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                  <text>ACESSO E RECUPERAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA PELA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA: OS ANAIS DE EVENTOS
Autores:
Ângela Maria Saraiva de Moura &lt;angela@npd.ufpe.br&gt;
Professora Assistente - DCI/UFPE
Carla Vilella de Mattos &lt;carlavoxx@yahoo.com.br&gt;
Danielle Castro da Silva &lt;danicastro01@yahoo.com.br&gt;
Alunas bolsistas do CNPq
Endereço:
Universidade Federal de Pernambuco
Centro de Artes e Comunicação
Departamento de Ciência da Informação
Cidade Universitária - Recife - Pernambuco - Brasil
&lt;dci@npd.ufpe.br&gt;

RESUMO
Contextualiza a produção científica como um vetor importante para consolidação do
conhecimento nas áreas de saber, sendo a universidade o “locus” por excelência onde essa
produção é gerada, advinda das pesquisas e estudos desenvolvidos no meio acadêmico nos
seus vários campos. A comunicação desses produtos sendo realizada através de canais
formais, como os periódicos e outros veículos publicados por editoras comerciais e por
canais informais, como trabalhos em eventos e outros, também conhecidos como literatura
cinzenta. Define a literatura cinzenta e percorre alguns trabalhos nessa temática no Brasil,
enfatizando um tipo específico, os anais de eventos. Faz um retrospecto de iniciativas
existentes, com o uso de tecnologias de informação e da Internet, para garantir o acesso às
informações constantes nos anais de eventos. Analisa o SIGLE, no exterior, e as bases de
dados on-line de Eventos do IBICT e a de Anais do CIN/CNEN, além do Programa de
implantação da Biblioteca Digital Brasileira do IBICT/Prossiga. Questiona como saber
quais os trabalhos apresentados em determinado evento. Constata a dificuldade, no
momento, das bibliotecas universitárias em recuperar essa informação, por falta de acesso
aos trabalhos divulgados nos anais de eventos. Analisa os empecilhos e propõe alternativas
locais para cobrir as lacunas na prestação desse tipo de serviço de recuperação da
informação.

�1 INTRODUÇÃO

A produção científica é um vetor importante para consolidação do conhecimento nas áreas
do saber. A universidade é, portanto, o locus por excelência onde essa produção é gerada,
advinda das pesquisas e estudos desenvolvidos no meio acadêmico, nos vários campos do
conhecimento.

A produção acadêmica, por um lado, é uma exigência crescente na universidade, uma vez
que é tida como um dos indicadores de competência do departamento no ambiente da
instituição, e da universidade em outras instâncias. E por outro lado, para o docente
representa além da satisfação de contribuir para a sua área, uma necessidade diante da
pontuação instituída pela Gratificação de Estímulo à Docência – GED, que incide
diretamente na remuneração. Esses fatores são determinantes para o aumento quantitativo
de trabalhos acadêmicos.

Contudo, os produtos gerados quando comunicados é que fazem impulsionar o progresso
científico, tecnológico e cultural do país.

Hills (1983) analisa um modelo de comunicação no qual o processo está dividido em seis
partes interconectadas, identificando as ações e interações entre os envolvidos:

-

produtor, que gera a informação acadêmica, dependendo da veiculação dos trabalhos
nos canais de divulgação existentes, e que também usa essa informação para se inteirar
de relevantes fontes de informação e de idéias para seus trabalhos;

-

as sociedades profissionais, que reúnem os que trabalham em campos similares e que
ajudam na disseminação da informação;

-

editor, que é o agente da disseminação e pode ser o próprio produtor da informação, a
sociedade profissional ou a organização comercial;

-

produto, a saída do ato de comunicar e que se apresenta em várias formas;

-

bibliotecário, tradicionalmente o mediador entre o usuário e a informação e que agora
tem seu papel alterado, gerando e disseminando informação;

�-

as novas tecnologias, cuja influência se estende a todas as etapas do processo.

Assim, a comunicação da produção científica é efetivada através de canais formais,
convencionais, como periódicos, livros e outros publicados e veiculados por editoras
comerciais; e por canais informais, não convencionais, conhecidos como literatura
cinzenta.

Población (1992), autora de vários trabalhos sobre esta literatura, comenta que “atualmente
o conceito está ampliando, e incluem-se nesse grupo, além de relatórios de todos os tipos
(internos, institucionais, técnicos, de pesquisa, de comissões e outros), as comunicações
apresentadas em eventos, os anais e atas de reuniões, as conferências, pré-prints,
publicações oficiais, teses, traduções, patentes”.

Almeida (1994), Gomes, Mendonça, Souza (2000), remetem ao Seminário de York, que
definiu a literatura cinzenta como aquele material que não está disponível para ser
adquirido através dos canais normais de vendas e que é difícil de identificar e obter. Para
Chillag, citado por Población (1992) a literatura cinzenta caracteriza-se “segundo sua
apresentação não convencional, portanto não sendo publicada e distribuída através dos
canais normais do parque editorial, é compreensível que o seu difícil acesso crie sérios
problemas para a coleta, armazenamento e recuperação”. Población (1995) analisa que a
característica da literatura cinzenta é a tiragem reduzida, divulgação restrita e dificuldade
de acesso, mas que ela flui com rapidez entre os pares pelo fato de ser despida da
formalidade exigida para apresentação dos documentos convencionais.

Como parte integrante desta literatura tem-se os eventos, os encontros científicos, que para
Mello (1996) são meios eficientes de comunicação, tidos como um importante canal
informal, pela rapidez da divulgação e intercâmbio das idéias.

O produto desses eventos científicos, os anais, mesmo confirmados como importantes
fontes de disseminação de informação, dificilmente têm seu conteúdo amplamente
divulgado. As características desse tipo de documento são: distribuição fica restrita aos

�participantes dos eventos; poucos exemplares ficam disponíveis para as bibliotecas e
centros de informação; alguns anais apresentam apenas os resumos dos trabalhos. Essas
características enunciadas para a literatura cinzenta aplicam-se também ao caso específico
de anais de eventos.

No entanto, como veículo de comunicação científica ele tem seu valor reconhecido em
vários países e por organizações internacionais. A área científica e tecnológica constata
que em muitos casos a informação que divulgam é mais detalhada do que a que aparece em
canais formais como nos periódicos e livros.

Com o incremento das novas tecnologias de comunicação e do uso da Internet, houve um
aumento de fontes impressas e em Cd-Rom, bases de dados favorecendo uma substancial
alteração no processo de comunicação dos produtos científicos.

Algumas experiências de sistemas de cooperação internacional merecem destaque como a
criação da GreyNet, uma rede de âmbito internacional, com sede na Holanda, com o
objetivo de promover e apoiar o trabalho de autores, pesquisadores, bibliotecários e
intermediários de informação no campo da literatura cinzenta. Destaca-se também o
System of Information for Grey Literature in Europe - SIGLE, criado em 1980, que produz
e fornece acesso às bases de dados bibliográficas mantidas pelos Centros Nacionais, em
mais de dezesseis países cooperantes, no continente. O conteúdo da base de dados SIGLE é
atualizado mensalmente, existindo em Cd-Rom (para instituições associadas) e online com
as consultas restritas a assinantes. Almeida (1994) informa que cada centro nacional dos
países associados é responsável pelos seus acervos e pela garantia de que todos os
documentos sejam incorporados à base de dados para assegurar que sejam acessíveis.

No Brasil (2001) uma iniciativa importante é o Programa Biblioteca Digital Brasileira, no
estágio de implantação, que "pretende integrar em único portal os mais importantes
repositórios de informação digital do país [...]". Entre os serviços e acervos que integrarão
a Biblioteca Digital Brasileira tem-se, sob a responsabilidade do Centro de Informações
Nucleares da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CIN/CNEN:
-

Base de dados de texto completo de trabalhos de congressos;

�-

Anais de eventos - um serviço para disponibilizar um ambiente web para edição
eletrônica de anais de eventos, incluindo canais de comunicação que possibilitem a
submissão, avaliação e aceitação de trabalhos apresentados em eventos.

E sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia IBICT:
-

Base de dados de eventos - a que existe atualmente, mas que passará por ajustes para se
tornar mais eficiente.

Este quadro norteou a pesquisa delineada a seguir.

2 PRODUÇÃO CIENTÍFICA, LITERATURA CINZENTA E ANAIS DE EVENTOS

A “Produção científica e tecnológica em Nutrição: dimensionamento e impacto social”, é
uma pesquisa que está sendo realizada pelo Grupo de Informação Tecnológica do
Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE,
e conta com o apoio do CNPq.

O estudo incide no Laboratório de Experimentação e Análise de Alimentos – LEAAL da
UFPE. Este laboratório atua dentro e fora da universidade através da pesquisa analítica e
tecnológica de matérias primas convencionais ou não; avaliação da eficiência e eficácia do
processamento de alimentos.

A escolha do LEAAL recaiu pela relevância dos estudos que realizam para a melhoria
nutricional da população. Tenta-se verificar o impacto da produção científica na área de
Nutrição e sua divulgação no âmbito da sociedade.

Entre os subprojetos que compõem a pesquisa, enfoca-se aqui o de “Impacto da produção
científica em Nutrição na literatura cinzenta”. Visa estudar a produção científica dos
professores/pesquisadores do LEAAL pelos registros em canais de literatura cinzenta: teses

�e dissertações do programa de pós-graduação em Nutrição e a participação em eventos
com trabalhos científicos divulgados em anais, na década de noventa (1990/2000).

Um recorte desse estudo, o que se relaciona aos trabalhos disseminados nos Anais de
eventos objetiva verificar o acesso e recuperação das informações contidas neste tipo de
produção científica, para analisar a repercussão desses trabalhos em sua área específica.

2.1 METODOLOGIA

O público alvo da pesquisa é composto por nove professores/pesquisadores atuantes no
LEAAL, abrangendo o período de 1990-2000.

Inicialmente procedeu-se ao levantamento bibliográfico sobre a literatura cinzenta, eventos
e anais de eventos para compor o corpus da pesquisa.

Com a lista atualizada dos docentes, passou-se a um levantamento documental no arquivo
administrativo do LEAAL.

Os dados foram organizados por ano até 1996, data limite constante nas pastas
pesquisadas. Para assegurar dados corretos, obter e inserir as referência s dos anos
seguintes, teve-se que seguir outros caminhos: contou-se com uma lista de referências
bibliográficas dos trabalhos de pesquisa realizados no LEAAL de 1965-1994, e o livro de
Costa e Souza (1995) volume que compõe a retrospectiva Quarenta anos de Nutrição no
Nordeste.

A busca envolveu: os currículos pessoais, como também, através da Internet o Diretório
dos Grupos de Pesquisa no Brasil do CNPq, e o Currículo Lattes de cada um dos
docentes/pesquisadores.

Tornou-se

necessário

esse

rastreamento

para

se

filtrar

as

informações e ter maior segurança nos dados, uma vez que trabalhos em co-autoria
apareciam com divergências ora no título, ora no local ou no ano do evento.

�A seleção e análise desses dados permitiu o mapeamento de autoria e veículos de
divulgação dos trabalhos publicados, constando de tipo de participação, local e data dos
eventos. As informações foram depuradas para se obter uma lista única por título de
trabalho, evento e ano. Este procedimento permitiu uma visão focalizada nos trabalhos em
si, uma vez que, em grande parte, eles são elaborados em co-autoria: pesquisadores e
técnicos.

Procedeu-se à verificação da listagem no Sistema de Bibliotecas da UFPE, particularmente
na Biblioteca Central e na Biblioteca do Centro de Ciências da Saúde.

A verificação estendeu-se às bases de dados on-line de universidades e institutos de
pesquisa tais como:
DEDALUS &lt;http://dedalus.usp.br&gt; Catálogo on-Line Global
ITAL &lt;http://www.ital.org.br&gt; Biblioteca on-line, consulta ao acervo
BIREME

&lt;http://bireme.br&gt;

Literatura científica – base de dados - Lilacs (Literatura

Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde)
CIN/CNEN. &lt;http://www.cnen.gov.br&gt; Acessar a base SuprirNet do CIN
UNB &lt;http://www.bce.unb.br/bibliotecavirtual/online.htm&gt; Catálogo online
Na UFPE utilizou-se o catálogo SAB2 acessado pela Intranet.
A base de eventos do IBICT não foi pesquisada pelo fato de que seu formato/conteúdo não
corresponder especificamente, na ocasião, ao proposto pela pesquisa.
E o Cd-CIN, 3ª edição, 1998. Outro formato para o Catálogo Coletivo de Anais de
Eventos, como descrito por Coutinho e Braga (1995), um instrumento para o serviço de
comutação bibliográfica do CIN e do COMUT/IBICT.

2.2 RESULTADOS

Na listagem geral da produção científica do LEAAL aparecem 77 trabalhos divulgados em
41 diferentes eventos científicos, no período de 1990 a 2000.

�Nas buscas efetuadas pelos nomes desses 41 eventos, localizou-se o total de 21 (51,2%),
conseguindo-se recuperar, portanto, a metade do número de eventos.

Quanto aos trabalhos disseminados nos eventos cujas referências foram recuperadas pelos
títulos nas buscas empreendidas, localizaram-se 19 (24,7%) dos 77 trabalhos listados.

Tabela 1: Distribuição dos títulos encontrados por base pesquisada.
Bases pesquisadas

Títulos encontrados

Grupos de pesquisa CNPq

13

CCS/UFPE

04

Dedalus/USP

01

UnB

01

Total:

19

2.3 COMENTÁRIOS

Confronta-se os resultados da pesquisa com as etapas do processo de comunicação
assinalados por Hills (1983) e em alguns itens remete-se à literatura utilizada.

- O produtor
No caso em tela como as pesquisas são feitas no laboratório e dependendo da área
estudada, os resultados são divulgados com o nome de todos os que participaram da
pesquisa: docentes/pesquisadores e técnicos. Daí ser muito visível a co-autoria.

- As sociedades profissionais
Das referências recuperadas oito foram bancadas por sociedades profissionais e três por
universidades.

- O editor
Na disseminação da informação onze foram divulgados por sociedades e associações
profissionais aparecendo uma referência editada como um livro e com registro ISBN.

�- O produto
Na busca empreendida junto às bases de catalográficas e on-line, verificou-se que muitos
dos trabalhos apresentados em eventos também tinham sido publicados como artigos de
periódicos, como explicitado por Población (1995). Sabe-se que nos últimos anos há uma
tendência

forte

de

disseminação

através

de

Cd-Rom’s,

o

que

implica

numa

organização/tratamento/recuperação diferentes das que ocorreram nas poucas referências
recuperadas.

- O bibliotecário
No seu papel de intermediário entre o usuário e a informação, na literatura
biblioteconômica e da Ciência da Informação, nota-se uma preocupação em inverter esse
binômio, passando para mediador entre a informação e o usuário. Isso quer dizer que
passou a trabalhar com os suportes, filtrar, minerar os dados, direcionando-os e
acondicionando-os da melhor forma para o usuário/cliente. Nas buscas efetuadas, em off,
foram colocadas as dificuldades de acessar a informação in natura.

- As novas tecnologias
Indubitavelmente

as

novas

tecnologias

têm

representado

na

área

da

Biblioteconomia/Ciência da Informação o papel de: agente propulsor das mudanças;
instrumento facilitador ocorrente em todo o fluxo da informação, do produtor ao produto.
No ciclo da produção cientifica favorece a sua retroalimentação, com maior agilidade,
promovendo a mudança do papel do bibliotecário, que passa, em muitos casos, para a
função de produtor de informação. Na área da editoração, diminuindo os custos,
melhorando a produtividade e acentuando a qualidade. Com isso facilitando para o
produtor, o editor, a biblioteca terem o produto disseminado em vários suportes impressos,
eletrônicos e digitais.

O Programa Biblioteca Digital Brasileira inclue como responsabilidade do MEC a
unificação dos OPAC’s –

Catálogos de Acesso Público On-line das bibliotecas

universitárias brasileiras que já disponibilizam na Internet seus catálogos segundo

�protocolo padronizado. O documento conclui com a necessidade de "despertar interesse de
parceiros".

Sendo assim, propõe-se que as bibliotecas universitárias com os catálogos on-line ou não,
pensem na necessidade de incluir em suas rotinas o registro de dados de eventos (no todo)
e analíticas dos respectivos trabalhos. Teria-se, assim, a possibilidade de acessar e
recuperar, não só os eventos, como os autores e trabalhos apresentados. Um exemplo temse na base Dedalus (Figuras 1 e 2).

Figura 1 Interface de busca.

�Figura 2 Resultado de busca.

3. CONCLUSÃO
É fato incontestável a explosão da produção científica na atualidade, propiciada pelas
imposições acadêmicas e facilitada pelo uso das novas tecnologias.

Essa produção disseminada através dos eventos científicos encontra entraves para o acesso
e recuperação, como visto na literatura pesquisada com trabalhos em décadas diferentes.
Uma pergunta permeou a pesquisa durante a elaboração e execução do trabalho: como
saber quais os trabalhos apresentados em determinado evento?

Sintoniza-se como uma necessidade que as bibliotecas universitárias sejam incluídas como
receptoras

dos

anais

de

eventos

para

que

possam

disponibilizando-os, percorrendo, assim, todo o fluxo da informação.

registrá-las

analiticamente,

�REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. do R. G. Consideraciones generales sobre literatura gris. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1994, Campinas, SP. Anais...
Campinas: UNICAMP, 1994. p. 245-258.
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia, Programa de Informação e Comunicação para a Pesquisa. Biblioteca
Digital Brasileira: programa de implantação Biênio 2001-2002. Brasília, fev. 2001.
COMISSÃO Nacional de Energia Nuclear. Centro de Informações Nucleares. Cd-CIN. 3.
ed. Rio de Janeiro, 1998. 1 Cd-Rom.
COSTA, M. C. M. de A.; SOUZA, M. J. G. de. Memória científica do Departamento de
Nutrição e das instituições predecessoras (1950/1995). In: QUARENTA anos de Nutrição
no Nordeste: uma retrospectiva. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 1995. v. 2.
COUTINHO, O. C. de A.; BRAGA, F. R. Base de dados de anais de congressos como
instrumento de comutação bibliográfica: estado atual e perspectivas. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA, 2., 1994, Campinas, SP. Anais...
Brasília: IBICT/CAPES, 1995. P. 31-36.
GOMES, S. L. R.; MENDONÇA, M. A. R.; SOUZA, C. M. de. Literatura cinzenta. In:
CAMPELO, B. S.; CENDOR, B. V.; KRAEMER, J. M. (Org.). Fontes de informação
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HILLS, P. J. The scholarly communication process. In: WILLIAMS, M. E. (Ed.). Annual
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MELLO, L. L. C. C. de. Os anais de encontros científicos como fonte de informação:
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POBLACIÓN, D. A. Literatura cinzenta ou não convencional: um desafio a ser enfrentado.
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&lt;http://www.ibict.br/cionline/250296/25059612.pdf&gt;. Acesso em: 10 jun. 2002.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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              <text>Acesso e recuperação da produção científica pela biblioteca.</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Moura, Angela Maria Saraiva de</text>
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              <text>Mattos, Carla Vilella de</text>
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              <text>Silva, Danielle Castro da</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Recife (Pernambuco)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
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              <text>2002</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Contextualiza a produção científica como um vetor importante para consolidação do conhecimento nas áreas de saber, sendo a universidade o “locus” por excelência onde essa produção é gerada, advinda das pesquisas e estudos desenvolvidos no meio acadêmico nos seus vários campos. A comunicação desses produtos sendo realizada através de canais formais, como os periódicos e outros veículos publicados por editoras comerciais e por canais informais, como trabalhos em eventos e outros, também conhecidos como literatura cinzenta. Define a literatura cinzenta e percorre alguns trabalhos nessa temática no Brasil, enfatizando um tipo específico, os anais de eventos. Faz um retrospecto de iniciativas existentes, com o uso de tecnologias de informação e da Internet, para garantir o acesso às informações constantes nos anais de eventos. Analisa o SIGLE, no exterior, e as bases de dados on-line de Eventos do IBICT e a de Anais do CIN/CNEN, além do Programa de implantação da Biblioteca Digital Brasileira do IBICT/Prossiga. Questiona como saber quais os trabalhos apresentados em determinado evento. Constata a dificuldade, no momento, das bibliotecas universitárias em recuperar essa informação, por falta de acesso aos trabalhos divulgados nos anais de eventos. Analisa os empecilhos e propõe alternativas locais para cobrir as lacunas na prestação desse tipo de serviço de recuperação da informação.</text>
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      <name>snbu2002</name>
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