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                  <text>ANTEPROJETO DE CONSTRUÇÃO DA NOVA SEDE PARA A BIBLIOTECA
CENTRAL DA UNIFOR

Paulo Régis Assumpção
Arquiteto
Leonilha Maria Brasileiro de Oliveira
Bibliotecária

Introdução
A Universidade de Fortaleza, criada pela Fundação Edson Queiroz em 1971,
começou suas atividades acadêmicas em março de 1973. Concebida, desde o
princípio, como um projeto global num único "Campus" Universitário, a UNIFOR
abriu com 16 cursos e 4 Centros de Ciências, prevendo-se metas de ampliação física gradual em três fases (Coelho, Universidade de Fortaleza s/d, pág. 23)
Na primeira fase, como condição "sine quo", foi erguido, no centro do "campus", o prédio da Biblioteca Central José Dias Macêdo que, no entanto, abrigou até
1980, no segundo andar, também as dependências da Reitoria, ficando-lhe reservado o espaço térreo, numa área de 1936,36m2.
A partir da criação da Biblioteca Central até 1980, o acervo de livros e periódicos teve um crescimento constante, através de um processo de aquisição regular, embora este se tenha desenvolvido aleatoriamente, uma vez que todas as
áreas de ciências e os respectivos cursos precisavam, de qualquer maneira receber obras básicas.
Com o aumento acentuado do corpo discente, principalmente a partir de
1975, quando foram introduzidos dois vestibulares por ano, o número de alunos
estabeleceu-se, de 1979 a 1982, em torno de 10.500, enquanto o número de volumes da Biblioteca aumentou para mais de 24.000. (Vide Quadro 1).
No entanto, nos anos de 1979 e 1980 verificou-se uma queda sensível nas
consultas, tanto no setor de empréstimos quanto no de periódicos. (Vide Quadro
1). Este fenômeno se explica quando se sabe que a Biblioteca Central dispunha de
apenas duas bibiotecárias que só puderam se dedicar ao registro de entrada dos
livros e à orietação do empréstimo no turno diurno noturno. Conseqüentemente o
acervo, até então, se encontrava apenas com o registro de entrada e separado por

�área de ciência, sem outro tratamento técnico especializado em termos de classificação e etiquetagem.
Com base nesta situação e tendo a Reitoria, em 1980, sido transferido para
edificação própria, a Administração superior da Universidade empreendeu, em
1981, a execução do projeto chamado "Atualização do Acervo" que, na verdade,
respresentava, de um lado, o redimensionamento físico, já que a Biblioteca iria
ocupar o espaço originalmente lhe destinado, e por outro lado significava a organização técnica do acervo.
Assim, uma equipe de 25 técnicos em biblioteconomia e auxiliares, em regime de serviços prestados, executou, de 19.01.81 a 15.12.81, a classificação e
catalogação de todo o material bibliográfico existente. Foi nesta oportunidade, que
o Setor de Periódicos ocupou o andar superior da Biblioteca, onde foram também
instaladas as salas da chefia e do setor técnico, ocupando, em conjunto, uma área
de 367,68 m2.
Com o melhor aproveitamento da parte térrea e criados os Setor de Consulta
(86,62m2) e Salas de Leitura (186,70m2), o espaço físico destinado ao acervo foi
duplicado, sendo os livros acondicionados em centenas de estantes de ferro padronizadas.
Iniciada esta segunda etapa, verificou-se que o uso do serviços da biblioteca
aumetou substancialmente: os empréstimos subiram de 10.531 em 1980, para
23.894 em 1981, isto ainda durante o ano da "Atualização", alcançando em 1982
34.176 empréstimos, enquanto o número de inscrição de leitores passou de 596,
em 1980, para 2.365 em 1981.
A segunda fase caracterizou-se por uma organização interna do serviço
técnico, consulbstanciado na implantação definitiva do serviço de permuta, especialização de uma bibliotecária para o setor de periódicos e aumento constante de
titulo do acervo. Para a aquisição de novos títulos, houve, em 1982, a participação
explícita dos professores que, por Centro e por Departamento, procederam a uma
revisão da bibliografia de suas respectivas disciplinas, confrontando-a com a disponibilidade do acervo da biblioteca. A partir deste levantamento foi possível dimensionar, com relativa precisão e por disciplinas, as lacunas existentes nos títulos em cada área de ciências.
No mesmo período iniciaram-se os primeiros estudos sobre a automação
e informatização dos serviços, principalmente do registro, do empréstimo e para
fins de divulgação por área. Apesar de ter havido intercâmbio intensivo com experiências de implantação de automação em bibliotecas de grande porte, principalmente no centro-sul do país e participação em congressos específicos sobre o assunto, a UNIFOR, até hoje, não se definia para nenhum tipo determinado de auto-

�mação, embora esteja convencida que tal caminho é inevitável e necessário. Adquiriu para tanto, no início de 1988, um microcomputador e solicitou a orientação de
um analista.
Preocupada com a melhora quantitativa e qualitativa da Biblioteca, a Administração Superior da Universidade convidou, em julho de 1986, a professora Maria
Carmem Romcy de Carvalho, do Instituto Brasileiro de Informação, Ciência e Tecnologia - IBICT, para a execução de uma consultoria na Biblioteca Central. Com a
participação das então bibliotecárias, o trabalho teve por objetivo "levantar dados
do acervo de livros e periódicos, tendo em vista a elaboração e análise de indicadores e padrões e sugerir diretrizes para plano de desenvolvimento do acervo a
médio prazo".
Nas sugestões e comentários de referidas Consultoria ficou clara a necessidade de incrementar os títulos de livros dos cursos novos, Turismo, Fonoaudiologia, Psicologia e Informática, bem como dos cursos de Educação Física, Fisioterapia e Direito, estes últimos por não oferecerem um título do Núcleo Específico por
aluno. Sugeriu ainda a duplicação de determinados títulos para melhor atendimento
aos usuários. Quanto ao espaço físico, o Relatório de Consultoria recomendou a
ampliação de oferta de assuntos para os usuários, bem como do mobiliário para
armazenamento do material bibliográfico. Deu ainda sugestões sobre a iluminação
de vários ambientes.
Se a Consultoria da Profª Carmem Romcy avaliou, com muita propriedade, o
aspecto qualitativo do acervo, a Universidade, hoje, se vê às voltas, de um lado,
com o espaço físico já totalmente ocupado e, de outro lado, com problemas técnicos de difícil solução na situação física atual.
Foi por isso que, em março de 1988, a Biblioteca Central recebeu a assessoria do Consultor Antonio Miranda Lisboa de Carvalho, Chefe do Departamento
de Biblioteconomia da UnB, para, juntamente com a equipe de bibliotecárias, elaborar um estudo de proposta de projeto de uma nova Biblioteca, dentro das normas
recomendadas de distribuição de ambientes e de projeção de espaço físico para o
futuro.
O presente ante-projeto configura o resultado deste estudo.
Justificativa
Tendo em vista o crescimento constante do corpo discente da Universidade
de Fortaleza, chegando no segundo semestre de 1986 a ultrapassar 14.000 alunos, aumentou igualmente o uso da Biblioteca, principalmente nos setores de empréstimo, de consulta e de leitura livre. Esta tendência inevitavelmente deverá se
fortalecer, uma vez que os quatro cursos recém criados de Turismo, Fonoaudiologia, Psicologia e Informática ampliam gradativamente o fluxo de alunos e professo-

�res para a Biblioteca. De tal sorte que, hoje, a UNIFOR se defronto com a necessidade de expansão urgente de sua Biblioteca Central e conseqüentemente, a partir da tendência registrada, com a necessidade de ampliar e diversificar os seus
serviços.
Por isso, partindo-se do princípio que a Biblioteca representa a infra-estrutura básica para o estímulo e desenvolvimento de qualquer produção científica, seja
a nível de especialização ou de pesquisa, ela requer capacidade científica e autonomia tecnológica para prestar serviços imediatos e a curto prazo aos seus usuários.
Considerando que o aumento da demanda de todos os setores vitais da Biblioteca, obriga a uma ampliação necessária e criteriosa do espaço físico, baseado
num padrão de crescimento projetado para esta Universidade nos proximos decênios.
Levando em consideração que a UNESCO estabelece como parâmetro a
proporção de 40 livros/alunos, a nível internacional e tendo, no caso da UNIFOR, a
proporção de 4 livros/ alunos, propõe-se um padrão médio a atingir de 10 livros/alunos.
Considerando que, a partir de estudos técnicos nacionais e locais, há necessidade de redimensionamento também da relação da área para o pessoal administrativo e melhor acomodação, recomendada pela auditoria técnica, principalmente quanto à temperatura-ambiente e ventilação;
Considerando que a implantação gradual de cursos de pós-graduação e
conseqüente implementação da pesquisa exige, além de livros básicos, igualmente
a aquisição, em grau crescente, de livros técnicos e periódicos especializados,
exigindo também ampliação considerável do acervo documental com respectivos
espaços;
Visto ainda, que o processo de automação, há anos em estudo e, em 1988,
iniciado com a aquisição de um microcomputador SCOPUS, deverá ser implantado
agora definitivamente em todas as fases, desde a aquisição e catalogação até o
empréstimo;
Considerando, também, que para o conhecimento do acervo, por parte de
alunos e professores, se pretende reestruturar o atendimento ao usuário, através
do livre acesso ao acervo de livros e periódicos com respectivas áreas anexas para leitura;
E é aqui se caracteriza a mudança maior, um novo conceito, saimos sistema
de armazenamento e empréstimo catalogado para uma biblioteca de livre acesso,
em condições de multiplicar em muito os benefícios, simplificando e permitindo o
contacto direto com o livro legado até agora peto contato a uma ficha.

�Conclui-se que a construção de um novo prédio se torna imprescindível e
imperiosa, a fim de que a Biblioteca Central possa abrigar todos os serviços redimensionados, assim como os novos a serem criados em decorrência daqueles,
conforme elencados no item 4.
1 OBJETIVOS
O Presente estudo, a partir das considerações formuladas acima, pretende:
1.1. Detalhar quantitativo e qualitativamente o programa para construção do
novo prédio para a Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza;
1.2. Propor a otimização dos serviços inerentes a uma Biblioteca moderna e
central, na reformulação de novos conceitos;
1.3. Demonstrar as condições de intensificação da utilização da Biblioteca
Central da UNIFOR, pelo corpo docente e discente, a fim de implementar a produção científica, a nível de graduação, pós-graduação e pesquisa.
2 O PARTIDO
Atendendo à orientação e discussão mantidas com o Consultor Antonio Miranda Lisboa de Carvalho e às exigências técnico-cientfficas de segurança e estéticas, foram levadas em consideração as seguintes recomendações de natureza
técnico-arquitetônica.

2.1. Localização
O novo prédio da Biblioteca Central está projetado num local aprasível e
arejado, cercado de coqueiros e outro tipo de arbonização. Situa-se próximo à Divisão de Assuntos Estudantis - DAE, freqüentada por todos os alunos em função
da vida acadêmica, equidistantes dos Centros de Ciências Administrativas e Humanas, de um lado e o Centro de Ciências Tecnológicas, do outro, enquanto o
Centro de Ciências da Saúde e da Natureza estão localizados ao oeste daquelas
linha.
A área em questão tem-se acesso, de todos os lados, por vias asfaltadas,
facilitando a articulação com o sistema de transporte de pessoal ede carga e prevê uma grande área em seu entorno a ser utilizada por praças e áreas verde de
projeção aos ruidos provenientes de outras áreas.

�2.2. Dimensionamento
A área física calculada para a Biblioteca Centrai é de 4.900m2 ambientes ver
anexo 1 e 2, desenvolvida horizontalmente apesar de 2(dois) pavimentos, mede 84
metros na dimensão maior e 37,5 metros na menor.
2.3. Estrutura e Técnicas Construtivas
A solução do Edifício foi sugerida em dois pavimentos de áreas mais ou menos iguais, sendo que o primeiro menor que o segundo, de forma a receber a proteção do pavimento superior tendo no primeiro pavimento acomodados provocanda
pelos balanços deste (marquise) os serviços principais, direção, processos técnicos, etc. E no segundo (superior) o acervo mor e o setor de periódicos.
Uma edificação eminentemente horizontal, onde se procuravas soluções
adequadas ao nosso clima, estudando-se elementos que pudessem minimizar ao
máximo a penetração direta de sol, tais como pergolas e marquises pois este fator
é por demais prejudicial às encadernações e ao papel e incômoda aos leitores.
Recomendamos que os vidros fossem, de cor (fumê ou pro-sol) e utilizados com a
proteção adequada a cada ambiente.
As soluções de estrutura e técnicas construtivas, baseam-se no sistema
convencional de concreto armado, estudado na modulação adequada para que
fossem evitados grandes vãos porém construído com a capacidade para suportar
um peso bruto de 750kg/m2, a fim de dar flexibilidade de uso com possibilidades de
colocar estantes de livros em qualquer parte do edifício.
Sugerimos a utilização de reboco nas lajes alvenaria de tijolo branco (de
diatomita) nas paredes externas e o tijolo cerâmico (furado) para as paredes internas, pois teríamos externamente maior controle térmico e mais segurança e infiltrações causadas por paredes de tijolo cerâmico não impermeabilizados. Por fim,
as considerações arquitetônicas de forma geral foram, criadas mais pela dimensão
da obra do que por elementos arquitetônicos mirabolantes ou "plásticos formais"
que encareçarem a obra. Buscando-se a eficiência maior na proporção entre os
espaços úteis e não úteis, sem desperdícios.
2.4 Iluminação, Acústica e Ventilação
A iluminação suficientemente difusa e de intensidade apropriada a cada área
de trabalho, buscou-se um tipo de luminária que proporcione uma luz sem brilho e
disposta de forma a que se possa ter uma iluminação uniforme em todas as áreas

�públicas, de modo que as estantes de livro e acomodações para leitura pudessem
ser dispotas em qualquer posição desejada.
De uma maneira geral as áreas públicas e de estudo e de trabalho de uma
biblioteca não são barulhentas, porém o silêncio não deixa de ser uma preocupação, minimizando-se dentro do possível ruídos no edifício, com preocupações
maiores quanto ao forro e ao piso, assim como e equipamento mecânico do sistema de refrigeração, para se evite a penetração do ruído através do sistema, em
áreas onde os ruídos podem distrair o pessoal ocupado em trabalhos que exigem
muita concentração.
A preocupação com a ventilação ou conforto ambiental mereceu uma atenção redobrada, considerando-se o clima do nordeste e a problemática específica
de uma biblioteca, onde grandes aberturas trazem problemas com a umidades e
com a chuva e ventos fortes, e pequenas aberturas elevam bastante a temperatura
ambiente.
A inviabilidade de custos para a solução de refrigeração total da biblioteca,
nos levou a considerar a opção de ventilação natural e reforçada por ventiladores
de teto disposta com a especial atenção junto a iluminação (efeito estromboscópio). Porém não se deixou de considerar na solução arquitetônica, disposições que
permitam ventilação natural contínua, proporcionada por uma ventilação cruzada
contínua e renovada (ver justificativa do local de implantação).
3 ANEXOS
3.1. Distribuição do programa de ambientes, mobilia e pessoal (Anexo 1)
3.2. Discriminação dos Ambientes e pré-dimensionamento.
3.3. Planta baixa esquemática da Biblioteca existente.
3.4. Planta baixa pav. térreo do novo projeto.
3.5. Planta baixa pav. superior do novo projeto.
3.6. Fachadas e corte esquemático do novo projeto.

�ANEXO - 01
RELAÇÃO DE AMBIENTES com Pré-Dimensionamento
01 -- Portaria (Floyer) usuários
02- - Portaria p/ funcionários (Cont, Ponto)
03- - Saguão de Atendimento
04- - Área para catálogos (fichário)
05- - Guarda Volumes
06- - Xerox
07- - Cabines Telefônicas
08- - Tesouraria
09- - Sala Bibliotecária do Empréstimo
10- - Setor de Auxiliares do Empréstimo
1 1 - - Banheiros Coletivos Masculino
12- - Banheiros Coletivos Feminino
13- - Bebedouros
14- - Área de Estudo (LEITURA LIVRE)
15- - Coleção de Referência-Cativa (REFERÊNCIA)
16- - Sala Bibliotecária da Referência
17- - Sala da Coordenação
18- - Secretária da Coordenação / Espera
19- - Depósito p/ Catálogo
20- - Sala de Procedimentos Técnicos (Catai. /Class.)
21- - Setor de Recebimento e Intercâmbio
22- - Almoxarifado
23- -Copa
24- - Descanso
25- - Banheiro Funcionários Masculino
26- - Banheiros Funcionários Feminino
27- - Sala para Computação
28- - Coleções AUDIO-VISUAIS
29- - Fitoteca /EQUIPAMENTOS
30- - Sala de Projeção
3 1 - - Coleções ESPECIAIS
32- - Coleção GERAL (ACERVO)
32- - Coleção de PERIÓDICOS
33- - Escadas
34- - EXPOSIÇÕES
Sub-Total
(área útil)
Área Construída (acréscimo de 10%) = 5.000,00 m2
* Área prevista da obra;
O primeiro projeto : 5.021,52 m2
Área da Reforma Completa: 4.837,70 m2

-

100,00 m2
30,00 m2
150,00 m2
50,00 m2
40,00 m2
40,00 m2
30,00 m2
15,00 m2
20,00 m2
30,00 m2
15,00 m2
15.00 m2
10,00 m2
500,00 m2
500,00 m2
15,00 m2
30,00 m2
30,00 m2
10,00m2
160,00 m2
100.00 m2
10,00 m2
20,00 m2
20,00 m2
15,00 m2
15,00 m 2
30,00 m2
80,00 m2
20,00 m2
60,00 m2
100,00 m2
1.700,00 m2
500,00 m2
30,00 m2
200,00 m2

= 4.690,00 m2

�BIBLIOTECA CENTRAL - QUADRO 1 - EVOLuçÃO DE INDICADORES
N'? DE

ANO
1973
1974
1975
1976
1977

fi

1978
1979
1980
1981
1962
1983
1984
1965
1966
1967
1988

ALUNOS

N2 DE
PROFESSORES

1.182
2.283

104
140

4.200

... 209

5.523
7.431
8.788
10.396
9.976
10.438
10.494
11.22.7
11.523
12.773
13.593
12.268
11.607

271

U"

r,'
T lUlOS
DE

VOLUMES

7.332
9.114
11.954
14.482
20.642
23.474
24.174

359

430
465
436

431
496
479
531

540
607
647
675

14.210
15.478
15.845
17.398
18.558
19.273
20.289
21.171

CONSULTAS
SETOR DE

NO? DE

34.818
37.991
42.387
45.670
47.381
53.078

55.540
58.609

PERiÓDICOS

EMPRÉSTIMO

4.610
11.588
15.512

..••

23239

"

19.099
34.D93
16.911

•• 102.279

••

SETOADE

REFE~NCIA.

13.830
34.76446.536
52.860
57.297
49.733

10.531
23.894
16.594
15.691

34.176
34.474
31.847
43.528

3.912
4.282
6.473

30.251

5.941

29.702

47.ot8

9.624
11.203
13.433

26.600
27.370

51.028
73.793

.. 1979 -Dados referentes ao primeiro semestre•
... No período de 1973 - 1979 os dados são referentes a Consultas nos vários setores da Biblioteca
.... A partir de 1975 o runero de Alunos e Professores se refere ao segundo semestre letivo.
- Dados não registrados.

25.876

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156

�PROJETO DAS BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Norma de Oliveira Cavalcanti de Albuquerque
Arquiteta
Márcia Maria Pinheiro de Oliveira
Arquiteta
Claudia Moreno Bellas
Arquiteta

1 CONSIDERAÇÕES GERAIS :
A Universidade Federal Fluminense foi criada em 18/12/1960, através da incorporação de instituições federais, estaduais e particulares existentes na cidade
de Niterói, então capital do antigo Estado do Rio de Janeiro.
Ao longo de quase um década, a Universidade desenvolveu suas atividades
utilizando-se das edificações, difundidas na malha urbana, a ela incorporada através da sua formação. Tendo, entretanto, em 1969, adotado integralmente os princípios da Reforma Universitária, a UFF expandiu suas atividades, encontrando
grandes dificuldades pelas suas limitações de áreas física e pela complexidade
dos fluxos resultantes de suas edificações dispersas. Para equacionar esta problemática tornou-se imperioso a implantação do Campus Universitário.
Estudos procedidos de 1974 a 1980, pela Universidade definiram a adoção
de um Campos Urbano, projetaram uma meta de 23.000 alunos e estabeleceram
diretrizes para implantação do Campus. Tais estudos culminaram, após a desapropriação de áreas específicas para a construção do Campus Universitário, no
Anteprojeto do Campus.
Nesta oportunidade, após a efetuação de um Diagnóstico, ao estabelecimento de um Plano Diretor e ao levantamento preliminar de um Programa de Necessidades da Universidade, pode-se configura não apenas o anteprojeto de implantação bem como das edificações que comporiam o Campus Universitário.
Da visão macroscópica do Campus resumida no Anteprojeto viabilizou-se o
desenvolvimento coordenado dos projetos executivos, concretizados através da
participação da Universidade no convênio MEC-BID III, desde inicio da década de
1980.
No caso específico das Bibliotecas da Universidade ao serem procedidos os
estudos iniciais, a Comissão encarregada de estabelecer as diretrizes para as
mesmas, formadas por técnicos do N.D.C. - Núcleo de Documentação e por técnicos do Escritório Técnico do Campus, órgãos da Universidade, concluiram que as
diversas bibliotecas existentes na Universidade deveriam, no Campus, ser unificadas em Bibliotecas Centrais.
2 LOCALIZAÇÃO:
A estruturação espacial do Campus considerou que, além das áreas denominadas do Gragoatá e da Praia Vermelha, obtidas para a construção do Campus,
a área a estas duas contíguas, denominada do Valonguinho, pertencente a Universidade desde o processo de sua formação e que possui diversas edificações da
instituição, formariam as três principais áreas do Campus.

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�Na avaliação do posicionamento dos diferentes setores que constituiriam o
Campus, o Setor de Ciências Sociais Aplicadas e o de Ciências Humanas, Letras
e Artes, por serem os que atendem mais amplamente a comunidade acadêmica, ficaram localizados, juntamente com o Setor de Administração Central e o de Esportes, na área do Gragoatá, a mais central, de maiores dimensões e melhores
condições fisiográficas. A área do Valonguinho recebeu o Setor de Ciências da
Saúde, por ser a mais próxima do Hospital Universitário. E a área da Praia Vermelha por servizinha ao terreno das edificações do Centro Tecnológico, alocou o
Setor de Ciências Exatas e Tecnologia, além de nela ter-se preservado uma área
livre - o Setor de Reserva.
Consequentemente, cada uma das três áreas integrantes do Campus Universitário receberam uma Biblioteca Central:
- No Campus do Valonguinho: Biblioteca Central de Ciências da Saúde.
- No Campus do Gragoatá: Biblioteca Central de Ciências Sociais e de
Ciências Humanas, Letras e Artes.
- No Campus da Praia Vermelha: Biblioteca Central de Ciências Exatas e
Tecnológicas.

3 PROGRAMAÇÃO:
Acompanhando a filosofia de projeto de edificações definida para o Campus
Universitário, utilizou-se o critério de criar, dentro do possfvel, uma única unidade
arquitetônica que atendesse os objetivos a que se propõe uma biblioteca universitária, de apoio e complementação da formação profissional, para cada uma das
três áreas.
Desta forma, ao se programar cada uma das três bibliotecas do Campus Universitário considerou-se os parâmetros fornecidos pelo N.D.C. relativos a área de
posto de leitura por tipo de usuário, área de estanteria, apoio, etc, além dos relacionados a acervo bibliográfico e clientela.
Os parâmetros utilizados recomendavam que nos salões de leitura fossem
previstos para cada posto:
- Para alunos de graduação: 2.32m2
- Para alunos de pós-graduação: 3.25m2
- Para professores: 7.00m2

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Tema: Automação de bibliotecas e serviços aos usuários.</text>
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