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                  <text>COU 002.2:378
COO 002.075

DIVULGAÇÃO DA PROOUÇÃo CIEll'ríFICA E CULTURAL
lIMS IRSTITUIÇâES DE ENSDIO; OS CASOS DA BIBLIOTECA NACIONAL
E DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE IIIRAS GERAIS

Maria das Graças TARGINO*

ArÚúi.Ae e qLJ.e4:t5i.onamen..to do4 :tex:t04
cenvza.w
do painel.. "O.i...vulgação da fJ'UXÚlção
c.i...en.t.1..tica
e c:.u.Lt.wta.l ciaA .i...rt4:t.i...:tJ.U..ç.Õe4 de ert4in.o
4upe
JUnI/.." 'Painel.. coft4tante da 'PI/.of}/tamaç.ão do " 5 g
5em.in.évuo Nac.i...ona.l de B.i..b.l.i...o:teca4
Un.i..veI/.4.i..
~ ", 'PolI.to A.lef}/te, 12 a 16 de i-aneiAo d-;
1987. Tex:t04 cen:tl/.a.i..4 ana.l.i.Aado4: "A B.i..b.l.Lote
ca Nac.i...ona.l~ banco de dado4 da fJ/I.oduç.ão c.i...enil
tica e c:.u.Lt.wta.l bl/.a4.i....leiAa
(ALVE5, 1987)
-;
"?I/.odução c.i...en.t.1..tica cu.l:tull.a.l da4 .i...rt4ti:tu.i..ç.ãe4
de ert4in.o 4U[XVt.i...OI/. - I ftI emóll..i..a J n:te.lec:tua-l..
da
Urt.i..veI/.4.i...dade F edel/.a.l de ftlin.a4 r;el/.a.i..4 I " ( {](]R

Çé5, 1987).

'Pa.laVlI.a4-chave:. 'PI/.oduç.ão c.i...en:tltica cu.l:tUA.a.l
ftlemãll..i..a da4 .i...rt4:t.i...:tu.i..ç.Õe4
ftlemãll..i..a in.tel..ectua.l
B.i...b.l.i...oteca Nac.i...ona.l

* Mestre em Biblioteconomia e Professor Adjunto
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Fede
ral do Piauí-Coordenadoria de Informação em C &amp; T

255

�1

INTRODuçÃO
Como parte da programaçao do "5 i

Seminário Nacional de

Bibliotecas Universitárias", participamos, na função de

debate
Cultural

dor, do Painel " Divulgação da Produção Cientifica e
das Instituições de Ensino Superior".

A discussão das questões relativas ao tema, fundamentase nos textos centrais do Painel, apresentados por ALVES

(1987)

e BORGES (1987).
No trabalho intitulado: "A Biblioteca Nacional,

banco

de dados da produção cientifica e cultural brasileira", ALVES e!:!.
foca a reestruturação da Biblioteca Nacional, a partir de
de modo a assumir seu papel de maior centro de pesquisa
gráfica e documental do Brasil. Para a consecução dos

1982,

biblio
objetivos

propostos, entre as ações da Biblioteca Nacional constam a impl~
mentação do Banco Nacional de Teses, bem como, a busca de

uma

aproximação mais efetiva com as bibliotecas universitárias, atra
"és do "Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias"(PNBu).
BORGES, sob o titulo: "Produção cientifica
das instituições de ensino superior -

cultural

'Memória Intelectual

Universidade Federal de l&gt;linas Gerais' " ressalta a

da

necessidade

de preservação e disseminação da memória intelectual das

uni ver

sidades brasileiras, a partir da experiência particular da UFMG,
através do Projeto "Memória Intelectual".
O cerne do debate se constitui,sem dúvida, na

obser

vaça; de como têm se comportado as universidades brasileiras dian
te da incumbência" natuA.a.l" de preservar sua memória.
Desta forma, apesar da especificidade dos casos

aqui

relatados, nos detivemos em analisar os fatos diretamente

lig~

dos ao tema básico, temendo concorrer para um eventual desvirtua
mento do Painel.

256

�Para melhor compreensao, cada texto e discutido

em

separado, seguinuo-3e uma conclusão geral.
2

O CASO DA BIBLIO'I'ECA BAC.IOIIAL

Em primeiro lugar, nos contrapomos a colocação
ALVES (1987) de que " ••• a pa'l.:t.i'l. de 1982,
ciona.l

de

a 8ib.lio:t.eca

I :t.O'l.nOU-4e ap:t.a a a44umi'l. 4eu pape.l de .lide'l.ança,

ciando a unidade

p'l.Op~

4i4:t.êmica num p.lano naci..ona.l compa:t.lve.l

4i4tema4 inte'l.nacionai4.". Decerto, essa Entidade vem

com

desenvol

vendo esforços para se habilitar a assumir esse papel ••• Porém,
mesmo estimulados a perseguir os objetivos de transformar a

Bi

blioteca Nacional em um organismo formulador de pollticas e exe
pr~

cutor de medidas de preservação, controle e divulgação da
dução intelectual nacional, seus administradores têm que

estar

conscientes de que muitas dificuldades persistem. Entre elas: o
descrédito que paira sobre a Biblioteca Nacional por seus anos e
anos de inércia e marasmo; o hábito do brasileiro de não
prir a legislação em vigor (e não apenas o Decreto n 2
1907

cum
1.825/

institui o depósito legal); a imensidão do Brasil; a

relevância que continua sendo dada pelos governantes

ir

brasilei

ros aos assuntos culturais e bibliotecários, os empecilhos para
manter uma periodicidade adequada

à "Bibliografia Brasileira

e, no caso especifico das lES, sobretudo, o distanciamento
tido entre essas Instituições e a Biblioteca Nacional,

li,

man

durante

longo tempo.
Da mesma forma, e emocional a afirmação de que a
blioteca Nacional

é

li • • •

Bi

o úni..co ó'l.gão b'l.a4i...lei..'l.o

da pJ1.e-:leJ1.vação de memó'I..t.a e-:lc'I..t.ta.".(ALVES, 1987). Assim

proc!:,

dendo, a autora nega o objetivo básico de todas as bibliotecas,
independente da tipologia, no sentido de preservarem e

dissemi

narem a produção emergente da comunidade na qual estão

inseri

das. Não é exatamente para discutir o posicionamento das bibli.o

257

�tecas universitárias ante essa função, que aqui estamos? O regl
mento da Biblioteca Central da UFPI, elaborado há 14 anos,
previa como um dos objetivos: "documen:tall. a-1 a.i..i..v.i..dade-1

ja

un.i..vell.

-1oólI.e a lI.eg...i..ão NO'l.:te/NolI.de-1:te.".(UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ,

1973,p.1) .
Quanto as diretrizes e açoes da Biblioteca Nacional e
do PNBu, sua interligação parece evidente e bem

exemplificada

pela apresentadora. É também oportuna sua proposta de

acrescen

tar ao PNBu, um item especifico visando incentivar a cooperaçao
das bibliotecas universitá~ias,tanto no desenvolvimento

elo

"Banco de Dados da Produção Documental Brasileira", como

no

"Programa Banco de Teses".
No caso deste último Programa a "v..i..a clI.uc.i..-1" do

con

trole bibliográfico de dissertações e teses brasileiras

foi

descrita, em 1977, por CAMPELLO &amp; CALDEIRA. Transcorridos

dez

anos, em nossa opinião, a situação de penúria prossegue.
Monta-se um Programa intitulado "Banco de Te-1e-1".Afir
ma-se que
"
a [J.i..ól..i..o:teca Nac.i..onal, a pall.:t.i..1I. de -1e:temóll.o de
1983, pa-1-1ou a -1ell. et~~vamen~e I o g.1I...i..to é nO-1-1O
I
a guall.d..i..ã da plI.odução c.i..en:tlt..i..ca e cul:tulI.al pll.odu~.i..
da pela-1 un..i..vell.-1.i..dade-1 do Pal-1 e da ed.i..:tada pOli. ÓII.~
-1.i..le.i..lI.o-1 no ex:tell...i..oll..". (ALVES, 1987).

Descobre-se a inexistência de recursos humanos e financeiros p~
ra a.consecuçao desses objetivos. Montam-se projetos, a

partir

de reunioes com a CAPES, ocorridas em 1985. Até o presente

mo

mento, aguarda-se o parecer da Financiadora para execuçao

elos

projetos. Não teria sido mais sensato e racional, planejar

e

buscar recursos, antes de assumir o encargo? O planejamento nao
precede a ação? E ainda, o questionamento: como está a
do Catálogo de Teses 82/84?

258

edição

�3

O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE IIDIAS GERAIS

Em se tratando do trabalho de BORGES (1987), é

pr~

ciso, antes de tudo, tentar buscar solução para a primeira que~
tão identificada: a produção cientifica cultural das
tuições de Ensino Superior" (IES) não tem recebido

"Insti
tratamento

adequado por parte das bibliotecas. Por que? No caso especifico
da UFMG, a origem dessa Instituição aparece como um dos

prov~

veis indicadores .•. No entanto, se a questão, a grosso

modo,

atinge as outras IES, devem existir justificativas amplas e

de

caráter geral.
Para nós, embora possa parecer una conclusão simplista e até si.m
plória, a resposta se alicerça na própria evolução histórica da

biblioteca

cano instituição. É impossivel relegar os séculos de imobilidade que
ram da biblioteca un organismo estático.Este fato tem

fize

dificul tado

adaptação dessa instituição aos fenômenos dinâmicos que

a
marcam

os tempos atuais, bem como, o estabelecimento de diretrizes que
lhe possibilitem acompanhar a forma acelerada de como as

trans

formações sociais se processam.
Mesmo assim, a situação de descaso à preservaçao,
acesso e a disseminação da documentação gerada no âmbito
nossas IES tem sido, pouco a pouco, amenizada, face à

ao
das

execuçao

de iniciativas concretas. Entre elas:
a) número crescente de trabalhos sobre produção
tifica e cultural de entidades,dentro da literatura

cien

bibliole

conômica nacional.
Exemplificando: além de um numero razoável de

arti

gos; no ano próximo passado, a Frofi. Dinah Aguiar Población de
fendeu,

junto à Universidade de são Paulo, a primeira tese

doutorado brasileira sobre o tema: "Avaliação da Produção
ti fica do Corpo Docente da Àrea de Saúde, 1980 a 1983".

259

de
Cien

�b) numero cada vez maior de catálogos emanados
IES, arrolando dissertações, teses e trabalhos

das

diversificados,

da autoria dos seus integrantes.
Entre vários catálogos, estio: "Pesquisas em Execuçio
na Universidade Federal do Pará (UFPA, 1986)"; "Trabalhos Publ.!.
cados: resumos (Universidade Federal de Pelotas, 1986)";"

Pro

duçio científica da Pós-Graduaçio, 1984 (UFF, 1985)"; "Catálogo
da Produçio Científica do Centro de Ciências Sociais Aplicadas(
UFPb, 1984)".
c) a introduçio deste assunto no temário de encontros
desta natureza, o que ocorre pela primeira vez.
Em vez de indicar negligência anterior, caracteriza a
tentativa empreendida pela biblioteca e bibliotecário

universi

tários com o fim de acompanharem a evolução sócio-cultural, ev~
lução esta, marcada por fatores diversos, como: desenvolvimento
da indústria gráfica; crescimento da produçio bibliográfica; p~
pularizaçio do ensino e do livro; implantaçio de mais

universi

dades e mais cursos de graduaçio; desenvolvimento da

inforrnáti

cai ênfase maior à pesquisa em algumas universidades

brasilei

ras; explosio da pós-graduação no Brasil, entre outros.
No entanto, por uma questio de honestidade, e

mister

ressaltar que, em casos freqüentes, essas iniciativas de

recup~

raçao da produçio intelectual das instituições têm se constitui
do em responsabilidade de outros setores das IES, que nao

as

bibliotecas •••
Ainda com referência às colocações de BORGES (1987),a
coleta de teses com a !'inalidade de servir de suporte ao
grama de Comutaçio Bibliográfica" -

"Pro

(COMUT), nos parece uma

vi

são otimista ou especifica à realidade mineira. Isto porque,até
fins de 1986, uma das limitações do COMUT se referia ao tipo de
material comutado e a localizaçio, ou seja, restrito a
cações periódicas localizadas no Brasil. (TARGINO, 1986).

260

publ.!.

�Quanto ao desenvolvimento do "Projeto Memória Intelec
tual da UFMG" é válida a inclusão de subprojetos especificos p!"!
ra:
pubLi..caçõ e-1 pelti..õdi..c,.a-1 edi..t.ada-1 na UFMf;.t.e-1 e-1 def-endi..da-1 na UFMf;,

e

f-olta dMt.a, poli.

memblto-1;

-1eu.-1

outlta-1 pub~i..caçõe-1 e pltodução altt.Z-1t.i..ca de

memblto-1

da UFMf;. ". (BORGES, 1987).

Apenas no que tange ao emprego do termo - tese -,
gerimos à autora, acrescentar o termo - dissertação -, face

su

à

polêmica vigente no meio universitário brasileiro. Para estudio
sos, como BARRASS (1979), a palavra tese indica uma

proposição

que alguém apresenta para ser defendida, podendo, pois, ser

em

pregada como sinSnimo de dissertação. Outros, entre os quais,S~
LOMON (1979) e SEVERINO (1984) concordam que a tese e
tação são monografias cientificas servindo-se de um

disser
racioc1nio

rigoroso e lógico, no entanto, atribuem à tese, maior

profundl

dade e maior originalidade. Aliás, este parece ser o pensamento
do próprio "Conselho Federal de Educação" (CFE).
E, partindo do pressuposto de que o curso de
do propicia

Doutora

oportunidades de uma abordagem mais criativa

e

mais consistente, tem sido a prática usual chamar "di..-1-1eltt.ação"
ao trabalho final dos cursos de mestrado e "t.C'-1e", ao resultado
final dos cursos de doutorado.
O bibliotecário, quando do registro da memória

das

instituições, deve estar apto a conviver com a terminologia

am

pIa e/ou ambígua desses trabalhos monográficos.
Em relação ao subprojeto de coleta de dissertações

e

teses, temos duas observações. A primeira, referente à metodol~
gia. Recomendar1amos que a Administração Superior das IES cria~
sem um dispositivo legal, determinando a cada Mestrando ou
torando, ao final do Curso, entregar à universidade de

261

Dou

origem,

�um numero "x" de exemplares do trabalho final, conforme as

ne

cessidades especIficas de cada entidade. Aliás, várias IES,

in

clusive a UFPI, já vêm adotando tal recurso, o qual requer

en

trosamento entre bibliotecas e pró-reitorias de pós-graduação.
cu~

No que concerne as instituições mantenedoras dos

sos de pós-graduação, estas têm estipulado, diversiCicadamente,
o procedimento de coleta e distribuição dos exemplares,
do, sempre, a universidade de origem" a

de~cobell..to",

deixan
e,

o

que é mais grave, a Biblioteca Nacional sem total segurança

do

recebimento desse material.
Seria conveniente a interferência do CFE nesta

que~

tão?
A segunda observação a coleta de teses proposta
BORGES (1987), diz respeito

à

por

disseminação/divulgação. Além das

listagens computarizadas, as quais, sem d~vida, permitem

uma

atualização rápida e eficiente, seria aconselhável a edição anu
aI de catálogos arrolando esse material. Apesar do custo,
se-ia umà publicação com vantagens de manuseio, de

ter~

armazenamen

to, de durabilidade, de difusão mais ampla, e até mesmo, do PO!!
to de vista cultural, mais atrativa.
NO caso especifico da UFPI, através da

"Pró-Reitoria

de Pesquisa e Pós-Graduação" (PRPPG), após assumirmos a Coorden~
doria de Informação em Ciência e Tecnologia, conseguimos editar
os volumes dois e três desses catálogos, estando em fase de
pressão o quarto volume. A interferência da Biblioteca

im

Central

tem ocorrido, na medida em que, após o cadastramento, esta ass~
me o encargo de armazenar e acessar o material, auxiliando, tam
bém, na divulgação.
Em se tratando do subprojeto "outll..a~ pub-L.icaçõe.-j" , co
incidentemente, vivenciamos, em 1986, experiência simila~,o que
nos permite opinar sobre a metodologia e disseminação, ambos em

262

�estudo, na UFMG.
De forma sucinta, a metodologia seguiu os
passos: encaminhamento a todos

seguintes

os docentes, de correspondência

e rormulário para preenchimento dos dados referenciais dos
balhos publicados; contato direto com as Direções dos

tra

Centros

de Ensino e Chefias dos Departamentos, no sentido de

reforçar

a solicitação; comparecimento às reuniões Departamentais,

qua~

do possível, também como reforço; coleta dos formulários;

recu

peração dos documentos através de novo pedido de doação e remes
sa desse material à Biblioteca Central, após tickagem dos

da

dos.
Para a disseminação/divulgação elaboramos o

Catálogo

anual "Produção Intelectual da Univers~dade Federal do

Piauí;

1984-1985", o qual, no caso da UFMG, poderia conviver com

lis

tas computarizadas.
Resta-nos saber até que ponto e exequível o

Projeto

da UFMG, quando pretende coletar, preservar e divulgar a

pr~

dução intelectual dos corpos docente, discente e técnico/admin~
trativo da Instituição. Não seria mais producente, nu ~a~e
c~a.l,

~n~

tentar identificar os trabalhos dos docentes, individuais

ou em colaboração com outros professores, técnicos e alunos?
4

CONCWSÃO

É necessário, pois, qua a classe bibliotecária

conscientize, como co-responsável junto à Biblioteca

se

Nacional,

do encargo de acompanhar a produção bibliográfica espalhada

p~

lo território brasileiro, e mais especificamente, pelas IES bra
sileiras, sem que isto lhe pareça "a aven.tu.l/.a da model/.n.i..dade"ou
um modismo a mais no meio biblioteconômico. É preciso confiança
na reestruturação da Biblioteca Nacional, assegurando a

exe

cuçao de um trabalho coperativo e, em decorrência, mais

abran

gente e profícuo. No entanto, tal procedimento não pode e

263

nem

�deve excluir o encargo natural de

outros orgaos, no tratamento

e difusão da informação. No caso especifico da coleta de teses,
é possivel que outras instituições, como a CAPES e o IBICT pro~
sigam a difundir este material, desde que adotem

processos

técnicos uniformes. Aceitamos o argumento que possa surgir

de
essas

entidades possuem argumentos sólidos que justifiquem tal

dupl!

cação, temos que consolidar a idéia de que, em um Pais como

o

nosso, a disseminação nunca ocorre excessivamente.
Finalmente, o exemplo da UFMG deve ser visto como

um

parâmetro a ser seguido pelas outras Universidades e por outras
bibliotecas. Isto porque, a partir do momento em que o bibliote
cário estende o olhar para além de sua mesa de trabalho, ident!
ficando e valorizando a produção intelectual da comunidade,está
concorrendo para assegurar

à biblioteca sua função

eminentemen

te social, e, portanto, valorizando a própria profissão.

Ana.l~.iA

and q,u.eA:t.i.orUnf}. o," :the cen.tAa.l
:themeA o," :the
pai.ne.l
d.iACU44-LOn
"'Pub~f}. o," :the 5cienli4c
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Cu.l.twt.a.l 'PI/.oduction o,"
Un-iVeM.i...:ti..e4"
a4 {J/leAen.ied -in :the pl/.of}.l/.am o,"
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"f -Lf.:th Na:t.i.ona.l 5 em-Lnall. o,"
Un-iVeMLtIJ
L.(.bl/.all.-i.eA", 'P01Ú.O A.l.ef}.l/.e,
:Januall.1J

1987.

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brasileira. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE

Nacional,
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to Alegre, Universidade Federal do Rio Grande

do

Sul, Secretaria de Ensino Superior,1987.(No prelo).
BARRASS, Robert.

~s

cientistas precisam escrever;guia

264

�de redação para cientistas, engenheiros e

estudan

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BORGES, Stella Maris. Produção cientifica

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Gerais-

UFMG". In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVER
sitárias, 5., Porto Alegre, 1987. Anais...

Porto

Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do

Sul,

Secretaria de Ensino Superior, 1987.(No prelo).
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Controle de teses no Brasil.

Rev~sta

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Bibliotecono.ia da UFRC, Belo Horizonte, 6 (2):196Z04,

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MONTE-MOR, Jannice de Mello. Controle

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nacional. Revista da Escola de Bibliotecona.ia

da

UFRG, Belo Horizonte, 10(1):1-12, mar. 1981.

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Biblioteca

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SALOMON, Délcio Vieira. Ca.o fazer uma .anograCia;el~
mentos de metodologia de trabalho cientifico. 6.ed.
Belo Horizonte, Interlivros, 1979. 317 p.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Retodologia do

trabalho

cientifico. 11. ed. são Paulo, Cortez, 1984. 195 p.

TARGINO, Maria das Graças. Avaliação do Programa

de

Comutação Bibliográfica no Estado do Piaui. Revista
de Bibliotecona.ia de Brasilia, Brasilia, 14

(1):

117-26, jan./jun. 1986.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ. Biblioteca Central. Re
giuento Interno. Teresina, 1973. 4 f.

265

�RELATORIO TeCNICO DO 59 SNBU
1

INTRODUÇÃO

ContandQ com a participação de 423 bibliotecários,
(SNBU)
o 59 Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
discutiu e apresentou sugestões ao Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU), produzindo estudos e recomendações nas áreas de:
a) avaliação de co~eções de periódicos;
b) rede automatizada de intercâmbio de dados bibliográficos e
documentários;
c) divulgação da produção científica e cultural das instituições de ensino superior;
d) composição do quadro funcional de bibliotecas universitárias;
e) curso de especialização em bibliotecas universitárias.
Foram realizadas quatorze sessões plenárias (inclui~
do a sessão solene de abertura, cinco painéis, conferencias dos
convidados estrangeiros, seis sessões de ternário livre e a ses
são plenária de encerramento) e constituídos cinco grupos de
trabalho que tiveram a oportunidade de aprofundar estudos sobre assuntos específicos.
Foram também oferecidos onze cursos, abordando dife
rentes áreas de interesse dos bibliotecários atuantes em bibliotecas universitárias, além de outras atividades e eventos.
2

ESTRUTURA
A dinâmica de trabalho adotada pelo 59 SNBU incluiu:

- a apresentação de trabalhos oficiais, encomendados de especialistas nas respectivas áreas, em painéis dos quais participaram os autores e debatedores;
- o debate dos trabalhos em plenário , com o objetivo de obter a ampla participação dos profissionais presentes;
- a discussão dos trabalhos propriamente ditos e das contribuições dos debatedores e do plenário em grupos de trabalhos,

267

�com o objetivo de analisar e consolidar as colaborações;
- a apresentação das recomendações na Sessão Plenária de Encerramento do 59 ~.
3

RELATORIO

~

SESSÕES PLENARIAS E DOS GRUPOS DE TRABALHO

3.1 Sessões plenárias
3.1.1 Sessão Solene de Abertura
Foi. presidida pelo Magnífico Reitor da UFRGS, prof.
Francisco Luiz dos Santos Ferraz. Não pode comparecer o coordenador da CAPES, prof. Edson Machado de Souza. Fizeram-se p~
sentes também diversas autoridades do meio educacional e biblioteconômico.
3.1.2 Conferências oficiais
As duas conferências oficiais, enfocando o Plano Na
cional de Bibliotecas Universitárias e o Programa de Aquisição Planificada de Periódicos para as Bibliotecas Universitárias, foram apresentadas pelos representantes da SESU, prof.
Derblay Galvão (substituindo o prof. Paulo Elpídio de Menezes
Neto) e a profa. Yone Sepulveda Chastinet. A coordenação da
sessao esteve a cargo do vice-reitor da UFRGS, Prof. Gerhard
Jacob.
3.1.3 Painéis
Nos cinco painéis foram apresentados os trabalhos
oficiais sobre os respectivos subtemas do 59 SNBU, em cujas
sessões também participaram debatedores convidados. Após essas apresentações seguiram-se as discussões com o plenário.
Não está sendo publicado nestes anais o trabalho
da painelista Maria Martha de Carvalho porque a mesma deixou
de apresentá-lo por escrito.

·268

�3.1.4

Confer~ncias

Tr~s

dos convidados estrangeiros

bibliotecários

estrangeiros (dois da

América

Latina e um dos Estados Unidos) expuseram a situação de suas
redes e sistemas nacionais de bibliotecas universitárias, tro
cando

experi~ncias

com os bibliotecários brasileiros.

3.1.5 Sessões de ternário livre
Os vinte e um trabalhos livres apresentados

ao

59

distribuídos

em

trabalhos deixaram de ser apresentados

em

SNBU foram agrupados pelo respectivo tema e
seis sessoes.

Tr~s

plenário pelo não comparecimento de seus autores (RacheI Joffily Abath, Arnélia Silveira e Maria Teresinha Dias de Andrade &amp; Sophia Cornbluth Szarfarc).
3.1.6 Sessão de Encerramento
A sessão contou com a participação de representante
da SESU, Profa. Leila Magalhães Zerlotti Mercadante. Foram apresentados o relato do Seminário pela Relatora geral e as re
comendações propostas pelos Grupos de Trabalho. Foram também
anunciados os trabalhos premiados e divulgado o local de realização do próximo SNBU (ver item 6 e 7) .
3.2 Grupos de trabalho
Os grupos de trabalho se reuniram sempre após ores
pectivo painel, incluindo os apresentadores, debatedores e cQ
ordenadores do Painel e membros convidados. Cada grupo discutiu e analisou seu próprio tema, tendo apresentado as
tões e recomendações relatadas na parte 111.
4

RELATÓRIO DOS CURSOS
Os dados finais sobre os cursos de curta

oferecidos durante o 59 SNBU são os seguintes:
4.1
4.2
4.3
4.4

suges-

Número
Número
Número
Número

de
de
de
de

cursos oferecidos: 11
vagas oferecidas: 310
vagas preenchidas: 185
horas/aula por curso: 12

269

duração

�4.5

Número total de horas/aula proferidas: 132

4.6

Cursos e ministrantes:

a) TREINAMENTO DE USU~RIOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSIT~RIAS: teo
Jacira
ria e prática para a elaboração de programas, por
Gil Bernardes e Liane Maria Pires da Costa, Membros do Gru
po de Trabalho em Estudo e Treinamento de Usuários da Biblioteca Central da UFRGS.
Número de participantes: 17
b) SELEÇÃO DE MATERIAL BIBLIOG~FICO EM BIBLIOTECAS UNIVERSIT~IAS, por Helena Osorio Lehnen e demais membros do Grupo
de Trabalho em Avaliação, Seleção e Descarte de
Coleções
da Biblioteca Central da UFRGS.
Número de participantes: 18
c) INDEXAÇÃO, por Evangelina Veiga, Professora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS.
Número de participantes: 22
d) AVALIAÇÃO DE PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS, por Gilda Maria Braga,
professora do Curso de pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicação da UFRJ.
Número de participantes: 15
e) AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE REFE~NCIA, por Cecília Alves Ober
hofer, professora do Curso de pós-Graduação da Informação
da Escola de Comunicação da UFRJ.
Número de participantes: 10
f) ACESSO A BASE DE DADOS, por Ilza Lopes, coordenadora do con
vênio CNPq-IBICT/INPI - Núcleo de Informação.
Número de participantes: 12
g) SERVIÇOS DE ALERTA, por Gilda Gama Queiróz, bibliotecária
do Centro de Informações Nucleares da Comissão Nacional de
Energia Nuclear.
Número de participantes: 16
h) OBRAS RARAS: coleções especiais, por Lygia Cunha, bibliot~
cária-chefe da Divisão de Referência Especializada da Biblioteca Nacional.
Número de participantes: 8

270

�i) A PROBLEMÂTICA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRABALHO, por
Herta Darcy Hess, psicóloga, técnica do Centro de Estudos
e Pesquisas em Administração da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS.
Número de participantes: 25

j) INFORMATICA BAsICA, por Roberto Cabral de Mello Borges,P~
fessor do Centro de Processamento de Dados da UFRGS.
Número de participantes: 10
k) SISTEMAS DE SINAIS PARA BIBLIOTECAS, por Joaquim Fonseca,
professor do Departamento de Comunicação da Faculdade
de
Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS.
Número de participantes: 32
4.7 Avaliação geral
- quanto aos temas escolhidos e ao conteúdo desenvolvido:
Temas muito interessantes e conteúdos capazes de propiciarem atualização de conhecimento e/ou visualização da necessidade de serem ampliados os estudos nos assuntos tratados.
- quanto aos ministrantes:
Unanimentemente considerados com profundo conhecimento
do
assunto, acessíveis à troca de experiências e abertos à for
mulação de todos os níveis de perguntas. Didática muito boa.
- quanto à organização em geral:
Apoio excelente. Críticas recebidas: pouco número de horas
para cada curso e coincidência do horário dos cursos com ati
vidades do Seminário.
5

RELATORIO DAS ATIVIDADES PARALELAS

Além de propiciar a reunião informal de diversos gr~
pos com interesse especIfico, durante o 59 SNBU foram realizados os seguintes encontros e atividades:
5.1

REUNIÃO DA FEBAB PARA CRIACÃO DA COMISSÃO BRASILEIRA
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÂRIAS
Objetivo: criar a Comissão Brasileira de Biblioecas

271

�Universitárias,

volt~da

para os interesses dos

profissionais

sem interferir na política destas bibliotecas.
Resultados: após análise e discussão do documento "Bibliotecas Universitárias e a FEBAB" elaborado pela ~
sora da FEBAB, Dinah Aguiar Pob1ación, foi legitimada a crJ~­
~ão da ComissjQ. Foi proposto também que, no decorrer do próximo Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
seja estudada a possibilidade da Comissão incorporar o grupo
de bibliotecas especializadas (anexos I e 11).

5.2 19 ENCONTRO DE BIBLIOTECARIOS ESPECIALISTAS EM EDUCAÇÃO
FtSlCA
Objetivo: Consolidar o Sistema Brasileiro de Documentação e Informação Desportiva (SIBRADIB)
Resultados: Participaram do Fncontro seis representantes de cinco IES de Educação Física, que iniciaram~
de interligação para a consolidação do Sistema, o qual é cooE
de nado por Maria Lúcia Bastos Marques, do CEDOC da Universida
de Federal de Minas Gerais.
5.3 REUNIÃO DA COMISSÃO BRASILEIRA DE INFORMAÇÃO E DOCUMENTAçÃO

BIO~DICA

Objetivo: Expor a situação dos convênios
dos com a BlREME.

firma-

Resultados: O Encontro contou com 16 participantes, representando onze instituições, e foi coordenado
por
Regina Figueiredo Castro, coordenadora da Rede Nacional
da
BlREME. Foram analisadas as atuações e atribuições de cada bi
b1ioteca face aos convênios.
5.4 OUTRAS REUNIÕES
Além destas reuniões formais, realizaram-se, informalmente, eventos entre bibliotecários com interesses comuns, eomó por exemplo, os das áreas de Direito e Ciências So
ciais.

272

�6

TRABALHOS PREMIADOS

Conforme mencionado anteriormente, os vinte e umtra
balhos constantes do temário livre apresentados ao 59 SNBU fo
ram analisados pela Comissão de premiação, instituIda pela Co
missão Organizadora e composta pelas professoras HagarEspanha
Gomes (UFF) e Ida Regina Chittõ Stumpf (UFRGS) e pelas bibli~
tecárias da Comissão Técnica, Heloisa Benetti Schreiner, Hele
na Osorio Lehnen e June Magda Rosa Scharnberg (UFRGS). A Comissão indicou os seguintes trabalhos para receberem os
mios de Cz$ 3.000,00 cada um:

prê-

a) Deficientes fIsicos e visuais: barreiras na utilização das
bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais.
MAGALHÃES, Gilberto da Costa et alii.
b) Análise das citações da produção cientIfica do Instituto
de FIsica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
BERTO, Zuleika et alii.
c) Biblioteca Universitária: uma análise do trabalho bibliote
cário.
ABATH, RacheI Joffily.
Recebeu, ainda, Menção Honrosa o trabalho:
Treinamento para auxiliares bolsistas da Biblioteca Central
da UFRGS.
OLIVEIRA, Beatriz Marona de &amp; FERNANDES, Miriam
Velei Barcellos.
Os trabalhos foram julgados pela sua originalidade,
impacto nas bibliotecas universitárias e metodologias aprese~
tada.
7

PROXIMO SNBU

Na Sessão de Encerramento a Presidente do 59
SNBU
leu o ofIcio recebido da UFPa, oferecendo-se para sediar o 69
SNBU na cidade de Belém, tendo o local sido aprovado pelo pl~
nário.

273

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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