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                  <text>A INTERATIVIDADE DO BIBLIOTECÁRIO COM OS PROFISSIONAIS DA
SAÚDE NO AUXÍLIO À PESQUISA CIENTÍFICA

CASTRO, Denise Geralda Perdigão de
Bibliotecária do CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DE MINAS GERAIS.
Especialista em Gestão da Informação Tecnológica pela Universidade Federal de Minas
Gerais. Tesoureira do Conselho Regional de Biblioteconomia de Minas Gerais.
Endereço Comercial: Av. Contorno, 7556
B. Funcionários
CEP: 30110-110 – Belo Horizonte/MG
biblioteca@cromg.org.br - deniseperdigao@hotmail.com
LIMA, Armando Antônio
Cirurgião-Dentista.
Especialista
em
Radiologia
pelo
Centro
de
Estudos
Odontológicos/IPSEMG. Especialista em Saúde Pública pela Escola de Saúde Pública de
Minas Gerais. Especialista em Ortodontia pela FOUFMG. Mestrando em Engenharia de
Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor
de Mestrado em
Ortodontia da FOPUC/MG.
Endereço Comercial: Av. Cristóvão Colombo, 550 Sl. 603
B. Funcionários
CEP: 30140-150 – Belo Horizonte/MG
armandolima@brfree.com.br

RESUMO

Este trabalho visa avaliar o nível de conhecimento dos cirurgiões-dentistas, usuários da
biblioteca do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CROMG), em relação
ao uso do computador como instrumento de pesquisa científica via internet. Com base na
experiência e na prática diária, onde o volume de informação é vasto e o avanço das novas
tecnologias é facilmente perceptível, elaborou-se um questionário com de questões
fechadas para medir e analisar as dificuldades encontradas por esses profissionais na
utilização racional do computador. Foram avaliados três grupos de pós-graduandos com
nível de especialização, mestrado e doutorado. Essa avaliação enfocou o acesso às bases de
dados on-line como fonte de busca e recuperação de informação e a utilização para a
pesquisa de assuntos de interesse. Constatou-se que este grupo de profissionais ainda não
está completamente familiarizado com o advento internet, e que esse domínio ainda é
mínimo para grande parte desses usuários. A pesquisa demonstrou o papel relevante
exercido pelos bibliotecários que atuam na área da saúde e sua responsabilidade na
organização dessas informações, bem como o seu envolvimento com o ensino e a
aplicabilidade desses conhecimentos.
Palavras Chaves: 1- Informática em saúde 2- Profissionais da saúde 3- Pesquisa científica
4- Profissionais bibliotecários.

�INTRODUÇÃO

Vivemos o ápice da era da informação e a própria sobrevivência humana tem
exigido uma profunda atualização informacional. Em todas as atividades profissionais, a
velocidade no acúmulo de conhecimento está aumentando aceleradamente. Está surgindo
uma sociedade baseada na tecnologia da informação. São milhares de sites disponíveis,
específicos para os profissionais da saúde e que apresentam um vasto conteúdo científico. É
necessário que esses profissionais se qualifiquem e aprimorem seus conhecimentos para
que possam acompanhar esta grande revolução virtual. É através da internet que esses
profissionais podem ter acesso, em tempo hábil, aos mais diversos conhecimentos
especializados, a publicações científicas e às informações produzidas pelo mundo todo.
Com a explosão do advento internet, a comunicação na área da saúde sofreu
profundas modificações, especialmente, por causa do crescente número de publicações
eletrônicas, que possibilita o acesso instantâneo a textos na íntegra das mais diversas
localidades do mundo. A publicação eletrônica, com base em uma tecnologia de
distribuição de informação, que pode ser visualizada a qualquer momento, é um dos pontos
importantes deste trabalho. Nos dias de hoje, até mesmo os pacientes estão mais bem
informados e são, portanto, mais questionadores quando apresentam algum problema de
saúde. Cabe ao profissional, responder corretamente a esses questionamentos, sanando
dúvidas e desmistificando informações falsas, muitas vezes absorvidas por crendices
populares ou equívocos.
A internet é o maior banco de informações do mundo. É uma linguagem universal e
obrigatória, principalmente para aqueles que desejam reconhecimento profissional. Dentre
as milhares de pessoas conectadas à rede, cada qual possui conhecimentos variados e todos
estão prontos para compartilhá-los. Com o avanço das tecnologias de comunicação, a forma
da transmissão da informação sofreu grandes mudanças. Porém, isso não significa que essas
mudanças proporcionaram a qualidade da informação. Por outro lado, sua distribuição
incrementou-se. Cabe ao pesquisador julgar o que considera útil, pois ele é o único capaz
de avaliar a utilidade das informações recuperadas.
Passando do INDEX MEDICUS (impresso) e do CD ROM à disponibilização
“ON- LINE”, a revolução da forma de efetuar a pesquisa bibliográfica agilizou o processo
da busca pela informação, através de bibliotecas virtuais, digitais e eletrônicas. O acesso
gratuito e de qualidade às bases de dados para todas as comunidades de pesquisadores
traduz-se na melhoria do ensino, da pesquisa e atenção à saúde.
A interatividade do profissional bibliotecário com os profissionais da saúde é de
grande importância. Cabe ao primeiro o auxílio no desenvolvimento da capacidade de
busca e recuperação das informações contidas nas bases de dados específicas. São também
objetivos do bibliotecário a promoção dos serviços de informação – aumentando as
oportunidades de capacitação e possibilitando aos pesquisadores acesso a metodologias
mais simples. É importante citar o compartilhamento dos recursos e uso de tecnologias
adequadas às habilidades de cada usuário, o que significa reciclar os profissionais da saúde,
promovendo a eficiência e a qualidade dos mesmos.

�Interagir com as fontes de informações básicas em saúde é fundamental tanto para o
profissional bibliotecário, que é o divulgador desses produtos e serviços, quanto para os
profissionais da saúde, seus principais consumidores. Portanto, estes últimos devem ter o
domínio das técnicas da organização do conhecimento, armazenamento, processamento e
transmissão da informação, proporcionando sua própria construção do conhecimento.
O mercado profissional vem mudando com uma rapidez impressionante. Dentro
deste contexto, o desenvolvimento do potencial humano é um investimento único, seguro e
pessoal. Saem na frente aqueles que investem na formação do autoconhecimento, pois em
um ambiente altamente competitivo, o mercado exige pessoas mais competentes. Já se pode
imaginar que em um futuro próximo, o campo da pesquisa bibliográfica apresentará muitas
novidades a toda comunidade de pesquisadores. Devido à agilidade, estruturação e
simplificação, brevemente será possível a recuperação, na íntegra, de todos os artigos,
teses, e demais materiais desejados.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo Bastos (2002), “ o volume de dados presentes na rede tem apresentado
crescimento vertiginoso; a divulgação da informações na área da saúde segue o mesmo
caminho e velocidade. Assim, ao mesmo tempo em que é relativamente fácil encontrar
informação sobre determinado assunto, cresce a necessidade de todo esse material ser
visto com olhos críticos. É necessário separar “o joio do trigo”, avaliando a fonte e a
qualidade da informação”.
A internet é uma excelente fonte de informação dos mais variados tipos. Por isso, as
pessoas com pouca ou nenhuma experiência em acesso às bases de dados apresentam um
grau de dificuldade na utilização dos recursos e, principalmente, em encontrar informações
na rede.
A sociedade da informação exige que os profissionais da saúde saibam gerenciar
racionalmente as informações coletadas e absorvidas. Com a implementação das redes de
comunicação, a informática em saúde ajuda na aproximação do profissional com o
paciente. A organização e o gerenciamento da informação em saúde são tarefas devem ser
desempenhadas por pessoas qualificadas. A invasão tecnológica tomou conta da vida das
pessoas e essas devem se adaptar a mudanças inevitáveis.
Essa falta de informação tem impacto imediato sobre os pacientes. A prescrição
inadequada de um determinado medicamento pode ser fatal; prontuários obsoletos e pouco
precisos podem causar danos irreversíveis. A segurança na obtenção da informação por
meio eletrônico, em revistas de impacto, reflete positivamente no resultado do atendimento.
Nesse caso, tecnologia e segurança são aliadas.
Para Sigulem (1997), “o profissional da saúde tem de ser cuidadosamente
preparado para o exercício de sua profissão. Faz parte disso a compreensão do que é

�informação, do significado que tem no contexto da sua atividade e de como ela altera seu
processo cognitivo, bem como de onde buscá-la, como buscá-la e qual o impacto da sua
utilização na solução de dúvidas e problemas sobre os quais esteja atuando”.
Guiando-nos ainda pelas idéias do autor acima, “a indústria da assistência à saúde
está sendo puxada e empurrada em todas as direções – por médicos, para aumentara
qualidade da assistência; por empresários, para diminuir os custos e melhorar a
estabilidade financeira de sua empresas; pelas agências legais e de regulamentação que,
para fins de auditoria, forçam os hospitais a produzir detalhada documentação de seus
procedimentos, e pela academia, para prover dados para a pesquisa e aumentar as
oportunidades para a educação. Os sistemas de informação em saúde situam-se no meio de
todas essas demandas”.
Chaves (1991), menciona que “ pensar na educação apenas como uma forma de
transferência de conhecimento do professor para o aluno, como despejar de informação de
um recipiente para o outro, não é mais possível. Não se pode mais dar aos jovens uma
ração de conhecimento que vá durar a vida inteira. Nem mesmo sabemos o que vão ser e
fazer daqui a alguns anos. Os alunos de hoje não podem pressupor que terão uma só
carreira em sua vida, porque os empregos que hoje existem estarão radicalmente alterados
no futuro próximo. Para que sejam bem sucedidos, os indivíduos precisarão ser
extremamente flexíveis, podendo, assim, mudar de uma companhia para outra, de um tipo
de indústria para outro, de uma carreira para outra. Aquilo de que os alunos de amanhã
precisam não é apenas o domínio do conteúdo, mas o domínio das formas de aprender. A
educação não pode ser prelúdio para uma carreira: deve ser um empreendimento que dure
a vida inteira."
Dando continuidade às idéias de Chaves (1991), "precisamos examinar
cuidadosamente a sociedade que está emergindo para definir a educação adequada a ela.
(…) É necessário substituir o ensino centrado em conteúdos pela criação de ambientes
ricos em possibilidades de aprendizagem, em que os alunos possam analisar os processos,
desenvolver as competências, compreender os valores que, em seu conjunto, os
capacitarão para um aprendizado permanente, numa sociedade em constante mudança. E
isso deve ser feito de uma forma que desafie, envolva e motive os alunos".
O problema não será solucionado pela utilização das novas tecnologias. É preciso
estar alerta ao surgimento de novas demandas e na descoberta das soluções. Esse processo é
complexo e integrado. Envolve pessoas, procedimentos, idéias, dispositivos e organização
para analisar problemas e projetar, implementar, avaliar e gerenciar soluções. A verdade é
que o bibliotecário exerce um papel de educador e os usuários são seus educandos. Deve-se
ensinar de acordo com a demanda, incorporando-os às bases de conhecimento, avaliando os
parâmetros e provocando alterações de postura. Deve-se criar condições para que cada
indivíduo exponha as suas potencialidades, muitas vezes implícitas.
Novos tempos exigem novos métodos de ensino. O avanço global no processo de
aprendizagem exige do profissional uma postura mais didática e pedagógica. Essa inovação
será o diferencial do bibliotecário que acompanhar o processo de globalização. A mudança

�deverá ser no paradigma e não apenas nas estruturas das bibliotecas, onde pessoas e
máquinas exercem o papel de colaboradores.
A interação eletrônica global está transformando radicalmente a forma de se
pesquisar. Os usuários das bibliotecas passam a exercer um papel muito mais ativo e
autônomo na busca do aprendizado e do conhecimento. Orientando didaticamente os
profissionais da saúde, evita-se que estes sofram os impactos desse evolução. Objetivando o
aprimoramento e a facilitação do aprendizado nas buscas científicas, deve-se encontrar uma
alternativa que incremente, estimule e inove o processo e a forma de aprender dos usuários.
Para que isso se concretize é necessário a criação de um ambiente propício, com um
laboratório para treinamento dos usuários. Entretanto, é imprescindível que haja interesse
da instituição em financiar e fomentar esse projeto.

MATERIAIS E MÉTODOS

A partir da aplicação de um questionário, dirigido a 400 usuários da biblioteca do
CROMG, foi possível constatar o nível da relação entre os profissionais da odontologia e os
meios tecnologicamente mais avançados na busca pela informação. Relação essa permeada
pela dificuldade no manuseio das ferramentas de busca disponíveis; pela falta de
informação e iniciativa dos usuários em se aproximar corretamente da pesquisa virtual. E,
por fim, da resistência dos profissionais em assimilar os constantes avanços da tecnologia
da busca bibliográfica. Os entrevistados, que dispõem de serviço de busca na biblioteca,
dividiram-se em três grupos, com nível de pós-graduação: especialistas ou estudantes de
especialização, 60%; mestres ou mestrandos, 25%; e doutores ou doutorandos, 15%.
Nível de Pós Graduação
15%

Especialização
Mestrado

25%

Doutorado

60%

Com base em um estudo interdisciplinar, procurou-se fornecer informações
especializadas e orientações relativas à avaliação da comunidade de usuários de uma
biblioteca. O propósito é avaliar o impacto das transformações atuais sobre esse grupo,
dando uma visão geral sobre a prática na busca e recuperação da informação. Utilizando
uma postura didática, procurou-se traçar os diversos campos de aplicação na pesquisa e no
ensino da informática na odontologia. A pesquisa durou dois meses, com 100% dos
questionários, respondidos in loco. A maior concentração de pesquisadores está entre os
profissionais formados na década de 90, ou seja , 41%. Notou-se que quanto mais tempo de
formado, menos o profissional procura por uma formação além da acadêmica,
conseqüentemente, menos acesso tem às novas tecnologias da informação. Trinta e dois por

�cento formaram-se na década de 80; e somente 13% dos entrevistados se encaixam na
década de 70. Sendo que o restante, 14%, formaram pós 2000.
Década de Graduação
14%
13%
70
80
90

32%

Pós 2000

41%

Superar a dificuldade é sempre um desafio. Um bom desafio, que corresponde a
ultrapassar obstáculos do homem e da máquina. Este trabalho serviu para constatar
importantes dificuldades dos usuários da biblioteca do CROMG, que no futuro tendem a
diminuir. Porém, precisam diminuir rapidamente. Alerta-se para o fato de 87% dos
entrevistados não possuem nenhum domínio sobre as ferramentas de busca na internet. Fica
próximo a esse índice – 94% - a quantidade de usuários que não são capazes de fazer busca
de artigos na íntegra, via rede. Quanto à pesquisa de referências bibliográficas nas bases de
dados, apenas 18% afirmaram conseguir efetuá-la.
Domínio Sobre as Ferramentas

Busca por Artigos
6%

13%

Capazes
Dominam

Incapazes

Não Dominam

94%

87%

Esses percentuais preocupam, ao mesmo tempo em que estimulam o bibliotecário a
romper a barreira do acesso à informação. Somente com um treinamento efetivo dos
usuários será possível promover sua capacitação e auto-suficiência, garantindo a autonomia
na pesquisa e sua independência para lidar com as novas tecnologias de informação. De
acordo com a pesquisa, apenas 19% dos entrevistados acessam as bases de dados sem
dificuldades. O propósito deste trabalho é chamar atenção para a urgência de se aumentar
esse índice.
Autonomia na Pesquisa
Bibliográfica
18%

Dificuldade Frente às Novas
Tecnologias
19%
Têm

Conseguem

Dificuldades

Não Conseguem

Não Têm
Dificuldades

82%

81%

�Era de se esperar um percentual baixo, mas mesmo assim chegou a surpreender o
total de usuários que participam de listas de discussão em saúde: 5%. Essas listas são
importantes, na medida em que promovem a troca de informações e experiências. Outra
importante fonte de conhecimento na área da saúde é o EpiInfo 2000, um sistema integrado
de gerenciamento de dados epidemiológicos. Somente 4% dos entrevistados já utilizaram
este programa, o que é lamentável, em se tratando de um assunto de tão elevada
importância para a saúde.
Participação em Lista de Discussão
5%

Conhecimento do EpiInfo
4%

Participam

Já Usaram

Não Participam

Nunca Usaram

95%

96%

Tão importante quanto avaliar a dificuldade do usuário é saber da contribuição do
bibliotecário para saná-la. Quase a totalidade dos entrevistados, 98%, reconhece a
importância do profissional da informação na pesquisa. Constata-se aí a grande
contribuição do bibliotecário para a associação do conhecimento e necessidades dos
serviços na área de informação e informática em saúde.
Importância do Bibliotecário no
Auxílio à Pesquisa
2%

Confiabilidade no Profissional
Bibliotecário
3%

Confiam

Afirmam essa
Importância

98%

Negam essa
Importância

Não Confiam

97%

Isso reflete na confiabilidade da busca, pois 97% dos entrevistados confiam mais na
pesquisa feita pelo bibliotecário. As dificuldades dos usuários em lidar com as novas
tecnologias fortalecem o campo de atuação do bibliotecário na área de informática em
saúde. A conveniência de poder contar com sua experiência e capacidade reforça o grau de
confiança que é depositada no trabalho desse profissional.
Essa luta pela distribuição e pelo acesso ao conhecimento deve ter uma participação
efetiva por parte dos profissionais da informação. A interface entre bibliotecários e
profissionais da saúde resulta na melhoria da comunicação entre as pessoas com limitações
relativas à informática. Comprovadamente, é o profissional da informação
quem pode promover o acesso aos mais variados serviços disponibilizados em rede,
facilitando a recuperação de dados e a troca de informações.

�Visando a qualidade na prestação dos serviços, o profissional
acompanhar as mudanças e avanços tecnológicos. É essencial estar
necessidades dos usuários e, sobretudo, delimitar melhor o seu espaço de
relevante o seu papel, enquanto disseminador da informação. Exercendo
social muito mais importante do que o imaginado.

bibliotecário deve
atento às novas
atuação, tornando
assim, um papel

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Traçar um perfil exato dos profissionais que utilizam os serviços de pesquisa da
biblioteca do CROMG não é tarefa fácil, pois podemos perceber nitidamente o grau de
dificuldade e de resistência, principalmente pelos cirurgiões-dentistas com mais tempo de
formados. A grande dificuldade é assimilar os avanços contínuos e aceitar as profundas
transformações tecnológicas da atualidade. O que se sugere neste trabalho é o
desenvolvimento da cidadania com igualdade de oportunidades de acesso ao saber, através
de uma ação educacional in loco.
Hoje, a capacitação do saber é mais veloz e autônoma. A pesquisa científica é de
fundamental importância para o desenvolvimento da comunidade de profissionais da saúde.
O uso das fontes de informação computadorizadas ainda é muito pequeno. Apesar do
crescente volume de fontes de informações disponíveis (Medline, Lilacs, BBO, Scielo etc.),
ainda é pequena a quantidade de revistas que disponibilizam seus artigos na íntegra.
Portanto, os profissionais devem ser qualificados, para, assim, incluir a tecnologia na
prática diária.
A classe odontológica mineira em quase sua totalidade permanece inerte ao
processo evolutivo da informação, por ser pouco treinada e motivada. A capacitação dos
odontólogos é obtida através da difusão do conhecimento pelos bibliotecários, munidos
técnica e cientificamente. Somente pode-se concretizar esse processo trabalhando na união
de esforços e no emprego da tecnologia, engajados na coleta sistematizada da informação e
realizando um trabalho cooperativo. A partir dessa concepção , a principal missão dos
bibliotecários é dar assistência eficiente e de qualidade, visando o suporte técnico e a
superação das limitações.
A capacitação dos bibliotecários, diante das inovações tecnológicas, é de
fundamental importância no contexto da pesquisa em saúde. A aplicação desses
conhecimentos em uma nova sociedade - a sociedade da informação, proporcionará
oportunidade ímpar, onde o bibliotecário poderá atuar no suporte aos profissionais da
saúde. Promovendo, assim, o êxito e progresso da pesquisa científica em ciências da saúde.
Experiência é algo que não se aprende, adquire-se!

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Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Este trabalho visa avaliar o nível de conhecimento dos cirurgiões-dentistas, usuários da biblioteca do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CROMG),</text>
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