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                  <text>Princípios básicos da língua brasileira de sinais - Libras: uma
experiência na Biblioteca da EESC/USP

Elenise Maria de Araujo (USP-EESC) - elenisea@sc.usp.br
Teresinha das Graças Coletta (EESC/USP) - coletta@sc.usp.br
Flávio Antonio Cortez (PUSP São Carlos) - flcortez@sc.usp.br
Carlos Alberto Fortulan (EESC/USP) - cfortula@sc.usp.br
Andressa de Carvalho (USP EESC) - andressac@sc.usp.br
Resumo:
O curso de introdução a Língua Brasileira de Sinais – Libras é uma iniciativa do Serviço de
Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo
(SVBIBL/EESC/USP), em parceria com a Comissão de Cultura e Extensão Universitária da
EESC/USP (CCEX) e Prefeitura do Campus USP São Carlos (PUSP-SC). O curso teve como
objetivo antecipar as ações inclusivas em bibliotecas quanto ao atendimento de usuários
surdos e que necessitam de comunicação em Libras feitas pela capacitação de membros da
comunidade local e servidores. Ministrado por um funcionário da PUSP-SC, que possui
capacitação na língua, a convite do Serviço de Biblioteca, o curso teve um total de 20
horas/aulas, com encontros semanais de 1(uma) hora durante o período de 4 meses do
primeiro semestre de 2017. Foram oferecidas 30 vagas aos servidores das bibliotecas e a
todas as pessoas interessadas da comunidade universitária do Campus USP São Carlos com
certificado emitido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Ao término do curso
os participantes apresentaram condições de realizar a comunicação em Libras, favorecendo a
inclusão social e tornando-se um agente multiplicador dessa linguagem. Como instrumento de
avaliação final do curso foi elaborado um roteiro de um vídeo instrucional em Libras para
facilitar o acesso às bibliotecas, em especial aos recursos informacionais, serviços e do acervo
bibliográfico impresso e digital.
Palavras-chave: Libras. Língua Brasileira de Sinais. Biblioteca Universitária. Acessibilidade.
Surdos
Eixo temático: Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência,
inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de
aprendizagem. Biblioteconomia Social.

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�1 Introdução
As línguas de sinais no mundo se desenvolveram fortemente após a segunda metade do
século passado e se tornaram um direito social para as pessoas portadoras de deficiência
auditiva e de fala. Além disso, seu uso crescente despertou o florescimento da cultura
em sinais com a produção de obras literárias, peças, poesias etc e colaborou para
divulgação e orgulho dessa linguagem. (PERLMUTTER, 2013).
A Associação de Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear ADAP (2013), em senso de 2010 do IBGE, mostra que no Brasil existem 9,7 milhões
de pessoas com deficiência auditiva, o que representa 5,1% da população, sendo 1
milhão entre crianças e jovens até 19 anos. Segundo Nwabasili (2015) o número de
alunos surdos no ensino superior não passa de 1.488 o que representa 5% do total de
estudantes com deficiência matriculados nessa fase da educação (29.034 alunos).
As Universidades Brasileiras devem atender às recomendações da Política Nacional de
Educação inclusiva a partir do cumprimento da Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002,
que dispõe sobre Língua Brasileira de Sinais - Libras. Segundo Nwabasili (2015) o
MEC acompanha o cumprimento dessa Lei, e destaca algumas Universidades que
oferecem programas ligados ao ensino e formação de tradutores, interpretes e da
educação bilíngue aos surdos.
A Lei nº 10.436 em seu Artigo 1º, no Parágrafo único, conceitua Libras como:
... a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico
de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria,
constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos,
oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. (BRASIL,
2002)

O Artigo 2º. da referida Lei indica que “deve ser garantido, por parte do poder público
em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de
apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de
comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil”.
Nesse contexto, algumas ações concretas comprovam a viabilidade da aplicação da Lei
em ambientes educacionais, como o exemplo da Fundação Universitária para o
Vestibular (Fuvest) que, em 2009, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC) com o Ministério Público Estadual para realizar adaptações nos locais de prova
garantindo condições de acessibilidade aos portadores de deficiência. Para atender aos
surdos, o TAC assegura que a correção das provas de candidatos será realizada por
banca especializada nas peculiaridades de escrita desses candidatos. (JUSBRASIL,
2009). O Decreto no 5626 de 22 de dezembro de 2005 regulamenta a inclusão de Libras
como disciplina curricular nos cursos de formação de professores, em nível médio e
superior, público e privado, do sistema de ensino federal, estadual e municipal. Além da
formação do professor, instrutor, tradutor e intérprete de Libras e Língua Portuguesa, o

�Decreto destaca a necessidade de acesso das pessoas surdas à educação, e o papel do
poder público e das empresas que prestam serviços públicos no apoio, uso e difusão da
Libras. (BRASIL, 2005)
A Biblioteca Universitária inserida no processo de ensino-aprendizagem e prestação de
serviços à comunidade universitária pode abarcar ações de inclusão dos surdos no
cotidiano de suas atividades educacionais e administrativas, por meio do oferecimento
de cursos para o ensino e a difusão de Libras. Assim visando estabelecer a comunicação
com o surdo e a capacitação de sua equipe a Biblioteca da Escola de Engenharia de São
Carlos da Universidade de São Paulo (EESC/USP) apresentou um projeto para a
execução de um curso de nível básico sobre Libras, em parceria com a Comissão de
Cultura e Extensão da EESC/USP e com Prefeitura do Campus USP de São Carlos
(PUSP-SC), extensivo a todas as Bibliotecas do Campus USP-São Carlos.
Isso ocorre porque, desde a sua fundação em 1953, a Biblioteca da EESC preocupa-se,
prioritariamente, em atender a comunidade acadêmica em suas principais necessidades
informacionais por meio da orientação de uso das coleções bibliográficas e dos recursos
bem como da criação de serviços específicos voltados para apoio ao processo de ensino
aprendizagem.
Em 2014, para atender a um aluno cadeirante, foi ajustado o leiaute de estantes o que
facilitou o seu acesso ao acervo. Outras adaptações foram realizadas pela PUSP-SC e
pela Escola, a pedido da Biblioteca, para garantir acesso do cadeirante ao Prédio
Principal, como a construção de rampa e adaptações nos sanitários. A partir de 2015,
passou a atender um usuário cego do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU/USP),
e adaptou alguns serviços específicos requeridos por ele como, por exemplo, a
instalação do software NVDA1, na Sala de Pesquisa.
Em 2016 foi lotado na Biblioteca um servidor surdo, da equipe de terceirizados,
responsáveis pela limpeza do prédio. Na tentativa de melhor integrá-lo ao quadro de
colaboradores e aos serviços, foi elaborado um cronograma de atividades a partir dos
seguintes planos de ação: a) utilização do aplicativo para celular denominado “Hand
talk” para comunicação imediata e orientações gerais sobre a Biblioteca; b) elaboração
de um check list de tarefas diárias com estrutura de frase (tempo, pessoa, lugar, ação); c)
realização de uma palestra sobre Libras para instruir a equipe da Biblioteca na
comunicação básica com o trabalhador. Associado a isso, para subsidiar o uso da
Libras, foi solicitada a doação do “Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da
Língua de Sinais do Brasil” de Fernando C. Capovilla, Walkiria D. Raphael e Aline C.
L. Mauricio e o livro “Tenho um aluno surdo, e agora? de Cristina B. F. de Lacerda e
Lara F.dos Santos.
1

Software para cegos que usa voz sintética para acesso ao sistema operacional Windows e
vários outros aplicativos. Disponível em: http://www.acessibilidadelegal.com/33-manual-nvda
php.

�As ações referentes à integração do trabalhador surdo, no entanto, foram insuficientes
para abarcar toda complexidade da linguagem de sinais que requer maior número de
horas de dedicação e estudo. Essa realidade serviu de estímulo para o planejamento de
ações de integração e capacitação da equipe e a Biblioteca pode antecipar-se à
necessidade de futuros alunos surdos que possam vir a ingressar na Universidade.
Assim, esse trabalho aborda a proposta de organização e oferecimento de um curso de
extensão para subsidiar o convívio inclusivo dos surdos. O curso justifica-se pelos
resultados positivos observados na referida palestra sobre Libras, no interesse
demonstrado por funcionários e alunos da comunidade universitária e, em especial, pela
possibilidade de melhoria na qualidade do atendimento e da efetiva inclusão de pessoas
surdas, além, é claro, do cumprimento da Lei nº 10.436/02 e do Decreto no 5626/05.
2 Relato da experiência
O planejamento do curso foi idealizado por uma bibliotecária e pelo professor de Libras
convidado que utilizou como base a cartilha do nível básico do curso de Libras do
Instituto Federal de Santa Catarina (SILVA, et al. 2009). Foram definidos, todos os
recursos didáticos, as estratégias, dinâmicas pedagógicas e a proposta de execução do
trabalho final do curso. A seguir se descreve suas principais características quanto ao:
a) Conteúdo:
Conceitos e princípios da comunicação em Libras, apresentação pessoal,
alfabeto manual, pronomes pessoais e possessivos, formas de cumprimento,
identificação, verbos, adjetivos e substantivos, números e expressões faciais; e a
realização de palestras instrucionais com professores intérpretes e tradutores em Libras
para compartilhamento de experiências e reflexões sobre ações de inclusão dos surdos;
b) Organização e cronograma:
Organizado em aulas semanais, o curso teve a duração de uma hora, durante 4
(quatro) meses com 15 (quinze) aulas expositivas do conteúdo básico de comunicação e
4 (quatro) palestras instrutivas com 3 (três) professores e tradutores de Libras da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); 1 tradutor e intérprete de Libras do
Senac de São Carlos e Diretora Social da Associação de Surdos de São Carlos;
c) Público alvo e número de vagas:
Oferecido aos membros da comunidade do Campus USP-SC, dispostos a
assumir a função de agentes multiplicadores. Foi reservada pelo menos uma vaga para
cada Biblioteca do Campus, do total de 30 disponíveis. A inscrição foi disponibilizada
no Portal da Biblioteca, com explicitação da motivação para participação;
d) Certificado:
O certificado foi emitido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP
(PRCEU/USP), aos participantes que cumpriram, no mínimo, 75% de presença;
e) Trabalho final do curso:
Para avaliação final, os alunos elaboraram um roteiro para a produção de um
vídeo instrucional que indica em Libras os principais produtos e serviços prestados

�pelas Bibliotecas do Campus São Carlos. O conteúdo do vídeo validado pela equipe da
Biblioteca da EESC e pelo professor de Libras e contém explicações sobre as diferentes
formas de acesso aos recursos, serviços informacionais e acervo bibliográfico
disponível. A edição final do vídeo foi realizada por uma empresa contratada nos termos
do 1º Edital SANTANDER/USP/FUSP de Direitos Fundamentais e Políticas Públicas
da PRCEU/USP. (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2017);
f) Recursos financeiros:
O projeto foi subsidiado pelos recursos oriundos da cooperação entre a USP, a
FUSP e o Banco Santander, constante do item 6 do referido edital. A Biblioteca
encarregou-se de executar os orçamentos referentes à aquisição do material de consumo,
recursos didático-pedagógicos, livros e da contratação de serviços de terceiros (pessoa
jurídica) para a produção de vídeo, no total de R$ 4.868,10. Para realização das aulas,
palestras e gravação do vídeo foram utilizados os equipamentos e as instalações da
própria Biblioteca e do Centro de Tecnologia Educacional para Engenharia
(CETEPE/EESC/USP).
3 Considerações finais
A partir dos resultados obtidos verifica-se que o objetivo inicial desse curso de extensão
superou as expectativas. No momento da sua divulgação e inscrição a comunidade
interna e externa demonstrou grande interesse e as 30 vagas abertas foram preenchidas
em dois dias dos 10 previstos. Este fato reforça a necessidade e interesse da sociedade
pelo tema, com destaque a solicitação de participação de um fonoaudiólogo. Assim
elaborou-se uma lista de espera que somou mais 34 pessoas a serem convocadas em
caso de desistência de alguém no início do curso. O curso de Libras contou com a
participação de 32 alunos sendo 14 funcionários, 01 professor, Vice-Diretor da EESC,
13 alunos de graduação e pós-graduação, 2 externos e 2 funcionários da empresa
tercerizada. Outras ações locais foram impulsionadas após essa inciativa como a
realização de um curso com maior carga horária para os educadores do Centro de
Convivência Infantil do Campus USP-São Carlos, desenvolvido nos dias de formação
continuada.
Verifica-se que o curso de Libras além de capacitar funcionários das Bibliotecas, alunos
e professores foi um marco para efetivar ações de integração efetiva de surdos ao
convívio da Universidade. Além disso, com o envio de uma cópia do vídeo instrucional
para as demais Bibliotecas do SiBI/USP, a perspectiva é que um maior número de
pessoas tenham contato com a linguagem e incentive outras ações de inclusão de surdos
na comunidade acadêmica. Com essa ação de extensão, um dos tripés da USP, houve a
percepção de que além dessa capacitação, há a necessidade de formação de novos
professores para que o processo ganhe proporções escalares e possa ajudar a
Universidade a cumprir também sua missão acadêmica.
Referências
ASSOCIAÇÃO DE DEFICIENTES AUDITIVOS, PAIS, AMIGOS E USUÁRIOS DE
IMPLANTE COCLEAR- ADAP. Deficiência auditiva atinge 9,7 milhões de

�brasileiros. 2013. Disponível em: &lt;http://www.adap.org.br/site/index.php/artigos/20deficiencia-auditiva-atinge-9-7-milhoes-de-brasileiros&gt;. Acesso em: 05 jul. 2017.
BRASIL. Lei nº 10.436 de 24 de abril 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de
Sinais - Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 abr.
2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10436.htm&gt;.
Acesso em: 07 jul. 2017.
BRASIL. Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei n º 10.436,
de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art.
18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, DF,
25 dez. 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20042006/2005/decreto/d5626.htm&gt;. Acesso em: 07 jul. 2017.
JUSBRASIL. MP e Fuvest firmam TAC que beneficia deficientes auditivos no
vestibular. 2009. Disponível em: http://mp-sp.jusbrasil.com.br/noticias/1113274/mp-efuvest-firmam-tac-que-beneficia-deficientes-auditivos-no-vestibular. Acesso em: 01 jul.
2016.
NWABASILI, M. Q. Só 12% das universidades federais oferecem graduação em Libras
prevista em Lei. Notícias Jornal R7 – Educação. 16 mar. 2015. Disponível em: &lt;
http://noticias.r7.com/educacao/so-12-das-universidades-federais-oferecem-graduacaoem-libras-prevista-em-lei-16032015&gt;. Acesso em: 05 jul. 2017.
PERLMUTTER, David M. What is Sign Language? Washington: Linguistic Society
of America-LSA. 2013. Disponível em:
&lt;https://www.linguisticsociety.org/sites/default/files/Sign_Language.pdf&gt;. Acesso em:
07 jul. 2017.
SILVA, F.I. et al. Aprendendo Libras para segunda língua: nível básico. Santa
Catarina: Instituto Federal Santa Catarina. Câmpus Palhoça Bilíngue (Cad. Pedagógico,
1). Disponível em: &lt; http://www.palhoca.ifsc.edu.br/materiais/apostila-librasbasico/Apostila_Libras_Basico_IFSC-Palhoca-Bilingue.pdf &gt;. Acesso em: 02 jul. 2016
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Pro-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.
1º Edital SANTANDER/USP/FUSP de Direitos Fundamentais e Políticas Públicas.
2017. Disponível em: &lt;http://prceu.usp.br/noticia/direitos-fundamentais-e-politicaspublicas&gt;. Acesso em: 07 jul. 2017.
Agências financiadoras: SANTANDER/USP/FUSP (1º Edital de Direitos Fundamentais
e Políticas Públicas, 2016).
Agradecemos ao funcionário Paulo R. Fontoura que motivou a realização desse curso e
a reflexão sobre as ações inclusivas que tornam-se possíveis no cotidiano.

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              <text>Eixo 4: Bibliotecas para todos: Acessibilidade para pessoas com deficiência, inclusão social, enfoque de gênero, bibliotecas como espaço de aprendizagem. Biblioteconomia Social.</text>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O curso de introdução a Língua Brasileira de Sinais – Libras é uma iniciativa do Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (SVBIBL/EESC/USP), em parceria com a Comissão de Cultura e Extensão Universitária da EESC/USP (CCEX) e Prefeitura do Campus USP São Carlos (PUSP-SC). O curso teve como objetivo antecipar as ações inclusivas em bibliotecas quanto ao atendimento de usuários surdos e que necessitam de comunicação em Libras feitas pela capacitação de membros da comunidade local e servidores. Ministrado por um funcionário da PUSP-SC, que possui capacitação na língua, a convite do Serviço de Biblioteca, o curso teve um total de 20 horas/aulas, com encontros semanais de 1(uma) hora durante o período de 4 meses do primeiro semestre de 2017. Foram oferecidas 30 vagas aos servidores das bibliotecas e a todas as pessoas interessadas da comunidade universitária do Campus USP São Carlos com certificado emitido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Ao término do curso os participantes apresentaram condições de realizar a comunicação em Libras, favorecendo a inclusão social e tornando-se um agente multiplicador dessa linguagem. Como instrumento de avaliação final do curso foi elaborado um roteiro de um vídeo instrucional em Libras para facilitar o acesso às bibliotecas, em especial aos recursos informacionais, serviços e do acervo bibliográfico impresso e digital.</text>
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          <description>A language of the resource</description>
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