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                  <text>Historicizando o Memoria - Repositório Institucional do IFRN
Vanessa Oliveira de Macêdo Cavalcanti (IFRN) - vanessa.cavalcanti@ifrn.edu.br
Bruna Lais Campos do Nascimento (IFRN) - bruna.campos@ifrn.edu.br
Anyelle da Silva Palhares (IFRN) - anyelle.palhares@ifrn.edu.br
Resumo:
O presente trabalho relata a experiência de desenvolvimento e implementação repositório
institucional do IFRN, apresenta as ações que foram e estão sendo desenvolvidas, bem como
os desafios enfrentados. Descreve ainda as etapas de planejamento, implantação e
funcionamento do Memoria. Utilizou-se como metodologia a pesquisa exploratória, descritiva,
bibliográfica e o estudo de caso. Considerando toda a trajetória percorrida percebe-se que
inúmeros esforços vêm sendo empreendidos e o objetivo de tornar disponível a produção
intelectual do IFRN vem sendo alcançado com êxito.
Palavras-chave: Memoria - Repositório institucional. IFRN. Gestão
institucional. Movimento do Acesso Aberto. Via dourada.

de

repositório

Eixo temático: Eixo 11: IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede
Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

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Historicizando o Memoria - Repositório Institucional do IFRN
Resumo: O presente trabalho relata a experiência de desenvolvimento e
implementação repositório institucional do IFRN, apresenta as ações que foram e estão
sendo desenvolvidas, bem como os desafios enfrentados. Descreve ainda as etapas de
planejamento, implantação e funcionamento do Memoria. Utilizou-se como
metodologia a pesquisa exploratória, descritiva, bibliográfica e o estudo de caso.
Considerando toda a trajetória percorrida percebe-se que inúmeros esforços vêm sendo
empreendidos e o objetivo de tornar disponível a produção intelectual do IFRN vem
sendo alcançado com êxito.
Palavras-chave: Memoria - Repositório institucional. IFRN. Gestão de repositório
institucional. Movimento do Acesso Aberto. Via dourada.
Introdução
O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) tem revolucionado
o sistema de comunicação científica, bem como a forma de disponibilização da
informação. Neste contexto, o Movimento do Acesso Aberto surge com a finalidade de
tornar acessível a produção científica e um dos mecanismos utilizados é o uso dos
repositórios digitais.
Buscando democratizar o acesso à produção intelectual produzida pelo Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) foi que
iniciou-se o planejamento para a implantação de um Repositório Institucional (RI) na
Instituição. Desta forma, o presente trabalho objetiva relatar este processo no IFRN,
apresentando e descrevendo as etapas perpassadas.
Para classificar os procedimentos metodológicos utilizou-se a categorização;
proposta por Vergara (2013). Sendo assim, quanto aos fins, a pesquisa é de cunho
exploratório e descritivo por apresentar e relatar os procedimentos que foram
necessários para a efetiva implantação do RI. Quanto aos meios, a pesquisa é cunho
bibliográfico, pois realizou-se uma revisão de literatura, a qual buscou aporte teórico na
produção científica para fundamentar a pesquisa. Outra classificação adotada é o estudo
de caso, pois realizou-se uma análise detalhada de determinado procedimento na
instituição, neste caso o IFRN.
Relato da experiência
No âmbito dos Institutos Federais (IFs), o IFRN foi pioneiro no processo de
desenvolvimento e implantação de um RI. Buscando ampliar o acesso e dar visibilidade
a produção acadêmica e científica produzida pela Instituição foi que, em 2013,
iniciaram-se as discussões sobre o Movimento do Acesso Aberto, a partir do
desenvolvimento de projetos de pesquisa submetidos a editais da Pró-Reitoria de
Pesquisa e Inovação (PROPI). Neste ano 1, o primeiro projeto intitulado “Comunicação
científica: acesso livre as produções acadêmicas do IFRN através da criação e
desenvolvimento do seu repositório institucional”, coordenado por uma bibliotecária,
que teve como motivação a percepção do cenário da Instituição com o surgimento de
1

Neste ano, em 2013, o projeto foi desenvolvido no Campus João Câmara do IFRN por ser na época a lotação da
servidora.

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cursos de pós-graduação, grupos de pesquisa, publicações da editora e convênios com
instituições, nacionais e internacionais, para formação de seus servidores e comunidade
externa, em nível de especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado. O que
apontava, em poucos anos, um grande volume de informações científicas geradas pela
instituição.
Outra questão considerada foi um ofício encaminhado ao coordenador do
Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional (PPGEP), ainda em 2013, pelo
Ministério da Educação (MEC) através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP), comunicando ao IFRN a seguinte orientação,
conforme Brasil (2013): “1. Suspender o envio ao Cibec de teses e dissertações impressas,
e, 2. Informar, [...], o(s) link(s) de acesso ao ambiente virtual onde as teses e dissertações
do programa estão publicadas”.
Diante desta recomendação e da inexistência de um suporte para o
armazenamento das produções científicas, foi que, além do sentimento de preocupação
sobre a preservação, registro e disseminação das produções científicas geradas pela
Instituição, visualizava-se a necessidade da criação do RI. Assim, foram traçadas
estratégias dos membros do projeto de pesquisa, como: a participação na 3ª Conferência
Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto (ConfOA), em São Paulo, Brasil, o levantamento de
quantitativo de publicações dos docentes do campus de onde o projeto estava vinculado,
além de revisão bibliográfica sobre a temática.
No ano seguinte, 2014, outro projeto de pesquisa teve início coordenado por
professor da área de informática, sendo que a partir deste projeto foi que ocorreu a união
de esforços de profissionais da Tecnologia da Informação (TI), Marketing e da Ciência da
Informação, para que de fato acontecesse a implementação de um repositório no IFRN2.
Em 23 de março de 2015 o texto que tratava sobre a Política Institucional de
Informação Técnico-Científica é aprovado no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão
(CONSEPEX) do IFRN e encaminhado para o Conselho Superior (CONSUP). Em 12 de
junho do mesmo ano, por meio da Resolução n. 15, o RI é institucionalizando e
ocorrendo, em setembro do mesmo, a designação dos membros que iriam compor a
Comissão de implantação, com as representações da Pró-Reitoria de Pesquisa e
Inovação, Diretoria de Gestão e Tecnologia da Informação (DIGTI), Sistema Integrado
de Bibliotecas (SIBi) e Comunicação Social e Eventos, por meio da Portaria n. 1.438Reitoria/IFRN.
Nesta fase foi iniciado o processo de escolha do software para uso, que no caso
foi o Dspace (interface XMLUI), o qual caracteriza-se como um software livre, de código
aberto (open source) e é um dos mais utilizados em instituições nacionais e
internacionais para a gestão de repositórios. Preparou-se toda a infraestrutura
tecnológica necessária, configuração do servidor, desenvolvimento do software,
interface, customização e instalação de todos os programas para que se pudesse dar
continuidade às atividades. Após a conclusão de tais etapas conseguiu-se disponibilizar a
primeira versão à comunidade. Vale salientar que neste momento o repositório
chamava-se ReposIFRN, conforme pode-se ver na Figura 1.

2

Neste ano, em 2014, o projeto estava vinculado ao campus de Currais Novos. Para conhecer detalhes das etapas
técnicas de desenvolvimento recomendamos a leitura da produção de conclusão de curso dos alunos-bolsistas
participantes do projeto de pesquisa. Disponível em: &lt;https://memoria.ifrn.edu.br/handle/1044/712&gt;.

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Figura 1 – Primeira versão do RI

Fonte: Marques e Dantas (2015).

Alguns meses depois foi realizado um treinamento por videoconferência com o
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) 3 para tratar das
demandas técnicas de desenvolvimento do RI. Outro estudo foi realizado pela equipe
para questões de usabilidade da plataforma, pois segundo Marques e Dantas (2015) a
interface utilizada carecia de elementos funcionais e estéticos que comprometiam a
navegabilidade e a encontrabilidade da informação. Após a conclusão deste estudo tevese como resultado a remodelação da interface, a qual está sendo utilizada atualmente.
Além desta nova interface, na oportunidade também ocorreu a mudança de
nome do RI e a criação de sua marca pela equipe envolvida no projeto de pesquisa. A
escolha surge pela reflexão em Chauí (2005, p. 138) que nos coloca que
[...] a palavra memoria origina-se do latim e denota significado de
conservação de uma lembrança. Trata-se de um termo presente e
utilizado por várias ciências sendo absorvida pelas novas correntes
historiográficas (CHAUÍ, 2005, p. 138).

Assim, considerou-se o nome Memoria para o RI do IFRN. Vinculada a esta
ideia trazida pela autora, na opção pela marca, utilizou-se do entendimento da
construção de uma caixa de conhecimento que se abre para o mundo. Considerando o
pensamento do movimento de acesso aberto, onde o conhecimento é de todos e para
todos.

3

Além deste treinamento, outros momentos de troca de informações ocorreram com os profissionais do IBICT.
Aproveitamos para agradecer cada informação compartilhada que contribuiu significativamente para o
desenvolvimento do RI.

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Figura 2 – Nova interface do Repositório Institucional do IFRN.

Fonte: Autoria própria (2017)

Durante o seu desenvolvimento, a equipe envolvida apresentou alguns relatos
em diferentes eventos acadêmicos e científicos das experiências vivenciadas. Iniciando a
partir do ano de 2015 com dois trabalhos em pôster apresentados no III Fórum Mundial
de Educação Profissional e Tecnológica, na cidade Olinda/Pernambuco, Brasil, os quais
tratavam dos relatos dos projetos de pesquisa4.
Em 2015, ocorreram participações, como: no X Congresso Norte Nordeste de
Pesquisa e Inovação (Connepi), com o trabalho apresentado na modalidade pôster e pela
sua relevância recebeu a premiação com o 2º lugar na área de Ciências Sociais Aplicadas;
na 6ª ConfOA, com a apresentação da produção “Repositório institucional do IFRN:
experiências e desafios” e o lançamento oficial do RI, no XI Congresso de Iniciação
científica (Congic) do IFRN. Vale salientar ainda que neste ano o Memoria também
passou a integrar o Ranking web of repositories.
Em 2016, formou-se o Grupo Gestor do Memoria pela Portaria n. 1.109Reitoria/IFRN, de 24 de junho de 2016, composto por representantes da PROPI, do
SIBi, da DIGTI, Coordenação de Pesquisa e Inovação, docente e da Comunicação Social e
Eventos. Ainda neste ano, mais uma produção científica foi apresentada na 7ª ConfOA,
realizada na cidade de Viseu/Portugal, intitulada “Visibilidade da informação acadêmica
e científica em repositórios institucionais: o caso do Memoria do IFRN através das
mídias sociais".
Foram desenvolvidas várias ações e estratégias de marketing para dar mais
visibilidade ao RI, tanto em um contexto local quanto externo, dentre elas pode-se citar
o uso das mídias sociais, elaboração de lâminas e marcadores de textos para distribuição,
bem como a instalação de standers, totens e realização de palestras para divulgação do
RI em eventos internos, tais como: Lançamento de livros da Editora do IFRN, Semana
de Ciência, Tecnologia e Extensão do IFRN (Secitex) e Encontro dos Coordenadores de
Cursos e de Bibliotecários do IFRN.
Além disso, ocorreram participações dos membros do Grupo Gestor e da equipe
técnica em eventos nacionais e internacionais para divulgação do material produzido,
dentre eles pode-se citar: o XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
4

Os trabalhos apresentados foram: “Comunicação Científica: acesso livre das produções acadêmicas do IFRN
através da criação e desenvolvimento do seu repositório institucional” e o outro “Implementação do repositório
institucional do IFRN”.

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(SNBU), Encontro Nacional de Dirigentes de Pessoal e Recursos Humanos das
Instituições Federais de Ensino (ENDP) e o I Fórum Nacional de Repositórios Digitais.
Além destes esforços citados, Grupo Gestor vem realizando reuniões sistemáticas
e desenvolvendo várias outras ações que estão em andamento, dentre elas é importante
ressaltar: a aprovação do Regimento Interno do Memoria; a atualização da Política
Institucional de Informação Técnico-Científica do IFRN e da Portaria do Grupo Gestor;
a criação da identidade visual do Memoria e seu manual; realização de treinamento com
os bibliotecários da Instituição; elaboração dos padrões de metadados; e tutoriais de
submissão e elaboração do fluxo de deposito de TCCs no RI.
Considerações Finais
Considerando o novo cenário mundial e os esforços que estão sendo
empreendidos pela Instituição, percebe-se que o objetivo de tornar disponível sua
produção acadêmica e científica, expandir seu acesso e ampliar sua visibilidade vem
sendo alcançado com êxito.
Ainda assim inúmeras ações precisam ser desenvolvidas, dentre elas é importante
citar algumas projeções futuras: elaboração da política institucional de acesso aberto;
consolidação e ampliação da equipe técnica; definição de novas estratégias de
povoamento do RI; realização de novos testes de usabilidade; elaboração da política de
preservação digital; e desenvolvimento de pesquisas direcionadas a indicadores de
desempenho e estudos métricos.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Substituição da acumulação de teses e
dissertações em papel pela interface digital. Brasília: INEP, 2013. Ofício nº
33/2013 enviado ao coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação
Profissional do IFRN.
CHAUÍ, Marilene. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática. 2005.
MARQUES, Gabriel Martins; DANTAS, Rafael Garcia. Implementação do
repositório institucional do IFRN. Currais Novos, 2015. Disponível em:
&lt;https://memoria.ifrn.edu.br/handle/1044/712?show=full&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em
Administração. 14. ed. São Paulo: Atlas, 2013.

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