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FOGO, FUMAÇA E ÁGUA: COMO SE PREPARAR PARA SITUAÇÕES DE
EMERGÊNCIA

EM

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS:

O

CASO

DA

BIBLIOTECA DA ECA.

Bárbara Júlia Menezello Leitão – bjulia@usp.br
Dulcineia Dilva Jacomini – ddj@usp.br
Universidade de São Paulo
Escola de Comunicações e Artes
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443
São Paulo – SP – Brasil

1. INTRODUÇÃO

Dificilmente uma biblioteca é lembrada como um local passível de ocorrer um desastre.
Contudo, em 2 de outubro de 2001, a notícia de um incêndio no prédio onde está instalado
o Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo – SBD/ECA/USP, causou momentos de angústia e apreensão
na comunidade local.

Com a rápida intervenção do corpo de bombeiros o fogo localizado no segundo andar do
prédio foi controlado a tempo, mas não houve como evitar os danos provenientes do uso da
água que se infiltrou e atingiu a biblioteca.

A proposta deste texto é relatar a experiência vivida e as lições aprendidas pela equipe do
SBD/ECA durante o episódio, bem como sugerir o desenvolvimento de ações de
prevenção e gestão de desastres.

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2. SOBRE O SBD/ECA

O SBD/ECA foi fundado em 1970 e visa apoiar o ensino, pesquisa e extensão realizados
nos nove Departamentos da Escola.

Seu acervo é composto por livros, teses, periódicos e revistas de histórias em quadrinhos,
partituras, fitas de áudio e vídeo, slides, CD-ROM, DVD, fotografias, peças de teatro,
catálogos de exposições, em um total de aproximadamente 140.000 itens para atender uma
comunidade local composta de professores, alunos e funcionários, bem como a
comunidade externa representada por outras instituições de ensino externas à Universidade
de São Paulo.

A partir de 1997, com recursos provenientes do Programa de Apoio à Infra-Estrutura de
Bibliotecas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, o
SBD/ECA, localizado no térreo do prédio principal da Escola, teve suas instalações físicas
totalmente reformadas, com adequação para uma rede de computadores e um sistema de
detecção precoce de incêndio. Nesta reforma foi remodelada a distribuição do acervo e
implementada condições de conservação às denominadas coleções especiais.

3. RETROSPECTIVA DO DESASTRE

Um curto-circuito provocou o incêndio que começou na madrugada, no segundo andar do
prédio principal construído no início da década de 70. Nele, estavam instalados: a Diretoria
da Escola, biblioteca, tesouraria, secretarias de vários núcleos de estudo, de graduação e de
pós-graduação, além de salas de aulas com equipamentos (ilha de edição, câmeras,
computadores, televisores, vídeos, retroprojetores), auditório e salas de professores.

Parte do segundo andar onde se encontravam os Departamentos de Rádio e TV,
Comunicações e Artes, Biblioteconomia e vários núcleos de pesquisa, foi destruída.

Houve perda total do acervo pertencente ao Núcleo de Telenovelas, instalado no segundo
andar, local onde ocorreu o curto circuito. Esse acervo se constituía de revistas de foto e

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radionovelas dos anos 50, roteiros, fotografias, imagens de boa parte da história da
teledramaturgia brasileira. Dez anos da Revista Comunicação &amp; Educação foram
destruídos. Além das perdas de cada docente que possuía sua sala nesse andar (documentos
pessoais, programas de aula, livros, vídeos, transparências, projetos, produção acadêmica).
Essas perdas são quase que totalmente irrecuperáveis.

Nos dias subseqüentes ao incêndio, choveu muito em São Paulo, agravando a situação de
infiltração de água no SBD, localizado no térreo de um prédio cujo telhado havia sido
danificado pelo incêndio.

4. ADMINISTRANDO O DESASTRE EM UMA BIBLIOTECA

Acordar com a notícia do incêndio foi um choque incalculável, misto da sensação de
desespero e tristeza. Assistir ao término do combate às chamas, com rolos de fumaça
saindo por todos os lados, foram momentos de expectativa nervosa, pois não se tinha a
noção da extensão do dano ao prédio e quanto a biblioteca havia sido atingida.

A mesma sensação de perda e desolação acometida sobre a equipe do SBD, era percebida
em todos os funcionários da ECA que trabalhavam no prédio principal. O sentimento era
de perda de referencial.

Em ocasiões desta natureza, sempre temos notícia de atos corajosos por parte de algumas
pessoas. Desta vez não foi diferente. Por sorte, enquanto os bombeiros entravam com suas
mangueiras pela biblioteca para poder controlar o foco do incêndio no segundo andar, o
Diretor de Serviços Gerais da ECA, entrou junto e conseguiu retirar do balcão de
atendimento, instalado logo na entrada, equipamentos, fichas do empréstimo e algum
material bibliográfico.

Felizmente, o sistema de detecção de incêndio, instalado durante a reforma nas instalações
do SBD, funcionou bem. A infiltração da fumaça oriunda do foco principal do incêndio no
andar superior provocou o disparo do alarme em uma das alas da biblioteca, fazendo com
que os bombeiros se dirigissem para verificar se havia propagação do incêndio.

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Quando, enfim, foi liberada pelos bombeiros a entrada na biblioteca, a situação era de
grande desolação. Juntamente com um professor do Departamento de Biblioteconomia e
dois funcionários do SBD/ECA, pode-se verificar que apesar do fogo não ter atingido a
biblioteca, havia água por toda parte.

Neste primeiro momento, não era possível avaliar a condição do acervo, pois ainda havia
muita água caindo do teto, mas mesmo assim, iniciou-se a retirada do material
bibliográfico e dos equipamentos localizados nas áreas mais atingidas.

Em seguida, por recomendação do capitão dos bombeiros, este serviço foi interrompido,
pois havia dúvidas quanto à estrutura do prédio. Com a permissão e acompanhamento do
mesmo, pode-se retirar apenas o backup do sistema no qual estavam armazenadas todas as
bases de dados do SBD. Outros bombeiros ajudaram a cobrir uma parte do acervo onde era
visível o escoamento da água pelo teto. Em seguida o prédio foi interditado.

Sem poder avaliar quanto do acervo havia sido atingido e por quanto tempo o SBD ficaria
interditado, as preocupações da equipe aumentaram. A maior preocupação relacionava-se
aos acervos climatizados: coleções especiais (periódicos), histórias em quadrinhos, filmes
em rolo, vídeo, slides e fotografias, suportes frágeis que sofrem mais com as alterações de
umidade e calor. O acervo de filmes em rolo representa uma parte da memória do cinema
nacional. Com a energia elétrica cortada, o ar condicionado não funcionava e não se sabia
se a água havia entrado nas salas que acomodam esse material.

Ainda desnorteados pelo choque, começou-se no dia seguinte, a buscar alternativas para
enfrentar a situação. Nesse momento, encontrar um local para reunir a equipe era vital,
permitindo dessa forma, transmitir as informações sobre as decisões tomadas e ações
necessárias.

Este local teve a função fundamental de servir como ponto de referência para manter a
equipe coesa, já que o nível de estresse em uma situação desse tipo é elevado. O cansaço
físico e mental é forte e os gerentes devem estar atentos para administrar esse desgaste no
moral da equipe.

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O Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade (SBD/FEA), solidariamente, cedeu para a equipe do SBD/ECA, o Centro
Interativo de Ensino e Pesquisa, dotado de equipamentos ligados à rede USP,
possibilitando a manutenção do contato com o Sistema de Bibliotecas da USP e com os
usuários de uma forma geral, que buscavam informações sobre o ocorrido.

Dias depois, enquanto se aguardava o laudo de liberação do prédio, foi permitida a entrada,
de uma pessoa de cada setor da Escola, para avaliação dos danos. Verificou-se, então, que
as salas climatizadas estavam em ordem e a parte mais atingia da Biblioteca foi a seção de
referência. Entretanto, havia muita água no chão.

O tempo liberado para essa avaliação foi mínimo. A única ação possível foi a de abrir as
janelas para melhorar a circulação do ar e para diminuir a umidade. A desinterdição total
ainda demoraria alguns dias.

A constatação que apenas uma pequena parte do acervo havia sido atingida, trouxe alívio
para a equipe do SBD.

Com a necessidade de um local que servisse como quartel general, a equipe do SBD/ECA
ficou provisoriamente acomodada junto com a equipe do Sistema Integrado de Bibliotecas
da USP (SIBi/USP), cujas instalações ficam no prédio ao lado da ECA. Informações sobre
a situação do SBD/ECA eram disponibilizadas no site do SIBi.

Neste local, a equipe do SBD teve disponível uma infra-estrutura mínima para poder
realizar os contatos necessários com a Direção da ECA, especialistas em conservação,
empresas fornecedoras do mobiliário, equipamentos de informática, rede e a construtora
responsável pela reforma.

A partir desses especialistas e fornecedores elaborou-se um plano de ação, para quando o
prédio fosse liberado.

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5. O PLANO DE AÇÃO COLOCADO EM PRÁTICA

Quando a liberação de entrada na biblioteca foi definitiva, o plano de ação teve início.
Nesse momento o trabalho em equipe foi de suma importância. As responsabilidades e
ações para a reconstrução do ambiente foram divididas entre todos os funcionários.

Como primeiro item do plano constava a avaliação minuciosa do acervo e dos
equipamentos, pois o prédio tinha sofrido um aquecimento e resfriamento bruscos. Além
disso, a infiltração e a conseqüente evaporação da água dentro da biblioteca aumentaram o
nível da umidade no ambiente.

A equipe, então, se revezou em examinar todas as estantes, equipamentos e mobiliário do
SBD.

Em seguida, tomou-se a iniciativa de cobrir todo o acervo com um plástico transparente,
para criar uma proteção contra a infiltração da água que, acumulada no piso dos andares
superiores e nas juntas de dilatação, teimava em escorrer para dentro do SBD. Faz-se
necessário observar que não se podia prever onde e quando a água iria se infiltrar na
biblioteca. Desta forma, a queda de água continuou por um bom tempo, com vazamentos
novos surgindo a cada dia.

A insegurança quanto às possíveis infiltrações deixava todos os membros da equipe do
SBD em estado de alerta. Desta forma, um dos funcionários percebeu um vazamento na
sala de coleções especiais, a tempo de se criar uma barreira com jornais e impedir que a
água atingisse as estantes.

A etapa seguinte se referia à limpeza geral. Então, alguns funcionários começaram por
auxiliar na retirada da água acumulada no piso e em cima de alguns móveis, enquanto
outros auxiliavam o funcionário responsável pela conservação a secar os livros atingidos
pela água.

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Ouvir idéias, trabalhar em conjunto foi muito importante nessa ocasião. Um professor, por
exemplo, sugeriu que se criasse reservatórios com lona plástica (mais resistente) e jornais,
para armazenar a água nos locais conhecidos nos quais a água fluía com mais constância e
volume.

A fase final do plano consistia em tentar recriar o dia a dia do SBD antes do incêndio. O
grupo de funcionários responsável pelo atendimento se ocupou com a parte operacional,
retomando o material bibliográfico devolvido no SBD/FEA e buscando soluções práticas
para recomeçar os serviços aos usuários.

Os funcionários do processamento técnico tiveram um retorno mais tranqüilo, pois esta ala
quase não foi atingida.

Graças ao apoio recebido da Direção da Escola e da Comissão de Biblioteca, ao espírito de
equipe dos funcionários do SBD, e à solidariedade de Unidades USP e outras Instituições,
a biblioteca pode reabrir ao público poucos dias depois do incêndio, ainda sob cuidados
preventivos.

Situações novas surgiam a cada momento e exigiam ações rápidas. Esse é um momento em
que toda a equipe deve estar preparada para agir.

Uma dessas situações aconteceu quando começou a retirada do material queimado no
andar superior à biblioteca. O manuseio do material resultante da queima de madeira,
plástico, papel, etc., começou a espalhar uma grossa fuligem na biblioteca. O acervo estava
coberto, mas exigiu um plantão permanente do pessoal de limpeza.

O ditado que uma desgraça nunca vem só se confirmou no SBD. Nessa ocasião aconteceu
uma invasão de cupins, que escolheram a biblioteca como moradia. Foi necessário uma
descupinização em regime de urgência para evitar a propagação.

O papel solidário de alguns setores da ECA, de outros órgãos da USP e das empresas
parceiras e fornecedoras do SBD foi de fundamental importância para a restauração da

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ordem e execução do plano de ação. A contribuição interna de funcionários de outros
departamentos ajudaram nas atividades de limpeza e reorganização. A externa, com o
fornecimento de equipamentos e orientações preciosas. É Importante destacar, dentre
todos, o Instituto de Estudos Brasileiros da USP (IEB), a Cinemateca Brasileira e a
Biblioteca Nacional.

O apoio e a orientação daqueles que atuam diretamente na área de conservação, foi
imprescindível. O IEB, por exemplo, nos enviou aparelhos para aferição da umidade e
temperatura nos ambientes da biblioteca; a bibliotecária responsável pela conservação no
Museu de Zoologia da USP avaliou e orientou com relação ao nível de umidade; uma
especialista vinda da Biblioteca Nacional analisou o ambiente todo e realizou um laudo.
Este laudo teve a função de documento para respaldo quanto à justificativas futuras para
obtenção de verbas.

Com o passar do tempo a situação foi se normalizando, os plásticos de proteção retirados,
os reservatórios desmontados e o dia a dia no SBD voltou ao normal, com o burburinho
comum dos usuários entrando e saindo.

O controle de temperatura e umidade continuaram a ser realizados até que as mesmas se
estabilizaram.

Apesar da crise vivida pela equipe do SBD, esta situação teve o seu lado positivo. As
manifestações de preocupação e carinho recebidos trouxeram um grande conforto à equipe
e mostraram o forte elo da biblioteca com a sua comunidade acadêmica.

6. SUGESTÕES CONCLUSIVAS

Um incêndio é uma situação inesperada, que pega a todos de surpresa. Entretanto, não se
deve estar despreparado para enfrentá -lo. Um estado de alerta permanente e algumas ações
preventivas amenizam a catástrofe.

�9

Isso vale como um alerta a todos que atuam em bibliotecas. Algumas das lições que
ficaram:

•

Bibliotecas são passíveis de acidentes e catástrofes;

•

As plantas da biblioteca devem estar atualizadas e guardadas em local resistente à ação
do fogo;

•

Todas as saídas de emergência da biblioteca devem estar sinalizadas e com o acesso
livre;

•

As ações preventivas contra incêndio, recomendadas pelos bombeiros, devem ser
seguidas à risca;

•

Se não houver na Unidade, a própria biblioteca deve constituir a Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes – CIPA;

•

É dever desta comissão, entre outros, a avaliação quanto a validade e a recarga de
extintores próprios para o ambiente de biblioteca; revisão da carga elétrica e o controle
quanto a sinalização e o acesso das saídas de emergência;

•

O aviso “proibido fumar” deve estar presente em todos os ambientes da biblioteca, e a
responsabilidade pelo seu cumprimento é de todos os funcionários;

•

É imprescindível a guarda de cópias backup de todas as bases de dados da biblioteca
em lugar seguro, resistente ao fogo;

•

Se possível, uma segunda cópia do backup deve ser armazenada fora da biblioteca;

•

É aconselhável a instalação de um sistema de detecção de fumaça;

�10

•

Deve haver uma lista atualizada com endereço e telefone de todos os membros da
equipe de trabalho;

•

Deve-se manter um cadastro atualizado referente a pessoas que possam fornecer algum
tipo de auxílio em caso de calamidades como inundações, incêndios, etc.;

•

Trabalho em equipe é fundamental. Ouvir sugestões/opiniões em momentos de tensão
pode ajudar muito;

•

Nem sempre o responsável pela biblioteca é a pessoa mais indicada para lidar com
situações de emergência desse porte. Selecione dois membros da equipe que devem ser
orientados a atender em uma situação como essa;

•

A documentação fotográfica é muito importante. Fotos dos ambientes, mobiliários e
equipamentos, auxiliarão tanto no caso de perícia, como justificar o pedido de verbas
para reposição material;

•

Jornais são ferramentas importantes no combate a água;

•

Ao gerente deve ficar claro que esse é um momento em que cada membro de sua
equipe reagirá de forma diferente. Não exija mais do que cada um pode suportar. Lidar
com a perda é um processo difícil, inclusive o próprio gerente deve aprender a respeitar
seu limite de estresse;

•

Ter sempre em mente que com o trabalho em conjunto é possível reconstruir, por pior
que seja a perda.

Cabe ao gerente não permitir que a equipe fique sem estímulo, o que não é fácil, pois em
alguns momentos um profundo sentimento de tristeza abate a todos, principalmente quando
é preciso repetir processos, retirada de água, por exemplo.

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Finalmente, a paciência e a perseverança são qualidades básicas para enfrentar os
imprevistos decorrentes das situações de calamidade, pois os problemas não se resolvem
com a precisão e momento desejados.

7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

EDEN, P; MATTHEWS, G. Disaster management in libraries. Facilities, v.15, n.1/2, p.4250, jan./feb. 1997.

VRIEND, A. Creating guidelines for disaster planning. Art Libraries Journal, v.27, n.1,
p.27-30, 2002.

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              <text>A proposta deste texto é relatar a experiência vivida e as lições aprendidas pela equipe do SBD/ECA durante o episódio de incêncio no prédio, bem como sugerir o desenvolvimento de ações de prevenção e gestão de desastres.Dificilmente uma biblioteca é lembrada como um local passível de ocorrer um desastre. Com a rápida intervenção do corpo de bombeiros o fogo localizado no segundo andar do prédio foi controlado a tempo, mas não houve como evitar os danos provenientes do uso da água que se infiltrou e atingiu a biblioteca.</text>
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