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CDU 025.21 fl27.7(81)

SELEÇÃO E AQUISIÇÃO DE MATERIAL EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS*

Nice Menezes de Figueiredo
Chefe do Departamento de Ensino e
Pesquisa - DEP/IBICT
RESUMO

Análise de levantamento realizado para aferir a situação das atividades de
seleção e aquisição de material bibliográfico em bibliotecas universitárias.
Os resultados oferecem um diagnóstico da forma como estas atividades são
executadas:
a) de maneira secundária, descuidada e empírica;
b) sem a existência de documentos normativos;
c) sem o adequado preparo dos profissionais.
Deste estudo infere-se a necessidade de conscientizar o profissional para a
importância destas atividades e de fortalecer a formação dos bibliotecários
para o desempenho de uma das mais típicas tarefas da profissão.

Documento básico apresentado ao Grupo de Trabalho Seleção de Material Informacional.

�1. INTRODUÇÃO

A pedido da CAPES, assumimos o compromisso, em meados do ano
passado, de realizar o'levantamento da situação da seleção e aquisição de material bibliográfico em nossas bibliotecas universitárias.
Elaboramos o questionário, como base da pesquisa a ser efetuada. Ficou
sob a responsabilidade da CAPES revisar, diagramar, incluir itens de interesse dos pesquisadores da parte de aquisição e distribuir os questionários pelo país.
Tem sido uma preocupação da CAPES a situação das coleções das bibliotecas universitárias. Pessoalmente, também, temos nos preocupado com o assunto,
visto considerarmos sumamente importante o papel que o bibliotecário deve ter no
desenvolvimento destas coleções.
Assim, nos pareceu natural acedermos ao convite recebido, não só para
realizar este levantamento, como também para elaborar um texto didático para servir
de base ao ensino da disciplina de seleção.
Do ponto de vista prático, o levantamento nos propiciou uma noção ou
um diagnóstico realista da situação das atividades de seleção e aquisição em nossas
bibliotecas universitárias, fornecendo assim uma base sólida para a reformulação e o
fortalecimento do ensino desta disciplina, tipicamente bibliotecária, para a formação
dos recursos humanos da área.
Os resultados deste levantamento são realmente desalentadores, mas
correspondem ao que se esperava.
2. ANÁLISE DO LEVANTAMENTO
Em primeiro lugar, do ponto de vista quantitativo, dos 573 questionários
enviados pela CAPES, foram devolvidos apenas 151, sendo que 11 destes não foram
respondidos, tendo restado então, somente uma amostragem de 140 questionários, o
que pode não ser representativo do universo para um estudo realmente aprofundado
sobre o asunto, como se pretendera fazer.
No entanto, como o objetivo principal da CAPES era o de "se chegar a um
diagnóstico global da problemática e à possível quantificação dos dados", o número
atingido nos parece o suficiente para tal abordagem e estudo do universo pretendido.

�Poderíamos também justificar a aceitação desta amostragem porque numa
análise preliminar os dados levantados não trouxeram algo realmente novo ou questionável : o diagnóstico a ser apresentado com base nesta amostra é já sobejamente conhecido por todos.
Apenas, como aliás aconteceu em trabalho anterior patrocinado pela
mesma CAPES — o levantamento da situação do ensino da biblioteconomia — ficará
oficialmente registrado um conhecimento ou uma noção prévia já existente com relação às atividades de seleção e aquisição de materiais em nossas bibliotecas universitárias.
Outro fator negativo, com relação ao levantamento de dados obtidos pelos
questionários que serviram de base ao presente estudo, foi o número elevado de questionários apenas parcialmente respondidos com muitas questões sem qualquer notação.
Pensamos poder justificar também este fato ao afirmar que o questionário foi elaborado de maneira lógica e para avaliar uma situação ideal de biblioeca universitária. Foram
previstos todos os possíveis envolvimentos e desdobramentos das atividades de seleção/
aquisição dentro de uma biblioteca moderna, dinâmica e bem provida de recursos humanos e materiais.
Ora, sabe-se que estão bem longe as nossas bibliotecas universitárias — apesar de serem consideradas como um tipo de biblioteca dos mais desenvolvidos no
país — de apresentar este quadro "ideal". Assim, comprovando este situação, um grande número de bibliotecas teve dificuldades em preencher o questionário no seu todo —
explica-se assim também, talvez, o baixo percentual (24,4%) de respostas recebidas em
relação ao total de questionários enviados. Mesmo aquelas bibliotecas que se esforçaram em responder não foram capazes de lidar a contento com todas as questões. Apesar dos problemas, um número razoável o fez de maneira correta, interessada e responsável — o que não podemos deixar de louvar e apreciar devidamente.
Outro detalhe que nos chamou a atenção, no item XXIV, e que talvez
também tenha contribuído para os dados incompletos no questionário, foi o número
elevado de bibliotecas ou setoriais (48), ou de Departamentos (19) ou de Institutos
(14) ainda existentes, que são fortemente dependentes das Bibliotecas Centrais (55),
e que se sentiram com dificuldades e/ou impossibilitadas mesmo de responder integralmente ao questionário. Muitas questões diziam respeito ao órgão centralizador das
atividades de seleção/aquisição.
Em uma análise preliminar, não sentimos que fosse necessária uma tabulação a nível regional — de interesse maior no aspecto aquisição — visto que os tópicos
sobre seleção abordados no questionário não trariam qualquer distorção no diagnóstico global a que se pretendeu chegar.

�Outra observação bastante relevante é a que se refere ao fato de terem sido
poucas, na realidade pouquíssimas, as bibliotecas que enviaram as cópias dos documentos solicitados. E, sob este aspecto, já podemos oferecer a primeira análise do questionário propriamente dito. Os poucos documentos que nos chegaram às mãos foram Regimentos, Estatutos, Manuais de Serviço e Guias de Bibliotecas. Estes são documentos
meramente normativos ou, quando muito, além das normas descrevem atribuições e
execução de tarefas, mas não oferecem qualquer possibilidades para embasar um estudo qualitativo das atividades de seleção/aquisição de materiais. Ainda que importantes,
tais documentos não constituem, na forma em que estão redigidos, base para mensuração daquelas atividades, passo inicial para qualquer estudo de avaliação, quer com finalidade quantitativa ou qualitativa. Ou seja, os objetivos de uma instituição devem ser
definidos de maneira absolutamente clara e precisam ser mensuráveis para possibilitar
exatamente a avaliação sistemática e periódica da instituição no cumprimento dos
objetivos pré-fixados. Não são objetivos como os que seguem abaixo e que exemplificam de maneira direta o que está contido nos Regimentos/Estatutos/Manuais, que
serviriam de base para uma avaliação das atividades de seleção/aquisição executadas
pelas bibliotecas universitárias do país. No trabalho que estamos apresentando para
este Seminário debatemos longamente sobre este tópico: Os objetivos da biblioteca e
a política de seleção.
Exemplo de objetivos apresentados e sem possibilidade de mensuração:
— "A biblioteca se constitui no repositório de livros, periódicos, documentos ou qualquer outro material bibliográfico que, de alguma forma, se relacionem ou sejam necessários ao estudo ou pesquisa ... "
— "É finalidade primordial da biblioteca propiciar aos professores, alunos e funcionários da Faculdade, bem como ... e usuários em geral,
acesso ao material de seu acervo, bem como instalações e meios adequados para a sua utilização em ambiente apropriado à leitura e meditação".
No que diz respeito a documentos de "política de seleção, política de descartes, aceitação de doações" e outros materiais de elaboração da própria biblioteca,
recebemos apenas dois documentos, um dos quais ainda sigiloso, tendo muitas respostas vindo com as notações "em preparo" ou "projeto em estudo". Assim, se pode
concluir que os bibliotecários trabalham sem qualquer suporte administrativo a respeito dos objetivos das suas próprias bibliotecas e sem metodologias e/ou critérios escritos
para as tarefas de seleção/aquisição nas nossas bibliotecas universitárias. E chegamos
seguramente a esta conclusão, embora noventa (90) questionários apresentem respostas afirmativas (item 1) quanto ao conhecimento, por parte das bibliotecas, de algum
documento onde estivessem delineados os objetivos da entidade a qual estão subordi-

�nadas, versus quarenta e sete (47) que declararam não ter este conhecimento. Correlacionando esta questão com a que vem a seguir (item II) sobre a existência de um
documento delineando os objetivos da biblioteca, obtivemos setenta (70) respostas
positivas e sessenta e cinco (65) negativas, sendo que as positivas se calcaram em
documentos já apontados como meramente normativos e/ou descritivos. Fica claro,
portanto, que este problema de "objetivos" não está sendo corretamente percebido
pelos administradores de bibliotecas universitárias.
A questão seguinte (item III) segue a mesma linha: A biblioteca possui um
documento traçando a política de seleção para os diferentes materiais? As bibliotecas
responderam alegando possuir para:
—
—
—
—
—

livros
periódicos
AV
microformas
outros (? interrogação nossa)

28
31
03
06
07

Respondendo à indagação (item IV): É este documento revisado periodicamente? Quinze (15) responderam positivamente e trinta (30) negativamente mas no
entanto nenhuma cópia, como assinalamos inicialmente, nos foi enviada destes documentos. Que mistério é esse???
Quanto à existência de uma Comissão de Biblioteca (item V), coordenado
as aquisições e fazendo alocação de verbas, as respostas foram relativamente significativas: trinta e um (31) assinalaram possuir Comissão, algumas esclarecendo que a Comissão apenas coordena as aquisições mas a alocação da verba é feita por outro órgão ou
pelo Diretor. Mas no total quase absoluto, noventa e cinco (95) declararam não possuir Comissão e alegaram que a Biblioteca Central, o Setor de Serviços Técnicos ou o
Setor de Aquisição da Biblioteca é que têm esta função (cinqüenta e cinco Bibliotecas Centrais responderam ao questionário) ou então outros órgãos da Universidade
como Departamento ou Divisão de Serviços Gerais ou Divisão de Material.
Quanto ao quesito (item VI) de quais e quantos são os membros desta
Comissão, as respostas foram bastante diversificadas, não permitindo tabulação sistemática mas, de qualquer maneira, os três elementos mais citados foram: Bibliotecários,
Professores e Estudantes, além de Diretor de Faculdade e Professores Representantes
dos Departamentos.

�Na maioria dos casos, conforme as respostas (item VII) vinte (20) positivas versus trinta e nove (39) negativas, esta Comissão, quando existe, ná"o teve participação na elaboração da política de seleção estabelecida pela biblioteca e, também na
maioria dos casos, a Comissão de Biblioteca não tem conhecimento da política de seleção existente. (Dez respostas positivas versus dezenove negativas — item VII).
Contudo, na questão seguinte (item VIII), sobre as funções desta Comissão
são respondidas como sendo as de:
— Planejamento para cobertura de áreas carentes
— Fortalecimento de coleções em demanda
— Elaboração de programa para o desenvolvimento sistemático
da coleção
— Decisões quanto à substituições por desgastes e extravios
— Decisão quanto ao formato das coleções

29
21
17
15
05

Pergunta-se aqui então: Como pode esta Comissão, sem ter conhecimento
dos objetivos da biblioteca e da sua política de seleção, contribuir efetivamente para
a execução das responsabilidades acima ??? Baseado em qual documento ou norma
funcionam estas Comissões? Repetimos que isto é algo misterioso, já que tais documentos são quase inexistentes e quando existem não são divulgados ...
Entre outras funções desta Comissão são respondidas apenas as de caráter
administrativo em geral, como de supervisão da biblioteca e dos seus serviços e de
apoio e assessoria à Direção. No caso da Comissão não se desincumbir das funções listadas (item IX), a maioria das respostas assinalou que o Bibliotecário-Chefe é quem as
executa (71 resposta) ou o Setor de Seleção (15) e outros (24), com respostas bastante diversificadas, salientam "bibliotecários".
Na questão da verba própria anual para manter a coleção de referência
(item X), um número razoável de bibliotecas respondeu possuir tal verba, quarenta e
três (43) versus noventa e quatro (94) que alegaram não a possuir. A relação desta
verba com o total do orçamento para aquisição foi assinalado (item XI), com percentagem de:
— Até 5%
— mais de 20%
— até 10%
— até 20%

16
11
07
07

Na questão de existência de rotina por escrito sobre metodologia para a
seleção (item X " ) , apenas uma minoria absoluta declarou possuí-la, dezoito (18)
bibliotecas versus cento e quatorze (114) respostas negativas. E aqui nos permiti-

�mos levantar dúvidas ainda com relação a estas dezoito: não estariam se referindo apenas aos procedimentos contidos no Manual de Rotina?
A metodologia como a entendemos, deve conter todo um arrazoado dos
"porquês" da seleção e não uma simples descrição da rotina do serviço ou das normas a
serem cumpridas pelo pessoal subalterno. De qualquer maneira, esta dúvida permanece, pois que não nos foi enviado qualquer documento contendo metodologia para a
seleção por parte das bibliotecas.
A atividade de seleção (item XIII), conforme as respostas, é executada,
principalmente, pelos:
—
—
—
—
—
—
—

Professores individualmente
Bibliotecário-chefe
Sugestões de alunos
Departamento como um todo
Setor de seleção da biblioteca
Comissão de Biblioteca
Outros

99
97
92
43
32
30
27

Assim, a tarefa é principalmente desempenhada pelos professores individualmente e pelos bibliotecários-chefes, com grande participação do corpo discente, o
que nos parece um fato relativamente novo e muito auspicioso. A participação da Comissão de Biblioteca não é relevante, embora este total (30) coincida aproximadamente com o número declarado de bibliotecas que assinalaram possuir uma Comissão de
Biblioteca (31).
Quanto aos instrumentos utilizados e a freqüência de utilização (item
XIV), os catálogos de editores são os instrumentos mais utilizados (98) seguindo-se as
bibliografias (84) e as recensões com relativamente pouco uso (41), ou seja:
Rotineiramente os catálogos de editores são utilizados por setenta e oito
(78) bibliotecas, em relação a quarenta e seis (46) que utilizam as bibliografias e quinze (15) que usam as recensões.
Ocasionalmente, são utilizadas principalmente as Bibliografias (31), seguidas das Recensões (20) e dos Catálogos de Editores (16).
Em casos especiais utilizam Bibliografias (7), Recensões (6) e Catálogos
de Editores (4).

�É surpreendente que material secundário, de caráter meramente informativo e publicitário apenas, como catálogos de editores se constitua no instrumento principal de base à atividade de seleção nas bibliotecas universitárias. Do ponto de vista
teórico, tal material deveria ser utilizado mais para a atualização de fontes de real
autoridade como as Bibliografias e as Recensões. Catálogos de Editores, na verdade,
são fontes de valor como informação corrente e atualizada e não se deveriam constituir
em instrumentos básicos de seleção de material.
Ironicamente, embora a seleção seja baseada em material corrente e não
relevante, como Catálogo de Editores, a aquisição é sempre feita com anos de atraso —
devido às crônicas faltas de verbas em nossas bibliotecas — e quando finalmente adquiridos os livros vão às vezes muito tempo esperando a sua hora de merecer um lugar nas
estantes da biblioteca. Em conseqüência destes problemas as coleções são falhas,
deficientes e desatualizadas, e desenvolvidas sem um caráter lógico e consistente.
Na questão da verificação antes da aquisição de título solicitado existente
em biblioteca local (item XVI), parece ter havido interpretações diversas quanto à
expressão "biblioteca local". No nosso entender "biblioteca local" é a situada na
mesma cidade. Alguns questionados levantaram dúvidas a respeito mas, de qualquer
maneira, setenta e quatro (74) bibliotecas assinalaram fazer esta verificação rotineiramente, trinta (30) em casos especiais e oito (8) ocasionalmente. Esta verificação nos
parece altamente relevante à formação de uma coleção que pretenda corresponder à
demanda dos seus usuários, sem duplicar desnecessariamente títulos não requeridos
pelo uso. A não existência dessa verificação é, portanto, altamente danosa ao desenvolvimento da coleção.
Quanto à política de descarte (item XVII), um problema de difícil solução
devido à legislação existente, apenas três bibliotecas responderam possuí-la em documento, enquanto cento e vinte e três (123) declararam não possuir documento e doze
(12) assinalaram que este documento integra a política de seleção da biblioteca. Como
já informamos, não nos foram enviadas cópias de documentos que nos possibilitassem
uma análise mais completa.
A questão sobre normas para a aceitação de doações (item X VII I), foi respondida de forma semelhante à questão anterior, embora com um número um pouco
maior de bibliotecas respondendo que tal norma integra a política de seleção quinze
(15), versus quatro (4) que possuem documento próprio e cento e dezoito (118) que
não possuem qualquer documento sobre o assunto.

�Estes dois resultados mencionados acima exemplificam sobejamente a falta
de apoio administrativo para a atividade de seleção. Destacamos que estas falhas, sem
dúvida, devem ser atribuídas diretamente aos Bibliotecários-chefes e de maneira indireta às nossas escolas que não preparam os futuros profissionais de maneira adequada
para exercer a importante tarefa de seleção e desenvolvimento da coleção nas nossas
bibliotecas, e não enfatizam que a coleção é a base de todos os serviços que são prestados pela biblioteca à comunidade.
No item XIX: A biblioteca realizou, nos últimos cinco (5) anos, qualquer
avaliação de suas coleções ? Sessenta e três (63) responderam ter realizado a avaliação
de avaliação de livros e sessenta e duas (62) a avaliação de periódicos. Uma resposta
aparentemente positiva que foi grandemente distorcida pelas respostas a itens anteriores. Sem a existência expressa dos objetivos da biblioteca e sem os documentos de política para seleção, para descartes e para aceitação de doações a avaliação de coleções
nos parece altamente casuística, sem meta definida e sem sistematização.
As metodologias (item XIX) mais utilizadas para estas avaliações foram:
—
—
—
—
—

Verificação nas estantes
47
Confrontando dados de aquisição x circulação
42
Verificação de proporções existentes por classe de assuntos
27
Confrontando classes de assunto com bibliografias especializadas . . 06
Outras (incluindo: estudo de citações e freqüência de consultas
a títulos de periódicos)
08

Estas metodologias empregadas conforme o item XIX comprovam, de certa forma, a maneira casual da avaliação, o que se não a invalida nem a desmerece por
um lado, por outro lado não oferece correlação com a questão (item VIII) sobre as
funções da Comissão da Biblioteca, onde justamente se levantou pontos que dizem respeito à avaliação objetiva e sistemática das coleções. Mas, destaca-se um ponto muito
importante, há correlação estreita entre esta questão (item XIX) da metodologia e
aquela que aponta quem realiza a tarefa de avaliação (item XX). O Bibliotecário-chefe
aparece soberanamente com sessenta e duas (62) respostas seguido de professores com
vinte e nove (29), equipes especialmente formadas com vinte (20), Setor de Seleção
com onze (11) e sendo que apenas uma utilizou especialistas externos.
Vê-se assim que uma tarefa extremamente complexa e que deveria ser
apoiada grandemente por todos aqueles que têm responsabilidade e interesse pela
biblioteca é executada, na maioria das vezes, por apenas uma pessoa e de maneira
empírica. Teoricamente, se sabe que não existe uma metodologia ideal mas que para
cada caso, em particular, um estudo deve ser feito e decidido qual o conjunto de técni-

�cas que devem ser aplicadas para a montagem de um projeto de avaliação que venha a
ser o realmente adequado às necessidades específicas de cada coleção.
No item XXI sobre métodos de aquisição, a resposta foi altamente negativa
quanto aos métodos mencionados (91), enquanto que alguns (17) disseram fazer uso
de algum método de ordem em branco ou de plano de aprovação. Um número também
bastante reduzido (item XXII) assinalou fazer parte de programa cooperativo de aquisição planificada ou de convênios, especificadamente: 27 para livros e 25 para periódicos. No entanto, um número maior declarou estar envolvido em programa cooperativo
para a aquisição de materiais:
—
—
—
—
—

Área de assuntos especializados
Áreas geográficas determinadas
Muito caro
Uso ocasional
Formato não padrão

34
05
05
04
00

Na questão de se estaria a biblioteca interessada em participar de programa
cooperativo (item XXIII), as respostas mais numerosas novamente se referiram à formação de depósitos estaduais ou regionais para a manutenção de materiais:
—
—
—
—
—

Muito especializados
Coleções retrospectivas de periódicos
Muito caros
De formatos não padrão
De baixa renda

37
29
24
13
06

Quanto às questões com relação aos problemas criados para a Biblioteca
Central em razão da existência de Departamentos que controlam fundos próprios (item
XXV) e de Departamentos com coleções especiais próprias (item XX VI), a grande
maioria não respondeu. Algumas alegaram não possuir o problema, outras alegaram
que os Departamentos não têm verba própria e o problema fica assim resolvido e uma
única respondeu que "ainda não resolveu este problema".
Na análise da situação seleção/aquisição (item X XVII), a maioria das respostas (56) foi de que a biblioteca faz a seleção mas a aquisição é feita pela Biblioteca
Central, o que tecnicamente e do ponto de vista administrativo-econômico é o mais
correto. No entanto, um número significativo de respostas, trinta e quatro (34), foi de
que seleção e aquisição são feitas pela própria biblioteca, enquanto outras (25) informaram que a seleção e a aquisição cabem à Biblioteca Central. Esta questão não nos

�pareceu bem formulada, pois que há choque entre ela e a de número X I I I , onde as respostas evidenciam que a atividade de seleção é executada, principalmente, pelos professores individualmente e pelo Bibliotecário-chefe.
Na questão seguinte (item XX VIII) verificou-se que a maioria das bibliotecas (61) não possui controle sobre as verbas de convênio enquanto várias (37) alegaram
possuir tal controle. A maioria (80) respondeu não possuir orçamento próprio e específico para o desenvolvimento da coleção bibliográfica, porém outras (57) alegaram possuir tal orçamento. Estas duas questões mostram a baixa estima ou consideração merecida pelos bibliotecários dentro das suas organizações, onde poucos são ouvidos e também não possuem controle sobre verbas que são destinadas ao desenvolvimento das coleções de suas bibliotecas. Poucos possuem verba para gerir suas próprias coleções bibliográficas, base de grande parte dos serviços prestados pela biblioteca. Da mesma
maneira como na seleção, as respostas destacam que o maior responsável pela aquisição (item XXXII) é o bibliotecário (104) enquanto quarenta e três (43) bibliotecas
assinalaram outros profissionais como os responsáveis por esta tarefa. Novamente,
aparece o Bibliotecário-chefe como o responsável desta vez pela aquisição, formando-se o binômio seleção/aquisição que depende inteiramente da atuação do Bibliotecário-chefe. Esta atuação é expressa pela capacidade de supervisão e delegação para bem
distribuir estas tarefas entre os diferentes níveis de seu quadro de pessoal, isto é,
delegar as atividades intelectuais aos profissionais bibliotecários e as de suporte ao
pessoal administrativo.
Um número representativo de bibliotecas utiliza intermediários (item
(XXXIII) para a compra de livros (84) e periódicos (82). Enquanto a maioria faz a
aquisição (item XXXIV) através do serviço de compras da própria Universidade (76)
há uma parcela de bibliotecas (46) que compra diretamente do fornecedor. A maioria
das bibliotecas assinalou que faz avaliação do acervo (item XXXV) para orientar a
aquisição (94) contra vinte e nove (29) que responderam negativamente. Esta questão
contradiz o item XIX onde sessenta e três (63) e sessenta e dois (62) bibliotecas, respectivamente, alegaram fazer avaliação da coleção para fins de seleção de livros e
periódicos.
Para intercâmbio, muitas bibliotecas utilizam material da própria Universidade (81) enquanto várias (37) não o fazem (item XXXVI).
Uma grande maioria de bibliotecas assinalou (item XXXVII) não ter realizado estudo de usuários (106) versus vinte e sete (27) que declararam ter realizado este

�estudo. Algumas bibliotecas esclareceram estar elaborando projeto ou planejamento
deste estudo para os próximos meses.
Também a maioria absoluta (item XXXVIII) respondeu não existir treinamento para os selecionadores (127) contra cinco (5) que responderem oferecer tal treinametno. Pelos esclarecimentos feitos, contudo, apenas uma nos pareceu oferecer o
treinamento conforme o que apresentamos em nosso trabalho preparado para divul
gação durante este Seminário.
Quanto à revisão (item XXXIX) ou o mecanismo para a supervisão da con
sistência na seleção, aparece o Bibliotecário-chefe como o elemento-chave (52) enquanto que o Setor de Seleção e a Comissão de Biblioteca aparecem como elementos principais em, respectivamente, dezesseis (16) e treze (13) bibliotecas. Destaca-se novamente aqui o papel do Bibliotecário-chefe, desta vez como revisor principal ou no maior
número de vezes como revisor de uma tarefa que é realizada por ele mesmo.
A questão final (item XL) diz respeito ao uso do serviço de empréstimo
entre bibliotecas nos últimos cinco (5) anos. Foi um dos itens que menos respostas
recebeu. A maioria das bibliotecas parece não fazer uso deste mecanismo de enriquecimento das coleções e outras alegaram não possuir os dados computados.
O registro do movimento anual de empréstimo entre bibliotecas oferecem
uma amplitude de seis até duzentos itens. Nesta questão (item XL) o resultado é
dispar e portanto não tabulável.
3. CONCLUSÕES
Em nossas palavras iniciais afirmamos que os resultados deste estudo
tinham sido desalentadores e o quadro apresentado parece ter comprovado tal assertiva. Podemos constatar que a atividade de seleção, apesar de ser uma das funções mais
intelectuais e a mais tipica do profissional bibliotecário, é executada de forma descuidada e secundária nas nossas bibliotecas universitárias.
Não há dúvida de que no ambiente universitário a seleção individual das
obras é de competência de professores e alunos. Mas ao bibliotecário deveria caber
um papel mais relevante: o de supervisionar o crescimento da coleção como um todo.
Sendo o único elemento que possui visão global da biblioteca, a ele cabe de fato e de
direito, a responsabilidade pelo desenvolvimento coerente e uniforme das coleções
em geral e também a criação e manutenção das importantíssimas coleções bibliográficas e de referência que atuam como suporte de toda e qualquer área do conhecimento humano abrangido pela sua universidade. Vimos no quadro apresentado que o
diagnóstico final é bem diferente deste ideal.

�Procuraremos ilustrar estas nossas afirmações com declarações extraídas
dos próprios questionários, feitas por alguns bibliotecários que, talvez já sensibilizados
e conscientes deste fato, assim se expressaram:
"A aquisição de material bibliográfico é centralizada, no que diz respeito
à verba orçamentária. A seleçáo é praticamente inexistente. Limitamo-nos
a atender as autorizações (pedidos dos professores e pesquisadores) provenientes dos Departamentos, por ordem de chegada".
"As verbas de convênios são as únicas de que dispõem os Departamentos
para aquisição de publicações..."
"Este ano não foi comprado nenhum livro. A verba apenas foi para o pagamento de assinaturas de periódicos. Ainda há uma esperança. Estamos
apenas em agosto do corrente ano".
"Às vezes, o Departamento faz o pedido de compras sem passar pela biblioteca, recebe o material e nem sequer comunica à biblioteca, que por
acaso toma conhecimento do fato".
"A seleção é feita pelos professores e a aquisição pelo serviço de compra
da Universidade".
"Não adquirimos um livro há dois anos por falta de verba. Muitas vezes
falta até material básico de trabalho: fichas, canetas etc".
"Não se faz empréstimo entre bibliotecas. Não existe EEB".

�ABSTRACT

Analysis of a survey on the activities of selection and acquisition of
materiais in university libraries in Brazil. The resuits lead to a diagnostic showing that
these activities are performed:
a) as a secondary activity carelessly and empirically done;
b) without the existence of any basic document;
c) by professionals lacking adequate training.

From this study is inferred the necessity of awakening the professionals
for the importance of those activities and to strenght the education of the librarians
for the performance of one of the most typical function of the library profession.

�PESQUISA SOBRE S ELE ÇÃO E A Q U IS I ÇÃ O DE
M A T E R I A L B I BLIO GR ÁF IC O EM
BIBL IOTEC AS U N I V E R S I T Á R I A S BRAS ILEIR AS
Tem a 8t conhecimento de algum documento onde estão delineados os objeti
vos da entidade á qual está subordinada?
SIM

90

NÃO 47

Se positivo, anexe uma cópia especffica dos objetivos
II.

Existe um documento delineando os objetivos da 3t?
SIM 70
NÃO 65
Se positivo, anexe uma cópia

III.

A Bt possui um doc umento traçando a política de seleção. incluindo os materiais: assinale onde couber
Livros

28

Periódicos

31

AV

03

Microtormas 06 Outros 07

Quando positivo, anexe uma copia
IV.

É este documento revisado periodicamente?
SIM

15

N Ã O 30

mês

ano

Se positivo, indique a data da ú ltima revisão
Se negativo, indique quando entrou em vigor
V.

Exixte uma Comissão de Biblioteca com função de coordenar as aquisições
dos vários Departamentos, fazendo alocações de verba?

Sim 31 Não

95

Se negativo, indique a que órgão cabe a alocação de verba aos Departamentos
para aquisição de materiais bibliotecários.
VI.

Quais e quanto são os membros desta Comissão?
(N?)

Bibliotecários
Professores
Estudantes
Outros

�VII.

A esta Comissão participou da elaboração da política de seleção;'
SIM 20
N Ã O 39
Se negativo, tem esta Comissão conhecimento da política de seleção da Bt?
SIM 10
NÃ O 19

VIII.

Quais as funções desta Comissão, com relação à política de seleção de Bt?
Assinale conforme o caso onde couber.
17 Elaboração de programa para o desenvolvimento sistemático de coleçãc
29 Planejamento para cobertura de área carentes
21 Fortalecimento de coleções em demanda
15 Decisões quanto à substituições por desgaste e extravio
05 Decisão quanto ao fo rma to das coleções
Mencione outras funções desta Comissão, relacionadas ou não com a política
de seleção da Bt

IX

Se a Comissão de Biblioteca não se desincumbe das funções enunciadas acima,
indique quem ou qual órgão as realiza?
Bibliotecário-chefe 71
Outro (especifiquei 24

X.

Setor de Seleção da Bt 15
.

A Bt possui Verba própria anual para manter a SUA coleção bibliográfica de
refetência?
SIM

XI.

43

N Ã O 94

üual a percentagem desta verba em relação à verba total do orçamento para
aquisicão de material bibliográfico?

XII.

Até 5%

16

At é 20%

07

A té 10%

07

Mais de 20%

11

A Bt possui rotina por escrito da metodologia para seleção?
SIM 18
N ÃO 114
Se positivo, anexe uma cópia.

(Supercotas - n° cópias)

�XII I.

Quem realiza a atividade de seleção? Assinale conforme o caso onde couber.
Comissão de Biblioteca
Bibliotecário-chefe
Setor de seleção da Bt
Departamento como um todo
Professores individualmente
Aceite sugestões de alunos
Outros
•

XIV.

Quando realizada pela Biblioteca Central, quais os instrumentos utilizados?
Bibliografias
Recensões
Catálogos de editores

XV.

Bibliografias

83

Recensões

42

Rotineiramente
Ocasionalmente
Em casos especiais
Rotineiramente
Ocasionalmente
Em casos especiais
Rotineiramente
Ocasionalmente
Em casos especiais

46
31
07
15
20
06
78
16
04

Há verificação da existência do título solicitado em biblioteca local, antes da
aquisição?
Rotineiramente
Ocasionalmente
Em casos especiais

X VII .

56
22
65

Qual a freqüência da utilização destes instrumentos?

Catálogos de editores 96

XVI.

30
97
32
43
99
92
27

74
08
30

Existe um documento, traçando a política de descarte?
SIM 03
NÃO 123 Integra a política de seleção 12
Se positivo, anexe uma cópia

�XVI II.

Existe um documento traçando as normas para aceitação de doações?
SIM 04
NÃO 118
Se positivo, anexe uma cópia

XIX.

Integra a política de seleção 15

A Bt realizou, nos último 5 anos, qualquer avaliação das suas coleções?
Livros 63
Periódicos 62
Se positivo, qual a metodologia adotada?
42
06
47
27
08

XX.

Quem realiza a tarefa de avaliação de coleções? Assinale conforme o caso:
62
11
20
29
01

XXI.

Confrontando dados de aquisição x circulação
Confrontando classes de assunto com bibliografias especializadas
Verificação nas estantes
Verificação de proporções existentes por classes de assuntos
Outra. Especifique

Bibliotecário-chefe
Setor de seleção
Equipe especialmente formada
Professores
Especialistas externos

A Biblioteca adota métodos globais de aquisição, tipo (ordem em branco)
(blamket order) ou plano de aprovação (approval plan?)
SIM

XX II .

17

NÃO 91

Outro (especifique)

Está a Biblioteca envolvida em algum programa cooperativo de aquisição planificada, ou em convênio para adquirir materiais?

34
05
05
04
00

Livros 27
Periódicos 25
Para áreas de assuntos especializados
Para áreas geográficas determinadas
Para aquisição de material muito caro
Para aquisição de material de uso ocasional
Para aquisição de material em formato não padrão

�XXIII.

XXIV.

XX V.

Estaria a Biblioteca interessada em participar num programa cooperativo para
a formação de depósitos estaduais ou regionais para a manutenção de materiais:
06

de baixa renda

24
37

m u it o caros
m u it o especializados

13
29

de formatos não padrão
de coleções retrospectivas de periódicos

Especifique o tip o da sua Biblioteca:
55

Central

14

de Instituto

48

de Faculdade Setorial, Seccional . .

19

de Departamento

05

Outra. Especifique

No caso de não ser Biblioteca Central, explique como resolve o problema de
Departamentos que controlam fundos próprios, fugindo à política de seleção/
aquisição?

XXVI.

Da mesma maneira, explique como resolve o problema de Departamentos
com coleções especiais, quanto ao aspecto de seleção e aquisição?

X X V I I . Especifique a situação de sua biblioteca no processo de seleção e aquisição no
co nte xt o universitário:
56

a seleção é feita pela biblioteca mas a aquisição é feita pelo
Biblioteca Central

34

a seleção é feita pela biblioteca e a aquisição também

25

a seleção e a aquisição cabem à Biblioteca Central

X X V I I I . A biblioteca tem controle sobre as verbas de convênio relativas a aquisição de
material bibliográfico?
SIM

37

NÂ O

61

�XXIX.

O total da verba para aquisição de material bibliográfico nacional e estrangeiro em:
NACIONAL

ESTRANGEIRO
1977
1978
1979
1980

1977:.
1978:..
1979:..
1980:..
XXX.

A biblioteca possui orçamento próprio específico, anual, para desenvolver a
sua coleção bibliográfica?
SIM

X XXI .

57

NÃO

80

A biblioteca possui teto de importação?
SIM 24

NÃO

92

Quanto: 1977:
1978:
1979:
1980:
X XX II . Quem é o responsável pela aquisição?
Bibliotecário

104

Outros profissionais 43
X XX II I . A biblioteca se utiliza de intermediários para compra de
Livros

84

Periódicos 82

XXXIV. A Biblioteca
compra diretamente 47 compra através de Serviço de Compra da Instituição 76
XXXV. A biblioteca faz avaliação do acervo para orientar a aquisição?
SIM 94

NÃO 29

X XX VI . A biblioteca se utiliza para o intercâmbio de obras da própria instituição
SIM

81

NÃO

37

349

�XX XVI I.

A Bt realizou algum estudo de usuários?
SIM 27
NÃO
106
mês
Se positivo, indique a data do útlimo estudo
Se negativo, indique quando pretende realizar

XXXVII I.

Existe treinamento de qualquer tipo para os selecionadores?
SIM 05
NÃO
Se positivo, especifique

XXXIX.

127

Existe algum mecanismo para a supervisão da consistência na seleção?
13
52
16

XL.

ano

Revisão pela Comissão de Biblioteca
Revisão pelo Bibliotecário-chefe
Revisão pelo Setor de Seleção

Qual o uso feito de empréstimo-entre-bibliotecas nos últimos 5 anos, com
relação à coleção total de livros existentes?
Ano de 1979: Total de livros:
1978:
1977:
1976:
1975:

EEB solicitados:

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Análise de levantamento realizado para aferir a situação das atividades de seleção e aquisição de material bibliográfico em bibliotecas universitárias. Os resultados oferecem um diagnóstico da forma como estas atividades são executadas. Deste estudo infere-se a necessidade de conscientizar o profissional para a importância destas atividades e de fortalecer a formação dos bibliotecários para o desempenho de uma das típicas tarefas da profissão. </text>
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