<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4070" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4070?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-04T17:56:26-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3139">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/29/4070/SNBU2002_062.pdf</src>
      <authentication>2a75c63355a3fe044d16ea5c8f6ad735</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="46119">
                  <text>SISTEMAS DE INFORMAÇÃO:
UM BREVE HISTÓRICO E SUA APLICABILIDADE EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

Jacqueline Rodrigues de Oliveira Balducci
UNIFEI - Universidade Federal de Itajubá
Campus Prof. José Rodrigues Seabra – Av. BPS 1303 – Bairro Pinheirinho
CEP 37500-000 – Itajubá – MG - Brasil
Biblioteca Mauá
Telefones- 35 3629 11 24 – 35 3629 12 63
E-mail : jacq@unifei.edu.br
reitoria@unifei.edu.br

UNINCOR – Universidade Vale do Rio Verde
Av. Rio Branco 82 – Bairro Chácara das Rosas
Três Corações – MG – Brasil
CEP 37410-000
Telefone- 35 3239 1000 - 35 3239 1239

�SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: um breve histórico e sua aplicabilidade em
Bibliotecas Universitárias

Jacqueline Rodrigues de Oliveira
Bibliotecária da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI
Mestranda em Gerência da Produção pela Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI
Professora do Curso de Biblioteconomia da Universidade Vale do Rio Verde UNINCORTrês Corações-MG

Resumo. Atualmente, o manuseio das informações, uma área abordada pela Tecnologia da
Informação ou Sistemas de Informação, faz parte de toda atividade de negócio de uma
empresa que oferece um produto ou serviço, desde a concepção, planejamento e produção
até a comercialização, distribuição e suporte.
Este trabalho busca mostrar a importância da participação ativa dos dirigentes, a
identificação das necessidades de informação, a definição dos requisitos dos sistemas a
serem implantados, a seleção do software e do hardware adequados e o treinamento das
pessoas que irão utilizá-los, como também, sintetizar a aplicabilidade em bibliotecas
universitárias. As novas tecnologias e a utilização da grande rede criam um ambiente
favorável a um maior entrosamento com a área acadêmica, promovendo um melhor
atendimento ao usuário final.

Palavras – chave: Sistemas de Informação, Tecnologia da Informação, Aplicação em
Bibliotecas Universitárias.

Abstract. Nowadays, the handling of the information, area approached by Computer
Science or Information Systems, is part of the busineess enterprise of any company that
sell products or services, from their conception, planning, and production to their comerce,
distribution, and support.
We want to show the importance of the active participation of the manager, of the
identification of the need of information, of the establishment of the system requirements

�to be implemented, of the right software and hardware choice, and the training of the staffs
which will use then. We also want to synthesize the aplication in university libraries.
The new technologies and the use of the great net create a favorable atmosphere to a larger
organize with the academic area, promoting a better attendance to the end user.

Keywords: Systems of Information, Technology of the Information, Application in
University Libraries.

1- INTRODUÇÃO
Enfoca-se conceitos orientados para a compreensão dos processos de Sistemas de
Informação desenvolvidos por empresas, especialmente em bibliotecas e centros de
documentação. Tenta-se mostrar o papel destes processos na melhoria e eficácia dos
serviços, tratando de forma sucinta sobre administração de informação, fatores críticos de
sucesso, tecnologias de informação, planejamento, projeto, estruturas, dentre outros.
O objetivo desta revisão literária e do trabalho no todo é tentar alertar para as
seguintes questões: Como avaliar
sistemas

os sistemas de informação disponíveis? Quais os

disponíveis? Quais as características

necessárias para

a

implantação de um

sistema de informação para bibliotecas?
A acelerada difusão das novas tecnologias da informação e comunicação
promovem uma

modificação radical nos contatos e trocas de informação. Com a

“revolução informacional ” passamos a utilizar essas tecnologias como bases designadoras
da nova era chamada sociedade ou economia da informação ou do conhecimento.
Esse novo padrão vem impondo novas formas de organização nas instituições como
as universidades, favorecendo rápidas mudanças em suas estruturas e transformando as
relações interpessoais.
Sabendo-se que a biblioteca universitária é um contribuinte na geração, difusão e
intercâmbio de idéias e conhecimentos, utilizando cada vez mais das tecnologias da
informação e da comunicação eletrônica apropriadas ao acesso, à organização e ao
processamento da informação, cada vez mais eficientes e eficazes, fundamentando assim,
suas ações e fazendo cumprir seus objetivos.

2- SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E OU TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

�A invenção da imprensa foi considerada como a maior revolução na comunicação
humana, até que milhões de pessoas pudessem ao mesmo tempo, Ter acesso a milhões de
informações através de redes. Surgindo em conseqüência os termos Sistemas de
Informação, Tecnologia da Informação, dentre tantos outros termos técnicos da era da
informática.
Segundo BIO ( 1996 ), “Sistema de informação é um subsistema do

sistema

empresa”, composto de um conjunto de subsistemas de informação, por definição
interdependentes. É quando o sistema pode responder a uma variada gama de
necessidades de informação para tomada de decisões. Embora o conceito em si mesmo
não se refira a este ou aquele meio de processamento em termos práticos, o computador é
que torna possível cogitar tal grau de integração. Hoje o conceito implica o uso de
equipamentos automáticos de processamento de dados. “
No mundo dos negócios, as redes, principalmente a rede mundial está provocando
uma excepcional transformação com a expectativa de se tornar o principal meio de
comunicação, ou seja, o principal ambiente para negócios de todos os tipos.
Para TOFFLER ( 1985 ), a informação é tão importante, talvez até mais, que a
terra, o trabalho, o capital e a matéria – prima. Em outras palavras, a informação está se
tornando a mercadoria mais importante da economia contemporânea. Os sistemas de
informação podem auxiliar as empresas a aperfeiçoarem os seus serviços e operações, a
aumentar os seus lucros e crescimento e a melhorar a sua atuação no mercado. Para ajudar
a aumentar a rentabilidade, melhorar ou garantir a sua imagem no mercado, as empresas
necessitam planejar com mais eficácia a utilização dos recursos de sistemas de informação.
O planejamento estratégico de sistemas de informação auxilia a empresa a planejar o uso
destes recursos de forma a suportar os objetivos, desafios e metas estabelecidas.
Os recursos de sistemas de informação são significativamente dispendiosos para
serem desperdiçados, sendo assim, as empresas devem procurar um retorno de
investimento razoável sobre estes recursos para suportarem as suas estratégias de negócios
e atingirem os seus objetivos empresariais.
A falta de um planejamento pode gerar um desvio de foco, pois muitas empresas
não definem para que serão usados os equipamentos e sistemas antes de comprá-los,
máquinas e softwares em si, nada resolvem, se não forem absolutamente adequados para
uma finalidade específica. Este tipo de investimento pode ser muito desastroso para a

�empresa, caso ela e os funcionários não estejam totalmente capacitados a lidar com essa
nova tecnologia.
Portanto, para a sobrevivência e resultados satisfatórios, se faz necessário o
planejamento estratégico, contendo sua missão, estudo de ambiente externo e interno,
questões estratégicas, programa de trabalho, operacionalização, equipe de trabalho,
recursos, etc., incluindo o planejamento da informatização propriamente dito, sistema,
pessoal, equipamentos e outros.
Seria interessante que neste processo de planejamento de informatização, fossem
feitas visitas às empresas similares que já tenham sofrido este processo, contratar pessoas
especializadas,

analisar

o

sistema

atual,

identificar

os

processos

que

devem

ser

informatizados, analisar a adoção de rede interna ( intranet ), a criação de uma rede que
possibilite a comunicação com clientes ( extranet ) e a conecção para comunicação externa
( internet ), definir as expectativas para a informatização: grau, prazos, custos, benefícios
esperados etc., comparar custos e benefícios inclusive os indiretos, estabelecer um
cronograma, preparar seus

funcionários através de conscientização e treinamento, definir

os softwares necessários e depois o hardware apropriado, iniciar o processo de
informatização respeitando o cronograma e mantendo sempre a manutenção dos softwares.
O não planejamento coloca a empresa em total desvantagem em relação à
concorrência e outros fatores quanto ao seu andamento financeiro, desde a implantação até
às situações inesperadas e ampliações.
CRUZ ( 1998 ), afirma que, devemos antes de mais nada, considerar o
inquestionável custo de tecnologia da informação. Qualquer tecnologia é cara se não for
bem planejada e utilizada. Infelizmente, não é essa prática que se tem como estado normal
de administração de tecnologia da informação. Muitas empresas, quando muito, controlam
os custos de aquisição dos equipamentos e sistemas, mas não fazem a mínima idéia dos
custos operacionais.
Para controlar os custos de tecnologia da informação existem o orçamento de
investimento e orçamento operacional

2.1- Orçamento de investimento.

�Neste tipo de orçamento deve-se levar em consideração as necessidades de cada
usuário e o porte da empresa para delinear o que se pretende fazer em um plano formal ou
informal. O orçamento de investimento deve contemplar os seguintes pontos:
O projeto: Quando feito corretamente o plano de tecnologia da informação, o projeto
estará amarrado ao planejamento estratégico da empresa. Os planos não são imutáveis,
podem ocorrer desvios, possibilitando mudanças com um grau de segurança muito maior
do que se ele não existisse.
Itens : Desdobra-se cada projeto nos itens que o compõem. É importante testar as
qualidades e dependência que cada um tiver.
Responsáveis pelos itens: Cada parte de cada projeto tem um responsável por sua
realização, logo cada item tem que ter um responsável por sua aquisição e utilização.
Valores de cada item : Aqui se prevê o custo de cada item. Ao fazer o orçamento, deve-se
levar em consideração o retorno sobre o investimento, que será realizado ao longo do
período.

2.2- Orçamento operacional.
Pouco se sabe o que realmente se gasta no processo produtivo. Com toda a
dificuldade que fazer um orçamento operacional possa ter, esse instrumento de
administração é extremamente necessário. Vejamos uma divisão de custos bastante
simples.
Custos Conhecidos:

salários, benefícios, manutenção de equipamentos e softwares,

terceiros, comunicação, etc.
Custos Desconhecidos:

energia, material de escritório, material de consumo para

informática, depreciações, ocupação de espaço físico, material de limpeza, treinamento,
reposição de pessoal, etc.
Concluímos então que não se pode prever nem definir custos para a empresa sem
antes fazer

o planejamento estratégico da informação. Serão drásticas as conseqüências

desta falta de organização.

2.3- Estrutura do Sistema

�A identificação dos componentes do sistema e das suas inter – relações é o que se
denomina “estrutura” do sistema.
Segundo

VIDAL

(

1995

),

um

sistema

de

computação

adequadamente

dimensionado, executará exatamente as instruções que lhe forem fornecidas. O problema
básico consiste em desenvolver ou adquirir um sistema que satisfaça as necessidades de
informação de uma empresa em particular.
Sabe-se que existem as estruturas antigas ou formais ( fluxogramas ), que podem
ser tradicionais ou experimentais e informais, cada qual com suas vantagens e
desvantagens.
Embora, com a globalização influenciando toda nossa vida, tornando difícil
encontrarmos uma nova abordagem organizacional, concluímos que os sistemas de
informações estão baseados em “Estruturas “. Ele só existe enquanto tecnologia para fazer
funcional qualquer tipo de estrutura que possa ter uma organização. CRUZ ( 1998 ).

3- FILOSOFIA DE INFORMATIZAÇÃO
A empresa espera que o seu sistema de informação satisfaça os seguintes requisitos.
VIDAL ( 1995 ) :
1- Produção de informações realmente necessárias, confiáveis, em tempo hábil e
com custo condizente;
2- Integrar-se à estrutura da organização e auxiliar na coordenação entre as
diferentes unidades organizacionais ( departamentos, seções, etc. ) por ele
interligadas;
3- Ter um fluxo de procedimentos ( internos e externos ao processamento )
racional, integrado, rápido e de menor custo possível;
4- Ter diretrizes capazes de assegurar o atendimento dos objetivos de maneira
direta, simples e eficiente;
5- Contar com dispositivos de controle interno que garantam a confiabilidade das
informações de saída e adequada proteção aos dados controlados pelo sistema;
6- Ser simples, seguro e rápido em sua operação. Conforme MELLO ( 1999 ), esta
filosofia, objetivos e alternativas de ação, envolvem a criatividade, em que se
busca da quantidade, alcançar a maior qualidade, o que, sem dúvida, é um dos
aspectos mais importantes para todo o processo.

�Para se evitar tomadas de decisões diferentes ou de forma particular que trazem
um risco maior ao processo empresarial, decidimos elaborar as diretrizes
visando fixar políticas administrativas, através do Planejamento Estratégico.

3.1 – Fatores chaves de sucesso
Os fatores chaves de sucesso devem ser definidos como sendo de importância vital
para a organização.
São eles que farão a diferença perante os mercados atingidos ou pretendidos.
TORRES [ 1998? ] delineia-os da seguinte forma:
SERVIÇO – Qualidade, preço, durabilidade, capacidade, conteúdo de informação,
segurança, acesso, compatibilidade, configuração.
ESTRUTURA LOGÍSTICA – Eficiência nos canais de distribuição, processo de
compra, métodos de venda.
INSUMO – Custos de aquisição, garantias, qualidade e manutenção.
PRODUÇÃO – Velocidade, adaptação e modificações
ESTRUTURA – Capacidade, disponibilidade, flexibilidade
EMPRESA x AMBIENTE – Influência, poder de negociação com autoridades,
capacidade de encarar mudanças e concorrências.
Os fatores críticos de sucesso, conforme o próprio termo indica, são áreas de uma
organização que tem contribuição significativa e determinante para seu sucesso.
Buscando a manutenção de vanguarda da empresa e com as tecnologias necessárias
já

definidas,

deve-se

incorporá-las

às

atividades

de

maneira

que

se

justifiquem

economicamente, mantendo uma concentração de atenção sobre tais tecnologias e somente
entrar em novas, quando elas se mostrarem comprovadamente eficientes.
Sabe-se também que não são somente os aspectos financeiros ou econômicos que
justificam o uso de uma determinada tecnologia. As aplicações e usos de tecnologias
podem ter resultados associados a diferentes dimensões de análise:
-

Dimensão econômica: redução de custos, aumento de produtividade e
eficiência, ganho de tempo, ganhos econômicos.

�-

Dimensão

organizacional:

demandas

externas,

performance

de

pessoal,

segurança de dados, controle e funcionamento da companhia, redução de
problemas.
-

Dimensão estratégica: aumento de competitividade, qualidade de produtos e
serviços, flexibilidade, redução de tempo de tarefas.

-

Dimensão da capacitação da empresa: manutenção e espírito de vanguarda,
imagem inovadora.

3.2- Esquema de Rede
Uma rede permite que computadores operem em grupo, de modo que possam
compartilhar o acesso a equipamentos e principalmente informações.
Para VIDAL ( 1995 ), o sistema operacional de rede é um conjunto de programa de
computador, que viabiliza e controla a comunicação e o acesso dos usuários à rede. Alguns
são processados nas estações de trabalho e outros nos servidores. Eles ampliam a utilização
dos microcomputadores, adicionando recursos, operações e criando um ambiente de
trabalho em grupo.
Os sistemas operacionais de rede incrementam novos recursos aos computadores
oferecendo a ela, por exemplo, serviços de acesso e segurança que não estão disponíveis
em microcomputadores isolados. Por exemplo, para ter acesso a determinados dados,
poderá ser exigida uma senha, ou determinados dados só poderão ser acessados em certos
horários ou em dias da semana, por pessoas autorizadas.
Outra vantagem de se utilizar um software aplicativo em rede é a padronização da
versão utilizada e o controle centralizado. Quando não se utiliza uma rede, cada usuário
tem a liberdade de utilizar o software e a versão que mais lhe convier, quase sem controle.
Para aquisição de software, usamos de uma avaliação quanto ao atendimento das
necessidades, considerando os seguintes itens: funcionalidade, desempenho, segurança,
capacidade de auditoria, capacidade de expansão e modificação, flexibilidade, suporte e
assistência técnica, método, facilidade de uso, facilidade de aprendizado, documentação,
testabilidade,

consumo

de

recursos

computacionais,

portabilidade,

compatibilidade, qualidade do fornecedor, custo e condição de pagamento.

integração

e

�Quanto à seleção dos equipamentos ( Hardware ), segue uma orientação baseada
em: levantamento de necessidades, especificação dos requisitos, fornecedores, seleção,
testes, escolha e instalação.

3.3- Treinamento de Pessoal
As exigências de capacitação de pessoal têm mudado muito, forçando a
administração de informática, como toda a empresa voltarem-se para o negócio e para o
relacionamento entre os ambientes internos e externos, além do aspecto técnico.
ALBERTIN ( 1996 ).
O treinamento e capacitação do pessoal é fundamental para o bom andamento de
todo o processo. Partindo da alta gerência, atingindo todos os funcionários e em alguns
casos, até mesmo os usuários. Todos deverão estar a par de todo processo e estrutura da
empresa, dos serviços e sistemas.
Com o preparo do pessoal para desenvolvimento de todo o sistema, fica mais fácil
determinar falhas nos recursos ( software e hardware ), como também determinar quando
deverão ser atualizados. As falhas mais comuns destes recursos são facilmente detectadas,
sendo esta, uma das premissas do momento certo de atualização. Uma segunda premissa é
a necessidade de maior capacidade e agilidade dos equipamentos.

4- APLICABILIDADE DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS
O processo de transferência de conhecimentos e informações tem exigido também
das bibliotecas, novas performances e criação de interfaces compatíveis com a dinâmica
das organizações e dos indivíduos.
As bibliotecas têm passado por períodos marcantes de transição, provocando
mudanças significativas em suas funções.
O primeiro período foi marcado pelo advento da imprensa, que de centros
depositários, passaram a atuar como centros de educação, recreação e pesquisa.
Desencadeou a segunda mudança, o surgimento dos computadores, que conquistaram
todos os campos de atividade, inclusive as bibliotecas em relação à organização e
utilização dos recursos informacionais, o que impulsionou as bibliotecas modernas a
encontrarem soluções para se gerenciamento, de forma mais eficiente.

�O terceiro período de transição tem se caracterizado pelas soluções qualitativas, que
implicam em redução de tempo e de precisão dos serviços.
Este novo contexto, provocado pelo desenvolvimento tecnológico, dinamicidade da
ciência e qualificação dos usuários, tem pressionado as bibliotecas a integrar modernas
tecnologias da informação aos seus serviços e atividades.
De acordo com COSTA e HEEMANN ( 1994 ), o uso das novas tecnologias tem
colaborado para o aumento das opções de distribuição de informação. Papel e microformas
são ainda opções viáveis, porém, a publicação de informações em CD-ROM tem
revolucionado a disponibilidade de informações, oferecendo outra alternativa para o uso de
base de dados.
Proporcionar acesso a uma multiplicidade de fontes de informações tem sido
possível, principalmente nas universidades, pois, oferecem menus simples de serviços,
acessados pelos usuários, através de redes locais e ou conexões de redes externas.
Oferecer eletronicamente todas as informações, implica em fornecer também o
documento completo. Acesso ao texto completo, onde estão contidas as informações para
os usuários, é tarefa essencial no processo de transferência de informações.
Para subsidiar a atuação dos profissionais bibliotecários como gerentes da
informação, apresentaremos alguns recursos de aplicação nos serviços de informação.

4.1- Tecnologias – Softwares para aplicação
-

Gerenciadores de base de dados: suporte para criação de base de dados.
Pesquisas podem ser feitas dentro de cada campo específico, onde o dado se
localiza, através de palavras chave.

-

Editores ou processadores de textos : suporte para cria ção, armazenamento,
alterações, atualizações e recuperação de textos. As aplicações mais freqüentes
são em cartas, relatórios, compilações, listas, manuais, etc.

-

Planilhas eletrônicas: facilitam a manipulação de dados numéricos, podendo
inserir textos e realizam várias operações aritméticas nos dados. Trabalha com
gráficos, sendo úteis para informações de estatística e custos.

-

Editores gráficos: publicação de documentos incluindo texto e gráficos,
assistindo a geração de boletins, avisos, notícias, cartazes, planos, bibliografias,
guias, folders, etc.

�-

Softwares específicos para bibliotecas : poderão ser desenvolvidos conforme
solicitação da equipe da biblioteca, como também adquiridos no mercado em
formato nacional, ou internacional, para descrição de registros bibliográficos.

Geralmente são softwares bastante simples, com menus simplificados para fácil
compreensão e acesso por parte dos usuários, com sistema de segurança disponibilizando
somente comandos para busca e recuperação da informação, através, de palavras chaves
impedindo ao usuário o acesso à entradas ou mudanças dos dados.
Além de trabalharem com estes softwares em redes internas, muitas bibliotecas,
principalmente as universitárias já disponibilizam estes sistemas de pesquisas através da
Internet, geralmente em páginas específicas das referidas bibliotecas ou das universidades,
utilizando o mesmo sistema de busca por palavras chave, o que possibilita ao usuário
pesquisador localizar ou não um determinado material ( livro, artigo, teses, etc. ) de modo
referencial e muitas vezes ful-text.
Este trabalho das bibliotecas caminha para uma era virtual de informações
acadêmicas, o que, irá influenciar positivamente a concretização do tão polêmico “ ensino
a distância “.
As instalações de todos os softwares e sistemas devem ser acompanhadas do
treinamento correspondente para bibliotecários. Um grave problema

está

ocorrendo no

desenvolvimento deste tipo de serviço, a falta de capacitação do profissional quanto ao
conhecimento de

Sistemas

e

Tecnologias de informação. Esta carência ocorre tanto em

sua formação acadêmica, quanto ao pós-acadêmico, dificultando o desenvolvimento destes
serviços, o que está forçando cada profissional procurar se capacitar.

4.1.2- Redes e Serviços
INTERNET – Sistema de informação integrado por várias redes de computadores,
que permite o tráfego de correio eletrônico e outros serviços. Caracteriza-se por:
-

organização das informações

-

transmissão de grandes quantidades de dados

-

acesso a um grande volume de recursos informacionais

-

serviços: correio eletrônico, acesso remoto, transferência de arquivos.

RNP – Rede Nacional de Pesquisa: projeto do Ministério de Ciência e Tecnologia,
coordenado pelo CNPq para implantação de uma rede de informação para apoio à

�pesquisa

e

educação. Proporciona a interconexão entre redes nacionais e

internacionais.

4.1.3 – Novos suportes
HIPERTEXTO: software que permite o acesso não seqüencial ao texto, para o
armazenamento individual de livros no todo, registros

e comunicações para consultas com

velocidade e flexibilidade. Componentes básicos:
-

uma rede de dados textuais

-

uma rede semântica conectando os componentes do texto

-

ferramentas para criação de elos

MULTIMÍDIA: combinação de diferentes tipos de mídia na comunicação de
informações entre dois ou mais usuários e seus componentes. Incluem comunicações de
voz, ( som, síntese musical e CD-ROM’s ), comunicação de dados, telecomunicação e
processamento de imagem.
HIPERMÍDIA: acesso à informação combinando características de hipertexto,
através da interação dos diferentes tipos de elos que possam existir entre as diferentes
peças de informação, combinando os diferentes materiais visuais ( vídeo e gráfico ), das
multimídias.
Conclui-se, portanto, que

as bibliotecas contemporâneas encontram-se em pleno

terceiro período de transição, convivendo com sérios conflitos organizacionais, orçamentos
reduzidos, e pessoal insuficiente para o desempenho de suas funções atuais.
As bibliotecas, como parte das organizações, em plena evolução, tem enfrentado os
desafios oriundos destas transformações, incorporando o novo papel que lhes cabe na
transferência de conhecimentos e informações. Isto, no entanto, tem exigido conhecimento
e incorporação dos recursos tecnológicos para sua organização e prestação de serviços de
informação.
A

questão

principal não está mais concentrada na

automação

nas bibliotecas,

serviços

implantados,

já

e sim, como automatizar,

qualificando-os

e

utilização ou

garantindo

aperfeiçoando-os,

a

não

da

continuidade

dos

gerando

serviços

para

atendimento das novas demandas dos usuários, do mercado e da própria organização.
Portanto, para se obter um bom projeto para informatização de bibliotecas, torna-se
necessário conhecer bem os serviços da biblioteca, tais como: acervo circulante, sistema de

�empréstimo, coleção de periódicos, coleções especiais, acesso à base de dados, referência
multimídia

e

a disponibilização de bases

também é o conhecimento

das bases

de dados externas e internas. Tão importante

dados disponíveis, o conhecimento dos softwares

e hardwares a serem adquiridos. Assim sendo teremos o conhecimento do “ status quo “
da área, podendo trabalhar com o máximo de segurança.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALBERTIN, Alberto Luiz. Administração de Informática: funções e fatores críticos de
sucesso. São Paulo : Atlas, 1996.
ANAIS do VIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias. Campinas, SP :
UNICAMP, 1994.

BIO, Sérgio Rodrigues. Sistemas de Informação: um enfoque. São Paulo : Atlas, 1996.

COSTA, Marília M. Damiani. HEEMANN, Vivian. Automação em bibliotecas : o uso de
novas tecnologias. São Paulo : UNICAMP, 1994.
CRUZ, Tadeu. Sistema de Informações Gerenciais : tecnologia da informação e a empresa
do século XXI. São Paulo : Atlas, 1998.
MELLO, Ivo Soares. Administração de sistemas de informação. São Paulo : Pioneira,
1999.

TOFFLER, A. A empresa flexível. Rio de Janeiro : Record, 1985.

TORRES, Norberto A. Manual de Planejamento de Informática Empresarial. São Paulo :
[ 1998? ].
VIDAL, Antônio Geraldo da Rocha. Informática na pequena e média empresa. São Paulo :
Pioneira, 1995

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="29">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42108">
                <text>SNBU - Edição: 12 - Ano: 2002 (UFPE - Recife/PE)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42109">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42110">
                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: espaços de (r) evolução do conhecimento e da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42111">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42112">
                <text>UFPE&#13;
</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42113">
                <text>2002</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42114">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42115">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="42116">
                <text>Recife (Pernambuco)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="46111">
              <text>Sistemas de informação: um breve histórico e sua aplicabilidade em bibliotecas universitárias.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="46112">
              <text>Oliveira, Jacqueline Rodrigues de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="46113">
              <text>Recife (Pernambuco)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="46114">
              <text>UFPE</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="46115">
              <text>2002</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="46117">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="46118">
              <text>Aponta para a importância da participação ativa dos dirigentes,a identificação das necessidades de informação, a definição dos requisitos dos sistemas a serem implantados</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="67597">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
  <tagContainer>
    <tag tagId="16">
      <name>snbu2002</name>
    </tag>
  </tagContainer>
</item>
