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                  <text>EXPERI~NCIA EM AUTOMAÇÃO DE UM GRUPO DE BIBLIOTECÁRIOS DA

UFRJ

Maria Aríete P.BDias - Coordenadora
Dalila Capetine Balmas Eloisa Helena
P. de Almeida Luzimar Alves de Lima
Manuel da Silva Rodrígues Maria Nilce
Bezerra Cardoso Virginia Lucia V.
Pelegrino Bibliotecárias do "Grupo de
Automação" da UFRJ.

O trabalho relata as experiências de um
grupo de Bibliotecários da automação, nas
Bibliotecas do Centro de Ciências Jurídicas e
Econômicas - CCJE e Centro de Filosofia e
Ciências Humanas - CFCH da UFRJ. Mostra
a metodologia utilizada para o planejamento
dos serviços, o estabelecimento das rotinas
do trabalho, as etapas percorridas, as dificuldades encontradas e o esforço empreendido,
objetivando-se chegar a um aperfeiçoamento
das técnicas do Sistema de Automação,
desta Universidade.
1 INTRODUÇÃO
Com o avanço da tecnologia em informática, fica difícil o bibliotecário não
sentir necessidade de seguir nessa direção, que conduz as informações de maneira mais rápida e eficaz ao seu usuário.
Nos tempos atuais é imperativo que as bibliotecas participem de Sistemas
de Automação para não correrem o risco de se transformar em meros depósitos
estáticos de material bibliográfico.
O conhecimento atualmente, avança a passos largos e a ciencia e tecnologia acompanham. Consequentemente a informação precisa agilizar-se para al-

275

�cancar seus objetivos. O ritmo do aprender tem que acompanhar a velocidade da
produção do conhecimento, para haver equilíbrio.
A biblioteca precisa usar novas técnicas de armazenamento e difusão das
informações, a fim de acompanhar o progresso da nossa era, sob pena de perder
a importância e a responsabilidade que tem como órgão armazenador e transmissor de conhecimento.
Em julho de 1987, na UFRJ após diversas reuniões entre representantes do
Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) e bibliotecários do Centro de Ciências
Jurídicas e Econômicas (CCJE) e Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) foi decidido recrutar através de anúncios nos jornais locais, oito bibliotecários
para dar início ao processo de automação das bibliotecas desses centros. Até então o Sistema estava sendo desenvolvido pelas bibliotecas do Centro de Tecnologia (CT) e Centro de Ciências de Matemática da Natureza (CCMN) com o apoio do
NCE.
Para agilizar e tentar uma maior rapidez nesse processo, foi decidido formar
um grupo de profissionais para dedicação exclusiva ao Sistema de Automação, o
qual seria intinerante passaria por todas as bibliotecas a serem automatizadas.
Como nesta ocasião já existia uma comissão do Sistema de Informação
(SIBI), encarregada de tratar de assuntos relativos as bibliotecas da UFRJ, a
mesma foi procurada pelas bibliotecárias responsáveis pelas bibliotecas deste
centro e analista de sistemas.
Foram, então, designadas 2 bibliotecárias desta Comissão, pertencentes ao
CT e CCMN, que juntamente com as responsáveis pelas bibliotecas interessadas
em entrar no Sistema de Automação fizeram a selação dos currículos e realizaram
as entrevistas para cadastrar assim, o primeiro grupo, que imediatamente deu início aos trabalhos da automação no CCJE.
Um mês depois foi sentido a necessidade de aumentar o número de profissionais para estes serviços a mesma comissão de recrutamento selecionou mais
5 bibliotecários a fim de que paralelamente se procedesse a automação no CCJE e
CFCH.
A experiência do trabalho dos bibliotecários, nesta tarefa, será relatada nos
itens a seguir.
2 PLANEJAMENTO
O primeiro grupo de bibliotecários iniciou os trabalhos no CCJE, pela Biblioteca da COPPEAD em julho de 1987 e atualmente parte dele continua naquela unidade, enquanto alguns componentes foram deslocados para a Biblioteca do Insti-

276

�tuto de Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) em abril de 1988 em julho do
mesmo ano para a Biblioteca da Faculdade de Economia (FEA).
No CFCH a automação iniciou pela Biblioteca do Instituto de Psicologia, em
março de 1988, onde o grupo pôde desenvolver um trabalho experimental em função do pequeno acervo existente nesta unidade.
Atualmente esses bibliotecários encontram-se na Biblioteca da Faculdade de
Educação dando continuidade aos processos técnicos da automação.
Para dar início aos trabalhos, foi realizado um treinamento do pessoal para o
preenchimento das planilhas, ministrado por bibliotecários do CT e CCMN, onde o
sistema já estava implantado há alguns anos.
Após o treinamento, foram realizadas reuniões entre o grupo de bibliotecários da automação e os responsáveis por cada unidade onde a mesma seria implantada, quando então, as rotinas de trabalho começaram a ser determinadas e
distribuídas.

3 METODOLOGIA DO TRABALHO
Para o desenvolvimento dos serviços do Sistema de Automação nas bibliotecas, foram criadas rotinas relatadas a seguir.
Deve-se ressaltar que estas rotinas são modificadas em cada unidade,
adaptando às necessidades ou ao ritmo de trabalho de cada biblioteca.
3.1 Registro

É a primeira etapa de todo processo técnico, que trata da entrada de qualquer material bibliográfico na biblioteca. Tem por finalidade:
- verificar a totalidade do acervo existente;
- fomecer informações pertinentes ao documento, tais como: número e data
do registro, origem (compra, doação, permuta), fornecedor, número e data
da nota fiscal e preço.
3.1.1 Processamento
- levantamento dos dados de entrada do material bibliográfico, através do li
vro de tombo, das notasfiscais edo fichário de aquisição já existentes na
biblioteca;

277

�- carimbar todo e qualquer documento a ser tratado, com o carimbo comum
da biblioteca na página de rosto e também dentro do documento e com o
carimbo de registro da biblioteca no verso da página de rosto ou no pé da
primeira folha em branco, a critério de cada unidade;
- preencher os dados de entrada contidos no carimbo de registro;
- formar um jogo de cinco folhas de planilhas, grampear e colocar dentro do
documento (Anexo 1);
- colar uma etiqueta no carimbo de registro do documento e a outra na primeira folha da planilha;
- fazer duas fichas pré-catalográficas: uma será incluída no catálogo de
controle do próprio registro e a outra seguirá dentro do documento para
ser arquivada no fichário topográfico pelo classificador. Em algumas bíbliotecas estas fichas são substituídas pelas de aquisição e registro,
contendo todos os dados de catalogação. Neste caso, as fichas são colocadas dentro do documento até que esteja processado, e só então são
arquivadas nos fichários correspondentes. O objetivo destes fichários é o
controle de todo material já processado na biblioteca;
- encaminhar o documento para a próxima etapa que é a catalogação.
3.2 Catalogação
No processamento técnico do material bibliográfico das bibliotecas da
UFRJ, são utilizadas as normas de catalogação de acorco com Anglo
American Cataloging Rules 11 (AACR 11). Como o sistema atualmente não permite,
em alguns casos, a aplicação dessas normas na íntegra, torna-se necessário
algumas adaptações, como por exemplo; na alfabetização do título, nos campos de
Título Uniforme e Notas Complementares (notas de conteúdo, de tese).
A catalogação é precedida de uma pesquisa nas microfichas da Fundação
Getúlio Vargas, com a finalidade de uniformizar as entradas de autoria, gerando um
catálogo de autoridade. A ficha deste catálogo contém o nome do autor e seu respectivo número de Cutter.
Com o mesmo objetivo formou-se um catálogo de Série cuja ficha consta do
título adotado e, a nível de esclarecimento, anota-se o nome do local e editor aos
quais pertence.
O Sistema de Automação não permite o desdobramento de fichas secundárias de título e remissivas, portanto, cabe ainda ao catalogador informar da necessidade de datilografar estas fichas.
O Campo Editora, no Sistema é identificar através de códigos, resultando

278

�listagens que devem ser pesquisadas cada vez que o catalogador precisar registrar este ítem na planilha. Exemplo:
Companhia Editora Nacional

18 - Editor (li!)

Entrada

-~) 101 015 1 3 1 2 1
4S

49

Salda

SÃO PAULO: CIA ED NACIONAL

3.3 Cabeçalhos de Assunto
Com o aperfeiçoamento da indexação de material bibliográfico através do
Sistema de Automação das bibliotecas da UFRJ, sentiu-se a necessidade de reestruturar as listagens de cabeçalhos de assunto já existentes, para obter um alto
nivel na recuperação da informação e satisfazer com precisão as necessidades an
comunidade científica e técnica.
Foram criados grupos de estudo formados por profissionais do "Grupo de
Automação" e bibliotecários da UFRJ com a finalidade de elaborar uma listagem
para cada Centro, que atendesse as exigências do Sistema de Automação e de
seus usuários, facilitando assim o intercâmbio da informação entre as unidades.
Para a elaboração das listagens de cabeçalhos de assunto, os grupos de
estudo seguiram as seguintes etapas:
- levantamento de todos os assuntos existentes nos catálogos de cada biblioteca;
- fixação de normas para apresentação de cabeçalhos de assunto com o
objetivo de uniformizar a indexação;
- análise, seleção e estruturação dos termos com a devida consulta em
obras gerais de cabeçalho de assunto, vocabulários específicos, tesauros
dicionários, além de consultas aos especialistas das áreas envolvidas.

279

�Exemplos:
· Lista Geral de Cabeçalhos de Assunto (CNPq/IBICT)
· Library of Congresso Subject Headings (LC)
· Vocabulário Controlado Básico - PRODASEN
· Macrothesaurus OCDE
· Relação de cabeçalhos de assunto do Sistema Bibliodata da Fundação
Getúlio Vargas (microfichas) . INTERVOC - vocabulário controlado do
Ministério do Interior. EUDISED - Thesaurus multilingue para o
processamento da informação em
educação. Thesaurus Brasileiro da
Educação (INEP)
· compatibilização dos termos selecionados e ordenação alfabética em
microcomputador, possibilitando a atualização das listagens.
A automação' das bibliotecas do CCJE e CFCH está sendo realizada por
unidades portanto as listagens de cabeçalhos de assunto, como instrumento dinâmico deste trabalho, estão sujeitas a constante análise e avaliação pelos grupos
de estudos, objetivando detectar as modificações, acréscimo e supressões para
seu aperfeiçoamento e atualização.
3.4 Classificação
Para classificar o material bibliográfico das Bibliotecas da UFRJ, foram mantidos os sistemas já utilizados como: a Classificação Decimal de Dewey (CDD) no
CCJE e CFCH e a Classificação Decimal Universal no IFCS.
No processo de classificação são utilizadas as listas de cabeçalhos de assunto da UFRJ, mencionadas no item 3.3.
Os assuntos não encontrados são separados e encaminhados ao "Grupo de
Estudo" que através de pesquisas em obras gerais ou especializadas, identifica-os
alimentando as listas de cabeçalhos de assunto.
Após determinar o assunto e o número de classificação, transcreve-se estes
dados para a planilha e para a ficha pré-catalográfica completando assim o processamento técnico.
3.5 Preparo e Liberação de Movimentos ou Lotes de Planilhas
Relataremos a seguir os procedimentos técnicos realizados desde o preparo

280

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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