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                  <text>LEITURA NO CÁRCERE: CAMINHO PARA A LIBERDADE
Neli Miotto (Banco de Livros) - neli.miotto@bancossociais.org.br
Resumo:
Aborda a importância dos espaços de leitura montados pelo Banco de Livros da Fundação
Gaúcha dos Bancos Sociais dentro das unidades prisionais do Estado através de Termo de
Parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, na elevação
das notas do ENEM Prisional nas áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação.
Apresenta como referencial teórico a importância da humanização dos espaços carcerários
tendo a literatura e a leitura como aliados no processo de ressocialização dos apenados.
Destaca ainda a legislação que estabelece a obrigatoriedade de bibliotecas nos espaços
prisionais, assim como ações de assistência e educação para a recuperação dos indivíduos
privados de liberdade. Apresenta projetos de cultura desenvolvidos dentro das unidades
prisionais, realizados principalmente por ONGs e pessoas da sociedade civil. Informa dados
referentes a população carcerária Mundial, Brasileira e Gaúcha. Utiliza como objeto da
pesquisa os dados veiculados pelo site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para verificar o aumento ou não das notas de Linguagens
e Redação das Penitenciária Estadual de Montenegro denominada "Agente Penitenciário Jair
Fiorin” e do Presídio Estadual de Soledade nos anos de 2013, 2014 e 2015. Constata através
dos dados analisados das unidades prisionais de Montenegro e Soledade um aumento
significativo das médias do ENEM para Pessoas Privadas de Liberdade
Palavras-chave: Ressocialização de apenados. Literatura. Leitura. Espaços de Leitura.
Humanização dos espaços prisionais. ENEM para Pessoas Privadas de
Liberdade.
Eixo temático: Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Eixo 1:
AS BIBLIOTECAS APOIAM TODOS OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL.
• Promover a alfabetização universal, incluindo a alfabetização e as habilidades
digitais, midiáticas e informacionais com o apoio de equipe especializada.

Objetivo 1: ACABAR COM A POBREZA EM TODAS AS SUAS FORMAS, EM
TODOS OS LUGARES.

1 INTRODUÇÃO
A sociedade moderna entende as unidades prisionais, como locais que
abrigam os que não se adequam aos padrões de convivência estabelecidos, os que
infringem a lei e por isso merecem ser punidos com a perda do direito à liberdade.
No entanto, as prisões deveriam ser vistas como centros de ressocialização,
para onde são encaminhados os indivíduos que cometeram delitos perante a lei, e
onde deveriam “reaprender” a viver em sociedade, encontrando nesses locais,
suporte, assistência e meios para retornar ao convívio da família e da comunidade,
com uma nova perspectiva de vida. Atualmente, o que se vê é a superlotação, falta
de pessoal para atendimento, ausência de atividades de trabalho e educativas,
transformando as prisões em verdadeiras masmorras medievais. Poucas prisões que
conseguem articular ações efetivas buscando ressocializar os apenados.
Segundo dados estatísticos obtidos no site da Secretaria de Segurança
Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Susepe)1, o número de presos tem
aumentado dia após dia, e o mais complicado, é que as ações realizadas pelo estado
não atacam a causa do problema ou promovem a prevenção. Assim, a quantidade de
ações desenvolvidas, pouco ou quase nenhum resultado positivo tem alcançado,
mesmo com inúmeros esforços da iniciativa pública e privada.

2 ONDE E QUEM SÃO OS USUÁRIOS DOS ESPAÇOS DE LEITURA?

Os dados sobre a importância dos espaços de leitura no ENEM Prisional, tem
como amostra as notas obtivas pelos apenados nos presídios de Montenegro e

1

Susepe. http://www.susepe.rs.gov.br.

�Soledade. A Penitenciária Estadual de Montenegro abriga 1.383 presos e 52 presas.
O Presídio Estadual de Soledade abriga 254 presos e 50 presas.
Os dados foram coletados no site do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)2 e informados pelos técnicos
pedagogos das duas unidades prisionais, são notas dos apenados que realizaram o
ENEM PPL nos anos de 2013, 2014 e 2015 para verificar a importância dos espaços
de leitura no aumento da média do ENEM Prisional na área de Linguagens, Códigos
e Tecnologia e Redação.

2.1 Bibliotecas prisionais e leitura: asas para a liberdade
Nas unidades prisionais do Rio Grande do Sul foi em 2012, por meio do projeto
Passaporte para o Futuro do Banco de Livros, que se iniciou a montagem de espaços
de leitura para as pessoas privadas de liberdade. O Banco de Livros tem como missão
dar acesso à leitura e a informação, implementando espaços de leitura nas prisões.
Já foram montados em 97 das 104 unidades prisionais. São espaços humanizados
com o objetivo de assegurar a todos os indivíduos reclusos ou não, o acesso à
informação e a literatura, visando o pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo
para o exercício da cidadania.
As atividades organizadas pelo Banco de Livros com os técnicos das unidades
propõem incentivar e estimular a leitura entre os apenados e familiares. Realizadas
quinzenalmente, as atividades acontecem nos espaços multiuso dentro dos
pavilhões/galerias, com grupos de até 10 pessoas e com duração entre 1 e 2 horas.
São ofertados livros de diferentes gêneros literários para que cada preso possa
escolher o que quer ler para o grupo. Após a leitura, o técnico conduz as discussões
e debates sobre os textos e seus conteúdos. Ao final da atividade são colhidas
sugestões de livros e autores para serem discutidos no próximo encontro. Isso
possibilita ao apenado a leitura prévia dos materiais sugeridos, que podem ser
encontrados no acervo do espaço de leitura.

2.2 O ENEM para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL)

2

http://www.inep.gov.br/

�Segundo dados veiculados no site do Infopen, (Instituto Nacional de
Informações Penitenciárias), o Brasil possui uma população carcerária de
645.541presos em 2.766 estabelecimentos prisionais, do ano de 2000 até 2014 a
população carcerária no Brasil triplicou.
No Rio Grande do Sul, os dados apresentados no site da Secretaria de
Segurança Pública dão conta de uma população carcerária com cerca de 34.600
pessoas, sendo que 32.743 do gênero masculino e 1.947 do gênero feminino.
O número de inscritos no ENEM PLL no Rio Grande do Sul em 2013 foram
1.624 de 71 estabelecimentos prisionais. Em 2014, o número de apenados somam
1.590 inscritos de 64 unidades. No ano de 2015, foram 2.155 de 74 unidades e no ano
de 2016 foram 2.559 inscritos de 74 unidades prisionais.

3 ESPAÇOS DE LEITURA &amp; ENEM: leitura que liberta
O quadro abaixo apresenta o número de inscritos e número de avaliações
zeradas. Na área de Linguagens, Códigos e Tecnologias observa-se um número baixo
de avaliações anuladas; na Redação em 2013, quase metade das provas foram
entregues em branco/anuladas. Em 2013 e 2014 quase 40% da amostra não
realizaram a prova ou a entregaram em branco.
Números da amostra - Redações e linguagens entregues em zeradas ou anuladas
Ausentes/nulos

2013

2014

2015

Soledade

16

7

11

Linguagens

0

0

0

Redação

7

3

0

Montenegro

-

11

11

Linguagens

-

2

0

Redação

-

2

1

Autora (2016).

Dados publicados pelo Ministério da Educação, em relação à média nacional
do ENEM na área de Linguagens, Códigos e Tecnologia, verifica-se uma diminuição
do distanciamento entre as médias dos candidatos livres e as médias dos apenados.
As datas coincidem exatamente com a implantação dos espaços de leitura das
unidades e a capacitação dos agentes penitenciários e técnicos das referidas casas.

�Média Nacional e ENEM Prisional na área de Linguagens, Códigos e Tecnologias
Média - Linguagens

2013

2014

2015

Média Nacional

502,5

507,9

504,3

Soledade

416,23

361,7

468,5

Montenegro

0

446

490,4

Autora (2016)

Média Nacional e ENEM Prisional na Redação
Média - Redação

2013

2014

2015

Média Nacional

529

491

543

Soledade

208,75

197,1

489

Montenegro

0

510,0

549,0

Autora (2016)

Na unidade de Montenegro, tanto em 2014 quanto em 2015 a média de prova
de Redação superou a média do ENEM nacional. Se mantiver os mesmos índices no
aumento das notas, muito em breve o ENEM Prisional terá as mesmas médias na
área de Linguagens e Redação do ENEM nacional. As médias da Redação na
Penitenciária Modulada de Montenegro em 2014 e 2015 ficaram acima da média
nacional.
Dos apenados inscritos nas unidades e anos citados, quatro realizaram o
ENEM Prisional em duas edições. Dois de Soledade e dois de Montenegro e
obtiveram as notas abaixo.
Apenados que realizaram o ENEM em duas edições - Montenegro e Soledade
600
500
400
300
200
100
0

473,5
427,3

488,3
384,5

500
522,7

2ª ed. Linguagens
0

Apenado 1

Apenado 2

1ª ed. Linguagens

Apenado 3

0
Apenado 4

Autora (2016)

Dos apenados que realizaram o ENEM Prisional em duas edições observa-se
um aumento significativo das notas na área de Linguagens nos primeiros.

�Notas obtidas na Redação nas duas edições respectivamente.
1000
500

760800

440
280
0

0

580

380
0

apenadoapenado
1
2
apenado
3apenado 4
1ª ed. Redação
2ª ed. Redação

Autora (2016)

Nas notas de Redação observa-se um aumento significativo na segunda
edição praticamente em todos os apenados. Mais uma vez fica clara a importância
das oficinas de leitura e escrita desenvolvidas dentro dos espaços de leitura como
forma de preparar os apenados para as avaliações do ENEM prisional.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com as inúmeras rebeliões, chacinas e crimes nas unidades prisionais, existe
a necessidade eminente de tornar o ambiente mais digno e com mais opções ao preso
que busca efetivamente a ressocialização e reinserção na sociedade.
Com a análise dos dados fica evidente a importância da leitura nas prisões e
suas consequências positivas nas notas do ENEM PLL. O apenado que não interpreta
o enunciado ou texto não tem muita chance de acertar a alternativa correta ou
escrever um bom argumento para embasar a redação no tema proposto.
A formação de grupos de teatro, rodas de leitura, oficinas de produções de
textos, de artesanato, grupos de capoeira, de pinturas e grafite, fazem uma enorme
diferença nos ambientes de confinamento, tanto na apresentação e conservação da
estrutura física, quanto no clima de convívio. Sugere-se ainda, a contratação de um
Bibliotecário, pois ninguém melhor do que este profissional para mapear, orientar,
elucidar, conduzir, realizar oficinas e viabilizar novas oportunidades de produção e
leitura dentro das unidades prisionais, para quem busca efetivamente traçar novos
rumos para seu futuro.
REFERÊNCIAS
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Segurança Pública. Secretaria de Serviços
Penitenciários. Disponível em: http://www.susepe.rs.gov.br. Acesso em 20 nov. 2016.

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Documentação&#13;
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