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                  <text>Panorama das bibliotecas escolares municipais da cidade de
Juazeiro do Norte: desafios descortinados para a aplicação da Lei
12.244/2010

Denise Braga Sampaio (UFCA) - denisebs23@gmail.com
Hemerson Soares da Silva (UFCA) - hemersonhsn@hotmail.com
Bárbara Larissa Alexandre Filgueira (UFCA) - babi121620@gmail.com
Fabíola da Silva Costa (UFCA) - fabiolacosts@outlook.com
Resumo:
De caráter exploratório, pretende investigar como se configura o cenário atual das bibliotecas
escolares municipais de Juazeiro do Norte-CE quanto ao cumprimento da Lei 12.244/2010, que
prevê a obrigatoriedade das instituições de ensino terem, em seu quadro setorial, a existência
de biblioteca, com bibliotecário. Para isso, utiliza como base o levantamento feito, em 2017,
pelo Portal QEdu, que trata da quantidade de bibliotecas na região, bem como questões
ligadas a sua estrutura. Complementando este levantamento, tem-se a aplicação de
questionário junto aos gestores dessas instituições, sopesado pela Análise de Conteúdo, tendo
em vista o cumprimento dos seguintes objetivos: traçar o panorama sobre a situação das
bibliotecas escolares municipais do município e averiguar o grau de consonância destas
instituições com a Lei 12.244/2010. Soma-se a essas ferramentas de coleta de dados a revisão
de literatura, que tomou por aporte as discussões sobre políticas públicas, tendo por foco a Lei
12.244/2010 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Os dados preliminares apontam
que, em sete anos de existência da Lei 12.244, apenas pouco mais de 50% das escolas
possuem bibliotecas e nenhuma possui bibliotecário, além disso, sua estrutura é destoante do
que assevera a literatura, o que denota um desconhecimento por parte dos gestores à respeito
de sua importância no espaço educacional.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Políticas Públicas. Educação. Bibliotecário.
Eixo temático: Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.

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�EIXO​ ​2:​ ​3º​ ​FÓRUM​ ​BRASILEIRO​ ​DE​ ​BIBLIOTECONOMIA​ ​ESCOLAR:​ ​PESQUISA​ ​E
PRÁTICA.
INTRODUÇÃO
No que diz respeito ao desenvolvimento social, a educação figura como um dos
elementos centrais da perspectiva de melhorias do ​status quo da população. O
desenvolvimento social, portanto, não é isolado das práticas em que se enreda a
educação, formando um emaranhado complexo que se estabelece pelas relações de
poder.
Nesta perspectiva, o investimento em educação é fator importante para o
sucesso, entendendo que essa ação interfere diretamente na geração de insumos de
conhecimento (informação). Este investimento não se refere exclusivamente ao capital
direcionado à promoção da educação, mas também ao desenvolvimento de aportes
institucionais e legais que garantam sua efetivação, atualização, aderência às
demandas sociais e amplo acesso, enfim ações concretas, planos, programas e
demais atividades desenvolvidas pelo Estado, nas suas mais variadas esferas,
podendo executá-las, em parceria com os demais setores da sociedade. A esse
conjunto​ ​de​ ​ações,​ ​se​ ​dá​ ​o​ ​nome​ ​de​ ​políticas​ ​públicas.
Falar da escola e de sua relação com a construção dos conhecimentos
pressupõe o entendimento também de suas estruturas e seu comportamento frente a
um âmbito institucional maior, dentro de uma visão sistêmica e totalizante. Direção,
corpo docente, alunos e demais setores devem buscar harmonia para que o objetivo
maior se concretize, de tornar a escola ambiente propício e desafiador, em termos de
aprendizagem. Neste contexto, as bibliotecas escolares constituem-se no espaço
potencialmente importante para a efetivação deste processo, dado que as informações
pululam das estantes e materiais que a ela pertencem, colocando os estudantes em
contato​ ​direto​ ​com​ ​os​ ​conteúdos​ ​vistos​ ​em​ ​sala​ ​de​ ​aula​ ​e​ ​para​ ​além​ ​deles.
Pensando nessa relação que se descortina, é criada a Lei Federal 12.244/2010,
que “dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País”
(BRASIL, 2010). Esta assevera que toda instituição de ensino deve possuir uma
biblioteca e toda biblioteca, um bibliotecário. Nessa perspectiva e entendendo os
desafios por que passa a cidade de Juazeiro do Norte, no âmbito educacional (98
escolas municipais, 52 destas com biblioteca), pretende-se investigar como se
configura o cenário das bibliotecas escolares no âmbito da Rede Municipal de Ensino
à luz da Lei 12.244/2010, tendo em vista que o prazo para a sua efetiva concretização
é até o ano de 2020. Outrossim, tem por objetivos traçar o panorama sobre a situação
das bibliotecas escolares municipais e averiguar o grau de consonância das
instituições​ ​de​ ​ensino​ ​da​ ​cidade​ ​com​ ​a​ ​Lei​ ​12.244/2010.
PROCEDIMENTOS​ ​METODOLÓGICOS
A pesquisa em curso é de caráter exploratório, dado que visa proporcionar
maior familiaridade com o problema em questão, com intuito de torná-lo mais explícito
ou constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal
o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é,
portanto, flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos
relativos​ ​ao​ ​fato​ ​estudado​ ​(GIL,​ ​2002).
Sabendo disso, pretende-se explorar a atual situação das bibliotecas escolares
municipais de Juazeiro do Norte no âmbito das diretrizes estabelecidas pelas políticas
públicas,​ ​principalmente,​ ​em​ ​relação​ ​à​ ​Lei​ ​12.244/2010.

�Desta forma, toma-se como base o levantamento ​feito pelo Portal QEdu (2017),
que contém dados atualizados das instituições municipais de ensino de Juazeiro do
Norte, trazendo números referentes à quantidade de escolas da região e
especificações de suas estruturas, em termos numéricos. Assim, visando atender à
questão e aos objetivos traçados, tomou-se por amostra as escolas presentes nessa
coleta que possuem bibliotecas. Complementando este levantamento, utiliza-se
também entrevista semi-estruturada como método de coleta de dados, com o intuito de
sopesar a respeito da estrutura e situação desses espaços, bem como a percepção
dos gestores. Para sopesar os dados reunidos, utiliza-se da Análise de Conteúdo,
dado que esta “refere-se ao estudo tanto dos conteúdos nas figuras de linguagem,
reticências, entrelinhas, quanto dos manifestos” (RODRIGUES; LEOPARDI, 1999
apud CAMPOS, 2004, p. 612), perpassando pelas etapas de preparação das
informações;​ ​unitarização;​ ​categorização;​ ​descrição;​ ​e​ ​interpretação​ ​(MORAES,​ ​1999).
BIBLIOTECAS​ ​ESCOLARES​ ​E​ ​POLÍTICAS​ ​PÚBLICAS
Redutos do saber, as bibliotecas escolares se constituem em importante espaço
para a vida dos aprendizes, posto que os primeiros contatos com o mundo dos
conhecimentos formais se dão no ambiente escolar. A escola é a instituição extensiva
de desenvolvimento intelectual, social e cível dos sujeitos enredados neste imbricado
complexo, chamado sociedade. É, portanto, dever desta, e do Estado, a manutenção
dos processos de aprendizagem, com garantia de amplo acesso aos materiais e
mecanismos que os subsidiam, além da construção conjunta da autonomia de
crianças​ ​e​ ​adolescentes.
Estudiosos da Biblioteconomia, como Kuhlthau (2004); Campello et al. (2011);
Válio (1990) e o Manifesto IFLA/UNESCO para Biblioteca Escolar (2006) entendem
que esta é um espaço de aprendizagem. A ideia em questão é propalada na área
desde a década de 1960, sobretudo ao se tomar por base o desenvolvimento da
biblioteca escolar norte americana, que defendia a existência da “responsabilidade de
instruir o leitor no uso da coleção, ensinando-o a manusear fontes de informação
usadas na aprendizagem de tópicos do programa escolar” (CAMPELLO, 2011, p. 108).
Ou seja, estabelecida está a relação ​indissociável entre ambas (biblioteca e escola),
posto que uma tem o dever de instruir e a segunda, de dar suporte a essa prática. É
destacável que as bibliotecas ultrapassam este papel, ao extrapolar os limites da
organização e provisão de acesso aos materiais, quando planejam, promovem e
executam atividades de interação e práticas leitoras e culturais . Estas ações só são
possíveis a partir do planejamento de profissional apto a este fim, o bibliotecário, que
tanto entende das rotinas e particularidades da biblioteca escolar, como do seu
potencial​ ​público​ ​e​ ​as​ ​ações​ ​que​ ​os​ ​enreda​ ​(ESTÁCIO;​ ​BEDIN,​ ​2015).
É certo, no entanto, que este profissional não assume concretamente seu papel
pedagógico, dado que as ações voltadas à interação com vistas à instrução
coparticipativa junto aos professores e estudantes é, ainda, tateante (CAMPELLO,
2010). A comunicação entre estes três atores perpassa por uma relação distante e
arenosa, o que subjuga o espaço ‘biblioteca’ e as ações potenciais do bibliotecário.
Corrobora com este cenário, a falta de incentivo do poder público para a contratação
de bibliotecários, utilizando-se da prática de readaptação de professores para
execução de tarefas eminentemente bibliotecárias. O horizonte que se revela, é,
portanto, de fragilidade, fragilidade esta que se tenta minimizar pelo desenvolvimento
de​ ​ações​ ​concretas​ ​que​ ​mudem​ ​essa​ ​realidade,​ ​a​ ​exemplo​ ​das​ ​políticas​ ​públicas.

�De acordo com Matos (2009), políticas públicas são um conjunto de
disposições, medidas e procedimentos que têm o propósito de orientar e garantir
direitos perante a sociedade. Nesse sentido, a referida autora acrescenta que a
educação é um direito de todos e, por isso, o Estado deve implementar políticas que
garantam​ ​seu​ ​acesso.
Dialogando com Libâneo, Oliveira e Toschi (2012), a preocupação com a
educação escolar no Brasil surgiu na década de 1930, na mesma época em que houve
a consolidação do capitalismo industrial. Uma das ações resultantes da luta pela
educação foi a criação do Ministério da Educação (MEC), desde então, várias ações
surgiram com o propósito de melhorar a educação nos níveis básico, médio e superior.
Ainda segundo os autores, essas ações resultaram na criação: da Lei 9.394/1996 - Lei
de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), do Plano Nacional de Educação (PNE); e
da Lei 12.244/2010, que coloca as bibliotecas como principal elemento para o acesso
à​ ​informação,​ ​no​ ​âmbito​ ​educacional.
A LDB trata-se da mais importante lei brasileira referente à educação. Ela
estabelece, em seu Art. 5º, que todo cidadão brasileiro tem garantido o seu direito de
acesso gratuito ao ensino básico (redação apensada pela Lei 12.796/2013), apontando
para que este seja, gradativamente, levado aos demais níveis e modalidades de
ensino, com a garantia assegurada pelo Poder Público. A LDB determina também a
função do governo (federal, estadual e municipal) no tocante à gestão da área de
educação, além de estabelecer as obrigações das instituições (escolas, faculdades,
universidades, etc.) e funções e obrigações dos profissionais da educação, como
professores,​ ​diretores​ ​e​ ​pedagogos.
A Lei 12.244 (BRASIL, 2010) apregoa que as instituições, sejam públicas, ou
privadas, do sistema nacional de ensino brasileiro, devem possuir bibliotecas em sua
estrutura. Requer, ainda, o desenvolvimento de esforços progressivos para que a
universalização das bibliotecas escolares, nos termos previstos, seja efetivada no
prazo máximo de dez anos, respeitando a profissão de bibliotecário, regulamentada
pela​ ​Lei​ ​nº​ ​4.084/1962​ ​(BRASIL,​ ​1962).
ANÁLISE​ ​PARCIAL​ ​DE​ ​DADOS
Segundo o Censo escolar realizado em 2015 e disponibilizado pelo Portal QEdu
(2017), há 114 escolas registradas em Juazeiro do Norte. Porém, verificou-se que
apenas 98 delas estão ativas. Deste total, delimitou-se como amostragem o universo
de 52 escolas, que correspondem àquelas que possuem biblioteca. Desta
amostragem, 10 instituições foram efetivamente visitadas e seus gestores,
entrevistados. Um primeiro olhar aponta que 50,96% das escolas municipais (QEDU,
2017) atendem a exigência da legislação, quanto à existência de bibliotecas em sua
constituição.
No entanto, com o olhar mais atento, ​in loco​, pode-se observar que a realidade
é bem mais complexa do que mostra os dados levantados pelo Portal QEdu (2017). A
totalidade das escolas visitadas possui seu acervo lotado em salas adaptadas,
chamando a estas de biblioteca. Cabe relembrar que a lei entende por biblioteca
escolar “a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em
qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura” (BRASIL, 2010).
Ou seja, a acepção dela já torna o entendimento de biblioteca reducionista, quanto às
atribuições que o setor deve desenvolver dentro do ambiente escolar. Partindo da
perspectiva​ ​da​ ​lei,​ ​então,​ ​as​ ​escolas​ ​possuem,​ ​de​ ​fato,​ ​uma​ ​biblioteca.
Contraponto esta visão, Abreu (2002) aponta que as bibliotecas atuais têm que

�coletar e disponibilizar “materiais informacionais em diversos formatos”, necessitando
acompanhar as mudanças que ocorrem na sociedade, atualizando assim os itens que
compõem o acervo. Logo, a biblioteca deve adotar outros significados, que vão além
da​ ​visão​ ​de​ ​que​ ​é​ ​apenas​ ​um​ ​espaço​ ​para​ ​guardar​ ​livros.
Em relação ao acervo, é composto, em todas as instituições visitadas,
majoritariamente por materiais didáticos que o Governo distribui para que sejam
repassados aos alunos e paradidáticos. A respeito do espaço, por ser diminuto, não
possui setor de referência, setor de processamento técnico, nem salas de estudo
individual e em grupo. Além disso, as rotinas técnicas, por não serem executadas por
um profissional habilitado, tem variância significativa de uma instituição para outra.
Alguns apenas atribuem número de tombo ao acervo, outros utilizam classificações
que lhes foram repassadas em treinamento, não sabendo informar ao certo, de qual
tipo​ ​é.
Quanto às rotinas de empréstimo domiciliar, serviço de referência, atendimento
local, serviço de informação utilitária e demais atividades, mais uma vez, percebe-se a
fragilidade do trabalho nestes espaços, por desconhecimento de seus gestores a
respeito das atribuições pertinentes à biblioteca. Os respondentes precisaram de ajuda
na questão que tratou disso, sobretudo para saber o que é um serviço de referência e
o​ ​que​ ​é​ ​um​ ​serviço​ ​de​ ​informação​ ​utilitária.
Sobre o papel desempenhado em relação a atividades culturais e lúdicas,
percebe-se, também, uma carência nesses espaços, potenciais promotores da leitura
e do conhecimento. As iniciativas de autoria dos responsáveis pela biblioteca são em
torno da orientação de alunos com problemas de rendimento ou indisciplina, incentivo
à leitura por meio de premiação para leitores assíduos e promoção de datas
comemorativas, como dia do folclore, dia do índio e dia da consciência negra.
Percebe-se​ ​aqui,​ ​mais​ ​uma​ ​vez,​ ​o​ ​estigma​ ​da​ ​biblioteca​ ​como​ ​local​ ​de​ ​castigo.
No tocante à Lei 12.244/2010, aproximadamente 70% dos entrevistados não
tinham conhecimento dela e 30% somente ouvira falar, sem grande aprofundamento a
seu respeito. No entanto, foi uníssono o entendimento de que um bibliotecário seria de
suma​ ​importância​ ​nestes​ ​espaços.
CONSIDERAÇÕES​ ​FINAIS
Com base no levantamento realizado, é possível concluir que quase metade
das escolas juazeirenses não possuem biblioteca, portanto, ainda estão longe de
cumprir com a Lei 12.244/2010 que, em 2020, chega ao prazo máximo previsto no
caput ​do Art. 3º. Soma-se a isso a realidade endêmica do desrespeito ao referido
artigo e à regulamentação da profissão de bibliotecário (Lei 4.084/1962), no que tange
à obrigatoriedade da existência deste profissional em bibliotecas, espaços que lhe são,
por direito, cativos. Por este motivo, a biblioteca torna-se um espaço de atuação
limitada,​ ​com​ ​quase​ ​ou​ ​nenhum​ ​protagonismo.
Ressalta-se que o bibliotecário tem um papel fundamental não somente no que
diz respeito à organização e guarda do material disponibilizado na biblioteca, mas,
sobretudo, na disseminação e promoção de ações culturais, que possibilita a esta
unidade​ ​de​ ​informação,​ ​atuar​ ​de​ ​forma​ ​efetiva.
É observável, no entanto, que apesar da inexistência do bibliotecário nestes
espaços e do desconhecimento das instituições à respeito da Lei 12.244/2010, há um
entendimento premente de que o ingresso deste profissional no quadro cativos de
funcionários das instituições de ensino pode se configurar em uma importante arma de

�valorização da educação, fortalecimento das práticas pedagógicas e de aprendizagem
dos​ ​alunos.
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>PANORAMA DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES MUNICIPAIS DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE: DESAFIOS  DESCORTINADOS PARA A APLICAÇÃO DA LEI 12.244/2010</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Denise Braga Sampaio</text>
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              <text>Hemerson Soares da Silva</text>
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            <elementText elementTextId="31446">
              <text>Bárbara Larissa Alexandre Filgueira</text>
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            <elementText elementTextId="31447">
              <text>Fabíola da Silva Costa</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>FEBAB</text>
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          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
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              <text>Eixo 2: 3º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="31452">
              <text>De caráter exploratório, pretende investigar como se configura o cenário atual das bibliotecas escolares municipais de Juazeiro do Norte-CE quanto ao cumprimento da Lei 12.244/2010, que prevê a obrigatoriedade das instituições de ensino terem, em seu quadro setorial, a existência de biblioteca, com bibliotecário. Para isso, utiliza como base o levantamento feito, em 2017, pelo Portal QEdu, que trata da quantidade de bibliotecas na região, bem como questões ligadas a sua estrutura. Complementando este levantamento, tem-se a aplicação de questionário junto aos gestores dessas instituições, sopesado pela Análise de Conteúdo, tendo em vista o cumprimento dos seguintes objetivos: traçar o panorama sobre a situação das bibliotecas escolares municipais do município e averiguar o grau de consonância destas instituições com a Lei 12.244/2010. Soma-se a essas ferramentas de coleta de dados a revisão de literatura, que tomou por aporte as discussões sobre políticas públicas, tendo por foco a Lei 12.244/2010 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Os dados preliminares apontam que, em sete anos de existência da Lei 12.244, apenas pouco mais de 50% das escolas possuem bibliotecas e nenhuma possui bibliotecário, além disso, sua estrutura é destoante do que assevera a literatura, o que denota um desconhecimento por parte dos gestores à respeito de sua importância no espaço educacional.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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