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                  <text>DEFICIENTES FlsICOS E VISUAIS. barrelras n~ u' i 1 'z~­
ç ã o das b i b I i o t e c as d i1 li n i ver s i da d e Fe d e Y' a I de 1,1 i n.1 s
Gerais
Gilberto da Costa Magalhaes*
Bibliotecãrio da Faculdade de Economia e Administração/UFF
Julia Gonçalves da Silveira*
Bibliotecãria Chefe da Escola Je; Dibl io,ecor,omia/UFMC
Maria Beatriz Almeida ~, Breta~*
Professora do Departam~nto de Comunicação!UF~G
Fãtima Serio Silv&lt;1*
Bibliotecãria da Assembleia Legislatlva do Estado de MInas Gerais

das bibl iotecds da UFMG pelos defic i snt2s fis
e visuais.

e de

/\pres6ntação da metcdol'~-)gi

resultado~

co~

l ; t ; 1.~,")OCi

das entrevistas. dos

depoinlenlos

de do experimento 9ravado em vfdeo-cassete.

Con-

clusões.
DESCR ITORES:
Bibliotecas universitirias - Usuirios - Deficientes fis icos.
Bibl iotecas universitirias - Usuirios - Cegos.
l.

I NTRODUçM

A Organização das Nações Unidas, em sua Declaração

dos

Direitos do Deficiente, afirma que "o termo deficiente des igna

toda pessoa em estado de incapacidade de prover por si rnes-

ma, no todo ou em parte, as necessidades de uma

vida pessoal

ou social normal, em consequência de uma deficiência congên;ta ou não, de suas faculdades flsicas ou mentais",

* Alunos do Curso

Põ s _.. Gr

;1,

~ u a ç 2,

561

(1)

c' e iii B i b 1 i o t e c o n o m -i

d

dJ

,j

.! .~~ .

�J
afirma-

A1nda na Declaração, encontramos as seguintes
ções:
o deficiente tem os mesmos direitos civis e

po1;ticos dos

demais seres humanos;
o deficiente tem direito às medidas

perni-

destinadas a

tir-1he alcançar a mãxima autonomia poss;ve1;
o deficiente tem direito à ... educação; à formação e readaptação profissionais;
o deficiente tem direito a que sejam levadas em conta suas
necessidades particulares em todas as etapas do planejamento econômico e social.
Direitos são prescritos. Entretanto, a distância

entre

o discurso e a ação constitui-se em uma grave constatação,

a

partir da existência de barreiras f;sicas e sociais, que

im-

pedem a integração do deficiente na sociedade. Em muitos

ca-

sos essa mesma sociedade ê responsãve1 pelo quadro de deficiência, através de atitudes bélicas, exerc;cio ditatorial
poder, provocando debilidade até congênitas ao concentrar

do
a

riqueza e disseminar a pobreza e a fome.
Amadou Mahtar, Diretor Geral da

Unesco,

em declaração

durante o Ano Internacional do Deficiente, em 1981, colocou a
seguinte questão: "Terão as sociedades contemporâneas a coragem e a lucidez necessãrias para modificar radicalmente o seu
comportamento para com os deficientes, quando esse
mento decorre da mesrra
mo?" (2)

~spêcie

comporta-

de racioc;nio que a1 imenta o

raci s-

Na verdade, é dentro de uma õtica de inferioridade

constitucional e de diferenciação exp1;cita nas formas de tra-

562

�tamento, no sentido mais amplo, que o quadro do

hand~cap

se

manifesta de maneira reforçada. *
As iniciativas para a integração do deficiente

configu-

ram-se, em muitos casos, como soluções de paternalismo, de medidas assistencialistas, retirando do individuo o seu direito
de conviver em igualdade de condições com os membros da comunidade, ficando então confinado a instituições especiais.

A

posiçao torna-se cômoda na medida em que os membros "normais"
se redimem diante do problema.
f~sicos,

No entanto, os

incapacitados

diante dessa segregação, deixam de atuar nos espaços

de participaçao e, como consequência, não têm

a oportunidade

do exercicio politico mais efetivo.

o

deficiente fisico ê responsabilidade da sociedade muito

embora esta o veja como um peso morto, sem condiçoes de
par

do processo produtivo. Isso ocorre principalmente

partici-

nas sociedades

Je economia capitalista e e mais acentuada em paises em desenvolvirnento.
A educaçi!.O nao ê só um direito do deficiente, mas tambem
um dever da sociedade e do Estado.

"A educação, inspirada no

principio de unidade nacional e nos ideais de liberdade e
solidariedade hurnana,
sera dada no lar

E

nas

e

de

direito de todos e dever do Estado, e
Escolas"

(Constituição da Republica,

artigo 176).
As preocupaçoes referentes ã educação se concentram mu i to
mais nos

deficientes em fase infanti

cia deveria ser dada

I,

muito embora a mesma importân-

tambem a programas efetivos de readaptaçao

de deficientes em fase adulta.
limitaçues experimentJdas pelo individuo em virtude da deficiencia
e da incapacidade; o 11al1Mcap t'efiete portanto as relações do individuo
com o seu meio, bem como sua adaptação ao rnesmo". (3)

*

563

�Nada pro;be o deficiente f;sico de frequentar escolas e
participar do sistema educacional.

Isso ocorre em termos

discurso, pois na realidade o que se vê são

cidades,

de

edif;-

cios, escolas e bibliotecas que reforçam a marginalização das
pessoas de mobilidade limitada.
Muito embora existam grupos preocupados com o

processo

educativo do deficiente f;sico, essa preocupação não acontece
na sociedade como um todo.

O problema torna-se

ainda

pior

quando se trata da readaptação do deficiente ao sistema
cativo.

Poucos são aqueles que, quando se vêem diante de

fato que limite sua mobilidade, conseguem continuar
dos no processo educacional.

eduum

integra-

Raras são as escolas e

univer-

sidades que possuem profissionais e estruturas adequados para
reabsorver este tipo de deficiente. A n;vel publico, então, ê
praticamente inexistente.
Destacando as bibliotecas dentro do contexto

universi-

tãrio brasileiro, verifica-se que são projetadas para as pes,soas fisicamente perfeitas, enquanto
deficientes apresentam, muitas vezes,

que para

os

barreiras

usuãrios
intranspo-

nlveis, refletindo o desinteresse e a discriminação dentro da
própria universidade.

Os responsãveis pelos projetos de cons-

trução dos prédios baseiam-se no pequeno numero de deficientes
f;sicos para justificar seu desinteresse pelos problemas
deficientes.

dos

Porem, as estat;sticas apontam um numero eleva-

do de incapacitados, dentro de uma faixa etãria que constitui
o publico universitário em potencial.
sor Paulo Saturnino
esta

pesquisa,

Figueiredo~em

Como afirma

depoimento

trata-se na verdade de um

564

o profes-

prestado
caso de

para
demanda

�reprimida". *

e

Claro está que a culpa desses fatos nao
dos profissionais de Biblioteconomia.
conjunto de preconceitos estabelecidos

inteiramente

Isto faz parte de
contra

fisico que parte da sociedade como um todo.

o

deficiente

Mas,

biblioteca universitária que exercer o seu papel

um

tendo

a

educacional

junto ã comunidade ã que serve, e tendo o deficiente fisico o
direito pleno ã educação, faz-se necessário que a

biblioteca

se antecipe e implemente alternativas que influenciem de

al-

guma forma outros setores envolvidos na responsabilidade

da

integração do deficiente.
Este trabalho, que tenta refletir sobre o uso da biblioteca universitária pelo deficiente flsico da

Universidade Fe-

deral de Minas Gerais-UFMG, foi definido a partir de uma serie
de fatores.

No decorrer das discussões da disciplina "Estudo

de Comportamento e Educação de Usuários", do Curso de Pôs-Graduação em Biblioteconomia da UFMG, o tema em questão sensibilizou o grupo de alunos, tendo em vista constatações

surpre-

endentes, entre elas a inexistência de infra-estrutura
quada ao atendimento a esse tipo de usuário.
foi verificada

ta~bem

ade-

Por outro lado,

a carência e a precariedade

de

traba-

lhos nessa linha temática, o que suscitou a curiosidade
motivou os alunos a desenvolverem um estudo sobre o

e

variado

leque de problemas advindos dessas constatações.

A

execução

da proposta preponderou então, como um dever de

consciência

profissional no sentido de discutir a questão, e possibilitar
elementos que subsidiem alternativas para o problema de defi-

* Vice-Diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas FAFICH. Paraplegico.

565

�ciente f1sico na Universidade, e mais especificamente nas bibliotecas.

2.

HIPOTESE

A hipótese que norteou este estudo
barreiras que dificultam o acesso dos

foi a existência de

deficientes físicos

visuais às bibliotecas da UFMG. devido a

e

uma infra-estrutura

inadequada.
Restringiu-se o trabalho ao estudo de alunos. ex-alunos
(formados a partir de 1970). professores e funcionários

da

UFMG. portadores das seguintes deficiências: visual (incluindo somente os portadores de cegueira total) e paralisia
tipos: hemiplegia, monoplegia. paraplegia. triplegia.

dos
tetra-

plegia. *

3.

METODOLOGIA
Devido i

escasse~

de trabalhos publicados que abordem a

problemãtica do deficiente f1sico enquanto usuário de bibliotecas universitãrias no Brasil, optou-se por um estudo exploratório dividido em etapas.

*

Cegueira: queda ou p~ivaçio parcial ou total/transitõria ou
permanente da visio.(4)
Paralisia: incapacidade total de realizar movimentos voluntãrios.
Hemiplegia: paralisia dos membros superiores e inferiores de um
mesmo lado; monoplegia: paralisia de um só membro; paraplegia:comprometimento dos membros superiores e dos dois inferiores; triplegia: comprometimento dos três membros; tetraplegia: comprometimento dos quatro membros. (5)

566

�Numa primeira fase,
ficienles

e

f~sicos

procedeu-se a identificação dos de-

visuais que fazem

parte da

comunidade

universitâria ( alunos, professores e funcionârios

da UFMG).

Nào existindo na UFMG um õrgao que fornecesse dados
sibilitassem

essa

identificação, foram feitas

que pos-

visitas

as

seguintes Unidades: Direito, Belas Artes, Biblioteconomia,Veterinâria, Letras, Educação, Odontologia, Engenharia, Medicina,

Ci~ncias

Econ6micas, Instituto de

sica, Faculdade de Filosofia e

Ci~ncias

Ci~ncias

Biolõgicas,MG-

Humanas,

Geoci~ncias.

Mesmo nesses locais, através das seções de ensino, houve
ficuldade para levantamento de nomes,

tendo sido

di-

necessârio

recorrer ã Coordenadoria de Apoio ao ueficiente e ao Instituto São Rafael, onde conseguiu-se complementação dos nomes

jâ

levantados. * Assim. com o objetivo de tornar mais significativos os resultados, decidiu-se incluir neste estudo os ex-a1unos da UFMG, formados a partir de 1970, identificados através
daqueles dois õrgaos.
Foram identificados trinta e cinco deficientes,
dez mulheres e vinte e cinco homens.

sendo

Desse total entrevista-

ram-se vinte e seis dos quais dez sao deficientes visuais,divididos igualmente entre alunos e ex-alunos e dezesseis deficientes

f~sicos,

divididos em dois funcionários, dois profes-

sores, onze alunos e um ex-aluno.
Procurou-se, através das entrevistas, verificar aspectos

* Coordenadoria de Apoio ao Deficiente: Drgão de apoio

e imp1ementaçao de programa especlfico para deficientes. ( Belo
Horizonte).
Instituto são Rafael: Instituto especializado para deficientes visuais. (Belo Horizonte).

567

�referentes ao relacionamento deficiente/biblioteca, procurando identificar seus principais problemas.

As questões formu-

ladas foram semi-dirigidas de forma a permitir uma maior

li-

berdade de expressão por parte dos entrevistados, procurandose abordar aspectos referentes a: frequência às bibliotecas da
UFMG, possiveis dificuldades de acesso, qualidade do

atendi-

mento, adequação do acervo (no caso de deficientes visuais).
Para comprovar a validade das informações fornecidas, adotouse a tecnica do incidente critico, solicitando-se a descrição
de um incidente marcante ocorrido durante uma ida

a

alguma

biblioteca da UFMG.
Alem das entrevistas, foram gravados depoimentos com

o

professor Paulo Roberto Saturnino Figueiredo (deficiente

fi-

sico) e com o professor Pedro Americo Souza Sobrinho, da

Es-

cola de Educação F;sica da UFMG, que desenvolve um
de readaptação do deficiente fisico.

trabalho

Essa atividade teve como

objetivo subsidiar o desenvolvimento do projeto, na medida em
que a literatura existente apresentou-se ineficaz quanto

a

uma abordagem mais profunda do problema.

4.

RESULTADOS DAS ENTREVISTAS

Os dez deficientes visuais entrevistados pertencem

ou

pertenceram aos cursos de Direito, Letras, Geociências, Comunicação Social, Hist6ria, Pedagogia

e

MGsica. Constatou-se

que a maioria frequentava bibliotecas antes de entrar para
Universidade, sendo mais citadas a

biblioteca do

a

Instituto

São Rafael, Biblioteca pGblica de Belo Horizonte e algumas do
interior, destacadas por possuirem um setor especifico para o

568

�d C' r- i &lt;: i
S

CO

(~

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cionada

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:

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ri;,

a pon ta ram a fill ta de se(]llrança apr'esf" nta da

Ul,

1a

ue

l'am:Jd

"n-

trada, pois suas laterais nào possuem corrimãos,
Outro problema apontado, e que atinge tanto
quanto os

outro~

os

deficientes ffsicos, refere-se ã

1 Imitação

de 10comoçiÍo r5pida, que os coloca em desvantagen,
de
~

ma t e r i a 1

b i 01 i o g r

cegos

l1iJ

obtenção

ã f i c o a p õ s a &lt;; a u 1 as. p (' 'j s e s.; ('

geralmente emprestado a quem chegai' primeiro ã
Em uma das unidades da UFMG, para se tentar

b~bljotec"
re~olver

problelllas dos deficientes visuais, cf'iou-se em 19iJS
para uso exclusivo desses

defi~jentes.

0S

um" sei1a

Contudo, dl6m d:

es-

tar separada da biblioteca, essa sala niío apresenta cundições
adequadas para o estudo individual, pois ê muito pequena
apresenta

UIl1

unico 2mbiente, impossibilitando assim, a

ção de urna fi ta &lt;Jra vada ou mesmo uma 1 ei tura s 'j 1 enci asa

e
audiem

B ra i 11 e .

Todos os entrevistados
bibl iotecas como bom.

qualificaram o atendimento

Porêm, quando questionados a

das

respeito

da necessidade de um atendimento especial, foi detectada

a

falta de pessoas disponTveis para ler em voz alta e para

au-

xiliã-los em trabalhos de pesquisa, comparação de textos

e

Foi sugerida inclusive a transcrição

em

gravação de fitas.

Braille das apostilas utilizadas nas diversas disciplinas dos
cursos como forma de melhorar o atendimento

nas bibl iotecas.

Alem disso, a narraçao de um fato marcante quanto ao uso

de

bibliotecas acabou por realçar a contradição relacionada

ao

atendimento qual ificado como bom, pois através

5ô9

desta

foram

�detectados problemas como: dificuldade
que atendam os usuãrios na

em

localizar pessoas

Biblioteca Central,

do pessoal da biblioteca em relação ao

roubo de

plicância quanto ã leitura em voz alta e ao uso

desconfiança
livros, imde gravador,

além de engano por parte de funcionãrio quanto ao livro solicitado por um deficiente visual.
Quanto ao serviço oferecido pela Fundação Universitãria
"Mendes Pimentel",

através do qual se coloca ã disposição dos

defi-

cientes visuais estagiãrios para leitura, foram detectados os
guintes problemas: a) os estagiârios não têm conhecimentos

se-

especi-

ficas das ãreas de estudo dos deficientes; b) numero insuficiente de estagiãrios disponíveis para atendimento; c)

atendi-

mento condicionado ã disponibilidade de horãrio dos estagiãrios.*
Dentre os doze alunos e ex-alunos
entrevistados, dez são portadores de

deficientes

físicos

deficiências mais grave

que os obriga a utilizar aparelhos, possuindo os dois restantes menor grau de dificuldade de locomoção.
Analisando-se a utilização de bibliotecas antes do

in-

gresso na Universidade, constatou-se que os deficientes físicos, assim como os visuais, frequentavam em
bibliotecas publicas e escolares.

maior numero

as

A respeito do acesso físi-

co a essas bibliotecas foram detectadas vãrias barreiras,
como: piso escorregadio, espaço insuficiente

para circulação

entre as estantes, excesso de escadas, falta de rampas,
sença de roletas, ausência de elevadores,

tais

pre-

altura dos catã10gos,

filas, ãrea de estacionamento de difícil acesso,

inadequação

das dependências do prédio em geral.
Constatou-se que na UFMG

os

deficientes

físicos fre-

* Entidade que tem por objetivo prestar serviços de apoio aos
estudantes da UFMG.

570

�q U .: n t a rn a Si b 1 i o t e c a Ce n ~ a 1 e a s bi b 1 i o te c a s d e
P~~-Graduaçio

~1 e d i

c i na,

do Institutc de Ciêlcias Bio16gicas, de

d c;

Enge-

nharia, de Direi to, de Veterlnãria, da Faculdade de Filosofia
e Ciências Humanas e do Departamento de Medicina Social. Nessas bi bl iotl:,ds repetem-se as mesmas barreiras encontradas nas
publicas e escolares,
Quanto ao atendimento hâ um consenso geral de que

os

funcionarios das bibl iotecas possuem boa vontade, mas nao demonstram aptidão para o atendimento especTfico de deficientes.
De n t r e o s f a tos ma r c a n te s r e 1 a t a dos d e s t a c "m - se: uma

ue -

e

da no recinto da biblioteca devido ao piso es:orregadio
impossibilidade de entrada com a pr6pria pasta, o que

~

a

impede

o defi ci ente 1 evar o ma ter i a 'I nas màos e, au mes:'!lO tempo, apoiar-se nos aparelhos.
Dos dois

fu~:icnarios

n

port&amp;iores de deficiência

entrevistados, um frequenta raramente a biblioteca da
onde trabalha, enquanto o outro nunca o faz.
ficuldades apontadas para o uso e nao uso

si

Cil

unidaa~

As principais di-

da

bibl ioteca são

as escadas e, no caso do segundo funcionãrio, o fato de
cadeira de rodas torna difTcil o acessoas bibliotecas.

usar
Entre-

tanto, conforme ele prEprio sugeriu, essa situação se modificaria se lhe fosse concedido um atendimento especial por

te-

lefone.
Quanto aos professores deficientes, um deles por
sentar baixo grau de dificuldade de

locomoção,

barreiras fTsicas no uso da biblioteca de sua

nao

apreapontou

unidade. O ou-

tro que teve uma deficiência temporãria que lhe ocasioou

gran-

de dificuldade de locomoção, frequenta vârias bibliotecas

na

571

�UFMG, e citou diversos problemas relacionados ao seu uso

du-

rante o tempo de sua deficiencia. Entre eles, a exigencia

de

permanecer em pe esperando serviços como xerox
agravados,muitas vezes, pela existencia

de

e

emprestimo

filas, o acesso

difícil a banheiros, cantinas, etc., e a dificuldade em subir
rampas e escadas por falta de corrimãos.

Como fato

marcante

citou a dificuldade de pesquisar nos catãlogos, vindo a
cobrir mais tarde, que poderia retirar as gavetas e

des-

utilizã-

las numa posição mais cômoda.

5.

RESULTADOS DOS DEPOIMENTOS

Os depoimentos tiveram por finalidade subsidiar

o

de-

senvolvimento do projeto, na medida em que a literatura existente apresentou lacunas quanto a uma abordagem específica do
problema.
Para o professor Paulo Roberto Saturnino Figueiredo,

a

" Universidade deveria ser, em termos prãticos, o ponto final
de treinamento e socialização do deficiente físico para
ele pudesse se tornar um profissional especializado".

que
Porem,

a "Universidade representa o fim de uma lôgica perversa contra
a qual a briga é política".

O fato dessa política

nao

ser

prioritãria se baseia nos argumentos de algumas pessoas, para
as quais não existe um numero de deficientes que
essa política.

justifique

Esquecem-se que na verdade ocorre uma demanda

reprimida, em consequencia da prôpria falta de condições
vorãveis de um atendimento especial

fa-

aos deficientes físicos,

nas escolas, universidades, circulação publica, etc.
Destacam-se a seguir algumas afirmações presentes no de-

572

�poimento do professor Paulo Roberto:
"A lógica do Sistema de Ensino e igual a do Sistema Capitalista".
"Na sociedade brasileira, o deficiente fisico

ê

o cidadão para o qual nem o fim de uma crise econômica, significa a esperança de uma vida integrada
e a possibilidade de garantir sua prôpria

sobre-

vivencia e de caminhar pelos dois eixos fundamentais para o ser humano que ê a possibilidade

de

amar e trabalhar com dignidade e interesse".
"Não existe conceito positivista de deficiencia ,
a definição ê histórica".
"O deficiente constitui-se deficiente pelo outro
e não por ele mesmo e pelas condiçôes ambientais".
"Ninguém e deficiente para si mesmo, mas

diante

de condições".
Para o professor Pedro Americo, a inserção

do

defici-

ente no mercado de trabalho depende do tipo de deficiência que
a pessoa tem, sua escolaridade, sua formação profissional
da educação como um todo.
ridade

e fundamental

Destaca o professor que a

e

escola-

para a profissionalização especializada,

porem no que diz respeito ã formaçao universitãria, a concorrencia torna-se injusta, pois concorrem poucos deficientes com
muitos nao-deficientes.
A UFMG nao oferece cursos que considerem a situação especifica do deficiente fisico, auditivo, visual, etc., e seus
profissionais não tem capacitação adequada para esse tipo
cl ientela.

de

Se, por um lado, as escolas especializadas possuem

condições e capacidade para atenderem aos deficientes,

573

por

�outro, acabam por tirar dos mesmos o convívio com os

não-de-

ficientes, prejudicando a interação entre os dois grupos.
Os predios universitários, da forma como são construídos, acabam por impedir o acesso aos indivíduos em cadeiras de rodas,
e ate mesmo daqueles que se locomovem com aparelhos.

Assim,

essas barreiras físicas acabam por não permitir que os

defi-

cientes obtenham uma formação que lhes daria melhores chances
na sua profissionalização.
O professor Pedro Americo ainda destaca a importância da
eliminação das barreiras físicas.
mente isso

não basta.

Entretanto, lembra que so-

Há necessidade tambem de uma

maior

flexibilidade nos currículos, diversificação das áreas de conhecimentos, aquisição de materiais especiais, etc.

A partir

daí poderia haver o aproveitamento do potencial do deficiente,
fazendo com que esse se sentisse ALUNO, abrindo-lhe assim,novos caminhos.

6.

RESULTADOS DO EXPERIMENTO

A ideia de realizar um experimento envolvendo deficientes físicos visava comprovar a

hipótese.

Entretanto,

gou-se conveniente fazê-lo atraves da gravação em

jul-

vídeo-cas-

sete, com o objetivo de mostrar as barreiras de uma

maneira

mais realista, e para sensibilizar os vários segmentos

da

Universidade que estariam envolvidos com a questão.
Não seria possível reproduzir essa imagem com fidelidade atraves de um documento escrito ou mesmo atraves de um documento fotográfico.

Necessitava-se de algo que trouxesse as

imagens em movimento, permitindo a visualização mais viva

574

e

�dinamicd das dificuldades encontradas.
cassete

~ostrou-se

Dessa forma, o video-

adequado para a real ização do teste. Dian-

te da escassez de recursos financeiros e do pouco tempo

dis-

ponivel, o trabalho de testar todas as bibliotecas da Univerpar~ceu

sidade

inviâvel.

Determinou-se então como base

teste a Biblioteca Central da UFMG.
tamb~m

Essa escolha

de

deveu-se

ao fato dessa bibl ioteca ter sido constru1da

visando

concentrar todo o acervo da Universidade, o que significa que
ela atenderia a todos os segmentos da comunidade universitâria.
Al~m

disso, seu

pr~dio

foi aberto ao pGblico em 1981, Ano In-

ternacional do Deficiente. Todas condições pareciam favorãveis
ao experimento.
A Coordenadoria de Apoio ao Deficiente Físico

auxiliou

no sentido de indicar duas moças portadoras de deficiência f1sica para colaborar nos testes.

O experimento em si

constou

de vãrias etapas, previamente estabelecidas a partir de

uma

visita ãs instalações da Biblioteca Central, onde detectou-se
barreiras físicas, e

tamb~m

de um roteiro para a gravação.

O

primeiro pento de observação constituiu-se na subida da rampa,
que dã acesso ã entrada principal do prêdio, por uma deficiente em cadeira de rodas.

Essa rampa, muito embora não

tenha

impossibilitado a sua entrada, tornou-a extremamente penosa e
cansativa.

A falta de corrimão ou grades laterais, ladeando a

mesma torna-a perigosa tanto para aqueles que se utilizam
cadeiras de rodas ou outros equipamentos, como para
tes visuais.

de

deficien-

Sobre esses ultimos, apesar de nào terem

sido

focalizados no experimento, obtivemos indicações dessas dificuldades

atrav~s

das entrevistas.

Os dois degraus local izados

no final da rampa impediram o acesso das deficientes de forma

575

�que as mesmas não conseguiram ultrapassã-los sozinhas.
Entre o vest;bulo e o hall principal do primeiro
mento existem duas roletas para controle
dos usuãrios.

de

pavi-

entrada e sa;da

Durante o experimento, constatou-se

que

para

passar a cadeira de rodas pelas roletas seria necessãrio

re-

tirar a deficiente da mesma.
Via de regra, o primeiro instrumento

utilizado

usuãrio dentro de uma biblioteca e o catãlogo.
Biblioteca Central, demonstrou-se que um
deficiencia f;sica tem dificuldades no
trumento.

por um

No caso

usuãrio portador de
uso

pleno desse ins-

A deficiente não conseguiu atingir todas as

tas, muito embora tenham sido abertas

da

pela mesma,

gave-

a leitura

das fichas catalogrãficas foi imposs;vel.

r

necessãrio esclarecer que o catãlogo

da

Biblioteca

Central, alem de fornecer dados sobre o seu acervo, tambem inclui o acervo de todas as outras bibliotecas da UFMG.
Foi verificado que nem todas as mesas para estudo individual

permitem a aproximação adequada de uma cadeira de ro-

das, pois a sua altura obstrui o acesso as mesmas.

Constatou-

se tambem que o balcão de atendimento, no setor de xerox, possui uma altura que naQ permitiu a visualização da

deficiente

pelo funcionãrio.
Em todos os pavimentos da Biblioteca Central
seções situadas em planos diferentes.

existem

No primeiro andar

lo-

caliza-se a Seção de Referência que fica num plano mais baixo.
No segundo e no terceiro pavimento existem planos mais

altos

onde estão localizadas uma sala de leitura e a Seção de Obras
Raras e Teses, respectivamente.

Jã no quarto andar hã a

leria de Arte que tambêm fica num plano mais alto.

Ga-

O acesso

a esses planos ê feito atraves de escadas, o que, alem de im-

576

�pedir a passagem do deficiente em cadeira de rodas, dificultJ
o acesso de deficientes com outros aparelhos.
Os elevadores devem se estender a todos os
de uma edificação.

pavimentos

Contudo, na Biblioteca Central, para

s~

tomar o elevador deve-se descer ao subsolo ou subir ao segundo andar, já que não existe acesso direto aos elevadores nesse
primeiro pavimento.

O painel de controle dos elevadores está

localizado a uma altura que não permitiu ã deficiente atingir
os botões que correspondem ao 3Q e 4Q andar.

A pequena

di-

mensão dos elevadores inviabilizou o movimento da cadeira

de

forma rápida.

do

Verificou-se não haver tambem apoio dentro

elevador, o que poderia ter provocado sua perda de equilibrio.
Os bebedouros instalados na Biblioteca Central,

embora

estejam localizados em locais de fácil acesso, com exceção do
bebedouro da Galeria de Arte, nao permitiram que a deficiente
conseguisse atingir o jato d'água de maneira que lhe possibilitasse beber da mesma - isso ocorreu devido ã altura dos bebedouros e a inexistência de um porta-copos disponivel, anexo
ao mesmo. *
Quanto aos banheiros, sao totalmente inadequados ã utilização por esse tipo de usuário.

As portas possuem uma aber-

tura estreita, dificultando a entrada da cadeira de rodas.
acesso ao vaso sanitário

e

totalmente impossivel, tambem

vido ã dimensão das portas, que no caso especifico se

O
de-

apre-

sentam ainda mais estreitas.
Inadequado tambem se apresentou o telefone publico, instalado na cantina, no subsolo, já que sua cabine alem de possuir

* Este bebedouro está instalado sobre um patamar que impede a
aproximação de cadeira de rodas.

577

�um vão de entrada bastante estreito, estã assentada sobre
patamar de aproximadamente 10cm.

um

Mesmo ao tentar utilizar

o

telefone do lado de fora, com outra pessoa auxiliando na discagem, o fio do fone não possui cumprimento suficiente

para

que esse chegasse ãs mãos da pe5soa na cadeira.
Como a Biblioteca Central não teve em seu

planejamento

a preocupação com esse tipo de usuãrio, tentou-se fazer de uma
entrada lateral, construida com a finalidade de carga e
carga de material, a via de acesso do deficiente ao

des-

interior

do predio. Isso fica bem claro, na medida em que uma placa

a

qualifica assim, alem de limitar o horãrio de 8:00 às 16:00 ,
sendo que o horãrio de funcionamento da Biblioteca e de
às 17:30 horas.

7:30

Se o problema fosse somente a visão negativa

e discriminatória em relação ao deficiente fisico, provocando
a comparação desse com um fardo que deve ser descarregado
determinado local, isso poderia ser contornado.

em

Contudo, essa

entrada acaba por tornar-se mais dificil e problemãtica que a
entrada principal.
tiva

e

O percurso que leva ate a entrada alterna-

acidentado e cheio de obstáculos.

O deficiente, usan-

do cadeira de rodas ou quaisquer outros equipamentos,

antes

de chegar à porta deve ultrapassar buracos, montes de pedras,
poças d'água e lama em dias de chuva, alem de uma grande distância.

Nessa entrada existe uma rampa, fato que talvez

te-

nha levado a se pensar na mesma como entrada para

deficiente

e

totalmente

fisico.

Todavia a rampa, alem de ser estreita,

inadequada, devido a sua grande declividade e largura insuficiente.
Caso o deficiente conseguisse romper todas essas barreiras

e chegasse ã porta, teria que contar ainda com a

578

sorte

�rlP encontrâ-la aberta,

jâ que estã permanentemente fechada

e

r:io hâ m'2ios de se comunicar com alguem no interior do predio.

Para tanto, ele teria que voltar, entrar pela porta principal
e solicitar que abrissem a entrada alternativa.

A I i ás,

pa ra

tomar conhecimento dessa entrada improvisada, o deficiente tem
que chegar ate o balcio de informaçio no interior da

biblio-

teca, jâ que nao existe externamente nenhuma orientação nesse
sentido.

Supondo que essa entrada em questão fosse viável, o

uso do primeiro pavimento seria vedado a esse usuário

diante

das barreiras das escadas e da inexistência de elevadores nesse espaço físico.

7.

CONCLUSí'IO

o problema das barreiras enfrentadas pelos

deficientes

físicos e visuais e um mero reflexo de toda uma estrutura

de

ensino que, por sua forma fechada e bastante autoritária, determina a exclusâo daqueles que não se

comp~tibilizam

modelos requeridos pela ótica capitalista.
que nao se identificam
produtivo.

Ou seja,

com

os

aqueles

com as demandas exigidas pelo sistema

"A Universidade representa a continuaçâo de

lógica perversa, contra a qual a briga e política ".

uma

(6)

A Universidade, só pelo fato de não apresentar o registro das pessoas

portad~ras

um descaso na forma

~e

de deficiência física, já demonstra

enfrentar o problema.

Assim

transpa-

rece a sua omissão, que se desdobra atraves de suas políticas
de ensino, pesquisa e extensão, onde aspectos relativos

ao

deficiente não são evidenciados e, se o são, acontecem de maneira acidental a portir do vo1untarismo e da sensibilidade de

5h'

�alguns membros da comunidade universitãria.

existam

Embora

essas iniciativas, a Universidade não as assimila, reproduzindo toda uma estrutura externa, omissa e discriminat6ria.
Uma iniciativa digna de nota é a da Escola de

Educação

Fisica, que vem desenvolvendo um programa de extensão voltado
para os deficientes fisicos e visuais, objetivando sua
integração ã sociedade através do esporte.

Cabe

maior

ressaltar

que essas iniciativas têm sido levadas graças ao esforço

de

alguns poucos professores e alunos, enfocando atividades

que

permitam a maior independência desses individuos. Entretanto,
esse trabalho permitirã em curto espaço de tempo a
desse enfoque ao curriculo escolar.

inclusão

Isso representa um passo

no sentido da formação de profissionais voltados para o deficiente.
A UFMG não tem cumprido o papel de adiantar-se ã demandas da sociedade.

Nessa posição de retaguarda, ela passa sim-

plesmente a reproduzir situações jã consolidadas, o que

no

caso de sua relação com o deficiente fisico torna-se patente,
ao deixar de propor soluções que o incorpore ao seu cotidiano.
A sua pr6pria prãtica reflete esse descaso: os curriculos são
rigidos; a metodologia de ensino não ê voltada para

atender

as limitações desse publico; apresenta uma serie de barreiras
arquitetõnicas que dificultam o seu acesso.

Sob esse ponto de

vista, nem sõ os deficientes seriam afetados, também se

en-

quadrariam ai o idoso que poderia vir a enfrentar, com o avanço da idade, as mesmas barreiras colocadas aos

deficientes

fisicos e os portadores de deficiência temporãria causada

por

acidente.
Apesar de não serem os unicos responsãveis pelos

580

pno-

�ble"as enfrentados pelos ,jeficient.t'"
aos bibliotecãrios

na

Universidade,

impedir que essas contradiç6es

dentro de seu espaço de atuação.
atingir efetivamente

Deveriam

aconteçam

então,

objetivos vinculados a sua

cabe

procurar
função mais
tamb~m

ampla, de transformar a biblioteca em um espaço aberto

ã discussões de natureza politico-social.
Não adianta falar em biblioteca para todos,

se

na sua

entrada degraus e uma roleta excluem a

possibilidade de

deficiente ter

E, uma vez lã dentro,

~cesso

ao seu interior.

não poder ser o mais independente possivel para

e~ercer

um

o seu

direito de se informar, realizar pesquisas ou simplesmente se
sentir aluno da Universidade da qual faz parte como
outro não-deficiente.

Nesse caso,

tamb~m

ve-se alijado do processo universitãrio
recursos que o subsidiem no uso

do

qualquer

o deficiente visual
quando

não encontra

acervo bicliogrãfico

dis-

ponivel ou quando, munindo-se por conta própria desses recursos nao pode exercer seu direito de uso da biblioteca
suas atividades "incomodam" o leitor normal.

porque

Até que ponto a

criação de uma sala especial para esses deficientes fora

da

biblioteca, não se torna também um mecanismo de exclusão

ca-

muflado pelo argumento de que o espaço da

biblioteca não

o

comporta?
Parece que a conclusão óbvia para

a qual

se

caminha,

analisando os resultados deste trabalho, é a de que os serviços, ou qualquer condição que favoreça o deficiente

na

Uni-

versidade, deve ser revisto ou pt'Oposto a partir da ótica desse,
atendendo às suas expectativas e aprendendo con ele como atendê-lo melhor.
Assim, o serviço de leitores

581

para deficientes

visuais

�oferecido pela Fundação Universitâria "Mendes Pimentel",

o

trabalho desempenhado pelos bibliotecâriose funcionários nas
bibliotecas da UFMG, as condições ambientais e arquitetônicas
no conjunto da Universidade poderiam refletir uma politica democrãtica mais condizente com seu papel de inovar e propor soluções.
Finalmente, baseando-se nos resultados deste estudo, pode-se afirmar que a hipôtese que orientou o mesmo foi
mente confirmada.

total-

Ou seja, as bibliotecas da UFMG, devido

uma infra-estrutura inadequada

a

possuem barreiras que limitam

e, muitas vezes, impedem o acesso e utilização pelos deficientes fisicos e visuais.

Obs.:

O projeto desta pesquisa foi apresentado ã disciplina
"Estudo de Comportamento e Educação

de

Usuários" do

Curso de Pôs-Graduação em Biblioteconomia da UFMG.
Orientação de: Profa. Jeannete Marguerite Kremer
Equipe:

Evelin Rodriguez Antunes
Fãtima Serio Silva
Gilberto da Costa Magalhães
Jülia Gonçalves da Silveira
Maria Augusta B. de Sampaio
Maria Beatriz Almeida S. Bretas
Maria de Lourdes Côrtes Romanelli

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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              <text>Estudo das barreiras que interferem na utilização das bibliotecas da UFMG pelos deficientes físicos e visuais. Apresentação da metodologia utilizada e de resultados das entrevistas, dos depoimentos e do experimento gravado em vídeo-cassete. Conclusões.</text>
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