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                  <text>Biblioteca prisional: um relato de reconstrução e retomada do
funcionamento

Ciro Athayde Barros Monteiro (UNESP) - cirocosmos@gmail.com
Resumo:
A existência de uma biblioteca no ambiente prisional é fator essencial para fomentar as ações
de mediação e apropriação da leitura no processo de transformação de pessoas em situação de
privação de liberdade. A legislação brasileira, por meio da Lei de Execuções Penais (LEP) e
dos órgãos internacionais como Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e
Cultura (UNESCO), Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias
(IFLA), e da Associação Americana de Bibliotecas (ALA) asseguram a obrigatoriedade da
existência de uma biblioteca prisional em todos os estabelecimentos prisionais do país e do
mundo. Diante de um cenário nacional de ausências e descasos para com a biblioteca
prisional, o texto trata do processo de reconstrução e retomada do funcionamento de uma
unidade que foi reconstruída após ter sido totalmente queimada em uma rebelião. Tal relato
de renascimento e retomada de funcionamento tem por pretensão servir de base para
impulsionar a construção ou reconstrução de bibliotecas prisionais por todo o país.
Palavras-chave: biblioteca prisional, mediação da informação, apropriação da informação
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

Introdução
A biblioteca prisional é um dos dispositivos informacionais presente no espaço
prisional que possui um dos maiores potenciais de transformação da pessoa em
situação de privação de liberdade. O ambiente é amplamente acessado pelos
reclusos, tendo altos índices diários de empréstimos de livros, superando a média
das bibliotecas públicas e escolares (Retratos de leitura no Brasil, 2016). A
existência de uma biblioteca na prisão é uma exigência legal, apoia-se na Lei de
Execuções Penais (LEP) que garante a assistência educacional do preso e do
internado, e assegura que todos os presos devem ter acesso ao ensino de 1º grau
obrigatório e todos os estabelecimentos prisionais devem possuir uma biblioteca.
A lei orienta para o fornecimento do ensino profissional em nível de iniciação ou de
aperfeiçoamento técnico e que as atividades educacionais poderão ser objeto de
convênios com entidades públicas ou particulares. É importante dizer que a
educação é um direito do condenado, ou seja, é dever do Estado fornecer ao preso o
acesso à formação educacional e cabe a este, caso deseje, realizar os programas
fornecidos. Nesse sentido, o artigo 10 da LEP é claro ao estabelecer que a
assistência ao preso e ao interno é um dever do Estado que tem como objetivo o
retorno ao convívio em sociedade, enquanto o artigo 11, IV, dispõe que, entre
outras, a assistência será educacional. O acesso à educação, que pode se dar de
diversas formas, é pautado na Constituição Federal e deve ser proporcionado da
maneira mais ampla possível.
Nesta perspectiva, a existência de uma biblioteca prisional, além de ser obrigatória
em todos os estabelecimentos prisionais brasileiros, como relatado acima, é
instrumento essencial para assistência educacional ao preso. Vale ressaltar que a
exigência de biblioteca em estabelecimentos prisionais não se restringe ao Brasil,
mas é determinação de muitos países e de órgãos internacionais, como por
exemplo, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura
(UNESCO), da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias
(IFLA), e da Associação Americana de Bibliotecas (ALA).
Importante salientar que não só a LEP em 1984, a Constituição de 1988, e os
órgãos internacionais como a ALA e a IFLA/UNESCO foram essenciais para exigir
a existência de uma biblioteca prisional nos estabelecimentos prisionais, mas
também a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) adotada em
dezembro de 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) acabou por

�fomentar documentos como as Regras Mínimas para o Tratamento de Reclusos e
as Regras de Mandela.
No entanto, é de conhecimento da maioria dos pesquisares sociais e educadores
que trabalhar com educação, cultura e leitura em meio a ordem mundial regida
pelo capital neoliberal, não é algo fácil em nenhum país. Países como Itália,
Espanha, França, Canadá, Alemanha, Estados Unidos, entre outros, encontram
dificuldades e falta de padrão com relação ao funcionamento de suas bibliotecas
prisionais, porém dispõem de avanços significativos em comparação com a situação
brasileira.
No Brasil a situação é bastante grave, principalmente pelo fato de ser um território
extenso, bastante diverso, com múltiplas realidades e falta de padrão
administrativo nas unidades prisionais (MELO, 2018). Diante desse quadro
complexo de implementação de bibliotecas prisionais, relataremos a experiência de
reconstrução de uma biblioteca em unidade prisional de regime semiaberto no
interior paulista.

Relato de reconstrução e retomada do funcionamento
O Centro de Progressão Penitenciária é uma penitenciária de regime semiaberto,
ou seja, é o último local em que o sentenciado tem que passar para receber a
liberdade. Trabalho em uma dessas penitenciárias no interior de São Paulo, que foi
inaugurada em setembro de 2013 e já passou por uma rebelião em setembro de
2016, momento triste pois a biblioteca prisional ficou completamente queimada.
Diante desse quadro, nesses últimos anos, nós funcionários da educação,
participamos do processo de reconstrução da biblioteca, tanto da estrutura física
como, por exemplo, paredes, portas, pintura e prateleiras, como da reconstituição
do acervo. É a partir deste ponto que começamos este relato. Em outubro de 2016
iniciou-se a reforma da unidade, porém foi só no início do ano de 2018, após ter
decorrido mais de um ano da rebelião, que conseguimos restabelecer o bom
funcionamento da biblioteca. Nesse período, além de revitalizar o prédio – serviço
feito pelos próprios educandos - estabelecemos contato com universidades públicas
e particulares e recebemos doações para reconstituição parcial do acervo.
Buscamos livros e prateleiras nos mais variados lugares de Ribeirão Preto e região.
Refeita a estrutura física, treinamos um educando (monitor) do setor de educação
para tratar o acervo. Foi explicado o CDD a ele e deixamos um manual na
biblioteca. Além disso, pensamos juntamente com ele a melhor forma de o usuário
entender a classificação e chegamos a ideia de usar o CDD e abdicar do cutter,
substituindo-o por colocar as três primeiras letras do sobrenome do autor. Vejamos
como exemplo o livro de Dostoievski “Crime e Castigo”, para ilustrar o fato.

�Figura 01: Livro de Dostoievski “Crime e Castigo”.

Fonte: Imagens Google

O CDD 891.73 e as letras DOS de Dostoievski. A etiqueta ficou assim:
891.73
DOS

A ideia nasceu devido ao estranhamento e dificuldade de compreensão que o
educando tem em relação ao cutter. Outra necessidade da biblioteca era a
automatização do acervo. Porém, no sistema prisional, mesmo que haja boa
vontade por parte da diretoria, a prioridade é a segurança, na medida em que as
dificuldades de conseguir um computador no pós-rebelião são imensas. Além disso,
tem a questão do acesso à internet, veementemente proibido ao educando, por
questões vinculadas ao crime organizado que não se faz necessário tal discussão
neste texto.
Em meados de 2018 conseguimos o computador para a biblioteca, mas o desafio
era encontrar um software adequado cujo funcionamento seja offline. O minibiblio
nos pareceu adequado ao momento, porém devido aos picos de energia que
acontecem na unidade e inoperacionalidade na máquina disponibilizada, foi
necessário apelar ao Excel.
Mesmo com todas as limitações de acesso a equipamento adequado, software e
internet, em dois meses o acervo (3.500 livros) estava completamente tratado e
lançado nas planilhas, sendo possível localizar o livro, o usuário e o tempo de
empréstimo. Após alguns meses, o desafio foi o funcionamento noturno da
biblioteca, tendo em vista a grande demanda de presos que trabalham durante o
dia e não tem acesso a biblioteca, que funciona das 08h00 às 17h00.

�Perguntamos ao monitor responsável pela biblioteca sobre a possibilidade de abrir
no noturno e ele respondeu: “Olha seu Ciro, não dá pra abrir a noite não, eu
sozinho não do conta, é muito preso e eu não consigo acompanhar, não cabe na
biblioteca, eles começa a olhar o livro e quando eu olho ele já está longe, já
aconteceu várias vezes isso” (Jonathan, Monitor Funap, Anotações do pesquisador,
2018). De fato é muito difícil controlar a entrada de presos na biblioteca no período
noturno, pois o fluxo é enorme. No entanto, acreditamos que a maior preocupação
do monitor seja a possibilidade de acontecer algo que transgrida a ordem normal
de funcionamento da unidade prisional e que possa trazer prejuízos a sua conduta.
A biblioteca prisional do Centro de Progressão, desde a retomada do
funcionamento (início de 2018) até os dias atuais, tornou-se referência de leitura,
cultura e entretenimento oferecido ao educando. É responsável por distribuir os
livros do clube de leitura e está vinculada as atividades educacionais que acontecem
na unidade prisional, como por exemplo, jornada da cidadania.
Em apenas um mês em que propusemos o fechamento da biblioteca para
tratamento e otimização do acervo, houve pressão dos educandos para abertura, o
que nos fez diminuir este período para três semanas. Nas palavras do monitor
responsável pela biblioteca é possível perceber tal descontentamento: “Seu Ciro a
gente tem que liberar logo o funcionamento da biblioteca, se não o senhor já sabe
né, rapaziada sem livro com a cabeça vazia fica complicado” (Jonathan, Monitor
Funap, Anotações do pesquisador, 2018).
Por ora, estamos com funcionamento adequado da biblioteca prisional, tendo em
vista as limitações vinculadas a segurança, ao espaço e acervo, porém
constantemente pensamos em ampliar o seu acervo e o espaço físico. Haja vista que
ela tem uma média mensal de empréstimos de 650 livros, sendo que muitos livros
procurados não existem no catálogo ou se encontram emprestados. Recentemente
fizemos contato com universidades públicas de Ribeirão Preto, recebemos doações
de mobiliário e estamos planejando, juntamente com o diretor da unidade,
aumentar o espaço da biblioteca, com direito a espaço para leitura, palestras e
atividades culturais.

Considerações Finais:
Este relato objetivou demonstrar como se deu o processo de reconstrução e
retomada do funcionamento de uma biblioteca prisional após passar por uma
situação temerária de extinção. Foi possível perceber que a biblioteca prisional
cumpre papel essencial no processo de integração social e letramento da pessoa em
situação de privação de liberdade, atuando como dispositivo responsável por
possibilitar acesso a informação, entretenimento e cultura, além de servir como
apoio e espaço para as mais variadas atividades culturais. O relato pretende
colaborar e fomentar com futuras construções ou reconstruções de bibliotecas
prisionais pelo Brasil.

�Referências:
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conceito atualizado. In: BORTOLIN, Sueli; SANTOS NETO, João Arlindo;
SILVA, Rovilson José da (Org.). Mediação oral da informação e da leitura.
1ed.Londrina: ABECIN, 2015, v. 1, p. 09-32. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/pbcib/article/view/11990&gt;.
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Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l7210.htm&gt;. Acesso
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dispositivo prisional brasileiro. HUMANIDADES &amp; INOVAÇÃO, v. 5, p. 91,
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Retratos da leitura no Brasil. Instituto Pró-Livro, 2016. Disponível em:
&lt;http://prolivro.org.br/home/images/2016/RetratosDaLeitura2016_LIVRO_EM
_PDF_FINAL_COM_CAPA.pdf&gt; Acesso em: 12.05.2018.

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