<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="3182" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/3182?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-25T05:14:01-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="2264">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/24/3182/2217-2234-1-PB.pdf</src>
      <authentication>b8c0ac06dd9c8891bf669c2af64fd9a5</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="36997">
                  <text>UMA PROFISSÃO FEMININA, MAS NÃO FEMINISTA?
Representatividade de gênero na gestão dos Conselhos Regionais
de Biblioteconomia no Brasil

Luciana Kramer Müller (IFRS / CRB10) - lucianakramer@gmail.com
Carlos Wellington Soares Martins (UFMA) - cawell2000@uol.com.br
Resumo:
A presente pesquisa, de método qualitativo e que utilizou análise bibliográfica e documental,
analisa a representatividade de gênero na Biblioteconomia. Os dados analisados são oriundos
dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia (CRB). Observa que, dentre profissionais
registrados no Brasil no mês de março (período de levantamento de dados), 82% são mulheres
e 18%, homens. Verifica, ainda, que dentre os membros de CRB o percentual de mulheres cai
para 75%, nas Diretorias para 70% e na Presidência do órgão para 50%, diferença discrepante
diante da totalidade. Discute, à luz do referencial teórico e correlacionando com pesquisas
anteriores sobre o mesmo tema as relações existentes na predominância de homens na
atuação política, bem como a linguagem sexista que generaliza no masculino, independente da
grande representatividade feminina. Conclui que o debate necessita de um maior espaço de
discussão e que a pesquisa deve ser ampliada, inclusive com a aplicação de entrevistas com
profissionais.
Palavras-chave: Representatividade de Gênero. Biblioteconomia. Conselho Regional de
Biblioteconomia.
Eixo temático: Eixo 3: Cultura do privilégio

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�Introdução: A Biblioteconomia, enquanto ciência social e interdisciplinar
(COADIC, 2004) tendo a orientação de seu campo de atuação e investigação
para as relações sociais, e, por conseguinte, das problemáticas que permeiam
a sociedade e o exercício da profissão, nessa perspectiva orientada pelo
caráter humanista previstos no Juramento e no Código de Ética da profissão.
Verifica-se que temáticas que permeiam o gênero são necessárias de
discussão, a partir desta premissa reforça a necessidade de um olhar mais
cuidadoso para com as questões de gênero pela área, e felizmente, algumas
iniciativas estão sendo tomadas. Devido a construções históricas as áreas com
diálogo maior com o campo social e das humanidades são associadas às
mulheres, fato esse decorrente de visão machista e patriarcal, a
Biblioteconomia se insere nessa perspectiva onde ainda é grande o número de
mulheres que se formam na área. No entanto, um fato chama atenção: o
número expressivo de homens nas presidências e direções de órgãos de
representação da categoria. Diante desta realidade alguns questionamentos
podem ser levantados: a participação política e o engajamento nos conselhos
ainda não é visto como alternativa para correlação de forças e garantia de
melhoria salarial, reconhecimento da profissional, aumento de demanda e
postos de trabalho? A área acaba contribuindo para reforçar o estereótipo de
que as mulheres não se interessam por política? Ou ainda, quando se
interessam, por que não ocupam o cargo máximo do órgão com a mesma
representatividade que têm na profissão? A expressiva presença de homens
em cargos de direção nos órgãos de representação da categoria exprimem
uma apatia política por parte das bibliotecárias? Com os questionamentos
levantados objetiva-se com este trabalho uma análise dos determinantes que
influenciam na presença masculina nas presidências do Conselhos Regionais
de Biblioteconomia (CRB) em detrimento da presença de mulheres nestes
cargos, haja vista a expressividade do quantitativo de bibliotecárias existentes.
Por se tratar de uma pesquisa com enfoque no gênero e entendendo-o como
uma categoria útil de análise (SCOTT, 1995) inclusive para a Biblioteconomia
(FERREIRA, 1997) utilizaremos a terminologia no feminino ao nos referirmos à
profissional.
Método da pesquisa: Os estudos de gênero, e entendendo-o como uma
categoria de análise, nortearam todo o processo de investigação, desde o
estabelecimento do problema e dos questionamentos quanto ao objetivo da
pesquisa realizando um levantamento bibliográfico, inclusive, sobre o debate
de gênero na Biblioteconomia. Como processo metodológico do ponto de vista
da forma de abordagem do problema, configura-se como uma pesquisa
qualitativa pelo fato de se acreditar que responde a questões particulares, de
níveis de realidade que não podem ser quantificados. Por trabalhar com o
universo dos significados, valores, crenças e por comporem a realidade social,
a pesquisa qualitativa é a mais indicada por propiciar uma compreensão sobre
a ação do homem enquanto ser reflexivo e com capacidade de interferir em sua

�realidade (MINAYO; DESLANDES; GOMES, 2010). Quanto aos objetivos
configura-se como uma pesquisa exploratória e os procedimentos operacionais
foram a pesquisa bibliográfica e documental. A fim de verificar a
representatividade de gênero na profissão de bibliotecária, foi solicitado a cada
CRB que informasse as quantidades de homens e mulheres registradas.
Também foi feita verificação de todos os sites da internet das referidas
entidades de classe, a fim de poder-se verificar a proporção de presidentes,
membros de diretorias e conselheiras/membros em geral. Os resultados,
apresentados a seguir, estão em forma de tabelas e são discutidos à luz do
referencial teórico e correlacionando com pesquisas anteriores sobre o mesmo
tema.
Resultados: A coleta de dados a respeito da totalidade de profissionais no
país considerou, para análise, somente bibliotecárias registradas, uma vez que
o registro profissional é obrigatório para o exercício da profissão, sendo esta
uma profissão regulamentada1. A primeira verificação do quantitativo de
homens e mulheres bibliotecárias, em cada jurisdição de CRB gerou um
resultado expressivo, conforme apresentado na tabela 1:
Tabela 1 - Representatividade de gênero
CRB Estados
1 DF/GO/MT/MS

Mulheres Homens Total

%mulheres %homens

1346

307

1653

81

19

2 AP/PA/TO

931

156

1087

86

14

3 CE/PI

681

132

813

84

16

4 PE/AL

758

147

905

84

16

5 BA/SE

766

118

884

87

13

6 MG/ES

1868

390

2258

83

17

7 RJ

2380

890

3270

73

27

8 SP

3866

728

4594

84

16

9 PR

642

103

745

86

14

10 RS

1019

156

1175

87

13

11 AM/AC/RO/RR

962

89

1051

92

8

13 MA

604

162

766

79

21

14 SC

645

111

756

85

15

15 PB/RN

463

121

584

79

21

3610 20541

82

18

Total

16931

Fonte: Sistema CFB/CRB

Como verificado, a tabela 1 apresenta o número da Região do CRB, a seguir
os Estados da Federação correspondentes, quantitativos de mulheres e
homens em números absolutos e, por fim, em percentual. Percebe-se que a
presença de mulheres na profissão ultrapassa os 80% na totalidade do país,
ficando inferior a este percentual somente em 3 regiões, o que configuram 4
Estados da Federação.
1

Pelas Leis No 4.084/1962, Lei No 9674/1998 e Decreto No 56.725/1965.

�A seguir as tabelas 2 e 3 apresentam o gênero nas diretorias do CRB e o total
de membros em cada Conselho, respectivamente.
Tabela 2 - Gênero nas Diretorias
CRB
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
Totais
Mulheres
Totais
Homens
TOTAIS

%M
%H

ViceDiretor
Diretor
Diretor
Presidente presidente Financeiro Administrativo Técnico Mulheres Homens

H
M
H
H
H
M
H
M
H
M
H
M
M
M

M
M
H
H
M
M
H
M
H

H
M
M
3
M
M
N/I
4
M
H
H
4
M
M
H
2
M
M
M
4
Não constam no site as informações da Gestão atual.
M
M
H
3
H
H
M
2
M
M
M
4
H
M
M
3

2
0
1
3
1
2
3
1
2

Não constam no site as informações da Diretoria atual, somente o Presidente.

1

M
M
H

M
M
H

M
M
M

M
M
H

5
5
3

0
0
2

7

7

8

10

7

42

-

7
14
50
50

5
12
58
42

4
12
66
33

2
12
83
17

4
11
64
36

42
70

18
18
30

Fonte: Sistema CFB/CRB
Legenda: M=Mulher; H=Homem; N/I=Não Informado
Observação: Devido a ausência de algumas informações nos sites dos CRB 2, 6 e 11, somente o cargo
de Presidente contempla a totalidade de Conselhos = 14.

Mulheres Homens
Demais
Demais
TOTAL
CRB
Diretoria Diretoria conselheiras conselheiros
M
1
3
2
8
1
11
2
4
0
9
2
13
3
4
1
8
5
12
4
2
3
7
4
9
5
4
1
7
3
11
7
3
2
5
3
8
8
2
3
10
0
12
9
4
1
8
1
12
10
3
2
10
0
13
11
1
14
3
14
13
5
0
9
1
14
14
5
0
5
4
10
15
3
2
3
3
6
TOTAL
42
18
103
30
145
%
70
30
77
23
75
Fonte: Sistema CFB/CRB

TOTAL
TOTAL
H
MEMBROS
3
14
2
15
6
18
7
16
4
15
5
13
3
15
2
14
2
15
4
18
1
15
4
14
5
11
48
193
25
100

�A análise das duas tabelas (2 e 3), ainda em comparação com a tabela 1 nos
permite algumas considerações: a proporção de representatividade de
mulheres como membros de Conselhos de Biblioteconomia não diverge tanto
dos percentuais de profissionais, embora exista uma queda (82% na profissão
versus 75% nos Conselhos); nas Diretorias, a queda é um pouco maior: baixa
para 70% a presença feminina, embora os dados tenham uma ligeira distorção.
Por fim, salta aos olhos a proporção de Presidentes x Presidentas, ficando
estes cargos exatamente empatados com 50% de mulheres e 50% de homens.
Assim, fica o questionamento, mais uma vez, do porquê da diferença drástica
da presença feminina nos cargos máximos dos CRB.
Discussão: Com a expansão do debate interseccional, incluídos aí a questão
do gênero e do feminismo, abre-se um campo de discussão profícuo para a
Biblioteconomia, haja vista a orientação de seus produtos e serviços estarem
nos cidadãos e nas demandas apresentadas pela sociedade impulsionou o que
se convencionou chamar de Biblioteconomia Social. Essa pluralidade de temas
encontrou na bibliodiversidade, uma formulação realizada por Moro e Estabel
(2012, p. 64):
A bibliodiversidade contempla as diferentes fontes e os diversos
suportes de informação no atendimento às necessidades de todos os
cidadãos nos mais diferentes espaços territoriais, possibilitando o
acesso, o uso, a produção e o compartilhamento de novas
aprendizagens em um processo de inclusão de todos.

No entanto, o avanço tem sido tímido e ainda é constatado ressalvas por parte
de alguns profissionais frente a este novo paradigma, que exige uma atuação
mais progressiva do que conservadora. Uma ação que demonstra essa
realidade é o combate a linguagem sexista, seja nas práticas de indexação e
catalogação ou mesmo na forma de comunicação verbal e formal, decorrentes
de uma sociedade patriarcal que descentralizou o papel da mulher (SILVEIRA;
GOMES, 2018) essa discussão não pode ser alijada do entendimento de que a
linguagem é um sistema, e como tal, é permeada por relações de poder
gerando opressões.
Consciência política se alcança na prática, e balizada por referenciais teóricos,
para tanto urge a formação também durante a formação da bibliotecária, o que
pode ser mediado por uma concepção de letramento político:
[...] percebemos o quanto é necessária uma nova formação de
bibliotecárias/os, assim como daqueles que estão vinculados às
entidades de classe. Para alcançar a realização dos anseios da
classe, é fundamental uma mudança de postura, não só de suas
práticas. É necessário buscar uma formação pautada no letramento
político para que haja mudanças significativas tanto para os/as
profissionais da informação, quanto para a sociedade (SILVA; BURIN,
2018, p. 217).

Assim, essa breve análise constata que ainda que as mulheres sejam a maioria
na Biblioteconomia, elas permanecem sem o destaque quando se trata de
ocupação em processos políticos, alcançando o bibliotecário um destaque

�muito maior que sugeriria a sua representatividade de somente 18% da
totalidade de profissionais no país. Para além disso, constata que a linguagem
sexista empregada para a profissão se torna ainda mais descabida diante
destes números.
Considerações Finais: Logicamente que temos a percepção de que o debate
não se esgota aqui, sendo necessário um espaço maior para a discussão, o
interesse é da continuação da pesquisa, inclusive, com a utilização de
entrevistas e da elaboração de um instrumento de coleta de dados no formato
de roteiro de entrevista para aplicar com homens e mulheres da categoria
profissional da Biblioteconomia que estejam ocupando, ou já ocuparam, cargos
de direção nos CRB para efetuar a análise do discurso e apreender a
percepção sobre a questão de gênero por parte destes sujeitos sociais.
REFERÊNCIAS
COADIC, I. F. L. A Ciência da Informação. Brasília, DF: Briquet de Lemos,
2004.
FERREIRA, Maria Mary. Gênero como Categoria de Análise na
Biblioteconomia. In: XVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação, 1997, São Luís. Anais do XVIII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação. São Luís: APBEM, 1997.
MINAYO, Maria Cecília de Souza; DESLANDES, Suely Ferreira; GOMES,
Romeu. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 29 ed. Petrópolis:
Vozes, 2010.
MORO, Eliane Loudes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. Mediadores de
Leitura na Família, na Escola, na Biblioteca, na Bibliodiversidade. In: NUNES,
Iara Conceição Bittencourt; MORO, Eliane Lourdes da Silva; ESTABEL,
Lizandra Brasil. Mediadores de leitura na bibliodiversidade. Porto Alegre :
Evangraf: SEAD:UFRGS, 2012. p. 41-64.
SCOTT, Joan. Gênero como categoria útil de análise histórica. Educação e
Realidade, Porto Alegre, v.20, n. 2, 1995. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/71721. Acesso em: 14 out.
2018.
SILVA, Andréia Sousa da; BURIN, Camila Koerich. A importância do letramento
político: analisando o protagonismo das bibliotecárias à frente das entidades de
classe. In: SILVA, Franciele Carneiro Garçês da; ROMEIRO, Nathalia Lima
(Orgs.). O protagonismo da mulher na Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Florianopólis: ACB, 2018.
SILVEIRA, Nalin Ferreira; GOMES, Elisângela. Do masculino tecnicista ao
feminino social: uma reflexão teórica acerca da prática profissional e linguagem
anti-sexista, Revista ACB, Florianopólis, v.23, n. 3, p. 447-459, ago./nov. 2018.
Disponível em: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1519/pdf. Acesso
em: 24 abr. 2019.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="24">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26064">
                <text>CBBD - Edição: 28 - Ano: 2019 (Vitória/ES)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26065">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26066">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26067">
                <text>2019</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26068">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26069">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26070">
                <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36987">
              <text>UMA PROFISSÃO FEMININA, MAS NÃO FEMINISTA?  Representatividade de gênero na gestão dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia no Brasil</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36988">
              <text>Luciana Kramer Müller</text>
            </elementText>
            <elementText elementTextId="36989">
              <text>Carlos Wellington Soares Martins</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36990">
              <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36991">
              <text>FEBAB</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36992">
              <text>2019</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="49">
          <name>Subject</name>
          <description>The topic of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36994">
              <text>Eixo 3: Cultura do privilégio</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36995">
              <text>A presente pesquisa, de método qualitativo e que utilizou análise bibliográfica e documental, analisa a representatividade de gênero na Biblioteconomia. Os dados analisados são oriundos dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia (CRB). Observa que, dentre profissionais registrados no Brasil no mês de março (período de levantamento de dados), 82% são mulheres e 18%, homens. Verifica, ainda, que dentre os membros de CRB o percentual de mulheres cai para 75%, nas Diretorias para 70% e na Presidência do órgão para 50%, diferença discrepante diante da totalidade. Discute, à luz do referencial teórico e correlacionando com pesquisas anteriores sobre o mesmo tema as relações existentes na predominância de homens na atuação política, bem como a linguagem sexista que generaliza no masculino, independente da grande representatividade feminina. Conclui que o debate necessita de um maior espaço de discussão e que a pesquisa deve ser ampliada, inclusive com a aplicação de entrevistas com profissionais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="36996">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67064">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="17">
      <name>cbbd2019</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
