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                  <text>A INFLUÊNCIA DA AÇÃO CULTURAL EM ESPAÇOS DE
INTEGRAÇÃO DE IDOSOS

Meri Nadia Marques Gerlin (UFES) - merinadia@hotmail.com
Jorge Rocha Oliveira (UFES) - jorge.rochadeoliveira@gmail.com
Resumo:
Este trabalho propõe uma discussão acerca da influência da ação cultural junto à população
idosa. Para tanto, objetiva-se colocar em análise a influência da ação cultural nos espaços de
integração da terceira idade em Jardim Colorado no Município de Vila Velha no Estado do
Espírito Santo. Via pesquisa exploratória, fontes bibliográfica e documental, com utilização de
observação e questionário fora conduzida a pesquisa com a finalidade de especificamente:
conhecer o perfil dos integrantes do centro; verificar a importância que os membros do centro
atribuem à política organizacional da pessoa idosa enquanto movimento de resistência e
formação e identificar, no Centro de integração da terceira idade, movimentos que girem em
torno da ação cultural. O universo foi o Centro de Integração da Terceira Idade em Jardim
Colorado (CEIN) do qual foi extraída uma amostra composta por 36 participantes, cujas
contribuições não possibilitaram concluir, de modo consistente, a influência da ação cultural
no referido espaço de integração. Todavia, tornou-se possível conhecer o perfil de um grupo
diversificado e que percebe a importância do estabelecimento de atividades que privilegiam o
diálogo e, por conseguinte, que espera pela implementação de práticas culturais que giram em
torno não apenas de atividades educativas ao contemplar a arte e a cultura, mas que também
possam prever aspectos políticos e econômicos que envolvem o idoso no Brasil.
Palavras-chave: Ação cultural. Terceira idade. Espaço de integração de idosos.
Eixo temático: Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.
Videografia:

( ) Sim (X) Não

INTRODUÇÃO: A teoria produzida por Coelho Netto (1986) traz algumas reflexões
acerca da ação cultural como um ato que “se faz com” a participação efetiva do
sujeito, assim como “ao lado dele”. Em seguida, Freire (1987) instiga-nos a pensar
que na criação de processos culturais torna-se necessário assumir uma posição
que nos propicia “viver no mundo e com o mundo”. Essas inquietações
potencializam a disseminação do entendimento acerca da contribuição da ação
cultural no fazer e refazer da pessoa idosa em espaços de integração.
Para entender esse processo, trabalhou-se com fundamentação teórica
acerca da ação cultural e da pessoa idosa, centrada em conhecimentos científicos,
especialmente no âmbito da Biblioteconomia e áreas afins, seja para oferecer
argumentos ou conceitos norteadores da pesquisa. Tais argumentos possibilitaram
responder ao seguinte problema: Como a ação cultural influencia os idosos em um
centro de integração da terceira idade? Freire (1987) assegura que somente os
seres que refletem sobre suas próprias limitações são capazes de se libertar, pois
consciência e reflexão geram transformação e transformação é ato político. Todavia,
há limitações que não podem ser superadas, apenas com conhecimentos advindos
das atividades culturais e ou de lazer. Neste aspecto, a ação cultural desponta como
mediadora e disseminadora da cultura junto à população de todas as idades,
incluindo a pessoa idosa. A ação é abrangente, global e inclusiva. Almeida (1987)
certifica que a ação cultural é ilimitada, não faz acepção de status culturais, “baixa”
ou “alta”1 cultura.
Para descobrir se as ações promovidas pelo agente cultural nos espaços de
integração da terceira idade fomentam o diálogo entre as teorias e as práticas nos
diferentes contextos, elaborou-se o objetivo geral: colocar em análise a influência
da ação cultural nos espaços do Centro de Integração da Terceira Idade em Jardim
Colorado no município de Vila Velha, Estado do Espírito Santo. Com isso,
especificamente, pretende-se: conhecer o perfil dos integrantes do Centro; verificar
a importância que os seus membros atribuem à política organizacional da pessoa
idosa enquanto movimento de resistência e formação e, por fim, identificar
movimentos que girem em torno da ação cultural.

1

Não há cultura baixa e ou cultura alta. A autora além de afirmar que a ação cultural não diferencia cultura,
usa os termos baixa e alta entre aspas.

�MÉTODO DA PESQUISA: Por meio de uma pesquisa exploratória e métodos
procedimentais meio, para produção de documentos indiretos, optou-se pela
pesquisa documental (fontes primárias) e pesquisa bibliográfica (fontes
secundárias). A técnica de abordagem é mista, qualitativa e quantitativa, cujos
instrumentos para obtenção de dados foram: o questionário com perguntas
fechadas e abertas e a observação por meio do diálogo com os participantes. O
corpus da pesquisa foi o Centro de Integração da Terceira Idade localizado em
Jardim Colorado no Município de Vila Velha, Estado do Espírito, doravante apenas
CEIN. Dentre os, aproximadamente, 65 integrantes, elegemos uma amostra
composta por 36 voluntários.
RESULTADOS E DISCUSSÕES: A coleta e análise dos dados permitiu identificar
o perfil dos associados ao CEIN, sendo possível levantar que a maior parte pertence
ao sexo feminino (94%) em proporção a minoria pertencente ao sexo masculino
(6%). A força feminina resistiu ao longo dos vinte e cinco anos de atividade do CEIN
ao revelar um amplo predomínio e representação feminina nesse grupo. No que diz
respeito à idade a maioria divide-se nas seguintes classes de faixas etárias: entre
50 e 60 anos (8%); entre 61 e 70 anos (33%); entre 71 a 80 anos; entre 81 a 90
anos (14%) e acima de 90 anos (3%). Considerando a longevidade em um centro
composto por “jovens integrantes”, observa-se que a minoria apresenta idade
superior a 90 anos (3%) e inferior a 60 anos (8%). Percebe-se a predominância de
residencia dos participantes nos bairros de Vila Nova (28%), Santa Mônica (22%) e
Jardim Colorado (22%) sendo este último a sede do CEIN. Os demais participantes
residem em oito bairros vizinhos (28%). Coelho Netto (1986) pondera que o fato das
pessoas morarem perto de casas/espaços de produção de cultura não os concede
prioridade ao uso dessas. Esses espaços são para todo mundo, acrescentando que
a sensibilização do público deve, de modo especial, incentivar e oferecer condições
aos que já se interessam.
Ao pesquisar sobre o nível de escolaridade pôde-se verificar que os sujeitos
da pesquisa cursaram: até o quinto ano do ensino fundamental (39%); até o ensino
fundamental completo (8%); até o ensino médio incompleto (8%); até o ensino
médio completo (31%); até o ensino superior completo (8%) e alguns não
responderam a essa questão (6%). Em se tratando das profissões a maioria
declarou dedicar-se às ocupações de doméstica ou do lar (35%), professor (11%) e
comerciário (9%). Essas ocupações são seguidas em uma menor proporção pelas
de assistente social (3%), auxiliar de secretaria escolar (3%), bancário (3%),
comerciário (8%), costureiro (8%), cuidador (3%), enfermeiro (3%), frentista (3%),
servidor público (8%), manicure (3%), salgadeiras (3%) e visitador sanitário (3%).
Essa amostra forneceu dados relativos a última ocupação antes da aposentadoria
e, para os não aposentados, a ocupação atual permitindo delinear um perfil
profissional diversificado.
Os participantes da pesquisa afirmam entender a preocupação do CEIN com
a sua formação podendo, desse modo, analisar positivamente as contribuições
geradas pelas atividades que promovem nos níveis individuais e coletivos: (I)
promove, valoriza e incentiva intercâmbios e formações (22%); (II) promove,
valoriza e incentiva palestras (50%) e (III) não soube o que colocar o que pensa,
não emitiu nenhuma resposta ao entregar em branco ou anular a questão (28%). A

�avaliação das atividades denotam um caráter educativo por meio das ações
oferecidas, requerendo, talvez, trabalhar com uma preparação para enfrentamento
de situações políticas e sociais. Freire (1987) assevera que “ser consciente” não
pode ser um “slogan”, mas característica de um ser racional que analisa os fatos e
se torna a decisão.
Acerca dos tipos de atividades que são realizadas pelo CEIN, algumas delas
que foram citadas pelos participantes se classificam como eventos, passeios e
trabalhos manuais: reuniões (3%); visitas a pontos turísticos (3%); bingo (8%);
bordados e outros trabalhos manuais (6%); intercâmbio com outros grupos (3%);
palestras com profissionais ligados à causa da terceira idade (6%); passeios e
festas típicas (47%); havendo também questões devolvidas em branco (24%).
Analisando esse conjunto das respostas, observa-se que, embora sejam citadas
como ações culturais realizadas no CEIN, elas, isoladamente, assim não se
enquadram caso não tenham a participação efetiva dos sujeitos no planejamento.
Coelho Netto (1989) afirma que o processo cultural, por vezes, é confundido com
processo educacional. Há uma dificuldades para discernir um do outro. Para o autor
optar pela educação é mais fácil. A educação se desenvolve no stase enquanto a
ação a cultural se desenvolve no ex-stase.
Acerca dos aspectos relacionados com perda de direitos profissionais da
pessoa idosa um pouco mais da maioria afirma que não vive essa realidade mas
conhece pessoas que vivem (53%). Uma pequena parcela afirma viver e conhecer
pessoas que também vivenciam (3%) e viver mas não conhecer outras pessoas que
passam pelo mesmo (8%), enquanto outros afirmam não viver ou conhecer quem
pertença a essa realidade (17%). Uma percentagem significativa afirma não saber
o que colocar, entregaram em brando ou anularam a questão (19%). A disputa por
espaço no mercado de trabalho por exemplo, historicamente, demonstra-se
desfavorável ao idoso em decorrência das limitações inerentes a esse perfil etário.
Com isso, Carneiro (2016) alerta que nessa fase da vida a pessoa idosa registra
alterações fisiológicas, psicofisiológicas, cognitivas e objetivas. Tais alterações
desequilibram desfavoravelmente a disputa por espaço de atuação e isso empurra
o idoso para a informalidade, pois na lógica do mercado de trabalho o valor da força
sobrepõe ao valor da experiência.
A opinião sobre o modo de participação no processo de gestão das atividades
no CEIN é importante para verificar se são caracterizadas ou não como ação
cultural. Os dados apresentados permitem identificar que a maioria (42%) afirma ser
convidada pelos gestores para participar do planejamento das ações, por outro lado
um percentual menor (11%) afirma não ser convidado. Alguns destacam que são
convidados apenas para participar das atividades culturais (31%), enquanto outros
deixaram claro que não gostariam de ter esse tipo de participação (3%) e os demais
não souberam o que colocar, entregaram a questão em branco ou anularam (13%).
Certeau (2011), quando versa sobre as revoluções críveis, a faz tendo a
credibilidade das lideranças como símbolo da revolução. Essa credibilidade é o
fundamento básico para a manutenção da democracia que tem por base a
alternância de poder sem ruptura e preocupação com a disseminação do
conhecimento.
Os dados relacionados com a opinião dos participantes em relação ao
crescimento pessoal por meio das ações oferecidas pelo CEIN, apontam para a

�importância da realização de: roda de conversas (56%); leitura do Estatuto do Idoso
(6%); leitura de variados livros (3%); entrega de documentos e comentários (11%);
alguns não souberam o que colocar, entregaram em branco ou anularam a questão
(24%). A maioria afirma que o CEIN promove ou realiza ações culturais
relacionadas à causa do idoso e relaciona um crescimento pessoal visível, nesse
aspecto conhecer as afinidades culturais do idoso é, antes de tudo, uma
manifestação de respeito à sua realidade.
As ações culturais oferecidas pelo CEIN procuram propiciar formas de
disseminação de informações e produção de conhecimentos entre seus membros,
já que estes consideram que as atividades geralmente são voltadas para os:
assuntos especificamente de relevância da terceira idade (3%); assuntos
relacionados com a terceira idade e integração dos membros do Centro (53%) e
movimentos de lazer e religiosidade (13%). Uma parcela significativa deixou claro
que não aprova nenhuma das opções (3%) e registrou não saber o que colocar,
entregaram em branco ou anularam a questão (28%). Freire (1987) enaltece a ação
cultural para a libertação em detrimento da ação cultural para a domesticação.
Enquanto a primeira caracteriza pelo diálogo, a segunda caracteriza-se pelo
enfraquecimento da consciência. Assim valorizar o entendimento acerca do
contexto ao qual está inserido, contribui para imprimir mudanças favoráveis à
realidade e mantem a pessoa idosa econômica e socialmente produtiva.
Cada sujeito avaliou a sua participação efetiva nas ações desencadeadas
pelo CEIN, permitindo identificar que uma pequena amostra expõe não aprender ou
ensinar nada no Centro (6%) e uma percentagem maior (39%) afirmou que aprende
e acaba ensinando alguma e/ou aprende e ensina muita coisa (38%). Registra-se
que uma pequena percentagem não soube o que colocar, entregou em brando ou
anulou a questão (14%). Esse resultado permite questionar se não seria infundada
a colocação de quem afirmou não aprender ou ensinar nada. Freire (1987) assegura
que a visão ingênua em relação à vida tem origem na opção pela valorização, por
parte das estruturas de poder da educação que se auto afirma neutra. A expressão
de neutralidade, em alguns casos perceptível na pessoa idosa, pode expressar
ausência de argumento para oferecer alternativas à coletividade e ou ausência de
sentimento de pertença em relação ao grupo e conhecimentos dos seus direitos e
deveres muitas vezes visualizados em documentos como o Estatudo do Idoso
comumente discutido em reuniões do Centro.
Acerca do Estatuto do Idoso a maioria demonstrou entender que o
documento tem uma importância significativa (33%) e que acaba contribuindo (22%)
ou oferece contribuições timidas (20%). Enquanto uma pequena parcela (3%) pensa
que o Estatudo não está oferecendo uma contribuição significativa para alavancar
mudanças em relação à situação dos idosos. Uma parcela significativa não soube
o que colocar, entregou em branco ou anulou a questão (22%). A atribuição de uma
contribuição tímida e a incapacidade de imprimir mudanças por parte do Estatuto
deve-se por conta das lacunas de aplicação por parte da legislação brasileira.
Todavia, não se pode deixar de identificar avanços na conquista de direitos dos
idosos e, por parte dos legisladores, preocupações com a difusão da importância
da mesma. “Porque não basta que se ofereça ao povo uma legislação: é preciso
divulgá-la, dinfundi-la, torná-la pública, para que a ela possam recorrer os cidadãos
em nome do direito e da justiça que devem assegurar a todo ser humano” (BRASIL,

�2003).
No que se refere à participação do idoso no processo eleitoral, observa-se
que a minoria (6%) participa e acredita ao defender o voto como um direito e a
maioria (35%) afirma participar do processo por entender ser a forma mais
significativa de imprimir mudança. Outros pregam uma participação com descrição
(22%) ou que efetivamente não participam (6%). Uma percentagem bastante
significativa não soube o que colocar, entregou em branco ou anulou a questão
(30%). Procedendo à análise dos dados informacionais à luz das diretrizes
constitucionais, em seu artigo 14, onde encontra-se estabelecido que a soberania
popular será exercida pelo voto direto e secreto, cujo valor é isonômico e que o
exercício da cidadania é direito (BRASIL, 2011), percebe-se que menos da metade
dos participantes reconhece o exercício do voto como um direito do idoso.
CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES: Por meio da pesquisa
percebemos a ausência de um agente cultural no CEIN limitando o incremento de
ações culturais. Isso favoreceu, em razão das lacunas deficitárias das estruturas de
poder nas mais diversas esferas, a potencialização das ações educativas e as
ações sociais em detrimento das ações culturais. Os dados coletados possibilitaram
conhecer o perfil dos integrantes do CEIN e verificar a importância que os seus
integrantes atribuem à política organizacional da terceira idade, mas permitiu
entender que suas ações não possibilitaram, em razão da incipiência dos possíveis
movimentos, a identificação da ação cultural dos mesmos. Isso não quer dizer que
estar no CEIN é estar alheio à cultura. Apenas que as contribuições oferecidas
embora, salvo melhor juízo, metodologicamente corretas, não possibilitaram a
identificação de movimentos culturais caracterizados como ação cultural. Todavia,
com o desenvolvimento da pesquisa tornou-se possível conhecer o perfil de um
grupo diversificado e rico culturalmente que percebe a importância do
estabelecimento de atividades que privilegiem o diálogo e, por conseguinte, que
espera pela implementação de práticas culturais que possam girar em torno não
apenas de atividades educativas ao contemplar a arte e a cultura, mas também que
possam prever aspectos políticos e econômicos que envolvem o idoso no Brasil.
REFERÊNCIAS:
ALMEIDA, M. C. B. A ação cultural do bibliotecário: grandeza de um papel e
limitações da prática. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v.
20, n. 1/4, p. 31-38, 1987.
BRASIL. CONGRESSO NACIONAL. Constituição Federal. Brasília: Senado
Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas, 2011.
______ . ______. Estatuto do Idoso. Brasília: Câmara dos Deputados ,
Coordenação de Publicações, 2003.
CARNEIRO, Emmanuel Alves. Evolução da qualidade de vida do idoso: tempos
históricos e sua relação com a educação brasileira. Recife: Imprima, 2016.
COELHO NETTO, José Teixeira. O que é ação cultural. São Paulo: Brasiliense,
Coleção Primeiros Passos, 1989.
______. Usos da cultura: políticas de ação cultural. São Paulo: Paz e Terra, 1986.
FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. 3ª ed. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1987.

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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Este trabalho propõe uma discussão acerca da influência da ação cultural junto à população idosa. Para tanto, objetiva-se colocar em análise a influência da ação cultural nos espaços de integração da terceira idade em Jardim Colorado no Município de Vila Velha no Estado do Espírito Santo. Via pesquisa exploratória, fontes bibliográfica e documental, com utilização de observação e questionário fora conduzida a pesquisa com a finalidade de especificamente: conhecer o perfil dos integrantes do centro; verificar a importância que os membros do centro atribuem à política organizacional da pessoa idosa enquanto movimento de resistência e formação e identificar, no Centro de integração da terceira idade, movimentos que girem em torno da ação cultural. O universo foi o Centro de Integração da Terceira Idade em Jardim Colorado (CEIN) do qual foi extraída uma amostra composta por 36 participantes, cujas contribuições não possibilitaram concluir, de modo consistente, a influência da ação cultural no referido espaço de integração. Todavia, tornou-se possível conhecer o perfil de um grupo diversificado e que percebe a importância do estabelecimento de atividades que privilegiam o diálogo e, por conseguinte, que espera pela implementação de práticas culturais que giram em torno não apenas de atividades educativas ao contemplar a arte e a cultura, mas que também possam prever aspectos políticos e econômicos que envolvem o idoso no Brasil.</text>
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