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                  <text>ALUNO, QUAL SUA FONTE DE INFORMAÇÃO PARA ESTUDO?
Cassia Cordeiro Furtado (UFMA) - cassia.furtado@ufma.br
Edilson Thialison Reis (UFMA) - edilson.sreis@gmail.com
Anne Ramayhara Mendes Gomes (UFMA) - gomesramayhara@gmail.com
Silvestre Matos Carvalho (ufma) - silvercarvalho@hotmail.com
Resumo:
Com o aumento da disponibilização e o aprimoramento da tecnologia, o acesso da
informação por meio digital tornou-se habitual. E com esse avanço a utilização dos
dispositivos móveis faz progressivamente parte da vida das pessoas que a utilizam
como forma lúdica, de aprendizado ou apenas para satisfazer suas necessidades e
desejos informacionais. Com esse intuito a pesquisa se propôs a identificar a
utilização dos dispositivos móveis pelos alunos do Ensino Fundamental de uma
escola Municipal de São Luís/MA, com o objetivo de conhecer os conteúdos
acedidos e partilhados e seu uso como recurso lúdico e/ou para aprendizado. A
pesquisa possui características qualitativa e quantitativa, mesclada à pesquisa
bibliográfica e de campo. Os primeiros resultados encontrados nesta etapa
identificaram que o smartphone é o gadget de maior destaque no panorama
educacional atual. Dessa forma, recomenda-se que a biblioteca escolar use o mobile
learning, como um caminho alternativo para aquisição de informação, em conjunto
com o acervo tradicional, seus serviços e atividades, sob o risco de ser renegada em
favor de outras fontes.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Dispositivo móvel. Mobile learning. Introdução
Eixo temático: Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.

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�XXVII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Resumo
Com o aumento da disponibilização e o aprimoramento das tecnologias, o
acesso da informação por meio digital tornou-se habitual. E, com esse avanço
a utilização dos dispositivos móveis faz progressivamente parte da vida das
pessoas que a utilizam como forma lúdica, de aprendizado ou apenas para
satisfazer suas necessidades e desejos informacionais. Com esse intuito a
pesquisa se propôs a identificar a utilização dos dispositivos móveis pelos
alunos do Ensino Fundamental de uma escola Municipal de São Luís/MA, com
o objetivo de conhecer os conteúdos acedidos e partilhados e seu uso como
recurso lúdico e/ou para aprendizado. A pesquisa possui características
qualitativa e quantitativa, mesclada à pesquisa bibliográfica e de campo. Os
primeiros resultados encontrados nesta etapa identificaram que o smartphone é
o gadget de maior destaque no panorama educacional atual. Dessa forma,
recomenda-se que a biblioteca escolar use o mobile learning, como um
caminho alternativo para aquisição de informação, em conjunto com o acervo
tradicional, seus serviços e atividades, sob o risco de ser renegada em favor de
outras fontes.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Dispositivo móvel. Mobile learning.
Introdução
A nova geração torna-se cada vez mais uma geração móvel (MOURA,
2009), o acesso aos conteúdos da internet tem uso crescente através dos
dispositivos móveis como celulares, tablet e notebook. A conexão em qualquer
hora e lugar, durante os sete dias da semana e as vinte e quatro horas diárias,
encontra seu apogeu e a criança e o jovem seu usuário em potencial.
A literatura científica, a exemplo de Göttsche (2012) elenca algumas
características

das

lúdico/educacional,

tecnologias

como:

móveis

portabilidade,

que

oportunizam

interatividade,

conectividade

uso
e

individualidade.
Dessa forma, torna-se tempestivo identificar o uso dos dispositivos
móveis pelos alunos do Ensino Fundamental, a fim de conhecer os conteúdos
acessados e sua utilização como recurso lúdico e/ou para a aprendizagem.
Somente conhecendo a utilização que o aluno faz dos recursos
tecnológicos, dos conteúdos acessados e partilhados, que as instituições
educacionais podem intervir como mediadoras dessa apropriação.

�Destaca-se que a biblioteca escolar deve construir novas relações com
seus usuários, usando os smartphones como mobile learning, em conjunto com
seu acervo, serviços e atividades.
Método da pesquisa
Esta pesquisa descritiva apresenta abordagem qualitativa e quantitativa,
composta de pesquisa bibliográfica e de campo.
A pesquisa de campo foi realizada em escola pública, do Sistema
Municipal de Ensino, da zona urbana da cidade de São Luís, com alunos do
sétimo ao nono ano do Ensino Fundamental, durante primeiro semestre de
2017. Foi usado como instrumento para coleta de dados um questionário,
composto em sua maioria de perguntas fechadas.
Destaca-se que a pesquisa integra Plano de Trabalho de alunos da
Graduação do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA), que participam do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Cientifica (PIBIC), e, ainda se constitui de um recorte do Projeto de Pesquisa
Livros Digitais, Sistemas Hipermidiáticos e Partilha Literária para Leitores
Infantis, desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar em Leitura,
Comunicação, Design de Hipermídia (LEDMID) – UFMA/CNPq1.
Resultados e Discussão
O perfil dos investigados foi constituído por alunos dos anos finais do
Ensino Fundamental, primeira fase da Educação Básica, no qual 87% dos
alunos possui faixa etária entre 11 a 14 anos, o que significa que nas turmas
pesquisadas não foram encontrados taxa relevante de distorção idade-ano.
Seguindo tendência dos adolescentes, na sociedade atual, 99% fazem
uso da Internet. A taxa de exclusão digital da escola é considerada baixa,
quando comparada com a média nacional que foi de 20% (COMITÊ GESTOR
DA INTERNET NO BRASIL, 2015). A maior frequência do uso da internet se
deu através do celular, e tendo como primeiro acesso a faixa etária entre 9 a 10
anos (41%) e com idade acima de 11 anos (30%).
Esses adolescentes revelaram que aprenderam e costumam usar a
internet sozinhos (69%). Essa realidade mostra a omissão da família, e do

1

http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6453909913412958.

�sistema escolar no papel de mediação na produção, acesso e partilha de
conteúdos, e, nas relações sociais oportunizadas pelo uso das tecnologias
digitais.
Constata-se que algumas famílias dos discentes, objeto da pesquisa,
fazem críticas negativas quanto ao uso dos dispositivos móveis (53%) e um
número maior ainda não exerce a mediação parental (KIRWIL et al., 2009), na
orientação de conteúdo a serem acessados pelos mesmos (69,39%).
A conectividade e a interatividade trazem infinitas possibilidades,
incluindo a exposição exagerada e determinados perigos. Alerta-se que as
ameaças estão a crescer, na medida que os adolescentes fazem uso cada vez
mais intenso da tecnologia móvel. Especialmente, em razão de que, a
chamada “cultura do quarto”, quando, isolados da família, possui conexão nos
seus aposentos, através de desktop, que foi substituída por conexão em
qualquer hora e lugar, devido aos aparelhos celulares potentes e hiperpessoais (PELLANDA, 2009). A mediação parental torna-se decisiva para o
uso consciente, seguro e ético da tecnologia.
O público investigado (12%) acusou que faz uso de smartphone na sala
de aula, apesar de ser proibido pela escola foco do estudo, e um percentual de
60% dos alunos revelaram que gostariam que o dispositivo fosse utilizado no
processo de ensino aprendizagem na sala de aula. O corpo docente não
intervém com sugestões e/ou indicações de conteúdo para acesso (77%) e
ainda fazem críticas negativas quanto a utilização (81%) do instrumento. Em
suas redes sociais, via web, apenas 12% se relacionam virtualmente com o
corpo docente da escola.
Considera-se que nesse contexto, a escola e seu atores excluem-se da
responsabilidade e de participação na produção e apropriação de informações,
por parte do alunado, quando do uso das tecnologias de informação e
comunicação. Apesar do alerta de White e Le Cornu (2011) ao dizerem que
apesar a maioria dos educadores, não nascerem na era digital e, mesmo que
estes tenha facilidade em se adaptar em determinadas circunstâncias, ainda
podem ser considerados como imigrante digital ou visitante dos ambientes
digitais.
Com relação a utilização de recursos tecnológicos móveis para
aprendizagem, a investigação detectou que o aluno faz uso do celular como

�recurso para estudo (74%), utiliza para realizar pesquisas escolares (59%),
para acessar bibliotecas digitais (38%) e as comunidades formadas, através da
tecnologia móvel, têm como um dos temas da comunicação assuntos sobre
escola/sala de aula/atividades escolares (29%).
Sendo a aprendizagem um ato social, essa realidade reflete a vida da
Geração Z (TAPSCOTT, 2010), já que a tecnologia digital possibilita não só a
interação com a máquina, mas igualmente com a informação (LEMOS;
CUNHA, 2003). Os dados acima atestam a presença do paradigma do mobile
learning junto aos alunos pesquisados, configurando o uso dos smartphones
como fonte de informação para aprendizagem.
Conclusões
Ao investigar sobre o uso dos dispositivos móveis por alunos da
Educação Básica, conclui-se que o smartphone é o gadget de maior destaque
no panorama educacional na atualidade.
A sociedade contemporânea não pode fazer omissão da influência da
tecnologia de informação e comunicação na Educação. Hoje, os alunos têm
outras

portas

para

a

aprendizagem,

desvinculadas

das

instituições

educacionais, inclusive oriundas das relações e as conexões entre as pessoas,
mediadas pelas tecnologias digitais.
Diante da constatação, a escola deve intervir na mediação do uso do
celular pelos alunos e, de modo inclusivo, colocar os recursos oferecidos pelos
dispositivos como instrumento de ensino e aprendizagem. Oportunidade em
que pode expandir a orientação para a família dos educandos, que em grande
parte, sente suas competências fragilizadas diante da evolução tecnológica
acelerada e de difícil acompanhamento.
A escola a fim de cumprir novos papéis que lhe foi designada na atual
sociedade, deve-se chamar a biblioteca para ser coadjuvante na inclusão do
mobile learning, como um caminho alternativo para aquisição de informação.
As instituições educacionais devem atentar para que os alunos não
corram o perigo da substituição de uma tecnologia por outra. Recomenda-se
que as bibliotecas escolares, a fim de evitar a sua invisibilidade, junto às
crianças e jovens, renegadas em favor de outras fontes, usem os novos
recursos em conjunto com o acervo tradicional, para que seja, explorado com

�muita primazia os recursos de interação das redes sociais, tornando o seu
usuário em uma pessoa com boa comunicação (CORRÊA, 2014), com
participação e intervenção nos serviços e atividades a eles oferecidos.
Nas situações, atuais da educação brasileira, torna-se bastante comum,
a ausência das bibliotecas escolares, no que pode ser sugerido aos docentes,
além dos vários conteúdos disponíveis na web para seu auxílio ao ensino e
aprendizagem, que seja incluído também o repertório as bibliotecas digitais.
Apesar de atestar que no País, tem-se variedade de bibliotecas digitais
dirigidas ao público universitário e carência com relação à Educação Básica.
Sugere-se, então, que os docentes usem as bibliotecas digitais de literatura
infantil e juvenil para sensibilizar as crianças e jovens quanto a importância das
bibliotecas e do uso lúdico dos smartphones.
Referências
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL. TIC kids online Brazil 2015.
2015. Disponível em:&lt;https://www.cgi.br/media/docs/publicacoes/2/TIC_Kids_
2015_LIVRO_ELETRONICO.pdf&gt;. Acesso em: 12 jul. 2017.
CORRÊA, E. C. C. Usuário, não! Integrante: proposta de um novo termo para
um novo tempo. Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, v.19, n. 41, p.23-40, set./dez. 2014.
GÖTTSCHE, K. Tecnologias móveis: uma mais valia em contextos
educacionais?. Revista Linhas, Florianópolis, v. 13, n. 02, p.62-73, jul./dez.
2012.
KIRWILL, L. et al. “Parental mediation”. In. LIVINGSTONE, S.; HADDON, L.
(org.). Kids Online: Opportunities and Risks for Children. Bristol: Polity Press,
2009.
LEMOS, A.; CUNHA, P. (Orgs). Olhares sobre a Cibercultura. Sulina, Porto
Alegre, 2003.
MOURA, A. Geração móvel: um ambiente de aprendizagem suportado por
tecnologias moveis para a geração polegar. In: CONFERÊNCIA
INTERNACIONAL TIC NA EDUCAÇÃO, 6, 2009, Guimarães. Anais....
Guimarães,
2009.
Disponível
em:
&lt;http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/10056/1/Moura%2520
(2009)%2520Challenges.pdf&gt;. Acesso em: 18 maio 2016.
PELLANDA, E. C. Comunicação e Mobilidade: aspectos socioculturais das
tecnologias móveis de comunicação no Brasil. Salvador, p.11-18, 2009.
Disponível em:
&lt;&lt;http://poscom.ufba.br/arquivos/livro_Comunicacao_Mobilidade_AndreLemos.
pdf&gt;. Acesso em: 03 jul. 2017.
TAPSCOTT, D. A hora da geração digital. Rio de Janeiro: AGIR, 2010.
WHITE, D. S.; LE CORNU, A. Visitors and Residents: A new typology for online
engagement. First Monday, Chicago, v.16, n. 9, 2011.

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