
a demora na entrega dos livros por parte dos fornecedores e a falta de conhecimento
geral sobre o funcionamento de uma Universidade Federal e sua legislação
referente a licitações, processos de compra e patrimoniamento de acervo.
A falta de pessoal influencia negativamente, principalmente por ter sido
problema na implantação das universidades e permanecer sendo com o andamento
das atividades. Segundo Higham (apud LEITÃO, 2005):
o caráter e eficiência da universidade podem ser medidos no tratamento
dado ao seu órgão central – a biblioteca. Nós consideramos que toda a
provisão e manutenção da biblioteca devam ser prioritárias (HIGHAM
apud LEITÃO, 2005, p. 27).

A biblioteca, um setor tão importante de uma universidade, que atende
exclusivamente ao público, não deveria ter problemas com falta de servidores
técnico-administrativos. Ela que engloba o ensino, a pesquisa e a extensão, existe
para fornecer conhecimento a todos os seus usuários, principalmente os alunos, os
quais ajudam na consolidação da própria universidade.
Na terceira questão, em relação ao que há contentamento, obtivemos
respostas para:
a) Equipamentos disponíveis; Atendimento; Serviço de referência; Qualidade do
acervo e Infraestrutura.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme o estudo realizado acerca da qualidade em serviços, podemos
considerar, embasando-se no resultado da análise dos dados obtidos pela aplicação
do questionário, que as bibliotecas das três Instituições possuem ferramentas
necessárias para enfrentar os obstáculos impostos por diversos fatores. Mediante o
estudo, pode-se observar como as bibliotecas de instituições de ensino federais
recém-criadas na região sul estão em relação à prestação de serviços à sociedade.
Cabe ressaltar que a partir dos pontos fracos (acesso para deficientes físicos,
localização próxima à praça de alimentação, utilização de máquinas de

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autoatendimento e o estudo de usuários) obtidos mediante a pesquisa, se tem a
oportunidade de melhorar os serviços prestados pelas bibliotecas. Os pontos fortes,
no que diz respeito às questões relacionadas à aquisição, à sinalização, aos
horários de atendimento e de reposição dos materiais, à disponibilização da internet,
ao atendimento à sociedade em geral, à disponibilização das informações em sites
próprios, ao treinamento ofertado aos usuários e à disponibilidade para estes de
terem acesso a estudo individual e/ou em grupo são coerentes com o contentamento
dito pelos responsáveis das bibliotecas.
Neste contexto, Ramos (1999) conclui que para atingir de fato suas
finalidades e responder às reais necessidades de sua clientela, a biblioteca precisa
estar preparada administrativa e tecnicamente, ter sua missão, propósitos e
objetivos bem definidos, dispor de um bom acervo bibliográfico, ampliado pela
possibilidade de acesso remoto na obtenção da informação, contar com o pessoal
capacitado e em número suficiente, dispor de equipamentos e materiais necessários,
bem como oferecer serviços e produtos com qualidade. É neste pensamento que as
sequências das atividades das bibliotecas devem seguir: todos os setores
envolvidos engajados para garantir o bom funcionamento do seu ambiente de
trabalho disposto de qualidade a oferecer para todos.
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&lt;http://download.inep.gov.br/download/superior/condicoesdeensino/2010/instrument
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LEITÃO, Bárbara Júlia Menezello. Avaliação qualitativa e quantitativa numa
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LUBISCO, Nídia M. L.; VIEIRA, Sônia Chagas (Orgs.). Biblioteca universitária
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UNIVERSITÁRIAS, 12, 2000, Florianópolis. Anais eletrônicos... Florianópolis:
UFSC, 2000. Disponível em: &lt;sbnu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t024.doc&gt;. Acesso
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RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo (Org.) Tecnologia e novas formas de gestão
em bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999.
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Acesso em: 13 out. 2011.
VALLS, Valéria Martins ; VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. A gestão da
qualidade em serviços de informação no Brasil: uma nova revisão de literatura, de
1997 a 2006. Perspectivas em ciências da Informação, Belo Horizonte, v. 11, n. 1,
jan,/abr. 2006.
VERGUEIRO, Waldomiro; CARVALHO, Telma. Definição de indicadores de
qualidade: a visão dos administradores e clientes de bibliotecas universitárias.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 6, n. 1, jan./jun. 2001.
VERGUEIRO, Waldomiro; CARVALHO, Telma. Indicadores de qualidade em
bibliotecas universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. Disponível em:
&lt;http://dici.ibict.br/archive/00000825/01/T174.pdf&gt;. Acesso em: 27 jun. 2011.

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação –
Florianópolis, SC, Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

ANEXO A – Questionário “Qualidade na prestação de serviços”

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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Qualidade na prestação de serviços em bibliotecas universitárias brasileiras recém-criadas na região sul</text>
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              <text>Sabrina Vaz da Silva</text>
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          <name>Coverage</name>
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            <elementText elementTextId="30303">
              <text>Temática III: Bibliotecas, serviços de informação &amp; sustentabilidade - Trabalho científico</text>
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              <text>Apresenta resultados da pesquisa realizada com bibliotecários da UNIPAMPA, UFFS e UNILA a partir de questionário eletrônico com 29 questões que abordam 14 indicadores de qualidade a serem considerados pelas bibliotecas segundo Vergueiro e Carvalho (2001). Demonstra, por meio de gráficos, os pontos fortes e fracos destas Instituições referentes à prestação de serviços.</text>
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