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                  <text>RELATÓRIO GERAL DO II SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, REALIZADO EM BRASÍLIA DE 25 A 30 DE JANEIRO
DE 1981

Marieta Telles Machado
Relatora Geral

�2° SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
RELATÓRIO FINAL

Os participantes do 2° SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS — bibliotecários, professores, analistas de sistemas, administradores, arquitetos e outros profissionais interessados no tema, em número de 600,
reuniram-se em Brasília, de 25 a 30 de janeiro de 1981. O conclave foi promovido pela
CAPES, com o patrocínio da SESu, PREMESU, CFE, CNPq/IBICT e com o apoio de
diversas entidades e empresas.
Durante o conclave realizaram-se quatro Simpósios, reuniram-se cinco
Grupos de Trabalho, houve seis sessões plenárias, ocasiões em que foram apresentados
e discutidos dois trabalhos especiais, 10 documentos básicos e 38 comunicados técnicos.
Dois eventos da mais alta importância aconteceram também durante o
conclave: o lançamento do COMUT - Programa de Comutação Bibliográfica - que
se constitue num acontecimento de relevante transcedência para a comunidade universitária, científica e executiva, pois visa facilitar ao usuário a obtenção da cópia do documento necessário às atividades de ensino, pesquisa e extensão, pretendendo-se tornar esse serviço livre das peias burocráticas e da limitação geográfica. O outro acontecimento foi a transferência da FID/CLA da Colômbia para o Brasil, tendo tomado
posse na presidência, como sucessor do Dr. José Árias Ordonez, o Prof. Antonio
Miranda. No exercício de seu mandato, o novo Presidente desenvolverá as atividades
próprias do órgão, visando estreitar os laços do continente latino-americano, reunir
as potencialidades, na busca da independência cultural e na afirmação dos valores
da gente latina.
Houve, ainda, o lançamento de cinco livros técnicos e três periódicos
científicos na área da Biblioteconomia e Documentação.
Nas reuniões do 29 SNBU, discutiram-se projetos e estudos, técnicas novas
foram analisadas e debateram-se problemas comuns que se tornaram um entrave à
consecução plena dos objetivos da biblioteca universitária.
As conclusões e recomendações formuladas embasaram-se no propósito
de transformar a biblioteca no verdadeiro instrumento de prestação de serviços de
informação à comunidade universitária, para que a Universidade se engaje no caminho da busca verdadeira de nosso amadurecimento científico e cultural, o que visa,
em última análise, a construção de uma sociedade desenvolvida, livre, culta, justa e
humana.

�São as seguintes, as conclusões e recomendações:
I) DOS GRUPOS DE TRABALHO
A) ESTUDO DA INTERFACE USUÁRIO-SISTEMA DE INFORMAÇÃO:
Após discussão do tema e análise do documento base, e Grupo de Trabalho, considerando que:
1?— o tema "Interação Usuário/Sistema de lnformação"é de fundamental importância para os problemas de informação no Brasil;
2?— que o tempo disponível para a discussão do tema, dentro de um Seminário, foi bastante limitado;
3? — que o documento-base abordou apenas um aspecto do problema.
Concluiu ser necessário haver outras oportunidades e ações que envolvam estudos mais profundos sobre o tema e apontou como fatores próximos determinantes das
dificuldades encontradas na Interface Usuário/Sistema de Informação nas bibliotecas
universitárias o despreparo profissional dos bibliotecários e, por outro lado, o despreparo do usuário (alunado e professorado), quanto ao uso do material informacional
para educação. Como fatores remotos foram detectados: - a história cultural do país,
que jamais considerou o uso do material informacional como básico no seu sistema
educativo. As bibliotecas criadas, recentemente na história do país, têm sido mantidas
como entidades dissociadas do ensino, mesmo após a reforma universitária; - a estrutura social, reflexo do desenvolvimento do país, não valoriza atividades de cunho cultural, voltando-se basicamente para aquelas da área econômica.
0 Grupo de Trabalho, consciente de que mudanças fundamentais só ocorrerão a
longo prazo e serão decorrentes de modificações sócio-econômicas profundas, julga
que algumas modificações poderão ser atingidas a curto e médio prazos, se algumas
ações puderem ser implementadas nas áreas influentes na formação tanto de bibliotecários, quanto de alunado/professorado.
Assim, o Grupo elaborou as recomendações que se seguem, como também fez
uma sugestão:
1?— Quando à formação/atualização profissional: - endossar os estudos que
estão sendo desenvolvidos sobre a reformulação do Currículo das Escolas de Biblioteconomia, recomendando ênfase especial na área da educação de usuários, nos curso de
graduação;

�- sugerir que os cursos de mestrado em Biblioteconomia estimulem seus alunos
a elaborar pesquisas sobre o tema relacionados à interface Usuário/Sistemas de informação;
- propor a elaboração e distribuição gratuita de manual metodológico sobre
estudos de Usuários de bibliotecas universitárias brasileiras, contendo bibliografia especializada com a localização de itens disponíveis em bibliotecas do país;
- promover cursos de aperfeiçoamento ou especialização na área de treinamento de usuários, com fundamento em estudos de usuário;
- desenvolver programas de educação continuada, buscando uma transformação
de postura e conscientização da necessidade de cooperação bibliotecários/professores
universitários nos cursos de treinamento de Usuário.
2° — Quanto ao apoio institucional.
- recomendar ao CFE que concite centros e unidades de educação das universidades a promoverem a interação Biblioteca/Educação visando o uso da bibliteca como
parte integrante do processo Ensino/Aprendizagem;
- solicitar o apoio de órgãos competentes para o desenvolvimento de estudos
de base que atuem como suporte para resoluções de problemas mais abrangentes ligados a Usuário/Sistemas de informação e para a criação de um grupo de trabalho permanente sobre o assunto.
SUGESTÃO
Aos organizadores do próximo SNBU o Grupo sugere que seja escolhido
como tema central "EDUCAÇÃO E ESTUDOS DE USUÁRIOS".
B) PROCESSOS TÉCNICOS
No que tange ás tendências atuais do processamento técnico, constatou-se, nas
bibliotecas universitárias brasileiras, a seguinte realidade: a) não há aquisição planificada; b) não há processos técnicos dinamizados; c) não há atendimento adequado ao
usuário. Não parece ter havido evolução marcante no processo técnico denominado
"catalogação". 0 bibliotecário deve-se lembrar que a função do catálogo é a de comunicar ao usuário, de modo simples e direto, o que existe na biblioteca e sobre o que. A
obrigação primeira do responsável pelos processos técnicos é colocar os documentos
nas mãos do usuário, no menor espaço de tempo possível.

�Assim, os integrantes do Grupo, debatido o tema, concluíram pela necessidade
de racionalização dos processos técnicos, como entendido no documento base (Catalogação, Classificação, Preparação do Catálogo), elaborando as seguintes recomendações:
1? — que sejam adotadas Normas e Padrões recomendados por órgãos de
coordenação a nível nacional;
29 — que os órgãos coordenadores das bibliotecas nas universidades racionalizem os procedimentos técnicos com base nessas normas e padrões nacionais;
3? — que as bibliotecas de unidades isoladas de ensino superior compatibilizem os seus procedimentos técnicos com aqueles das bibliotecas universitárias;
4?— que a CAPES crie um Grupo de Trabalho constituído de especialistas na
área para orientar a implantação dessas normas e padrões nas bibliotecas universitárias brasileiras.
C) ESTATÍSTICAS E PADRÕES BIBLIOTECÁRIOS
ESTATÍSTICA
Após estudado e debatido o tema, o GT concluiu que a coleta de dados estatísticos nas bibliotecas deve ser determinada pela utilidade que terão essas informações nas
atividades de supervisão, planejamento e avaliação. Diversificação exagerada de dados,
sem objetivos previamente definidos, apenas contribuem para sobrecarregar o pessoal
e colocar em dúvida a validade dos procedimentos estatísticos.
Foi verificada a necessidade de se coletarem dados, sistematicamente, de 3 setores: a) o de operações administrativas, sobretudo os referentes à previsão e execução
orçamentária; b) o setor de serviços prestados pela biblioteca; c) as atividades internas
(atividades-meio).
A coleta e organização de dados estatísticos devem fazer parte do sistema geral
de estatística da instituição a que se achar ligada. Os bibliotecários devem se articular
com os estatísticos e com eles trabalharem na definição e implementação do subsistema estatístico da biblioteca.
O grupo considerou dados estatísticos mínimos a serem coletados sistematicamente pelas bibliotecas universitárias e que são oportunamente divulgados. Referidos
dados correspondem ao mínimo desejável a ser alcançado pelas bibliotecas universitárias. Não exclue, entretanto, a possibilidade de as bibliotecas, caso tenham condições,
de ampliarem, de acordo com suas necessidades, a gama de dados a serem coletados.

�O Grupo recomendou que, para uma melhor avaliação do desempenho das bibliotecas, estas realizam estudos de amostragem, periódicas, sobre aqueles serviços que
não se prestam a uma coleta contínua e rotineira dos dados estatísticos (atividades de
referência, população que seja usuário efetivo dos serviços da biblioteca, custo e produtividade dos serviços etc).
PADRÕES
Padrões são os parâmetros pelos quais os serviços bibliotecários podem ser medidos, comparados e avaliados. A inexistência de tais parâmetros para as bibliotecas universitárias levou o GT a sugerir que, a partir da definição dos objetivos e da realização
de um diagnóstico da situação de suas atividades, as bibliotecas universitárias estabeleçam seus próprios padrões (metas), em função do aprimoramento de seus serviços.
O GT sugere indicadores para o estabelecimento de padrões, indicadores esses a
serem oportunamente divulgados. A utilização dos referidos indicadores deve ser encarada em um contexto mais amplo, estando eles sujeitos a fatores externos (condições
de acesso, horário de funcionamento da biblioteca, natureza da instituição, produção
bibliográfica por área etc). Necessitam, ainda, reavaliações periódicas que permitam a
manutenção da qualidade dos serviços, confirmação ou correção da política adotada.
O GT recomenda, ainda, que as bibliotecas busquem condições mínimas:

fora do
-

horário de funcionamento que permite ao estudante freqüentar a biblioteca
horário de aula;
prestação de serviços de referência;
coleção RESERVA;
empréstimo domiciliar e inter-bibliotecário;
orientação sobre o uso de biblioteca e materiais;
aquisição cooperativa;
serviços reprográficos.

O Grupo recomenda à CAPES a criação de um Grupo de Trabalho que defina
termos e estabeleça normas para a utilização de padrões e para a coleta e utilização de
dados estatísticos em bibliotecas universitárias e a criação de mecanismos permanentes
de acompanhamento destas atividades.
D) SELEÇÃO DE MATERIAL INFORMACIONAL
De acordo com o Documento Base apresentado sobre o tema, a análise do levantamento realizado para aferir a situação das atividades de seleção e aquisição em bibliotecas universitárias brasileiras, resultou no seguinte diagnóstico: as atividades de seleção

�e aquisição são executadas de maneira secundária, descuidada e empírica; não há documentos normativos que tracem a política de seleção e aquisição; os profissionais estão
despreparados para exercer o mister. 0 Grupo de Trabalho que atuou na área, após
estudos e debates, elaborou as seguintes recomendações;
19— Elaboração e adoção, por parte das bibliotecas universitárias, de uma política de seleção para aquisição e descarte de materiais informacionais, embasada nos
objetivos da Universidade e em suas características particulares;
2° - Indicação, na política de seleção, de áreas de interesse prioritáras, níveis de
desenvolvimento de coleção prioritária para cada área, e intensidade desses interesses,
de acordo com os objetivos da Universidade.
3?— Revisão e atualização da política de seleção a intervalos adequados, que
reflita, p. ex„
-

mudanças de objetivos ou interesses da Universidade;
orçamento disponível;
situação interna da biblioteca, como sua capacidade para processamento do
material e atendimento à comunidade;
possibilidade de acesso a outras coleções.

4? — Estabelecimento de programas de aquisição planifiçada e acordo cooperativos com bibliotecas afins, possibilitando acesso mútuo às coleções.
5?— Avaliação periódica das coleções em relação aos interesses da Universidade,
através de técnicas desenvolvidas e aprimoradas na própria biblioteca.
6?— A responsabilidade da decisão pela seleção do material informacional e
pelo desenvolvimento da coleção deve caber à biblioteca.
7?— Formação de uma Comissão Consultiva para seleção de materiais informacionais, integrada por professores, estudantes e bibliotecários, representantes das diversas áreas de ensino e pesquisa, cuja responsabilidade seja a de fornecer subsídios para
decisões relativos à seleção de material informacional para o desenvolvimento das coleções.
8?— Recomendação às Escolas de Biblioteconomia — A formação profissional
do bibliotecário deve dar maior atenção à educação do bibliotecário como selecionador, datando-o de conhecimentos atualizados, embasamento teórico e habilidades técnicas adequadas às condições brasileiras, que o tornem capaz de entender o processo e

�assumir responsabilidades relacionadas com o desenvolvimento das coleções.
E) CATÁLOGO COLETIVO E COMUTAÇÃO
O GT, dada a extensão do assunto, decidiu subdividir-se em grupos, apresentando cada um deles, após discussões e conclusões, as suas recomendações, da seguinte
forma:
1 9 - Sub-Grupo - Rede de Coleta.
- Que o Catálogo Coletivo Nacional, a cargo do IBICT, preferencialmente passe
a trabalhar a nível de redes estaduais, ao invés de redes regionais;
- que cada rede estadual tenha seu Centro Coordenador na Universidade do
respectivo Estado, Federal ou outra que apresente melhor infra-estrutura;
que os C.Co. Estaduais tendam a descentralizar-se, para fins de coleta de dados de implantação e/ou atualização a nível de: UNIVERSIDADES, REDES FORMAIS a nível estadual ou municipal; AGRUPAMENTOS INFORMAIS; BIBLIOTECAS
ISOLADAS;
- As redes formais de âmbito federal continuarão vinculadas diretamente ao
CCoN/IBICT;
- que as bibliotecas de instituições isoladas de nível superior se integrem no
CCo., obrigatoriamente, através da rede universitária do respectivo Estado e não através de outras redes formais ou agrupamentos informais;
- que a efetivação da descentralização da rede de coleta se apoie em acordos
que visem evitar duplicidade de entrada ou outros problemas que possam comprometer o bom funcionamento do sistema.
2 9 - Sub-Grupo Pré-Requisitos para incorporação de novas bibliotecas e permanência de bibliotecas cooperantes.
Para o sub-grupo, CCo, é o instrumento preparado com o objetivo de registrar as
coleções acessíveis no Brasil. As recomendações foram:
- No que tange ao pré-requisito para incorporação de novas bibliotecas, é necessário que elas forneçam cópias ou tenham condições de tornar sua coleção disponível.
- Quanto ao pré-requisito para permanência, que as bibliotecas atualizem as
coleções periodicamente e que ofereçam disponibilidade de acesso à sua coleção.

�- Que seja oferecido um prazo de seis meses para que as bibliotecas estejam
aptas a atender aos pré-requisitos e que esse prazo seja contado a partir das diretrizes
divulgadas pelo IBICT.
- Que o IBICT dê o devido suporte aos Centros Estaduais que não estejam em
condições de cumprir o prazo estabelecido, para inserção e/ou atualização.
3 9 - Sub Grupo de Atualização (Coleção e Títulos Novos)
Quanto à atualização das coleções, recomendou-se:
- que a partir do próximo processamento, as bibliotecas participantes do
COMUT apresentem em 90 dias a atualização do acervo e as demais no prazo de 120
dias;
- que o IBICT participe, através do pagamento de bolsas de trabalho, em cada
rede estadual, verificando a necessidade de pessoal, em decorrência da massa de dados
a ser atualizada;
- que para as bibliotecas pertencentes ao COMUT, a CAPES/CNPq mantenham
bolsistas para a garantia de continuidade dos trabalhos, sempre que necessário;
- quanto aos títulos novos, que o IBICT estude a possibilidade de agilização da
pesquisa de títulos novos, na forma a ser posteriormente indicada;
- quanto à divulgação, que os acervos das bibliotecas do COMUT sejam divulgados de forma impressa e que a listagem seja divulgada trimestralmente;
para as demais bibliotecas, a divulgação deverá ser feita quando os Centros
Estaduais solicitarem;

chas.

-

que o acervo do CCoN seja divulgado semestralmente em forma de microfi-

4? - Sub-Grupo Melhoria do Sistema
- quanto ao sistema atual, recomendou-se que o IBICT envide esforços para
implementação, no CCoN, das coleções de todos os órgãos significativos do país,
mesmo que não se encontrem no formato compatível quanto à entrada de dados.
- Quanto ao Sistema a ser implantado, recomendou-se que o IBICT estabeleça
um grupo de trabalho que analise os tipos de dados que deverão ser incluídos no

�CCoN, com a participação da FGV, CIMEC, EMBRAPA, BINAGRI e ICRES.
5?Sub-Grupo — Comutação Bibliográfica
- Que o COMUT estude em conjunto com os sistemas que estão em funcionamento no campo da comutação bibliográfica as possíveis implicações com convênios
vigentes.
- Que o COMUT garanta, às bibliotecas bases, recursos humanos necessários ao
aumento da demanda.
II)

RECOMENDAÇÕES E CONCLUSÕES DOS SIMPÓSIOS
A)SIMPÓSIO SOBRE ARQUITETURA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Os trabalhos apresentados neste SIMPÓSIO versaram sobre o posicionamento
dos bibliotecários junto ao arquiteto e vice-versa, formando equipes de trabalho na
elaboração de projetos para construção de prédios de bibliotecas e na apresentação
de projetos já realizados e/ou em andamento, bem como nas experiências pessoais
decorrentes destes projetos. Ventilou-se sobre as atividades e fases desenvolvidas
durante a realização de um projeto e o acompanhamento da construção do prédio,
com o detalhamento de problemas e dificuldades encontradas no decorrer dos mesmos.
Debateu-se sobre as dificuldades arquitetônicas decorrentes da inexistência de
índices de dimensionamento adequados às nossas realidades, problemas de materiais de
construção, de segurança do prédio e do acervo; flexibilidade, ventilação, iluminação;
adequação do projeto às peculiaridades regionais etc. Foi bastante enfatizada a necessidade de constante acompanhamento e assessoramento por parte do bibiiotecário.
Para isto, o bibliotecário deve estar preparado, o que geralmente não acontece, devido
à falta de orientação proporcionada pelos Cursos de Biblioteconomia.

dações:

Com base nas discussões e conclusões, foram aprovadas as seguintes recomen-

19— Aprovação, pelo Conselho Universitário, do sistema de centralização
proposto e do regimento interno da Biblioteca, antes de se cogitar em realizar o projeto de arquitetura;

�2?— Conscientização da comunidade universitária quanto à nova biblioteca,
procurando a participação da mesma;
3º— Total participação dos bibliotecários das diversas seções da biblioteca,
na formulação do programa arquitetônico;

Campus.

4º — Facilidade de acesso e ligação com o sistema viário interno e externo do

5º — Participação dos bibliotecários no levantamento e estudo dos índices e
critérios de dimensionamento, sobretudo para os seguintes espaços: AUDITÓRIO,
AUDIOVISUAL, MICROFORMAS.
6º — Uso criterioso de instalação de ar condicionado, restringindo-o apenas
às áreas onde seja indispensável (obras, audiovisual, microformas e acervo, em caso de
umidade excessiva).
7º— Precisão de expansão do edifício por etapas de forma a compatibilizar
o investimento com a disponibilidade de recursos no tempo;
8º — Precisão de elementos externos junto às janelas, tais como jardins fechados, jardineiras etc, a fim de evitar o desvio de material bibliográfico. Não se recomenda o uso de grades ou telas.
9º — Precisão de um sistema estrutural que permita expansão e flexibilidade
para instalações a posteriori;
10º — Instalação de sistema automático de detecção de incêndio, considerando que bibliotecas centrais abrigam grande parte do acervo.
11º — Consideração da cultura local como elemento condicionante em
todo o processo de projetamento, visando uma biblioteca comprometida com seus
valores, tanto em sua organização funcional, quanto em seus aspectos arquitetônicos.
12? — Aproveitamento de luz natural nas áreas próximas às janelas, adotando instalação elétrica que permita acender a luz apenas nas partes centrais do salão que
recebe menos luz natural.
13? — Colocação da coleção de reserva em área independente do controle
da entrada, inclusive com instalação sanitária, funcionando 24 horas por dia.

�14? — Utilização de técnicas construtivas e materiais, sempre que possível, locais, visando minimizar custos e integrar o prédio à cultura local;
15º — Evitar a implantação do prédio próximo a fontes de ruído no Campus e,
internamente, como casas de máquinas, cortinas e outras fontes de ruído, que prejudiquem o silêncio.
16º — Usar materiais, formas, cores e outros elementos que propiciem uma
ambientação descontraída, sobretudo nas áreas de contato direto com o público, tais
como hall principal, área de estar e exposição.
B) SIMPÓSIO SOBRE AQUISIÇÃO DE MATERIAL BIBLIOGRÁFICO
Durante a realização deste Simpósio, foram levantados, pelos participantes, os
principais aspectos referentes a problemas com aquisição de material bibliográfico,
notadamente material estrangeiro.
Foram ouvidas experiências de várias bibliotecas universitárias e outras instituições, bem como o ponto de vista de livreiros nacionais face à situação atual e tendência
do mercado para importação de livros.
Num consenso geral, concordou-se que dificuldades são encontradas para compra
de material estrangeiro, o que impede ou dificulta que o mesmo seja colocado à disposição do usuário. Face a essas dificuldades e após debates entre bibliotecários e representantes de órgãos envolvidos no processo de aquisição, foram feitas as seguintes recomendações:
1?) Que os órgãos envolvidos no processo de Aquisição — Banco Central, Banco do Brasil, Secretaria de Controle Interno, MEC e outros estabeleçam rotinas operacionais, definidas em documento, que sirvam como MANUAL orientador do processo
de aquisição, de forma a permitir aos bibliotecários trabalhar com segurança em termos
de legislação.
2?) Que o material bibliográfico seja desvinculado da rubrica — "MATERIAL
PERMANENTE" — e que seja eliminado o teto de importação para material bibliográfico.
3? ) Que a Secretaria de Ensino Superior ou outro órgão pertinente seja encarregada de enviar requerimento ao Secretário da Receita Federal, solicitando simplificação no preenchimento da Declaração de Importação e não a cobrança do Imposto
de Renda nas importações presentes e futuras feitas ou a fazer pelas Universidades.

�4?) Que o bibliotecário se empenhe para haver maior interação instituição x
bibliotecário a fim de que possa desempenhar corretamente suas funções e prestar melhores serviços à comunidade universitária.
C) SIMPÓSIO SOBRE AUTOMAÇÃO DE SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS
Os participantes deste Simpósio, utilizando os subsídios contidos no Documento
Base sobre o assunto, que traçou o panorama dos planos e projetos da automação de
bibliotecas universitárias brasileiras e os advindos dos vários comunicados técnicos
apresentados, dividiram-se em dois grupos para debater o assunto: Grupo I — para
aprofundar a problemática de REDES DE COMPUTADORES, INTERCÂMBIO DE
SOFTWARE e PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO AUTOMÁTICA DA INFORMAÇÃO; Grupo II - encarregado de estudar AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS ADMINISTRATIVOS e AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS DE ENTRADA, DE GERAÇÃO
DE CATÁLOGOS e ÍNDICES.
Do trabalho dos dois grupos, após as considerações abaixo expressas, resultou
a aprovação das recomendações que se seguem.
O Grupo de Trabalho, considerando que:
1) Existem diversos projetos paralelos visando a automação dos processos administrativos de bibliotecas;
2) Esses projetos trabalham com padrões "criados" independentemente, nem
sempre uniformes, trazendo dificuldades às tentativas futuras de integração;
3) Os bibliotecários sentem necessidade de maior treinamento e especialização
na área de automação;
4) Os analistas de sistema sentem dificuldade em definir o que automatizar;
5) É alto o custo de um projeto de automação de Biblioteca;
6) Um sistema automatizado de serviços bibliotecários possibilita a economia da
escala de modo a:
-

evitar a duplicação de processamento de títulos comuns a várias bibliotecas;

-

evitar a duplicação de importação de índices e resumos estrangeiros, de
alto custo, com economia de divisas;

�agilizar a execução de trabalhos repetitivos, facilmente realizados por máquinas;
RECOMENDA às autoridades competentes da área de Informação, Informática e Telecomunicações:
1º— a criação de um grupo de estudos interdisciplinar e inter-institucional
que viabilize a implementação de recomendações sobre automação de serviços de bibliotecas, em especial, os aspectos referentes à utilização de Redes de Computação,
intercâmbio de software e processos de recuperação automáticos de informação;
2º— que se defina uma política quanto à construção de bases de dados
bibliográficos no Brasil e importação de bases;
3º— a utilização de serviços de consulta a bancos de dados já desenvolvidos
no país, em lugar de se importar ou contratar externamente;
RECOMENDA aos órgãos educacionais:
1º— criação de cursos interdisciplinares para bibliotecários e analistas de sistemas poderem dialogar e compreender uma mesma linguagem, fomentar a realização
de seminários de integração a nível de experiência em aplicação de Processamento de
Dados em Bibliotecas e incentivar a produção de publicações voltadas para automação de Bibliotecas, como exemplo de aplicações típicas para biblioteconomia.
RECOMENDA ao IBICT:
1º— a definição dos padrões básicos relativos aos procedimentos e meios a
serem utilizados na automação de processos administrativos;
2º— a definição de elementos mínimos que um formato de registros de
dados bibliográficos deveria respeitar para ser considerado aceitável a nível nacional;
3º— que se estude a nível nacional um formato simples para registros legíveis por computador que viabilizem um intercâmbio rápido de informações;
4º— a criação de um órgão central de armazenamento e disseminação dos
trabalhos de automação de bibliotecas ou formação de redes, sejam eles projetos de
implantação, estudos e pesquisas, realizados por pessoas físicas ou jurídicas, ligadas às
áreas de Biblioteconomia e Processamento de Dados;

�5?— fomentar a criação de um cadastro de especialistas, instituições ou
grupos para a prestação de serviços de consultoria e assessoramento e na viabilização de
projetos de automação de serviços bibliotecários e conseqüente troca de experiência.
D) SIMPÓSIO SOBRE PLANEJAMENTO
Os participantes debateram as principais questões expostas no Documento
Base, bem como nos comunicados técnicos e idéias apresentadas durante as reuniões.
Da análise do comportamento das bibliotecas universitárias no Brasil, observa-se que o
seu desenvolvimento se afasta da conceituação de um sistema ideal, ou seja, um
conjunto de bibliotecas que funcionem de acordo com um plano comum, visando determinado propósito ou objetivo; mantendo interação regular, interdependente entre
si para a manutenção do Sistema. A criação, organização e expansão da biblioteca
universitária fez-se de maneira isolada para atender condições de premência e uso imediato. O desenvolvimento se estabeleceu de maneira heterogênea, alheio às condições
básicas de planejamento. Embora a Reforma Universitária não enfocasse diretamente a
biblioteca, foi a partir dela que, de acordo com o princípio da não duplicação de meios
para fins idênticos, as universidades passaram • organizar as suas bibliotecas centrais
Entretanto, diversos fatores inibiram o desenvolvimento sistêmico do setor, tais como
inexistência de padrões, modelos ou critérios comuns de organização; funcionamento
estanque, falta de planejamento integrado, falta de definição de objetivos, carência de
recursos humanos, materiais e financeiros etc. Entretanto, na última década, uma
consciência planificadora passou a orientar o desenvolvimento das bibliotecas universitárias e houve diversos esforços no sentido de realizar estudos para a elaboração de
uma política nacional de desenvolvimento das bibliotecas.
Houve, ainda, o apoio de diversos órgãos governamentais.
No que tange ao planejamento bibliotecário, foi enfatizada a necessidade de
se considerar realisticamente o meio, como condição sine qua non para o êxito do planejamento. Dentro do enfoque sistêmico, devem ser considerados aspectos tais como
demográficos, políticos, institucionais, econômicos, financeiros, culturais etc. A compreensão do meio ambiente evita a transplantação de modelos bibliotecários de países
desenvolvidos, conseqüentemente modelos inadequados à nossa realidade. Dentro da
problemática brasileira, a biblioteca universitária reflete a influência da própria universidade com todas as suas tensões, a cidade etc. É necessário haver indicadores, instrumentos de medição, padrões de desempenho condizentes com a realidade nacional.
Foi ventilada ainda a questão dos objetivos da biblioteca universitária. Eles
devem ser determinados em relação ás características intrínsecas da biblioteca como
uma organização e em relação a fatores contextuais, tais como estruturais, sócio
econômicos, culturais, geográficos, políticos, históricos. Enfatizou-se a necessidade da

�criação de um órgão central, coordenador e divulgador, que possa interpretar as políticas, tendências e prioridades educacionais e traduza essas tendências, formulando e
divulgando a política da biblioteca universitária.
Foi lembrado ainda, nessa problemática, a multiplicidade de órgãos governamentais, ou não governamentais envolvidos em parte e em diferentes graus de competências com a biblioteca universitária, resultando, em última análise, que nenhum órgão assuma a responsabilidade pela política de coordenação delas. Há necessidade de
direcionar os esforços produzidos dispersadamente, a fim de atingir os objetivos buscados.
Dessa forma, os participantes do Simpósio decidiram que se propunha ao
CNPq e ao MEC/SESu a constituição de uma Comissão ou Grupo de Trabalho para estudo da viabilidade da criação do Sistema Nacional de Bibliotecas Universitárias e que
essa Comissão ou Grupo apresente o resultado dentro do prazo mínimo de seis meses
e máximo de um ano.

Para finalizar o presente Relatório, eu manifesto a minha fé e esperança
no futuro da biblioteca universitária, em nosso país. Espero que ela não continue a ser
o "embaraçoso espelho" a refletir as nossas deficiências, a denunciar as fragilidades nas
várias áreas de conhecimento, conforme expressão do Prof. Cláudio de Moura Castro.
Mas que ela se transforme, sem muita demora, no espelho vivo — instrumento eficaz —
a refletir uma riqueza de documentos e de serviços de informação capazes de contribuir para que a Universidade percorra o correto caminho de nosso amadurecimento
científico e cultural. Da busca de nossa independência, em suma.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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