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                  <text>CHECKLIST PARA BIBLIOTECÁRIOS-EDITORES: um instrumento
para identificação da função editor-gerente do processo editorial
em periódicos científicos que utilizam a plataforma Open Journal
System

Manoel Felix Rodrigues (UFCA) - manoelfelix45@yahoo.com.br
Fabiana Aparecida Lazzarin (UFCA) - fabiana.lazzarin@ufca.edu.br
Victoria Lopes Felix (UFCA) - viicklopesf@gmail.com
Hemerson Soares da Silva (UFCA) - hemersonhsn@hotmail.com
Resumo:
O presente estudo analisa o papel do bibliotecário-editor na plataforma Open Journal System
(OJS), explana as principais atividades exercidas na função editor-gerente da plataforma
mencionada. Nesse sentido, buscou-se construir um checklist com a identificação da função
editor gerente de periódicos científicos como instrumento prático no transcorrer do fluxo
editorial. O referencial teórico compreende aspectos concernentes a gestão e o papel do
bibliotecário-editor no fluxo editorial da plataforma OJS. Este estudo busca desenvolver
conhecimentos a partir da construção de teorias, que visam gerar práticas com a elaboração
do checklist, assim, caracterizando-se como uma pesquisa exploratória-descritiva. Além disso,
a construção do checklist envolveu a coleta de dados por meio de avaliações e análises
teóricas e documentais. Portanto, o checklist foi elaborado com perguntas fechadas acerca de
cada atividade com suas respectivas respostas. Conclui-se, que a elaboração do checklist
permitiu identificar as principais atividades que irão nortear o bibliotecário-editor no
transcorrer do fluxo editorial. Acredita-se que a adoção do checklist como método de
verificação, facilitará a execução de tarefas e a organização do periódico científico, pois as
atividades estabelecidas demonstram que o editor gerente tem a função desde definir as
funções editoriais, cadastrar os demais editores, divulgar o periódico, configurar e atribuir
Digital Object Identifier (DOI) a revista, indexar e realizar a manutenção do periódico, entre
outros. Ressalta-se que o bibliotecário-editor poderá contribuir significativamente para o
desenvolvimento do periódico, visto que a sua atuação na linha editorial está em larga
expansão e poderá consolidar o profissional na gestão de periódicos científicos.
Palavras-chave: Bibliotecário-editor. Periódico cientifico. Editoração cientifica eletrônica.
Editor gerente. Open journal system.
Eixo temático: Eixo 7: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
Biblioteconomia.

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�1 INTRODUÇÃO
A comunicação científica se encontra no ciclo que posiciona a ciência como
um continuum, como um processo social, dinâmico, volátil e cumulativo que rompe
fronteiras, convicções, modifica hábitos, gera leis, provoca acontecimentos e, mais do
que tudo amplia, de forma contínua as fronteiras do conhecimento (TARGINO, 2005).
Isto significa, conforme argumentado por Meadows (1999), que a comunicação
científica se situa no próprio coração da ciência, ou seja, que a comunicação científica
é tão vital para a ciência quanto a própria pesquisa em si.
Destarte, para Campello, Cendón e Kremer (2000), comunicação científica é
um conceito que pretende representar o caminho percorrido pela pesquisa, desde que
nasce uma ideia na mente de um pesquisador até o seu ápice que é a publicação
formal dos resultados, geralmente em forma de artigo científico e, continua até que a
informação sobre esse material possa ser recuperada na literatura secundária ou
apareça como citação em demais trabalhos.
Nesse modelo de sistema de comunicação, observa-se que a informação flui
por muitos canais e que diferentes tipos de documentos são produzidos, cujas
características variam conforme o estágio da pesquisa, o tipo de público a que se
destina e, o objetivo de quem a comunica. Com base em modelos como esse, os
canais de informação são classificados como canais informais ou canais formais,
sendo possível distingui-los.
De acordo Meadows (1999), os canais informais apresentam uma série de
características comuns, pois são geralmente aqueles usados na parte inicial do
contínuo do modelo; é o próprio pesquisador que o escolhe; a informação veiculada é
recente e, destina-se a públicos restritos, portanto, o acesso é limitado. As
informações veiculadas nem sempre serão armazenadas e assim será difícil recuperálas.
Em divergente, os canais formais permitem o acesso mais amplo, de maneira
que as informações sejam facilmente coletadas e armazenadas; essas informações
são, geralmente, mais trabalhadas, correspondendo aos estágios mais adiantados do
contínuo do modelo (MEADOWS, 1999).
A procura por suportes informacionais que se adequassem às necessidades
cada vez mais crescentes da ciência que priorizavam formas ágeis de divulgação do
conhecimento científico, além da redução com despesas de material impresso, a
comunidade científica encontrou uma solução rápida e eficiente através da
substituição parcial ou total dos livros como único registro informacional da ciência e,
a adoção cada vez mais massiva do periódico (SARMENTO, et al., 2004).
Nesse sentido, os periódicos científicos eletrônicos foram criados com o
propósito de indexar grande quantidade de conteúdo científico pertinente a cada área
de pesquisa e de interesse da própria revista e, prover mecanismos suficientes para
que haja recuperação de informação durante o processo de busca, além de garantir
visibilidade para os pesquisadores e a instituição que fomenta a pesquisa,
possibilitando uma comunicação científica bem estabelecida.

�No entanto, há uma atividade que permanece imperceptível aos olhos da
comunidade científica, bem como do sistema de comunicação científica, refere-se a
incumbência e a responsabilidade do editor, que se configura como o responsável por
diversos processos do gerenciamento editorial e, sem ele a viabilidade de publicação
dos periódicos poderia ser completamente comprometida.
Maimone e Tálamo (2008), compreendem que o bibliotecário possui
competências essenciais no gerenciamento dos processos editoriais, dentre eles: a
normalização de documentos; a análise de trabalhos técnicos científicos, a
organização e, a gestão em espaços físicos e/ou digitais, independente do suporte,
bem como a diagramação.
Contudo, suas funções e atividades nem sempre ficam bem estabelecidas e
demarcadas, ocorrendo em diversos etapas do processo editorial divergências e
discordâncias sobre o que fazer, como fazer e, a quem deve ser delegado cada
atividade.
De acordo com o Manual Open Journal System em uma hora: uma introdução
ao sistema eletrônico de revistas SEER/OJS, há pelo menos seis funções editoriais
que necessitam ser exercitadas na construção de um periódico científico eletrônico.
Dentre elas, encontram-se: editor gerente, editor, editor de seção, editor de texto,
editor de layout e, leitor de prova (IBICT, 2006).
Assim, ao estabelecer um diálogo profícuo na acepção da comunicação
científica formal é que esta pesquisa busca como objetivo a construção de um
checklist com a identificação da função editor gerente de periódico, sendo exercida
por bibliotecários editores e, descrevendo suas principais atividades.
Isto posto, a inquietação que entabula este estudo, configura-se na seguinte
problemática: quais as atividades essenciais devem ser dinamizadas pelo
bibliotecário-editor na função de gerente de periódicos científicos eletrônicos, no
transcorrer do processo editorial que utiliza a plataforma Open Journal System (OJS)?
Parte-se da conjectura que o bibliotecário-editor tem papel medular no
transcorrer da comunicação científica, especialmente no que se refere a função de
editor gestor, exercendo atividades que vão desde o estabelecimento do escopo da
revista até a avaliação das análises bibliométricas de citação do periódico.
2
A GESTÃO E O PAPEL DO BIBLIOTECÁRIO NO PROCESSO EDITORIAL
DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS NA PLATAFORMA OJS
A gestão de periódicos científicos é realizada sob dois aspectos: o científico,
que é o reconhecimento científico, ou seja, a seleção, a divulgação e a aprovação pela
comunidade científica e seus pares e, o administrativo, que envolve a produção
editorial, a gerência administrativa e financeira, a comunicação e, o marketing
(GUIMARÃES, 2014). Ainda sob o viés do processo editorial, os periódicos tanto em
seu formato impresso quanto eletrônico apresentam procedimentos similares, pois um
e outro há editor, avaliador, revisor, tradutor e, compositor de layout.

�De acordo com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), um dos softwares para editoração eletrônica que têm se consolidado de forma
significativa nas editoras universitárias refere-se ao OJS que foi desenvolvido pela
Public Knowledge Project (PKP). Trata-se de uma iniciativa da University British
Columbia, utilizada na gestão de revistas eletrônicas dentro do ambiente digital, com
a filosofia livre e a política de open acess (IBICT, 2006).
O software OJS é de natureza livre e distribuído de maneira gratuita a qualquer
instituição de pesquisa que venha desenvolver sua revista científica. Esse software
tem como objetivo principal dar assistência na edição de periódicos científicos em
todos os processos, desde a submissão, avaliação, publicação online, mecanismos
de indexação e recuperação.
Naturalmente com a adoção cada vez maior do OJS nos processos de
editoração eletrônica, torna-se basilar tanto a compreensão sobre a sua manipulação
quanto a identificação das funções e das atividades exercidas pelos editores.
3 METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa aplicada que procura desenvolver conhecimentos
científicos com vistas a construção de teorias, mas que se enriquece no encalço de
gerar práticas com a elaboração de um checklist. O presente estudo tem caráter
exploratório-descritivo, pois busca identificar funções e atividades envolvidas por
bibliotecários-editores em periódicos científicos eletrônicos. Estrategicamente,
realiza-se um estudo de cunho bibliográfico-documental, combinando a natureza de
fontes primárias e secundárias.
Em seguida, a partir das avaliações e das análises teóricas e documentais,
estabeleceu-se a coleta de dados, foram consultados documentos como manuais
técnicos e guia de boas práticas dos últimos dez anos para determinação da atividade
gerencial e, funções exercidas na perspectiva do bibliotecário-editor. A adaptação
dessas etapas tem a capacidade de realizar o produto final deste estudo de natureza
teórico-prática (checklist).
4
CHECKLIST DA FUNÇÃO EDITOR-GERENTE PARA
BIBLIOTECÁRIOSEDITORES
Com base na coleta de dados, foi construído o checklist, produto que compila
as atividades que norteia o bibliotecário editor-gerente na plataforma OJS.
Considerando o objetivo deste estudo que é a construção de um checklist com a
identificação da função editor gerente de periódico, sendo exercida por bibliotecários
editores e, descrevendo suas principais atividades, este instrumento de coleta e
evidência de dados buscará servir como instrumento prático no transcorrer do fluxo
editorial.
Elaborou-se perguntas fechadas para cada atividade com as respectivas
respostas são: Sim (S); Não (N); Parcialmente (P); e Não se aplica (N/A). Apresentase o produto deste estudo:

�Quadro – Checklist da função editor-gerente para bibliotecários-editores
Editor-Gerente
S
N
1

Definiu todas as funções editoriais da revista?

2

Cadastrou os demais Editores no periódico?

3

Divulgou o periódico nas Unidades de informação?

4

Assumiu a função de Editor?

5

Utilizou opções de avaliação?

6

Configurou a revista?

7

Atribuiu um DOI para o periódico?

8

Cadastrou os editores, avaliadores, editores de texto e leitores de prova?

9

Configurou Login e senha?

10

Verificou se o sistema gerou estatísticas sobre publicações no
periódico?

11

Importou ou exportou dados?

12

Verificou a geração de formulários pelo sistema?

13

Preencheu os campos de indexação para recuperação do documento
pelo sistema?

14

Verificou e configurou os “plug-ins” instalados?

15

Incluiu itens no ícone “sobre a revista”?

16

Verificou a manutenção do site do periódico?

P

N/A

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da construção do checklist voltado para bibliotecários editores foi
possível identificar as principais atividades exercidas no transcorrer do continuum
editorial. Assim, o objetivo geral deste estudo foi alcançado ao expor um instrumento
de verificação das ações inerentes a plataforma OJS/SEER, verificando quais itens
devem ser executados de forma planejada e prática.
A lista denota itens importantes dentro do processo de editoração, que orienta
o andamento da função e das atividades realizadas no fluxo do processo editorial,
minimizando a ocorrência de problemas, equívocos e confusões dentro do corpo
editorial da revista. Acredita-se que a adoção do checklist como método de verificação,
facilita a execução de tarefas e a organização do periódico científico.
Naquilo que se refere a premissa estabelecida no início deste estudo que o
bibliotecário-editor tem papel medular no transcorrer da comunicação científica,
especialmente no que se refere a função de editor gestor, exercendo atividades que
vão desde o estabelecimento do escopo da revista até a avaliação das análises
bibliométricas de citação do periódico, avalia-se que tal prerrogativa pode ser
corroborada, pois as atividades estabelecidas demonstram que o editor gerente tem
a função desde definir as funções editoriais, cadastrar os demais editores, divulgar o

�periódico, configurar e atribuir Digital Object Identifier (DOI) a revista, indexar e realizar
a manutenção do periódico, entre outros.
Ressalta-se que o bibliotecário como editor-gerente poderá contribuir
significativamente para o desenvolvimento do periódico, dada a sua formação ampla
e multidisciplinar, além do conhecimento acumulado mediante a prática de organizar
e tratar a informação, além do conhecimento intrínseco relacionados às regras de
normalização e editoração adquiridos durante a graduação. A atuação do bibliotecário
na linha editorial de periódicos está em larga expansão e poderá consolidar o
profissional de formação ampla na gestão de periódicos científicos.
REFERÊNCIAS
CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B. V.; KREMER, J. M. Fontes de Informação para
Pesquisadores e Profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
IBICT, Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica. OJS em uma hora:
uma introdução ao Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas SEER/OJS versão
2.1.1. Trad. por Ramón Martins Sodoma da Fonseca. Brasília: IBICT, 2006. 144 p.
Disponível em: &lt;https://pkp.sfu.ca/files/ojs_em_uma_hora.pdf&gt;. Acesso em: 06 maio
2017.
GUIMARÃES, L. V. de S.; DINIZ, E. H.; Gestão de periódicos científicos: estudo de
casos em revistas da área de Administração. R. Adm., São Paulo, v.49, n.3, p.449
461, jul./ago./set. 2014.
MAIMONE, G. A atuação do bibliotecário no processo de editoração de periódicos
científicos. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.13,
n.2, p.301-321, jul./dez., 2008.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília: Brinquet de Lemos/Livros,
1999.
SARMENTO, S. et al.; Critérios de qualidade em artigos e periódicos científicos: da
mídia impressa à eletrônica. Transinformação, Campinas, v. 16, n. 1, 2004.
TARGINO, M. G. Artigos científicos: a saga da autoria e co-autoria. In: FERREIRA, S.
M. S. P. TARGINO, M. G. Preparação de revista científica: teoria e prática. São
Paulo: Reichmann &amp; Autores Editores, 2005.

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