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                  <text>Concepções de uma biblioteca do século XXI e o protagonismo da
Biblioteca Professora Etelvina Lima (ECI-UFMG)

Gabrielle Francinne de S.C. Tanus (UFMG) - gfrancinne@gmail.com
Maianna Giselle De Paula (UFMG) - maiannag@gmail.com
Elaine Diamantino Oliveira (UFMG) - elained@eci.ufmg.br
Maria Elizabeth de Oliveira Costa (UFMG) - mabethcosta@gmail.com
Vivian Ascenção Fonseca (UFMG) - vivian@eci.ufmg.br
Resumo:
A história das bibliotecas é marcada por uma diversidade de características que a definem
dentro de cada tempo e contexto histórico. Expor a trajetória das bibliotecas é sempre um
desafio, pois constituem um conjunto de vários acontecimentos e descrevê-los em sua
totalidade seria impossível. Logo, recorre-se a um efeito didático e, mais geral, visando
demonstrar o percurso das bibliotecas ao longo do tempo e seus processos de mudanças
operadas em cada momento (Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea). Assim, a
partir da revisão de literatura sobre o tema “histórias das bibliotecas” convocam-se autores
como: Martins (2002), Darnton (2010), Battles (2003). Ademais, busca-se compreender a
partir de uma produção mais recente as visões sobre as bibliotecas dentro do atual contexto século XXI (TARGINO, 2010; SANTA ANNA, 2016; VALENTIM, 2017; GOTTSCHALG-DUQUE,
2017). Nesta esteira, foca-se, também em expor as ações de uma biblioteca universitária, a
Biblioteca Professora Etelvina Lima, que vai ao encontro das concepções presentes na revisão
de literatura acerca da biblioteca contemporânea.
Palavras-chave: História das bibliotecas; Biblioteconomia; Bibliotecas - século XXI
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

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�Eixo 4: Bibliotecas para todos
Introdução
A história das bibliotecas compreende vários séculos, e vincula-se ao
surgimento da palavra escrita, uma necessidade de materializar os pensamentos,
sobretudo, aqueles vinculados às transações econômicas e administrativas. Tais
ações humanas de registros do conhecimento possibilitaram a constituição dos
acervos das primeiras bibliotecas ainda na Antiguidade, compostas de suportes
como as tabuinhas de argila, papiro e pergaminho. De modo sucinto, as bibliotecas
na Antiguidade são instituições voltadas para o atendimento das elites, dos letrados
e pesquisadores da época. A intenção era guardar e custodiar nas bibliotecas a
produção das várias áreas do conhecimento. Na Idade Média as bibliotecas,
também, direcionavam suas atividades para o cumprimento das ações internas,
sendo dirigidas e guiadas pelas ordens religiosas. Neste momento, ficaram
conhecidas as bibliotecas instaladas dentro dos mosteiros e conventos. As
bibliotecas universitárias nascem com as universidades no período de declínio do
feudalismo, a baixa Idade Média. Os livros passam, paulatinamente, a se
diversificar quanto ao conteúdo, visando atender ao ensino. Apesar disto, estes
dois momentos históricos, Antiguidade e Idade Média, segundo Martins (2002)
podem ser aproximados devido à natureza, funcionamento e finalidade das
bibliotecas que não estavam à disposição dos profanos, mas apenas aqueles
pertencentes a uma ordem autorizada a adentrar nas bibliotecas.
Na Idade Moderna, em razão do aperfeiçoamento da prensa por Gutenberg,
o grande marco constitui nos livros impressos, que passam a circular mais nas
cidades, pode-se dizer que houve uma necessidade do livro e da palavra escrita,
que até então não era bem definida ou sequer poderia ser sentida devido ao claro
impedimento sofrido em torno da palavra escrita. Os livros impressos nas diversas
tipografias passam a constituir nos numerosos acervos das bibliotecas particulares
dos homens eruditos, que, posteriormente, são transferidos do domínio do privado
para o público. Na Idade Contemporânea, a partir das revoluções francesas e
burguesas na Europa, as bibliotecas nacionais são criadas com o objetivo de
formar/forjar uma memória da nação a partir dos acervos bibliográficos. As
bibliotecas públicas fruto das demandas das cidades industriais nascem em meio a
uma nova demanda da sociedade, por espaços e leituras que pudessem ocupar e
socializar o homem. Assim, as bibliotecas no final do século XIX, passam a abrir
seus acervos à população, constituindo em instituições sociais com propósitos bem
definidos, mesmo que ainda distantes de uma função social mais democrática, livre
e justa.
No século XX, mais especificamente, a partir da segunda metade do século,
o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação transformam as
bibliotecas e seus processos. Os catálogos, antes em papel no formato de fichas,
passaram a ser substituídos por catálogos online de acesso aberto, outra mudança
considerável envolve o processamento das informações por meio do computador e

�as atividades de busca e recuperação da informação. Destacam-se nesse cenário
as bibliotecas eletrônicas, virtuais, digitais e os repositórios e bases de dados para
acesso dos usuários. Ademais, há que se destacar a mudança na concepção das
bibliotecas, agora, não mais fechadas e voltadas para processos internos ou
imersas em um paradigma custodial (SILVA, 2006). Os usuários, ou melhor, os
atores ou interagentes, são considerados de fato como sujeitos centrais e razão
das bibliotecas. Várias mudanças têm sido operadas no espaço da biblioteca, um
espaço de silêncio e estudo, mas, também, um espaço de trocas, diálogos,
convivência, experiência e aprendizado. Bibliotecas são compostas por acervos
físicos e eletrônicos (analógico e/ou digital), e atividades diversas: encontros, batepapos, eventos, mostras de filmes, um local de acesso à informação e construção
dela e do conhecimento. A biblioteca do século XXI deve constituir-se, portanto,
numa “plataforma de aprendizagem da comunidade” (LANKES, 2015; ALONSO
ARÉVALO, 2016).
Essa trajetória da história das bibliotecas, que constitui na verdade em uma
longa e complexa história dos saberes, das letras, dos registros diversos, foi
sintetizada a fim de mostrar que as bibliotecas acompanham as mudanças
históricas dos contextos onde estão inseridas. As bibliotecas não estão alheias às
transformações sociais, econômicas, culturais, apresentando em cada um dos
momentos uma expressão que fora retratada, aqui, de modo, geral e com certas
lacunas. Busca-se, assim, de modo mais verticalizado discutir as bibliotecas de
nosso tempo, as características das bibliotecas do século XXI, em especial,
trazendo para ilustrar um exemplo real de uma biblioteca, particularmente, de uma
biblioteca universitária.
Metodologia da pesquisa
Para a compreensão da história das bibliotecas e de suas características em
cada tempo e momento histórico realizou-se uma pesquisa bibliográfica, buscando
aprofundar a discussão acerca das bibliotecas do século XXI e os delineamentos
que marcam essa “biblioteca contemporânea” e a “biblioteca do século XXI”. Com
o objetivo de ilustrar tais características focaliza-se em um exemplo pertinente
dentro desse contexto, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, da Escola de Ciência
da Informação (ECI), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Portanto,
nessa direção, este trabalho tem como objetivo demonstrar as ações, que vão ao
encontro dos desafios e perspectivas da biblioteca do século XXI, e que vem
sendo realizada pela equipe desta Biblioteca, uma das vinte e cinco bibliotecas
que compõe o Sistema da UFMG.
Discussão
As bibliotecas não estão alheias às transformações sociais e as demandas da
sociedade, diante disso, é recorrente um novo delineamento da missão e papel das
bibliotecas dentro de um contexto que valoriza e demanda informação, e incorpora
as tecnologias de informação e comunicação. A sociedade da informação requer
profissionais que saibam aprender a conhecer, aprender a viver juntos, aprender a

�fazer e aprender a ser (SILVA; CUNHA, 2002). Conforme Castro (2000) o
bibliotecário ou profissional da informação deve contemplar diversas competências,
habilidades e atitudes (entre elas: competência em comunicação, técnica, gerencial,
social, entre outras). Cumpre destacar que o papel do gestor ou do “bibliotecáriochefe” se desloca de um modelo hierárquico para um modelo horizontal, efetivando
um processo de integração e cooperação, responsável pela liderança, motivação da
equipe, e em manter o espírito criativo. O trabalho colaborativo ou em rede
possibilita a biblioteca expandir suas ações, envolvendo mais parceiros no
desenvolvimento dos trabalhos e projetos.
A Biblioteca Professora Etelvina Lima tem como missão apoiar as atividades
de ensino, pesquisa e extensão, possibilitando a criação de conhecimento e o
fortalecimento da comunidade acadêmica – (discentes e docentes dos cursos de
Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia e das pós-graduações lato sensu e stricto
sensu (mestrado/doutorado em Ciência da Informação e Gestão e Organização do
Conhecimento e a comunidade externa – outras instituições, pesquisadores, alunos
de intercâmbio e visitantes). As bibliotecárias de referência ministram
sistematicamente treinamentos de bases de dados da área, do Portal de Periódicos
da Capes e de gerenciadores bibliográficos, visando à autonomia e o
empoderamento dos alunos no processo de sua formação. Ademais, a biblioteca é
responsável pela manutenção, treinamento e divulgação de duas bases de dados da
área, a base Peri (cobre toda a literatura nacional indexada em periódicos e anais de
eventos na área de Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia e
Museologia) e a base Libes (especializada na indexação de documentos da
literatura brasileira em Biblioteca Escolar), ações que agregam valor e incrementam
os serviços de disseminação da informação realizados pelas bibliotecárias de
referência.
A visão da Biblioteca Professora Etelvina Lima é constituir permanentemente
em uma “biblioteca-laboratório” de excelência, contribuindo para o desenvolvimento
crítico e ético de indivíduos; manter o compromisso com a democratização do
acesso à informação, respeitando a ética e os valores humanos. O objetivo da
biblioteca é prestar serviços de excelência, visando atender as necessidades de
informação e as expectativas da comunidade, bem como capacitar os usuários na
utilização dos recursos e ferramentas informacionais. A democratização da
informação envolve acesso à informação em outros formatos e suportes, não sendo
exclusivamente o livro. A biblioteca possui acervos audiovisuais como Cd´s, Dvd´s
(didáticos e de lazer, como, por exemplo, filmes). A biblioteca disponibiliza também
um computador especial voltado para usuários com deficiência visual, que foi doado
pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da UFMG.
A concepção da biblioteca como um laboratório possibilita que os transeuntes
e aqueles que permanecem no espaço da biblioteca acompanhem as atividades
realizadas, tendo em vista que as paredes externas e internas são de vidro, o que
permite uma visão dos processos. Cumpre destacar ainda que, o chão da biblioteca
possui uma sinalização especial (Wayfinding) e um caminho tátil, que garante certa
acessibilidade aos usuários com deficiência visual. A equipe da Biblioteca se

�mantém atualizada através da participação em evento promovidos pela UFMG e
ECI, assim como, busca a educação continuada – todos os bibliotecários possuem
pós-graduação (lato sensu ou scrito sensu).
Para aumentar os meios de disseminação da informação a biblioteca faz uso
das mídias sociais digitais como facebook, twitter e chat, além de manter o canal de
comunicação com seus usuários por meio do telefone, site, email, e, claro, de forma
presencial, de 07h às 22:30h. Além do espaço para o acervo, terminais de consulta,
uma sala de videoconferência (usada para reuniões, defesas de mestrado e
doutorado), espaço de estudos em grupo e individual, a biblioteca é também
composta por duas salas de aulas onde são ministradas disciplinas de “serviços e
fontes de informação” e “tratamento da informação”. As salas são equipadas com
acervos específicos para aquelas áreas e dispõe de mais de trinta computadores em
cada sala, que ficam disponíveis aos alunos da ECI durante e após as aulas.
Entende-se, também, que a biblioteca é um espaço de diálogos e trocas de
conhecimentos, de modo que o silêncio não constitui a tônica do espaço. No espaço
da varanda da biblioteca, equipada com sofás, já ocorreram palestras e exibição de
filmes com direito a pipoca e refrigerante.
A harmonia e o caminhar junto com a missão da instituição, UFMG e ECI,
bem como a proximidade com os professores e a comunidade acadêmica e
servidores em geral é de fundamental importância para o desenvolvimento das
atividades. Dentre estas atividades destacam-se os eventos realizados: Semana do
Bibliotecário; Semana do Livro e da Biblioteca, (ambas com início em 2016). A
Semana do Bibliotecário segue um tema central, que em 2016, foi “O profissional
frente às demandas plurais”, e em 2017, “O bibliotecário como agente de
transformação social”, este ano, em especial, contou com a parceria da Associação
dos Bibliotecários do Estado de Minas Gerais (ABMG) e com o patrocínio e apoio de
diversas instituições e empresas. A biblioteca assume, ainda, o papel de apoiadora
dos eventos promovidos pela Escola de Ciência da Informação como a Semana dos
Museus e o Seminário de Arquivologia, este evento, particularmente, conta com o
protagonismo dos alunos para seu desenvolvimento anualmente.
Considerações finais
A tônica das bibliotecas neste século, sejam elas “equipamentos culturais” ou
“centros de aprendizagem”, é servir e atender ao usuário, ao público, ao leitor, ao
interagente. As palavras de ordem são: acesso à informação, mediação,
apropriação e criação de conhecimento, possibilitando a partir do uso da
informação uma ação mais consciente, crítica e cidadã dos sujeitos. As bibliotecas
passaram, portanto, a constituir como instituições responsáveis também pelo
desenvolvimento deste sujeito e das comunidades onde estão inseridas, visando
uma sociedade mais justa e democrática. Acredita-se que, as bibliotecas ampliam
a noção de paradigma do acesso e da informação, por meio da figura do indivíduo,
do sujeito, abrindo espaço para a noção de um paradigma centrado no humano
como ponto fulcral para reforçar a importância do acesso e da informação. E,
nessa direção, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, através da sua equipe busca

�consolidar as ações de uma biblioteca do século XXI, efetivando através da prática
a proposta de uma “biblioteconomia social” (LINDEMANN; SPUDEIT; CORRÊA,
2016). Acredita-se que as bibliotecas devam caminhar nessa direção de
constituírem em espaços dinâmicos e de acesso à informação, promovendo
diversas atividades que fomentem a dinamização e a ocupação dos espaços por
todos, em momentos de estudo e de lazer, fruição, diversão, ou mesmo uma
pausa ou descanso dos sujeitos.
Referências
ALONSO ARÉVALO, Julio. La biblioteca en proceso de cambio. BiD: textos
universitaris de biblioteconomia i documentació, n. 36, 2016.
BATTLES, Matthew. A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta
do Brasil, 2003.
DARNTON, Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010.
GOTTSCHALG-DUQUE, Claudio. Bibliotecas e mídias sociais. In: RIBEIRO, Anna
Carolina; FERREIRA, Pedro Cavalcanti (Org.). Biblioteca do século XXI: desafios
e perspectivas. Brasília: Ipea, 2016.
LANKES, D. Expect more: melhores bibliotecas para o mundo complexo. São
Paulo: FEBAB, 2016. Tradução Jorge do Prado.
LINDEMANN, Catia; SPUDEIT, Daniela; CORRÊA, Elisa. Por uma Biblioteconomia
mais social: interfaces e perspectivas. Revista ACB, v. 21, n. 3, dez. 2016.
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: historia do livro, da imprensa e da
biblioteca. São Paulo: Ática, 2002.
SANTA ANNA, Jorge. A redefinição da biblioteca no século XXI. RDBCI: Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 14, n. 2,
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SILVA, E. L. C.; CUNHA, M. V. A formação profissional no século xxi: desafios e
dilemas. Ciência da Informação, v. 31, n. 3, p. 77-82, 2002.
SILVA, Armando. A informação: da compreensão do fenómeno e construção do
objecto científico. Porto (Portugal): Afrontamento, 2006.
TARGINO, Maria das Graças. A Biblioteca do século XXI: novos paradigmas ou
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jan.abr.2010.
VALENTIM, Marta. O perfil das bibliotecas contemporâneas. In: RIBEIRO, Anna
Carolina; FERREIRA, Pedro Cavalcanti (Org.). Biblioteca do século XXI: desafios
e perspectivas. Brasília: Ipea, 2016.

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              <text>A história das bibliotecas é marcada por uma diversidade de características que a definem dentro de cada tempo e contexto histórico. Expor a trajetória das bibliotecas é sempre um desafio, pois constituem um conjunto de vários acontecimentos e descrevê-los em sua totalidade seria impossível. Logo, recorre-se a um efeito didático e, mais geral, visando demonstrar o percurso das bibliotecas ao longo do tempo e seus processos de mudanças operadas em cada momento (Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea). Assim, a partir da revisão de literatura sobre o tema “histórias das bibliotecas” convocam-se autores como: Martins (2002), Darnton (2010), Battles (2003). Ademais, busca-se compreender a partir de uma produção mais recente as visões sobre as bibliotecas dentro do atual contexto - século XXI (TARGINO, 2010; SANTA ANNA, 2016; VALENTIM, 2017; GOTTSCHALG-DUQUE, 2017). Nesta esteira, foca-se, também em expor as ações de uma biblioteca universitária, a Biblioteca Professora Etelvina Lima, que vai ao encontro das concepções presentes na revisão de literatura acerca da biblioteca contemporânea.</text>
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