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                  <text>CURSO DE ESPECIALIZAÇAO EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS

ADMINISTRAÇ~O

DE

A SPECIAL COURSE IN ACADEMIC LIBRARY ADMINISTRATION
Marysia Malheiros Fiuza *
Isis Paim *
Maria Luiza Alphonsus de Guimaraens Ferreira *
Com base nas diretrizes do PNBU e na le
1 islaçâo vigente,esta proposta delinei~
um curso de especialização em bibliote
cas universitarias.
Considera basico~
para um profissional de biblioteca uni
versítaria, o desenvolvimento de: capa~
cidade de tomar decisões,
habilidades
gerenciais, comprometimento com pesquisa em biblioteconomia e atitude favoravel â cooperação interbibliotecaria.
1.

II~lRODUÇM

O PNBU estabeleceu diretrizes
seu plano de ação, visando

ã

para

renovação e ao

das bibliotecas universitarias brasileiras.

desenvolver

fortalecimento
Essas diretrizes

versam sobre os seguintes tópicos: 1) estrutura dos
de bibliotecas; 2) padrões de

desenvolvi~ento;

3)

nanceiros; 4) formação de recursos humanos; 5)

sistemas

recursos f1
planejamento

fTsico; 6) desenvolvimento de coleção; 7) aquisição cooperat1
va e planificada; 8) metodologias para tratamento da

informa

çao; 9) automação; 10) estudos de usuario; 11) serviços de in
formação e 12) cooperação entre bibliotecas.
Estarão os bibliotecarios de nossas

bibliotecas

universitarias preparados para realizar e/ou participar

* Professo)'as da Escola de Biblioteconomia da UFMG

41

das

�ações propostas por estas diretrizes?

Ou, por força

destas

diretrizes, não surgirã a necessidade imperiosa de se
rem cursos de especialização que capacitem os

cria-

bibliotecã-

rios em exercicio a participar efetivamente dos esforços para implantação do PNBU?

Com efeito, a letra e das ações

postas na diretriz IV propõe a promoção de estudos

pr~

visando

ã criação de curso de especialização especificamente

volta-

do para as necessidades de desenvolvimento de tecnicos

das

bibliotecas universitãrias.
Que ãreas de estudo enfatizar? Onde se localizam
as falhas na formação profissional que deverão ser sanadas?
Quais as ãreas mais suscetiveis de mudança devido ãs
ções tecnológicas?

inova-

São perguntas que exigem anãlise e estu-

do não só para serem respondidas, mas tambem para

permitir

a operacionalização das respostas em termos de modelo de cur
so de especialização.
O presente trabalho pretende colaborar para o
caminhamento desses estudos, colocando em discussão a

e~

posi-

ção das autoras sobre os principais aspectos a serem abordados em curso de especialização em biblioteca

universitãria,

incluindo pressupostos bãsicos, legislação pertinente e deli
neamento de estrutura curricular.
2.

LEGISLAÇ~O

Ao se planejar o oferecimento de um curso de especialização, torna-se imprescindivel a observãncia

a aspec-

tos legais, que viabilizem a realização do curso e a

expedi-

ção de certificados,

Não se pode planejar e divulgar um cu r-

48

�50

de especialização que não se enquadre nas normas estabel!

cidas pela instituição responsãvel pelo seu oferecimento.Ap!
sar das diferenças que possam ocorrer nas normas de cada ins
tituição, alguns pontos integram inevitavelmente essas

nor-

mas.
Este trabalho toma rã como parâmetros as
ções estabelecidas pela resolução 12/83 do CFE, de

condi06/10/83

(anexa) para cursos de especialização ou aperfeiçoamento.Ap!
sar de se destinar ã qualificação de docentes, a

resolução

aplica-se tambem ã qualificação de profissionais. Nesse caso,
fica sem efeito o parãgrafo 19 do Art. 49 da referida resolu
ção, referente ã carga horãria didâtico-pedagõgica(60 horas).
A resolução 12/83 do CFE inclui aspectos bâsicos de um curso
de especialização, tais como: a) clientela/finalidade;b)

re~

ponsabilidade pelo curso; c) corpo docente; d) carga horãria/
duração; e) expedição de certificados; f) condições para

di

vulgação e supervisão,
a) clientela/finalidade
O curso de especialização destina-se a

profis-

sionais portadores de diploma de graduação em nivel superior.
Constitui-se, pois, num curso de pôs-graduação "latu sensu".
Sua finalidade ê o aprofundamento de conhecimento em determi
nado segmento da ãrea profissional,
b) responsabilidade
Sã podem oferecer cursos de especialização instituições de ensino superior " ••. que ministrem, na

mesma

ãrea de estudos, cursos de pôs-graduação credenciados, ou de

49

�graduaçio reconhecidos, pelo menos, hi 5 anos". Nessas inst!
tuições hi um conselho competente (Conselho de Pãs-Graduação,
Conselho de Ensino e Pesquisa, ou similar), que se responsabiliza pela normas

de oferecimento do curso e pela

expedi-

ção dos certificados.
c) docentes
Os docentes envolvidos com o curso de especial!
zação devem ser portadores de titulo de mestre, obtido
curso credenciado.

Apenas 1/3 desses docentes podem

em

presci~

dir do titulo de mestre, devendo, entretanto, ter qualificação suficiente, confirmada por autorização formal do

Conse-

lho de Ensino e Pesquisa da Universidade sede.
d) carga horiria/duração
O curso deve ser oferecido em 360 h/a, no minimo.

Essa carga horiria pode ser distribuida em uma ou

mais

etapas, desde que não ultrapasse 2 (dois) anos consecutivos.
e) expedição

~

certificado

A expedição de certificado de especialista fica
condicionada a freq~ência minima de 85% da carga horiria,bem
como a aproveitamento eqUivalente a 70%, no minimo, com base
em processo formal de avaliação.
3. JUSTIFICATIVA PARA
ADMINISTRAÇ~O

CRIAÇ~O

DE "CURSO DE

ESPECIALIZAÇ~O

EM

DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS".

Patricia BATTIN (1) considera essenciais quatro
qualificaçees para bibliotecirios universitirios:

50

�lução de problemas;
2) uma sólida educação profissional,

especial-

mente com relação a atitudes e treinamento;
3) evi dênci a concreta de habi 1 i dades gerenciais;
4) comprometimento intelectual com a

pesquisa

em biblioteconomia.
Essas qualificações parecem excessivas e inatin
giveis no nosso contexto, mas indicam linhas de ação que podem nortear uma oroposta de curso de especialização para bibliotecãrios universitãrios.

Senão, vejamos:

1) - habilidade para solução de problemas.
A solução de problemas ou, melhor falando, a to
ma da de decisão para a solução de problemas, parece ser
cial na administração de bibliotecas universitãrias.
possivel desenvolver a capacidade de
de curso de especialização?

tO~Br

decisões,

Seria
atrav~s

Como abordar o assunto?

A eficiência do processo de tomada de
~

cru

decisão

altamente dependente da aquisição e disseminação de infor-

mação.

Entretanto, de acordo com

t~c

CLURE &amp; SAMUELS (3), "o

processo de tomada de decisão em biblioteca universitãria ten
de a ser 1 i mi tado e a i nformação usada tende a se basear mais
frequentemente em opiniões do que em dados comprovados. A bi
blioteca universitãria pode ser considerada como sistema

ad

ministrativo fechado que capta pouca informação ambiental

e

que desenvolve um ambiente informacional no qual "status"

e

familiaridade determinam as fontes de informação usadas para

51

�a tomada de decisão".

Parece-nos, então, que uma parte

curso proposto deveria ser voltado para a discussão de
que fontes de informação são usadas na
(b) como

e

do
(a)

tomada de decisão

?

usada essa informação? (c) o que se necessita sa-

ber para tomar decisão em uma biblioteca universitãria?
HOLLEY (2) chama a atenção para o fato de

que

n6s (os bibliotecãrios) não estamos sozinhos no "Campus" uni
versitãrio.

"Quem acreditar que uma instituição

acadêmica

possa funcionar sem envolvimento no processo político ou sem
a compreensão das estruturas que refletem os valores acadêmi
cos bãsicos estã seguramente vivendo num mundo de sonhos".
Em resumo, recomenda-se que se treinem os
bliotecãrios na administração de recursos informacionais
na avaliação de fontes de informação para tomada de

bie

decisão

diãria e para planejamento a longo prazo.
2) - atitudes e treinamento.
Para a c6'n'(:retização da proposta ora apresentada, presume-se que os barticipantes seja profissionais atua!
tes, que, em maior ou menor grau, tenham treinamento "em ser
viço" como cabedal de experiência.

Portanto, o programa

de

curso deve rã usar este cabedal para confronto com a base te6
rica que serã apresentada e/ou relembrada.
3) - evidência concreta de habilidades gerenciais.
Habilidades gerenciais se adquirem a partir

do

conhecimento das bases te6ricas de administração.

E necessã

rio conhecer vãrios tipos de estilos gerenciais e

desenvol

ver a capacidade de sintetizã-los e aplicã-los a uma insti -

52

�tuição especlfica.
4) - comprometimento com a pesquisa em biblioteco
nomia.

o

conhecimento de metodos de pesquisa e essencial

para a administração.

O profissional deve ser capaz de ava-

liar processos e serviços desenvolvidos na sua biblioteca,vi
sando ã sua intensificação ou evental desativação.
Para que a biblioteca responda positivamente
condições ambientais variãveis, especialmente com relação
novas tecnologias - como por exemplo, a automação de

as
a

servi-

ços -, e necessãrio que o profissional seja receptivo a

mu-

danças e que esteja habilitado a trabalhar com dados empiricamente comprovados.
~s

qualificações propostas por BATTIN, parece-nos

interessante acrescentar outra, que se poderia expressar nos
seguintes termos:
5) Capacidade de cooperação com profissionais
outras instituições, visando ã troca de

experi~ncias,

de

bem co

mo ã melhor utilização dos acervos das bibliotecas universitárias

br~sileiras.

Um curso de especialização para profis-

sionais bibliotecãrios deve abordar tõpicos como

aquisição

planificada, catalogação cooperativa, base de dados e outros
programas de cooperação.
Essas linhas de ação visam atingir os

seguintes

objetivos:
a) estabelecimento de mecanlsmos para administração da informação necessãria para a tomada

53

de

�decisão;
b) confronto da teoria com a prãtica profissiona 1 ;
c) desenvolvimento de habilidades gerenciais;
d) utilização de metodos de pesquisa para

ava-

liação de serviços;
e) desenvolvimento de atitudes favorãveis ã mudança e ã cooperação profissional.
Em síntese, propõe-se a realização de um

curso

de especialização em que se discutam os seguintes tõpicos:
1) administração de bibliotecas universitãrias,
incluindo administração de recursos financei
ros e recursos humanos, estrutura organiza cional e planejamento físico,
2) desenvolvimento de coleções, incluindo aquisição planificada e cooperativa,
3) metodologia para tratamento da

informação,,~

cluindo automação de processos tecnicos

e

catalogação cooperativa,
4) avaliação de serviços, incluindo metodos

de

pesquisa, estudo de usuãrio e padrões de

de

sempenho.

4. PROPOSTA DO CURSO
1. Ingresso/vagas/manutenção/financiamento.

54

�a)

ingresso
Partindo do pressuposto de que se considera

prescindive1 um confronto da teoria com a prãtica, o

im

curso

deve ser desenvolvido a partir de problemas concretos.

As-

sim, ao se inscrever para o curso, o profissional de biblioteca universitãria deve comprovar ter experiência minima

de

02 (dois) anos e apresentar, por escrito, uma sintese da

si

tuação atual de sua biblioteca, com a indicação de

possi-

veis problemas e eventuais soluções encontradas. Esse
ria1 nortearã o enfoque a ser dado na condução do

mate-

programa

de cada mõdu10 apõs uma revisão conceitual teõrica de
item.

Essa proposta representa uma tentativa de

cada

inovação

com referência aos tradicionais cursos de aperfeiçoamento ou
de especialização e permite, alem do

envolvimento real do alu-

no nas discussões em torno de problemas concretos e suas socooper~

luções, a troca de experiências dentro da atitude de
ção que o
b)

PNBU preconiza.

~

Pela própria proposta do curso, pode-se

deduzir

que o número de vagas deve-se situar entre 15 (quinze) e
(vinte) a1unOS,pois o número mais reduzido permite maior

20
apr~

fundamento nas discussões e maior integração dos participantes.
c)

financiamento/manutenção
A viabilização de um curso implica a

p re v i são

de recursos financeiros para cobrir os seguintes itens:
mento de docentes e de pessoal de apoio, despesas com

55

pag~

mate-

�rial bibliogrãfico, material de consumo e de custeio, e

con

cessão de bolsas.
Os responsãveis pela organização do curso devem
considerar as seguintes alternativas: capacidade de auto-financiamento, atraves de taxas pagas pelos alunos; auxilio da
CAPES que tem financiado cursos cujas propostas lhe sejam en
viadas em periodos apropriados; auxilio de outras institui ções e/ou programas (CNPq, PADCT, PNBU, etc), como provãveis
fontes de recursos para manutenção do curso e concessão

de

bolsaso
2.

Estrutura.
Propõe-se uma estrutura modulada em 4

de 15 dias (6

horas~ula/dia),

periodos

num total de 90h/a por módulo.

As 360 h/a serão distribuidas no mãximo em 2 anos, o que

a-

tende aos requisitos da Resolução CFE 12/83.
O curso deve ser sediado em uma determinada uni
versidade.

No entanto, deve-se analisar a conveniência

de

mudança de sede no oferecimento de cursos subsequentes,

am-

pliando a oportunidade de participação.
A proposta de curso em módulos tem como base as
seguintes considerações:
a - Permitir que sejam aproveitados os periodos
de ferias (jan.e jul.), tendo em vista
compatibilização com compromissos

a

profissi~

nais;
b - Permitir que o conteúdo de cada módulo seja
independente, no sentido de cobrir em bloco

56

�um determinado aspecto do programa geral.

Su

gere-se Que cada módulo fique sob a responsabi 1 i dade de docentes de
çoes.

di ferentec;

Acredita-se que assim

possa

i nsti tuiser apro-

veitada a maior competência de grupos
termi nadas areas e reforçada

uma

em de-

ati tu de

de

cooperaçao entre os cursos de biblioteconomia.
Concluindo, propõe-se os seguintes módulos e suas
ementas:
Módulo

- Administração de bibliotecas universitãrias

EMENTA
A tomada de decisão como elemento estruturante do
processo administrativo.

A biblioteca no contexto da univer

si dade: objetivos, estrutura; admi ni stração

de

recursos fi-

nanceiros, humanos, materiais e de espaço fisico.

Recursos

informacionais necessãrios aos diferentes niveis de decisão.
Módulo 2 - Desenvolvimento de coleções
EMENTA

o

desenvolvimento do acervo em biblioteca univer-

sitãria (politicas e rotinas).

Recursos informacionais para

tomada de decisão sobre desenvolvimento do acervo: objetivos
da instituição, necessidades dos usuãrios, recursos financei
ros, mercado livreiro.
exemplares.

Problemas de descarte e duplicação de

Aquisição planificada e sua aplicação

texto brasileiro.

57

no

con-

�~~dulo

3 - Tratamento da informação

D1ENTA

o tratamento da informação em biblioteca universi
tãriao

Recursos informacionais para tomada de decisão

so-

bre processamento tecnico em biblioteca universitãria. Integração teoria/prãtica no planejamento e implementação de
viços automatizados de recuperação da informação.

se~

Anãlise

de projetos cooperativos brasileiros e estrangeiros para tra
tamento e recuperação da informação.
Módulo 4 - Avaliação de serviços bibliotecãrios
EMENTA
Avaliação como mecanismo para tomada de decisão
biblioteca universitãria.

Anãlise das principais tendências

em avaliação de serviço em bibliotecas.

Metodologia da pes-

quisa para levantamento de dados necessãrios para
de serviços.

em

avaliação

Exame de experiências profissionais e avalia -

ção de soluções encontradas.
ABSTRACT
According to PNBu instructions and to
present legislation on the subject, a
special course in academic
libraries
i sou t 1 i n e d. I s emphas i zes the deve 1opment
of abilities, such as decision making,
management ability, engagement
with
research in library science and positive
atitude toward library
cooperation,
considered basic to academic library
professionals.

PALAVRAS-eHA\][
1. Administração
2. Bibliotecas universitãrias
3. Cursos de especialização

58

�V.

BIBLIOGRAFIA

1.

BATTIN, P.

Developing

profissional: a
Libraries,
2.

HOLLEY, E. G.

li :

versity and research :ibrary

dlrcctor's

perspective.

Defining lhe academic librarian.
~~(6)

Factors

affecting

the use of information for academic library
College &amp; Reseõrch Libraries,

Nov. 1985.

59

College

: 462-8, Nov. 1985.

MC CLURE, C. R. &amp; SAMUELS, A. R.

making.

American

24-30, Jan. 1983.

&amp; Research Libraries,
3.

UI

~(6):

decision
483-98,

�A N E
CONSELHO

FEDERAL DE

X O

EDUCAÇ~O

Resolução n9 12/83 de 06 de outubro de 1983
Fixa condições de validade dos certificados de
cursos de aperfeiçoamento e especialização para o Magisterio Superior, no sistema federal.
Art. 19. Os cursos de especialização e

aperfeiçoamento

que se destinem ã qualificação de docentes para o

magisterio

superior do Sistema Federal de Ensino, deverão observar, para
que tenham validade, o disposto neste Resolução.
Art. 29. Os cursos, a que alude o artigo

antecedente,

serão abertos ã matrícula de graduados em nível superior e
derão ser oferecidos por instituições de ensino desse
que ministrem, na mesma ãrea de estudos, curso de

p~

nível,

põs~gradua­

ção credenciado, ou de graduação reconhecido, pelo menos,

hã

cinco anos.
§ 19 - Alem das indicadas neste artigo, outras institu~
I

ções poderão excepcionalmente, a criterio do Conselho de Educação competente, ser autorizadas a oferecer os cursos de que
trata a presente Resolução, observadas as exigências nela estabelecidas.
§ 2Q - Em qualquer hipõtese, os cursos fora de sede so-

mente serão admitidos mediante expressa e previa

autorização

do Conselho Federal de Educação.
Art. 39 - Salvo o disposto nos parãgrafos seguintes,a qualificação minima exigida ao corpo docente e o titulo de
tre, obtido em curso

~redenciado.

60

Mes-

�lr)
~1tulo

-

Poderão lecionar docentes nao

portad~es

de Mestre se sua qualificação for julgada

do

suficiente

nas Universidades reconhecidas, pelo seu Conselho de

Ensino

e Pesquisa, ou equlvalente, e, nas Universidades autorizadas
e instituições isoladas, pelo Conselho de Educação competen":e.
§ 29 - O numero de docentes sem titulo de Mestre não
poder~

ultrapassar 1/3 (um terço) do corpo docente, salvo em

casos excepcionais, previamente apreciados e aprovados
Conselho de Educação competente, em razão da

pelo

insufici~ncia

de cursos de pãs-graduação "stricto sensu" no pais.
§ 39 - A apreciação da qualificação dos não portado-

res de titulo de Mestre levarã em conta o "curriculum vitae"
do professor e sua adequação ao plano geral do curso e
programa da disciplina pela qual ficari

ao

respons~vel.

§ 49 - A aprovação de professor não portador de titu

lo de Mestre somente terã validade para o curso ou cursos de
especialização e aperfeiçoamento para os quais tiver sido aceito,
§ 59 - Nenhum curso poderã iniciar seu funcionamento

sem os requisitos especificados neste artigo.
Art. 49 - Os cursos de que trata a presente

Resolu-

çao terão a duração minima de 360(trezentos e sessenta)horas
não computado o tempo de estudo individual ou em grupo
assist~ncia

sem

docente

§ 19 -

Pelo menos 60 (sessenta) horas de carga horã-

ria serão utilizadas

CO~

disciplinas de formação

61

did~tico-P!

�dagõgica, devendo o restante ser dedicado ao conteudo especi
fico do curso, incluindo a iniciação ã pesquisa.
§ 29 - Os cursos poderão ser ministrados em uma

ou

mais etapas não excedendo o prazo de 2 (dois) anos consecuti
vos para o cumprimento da carga horãria mínima.
Art, 59 - A instituição responsãvel pelo curso

emiti-

rã certificado de aperfeiçoamento ou especialização a que
rão jus os alunos que tiverem tido freq~ência de pelo

f~

menos

85 (oitenta e cinco por cento) da carga horãria prevista, a-

lem do aproveitamento, aferido em processo formal de avalia"
ção, equivalente
a, no mínimo, 70 (setenta por cento).

Parãgrafo unico - Os certificados expedidos deverão con
ter ou ser acompanhados ao respectivo histórico escolar,

do

qual constarão, obrigatõriamente:
a) a relação das disciplinas, sua carga horãria, a nota ou conceito obtido pelo aluno, e o nome e a titu
lação (ou parecer que o credenciou)do professor por
elas responsãvel;
b) o criterio adotado para avaliação do aproveitamen to;
c) o período em que o curso foi ministrado e sua duração total em horas;
d) a declaração de que o curso cumpriu todas as disposições da presente Resolução.

62

�Art, 69 - As instituições credenciadas para ministrar
cursos de pãs-graduação "stri cto sensu" poderão declarar a

v~

lidade dos estudos realizados em curso de Mestrado e Doutorado, como de especialização ou aperfeiçoamento, desde que

os

alunos preencham os seguintes requisitos:
a) nao hajam defendido dissertação ou tese de conclusao da pós-graduação "stricto sensu";
b) tenham sido aprovados em disciplinas correspondentes a uma carga horária programada de, no

minimo,

360 (trezentos e sessenta) horas;
c) tenham integralizado nesse total, pelo menos
(sessenta) horas em disciplina ou disciplinas
formação didático-pedagógicas, frequentadas

60
de
com

aproveitamento no mesmo ou em outro curso creden ciado.
Parágrafo unico - As declarações de que trata este

a~

tigo deverão ser substituidas pelo Diploma de Mestre ou Dou tor, quando o aluno vier a concluir o curso respectivo,

com

aprovação de sua dissertação ou tese.
Art. 79 - Os cursos de que trata a presente Resolução
somente poderão ser objeto de divulgação e publicidade,depois
de aceitos os seus professores não titulados na forma do §

l~

do art. 39, e com a indicução dos Pareceres respectivos.
Art. 89 - Os cursos de que trata a presente Resolução
ficam sujeitos

~

supervisão dos órgãos competentes do sistema

de ensino a que estão vinculadas as instituições que os minis
trem, cabendo a ceda sistema baixar normas a respeito.

63

�MINUTA
DE PROPOSTA DE
crmso ITINERANTE DE ESPECIALIZAC';O EM
ADMINISTRAÇ';O
E
GEREtiCIA
DE
BIBLIOTECAS
UNIVERSITARIAS
ANTONIO MIRANDA

*

RESUMO:
Apresen-La a rninut;a de cu:n,o de especial izaçí}o em administração
e gerência de hibI iot.eeas universit.àrias, com os seus objet,ivos,
carga horària, pÓblico, eritérios de sele.,:ão de candidatos, II nÔmina e ementàrio da~; disciplinas,formll de avalia.,:ão 81ém de indiea~,ões relat._ivlIs a palest.ras, visit.as orient;adlls, simposio e est;àgio a(~adêmi&lt;:().
O eurso seria j t.i nf,rant,e,
eom aprov,)i Lltwent,o de
reeursos humanos locais, incorporando idéia~·; e experi{:\nc:ias regi 0-nais, a partir de uma experiênGia---piloto. Indica uoww.; de prufessores e eonferenGistas e tece eomentàrios [(erais.

Introdu~:ão

I.

A prop()st,a a seguir foi inic"ialrnE';!r;t-,e desênv(Jl\,ri.da p~~:]os alunos
da disc'iplina "Metod()ll)~~ia de Ensino d I ) BibJ.iot,p[-·onomi;=.t", no curso de mest,rado do Departamento de Bibl:iuL"":'c'tlomi" da fJniver:3idade
de Bras111a,no lo. semestre de IB86.sob a D0ssa responsabilidade.
p;4et,ici},)iud:,e:-::i

Os

(r)u

df1 prl"Jpost,B

Cr)--a.u1':'lJr·c!':'-;)

~-::~ão

Cl~.:i

C()] pga~

Gullivan.
Adel:'iide Ra!),_),~ e (',h-t-,'..
Li[~ia Maria Café de
Mir'and;=-i,
Iôdft Muniz df:'; Alronida,
~-::'uf:lena Pint,ll Bânr](~;,ird,
:,:1 i::'lrle
'" j{ib3 Car-ibt,.
D8.ni.el

F.

do dooumento foram enviados para diretores da biblio~e­
E-! pElra vàr-ius;
especlalist,as.
(:(llrl () propó!";ii:l)

C6pias

universit.à.rja~-:-;

(;;:".1::-;

de colher cr1t-.ichf'::

e

sugest~õe~:-;

vj~';étnd()

(I

SF~U

a:perfe:iç:()amf-~nL(J.

o núwerc, tiR rp.sIJostas foi redl.l~-:; ir.lo t.~lnh(,lr3 umtt$ (pouc:as) vi t.~s:':':;t--'!m
com f:;IÀgest~êJE:S v~tli(Jsas que foratü conside:r-adas nEt rp"f'ormulaçâo
da
propI)sta original.
Todos cünl~ordaram 80m os 131Jjetivos f,)rmlllados
e rei-teraram CJ. import~ância de um Cl!l'SO de e~;pc(_!j aI i ~aç:ão nel at,ual
~st~djo de organização do sis·l.pma l,)rasileiro de hjtlliote88S
versitàrias.

Trata-se apenas,
intRress~dos

dA

Area

e tão s()wente.

na formacão e

l)iL]jotf~(:hs

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de winut,a para di:scU8São pelus
ele recursos tluulanos para
a

r~(:i(~lagem

univAr·~i·t.Aria~.

A universidade brasileirA. P::-;t:Ã.
fio de urna llova (iruinent.e) t·I":fl.)rrHa.
qUiSd

ut11-·

ci.ianL(-~

dl"l ext,rE1(Jrdinàrio

qUI':: deverft

al

Lf.~rdr

dE_!~::;a-­

sull:st.,~nci·

e:strut.llr':':-j ·::,-"1rnini::.;tr-;:ttiva. ;'1.c:adÊ~lni(;Fi .. fie }:)e~;­
de ~:.~(: t:~~-:;rlf·::~r:-~~(· que á bil11jcJt.F~Cf-t l!tl.'i\rF~r~~-jLària
u.m nO\lU '[q--tpt:_'l n(l pl--r')(·t:::~~-;~;() l&gt;::f'ol'·Jn.i !"&gt;ta.

setor (:.; (!()Jnpl t-:--:X(J , heLel'Ot3"l::jneo e nt'~le ;·.;e c:unfruut.·am
Ifludc'l\l;-;,
t..:endéncias e prnblernr1.::i QI.l.8 exj~_:::t::.~m d()~3 ~clrnini;~t.r·:-IlJurt:"~';

idt.::"()lf){~ihs,

* Coordenador do trabalho.
introdução.

Os co-autores estão mencionados na

65

�\.Jil,l:i.(lt,('(:;'i:;, além dos conhecimentos profissiutlais e técnicos,
melhor capaait~c~o para a ger&amp;ncia dos serviços neoessàrios
para
a mudanç;a quant,o para a participação no processo de definição e
decisão j...II--I'l):"-,r'ia reforma.
Ja:..:;

A úlbi" L,àst('a da present,e proposta é justament,e a de
contexa pl',)tl,~màt,ic:a da bibliot,eca universitària e de dar
aos
flJtllros espe(~i~lis~as os conhecimentos necessàrios para analisarem (. f;~nôJn('llo da univ81'f,idade em transição, o papel da biblioteI:.uali.,~al

I~a

Or)

prucess(),

e dar os

fundqment(~s

menta.dos na e:&lt;}.A:.t-·jt!nedrt 'h:cd.:::;.ileir'a.
~~,,:"[·i~n,.·"j

a

d(-:

:3f'.~!US

~,r(H:p.ssOS.

teóricos e pràticos,
fundafld.minist.racão e

rela:LivCJ!3 á

;":f~rv i\:;o:~;

e produt.os.

í~nfn.z;t:=~ f (-,j_ co1oC:::'1.da na q_uest;ào
do uso de novas t~ec­
e tarnbóm sobre POf,t,u 1 adofJLeór'i (:os para a
eonst, i t,u iç.:ão
.c,~dc::~~ c\)I)r·1t::t"fJ.Livas ,para () compartilhamento df-~ recur:'"JOS 1 servi-'~·I-~~-:.
Sf:l·\liÇ.:()~J (~ t~·"):t)t:-~·ciên(;.ia:::;,
sob a égj(le d('Ut!l programa nacional
r?:·~.; r':'H:-.:G i f i C('I,
Ct::~t.. t:d

l)Hl;j_

tl'_'
d~:.:·

1.:,;," j

.3,;}

'i Liner{ülej Ct se deve A. nec~essjdF:1dE~ de regional i
(l() prngrE1ma,
pfl.'t'tt faci 1 j t.ar o
rE!cru.tament~o de
candídat,o~:;.
!2:;:lrr1nt:,ir- uma melh()r distri.blli ç;:fto geogràfic;a de
seus
bl~nefi(:i.of·; 1-'; dto: t"IJcnà l(J liH11.S perrnE:Avel às' .influt~n(:ias,
idiosin-c'ras ias, t_~xper i i3tlr:::i ;;1!";i (: rlt.:.'CF:SS idadE~s d (.~ carla ref:f i ão do pais. Con-::-:;equ.ent.:.eITlf~r.l!~.(;~.
pt\r;~\ c.=tda l'e!~i;?io ern que por \ft"::~nt·ut'a sejA levado
Cl
C;l.l rr;n, hr-tv~~r/i a rJf,~:..;s:i ti 1 idadE.~ (lt:: ap:r:'ovei t,ament~Cl de um
percentual
r';~~:)àv(::l d.e d{"'~.:(·'rrt~~~; lucai;:~ t! (1;':'\ r~~ftli~·~:açHo de est,àf{ic.Js m~is pr6 . xim()s da 1"'8&amp;1 id;:=:t.de amb i en1:.al do~::: d i :"';Ct~n t . 8 f;; .
l\ idtiél dfo

:Z,1.r

f.::U::l

i:'CII"l~;t'!,;ti,~:i'1o

8;

Pensou so na possibilidade de reali~açAo dc um curso-piloto na
Un i \r""rf; id;-"ch" &lt;1'3 Bras i li a.,
pfl'r'Et t,est,cü' a f,Ufl vi flb i 1 i dade
e pl'OpriedFt,l,'. cU.ia avalia~,ãü :~erviria pr,ra aperfeio;:oá-1o ant;es de sua
r-epeti(:2íCl em OU.t.-(·h~~
univE::r'sidadt3S brasi lei ras que Hlanifes'Lem
(J
interesse de':: ~p/1r1'.i:~·ipf1t· dc) empree-ndiment.n.
No entanLo,
O curso
poder-tJ.. C01(:t,jÇ.&lt;:':\.C (Il'.ldE' f~E.· jtJ,J_:,·':.:.\.-c· d(~ ma) o)::'
urgênc!·j a e in·teress(:~
estrat6gico, f,mbn't·" o DE,par-t.ament,o de BiblioLc,:conomia da UNB reitere a su_a ti i~3 pr,);-::; i ç:? () r.\8.Ca. L!(,} a·borar.

H8.
C.I

"

qUb:'~.;t,?tl_)

CI.)ml)

bordat{(~m

fhzer
d;~s

r,

c:::ipeclfict:..=l elo
1'11") c;;~_mpo dos
l"li)VaS

soll..tç;ôes

curric.!1.110
prC!C;8::;SOS

tec;njef.1.s,

nãu ::::E! pret.endeu enfatizar
t(-;~(.:n i C:OS.
Opt,ou--se pp.l a
a·-··
1)rjt"!c:ipalment:R ~quelfis

re--

lacionadas com a informàtica, da perspectiva de suas
implicações
admini:,trativ;.'1';, e,-,onômieas
e fJ()ciais
isto é,mais o "por que",
o "onde" e ,~, "quando"-, Jà que eabe ao
administrador analisar
e
gerene: i ar L3. i.s ·r'~C:\J r~::i{)S mas não nect~ssari amL:nt;e
exec.:ut.à-los.
T;..:tnÜ)~:m se penf:.;OU em um número
razoàvel
df'.: conferências
para
dar a oportunidade para os alunos nonheçam os lideres, os ê8pecia-"·
1 i~::tas
t.)~:: admin ist. radores de progr"amas e. sobret.udo, sua:-::; idl~ias
e experiência,:, podendo disc.:uti-las, dent,ro do referenüia'J teóriI~O ofere:~idlj pelas
fiisciplinas corrA~pf)tldentes.
Trata-se ,je uma
sol uçãc,
r't: 1 a-L i va.ríll:~nt,e C:étx-a tnétf; de exLraord inàri (J impí:"tct:,o..
capÜ.~
de relaçionar e atualizar &lt;J curso com a realidade e a problernAt,i-,
ca ext.erna.
J

66

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d:.:. ;f.-:fl-:rÍ:J.::l tn.illiJi/-:,-,,
!l()rr:~f;

1"-'1

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'T\,lt--'

df-:du'?-11i~-,t&lt;-, (; ;.tl.-

~'l'!~~~"f7!ni,f::~

h_

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t"I1imJnt".,

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l::\l·OpU~ ... ~,

t:-:li"-u'::hO

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t':"1~'i~;f;'j !'j()
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t-t-:':-'fIJrmul3.";'·::-tl

S!J.::l

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p;:=:tt·,;.'i di.:-'igir

e setcJl'lój::..,

cent,rh:ls

-L;~_l·í?s

Bitl;
t---:

lOt~I_~f,_;.::t:-3

.-_:'~rv i.~(_)~;;

blbli·'~ll::'f-jC;:t:':;.

Dhr l~ma visão sist&amp;mica para (J d(~S~rlv\_,]vimerl­
fie hiblintecas uni.v~r3itàrias;

1.

tl~

Faloiliarizar
nr'~;ce;-s:=;idacl8s

(1S

al~n[)s

as estrutllras

COIU

ins Li. tuicôes a qu""' estãü

das

e
lj--

g;:1.d.o:-::: _;
r.-=orJscient,:i?8--1u~::;

3.

l)iblir)te{~as

qt!ant,o á
prCJblemà-Lica das
universitàrias no Pais e
disl~utir

as propus tas de

0S alllDos

Reci~ltlr'

4.

pr(H'E!.sS();~

~:;olt..lç·âo

8

em andamento;

qllanto a

tecn(Jlog~ias

para

novas teorias.

uso das bibliüt-e-

cas universitàrias:

['.

B~nfatcizal' a importância da c:oordenacào e cooperação no planejamento de bibliotecas univer-

sit:.arias.

Local de

realiza~ão:

O prujeto-piloto seria desenvolvido.eventualmente, na Universidade de Brasilia.
Nos

67

�semestres seguintes podera ser oferecido em outras regiões do Pais,
em universidades que reunam condições adequadas.
Os programas poderão sofrer alterações para o atendimento das
necessidades e peculiaridades regionais e/ou para corregir ou
aperfeiçoar pontos levantados durante as avaliações das realizações anteriores.
Carga horaria: 407 horas.
Pablico-alvo:graduados em biblioteconomia e/ou mestre em ciência
da informação.
Critérios de seleção :
- indicação oficial pela instituição empregadora;
- analise curricular por comissão de seleção;
- estar trabalhando ha um minimo de 12 meses em biblioteca universitaria.
Sistema de avaliação:
Cada disciplina devera ter um exame final,
trabalho e/ou avaliação continua, a critédrio do professor
Relat6rio final do estàgio, com supervisão, para julgamento por uma Comissão.
Trabalho final, a ser regulamentado.
Sera considerada, ainda,frequencia minima de 75% e o conceito minimo de MM e global MS, ou correspondente, dependendo das normas internas pertinentes da pr6pria Universidade que ofereça o Curso.
PROGRAMA

1

C U R R I C U L A R

ESTRUTURA DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

1.1 CARGA HORARIA

:15 horas

1. 2 EMENTA : Visão global da politica

e estrutura de ensino superior no Brasil : suas insituições do ponto de vista hist6rico e atual.
As reformas universitarias e perspectivas
de mudança.
Os planos e programas nacionais e regionais.

2

BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS

2.1CARGA

HORARIA: 30 horas

2.1 EMENTA: Conceituação, organização,
tipologia e ambiente das
BUs.
As BUs no Brasil:situação atual. Centralizaçã.o e descentralização. As BUs como agentes no processo de transferência de informação e como organismos sociais.
Legislação
e planejamento a nivel federal para as BUs.

68

�3 ADMINISTRAÇAO

;::i.

CARGA

lTnF·A[~;

E GERENCIA

A : .:;0 hords

3 .. KMENTA

Principios ~BrRis de administração e finanças.
Orça1'ip()s de c()Dvênj_os e contratos.
Desenvolvimento
de recursos humanos. Aplicação de dinâmica de grupos, comumel)~rt,;AcJ.

~-;()(-'iE11

nicêlC'FtcJ

MARKETING APLICADO

4

rel&amp;ç~ê)es

e

pôblicas.

À Biblioteca

4. 1 CARGA fIORM?T A
'1.~:

EI/{)lu'. ,'1" ,],,,-; princdpios de marketing e sua aplicação
organizaç'i:--íe:::-; que não visam lucru. Conceito de marketing

[&lt;~Mf~NTA:
t~rn

J

plane.lamento

estrat~gico

e plano de marketing em BUs.

') PLANE.JAMENTO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS
5. 1 CARGA HORARIA
5.2 EMENTA:
~·l

drJl-)

45 horas

Biblioteca
j;::tmen to.

universitària como

E:-~ i-;,udn:--~

cl.)mparados

sistema.

Etapas

do

corno instrumento de p 1 ane-

O marco t,eórico do planejament.o de sistemas de inpara a t,ransferência de informacão. Padrões e
nor-rna:-;.
El,-.:tborhÇ:ão. qcc)mpantlament~o e
avaliaçãu de projet.os.
AspPr;to~)
1 igados ::tu p18nej;:"nir::;nt.o fisico, arquit.etura e
refC)l"ma:-J d!-:: pr~;di()~J de bibliot,e\~:as universit.àrias.
.j;:1nlen't,o.

for·m:_=:tc~=1()

6

E~3TUD()

DE COMUtHDADES E DE USfJAHIOS

6. 1 CARGA HORARIA : 30 boras
6.2 EMENTA: Estudo e treinamento de usuàriü3.
Tipifioaçãu da comutJidade.
Levantamento de perfis e determinação elas àreas
de inte~esse. As ~êonicas e métodos de coleta e anàlise de
daduc; .
7 REDES DE INTERCAMBIO
7.1CAHGA

HORARIA: 30 horas

7.2 EMENTA
Redes abertas e sistemas de infurmação.
Estratégias
de acessu ao documento primàrio. Catalogação cooperativa e
catàlogos coletivos. Normalização e comunicação automàtica
bcadedados: AACR-2, ISDS., ISO/Unisist.MARC 11, CALCO,etc
Comutação bibliogràfica e empréstimo inter-bibliotecàrio.
IntercSmbio documental.

69

�8

DESENVOLVIMENTO DO ACERVO INFORMACIONAL

8.1 CARGA HORARIA : 30 horas
8.2 EMENTA:
Conceituação e estratégias de formação de acervos
informacionais.Tipologia da coleção e critérios de seleção.
Fontes de seleção e mercado editorial, publicações oficiais
e editoras universitàrias.TEcnicas de avaliação e descarte.
Seleção coordenada,
aquisição cooperativa e elementos de
uma politica de desenvolvimento do acervo.
9

PRODUTOS E SERVIÇOS

9.1 CARGA HORARIA : 45 horas
9.2 EMENTA: Papel da biblioteca universitària como comunicadora
de informação. Serviços e produtos tradicionais da bibl i(}-~
tec:a.Abordagem critica dos processos técnicos tradicionais.
O serviço de referência, as bases de dados e os serviços de
recuperacão da informação. Tratamento e uso dos materiais
convencionais e não convencionais. Programação e animação
cultural.
10. NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS
10. 1CARGA

HORARIt&gt;: 45 horas

10.2 EMENTA : Tendências e aplicação de novas tecnologia;; em bi~~~
blioteeas e sistemas de informação.
Mecélnü:a&lt;,:;ão de servj~­
viços e aplicaüão da automação nas diverséls funções da bi~­
blioteca. Planos nacionais e setoriais brasileiros de informàtic:a, de t;elecomunica&lt;,:;ão de dados e de informatizção
com potenc:ial aplic:ativo nas BUs.
Sistemas de informacão
no Brasil.
11 PESQUISA NA UNIVERSIDADE
11.1CARGA

HORARIA : 1E) horas

11. 2 EMENTA: Panorama da pesquisa na Universidade. Linhas e métodos de pesquisa adotados. O pepel da biblioteca no processo investigat;ivo.
Elaboração de relat,6rio de pesquisa.
Acompanhamento de pesquisas em andamento e normalização da
documentària. Catalogação na fonte de teses e estudos da
produção cientifica local.
--PALESTRAS
CARGA HORARIA : 22 horas
Serão programadas 11 (onze) palestras,

70

com debates, sobre

tó-

�picos relativos a cada uma das
duas (2) horas.

disciplinas,

com a

duracão

de

--VISITAS ORIENTADAS
CARGA HORARIA: 8 horas
Visitas programadas a instituicões (orgãos de governo, sistemas
de informação, servicos privados, bibliotecas, etc) com o objetivo de ver "in loco",e discutir com as autoridades ou especialistas, programas e servicos relevantes.
--·SIMPOSIO

SOBRE O PNBU

DURACAO:
8 horas
Discussão do Programa Nacional de Bibliotecas
com autoridades, especialistas e debatedores.
---ESTAGIO

Universitàrias

ACADEMICO

DURACAO
24 horas
Facultando ao aluno a possibilidade dA observar e/ou exercitar
a aprendizagem t.eórica do Curso.
Ao aluno sera dado escolher, de uma lista de bibliotecas selecionadas, aquela de seu interesse para o estàgio.
Este devera
ser cumprido imediatamente apos o término das aulas t.eóricas,
sob a orientação de um supervisor oficial. Em hipótese alguma
sera permitida a realização do estàgio na biblioteca de origem
do aluno.
Eventualmente o estagio poderia ser feito em outro tipo de instituição justificadamente de interesse para a formação do individuo e com a sua Area DE ATUACAO FUTURA.
O aluno deverà apresentar um relatório final para os efei t.os de
avaliação, independente do trabalho final de curso.

71

�ANEXO
:3UGE:,TAO

DI;;C.

DE NOME:S DE PROFESSORES

1 : ESTRUTURA DE ENSINO SUPERIOR NO BRASIL
. Wa j n ir' Chagas
(UNB )
·-Eduardo Rapp,:, 1 (UFBA)
-Heloisa Semidt (UNB)

BIBLIOTECAS UNIVERSITAb:IAS
-Neusa Dias de Macedü (USP)
--Ki r'a Tar'apanoff (UNB)
--Mat'i.a das Grao;::aG Targ-itlo (UFPi)
-Ant.onio Mirandf1 (UNB)
ADMINISTHAÇI\O E GF.RENCIA
--Amb J i f1 ~:; iI ve ira (UF'SC)
-Ald., Ba rrp-1:n (IB TCT /UI&lt;'R.J)
7,j t'-1 Catarina h-at.es de O] iveira (UFRGS)
DISC.

4

MAHKETING APLICADO A BIBLIOTECA
-Amélia Silveira (UFSC)
-Sofia Galvão (Telebrasl

DISC.

5

PLANE.JAMENTO DE BIBLIOTECA:; UNIVERSITARIAS
--Kir'a Tacapanuff (UNS)
----i?-Maria Carmen Romc:y de Carvalho (JEleT)

DISC.

6 : REDES DE INTERCAMBJO
-Heloi&gt;3a Se;hreiner (UFRGS)
(UNB)

-Jaime Robredo
DISC.

7

ESTUDO DE COMUNIUDADE E DE U:;UARIOS
-Milton A.Nocetti (EMBRAPAI

-Mm:ilu Bastos da Cunha (UNB)
-Gilda Maria Braga(IBICT/UF&amp;J)
--.Jeannet.t.e Kremmer (UF'MG)

DI8C. 8

DESENVOLVIMENTO DE COLECOES
-Anl;l)nio Miranda (UNB)
-SUZy de Souza Queiroz (UFMG)
-Nice Menezeó'l de Figueiredo (IBICT/UF&amp;J)

72

�DISC.

9

PRODUTOS E SERVIÇOS
-Neusa Dias de Macedo (USPI
-LeiIa Mercadante (UNICAMP)
-Laura Maia de Figueiredo (PUC/RJI
-Wanda Paranhos (UFPR)
-Isabel Santoro (UNICAMP)

DISC.10 :

AUTOlvtAÇAO DE BIBLIOTECAS
-Murilo Bastos da Cunha (UNB)
-Jaime Robredo (UNB)
-Tania Mara Guedes Botelho (UNB)
-Paulo Henrique Santana (IBICT)
-Franca Maria B.G.Araujo (INPE)

DISC.ll : PESQUISA
-Simón Schwartzman (IUPERJ)
-Jo,;é Edual·do Cassíoladu(i,JCT)

PROPOSTA DE TEMAS PARA CONFERENCIAS E SUGESTOES DE NOMES PARA
CONFERENCISTI'5
DL'3C.

1 _.

Tema: Planos e diret. rizes de ensino de graduação e de
pós-graduação no Brasil
- Clodovaldo Pavan (CNPQ)
-- Edsun Machado (CAPES)
Paulu Elpidio Menezes (SESU/MEC)
-- Luciano CI)uti,nht) (MeT)

DISC.

2 - Tema: Biblioteca universitària como organismo social

- Luzimar Silva Ferreira (UFMA)
- Ana Maria Polke (UFMGI
DI~:'C.

3

DISC.

4 - Tema: Animação cultural

Tema:

-

DISC.

De;:; en"':r{) 1 vimento de recursos humanos

A escolher

5 - Tema: Planejamento e pt'ojeto

- A indicar

73

�"lL&gt;:.

(i

-

Temi"- Linguagens

documen1~t.rias

e Thesaurus Spines

-Bagar Espanha Gomes (CNPQ)

n r:.~,(·

Comunidnde de uf...;uàrios da àrea de pesquisa &amp; De-

7 _. Tema:

senvolvimento

·Maria de
·-Rosa] y

Na~arê

Freitas Pereira (IBICT/UF1W)
(IBICT/UFR.J)

Paeheco FnrnBndes

YOl)e (;hastinet (SESU)
- ArdconiE:t.a Be~':erra (BNC)

.-

Tt~m~l:

-

lJln

Vi~3i1.(J

dOt:i

s~~rviç';(}s

pr~si';f1dos

pela bibliot,ef!8

11sl14r'i(J

.. At-l;=:: j"l,&gt;:t ~)o 1 edade Vi e i ró (UFMG)
·Zj Ln C;'-t't.::u-·::'na I"rb.t~8s de 01 iveira (UFR-GS)
. Ca V';~n Me- Gi'11'th:v (fJFPE)
j'll~:~C.

11

-

T(:;..'mét:

ft~létb(Jx"é1.ç:âo

I~

ac:c"mpé"tnhé1.ment,.o de pesqllis8:'.:';

.R,t~:t:,rese·nr:"~1..ntl"':!

··D'!'lia.

dI)
CELAP
VaU,rio FE:rrEdrl'&gt; «(:LAF)

74

�</text>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text>SNBU - Edição: 05 - Ano: 1987 (UFRGS - Porto Alegre/RS)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Com base nas diretrizes do PNBU e na legislação vigente, esta proposta delineia um curso de especialização em bibliotecas universitárias, Considera básico, para um profissional de biblioteca universitária, o desenvolvimento de : capacidade de tomar decisões, habilidades gerenciais, comprometimento com pesquisa em biblioteconomia e atitude favorável à cooperação interbibliotecária. </text>
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