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                  <text>SERVIÇO DE INFORMAÇÃO: UM INSTRUMENTO PARA A INTEGRAÇÃO
UNIVERSIDADE/EMPRESA

Eudes Garcez de Souza Silva*
Raimunda Ramos Marinho**

Abordagem sobre o papel e a necessidade dos
serviços de informação no processo de
transferência de informação científica e
tecnológica.
Elege-se
a
integração
universidade-empresa como uma inevitável
forma de atuação que consolida a garantia de
produtividade e desenvolvimento para as partes
envolvidas e sociedade como um todo.
Inserem-se as bibliotecas universitárias entre os
canais de comunicação, capazes de intermediar
todo o processo de aprendizagem que, em
cumprimento ao papel da universidade, assume
o caráter multidisciplinar e de fundamental
importância, como também , nas diretrizes
sociais, políticas e democráticas, de maneira a
formar cidadãos críticos, com visão ampliada,
boa capacidade de apreciação e compreensão
dos
problemas
do
país,
visando
o
estabelecimento de soluções para causas
pertinentes ao bem estar da humanidade.

1

INTRODUÇÃO
Não há dúvida de que o setor industrial constitui um dos principais segmentos da

sociedade ou, porque não dizer, da economia de um povo.
______________________
*
Bibliotecária da Universidade Federal do Maranhão/Pólo de Formação e Educação Permanente do Pessoal
em Saúde da Família/MA. Aluna do Curso de Especialização em Magistério Superior da UFMA. Universidade
Federal do Maranhão. Palacete Gentil Braga – Praça Gonçalves Dias, 351 – Centro. São Luís/MA/Brasil.
eudesgarcez.silva@bol.com.br
** Bibliotecária. Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão. Mestre
em Biblioteconomia -PUCCAMP/Brasil. Universidade Federal do Maranhão. Av. dos Portugueses s/n –
CAMPUS - Bacanga. São Luís/MA/Brasil. dbibrai@ufma.br

�Por ser este setor determinante do progresso de todos os demais setores: comércio,
serviços, atividades econômicas e outros, carece ser entendido como um recurso de
transformações, cujo nascimento e evolução remonta desde os tempos pré-históricos, onde o
homem sentiu a necessidade de elaborar seus próprios utensílios e armas, perpassando pela
Idade Média, com as corporações de artesão, cujo conhecimento era passado de pai para filho.
Chega-se, então, à Modernidade na qual o setor industrial pode ser considerado o motor da
renda nacional, capaz de transformar matérias-primas em bens de consumo ou de produção,
desde que auxiliado por máquinas.
Entretanto, de nada adiantará tais esclarecimentos, se não enfocarmos a influência
da informação nas indústrias. É prudente entendê-la como condicionante da interação nesse
novo paradigma industrial que se estabelece, dada a intensificação da competição entre
empresas e países. Deve ser considerado o recurso

gerencial e consolidador de

produtos/serviços, entendidos como sincronizadores de ações que se convertem em qualidade
e produtividade.
Tais ações podem ser articuladas a partir

do aprofundamento da interação

Universidade – Empresa, baseada na necessidade de se integrar ações desenvolvidas no
âmbito das universidades e das empresas como forma de

fortalecimento das capacidades

para busca de soluções conjuntas. Esse fortalecimento pode ser resgatado
transferência

de

conhecimentos

gerados

no

meio

acadêmico

para

as

a partir

de

organizações

empresariais, implicando na resolução de múltiplos problemas, indo ao encontro das
expectativas de ganho para o setor empresarial.
Por outro lado, mudar a visão empresarial em relação ao papel da universidade na
vida brasileira é algo necessário. Ela vai muito mais além do que a restrita função de formar e
fornecer às empresas profissionais qualificados com competência para assegurar o bom
funcionamento da economia nacional. Compete-lhe ainda,

A formação de pesquisadores para gerar o saber e garantir meios de
se adquirir e manter o conhecimento científico e tecnológico e o
desenvolvimento cultural em sua forma mais ampla, indispensáveis ao
desenvolvimento do país. (MINDLIN 1991, p.108).

�Surge então, a necessidade de um maior entrosamento entre as instituições

de

pesquisa com a empresa, seja industrial, comercial, agrícola, e outros.
Nesse estreitamento de relações seria marcante a presença, na empresa, de

...docentes e de pesquisadores, quer como consultores ou como participantes de
determinadas atividades, permitindo-lhes conhecimento direto do dia- a- dia da
empresa e daria aos empresários [...] um sentido da importância da teoria científica
da pesquisa básica e aplicada. (MINDLIN, 1991, p.109).

Nesse contexto, consideram-se as Empresas-Júnior como laboratório real de
aprendizagem, cuja implantação visa a atender a demanda empresarial. Constitui-se,
juridicamente uma associação civil, sem fins lucrativos, formada por estudantes
universitários, que prestam serviços às empresas ou instituições pelo preço de custo,
cuja
coordenação
é
feita
pelos
próprios
professores/pesquisadores
de
universidades.(MARINHO &amp; SILVA &amp; BRASIL, 1998, p.66)

Cabe aqui reforçar a importância do estágio como campo de atuação que visa a
estabelecer um elo entre o ensino teórico e a prática operacional das empresas, proporcionando
uma experiência profissional e uma vivência nos campos de trabalho. Na Universidade, ele
aperfeiçoa a

função de capacitação e formação, permitindo ao estudante integrar os

conhecimentos adquiridos, os princípios e as teorias, com a observação e experimentação de
métodos e processos de suas aplicações práticas e fornecendo aos professores, motivações e
meios para atualização permanente de seus cursos. Nas empresas, traz o estímulo para o
aperfeiçoamento da técnica operacional e a simplificação de determinadas tarefas com o
conseqüente aumento da produtividade.
Para que o estreitamento dessa relação se torne um fato corrente será necessário
encontrar caminhos com promissora indicação de buscas, nos quais a informação científica e
tecnológica

funcionará

como

aditivo

fortalecedor

do

processo

de

transferência

de

conhecimentos, de modo a transformar a sociedade como um todo.
Com referência a “encontrar caminhos”, pensa-se na plena adequação de canais
institucionais de comunicação, definidos como Serviços de Informação que funcionem como
facilitadores da recuperação de informações entre os referidos setores, visando suprir, de
forma recíproca, suas necessidades de informação científica e tecnológica.

�A organização desse trabalho inicia-se por evidenciar o valor que a informação
agrega nesse novo paradigma industrial. Partindo-se da análise funcional desse insumo,
evidencia-se sua necessidade para melhor atuação dos Serviços de Informação , através dos
quais, geram-se produtos e serviços de qualidade, desenvolvimento econômico e divisas para o
país.

Nesse

processo

de

desenvolvimento,

cogita-se

a

integração/parceria

Universidade/Empresa como forma de consolidar a garantia de produtividade a partir da
geração e aquisição de novos conhecimentos. Além do que, ressalta-se o valor das instituições
envolvidas enquanto organismos sociais.
Consequentemente, tornou-se necessário identificar o bibliotecário como componente
ativo e integrante da equipe responsável pela atuação dos serviços de informação, visto que, a
este profissional confere a capacidade de integração, como especialista no manejo da
informação.

2

SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA NO CONTEXTO
INDUSTRIAL
Partindo-se da necessidade de fortalecer a articulação madura e consciente entre as

empresas, instituições de ensino e pesquisa, evidencia-se a informação como o meio que
permite colocar com eficiência, a Ciência e Tecnologia a serviço da população. Assume
importante significação, desde que seu valor esteja diretamente relacionado ao benefício que
ela poderá proporcionar. Esse benefício, que se converte em desenvolvimento, prescinde de
uma estrutura informacional adequada, cujo suporte maior dá-se através dos Serviços de
Informação.
Segundo MAUTORT apud AGUIAR (1991, p.8), a informação pode estar definida
em duas grandes classes consideradas no âmbito das atividades de ciência e tecnologia e de
desenvolvimento industrial: informação científica e tecnológica ,e,

informação industrial e

tecnológica.
Ao definir a primeira classe, considera todo tipo de informação que serve de
matéria-prima, ou seja, para geração de conhecimentos científicos e de tecnologias. A segunda
classe de informação difere da primeira, pois sua função é contribuir para a aplicação desses
conhecimentos para o desenvolvimento econômico, incluindo, então, o desenvolvimento
industrial.

�KJEID KLINTOE apud AGUIAR (1991, p. 8), propõe conceitos diferenciados
para Informação para a Indústria e Informação Industrial. Em sua primeira definição diz que:

Informação para a indústria é todo esforço intelectual para estimular os
administradores e técnicos de uma dada empresa, pública ou privada, no sentido de
aperfeiçoar suas operações e
inovar métodos, processos, produtos e serviços,
através da conversão, em resultados práticos, de toda a forma de conhecimentos
obtidos por qualquer meio.

Por sua vez,

Informação Industrial é definida como o esforço de coletar, avaliar e tornar
disponível informações sobre o setor industrial e suas operações produtivas,
gerando dados técnico - econômicos, informações sobre tecnologias utilizadas, a
estrutura industrial, a produtividade setorial, estudos de viabilidade, dados
de
investimento e retorno, implantação de indústria, transferência de tecnologia dentre
outros.

De acordo com essas definições, observa-se que a diferença entre elas reside
exatamente na percepção de que

informação para a indústria consiste na obtenção de

conhecimentos que venham atender as necessidades

específicas na empresa, fazendo com

que, ao elaborar seus produtos, esses possam ter condições de acompanhar a dinâmica de
mercado, através da qual torna-se mais fácil detectar oportunidades e ameaças e, diante dessa
panorâmica, implementar estratégias emergenciais, permitindo-lhe prever e minimizar os
efeitos e crises que possam surgir. É preciso ter conhecimento de fontes alternativas de insumo
e de matérias- primas no sentido de melhor contribuir para o desenvolvimento tecnológico.
A informação industrial, por sua vez, consiste em estabelecer parâmetros de
comparação de desenvolvimento

entre os setores industriais em conformidade com a

evolução sócio-econômica, partindo-se da identificação da estrutura, características, perfil dos
problemas, dentre outros. A partir de tal comparação, analisa-se a necessidade de estabelecer
políticas, estratégias e diretrizes de caráter global, na intenção de favorecer

desenvolvimento

dos setores.
Percebe-se,

também, a larga abrangência da informação e que sua função deve

estar em conformidade com o tipo de necessidade do público - alvo que a instituição se propõe
a atender ou atingir. Como diz SANTOS (1996, p.13),“A recuperação, o tratamento e a

�difusão de informações úteis são, nos dias atuais, fatores determinantes para a
competitividade das empresas, como também, da força econômica dos países”
É notório a importância da informação e o valor que agrega, devendo atender as
necessidades específicas de seu mercado, satisfazendo a seus consumidores.
No caso das unidades/serviços de informação voltados ao atendimento de
empresas, RAMOS (1996, p.15) assegura que,

...a função da informação repousa no entendimento do processo de evolução
emanutenção dos níveis de competitividade e lucratividade das empresas. A
competição a que estão expostas as empresas exige constante evolução e
aprimoramento dos seus conhecimentos.

Tudo indica que é preciso mudar e investir de forma planejada para que a empresa
possa defrontar-se com a concorrência, mantendo-se lucrativa e, sem medo de enfrentar as
mudanças, sejam elas tecnológicas, comerciais, mercadológicas, e outras, assegurando-lhe
evolução e sobrevivência. Qualquer proposta de mudança deve ser iniciada por uma reflexão
sobre o próprio conteúdo da situação para a qual se pretende analisar. O valor da informação
está, pois, diretamente relacionada ao benefício que ele proporcionará, no caso, atrair clientes
e, assim, tornar a empresa mais competitiva.
A idéia de valor perpassa pela necessidade, ou seja, pelo movimento(motivação)
que leva o cliente a procurar um produto/serviço, mantendo uma relação de utilização. Assim,
“ O VALOR é definido como sendo uma grandeza que cresce quando a satisfação de uma
necessidade do consumidor aumenta ou o conjunto de dispêndios induzidos diminui.”
(FREITAS, 1999, p.38
Consagrando a informação como a entidade que permeia toda atividade humana, os
Serviços de Informação se sobressaem nessa nova era mundial como o canal facilitador da
transferência dessa informação, num processo de melhoria contínua, para conquista de sucesso
e desenvolvimento das empresas, características que determinam sua sobrevivência no
mercado. Entretanto, torna-se interessante refletir sobre sua atuação e qualidade desses
serviços.

Os serviços de informação devem ser criados ou organizados na intenção de fazer

�da própria difusão da informação um momento de criação, tendo em vista o atendimento de
um de seus principais objetivos – a socialização do saber – que influi na evolução e
emancipação dos homens em seu conjunto, comprometendo-se, pois, com as causas e
movimentos

da sociedade. Torna-se essencial incluir os Serviços de Informação no debate

atual sobre a sociedade pós-industrial, no sentido de facilitar e aprimorar o fluxo de
informação entre diversos setores.

Entretanto, é visível o reconhecimento de que,
A idéia da informação como um recurso de valor com um valor econômico agregado
ainda não está amplamente explorada, apesar da crescente explosão da informação
e do surgimento das tecnologias de informação que vieram para facilitar e melhorar
o fluxo de informação. (CYSNE,1996, p. 26).

E ainda acrescenta que,

...o fraco impacto da informação científica e tecnológica seja, no processo de
inovação tecnológica, junto com outros fatores sociais, econômicos e culturais, um
resultado da falta de serviços integrados, especializados e eficientes de informação
que contem com especialistas de informação para aprimorar e facilitar o fluxo deste
conhecimento entre universidades e institutos de pesquisa e o setor produtivo
.(Id.Ibid.)

Com base nessas colocações, é imperativo que o setor produtivo perceba que,

...a informação gera conhecimentos; este quando acumulado, possibilita a produção
científica e tecnológica e essa última é responsável pela geração de bens e serviços
em nível de concorrência no mercado internacional. A internacionalização propicia
mais investimentos que, se reintegrados ao setor de informação (setor quaternário)
continuarão gerando insumos que darão suporte ao desenvolvimento econômico,
reiniciando o ciclo informação/desenvolvimento. (MAIA ,1991, p.683).

Pelo que se observa, a informação científica e tecnológica é o insumo básico para
as empresas e deve estar presente em todas as suas atividades, desde o conhecimento do
mercado, definição dos produtos, produção dos mesmos, passando pelos sistemas de
suprimento e vendas. Ou seja, a empresa, enquanto sistema de informação, pode ser definida
como um conjunto de processos inter-relacionados, no qual a informação passa a ser utilizada
de forma sincronizada, constituindo-se numa cadeia de transformação para a qual
convertem informações sobre estratégia, marketing, desenvolvimento

se

de produto e processo,

�gestão, aquisição, operações e distribuição.
As universidades e institutos de pesquisa por sua vez, dentro do processo de
aquisição e produção de conhecimento científico, têm papel fundamental, como provedora de
idéias e cérebros para as atividades de P &amp; D (Pesquisa e Desenvolvimento)

do setor

produtivo. Mais especificamente, os sistemas de informação, considerados um novo
paradigma de inovação tecnológica, exercem (ou deveriam exercer) importante papel nos
relacionamentos e integração entre as organizações, de modo a combinarem as novas
facilidades oferecidas pelas tecnologias, com o potencial de habilidades humanas, objetivando
descartar, filtrar, reempacotar e/ou adaptar informações para os usuários finais e prepará-los
com a necessária bagagem de conhecimento e habilidades para avaliar e também,

filtrar

informações
A informação é a base sobre a qual se planejam mudanças. Por isso, sua necessidade é
permanente para melhor atuação dos serviços de informação, assim como, para a
competitividade dos mercados. No exato momento em que se relacionam produtividade e
qualidade com informação, é que surgem os Serviços de Informação, como fator importante
no desenvolvimento econômico. Assim,

...a qualidade e a relevância especifica da informação fornecida para apoiar a situação
única da tomada de decisão para produtos e processos a serem desenvolvidos
demandam que os serviços de informação se tornem, eles próprios, sistemas de
aprendizado. (FIGUEREDO, 1989, p.87).

Representa também,

...um atributo de produtos e serviços que atendem às necessidades de quem os
usa.[...]. Um sistema de qualidade é basicamente um sistema de informação.
Fornece respostas as principais perguntas que as pessoas fazem para gerir as
atividades da empresa: o que deve ser feito, como fazer, por que fazer, quando fazer,
quem é o responsável, onde e quando produzir. (MOURA ,1996, p, 37).

Significa dizer que, devem ser organizados para responder as necessidades reais do
tomador de decisão, usando para isso, tecnologia de maneira criativa e imaginativa, de modo a
fornecer resposta rápida, específica e utilizável, além de introduzir, continuamente, mudanças

�e inovações nos seus sistemas, serviços e produtos.

Tecnologia é pois,

... o conjunto organizado de conhecimentos de natureza técnica e organizacional
que permite a produção de bens e serviços em condições econômicas. No contexto
da globalização, é fator vital para a sobrevivência e competitividade empresarial[...]
que lhes permitem superar as desvantagens inerentes ao seu porte.( SEBRAE, [199], p.22)

Desde que organizados para suprir as necessidades empresariais, deverão estar
cientes de que, as empresas, independentes do seu porte, ramo ou localização, precisam, a todo
instante, da informação sobre diversos assuntos e áreas do conhecimento. Desta feita, cresce a
responsabilidade dos serviços de informação, como

agentes transformadores da sociedade,

seja em universidades, centros de pesquisa, empresas e outros.
A correta organização dos Serviços/Unidades de Informação constitui ponto
essencial para assegurar a qualidade e a produtividade na produção de bens e serviços. Isso
significa está

preparada para o cumprimento de suas funções básicas que justificam e

reforçam o porquê de sua existência e que, segundo RAMOS (1996, p.16), podem ser assim
estabelecidas:

a) satisfazer a sua clientela mediante oferta de produtos e serviços de informação de
qualidade compatível com o mercado;
b) gerar receitas pela venda de produtos e serviços e a execução de projetos
suficientes para sua auto-sustentação e o desenvolvimento continuado;
c) identificar e organizar fontes e informações potencialmente úteis à sua clientela;
d) analisar e processar informações com qualidade e produtividade, para a geração
de produtos e serviços de informação do mercado;
e) desenvolver ferramentas e métodos de trabalho eficazes e eficientes.

Imbuído nesse processo de desenvolvimento está o processo do saber
administrar/gerenciar os Serviços de Informação. É necessário que o administrador encontre
os métodos mais adequados ao seu meio ambiente, estimulando o fluxo de idéias analisandoas criteriosamente. Sua atitude positiva de futuro consiste em acreditar que esse futuro pode
ser modificado por decisões feitas no presente, criando um clima organizacional que encoraje

�e promova mudanças.
Com a necessidade de investir cada dia em atividades informacionais, acredita-se
na possibilidade de gerenciá-las com um bem econômico e estratégico e indispensável às
empresas, sobrepondo-se a figura do administrador, como profissional capaz de combinar e
utilizar informações em decisões e ações em benefício do crescimento empresarial.
Reforçando tais argumentos, VIEIRA (1993, p.99) discorre,
...entende-se hoje como um dos mais nobres papéis do administrador aquele
relacionado à preservação e ao desenvolvimento do saber específico de sua
organização, em todos os seus setores e níveis hierárquicos, seja esse saber
codificado sob forma
de dados, documentos, informações e sistemas, ou
personalizado sob forma de
Know-how do especialista dotado de conhecimento
teórico e experiência prática.

No bojo da administração da informação como um recurso, o gerente necessita ter
a capacidade de antever os vários possíveis usos das informações coletadas ou produzidas para
o

bom

desempenho

comportamento

empresarial.

gerencial,

deverá

A

informação,

permitir-lhe

enquanto

acompanhar

insumo

fortalecedor

tendências

ameaças

do
e

oportunidades para manter suas empresas em sobrevivência e competitivas no mercado local
ou mundial e, os serviços de informação, deverão colocar-se em posição estratégica, enquanto
agentes de mudanças.
Nesse entendimento, o profissional, ao incorporar essas características, deverá ser
um constante observador do ambiente organizacional para que possa saber o exato momento
de inserir mudanças táticas em benefício da classe empresarial . É preciso compreender que a
estratégia está diretamente ligada aos objetivos da missão da empresa e ao seu negócio. Se
bem assessorada através dos serviços de informação, tornar-se-á capaz de avaliar
oportunidades e ameaças, definindo com mais clareza os desafios e caminhos a seguir, a partir
dos pontos fortes e fracos.
Na condição de empreendedor, o gerente de informação precisa agir com determinação
e empenho, dedicando-se à utilização de ferramentas com a criatividade e inovação para
estabelecer uma compreensão mais aprofundada de caráter e da natureza de cada segmento
empresarial.

�3

PESQUISA &amp; PRODUÇÃO: uma parceria conseqüente

A Universidade é a mais importante e mais complexa agência de educação por
transmitir e disseminar conhecimentos , além de formar indivíduos dotados de qualificações
para o mercado de trabalho, providos de uma certa concepção de mundo e da vida, ou seja,
ela forma para a sociedade suas lideranças. Por sua vez, a empresa, considerada célula- mater
do desenvolvimento, tomada também como local de ensino, corrige ou procura corrigir as
distorções das qualificações profissionais vindas das universidades. Sendo elo importante das
cadeias produtivas que buscam a competitividade empresarial brasileira, enriquece a educação
pela experiência exigindo e permitindo novas formas de atuação. Produz educação da mesma
forma que a universidade produz desenvolvimento, ao produzir conhecimento.
É nessa ótica que se estabelece a necessidade da integração universidade- empresa,
pois o desenvolvimento não pode esperar, e a dimensão do tempo é muito importante. Já que o
mundo se apresenta cada vez mais cambiante,

com a tecnologia evoluindo aceleradamente,

torna-se necessário que se conceba novas formas de atuação. A palavra integração consolida a
garantia de produtividade e desenvolvimento para as partes envolvidas. Entretanto, essa
integração só será possível quando empresa e universidade permitirem que uma atue no
desenvolvimento da outra. Com a integração oriunda desse contato, serão trazidos, frutos de
grande valia ao nosso país.
O desenvolvimento da relação universidade- empresa deve acontecer a partir do
momento em que iniciativas forem tomadas no sentido de encorajar diferentes formas de
esforço conjunto da empresa e da universidade no domínio da pesquisa, ensino e formação
permanente. A universidade, em colaboração com a empresa, poderá facilitar uma aplicação
mais direta e mais rápida dos resultados da pesquisa. Na fala de FREITAS( 1996, p.30),

“A

pesquisa dentro da empresa apresenta duas importantes características: aumenta
substancialmente a capacidade de inovação da empresa e propicia um processo de
aprendizagem que é fundamental para a formação e capacitação de seus recursos humanos”
Isso nos induz a pensar na aquisição e geração de novos conhecimentos, além de
garantir à empresa a possibilidade de explorar potenciais tecnológicos presentes à sua volta.
Em outras palavras, sendo a universidade parte da sociedade como um todo, terá

plena

potencialidade de bem servir o país e, juntamente com a empresa, atender no médio e longo

�prazo, às necessidades do processo de desenvolvimento, agregando-lhes então o seu real valor
de organismos sociais.
Na visão de FREITAS(1996, p.28), várias outras medidas e/ou iniciativas deverão
ser tomadas para facilitar a integração universidade - empresa.

a) As universidades podem criar uma ‘ incubadora de empresas[...] levar seu apoio
a firmas já instaladas, colaborar de forma permanente com as empresas de base
tecnológica e elaborar novas formas de colaboração com as indústrias tradicionais;
b) Devem ser criadas programas de estudo em que os alunos da
universidade sejam encorajados a colaborar na realização de projetos industriais;
c)Deve ser dado ao pesquisador universitário o direito de prestar serviços de
consultoria e ser remunerado por estes;
d)Instituto de pesquisa cooperativa devem ser criados para desenvolver programas
em colaboração com os complexos industriais;
e) As direções das empresas deveriam estabelecer serviços de ligação que teriam
por tarefa entrar em contato com grupos de pesquisadores universitários;
f) Deveriam ainda serem criadas fundações junto às instituições universitárias de
pesquisa e aos institutos de pesquisas estatais, para criar condições favoráveis ao
estabelecimento de cooperação com setor produtivo.

Pelo que se pode observar , é necessário fazer acontecer as relações entre a
universidade e a empresa. Oportunamente, o referido autor questiona sobre a criação de
comunidades sóciotecnológicas como uma necessidade nessa relação por permitir que pessoas
de diferentes origens, sejam firmas de alta tecnologia, industrias tradicionais, pequenas
empresas, universitários ou pesquisadores de todas as disciplinas, dentre outras, discutam suas
preocupações, interesses e problemas, possibilitando, por conseguinte, as vantagens que
oferecem a cooperação.
Partindo-se do estabelecimento de programas comuns, o estreitamento entre estas
esferas tornar-se-á mais facilitado, complementando-se mutuamente “ sem que isso implique
de modo algum, descaracterização ou perda de identidade de uma e de outra”. ( MINDLIN,
1991, p.110)
Salienta-se pois, que o papel da universidade assume caráter multidisciplinar e de
fundamental importância , não só do ponto de vista acadêmico, como também nas diretrizes
sociais, políticas e democráticas de maneira a formar cidadãos críticos, com visão ampliada,
boa capacidade de apreciação e compreensão dos problemas do país, visando o
estabelecimento de soluções para causas pertinentes ao bem estar da humanidade. Não se pode
descartar, também, o papel do setor produtivo, como agente de transformação, vindo a criar

�riquezas e divisas para o país através de seus produtos e serviços.
Nesse campo de atuação devem ser buscadas parcerias entre universidades e setores
produtivos/empresariais para que possam ser viabilizadas pesquisas científicas e tecnológicas
através de recursos múltiplos, facilitando assim, o processo de integração.

4 CONCLUSÃO

Nessa evidente etapa da evolução da civilização pós-industrial, onde a mudança de
paradigma vem estimular a eficiência produtiva que, em conformidade com o novo padrão de
desenvolvimento exige a transformação radical das organizações, pode-se perceber que a
informação assume valor estratégico no processo desenvolvimentalista das sociedades
contemporâneas. Entendida como elemento modificador da consciência humana, produz
conhecimentos e traz benefícios para a sociedade como um todo, associada ao conceito de
ordem e de redução de incertezas, cujas vantagens habitam num determinado espaço social,
político e econômico.

Para dar sustentação a estas palavras BARBOZA(1994) afirma:

A informação é tão fundamental para a estratégia das organizações públicas e
privadas que uma nova conceituação de competitividade se faz presente. A
competitividade está na razão direta da capacidade de uma organização processar ‘
quantidade’ e ‘qualidade’ de informações para a tomada de decisões. As
organizações vitoriosas têm sido aquelas que compreenderam essa nova dinâmica e
utilizam a informação como ‘fator chave’ em suas estratégias

Identifica-se a informação como fator de saber e mudança apoiadas num processo
de transformação que referencia os Serviços de Informação como principal ferramenta
envolvida no debate atual sobre a sociedade pós-industrial e facilitadora desse processo no que
se refere ao fluxo e transferência de informações científicas e tecnológicas necessárias para
assegurar a qualidade e produtividade na produção de bens e serviços.
São agentes transformadores da sociedade e para tal propõe-se rigor nos
procedimentos de coleta, tratamento e disseminação de dados /informação conhecimento,
tornando-os capazes de subsidiar apoio aos usuários, refletir as aspirações de mercado, além
de introduzir princípio de qualidade (produtos e serviços), firmando-se como estratégia de

�sobrevivência no processo de gestão e desenvolvimento do setor industrial, ambiente sujeito a
permanente mutação. Uma outra observação a ser feita é que, apesar da unanimidade de sua
relevância, os serviços de informação ainda continuam desconhecidos para maioria da
clientela empresarial. É preciso que se tornem visíveis, ampliando a oferta de informações e
democratizando o seu acesso, corrigindo e buscando melhor equilíbrio com o setor
empresarial. É prudente concordar com AGUIAR(1994) quando diz que,

A sistematização dos serviços de informação científica e tecnológica, no atual
contexto das políticas tecnológicas e industrial, constitui estratégia fundamental
para o aumento da competitividade do setor produtivo através da melhoria da
qualidade, da inovação tecnológica e do aumento da capacitação gerencial.

Assim,
... é urgentemente necessário que os serviços de informação para
setores especializados, como é o setor industrial, sejam redezenhados
de modo a responder com mais objetividade às necessidades dos
países em desenvolvimento.(CYSNE, 1996, p.29)

Nesse entendimento, vale refletir sobre integração universidade - empresa, como
uma articulação próxima e freqüente que necessita de aprendizagem permanente e ajustes
recíprocos sempre voltados para um processo mutuamente enriquecedor, capaz de contribuir
para que cada entidade, na sua esfera, avance na busca de excelência. Partindo –se dessa
compreensão,

ou

seja,

da

necessidade

de

interagir

a

iniciativa

privada

com

universidade/institutos de pesquisa, visando o fortalecimento das capacidades para busca de
soluções conjuntas, “ estreitam-se os contatos pessoais, ampliam-se as trocas de
informações estratégicas e o uso da sistemática de subcontratações, e os ajustes e
negociações tornam-se mais freqüentes”. Esses fatores foram apontados por vários autores
como SCOTT, &amp; STORPER E CASTELLS citados por MEDEIROS et al (1992, p.3) .
Entretanto, para a efetiva concretização desses fatores, cogita-se a criação de uma cultura de
informação para negócios, investindo-se, à priori, na conscientização das instituições
envolvidas da necessidade de um ambiente favorável que venha subsidiar a acumulação de
conhecimentos e produção de inovações. Nesse sentido,

�... o novo paradigma cria dimensão tecnológica inusitada : o foco da
competitividade recai diretamente sobre o setor produtivo( o segmento da demanda),
induzindo, em consequência, transformações substanciais ao fomento tecnológico
que objetiva facilitar a prática da pesquisa cooperativa, do desenvolvimento
tecnológico e da consolidação de uma adequada infra-estrutura de serviços(oferta)
à disposição das empresas. Nesse contexto, a consolidação de um sistema articulado
de informação tecnológica pode constituir imprescindível elemento à estratégia de
competitividade de ambos os segmentos: o das empresas usuárias e o das
instituições prestadoras de serviços.(FROTA &amp; FROTA, 1994, p.7)

Por outro lado, nos satisfaz dizer que as universidades públicas e as empresas,
embora não totalmente voltadas para a compreensão do seu papel social, já se movimentam
para uma maior aproximação, num estreitamento de relações entre as esferas envolvidas.
Segundo REGO( 1998, p.7) este progresso já é visível na formação dos profissionais. E cita os
estágios não-obrigatórios como um componente importante no desenvolvimento técnico de um
número cada vez maior de universitários, através dos quais acumulam informações sobre a
dinâmica econômica, relações com o capital, com o trabalho, com o usuário dos produtos e
serviços, além de aumentar sua empregabilidade e tornar mais qualificado o seu serviço.
Assim, a competência da universidade que era de formar empregados e profissionais liberais
para o mercado de trabalho, passa para a formação de profissionais empregadores.
Em outro momento, apresentaram-se algumas entidades que compõem a estrutura
básica da área de informação tecnológica no Brasil e que são reconhecidas por
disponibilizarem serviços de informação especializados, além de facilitarem o processo de
transferência de informação científica e tecnológica para a classe empresarial brasileira,
através de pontos de atendimento, unidades regionais, empresas juniors, incubadoras, etc. A
exemplo, citam-se o SEBRAE, SENAI, IBICT, INPI,ABIMAQ,CNEN, dentre várias outras.
Tais entidades podem ser citadas como exemplos bem sucedidos, cuja preocupação consiste
em prover a indústria de informações voltadas para negócios. Torna-se evidente o esforço
dessas instituições na medida em que tentam compartilhar recursos com parceiros eficientes
para o provimento do setor industrial. São principalmente canais institucionais de
comunicação, cujo principal componente é a informação através da qual

... a produção, difusão, assimilação e uso estratégico do conhecimento empresarial
devem se constituir em atividades a serem compartilhadas solidariamente por
tomadores de decisão e profissionais da informação, atuantes na organização, de tal
modo, que seus papéis se interpenetrem nas atividades de inteligência e análise de
negócios (VIEIRA, 1993, p.100)

�E finda-se por concordar com as palavras de REGO(1998, p.8) esperando que : “
essa leitura nos aguce a visão de futuro, trazendo à lume a necessidade de entender e refletir
que ciência e tecnologia significam democracia, justiça, bem-estar e soberania”.(grifo nosso)
SUMMARY

Approach above the role and neeed of information
services in the process of transfering cientifical
and tecnological information. Elect the integration
university-company as an inevitable form of
performance that consolidate the guarantee of
productive and development to whole society.

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