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                  <text>A biblioteca pública como um não lugar
Daniele Achilles (UNIRIO) - danyachilles1@yahoo.com.br
Renata Oliveira da Silva (Unirio) - renataoliveirasilva@gmail.com
Resumo:
As inúmeras transformações sociais, políticas, econômicas, culturais e informacionais
ocorridas nas últimas décadas, principalmente no Brasil, acarretaram muitos problemas e
indefinições para os estudos em Bibliotecas Públicas. O presente trabalho de cunho teórico, se
caracteriza como uma pesquisa social, de natureza qualitativa e objetiva repensar o conceito
biblioteca pública a partir da constatação da sua falta de aderência e ressonância social.
Apresenta a biblioteca pública como um não lugar localizada nas elaborações teóricas de Marc
Augé (2012). Conclui que o entendimento de que o conceito de biblioteca pública deve se
diferenciar do que ele realmente é, revelando a desconexão entre sua ordem teórica e prática.
Com vistas nisso, não nos basta apenas analisar e enfatizar os casos de ordem prática se ainda
os problemas de ordem teórica são desconsiderados e pouco debatidos. Desse modo, o
alinhamento dessas ordens ou dimensões podem ajudar as bibliotecas públicas brasileiras a
trazer à realidade sua falta de ressonância social, afirmá-las e produzir modos criativos de
melhorar o seu saber-fazer com o intuito de superar a atual crise em que se encontram e
resistir à conjuntura política atual que positiva a cultura do privilégio.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Biblioteca Pública Brasileira. Biblioteca Pública - Não
Lugar.
Eixo temático: Eixo 3: Cultura do privilégio

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�XXVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e
Documentação
Vitória, 01 a 04 de outubro de 2019.

A BIBLIOTECA PÚBLICA COMO UM NÃO LUGAR
Eixo Temático: 3 – Cultura do privilégio
Resumo expandido
INTRODUÇÃO
As inúmeras transformações sociais, políticas, econômicas, culturais e
informacionais ocorridas nas últimas décadas,

principalmente

no

Brasil,

acarretaram muitos problemas e indefinições para os estudos em Bibliotecas
Públicas. Esse campo vem tentando compreender os fenômenos, bem como os
processos que afetam essas instituições sociais, culturais e de memória. Com vistas
nisso, o objetivo desta comunicação é enfatizar uma questão de cunho
epistemológico - a defasagem entre o que esse tipo de biblioteca deveria ser e o
modo como ela é. Tal preocupação se dá em virtude da observância da falta de
aderência e ressonância social que as bibliotecas públicas brasileiras vêm sofrendo
na contemporaneidade. Alertar para essa defasagem pode suscitar uma série de
questionamentos, tais como: qual o sentido dessas instituições para a sociedade?
Qual o impacto que elas têm na formação do sujeito? Como elas podem transformar
vidas? dentre outros. A constatação de que as bibliotecas públicas brasileiras se
encontram desconectadas da vida e, mais pontualmente, da realidade dos sujeitos,
em sua maioria, nos remete a reflexões acerca do como elas podem atuar política,
econômica, cultural e socialmente interferindo nos processos de construção dos
modos de vida. As diferenças sociais pautadas na cultura do privilégio geraram
desde a criação da primeira biblioteca pública brasileira, construída em Salvador,

�na Bahia, em 1811, hierarquias no que tange o acesso à informação conformadas
pelas estruturas de poder vigente nesta época e que se mantiveram, de certa forma,
até os dias de hoje, sendo que sob influência de outras estruturas. Desse modo,
trabalhar a biblioteca pública a partir das elaborações teóricas de Marc Augé (2012)
é conceder um novo olhar sobre o entendimento conceitual dessa instituição,
revelando assim um viés teórico para a reflexão do conceito no âmbito da cultura
do privilégio. Assim, esta comunicação é produto de uma pesquisa teórica sobre o
conceito biblioteca pública e a apresenta como um não lugar.
MÉTODOS DA PESQUISA
Esta pesquisa se define como social porque procura compreender as
dinâmicas e os fenômenos que desempenham um papel importante para o campo
teórico e científico, bem como para a vida cotidiana e para as práticas empíricas
vivenciadas pela biblioteca pública e seus agentes. Se classifica como teórica com
natureza qualitativa porque valoriza o entendimento do conceito biblioteca pública
e enfatiza a via epistemológica para estruturar o objetivo proposto – configurar esse
tipo de instituição como um não lugar perante a perspectiva de Marc Augé (2012).
DISCUSSÃO
Segundo o antropólogo Marc Augé, as transformações pelas quais passou a
sociedade atual resultantes do processo de globalização acelerou deslocamentos,
diminuiu distâncias e modificou a nossa relação com o tempo e com o outro. Essa
mudança de percepção e de relacionamento produz o que Augé (2012) chamou de
“não lugar” que surge em certa oposição ao “lugar antropológico”. Augé caracteriza
o lugar antropológico como lugar simbólico por si, identitário, relacional e histórico
(2012, p.52). São lugares nos quais e pelos quais o sujeito estabelece ao longo de
sua jornada estreito relacionamento, desenvolvendo um laço identitário. A relação
entre o sujeito e o lugar antropológico não necessita de mediação simbólica, o
próprio lugar já é reconhecido por aqueles que o vivenciam. O lugar antropológico

�se dá na construção das narrativas, dos relatos e nas experiências individuais e
coletivas que o fortalece e o sustenta, ou seja, são vivenciados. Os lugares
antropológicos apresentam-se cada vez mais em lugar específico, limitados a
viverem como “lugares de memória”.
Reservamos o termo “lugar antropológico” àquela construção
concreta e simbólica do espaço que não poderia dar conta, somente
ela, das vicissitudes e contradições da vida social, mas à qual se
referem todos aqueles a quem ela designa um lugar, por mais
humilde e modesto que seja. [...] o lugar antropológico é
simultaneamente princípio de sentido para aqueles que o habitam e
princípio de inteligibilidade para quem o observa (AUGÉ, 2012, p.
51).

O não lugar é identificado por Augé (2012) como lugares de passagem, cuja
ligação com o indivíduo não é estruturada. Nessa perspectiva, há um esvaziamento
de sentido que reflete a não construção de relação entre as partes. O processo de
construção histórica é mínimo, visto que não há entre os pares sociais frequência
satisfatória que produza o relato de troca de experiência individual e coletiva.
Portanto, se estabelece aqui uma relação não identitária em decorrência do sujeito
e lugar não participarem de uma narrativa comum e consequentemente os
elementos simbólicos representativos do lugar e da sua condição não serem
reconhecidos.
Se um lugar pode se definir como identitário, relacional e histórico,
um espaço que não pode se definir nem como identitário, nem como
relacional, nem como histórico definirá um não lugar (AUGÉ, 2012,
p. 73).

É importante esclarecer que a classificação de um lugar em antropológico ou
em um não lugar é estabelecida diante da conexão construída com o indivíduo que
a vivência, diante do seu modo de apropriação. Na relação das práticas sociais que
ali são estabelecidas: os vínculos sentimentais, sociais, psicológicos ou históricos
que irão construir a caracterização dessa relação.
Ele é apenas a ideia, parcialmente materializada, que têm aqueles
que o habitam de sua relação com o território, com seus próximos e
com os outros. Essa ideia pode ser parcial ou mitificada. Ela varia
com o lugar e o ponto de vista que cada um ocupa (AUGÉ, 2012, p.
54).

�Desta forma, o ideal de biblioteca como espaço de difusão do conhecimento,
simbolicamente construído como espaço de cultura não encontra eco entre aqueles
que não tiveram sua vivência relacionada a esse lugar. Não há, portanto, a
construção histórica de identificação do sujeito com o objeto biblioteca, tornando o
lugar antropológico biblioteca em não lugar quando nos referimos à construção
social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa comunicação traz a configuração da ideia conceitual trabalhada por
Marc Augé (2012) e ressoa como uma via de entendimento teórico para repensar o
conceito biblioteca pública no Brasil. O não lugar é a categoria que nos permite
refletir diante de uma perspectiva menos rígida sob uma imagem na qual se pode
relativizar o conceito em questão. A finalidade é lançar um novo olhar que se coloca
em um caminho epistemológico, admitindo assim, a biblioteca pública como um
lugar que não permite a identificação dos sujeitos, quiçá a sua apropriação. Isso
porque esse conceito vem sendo concebido no Brasil desde o seu surgimento, em
1811, em Salvador, na Bahia e, revela-se à sombra do espectro da cultura do
privilégio e desconsidera as experiências e vivências dos sujeitos que podem
‘oxigenar’ suas práticas e, consequentemente, suas teorias, minimizando cada vez
mais essa defasagem e gerando um preenchimento de sentido no que tange a
potencialização do sujeito social perante a sua formação como sujeito autônomo,
crítico e dotado de competência informacional para exercer a cidadania, direitos de
participação, de democracia, econômicos formalizando um país mais igualitário,
justo e inclusivo. A intenção de apresentar a pesquisa em um evento de cunho mais
profissional se justifica pelo entendimento de que o conceito de biblioteca pública
precisa ser mais amplamente discutido. Não nos basta apenas olhar para os casos
de ordem prática se desconsideramos os problemas de ordem teórica. Acreditamos
que o alinhamento dessas ordens ou dimensões podem ajudar as bibliotecas
públicas brasileiras a trazer à tona, à realidade sua falta de ressonância social,

�afirmá-las e produzir modos criativos de melhorar o seu saber-fazer com o intuito
de superar a atual crise em que se encontram e resistir à conjuntura política atual.
REFERÊNCIAS
AUGÉ, Marc. Não lugares: introdução a uma
supermodernidade. São Paulo: Papirus Editora, 2012.

antropologia

da

ALFARO LÓPEZ, Héctor Guillermo. El obstáculo epistemológico y la biblioteca,
2008. In.: XXVI Coloquio de Investigación Bibliotecológica y sobre la
información, Centro Universitário de Investigaciones Bibliotecológicas, UNAM,
Ciudad de México (México), Jueves, 2 oct. 2008.
CRIPPA, Giulia. Pensando o espaço público do presente: a biblioteca pública em
sua função social. DataGramaZero, [s.l.], abr., 2015.
MUELLER, Susana P. M. Bibliotecas e sociedade: evolução da interpretação de
função e papéis da biblioteca. R. Esc. Bibliotecon., Universidade de Brasília, v.13,
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NOGUEIRA, Maria Cecília Diniz. A realidade da biblioteca pública. R. Esc.
Bibliotecon., UFMG, Belo Horizonte, v.12, n.2, p. 205-212, set. 1983.
FERREIRA, Maria Mary (Org.). Livro, leitura e bibliotecas em tempos
sombrios. São Luís: EDUFMA, 2017.

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