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                  <text>Objetos artísticos em bibliotecas de arte: a experiência da
Biblioteca da ECA/USP

Marina Marchini Macambyra (USP) - maca@usp.br
Sarah Lorenzon Ferreira (ECA/USP) - sarahloren@usp.br
Alessandra Vieira Canholi Maldonado (ECA/USP) - avcanholi@usp.br
Resumo:
As bibliotecas acadêmicas que dão suporte ao ensino e pesquisa em Artes Visuais podem ter
em sua coleção, além de documentos textuais ou audiovisuais sobre o assunto, trabalhos de
arte originais. Nesse contexto, a Biblioteca da ECA sempre se destacou pela variedade de suas
coleções que vão desde documentos audiovisuais, partituras, gravações musicais até outros
materiais com características bastante diferentes dos documentos textuais. Com o passar do
tempo trabalhos como álbuns de fotografias, caixas contendo objetos, livros artesanais
confeccionados à mão começaram a ser tornar comuns. Assim, este trabalho tem como
objetivo apresentar a experiência da equipe da Biblioteca da ECA que, devido a complexidade
inerente à representação dos objetos artísticos, iniciou estudos para tratamento, divulgação,
armazenamento adequado, conservação e exposição desse acervo. Nos últimos 5 anos os
profissionais da equipe começaram a se dedicar de forma sistemática ao tratamento de seu
acervo de trabalhos artísticos originais, tais como: gravuras, desenhos, fotografias, livros de
artista, livros-objeto, videoarte e outros. Parte desse acervo é originário dos cursos de
graduação e pós-graduação da área de Artes Visuais, em especial aqueles ligados à área de
concentração Poéticas Visuais. Como resultado, até o momento, serão apresentadas três ações
principais que estão em andamento: criação da coleção de livros de artista; revisão dos
critérios de circulação e armazenamento dos trabalhos acadêmicos de arte; desenvolvimento
da Biblioteca Digital da Produção Artística.
Palavras-chave: bibliotecas de arte, pesquisa em artes visuais, objetos artísticos, trabalhos
artísticos originais
Eixo temático: Eixo 9: 2º Fórum das Bibliotecas de Arte

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�1 INTRODUÇÃO
A sociedade consegue entender com mais facilidade problemas resolvidos pela ciência
do que questões relacionadas à arte, devido o grau de complexidade e abstração dos trabalhos
artísticos. Os problemas em arte, normalmente, não são do senso comum, nem preenchem
necessidades imediatas de ordem material. Zamboni (2006) em sua pesquisa de doutorado
comenta que mesmo nas universidades existem grandes dificuldades para o gerenciamento e
normatização das pesquisas relacionadas à criação artística. Neste relato iremos usar a
expressão pesquisa em arte quando nos referirmos ao trabalho de pesquisa em criação
artística, empreendida por artistas que objetivam obter como produto final a obra de arte, ou
seja, o resultado final da pesquisa é o trabalho artístico.
Na perspectiva da Ciência da Informação “informação em arte é o estudo da
representação do conteúdo informacional de objetos de arte, a partir de sua análise e
interpretação e, nesse sentido, a obra artística é fonte de informação” (PINHEIRO, 2000, p.7).
Envolve fundamentos teóricos e a natureza da representação da informação em arte, assim
como a diversidade documental com suas singularidades, as questões da arte e as
características do modelo de sistema de informação artística. Portanto, a informação em arte
abrange o objeto de arte, documento no seu sentido mais amplo, oriundo de múltiplas
manifestações e produções artísticas.
No âmbito da pesquisa em arte, e em especial na área de Artes Visuais, Lima (2000,
p.18) explica que as necessidades de demanda especializada caracterizam-se pelas
dificuldades envolvendo os pesquisadores com respeito aos discursos e suas variantes
documentais, componentes que são do material informacional para análise e disseminação do
fenômeno artístico.
As bibliotecas acadêmicas que dão suporte ao ensino e pesquisa em Artes Visuais
podem ter em sua coleção, além de documentos textuais ou audiovisuais sobre o assunto,
trabalhos de arte originais. Sejam doações de artistas, objetos recebidos em meio a grandes
doações de livros ou resultado de trabalhos acadêmicos – no caso das bibliotecas
universitárias – essas coleções trazem para as bibliotecas questões específicas. Como
conservar e, ao mesmo tempo, garantir o amplo acesso a esses trabalhos, como normalmente
fazem as boas bibliotecas? Como catalogar e indexar? Como armazenar e expor? Nem sempre
bibliotecários estão preparados para responder a todas essas indagações.
A tensão entre preservar o documento em geral frágil, único ou insubstituível e permitir
que o público usufrua dele da melhor forma possível é difícil de resolver. Encontrar soluções
viáveis, entretanto, traz ganhos expressivos para a relevância da biblioteca e sua imagem junto
à comunidade, valorizando o acervo e abrindo caminho para implantação de novos serviços.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP, inaugurada oficialmente em
1970, poucos anos após a criação da Escola, sempre se destacou pela variedade de suas
coleções, formadas para atender aos cursos de artes visuais, música, cinema e televisão, entre

�outros. Habituados e treinados a tratar documentos audiovisuais, partituras, gravações
musicais e outros materiais com características bastante diferentes dos documentos textuais,
os profissionais da equipe começaram, a partir dos últimos 5 anos, a se dedicar de forma
sistemática ao tratamento de seu acervo de trabalhos artísticos originais, tais como: gravuras,
desenhos, fotografias, livros de artista, livros-objeto, videoarte e outros. Parte desse acervo é
originário dos cursos de graduação e pós-graduação da área de Artes Visuais, em especial
aqueles ligados à área de concentração Poéticas Visuais.
Os cursos de graduação, mestrado e doutorado em Artes Visuais ligados à Escola de
Comunicações e Artes da USP (ECA/USP), criados respectivamente em 1971, 1974 e 1980
aceitam trabalhos práticos de caráter artístico apresentados como dissertação, tese ou trabalho
de conclusão de curso. Dessa forma, artistas podem submeter à apreciação da banca gravuras,
desenhos, esculturas, objetos, fotografias, filmes, música, livros de artista etc. A maioria
desses trabalhos foi criada na área de concentração Poéticas Visuais, que “privilegia as formas
de operar, no âmbito do projeto e do processo, da obra de arte” (PRADO, 2009).
Além das obras de arte originais, as teses e dissertações de artistas também se
apresentam na forma de álbuns fotográficos ou catálogos que documentam os trabalhos do
autor, acompanhados por textos de reflexão sobre a própria obra. Outros trabalhos, embora
seu conteúdo seja eminentemente texto acadêmico, destacam-se pela apresentação e trabalho
gráfico especial e esteticamente relevante. Claudio Mubarac considera que esses trabalhos
“demonstram que o visível não se limita ao legível e que a visualidade é uma forma particular
de articular nossa experiência frente ao mundo, contribuindo assim para melhor analisarmos
as diferentes naturezas dos discursos, dos raciocínios e sensibilidades1”.
Em 2003, a tese de doutorado de Fanny Grinfeld, Framboesas e cerejas, instaurou na
equipe da Biblioteca uma série de novas inquietações. Parte do trabalho eram alguns
invólucros plásticos contendo diversos tipos de substâncias líquidas e sólidas. O trabalho foi
para a estante mas, em breve, como a equipe previa, alguns dos recipientes se partiram. Com
o passar do tempo, trabalhos que se distanciavam nitidamente, tanto na forma física quanto na
própria linguagem, do texto acadêmico impresso em papel e encadernado, foram se tornando
comuns: álbuns de desenhos ou fotografias, caixas contendo objetos, livros artesanais
confeccionados à mão, cheios de desenhos e colagens, alguns deles identificados pelo autor
com a expressão “livro de artista”.
Outro segmento importante dos trabalhos artísticos originais do acervo é composta por
material recebido em doação pela Biblioteca, sem relação direta com a produção acadêmica.
A complexidade inerente à representação dos objetos artísticos fez com que a equipe da
Biblioteca da ECA iniciasse estudos para tratamento, divulgação, armazenamento adequado,
conservação e exposição desse acervo. Até o momento, três ações principais estão em
andamento: criação da coleção de livros de artista; revisão dos critérios de circulação e
armazenamento dos trabalhos acadêmicos de arte; desenvolvimento da Biblioteca Digital da
Produção Artística.

1

Texto preparado para uma exposição na Biblioteca, publicado no Blog da Biblioteca da ECA, neste link:
https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2014/02/24/trabalhos-de-arte/

�2.1 Coleção de livros de artista
Composta por cerca de 85 livros de artista recebidos em doação ao longo dos anos,
sendo alguns destes livros, obras de docentes, alunos e ex-alunos da ECA. A coleção começou
a ser organizada em 2015, com a identificação de 28 obras do acervo da biblioteca, através da
consulta a fontes de informação como catálogos de exposição, catálogos de bibliotecas
brasileiras e internacionais, bibliografia sobre o tema. Encontramos dificuldades para
determinar se um livro é um livro de artista, já que alguns livros não constam nas fontes de
informação, embora possuam muitas peculiaridades próprias de livro de artista.
Temos como destaque livros de artistas das décadas de 70 e 80: Topografia (1978) e
Anamorfa (1979), de Regina Silveira; Poética-política (1977), I ching change (1978), de Julio
Plaza, Caixa preta (1975) e Poemobiles (1984), de Julio Plaza e Augusto de Campos, Manual
da ciência popular (1982), de Waltércio Caldas. Dentre os livros contemporâneos destacamos
Amor e felicidade no casamento (2008), de Jonathas Andrade e Yana Parente, Diccionario
para road movie = Dictionary for road movie (2010), de Fabio Morais, Memória de você
(2011), Mestrado (2014) e Ovo (2015), de Lúcia Loeb.
Procuramos acondicioná-los com a mínima intervenção possível, para não
descaracterizar a obra, visto que a maioria tem tiragem limitada e são de difícil reposição.
Adotamos um sistema de arranjo fixo utilizando como referência o tamanho dos livros e sua
ordem na estante. Provisoriamente estão acondicionadas em um armário, que já apresenta
espaço insuficiente para abrigar a coleção. Ainda temos cerca de 50 obras a serem
incorporadas ao acervo.
Futuramente, os livros de artista identificados entre os trabalhos acadêmicos também
serão incluídos nesse acervo. O processo de identificação, entretanto, é mais complexo,
devido ao fato de que são trabalhos mais recentes que ainda não foram objeto de estudos
especializados. Se a identificação como livro de artista não foi feita pelo próprio autor, a
caracterização é mais difícil e exigirá trabalho de curadoria por especialistas no assunto.
2.2 Revisão dos critérios de circulação e armazenamento dos trabalhos acadêmicos de
arte
A plena realização do trabalho dos artistas se dá pela visualização e manuseio da obra
pelo público. Diversos artistas já afirmaram para a equipe que esse é seu desejo, ainda que
isso possa trazer problemas de conservação do material. Entretanto, é responsabilidade da
Biblioteca assegurar a preservação desse acervo e evitar a destruição dos trabalhos pelo
manuseio ou armazenamento incorreto. Para tentar resolver a tensão entre as necessidades de
conservar, por um lado, e divulgar amplamente os trabalhos, de outro, procuramos separá-los
em dois grupos básicos: os que podem ser mantidos nas estantes comuns, de livre acesso ao
usuário, junto com as demais teses e dissertações; os que devem ser guardados em estantes de
acesso restrito, com consulta intermediada pela equipe. Nos casos em que há dois exemplares
disponíveis, apenas um deles é mantido no acervo aberto, desde que seu formato permita. O
critério que determina o local de armazenamento e as regras para o acesso deriva dos aspectos
físicos dos documentos, na fragilidade dos suportes e nos riscos potenciais do manuseio sem

�cuidados. Esse processo de revisão atinge tanto o acervo já processado quanto os novos
trabalhos recebidos.
2.3 Biblioteca Digital da Produção Artística
A ideia de criar uma biblioteca digital de imagens para registro e divulgação dos
trabalhos produzidos por artistas ligados à ECA surgiu da necessidade de ter uma ferramenta
pensada especificamente para registro e exibição de trabalhos que se expressam
fundamentalmente pela imagem, como é o caso da grande maioria dos trabalhos acadêmicos
da área de concentração Poéticas Visuais do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da
ECA. A Universidade de São Paulo já dispõe de instrumentos adequados para o controle e
divulgação da produção textual, desenvolvidos pelo seu Sistema Integrado de Bibliotecas
(SIBi), mas o tratamento e a difusão de imagens ainda não contam com solução satisfatória.
Inicialmente, integrarão a Biblioteca Digital da Produção Artística - nome provisório os trabalhos dos artistas que são ou foram docentes do Departamento de Artes Plásticas da
Escola. Posteriormente, entrarão artistas que defenderam dissertações e teses no Programa de
Pós-graduação em Artes Visuais. Num terceiro momento, após trabalho de curadoria a ser
realizado por docentes, os trabalhos de conclusão de curso de graduação também serão
incorporados.
Dois tipos de trabalhos acadêmicos serão incluídos: os originais de arte depositados na
Biblioteca, como desenhos, gravuras e publicações de artista; os textos de reflexão sobre a
própria obra que apresentem imagens dos trabalhos analisados. Os métodos de captação das
imagens devem ser, por ordem de prioridade: a obtenção de imagens cedidas pelos próprios
artistas; o registro fotográfico realizado localmente; a digitalização por scanner daquelas
imagens que não puderem ser obtidas de outra forma. A autorização do artista será necessária,
em qualquer caso.
O levantamento dos trabalhos presentes no acervo e a análise de suas características
foi realizado por dois bolsistas do curso de Biblioteconomia da ECA/USP. Foram
identificados na pesquisa 43 artistas cujos trabalhos devem ter registros imagéticos na
Biblioteca Digital, num total de aproximadamente 2.700 imagens.
As soluções técnicas encontradas para criar a biblioteca digital são: software livre
Omeka para gerenciamento do conteúdo; padrão de metadados da ​Visual Resources
Association (VRA Core) para descrição das imagens; catalogação pela norma ​Cataloging
Cultural Objects​; adesão aos protocolos de visualização da ​International Image
Interoperability Framework (IIIF), conjunto de protocolos específicos para nomear, ordenar, e
usar arquivos de imagem de forma padronizada e interoperável.
O protótipo está em fase de testes, com cerca de 50 imagens catalogadas.
Customização da interface do Omeka para melhorar a navegação e o aspecto gráfico da
Biblioteca Digital, padronização de termos de indexação, elaboração de um manual para
registro de decisões locais de catalogação são algumas das tarefas que estão em andamento.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�As coleções das bibliotecas acadêmicas de arte do futuro continuarão a se transformar,
quanto à isto não há dúvidas. Mas uma constante importante é que elas darão suporte a uma
comunidade cada vez mais criativa e original. E, embora a pesquisa do estudante de arte tenha
cada vez mais suporte online, muitas coleções continuarão a ser compostas de objetos de arte,
muitas vezes interativos ou que possam ser tocados. (LOFTIS, 2019, tradução nossa).
Aceitar o desafio de formar coleções de originais de arte e buscar soluções para o
tratamento e difusão desse tipo de documento é uma das formas pelas quais uma biblioteca
pode continuar a fazer sentido para sua comunidade. Artistas e pesquisadores da área de artes
esperam encontrar em suas bibliotecas seus trabalhos - ou os de seus colegas - organizados,
catalogados e acessíveis para consulta. As dificuldades inerentes ao tratamento desses acervos
não deve ser motivo para que uma biblioteca se recuse a recebê-los. A necessidade de
preservar não pode se tornar um obstáculo à interação do público com o trabalho artístico.
Desenvolver ferramentas específicas para catalogação e visualização com qualidade de
imagens é um ponto importante na organização de coleções de objetos artísticos em
bibliotecas. Um bom catálogo de objetos artísticos caracterizados por forte visualidade deve
ser, forçosamente, um catálogo de imagens.
REFERÊNCIAS
LIMA, Diana Farjalla Correia. Acervos artísticos e informação: modelo estrutural para
pesquisas em artes plásticas. In: PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro; GÓMEZ, Maria Nélida
González de (Org.). ​Interdiscursos da ciência da informação​: arte, museu e imagem. Rio de
Janeiro: Brasília: IBICT/DEP/DDI, 2000. 228 p.
LOFTIS, Elsa. The more things change: the collaborative art library. ​Collection management,​
2019. Disponível em:
https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01462679.2018.1559116​. Acesso em: 12 abr.
2019.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro. Arte, objeto artístico, documento e informação em museus.
In: Symposium museology &amp; art. ​Annual Conference of UNESCO/ICOFOM/LAM,​ 18. Rio de
Janeiro, maio 1996. p. 8-14.
PRADO, Gilbertto. Breve relato da Pós-Graduação em Artes Visuais da ECA-USP. ​ARS,​São
Paulo , v. 7, n. 13, p. 88-101, jun. 2009 . Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-53202009000100006&amp;lng=pt
&amp;nrm=iso​. Acesso em: 17 abr. 2019.
ZAMBONI, Sílvio. ​A pesquisa em arte.​ 3.ed. Campinas: Autores Associados, 2006. 123 p.

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              <text>As bibliotecas acadêmicas que dão suporte ao ensino e pesquisa em Artes Visuais podem ter em sua coleção, além de documentos textuais ou audiovisuais sobre o assunto, trabalhos de arte originais. Nesse contexto, a Biblioteca da ECA sempre se destacou pela variedade de suas coleções que vão desde documentos audiovisuais, partituras, gravações musicais até outros materiais com características bastante diferentes dos documentos textuais. Com o passar do tempo trabalhos como álbuns de fotografias, caixas contendo objetos, livros artesanais confeccionados à mão começaram a ser tornar comuns. Assim, este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência da equipe da Biblioteca da ECA que, devido a complexidade inerente à representação dos objetos artísticos, iniciou estudos para tratamento, divulgação, armazenamento adequado, conservação e exposição desse acervo. Nos últimos 5 anos os profissionais da equipe começaram a se dedicar de forma sistemática ao tratamento de seu acervo de trabalhos artísticos originais, tais como: gravuras, desenhos, fotografias, livros de artista, livros-objeto, videoarte e outros. Parte desse acervo é originário dos cursos de graduação e pós-graduação da área de Artes Visuais, em especial aqueles ligados à área de concentração Poéticas Visuais. Como resultado, até o momento, serão apresentadas três ações principais que estão em andamento: criação da coleção de livros de artista; revisão dos critérios de circulação e armazenamento dos trabalhos acadêmicos de arte; desenvolvimento da Biblioteca Digital da Produção Artística.</text>
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