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                  <text>CRIAÇÃO, IMPLANTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE
COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO EM ALUNOS DO ENSINO
FUNDAMENTAL

Daniela Spudeit (UDESC) - danielaspudeit@gmail.com
Nathália Lima Romeiro (PPGCI/IBICT- UFRJ) - ntromeiro91@gmail.com
Claudia SANTOS SOUZA (UNIRIO) - claudia.bs.souza@gmail.com
Victor Soares Rosa (UNIRIO) - victor.soares.rosa@gmail.com
Alanna Abreu Freitas (UNIRIO) - alanna.freitas@hotmail.com
Resumo:
Com base nas diretrizes e dimensões da IFLA, UNESCO e pesquisadores renomados da área
de Competência em Informação foi criado um projeto de extensão , denominado “Competência
em Informação: implementação e avaliação de um programa para o âmbito escolar”, atrelado à
Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
para criar um programa voltado para o desenvolvimento de competência em informação em
alunos do ensino fundamental de escola pública na cidade do Rio de Janeiro. Apresenta-se o
histórico sobre competência em informação, evolução, programas, modelos, diretrizes e por
fim, relata a criação, implementação e avaliação de um programa de competência em
informação.
Palavras-chave: Competência em informação. Ensino Fundamental. Programa
Eixo temático: Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.

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�Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.
1 Introdução
A competência em informação (COINFO)1, conceitualmente, sofreu diversas mudanças enquanto
área de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Vitorino e Piantola (2009) explicam que no
Brasil, o termo foi traduzido de information literacy surgido nos Estados Unidos da América (EUA) na
década de 19702, mas com significados e características diferentes do que se conhecemos atualmente.
A COINFO começou a ser estudada em diversos países por volta da década de 1970, entretanto, no
Brasil, somente nos anos 2000 começaram as primeiras pesquisas. O termo levantou interesse a partir do
artigo “O desenvolvimento de habilidades informacionais: o papel das bibliotecas universitárias no
contexto da informação digital em rede” de Sônia Caregnato (2000). A autora traduziu information literacy
como alfabetização informacional e abordou a necessidade de se desenvolver habilidades informacionais
para os usuários de bibliotecas interagirem no ambiente digital.
Dudziak (2003) explica que o termo está ligado ao conceito de Sociedade da Informação uma vez
que, após a segunda Guerra mundial, as necessidades informacionais, sobretudo para atender as demandas
mercadológicas, representaram também uma importância social devido ao desenvolvimento de novas
tecnologias de informação e comunicação.
Ao longo das décadas, houve importantes avanços nas pesquisas e aplicações práticas pelo mundo.
Foram criadas diretrizes e modelos de aplicação tais como o Information Search Process (ISP) de Carol
Kuhlthau (1987); o Big Six Skills de Eisenberg e Berkowitz (1988); o Research Cycle, modelo de James
Mackenzie (1995) nos EUA; o modelo PLUS de James E. Herring (1996) no Reino Unido; Modelo de
Gávilan (1996) na Colômbia, o modelo EXIT de Wray e Lewis (1997) em Londres; entre outros.
O conceito passa a permear o viés educativo no Brasil quando, em 2002, quando Bernadete Campello
e o Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar (GEBE) publicam um livro sobre a função educativa da
biblioteca escolar (CAMPELLO et al., 2002). Em um dos capítulos, a autora aborda o assunto e traduz o
termo Information literacy para Competência Informacional com o intuito de trabalhá-lo em bibliotecas
escolares, pois acreditava que o desenvolvimento de competências em informação seria a solução para as
possíveis mudanças do papel das bibliotecas para a educação do século XXI (CAMPELLO, 2002).
Apesar de muitas vezes representar uma perspectiva educacional, a competência em informação não
está somente ligada ao contexto escolar. Belluzzo (2005) problematiza que a falta de aplicação e
desenvolvimento das competências em informação ocasionam em problemas sociais, pois acredita que a
“desinformação” atinge o homem no que deve ser sua essência: a racionalidade. Para a autora, o
desenvolvimento dessas competências tem caráter inclusivo no que tange o desenvolvimento tecnológico
uma vez que está voltado “[...] para a formação de cidadãos capazes de integrarem-se à era digital”
(BELLUZZO, 2005, p.31). Nesta perspectiva, Belluzzo (2011) organizou as seguintes competências:
1. Definir a necessidade de informação – é necessário compreender o contexto da informação que se
necessita reconhecendo o objetivo da busca;
2. Identificar e definir a informação necessária –a pessoa pode não saber exatamente a informação que
precisa, daí a necessidade de refletir e analisar o que se deseja antes de buscar;
3. Saber buscar e encontrar a informação em diferentes fontes – é preciso conhecer as fontes de
informação e saber utilizar as tecnologias de informação e comunicação em diversos formatos:
documento impresso, eletrônico, pessoa (narrativas), organização, etc.
4. Saber analisar, interpretar, avaliar e organizar a informação relevante – é preciso selecionar as
informações relevantes baseando-se na compreensão das ideias contidas, depois reformular conceitos a

Em 2014, durante o “III Seminário de Competência em Informação: cenários e tendências”, em Marília (SP), em continuidade
aos esforços dos I e II Seminários que culminaram com as publicações oficiais da “Declaração de Maceió” e do “Manifesto de
Florianópolis”, redigiu-se um documento chamado “A Carta de Marília” onde apresentaram constatações e diretrizes. Os
participantes reafirmam “[...] apoio incondicional à relevância da adoção da COINFO como área estratégica para o
desenvolvimento social e humano e a melhoria da qualidade das organizações [...]” (CARTA..., 2014, não paginado).
2
Nos EUA, a information literacy foi utilizada pela primeira vez pelo bibliotecário americano Paul G. Zurkowski com a missão
de estabelecer as diretrizes para um programa nacional de preparação e acesso universal à informação, que seria concluído até
1984 (DUDZIAK, 2010).
1

�partir da perspectiva de quem estiver pesquisando. Também é necessário determinar se a informação
adquirida é suficiente para satisfazer os objetivos da pesquisa.
5. Saber utilizar a informação para a solução de problemas – desenvolver estratégias de recuperação
da informação (identificar palavras-chave, sinônimos, etc.) a fim de solucionar os problemas referentes
a busca e selecionar a informação apropriada para sua pesquisa.
6. Avaliar o impacto da informação, agir eticamente e respeitar os direitos autorais – retrata a
compreensão a respeito das questões legais e éticas que envolvem a informação, a comunicação e a
tecnologia. Respeita a propriedade intelectual e não faz uso do plágio.
7. Sabe apresentar e comunicar a informação produzida - utiliza apropriadamente a linguagem no
discurso citando corretamente todas as referências consultadas, compreende as normas de
documentação recomendadas para a área de pesquisa.
8. Preserva a informação e arquiva para o futuro – agrega valor à memória cultural compreendendo a
importância de se reunir, organizar, preservar e compartilhar conhecimento e informação de forma
responsável.
Existem dois documentos relevantes para o desenvolvimento da COINFO: o Manifesto da IFLA
(LAU, 2008) intitulado “Diretrizes sobre o desenvolvimento de habilidades em informação para a
aprendizagem permanente”e o Manifesto “Towards Information Literacy Indicators” (2008) da
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O documento da IFLA foi elaborado com o intuito de ajudar “aos profissionais da informação que
trabalham em programas educativos de educação fundamental e educação superior em seus esforços para
atender aos requisitos de habilidades em informação na atualidade” (LAU, 2008, p. 1). As diretrizes da
IFLA são baseadas em: a) Acesso – o usuário acessa a informação de forma eficaz e eficiente, isto engloba,
reconhecer as necessidades de informação, iniciar o processo de busca e localizar a informação,
reconhecendo as fontes e elaborando estratégias de busca; b) Avaliação – o usuário avalia a informação de
maneira crítica e competente, esta etapa contempla a avaliação da informação na qual extrai a informação,
analisa sua relevância, seleciona e sintetiza a informação e a organiza de forma a elencar a melhor e mais
útil para a pesquisa; c) Uso – o usuário aplica/usa a informação de maneira precisa e criativa para isto,
aplica a informação recuperada apreendendo o conhecimento da pesquisa realizada, depois comunica o que
foi aprendido de forma ética respeitando o uso legal da informação de forma que as informações obtidas
sejam referenciadas em respeito à propriedade intelectual de outros.
O manifesto da UNESCO (2008, tradução nossa) apresenta diretrizes para o ensino superior,
entretanto, menciona que também podem ser utilizados em todos os níveis:
1. Reconhecer a necessidade de informação - A consciência de que a informação é necessária para
resolver problemas no local de trabalho, para entender as necessidades cívicas, e prever a saúde e bemestar da família e da comunidade deve ser despertada, esta etapa é também o primeiro passo na
diferenciação da recepção passiva da informação dada.
2. Localizar e avaliar a qualidade da informação - As habilidades necessárias para localizar
informações dependem do contexto em que uma pessoa aplicará as suas habilidades de busca. Em
local de trabalho, a informação pode ser localizada nos manuais, em códigos publicados, ou em bancos
de dados. Nestas circunstâncias, geralmente há alguma garantia da qualidade da fonte de informação.
No entanto, as pessoas procuram cada vez mais informações utilizando motores de busca da Internet
muitas vezes onde não existe filtro na qualidade das informações localizadas. Educação e formação
são necessárias para ajudar as pessoas a adquirem as habilidades para não apenas localizar, mas
também para avaliar as fontes de informação.
3. Armazenar e recuperar informações - As pessoas sempre se preocupam com o armazenamento de
informação e sua recuperação para uso posterior. Por isso, é importante desenvolver esta habilidade.
4. Fazer uso eficaz e ético da informação – A eficácia do uso da informação é suscetível de ser incluída
no processo de resolução de problemas por meio do pensamento crítico. A consciência da dimensão
ética da informação podem não ser bem documentada nos documentos já existentes sobre competência
em informação.
5. Comunicar conhecimento - O objetivo da competência em informação é capacitar as pessoas para
criar novas informações e por isso, utiliza novos conhecimentos apreendidos, sintetiza-os e os
comunica, representando desta forma, o produto de sua prática.

�Nas diretrizes acima foi mencionado sobre a dimensão ética da competência em informação, além
desta dimensão, existem outras três que refletem estas abordagens. Para Vitorino e Piantola (2011) as
dimensões contemplam as faces da competência em informação: a) Dimensão técnica – pode ser entendida
como uma habilidade para executar uma ação, pois consiste na resolução de um problema. b) Dimensão
estética – está relacionada ao estudo filosófico da competência em informação, por meio da arte, ordena a
dimensão das percepções pessoais, pois acredita-se que é através da sensibilidade e criatividade
demandadas da arte que o homem busca atingir harmonia para o bem viver. c) Dimensão ética – esta
dimensão está relacionada a noção de autonomia difundida pela competência em informação, pois acreditase que o indivíduo ético decide por si mesmo e pondera suas ações para o bem coletivo. d) Dimensão
política – valoriza o exercício da cidadania, pois pretende desenvolver a participação dos indivíduos nas
transformações da vida em sociedade, considera a participação pedagógica de transformar homens em
cidadãos e que a informação deve ser consumida a partir de um contexto político.
Visando desenvolver a competência em informação com base nas diretrizes e dimensões
supracitadas foi criado um projeto de extensão3, denominado “Competência em Informação:
implementação e avaliação de um programa para o âmbito escolar”, atrelado à Escola de Biblioteconomia
da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) para criar um programa voltado para o
desenvolvimento de competência em informação em alunos do ensino fundamental de escola pública na
cidade do Rio de Janeiro.
2 Relato de experiência
O objetivo geral foi criar um programa de desenvolvimento de competências em informação no
âmbito escolar. Para tanto, foram traçados os seguintes objetivos específicos: a) Mapear e analisar os
programas de competência de informação existentes na literatura. b) Construir um programa que vise o
desenvolvimento de competências em informação no âmbito escolar. c) Implementar o programa em uma
escola pública na cidade do Rio de Janeiro. d) Avaliar o programa para verificar a eficácia e eficiência do
mesmo.
Por
meio
de
uma
pesquisa
bibliográfica
foi
feito
um
levantamento de dados para atender ao primeiro e segundo objetivo para criar um programa de
desenvolvimento de competência em informação para aplicação prática em alunos do ensino fundamental
de rede pública da cidade do Rio de Janeiro conforme quadro 1:

Foi feito contato com várias escolas públicas que tivessem biblioteca e bibliotecário no Rio de
Janeiro. Após vários alinhamentos, a escola escolhida foi o Colégio Pedro II Campus Humaitá. Conforme
quadro 1, houve reuniões de planejamento com equipe da biblioteca, professores e coordenação pedagógica
da instituição para concretização da parceria. Foi escolhida pela escola uma turma do 6º ano vespertino,
que tinha em torno de 25 alunos, para aplicação do projeto.
Junto a equipe da UNIRIO e do Colégio Pedro II, foi elaborado o programa pautado no Projeto
Pedagógico da instituição e organizados os encontros com a turma. O tema escolhido pela escola foi
Olimpíadas e assim organizamos o programa em seis etapas. Em cada uma das etapas, foi planejada uma
atividade para desenvolver as competências alinhadas aos objetivos específicos do programa apropriados
para a faixa etária dos participantes e necessidades dos mesmos. Em cada etapa houve a participação de um
professor de diferentes disciplinas do 6º ano. As atividades foram realizadas em variados ambientes e
3

O projeto foi coordenado pelos professores Daniela Spudeit e Alberto Calil Júnior com a participação de alunos dos cursos de
licenciatura e bacharelado em Biblioteconomia da UNIRIO: Alanna Freitas, Nathália Romeiro, Victor Rosa, Laíza Lima, Magno
Evangelista, Claudia Souza, Mariana Acorse e Celina Almeida. Um agradecimento especial às bibliotecárias do Pedro II Maria
Conceição Dias e Marcia Feijão que viabilizaram a aplicação do projeto no colégio.

�espaços de aprendizagem da escola, tais como biblioteca, laboratório de informática, auditório, entre
outros.
O programa foi executado em seis etapas, dividido em seis dias sendo um por semana. Cada etapa
teve três horas por dia o que totalizou 18 horas para execução do programa. O programa continha descrição
da instituição, público-alvo, objetivo geral e específico, descrição das atividades, recursos, resultados
esperados, avaliação. A descrição dos processos foi adaptada do quadro exposto por Mata (2009):
Habilidades/
Conhecimentos/
Atitudes
Identificação
das
necessidades
informacionais

Busca da
informação

Avaliação da
informação

Análise e síntese
da informação

Aprender a
comunicar

Aprender a
aprender

Descrição

Ações (elaboradas pela equipe)

Consiste em entender se uma informação é
necessária, o motivo pelo qual o é, qual o
formato/suporte da informação desejada, se está em
um canal formal ou informal, em fontes primárias,
secundárias ou terciárias, deve-se definir idioma, o
nível científico, os tipos de documentos; o período de
cobertura; o grau de precisão ou exaustividade.
Implica em obter um conjunto de informações e
documentos necessários
para
resolver um
determinado problema por meio do uso de estratégias
e técnicas para encontrar e organizar a informação.
Envolve a seleção de ferramentas de busca, escolha
de conceitos de consulta (tradução do termo da
linguagem
natural
para
uma
linguagem
documentária), uso de operadores booleanos,
cobertura temática e geográfica, idioma; etc.
Pauta-se na avaliação dos conteúdos recuperados com
base em critérios tais como veracidade, a
credibilidade, a confiabilidade e a qualidade da
informação bem como a autoridade.

Conversa expositiva-dialogada e realização de
braimstorming. Houve explicação sobre os tipos
de fontes de acordo com o conhecimento prévio
deles. Depois a turma foi separada em grupos,
foram elaboradas questões problemas sobre o tema
e realizado o Quizz com placas V ou F.

Jogo de caça ao tesouro na biblioteca (primeiro
mostrar como a biblioteca está organizada e como
buscar as informações) e no laboratório de
informática (em grupos com monitores). Foram
elaboradas regras e dinâmica do jogo que
envolviam ferramentas de busca, manuseio de
diferentes fontes, etc. A equipe que achava a
resposta em fonte (impressa ou digital) ganhava
outra pista até chegar ao final e ser vencedora.
Júri simulado com análise comparativa de fontes
em grupo. A turma foi dividida em três grupos
(acusação, defesa e jurados) para julgar se uma
determinada situação problema. Os grupos
deveriam fundamentar suas estratégias de
acusação e defesa com fontes de informações
confiáveis de acordo com os critérios expostos na
aula que antecedeu a atividade.
Esse processo implica o reconhecimento da Roda de leitura no pátio e depois a oficina em sala
informação através da leitura e análise de textos para de aula com textos pré-selecionados (individual)
identificar as ideias principais, exame do texto em para aprender a extrair palavras-chaves, elaborar
pequenas partes para facilitar a compreensão, resumo e fichamento do texto com base em
representação e aprendizagem, entendimento do citações. Teve também uma oficina sobre normas
significado da informação para poder escrevê-la, da ABNT e orientações sobre como evitar plágio
esquematizá-la, organizá-la, interpretá-la, hierarquizá- bem como as implicações éticas que permeiam as
la, relacioná-la e expô-la. Pode ser feito em forma de condutas do discente que plagia.
resumo, esquemas como mapas conceituais,
diagramas, etc.
A partir da assimilação de novos conceitos e Troca das sínteses entre os alunos para criação de
estruturação da informação, a comunicação (oral e um texto colaborativo por grupo e criação de um
escrita) é a atividade que culmina no processo de produto com base nas pesquisas e atividades
aprendizagem e na geração de novos conhecimentos. realizadas ao longo do projeto para que seja
Para comunicar, o indivíduo deverá aprender algumas apresentado para a turma (em grupo) que poderá
técnicas de redação e citação para desenvolver uma ser em forma de encenação, vídeo, música e
ideia central com argumentos, capacidade crítica e também o registro no blog (era opcional).
uma conclusão do que se pretende comunicar.
Consiste em compreender como se desenvolve a Exposição de todos os trabalhos feitos na escola
capacidade de conhecimento e aprendizagem, como (troca de ideias, avaliação do projeto e da
se forma conceitos de uma maneira significativa e atividade dos alunos da escola, dos bolsistas e
autônoma, como se memoriza a informação, como se voluntários envolvidos) para socialização do
define objetivos e se busca a informação em fontes e projeto para a comunidade (preservação), ocorreu
recursos avaliados e confiáveis.
também uma divulgação dos resultados do projeto
no site da instituição.

A equipe da UNIRIO foi avaliada pelos professores por meio de um formulário de observação,
assim como os próprios alunos se auto avaliaram e também avaliaram o projeto de extensão ao final do

�mesmo. Os alunos, profissionais e demais participantes do Colégio Pedro II preencheram uma ficha de
avaliação ao final do curso para verificar se os objetivos foram atingidos.
Os critérios de avaliação que constaram no formulário foram criados pelos próprios participantes do
projeto da UNIRIO e contemplavam critérios atitudinais como pontualidade, comprometimento, respeito,
dedicação, iniciativa, colaboração, entre outros, e também critérios relacionados às habilidades e ao
conhecimento construídos ao longo do desenvolvimento do projeto, tanto no planejamento quanto na
execução do mesmo.
3 Considerações
O projeto conseguiu atingir os objetivos propostos mesmo com várias dificuldades em sua
aplicação. A fase de planejamento transcorreu toda dentro do previsto, com encontros do grupo na UNIRIO
para estudos e debates sobre COINFO e a realização de um evento numa parceria entre a UNIRIO e a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) intitulado “I Fórum sobre Competência em Informação:
Pesquisas e Práticas no Rio de Janeiro” que reuniu pesquisadores, profissionais e alunos para debater sobre
a temática.
Entretanto, na fase de execução houve ajustes no cronograma porque a escola (pública federal)
participou de várias paralizações e depois entrou em greve. Dessa forma, a avaliação foi prejudicada em
partes porque alguns alunos já estavam fora da escola. Na etapa de execução, as duas últimas atividades
também foram alteradas porque alguns espaços do colégio estavam impossibilitados de uso. De qualquer
forma, pela avaliação dos alunos da UNIRIO, pela equipe da biblioteca do Pedro II, pelos alunos e
professores do Colégio Pedro II o projeto obteve êxito e conseguiu atingir os propósitos.
É de suma importância que o projeto tenha continuidade em todas as turmas e faça parte do
planejamento da equipe docente e da biblioteca do Colégio Pedro II para oportunizar que outros alunos
desenvolvam as competências de uso, busca, seleção, avaliação, análise, interpretação, comunicação da
informação, pois trazem benefícios ao longo da vida que exigem uma aprendizagem continuada. Acreditase que, dessa forma, será possível que por meio de um trabalho colaborativo e interdisciplinar entre
bibliotecários, professores e coordenações pedagógicas das escolas, seja possível formar cidadãos com
maior consciência crítica, reflexiva para lutar por uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.
Referências
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educadores. ETD: Educação Temática Digital, Campinas, v. 6, n. 2, p. 30-50, jun. 2005.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Curso de Competência em Informação. 2011. Slides.
CAMPELLO, Bernadete. A competência informacional na educação para o século XXI. In: CAMPELLO, Bernadete
et al. Biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. p. 09-11.
CAREGNATO, Sônia Elisa. O desenvolvimento de habilidade informacionais: o papel das bibliotecas universitárias
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CARTA de Marília. In: SEMINÁRIO DE COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO: CONCEITOS E PRÁTICAS, 3,
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DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Competência informacional: análise evolucionária das tendências da pesquisa e
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DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information literacy: princípios, filosofia e práticas. Ciência da Informação,
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LAU, Jesús. Diretrizes sobre desenvolvimento de habilidades em informação para a aprendizagem
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MATA, Marta Leandro da. A competência informacional de graduando de Biblioteconomia da região sudeste:
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Informação)—Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho, Marília, 2009.
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VITORINO, Elizete; PIANTOLA, Daniela. Competência informacional: bases históricas e conceituais: construindo
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>CRIAÇÃO, IMPLANTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO EM ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Daniela Spudeit</text>
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              <text>Nathália Lima Romeiro</text>
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              <text>Claudia SANTOS SOUZA</text>
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              <text>Victor Soares Rosa</text>
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              <text>Alanna Abreu Freitas</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Subject</name>
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            <elementText elementTextId="31345">
              <text>Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Com base nas diretrizes e dimensões da IFLA, UNESCO e pesquisadores renomados da área de Competência em Informação foi criado um projeto de extensão , denominado “Competência em Informação: implementação e avaliação de um programa para o âmbito escolar”, atrelado à Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) para criar um programa voltado para o desenvolvimento de competência em informação em alunos do ensino fundamental de escola pública na cidade do Rio de Janeiro. Apresenta-se o histórico sobre competência em informação, evolução, programas, modelos, diretrizes e por fim, relata a criação, implementação e avaliação de um programa de competência em informação.</text>
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