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                  <text>Comunicação e interação entre profissionais de sistemas e/ou
redes de bibliotecas: a experiência da Embrapa

Alessandra Rodrigues da Silva (EMBRAPA) - alessandra.silva@embrapa.br
Jeane de Oliveira Dantas (Embrapa) - jeane.dantas@embrapa.br
Maria de Fátima da Cunha (Embrapa) - maria.cunha@embrapa.br
Rosângela Galon Arruda (Embrapa) - rosangela.arruda@embrapa.br
Resumo:
Comunicação e interação são termos bastante valorizados contemporaneamente por gestores
de organizações públicas e privadas. As facilidades das tecnologias de informação e
comunicação (TIC) aliadas à consolidação das democracias e à apropriação do conceito de
cidadania fazem com que as pessoas queiram se comunicar e interagir tanto no campo
individual quanto no coletivo. O que, como, a quem e quando são elementos fundamentais
para que o processo de comunicação seja dialógico e contribua para que as equipes se sintam
motivadas a realizar um trabalho profícuo e diferenciado. Contudo, para isso não basta apenas
transmitir ou passar informações, é necessário que haja interação e reconhecimento entre os
participantes, no âmbito da socialização de conhecimentos e do compartilhamento de
experiências. Este trabalho objetiva apresentar o relato de experiência da equipe da
coordenação do Sistema Embrapa de Bibliotecas (SEB) – composto por 43 bibliotecas,
localizadas nas cinco regiões do país, sobre o emprego de videoconferências como estratégias
para potencializar a comunicação e interação entre seus membros. Ressalta-se que a ação foi e
é desenvolvida de forma independente, ou seja, não há um projeto específico para sua
promoção. Além disso, é oportuno mencionar que as apreensões descritas consistem no
posicionamento da equipe da coordenação do SEB e de algumas mensagens dos membros do
SEB compartilhadas com a coordenação por e-mail, ao telefone ou presencialmente.
Palavras-chave: Comunicação. Sistema Embrapa de Bibliotecas. Práticas profissionais.
Tecnologias de informação e comunicação.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

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1 Introdução
Comunicação
e
interação
são
termos
bastante
valorizados
contemporaneamente por gestores de organizações públicas e privadas. As
facilidades das tecnologias de informação e comunicação (TIC) aliadas à
consolidação das democracias e à apropriação do conceito de cidadania fazem
com que as pessoas queiram se comunicar e interagir tanto no campo
individual quanto no coletivo.
O que, como, a quem e quando são elementos fundamentais para que o
processo de comunicação seja dialógico e contribua para que as equipes se
sintam motivadas a realizar um trabalho profícuo e diferenciado. Contudo, para
isso não basta apenas transmitir ou passar informações, é necessário que haja
interação e reconhecimento entre os participantes, no âmbito da socialização
de conhecimentos e do compartilhamento de experiências.
Essas questões tornam-se ainda mais relevantes para organizações
distribuídas em diferentes regiões geográficas, uma das características da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que, atualmente,
possui 46 unidades descentralizadas, 17 unidades centrais no Brasil, além de
quatro laboratórios virtuais no exterior e três escritórios internacionais na
América Latina e África. Nesse sentido, a existência de comunicação efetiva,
por canais de fácil adesão e com linguagem adequada é de fundamental
importância, uma vez que contribui para integrar as pessoas, propiciar a
coesão do sistema e melhorar a qualidade do trabalho (CHIAVENATO, 1999).
Parcela significativa da gestão da informação científica e tecnológica da
Embrapa é praticada pelo Sistema Embrapa de Bibliotecas (SEB) – composto
por 43 bibliotecas, que, tal como as unidades da empresa, estão localizadas
nas cinco regiões do país. A integração entre essas equipes se dá em nível de
cooperação técnica, por meio de normativos comuns, já que cada unidade
possui sua estrutura e regimentos próprios. Em Brasília, na Sede da Embrapa,
está localizada a coordenação do SEB, vinculada à Embrapa Informação
Tecnológica (EMBRAPA, SEB, 2017).
Atento a esse cenário, em que comunicação e integração se tornaram
elementos vitais nas organizações, a partir de meados de 2015, o SEB
implementou algumas medidas no intuito de potencializar essas ações nas
equipes das bibliotecas, a saber: lançamento de informativo eletrônico com
orientações relacionadas a atividades práticas biblioteconômicas intitulado
„SEB em Ação‟; inauguração de comunidade virtual vinculada ao portal da
Empresa; promoção de cursos a distância de média duração; realização de
treinamentos online e, também, a realização de videoconferências entre as
equipes das bibliotecas da Empresa.
Este trabalho objetiva apresentar o relato de experiência da equipe da
coordenação do SEB sobre o emprego de videoconferências como estratégias
para potencializar a interação entre seus membros. Ressalta-se que a ação foi

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e é desenvolvida de forma independente, ou seja, não há um projeto específico
para sua promoção. Além disso, é oportuno mencionar que as apreensões
descritas consistem no posicionamento da equipe da coordenação do SEB e
de algumas mensagens dos membros do SEB compartilhadas com a
coordenação por e-mail, ao telefone ou presencialmente.
2 Relato de experiência
A descrição do planejamento e da realização de videoconferências entre as
equipes que integram as bibliotecas da Embrapa constituiu o foco desse
trabalho. A próxima subseção se dedica a apresentar as primeiras ações
desenvolvidas por meio do sistema de videoconferências interno da Empresa,
já a segunda se volta para as ações realizadas, no ano de 2017, por meio de
sala virtual que a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) disponibilizou ao
SEB.
2.1 Primeiro momento: videoconferências realizadas no sistema interno
A Embrapa possui um sistema para videoconferências gerenciado pelo
Departamento de Tecnologia da Informação, que exige que o solicitante faça o
agendamento prévio da sala virtual e também providencie uma sala física que
tenha o equipamento específico. Dessa forma, durante a primeira etapa de
realização das videoconferências, as equipes de cada uma das 43 bibliotecas
precisavam agendar previamente o uso da sala de videoconferência de sua
unidade (normalmente, cada unidade possui apenas uma sala, utilizada por
todos empregados).
Essa primeira etapa aconteceu a partir de meados do ano de 2015 até o final
do ano de 2016, com periodicidade variada, o que totalizou quatro
videoconferências, com a participação em média de 23 equipes de bibliotecas.
O processo prévio à realização da reunião consistia nas seguintes etapas: a)
verificar as datas disponíveis no sistema de videoconferência e levantar
potenciais opções, b) enviar estas para a lista de discussão das bibliotecas
com o objetivo de que as equipes opinassem sobre a data mais oportuna, c)
escrever e divulgar na lista de bibliotecas mensagem com a data selecionada,
os horários e as informações para acesso à reunião.
No dia da videoconferência, toda a equipe da coordenação do SEB se
mobilizava para que fossem solucionados problemas que viessem a acontecer,
bem como um dos membros ficava responsável por enviar um e-mail de
lembrete para a lista de discussão.
Era necessário ir para sala física que possuísse o equipamento de
videoconferência, com antecedência de 30 minutos, para preparar as
configurações e realizar a chamada, pois os demais participantes só
conseguiam acessar a sala após a abertura, que era realizada pela equipe da
coordenação do SEB, em Brasília. Em alguns momentos, a rede ficava muito
instável e a chamada era descontinuada, de forma que se fazia necessário

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repetir o procedimento de chamada inicial e aguardar o retorno das outras
unidades, o que ocasionava alguns atrasos.
A reunião era normalmente oferecida em duas sessões, uma pela manhã e a
outra pela tarde, sendo que cada horário abrangia determinadas regiões
geográficas. Essa divisão se fazia necessária, uma vez que as unidades
situadas na Região Norte e em outras localidades possuem diferença
significativa de fuso-horário. Durante a vigência do horário de verão, a situação
se tornava ainda mais difícil, uma vez que a diferença de horário entre algumas
unidades com a hora de Brasília chega a ser de 3 horas.
Iniciada a reunião, fazia-se a conferência das equipes das bibliotecas
presentes e alguns testes de áudio. Solicitava-se de imediato o desligamento
dos microfones dos outros participantes para se manter a qualidade do áudio e
evitar eco. A reunião consistia na apresentação de temas importantes para
toda a equipe do SEB pela coordenação de Brasília, com a abertura de espaço
para fala das equipes das unidades ao final.
A apresentação era compartilhada posteriormente na comunidade virtual e,
também, era enviada mensagem para as bibliotecas cujas equipes não
participaram, com o assunto “Sentimos sua falta” e perguntado o motivo da
ausência. Além disso, fazia-se um documento com a memória da reunião para
que se pudesse dar transparência aos assuntos e temas levantados.
Esse modelo, apesar de produtivo, apresentou algumas dificuldades, como o
fato de haver a possibilidade de a sala com o equipamento físico para
videoconferências nas unidades estar indisponível, já que a maioria delas
possui apenas uma e a demanda de uso é grande, pois atende a vários
setores. Além disso, a planilha de marcação contempla toda a Empresa, fato
que requer o agendamento prévio, para o qual nem sempre as datas existentes
são as mais adequadas, tendo-se em vista as necessidades das equipes das
bibliotecas.
Em razão da diferença de fuso-horário entre algumas cidades em que a
Embrapa possui unidades, a adesão aos encontros também era dificultada, já
que, como citado, no horário de verão poderia ser de até 3 horas. Exemplifica
esse fato a Embrapa Acre, localizada em Rio Branco, uma vez que uma
reunião com início às 10 horas pelo horário de Brasília, lá seria às 07 horas.
Essa dificuldade era minimizada devido à possibilidade de a equipe da
Embrapa Acre participar da segunda videoconferência oferecida no turno da
tarde, mas que também coincidia com o horário de almoço.
Inicialmente, as videoconferências buscaram ser mais informativas, ou seja, a
coordenação do SEB apresentava informações importantes de serem niveladas
entre as equipes das bibliotecas, bem como questões que exigiam discussão.
Ao final da reunião, abria-se espaço para a participação de outros colegas
(fala), o que quase nunca conseguia abranger todas as unidades, já que o
tempo era escasso, as demandas grandes e os problemas de conexão

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rotineiros. Além da questão do fuso-horário, esse era outro motivo para que as
sessões fossem realizadas em dois turnos.
Ainda assim, o alcance dessas reuniões virtuais foi grande, uma vez que
estabeleceu um novo canal de comunicação e possibilitou a interação da
equipe da coordenação do SEB com as equipes das unidades, bem como das
equipes das unidades entre si.
Vários comentários foram encaminhados à coordenação do SEB com
sugestões de aperfeiçoamento, dos quais se dá destaque à solicitação de
realização da reunião em uma única sessão para que as equipes de todas as
bibliotecas pudessem participar de forma simultânea e, consequentemente, „se
ouvirem‟.
Por fim, menciona-se que, durante o período de realização dessas reuniões,
havia um equipamento disponível na Biblioteca da Embrapa Sede, local em
que está situada a coordenação do SEB. Em novembro de 2016, esse
equipamento foi retirado da biblioteca, o que fez com que a equipe da
coordenação do SEB passasse a também necessitar de agendar sala física
com equipamento específico para a realização das reuniões.
Após essa data, apenas uma videoconferência foi realizada por meio do
sistema interno da Embrapa, pois o SEB possuía uma sala virtual na RNP, uma
vez que a Embrapa é uma organização usuária desta, e instituições dessa
modalidade podem apresentar pedido de criação de sala sem ônus.
A próxima seção objetiva apresentar considerações sobre as reuniões
realizadas sob essa modalidade.
2.2 Segundo momento: videoconferências realizadas na sala da RNP
A sala virtual do SEB na RNP apresenta várias vantagens (RNP, 2017) se
comparada ao sistema interno da Embrapa, conforme se menciona a seguir:
 pode ser acessada de qualquer microcomputador e até de dispositivos
móveis, o que permite que as equipes participem da reunião por meio de
computadores ou aparelhos móveis de quaisquer locais, inclusive da biblioteca,
sem precisarem reservar sala específica para tal;
 possui bate-papo coletivo e também individual, de forma que a comunicação
dos participantes é facilitada durante o encontro;
 possui o recurso de levantar a mão, que indica interesse do participante em
se manifestar;
 possibilita que a reunião seja gravada, o que permite aos que se ausentarem
terem acesso ao conteúdo discutido;
 tendo os equipamentos necessários (webcam e microfone) o participante
pode interagir em tempo real. Dessa forma, se existir mais de uma pessoa na
biblioteca, toda a equipe poderá participar da reunião conjuntamente;
 o apresentador pode ainda compartilhar a tela de seu equipamento e
demonstrar ações em tempo real para os participantes. O recurso de

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compartilhamento está aberto a todos e, além da tela, podem ser
compartilhadas apresentações e outros tipos de documentos;
 o acesso à reunião se dá por meio de envio do link, que pode ser aberto
para aqueles que o possuem ou pode exigir a aprovação do administrador da
reunião, ou seja, o acesso pode ser personalizado;
 facilidade de horários, já que não requer o agendamento de salas físicas.
A partir dessas vantagens, a equipe da coordenação do SEB realizou três
reuniões virtuais por meio da sala da RNP, no ano de 2017. As ações prévias
consistiam nas mesmas do modelo anterior, com a diferença de que eram
divulgadas as configurações relacionadas às TIC necessárias para acesso à
reunião.
A dinâmica da reunião sofreu algumas alterações com o objetivo de
estabelecer um espaço mais dialógico e menos expositivo, com a ampliação da
participação das equipes das unidades. Com isso, menos temas foram
abordados pela equipe da coordenação, dando maior espaço de fala aos
outros membros.
O pós-reunião abordou as mesmas ações descritas no modelo anterior.
3 Algumas considerações
Por meio dessa experiência, acredita-se ser de fundamental importância que
instituições que possuem bibliotecas em diferentes locais promovam o uso de
canais de fácil comunicação e que permitam interação e identificação entre
seus membros. O entrosamento da equipe que conduz a reunião virtual é um
fator diferencial, pois agiliza a solução de eventuais problemas surgidos e
minimiza o impacto negativo destes durante o evento. A experiência
apresentada refere-se àquela apreendida pela equipe da coordenação do SEB.
Contudo, acredita-se ser de fundamental importância compreender como as
demais equipes das bibliotecas da Embrapa a percebem, motivo pelo qual está
prevista para o final do ano de 2017 a aplicação de questionário eletrônico
sobre o tema.
Pretende-se dar continuidade à realização dessas reuniões, buscando
aperfeiçoá-las e, também, promover encontros virtuais entre as equipes das
bibliotecas da Embrapa com equipes de bibliotecas de outras instituições.

Referências
BRASIL. Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. Site. Disponível em:
&lt;http://www.rnp.br/&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.
CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas
organizações. 4. ed. Barueri: Manole, 2014.
EMBRAPA. Sistema Embrapa de Bibliotecas. Site. Disponível em:
&lt;https://www.embrapa.br/seb&gt;. Acesso em: 10 jul. 2017.

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