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                  <text>Grupo de Trabalho Livros Impressos, Comitê Brasileiro de
Desenvolvimento de Coleções (CBDC) - CBBU/FEBAB: impressões e
perspectivas.

Marcello Mundim Rodrigues (UFU) - marcellomundim@ufu.br
Resumo:
O atual trabalho apresenta o Grupo de Trabalho (GT) Livros Impressos, criado e gerido pelo
Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC), assim como as impressões do
autor referentes à sua participação enquanto membro do GT e secretário do Comitê
supracitado. Seu objetivo é relatar experiências e perspectivas, além de buscar promover tais
grupos, visando ampla divulgação de suas ações. Entende-se que assim seja possível realizar
recrutamento de profissionais (principalmente aqueles atuantes em desenvolvimento de
coleções) dispostos a somar e contribuir com os trabalhos desempenhados por ambos os
grupos. Ao fim do relato, sugerem-se textos (construídos a partir de experiência) que
descrevem missão e objetivo principal do GT Livros Impressos e do CBDC. Conclui-se que a
participação em grupos como o GT Livros Impressos e CBDC é significativa, pois permite
crescimento pessoal e profissional àqueles envolvidos, além de aprimorar o trabalho técnico
da área de desenvolvimento de coleções. Entretanto, há ainda falta de incentivos na ampla
participação de seus atuais e futuros membros, deixando assim tais grupos vulneráveis,
dependentes do trabalho voluntário de seus participantes.
Palavras-chave: Grupos de trabalho. Cooperação institucional. Bibliotecas - Desenvolvimento
da Coleção. Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 3: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no
ambiente físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais,
desenvolvimento de serviços e produtos inovadores, bibliotecas digitais e
virtuais, portais e repositórios, acesso aberto.

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�1 INTRODUÇÃO
Atualmente no Brasil, profissionais da informação têm passado por uma fase de
autoconhecimento no que fiz respeito a seu posicionamento e à percepção do
reconhecimento de sua atuação na sociedade. É esperado que a figura e o papel do
Bibliotecário se destaquem, resultado dos avanços da globalização, pois o fácil acesso e as
inúmeras ferramentas virtuais facilitam o desenvolvimento e a visibilidade dos produtos e
serviços oferecidos em suas unidades de informação, de seus engajamentos em frentes de
trabalho, dos processos e resultados alcançados, dentre outros.
Ainda que possamos contar com profissionais bem posicionados em suas
comunidades, há precariedade de meios de comunicação que facilitem a organização e
cooperação entre pessoas altruístas, proativas e líderes, possibilitando a existência de
barreiras invisíveis no processo de compartilhamento e acesso a informações relevantes,
prejudicando assim seu trabalho. Uma solução encontrada por um grupo pode ser bem
aproveitada por outro semelhante. Entretanto, sem a devida comunicação, essa experiência
não terá o alcance desejado. Comumente utilizam-se periódicos científicos e/ou publicações
em anais de eventos para a comunicação de avanços técnico-científicos.
Ainda assim, é interessante que as partes envolvidas no processo de construção do
conhecimento de determinado saber mantenham contato entre si, ou seja, seria de grande
relevância a criação e manutenção de comunidades de profissionais, grupos que possam
colaborar, cooperar, compartilhar problemas, ideias, soluções em comum, pois esse
processo pode gerar políticas nacionais e práticas mais eficientes e eficazes.
Esses grupos podem ser denominados comissões, comitês, grupos de trabalho, etc.
De acordo com o Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa Michaelis Online “comissão” se
denomina “[...] reunião de pessoas designadas por uma assembleia para realizar uma tarefa
[...]” ou “[...] a reunião dessas pessoas para executar esse trabalho [...]”. Há também
“comissão executiva”, termo mais próximo da realidade dos profissionais da área de
biblioteconomia e ciência da informação no Brasil, que se define por “grupo de pessoas de
uma empresa ou da administração pública que executa as decisões tomadas nessa reunião
executiva; executiva”.
O papel desses grupos é, primeiramente, aproximar profissionais com características
similares e que desejam doar-se a buscas por melhorias em seu ambiente de trabalho, sua

�comunidade e/ou em todo o país. Geralmente essas comissões são subordinadas a órgãos
que fomentam suas atividades, e esses por sua vez, possuem missões e objetivos que devem
ser levados em conta pela atuação de seus membros.
Durante busca por informações a respeito desses grupos, pôde-se perceber que
ainda são faltosos dados oficiais (missão, objetivos, membros, entre outros) sobre os
mesmos na rede virtual de computadores. Sendo assim, é pretendida, ao final desse relato, a
elaboração de uma sugestão de texto (que se dá através de experiência) referente à missão
e objetivo do Grupo de Trabalho (GT) Livros Impressos e do Comitê Brasileiro de
Desenvolvimento de Coleções (CBDC), e apresentá-la na próxima reunião da Comissão
Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU), que acontecerá no CBBD 2017, em
Fortaleza/CE.
Sabe-se que a confecção de uma web site oficial do CBDC está em andamento,
produzida pela coordenadora do Comitê, Katiussa Nunes Bueno, Bibliotecária da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O resultado final desse trabalho
também será apresentado na reunião do CBBU em evento supracitado.
Portanto, busca-se nesse relato compartilhar experiência como membro do GT Livros
Impressos (percepções e perspectivas para o futuro do GT), assim como também da minha
recente e breve vivência como secretário do CBDC.
O objetivo principal desse relato é proporcionar maior visibilidade ao GT Livros
Impressos e ao CBDC que o coordena, buscando chamar a atenção de profissionais atuantes
ou que se façam interessados por desenvolvimento de coleções, encorajando-os a
contribuir, a participar do processo de construção do conhecimento dessa área, uma vez que
o foco dos trabalhos desempenhados está na evolução das práticas bibliotecárias no Brasil.
2 PARTICIPAÇÃO NO GT LIVROS IMPRESSOS
Sou Bibliotecário formado há 5 anos. Finalizei meu curso em julho de 2012 na Escola
de Ciência da Informação (ECI) – Universidade Federal de Mina Gerais (UFMG). Alguns meses
após ter me graduado, assumi a vaga de concurso na Universidade Federal de Uberlândia
(UFU) a qual havia pleiteado. Nesse meio tempo, não tive experiência como Bibliotecário em
outra instituição. Entrei como gerente de biblioteca setorial, passei pela referência em
seguida, mas foi quando estava na área de Seleção e Aquisição (no Sistema de Bibliotecas da

�UFU nós temos o setor de processamento técnico dividido em dois) que tive a oportunidade
de ir, pela primeira vez, ao Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) do ano
de 2014 sediado em Belo Horizonte, Minas Gerais.
À convite da ex-diretora do SISBI-UFU, durante o evento, participei da reunião
técnica do CBDC vinculado à CBBU/FEBAB e ingressei no GT Livros Impressos, que havia
acabado de se formar. Confesso que à princípio não fazia ideia do que se tratava participar
de um grupo de trabalho, mas entrei com a proposta de ser o suporte técnico do grupo,
resolvendo todas as questões relacionadas à tecnologia: manuseio de ferramentas e
ambientes virtuais para reuniões, gerenciamento de documentos, formulários, etc. Fui aos
poucos participando, ganhando confiança, entendendo do que se tratava o GT. No primeiro
ano, minha participação ainda era coadjuvante, mas nos seguintes, passei a cooperar mais
(até porque o número de participantes ativos havia reduzido drasticamente), principalmente
durante fase de elaboração e execução do “Mapeamento dos Procedimentos de Aquisição
de Materiais Informacionais das IES no Brasil”, pesquisa cujos resultados foram
apresentados no SNBU 2016, em Manaus, durante reunião do CBBU.
Fazer parte desse trabalho “experimental” me permitiu um crescimento pessoal e
profissional considerável, afinal minha entrada se deu no nascimento do grupo e não havia
nada que garantisse a sua existência até o atual momento – a não ser o trabalho voluntário
dos envolvidos. Pude aguçar minhas habilidades de liderança e trabalho em equipe,
tratando-se de uma em que seus membros estão há milhares de quilômetros de distância
um do outro (São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais).
Apesar disso, a execução das tarefas é muito organizada e os papéis bem estabelecidos. O
clima é descontraído, todos se respeitam, e cooperação é palavra-chave.
É válido lembrar que os participantes desses grupos continuam com suas funções
normais enquanto Bibliotecários de suas IES, ou seja, decidem em dividir seu tempo com
causas que futuramente possam ajudar tanto a sua rotina quanto a de outros colegas Brasil
afora.
Seria interessante levantarmos discussões a cerca da participação de profissionais em
grupos como esse, pois há necessidade da continuidade do desenvolvimento de trabalhos
que beneficiem as práticas bibliotecárias em território nacional. Hoje, esse trabalho é
voluntário, dependendo da boa vontade de seus membros, porém, sente-se falta de apoio,
incentivo: sejam em recursos financeiros (garantidos pelas IES de origem de cada membro

�ou por órgãos de fomento) como ajuda no custeio da participação desses profissionais em
reuniões anuais que se realizam nos eventos da área, uma vez que sua presença é
fundamental; seja na promoção e divulgação de seus esforços em projetos, metas
alcançadas, dando, dessa forma, maior destaque a esses, que ganham assim visibilidade,
resultando em participação e/ou ingresso de pessoas engajadas; entre outros.
3 PARTICIPAÇÃO NO CBDC

Após 2 anos de participação no GT Livros Impressos, fui convidado pela coordenação
do CBDC a participar do mesmo enquanto secretário, para assistir o grupo em questões
similares às do GT. Por mais que as funções no CBDC se modifiquem, todos possuem voz em
decisões a serem tomadas.
Até o momento, foram poucas as ações do Comitê em período pós SNBU 2016, mas
para esse ano, já se estabeleceu pauta da reunião nacional que acontecerá no CBBD 2017,
aprovada por todos os membros. Assim como as do GT, as reuniões desse grupo são feitas
através de ferramentas como Skype e Hangout do Google Drive.
Como dito anteriormente, há uma web site sendo construída pela coordenadora do
Comitê, que busca registrar e divulgar as ações promovidas por esse e outros grupos que o
mesmo gere, além de disponibilizar outras informações relevantes. Esse trabalho, ao ser
concluído, assistirá e beneficiará todos envolvidos e interessados enquanto espaço que dá
acesso ao CBDC, GTs e seus membros, além de contribuir com sua memória institucional.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O GT Livros Impressos se tornou um grupo bem estruturado e consolidado, apesar de
seus poucos membros (6 Bibliotecários), que se propuseram a desafiar a realidade vivida
atualmente no país, tendo a redução orçamentária das universidades públicas (todos os
bibliotecários membros do GT são funcionários de Bibliotecas Universitárias Federais) como
um dos problemas mais pontuais e impactantes para o desenvolvimento de coleções nesse
momento.

�Apesar de tudo, como membro, percebo que, mesmo sem grandes incentivos, a
participação nesses grupos é extremamente válida, pois ela proporciona crescimento a seus
envolvidos. As perspectivas para o futuro do GT, mesmo em fase de baixas e perdas na
Educação, são promissoras, pois os objetivos para os anos 2017-18 já estão definidos e
alinhados cronologicamente. Também espero poder contribuir, além de absorver e construir
conhecimento significativo na participação da gestão atual do CBDC, visando sempre o
crescimento e desenvolvimento da área de coleções.
Como proposto na introdução desse relato e pensada por meio de experiência obtida
na participação desses grupos, a missão do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de
Coleções é promover discussões relacionadas à criação de políticas que regularizem e
padronizem práticas de gestão de acervos em território nacional. Seu objetivo principal é
dar apoio, através de capital intelectual, a todos profissionais bibliotecários atuantes em
desenvolvimento de coleções no Brasil. Já o Grupo de Trabalho Livros Impressos tem como
missão trabalhar em prol do crescimento e desenvolvimento das práticas relacionadas à
seleção, aquisição e descarte de materiais informacionais impressos no âmbito das
universidades públicas e/ou privadas brasileiras. Seu objetivo principal é promover
pesquisas, discussões e construir aparatos consultivos que assistam profissionais em suas
rotinas quando no trato de materiais impressos.
5 REFERÊNCIAS
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. Missão. FEBAB: São Paulo, 201217. Disponível em: &lt;http://www.febab.org.br/cbbu-2/&gt;. Acesso em: 5 jul. 2017.
COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES. Trajetória histórica, 2017.
Disponível em: &lt;https://cbdcsite.wordpress.com/sobre/&gt;. Acesso em: 5 jul. 2017.
MICHAELIS. Dicionário brasileiro de língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2017.
Disponível em:
&lt;http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&amp;f=0&amp;t=0&amp;palavra=comiss%C3%A3o&gt;. Acesso em:
5 jul. 2017.

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Documentação&#13;
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