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                  <text>As relações de Acesso à Informação, Mediação e Serviço de
Referência em Um General na Biblioteca, de Ítalo Calvino

Luciana Kramer Müller (IFRS / CRB10) - lucianakramer@gmail.com
Lizandra Brasil Estabel (IFRS) - liz.estabel@gmail.com
Resumo:
O artigo relata a experiência de aplicação de Módulo de um Curso de Extensão oferecido no
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) em 2018. O
referido Módulo, intitulado "A Biblioteca", propôs duas leituras principais: o conto "Um
General na Biblioteca", do autor italiano Ítalo Calvino, e a conferência da bibliotecária
colombiana, Silvia Castrillón, denominada “O direito de ler”. O artigo debate as relações entre
os textos na perspectiva de conceitos como Mediação de Leitura, Acesso à Informação e
Serviço de referência. São relatados reflexões de 6 (seis) participantes do Curso.
Palavras-chave: Mediação de Leitura. Acesso à informação. Serviço de Referência. Educação
Aberta e a Distância. Moodle.
Eixo temático: Eixo 1: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�ODS 4: Educação de Qualidade - Videografia: ( ) Sim ( x) Não
Introdução
Com a proposta de estimular indivíduos adultos à leitura e à mediação de leitura foi
realizada, no período de junho a julho de 2018, oferta de Curso de Extensão na
Modalidade de Educação Aberta e a Distância (EAD). O público-alvo do Curso eram
acadêmicos, docentes e servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), bem como a comunidade local. Foi
escolhido o Moodle como Ambiente Virtual de Aprendizagem por ser um software
livre com possibilidade de customização, sendo este tipo de AVA o mais utilizado
segundo o último CENSO EaD (ABED, 2017). Também é o AVA adotado pela
Universidade Aberta do Brasil (UAB). (MATTAR, 2012).
O Curso foi dividido em 4 (quatro) módulos que transcorreram, cada um, ao longo de
uma semana, com uma carga-horária média de dedicação de 9h semanais,
compreendendo suas leituras e realização de atividades. Anteriormente a realização
das atividades em AVA ocorreu a Aula Inaugural presencial, intitulada “Literatura: do
inútil ao essencialmente humano”, na qual foram apresentados conceitos relativos ao
Curso, voltados para a ideia de que a literatura vai além de uma ferramenta utilitária.
Uma vez abertas as inscrições, o curso obteve 93 interessados, sendo destes 72
pessoas da comunidade, vinculadas a áreas como Biblioteconomia e Educação. Os
demais ficaram assim distribuídos: 16 alunos, 1 professora e 1 servidor do IFRS.
Foram efetivadas, entretanto, 55 matrículas considerando como critério de efetivação
o comparecimento na Aula Inaugural. Após a conclusão do Curso, obtiveram a
certificação aqueles alunos com participação igual ou superior a 75%, somando,
portanto, 45 pessoas. Para fins da Pesquisa de Mestrado foi feita Análise de Conteúdo
das produções e do conteúdo de entrevista semiestruturada de 6 sujeitos específicos
que participaram do Curso (escolhidos dentre aqueles que entregaram todas as
tarefas e concordaram em conceder entrevista)
Este relato de experiência tem o objetivo de apresentar o desenvolvimento e
resultados do módulo do Curso intitulado A Biblioteca. A seguir discorre-se sobre a
proposta do módulo bem como as considerações elaboradas pelos sujeitos da
Pesquisa, aqui identificados com pseudônimos.
Relato da experiência
O módulo A Biblioteca propôs duas leituras principais: o conto Um General na
Biblioteca, do autor italiano Ítalo Calvino, e a conferência da bibliotecária
colombiana, Silvia Castrillón, denominada “O direito de ler”, originalmente proferida
na Feira Internacional do Livro de Bogotá, em 2003.

�As leituras propostas procuraram suscitar ao leitor o quanto a biblioteca pode (e
precisa) ser um espaço de descoberta e de acesso ao conhecimento, livre de censura,
democrático. No conto de Calvino, uma Comissão de Inquérito Militar busca ler e
selecionar os livros da maior Biblioteca de uma nação, a fim de permitir acesso
somente àqueles que não estiverem desprestigiando as forças armadas. Os militares
ficariam acampados na biblioteca (que estaria fechada para quaisquer outros fins),
até a finalização do inquérito, assim, somente o Bibliotecário, Sr. Crispino, é
autorizado a permanecer no local, de modo a ajudar a Comissão a localizar as obras
na imensa biblioteca. O trecho a seguir ilustra momentos do trabalho da Comissão, e
também do bibliotecário:
A floresta de livros, em vez de ser desbastada, parecia ficar cada vez mais
emaranhada e insidiosa. Os oficiais teriam se perdido se não fosse a ajuda do
senhor Crispino. Por exemplo, o tenente Abrogati se levantava dando um
pulo e jogava em cima da mesa o volume que estava lendo: -- Mas é
inacreditável! Um livro sobre as guerras púnicas que fala bem dos
cartagineses e critica os romanos! Precisamos denunciá-lo imediatamente! -(Diga-se de passagem que os pandurianos, com ou sem razão, consideravamse descendentes dos romanos). Com seu passo silencioso dentro das pantufas
felpudas, o velho bibliotecário vinha se aproximando dele. -- E não é nada-dizia --, leia aqui, ainda sobre os romanos, o que está escrito, também se
poderá pôr isso no relatório, e isso, e mais isso -- e lhe submetia uma pilha de
volumes. O tenente começava a folhear os livros, nervoso, depois ia lendo
mais interessado, tomava notas. E coçava a testa, resmungando: -- Santo
Deus! Mas quanta coisa a gente aprende! Quem diria! -- O senhor Crispino
andava até o tenente Lucchetti, que fechava um tomo com raiva e dizia: -Essa não! Aqui eles têm a coragem de expressar dúvidas sobre a pureza dos
ideais das Cruzadas! Sim, senhor, das Cruzadas! -- E o senhor Crispino,
sorridente: -- Ah, deve se fazer um relatório sobre esse tema, e posso lhe
sugerir outros livros, nos quais é possível encontrar mais detalhes -- e jogava
meia prateleira em cima dele. O tenente Lucchetti se metia a lê-los, de cabeça
baixa, e por uma semana o ouviam virar as páginas dos livros e murmurar: -Mas essas Cruzadas, quem diria! (CALVINO, 2010, p. 69).

Ao olhar leigo, pode-se perceber que o bibliotecário faz seu trabalho de modo sutil e
eficaz. Já no ponto de vista da Biblioteconomia, fica evidente que o Sr. Crispino está
oferecendo um competente Serviço de Referência, que “[...] abrange certo número de
atividades e competências com a finalidade de oferecer um serviço a um determinado
público, em geral uma resposta a uma pergunta.” (ACCART, 2012, p. 3-4). A função
de referência se “[...] mostra necessária e cada vez mais essencial para uma boa
percepção das expectativas e necessidades dos usuários em matéria de informação e
de busca de informação.” (ACCART, 2012, p. 4). Ainda na intenção de conceituar o
tema, busca-se a definição de Ranganathan:
[...] a obrigação do pessoal da biblioteca não é simplesmente passar às mãos
dos leitores os livros que são solicitados. Ao contrário, sua obrigação é
conhecer o leitor, conhecer os livros, e colaborar ativamente para que cada

�um encontre o seu livro. Esta fase do trabalho é conhecida como ‘serviço de
referência’. (RANGANATHAN, 2009, p. 180).

Esse potencial em levar às mãos do leitor o livro certo, ou a informação certa,
também pode ser visto como uma forma de mediação de leitura. Assim, o texto de
Calvino se relaciona ao de Castrillón, por exemplo quando a autora afirma que:
Uma verdadeira democracia participativa necessita de espaços que permitam
a todos os cidadãos acesso à informação, ao conhecimento e às
manifestações da cultura e da arte. E para que as bibliotecas se assumam
como tais espaços, elas devem conceber suas funções e seus serviços para
esses fins. É preciso que as bibliotecas se comprometam com um objetivo
político, social e cultural muito claro a partir do qual formulem seus planos
de trabalho e sua programação de atividades. Preencher estatísticas de
“usuários”, como o jargão bibliotecário costuma designar os que visitam as
bibliotecas, e atividades isoladas de um planejamento não garantem uma
contribuição ao propósito de democratizar a cultura letrada. (CASTRILLÓN,
2011, p. 25-26).

Desse modo, a discussão proposta a partir da leitura dos textos busca verificar as
reflexões dos participantes acerca dessas (e de outras mais) questões. Ao fazer a
leitura de textos com estruturas diferentes (uma narrativa ficcional e uma
conferência), mas que de certo modo elucidam as mesmas questões, vale-se da
intertextualidade de conteúdo, modo pelo qual se acredita a leitura destes textos pode
tomar outras proporções de reflexão e percepção, para além do (nada pequeno)
prazer de lê-los.
Uma primeira percepção do andamento do Módulo revelou um engajamento positivo
dos participantes, os quais escreveram comentários com profundidade no Fórum de
Discussão assíncrono, além de terem, por diversas vezes, replicado em postagens dos
colegas. Assim, considera-se que o envolvimento com as leituras foi, de modo geral,
bastante efetivo. O quadro a seguir exemplifica os comentários envolvendo as leituras
do módulo:
Quadro 1 – Comentários dos Sujeitos
Sujeito: Una
Que conto maravilhoso. Um General na Biblioteca descreve como algumas pessoas podem ser tocadas pelo prazer
da leitura mesmo quando "lutam" contra ela. Sr. Crispino é a personificação de um verdadeiro mediador da
leitura, dando dicas sobre os assuntos, mostrando livros que poderiam abordar melhor o tema, sem censurar à
informação, mesmo sabendo que eles (o general, tenentes e soldados) estavam lá para restringir o acesso dos
usuários ao acervo. (UNA, 2018, Fórum de Discussão, Moodle).
Sujeito: Claire
Traçando um paralelo entre os textos de Calvino e Castrillón, acredito que o general Fedina assimilou, ao final de
sua empreitada na biblioteca, que “ler [...] é um direito dos cidadãos, direito que devemos fazer cumprir”. Daí sua
ânsia em expor em relatório suas novas ideias e toda a verdade que se encontrava nos livros. “São as bibliotecas os
meios para a democratização do acesso, desde que nelas se produzam, também, importantes transformações”. A
leitura esclarece, liberta, mas também cativa. Por isso militares vestidos à paisana eram vistos entrando na
biblioteca de Panduria, pois lá os livros, com todas as suas verdades, os esperavam. (CLAIRE, 2018, Fórum de
Discussão, Moodle).

Continua.

�Continuação.
Sujeito: Emma
[A respeito do conto de Calvino ]: sobre acesso à informação, cita-se muito a confusão no ambiente, onde os
militares não conseguiam se achar, e por isso contam com a ajuda do Sr. Crispino, que demonstra além de
profundo conhecimento literário sobre o acervo, a sagacidade de ofertar os livros certos no momento certo para
os militares. Nota-se um profundo domínio de Crispino sobre o local, uma espécie de guardião do
conhecimento.
Vale ressaltar a preocupação da autora [Castrillón] em trazer ações que de maneira efetiva possam democratizar
a leitura e fazer dela um instrumento de melhoria de vida e consequente igualdade. Não se formam leitores de
verdade sem professores leitores e qualificados e sem locais, também qualificados, que disponibilizem material
de leitura, cultura e arte. (EMMA, 2018, Fórum de Discussão, Moodle).
Sujeito: David
O conto [de Calvino] é bem explicito quanto ao tema acesso a informação e a situação das bibliotecas: quanto
menos informação a população tiver, mais ignorante será o povo e mais fácil será de impor alguma verdade.[...]
Fica fácil fazer um comparativo com a sociedade em que vivemos na qual a cultura e a educação não tem
prioridade para seus governantes, e isso não é por acaso. [Sobre o texto de Castrillón]: A leitura no Brasil
geralmente é vista como um luxo, não um direito. (DAVID, 2018, Fórum de Discussão, Moodle).
Eu não desempenho a função de mediador. Para ser sincero nem gosto muito. Gosto da mediação no sentido de
bibliotecário de referencia. (DAVID, 2018, Entrevista).
Sujeito: Sophie
Amo o fato de a leitura poder mudar o mundo, e modificar substancialmente as pessoas. O Sr. Crispino se
mostra sempre presente, disponível, bem informado, ele antecipa os desejos e necessidades de seus leitores. Em
certos momentos se torna indispensável, “deslizando em suas pantufas” de forma “quase invisível” sempre
intervindo
no
momento
certo,
trazendo
o
livro
adequado
à
discussão.
Sem os estudiosos e leitores habituais, o Sr. Crispino, se dedica incansavelmente ao serviço de referência
conquistando os novos leitores, exaltados no início, mas posteriormente com curiosidade voraz, e ao serem
estimulados desenvolveram gosto pela leitura e pelos estudos. Ao final os militares estavam apreensivos em
relatar suas descobertas e abandonar a biblioteca que os havia conquistado.
[Sobre o texto de Castrillón] Também deve ser ressaltado que devemos pensar em programas de leitura a longo
prazo, promovidos através de políticas governamentais, visando melhoria das escolas e bibliotecas, cada uma
exercendo sua função relativa a leitura, e onde o acesso a palavra seja realmente democrático abrangendo
diversos suportes e formatos de mídias. (SOPHIE, 2018, Fórum de Discussão, Moodle)

Fonte: Autoras.

A análise do conteúdo produzido pelos participantes da pesquisa após a leitura dos
textos indica a percepção dos conceitos de Serviço de Referência e Mediação no conto
de Calvino, bem como o acesso/direito à leitura, passando por contexto de
democracia, inspirado em especial pelo texto de Castrillón. Aqui vale destacar que
Claire foi a única participante da pesquisa que evidencia, logo em sua primeira frase,
a relação existente nos textos de Calvino e Castrillón. A participante não tem
dificuldade em perceber que, embora em linguagens diferentes, os autores estão
tratando do mesmo assunto: do direito de ler e de ter acesso à literatura de modo
democrático. David, por sua vez, aborda em diversos momentos a questão do acesso à
leitura: seja em seus comentários sobre as leituras do Módulo 1 (Calvino e Castrillón),
seja em sua experiência profissional (David é também, bibliotecário).
Sophie nos apresenta comentários bastante relevantes a respeito dos textos do
Módulo, que justamente tinham como foco o acesso à leitura, e sob a análise da
Mediação ela percebe a essência de mediadora da personagem Crispino, afirmando
que ele desempenha o Serviço de Referência, que se mostra extremamente eficaz.
Assim, remonta-se ao que diz Ranganathan (2009): que o verdadeiro trabalho na

�biblioteca é o serviço de referência, sendo necessário conhecer os livros, o leitor e
também às suas necessidades de informação. O autor também aponta que essa
atividade não pode ocorrer sem a devida capacitação, fato que nos direciona ao
entendimento de que bibliotecários são (e precisam ser mediadores em sua atuação),
embora a mediação possa, e deva ocorrer em outros ambientes com outros
profissionais igualmente preparados.
Considerações Finais
No que diz respeito à questão de acesso à leitura percebe-se que os participantes
retomaram bastante às palavras de Castrillón (2011) o que era esperado e desejado, já
que a presença do texto no Módulo tinha essa razão de ser. Também fica evidenciado
que todos acreditam no poder transformador da leitura e da necessidade de sua
democratização. Assim, conforme aponta Santos (2009), que defende que para que o
mediador de leitura se configure é vital que esta pessoa goste de ler, tenha vontade e
compromisso social de compartilhar esse gosto e sua experiência de leitura com um
outro tanto de gente, formando leitores em ambientes diversos. Assim, foi possível
constatar que os sujeitos da pesquisa possuem características essenciais para a
mediação de leitura, quais sejam: são leitores e desejam disseminar a leitura.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – ABED. Censo EAD.BR:
relatório analítico da aprendizagem a distância no Brasil 2016. Curitiba: InterSaberes,
2017. Disponível em:
http://abed.org.br/censoead2016/Censo_EAD_2016_portugues.pdf. Acesso em: 18 set
2017.
ACCART, Jean-Philippe. Serviço de referência: do presencial ao virtual. Brasília, DF:
Briquet de Lemos, 2012.
CALVINO, Italo. Um general na biblioteca. In: CALVINO, Italo. Um general na
biblioteca. São Paulo: Companhia de Bolso, 2010. p. 67-71.
CASTRILLÓN, Silvia. O direito de ler. In: CASTRILLÓN, Silvia. O direito de ler e
escrever. São Paulo: Pulo do Gato, 2011. p. 14-30.
MATTAR, João. Tutoria e interação em educação a distância. São Paulo: Cengage
Learning, 2012.
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 2009.
SANTOS, Fabiano dos. Agentes de Leitura: inclusão social e cidadania cultural. In:
SANTOS, Fabiano dos; MARQUES NETO, José Castilho; RÖSING, Tânia M. K. (Org.).
Mediação de Leitura: discussões e alternativas para a formação de leitores. São Paulo:
Global, 2009. P. 37 – 45.

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              <text>O artigo relata a experiência de aplicação de Módulo de um Curso de Extensão oferecido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) em 2018. O referido Módulo, intitulado "A Biblioteca", propôs duas leituras principais: o conto "Um General na Biblioteca", do autor italiano Ítalo Calvino, e a conferência da bibliotecária colombiana, Silvia Castrillón, denominada “O direito de ler”. O artigo debate as relações entre os textos na perspectiva de conceitos como Mediação de Leitura, Acesso à Informação e Serviço de referência. São relatados reflexões de 6 (seis) participantes do Curso.</text>
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