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                  <text>Acesso à informação acadêmica através da implementação de
tecnologias assistivas: inclusão de deficientes visuais em
bibliotecas universitárias.

Leticia Priscila Azevedo de Sousa (UFRJ) - lebiblio2003@yahoo.com.br
Glaucilene Mariano Sales (UFRJ) - saleslene@gmail.com
Marília Santos Macedo (UFRJ) - msmacedo40@gmail.com
Resumo:
Objetiva proporcionar o acesso à informação para usuários com deficiência visual nas
bibliotecas do Instituto de Matemática (IM) e do Centro de Filosofia e Ciências Humanas
(CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. Para alcançar esse objetivo,
buscou-se tecnologias assistivas gratuitas bem como parcerias para disponibilizar livros em
Braille e áudio livros da bibliografia básica dos cursos de graduação e pós-graduação
atendidos pelas referidas bibliotecas. Uma das tecnologias assistivas gratuitas que será
instalada nos computadores das bibliotecas é o DosVox, desenvolvido pela (UFRJ/NCE), que
possui programas específicos e adaptáveis que irá criar uma cultura de autonomia, promover a
inclusão social, aumentar o índice de independência e a motivação pessoal. Outro recurso
pesquisado é o DDReader desenvolvido pela fundação Dorina Nowill, que possibilita a leitura
de livros digitais. Serão feitas tentativas para estabelecer parcerias para aquisição de áudio
livros e livros em Braille com as instituições Audioteca Sal e Luz e o Instituto Benjamin
Constant. Por ser um projeto piloto, o resultado esperado é possibilitar aos alunos uma
autonomia e uma acessibilidade efetiva aos produtos e serviços das bilbiotecas do IM e do
CFCH. Espera-se que posteriormente o projeto seja ampliado para que se implemente em
todas as bibliotecas da UFRJ e, dessa maneira, a UFRJ se torne uma instituição efetivamente
acessível para esse público.
Palavras-chave: Acesso à informação; Deficientes; Educação inclusiva; Acessibilidade
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 201
2019.

Introdução
As universidades federais são ambientes que buscam oferecer educação de
qualidade para todos. A igualdade de oportunidades, no entanto, nem sempre é
alcançada,, pois, ao pensarmos em acessibilidade percebem-se
percebem se barreiras para que
pessoas com deficiência ingressem, permaneçam e concluam com êxito um curso
de nível superior. Alguns dos fatores para tal dificuldade são as barreiras fí
físicas
no ambiente universitário e a dificuldade em acessar informações acadêmicas
para ter bom desempenho nos estudos.
A criação da Lei Brasileira
rasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência
eficiência em 2015
(Lei 13.146, de 6 de julho de 2015) corroborou a necessidade de adaptações par
para
atender as demandas de pessoas com deficiências em instituições
nstituições de ensino
superior.
Para suprir as necessidades desses alunos,
aluno a UFRJ criou a Diretoria de
Acessibilidade (DIRAC), que promove ações de acessibilidade em toda a
instituição. Algumas
lgumas ações já foram colocadas em prática como, por exemplo,
banheiros acessíveis no nível térreo para cadeirantes, sinalização em calçadas
para deficientes visuais que utilizam bengalas, vagas de estacioname
estacionamento
sinalizadas para pessoas com deficiência.
Porém, ao analisar a afirmativa de Fialho e Silva (2012) que diz que:
A acessibilidade na biblioteca universitária é fundamental para que
todos os usuários se sintam incluídos na sociedade, devendo haver uma
preocupação, por parte dos profissionais da informação,
informação, em adequar suas
unidades de informação para atender toda uma diversidade de usuários.
Inclui-se,
se, desse modo, usuários com deficiências visuais, cumprindo seu
papel que é o de apoiar o estudante do início ao final do curso.

�Notou-se a necessidade de disponibilizar livros e equipamentos que permitam
aos alunos deficiente visuais o acesso ao conteúdo do acervo das bibliotecas do
Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e do Instituto de Matemática (IM)
da UFRJ.
Portanto, o objetivo geral da pesquisa é tornar as bibliotecas do CFCH e do IM
acessíveis para discentes com deficiência visual.
Para alcançar o objetivo geral, os seguintes objetivos específicos foram
traçados: efetuar o levantamento do número de alunos com deficiência visual
regularmente matriculados na UFRJ; analisar as necessidades informacionais dos
discentes com deficiência visual das bibliotecas do IM e do CFCH; buscar
tecnologias assistivas que facilitem o acesso á informação acadêmica.
Tecnologias assistivas como ferramentas para o acesso a informação
Segundo Pupo (2004), “a tecnologia é considerada assistiva quando usada
para auxiliar no desempenho funcional de atividades, reduzindo incapacidades
para a realização de atividades da vida diária e da vida prática, nos diversos
domínios do cotidiano”.
A tecnologia assistiva também é definida como:
“qualquer item, peça de equipamento, ou sistema
de
produtos,
adquirido
comercialmente
ou
desenvolvido artesanalmente, produzido em série,
modificado ou feito sob medida, que é usado para
aumentar, manter ou melhorar habilidades de
pessoas com limitações funcionais, sejam físicas ou
sensoriais”. (Pupo, 2004)

Baseando-se

nos

conceitos

apresentados,

pesquisaram-se

tecnologias

assistivas gratuitas que atendessem às necessidades dos usuários das bibliotecas
do CFCH e do IM.

�Desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (NCE/UFRJ), o
Dosvox é uma tecnologia assistiva gratuita.
O sistema DosVox possibilita usuários com deficiência visual a interagir com os
computadores através de síntese de voz em português, facilitando a realização
dos seus estudos, pesquisas e trabalhos com mais independência e autonomia.
Além de se comunicar com o usuário através da interface de voz, o sistema possui
programas específicos e interfaces adaptáveis facilitando o seu uso. Alguns
desses programas são: editor, leitor e impressor/formatador de textos;
impressor/formatador para Braille; diversos programas de uso geral para o cego,
como calculadora, agenda e etc.; jogos de caráter didático e lúdico; programas
para ajudar a educação de crianças com deficiência visual; leitor simplificado de
telas para Windows, e outros programas sonoros para acesso à internet com
ferramentas específicas.
A instalação desse sistema nos computadores que são disponibilizados para o
público das referidas bibliotecas proporcionará ao deficiência visual plena
autonomia no uso dos produtos e serviços, visto que poderá realizar suas
pesquisas com mais autonomia e segurança, além de utilizar outros serviços
dentro da Base Minerva (sistema integrado de busca aos acervos das bibliotecas
da UFRJ), como renovação das obras, reservas on-line e verificar o seu histórico
de empréstimo, e o acesso ao Portal Capes (Base on-line que consta de
periódicos e artigos científicos), dentre outros recursos.
Outro recurso é o Dorina Daisy Reader (DDReader), aplicativo desenvolvido
pela Fundação Dorina Nowill que é aberto, gratuito e possibilita a leitura de livros
digitais no formato Daisy (também desenvolvido pela mesma Fundação). Essa
tecnologia apresenta os seguintes recursos: tutorial do aplicativo, acesso a todos
os comandos pelo teclado, eco de comandos em voz sintetizada, marcadores e
anotações de usuários, busca por palavras ou expressões, histórico de livros,
soletração de palavras do texto, pronuncia correta de palavras em línguas
estrangeiras, pronuncia expandida das abreviaturas no texto, ampliação do texto
na tela, notas de rodapé adicionais, ajustes de preferências globais e por livros.

�Esses

sistemas

são

constantemente

atualizados

gratuitamente

pelas

instituições que os desenvolveram, facilitando assim a manutenção dos mesmos
para os usuários.
Em relação à aquisição de livros em Braille e áudio livros, as bibliotecas
buscarão parceria com a Audioteca Sal e Luz, instituição que fornece
gratuitamente áudio livros. E, para adquirir livros em Braille, buscarão parceria
com o Instituo Benjamin Constant para compor o acervo com a bibliografia básica
dos cursos nesse formato.
Metodologia da pesquisa
Realizou-se a revisão de literatura sobre acessibilidade em bibliotecas
universitárias para entender as necessidades dos deficientes visuais.
A partir desse ponto inicial, pesquisaram-se tecnologias assistivas gratuitas.
Buscou-se sistemas gratuitos para instalar em computadores disponíveis
nas bibliotecas para acesso ao público em geral.
E, para aquisição de livros no sistema Braille e áudio livros, fez-se um
levantamento de instituições que disponiblizam esse material gratuitamente para
buscar parceria com as mesmas.
Resultados
Por ser um projeto piloto, espera-se que essas ações possibilitem aos
usuários deficientes visuais uma autonomia e uma acessibilidade efetiva aos
produtos e serviços das bibliotecas do IM e CFCH e, posteriormente, que o projeto
seja ampliado para que se implemente em todas as bibliotecas da UFRJ e, dessa
maneira, a UFRJ se torne uma instituição com acessibilidade efetivamente.
Referências
AUDIOTECA Sal e Luz. Disponível em: http://www.audioteca.org.br/. Acesso em:
20 mar. 2019.

�BERSCH, Rita. Introdução à tecnologia assistiva. Porto Alegre, RS, 2013. 20 p.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
Disponível

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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-

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Rio

de

Janeiro,

UFRJ.

Disponível

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&lt;http://www.nce.ufrj.br/pesquisa/projeto.asp&gt; Acesso em: 18 fev. 2016.
FIALHO, Janaina; SILVA, Daiane de Oliveira. Informação e conhecimento
acessíveis aos deficientes visuais nas bibliotecas universitárias. Perspectivas em
Ciências da Informação, Belo Horizonte, MG, 2012, v. 17, n. 1, p. 153-168,
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FUNDAÇÃO Dorina Nowill. Disponível em: https://www.fundacaodorina.org.br/
Acesso em: 20 mar. 2019.
INSTITUTO Benjamin Constant. Disponível em: http://www.ibc.gov.br/ Acesso em:
20 mar. 2019.
MAZZONI, Alberto Angel; TORRES, Elisabeth Fátima; OLIVEIRA, Rubia; ELY,
Vera Helena Moro Bins; ALVES, João Bosco da Mota. Aspectos que interferem na
construção da acessibilidade

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bibliotecas

universitárias.

Ciências da

Informação, Brasília, DF, 2001, v. 30, n. 2, p. 29-34, maio/ago. 2001.
PUPO, Deise Tallarico; BONILHA, Fabiana Fator Gouvêa; CARVALHO, Silvia
Helena Rodrigues de. Laboratório de acessibilidade: criação, implantação e
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UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
13.,

2004,

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Disponível

http://eurydice.nied.unicamp.br/portais/todosnos/nied/todosnos/artigoscientificos/lab.pdf.1.pdf. Acesso em: 22 de julho 2019.

em:

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